terça-feira, 8 de setembro de 2026

FICHA TÉCNICA: Michel Platini


Michel Platini Ferreira Mesquita nasceu na Ceilândia (DF) no dia 8 de setembro de 1983.
Começou nas categorias de base da S. E. Brazlândia, em 2002, ano em que o clube foi vice-campeão brasiliense da categoria de juniores, perdendo a final para o Gama, após dois jogos. Michel Platini marcou seis gols nessa competição.
Chamava a atenção pelo seu vigor físico, atuando como um centroavante clássico (camisa 9) de 1,87 m de altura.
No segundo semestre de 2002 foi emprestado ao Ceilandense para a disputa do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão. Fez sua estreia na equipe principal do Ceilandense em 24 de agosto, no estádio da Metropolitana, no Núcleo Bandeirante, com derrota para o Metropolitana, por 4 x 1. O Ceilandense fez péssima campanha e terminou em décimo e último lugar da competição. Em seu primeiro jogo como profissional, o Ceilandense entrou em campo com Fábio, Léo, Nei, Josué e Bhertonny; Alexandre, Serginho, Didão e Danilo; Michel Platini e Edinho. Técnico: Sílvio de Jesus.
Michel Platini disputou cinco dos oito jogos do Ceilandense, o último deles em 24 de outubro de 2002, contra o Brasília.
Logo depois, ele foi contratado pelo C. F. Pachuca, do México. Permaneceu vinculado ao Pachuca durante todo o ano de 2003. Como não conseguiu espaço na equipe de cima do Pachuca, ele optou por retornar ao Brasil para fazer parte do elenco do Gama.
No dia 1º de dezembro de 2003 assinou contrato com o Gama. Dois dias depois, ele passou a fazer parte do elenco do Gama que se preparava para disputar a Copinha, em São Paulo, no mês de janeiro de 2004. Disputou as três partidas como titular do Gama, que não conseguiu se classificar para a fase seguinte.
Ainda no mês de janeiro, mais precisamente no dia 25, no JK, ele faria sua estreia na equipe principal do Gama que empatou em 0 x 0 com o Paranoá, em jogo válido pelo Campeonato Brasiliense. O Gama formou com Osmair, Weider, Perivaldo, Emerson e Bobby; Leandro Leite, Macaé, Wesley e Rodriguinho; Victor (Reginaldo) e Michel Platini. Técnico: Everton Goiano.
Nos meses de março e abril fez parte de um momento histórico do Gama quando, na Copa do Brasil, o clube conseguiu eliminar o Botafogo, do Rio de Janeiro, após dois jogos: 4 x 4 no Bezerrão e vitória de 3 x 2 no Maracanã. Nos quatro jogos que disputou na Copa do Brasil, Michel Platini marcou quatro gols.
Em seguida, tornou-se artilheiro do Gama no Campeonato Brasiliense de 2004 (com seis gols), quando o Gama ficou com o segundo lugar na classificação final.

E terminou o ano de 2004 recompensado com uma excelente campanha do Gama no Campeonato Brasileiro da Série C. Na tarde de 28 de novembro de 2004, o Gama passou por cima do Limoeiro, do Ceará, fechando o placar em 7 x 1, garantindo assim sua vaga na Série B do Campeonato Brasileiro de 2005. Michel Platini marcou um dos gols do Gama, que atuou com Alencar (Roger), Cleiton, Marcão, Emerson e Bobby; Juari (Carlos Eduardo), Macaé, Wesley e Rodriguinho; Victor e Michel Platini (Bispo). Técnico: Reinaldo Gueldini.
Continuou vinculado ao Gama até 2006, com algumas saídas por empréstimo nos anos de 2006 a 2008, para Araguaína (TO), Grêmio Anápolis (GO), Veranópolis (RS) e Liga da Primeira Divisão de Hong Kong.
Disputou dez jogos e marcou cinco gols pelo Legião no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2008 e, logo depois do término dessa competição, em 29 de junho de 2008, Michel Platini assinou um contrato de três anos com o Chernomorets Burgas, da Bulgária. Ele marcou sua estreia oficial em 5 de julho com o gol de empate na partida da segunda rodada da Copa Intertoto, contra o ND Gorica, que terminou em 1 x 1. Fez sua estreia no Campeonato Búlgaro contra o Botev Plovdiv, com uma vitória por 1 x 0 fora de casa, em 10 de agosto. Marcou seu primeiro gol no campeonato búlgaro em 21 de setembro de 2008 contra o Litex Lovech, em um empate por 2 x 2. Durante sua primeira temporada, ele marcou 10 gols em 27 jogos da liga búlgara.
Michel Platini começou a temporada seguinte pelo Chernomorets Burgas, marcando três gols em quatro jogos do campeonato.
Em 31 de agosto de 2009, o CSKA Sofia o contratou por três anos, mantendo-o no clube até 30 de junho de 2012. Platini marcou seu primeiro gol oficial pelo CSKA Sofia na primeira partida da fase de grupos da Liga Europa da UEFA contra o Fulham, da Inglaterra, em 17 de setembro de 2009, que terminou em um empate de 1 x 1.
Em 25 de maio de 2010, Michel Platini conquistou a Copa da Bulgária com o CSKA Sofia.
Em 13 de fevereiro de 2012, Michel Platini juntou-se ao Dinamo Bucareșt, da Romênia. Ironicamente, ele havia jogado contra esse clube como jogador do CSKA Sofia, em um amistoso tenso apenas uma semana antes, sendo expulso. No entanto, ele fez apenas oito aparições, lutando para se firmar no elenco.
Em 12 de julho de 2012 ele retornou ao CSKA Sofia. Terminou a temporada com 16 jogos e 8 gols marcados.

