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terça-feira, 8 de setembro de 2026

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Bira de Oliveira


Francisco Ubiraci Rodrigues de Oliveira, mais conhecido por Bira de Oliveira, nasceu em Jaguaretama, Ceará, no dia 8 de setembro de 1964.
Saiu de Jaguaretama em 1971, com destino ao Estado do Paraná, acompanhando seu pai, que ia trabalhar numa fazenda, na cidade de Ivaiporã, onde ficou até 1976.
Em 1976 sua família foi morar no Gama. No mesmo ano, mudaram para Planaltina.
Seu primeiro time de futebol no DF foi o Planalto, time amador de Planaltina, cujo treinador era o João Batista.
Seu começo no futebol do DF foi em 1981, na posição de goleiro, pelo time de juniores do Tiradentes. No ano seguinte, sagrou-se campeão brasiliense dessa categoria, seu único título como jogador. Ele era reserva do Capucho, que depois viria a brilhar em vários times do DF.
Depois que saiu do Tiradentes, passou por Sobradinho, em 1983 e, por último, em 1986, pelo Planaltina.
No Planaltina, em 1986, é o sexto da esquerda
para a direita, em pé
Interrompeu sua carreira de goleiro depois de sofrer uma lesão muito séria em 1986.
Foi, então, convidado por José Olinto Ferreira, o Zé do Norte, para treinar as categorias de base do Planaltina. Aproveitou para fazer o Curso de Treinador de Futebol na Faculdade Alvorada.
Sua estreia como treinador foi no dia 24 de julho de 1988, no estádio Adonir Guimarães. Naquele dia, o Planaltina (time que ele treinava) foi derrotado pelo Brasília, por 3 x 0.
No Planaltina, levou o clube às finais do campeonato brasiliense de 1993, contra o Gama. Ficou no Planaltina por muitos anos. Depois do Planaltina, foi treinador do Taguatinga (1º semestre de 1999), Comercial, do Núcleo Bandeirante (na Segunda Divisão do DF, no 2º semestre de 1999), Planaltinense (na Segunda Divisão do DF de 2001), Sobradinho (2002), Ceilandense, Gama (2006), Luziânia, Guará, Planaltina-GO e Legião (2013/2014). Também foi treinador de vários times do futebol amador de Planaltina, com destaque para o Londrina.
Entre seus títulos, o do Troféu “Mané Garrincha” em 1992; Campeão brasiliense de 1997, pelo Gama; Vice-campeão da Segunda Divisão do DF em 1999, treinando o Comercial, do Núcleo Bandeirante; e, por último, um torneio internacional no México, em 2013.
Em 1989, levou o Planaltina ao seu primeiro título de campeão brasiliense de juniores.

Comemorando o título no México
Mas, o que mais o envaidece foi ter sido responsável por mais de 500 jogadores terem se profissionalizado, com destaque para o ex-zagueiro Lúcio, Dimba (que passou por vários clubes do DF e do Brasil), Sandro (ex-Internacional, de Porto Alegre, e Tottenham Hotspur, da Inglaterra) e Renaldo (que também passou por vários clubes do Brasil e do exterior).
Depois que foi levado para o profissional, parou de trabalhar com escolinhas de futebol, onde treinava jovens de 7 a 17 anos, por acreditar ser a escola e as práticas esportivas os melhores caminhos para o jovem se projetar socialmente.

Em 2008 lhe foi concedido o título de Cidadão Honorário de Brasília.






