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domingo, 8 de dezembro de 2024

OS CLUBES DO DF: Brasil Central Atlético Clube


Hugo Mósca
O Brasil Central Atlético Clube foi fundado, inicialmente, com a denominação de Fundação da Casa Popular Futebol Clube, em 8 de dezembro de 1957 por, dentre outros, Décio de Souza Reis, Hugo Mósca, José Pereira, José da Silva Sobrinho e Otávio Lago.
A Fundação da Casa Popular foi criada pelo Decreto-lei nº 9.218, de 1º de maio de 1946, para ser o primeiro órgão federal destinado a promover a habitação social e que viria a ser, mais tarde, absorvido pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH).
Em 9 de março de 1959 foi reorganizado com o nome de Brasil Central Atlético Clube. Foi um dos clubes fundadores da Federação Desportiva de Brasília, em 16 de março de 1959.
Logo depois de sua reorganização, em 20 de maio de 1959 realizou Assembleia Geral para eleger sua primeira diretoria, que ficou assim composta: Presidente - Paulo Dionísio Augusto (ex-Assiban); Vice-Presidente - Ubiraci Dutra Gusmão; Secretário-Geral - Décio de Souza Reis; 1º Secretário - Carlos Canalerges da Silva; 1º Tesoureiro - Cyro Torres e Diretor de Esportes: José da Silva Sobrinho.
Poucos dias depois, disputou o 1º Torneio Início de Futebol em Brasília, no dia 24 de maio de 1959, no campo do Clube de Regatas Guará, denominado Estádio Provisório “Israel Pinheiro”. O Clube de Regatas Guará foi o vencedor do Torneio.
Para o primeiro campeonato de futebol de Brasília, em 1959, se inscreveram 19 equipes, que foram divididas em duas chaves: Zona Sul e Zona Norte. O Brasil Central fez parte da Zona Sul, juntamente com Grêmio, Taguatinga, IPASE, EBE, Expansão, A.A. Bancária (IAPB), Guará e Brasil (Coenge).
Eis alguns resultados da campanha do Brasil Central no campeonato: 3 x 2 Expansão, 6 x 1 Brasília, 6 x 0 Coenge, 4 x 2 Taguatinga, 1 x 1 EBE, 2 x 3 Grêmio e 3 x 7 Guará.
Foi o quarto colocado na fase classificatória da Zona Sul, atrás de Grêmio, Guará e EBE.
Em 1960 o Brasil Central participou do Troféu Danton Jobim, em homenagem ao Diário Carioca-Brasília e aos jornalistas brasileiros. Os doze clubes foram divididos em três chaves. O Brasil Central integrou a Chave A, juntamente com Edilson Mota, Planalto e Consispa.
Os jogos foram realizados nos dias 3, 10 e 17 de julho de 1960. O Brasil Central perdeu seus três jogos para o Edilson Mota (2 x 7), Consispa (3 x 4) e Planalto (0 x 3).
No mês de agosto de 1960, antes do início das competições oficiais, os clubes filiados realizaram muitos amistosos. Intensa era a atividade dos clubes, procurando acertar seus quadros visando as competições oficiais. Num desses amistosos, no dia 7 de agosto, o Brasil Central empatou com o Real em 2 x 2.
No dia 9 de agosto de 1960 aconteceu a Assembleia Geral da Federação Desportiva de Brasília que aprovou os estatutos do Brasil Central Atlético Clube.
Em 4 de setembro de 1960 foi realizado o Torneio Início, que levou o nome de Taça "Governador Roberto Silveira" e teve a inscrição de 16 clubes. Os jogos foram disputados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará, em dois tempos de dez minutos cada, sem intervalo. No caso de empate, haveria a decisão por pênaltis, três para cada equipe, na primeira série. No quinto jogo do dia, o Brasil Central perdeu para o Edilson Mota, por 1 x 0.
Em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. Os clubes com campos em condições de jogo foram cabeças-de-chave. O Brasil Central fez parte do Grupo B, com jogos no campo do Grêmio, com Consispa, Expansão e Grêmio.
No dia 18 de setembro, na primeira rodada do torneio classificatório, quando aconteceria a sua estréia, seu adversário, o Expansão, não compareceu ao campo, ficando a vitória a favor do Brasil Central, por WO.
Uma semana depois, em 25 de setembro de 1960, o Brasil Central venceu o Consispa por 2 x 1. Joaquim e Babá marcaram os gols da vitória. O Brasil Central formou com Rubens, Ailton, Goiano e Zelão; Jacinto e Martinho; Babá, Pelé, Jasson, Sipaúba e Joaquim.
Veio a terceira e última rodada do torneio, no dia 9 de outubro de 1960, com derrota diante do dono da casa, o Grêmio, por 2 x 0.
Brasil Central, Grêmio e Consispa ficaram com o mesmo número de pontos ganhos (4) mas, no critério de desempate “saldo de gols” o Brasil Central ficou em terceiro e desclassificado para a Primeira Divisão.
Uma nova esperança surgiu quando, em 13 de outubro de 1960, a A. E. Edilson Mota (um dos classificados) encaminhou ofício a F.D.B. comunicando a sua extinção.
Para preencher a vaga na Primeira Divisão, a FDB promoveu um torneio eliminatório entre os clubes da Segunda, iniciado em 30 de outubro de 1960. Naquele dia, o Brasil Central venceu o Industrial, por 3 x 2, com um detalhe: o gol da vitória do Brasil Central foi marcado na prorrogação.
No dia 6 de novembro de 1960 o torneio classificatório prosseguiu. O Brasil Central não deu sorte e cruzou com o Defelê, sendo derrotado por 1 x 0 e perdendo a chance de continuar na luta pela vaga na Primeira Divisão. Nota: o Defelê acabaria vencendo o campeonato de 1960.
Passou, então a disputar o campeonato da Segunda Divisão, que contou com a participação de seis equipes: A. A. Guanabara, Brasil Central A. C., E. C. Industrial, E. C. Real de Brasília, Sobradinho E. C. e o Trópicos A. C.
Foi disputado em turno único e o Brasil Central ficou com a quinta e antepenúltima colocação, com a seguinte campanha: 5 jogos, 1 vitória, 4 derrotas, três gols a favor e nove contra.
Aos poucos foi perdendo o auxílio da Fundação da Casa Popular, licenciou-se nos anos de 1961 e 1962, encerrando suas atividades em junho de 1963.



sexta-feira, 22 de novembro de 2024

O DIA 22 DE NOVEMBRO NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: a decisão do 1º Campeonato Brasiliense de Futebol - 1959



O campeonato brasiliense de 1959 chegou ao seu final nas disputas de zonas. A última rodada foi disputada no dia 25 de outubro. A surpresa foi o empate verificado entre as equipes do Guará e A. A. EBE, pela contagem de 2 x 2. O Guará, que vinha liderando juntamente com o Grêmio o campeonato da Zona Sul, caiu um ponto, deixando que o Grêmio alcançasse o título de campeão da Zona Sul.
O E. C. Planalto foi o campeão da Zona Norte.
Diante desses resultados, Grêmio e Planalto decidiram o título máximo do futebol de Brasília numa série “melhor-de-três”.

