Total de visualizações de página

sábado, 29 de outubro de 2011

A PRIMEIRA EQUIPE DO ESTADO DO RIO A JOGAR EM BRASÍLIA




A fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro só viria a acontecer a partir de 15 de março de 1975.
Bem antes disso, no ano de 1960, o Canto do Rio, de Niterói, fez uma breve visita a Brasília, tornando-se a primeira equipe fluminense a jogar na nova Capital Federal.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

JOGOS ETERNOS: O SANTOS EM BRASÍLIA



O zagueiro Melo e Pelé trocam flâmulas antes do jogo

Com a finalidade de arrecadar fundos para dar continuidade às obras de acabamento do Estádio Nacional de Brasília, a Federação Desportiva de Brasília convidou o Santos para um amistoso no dia 25 de maio de 1967.
Inicialmente, foram convocados os seguintes jogadores para os treinamentos da Seleção Brasiliense:
Rabello (14): Zé Walter, Aderbal, Luiz, Melo, Didi, Zé Maria, Sérgio, J. Alves, Tião, Sabará, Roberto, Edinho, Carlinhos e Cid.
Flamengo (2): Beto Pretti e Miranda
Cruzeiro do Sul (6): Waldemar, Grover, Paulada, Juca, Helinho e Buzuca
Pederneiras (3): Pepe, Juarez e J. Pereira
Colombo (3): Sir Peres, Jucy e Crispim
Defelê (6): Tonho, Wilson, Farneze, Quincas, Invasão e Djalma
Guará (6): Alcides, Axel, Arnaldo, Otávio, Walmir e Heitor.
Técnico: Samuel Lopes.
Massagistas: Marreta e Padre Neco.
E a seleção bem que tentou se preparar para fazer frente ao poderoso Santos. Realizou treinamentos nos dias 20, 21, 22, 23 e 24, buscando um mínimo de entrosamento. Nada, porém, conseguiu frear o Santos, que venceu por 5 x 1.
A ficha técnica do jogo foi esta:
SELEÇÃO DE BRASÍLIA 1 x 5 SANTOS
Data: 25 de maio de 1967
Local: Estádio Nacional de Brasília
Árbitro: Jorge Cardoso
Gols: Pelé, 3; Coutinho, 40; Wilson, 63; Douglas, 80; Aderbal, 83 e Toninho, 89.
SELEÇÃO DE BRASÍLIA: Zé Walter, Didi, Melo, Farneze e Aderbal; Zé Maria, Luiz e Beto Pretti (Paulinho); Sabará, Edinho (Cid) e Arnaldo.
SANTOS: Cláudio, Lima, Joel, Orlando (Oberdan) e Rildo; Clodoaldo e Zito (Bougleux); Wilson, Coutinho (Toninho), Pelé (Douglas) e Abel (Edu).

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

ARQUIVOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: O TORNEIO INÍCIO DE 1967


Tendo como local o Estádio Nacional de Brasília (posteriormente chamado de Pelezão), foi realizado no dia 11 de junho o Torneio Início do Campeonato Brasiliense de 1967.
Os jogos tiveram essa ordem:
1. Cruzeiro do Sul 0 x 0 Guará (nos pênaltis, Cruzeiro do Sul 3 x 0);
2. Rabello 1 x 0 Flamengo, gol de Sabará;
3. Colombo 1 x 0 Defelê, gol de Paulinho;
4. Cruzeiro do Sul 0 x 0 Rabello (nos pênaltis, Cruzeiro do Sul 3 x 2);
5. Decisão: Colombo 1 x 0 Cruzeiro do Sul, gol de Milton (contra).

Campeão: Colombo
Vice-Campeão: Cruzeiro do Sul

terça-feira, 25 de outubro de 2011

CRUZEIRO DO SUL VENCE TORNEIO NO GAMA EM 1967

Nos dias 26 de novembro e 3 de dezembro de 1967, o Coenge Futebol Clube e a Associação Atlética e Cultural Mariana, ambos da cidade-satélite do Gama, promoveram um torneio quadrangular contando ainda com a presença de Rabello e Cruzeiro do Sul.
Na primeira rodada, no dia 26 de novembro, o Cruzeiro do Sul marcou 2 x 1 sobre a A. A. Cultural Mariana. No outro jogo, Coenge e Rabello empataram em 1 x 1 no tempo normal de jogo, obrigando-os a decidir a vaga na final nos pênaltis. O Coenge venceu por 3 x 2.
No dia 3 de dezembro, o Rabello venceu a A. A. Cultural Mariana por 3 x 2 e ficou com o terceiro lugar do torneio.
Na final, em jogo de muitas alternativas, o Cruzeiro do Sul ganhou do Coenge pelo marcador de 4 x 3, sagrando-se campeão do torneio quadrangular.