sexta-feira, 4 de setembro de 2026

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Christovam Ferreira


Christovam Ferreira Costa Filho, por muitos chamado de Cristóvão, nasceu em Nilópolis (RJ), no dia 4 de setembro de 1955.
Começou sua carreira de jogador nas categorias de base do Flamengo, do Rio de Janeiro.
Atuou como zagueiro e como médio-volante.
Em 1974, com 19 anos, estava no futebol de Santa Catarina, defendendo o Palmeiras, de Blumenau (SC). Depois, em 1976, jogou no Esporte Clube Recreativo Palmitos, de Palmitos (SC). No segundo semestre de 1976, ingressou no Grêmio Atlético Farroupilha, de Pelotas (RS).
Em 1978 voltou ao futebol catarinense, contratado pelo Juventus, de Rio do Sul (SC).
Depois de uma curta passagem pelo Maranhão Atlético Clube, de São Luís (MA), em 1980, chegou ao Sobradinho Esporte Clube, de Sobradinho (DF), em 1981.
Sua estreia no alvinegro serrano aconteceu em 1º de fevereiro de 1981, em jogo válido pelo Torneio Seletivo do DF (*), com derrota para o Tiradentes, por 2 x 1.
O Sobradinho formou com Jaidan, Hani, Roberto, Cristóvão e Serginho; Renê, Roberto Carioca e Arnaldo; Moraes, Luizinho e Silvinho.
(*) Antes do início do Campeonato Brasileiro da Terceira Divisão (Taça de Bronze) começar, foram realizados Torneios Seletivos nos Estados com a finalidade de apontar seus representantes nessa competição.
Participaram quatro equipes: Ceilândia, Sobradinho, Taguatinga e Tiradentes. Das seis partidas que o Sobradinho disputou, perdeu cinco e empatou uma, ficando na última colocação e, portanto, fora do Campeonato Brasileiro.
Logo depois, o Sobradinho disputou o Torneio Centro-Oeste, promovido pela Federação Metropolitana de Futebol (DF) e Federação Goiana de Desportos (GO), com clubes do DF, Goiânia e Anápolis. Novamente o Sobradinho foi mal.
Veio o Campeonato Brasiliense, no qual Christovam disputou oito jogos pelo Sobradinho. Sua estreia foi no dia 21 de junho de 1981, no CAVE, com derrota para o Guará, por 1 x 0. Assim atuou o Sobradinho: Lúcio, Joãozinho (Ismael), Gaúcho, Toninho Lopes e Serginho; Christovam, Belini e Maurinho (Brito); Renê, Mingo e Marcos Roberto. Técnico: Otaziano Ferreira da Silva. O Sobradinho foi sexto e último colocado do campeonato.
O último jogo de Christovam no Sobradinho foi em 27 de setembro de 1981, tendo sofrido uma goleada para o Gama, por 4 x 0, no Bezerrão.
Em 1982, Christovam passou a participar do Projeto "Craque do Futuro", do Tiradentes, de Brasília. Foram criados cinco núcleos em diferentes locais do Distrito Federal, visando a formação de novos jogadores. Cada um desses Núcleos (Planaltina, Sobradinho, Taguatinga, Plano Piloto e Gama) formou sua equipe e o Tiradentes teve cerca de 125 atletas inscritos na Federação Metropolitana de Futebol. Quando a partida era disputada numa determinada cidade, era o núcleo daquele local que atuava pelo clube. E foi assim que logo no primeiro ano do projeto, o Tiradentes se sagrou campeão brasiliense da categoria de juniores.
Christovam foi o responsável pelo Núcleo de Sobradinho, que era patrocinado pela Colméia.
Ainda no ano de 1982, mês de outubro, Christovam passou a fazer parte da Comissão Técnica da Seleção de Juniores do Distrito Federal que disputaria a fase classificatória do Campeonato Brasileiro da categoria em Goiânia (GO), de 14 a 19 de dezembro de 1982. Perdeu para São Paulo, venceu o Mato Grosso e empatou com Goiás, não passando para a Fase Final. O treinador era Airton Nogueira e Christovam o Supervisor.
Em 1983 tornou-se dirigente da União Recreativa Serrano, agremiação que participa somente do futebol amador na cidade de Sobradinho. Juntamente com Manoel Sena, Christovam começou a dar maior importância às divisões inferiores da agremiação e iniciou uma escolinha dentro do clube, na faixa etária de 14 a 19 anos.
Os frutos não demoraram a surgir e Christovam Ferreira, juntamente com outro diretor do Serrano, Benevides Lopes, passaram a agenciar as carreiras dos jogadores mais promissores que surgiam no futebol de Sobradinho, viajando para o Rio de Janeiro e levando-os para serem colocados nas divisões de base dos clubes do Rio de Janeiro.
Ficou nesse processo até o início de 1986, quando surgiu o convite para ser treinador do Planaltina. No 1º turno o clube foi comandado por Alécio Gomes Vieira e, a partir de seu primeiro jogo no 2º turno, em 26 de março de 1986, por Christovam Ferreira. Ironicamente, estreou com derrota para o Sobradinho, por 1 x 0, no Augustinho Lima.
O Planaltina realizou uma sequência de bons resultados (empate com Brasília, Gama e Guará, e vitórias sobre Tiradentes e Taguatinga), mas não conseguiu a vaga para as semifinais do 2º turno (1º de um grupo x 1º do outro). Essa recuperação fez com que o Planaltina terminasse o campeonato em 6º lugar (na frente de Gama e Guará).
A partir de 15 de fevereiro de 1987 tornou-se técnico do Sobradinho no Campeonato Brasiliense, em substituição a Déo de Carvalho. O Sobradinho terminou o turno em 4º lugar.
Christovam comandou a equipe até 3 de maio de 1987, sendo substituído por José Antônio Furtado Leal, mas ficou em 3º lugar, fora da decisão do 2º turno.
Voltou a trabalhar com as categorias de base, sendo convidado a ser o técnico da Seleção Brasiliense de Juniores. Curiosidade: o preparador físico dessa seleção era Weber Magalhães, que depois viria a ser presidente da Federação Brasiliense de Futebol.
O ano de 1988 foi bastante agitado para Christovam Ferreira.
Primeiramente, foi um dos quatro treinadores que comandaram o Tiradentes, que acabaria se tornando campeão brasiliense de 1988.
Depois assumiu o Planaltina. Faltando três jogos para o final do segundo turno, Christovam Ferreira se demitiu, deixando o clube sem a menor chance de se classificar para o quadrangular final. A falta de estrutura e profissionalismo foram as causas apontadas por Christovam para deixar o Planaltina. Salários atrasados, carência de jogadores e os resultados ruins se somaram para provocar a saída do técnico.
Em janeiro de 1989 Christovam passou a ser treinador do Ceilândia. O Ceilândia resolveu colocar em prática um antigo projeto no clube, de aproveitar apenas jogadores vindos das categorias de base, amadores da cidade e um pequeno número de profissionais.
Após a derrota de 1 x 0 para o Guará, tornou-se o primeiro técnico a cair nessa temporada. Sem vencer nenhuma das quatro partidas que disputou, Christovam deixou o clube.
Ainda em 1989 foi treinador do Sobradinho no Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão.
Retornou ao Planaltina em janeiro de 1990. No começo de março, mesmo antes do jogo contra o Gama, avisou que sairia do clube, mais uma vez desgastado pela falta de apoio, tendo apenas treze jogadores profissionais à sua disposição.
Depois disso, Christovam comandou vários times fora de Brasília e do exterior, para onde foi treinar equipes do futebol árabe e vietnamita.
Dirigiu o Marcílio Dias, de Itajaí (SC), em duas oportunidades: 1996 (no 2º turno da Copa Santa Catarina) e 1998 (os três jogos iniciais do Campeonato Catarinense.
Em março de 2001 voltou a ser técnico do Sobradinho, em substituição a Eustáquio Souza. Esteve à frente do clube em nove jogos pelo Campeonato Brasiliense.
Os dois últimos trabalhos que encontramos de Christovam, ambos como Auxiliar Técnico, em 2008 no CENE, de Campo Grande (MS) e em 2009, no São José, de São José dos Campos (SP).

Colaboração:
Adalberto Klüser
Gustavo Gomes
Izan Müller
João Batista Lopes da Silva.



quarta-feira, 2 de setembro de 2026

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Luís Carlos Carioca


Luís Carlos dos Santos Souza, o Luís Carlos Carioca, nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 2 de setembro de 1963.
Mudou-se para Brasília (DF) aos 10 anos de idade.
Em 1976, o pai de Luís Carlos, militar, retornou ao Rio de Janeiro para participar de um curso. Então com 13 anos, Luís Carlos aproveitou para treinar nas categorias de base da Portuguesa, da Ilha do Governador.
Dois anos depois, Luís Carlos e família retornaram a Brasília, mas a Portuguesa não liberou Luís Carlos, obrigando-o a cumprir estágio (período que um jogador precisava cumprir ao mudar de clube, que era dono do passe do atleta por tempo indeterminado).
Sem poder jogar futebol, Luís Carlos passou a dedicar-se ao atletismo no Centro Interescolar de Educação Física (CIEF), que reunia o que havia de melhor na teoria e na prática do esporte. Um dos professores era Luiz Alberto de Oliveira, que treinava, entre outros, o futuro campeão olímpico Joaquim Cruz.
Nos XII Jogos Escolares Brasileiros de 1981, em Belém (PA), Luís Carlos ganhou a medalha de ouro na prova de revezamento 4 x 400 m, quando teve o privilégio de integrar a equipe em que corria Joaquim Cruz, que, em 1984, viria a se tornar campeão olímpico dos 800 metros, na Olimpíada de Los Angeles (EUA).

