quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

FÉRIAS + NATAL + ANO NOVO




A partir de hoje e até o dia 29 de dezembro de 2014 estarei de férias, curtindo uma praia em Pernambuco!
Foi muito bom ter você como nosso leitor. Obrigado por ter visitado nosso blog.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

SÉRIE “AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA”: desastre em Nova Friburgo


Com a finalidade de participar dos festejos da “Libertação dos Escravos”, anualmente comemorada em Niterói, a Federação Desportiva de Brasília, através de seu presidente Jardel Noronha de Oliveira, acertou um amistoso em Niterói, no dia 13 de maio de 1962, contra o selecionado fluminense.
A delegação da FDB, composta de 25 pessoas, entre dirigentes, atletas e convidados, deixaria Brasília no dia 12 de maio, pela manhã, em avião da FAB, regressando ao DF no dia 14 de maio.
A Comissão Técnica, formada por Aliatar Pinto de Andrade, Waldyr de Carvalho (treinador) e Juvenal Francisco Dias convocou os seguintes jogadores: os goleiros Matil e Gonçalinho; os defensores Jair, Gavião, Edilson Braga, Leocádio, Bimba e Enes, os armadores Matarazzo, Sabará, Orlando, Alaor Capella e Beto Pretti e os atacantes Invasão, Ubaldo, Zezito, Nicotina, Ely, Raimundinho, Arnaldo e Reinaldo.
Também ficou acertado que o primeiro treino aconteceria no campo do Defelê, no dia 8 de maio.
Os titulares venceram por 3 x 0, com gols consignados por intermédio de Ely, Alaor Capella e Raimundinho. A prática teve a duração de 60 minutos. A equipe titular esteve assim constituída: Matil, Oswaldo e Gavião; Matarazzo, Bimba e Enes; Ubaldo (Nicotina), Ely, Alaor Capella, Beto Pretti e Raimundinho.
Dos convocados não compareceram ao treino Edilson Braga, Jair, Sabará e Arnaldo. Mais tarde, soube-se que os quatro jogadores não sabiam do treino.
O segundo e último treino aconteceria no dia 10 de maio, também no campo do Defelê.
Além dos já citados jogadores, constituíam o restante da delegação as seguintes pessoas: Gerson Barbosa (Chefe), Paulo Linhares (Subchefe), Júlio Capilé (Médico), Ciro Machado do Espírito Santo (Relações Públicas), Wanderley Matos (Jornalista) e os convidados Orlando Gaglionone, Roosevelt Nader e o árbitro Jorge Cardoso.
A primeira alteração na programação foi na forma de locomoção para o Estado do Rio. Antes previsto para ser em avião da FAB, acabaram indo em ônibus especial, numa cansativa viagem que tornou difícil a recuperação dos jogadores para o jogo.
Depois, aconteceu mudança no local do jogo. De última hora, os dirigentes da Federação Fluminense de Futebol entenderam que Nova Friburgo seria o local ideal para receber o jogo tendo em vista que a cidade contava com o maior número de atletas no selecionado e poderia oferecer melhor arrecadação. A Seleção de Nova Friburgo era bicampeã do Estado do Rio
Ao contrário do que se esperava, os jogadores Bimba e Beto e o árbitro Jorge Cardoso não acompanharam a delegação, que se hospedou no Hotel Avenida.
Resultado: o que se viu em campo foi uma derrota fragorosa, com um selecionado que demonstrou claramente que estava cansado da viagem, que em momento algum conseguiu entrosamento, deixando-se bater com facilidade pelo escrete local, dada a sua grande superioridade técnica em campo.
O jogo foi decidido no 1º tempo, quando a Seleção de Nova Friburgo abriu a expressiva vantagem de 4 x 0. No segundo tempo aconteceram dois gols para cada lado, finalizando com o placar de 6 x 2 a favor da seleção fluminense.
Ficou claro que, sem querer justificar o fracasso, o grande mal do futebol brasiliense continuava sendo a falta de planejamento.
Eis a ficha técnica do jogo:

SELEÇÃO DE NOVA FRIBURGO 6 x 2 SELEÇÃO DE BRASÍLIA
Local: Nova Friburgo (RJ)
Data: 13 de maio de 1962
Renda: Cr$ 42.000,00
Árbitro: Aldemar de Carvalho
Gols: Paulo Banana (3), Gelson (2) e Carlinhos Machado para a Seleção de Nova Friburgo e Raimundinho e Nicotina para a Seleção do Distrito Federal.
SELEÇÃO DE NOVA FRIBURGO: Luisinho (Gabriel), Leão (Cici) e Carlito (Macedo); Tilu (Maduro), Natal e Aguinaldo; Reinaldo (Catita), Carlinhos Machado, Gelson (Rapizo), Paulo Banana e Pardal.
SELEÇÃO DE BRASÍLIA: Gonçalinho (Matil), Jair, Oswaldo (Leocádio) e Enes; Sabará e Orlando; Nicotina, Alaor Capella (Ubaldo), Ely, Matarazzo (Invasão) e Raimundinho.