Em 28 de julho de 2013, o CSKA anunciou que havia chegado a um acordo com o rival pelo título e campeão búlgaro Ludogorets Razgrad para a transferência de Michel Platini. Em 30 de junho de 2013 ele foi oficialmente apresentado como novo reforço à imprensa no centro de treinamento do clube. Após algum tempo no Ludogorets Razgrad, Platini geralmente era reserva e, posteriormente, foi dispensado pelo clube.
Após ser dispensado pelo Ludogorets Razgrad, Michel Platini assinou contrato com o Slavia Sofia e fez 8 jogos, marcando 3 gols. Mais tarde, durante a pausa de inverno, foi dispensado pelo Slavia Sofia e retornou ao Brasil.
Em seu recomeço no futebol brasiliense defendeu as seguintes equipes: 2015 e 2016 - Campeonato Brasiliense e Copa Verde, no Brasília, e 2017 - Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, Copa do Brasil e Copa Verde no Ceilândia e Segunda Divisão do DF no Bolamense.
Em 2018, viveu um capítulo marcante e vitorioso de sua carreira.
Com 35 anos, Michel Platini quase parou de jogar em 2017, após ser campeão da Segunda Divisão do Campeonato Brasiliense pelo Bolamense.
Porém, em 2018, o convite do Sobradinho fez o atacante deixar a aposentadoria de lado.
As dores no joelho já tinham decretado a aposentadoria de Michel Platini do futebol. Mas a amizade de 14 anos com Victor Santana - formaram a dupla de ataque do Gama no vice-campeonato da Série C do Campeonato Brasileiro de 2004 - e com Reinaldo Gueldini - treinador do Gama na época - fizeram com que o até então ex-jogador mudasse de ideia e aceitasse o convite da dupla, técnico e coordenador de futebol do Sobradinho, respectivamente, para voltar a jogar e ser um dos protagonistas na histórica campanha do Sobradinho, novamente campeão do Campeonato Brasiliense depois de 31 temporadas.
Mesmo com as limitações físicas, Michel Platini marcou 11 gols em 15 jogos (média de 0,73 por partida) e foi o artilheiro do Campeonato Brasiliense.
O sucesso com a camisa do Sobradinho recolocou o nome de Michel Platini em evidência no cenário do futebol brasiliense. Essa brilhante campanha chamou tanta atenção que, logo após o término do estadual, o Brasiliense contratou Michel Platini para a disputa da Série D daquele mesmo ano. Ainda jogaria o Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2018 pelo Taguatinga.
Passou o ano de 2019 no Brasiliense, quando disputou o Campeonato Brasiliense, a Copa Verde e o Campeonato Brasileiro da Série D.

Em 2020 foi campeão da Copa Verde com o Brasiliense e depois passou para o Gama, onde disputou o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da Série D.
No ano seguinte, 2021, mais uma passagem pelo Brasiliense, tendo participado do Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão (campeão estadual) e o Campeonato Brasileiro da Série D.
Em 2022, disputou o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão pelo Paranoá (marcando cinco gols em oito jogos) e o da Segunda pelo Samambaia (campeão dessa competição, marcando quatro gols em cinco jogos).
Seu último ano no futebol brasiliense foi em 2023, quando disputou nove jogos (com um gol) do Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, defendendo o Gama.
Pouco antes de completar 40 anos, Michel Platini disputou seu último jogo como profissional. Foi em 18 de março de 2023, no estádio JK, no empate em 0 x 0 entre Capital e Gama, pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão. O Gama formou com Ravel, Tiago Santana, Emerson e Júlio César; Bruno Ribeiro (Estevão), Assuério (Lucas Duarte), Gabriel Braga (Paolo) e Michel Platini; Welton, Serginho e Vitor Xavier (Gui Nascimento). Técnico: Vilson Tadei.






OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Bira de Oliveira


Francisco Ubiraci Rodrigues de Oliveira, mais conhecido por Bira de Oliveira, nasceu em Jaguaretama, Ceará, no dia 8 de setembro de 1964.
Saiu de Jaguaretama em 1971, com destino ao Estado do Paraná, acompanhando seu pai, que ia trabalhar numa fazenda, na cidade de Ivaiporã, onde ficou até 1976.
Em 1976 sua família foi morar no Gama. No mesmo ano, mudaram para Planaltina.
Seu primeiro time de futebol no DF foi o Planalto, time amador de Planaltina, cujo treinador era o João Batista.
Seu começo no futebol do DF foi em 1981, na posição de goleiro, pelo time de juniores do Tiradentes. No ano seguinte, sagrou-se campeão brasiliense dessa categoria, seu único título como jogador. Ele era reserva do Capucho, que depois viria a brilhar em vários times do DF.
Depois que saiu do Tiradentes, passou por Sobradinho, em 1983 e, por último, em 1986, pelo Planaltina.
No Planaltina, em 1986, é o sexto da esquerda
para a direita, em pé
Interrompeu sua carreira de goleiro depois de sofrer uma lesão muito séria em 1986.
Foi, então, convidado por José Olinto Ferreira, o Zé do Norte, para treinar as categorias de base do Planaltina. Aproveitou para fazer o Curso de Treinador de Futebol na Faculdade Alvorada.
Sua estreia como treinador foi no dia 24 de julho de 1988, no estádio Adonir Guimarães. Naquele dia, o Planaltina (time que ele treinava) foi derrotado pelo Brasília, por 3 x 0.
No Planaltina, levou o clube às finais do campeonato brasiliense de 1993, contra o Gama. Ficou no Planaltina por muitos anos. Depois do Planaltina, foi treinador do Taguatinga (1º semestre de 1999), Comercial, do Núcleo Bandeirante (na Segunda Divisão do DF, no 2º semestre de 1999), Planaltinense (na Segunda Divisão do DF de 2001), Sobradinho (2002), Ceilandense, Gama (2006), Luziânia, Guará, Planaltina-GO e Legião (2013/2014). Também foi treinador de vários times do futebol amador de Planaltina, com destaque para o Londrina.
Entre seus títulos, o do Troféu “Mané Garrincha” em 1992; Campeão brasiliense de 1997, pelo Gama; Vice-campeão da Segunda Divisão do DF em 1999, treinando o Comercial, do Núcleo Bandeirante; e, por último, um torneio internacional no México, em 2013.
Em 1989, levou o Planaltina ao seu primeiro título de campeão brasiliense de juniores.