Um ano antes, na 4ª edição da Gymnasiade (Jogos Mundiais Escolares), em Turim (Itália), realizada entre os dias 6 e 7 de junho de 1980, em outra formação do 4 x 400m, mas sem Joaquim Cruz, Luís Carlos integrou a equipe brasileira que ganhou a medalha de bronze.
Quando ainda frequentava a pista de atletismo do CIEF, Luís Carlos e a “molecada do atletismo” disputavam uma pelada de futebol contra o time do Unidade Vizinhança. Quando o Professor Mingo o viu jogado, correndo pela ponta esquerda e driblando seus adversários, ficou encantado e disse que o seu esporte era o futebol e não o atletismo.
O Professor Mingo se encarregou de encaminhá-lo no novo esporte, acionando amigos em Campinas e conseguindo um teste nas categorias de base do Guarani. Dividiu alojamento com os futuros craques do Guarani, dentre eles Neto.

Na ponta-esquerda do Guarani, ao lado de Neto, na Copinha de 1982

Por mais que tenha agradado nos testes e permanecido no clube por mais um bom tempo, a saudade da família fez com que Luís Carlos retornasse a Brasília. Ao final da temporada no Guarani, Luís Carlos veio jogar no Taguatinga, aqui conquistando o Campeonato Brasiliense de 1983. Nesse ano, foi escolhido o ponta-esquerda da Seleção do Ano, enquete realizada pelo Jornal de Brasília.
Em seguida, foi para o Comercial, de Ribeirão Preto (SP) - 1983 e 1984 e dali seguiram-se transferências ao longo da carreira, que durou até os 31 anos. Jogou no América, do Rio de Janeiro - 1985 e 1986, no Atlético Goianense - 1986 a 1988, no Goiás - 1989, na Portuguesa de Desportos - 1990, no Ceará - 1991, Novo Horizontino (SP) - 1993, Sport Recife (PE) - 1993 e Ferroviária, de Araraquara (SP) - 1994. Seu último time foi o Sãocarlense, quando se machucou e viu que era hora de parar. Aposentou-se dos gramados em 1995, aos 31 anos.

Sãocarlense

Em seguida formou-se nos cursos de Educação Física e História. Na UPIS, tradicional universidade de Brasília, onde ele estudou História, dirigiu o time de futebol universitário, formado por estudantes, que integravam uma seleção que conquistou o bicampeonato brasileiro universitário.
Depois passou pelo Cruzeiro, na Segunda Divisão do DF, em 2011, Bolamense (DF) em 2012 e CFZ em 2013, até chegar ao Brasília, onde, inicialmente, comandou o sub-20, assumindo o time profissional em 2014, onde conquistou um feito marcante: o título da Copa Verde de 2014. Desde então, tornou-se um dos técnicos mais requisitados do Distrito Federal e trabalhou seguidamente no Brasiliense (2016 e 2017), Luziânia em 2017 e 2019, Real Brasília (2017 e 2022), Paranoá (2018 e 2023), Capital (2020), Brasília (2022 e 2023) e Samambaia (2024 e 2025).
Em 24 de fevereiro de 2025, Luís Carlos foi anunciado como treinador da equipe principal do Gama e quebrou um longo jejum de títulos do clube, sagrando-se bicampeão do Campeonato Brasiliense (2025 e 2026). Recentemente ele coroou o seu excelente trabalho ao conquistar o acesso da equipe para a Série C do Campeonato Brasileiro de 2027.


Entre os melhores de 1983, o primeiro à esquerda

No Sport Recife





domingo, 9 de agosto de 2026

TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Josemar Macedo


Nascido em Pedro Avelino, no Rio Grande do Norte, mas criado em Goiânia (GO), antes de ser treinador Josemar Macedo da Cunha foi jogador do Defelê, de Brasília, chegando a integrar a equipe que venceu o campeonato brasiliense de 1960.
Formado em Educação Física pela Escola Superior de Educação Física de Goiânia, Josemar começou a carreira como Preparador Físico. Trabalhou no Mineiros, clube do interior de Goiás, em 1977 e, cansado da atividade, voltou para Brasília.
A carreira como treinador começou no Brasília Esporte Clube, onde permaneceu por cinco anos comandando as equipes de juvenis e juniores.
Em 1980 foi campeão brasiliense como treinador do Brasília e assumiu a seleção de juniores do DF.
No ano seguinte, 1981, foi o treinador do Brasília bicampeão invicto do campeonato brasiliense de juniores e auxiliar técnico de Ercy Rosa na seleção brasiliense que disputou o Campeonato Brasileiro de Seleções dessa categoria.
Foi novamente treinador da seleção de juniores do Distrito Federal que disputou o Campeonato Brasileiro da categoria no período de 14 a 28 de dezembro de 1983, em Brasília.
Em 1985 assumiu a equipe profissional.
Sua estreia aconteceu no dia 23 de outubro de 1985, no Bezerrão, quando o Brasília venceu o Gama por 2 x 0. A equipe do Brasília foi assim escalada por Josemar Macedo: Déo, Ricardo, Jonas Foca, Iranil e Ahlá; Marco Antônio, Kleber e Bolão; Ribamar, Zé Ronaldo e Nei.
Foram sete jogos à frente da equipe principal do Brasília.
No Brasília, em 1988, dirigiu a equipe em 28 jogos válidos pelo campeonato brasiliense.
Depois que saiu do Brasília, passou pelo Guará em 1990 (16 jogos pelo campeonato brasiliense), Gama em 1991 (11 jogos) e Guará, também em 1991 (18 jogos), o Cristalina na Segunda Divisão do Campeonato Goiano (1992) e Ceilândia em 1996 (9 jogos).
Além dos clubes do DF, Josemar Macedo também foi treinador do Atlético Goianiense, de Goiânia (GO) e do Rio Negro, de Manaus (AM).
Afastado do futebol desde 1996, Josemar resolveu voltar à ativa em 1999, a convite do Diretor de Futebol do Guará, Wander Abdalla. Foram treze jogos à frente do clube.
Novamente se afastou do futebol, envolvido com outras atividades extra-campo. Além da atividade de treinador de futebol, ele também foi funcionário da Fundação Educacional do Distrito Federal e, depois de 23 anos longe da sala de aula, Josemar concluiu o curso de Letras no Ceub.
Só voltaria a treinar uma equipe de futebol em 2006, o Brasília, quando esse se sagrou vice-campeão brasiliense da Terceira Divisão de desse ano. Foi sua última participação no futebol.
Depois, Josemar Macedo passou a dar palestras sobre Técnica Física para a Conquista da Autoconsciência - TFCA.
Também administra uma pequena empresa no ramo de comércio de alimentos na cidade de Alexania (GO).