sábado, 22 de outubro de 2011

REGISTROS HISTÓRICOS: O CAMPEONATO DA LIGA DOS CLUBES INDEPENDENTES DE 1963


No dia 2 de junho de 1963 aconteceu a realização do Torneio Início da Liga dos Clubes Independentes, no campo do Esporte Clube W-3, com a participação de 1º de Maio, Guarani, Imprensa Nacional, Correio Braziliense, W-3 e Esporte Clube Drago.
O campeão foi o time da Imprensa Nacional que, na final, venceu o E. C. Drago, nos pênaltis, por 5 x 4.
A primeira rodada do campeonato da Liga foi realizada em 9 de junho. Além dos participantes do Torneio Início, também tomaram parte o Camargo Correa e o Planalto.
A classificação final do campeonato da Liga dos Clubes Independentes foi a seguinte: Campeão: Camargo Corrêa, 3 pontos perdidos; Vice-Campeão: E. C. W-3, 6; 3º Imprensa Nacional, 7; 4º Correio Braziliense, 15; 5º Drago, 16; 6º Planalto, 17 e 7º Guarani, 18.
O W-3 vinha se mantendo na liderança invicta do certame, com dois pontos perdidos, até o jogo do dia 1º de setembro, quando o Camargo Corrêa o derrotou por 3 x 0, assumindo a ponta do campeonato e dando passo importante para a conquista do título.
O W-3 foi o campeão da categoria de aspirantes.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

ESTÁDIOS DE BRASÍLIA: SEREJÃO/BOCA DO JACARÉ



Localizado na cidade de Taguatinga e com o nome oficial de “Elmo Serejo Farias” (homenagem ao governador do Distrito Federal no período de 1974 a 1979), o estádio teve sua inauguração parcial no dia 29 de agosto de 1976, quando o Taguatinga venceu o Vila Nova, de Goiânia (GO), por 1 x 0, gol olímpico de Dinarte aos 42 minutos do segundo tempo.
O Taguatinga atuou com Carlos José, Mundinho, Edair, Mauro e Chico; Nelson, Elmo e Maurício; Bira (Zé Vieira), Ruy e Dinarte. O árbitro da partida foi Adélio Soares Nogueira.
As obras para a conclusão do estádio passaram, então, a um ritmo bastante lento e, somente em 23 de abril de 1978 é que a cidade de Taguatinga pôde festejar a entrega do seu primeiro grande estádio.
Naquele dia, o Taguatinga recebeu a equipe juvenil do Fluminense, um timaço de garotos! Resultado: Fluminense 4 x 1 Taguatinga. Os gols foram marcados por Cléber (o primeiro gol do novo estádio), Gilcimar e Robertinho (2), para o Fluminense, e Belo, para o Taguatinga. Coincidentemente, o árbitro foi o mesmo da inauguração parcial: Adélio Soares Nogueira.
Jogou o Taguatinga com Félix, Nonato, Wanner, Aldair e Luiz Fernando; Renê, Joãozinho (Maurício) e Dirceu Lopes; Belo, Peba e Paulo César. Destaques: o goleiro Félix e o meio-de-campo Dirceu Lopes foram especialmente convidados para o evento.
Já o Fluminense formou com João Luís, Joel (Vanderlei), William (Flávio), Jorge Luís e Zezinho; Cléber Silva, Cléber e Marcos; Gilcimar, Robertinho e Mário (Cláudio Adão).
O Taguatinga mandou seus jogos no Serejão até o ano de 1999. Naquele ano, no dia 3 de junho, fez seu último jogo pelo campeonato brasiliense, quando foi derrotado pelo Guará: 3 x 1.
O estádio ainda foi palco de jogos da Segunda Divisão em 1999, sendo o último em 9 de outubro quando o Atlântida (time de Taguatinga) foi goleado pelo Comercial, do Núcleo Bandeirante, por 4 x 0.
Com a extinção dos dois times de Taguatinga, o estádio foi praticamente abandonado, chegando ao ponto de não ser sede de nenhum jogo pelo campeonato brasiliense de 2000.
Em abril de 2001 a diretoria do Brasiliense arrendou o estádio junto à Administração Regional com o intuito de realizar as partidas do Brasiliense. A reforma inicial do estádio, financiada pelo Brasiliense Futebol Clube, durou 70 dias e solucionou problemas antigos, como o reparo de alambrados e refletores, remodelação dos vestiários, cuidados básicos com o gramado e todas as medidas necessárias para deixar o Serejão em condições de jogo.
Uma vitória marcou o início da trajetória do Brasiliense em sua nova casa que passaria a ser conhecida como “Boca do Jacaré” (O apelido Boca do Jacaré se deve ao mascote do Brasiliense, um jacaré). No dia 25 de abril de 2001, o Brasiliense venceu o Brasília por 3 x 1. O primeiro gol foi marcado por Weldon, do Brasiliense. A final do estadual daquele ano proporcionou o maior público da história do estádio: 34.228 torcedores assistiram ao jogo Brasiliense 1 x 2 Gama. Além dos jogos do Brasiliense na Série C, o estádio ainda recebeu, no ano de sua reabertura, jogos da Série A do Campeonato Brasileiro e acolheu times como Botafogo, Cruzeiro, Corinthians, Palmeiras, Atlético (MG) e Fluminense em duelos pela competição nacional. O Flamengo também escolheu a Boca do Jacaré como o palco para as partidas da Copa Mercosul 2001.
No ano seguinte, no entanto, a maior atração dos gramados da Boca do Jacaré foi o próprio Brasiliense. O Brasiliense foi campeão da Série C do Campeonato Brasileiro e chegou à final da Copa do Brasil, quando acabou sendo derrotado pelo Corinthians.
Em 2004, foi na Boca do Jacaré que o Brasiliense comemorou o acesso para a elite do futebol brasileiro, a Série A.
Em 2005, o Brasiliense empreendeu uma ampla reforma na Boca do Jacaré. No campo, foi plantada grama Esmeralda, o terreno foi nivelado e o sistema de drenagem recuperado. Os alambrados foram reforçados e os bancos de reservas, construídos. O sistema de iluminação do estádio foi aperfeiçoado e os vestiários, completamente remodelados, incluindo o acesso ao campo. A sala de musculação anexa ao vestiário do Brasiliense também foi erguida durante esta intervenção. A tribuna de honra foi ampliada e as condições das cabines de rádio foram melhoradas. O campo de apoio foi revitalizado, e o Brasiliense passou a treinar também no estádio.
As acomodações na Boca do Jacaré são divididas em setores: norte e sul, situadas atrás das balizas, oeste e leste, cadeiras e tribuna de honra. O setor leste corresponde a uma nova arquibancada em estrutura metálica, acrescida ao estádio em 2005, que expandiu a capacidade de espectadores no estádio. Recentemente, cadeiras que foram retiradas do Mané Garrincha foram instaladas nos setores oeste e leste do estádio, propiciando mais conforto ao torcedor do Jacaré.
E a Boca do Jacaré vai ser ampliada nos próximos anos, quando fará parte da infra-estrutura de Brasília para a Copa do Mundo de 2014. O estádio servirá de local de apoio para os treinos das seleções que disputarem os jogos na capital federal e a completa reestruturação do estádio está na pauta de obras na cidade para o Mundial do Brasil.