O primeiro jogo da decisão entre Grêmio e Planalto ocorreu no dia 8 de novembro, no campo do Planalto.
Partida truncada, acidentada, com nada menos que cinco jogadores expulsos de campo e duas penalidades máximas cobradas. O árbitro foi Gabriel Costa Filho.
Movimentaram o marcador: 12 minutos, Carlinhos, do Grêmio; Cardoso empatou aos 19 e novamente Carlinhos desempatou aos 30. Assim terminou o primeiro tempo. No segundo tempo: aos 27, Nilo e aos 39, José, ambos para o Grêmio, quando o Planalto estava somente com oito homens em campo. No final, Cardoso voltou a marcar para o Planalto.
O Grêmio atuou com Bosco, Amauri e Hugo; José, Alemãozinho e Ralph; Carlinhos, Nilo, Jair, Eluff e Roberto. Técnico: Rubens Porfírio da Paz. O Planalto com Issinha, Rochinha e Gringo; Divino, Aires e Nenê; Cardoso, Edson Galba, Lili, Santa Helena e Prego. Técnico: Sílvio Costa.
Foram expulsos: Divino, Edson Galba (capitão), Gringo e Santa Helena, do Planalto, e Nilo, do Grêmio.
Ao final do jogo, a torcida do Planalto tentou agredir ao árbitro, que foi protegido pelo Diretor de Futebol, por policiais e por dirigentes do Grêmio e Planalto.

O segundo jogo aconteceu no dia 15 de novembro, no estádio Vasco Viana de Andrade.
A partida teve um desenrolar empolgante, graças ao espírito de luta com que se apresentaram os 22 elementos em campo. O empate foi justo e premiou as duas equipes disputantes, pela produção igual, no decorrer dos 90 minutos.
Numeroso público assistiu até ao fim do jogo, apesar da forte chuva que caiu sobre o Estádio Vasco Viana de Andrade, durante quase todo o 2º tempo. Os quadros do Planalto e Grêmio, por sua vez, souberam premiar esse público com um bom espetáculo.
Coube ao Grêmio abrir a contagem, por intermédio do atacante Nilo, aos 32 minutos. Com este tento, os gremistas criaram alma nova e impuseram um ligeiro domínio sobre a equipe do Planalto, dando oportunidade a várias tentativas de aumentar o marcador.
Entretanto, os “periquitos” defendiam-se valentemente e, às vezes, procuravam atingir a meta guarnecida por Bosco. Ao término do primeiro tempo, o placar assinalava 1 x 0.
Na segunda etapa, sob forte chuva, o jogo decaiu de produção, até que cessasse o aguaceiro. O campo escorregadio impedia aos jogadores melhores lances. Com o segundo tento do Grêmio, marcado por Carlinhos, o Grêmio se contentou com os 2 x 0 e o Planalto parecia ter perdido as esperanças.
Quando ninguém mais acreditava numa reação da parte dos defensores do Planalto, aos poucos, com espírito de luta crescendo dentro da cancha, os comandados do capitão Edson Galba conseguiram o primeiro tento, por intermédio de Ferrete. Este tento foi o início da virada de placar. O entusiasmo se apossou dos 11 jogadores esmeraldinos.
O Grêmio continuava acomodado, tentando garantir a contagem. Veio o segundo tento do Planalto, por intermédio de Edson Galba, o que transformou em magnífico o final de encontro. Planalto e Grêmio passaram, então, numa luta de gigantes, a buscarem o tento de desempate.
Quando faltavam quatro minutos para o final da partida, acontece o terceiro gol do Planalto, marcado por Cardoso. Era o gol da virada e muitos acharam que seria o da vitória.
Mas, no último minuto de jogo, o Grêmio conseguiu empatar, novamente através de Carlinhos.
O belo jogo teve como árbitro Anfrido Ziller e as equipes formaram assim: GRÊMIO: Bosco, Amauri e Hugo; Remis, Alemão e Ralph; Carlinhos, Nilo, Jair, Eluff e Roberto. PLANALTO: Issinha, Louro e Liliu; Edivino, Aires e Nenê; Zé Luís, Pedrinho, Cardoso, Edson e Ferrete.
O empate de 3 x 3 entre as equipes do Planalto e Grêmio determinou uma terceira partida para a decisão do título de campeão de Brasília.

Esta aconteceu no dia 22 de novembro, no campo do Grêmio, o Estádio “Vasco Viana de Andrade”.
O encontro entre os dois finalistas do campeonato caracterizou-se pela igualdade de produção dos 22 elementos, durante todo o transcorrer da partida. A luta foi renhida do primeiro ao último minuto.
No primeiro tempo, o marcador permaneceu em branco, embora ambas as equipes tenham lutado valentemente pela conquista do tento de abertura. Coube ao Planalto a melhor chance de modificação no marcador. Depois de um bem concatenado ataque da linha dianteira esmeraldina, o ponteiro direito Zé Luís conseguiu passar pelo seu adversário e chutou enviesado, tendo a bola batido no travessão superior do arco guarnecido por Bosco. Foi o primeiro susto dos gremistas, que souberam se articular para o contra-ataque, provocando perigo a meta defendida por Issinha.
Com ataques sucessivos por parte das duas linhas, os defensores foram o ponto alto.
Na segunda fase, coube ao Planalto dominar o jogo por cerca de 20 minutos. Aos 26 minutos, num perigoso contra-ataque, Carlinhos conseguiu o tento que valeu a conquista do campeonato para sua equipe. O gol provocou um grande entusiasmo da torcida, que invadiu o campo para abraçar os jogadores, o que motivou paralisação do jogo em 19 minutos.
Esta paralisação esfriou completamente o Planalto que não apresentou mais nenhuma perspectiva de reação para virar o marcador.
Dirigiu a contenda o árbitro Anfrido Ziller.
Assim se apresentaram os dois quadros:
GRÊMIO - Bosco, Amauri e Hugo; Remis, Alemão e Ralph; Nilo I, Jair, Nilo II, Carlinhos e Nobre.
PLANALTO - Issinha, Gringo e Paulinho; Edivino, Aires e Nenê; Zé Luís, Pedrinho, Cardoso, Edson e Prego.
O feito do Grêmio, ao conquistar de forma invicta o campeonato, revela que sua equipe soube vencer todas as dificuldades durante o certame, valorizando ainda mais a sua vitória a magnífica apresentação do seu último adversário, o E. C. Planalto, que vendeu caro a derrota. Este campeonato ficará como um marco inicial de progresso na vida esportiva da futura capital.