Comemorando o título no México
Mas, o que mais o envaidece foi ter sido responsável por mais de 500 jogadores terem se profissionalizado, com destaque para o ex-zagueiro Lúcio, Dimba (que passou por vários clubes do DF e do Brasil), Sandro (ex-Internacional, de Porto Alegre, e Tottenham Hotspur, da Inglaterra) e Renaldo (que também passou por vários clubes do Brasil e do exterior).
Depois que foi levado para o profissional, parou de trabalhar com escolinhas de futebol, onde treinava jovens de 7 a 17 anos, por acreditar ser a escola e as práticas esportivas os melhores caminhos para o jovem se projetar socialmente.

Em 2008 lhe foi concedido o título de Cidadão Honorário de Brasília.






segunda-feira, 7 de setembro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Raspinha


Quando iniciamos as nossas pesquisas sobre o futebol brasiliense, em 1999, uma das primeiras pessoas que procuramos foi justamente o Raspinha, que nos recebeu em sua casa, na Vila Planalto, para contar um pouco de sua história no futebol do DF, tanto como goleiro, quanto como massagista. Além disso, nos emprestou, para digitalização, várias fotografias antigas.

Antônio Serafim Filho, o Raspinha, nasceu em Uberaba (MG), no dia 7 de setembro de 1930.
Sempre como goleiro, iniciou sua carreira no futebol em Cravinhos, interior de São Paulo, onde fez uma longa peregrinação, depois defendendo a A. A. Francana, A. D. Araraquara, Sertãozinho e Santa Rosa.
Transferiu-se para o Paraná e defendeu o Nacional, de Rolândia, o C. R. E. Apucaranense, de Apucarana, e o E. C. Comercial, de Cornélio Procópio.
Voltou ao seu estado natal e defendeu o Paraisense, de São Sebastião do Paraíso.

Planalto
Em Goiás, jogou no Goianésia, Ceres e Goiânia.
Em Brasília, assinou contrato em 15 de setembro de 1960, com o Planalto. Disputou o campeonato brasiliense nos anos de 1960 a 1962.
De forma oficial, estreou com a camisa número 1 do Planalto no dia 25 de setembro de 1960, na vitória de 3 x 2 sobre o Defelê. A formação do Planalto foi a seguinte: Raspinha, Ventura e Ferreira; Japonês, Edson e Nilo; Ferrete, Negrinho, Ruy, Pedrinho e Rhodes.
Foi convocado para a primeira seleção de futebol de Brasília, que disputou o amistoso no dia 16 de abril de 1961, contra a seleção de Goiás. Apesar de ser convocado, não participou do jogo que terminou com vitória goiana por 1 x 0.
Poucos dias depois, 21 de abril de 1961, novamente foi convocado para o jogo contra o Santos (derrota de 4 x 0), e permaneceu no banco de reservas.

Primeira seleção do DF
No ano de 1963, disputou poucos jogos pelo Rabello no campeonato brasiliense.
Depois jogou seguidamente por Pederneiras (1964) e Guanabara (1965).
Sua última participação como jogador foi no dia 29 de novembro de 1970, quando seu clube, a S. E. Serveng Civilsan, empatou com o Grêmio em 0 x 0. Nessa ocasião, substituiu o ponteiro Procópio, para ir jogar no gol, pois o goleiro titular da equipe, Maracanã, foi expulso. A Serveng-Civilsan atuou com Maracanã, Nazo, Triste, Didi e Wilson; Azulinho e Nenê; Procópio (Raspinha), Arnaldo, Invasão e Da Silva (Manoelzinho). Técnico: Hector Gritta.
No mesmo ano de 1970, iniciou a carreira de massagista. Trabalhou no Defelê, Ceub, Demabra (Bandeirante), Gama, de 1977 a 1979, Taguatinga (onde foi campeão brasiliense), Brasília, Guará, onde foi vice-campeão e treinador de goleiro por muito tempo, e Sobradinho.
Além do futebol, esteve por 19 anos na AABB, Tiradentes, Minas Brasília Tênis Clube e Assefe.
Faleceu no dia 2 de junho de 2018, aos 87 anos.





domingo, 6 de setembro de 2026

FORMAÇÕES: os Melhores do Ano de 1973


Em pé, da esquerda para a direita: Wilson (Relações Exteriores), Dedinho (Atlético, de Brazlândia), Toinho de Laíza (Luziânia), Grossi (Relações Exteriores), Aloísio (Ceub) e Branco (Luziânia).
Agachados, na mesma ordem: Humberto (Relações Exteriores), Baiê (Luziânia), Pirombá (Atlético, de Brazlândia), Hermes Carneiro (Luziânia) e Pedro Léo (Ceub).