quarta-feira, 22 de julho de 2026

FICHA TÉCNICA: Victor Santana


Victor Santana da Silva nasceu na Ceilândia (DF), no dia 22 de julho de 1982.
Começou no futebol de salão, disputando diversas competições nas categorias infantis e juvenis pela ARUC, Candangos e Minas Brasília.
Em 1999, 26 equipes disputaram o Campeonato Brasiliense de Futebol de Campo de Juvenis, que começou no dia 21 de agosto e só terminou em 5 de dezembro. Uma dessas equipes, a do Iate Clube, treinada por Écio Antunes, terminou na oitava colocação na classificação final. Um dos seus jogadores, Victor Santana da Silva, foi o artilheiro da competição, com 22 gols marcados, tendo disputado onze partidas (uma média de dois gols por jogo). Esse número é mais impressionante ainda se considerarmos que o total de gols marcados pelo Iate Clube foi de 36. Na goleada de 5 x 1 sobre a LIDESP, Victor marcou quatro gols.
Em outra dessas partidas, em 12 de outubro de 1999, no Bezerrão, o Iate Clube foi derrotado pelo Gama, por 3 x 2, com Victor marcando os dois gols de sua equipe.
Seu desempenho nesse jogo e o total de gols marcados na competição, fizeram com que o técnico do Gama na época, Sérgio Aparecido Alexandre, o convidasse para ir treinar no clube.

Guararapes

No ano seguinte, Sérgio Alexandre foi convidado para ser treinador do Guararapes E. C., da quinta divisão do Campeonato Paulista (Série B-2). Victor e mais alguns jogadores de Brasília foram com ele. Ainda com 17 anos, Victor aproveitou para se profissionalizar. Segundo o Almanaque do Futebol Paulista, disputou apenas seis jogos e marcou dois gols.
Não teve uma adaptação fácil e antes mesmo do fim do campeonato, seu pai o convenceu a voltar para Brasília, onde passou a trabalhar em um shopping.
Quando os clubes do DF estavam se preparando para voltar às atividades de 2001, Victor foi chamado para fazer parte da equipe de juniores do Gama.
Fez sua estreia no time de juniores do Gama, em 11 de fevereiro de 2001, contra a ARUC, no Bezerrão. O Gama venceu por 4 x 1, com dois gols de Victor.
Continuou marcando gols na competição, alguns bastante importantes e decisivos. No primeiro jogo das semifinais, marcou um dos gols do empate em 2 x 2 com o Dom Pedro II, em 13 de maio. Voltou a marcar no jogo de volta (1 x 1), em 20 de maio, gol que garantiu o Gama na final.
Na final contra o Guará, foi novamente decisivo. No primeiro jogo, vitória de 2 x 0, com um gol de Victor. No jogo da volta, em 2 de junho de 2001, marcou o gol de empate (1 x 1), que deu o título de campeão brasiliense de juniores ao Gama.
O Gama formou nessa final com Leonardo, Daniel (Roney), Padovani, Léo e Micael; Izaías, Ítalo (Sassá), Goeber e Fábio Neiva; Victor (Wesley) e Rodrigo. Técnico: Silvio de Jesus Silva.
A Sociedade Esportiva do Gama chegou ao seu nono título de campeão brasiliense no ano de 2001, o quinto consecutivo (1997 a 2001). Victor fez parte dessa equipe ao disputar uma única partida no ano e que também foi a sua estreia na equipe principal. No dia 1º de maio de 2001, no Bezerrão, o Gama venceu o Guará por 2 x 0, formando com Ronaldo, Amilton, Ney Santos, Nen e Kaká; Deda, Kabila, Rodriguinho e Maninho (Robston); Abimael (Victor) e Rodrigão (Marcelo França). Técnico: Sérgio Alexandre.

Para encerrar o ano com chave de ouro, Victor e seus companheiros da equipe de juniores do Gama foram cedidos ao Brasília para a disputa do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão, que teve início no dia 11 de agosto de 2001.
Na final, em 10 de dezembro de 2001, no Mané Garrincha, vitória de 2 x 1 sobre o CFZ, com um dos gols marcados por Victor.
Além de se sagrar campeão brasiliense, Victor foi o segundo artilheiro da competição, com 11 gols (Giovani, do Luziânia, foi o primeiro, com 19).
Começou o ano de 2002 disputando, pelo Gama, a Copa São Paulo de Futebol Junior. Foi a melhor participação de um clube brasiliense até então, porém, mesmo apresentando um futebol melhor que em suas participações anteriores, o Gama não conseguiu passar para a segunda fase (apenas o primeiro colocado de cada grupo se classificava).
Em São Carlos, o Gama começou bem a disputa ao derrotar o Sãocarlense por 3 x 1, acabando com o jejum de vitórias na competição (nas duas participações anteriores - 1995 e 2000 -, foram cinco derrotas e um empate. Victor marcou o terceiro gol.
O Gama foi derrotado pelo Grêmio, de Porto Alegre, no segundo jogo, perdendo de forma dramática por 2 x 1, jogando o tempo quase todo com um jogador a menos (Robston foi expulso aos oito minutos do 1º tempo). Quando o jogo estava empatado em 1 x 1, o Gama teve grande chance de virar a partida: pênalti a seu favor, que Victor perdeu. No fim, o Grêmio desempatou a partida.
O Gama se despediu empatando em 2 x 2 com o Juventus, de São Paulo, depois de estar perdendo por 2 x 0. Um dos gols foi marcado por Victor, cobrando pênalti.


Por questões de calendário, o Gama não disputou a Primeira Fase do Campeonato Brasiliense de 2002, somente disputando a Copa do Brasil e a Copa Centro-Oeste.
Com isso, ex-juniores do Gama foram emprestados à ARUC para a disputa da Primeira Fase. Os dirigentes do Gama não quiseram emprestar Victor para a ARUC e ele permaneceu no elenco do Gama, que só entrou no hexagonal decisivo do Campeonato Brasiliense, disputando apenas dez jogos (contra 26 do campeão, CFZ).
O Gama montou uma equipe cheia de jogadores renomados e que tinha Cuca como técnico (a dupla titular de atacantes foi Dimba e Anderson; dos 17 gols marcados pelo Gama, seis foram de Dimba e cinco de Anderson). O Gama foi vice-campeão.
Disputou três jogos pela Copa Centro-Oeste e pelo Campeonato Brasileiro da Série B em 2002, sem marcar gol.
No Campeonato Brasiliense de Juniores de 2002 o Gama voltaria a conquistar o título de campeão, com mais participações decisivas de Victor, que não participou de toda a competição pois estava junto com os atletas da equipe principal. No primeiro jogo das semifinais, marcou dois gols na vitória de 4 x 0 sobre o Ceilândia. No jogo de volta, nova vitória de 4 x 0, com um gol de Victor. Na final, contra o Brazlândia, empate em 0 x 0 no primeiro jogo e goleada de 6 x 0 no segundo, com um gol de Victor.