Fonte: jornal DC-Brasília.




sexta-feira, 18 de outubro de 2024

OS CLUBES DO DF: Consispa


A Consispa - Construtora de Imóveis de São Paulo foi a responsável pela construção da estação de tratamento de água em Brasília, de 1959 a 1961.
Funcionários, operários e familiares desta companhia fundaram, em 18 de outubro de 1959, o Consispa Esporte Clube.
Nélson Marini foi o seu primeiro Presidente.
As cores oficiais do clube eram a vermelha, a branca e a preta.
A primeira participação do Consispa em uma competição foi o Troféu Danton Jobim, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros, competição que reuniu equipes de diversas construtoras de Brasília.
Fez parte da Chave A, juntamente com a ECRA (que virou Edilson Mota), Brasil Central e Planalto.
Sua participação não foi nada boa. No dia 3 de julho, foi impiedosamente goleado pela forte equipe do Planalto, por 9 x 1.
Recuperou-se no dia 10 de julho, ao surpreender o favorito Brasil Central, vencendo-o por 4 x 3.
Mas voltou a sofrer nova goleada no dia 17 de julho, desta vez para o Edilson Mota (7 x 1).
Contando com a abnegação de Nelson Marini e Manoel Ramos Bernardes, no dia 26 de julho de 1960 deu entrada junto a Federação Desportiva de Brasília solicitando sua filiação a entidade.
No dia 28 de agosto de 1960, quando o Alvorada estava promovendo sua estréia, o Consispa derrotou-o por 5 x 3.
A primeira competição oficial da Federação da qual o Consispa tomou parte foi o Torneio Início (que levou o nome de Taça "Governador Roberto Silveira"), no dia 4 de setembro de 1960. Fez jogo duro contra o favorito Guará, mantendo o 0 x 0 no placar, sendo eliminado nos pênaltis.
Logo depois, participou do torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
Integrou o Grupo B, novamente enfrentando o Brasil Central, o Grêmio Brasiliense (campeão de 1959) e o Expansão.
Logo na primeira rodada, disputada no dia 18 de setembro, provocou a maior zebra da competição, ao derrotar o Grêmio Brasiliense, em seu campo, por 3 x 2. Marcaram os gols do Consispa Nelson Marini (o presidente), Erivan e Hélio. Pedersoli e Turquinho assinalaram os tentos gremistas. O árbitro foi Moacir Siqueira. Detalhe: este jogo foi encerrado aos 38 minutos do segundo tempo devido a uma briga entre os torcedores, resultando em um total de 83 hospitalizados.
Na rodada seguinte, perdeu para o Brasil Central, por 2 x 1. Cosmo marcou o seu gol.
Não precisou se esforçar para conseguir a classificação no terceiro e último jogo, previsto para 9 de outubro, diante do Expansão. Este clube foi punido pela Federação e nem compareceu a campo, perdendo o jogo por WO.
Com isso, o Consispa ficou com a segunda colocação do Grupo B, classificando-se para disputar a Primeira Divisão neste ano de 1960.
Desconhecemos o motivo que levou o Consispa a entregar à Federação Desportiva de Brasília, no dia 11 de novembro de 1960, o ofício de nº 14, solicitando sua desfiliação. Assim terminou a curta história do Consispa.



sexta-feira, 4 de outubro de 2024

AS DECISÕES: Campeonato Brasiliense de 1959


Grêmio, campeão da Zona Sul, e Planalto, vencedor da Zona Norte, decidiram, em três jogos, quem ficaria com o título de campeão brasiliense de 1959.

O primeiro jogo aconteceu no dia 8 de novembro de 1959, no campo do Planalto.
Foi uma partida truncada, acidentada, com nada menos que cinco jogadores expulsos de campo e duas penalidades máximas cobradas.
Assim foi movimentado o marcador: aos 12 minutos, Carlinhos marcou para o Grêmio; Cardoso empatou aos 19 e novamente Carlinhos desempatou aos 30. Assim terminou o primeiro tempo. No segundo tempo: aos 27, Nilo e aos 39, José, ambos para o Grêmio, quando o Planalto estava somente com oito homens em campo. No final, Cardoso voltou a marcar para o Planalto.
O Grêmio atuou com Bosco, Amauri e Hugo; José, Alemãozinho e Ralph; Carlinhos, Nilo, Jair, Eluff e Roberto. Técnico: Rubens Porfírio da Paz. O Planalto com Issinha, Rochinha e Gringo; Divino, Aires e Nenê; Cardoso, Edson Galba, Liliu, Santa Helena e Prego. Técnico: Sílvio Costa.
Foram expulsos: Divino, Edson (capitão), Gringo e Santa Helena, do Planalto, e Nilo, do Grêmio.
Ao final do jogo, a torcida do Planalto tentou agredir ao árbitro Gabriel Costa Filho, que foi protegido pelo Diretor de Futebol, por policiais e por dirigentes do Grêmio e Planalto.

Uma semana depois, no dia 15 de novembro de 1959, aconteceu o segundo jogo, desta vez no estádio Vasco Viana de Andrade, campo do Grêmio.
A partida teve um desenrolar empolgante, graças ao espírito de luta com que se apresentaram os 22 elementos em campo. O empate de 3 x 3 foi justo e premiou as duas equipes disputantes, pela produção igual, no decorrer dos 90 minutos.
Numeroso público assistiu até ao fim do jogo, apesar da forte chuva caída sobre o estádio durante quase todo o 2º tempo. Os quadros do Planalto e Grêmio, por sua vez, souberam premiar esse público com um bom espetáculo.
Coube ao Grêmio abrir a contagem, por intermédio do atacante Nilo, aos 32 minutos. Com este tento, os gremistas criaram alma nova e impuseram um ligeiro domínio sobre a equipe do Planalto, dando oportunidade a várias tentativas de aumentar o marcador.
Entretanto, os “periquitos” defendiam-se valentemente e, às vezes, procuravam atingir a meta guarnecida por Bosco. Ao término do primeiro tempo, o placar assinalava 1 x 0.
Na segunda etapa, sob forte chuva, o jogo decaiu de produção, até que cessasse o aguaceiro. O campo escorregadio impedia aos jogadores melhores lances. Com o segundo tento do Grêmio, marcado por Carlinhos, o Grêmio se contentou com os 2 x 0 e o Planalto parecia ter perdido as esperanças.
Quando ninguém mais acreditava numa reação da parte dos defensores do Planalto, aos poucos, com espírito de luta crescendo dentro da cancha, os comandados do capitão Edson conseguiram o primeiro tento, por intermédio de Ferrete. Este tento foi o início da virada de placar. O entusiasmo se apossou dos 11 jogadores esmeraldinos.
O Grêmio continuava acomodado, tentando garantir a contagem. Veio o segundo tento do Planalto, por intermédio de Edson, o que transformou em magnífico o final de encontro. Planalto e Grêmio passaram, então, numa luta de gigantes, a buscarem o tento de desempate.
Quando faltavam quatro minutos para o final da partida, acontece o terceiro gol do Planalto, marcado por Cardoso. Era o gol da virada e muitos acharam que seria o da vitória.
Mas, no último minuto de jogo, o Grêmio conseguiu empatar, novamente através de Carlinhos.
O belo jogo teve como árbitro Anfrido Ziller e as equipes formaram assim: GRÊMIO: Bosco, Amauri e Hugo; Remis, Alemão e Ralph; Carlinhos, Nilo, Jair, Eluff e Roberto. Técnico: Rubens Porfírio da Paz. PLANALTO: Issinha, Louro e Liliu; Edivino, Aires e Nenê; Zé Luís, Pedrinho, Cardoso, Edson e Ferrete. Técnico: Sílvio Costa.
Esse empate determinou uma terceira partida para decisão do título de campeão de Brasília.