Colaboração: Roberto Naves

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O 1º CAMPEONATO DE FUTEBOL AMADOR DEPOIS DA IMPLANTAÇÃO DO PROFISSIONALISMO


Apesar de a Federação Desportiva de Brasília realizar campeonatos profissionais no período de 1964 a 1968, o derradeiro profissionalismo foi implantado no futebol brasiliense a partir do ano de 1976.
Depois disso, o futebol amador sempre esteve muito ligado ao futebol profissional, com alguns clubes mudando de categoria e muitos jogadores sendo aproveitados nos times profissionais do Distrito Federal.
Em 1978, a então Federação Metropolitana de Futebol abriu i
nscrições para o 1º Campeonato de Futebol Amador do Distrito F
ederal.
Vinte equipes participaram da competição. Foram elas:
Sociedade Esportiva Maringá, Associação Atlética Gaminha, Guarany Futebol Clube, Lago Norte Esporte Clube, Santos Futebol Clube, Casa Mineira Esporte Clube,  Hoteleiros e Similares Futebol Clube, Esporte Clube Milionários, Raspatac Futebol Clube, Vila Dimas Esporte Clube, Associação dos Servidores da SHIS, Consórcio Engevix/Themag, Associação dos Servidores do MEC – ASMEC, Wagner Refrigeração Futebol Clube, Curitiba Futebol Clube, Bernardo Sayão Futebol Clube, Unidos de Sobradinho Atlético Clube, Associação dos Servidores do INAN, Associação Esportiva Palmeiras e Vasco da Gama Futebol Clube (de Sobradinho)
.
Na primeira fase foram divididas em cinco chaves (com as respectivas classificações):

A: 1º A. S. da SHIS,S. E. Maringá, Lago Norte e Vila Dimas;
B: 1º ASMEC, 2º Hoteleiros, 3º Engevix/Themag e 4º Casa Mineira;
C: 1º Gaminha, 2º Guarany, 3º Santos e 4º Wagner Refrigeração
;
D: 1º Curitiba, 2º Unidos de Sobradinho, 3º Milionários e 4º Bernardo Sayão
;
E: 1º Palmeiras, 2º Vasco da Gama, 3º A. S. do INAN e 4º Raspatac
.
Na primeira fase, f
oram realizados 30 jogos e assinalados 111 gols.

