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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

PERSONAGENS & PERSONALIDADES: João José Pinheiro Veiga

Veiga

No dia 13 de julho de 1967, o então Tenente-Coronel João José Pinheiro Veiga tomou posse como Presidente da Comissão Regional de Desportos, incumbida de superintender os desportos na Capital do Brasil.
Menos de um ano depois, na Assembléia Geral de Clubes de 2 de abril de 1968, foi eleito, por unanimidade, Presidente da Federação Desportiva de Brasília, com 27 votos.
É talvez o caso raro de dirigente que desempenhou a função de Presidente de duas federações desportivas: a de Brasília e a do Rio Grande do Norte.
João José Pinheiro Veiga teve a infelicidade de ser presidente na pior situação em que atravessou o esporte brasiliense, em particular o futebol.
Graças ao seu grande conhecimento e esforço, ele conseguiu ultrapassar essa grande batalha.
Entregou o cargo na Assembléia Geral de 2 de abril de 1970, quando Wilson Antônio de Andrade foi eleito o novo Presidente da FDB.
João José Pinheiro Veiga nasceu no Piauí e, como todo menino daquela época, sonhava um dia ser oficial do Exército. Fez a Escola Militar de Resende, no Rio de Janeiro, foi aprovado com distinção e teve, como prêmio, o primeiro deslocamento para servir em outro Estado. 
No dia 4 de setembro de 1943, aos 22 anos, o então 2º Tenente da Bateria de Engenhos e Canhões Anti-Carros do Exército, João José Pinheiro da Veiga chegou a Natal. Era a época da II Guerra Mundial, Natal vivia o foco das atenções do mundo inteiro como local da Base Aérea de Parnamirim, de onde partiam, diariamente, centenas de aviões, entre caças e bombardeiros.
Antes de transferir-se para Natal, durante o curso na Escola Militar de Resende, o então cadete Veiga chegou a realizar alguns treinos no Botafogo e no São Cristóvão, neste último chegando até a realizar alguns amistosos. Como era mais dedicado ao Exército, encarava o futebol como uma diversão, sem maior interesse em levar adiante a idéia de um dia profissionalizar-se. 
A essa época tinha 20 anos. Com a transferência para Natal, a fim de participar da tropa que estava pronta para qualquer imprevisto durante o conflito mundial, Veiga arquivou os planos de jogar no São Cristóvão, e tomou o rumo do Nordeste, o rumo de Natal.
Tão logo assumiu suas funções no quartel surgiu o primeiro convite para apenas assistir a um treino do Alecrim, no Juvenal Lamartine. O então capitão Fernando Leitão convidou-o a participar da prática. No final do coletivo, os dirigentes o cercam de gentilezas. O meia-esquerda Veiga assinou contrato com o Alecrim. Como não era um elenco muito categorizado, as vitórias também foram escassas no confronto com a dupla ABC e América. Veiga era uma espécie de astro em meio a alguns jogadores de poucos recursos técnicos.
Veiga era um estilista, batia com violência na bola e foi titular da seleção do Rio Grande do Norte. A vitória mais importante de sua curta vivência no futebol aconteceu em 1946: o Sport Recife vinha realizando um giro por todo País. Com a camisa 10 do ABC, Veiga. No final, ABC 1 x 0, gol de Albano, cobrando falta. Veiga vestiu também a camisa rubra do América em vários amistosos contra times do Ceará, Pernambuco e Paraíba.
Veiga não foi só jogador de futebol. Destacou-se como tenista e foi presidente da Federação Norte-riograndense de Tênis. Também presidente da FNF (Federação Norte-riograndense de Futebol) e do Alecrim Futebol Clube em duas oportunidades.
Reformado do Exército, foi Secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, nos governos de Tarcísio Maia, Lavosier Maia e Geraldo Melo, comandando esta pasta governamental em um período acumulado de onze anos.
O grande desportista faleceu no dia 12 de dezembro de 2008, com 86 anos.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

GRANDES JOGOS DO CAMPEONATO BRASILIENSE

GAMA 2 x 3 CEILÂNDIA
Campeonato Brasiliense de 2005
Data: 20 de março de 2005
Local: Bezerrão (Gama)
Público e renda: 1.555 pagantes (R$ 17.775,00)
Árbitro: Cleuber Roriz
Gols: Tércio, 20; Jonhes, 48; Fabinho, 54 e Victor (G), 56 e 70
Gama: Roger, Patrick, Osmar, Emerson e Bobby; Da Silva, Erivaldo, Diego (Michel Platini) e Paulista (Wesley); Victor e Maia (Cleiton). Técnico: Reinaldo Gueldini.           
Ceilândia: Robson, Johnny (Fábio Moura), Luiz Henrique, Adriano e Tércio; Hernani, Fabinho (Paloma), Leandro Leite e Lucas; Didão e Jonhes (Piu). Técnico: Mauro Fernandes.

BRASILIENSE 5 x 4 PARANOÁ
Campeonato Brasiliense de 2005
Data: 20 de março de 2005
Local: Serejão (Taguatinga)
Árbitro: Renato Acioli
Público e renda: 2.624 pagantes (R$ 5.676,00)
Gols: Agnaldo, 11; Iranildo, 35; Tiano, 47; Agnaldo, 55; Márcio Careca, 60; Bispo, 69; Leonardo, 83; Kaká, 89 e Leonardo, 90
Brasiliense: França, Dida, Gilson, Jairo e Márcio Careca; Deda, Pituca, Iranildo e Wellington Dias; Igor e Agnaldo. Técnico: Valdyr Espinosa.
Paranoá: Heber, Wellington Cássio, Sandro, Rafael e Cacá; Baresi, Nilmar, Alanzinho, Marcelinho e Ederson; Bispo. Técnico: Evilásio.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ESTATÍSTICAS DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1961

CLUBES PARTICIPANTES = 8.
JOGOS REALIZADOS = 53.
GOLS ASSINALADOS = 170.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO = 3,2.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO = Rabello, com 41 gols a favor.
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO = Sobradinho, 3 gols a favor (só disputou o 1º turno).
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO = Defelê, com 13 gols contra.
PIOR DEFESA DO CAMPEONATO = Sobradinho, 35 gols contra.
MELHOR SALDO DE GOLS = Rabello, 27.
MAIOR NÚMERO DE VITÓRIAS = Defelê, 10.
MENOR NÚMERO DE DERROTAS = Defelê, uma.
MELHOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO = Defelê, com 76,5%.