Grêmio
Esta aconteceu no dia 22 de novembro, novamente no campo do Grêmio.
O encontro caracterizou-se pela igualdade de produção dos 22 elementos, durante todo o transcorrer da partida. A luta foi renhida do primeiro ao último minuto.
No primeiro tempo, o marcador permaneceu em branco, embora ambas as equipes tenham lutado valentemente pela conquista do tento de abertura. Coube ao Planalto a melhor chance de modificação no marcador. Depois de um bem concatenado ataque da linha dianteira esmeraldina, o ponteiro direito Zé Luís conseguiu passar pelo seu adversário e chutou enviesado, tendo a bola batido no travessão superior do arco guarnecido por Bosco. Foi o primeiro susto dos gremistas, que souberam se articular para o contra-ataque, provocando perigo a meta defendida por Issinha.
Com ataques sucessivos por parte das duas linhas, os defensores foram o ponto alto.
Na segunda fase, coube ao Planalto dominar o jogo por cerca de 20 minutos. Aos 26 minutos, num perigoso contra-ataque, Carlinhos conseguiu o tento que valeu a conquista do campeonato para sua equipe. O gol provocou um grande entusiasmo da torcida, que invadiu o campo para abraçar os jogadores, o que motivou paralisação do jogo em 19 minutos.
Esta paralisação esfriou completamente o Planalto que não apresentou mais nenhuma perspectiva de reação para virar o marcador.
Dirigiu a contenda o árbitro Anfrido Ziller.
Assim se apresentaram os dois quadros: 
GRÊMIO - Bosco, Amauri e Hugo; Remis, Alemão e Ralph; Nilo I, Jair, Nilo II, Carlinhos e Nobre. Técnico: Rubens Porfírio da Paz. 
PLANALTO - Issinha, Gringo e Paulinho; Edivino, Aires e Nenê; Zé Luís, Pedrinho, Cardoso, Edson e Prego. Técnico: Sílvio Costa.
O feito do Grêmio, ao conquistar de forma invicta o campeonato, revelou que sua equipe soube vencer todas as dificuldades durante o certame, valorizando ainda mais a sua vitória a magnífica apresentação do seu último adversário, o E. C. Planalto, que vendeu caro a derrota.


quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

OS CLUBES DO DF: Pederneiras


Se em atividade estivesse, o Pederneiras E. C. estaria completando 65 anos no dia de hoje.



O Pederneiras Esporte Clube, assim denominado em homenagem à Companhia Construtora Pederneiras S. A., foi fundado em 18 de janeiro de 1959, na casa de Walfredo Aleixo Martins e Souza, situada no Acampamento “Dr. Sérgio Seixas Corrêa”, na Vila Planalto, em Brasília (DF).

Além de Walfredo, que foi escolhido primeiro Presidente do clube, compareceram Edgardo Coutinho Gomes, Antônio Batista do Sacramento, Cícero Bezerra da Silva, Aloísio Queiroz de Araújo, Leorne Feitosa Dantas, Walderez Marques da Silva, Waldir de Souza Fonseca, Edgard dos Santos, Manoel de Jesus Tôrres Bouéres e Antônio Batista da Silva.
Na mesma reunião, foram definidas as cores oficiais do novo clube: azul celeste e branca e também os uniformes, sendo o número 1 constando de camisas listradas nas cores azul e branca no sentido vertical, com gola e punhos brancos, calção azul e meias brancas com detalhes em azul; o número dois seria a camisa toda branca com gola e punhos azuis e os calções azuis e meias iguais ao número 1.
A primeira competição de que o Pederneiras tomou parte foi o Troféu “Israel Pinheiro” (instituído por iniciativa do presidente da Construtora Ribeiro Ltda., Cesar Ribeiro), a ser disputado pelas companhias construtoras de Brasília.
No sistema “mata-mata”, jogou no dia 12 de junho de 1960, perdendo para a ECRA, por 2 x 1, sendo eliminado do torneio.
Menos de um mês depois, participou de outra competição, o Troféu “Danton Jobim”, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros, desta vez misturando clubes de construtoras com equipes filiadas à Federação Desportiva de Brasília.
O Pederneiras caiu na Chave C, juntamente com o Ribeiro, B.G.P. - Batalhão da Guarda Presidencial e o Caeira (time da Construtora Cavalcante Junqueira).
Estreou no dia 3 de julho, vencendo o Caeira, por 3 x 1. Nos outros dois jogos, em 10 e 17 de julho, respectivamente foi derrotado pelo B.G.P. (2 x 0) e goleado pelo Ribeiro (6 x 0).
Somente em 2 de agosto de 1960 a Federação Desportiva de Brasília recebeu o ofício do Pederneiras para dar andamento no processo de filiação do clube.
Em 26 de agosto aconteceu a Assembleia Geral que aprovou os estatutos do Pederneiras E. C.
Dois dias depois fez sua estreia como novo filiado da Federação, perdendo o amistoso para o Nacional, por 2 x 1.
Veio o Torneio Início de 1960, no dia 4 de setembro, competição que levou o nome de Taça "Governador Roberto Silveira"). Solicitaram inscrição 16 clubes. Os jogos foram realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
No sexto jogo do dia, o Pederneiras venceu o Nacional, por 2 x 0, com gols de Gote e Marcionilo. No décimo-primeiro foi derrotado pela A. E. Edilson Mota, por 1 x 0.
Na Assembleia Geral de 14 de setembro, em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão (os dois primeiros colocados de cada grupo) e as oito que comporiam a Segunda.
Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. O Pederneiras integrou o Grupo C, com jogos no campo do Planalto, juntamente com Defelê, Guanabara e o anfitrião.


E foi justamente com o anfitrião Planalto que o Pederneiras iniciou sua campanha, no dia 18 de setembro, sendo derrotado por 3 x 0.