No segundo semestre de 2002, o Gama novamente emprestou a maioria dos seus juniores, incluindo Victor, desta vez para o Santa Maria, visando a disputa do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão. Desta vez não deu certo e o Santa Maria não passou de um modesto quarto lugar.
Em janeiro de 2003, Victor disputou sua segunda Copinha. O Gama integrou o Grupo D, com jogos realizados em São Vicente. Na estreia, empatou com o time da casa em 2 x 2. Victor não marcou. Em compensação, na segunda participação, no dia 9 de janeiro, o Gama venceu o Fluminense, do Rio de Janeiro, por 3 x 1, com uma atuação sensacional de Victor, autor dos três gols da vitória. No terceiro jogo, perdeu para o Vitória, de Salvador (BA), e foi desclassificado.
No banco de reservas durante todo o ano de 2003, pôde comemorar mais um título de campeão brasiliense do Gama, o último antes da sequência do Brasiliense (2004 a 2009).
Disputou três jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série B (marcando um gol) - quando o Gama foi rebaixado para a Série C de 2004 - e apenas uma pela Copa do Brasil.
O ano de 2004 teve mais presença de Victor em campo nos jogos do Gama.
No Campeonato Brasiliense, atuou em 14 jogos e marcou quatro gols.
Na Primeira Fase da Copa do Brasil de 2004 o Gama enfrentou o vice-campeão paranaense de 2003, o Paranavaí. No primeiro jogo, fora de casa, empatou em 0 x 0. Na volta, o Gama venceu por 3 x 0, com um gol de Victor.
Vieram, então, as partidas contra o Botafogo. No Bezerrão, empate em 4 x 4, com Victor marcando o gol de empate do Gama aos 33 minutos do segundo tempo.
No segundo jogo, em pleno Maracanã, o Gama venceu, pela primeira vez em sete confrontos oficiais o Botafogo por 3 x 2, de virada, comemorando a inédita classificação às oitavas-de-final em dez participações na Copa do Brasil.
O Gama sofreu um gol bem cedo, logo aos 9 minutos. No minuto seguinte, veio o empate: Victor, aproveitando rebote do goleiro Jefferson. Aos 17, a virada, com Thiago em cobrança de falta. Aos 37, o Gama ampliou, novamente através de Victor. No segundo tempo, o Botafogo diminuiu, mas não conseguiu marcar mais gols.
Nesse histórico jogo o Gama formou com Osmair, Weider, Carlos Eduardo, Emerson e Bobby; Thiago (Leandro Leite), Goeber, Rodriguinho e Wesley; Victor (Macaé) e Michel Platini (Genilson). Técnico: Everton Goiano.
Próximo adversário na Copa do Brasil, o Palmas, de Tocantins. O Gama conseguiu um ótimo resultado em seu primeiro jogo contra o Palmas, ao empatar em 1 x 1, fora de casa. Bastava um placar em branco no duelo de volta, no Gama, para garantir a classificação para as quartas-de-final.
Depois de eliminar o Botafogo, nenhum torcedor imaginava que o Gama fosse perder a chance de continuar na Copa do Brasil, jogando em casa, depois de empatar em Tocantins. Mas o inesperado aconteceu e o Gama deu adeus à Copa do Brasil: derrota de 3 x 1.
Na tarde de 28 de novembro de 2004, o Gama goleou o Limoeiro, do Ceará, fechando o placar em 7 x 1 e garantindo assim sua vaga na Série B do Campeonato Brasileiro de 2005. Victor marcou o primeiro e o terceiro gol do Gama e deu duas assistências.
O Gama jogou com Alencar (Roger), Cleiton, Marcão, Emerson e Bobby; Juari (Carlos Eduardo), Macaé, Wesley e Rodriguinho; Victor e Michel Platini (Bispo). Técnico: Reinaldo Gueldini.
Victor foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro Série C de 2004, juntamente com Marciano, do Limoeiro (CE) e Frontini, do União Barbarense (SP), todos com 10 gols.
É ainda o jogador a marcar mais gols na Copa do Brasil com a camisa do Gama.
Em 2005 o Gama não foi bem no Campeonato Brasiliense, chegando em quarto lugar. Victor colaborou com nove gols, tornando-se vice-artilheiro dessa competição.

O Campeonato Brasileiro da Série B de 2005 teve a participação de 22 equipes. Na Primeira Fase, os clubes jogaram entre si, em turno único. Os oito melhores colocados classificavam-se para a outra fase. O Gama não conseguiu passar de fase, ao obter a 13ª colocação no geral.
No primeiro jogo do Gama, Victor marcou o gol da vitória sobre o Grêmio (RS), por 2 x 1, justamente na estreia do técnico Mano Menezes no clube gaúcho. Jogou o segundo e não marcou contra a Anapolina (GO). Marcou o gol do empate em 1 x 1 com o Vila Nova (GO). Jogou e não marcou com o Caxias no quarto jogo, e depois do quinto jogo, contra o Bahia, Victor foi emprestado ao Paulista, de Jundiaí (SP), que também disputava essa mesma série.
Marcou cinco gols, contra o São Raimundo (AM), União Barbarense (SP), Avaí (SC), Criciúma (SC) e Ceará (CE), ajudando o Paulista a se livrar do rebaixamento (entre os rebaixados estavam os baianos Vitória e Bahia).
Por ironia do destino, enfrentou o Gama no dia 13 de agosto de 2005, em Jundiaí, empate em 1 x 1.
Retornou ao Gama em 2006 e marcou quatro gols nos treze jogos que disputou pelo Campeonato Brasiliense.
Disputou apenas quatro jogos (marcando um gol) pelo Campeonato Brasileiro da Série B.
Por não ter completado a cota de sete jogos por outra equipe, em julho de 2006 Victor foi emprestado ao Paulista, de Jundiaí (SP), para continuar disputando a Série B.