PRINCIPAIS ARTILHEIROS:
1º - Nilo (Rabello), 12 gols;
2º - Léo (Guará), 11;
3º - Ely (Defelê), 9;
4º - Carioca (Rabello), 8;
5º - Sérgio (Defelê), Arnaldo (Rabello), Brasil (Planalto) e Zezito (Nacional), 7;

ÁRBITROS QUE MAIS ATUARAM:
1º Jorge Cardoso, 16 jogos
2º Moacir Siqueira, 14
3º Aristeu Santana, 12
4º Lourandyr de Castro Gomes, Nilzo de Sá e Josué Costa Araújo, 9
5º Francisco Ribeiro Campos, 7

ESTÁDIOS UTILIZADOS:
Os estádios mais utilizados foram os do Guará (Israel Pinheiro) e do Defelê (Ciro Machado do Espírito Santo), ambos com 13 jogos.

Os demais jogos foram realizados no Paulo Linhares (10 jogos), Duílio Costa (9) e Aristóteles Góes (8).

Taça Disciplina – Campeão: Guará.

Relatório das atividades do ano de 1961
Atletas registrados no Departamento de Futebol da FDB (categorias Primeira e Segunda Divisões): 921.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

CLUBES DE BRASÍLIA: A. E. CRUZEIRO DO SUL



No mesmo dia em que Brasília completava seu primeiro ano de vida (21 de abril de 1961), às dez horas, na Casa 1 da Quadra 16 do Setor Residencial Econômico Sul – SRES, reuniram-se 93 moradores do então bairro do Cruzeiro para organizar uma associação recreativa e esportiva.
Foi pelos presentes escolhido João Scarano para presidir a seção e para secretariá-la Norberto Fernandes Teixeira.
João Scarano explicou o motivo da criação de uma associação esportiva e recreativa, dizendo que, com a criação daquela entidade o setor teria mais vida e seus moradores não precisariam recorrer a outros lugares para se distraírem, porque a agremiação que estava sendo fundada iria lhes proporcionar o que de melhor existia no setor recreativo e esportivo. Continuou dizendo que já estava sendo providenciada a sua sede provisória, com sua praça de esportes para competições oficiais e que, em breve, seria passada a “patrola” (espécie de trator para nivelar terrenos) para os primeiros passos do futebol no bairro.
A seguir foi escolhida uma comissão para elaborar os estatutos da agremiação, sendo Felinto Epitácio Maia, o Presidente, e tendo como auxiliares Zorobabel Josué dos Passos, Francisco Jacob dos Santos, Geraldo da Silva Santos e Norberto Fernandes Teixeira.
O novo clube recebeu o nome de Associação Esportiva Cruzeiro do Sul e tinha como cores oficiais a azul e a branca.
O uniforme tinha duas variações: o primeiro com camisa azul, calção branco e meias azuis (semelhante do Cruzeiro, de Belo Horizonte) e o segundo com camisas com listras verticais em azul e branco, calção branco e meias com listras horizontais também em azul e branco.
Tinha um gavião como símbolo.
Norberto Fernandes Teixeira foi eleito o primeiro Presidente da A. E. Cruzeiro do Sul.
Aproveitando a paralisação do certame oficial de 1961, o Cruzeiro do Sul fez um amistoso visando a assegurar boa estrutura para sua equipe. No dia 14 de janeiro de 1962, venceu o Carioca, por 4 x 3.
No dia 20 de janeiro de 1962 foi até a cidade goiana de Luziânia, vencendo o clube local por 2 x 0, quebrando uma invencibilidade de 54 jogos do Luziânia.
Nos dias 30 de maio e 3 de junho de 1962 participou do Torneio “Antônio Carlos Barbosa”, quadrangular promovido pelo Alvorada, reunindo também Presidência e Guanabara.
No dia 30 de maio, estragou a festa do clube promotor, vencendo o Alvorada por 6 x 1. No dia 3 de junho, perdeu a final para a A. E. Presidência, por 3 x 1.
Veio o Torneio Início, em 10 de junho de 1962, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”. Logo no primeiro jogo, foi derrotado pelo Rabello, por 3 x 0.
Cedeu o zagueiro Edilson Braga para a Seleção que representou o Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de 1962.
O Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 1962 dividiu-se em duas zonas: Norte e Sul. O Cruzeiro do Sul ficou na Zona Sul, onde fez sua estréia na competição no dia 8 de julho de 1962, no Estádio Vasco Viana de Andrade, perdendo para o Grêmio por 1 x 0. Só foi conseguir a primeira vitória já no segundo turno da competição, no dia 19 de agosto de 1962, ao derrotar o Colombo, por 4 x 2. Morales (2) e Walmir (2) marcaram os gols do Cruzeiro do Sul. E foi só essa. Foram oito jogos no total e mais dois empates e cinco derrotas. Marcou 7 gols e sofreu 15. Ficou na penúltima e nona colocação, à frente somente do Alvorada, que desistiu da competição.
Utilizou os seguintes jogadores: goleiros - David e Assis; defensores - Vicente, Meridian, Mello, Adalberto, Morales e Miro; atacantes - Laerte, Foguinho, Barros, Chumbinho, Chaves, Walmir, Isnard e Aguinaldo.
O ano de 1962 não foi de todo ruim para o Cruzeiro do Sul, pois este venceu o primeiro campeonato brasiliense da categoria de juvenis, com apenas um ponto perdido. Participaram da competição os mesmos clubes que disputaram a Primeira Divisão.
Para o ano de 1963, o Cruzeiro do Sul passou a contar com a administração da dupla Norberto Teixeira e Jackson Roedel, o que lhe renderia bons frutos.