Numa cerimônia simples realizada em dezembro de 1973, pela sua Editoria de Esportes, o Jornal de Brasília promoveu a entrega dos troféus às personalidades que mais se destacaram durante o ano de 1973 no futebol brasiliense.
Ao craque do ano, jogador mais disciplinado, melhor técnico, melhor árbitro, dirigente do ano e melhor diretor da Federação Metropolitana de Futebol foram entregues troféus. Posteriormente foi divulgada a Seleção do Ano.
A escolha feita pela equipe da Editoria de Esportes do Jornal de Brasília ficou sendo a seguinte:
Craque do ano: Pedro Léo, meia-armador do CEUB;
Jogador mais disciplinado: Edgar, zagueiro do Atlético, de Brazlândia;
Melhor técnico: Didi de Carvalho, do CEUB;
Melhor árbitro: Jorge Aloise;
Dirigente do ano: Wilson Antônio de Andrade, da F. M. F.;
Melhor dirigente da F. M. F.: José Rodrigues Junior.
A Seleção do Ano ficou assim constituída:
Wilson (Relações Exteriores), Dedinho (Atlético), Grossi (Relações Exteriores), Aloísio (CEUB) e Branco (Luziânia); Marquinhos (Luziânia) e Pedro Léo (CEUB); Humberto (Relações Exteriores), Baiê (Luziânia), Pirombá (Atlético) e Hermes (Luziânia).

sábado, 5 de setembro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Manoelzinho


Manoel Esperidião Pereira, o Manoelzinho, nasceu em Caraúbas, na Paraíba, no dia 5 de setembro de 1938.
Começou a jogar bola no infantil do Santa Cruz/PE. Nessa época os três maiores clubes de Pernambuco (Náutico, Santa Cruz e Sport) mantinham a categoria "Dente de Leite" e quando esses jogadores iam crescendo e ganhando experiência em Maceió, Campina Grande e Natal, os times de Recife pediam pelas suas voltas.
Quase sempre na reserva, Manoelzinho jogou nos dois grandes clubes de Campina Grande, o Campinense e o Treze, de 1956 a 1959. No Campinense, foi vice-campeão em 1957 e campeão em 1958 da Liga Campinense de Futebol. Nessa época, o Treze era o único clube profissional de Campina Grande e o Campinense ainda atuava no amadorismo.
Seu primeiro clube em Brasília foi o Nacional, por onde disputou os campeonatos brasilienses (ainda amadores) nos anos de 1961 e 1962.
Em 1963 passou para o Defelê, onde permaneceria até 1967. Pelo Defelê disputou a Taça Brasil de 1963, primeira participação de um clube do DF em uma competição nacional.
Em 1967 se transferiu para o Flamengo, de Taguatinga.
Depois teve rápida passagem pelo Cruzeiro do Sul, em 1968, e nesse mesmo ano voltou para o Defelê, onde sagrou-se campeão brasiliense profissional.
Fez parte do Projeto “Seleção Permanente do Distrito Federal”, sendo por duas vezes convocado para amistosos realizados pelo selecionado brasiliense.
Começou o ano de 1970 como jogador do CSU-Clube dos Servidores da UnB e, em 10 de maio de 1970 fez sua estreia na equipe do Serveng Civilsan, que se sagraria vice-campeã do DF neste ano. Na decisão do campeonato, contra o Grêmio Brasiliense, no primeiro jogo marcou um dos gols do Civilsan na goleada de 6 x 2. Foi expulso no segundo e ficou de fora do terceiro. Marcou quatro gols no campeonato.
Continuou no Civilsan em 1971 e em duas ocasiões foi convocado para amistosos disputados pela Seleção do DF. Em 19 de agosto de 1972 estreou na ponta-direita do Piloto Atlético Clube, em disputa do Campeonato Brasiliense desse ano.
Tentou a carreira de treinador depois que parou com o futebol, primeiramente no Grêmio Esportivo Brasiliense, em 1978, depois no Sobradinho, em 1982, e neste mesmo clube em 2002.
Por vinte anos foi Presidente da AGAP (Associação de Garantia ao Atleta Profissional do Distrito Federal). Foi à frente da AGAP que Manoelzinho promoveu a última partida de Garrincha, no dia 25 de dezembro de 1982, um jogo-exibição no Estádio “Adonir Guimarães”, em Planaltina, entre o time amador local do Londrina e uma Seleção da AGAP-DF. Garrincha jogou o pelo Londrina, permanecendo em campo por 60 minutos. Menos de um mês depois, no dia 20 de janeiro de 1983, Garrincha faleceu.
Em julho de 2002, tomou posse a nova diretoria do Sobradinho, para o biênio 2002/2003, tendo como presidente Manoelzinho, que já havia dirigido o clube em outras temporadas.
Em 2003, o Sobradinho pretendia esquecer o desempenho ruim do ano anterior. Para isso, Manoelzinho resolveu apostar na montagem de um time barato, com muitos juniores e jogadores recém-profissionalizados. A maior parte dos jogadores (oito) eram do time amador do Santo Antônio, de Sobradinho, que venceu a Copa Peladão no segundo semestre de 2002. Para dirigir o time, foi convidado Alécio Gomes, que havia treinado o Planaltina na Segunda Divisão do DF e estava em Palmas (TO).
Na terceira rodada do campeonato, no dia 26 de janeiro de 2003, aconteceu o histórico massacre de 10 x 1 do CFZ sobre o Sobradinho, resultado que provocou a demissão de Alécio Gomes.
Menos de um mês depois, no dia 12 de fevereiro, na goleada interrompida por 4 x 0 para o Gama, o presidente do Sobradinho comandou a simulação de contusão de três jogadores (Estevão, Betinho e Paulo César). O jogo no Bezerrão acabou aos 17 minutos do segundo tempo, quando o Gama vencia por 4 x 0. Os três jogadores foram absolvidos, mas Manoelzinho foi suspenso em definitivo do futebol.
Em 1992, foi homenageado pela Federação Metropolitana de Futebol com o Troféu “Mané Garrincha” pelos serviços prestados ao futebol do DF.
Foi presidente do Sindicado dos Atletas Profissionais do Distrito Federal.