Recuperou-se plenamente uma semana depois ao golear o Guanabara, por 4 x 1. Os quatro gols do Pederneiras foram marcados por Cri-Cri.
A terceira e última rodada do torneio classificatório estava marcada para o dia 9 de outubro, contra o Defelê. Quando a maioria achava que o favorito Defelê fosse se classificar, o Pederneiras o surpreendeu, vencendo-o por 4 x 3. Os classificados foram Planalto (em 1º) e Pederneiras (em 2º). Depois, com a desistência de alguns clubes, o Defelê também garantiria sua vaga na primeira divisão e acabaria por se tornar o campeão daquele ano.
Na sua primeira participação no campeonato da Primeira Divisão, o Pederneiras não levou sorte. Algumas obras da Companhia Construtora Pederneiras chegaram ao seu final e com isso vários operários foram dispensados. Entre eles, vários jogadores, o que, consequentemente, ocasionou o desfalque na equipe de futebol.
O resultado não poderia ser outro: oitavo e último colocado: nos sete jogos que realizou, perdeu todos. Marcou apenas quatro gols e sofreu trinta e seis. No dia 18 de dezembro, foi humilhado pelo poderoso Guará, que o goleou pelo elástico marcador de 10 x 0.
Os vexames de 1960 ainda não tinham terminado.
A Lei de Acesso previa que o último colocado da Primeira Divisão deveria enfrentar o primeiro colocado da Segunda.
A melhor-de-três entre Pederneiras, último colocado da Primeira Divisão, e Sobradinho, campeão da Segunda, somente aconteceu em fevereiro de 1961. No dia 5, o Sobradinho goleou por 3 x 0. Para a segunda partida, prevista para o dia 19, o Pederneiras não compareceu. A FDB deu os pontos ao Sobradinho, classificou o mesmo para a Primeira Divisão em 1961 e rebaixou o Pederneiras para a Segunda.
No dia 22 de fevereiro de 1961, o Pederneiras encaminhou ofício solicitando seu desligamento da Federação, dada a extinção do seu quadro de futebol.
Só retornaria ao futebol em 1963, disputando o campeonato da Segunda Divisão com outros cinco times, mais uma vez realizando péssima campanha.
Em 25 de fevereiro de 1964 aconteceu a Assembleia Geral que aprovou a reforma nos estatutos da Federação. As categorias passaram a ser: Divisão de Futebol Profissional, Primeira Divisão de Futebol Amador, Segunda Divisão de Futebol Amador, Departamento Autônomo e Divisão de Juvenis.
O Pederneiras então passou a integrar a Primeira Divisão de Amadores, cujo Torneio Início foi disputado no dia 10 de maio, no Estádio “Aristóteles Góes”. Logo em sua primeira participação, foi derrotado por 1 x 0 pela A. A. Guanabara.
Sete equipes, entre elas o Pederneiras, tomaram parte do campeonato oficial da Primeira Divisão de Amadores, iniciado em 17 de maio de 1964. O primeiro jogo do Pederneiras aconteceu duas semanas depois, empatando em 1 x 1 com o Nacional.
Encerrado o campeonato, disputado em dois turnos, o Pederneiras foi novamente o último colocado. Nos doze jogos que realizou, conseguiu apenas uma vitória e um empate. Marcou seis gols e sofreu vinte e oito.
Em 1965, finalmente, o clube passaria a ter algumas alegrias. Perdeu a final do Torneio Início para o Vila Matias (1 x 0, em 30 de maio) mas, em compensação, no campeonato oficial de amadores, disputado por cinco equipes, não deu chance aos adversários, sagrando-se campeão invicto ao sobrepujar Guanabara, Cruzeiro do Sul, Grêmio Brasiliense e Vila Matias. Foram oito jogos, com seis vitórias e dois empates. Seu ataque marcou 23 gols e a sua defesa sofreu 6. Além disso, teve os dois principais artilheiros da competição, Zezito, com 10 gols, e Zeca, com 6. Os demais gols foram marcados por Eraldo (3), Doca (2) e Maracanã e Firmo, um cada.
A formação mais utilizada pelo Pederneiras foi Chico, Tarcízio e Eufrásio; Logodô, Maracanã e Firmo; Zeca, Eraldo, Doca, Zezito e Xixico.
Para o ano de 1966 resolveu apostar suas fichas no profissionalismo. Logo em sua primeira participação, o Torneio Início disputado em 12 de junho, no novo Estádio de Brasília (futuro “Pelezão”), venceu o Luziânia, na estréia, por 1 x 0, gol de Zezito, e perdeu no segundo jogo para o Rabello, pelo mesmo placar.
Mas, o grande resultado do ano foi conseguido num amistoso. O Esporte Clube Bahia, na época com o título de campeão da Taça Brasil de 1959 em cima do poderoso Santos de Pelé, fez uma excursão ao Distrito Federal para enfrentar três equipes locais, uma delas, o Pederneiras. Logo em sua estréia, no dia 31 de agosto, o tricolor baiano foi derrotado por 1 x 0. Depois venceria Colombo e Rabello.
No campeonato de profissionais de 1966, atuando contra seis equipes, realizou campanha bastante irregular, ficando na quinta colocação, na frente de Flamengo e Guará. Foram cinco vitórias, dois empates e cinco derrotas. O saldo de gols foi zero: marcou e sofreu 19 gols.
Logo depois, a Federação realizou outro torneio entre os clubes profissionais, para homenagear o então Prefeito do Distrito Federal, Plínio Cantanhede.
A campanha do Pederneiras não foi das melhores (ficou em quarto lugar), mas no dia 10 de novembro de 1966, sentiu um gostinho de vingança ao aplicar 8 x 0 no Guará, o mesmo Guará que lhe havia imposto aqueles 10 x 0 no campeonato de 1960.
Na categoria “juvenis”, o Pederneiras ficou com o título, com apenas um ponto perdido na competição. Nas demais colocações chegaram: 2º Rabello, 8; 3º Guará, 10; 4º Colombo, 12; 5º Defelê, 14; 6º Luziânia, 17 e Flamengo, 22. O maior destaque desse time era o zagueiro Pedro Pradera.
No dia 13 de novembro de 1966, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”, o Pederneiras enfrentou o Rabello e foi derrotado por 4 x 1. Doca marcou o gol de honra. Foi a última vez que o time do Pederneiras entrou em campo.
Antes do início do campeonato (20 de julho), o Pederneiras solicitou licença de todas as suas atividades durante o ano de 1967. Nunca mais voltou!





quarta-feira, 22 de novembro de 2023

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: a decisão do Campeonato Brasiliense de 1959


Após uma vitória do Grêmio, por 4 x 2, no dia 8 de novembro, e um empate em 3 x 3, no dia 15 do mesmo mês, Grêmio e Planalto voltaram a campo no dia 22 de novembro de 1959, para decidirem o primeiro campeonato de futebol realizado em Brasília, antes mesmo de sua inauguração.
A decisão aconteceu no dia 22 de novembro, no campo do Grêmio. O encontro entre os dois finalistas do Campeonato caracterizou-se pela igualdade de produção dos 22 elementos, durante todo o transcorrer da partida. A luta foi renhida do primeiro ao último minuto.
No primeiro tempo, o marcador permaneceu em branco, embora ambas as equipes tenham lutado valentemente pela conquista do tento de abertura. Coube ao Planalto a melhor chance de modificação no marcador. Depois de um bem concatenado ataque da linha dianteira esmeraldina, o ponteiro direito Zé Luís conseguiu passar pelo seu adversário e chutou enviesado, tendo a bola batido no travessão superior do arco guarnecido por Bosco. Foi o primeiro susto dos gremistas, que souberam se articular para o contra-ataque, provocando perigo a meta defendida por Issinha.