REGISTROS PÓS-JOGO
Como se não bastasse o vexame no campo de jogo, os jogadores ainda tiveram que passar por outro aperto: o ônibus que trazia a delegação brasiliense quebrou, retardando em mais de 48 horas a volta ao Distrito Federal.
Quando chegaram em Brasília, alguns dirigentes resolveram botar a boca no trombone. Roosevelt Nader revelou que, até o dia em que o escrete de Brasília havia chegado a Niterói, nenhum encontro estava marcado, como dissera antes o presidente da Federação Jardel Noronha de Oliveira. Para “salvar o barco” foi preciso conseguir de última hora um amistoso em Nova Friburgo e que redundou no fracasso acima relatado.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

SÉRIE “O FUTEBOL NAS CIDADES-SATÉLITES”: CRUZEIRO - Parte 3



O ESTÁDIO FRANCISCO PIRES






Em 2004 a cidade do Cruzeiro ganhou um estádio de futebol, o Francisco Pires (nome em homenagem ao administrador regional na época), apelidado carinhosamente de Ninho do Carcará. A inauguração aconteceu no dia 8 de agosto de 2004, com várias festividades, mas sem futebol. 
Ainda com muita coisa a se fazer, o estádio recebeu seu primeiro jogo de futebol no dia 24 de setembro de 2005, quando o Cruzeiro jogou contra o Brazlândia pela terceira rodada do campeonato brasiliense da Segunda Divisão de 2005. O Cruzeiro perdeu por 3 x 2. Neto, do Brazlândia, fez o primeiro gol do estádio.
Tem capacidade para cerca de duas mil pessoas e é de propriedade da Administração Regional do Cruzeiro.

CATEGORIAS DE BASE

Quando se promoveu pela primeira vez uma competição de juvenis (hoje chamado de juniores) no Distrito Federal, o campeão foi a Associação Esportiva Cruzeiro do Sul. Isso aconteceu em 1962, no período de 23 de setembro a 25 de novembro. Naquele ano, o Cruzeiro realizou uma campanha impecável, empatando apenas um jogo e vencendo os demais, levando a melhor sobre os outros oito clubes participantes. Um dos destaques do time era o zagueiro Mello.
Muitos anos depois, outra equipe da cidade também brilhou: o Cruzeiro Futebol Clube. Em 2011, tornou-se vice-campeão brasiliense de juniores. Na final, por pouco não conseguiu o título de campeão, após empatar duas vezes com o Gama nas partidas finais, resultados que beneficiaram o adversário no critério de desempate por ter melhor campanha durante a competição.

O Cruzeiro na Copinha de 2012

Logo depois, em janeiro de 2012, o Cruzeiro foi um dos representantes do DF na Copa São Paulo de Futebol Junior, a maior competição da categoria no Brasil, que reuniu 96 equipes.
O Cruzeiro, do técnico Luís Carlos, fez uma boa campanha no Grupo P, em São José dos Campos, apesar de não conseguir ficar com uma das vagas de segundos melhores colocados. Na estreia, no dia 4 de janeiro, venceu o Ceará por 4 x 2. Depois, em 8 de janeiro, empatou com o Primeira Camisa, de São José dos Campos, em 1 x 1. No terceiro jogo do Cruzeiro, em 11 de janeiro, o clube brasiliense voltou a empatar, desta vez com o XV de Novembro, de Piracicaba-SP, em 2 x 2.
No ano seguinte, 2012, o Cruzeiro sagrou-se campeão brasiliense de forma invicta, deixando o Gama na segunda colocação. 
Na primeira fase, colheu esses resultados: 2 x 2 Sobradinho, 3 x 0 Planaltina, 5 x 0 Santa Maria, 1 x 1 Botafogo e 3 x 0 Brazlândia. Na Segunda Fase, enfrentou e venceu o Brazlândia por duas vezes: 2 x 1 e 6 x 2. Nas semifinais, passou bem pelo Brasília, também em dois jogos: 3 x 1 e 4 x 0. Na final, encontrou novamente o Gama, desta vez com desfecho diferente. No primeiro jogo, no Bezerrão, empate em 3 x 3, depois de estar perdendo por 3 x 0 no 1º tempo. O segundo foi no Estádio Francisco Pires e o Cruzeiro chegou ao seu primeiro título de campeão de juniores com a vitória de 1 x 0, gol de Lucas Gabriel, aos 12 minutos do 2º tempo.
A equipe que jogou a partida decisiva foi formada por Wendell, Yorras, Vilar, Samuel e Lucas Gabriel (Edson); Mailon, Hugo, David e Peninha (Matheus); Daniel Henrique e Gilvan. O técnico foi o ex-zagueiro Binha.
O Cruzeiro ainda teve em Gilvan o artilheiro do campeonato, com 12 gols. Logo depois das finais, o atacante foi emprestado ao Brasiliense para a disputa da primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série C. Outro jogador do Cruzeiro, Daniel Henrique, marcou sete gols.
Novamente a dupla Cruzeiro/Gama representou o futebol do DF na Copa São Paulo de Futebol Junior de 2013.
A equipe do Cruzeiro até teve uma estreia positiva, mas não conseguiu passar para a Segunda Fase. No Grupo B, que teve sede em Marília, o Cruzeiro iniciou vencendo o clube local do mesmo nome por 4 x 3. No segundo jogo, contra o Coritiba, derrota por 2 x 1. Na despedida da competição, o Cruzeiro empatou em 1 x 1 com o Mirassol. Pelo segundo ano consecutivo, o Cruzeiro ficou com a segunda colocação em seu grupo.