Além de manter os bons jogadores de 1962, tais como Edilson Braga e Morales, o Cruzeiro do Sul reforçou o time, contratando bons jogadores dos clubes locais e também de outros Estados, tais como Ceninho, que jogou no futebol carioca (no Fluminense e no América), e Beto Pretti, que era jogador do Atlético Mineiro.
Com isso, conquistou de forma brilhante o título de campeão brasiliense de 1963, com uma campanha impecável: nos 16 jogos que disputou, venceu 10, empatou 5 e perdeu apenas 1. Marcou 39 gols e sofreu 14. Além disso, teve os dois principais artilheiros do campeonato, Ceninho, em 1º (com 10 gols) e Beto Pretti, em 2º (juntamente com Nilson, do Nacional), com 9.
Os jogadores utilizados pelo Cruzeiro do Sul foram: Goleiros - Zezinho e João Luís; Defensores - Edilson Braga, Aderbal, Mello, Davis, Morales, Humberto, Remis, Valdemar, Pedrinho e Pedersoli; Atacantes - Foguinho, Zezito, Ceará, Beto Pretti, Moisés, Ceninho, Omar, Quarteroli, Belini, Raimundinho, Paulinho, Isnard e Zezé.
Na “Seleção do Ano” escolhida pelo DC-Brasília, o Cruzeiro do Sul cedeu Beto Pretti, Ceninho e Quarteroli. Além disso, Beto Pretti foi escolhido o “craque do campeonato” e Gil Campos, o melhor treinador do ano de 1963.
No final deste ano, com a saída de Jackson Roedel para o Rabello (que iria aderir ao profissionalismo no ano seguinte), vários jogadores do Cruzeiro do Sul foram com ele, tais como Aderbal, Ceninho, Beto Pretti e outros.
Assim sendo, não estava mais com sua força máxima quando enfrentou o Vila Nova, de Goiânia (GO) pela Taça Brasil de 1964. No primeiro jogo, em 26 de julho de 1964, em Goiânia, perdeu por 3 x 1. No jogo de volta, em Brasília, foi desclassificado com o empate de 2 x 2.
Defenderam o Cruzeiro do Sul na Taça Brasil os seguintes jogadores: João Luís, Zé Paulo, Melo, Davis e Pedersoli; Mário César e Fino (Beline) (Waldemar); Zezito, Baiano, Paulinho (Abel) e Zezé.
Não adotou o profissionalismo no ano de 1964 e ficou em quarto lugar no campeonato brasiliense de amadores, atrás de Guanabara, Dínamo e Nacional. Foram sete vitórias, dois empates e três derrotas nos doze jogos que disputou.
Como consolo, conquistou a Taça Eficiência de 1964, três pontos à frente do campeão Guanabara, e novamente venceu o campeonato brasiliense de juvenis, com apenas três pontos perdidos.
Continuou perdendo peças importantes para os clubes que aderiram ao profissionalismo e em 1965 realizou péssima campanha no campeonato brasiliense de amadores, chegando em último lugar, sem conquistar ao menos uma vitória.
Em 1966, mais um ano ruim para o Cruzeiro do Sul, novamente último colocado no campeonato brasiliense de amadores.
Em 20 de fevereiro de 1967, a A. E. Cruzeiro do Sul enviou ofício nº 3/67 a Federação Desportiva de Brasília solicitando sua inscrição no campeonato de profissionais. Uma semana depois, aconteceu a Assembléia Geral que elegeu sua nova diretoria, tendo à frente o ex-presidente da Federação, Wilson Antônio de Andrade.
Para concorrer com os fortes adversários, trouxe muitos jogadores do interior de Minas Gerais e também aproveitou alguns jogadores da sua base, sendo o de maior destaque o meio-de-campo Alencar (que mais tarde jogaria no Ceub).
E os resultados não demoraram para aparecer. Foi vice-campeão do Torneio Início (disputado em 11 de junho de 1967). Logo depois, nos dias 16 e 18 de junho, conquistou o torneio interestadual em comemoração ao 9º aniversário de Taguatinga. Os jogos foram realizados no recém-inaugurado estádio do Flamengo (Ruy Rossas do Nascimento). O Cruzeiro do Sul venceu o Flamengo (3 x 2) e, na decisão, contra o Clube do Remo, do Pará, vitória de 1 x 0,  gol de Ribamar.
Também conquistou um torneio quadrangular realizado na cidade do Gama, em novembro de 1967, vencendo a A. A. Cultural Mariana (2 x 1) e, na decisão, marcou 4 x 3 sobre o Coenge. O outro time que participou do torneio foi o Rabello.
Para coroar o seu bom primeiro ano no profissionalismo, ficou com o vice-campeonato brasiliense, somente atrás do Rabello, à frente de Colombo, Defelê, Flamengo e Guará.
Utilizou os seguintes jogadores: Goleiros - Waldemar e Vicente; Defensores: Juca, Grover, Elias, Maninho, Brigadeiro, Adilson, Ercy, Elinho e Aderbal; Meias e Atacantes - Ramalho, Geraldo, Alencar, Mário César, Paulada, Nando, Luciano e Edgard.
Não conseguiu manter a ótima performance de 1967 no ano seguinte (1968). No campeonato brasiliense deste ano, disputado por apenas cinco equipes, o Cruzeiro do Sul ficou em 4º. Foram apenas duas vitórias nos oito jogos que disputou.
Sua última participação no campeonato de 1968 aconteceu no dia 22 de maio, com derrota de 3 x 0 diante do Defelê. Foi a última vez de forma oficial que o Cruzeiro do Sul entrou em campo.
Preferiu ficar de fora do campeonato brasiliense de 1969, quando a Federação resolveu juntar em sua competição oficial clubes profissionais com amadores, e também do ano seguinte, 1970.
Em 22 de junho de 1971 aconteceu a Assembléia Geral de Clubes que aprovou a desfiliação do Cruzeiro do Sul.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ESTATÍSTICAS DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1984