Com ataques sucessivos por parte das duas linhas, os defensores foram o ponto alto.
Na segunda fase, coube ao Planalto dominar o jogo por cerca de 20 minutos. Aos 26 minutos, num perigoso contra-ataque do Grêmio, Carlinhos conseguiu o tento que valeu a conquista do campeonato para sua equipe. O gol provocou um grande entusiasmo da torcida, que invadiu o campo para abraçar os jogadores, o que motivou paralisação do jogo em 19 minutos.
Esta paralisação esfriou completamente o Planalto que não apresentou mais nenhuma perspectiva de reação para virar o marcador.
Dirigiu a partida o árbitro Anfrido Ziller.
Assim se apresentaram os dois quadros:
GRÊMIO - Bosco, Amauri e Hugo; Remis, Alemão e Ralph; Nilo I, Jair, Nilo II, Carlinhos e Nobre.
PLANALTO - Issinha, Gringo e Paulinho; Edivino, Aires e Nenê; Zé Luís, Pedrinho, Cardoso, Edson e Prego.
O feito do Grêmio, ao conquistar de forma invicta o campeonato, revela que sua equipe soube vencer todas as dificuldades durante o certame, valorizando ainda mais a sua vitória a magnífica apresentação do seu último adversário, o E. C. Planalto, que vendeu caro a derrota.






segunda-feira, 11 de setembro de 2023

ESTÁDIOS DE BRASÍLIA: Duílio Costa



O primeiro campo de futebol a ser construído em Brasília foi por iniciativa do Esporte Clube Planalto, no Acampamento Tamboril, da antiga Construtora Planalto, próximo a onde hoje está a Praça dos Três Poderes.
A iniciativa partiu do então presidente do clube, Duílio Costa. Ele conseguiu realizar as obras em apenas dez dias, tendo cercado o campo com madeira, colocado alambrado e uma arquibancada que comportava cerca de 700 pessoas.
A inauguração do Estádio “Duílio Costa” aconteceu em 14 de janeiro, dia do seu aniversário, em 1959, quando foi realizado um quadrangular entre o anfitrião (Planalto), Nacional, Novo Horizonte e Assiban, saindo-se vencedor o E. C. Planalto. Foram oferecidos diversos troféus e medalhas aos vencedores. Foi uma grande festa esportiva que reuniu um grande número de autoridades e assistentes.

Quem foi Duílio Costa?

O mineiro Duílio Moor Costa nasceu em 14 de janeiro de 1924. Além de fundador e presidente do alvi-verde Esporte Clube Planalto, foi radialista, cantor e mantinha um programa de auditório na Rádio Nacional. Também trabalhava na agência do Banco do Brasil (onde tomou posse em 1º de março de 1944) na Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante. Aposentou-se em 1º de setembro de 1973.
Em 1960, Duílio Costa trouxe para jogar no Distrito Federal o Bangu, do Rio de Janeiro.



sábado, 7 de janeiro de 2023

FORMAÇÕES: Guará - 1959



Formação do Guará, que venceu o Torneio Início do Campeonato Brasiliense de 1959, disputado em 24 de maio de 1959, no campo do Clube de Regatas Guará, denominado Estádio Provisório “Israel Pinheiro”, cercado de madeira em apenas poucos dias, dotado de alambrado e palanque.

Participaram 19 clubes.

Da esquerda para a direita, em pé: Múcio, Zuca, Duque, Homero, Silas e Bitinho.

Agachados, na mesma ordem: Sabará, Severo, Íris, Chico Preto e Fausto.

 

