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segunda-feira, 11 de maio de 2026

HÁ 60 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: goleada da Seleção Paulista



Em benefício das obras do Estádio de Brasília, foi promovido um amistoso entre as seleções do Distrito Federal e de São Paulo no dia 11 de maio de 1966.
No dia 20 de abril foi designada a Comissão Técnica da Seleção do DF, assim formada: Supervisor - Carlos Magno Maia Dias; Técnico - Waldyr “Didi” de Carvalho e Assessor - Oswaldo Cruz Vieira. Além deles, foram requisitados os serviços de Ceninho (Preparador Físico do Rabello), Ulisses e Gavião (massagistas do Defelê) e Ceará (roupeiro do Defelê).
Os jogadores convocados (que se apresentaram no dia 22 de abril, visando o primeiro treino) foram:
GOLEIROS: Zé Walter (Rabello), Hélio (Colombo) e Dico (Colombo)
LATERAIS: Aderbal (Guará), Didi (Rabello), Wilson (Defelê) e Oliveira (Colombo)
ZAGUEIROS-CENTRAIS: Décio (Defelê), Chico Preto (Guará) e Lima (Rabello)
QUARTO-ZAGUEIROS: Sir Peres (Colombo), Juci (Colombo) e Arlindo (Grêmio)
ARMADORES: João Dutra e Zé Maria (Rabello), Paulista (Colombo), Walter Moreira e Elmano (Defelê)
PONTEIROS-DIREITO: Zezé (Rabello) e Bawany (Defelê)
CENTRO-AVANTES: Otávio e Djalma (Rabello), Fernandinho (Defelê), Sabará (Luziânia) e Zezão (Pederneiras)
PONTEIROS-ESQUERDO: Crispim (Colombo), Sabarazinho (Defelê) e Reinaldo (Rabello).
Posteriormente, foram convocados: Beto Pretti e Jair (Rabello), Alaor Capella (Defelê), Cid e Baiano (Colombo)
Pelo lado dos paulistas, no treino de 9 de maio, no Pacaembu, foram cortados Toninho, Abel, Almir e Mengálvio. Por conta dos cortes, o técnico Aimoré Moreira teve que fazer várias improvisações no treinamento coletivo, ao ponto de improvisar os goleiros Félix e Suli na ponta-direita do time reserva. O treino durou 70 minutos, em dois tempos de 35. O time titular jogou melhor que no último treino e goleou os reservas por 5 x 1. Os quadros foram estes:
TITULARES: Félix (Laércio), Osvaldo Cunha, Mauro, Jurandir e Edilson; Benê e Ademir da Guia (Suingue); Prado, Coutinho, Babá e Pepe (Tupãzinho).
RESERVAS: Laércio (Suli), Renato, Oberdan, Haroldo e Ferrari; Joel e Suingue (Ademir da Guia); Suli (Félix), Ademar Pantera, Júlio Amaral e Tupãzinho (Pepe).
João Mendonça Falcão, presidente da Federação Paulista de Futebol, chefiou a delegação que contou com os seguintes membros: Supervisores - Pedro Fischetti e João Atala; Técnicos: Aimoré Moreira e Mário Travaglini; Médico - João Zerillo; Preparador Físico - Júlio Mazzei; Massagistas - Reis e Osvaldo; Árbitro - Olten Aires de Abreu e 21 jogadores: Félix, Láercio, Suli, Osvaldo Cunha, Renato, Mauro, Oberdan, Jurandir, Haroldo, Edilson, Ferrari, Suingue, Joel, Benê, Ademir da Guia, Prado, Coutinho, Babá, Tupãzinho, Ademar Pantera e Pepe.
No dia do jogo, confirmando seu favoritismo, a Seleção Paulista foi além das expectativas, marcando fácil vitória pela contagem de 8 x 0, estabelecendo 4 x 0 ao término do 1º tempo.
A rigor, somente nos primeiros quinze minutos de jogo os brasilienses conseguiram oferecer resistência. Depois, foram cedendo aos poucos, até que surgisse o domínio completo dos paulistas, que não tiveram qualquer dificuldade em conseguir a ampla vitória. Pode-se mesmo dizer que a seleção paulista teve uma exibição de gala, porém diante de um adversário tecnicamente inferior mas que lutou com todos os seus recursos, indo além de suas possibilidades em opor resistência ao adversário.
Outros detalhes do jogo:
SELEÇÃO DO DISTRITO FEDERAL 0 x 8 SELEÇÃO DE SÃO PAULO
Árbitro: Olten Aires de Abreu
Gols: Babá, 12; Coutinho, 21 e 25; Babá, 35; Pepe, 50; Tupãzinho (pênalti), 54; Pepe, 70 e Ademar (pênalti), 83.
DISTRITO FEDERAL: Zé Walter (Dico), Aderbal, Décio, Sir Peres e Wilson Godinho; Zé Maria e Reinaldo; Sabará (Zezé), Walter Moreira (Otávio), Fernandinho (Baiano) e Cid.
SÃO PAULO: Félix (Suli), Osvaldo Cunha (Renato), Mauro (Oberdan), Jurandir (Joel) e Edilson (Ferrari); Benê (Joel) e Ademir da Guia (Suingue); Prado, Coutinho (Ademar), Babá (Tupãzinho) e Pepe (Haroldo). Técnicos: Mário Travaglini e Aimoré Moreira.
O dia seguinte (12) foi de passeios pela cidade para os paulistas. Na parte da tarde, os integrantes da delegação paulista foram recebidos em audiência especial pelo presidente Castelo Branco. Em nome dos jogadores, o zagueiro Mauro entregou ao chefe do governo uma bandeja de prata.
Na sexta-feira, 13 de maio, viajaram para Goiânia, onde, na tarde de domingo (15), enfrentaram a seleção de Goiás. A Seleção Paulista derrotou a Goiana, em Goiânia, por 3 x 0, gols de Babá (2) e Tupãzinho.
Nota:
A seleção paulista também era chamada de “Seleção B do Brasil”.