Os dois primeiros colocados passaram para a fase semifinal, que ficou assim composta:
Chave A – Hoteleiros, SHIS, ASMEC, Curitiba e Maringá;
Chave B – Vasco da Gama, Guarany, Palmeiras, Unidos de Sobradinho e Gaminha.
Classificaram-se para a Fase Final: Hoteleiros e SHIS na Chave A e Guarany e Gaminha, na B.
Na final, realizada no dia 21 de janeiro de 1979, no Estádio Pelezão, o Hoteleiros venceu o Gaminha, por 2 x 1, e ficou com o título de campeão.

Nota:
O Hoteleiros e Similares Futebol Clube foi fundado em 7 de julho de 1977 e tinha sede no Edifício Venâncio II – Loja 49 – 1º e 2º subsolos. Hoje, encontra-se desativado
.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

CURIOSIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: VEM AÍ O MEMORIAL GAMENSE



Funcionário público, casado e apaixonado pelo futebol, Márcio Almeida aprendeu a torcer pelo Gama quando morava na cidade onde nasceu e tem família até hoje. Mas um dia Márcio se encontrou com uma pessoa que teve um passado no Gama e desde então surgiu a vontade de resgatar a história do futebol candango, em especial a do alviverde gamense.
O encontro que marcou sua decisão de resgatar a história do futebol do Gama surgiu quando Márcio encontrou-se com Manoel Cajueiro, técnico do Gama do ano de 1978.
Cajueiro contou a Márcio sobre as dificuldades que encontrou naquela época. O Gama tinha data certa para fechar as portas e seria no final daquele ano. Sem dinheiro e cheio de dívidas, o Gama iria pedir licença para não disputar o campeonato candango de 1979. Disputaria então o último campeonato que era o Torneio Incentivo, uma espécie de torneio preparatório do campeonato brasiliense. Mesmo assim, o Gama foi à decisão do campeonato e o venceu, não mais fechando as portas.
No ano seguinte o Gama recebeu incentivos de empresários locais e também de diversos comerciantes que ajudavam de outras formas e assim conseguiu o primeiro título de sua história: o de campeão brasiliense de 1979.
Márcio também percebeu que vários atletas e dirigentes daquela época estavam morrendo, se mudando ou jogando no lixo os frutos do seu suor no passado. Não poderia simplesmente cruzar os braços e deixar a história destes bravos homens cair no esquecimento.
Desde então Márcio vem colhendo material e guardando em sua residência tudo o que seja relacionado à história do Gama e do futebol de Brasília. Após dois anos de trabalho, Márcio conta com um grande acervo. São fotos, entrevistas, vídeos, revistas, matérias de jornais e camisas utilizadas pelo Gama e outros clubes do DF.
A intenção de Márcio é inaugurar no próximo dia 15 de novembro, quando o Gama estará comemorando 36 anos de existência, o MEMORIAL GAMENSE, um museu virtual com o material que dispõe contando a história do Gama e dos clubes da época.
Os torcedores poderão conferir uma exposição de camisas utilizadas pelo Gama, a Galeria dos Presidentes do clube, na seção Por onde anda você? Jogadores e dirigentes que já passaram pelo Gama, videoteca, galeria de fotos, os artilheiros (ano a ano), hinos, criadores e criaturas, artigos publicados em revistas e jornais, o futebol amador da cidade e um capítulo especial sobre o Coenge.
Apesar de já possuir um belo acervo, Márcio quer tornar o Memorial o mais completo possível e, para isto, pede a quem tiver fotos daquela época que entre em contato. O telefone dele é 9246-0431 e o email: marciosilvadealmeida@yahoo.com.

domingo, 16 de outubro de 2011

ARQUIVOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: O TORNEIO INÍCIO DE 1962