Total de público no 1º turno: 24.364
Média de público por partida: 812
Maior público: Sobradinho x Taguatinga, no Augustinho Lima: 2.635
Menor público: Ceilândia x Sobradinho, no Serejão: 88
Total de jogos: 30

Total de público no 2º turno: 32.312
Média de público por partida: 1.114
Maior público: Sobradinho x Brasília, no Augustinho Lima: 2.993
Menor público: Ceilândia x Sobradinho, no Serejão: 623
Total de jogos: 29

Total de público no 3º turno: 23.975
Média de público por partida: 773
Maior público: Tiradentes x Taguatinga (30.09), no Chapadinha: 1.492
Menor público: Vasco da Gama x Ceilândia (26.08), no Mané Garrincha: 612
Total de jogos: 31

A PARTIDA QUE DECIDIU O CAMPEONATO DE 1986

SOBRADINHO 1 x 0 TAGUATINGA
Data: 25 de maio de 1986
Local: Estádio Mané Garrincha
Árbitro: Edson Rezende de Oliveira
Renda: Cr$ 129 mil
Gol: Michael, de pênalti, 70
SOBRADINHO: Bocaiúva, Chiquinho, Toinzé, Rildo e Claudinho; Filó, Michael e Wellington; Régis, Toni e Jamil. Técnico: José Antônio.
TAGUATINGA: Ronaldo, Samarino, Bilzão, Zinha e Marcelo; Boni, Som e Dorival (Da Silva); Aguinaldo, Joãozinho e Marcelo Freitas (Mituca). Técnico: Mozair Barbosa.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: ALAOR CAPELLA




Alaor Capella dos Santos nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 25 de setembro de 1933.
Começou nas categorias de base do Flamengo, do Rio de Janeiro, onde permaneceu no período de 1953 a 1955.
Ainda em 1955, transferiu-se para o Vitória, de Salvador (BA), ficando por lá até 1956, quando se sagrou campeão baiano em 1955.
Em 1956 foi para o Londrina, logo depois de o clube ser fundado (5 de abril de 1956).
Alaor marcou o primeiro gol da história do Londrina, no amistoso com o Corinthians, de Presidente Prudente (SP), em 24 de junho de 1956.
Foi o segundo maior artilheiro da história do Londrina, marcando 126 gols, no período de 1956 a 1960, perdendo apenas para Gauchinho, que marcou 217.
No clube paranaense conquistou por duas vezes o campeonato do Norte do Paraná, nos anos de 1957 e 1959 (ainda não havia a participação de clubes do norte do Estado na Primeira Divisão). No torneio de 1957, foi o artilheiro da competição, com 10 gols.
Transferiu-se para a Associação Prudentina de Esportes, de Presidente Prudente (SP), onde permaneceu até 1961 e, neste ano, ajudou o clube a sagrar-se campeão da Segunda Divisão de Profissionais, passando a fazer parte da Primeira em 1962.
Voltou a defender um clube do Norte do Paraná entre 1961 e 1962, o Nacional Atlético Clube, de Rolândia.
Em março de 1962 ele foi contratado para jogar no Rabello, de Brasília (DF).
Sua estréia aconteceu no dia 25 de março de 1962, num amistoso em que o Rabello venceu o Nacional por 2 x 0. Alaor marcou o primeiro gol, de cabeça.
Convocado para a Seleção de Brasília que disputou um amistoso contra o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro (RJ), no dia 21 de abril de 1962 (1 x 1), teve a honra de ceder seu lugar para o grande craque Zizinho, que se despedia dos gramados e foi convidado especial para a festa de aniversário de Brasília.
Nos dias 28 de abril e 1º de maio foi realizada a Taça Candango, com a participação do Guará, Colombo, Defelê e Rabello. Na decisão do torneio, no campo do Guará, o Rabello venceu o Guará por 2 x 1, com um gol de Alaor Capella.
Passou a fazer parte com freqüência das convocações para defender a Seleção de Brasília, inclusive a que disputou o Campeonato Brasileiro de 1962, superando Mato Grosso na primeira rodada e sendo eliminada por Goiás na fase seguinte.
No campeonato de 1962, o Rabello ficou com a terceira colocação.
Em 1963, os dirigentes do Defelê, maior rival do Rabello, conversaram com Alaor e ofereceram um emprego com um salário melhor. Aconteceu a transferência para o Defelê, onde permaneceu até o ano de 1968, ano em que fez parte do time campeão brasiliense, o último título conquistado pelo Defelê.
No mesmo Defelê, no ano seguinte (1969) começou sua carreira de técnico de futebol.
Depois do Defelê, dirigiu várias equipes de Brasília: Corinthians (1976), Desportiva Bandeirante (1977 a 1979, ano em que foi vice-campeão), Guará (1980 e 1981, quando também foi vice-campeão), Brasília (no campeonato brasileiro de 1981), Gama (1981 e 1982), Guará (1983 a 1984), largou o profissionalismo e sagrou-se campeão amador pelo Pratão em 1984 e voltou a dirigir o Gama em 1985.
A partir de 1990 foi contratado para iniciar Escolinha de Futebol na Associação dos Empregados da CEB – ASCEB nas categorias mirim, infantil e juvenil.
Deste trabalho desenvolvido, foram encaminhados vários jogadores para times profissionais de Brasília e também para o Londrina (PR) e para o Atlético, de Ibirama (SC).
Na horas de folga, dirigiu o time da AMAGIS-Associação dos Magistrados de Brasília, que venceu a fase regional da Olimpíada da entidade em Cuiabá (MT) e ficou em terceiro lugar na fase nacional, disputada no campo do Flamengo, no Rio de Janeiro. Isso em 1977.
Em 2000, contratado pela Polícia Federal, foi o treinador da equipe de Brasília que disputou a Olimpíada da DPF, em Natal (RN), sagrando-se campeã no futebol de campo e terceira colocada no futebol society.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O ESTÁDIO ADONIR JOSÉ GUIMARÃES