O FUTEBOL AMADOR

Os clubes do Cruzeiro sempre tiveram pequena participação no Campeonato de Futebol Amador do DF, promovido pela Federação Brasiliense de Futebol desde 1978.
Talvez até por isso, somente no dia 21 de setembro de 1990, a então Federação Metropolitana de Futebol (atualmente Federação Brasiliense de Futebol) concedeu filiação à Liga de Futebol Amador do Cruzeiro - LIFAC.
A ARUC tornou-se a pioneira entre os clubes amadores do Cruzeiro a participar da competição em 1996. O Asa Branca tomou parte em dois anos: 2005 e 2008, em ambos chegando na décima colocação.
Atualmente como LIDESC, a liga tem um campeonato bastante organizado e disputado. 
Nas últimas edições, a competição contou com a presença de 16 equipes. Em 2013, o campeão foi o Beira Rio, com o Asa Branca ficando em segundo lugar. No ano de 2014, o vencedor foi o ASA/CVQ1 (iniciais de Cruzeiro Velho - Quadra 1), com o Traíras ficando com a segunda colocação.
O time de maior destaque é o Asa Branca, 12 vezes campeão do futebol amador do Cruzeiro e vencedor da Copa Cruzeiro de Futebol de Campo por 10 vezes.

Fontes:
Jornais DC-Brasília, Correio Braziliense e Jornal de Brasília
Almanaque do Futebol Brasiliense
Esporte Candango
Futebol Amador DF
Federação Brasiliense de Futebol

domingo, 14 de dezembro de 2014

SÉRIE “O FUTEBOL NAS CIDADES-SATÉLITES”: CRUZEIRO - Parte 2





O Cruzeiro só voltou a ter um representante na principal divisão do futebol do DF em 1976, justamente no ano em que o profissionalismo foi implantado em definitivo no Distrito Federal.
Surgiu o Flamengo Esporte Clube, fundado em 9 de março de 1976, em reunião realizada no auditório do Hospital das Forças Armadas - HFA, no Cruzeiro.
Pouco mais de um mês depois de sua fundação, o Flamengo teve a honra de participar do primeiro jogo da nova era do futebol profissional do Distrito Federal. No dia 21 de abril de 1976, no Estádio Pelezão, o rubro-negro perdeu para o Taguatinga, por 3 x 0.
Antes de começar o segundo turno, no dia 8 de junho de 1976 foi realizada uma Assembleia Geral Extraordinária. Acolhendo aos desejos expressos dos moradores do Cruzeiro, dos torcedores do Flamengo E. C., dos cronistas esportivos e, acima de tudo, a intenção da Federação Metropolitana de Futebol de ter em cada cidade-satélite o seu representante com o respectivo nome, foi aprovada por unanimidade a mudança na denominação de Flamengo Esporte Clube para Cruzeiro Esporte Clube.




As cores da nova associação passaram a ser azul e branca e o uniforme semelhante ao do Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG).
Somando os pontos dos três turnos do campeonato, o Cruzeiro terminou na última colocação. Como consolo, foi campeão da Taça Disciplina de 1976.
O Cruzeiro melhorou bastante o seu rendimento em 1977. Na primeira competição oficial do ano, o Torneio Imprensa, emplacou três vitórias seguidas. Além desses resultados, conseguiu um honroso empate com o poderoso Brasília (que se sagrou campeão do torneio). Chegou em quarto lugar no torneio, somente um ponto atrás dos segundos colocados Canarinho e Corinthians.
Um dos jogadores que mais chamava a atenção no Flamengo era o goleiro Cacalo, com suas roupas extravagantes (bermudas berrantes, boné e gravata), espelhando-se no seu ídolo, o goleiro argentino Miguel Angel Ortiz, na época defendendo o Atlético Mineiro.
Se a parte técnica deu sinais de melhoria, o mesmo não aconteceu com a administrativa. Por vários motivos, expostos adiante, o Cruzeiro não disputou o campeonato de 1977.
Para piorar ainda mais a situação caótica em que se encontrava, em 18 de novembro de 1977, o maior incentivador do Flamengo/Cruzeiro, o então sargento Armando Ribamar de Carvalho, renunciou à Presidência do clube.
Dentre outras coisas, alegou falta de apoio dos diretores do Cruzeiro (afirmando que houve deserção total), a falta de respaldo financeiro e o desinteresse dos moradores da cidade-satélite. Além disso, tinha que pagar as dívidas que foram feitas em seu nome. O Cruzeiro tornou-se o maior devedor da Federação. O Cruzeiro encerrou suas atividades em 1978.