No clube de Jundiaí ele fez parte de um período de ouro da instituição (conquista da Copa do Brasil de 2005 e disputa da Taça Libertadores de 2006).
Victor viveu a experiência única de disputar a Copa Libertadores da América em 2006. O Paulista estava inserido no Grupo 8, uma das chaves mais difíceis daquela edição, enfrentando o gigante argentino River Plate, além do Libertad (Paraguai) e do Nacional (Equador). Pela forte concorrência no ataque do Paulista, o papel de Victor foi ser o "décimo segundo jogador", entrando no segundo tempo para dar velocidade ao time contra adversários cansados.
Assim foi na maior e única vitória alcançada pelo Paulista nessa competição, 2 x 1 sobre o River Plate, em Jundiaí. Victor começou no banco de reservas. Em um jogo extremamente tenso e físico, ele foi acionado por Vagner Mancini no segundo tempo para puxar contra-ataques pelas pontas, explorando os espaços deixados pela defesa argentina que buscava o empate. Ajudou a segurar o resultado histórico.
No Campeonato Brasileiro da Série B de 2006 teve bons momentos. Um de seus momentos mais lembrados foi balançar as redes na histórica goleada de 9 x 0 do Paulista sobre o Paysandu.
Nessa competição, Vanderlei, do Gama, foi o artilheiro, com 21 gols. Victor marcou dez.
Curiosamente, Victor jogou pelo Gama contra o Paulista, na primeira fase da competição: 1 x 1, em 28 de abril de 2006. No dia 9 de setembro, em Jundiaí, vitória do Paulista, por 4 x 3. Victor marcou um dos gols do Paulista. O Paulista terminou o campeonato na quinta colocação e o Gama em 11º lugar.
Em setembro, foi anunciado como reforço do Ceilândia para a terceira fase do Campeonato Brasileiro da Série C. Jogou uma das duas partidas contra o Londrina (PR), ambas vencidas pelo Ceilândia, que garantiu vaga nas oitavas de final, quando esteve em campo contra o Ipatinga (MG), mas não pôde evitar a eliminação do clube do DF.
No início de 2007, Victor seguiu atuando no Campeonato Paulista, frequentemente utilizado por Vagner Mancini como uma opção vinda do banco de reservas. Marcou dois gols na competição.
Depois teve uma passagem curta e discreta pelo Atlético Goianiense. Ele integrou o elenco do clube em uma temporada altamente competitiva e vitoriosa para o clube, que contava com um setor de ataque bastante disputado e nomes que se tornaram ídolos históricos na equipe, como Fábio Oliveira e Romerito.
Naquela temporada, o Atlético conquistou o título do Campeonato Goiano, quebrando um jejum de 19 anos sem taças estaduais e disputou o Campeonato Brasileiro da Série C.
Devido à forte concorrência interna na linha ofensiva e a escolhas táticas da comissão técnica, Victor acabou recebendo poucas oportunidades de entrar em campo, tendo um papel secundário na campanha antes de se transferir para o futebol paulista.
No Comercial de Ribeirão Preto (SP), Victor também teve uma passagem muito breve e de transição no início de 2008. Ele foi contratado pelo clube paulista para reforçar o setor ofensivo no primeiro semestre daquele ano. O principal objetivo do Comercial naquele período era a disputa da Série A2 do Campeonato Paulista. Victor Santana permaneceu poucos meses em Ribeirão Preto, não conseguindo se firmar como titular absoluto do ataque.
Retornou ao futebol do DF no ano de 2008, para disputar a 3ª Divisão do Campeonato Brasiliense pela novata equipe do Brazsat.
Atuando como meia ofensivo e junto com outros jogadores renomados como o goleiro Welder, o zagueiro Adriano Cacareco e os atacantes Cassius e Fernando Veiga, chegou ao título de campeão no dia 27 de julho de 2008, após vitória do Brazsat sobre o Renovo, no Abadião.
Dividiu a quinta colocação na tábua de artilheiros com seu companheiro de clube, Cassius, ambos marcando três gols (em sete jogos).

Ainda em 2008 o Brazsat emprestou Victor ao Al Riffa, do Bahrein.
Foi contratado com o status de reforço estrangeiro para o setor ofensivo, recebendo mais oportunidades de atuar como titular. Tendo que enfrentar o forte calor do país e a necessidade de rápida adaptação ao estilo de vida e ao futebol da região, não conseguiu ter uma sequência regular de jogos, não tendo renovado o seu contrato.
Voltou para o Brasil em 2009 para defender o Votoraty, de Votorantim (SP). Naquela temporada, Victor foi comandado por Fernando Diniz, que estava em seu início de carreira como treinador e já implementava seu estilo tático de posse de bola e aproximação.
Durante sua passagem pelo Votoraty entre 2009 e 2010, Victor marcou apenas cinco gols oficiais. O gol mais importante de sua trajetória no clube aconteceu no jogo de ida da final justamente contra o Paulista, de Jundiaí. Jogando fora de casa, Victor fez valer a "lei do ex" e anotou o único gol do Votoraty na derrota por 2 x 1. Esse gol foi crucial para manter o time vivo para o jogo de volta, onde golearam por 5 x 1 e assegurou o título inédito de campeão da Copa Paulista de 2009 (antes, na fase inicial, Victor marcou outros três gols).
No Campeonato Paulista da Série A2 de 2010 anotou um gol na campanha de acesso do estadual.
A temporada de 2010 foi justamente a última do projeto profissional do Votoraty daquela época. Após bater na trave no acesso à elite estadual (terminando em 9º na Série A2), a diretoria licenciou a equipe profissional afastando-a das competições da Federação Paulista. Com o encerramento das atividades do Votoraty, Victor Santana retornou para o Distrito Federal no ano seguinte.
Quando estava para acertar seu retorno para o futebol do DF, surgiu uma proposta para jogar no Dong Nai FC, da cidade do mesmo nome, perto da capital do Vietname, Ho Chi Minh (antiga Saigon), e que na temporada anterior lutou para evitar o rebaixamento, garantindo uma vitória na última rodada da V. League 2.
Apesar da boa temporada, faltando muito pouco para o acesso a V. League 1, não houve acerto entre os empresários envolvidos e Victor voltou para o Brasil.
O retorno de Victor ao Gama em 2011 representou um reencontro com o clube onde ele foi revelado para o futebol profissional, mas aconteceu em um cenário institucional bastante delicado. Voltou para tentar ajudar o time alviverde em um momento de reconstrução.
O ano de 2011 foi muito difícil para o Gama. O clube enfrentava problemas financeiros e uma forte crise política, o que refletiu diretamente no planejamento do departamento de futebol e na montagem do time para o Campeonato Brasiliense. Em campo, a equipe não conseguiu brigar pelo topo da tabela do campeonato estadual e Victor teve uma participação discreta no quesito gols, sofrendo com a oscilação coletiva do time.
Diante do ano instável no Gama, em 2012 se transferiu para o Sobradinho. No Campeonato Brasiliense foram onze jogos e apenas um gol. No segundo semestre, foi emprestado ao Santa Maria para a disputa do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão. Foram oito jogos e três gols.
Disputou o Campeonato Paulista da Série A2 de 2013, pelo São José.
Depois foi contratado pelo Goianésia para a Fase Final do Campeonato Goiano de 2014. Nas semifinais, disputou as duas partidas contra o Goiás, saindo do banco de reservas. O Goianésia foi eliminado pelo Goiás.
Também em 2014, foi contratado para reforçar o elenco do Mogi Mirim durante a disputa da Copa Paulista do segundo semestre de 2014. Aos 32 anos, o atacante chegou com a missão de liderar um elenco majoritariamente jovem, composto por muitas promessas das categorias de base do clube. Sem conseguir uma longa sequência de jogos e gols, Victor permaneceu no clube apenas até o fim dessa temporada.
Em 2015 disputou o Campeonato Brasiliense pelo Cruzeiro, marcando quatro gols nos oito jogos que disputou.
O último clube defendido por Victor foi o Paranoá Esporte Clube, do Distrito Federal, em 2016.
A trajetória de Victor no Paranoá em 2016 foi marcada pelo protagonismo do atleta dentro de campo, sendo uma peça fundamental no acesso do time à elite do futebol do Distrito Federal.
Victor liderou o setor ofensivo do Paranoá na disputa do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2016, marcando cinco dos oito gols do clube na competição. Deixou sua marca nos confrontos das semifinais contra o CFZ. No jogo de ida, marcou o gol da vitória do Paranoá por 1 x 0. No jogo de volta, abriu o placar na partida decisiva que terminou empatada em 2 x 2. Com esses gols decisivos, o Paranoá eliminou o adversário e assegurou a vaga de retorno à Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense para a temporada seguinte.
Na grande final do torneio, o Paranoá acabou superado pelo Dom Pedro II, terminando com o título de vice-campeão da Segunda Divisão de 2016. A meta principal de restabelecer o Paranoá na elite do DF foi cumprida com méritos e forte contribuição de Victor.
Em seu último ano como jogador, além de atuar como capitão do Paranoá, Victor foi o artilheiro da competição, com cinco gols, ao lado de Pedrinho (Bolamense) e Chefe (Dom Pedro II).
Na última partida de Victor como jogador, no dia 7 de agosto de 2016, no Serra do Lago, em Luziânia (GO), o Paranoá perdeu a decisão contra o Dom Pedro II, formando com Giovanni, Guto (Wilk), Zumba, Fernando e Gleison; Paulo, Afonso (Luiz Felipe), Anderson e Igor; Victor e Emerick (Hudson). Técnico: Rol Faúla.
Após pendurar as chuteiras, Victor Santana fez uma transição rápida para a área técnica e rapidamente colocou seu nome na história do futebol do Distrito Federal.