sábado, 30 de abril de 2022

OS CLUBES DO DF: Pederneiras


O Pederneiras Esporte Clube, assim denominado em homenagem à Companhia Construtora Pederneiras S. A., foi fundado em 18 de janeiro de 1959, na casa de Walfredo Aleixo Martins e Souza, situada no Acampamento “Dr. Sérgio Seixas Corrêa”, na Vila Planalto, em Brasília (DF).
Além de Walfredo, que foi escolhido primeiro Presidente do clube, compareceram Edgardo Coutinho Gomes, Antônio Batista do Sacramento, Cícero Bezerra da Silva, Aloísio Queiroz de Araújo, Leorne Feitosa Dantas, Walderez Marques da Silva, Waldir de Souza Fonseca, Edgard dos Santos, Manoel de Jesus Tôrres Bouéres e Antônio Batista da Silva.
Na mesma reunião, foram definidas as cores oficiais do novo clube: azul celeste e branca e também os uniformes, sendo o número 1 constando de camisas listradas nas cores azul e branca no sentido vertical, com gola e punhos brancos, calção azul e meias brancas com detalhes em azul; o número dois seria a camisa toda branca com gola e punhos azuis e os calções azuis e meias iguais ao número 1.
A primeira competição de que o Pederneiras tomou parte foi o Troféu “Israel Pinheiro” (instituído por iniciativa do presidente da Construtora Ribeiro Ltda., Cesar Ribeiro), a ser disputado pelas companhias construtoras de Brasília.
No sistema “mata-mata”, jogou no dia 12 de junho de 1960, perdendo para a ECRA, por 2 x 1, sendo eliminado do torneio.
Menos de um mês depois, participou de outra competição, o Troféu “Danton Jobim”, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros, desta vez misturando clubes de construtoras com equipes filiadas à Federação Desportiva de Brasília.
O Pederneiras caiu na Chave C, juntamente com o Ribeiro, B.G.P. - Batalhão da Guarda Presidencial e o Caeira (time da Construtora Cavalcante Junqueira).
Estreou no dia 3 de julho, vencendo o Caeira, por 3 x 1. Nos outros dois jogos, em 10 e 17 de julho, respectivamente foi derrotado pelo B.G.P. (2 x 0) e goleado pelo Ribeiro (6 x 0).
Somente em 2 de agosto de 1960 a Federação Desportiva de Brasília recebeu o ofício do Pederneiras para dar andamento no processo de filiação do clube.
Em 26 de agosto aconteceu a Assembleia Geral que aprovou os estatutos do Pederneiras E. C.
Dois dias depois fez sua estreia como novo filiado da Federação, perdendo o amistoso para o Nacional, por 2 x 1.
Veio o Torneio Início de 1960, no dia 4 de setembro, competição que levou o nome de Taça "Governador Roberto Silveira"). Solicitaram inscrição 16 clubes. Os jogos foram realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
No sexto jogo do dia, o Pederneiras venceu o Nacional, por 2 x 0, com gols de Gote e Marcionilo. No décimo-primeiro foi derrotado pela A. E. Edilson Mota, por 1 x 0.
Na Assembleia Geral de 14 de setembro, em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão (os dois primeiros colocados de cada grupo) e as oito que comporiam a Segunda.
Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. O Pederneiras integrou o Grupo C, com jogos no campo do Planalto, juntamente com Defelê, Guanabara e o anfitrião.
E foi justamente com o anfitrião Planalto que o Pederneiras iniciou sua campanha, no dia 18 de setembro, sendo derrotado por 3 x 0.
Recuperou-se plenamente uma semana depois ao golear o Guanabara, por 4 x 1. Os quatro gols do Pederneiras foram marcados por Cri-Cri.
A terceira e última rodada do torneio classificatório estava marcada para o dia 9 de outubro, contra o Defelê. Quando a maioria achava que o favorito Defelê fosse se classificar, o Pederneiras o surpreendeu, vencendo-o por 4 x 3. Os classificados foram Planalto (em 1º) e Pederneiras (em 2º). Depois, com a desistência de alguns clubes, o Defelê também garantiria sua vaga na primeira divisão e acabaria por se tornar o campeão daquele ano.
Na sua primeira participação no campeonato da Primeira Divisão, o Pederneiras não levou sorte. Algumas obras da Companhia Construtora Pederneiras chegaram ao seu final e com isso vários operários foram dispensados. Entre eles, vários jogadores, o que, consequentemente, ocasionou o desfalque na equipe de futebol.
O resultado não poderia ser outro: oitavo e último colocado: nos sete jogos que realizou, perdeu todos. Marcou apenas quatro gols e sofreu trinta e seis. No dia 18 de dezembro, foi humilhado pelo poderoso Guará, que o goleou pelo elástico marcador de 10 x 0.
Os vexames de 1960 ainda não tinham terminado. 
A Lei de Acesso previa que o último colocado da Primeira Divisão deveria enfrentar o primeiro colocado da Segunda.
A melhor-de-três entre Pederneiras, último colocado da Primeira Divisão, e Sobradinho, campeão da Segunda, somente aconteceu em fevereiro de 1961. No dia 5, o Sobradinho goleou por 3 x 0. Para a segunda partida, prevista para o dia 19, o Pederneiras não compareceu. A FDB deu os pontos ao Sobradinho, classificou o mesmo para a Primeira Divisão em 1961 e rebaixou o Pederneiras para a Segunda.
No dia 22 de fevereiro de 1961, o Pederneiras encaminhou ofício solicitando seu desligamento da Federação, dada a extinção do seu quadro de futebol.
Só retornaria ao futebol em 1963, disputando o campeonato da Segunda Divisão com outros cinco times, mais uma vez realizando péssima campanha.
Em 25 de fevereiro de 1964 aconteceu a Assembleia Geral que aprovou a reforma nos estatutos da Federação. As categorias passaram a ser: Divisão de Futebol Profissional, Primeira Divisão de Futebol Amador, Segunda Divisão de Futebol Amador, Departamento Autônomo e Divisão de Juvenis.
O Pederneiras então passou a integrar a Primeira Divisão de Amadores, cujo Torneio Início foi disputado no dia 10 de maio, no Estádio “Aristóteles Góes”. Logo em sua primeira participação, foi derrotado por 1 x 0 pela A. A. Guanabara.
Sete equipes, entre elas o Pederneiras, tomaram parte do campeonato oficial da Primeira Divisão de Amadores, iniciado em 17 de maio de 1964. O primeiro jogo do Pederneiras aconteceu duas semanas depois, empatando em 1 x 1 com o Nacional.
Encerrado o campeonato, disputado em dois turnos, o Pederneiras foi novamente o último colocado. Nos doze jogos que realizou, conseguiu apenas uma vitória e um empate. Marcou seis gols e sofreu vinte e oito.
Em 1965, finalmente, o clube passaria a ter algumas alegrias. Perdeu a final do Torneio Início para o Vila Matias (1 x 0, em 30 de maio) mas, em compensação, no campeonato oficial de amadores, disputado por cinco equipes, não deu chance aos adversários, sagrando-se campeão invicto ao sobrepujar Guanabara, Cruzeiro do Sul, Grêmio Brasiliense e Vila Matias. Foram oito jogos, com seis vitórias e dois empates. Seu ataque marcou 23 gols e a sua defesa sofreu 6. Além disso, teve os dois principais artilheiros da competição, Zezito, com 10 gols, e Zeca, com 6. Os demais gols foram marcados por Eraldo (3), Doca (2) e Maracanã e Firmo, um cada.
A formação mais utilizada pelo Pederneiras foi Chico, Tarcízio e Eufrásio; Logodô, Maracanã e Firmo; Zeca, Eraldo, Doca, Zezito e Xixico.
Para o ano de 1966 resolveu apostar suas fichas no profissionalismo. Logo em sua primeira participação, o Torneio Início disputado em 12 de junho, no novo Estádio de Brasília (futuro “Pelezão”), venceu o Luziânia, na estréia, por 1 x 0, gol de Zezito, e perdeu no segundo jogo para o Rabello, pelo mesmo placar.
Mas, o grande resultado do ano foi conseguido num amistoso. O Esporte Clube Bahia, na época com o título de campeão da Taça Brasil de 1959 em cima do poderoso Santos de Pelé, fez uma excursão ao Distrito Federal para enfrentar três equipes locais, uma delas, o Pederneiras. Logo em sua estréia, no dia 31 de agosto, o tricolor baiano foi derrotado por 1 x 0. Depois venceria Colombo e Rabello.
No campeonato de profissionais de 1966, atuando contra seis equipes, realizou campanha bastante irregular, ficando na quinta colocação, na frente de Flamengo e Guará. Foram cinco vitórias, dois empates e cinco derrotas. O saldo de gols foi zero: marcou e sofreu 19 gols.
Logo depois, a Federação realizou outro torneio entre os clubes profissionais, para homenagear o então Prefeito do Distrito Federal, Plínio Cantanhede.
A campanha do Pederneiras não foi das melhores (ficou em quarto lugar), mas no dia 10 de novembro de 1966, sentiu um gostinho de vingança ao aplicar 8 x 0 no Guará, o mesmo Guará que lhe havia imposto aqueles 10 x 0 no campeonato de 1960.
Na categoria “juvenis”, o Pederneiras ficou com o título, com apenas um ponto perdido na competição. Nas demais colocações chegaram: 2º Rabello, 8; 3º Guará, 10; 4º Colombo, 12; 5º Defelê, 14; 6º Luziânia, 17 e Flamengo, 22. O maior destaque desse time era o zagueiro Pedro Pradera.
No dia 13 de novembro de 1966, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”, o Pederneiras enfrentou o Rabello e foi derrotado por 4 x 1. Doca marcou o gol de honra. Foi a última vez que o time do Pederneiras entrou em campo.
Antes do início do campeonato (20 de julho), o Pederneiras solicitou licença de todas as suas atividades durante o ano de 1967. Nunca mais voltou!



sábado, 18 de janeiro de 2020

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE


1959

No dia 18 de janeiro de 1959 foi fundado o Pederneiras Esporte Clube, assim denominado em homenagem à Companhia Construtora Pederneiras S. A.
A reunião aconteceu na casa de Walfredo Aleixo Martins e Souza, situada no Acampamento “Dr. Sérgio Seixas Corrêa”, na Vila Planalto, em Brasília (DF).
Além de Walfredo, que foi escolhido primeiro Presidente do clube, compareceram Edgardo Coutinho Gomes, Antônio Batista do Sacramento, Cícero Bezerra da Silva, Aloísio Queiroz de Araújo, Leorne Feitosa Dantas, Walderez Marques da Silva, Waldir de Souza Fonseca, Edgard dos Santos, Manoel de Jesus Tôrres Bouéres e Antônio Batista da Silva.
Na mesma reunião, foram definidas as cores oficiais do novo clube: azul celeste e branca e também os uniformes, sendo o número 1 constando de camisas listradas nas cores azul e branca no sentido vertical, com gola e punhos brancos, calção azul e meias brancas com detalhes em azul; o número dois seria a camisa toda branca com gola e punhos azuis e os calções azuis e meias iguais ao número 1.



segunda-feira, 26 de março de 2018

O GRÊMIO ESPORTIVO BRASILIENSE ESTÁ COMPLETANDO 59 ANOS DE VIDA!