A inauguração do Estádio de Planaltina (que mais tarde ganharia o nome de Adonir José Guimarães) aconteceu no dia 19 de agosto de 1978.
No jogo inaugural, não teve gol. A Seleção de Planaltina empatou com a S. E. do Gama em 0 x 0.
O árbitro da partida foi Francisco José Lopes e as equipes formaram assim:
Seleção de Planaltina: Ivanir, Juarez (Cesário), Remo, Roberto e Izanil; Bosco, Nicácio e Wesley; Paulo, Eduir e Walter.
Gama: Chico, Edvaldo, Luís Antônio, Manoel Silva (Carlão) e Amaro; Santana, Júlio e Manoel Ferreira; Roldão (Clayton), Alcimar e Tico.
O primeiro gol no novo estádio aconteceu no amistoso em que o Comercial local foi derrotado pelo C. R. do Guará, por 2 x 1. Esse jogo foi realizado no dia 17 de setembro de 1978.
Uma semana depois, aconteceu a primeira grande goleada no estádio. No dia 24 de setembro, o Brasília E. C. goleou o Planaltina E. C., por 7 x 2.
Não conseguimos encontrar nas pesquisas em qual desses dois jogos o estádio já tinha o nome de Adonir José Guimarães.
O primeiro jogo interestadual só veio acontecer no dia 17 de dezembro de 1978, no amistoso em que o Comercial empatou com o Vila Nova, de Goiânia (GO), em 1 x 1.
Segundo o Cadastro Nacional de Estádios de Futebol da Confederação Brasileira de Futebol - CBF, a capacidade oficial do Estádio Adonir Guimarães é de 6.000 lugares.
Nota: Adonir José Guimarães era escrivão do Cartório de Registro Civil e Casamentos da Comarca de Planaltina. Grande entusiasta do futebol, pertenceu ao time de Planaltina, onde também era fazendeiro. Tinha problemas de coração e morreu muito jovem, com apenas 33 anos, no dia 15 de fevereiro de 1948, em Cristalina (GO).
Um de seus filhos, Íris de Jesus Lopes Guimarães, ou simplesmente Íris, foi um dos maiores artilheiros do começo do futebol em Brasília.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A EXCURSÃO DO BRASÍLIA EM 1978

De 24 de julho a 15 de agosto de 1978, o Brasília Esporte Clube realizou uma excursão de dez jogos pelo interior de São Paulo e Rio de Janeiro.
Venceu seis, empatou três e perdeu apenas um jogo, o da estréia.
Os resultados alcançados foram estes:

24.07, em Votuporanga (SP), 0 x 2 Votuporanguense
27.07, em Catanduva (SP), 2 x 1 Catanduvense, gols de Albeneir (2)
30.07, em São José do Rio Preto (SP), 3 x 1 América
01.08, em Rio Claro (SP), 1 x 1 Velo Clube, gol de Edmar
04.08, em Santos, 3 x 2 Portuguesa Santista, gols de Edmar (3)
07.08, em Angra dos Reis (RJ), 1 x 0 Seleção de Angra dos Reis, gol de Ney
09.08, em São José dos Campos (SP), 0 x 0 São José
11.08, em Guaratinguetá (SP), 2 x 2 Esportiva, gols de Péricles e Edmar
13.08, em Taubaté (SP), 1 x 0 Taubaté, gol de Albeneir
15.08, em Volta Redonda (RJ), 2 x 0 Volta Redonda, gols de Edmar e Péricles

Defenderam o Brasília: Jonas (Déo), Ferreti, Foca, Emerson (Mário) e Odair (Luiz Carlos); Paulinho (Uel), Péricles e Banana (Moreirinha); Zezinho Maranhão (Bira), Albeneir (Edmar) e Ney (Lucas). Técnico: Cláudio Garcia.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

ESTATÍSTICAS DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1960

CLUBES PARTICIPANTES = 8.
JOGOS REALIZADOS = 28.
GOLS ASSINALADOS = 138.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO = 4,9.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO = Defelê, com 28 gols a favor.
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO = Pederneiras, 4 gols a favor.
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO = Guará, com 4 gols contra.
PIOR DEFESA DO CAMPEONATO = Pederneiras, 36 gols contra.
MELHOR SALDO DE GOLS = Guará, 23.
MAIOR NÚMERO DE VITÓRIAS = Defelê, 5.
MENOR NÚMERO DE DERROTAS = Defelê, Guará, Planalto e Grêmio Brasiliense, todos com apenas uma derrota.
MELHOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO = Defelê, com 78,6%.