Colaboração: Júlio César Gomes de Oliveira, pesquisador do futebol paraibano.


Na ponta-direita do Civilsan




sexta-feira, 4 de setembro de 2026

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Christovam Ferreira


Christovam Ferreira Costa Filho, por muitos chamado de Cristóvão, nasceu em Nilópolis (RJ), no dia 4 de setembro de 1955.
Começou sua carreira de jogador nas categorias de base do Flamengo, do Rio de Janeiro.
Atuou como zagueiro e como médio-volante.
Em 1974, com 19 anos, estava no futebol de Santa Catarina, defendendo o Palmeiras, de Blumenau (SC). Depois, em 1976, jogou no Esporte Clube Recreativo Palmitos, de Palmitos (SC). No segundo semestre de 1976, ingressou no Grêmio Atlético Farroupilha, de Pelotas (RS).
Em 1978 voltou ao futebol catarinense, contratado pelo Juventus, de Rio do Sul (SC).
Depois de uma curta passagem pelo Maranhão Atlético Clube, de São Luís (MA), em 1980, chegou ao Sobradinho Esporte Clube, de Sobradinho (DF), em 1981.
Sua estreia no alvinegro serrano aconteceu em 1º de fevereiro de 1981, em jogo válido pelo Torneio Seletivo do DF (*), com derrota para o Tiradentes, por 2 x 1.
O Sobradinho formou com Jaidan, Hani, Roberto, Cristóvão e Serginho; Renê, Roberto Carioca e Arnaldo; Moraes, Luizinho e Silvinho.
(*) Antes do início do Campeonato Brasileiro da Terceira Divisão (Taça de Bronze) começar, foram realizados Torneios Seletivos nos Estados com a finalidade de apontar seus representantes nessa competição.
Participaram quatro equipes: Ceilândia, Sobradinho, Taguatinga e Tiradentes. Das seis partidas que o Sobradinho disputou, perdeu cinco e empatou uma, ficando na última colocação e, portanto, fora do Campeonato Brasileiro.
Logo depois, o Sobradinho disputou o Torneio Centro-Oeste, promovido pela Federação Metropolitana de Futebol (DF) e Federação Goiana de Desportos (GO), com clubes do DF, Goiânia e Anápolis. Novamente o Sobradinho foi mal.
Veio o Campeonato Brasiliense, no qual Christovam disputou oito jogos pelo Sobradinho. Sua estreia foi no dia 21 de junho de 1981, no CAVE, com derrota para o Guará, por 1 x 0. Assim atuou o Sobradinho: Lúcio, Joãozinho (Ismael), Gaúcho, Toninho Lopes e Serginho; Christovam, Belini e Maurinho (Brito); Renê, Mingo e Marcos Roberto. Técnico: Otaziano Ferreira da Silva. O Sobradinho foi sexto e último colocado do campeonato.
O último jogo de Christovam no Sobradinho foi em 27 de setembro de 1981, tendo sofrido uma goleada para o Gama, por 4 x 0, no Bezerrão.
Em 1982, Christovam passou a participar do Projeto "Craque do Futuro", do Tiradentes, de Brasília. Foram criados cinco núcleos em diferentes locais do Distrito Federal, visando a formação de novos jogadores. Cada um desses Núcleos (Planaltina, Sobradinho, Taguatinga, Plano Piloto e Gama) formou sua equipe e o Tiradentes teve cerca de 125 atletas inscritos na Federação Metropolitana de Futebol. Quando a partida era disputada numa determinada cidade, era o núcleo daquele local que atuava pelo clube. E foi assim que logo no primeiro ano do projeto, o Tiradentes se sagrou campeão brasiliense da categoria de juniores.
Christovam foi o responsável pelo Núcleo de Sobradinho, que era patrocinado pela Colméia.
Ainda no ano de 1982, mês de outubro, Christovam passou a fazer parte da Comissão Técnica da Seleção de Juniores do Distrito Federal que disputaria a fase classificatória do Campeonato Brasileiro da categoria em Goiânia (GO), de 14 a 19 de dezembro de 1982. Perdeu para São Paulo, venceu o Mato Grosso e empatou com Goiás, não passando para a Fase Final. O treinador era Airton Nogueira e Christovam o Supervisor.
Em 1983 tornou-se dirigente da União Recreativa Serrano, agremiação que participa somente do futebol amador na cidade de Sobradinho. Juntamente com Manoel Sena, Christovam começou a dar maior importância às divisões inferiores da agremiação e iniciou uma escolinha dentro do clube, na faixa etária de 14 a 19 anos.
Os frutos não demoraram a surgir e Christovam Ferreira, juntamente com outro diretor do Serrano, Benevides Lopes, passaram a agenciar as carreiras dos jogadores mais promissores que surgiam no futebol de Sobradinho, viajando para o Rio de Janeiro e levando-os para serem colocados nas divisões de base dos clubes do Rio de Janeiro.
Ficou nesse processo até o início de 1986, quando surgiu o convite para ser treinador do Planaltina. No 1º turno o clube foi comandado por Alécio Gomes Vieira e, a partir de seu primeiro jogo no 2º turno, em 26 de março de 1986, por Christovam Ferreira. Ironicamente, estreou com derrota para o Sobradinho, por 1 x 0, no Augustinho Lima.
O Planaltina realizou uma sequência de bons resultados (empate com Brasília, Gama e Guará, e vitórias sobre Tiradentes e Taguatinga), mas não conseguiu a vaga para as semifinais do 2º turno (1º de um grupo x 1º do outro). Essa recuperação fez com que o Planaltina terminasse o campeonato em 6º lugar (na frente de Gama e Guará).
A partir de 15 de fevereiro de 1987 tornou-se técnico do Sobradinho no Campeonato Brasiliense, em substituição a Déo de Carvalho. O Sobradinho terminou o turno em 4º lugar.
Christovam comandou a equipe até 3 de maio de 1987, sendo substituído por José Antônio Furtado Leal, mas ficou em 3º lugar, fora da decisão do 2º turno.
Voltou a trabalhar com as categorias de base, sendo convidado a ser o técnico da Seleção Brasiliense de Juniores. Curiosidade: o preparador físico dessa seleção era Weber Magalhães, que depois viria a ser presidente da Federação Brasiliense de Futebol.
O ano de 1988 foi bastante agitado para Christovam Ferreira.
Primeiramente, foi um dos quatro treinadores que comandaram o Tiradentes, que acabaria se tornando campeão brasiliense de 1988.
Depois assumiu o Planaltina. Faltando três jogos para o final do segundo turno, Christovam Ferreira se demitiu, deixando o clube sem a menor chance de se classificar para o quadrangular final. A falta de estrutura e profissionalismo foram as causas apontadas por Christovam para deixar o Planaltina. Salários atrasados, carência de jogadores e os resultados ruins se somaram para provocar a saída do técnico.
Em janeiro de 1989 Christovam passou a ser treinador do Ceilândia. O Ceilândia resolveu colocar em prática um antigo projeto no clube, de aproveitar apenas jogadores vindos das categorias de base, amadores da cidade e um pequeno número de profissionais.
Após a derrota de 1 x 0 para o Guará, tornou-se o primeiro técnico a cair nessa temporada. Sem vencer nenhuma das quatro partidas que disputou, Christovam deixou o clube.
Ainda em 1989 foi treinador do Sobradinho no Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão.
Retornou ao Planaltina em janeiro de 1990. No começo de março, mesmo antes do jogo contra o Gama, avisou que sairia do clube, mais uma vez desgastado pela falta de apoio, tendo apenas treze jogadores profissionais à sua disposição.
Depois disso, Christovam comandou vários times fora de Brasília e do exterior, para onde foi treinar equipes do futebol árabe e vietnamita.
Dirigiu o Marcílio Dias, de Itajaí (SC), em duas oportunidades: 1996 (no 2º turno da Copa Santa Catarina) e 1998 (os três jogos iniciais do Campeonato Catarinense.
Em março de 2001 voltou a ser técnico do Sobradinho, em substituição a Eustáquio Souza. Esteve à frente do clube em nove jogos pelo Campeonato Brasiliense.
Os dois últimos trabalhos que encontramos de Christovam, ambos como Auxiliar Técnico, em 2008 no CENE, de Campo Grande (MS) e em 2009, no São José, de São José dos Campos (SP).