terça-feira, 31 de março de 2026

HÁ 60 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: Flamengo e Vasco da Gama inauguram os refletores do Estádio de Brasília


No dia 31 de março de 1966, Flamengo e Vasco da Gama estiveram em Brasília para a inauguração dos refletores do Estádio de Brasília, que depois passaria a ser chamado de Pelezão.
A partida agradou ao numeroso público, que proporcionou renda de Cr$ 50.044.000,00.
Os quinze minutos iniciais de jogo foram do Vasco da Gama, que teve nada menos do que três oportunidades para marcar, sendo que a melhor coube a William, que mandou a bola na trave.
A partir do vigésimo minuto, o Flamengo começou a se articular melhor e a partida passou a ser disputada em igualdade.
Entretanto, aos 37 minutos, Paulo Henrique cometeu pênalti em William e Célio converteu no primeiro tento do Vasco da Gama.
Para o segundo tempo, o Flamengo voltou melhor, e logo aos 4 minutos empatava, por intermédio de Almir, numa falha de Amauri.
O gol não intimidou o Vasco da Gama, que cinco minutos depois desempatava, em nova penalidade máxima cobrada por Célio. Na verdade, já havia sido gol, pois o toque de mão de Itamar foi com a bola rumando para a meta, após o chute de Picolé. Falhou o árbitro, mas Célio consertou, convertendo a falta.
Depois, foram inúmeras as tentativas do Flamengo em busca do empate, mas o Vasco da Gama conseguiu resistir para conquistar a Taça Forças Armadas oferecida ao vencedor do amistoso.
A ficha técnica desse jogo foi a seguinte:

VASCO DA GAMA 2 x 1 FLAMENGO
Data: 31 de março de 1966
Local: Estádio de Brasília
Renda: Cr$ 50.044,00
Árbitro: Idélcio Gomes de Almeida, de Brasília
Expulsão: Juarez, do Flamengo
Gols: Célio, 37 (pênalti), Almir, 49 e Célio, de pênalti, 54.
VASCO DA GAMA: Amauri, Joel (Bolinha), Brito (Caxias), Ananias e Hipólito; Maranhão e Danilo Menezes; William, Célio (Gama), Picolé (Zezinho) e Tião (Romildo). Técnico: Zezé Moreira.
FLAMENGO: Valdomiro (Marco Aurélio), Murilo (Leon), Paulo Lumumba, Itamar e Paulo Henrique; Jarbas (Evaristo) e Juarez; Paulo Chôco, Almir (Fio), César e Rodrigues Neto. Técnico: Renganeschi.




sexta-feira, 20 de março de 2026

HÁ 60 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: fundação do Pioneira Futebol Clube


Por iniciativa dos irmãos Matsunaga, Yukiyo e Shigueo, que adquiriram os direitos da pequena empresa de transporte coletivo de nome Pioneira, que fazia a linha circular Núcleo Bandeirante/Plano Piloto, o Pioneira Futebol Clube foi fundado em 20 de março de 1966.
Um dos primeiros amistosos do novo time que se tem conhecimento foi realizado em 22 de maio de 1966. Um gol contra e outro do atacante Bismarck deram a vitória de 2 x 1 sobre o Vila Matias.
Mesmo existindo dois campeonatos de futebol em Brasília promovidos pela Federação Desportiva de Brasília, o de profissionais e o amador, o Pioneira resolveu disputar o Campeonato do Departamento Autônomo, também realizado pela FDB, que foi dividido em três seções: Plano Piloto, Sobradinho e Taguatinga.
Os clubes inscritos jogavam entre si, dentro de suas seções, em turno e returno. Os dois primeiros colocados de cada seção se classificavam para a Fase Final. Da Seção Taguatinga, fizeram parte Brasília, Juventus, Meta, Palmeiras, Pioneira, Setor Automobilístico, Sideral e A. D. Taguatinga.
A estreia do Pioneira em competições oficiais da FDB, se deu no dia 12 de junho de 1966, com um empate de 1 x 1 com o Palmeiras.
Uma semana depois, em jogo tumultuado, sem policiamento e de ânimos exaltados entre os torcedores, o Pioneira empatou em 3 x 3 com o Setor Automobilístico. Formou o Pioneira com João, Simplício, Bolinha, Givar e Eduardo; Sudevando e Ronaldo; Pedro, Camilo, João França e Bismarck. O técnico era Eurípedes Bueno.
Nos demais cinco jogos do primeiro turno (encerrado em 31 de julho de 1966) o Pioneira só foi conseguir uma vitória em seu último encontro, diante do Sideral. Após os outros resultados (0 x 3 Brasília, 1 x 4 Taguatinga, 1 x 1 Juventus e 3 x 3 Meta), ficou na quarta colocação, com oito pontos perdidos.
Conseguiu melhorar um pouco sua atuação no segundo turno, encerrado em 2 de outubro de 1966. Na classificação final da Seção Taguatinga terminando-o na terceira colocação, com 12 pontos perdidos, atrás de Taguatinga, em primeiro, e Brasília, em segundo, que foram os classificados para a Fase Final do Campeonato do Departamento Autônomo.
Terminou a Taça Eficiência na quarta colocação, com 63 pontos. O Pioneira marcou 26 gols e sofreu 29. Camilo foi o artilheiro do clube na competição, com seis gols.

domingo, 15 de março de 2026

HÁ 60 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: modificação nos estatutos do Flamengo, de Taguatinga