PRINCIPAIS ARTILHEIROS:
1º lugar - Ely e Vitinho (Defelê), ambos com 9 gols;
2º lugar - Joãozinho (Rabello), 8;
3º lugar - Gesil (Planalto), 7;
4º lugar – Severo, Fernandinho, Walter Moreira e Carlinhos (Guará) e Cardoso (Planalto), 5;
5º lugar - Reinaldo (Grêmio), Zezito (Nacional) e Ramiro (Defelê), 4.

ÁRBITROS QUE MAIS ATUARAM:
Jorge Cardoso, Moacir Siqueira e Alex Alves Maia foram os árbitros que mais dirigiram jogos: 5 cada um.

A seguir vieram: Hiraclis Nicolaidis e Lourandyr Castro Gomes (3), Horácio Teixeira Ramos e Nilzo de Sá (2), Vinícius Galba Capone e Joventino A. Oliveira, uma vez cada.

ESTÁDIOS UTILIZADOS:
Os estádios mais utilizados foram os do Guará e Planalto: oito vezes.

Ocorreram seis jogos no campo do Rabello, quatro no do Grêmio e dois no campo do Defelê.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

OS MELHORES DO ANO DE 2000

O jornal Correio Braziliense convidou os treinadores dos dez participantes do Campeonato Brasiliense de 2000 para eleger a seleção do torneio.
Como apenas dois técnicos (Valter Ferreira, do Gama, e Remo, do Dom Pedro II) sobreviveram à tradicional dança das cadeiras durante os cinco meses de batalha, o eleitorado ficou restrito aos treinadores que terminaram o torneio à frente de cada um dos dez participantes.
Da mesma forma que a eleição da FIFA, os técnicos foram proibidos de escolherem nomes de seus próprios times.
Com esses mesmos critérios, a eleição dos técnicos para o Correio surgiu no ano passado.
O único reeleito foi o volante Deda, do Gama, que retornou do futebol paulista (Barbarense) na terceira rodada do returno, à tempo de agradar a quatro eleitores.
A novidade deste ano foi a criação de três categorias: técnico, craque e revelação. Artilheiro da competição, com nove gols, ao lado de Alysson, do Brasília, o atacante Jackson, do Bandeirante, foi eleito o melhor jogador, com quatro votos.
Seu companheiro de ataque, Alessandro Bocão, de 21 anos, levou o prêmio de novato do ano, com três votos.
Remo, um dos dois técnicos sobreviventes, ganhou nessa categoria, com seis votos.
Não houve unanimidade.
Com nove votos de máximo, os mais votados foram Remo e o volante Nino, do Brasília, com seis, um a menos que o meia Lindomar, do Gama, recordista no ano passado. Os menos votados desta vez foram Alessandro na categoria revelação e o zagueiro Gerson, do Gama, com três. Empatado com Dias, do Ceilândia, o zagueiro do Gama só entrou na Seleção graças ao primeiro critério de desempate: melhor colocação da equipe.
A única outra igualdade foi na lateral-direita. Viana, do Bandeirante, e Paulo Henrique, do Gama, tiveram quatro votos. Como os dois jogavam nas equipes finalistas e a decisão foi parar no tapetão, o desempate teve que ser feito com outro critério. O jogador do time alvinegro levou a melhor porque começou a jogar na quarta rodada, três antes do rival.
Na equipe ideal, o Gama teve cinco eleitos (Fernando, Nen, Gerson, Deda e Ésio), dois a mais que no ano passado, quando foi tricampeão invicto e consecutivo. O Bandeirante, por sua vez, ficou em segundo na votação, com três atletas: Viana, Júlio César e Jackson.
O Brasília acabou em terceiro no torneio e na eleição, com o volante Nino e o lateral-esquerdo Branco.
O outro semifinalista, o Dom Pedro II, não teve nenhum eleito, o que reforça o valor do treinador vitorioso.
O atacante Ângelo, do rebaixado Luziânia-GO, fecha a lista. Apesar da péssima campanha do seu time, o jogador fez oito gols, liderou a artilharia durante a maior parte do torneio e acabou na vice-artilharia.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

II TORNEIO CENTRO OESTE


GRUPO A – Anapolina e Vila Nova, de Goiás, e Guará e Sobradinho, do Distrito Federal.
GRUPO B – Anápolis e Atlético, de Goiás, e Brasília e Taguatinga, do Distrito Federal.

14.04.1984
VILA NOVA 2 x 1 SOBRADINHO
15.04.1984
ANAPOLINA 3 x 3 GUARÁ
BRASÍLIA 4 x 0 ANÁPOLIS
TAGUATINGA 3 x 0 ATLÉTICO
18.04.1984
ATLÉTICO 3 x 1 BRASÍLIA
ANAPOLINA 0 x 0 SOBRADINHO
GUARÁ 2 x 1 VILA NOVA
TAGUATINGA 1 x 1 ANÁPOLIS
21.04.1984
ATLÉTICO 1 x 1 TAGUATINGA
ANÁPOLIS 0 x 1 BRASÍLIA
22.04.1984
SOBRADINHO 0 x 1 VILA NOVA
GUARÁ 3 x 1 ANAPOLINA
26.04.1984
SOBRADINHO 2 x 0 ANAPOLINA
VILA NOVA 1 x 3 GUARÁ
ANÁPOLIS 2 x 0 TAGUATINGA
BRASÍLIA 1 x 0 ATLÉTICO

CLASSIFICAÇÃO

GRUPO A
CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
PG
GUARÁ
4
3
1
0
11
6
7
VILA NOVA
4
2
1
1
5
6
5
SOBRADINHO
4
1
1
2
3
3
3
ANAPOLINA
4
0
2
2
4
8
2
GRUPO B
CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
PG
BRASÍLIA
4
3
0
1
7
3
6
TAGUATINGA
4
1
2
1
5
4
4
ATLÉTICO
4
1
1
2
4
6
3
ANÁPOLIS
4
1
1
2
3
6
3