Colaboração:
Adalberto Klüser
Gustavo Gomes
Izan Müller
João Batista Lopes da Silva.



quarta-feira, 2 de setembro de 2026

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Luís Carlos Carioca


Luís Carlos dos Santos Souza, o Luís Carlos Carioca, nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 2 de setembro de 1963.
Mudou-se para Brasília (DF) aos 10 anos de idade.
Em 1976, o pai de Luís Carlos, militar, retornou ao Rio de Janeiro para participar de um curso. Então com 13 anos, Luís Carlos aproveitou para treinar nas categorias de base da Portuguesa, da Ilha do Governador.
Dois anos depois, Luís Carlos e família retornaram a Brasília, mas a Portuguesa não liberou Luís Carlos, obrigando-o a cumprir estágio (período que um jogador precisava cumprir ao mudar de clube, que era dono do passe do atleta por tempo indeterminado).
Sem poder jogar futebol, Luís Carlos passou a dedicar-se ao atletismo no Centro Interescolar de Educação Física (CIEF), que reunia o que havia de melhor na teoria e na prática do esporte. Um dos professores era Luiz Alberto de Oliveira, que treinava, entre outros, o futuro campeão olímpico Joaquim Cruz.
Nos XII Jogos Escolares Brasileiros de 1981, em Belém (PA), Luís Carlos ganhou a medalha de ouro na prova de revezamento 4 x 400 m, quando teve o privilégio de integrar a equipe em que corria Joaquim Cruz, que, em 1984, viria a se tornar campeão olímpico dos 800 metros, na Olimpíada de Los Angeles (EUA).