O Grêmio Esportivo Brasiliense foi fundado em 1958 e reconstituído administrativamente em 26 de março de 1959, em Brasília (DF). Foi criado com a finalidade de proporcionar divertimento ao pessoal do Acampamento da Metropolitana, em sua grande maioria formado por funcionários do DVO - Departamento de Viação e Obras da NOVACAP, cujo Engenheiro-Chefe era Vasco Viana de Andrade, que mais tarde cederia seu nome ao estádio do Grêmio.
Filiou-se à Federação Desportiva de Brasília na reunião do dia 1º de abril de 1959.
A reunião que aprovou os estatutos do Grêmio e elegeu sua primeira diretoria aconteceu na residência de Moacyr Soares de Souza, situada na Avenida Central, Núcleo Bandeirante, no dia 6 de agosto de 1959. Ficou assim constituída a primeira diretoria do Grêmio Esportivo Brasiliense: Presidente - Moacyr de Miranda Gomes; Vice-Presidente - José Porto Sobrinho; 1º Secretário - Armando Barreto; Diretor Social - Carlos Frederico do Amaral; 1º Tesoureiro - Paulo Pimenta Guimarães; 2º Secretário - Waldomiro Veiga; Diretor Esportivo - Moacyr Soares de Sousa e Diretor Técnico - José Jorge de Mello.
Como clube de futebol o Grêmio deixou de existir há muito tempo. Teve um total de 14 participações no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão. Iniciou em 1959, quando conquistou seu primeiro título de campeão brasiliense, e disputou até 1965. De 1966 a 1968, não participou de competições oficiais. Retornou em 1969 e permaneceu em atividade até 1972. Nesse intervalo, conquistou seu segundo título de campeão brasiliense, em 1970. Paralisou novamente suas atividades de 1973 a 1975, retornando em 1976 e permanecendo em atividade até 1978.
O campeonato brasiliense de 1959 teve início no dia 31 de maio. Nesse dia o Grêmio fez sua estreia na competição, vencendo a Associação Desportiva de Taguatinga, por 3 x 0. Os 19 clubes inscritos foram divididos em duas chaves: Zona Sul e Zona Norte. O Grêmio fez parte da Zona Sul, juntamente com Taguatinga, IPASE, EBE, Expansão, A. A. Bancária (IAPB), Guará, Brasil e Brasil Central.
Conforme estabelecido no regulamento, os clubes jogariam dentro de suas respectivas zonas, em turno e returno, com os vencedores decidindo, numa série “melhor-de-três”, o título de campeão da cidade.
Com o decorrer dos jogos muitos clubes desistiram de continuar na competição. O favorito para a conquista do título da Zona Sul e também do campeonato era o Guará. Grêmio e Guará lideraram, lado a lado, o campeonato da Zona Sul até a última rodada, disputada no dia 25 de outubro de 1959, quando, para surpresa de todos, aconteceu empate entre as equipes do Guará e da EBE, pela contagem de 2 x 2. Com isso, o Guará somou mais um ponto perdido (totalizando quatro), deixando que o Grêmio alcançasse o título de campeão da Zona Sul.
Assim, o Esporte Clube Planalto, já qualificado como campeão da Zona Norte, decidiria com o Grêmio o título máximo do futebol de Brasília numa série “melhor-de-três”.
As partidas foram truncadas, acidentadas, com muitas expulsões, mas também tiveram desenrolar empolgante, graças ao espírito de luta com que se apresentaram os 22 elementos em campo.
Na primeira, no dia 8 de novembro, em seu campo, o Grêmio venceu por 4 x 2. Na segunda, uma semana depois, empate em 3 x 3. Na última, em 22 de novembro, um gol de Carlinhos, aos 26 minutos do 2º tempo, deu a vitória de 1 x 0 e o título ao Grêmio.
Defenderam o Grêmio nas três últimas partidas do campeonato os seguintes jogadores: Bosco, Amauri e Hugo; Remis (José), Alemão e Ralph; Carlinhos (Nilo II), Nilo, Jair, Eluff e Roberto (Nobre). O técnico foi Rubens Porfírio era irmão do General Porfírio da Paz, que chegou a ser Governador de São Paulo e foi um dos fundadores do São Paulo Futebol Clube.
O segundo título do Grêmio no futebol do DF aconteceu em 1970. Foi melhor que outros nove clubes e, na final contra a S. E. Serveng-Civilsan, sofreu uma tremenda goleada no primeiro jogo (6 x 2) e reverteu a vantagem do adversário com duas vitórias seguidas de 2 x 1. Formou no último jogo com Sílvio, Maninho, Grossi, Paulinho e Lúcio; Marcos e Nemias; Cardoso, Santos, Pedrinho e Sinval (Orlando). Técnico: Bugue.
O Grêmio teve o melhor saldo de gols (23) e o maior número de vitórias (10).
Em 1976, o Grêmio voltou com força total. Armou uma boa equipe, trazendo a maioria de seus jogadores do interior mineiro. Seu treinador é Inácio Milani, que foi campeão pelo Goiás antes da inauguração do Serra Dourada, em Goiânia. Foi o campeão do Torneio Imprensa, no qual empatou duas e venceu três. Os principais destaques foram o goleiro Diron, o meio campista Marquinhos e o veterano Jaime, que foi campeão carioca em 1966 pelo Bangu.
Neste mesmo ano, por decisão da Federação Metropolitana de Futebol, foi decretada a intervenção no Grêmio Esportivo Brasiliense, por infração do artigo oito, letra “a”, do estatuto da FMF. Foi designado para executor do ato o senhor José Fernandes da Rocha, pelo prazo de seis meses, com a finalidade de restabelecer a ordem administrativa e financeira.
O último jogo realizado pelo Grêmio em competições oficiais da federação do DF aconteceu no final de 1978. Eis a ficha técnica:
GAMA 1 x 1 GRÊMIO
Data: 03.12.1978
Local: Bezerrão
Árbitro: Adélio Nogueira
Gols: Chiquinho, 25 e Júlio, 56
GRÊMIO: Batista, Coutinho, Walter, Sabará (Zé Wilson) e Wilson; Geraldo, Zezinho e Edu (Alécio); Jackson, Cláudio e Chiquinho. Técnico: Otaziano Ferreira da Silva.
GAMA: Chico, Careca, Zinha, Manoel Silva e Kell; Santana, Manoel Ferreira e Well (Vicente); Júlio, Niltinho e Alves (Cleiton). Técnico: Jaime Souza dos Santos.
No campeonato brasiliense de 1978 o Grêmio ficou com a sexta e penúltima colocação, à frente apenas do Sobradinho, com a seguinte campanha: 12 jogos, uma vitória, sete empates e quatro derrotas; marcou onze gols e sofreu vinte.
Logo depois que foi encerrada essa competição, o Grêmio Esportivo Brasiliense pediu licença. Não quis disputar o Torneio Seletivo, realizado pela Federação Metropolitana de Futebol no período de 4 de março a 8 de abril de 1979, com a finalidade de escolher o clube que ocuparia a segunda vaga no Campeonato Brasileiro versão 1979, reservada para o Distrito Federal.
Como clube social, o Grêmio Esportivo Brasiliense nunca deixou de existir e o futebol continua sendo forte dentro do clube.
Após ser vice-campeão em 2013, perdendo a final para a ASBAC, o Grêmio conquistou o título do Campeonato Interclubes de Brasília de 2014. Na decisão, venceu o Minas-Brasília Tênis Clube, após empatar em 0 x 0 no tempo normal de jogo e vencer nos pênaltis.