O Torneio Início do Campeonato Brasiliense de 1962 foi realizado no dia 10 de junho, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”, de propriedade do Defelê.
Conforme previsto no regulamento, os jogos tiveram a duração de 20 minutos, com dois tempos de 10 minutos cada.
A ordem dos jogos foi a seguinte:
1. Defelê 0 x 0 Colombo (nos pênaltis, vitória do Defelê por 3 x 1);
2. Rabello 3 x 0 Cruzeiro do Sul, gols de Joãozinho (2) e Arnaldo;
3. Guanabara 0 x 0 Nacional (nos pênaltis, Guanabara 3 x 1);
4. Alvorada 1 x 0 Presidência;
5. Grêmio 1 x 0 Guará;
6. Defelê WO x 0 Planalto;
7. Guanabara 0 x 0 Rabello (nos pênaltis, vitória do Guanabara por 2 x 1);
8. Alvorada 0 x 0 Grêmio (nos pênaltis, vitória do Alvorada por 2 x 1);

Na decisão, no nono jogo do dia, aconteceu empate de 2 x 2 entre Guanabara e Alvorada. Nos pênaltis, vitória do Guanabara por 6 x 5 e o título de campeão para o rubro-negro.
O Guanabara formou com João I, Toninho e Isaías; João II, Raimundo (Da Silva) e Julinho (Aragão); Luisinho, Barbosinha, Valter (Bocaiúva), Gilberto e Joãozinho.

sábado, 15 de outubro de 2011

TÚNEL DO TEMPO: O QUE ACONTECEU HÁ 50 ANOS (16 a 31 de outubro de 1961)


22.10.1961
Prossegue o campeonato brasiliense da Primeira Divisão com mais uma rodada.
Defelê e Rabello continuavam disputando as primeiras colocações, ponto a ponto, e voltaram a vencer seus jogos nesta rodada.
Em seu campo, o Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”, o Defelê marcou 2 x 0 sobre o Grêmio, com gols de Bimba e Bosco. A renda foi de CR$ 17.900,00. O árbitro foi Josué Costa Araújo, que expulsou Geraldo, do Grêmio.
Também jogando em casa, no Estádio “Paulo Linhares”, o Rabello goleou o Alvorada por 4 x 0. Carioca, duas vezes, Nilo e Arnaldo marcaram os gols. O árbitro foi Aristeu Santana e a renda alcançou CR$ 2.400,00.
No terceiro e último jogo da rodada, o Planalto surpreendeu o Guará, dentro de seu estádio, o “Israel Pinheiro”, ao goleá-lo por 5 x 1. Francisco Ribeiro Campos foi o árbitro e os gols foram marcados por Leônidas, Brasil, Vitinho, Rui e Azulinho para o Planalto e Alan para o Guará. Vitinho foi expulso de campo ao desferir um soco no rosto de um adversário.

Em jogo para apenas cumprir tabela no campeonato da Segunda Divisão, o La Salle vence o Real, por 1 x 0, no Estádio Israel Pinheiro, na preliminar de Guará x Planalto. Wilson Francini foi o árbitro.

29.10.1961
Na penúltima rodada do segundo turno do campeonato brasiliense da Primeira Divisão, duas paradas duras para os postulantes ao título de 1961: Defelê e Rabello.
O Defelê foi até o Estádio “Aristóteles Góes” e venceu o Nacional por 1 x 0, gol de Ely. A renda foi de CR$ 12.400,00 e o árbitro Josué Costa Araújo.
O Rabello também jogou fora de casa, no estádio do Planalto, e teve as mesmas dificuldades para vencer o Planalto por 1 x 0. O gol foi de Sabará. Jorge Cardoso foi o árbitro e a renda, a melhor da rodada, de CR$ 16.000,00.
Já sem chances de disputar o título, Guará e Alvorada empataram no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”, em 2 x 2. Os g
ols foram de João Balbino e Léo para o Guará e Mexicano (2) para o Alvorada. Nilzo de Sá foi o árbitro do jogo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

CLUBES DE BRASÍLIA: O PEDERNEIRAS E. C.