FINAL

29.04.1984
Guará 0 x 0 Brasília (nos pênaltis: Guará 4 x 2)

Campeão: Guará.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

PERSONAGENS & PERSONALIDADES: EURÍPEDES BUENO DE MORAIS

Ontem fez uma semana que faleceu, aos 71 anos, uma das principais personagens do futebol do Distrito Federal: o treinador, supervisor e gerente de futebol Eurípedes Bueno de Morais. Isso foi em 26 de janeiro de 2012 e só agora estamos tendo a oportunidade de prestar nossa homenagem.
Eurípedes Bueno de Morais nasceu em Uruana (GO) em 16 de outubro de 1940.
Começou sua curta carreira de jogador no futebol amador de Anápolis, defendendo a equipe do Jundiaí, em 1954. Transferiu-se para o Senai, onde jogou nos anos de 1956 e 1957. Também foi juvenil do Ipiranga, de Anápolis (GO), na ponta-esquerda.
Deixou de ser jogador em 1958 e passou a ser treinador aos 21 anos.
Transferiu-se para Brasília e já como treinador foi vice-campeão com o Vila Matias, no certame amador de 1963.
Em 1964, passou para o Liberdade, e foi terceiro colocado na Liga de Clubes Independentes.
Em 1966 foi quarto lugar do campeonato do Departamento Autônomo da FDB, dirigindo o Pioneira.
Passou para a Associação Desportiva de Taguatinga e foi bicampeão do Departamento Autônomo da FDB.
Em 1969, foi técnico do Brasília, de Taguatinga.
Nos dias 5 e 7 de junho de 1970, em comemoração do 12º aniversário de Taguatinga, aconteceram os jogos Seleção do Plano Piloto x Seleção de Taguatinga. Os jogadores da seleção de Taguatinga eram jogadores do Flamengo e do Brasília. Eurípedes Bueno, técnico do Brasília, de Taguatinga, foi o indicado para responder pela seleção da cidade-satélite.
Em 1973, quando era o representante do Jaguar na Federação Desportiva de Brasília, foi contratado para dirigir o Luziânia no campeonato brasiliense daquele ano.
Em 1974, passou a ser treinador do Pioneira, quando conquistou seu primeiro título de campeão brasiliense, por coincidência com duas vitórias sobre o Jaguar.
No ano seguinte, 1975, a Pioneira acabaria se transformando no Taguatinga Esporte Clube e Eurípedes Bueno continuou como seu técnico.
Em 1976, ainda como técnico do Taguatinga, foi convidado para ser o técnico da Seleção de Brasília que realizou um amistoso contra o Gama em 10 de outubro de 1976.
No dia 21 de abril de 1977, para comemorar mais um aniversário de Brasília, foi promovido o amistoso da Seleção do Distrito Federal contra o Atlético Mineiro. Na preliminar, aconteceu o jogo Seleção do Plano Piloto x Seleção das Cidades Satélites. Eurípedes Bueno de Morais foi o técnico desta última.
Dirigiu a Desportiva Bandeirante no campeonato brasiliense de 1977, quando a equipe ficou com o vice-campeonato.
Em 1978, novamente ficou em segundo lugar no campeonato brasiliense, desta vez dirigindo o Taguatinga.
Depois disso, passou a revezar ao trabalhar como treinador e em comissões técnicas, como na conquista do primeiro troféu de campeão brasiliense do Gama, em 1979.
Treinou o Ceilândia em duas oportunidades:1982 e 1984.
Pelo Taguatinga participou, como supervisor, dos quatro últimos títulos: 1989, 1991, 1992, quando também foi treinador durante a campanha, e 1993.
Já como gerente de futebol, sagrou-se campeão com o Guará, em 1996.
Voltou a ser treinador e levou o Bandeirante ao vice-campeonato de 2000, perdendo o título com dois empates, incluindo uma prorrogação em pleno Bezerrão, contra o Gama.
No ano seguinte, comandou outra campanha surpreendente, na melhor participação do Brazlândia (terceiro lugar), com o título da fase de classificação, mas eliminado pelo Gama nas semifinais.
Em 2002, foi treinador do Brasília e do Brazlândia.
No cargo de supervisor técnico, foi campeão brasiliense da segunda divisão de 2007, pelo Brazlândia.
Em 2009, novamente como supervisor, participou do vice-campeonato do Brasília, quando o Brasiliense foi o campeão.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