Em Assembleia Geral de Associados realizada em 15 de março de 1966, foram modificados os estatutos do Flamengo Futebol Clube, de Taguatinga, passando a denominar-se Clube de Regatas Flamengo de Brasília.
A diretoria era assim constituída:
Presidente: Agenor Corrêa
Vice-Presidente Administrativo: Adilson Bonifácio Rocha
Vice-Presidente Financeiro: Antônio Marinho da Cunha
Vice-Presidente para Assuntos Profissionais: Adolfo Ferreira Bastos
Vice-Presidente de Esportes Amadores: Antônio Alves Cardoso
Vice-Presidente Social: Eulino Alves da Silva
Diretor de Patrimônio: Cleóbulo Gonçalves Dias
Secretário-Geral: Marcos Antônio Correa
1º Secretário: José dos Anjos Barreto Filho
Tesoureiro Geral: José Augusto Carpaneda.

Inscreveu-se no campeonato da categoria de profissionais, utilizando a praça de esportes do Guará, até que estivessem ultimadas as obras de sua propriedade em Taguatinga.


sábado, 7 de março de 2026

HÁ 60 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: Defelê 4 x 2 Rabello


 
Com o intuito de promover a reapresentação dos profissionais do Rabello e do Defelê, foi realizado um amistoso envolvendo esses dois clubes no dia 6 de março de 1966, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo.
Desfalcado de Zé Walter, Jair e Zezé, o Rabello não encontrou meios para resistir ao melhor desempenho do Defelê, que venceu o jogo por 4 x 2.
No 1º tempo equilibrado, Djalma, aos 15 minutos, abriu o marcador para o Rabello, e Zé Grillo marcou o gol de empate do Defelê, aos 35 minutos.
No 2º tempo os jogadores do Defelê sobraram em campo. Os gols dessa fase do jogo foram marcados por Alaor Capella, aos 2 minutos, Lima (contra), aos 9, Djalma, aos 19 e novamente Alaor Capella, aos 29.
Assim formaram as duas equipes: Defelê – Matil, Décio (Matarazzo), Bosco, Bimba e Wilson; Bugue (Pedrinho) e Walter (Leônidas), Paulinho (Bawany), Alaor Capella, Fernandinho e Zé Grillo. Rabello – Zé Maria II, Didi (Wilson), Lima, Mello e J. Pereira; Pedrinho (Zé Maria I) e Beto Pretti; Brandão, Invasão (Moisés) (Agostinho), Djalma e Zoca.


sexta-feira, 9 de setembro de 2022

HÁ 60 ANOS NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: primeira rodada da Fase Final do Campeonato Brasiliense de 1962

 

Há 60 anos, no dia 9 de setembro de 1962, dois jogos deram início à Fase Final do Campeonato Brasiliense de 1962.


Eis as fichas técnicas:

 

NACIONAL 0 x 0 GRÊMIO

Data: 09.09.1962

Local: Aristóteles Góes

Árbitro: Jorge Cardoso

Renda: Cr$ 10.000,00

NACIONAL: Chico, Índio, Pamplona, Logodô e Ferreira; João e Tigrila; William, Nilson, Toninho e Chichico.

GRÊMIO: Weldas, Santos, Evangelista e Norberto; Jaime e Walter; Hélio Galdino (Martins), Itiberê, Sérgio, Simões e Evandro.

 

GUARÁ 1 x 1 RABELLO

Data: 09.09.1962

Local: Israel Pinheiro

Árbitro: Josué Costa Araújo

Gols: 1º tempo (nesta ordem) - Marcos para o Rabello e Zizi, 40, para o Guará

GUARÁ: Chicão, Clemente, Aderbal e Bananal; Walter Moreira (Carlos) e Sir Peres; Zeca, Raimundinho, Zezito, Edinho e Zizi.

RABELLO: Carlos, Délio, Ditinho e Pernambuquinho; Calado e Bugre; Alaor (Paulinho), Aniel, Marcos, Nilo e Arnaldo.