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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Zé Maria (in memoriam)


José Maria Guimarães, o Zé Maria, nasceu em 8 de fevereiro de 1943, em Mariana (MG).
Veio para o Distrito Federal em 1959 e em 1969 se mudou para o Gama.
Jogou no Rabello de 1960 até 1966, como titular do time de aspirantes e na reserva no time principal, que tinha como titular o grande Gaguinho, um dos maiores goleiros do futebol brasiliense e do Rabello no começo da década de 60. Nessa condição, fez parte da equipe tricampeã brasiliense nos anos de 1964 a 1966. Em 1962 foi o goleiro titular do Rabello no Torneio Início disputado no dia 10 de junho, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”.

Rabello
Quando o Rabello passou a contar em seu plantel com mais dois grandes goleiros, Zé Walter e Dico, Zé Maria resolveu mudar de clube, indo jogar no CSU, clube amador dos servidores da Universidade de Brasília (onde também trabalhava) e por lá permaneceu de 1966 a 1974. Teve uma passagem como goleiro do União, do Gama, em 1966, e Palmeiras, de 1969 a 1973, e Vasco, em 1974 e 1975, ambos também do Gama.
Nesses dois últimos clubes, passou a revezar as funções de goleiro e técnico a partir de 1969, no Palmeiras, e 1974 no Vasco. Depois, foi técnico do Gaminha (1975), da Seleção do Gama que enfrentou o Brasília Esporte Clube (0 x 0) no dia 12 de outubro de 1975, nas festividades do 25º aniversário da cidade do Gama, jogo que provocou a formação da Sociedade Esportiva do Gama e Flamengo (1977).

Gaminha
Zé Maria é o recordista de títulos como treinador no futebol amador do Gama. Por diversas vezes venceu o campeonato da cidade, a Copa dos Campeões, a Minicopa e a Taça Gama. Por 17 anos ele ganhou títulos no futebol amador do Gama, dirigindo equipes como Palmeiras, Vasco, Gaminha, SENAI, Planalto, Olaria, Real Brasília, Opremeso, Esperança
Convidado pelo Hermínio Neves (Tim) e depois por Márcio Tannus para ser técnico, saia de ônibus da UnB (onde trabalhava) para treinar a equipe do Gama no Estádio Bezerrão e no campo do Itamaraty, tudo isso sem receber salários.
Em sete oportunidades foi o treinador da Sociedade Esportiva do Gama no campeonato brasiliense de 1976, competição que marca o início do profissionalismo no futebol do DF. A primeira vez em 1º de agosto de 1976, na derrota para o Ceub, por 4 x 0 (curiosamente, a última partida disputada pelo Ceub em sua história), formando o Gama com Isaías, Santana, Robertinho, Oswaldo e Carlão; Dequinha (Eliézer), Pelezinho e Chicão; Carlinhos (Oscar), Almir e Zé Luiz. Técnico: Zé Maria. Nota: o Ceub perderia os pontos, por infringência ao art. 65 $ 2º do Regulamento Geral, inclusão de mais de três amadores nas equipes.
A última vez como treinador do Gama foi em 25 de setembro de 1976, no Pelezão, na derrota de 1 x 0 para o Brasília. O Gama atuou com essa formação: Noel, Dequinha, Bill, Joãozinho e Xixico; Pelezinho, Gabriel e Chicão; Almir (Galego), Carlos Alberto e Oscar (Zé Luiz). Técnico: Zé Maria.
Zé Maria nos deixou no dia 29 de maio de 2018.

Colaboração: Paulo Roberto Silva.