Um ano antes, na 4ª edição da Gymnasiade (Jogos Mundiais Escolares), em Turim (Itália), realizada entre os dias 6 e 7 de junho de 1980, em outra formação do 4 x 400m, mas sem Joaquim Cruz, Luís Carlos integrou a equipe brasileira que ganhou a medalha de bronze.
Quando ainda frequentava a pista de atletismo do CIEF, Luís Carlos e a “molecada do atletismo” disputavam uma pelada de futebol contra o time do Unidade Vizinhança. Quando o Professor Mingo o viu jogado, correndo pela ponta esquerda e driblando seus adversários, ficou encantado e disse que o seu esporte era o futebol e não o atletismo.
O Professor Mingo se encarregou de encaminhá-lo no novo esporte, acionando amigos em Campinas e conseguindo um teste nas categorias de base do Guarani. Dividiu alojamento com os futuros craques do Guarani, dentre eles Neto.

Na ponta-esquerda do Guarani, ao lado de Neto, na Copinha de 1982

Por mais que tenha agradado nos testes e permanecido no clube por mais um bom tempo, a saudade da família fez com que Luís Carlos retornasse a Brasília. Ao final da temporada no Guarani, Luís Carlos veio jogar no Taguatinga, aqui conquistando o Campeonato Brasiliense de 1983. Nesse ano, foi escolhido o ponta-esquerda da Seleção do Ano, enquete realizada pelo Jornal de Brasília.
Em seguida, foi para o Comercial, de Ribeirão Preto (SP) - 1983 e 1984 e dali seguiram-se transferências ao longo da carreira, que durou até os 31 anos. Jogou no América, do Rio de Janeiro - 1985 e 1986, no Atlético Goianense - 1986 a 1988, no Goiás - 1989, na Portuguesa de Desportos - 1990, no Ceará - 1991, Novo Horizontino (SP) - 1993, Sport Recife (PE) - 1993 e Ferroviária, de Araraquara (SP) - 1994. Seu último time foi o Sãocarlense, quando se machucou e viu que era hora de parar. Aposentou-se dos gramados em 1995, aos 31 anos.

Sãocarlense

Em seguida formou-se nos cursos de Educação Física e História. Na UPIS, tradicional universidade de Brasília, onde ele estudou História, dirigiu o time de futebol universitário, formado por estudantes, que integravam uma seleção que conquistou o bicampeonato brasileiro universitário.
Depois passou pelo Cruzeiro, na Segunda Divisão do DF, em 2011, Bolamense (DF) em 2012 e CFZ em 2013, até chegar ao Brasília, onde, inicialmente, comandou o sub-20, assumindo o time profissional em 2014, onde conquistou um feito marcante: o título da Copa Verde de 2014. Desde então, tornou-se um dos técnicos mais requisitados do Distrito Federal e trabalhou seguidamente no Brasiliense (2016 e 2017), Luziânia em 2017 e 2019, Real Brasília (2017 e 2022), Paranoá (2018 e 2023), Capital (2020), Brasília (2022 e 2023) e Samambaia (2024 e 2025).
Em 24 de fevereiro de 2025, Luís Carlos foi anunciado como treinador da equipe principal do Gama e quebrou um longo jejum de títulos do clube, sagrando-se bicampeão do Campeonato Brasiliense (2025 e 2026). Recentemente ele coroou o seu excelente trabalho ao conquistar o acesso da equipe para a Série C do Campeonato Brasileiro de 2027.


Entre os melhores de 1983, o primeiro à esquerda

No Sport Recife





terça-feira, 1 de setembro de 2026

FORMAÇÕES: Brasília - 1977



Uma das formações do Brasília no ano de 1977.
Da esquerda para a direita: ???, Déo, Edvaldo, Luís Carlos, Jonas Foca, Fernandinho, Uel e Airton Nogueira (técnico).
Agachados, na mesma ordem: Anísio (massagista), Julinho, Moreirinha, Nei, Ernâni Banana e Bira.


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

FORMAÇÕES: Brasília (juniores) - 1980



Uma das formações do Brasília, campeão brasiliense de juniores de 1980.
De pé, da esquerda para a direita: Ercy Rosa (técnico), Klayton, Nena, Odair, Lázaro, Sousa e Miluir Macedo.
Agachados, na mesma ordem: Santos, Kleber, Wando, Melquíades, Mardone e Zé Maurício.



domingo, 30 de agosto de 2026

FORMAÇÕES: Defelê - 1968



Uma das formações utilizadas pelo Defelê no Campeonato Brasiliense de 1968, competição que acabou se tornando campeão.
De pé, da esquerda para a direita: Rosalvo Azevedo (dirigente), Wilson Godinho, Helinho, Alaor Capella, Décio, Sir Peres, Paulista e Ulisses (massagista).
Agachados, na mesma ordem: Sabarazinho, Invasão, Fernandinho, Walter e Zé Grillo.


sábado, 29 de agosto de 2026

HÁ 50 ANOS NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: inauguração parcial do Serejão - 1976



Localizado na cidade de Taguatinga e com o nome oficial de “Elmo Serejo Farias” (homenagem ao governador do Distrito Federal no período de 1974 a 1979), o estádio Serejão teve sua inauguração parcial no dia 29 de agosto de 1976, quando o Taguatinga venceu o Vila Nova, de Goiânia (GO), por 1 x 0, gol olímpico de Dinarte, aos 42 minutos do segundo tempo.
O Taguatinga ganhou a Taça “Justo Magalhães”.