O Cruzeiro passou mais um longo período sem ter equipes participantes da Primeira Divisão do futebol do DF até o surgimento do Clube de Regatas Vasco da Gama, fundado pelo Coronel Carlos Fernando Cardoso Neto em 12 de abril de 1981.
Após dois anos como amador, o Vasco da Gama disputou o Campeonato Brasiliense de Futebol Profissional de 1983 e 1984, em ambos realizando péssimas campanhas, não mais voltando a disputar competições oficiais.




O Cruzeiro ficou sem representantes no futebol brasiliense até o ano de 2001. Neste ano, tentando repetir o sucesso da escola de samba que originou o clube (mais de 20 títulos de campeã do carnaval de Brasília), a ARUC (fundada em 21 de outubro de 1961) resolveu apostar no futebol.
Além de campeã do carnaval, a ARUC também transformou-se no principal clube social do Cruzeiro. Como a região não tinha nenhum representante no campeonato estadual de futebol, muitos cruzeirenses pressionavam a ARUC a formar uma equipe. A diretoria do clube sempre rechaçou a ideia alegando falta de estrutura financeira. Foi então que o Secretário de Esportes e ex-presidente do Gama Agrício Braga Filho, juntamente com os sócios Wagner Marques e Paulo Goyaz, arrendaram o departamento de futebol do tradicional clube criando uma nova força no futebol candango. Logo no primeiro campeonato, o de 2000, a ARUC conquistou o vice-campeonato da Segunda Divisão e a vaga para a primeira. Em 2001, disputou com bom desempenho o campeonato metropolitano.
A ARUC ainda permaneceu na Primeira Divisão nos anos de 2002 e 2003, caindo para a Segunda Divisão em 2004 e lá permanecendo até 2005, último ano em que disputou uma competição oficial de futebol no DF.




Um ano antes desse desaparecimento, 2004, surgia na Segunda Divisão o mais novo representante do Cruzeiro no futebol brasiliense: o Cruzeiro Futebol Clube, fundado em 10 de maio de 2000. Ficou com a nona colocação entre 13 equipes disputantes.
Obteve suas melhores colocações nos anos de 2007 e 2008, quando chegou na terceira posição (apenas dois clubes eram promovidos).
Depois de 14 anos de trabalho intenso, neste ano de 2014 o Cruzeiro conseguiu o tão sonhado acesso para a elite do futebol brasiliense. O feito veio com a classificação para a decisão do Campeonato da Segunda Divisão, quando enfrentou o Samambaia, que se sagrou campeão. Mesmo com a derrota, a equipe garantiu seu lugar na Primeira Divisão em 2015.
Todos no Cruzeiro reconhecem as dificuldades que serão enfrentadas na nova divisão, mas acreditam que essa é a oportunidade que o clube tem para fazer história.


sábado, 13 de dezembro de 2014

SÉRIE “O FUTEBOL NAS CIDADES-SATÉLITES”: CRUZEIRO - Parte 1


No último dia 30 de novembro, a cidade do Cruzeiro completou 55 anos de existência.
Estamos aproveitando essa comemoração para dar início a uma nova série, sobre a história do futebol nas cidades-satélites do Distrito Federal. O Cruzeiro é a primeira da série.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

OS CLUBES DO DF: Atlas


Logotipo da empresa
O Atlas Futebol Clube foi fundado em 1º de maio de 1965 e tinha como finalidade principal a prática do esporte amador em Brasília (DF).
Era mantido pela Elevadores Atlas S. A., empresa que em maio de 1999 teve seu controle acionário adquirido pelo grupo suíço Schindler.
O Atlas participou apenas de uma competição oficial promovida pela então Federação Desportiva de Brasília: o campeonato brasiliense de 1969, quando a entidade máxima do futebol do DF resolveu juntar clubes amadores e profissionais.
Fez sua estreia no dia 13 de abril de 1969, derrotando o Rabello, por 1 x 0, gol de Wilmar. Depois, nos demais jogos, só derrotas e um empate (2 x 2 Carioca).
Não chegou ao final da competição, abandonando-a antes e levando WO nos dois últimos jogos contra Grêmio e Jaguar, nos dias 22 e 29 de junho de 1969, respectivamente. Ficou com a décima posição entre as onze equipes do Grupo A.
Nunca mais voltou a disputar uma competição oficial.




quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

JOGOS INUSITADOS: o dia em que o Ceub venceu um campeão mundial


O empresário uruguaio Juan Figger assinou contrato no dia 17 de julho de 1972 para uma série de amistosos do Estudiantes de La Plata, Argentina, no Brasil.
O Estudiantes chegou com o cartaz de campeão da Taça Libertadores de 1968, 1969 e 1970 e de campeão mundial interclubes de 1968.
Em seu primeiro amistoso em território brasileiro, no dia 27 de julho de 1972, o Estudiantes perdeu para o Saad, de São Caetano do Sul, por 2 x 1.
O resultado fez com que a imprensa passasse a especular que não se tratava do time principal do Estudiantes. Na verdade, alguns jogadores eram titulares, mas a maioria era de reservas. A principal atração do Estudiantes não veio: Juan Ramón Verón, conhecido como “La Bruja” (A Bruxa), pai de Juan Sebastián Verón, “La Brujita”, que levou o Estudiantes ao título da Taça Libertadores de 2009, em pleno Estádio Mineirão, ao derrotar o Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG).
Essa dúvida fez com que poucos torcedores comparecessem ao Estádio Pelezão no dia 30 de julho de 1972, para assistirem ao segundo jogo do Estudiantes no Brasil. Ficaram bastante decepcionados. Mesmo enfrentando um time modesto, o Estudiantes não ofereceu nenhuma resistência ao Ceub, que venceu por 3 x 1.
Todos os gols do Ceub saíram no primeiro tempo: Walmir aos 8, Hermes aos 35 e Dinarte aos 41. Com o jogo ganho, no segundo tempo o Ceub se deu ao luxo de administrar o resultado e permitiu que o Estudiantes, que voltou totalmente modificado, passasse mais tempo com a bola, poupando-se visivelmente. O gol dos argentinos saiu num pênalti de Noel em Moirano, que Carregado cobrou e marcou.
A atração do Ceub foi o meia Paíca, vindo do Grêmio, de Porto Alegre, fazendo sua estreia com a camisa do clube brasiliense.
O pequeno público presente ao estádio decepcionou os dirigentes do Ceub, que com isso teve um grande prejuízo financeiro, pois custou caro trazer o time argentino.
Os times formaram assim:
Ceub - Zé Walter, Aderbal, Cláudio Oliveira, Noel e Serginho; Renê e Paíca; Walmir, Hermes, César e Dinarte (Marco Antônio). 
Estudiantes - Flores, Del Curto, Churdo (Zabala), Recabarren e Martínez; Cardone (Gilli) e Carregado; Galay (Alegre), Moirano, Giachello (Carnero) e Suarez.
O árbitro foi Édson Benítez e a renda não chegou aos Cr$ 15 mil.
Para também evitar prejuízo, o amistoso que o Estudiantes realizaria logo depois diante do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, foi cancelado.



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ESTATÍSTICAS DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1987


GOLS ASSINALADOS: 175.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO: 1,9.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Brasília, 32 gols a favor.
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Planaltina, 6 gols a favor.
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO: Taguatinga, 14 gols contra.
PIOR DEFESA DO CAMPEONATO: Tiradentes e Planaltina, 30 gols contra.
MELHOR SALDO DE GOLS: Taguatinga, com 16.
MAIOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Brasília, com 12.
MENOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Planaltina, com 2.
MENOR NÚMERO DE DERROTAS: Brasília, com 4.
MAIOR NÚMERO DE DERROTAS: Planaltina, com 14.
MELHOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO: Brasília, com 65,4%.
MAIOR GOLEADA DO CAMPEONATO: 15.03.1987, Brasília 5 x 0 Tiradentes.
JOGO COM MAIOR NÚMERO DE GOLS MARCADOS: 22.02.1987, Tiradentes 5 x 2 Guará.

PRINCIPAIS ARTILHEIROS:

1º - Bé (Tiradentes), 18 gols;
2º - Bolão (Brasília), 12;
3º - Genivaldo (Taguatinga), 9;
4º - Dida (Gama) e Zé Maurício (Guará), 8; e
5º - Erasmo (Brasília) e Marcelo Freitas (Taguatinga), 7.

ÁRBITROS QUE MAIS ATUARAM

1º - Clésio José Penoni, Lincoln Costa e Luiz Vilhena do Nascimento, 9 jogos;
2º - Edson Rezende de Oliveira, Nilton de Castro Souza e Tolistoi Batista, 8;
3º - José Mário Vinhas e Luiz Carlos Tibursky, 7;
4º - Aldemir da Silva Padilha, 5;
5º - José Cavalcante Ribeiro, 4;
6º - Antônio Farneze, Epaminondas Lino de Jesus, Francisco Guerreiro Chaves, João Osvaldo Pestana, Narciso Bastos Portela e Ruy Ferreira, 2;
7º - Antônio Gomes, Arlindo Martins, Darci Kanitz, Francisco Portugal, José Vidal da Mota e Reinaldo Gomes de Paula, 1 jogo cada.

ESTÁDIOS UTILIZADOS:

1º - Mané Garrincha (Brasília), 20 jogos;
2º - Serejão (Taguatinga), 18;
3º - CAVE (Guará), 17;
4º - Abadião (Ceilândia) e Augustinho Lima (Sobradinho), 11;
5º - Bezerrão (Gama), 10; e
6º - Adonir Guimarães (Planaltina), 5 jogos.


domingo, 7 de dezembro de 2014

OS ARTILHEIROS: CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1990


1º - Evandro (Gama), 9;
2º - Wadi (Brasília) e Augusto (Gama), 6;
3º - Dida (Guará) e Marcelo Freitas (Taguatinga), 4;
4º - Rogerinho (Guará) e Tuta e Wilson (Taguatinga), 3;
5º - Antunes, Gilmar e Josimar (Brasília), Carlos Gomes (Ceilândia), Artur, Filó, Vicente e Zoca (Gama), Boloni, Marquinhos e Rômulo (Guará), Lindário (Planaltina), Régis, Washington e Zuza (Sobradinho), Carlinhos, Da Silva e Rogério (Taguatinga) e Bé, Egberto, Joel e Murilo (Tiradentes), 2;
6º - Chiquinho (Brasília), Bebeto, Carioca, Jone, Pires e Sidney (Ceilândia), Amarildo, Beijoca, Claudinho, Formiga, Toinzé e Zé Nilo (Gama), Chaguinha (contra), Juscelino, Ricardo e Toninho (Guará), Ahlá, Elton e Helder (Planaltina), Boca, Chiquinho (contra), Marcão, Pires e Ronaldo (Sobradinho), Bilzão e Joãozinho (Taguatinga) e Beto Guarapari, Jarbas, Olavo, Touro, Washington e Zé Maurício (Tiradentes), 1.