segunda-feira, 17 de agosto de 2020

HOMENAGEM PÓSTUMA A FROYLAN PINTO


Faleceu na manhã de ontem, 16 de agosto de 2020, o ex-Presidente do Taguatinga Esporte Clube, Froylan Pinto.
Ele vinha lutando contra um câncer na bexiga há quatro anos.
Froylan Pinto Santos nasceu no município de Miguel Calmon, no interior da Bahia, no dia 5 de junho de 1944.
Transferiu-se para Salvador e da capital baiana veio para Taguatinga, onde se estabeleceu.
Criado em 1975, o Taguatinga Esporte Clube só começou a tomar jeito a partir de 1981, quando Froylan Pinto, já empresário da área de construção de prédios industriais e depósitos, assumiu a presidência do clube.
Froylan Pinto assumiu um clube praticamente quebrado, desarticulado, com graves problemas dentro e fora das quatro linhas. Imprimiu uma direção acertada e segura que levou seu clube ao título de campeão e motivou uma cidade praticamente indiferente ao futebol.
Em seu primeiro ano como Presidente, a equipe de esportes do Jornal de Brasília escolheu os melhores da temporada de 1981 no futebol do DF. O Taguatinga teve quatro dos seus jogadores entre os melhores: Édson, Péricles, Serginho e Raimundinho. Teve mais três premiados: Dirigente Nota 10 - Froylan Pinto; Melhor Médico - Flory Machado e o Melhor Massagista - Raspinha.

Já na seleção dos jogadores que melhor se portaram no campeonato de 1981, na opinião da sucursal do Jornal dos Sports, dois jogadores do Taguatinga: Décio e Péricles. O técnico que mais se destacou foi Canhoto, do Taguatinga. O presidente Froylan Pinto destacou-se como o melhor dirigente.
Em 1984, quando o Troféu “Mané Garrincha” foi entregue aos “Melhores do Ano”, eleitos por cronistas esportivos do DF, quatro jogadores do Taguatinga foram premiados: os zagueiros Junior e Gilvan, o lateral Visoto e o meia Marquinhos. Eleito como melhor Presidente de clube Froylan Pinto, do Taguatinga.

Também trabalhou como treinador da equipe e sua primeira experiência foi a seguinte:

TAGUATINGA 2 x 2 GAMA
Data: 24 de outubro de 1993
Local: Serejão
Árbitro: Nilton Castro de Souza
Expulsões: Ésio, do Gama, e Niltinho, do Taguatinga
Gols: Gilson, 28 e Chaguinha, 82; na prorrogação, Chaguinha, 8 e Rogerinho, 15. Na cobrança de pênaltis: Gama 5 x 4 Taguatinga.
TAGUATINGA: Nilton, Gilson, Zinha, Jânio e Eron; Paulo Lima (Alex Sandro), Sílvio e Palhinha; Marquinhos Carioca (Rogerinho), Joãozinho e Niltinho. Técnico: Froylan Pinto.
GAMA: Anderson Santos, Chaguinha, Aquino, Luiz Carlos e Márcio; Oliveira (Adilson), Ésio e Anderson; Gil, Neno e Ediniz (Emerson). Técnico: Joel Martins da Fonseca. 
E assim foi até 9 de novembro de 1994, quando dirigiu o clube pela última vez em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, no empate em 1 x 1 com o Novorizontino, em Novo Horizonte-SP.
Também foi seu último ano na presidência do Taguatinga.

Froylan recebendo mais um troféu conquistado
Todos os cinco títulos de campeão brasiliense (1981, 1989, 1991, 1992 e 1993) conquistados pelo Taguatinga foram com Froylan Pinto na presidência do clube. Além disso, por quatro vezes sagrou-se vice-campeão (1985, 1986, 1987 e 1990).
Não demoraria para a decadência do Taguatinga ser evidenciada, já no ano de 1996, quando o clube chegou na 11ª posição no Campeonato Brasiliense, sendo, pela primeira vez em sua história, rebaixado para a Segunda Divisão do DF (quatorze clubes disputaram a competição e os seis últimos passariam a disputar o Torneio de Descenso, que apontaria os quatro clubes a serem rebaixados). Taguatinga e Ceilândia decidiram não participar da competição.
A situação do clube era tão grave que em 3 de junho de 1996 aconteceu pela primeira vez na história do futebol do DF o “impeachment” de um presidente de clube de futebol por irregularidades contábeis. Reunido nesse dia, o conselho deliberativo do Taguatinga Esporte Clube afastou o presidente Edmilton Gomes de Oliveira com base em auditoria feita pelo conselho fiscal na prestação de contas do período 1994/1995. Edmilton Gomes de Oliveira estava na presidência do Taguatinga desde dezembro de 1994, substituindo Froylan Pinto.
Em 1999 o Taguatinga amargou outro rebaixamento, ficando na lanterna (10º lugar) do campeonato, vencendo apenas dois dos dezoito jogos que disputou.
O último jogo da história do Taguatinga aconteceu no dia 6 de junho de 1999. Já rebaixado para a Segunda Divisão, empatou com o Brasília em 3 x 3, no estádio Augustinho Lima, em Sobradinho. Logo depois, o Taguatinga desativaria seu departamento de futebol.
Fora das quatro linhas, Froylan teve uma curta gestão como o 21º Administrador Regional de Taguatinga, iniciando em 4 de maio de 1990 e terminando em 22 de janeiro de 1991.
Foi sócio fundador do Rotary Club de Taguatinga.
Nas eleições de 2004, foi segundo suplente de Valmir Amaral, sendo indicado graças às relações com o ex-vice-governador Benedito Domingos (PP).
Em 2011, aconteceram sondagens com a finalidade de Froylan Pinto investir no Gama. No entanto, as negociações não foram concluídas.