Como não teve tempo de se preparar para a função, Victor correu para as livrarias e apostou na leitura. Consumiu páginas e mais páginas das obras de Pep Guardiola. Mergulhou nas publicações sobre periodização tática. Aliou a teoria à prática com um ótimo professor, o vitorioso treinador Reinaldo Gueldini.
Iniciou trabalhando nas categorias de base do Sobradinho, em 2017. No início de 2018, assumiu o time principal com apenas 35 anos de idade. Em um feito histórico, desbancou o favorito Brasiliense na final e conquistou o título do Campeonato Brasiliense de 2018 nos pênaltis, quebrando um jejum de 31 anos do Sobradinho e tornando-se o primeiro técnico nascido no DF campeão do torneio.
Em 2019 foi treinador do Sobradinho no Campeonato Brasiliense, na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro da Série D.
Teve uma passagem no comando da equipe do Capital durante o Campeonato Brasiliense de 2020. Retornou ao Gama, inicialmente para dirigir o Sub-17, mas foi promovido ao time profissional para comandar o clube na Copa Verde e no Campeonato Brasileiro da Série D.
Em 2021 foi treinador do Gama na Copa do Brasil e no Campeonato Brasiliense.
Assumiu o comando técnico do Santa Maria no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2023.

No mesmo ano passou a ser o treinador do time Sub-20 e da equipe principal do Canaã Esporte Clube.
Em 2024, Victor Santana seguiu sua carreira como treinador das categorias Sub-15, Sub-17 e Sub-20 do Canaã.
O Canaã disputou quatro competições: Brasiliense Infantil, Juvenil e Juniores, além da Copa Brasília Sub-20. O seu melhor resultado foi o vice-campeonato da categoria Sub-17, onde chegou na final, mas perdeu o título para o Capital. Na Copa Brasília Sub-20 deste ano, esteve perto de se classificar para a final, mas apenas empatou com o Capital e ficou de fora da decisão.
Restando pouco mais de um mês para a Copa São Paulo de Juniores, o Canaã anunciou no dia 27 de novembro de 2024 a saída do técnico Victor Santana.
Em 2025 e em 2026 foi Assistente Técnico de Luiz Carlos Carioca na conquista de mais dois títulos de campeão brasiliense na história do Gama.

Colaboradores & Fontes:

Almanaque do Futebol Paulista - 2001
Boletins e súmulas da Federação de Futebol do Distrito Federal
Correio Braziliense
José Egídio Pereira Lima
Victor Santana da Silva.














sábado, 11 de julho de 2026

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Osvaldo Metralha


Osvaldo Pereira da Silva, mais conhecido como Osvaldo Metralha, nasceu em 11 de julho de 1952, na cidade de Abaeté, no interior de Minas Gerais.
O apelido ganhou na época em que serviu o Exército.
Antes de ser treinador, foi lateral-direito, com passagens pelo futebol amador do Gama, defendeu o Luziânia e o Fluminense, ambos do futebol amador de Luziânia, e teve rápidas passagens pelo Ipiranga, de Anápolis (GO) e Clube do Remo, do Pará.
Depois, ficou um bom tempo no futebol amador de Unaí (MG), onde defendeu praticamente todos os times dessa cidade mineira.
Após ter um dos joelhos estourados, resolveu começar a trabalhar como treinador.
A partir de 20 de julho de 1989 começou a trabalhar no Itapuã, onde permanece até hoje, dirigindo times de várias categorias do clube.
Muitos desses anos foram passados em campeonatos amadores, pois o Itapuã só se profissionalizaria no início de 1997.
Foi com naturalidade que Osvaldo Metralha aceitou o desafio de ser o treinador do Itapuã na Segunda Divisão do Campeonato Brasiliense de 1997. Sua estreia aconteceu no dia 27 de abril de 1997, no estádio Rio Preto, em Unaí-MG, com vitória de 3 x 2 sobre o Ceilândia.

O desafio foi vencido após dois jogos contra o Taguatinga, nos dias 17 (1 x 1) e 24 de agosto (vitória por 2 x 0), quando o Itapuã conquistou o título e garantiu vaga na Primeira Divisão de 1998.
Na Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense estreou no dia 31 de janeiro de 1998, no Mané Garrincha, com derrota de 1 x 0 para o Brasília. O Itapuã formou com Vicente, Paulo Henrique, Gê, Cleiton e Cleomar; Magno, Renato, Norberto e Rogerinho; João Batista e Muruim. Técnico: Osvaldo Pereira da Silva (Metralha). Detalhe: o lateral-direito Paulo Henrique é filho de Osvaldo; além dele, Osvaldo é pai de Wagner e Marco Aurélio, que também resolveram fazer carreira no futebol.
Já antevendo as dificuldades que seria manter-se na Primeira Divisão e por mais que tenha feito um planejamento para isso não acontecer, o Itapuã foi rebaixado para a Segunda Divisão de 1999.