sábado, 6 de dezembro de 2014

SÉRIE “AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA": Zizinho enfrenta o Vasco da Gama - 1962


O amistoso contra o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, foi mais uma das diversas festividades programadas para comemorar o segundo ano de vida de Brasília, no dia 21 de abril de 1962.
O desejo dos responsáveis pela programação esportiva era trazer o Internacional, de Porto Alegre (RS). Porém, devido a impossibilidade do clube gaúcho comparecer, foi convidado o Vasco da Gama, que aceitou.
A Comissão Técnica foi formada por Oswaldo Cruz Vieira, Aliatar Pinto de Andrade e Waldyr (Didi) de Carvalho (além do Preparador Físico Walter Machado da Costa e do massagista Fuminho).

Os jogadores convocados pela Comissão Técnica e que se apresentaram no dia 3 de abril de 1962, no campo do Defelê, foram os seguintes:
GOLEIROS: Matil (Defelê), Gonçalinho (Guanabara) e Bola Sete (Guará);
LATERAIS-DIREITO: Alberto (Nacional) e Edilson Braga (Cruzeiro do Sul);
ZAGUEIROS-CENTRAIS: Beto II (Guará) e Eufrásio (Nacional);
QUARTOS-ZAGUEIROS: Bimba (Rabello) e Múcio (Guará);
LATERAIS-ESQUERDO: Enes (Rabello) e Oswaldo (Defelê);
MÉDIOS-VOLANTES: Índio (Guará) e Remis (Grêmio);
PONTEIROS-DIREITO: Nelício (Guanabara) e Ramiro (Defelê);
MEIAS-ARMADORES: Alaor Capella (Rabello) e Invasão (Defelê);
CENTRO-AVANTES: Ely (Defelê) e Zezito I (Nacional);
PONTAS-DE-LANÇAS: Beto Pretti (Nacional) e Zezito II (Alvorada); e
PONTEIROS-ESQUERDO: Reinaldo (Defelê) e Arnaldo (Rabello).
Alguns jogadores não obedeceram à chamada da Federação, outros se contundiram antes da apresentação; para substituí-los foram chamados: Gaguinho e Sabará (Rabello), Jair e Ubaldo (Planalto), Manoel (Alvorada), Aderbal (Guará), Matarazzo e Gavião (Defelê) e Sérgio (Grêmio).
No treino coletivo realizado no dia 10 de abril de 1962, às 16 horas, no campo do Defelê, o destaque negativo foram as ausências verificadas (nove ao todo).
O quadro azul, considerado o titular, venceu o amarelo pelo placar de 3 x 1, com tentos de Beto Pretti (2) e Ely, enquanto que Ramiro descontou para o time amarelo.
As equipes estiveram assim formadas: Azul - Matil, Jair, Bimba e Edilson Braga; Matarazzo e Enes; Ubaldo, Invasão (Zezito I), Ely, Beto Pretti e Arnaldo. Amarelo - Gonçalinho, Gavião e Alberto; Manoel, Alaor Capella e Osvaldo; Ramiro, Sérgio, Zezito I (Invasão), Zezito II e Leônidas.
Os quatro treinos coletivos programados foram totalmente prejudicados, pois em nenhum deles o técnico Didi de Carvalho pôde contar com o total dos atletas convocados.

O JOGO
Zizinho

A equipe de Brasília jogou a metade da partida reforçada por Zizinho.
O primeiro gol foi marcado aos 15 minutos do primeiro tempo através do ponta-esquerda Arnaldo. Ainda no primeiro tempo, aos 43 minutos, Saulzinho empatou.
O selecionado brasiliense esteve melhor durante sessenta dos noventa minutos jogados, só não conseguindo expressivo triunfo pela falta de sorte de seus atacantes e também devido ao grande número de substituições que prejudicaram o rendimento da equipe.
Além de encontrar grande resistência no goleiro adversário, Matil, o Vasco da Gama teve sempre dificuldade de armar seus ataques, pela falta de apoio no meio-de-campo, onde o meia-esquerda Beto Pretti, de Brasília, ganhava a maioria das jogadas contra Lorico e Écio, no primeiro tempo.
No segundo tempo, quando a equipe de Brasília reforçou-se com a entrada de Zizinho no centro do ataque e as inúmeras substituições realizadas no segundo tempo serviram para quebrar a continuidade do jogo, pois tanto o Vasco da Gama como a seleção de Brasília não conseguiram entrosar suas equipes com as seguidas mudanças e deslocações no ataque e na defesa.