O Pederneiras Esporte Clube, assim denominado em homenagem à Companhia Construtora Pederneiras S. A., foi fundado em 18 de janeiro de 1959, na casa de Walfredo Aleixo Martins e Souza, situada no Acampamento “Dr. Sérgio Seixas Corrêa”, na Vila Planalto, em Brasília (DF).
Além de Walfredo, que foi escolhido primeiro Presidente do clube, compareceram Edgardo Coutinho Gomes, Antônio Batista do Sacramento, Cícero Bezerra da Silva, Aloísio Queiroz de Araújo, Leorne Feitosa Dantas, Walderez Marques da Silva, Waldir de Souza Fonseca, Edgard dos Santos, Manoel de Jesus Tôrres Bouéres e Antônio Batista da Silva.
Na mesma reunião, foram definidas as cores oficiais do novo clube: azul celeste e branca e também os uniformes, sendo o número 1 constando de camisas listradas nas cores azul e branca no sentido vertical, com gola e punhos brancos, calção azul e meias brancas com detalhes em azul; o número dois seria a camisa toda branca com gola e punhos azuis e os calções azuis e meias iguais ao número 1.
A primeira competição de que o Pederneiras tomou parte foi o
Troféu “Israel Pinheiro” (instituído por iniciativa do presidente da Construtora Ribeiro Ltda., Cesar Ribeiro), a ser disputado pelas companhias construtoras de Brasília.
No sistema “mata-mata”, jogou no dia 12 de junho de 1960, perdendo para a ECRA, por 2 x 1, sendo eliminado do torneio.
Menos de um mês depois, participou de outra competição, o
Troféu “Danton Jobim”, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros, desta vez misturando clubes de construtoras com equipes filiadas à Federação Desportiva de Brasília.
O Pederneiras caiu na Chave C, juntamente com o Ribeiro, B.G.P. - Batalhão da Guarda Presidencial e o Caeira (time da Construtora Cavalcante Junqueira).
Estreou no dia 3 de julho, vencendo o Caeira, por 3 x 1. Nos outros dois jogos, em 10 e 17 de julho, respectivamente foi derrotado pelo B.G.P. (2 x 0) e goleado pelo Ribeiro (6 x 0).
Somente em 2 de agosto de 1960 a Federação Desportiva de Brasília recebeu o ofício do Pederneiras para dar andamento no processo de filiação do clube.
Em 26 de agosto aconteceu a
Assembléia Geral que aprovou os estatutos do Pederneiras E. C.
Dois dias depois fez sua estréia como novo filiado da Federação, perdendo o amistoso para o Nacional, por 2 x 1.
Veio o Torneio Início de 1960, no dia 4 de setembro, competição que levou o nome de Taça "Governador Roberto Silveira"). Solicitaram inscrição 16 clubes. Os jogos foram realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
No sexto jogo do dia, o Pederneiras venceu o Nacional, por 2 x 0, com gols de Gote e Marcionilo. No décimo-primeiro foi derrotado pela A. E. Edilson Mota, por 1 x 0.
Na Assembléia Geral de 14 de setembro, em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão (os dois primeiros colocados de cada grupo) e as oito que comporiam a Segunda.
Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. O Pederneiras integrou o Grupo C, com jogos no campo do Planalto, juntamente com Defelê, Guanabara e o anfitrião.
E foi justamente com o anfitrião Planalto que o Pederneiras iniciou sua campanha, no dia 18 de setembro, sendo derrotado por 3 x 0.
Recuperou-se plenamente uma semana depois ao golear o Guanabara, por 4 x 1. Os quatro gols do Pederneiras foram marcados por Cri-Cri.
A t
erceira e última rodada do torneio classificatório estava marcada para o dia 9 de outubro, contra o Defelê. Quando a maioria achava que o favorito Defelê fosse se classificar, o Pederneiras o surpreendeu, vencendo-o por 4 x 3. Os classificados foram Planalto (em 1º) e Pederneiras (em 2º). Depois, com a desistência de alguns clubes, o Defelê também garantiria sua vaga na primeira divisão e acabaria por se tornar o campeão daquele ano.
Na sua primeira participação no campeonato da Primeira Divisão, o Pederneiras não levou sorte. Algumas obras da Companhia Construtora Pederneiras chegaram ao seu final e com isso vários operários foram dispensados. Entre eles, vários jogadores, o que, conseqüentemente, ocasionou o desfalque na equipe de futebol.
O resultado não poderia ser outro: oitavo e último colocado: nos sete jogos que realizou, perdeu todos. Marcou apenas quatro gols e sofreu trinta e seis. No dia 18 de dezembro, foi humilhado pelo poderoso Guará, que o goleou pelo elástico marcador de 10 x 0.
Os vexames de 1960 ainda não tinham terminado.
A Lei de Acesso previa que o último colocado da Primeira Divisão deveria enfrentar o primeiro colocado da Segunda.