quarta-feira, 5 de agosto de 2020

HOMENAGEM PÓSTUMA A SIR PERES


Se entre nós estivesse, Sir Peres de Barros estaria aniversariando no dia de hoje.
Nossa homenagem póstuma ao grande jogador que foi, vai numa foto em que ele cumprimenta o zagueiro Joãozinho, do Santos, sob as vistas do árbitro José Mário Vinhas, minutos antes da inauguração do estádio de Sobradinho, ainda não chamado de Augustinho Lima.

SOBRADINHO 0 x 3 SANTOS
Data: 30 de abril de 1978
Local: Estádio Olímpico de Sorbadinho
Árbitro: José Mário Vinhas
Renda: Cr$ 205.220,00
Público: 10.261 pagantes
Gols: Toinzinho, 32; Neto, 44 e Bianchi, 81
SOBRADINHO: Ari, Ivanildo (Tote), Zezão (Remo), Sir Peres e Marcos (Gelson); Pebinha, Baduca (Paraíba) e Careca (Cláudio); Dázio, Zé Afonso e Vino. Técnico: Manoel Augusto de Melo.
SANTOS: William, Nelson, Joãozinho, Fausto e Neto; Carlos Roberto, Toinzinho (Bianchi) e Nelson Borges; Juari (Nilton Batata), Reinaldo (Pita) e João Paulo (Célio). Técnico: Formiga.




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: homenagem póstuma a Valdir Espinosa


Morreu nesta quinta-feira (27.02.2020), Valdir Espinosa, aos 72 anos de idade. Submetido a uma cirurgia na região do abdômen no último dia 17, ele foi internado novamente no dia 20 e não se recuperou.
Desde dezembro de 2019, ele ocupava o cargo de gerente de futebol do Botafogo, clube com o qual tinha grande identificação pela conquista do Campeonato Carioca de 1989.
Nascido em Porto Alegre (RS), no dia 17 de outubro de 1947, Valdir Atahualpa Ramirez Espinosa foi formado nas categorias de base do Grêmio e estreou como lateral-direito no profissional em 1968, sendo campeão estadual. Atuou por dez anos como profissional, passando por CSA (1974), Esportivo, de Bento Gonçalves (RS), em 1976, e Vitória-BA, em 1977 e 1978.
Parou em 1978 e no ano seguinte já iniciou no cargo de treinador do Esportivo.
Desde então, construiu uma carreira sólida, com o auge em 1983, quando comandou o Grêmio campeão da Libertadores e do Mundial. Na época, o time contava com jogadores como Renato Gaúcho, De León, Paulo César Lima e Mário Sérgio.
Em 1989, Espinosa aceitou o convite do Botafogo, que não conquistava o Campeonato Carioca havia 20 anos. Com um gol de Maurício na final contra o Flamengo, o time celebrou o título invicto da competição e criou mais um momento histórico para a carreira do treinador.
Espinosa rodou o Brasil como treinador e teve experiências internacionais. Ele trabalhou no Cerro Porteño, do Paraguai (onde foi campeão nacional duas vezes), no Al-Hilal, da Arábia Saudita, e no Tokyo Verdy, do Japão. Também teve uma rápida passagem pelo Las Vegas City.
Como técnico/gerente, foram cerca de 40 anos de atividade. Espinosa teve Otto Glória, que o comandou no Grêmio, como melhor exemplo de treinador.
No Rio de Janeiro, treinou não só o Botafogo, como Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama. Em São Paulo, comandou Corinthians, Palmeiras e Portuguesa de Desportos, por exemplo. Somou passagens por outros clubes grandes fora do eixo, tais como Atlético Mineiro, Coritiba e Atlético Paranaense, Ceará e Fortaleza e muitos outros.
Da CBF, recebeu no ano passado a Licença Honorária de treinador, já que o tempo em atividade não demandou participação no curso.
Entre 2008 e 2010, atuou como comentarista no SporTV/Premiere e na Rádio Globo. Recentemente, chegou a criar um blog e um canal no Youtube.
A volta ao Botafogo foi uma alegria na reta final da vida, um reencontro com uma de suas paixões:

Fonte: Globo Esporte

PASSAGEM PELO FUTEBOL BRASILIENSE

Em Brasília, fez sua estreia como novo técnico do Brasiliense na segunda fase da Copa do Brasil, contra o Atlético Mineiro, no dia 16 de março de 2005, no Serejão, substituindo Edinho, que pediu demissão depois de se desentender com o presidente do clube, Luiz Estevão.
O Brasiliense foi derrotado por 3 x 1 e perdeu, de uma só vez, uma invencibilidade de 38 jogos no Serejão, o jogo e a vaga na Copa do Brasil.
Quatro dias depois dirigiu pela primeira vez o Brasiliense no campeonato do DF. No Serejão, o Brasiliense venceu o Paranoá por 5 x 4.
Seu último jogo pelo Brasiliense foi no dia 17 de abril de 2005, na vitória de 3 x 0 sobre o Gama, resultado que garantiu a conquista do título de campeão brasiliense de 2005.
Logo depois iria para o Ceará, onde, curiosamente, retornou ao DF no dia 30 de agosto de 2005, na derrota de 1 x 0 para o Gama, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro da Série B.



terça-feira, 28 de janeiro de 2020

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE


1962
Em amistoso realizado no Estádio Israel Pinheiro, no dia 28 de janeiro de 1962, o time da casa, o Guará, venceu o Rabello por 1 x 0. Esta foi a primeira de uma série de duas partidas que foram acertadas entre os dois clubes.
O Guará venceu graças, especialmente, ao excelente trabalho desenvolvido na primeira etapa, quando chegou a entusiasmar sua torcida, de há muito desejosa de assistir a uma exibição como a deste jogo.
O único gol do jogo foi marcado por intermédio de Orlando, aos oito minutos do 1º tempo, aproveitando um cruzamento de Fernandinho.
Aos 35 minutos do 2º tempo, o atacante Joãozinho, do Rabello, não recebeu bem uma marcação do árbitro Josué Costa Araújo e investiu contra o mesmo, agredindo-o, sendo expulso de campo, o que gerou um princípio de tumulto, tendo sido o campo invadido por cerca de uma centena de pessoas. Não havia um só policial em campo.
O Guará venceu com Campeão (Redola), Jair, Moreira e Clemente; Dengoso e Porto Velho; Heleno (Graúna), Orlando, Fernandinho, Valter Moreira (Raimundinho) e Wilson (Eluff). O Rabello foi derrotado com Gaguinho, Délio, Leocádio e Enes; Paulo e Bimba; Roberto (Arnaldo), Calado, Baianinho, Nilo (França) e Joãozinho.
Na preliminar, entre juvenis, empate em 2 x 2.

1968
No dia 28 de janeiro de 1968, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, o Rabello venceu o Anápolis, de Goiás, por 3 x 2.
O 1º tempo terminou empatado em 1 x 1, gols de Zezé para o Rabello e Altino, para o Anápolis. No começo do 2º tempo, Zezito, cobrando pênalti, virou para o Anápolis. Zezé e Zé Maria assinalaram os gols que deram a nova virada ao Rabello no 2º tempo.
O Rabello venceu com Paulo Roberto, Zé Luís, Luiz, Carlão e Wilson Godinho; Zé Maria e João Dutra; Zezé, Luizinho, Aloísio e Wilson. O Anápolis perdeu com Bacau (David), Nina, Paô, Bosco e Sidney (Lúcio); Altino e Da Silva; Nélson Parrilla, Dida, Walter Prado e Tim.
Wilson Godinho, que pertencia ao Defelê, fez sua estréia no Rabello. Zé Luís veio da Portuguesa carioca.
O árbitro foi Sylvio Fernandes e a renda de NCr$ 350,00.