Eis a súmula do jogo:
SELEÇÃO DE BRASÍLIA 1 x 1 VASCO DA GAMA
Local: Estádio “Vasco Viana de Andrade”
Árbitro: Amílcar Ferreira, do Rio de Janeiro
Gols: Arnaldo, 15 e Saulzinho, 43
SELEÇÃO DE BRASÍLIA: Matil, Jair (Aderbal), Edilson Braga, Bimba (Zezito) e Enes; Sabará (Reinaldo) (Matarazzo) e Beto Pretti; Ubaldo (Invasão), Alaor Capella (Zizinho), Ely (Ceninho) e Arnaldo.
VASCO DA GAMA: Ita, Paulinho, Brito, Barbosinha e Coronel (Russo); Écio (Laerte) e Lorico (Roberto Pinto); Sabará (Joãozinho), Javan, Saulzinho e Da Silva.

Notas:
Além de Zizinho, outro convidado especial foi o ex-craque Arthur Friedenreich.
O técnico Jorge Vieira, que estreava no comando do Vasco da Gama, deu declarações aos jornais dizendo-se impressionado com a atuação de três jogadores do selecionado brasiliense: Matil, Sabará e Beto Pretti.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A HISTÓRIA DA SEGUNDA DIVISÃO NO DF - Parte 15 (2009)