A melhor-de-três entre Pederneiras, último colocado da Primeira Divisão, e Sobradinho, campeão da Segunda, somente aconteceu em fevereiro de 1961. No dia 5, o Sobradinho goleou por 3 x 0. Para a segunda partida, prevista para o dia 19, o Pederneiras não compareceu. A FDB deu os pontos ao Sobradinho, classificou o mesmo para a Primeira Divisão em 1961 e rebaixou o Pederneiras para a Segunda.
No dia 22 de fevereiro de 1961, o Pederneiras encaminhou ofício
solicitando seu desligamento da Federação, dada a extinção do seu quadro de futebol.
Só retornaria ao futebol em 1963, disputando o campeonato da Segunda Divisão com outros cinco times, mais uma vez realizando péssima campanha.
Em 25 de fevereiro de 1964 aconteceu a Assembléia Geral que aprovou a reforma nos estatutos da Federação. As categorias passaram a ser: Divisão de Futebol Profissional, Primeira Divisão de Futebol Amador, Segunda Divisão de Futebol Amador, Departamento Autônomo e Divisão de Juvenis.
O Pederneiras então passou a integrar a
Primeira Divisão de Amadores, cujo Torneio Início foi disputado no dia 10 de maio, no Estádio “Aristóteles Góes”. Logo em sua primeira participação, foi derrotado por 1 x 0 pela A. A. Guanabara.
Sete equipes, entre elas o Pederneiras, tomaram parte do campeonato oficial da Primeira Divisão de Amadores, iniciado em 17 de maio de 1964. O primeiro jogo do Pederneiras aconteceu duas semanas depois, empatando em 1 x 1 com o Nacional.
Encerrado o campeonato, disputado em dois turnos, o Pederneiras foi novamente o último colocado. Nos doze jogos que realizou, conseguiu apenas uma vitória e um empate. Marcou seis gols e sofreu vinte e oito.
Em 1965, finalmente, o clube passaria a ter algumas alegrias. Perdeu a final do Torneio Início para o Vila Matias (1 x 0, em 30 de maio) mas, em compensação, no campeonato oficial de amadores, disputado por cinco equipes, não deu chance aos adversários, sagrando-se campeão invicto ao sobrepujar Guanabara, Cruzeiro do Sul, Grêmio Brasiliense e Vila Matias. Foram oito jogos, com seis vitórias e dois empates. Seu ataque marcou 23 gols e a sua defesa sofreu 6. Além disso, teve os dois principais artilheiros da competição, Zezito, com 10 gols, e Zeca, com 6. Os demais gols foram marcados por Eraldo (3), Doca (2) e Maracanã e Firmo, um cada.
A formação mais utilizada pelo Pederneiras foi
Chico, Tarcízio e Eufrásio; Logodô, Maracanã e Firmo; Zeca, Eraldo, Doca, Zezito e Xixico.
Para o ano de 1966 resolveu apostar suas fichas no profissionalismo. Logo em sua primeira participação, o Torneio Início disputado em 12 de junho, no novo Estádio de Brasília (futuro “Pelezão”), venceu o Luziânia, na estréia, por 1 x 0, gol de Zezito, e perdeu no segundo jogo para o Rabello, pelo mesmo placar.
Mas, o grande resultado do ano foi conseguido num amistoso. O Esporte Clube Bahia, na época com o título de campeão da Taça Brasil de 1959 em cima do poderoso Santos de Pelé, fez uma excursão ao Distrito Federal para enfrentar três equipes locais, uma delas, o Pederneiras. Logo em sua estréia, no dia 31 de agosto, o tricolor baiano foi derrotado por 1 x 0. Depois venceria Colombo e Rabello.
No campeonato de profissionais de 1966, atuando contra seis equipes, realizou campanha bastante irregular, ficando na quinta colocação, na frente de Flamengo e Guará. Foram cinco vitórias, dois empates e cinco derrotas. O saldo de gols foi zero: marcou e sofreu 19 gols.
Logo depois, a Federação realizou outro torneio entre os clubes profissionais, para homenagear o então Prefeito do Distrito Federal, Plínio Cantanhede.
A campanha do Pederneiras não foi das melhores (ficou em quarto lugar), mas no dia 10 de novembro de 1966, sentiu um gostinho de vingança ao aplicar 8 x 0 no Guará, o mesmo Guará que lhe havia imposto aqueles 10 x 0 no campeonato de 1960.
Na categoria “juvenis”, o Pederneiras ficou com o título, com apenas um ponto perdido na competição. Nas demais colocações chegaram: 2º Rabello, 8; 3º Guará, 10; 4º Colombo, 12; 5º Defelê, 14; 6º Luziânia, 17 e Flamengo, 22. O maior destaque desse time era o zagueiro Pedro Pradera.
No dia 13 de novembro de 1966, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”, o Pederneiras enfrentou o Rabello e foi derrotado por 4 x 1. Doca marcou o gol de honra. Foi a última vez que o time do Pederneiras entrou em campo.
Antes do início do campeonato (20 de julho), o Pederneiras solicitou licença de todas as suas atividades durante o ano de 1967. Nunca mais voltou!