O Itapuã permaneceu na Segunda Divisão do DF de 1999 a 2002 (ano em que foi vice-campeão e garantiu vaga na Primeira Divisão de 2003), sempre com Osvaldo Metralha como seu treinador. Quando, no final de 2002, aconteceu a fusão do Unaí E. C. com a S. E. Itapuã, e surgiu a S. E. Unaí/Itapuã, Osvaldo deixou de ser o treinador da equipe no campeonato brasiliense.
Até os dias de hoje é comum ver Osvaldo Metralha colaborando com as várias categorias de base do Itapuã Iate Clube, além de participar do campeonato municipal de Unaí.



domingo, 5 de julho de 2026

OS GOLEIROS/TREINADORES/PREPARADORES FÍSICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Pedro Hugo


Pedro Hugo de Barros nasceu na cidade de Calçado, no Estado de Pernambuco, no dia 5 de julho de 1947.
Depois que seu pai foi trabalhar em Três Marias (MG), veio parar em Brasília, em 1960.
Começou a jogar bola na Vila Planalto. Depois mudou para o Gama.
Em 1968 passou a defender o gol do Coenge, do Gama. Disputando o Campeonato do Departamento Autônomo, Série Gama, com mais sete equipes, o Coenge foi o campeão e, juntamente com o Gaminha, vice-campeão, classificou-se para a fase final da competição. A decisão somente aconteceria em 1º de fevereiro de 1969 e o Coenge voltou a levar a melhor sobre o Gaminha, com vitória de 1 x 0 na decisão do campeonato.
Em fevereiro do mesmo ano, foi convocado para a seleção brasiliense de amadores que enfrentou o Olaria, do Rio de Janeiro (jogo realizado em 11 de fevereiro).

Seleção de Brasília x Flamengo

Logo depois, em 2 de março de 1969, integrando a seleção amadora de Brasília, enfrentou o Flamengo, do Rio de Janeiro.
Nos dias 6 e 9 de setembro de 1969 foram formadas duas seleções com jogadores dos clubes que disputavam o Campeonato Brasiliense desse ano, para uma série “melhor de três”. Pedro Hugo foi o goleiro da Seleção B, que venceu as duas partidas contra a Seleção A.
No final do ano foi convocado para defender a Seleção do Gama no Torneio Imprensa Esportiva, juntamente com as seleções do Plano Piloto, Núcleo Bandeirante e Taguatinga, que venceu o torneio.
No dia 19 de outubro de 1969, no campo da A. A. Cultural Mariana, o Coenge venceu o Brasília (de Taguatinga), por 5 x 1, e conquistou o Campeonato Brasiliense deste ano. Infelizmente, não foi possível dizer quantos jogos Pedro Hugo fez como titular do campeão.

Coenge campeão brasiliense de 1969

Para premiar o seu ótimo ano de 1969, componentes de uma comissão que contou com elementos do Correio Braziliense e da TV Alvorada escolheram os “Melhores do Ano” de 1969 no futebol brasiliense. Pedro Hugo foi considerado o melhor goleiro.
Começou o ano de 1970 como atleta do Coenge e a partir de maio transferiu-se para o Piloto, de Brasília. Primeiramente pelo Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira” e depois pelo Campeonato Brasiliense, foram 23 jogos no total.
Em 1971 passou a defender outra equipe do Gama, o Gaminha.
Participou do torneio das cidades satélites em 1972.
Em 1975 disputou o Campeonato do Departamento Autônomo como goleiro da A. D. HSU.
Quando a Federação Atlética Universitária de Brasília - FAUnB designou a Comissão Técnica que passaria a dirigir a Seleção Brasiliense que participaria do Campeonato Brasileiro Universitário de Futebol em Volta Redonda (RJ), em 1978, Pedro Hugo foi escolhido para ser o seu técnico.
Formou-se em Educação Física pela UnB, em 1979, e depois obteria as especializações na área da Fisiologia do Exercício, RTS- Mecânica do Exercício Avançada e Reabilitação Ortopédica.

Ainda em 1979 foi convidado para ser o preparador físico da Seleção Juvenil do DF, com o treinador Bugue.
Em janeiro de 1980, Pedro Hugo foi apresentado como novo Preparador Físico do Brasília, mas também continuou trabalhando na Seleção Brasiliense de Juniores.
Em novembro de 1980 o Centro de Ensino Unificado de Brasília - CEUB, em convênio com a Escola Superior de Educação Física de Goiás, Sociedade de Medicina Esportiva de Brasília, Sociedade Goiana de Medicina Esportiva e com o patrocínio da Secretaria de Educação Física e Desportos do Ministério de Educação e Cultura encerrou o I Curso de Pós-graduação em Ciências do Esporte, voltado para médicos e preparadores físicos. Nesta última, Pedro Hugo foi um dos agraciados.

Brasília 1980

No Brasília conquistaria o título de campeão brasiliense em 1980.
Em 1981, quando o treinador Bugue deixou o Brasília, Pedro Hugo o seguiu para o Taguatinga, onde passou a cuidar da preparação física da equipe.
A partir de 3 de janeiro de 1982 foi contratado pelo Guará.
Voltou a ser o Preparador Físico do Taguatinga em 1983.
Sua primeira experiência como treinador aconteceu em 1984, quando dirigiu o Guará no Campeonato Brasiliense daquele ano. Trabalhava como preparador físico da equipe e surgiu a oportunidade.
Também em 1985 Pedro Hugo foi treinador do Guará em seis jogos, revezando com o cargo de Preparador Físico.

Guará 1988

Continuou trabalhando no Guará e foi vice-campeão brasiliense de 1988.
Nos anos de 1991 e 1992, foi treinador do Brasília em 12 jogos (de 31 de agosto a 27 de outubro de 1991) e mais 10 de 5 de julho a 26 de agosto de 1992.
Para o Guará retornou em 1993.
Passou pelo Samambaia em 1995, quando foi treinador da equipe em dois jogos e Preparador Físico na maior parte dos jogos.
A partir de então, só trabalhou como Preparador Físico. Em 2004, no Sobradinho, em 2008, no Capital (na terceira divisão do DF), em 2011, no Guará (segunda divisão do DF), em 2014, no Capital, em 2015 no Capital e no Brasília e em 2016 no Luziânia.
Atualmente trabalha no Real Brasília como preparador físico e fisiologista nas categorias de base e do futebol feminino.
Paralelamente ao futebol, Pedro Hugo dedicou parte de sua carreira à docência, trabalhando como Professor de Educação Física em instituições de ensino do Distrito Federal.



Seleção do Gama

Taguatinga

Taguatinga