Disputado pelo menor número de participantes nos últimos dez anos, o Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2009 teve apenas sete clubes inscritos.
Por outro lado, teve um grande número de novidades.
Uma delas o Brazsat Futebol Clube. Fundado em 29 de junho de 2005 com o nome de Recanto Esporte Clube, em outubro de 2007 transformou-se em clube-empresa, passando a se chamar Brazsat, oriundo da empresa do segmento de satélites e espaço a Brazsat Commercial Space Services. Campeão da Terceira Divisão em 2008, estreava na Segunda como um dos favoritos.
Campeão da Primeira Divisão do DF em 2002, o CFZ estava de volta à Segunda Divisão em 2009, depois de ficar em segundo lugar no campeonato da Terceira em 2008.
Depois de más campanhas nos últimos anos, o Ceilandense resolveu apostar numa fórmula que estava dando certo para outros times: a exemplo do que aconteceu na temporada de 2008, quando o Santa Maria conquistou o acesso da terceira para a segunda divisão do DF com o time de juniores do Brasiliense, em 2009 o Ceilandense contou com os aspirantes do Gama para tentar chegar à Primeira Divisão. O grupo que representou o Ceilandense contou com atletas conhecidos da torcida do Gama, alguns até disputaram a terceira divisão nacional. Por isso, também passou a ser um dos favoritos ao acesso.
Mas a principal novidade e um dos motivos de maior divulgação e expectativa da Segunda Divisão de 2009 foi o surgimento do Botafogo-DF. O Botafogo, do Rio de Janeiro, e a empresa Brasília Holding firmaram parceria para o desenvolvimento do projeto Clube Empresa Botafogo/DF. Inicialmente o projeto contemplava a transformação do Clube Esportivo Guará, equipe da segunda divisão do campeonato brasiliense, no Botafogo/DF. No elenco, estavam nomes conhecidos do futebol local como o goleiro Donizetti, o meio campo Fábio Lima, os volantes Leiz e Bruno de Jesus e o lateral esquerdo Amaral. Se todos já aguardavam com ansiedade o início da Segunda Divisão local, a expectativa aumentou ainda mais quando o Botafogo/DF anunciou a contratação do artilheiro Túlio Maravilha para a disputa da competição. É preciso destacar, ainda, o comando técnico de Marquinhos Bahia, eleito o melhor treinador no ano de 2007, quando levou o Esportivo Guará ao vice-campeonato local, juntamente com alguns dos atletas que retornaram para atuar com a camisa do novo clube.
As sete equipes jogam entre si apenas em turno. Os quatro melhores colocados se classificam para as semifinais. Nas semifinais aconteceram jogos de ida e volta, com vantagem para os melhores colocados na primeira fase. Já a final foi disputada em apenas um jogo, no estádio do clube de melhor campanha na primeira fase, que teve também a vantagem do empate. O campeão e o vice-campeão foram promovidos para a Primeira Divisão de 2010 e os dois últimos clubes na Primeira Fase foram rebaixados para a Terceira Divisão de 2010.
Como era de se esperar, o Botafogo se destacou dos demais na Primeira Fase, vencendo cinco dos seis jogos que disputou e perdendo apenas um, justamente para o Ceilandense, que ficou na segunda colocação, com apenas uma derrota, logo na estreia para o Santa Maria. Depois não perdeu mais.
Botafogo e Ceilandense se classificaram para as semifinais, juntamente com Unaí (segundo colocado e que também só teve uma derrota na primeira fase, para o Botafogo) e Brazsat (4º colocado). 
Os jogos de ida das semifinais foram realizados no dia 3 de outubro de 1999. 
No Mané Garrincha, o mandante Brazsat perdeu para o Botafogo por 2 x 1. O primeiro tempo foi muito ruim e o placar permaneceu em 0 x 0.
No segundo, logo aos quatro minutos o Brazsat abriu o placar, através de Fernando Veiga. Mesmo sofrendo o gol, o Botafogo tinha maior posse de bola e conseguia chegar com mais perigo. Aos 35 minutos, Túlio Maravilha empatou o jogo. Seis minutos, aconteceu a virada do Botafogo, novamente com um gol marcado por Túlio Maravilha.
No outro jogo, no Abadião, o Ceilandense deu grande passo para chegar à final depois de golear o Unaí por 4 x 1. Paulo Renê (que entrou no segundo tempo), duas vezes, Geraldo e Edicarlos marcaram para o Ceilandense. Esquerdinha, cobrando pênalti, marcou o primeiro gol do jogo para o Unaí, aos oito minutos do primeiro tempo.
Uma semana depois, 10 de outubro de 2009, aconteceram os jogos de volta.
Unaí e Ceilandense se enfrentaram no estádio Urbano Adjuto, em Unaí (MG). Em jogo dramático, empataram em 3 x 3, resultado que garantiu o Ceilandense na primeira divisão de 2010. Gustavo, Ricardinho e Esquerdinha marcaram para o Unaí, enquanto Edicarlos e Djalminha, duas vezes, descontaram para o Ceilandense.
O jogo foi dramático, com cinco expulsões, e uma interrupção de doze minutos após a invasão do campo pelo presidente e treinador do Unaí, depois da marcação do segundo pênalti contra o time mineiro. Para compensar, o árbitro Nivaldo Nunes deu 20 minutos de acréscimo no segundo tempo.
No estádio do CAVE, Túlio Maravilha abriu o placar para o Botafogo antes de ser completado um minuto de jogo. O 1 x 0 ficou registrado no placar por todo o primeiro tempo. No segundo, aos 33 minutos, Cassius empatou para o Brazsat. Dez minutos depois, Reinaldo marcou o gol da vitória do Botafogo, novamente por 2 x 1.
A grande final aconteceu no dia 17 de outubro de 2009, no estádio do CAVE, mando do Botafogo, por ter melhor campanha.
Quando todos esperavam a festa do Botafogo, essa passou para o lado do Ceilandense, que voltou a vencer o Botafogo, desta vez por 2 x 1, e ficou com o título de campeão da Segunda Divisão de 2009.
O primeiro gol do Ceilandense foi marcado por Geraldo aos 35 minutos do 1º tempo.
No segundo tempo, os times voltaram com a mesma disposição demonstrada no primeiro. Aos poucos o bom futebol praticado pelas equipes dava lugar ao nervosismo. Aos 26, Edicarlos, do Ceilandense, foi expulso. Com um jogador a mais, o Botafogo foi em busca do empate, resultado que lhe daria o título de campeão. Aos 40 minutos, Glauco, do Botafogo, recebeu o cartão vermelho.
Apelando para muitas bolas alçadas na área, o Botafogo acabou empatando aos 45 minutos, com um gol de Alcione, de cabeça.
Os acréscimos determinados pelo árbitro foram de quatro minutos. Quando a torcida do Botafogo já soltava o grito de campeão, aos 48 minutos, Iron estragou a festa da torcida do Botafogo: cobrou uma falta próxima a grande área e acertou o ângulo para fazer o gol do título do Ceilandense.
A súmula do jogo decisivo foi essa:
BOTAFOGO 1 x 2 CEILANDENSE
Data: 17 de outubro de 2009
Local: CAVE, Guará
Renda: R$ 10.630,00
Público: 6.962 pagantes
Árbitro: Rodrigo Raposo (DF) 
Expulsões: Edicarlos, do Ceilandense, e Glauco, do Botafogo
Gols: Geraldo, 38; Alcione, 90 e Iron, 90+3
Botafogo: Donizeti, Clein (Diego Portela), Lucas Souza, Luan e Rafinha; Marcinho (Reinaldo), Leís, Alcione e China (Glauco); Léo Guerreiro e Túlio Maravilha. Técnico: Marquinhos Bahia. 
Ceilandense: Veloso, Alex, Lídio, André Nunes e Djalminha; Betson, Oliveira (Gustavo), Iron e Kabrine (Gleison); Edicarlos e Geraldo (Keké). Técnico: Gerson Vieira.

CLASSIFICAÇÃO FINAL

CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
SG
PG
CEILANDENSE
9
4
4
1
15
11
4
16
BOTAFOGO
9
7
0
2
14
7
7
21
UNAÍ
8
2
4
2
10
11
-1
10
BRAZSAT
8
2
2
4
10
13
-3
8
CFZ
6
2
2
2
8
9
-1
8
CRUZEIRO
6
1
1
4
6
8
-2
4
SANTA MARIA
6
1
1
4
7
11
-4
4

PRINCIPAIS ARTILHEIROS:
Túlio Maravilha comemorando um dos dois gols marcados
na sua estreia na Segunda Divisão de 2009

1º - Edicarlos (Ceilandense), 8 gols;
2º - Túlio Maravilha (Botafogo), 7;
3º - Juninho Paranoá (Brazsat), Michel (CFZ) e Esquerdinha (Unaí), 4;
4º - Allan (CFZ), Léo Borges (Cruzeiro) e Gustavo (Unaí), 3.