CLUBES DE BRASÍLIA: JAGUAR


O clube que viria a ser o Jaguar Esporte Clube, do Núcleo Bandeirante, foi fundado em 16 de março de 1968, nas dependências do Departamento Administrativo da Fundação Zoobotânica do Distrito Federal, com o nome de Clube Recreativo Fundação Zoobotânica.
Reuniram-se, entre outros, José Daniel Belluco, Clóvis Fleury de Godoy, João Batista de Lacerda, Malvino Araújo Xavier, Antônio Antunes Figueiredo, Hélio Batista de Deus, Mário Alves da Silva, André Vieira Macarini, Oscar Rodrigues da Costa, José Jerônimo Ferreira, Josino Lopes Viana e Vicente Pinto de Souza, com o intuito de desenvolver entre os funcionários desta Fundação a prática do esporte, bem como incrementar atividades sociais e culturais.
A primeira diretoria eleita ficou assim constituída: Presidente – José Daniel Belluco; 1º Vice-Presidente – Rádio Lima Fialho; 1º Tesoureiro – João Batista de Lacerda, 2º Tesoureiro – Joaquim Rodrigues de Souza; 1º Secretário – Josino Lopes Viana; 2º Secretário – Oscar Rodrigues da Costa e Diretor de Esportes – Malvino Araújo Xavier.
As cores oficiais do novo clube eram a preta e a branca. O primeiro uniforme era composto de camisa branca com detalhes em preto na gola e nos punhos, calção preto e meias brancas. O segundo tinha camisa com listras verticais pretas e brancas, calção branco e meias com listras horizontais pretas e brancas.
Alterou o nome para Jaguar Esporte Clube em Assembléia Geral de 12 de março de 1969.
Inicialmente, o Jaguar comunicou que disputaria o Campeonato do Departamento Autônomo em 1969. Mas, para este ano, a Federação Desportiva de Brasília resolveu promover um campeonato reunindo clubes amadores e profissionais.
Assim, o Jaguar nem chegou a disputar o campeonato do Departamento Autônomo, já fazendo sua estréia diretamente no campeonato oficial de Brasília.
Sua estréia aconteceu no dia 19 de abril de 1969, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, do Defelê. Empatou em 1 x 1 com o CSU, clube da Universidade de Brasília.
Ao final do 1º turno, o Jaguar classificou-se em segundo lugar no Grupo A, um ponto atrás do líder, o Grêmio Brasiliense. Eram onze clubes no Grupo A e treze no B, dos quais os seis primeiros colocados passavam para a Fase Final. Nos dez jogos que disputou, o Jaguar venceu sete, empatou dois e só perdeu um (para o Piloto: 1 x 2). Marcou 16 gols e sofreu 5.
Na Fase Final não foi tão bem assim, empatando muitos jogos. Ficou com a terceira colocação no final, com 13 pontos ganhos, atrás do campeão Coenge (19) e do vice-campeão Grêmio Brasiliense (17).
Foram onze jogos, com quatro vitórias, cinco empates e duas derrotas. Marcou 18 gols e sofreu 11.
Sua formação básica foi Silva, Paulo Henrique, Dão, Noel e Felipe; Baiano e Pedrinho; Gildo (Zé Raimundo), Cascorel, Heitor e Reco.
Em 1970 ficou na quarta colocação do Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira”, disputado por oito equipes.
No campeonato brasiliense de 1970 ficou em quarto lugar na Primeira Fase, que classificava seis clubes entre os dez participantes para uma etapa decisiva.
No turno final, ficou com a sexta e última colocação. Disputou cinco jogos, não venceu nenhum e perdeu quatro vezes (empatou um). Marcou apenas dois gols e sofreu nove.
Em 1971, venceu o Torneio Governador do Distrito Federal, com uma excelente campanha. Nos dez jogos que disputou, venceu oito, empatou um e perdeu um. Marcou 19 gols e sofreu 8.
Formou, basicamente, com Silva, Dão, Cláudio Oliveira, Noel e Emábio; Lúcio e Jorrâneo; Zinho, Paulinho, Batista e Oliveira.
Não repetiu suas boas atuações no campeonato brasiliense, disputado por apenas cinco equipes. Ficou na quinta e última colocação, vencendo apenas um dos oito jogos disputados.
No dia 1º de agosto de 1972 efetuou pedido de licença dos campeonatos e torneios da Federação pelo prazo de um ano.
Retornou em 1973, disputando o campeonato brasiliense daquele ano com mais nove equipes e chegando na quarta colocação (17 jogos, 8 vitórias, 2 empates e 7 derrotas; 18 gols a favor e 20 contra).
Seu artilheiro no campeonato foi Tita, com 7 gols.
Por outro lado, conquistou a Taça Disciplina, com seis pontos negativos.
Defenderam o Jaguar em 1973: Goleiros - Silva e Carlos; Defensores - Aderbal, Dão, Pedro, Baiano, Ventura, Felipe, Lúcio e Max; Atacantes - Ariston, Djalma, Carlos Alberto, Batista, Ceará, Paulinho e Tita. O técnico foi Airton Nogueira.
Venceu o primeiro turno do campeonato brasiliense de 1974 e ficou atrás do Pioneira no segundo, posicionamentos que tornaram obrigatória a decisão do campeonato em melhor-de-três.
Perdeu os dois jogos para o Pioneira e ficou com o vice-campeonato.
No segundo jogo, em 8 de dezembro de 1974, atuou com apenas dez jogadores. Jogou desfalcado de quatro titulares: Leocrécio, Salvador, Décio e Ariston, que viajaram com a equipe de juvenis do Ceub, emprestados ao clube universitário para a disputa da Taça Cidade de São Paulo de Juniors. Um dos jogadores de linha, Roberto, era goleiro.
Em 5 de junho de 1975, o Jaguar solicitou licença pelo prazo de um ano, por não dispor de recursos para participar do certame oficial daquele ano.
Em 1976, o profissionalismo foi definitivamente implantado no futebol do Distrito Federal. O Jaguar nunca mais voltou a disputar uma competição oficial.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

TÚNEL DO TEMPO: O QUE ACONTECEU HÁ 50 ANOS (01 a 28.02.1962)


07.02.1962
Em Assembléia Geral realizada nesta data, os clubes Defelê (representado por Ciro Machado do Espírito Santo), Planalto (Maximino Rodrigues Bergmann), Nacional (João Valente de Souza), Colombo (Adolfo Rizza) e Brasil Central (Décio de Souza Reis) consideraram o profissionalismo prejudicial ao futebol em Brasília. Caso as demais equipes quisessem realizar um campeonato profissional que fosse completamente independente. Esses clubes não aceitariam nem a realização de amistosos contra os que adotassem o profissionalismo. Solicitaram ainda que o campeonato de amadores fosse o principal da Federação Desportiva de Brasília.

16.02.1962
Roosevelt Nader assume a Presidência da Federação Desportiva de Brasília. O titular, Jardel Noronha de Oliveira, entrou de férias.

25.02.1962
O Brasil Central Atlético Clube comunica a formação de sua nova diretoria.