Nota:
Foram responsáveis pela “descoberta” e “redesenho” do escudo do Pederneiras as seguintes pessoas: Márcio Almeida, Marcus Amorim, José Jorge Farah Neto, Rodolfo Kussarev e o autor dessa matéria, José Ricardo Almeida.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

PERSONAGENS & PERSONALIDADES: AUGUSTO DA COSTA


Augusto da Costa nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 22 de outubro de 1920. Começou no futebol no São Cristovão, onde atuou de 1940 a 1943. Sempre foi um zagueiro de técnica mediana, que superava suas deficiências com muito vigor e determinação. Com grande espírito de equipe e uma capacidade de liderança acima do comum, não demorou a chegar ao Vasco da Gama, onde se tornou um capitão que se fez respeitar inteiramente. Foi titular absoluto durante os anos do "Expresso da Vitória", conquistando os títulos de campeão carioca nos anos de 1945, 1947, 1949, 1950 e 1952 e também o Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões em 1948.
Sua dedicação e seu desempenho no Vasco da Gama fizeram com que em 1947 ele chegasse à Seleção Brasileira, pela qual venceu a Copa América de 1949 e disputou a Copa do Mundo de 1950, sendo vice-campeão. Vestiu a camisa da seleção 22 vezes, a última delas exatamente na derrota de 2 x 1 para o Uruguai, na fatídica decisão daquele Mundial.
Em 1953, aceitou um convite do então presidente da República Getúlio Vargas para ingressar na Polícia Especial do Exército. Ainda trabalhou como assistente técnico de Flávio Costa, entre 1954 e 1955. Mas preferiu continuar como funcionário público. Disputou 297 jogos pelo Vasco da Gama.
Em 1959, Augusto da Costa veio parar em Brasília. Oswaldão, dirigente do Guará, entrou em contato com o General Osmar Soares Dutra, solicitando do mesmo que aproveitasse a transferência dos órgãos públicos federais dos Poderes da República para a nova Capital e convidasse Augusto da Costa para servir na GEB – Guarda Especial de Brasília. Augusto veio e passou a desempenhar suas funções de polícia e técnico de futebol.

Logo em sua primeira competição, o Torneio Início disputado no dia 24 de maio de 1959, o Clube de Regatas Guará foi o vencedor do torneio denominado Torneio Início “Bernardo Sayão”. No campeonato daquele ano, o Guará ficou com a terceira colocação.
Em 3 de junho de 1960, quando aconteceram eleições para ser escolhida a nova diretoria da Federação Desportiva de Brasília, Augusto da Costa passou a ser o novo Diretor de Futebol da entidade.
Com as constantes licenças médicas do então Presidente da Federação, Jardel Noronha de Oliveira, Augusto da Costa chegou a assumir a Presidência da Federação Desportiva de Brasília.
Depois de sua passada por Brasília, Augusto da Costa voltou ao Rio de Janeiro.
Num domingo, 29 de fevereiro de 2004, Augusto da Costa morreu vítima de infecção generalizada, originada a partir de um problema no joelho, aos 83 anos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CAMPEÕES E VICE-CAMPEÕES DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE “JUNIORES”


ANO
CAMPEÃO
VICE-CAMPEÃO
1976
BRASÍLIA
CAMPINEIRA
1977
BRASÍLIA
GAMA
1978
BRASÍLIA
GUARÁ
1979
GAMA
BRASÍLIA
1980
BRASÍLIA
1981
BRASÍLIA
1982
TIRADENTES
BRASÍLIA
1983
BRASÍLIA
TIRADENTES
1984
TAGUATINGA
CEILÂNDIA
1985
TAGUATINGA
BRASÍLIA
1986
TAGUATINGA
SOBRADINHO
1987
CEILÂNDIA
BRASÍLIA
1988
BRASÍLIA
TAGUATINGA
1989
TIRADENTES
BRASÍLIA
1990
GUARÁ
TAGUATINGA
1991
GUARÁ
BRASÍLIA
1992
GUARÁ
TIRADENTES
1993
PLANALTINA
BRASÍLIA
1994
GAMA
BRASÍLIA
1995
GAMA
GUARÁ
1996
LUZIÂNIA
BRASÍLIA
1997
LUZIÂNIA
SOBRADINHO
1998
GAMA
BRASÍLIA
1999
GAMA
SOBRADINHO
2000
GAMA e GUARÁ
2001
GAMA
GUARÁ
2002
GAMA
BRAZLÂNDIA
2003
BRASILIENSE
GAMA
2004
BRASILIENSE
GAMA
2005
BRASILIENSE
CEILÂNDIA
2006
BRASILIENSE
GAMA
2007
BRASILIENSE
CEILÂNDIA
2008
BRASILIENSE
UNAÍ/ITAPUÃ
2009
BRASILIENSE
CFZ
2010
SANTA MARIA
BANDEIRANTE
2011
GAMA
CRUZEIRO