TAGUATINGA 1 x 0 VILA NOVA (GO)
Data: 29 de agosto de 1976
Local: Serejão
Árbitro: Adélio Nogueira
Gol: Dinarte, 87
TAGUATINGA: Carlos José, Aldair, Edair, Mauro (Dão) e Mundinho (Chico); Nelson Martins, Elmo e Maurício; Bira (Zé Vieira), Rui e Dinarte. Técnico: Dida.
VILA NOVA: Sanches, Toninho, Daniel, Jorge Fernandes e Cândido; Naves (Paulo César) e Armando; Fernandinho (Luiz Alves), Iran (Russo), Luiz Márcio (Sérgio Luiz) e Canhoto. Técnico: João Francisco.


sexta-feira, 28 de agosto de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: vitória do Guará sobre a seleção carioca do Departamento Autônomo - 1960


Na tarde de 28 de agosto de 1960, o Clube de Regatas Guará venceu a Seleção do Departamento Autônomo (*) da Federação Metropolitana de Futebol (Rio de Janeiro), por 2 x 1, em jogo movimentado que agradou ao público presente ao Estádio Israel Pinheiro.
(*) Em 1941, a Federação Metropolitana de Futebol se viu na contingência de agrupar num só departamento os clubes amadores do Rio de Janeiro. Anteriormente se agrupavam na Federação Atlética Suburbana, que funcionou de 1936 a 1942. Entre 1943 e 1948, eles participavam das segunda e terceira categorias da Federação Metropolitana de Futebol. Em 1949 foram agrupados no Departamento Autônomo. A partir da fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, o D.A. foi renomeado para Departamento de Futebol Amador da Capital, e desde 2009, para Campeonato Amador da Capital.
Nos primeiros quarenta e cinco minutos de jogo, a seleção carioca apresentou um futebol melhor do que a equipe brasiliense.

O Guará, com Sabará e Maia armando as ações, tendo o vento desfavorável, não conseguiu completar com êxito as jogadas.
Por sua vez, a equipe carioca, jogando mais a base de deslocamentos de seus atacantes e confiando o trabalho de meio campo a Lulu e Jaci, trabalhou mais à vontade. O seu ataque criou situações delicadas para a meta de Laerte, concluídas sem atingir o objetivo.
O primeiro tempo apresentou lances eletrizantes, tendo sido desperdiçado um pênalti, mal cobrado por Maia.
No segundo tempo, logo aos três minutos, o zagueiro central Tostão cometeu falta em Paulinho. Jaci bateu magistralmente, colocando a bola no canto esquerdo de Laerte, assinalando o primeiro gol carioca.
Esse gol fez crescer os pupilos de Juvenal e o que se viu foi a melhoria de produção do quadro do Guará, com Sabará e Maia coordenando bem melhor as ações no meio do campo. Aos 13 minutos, após driblar seguidamente o médio Osmário, Sabará atirou de fora da área, marcando o gol de empate e o mais bonito da tarde.
Severo, após receber excelente passe de Maia, marcou o gol da vitória brasiliense aos 18 minutos da etapa complementar.
Tostão e Paulinho foram expulsos.
As equipes formaram assim:
GUARÁ: Laerte, Pedrinho (Camilo) e Tostão; Sabará, Bimba e Clemente; Tanga (Carlinhos), Severo, Maia, Fernandinho (Paulo Reis) e Luisinho. Técnico: Juvenal.
SELEÇÃO DO DEPARTAMENTO AUTÔNOMO: Albino (Waldir), Alemão e Jomery; Lulu, Osmário e Bilaco; Neném, Guina, Paulinho, Jaci e Baduca (Zezinho).
O árbitro da partida foi José Pereira Junior, do Rio de Janeiro.

No mesmo dia foram disputados quatro jogos amistosos: Consispa 5 x 3 Alvorada, Rabello 3 x 1 Planalto, Nacional 2 x 1 Pederneiras e Grêmio 1 x 1 Edilson Mota.



quinta-feira, 27 de agosto de 2026

FORMAÇÕES: CEUB - 1975



Formação do CEUB que enfrentou o Santa Cruz, de Recife (PE), no dia 1º de outubro de 1975, no antigo Presidente Médici (hoje Mané Garrincha), em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. O jogo terminou empatado em 0 x 0.
De pé, da esquerda para a direita: Nenê, Alencar, Cláudio Oliveira, Emerson, Adalberto Souza e Paulo Victor.
Agachados, na mesma ordem: Junior Brasília, Péricles, Fio Maravilha, Marco Antônio e Moreira.


quarta-feira, 26 de agosto de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: 26 de agosto de 1965


Neste dia aconteceu eleição da nova diretoria do Central Clube Nacional, assim constituída:
Presidente - Américo Stival
Vice-Presidente - Vicente Valadares da Silva
1º Secretário - Francisco Fabiano Portela
2º Secretário - Olavo Silveira Medeiros
1º Tesoureiro - Antônio Marques da Silva e
2º Tesoureiro - Saudio Peixoto.

Foram entregues os diplomas conferidos pelo Curso Nacional para Árbitros de Futebol, realizado no Rio de Janeiro, em março de 1965, na sede da Confederação Brasileira de Desportos - CBD aos seguintes elementos vinculados a Federação Desportiva de Brasília:
Carlos Alberto Andrade
Eduino Edmundo Lima
Gésio Lopes da Silva
Idélcio Gomes Almeida
Jorge Cardoso
José Francisco de Souza
Milton da Silva Freitas e
Pedro Celestino Machado.

Jackson Augusto Roedel e Edilson Braga foram nomeados representantes do Clube de Regatas Guará junto a Federação Desportiva de Brasília.

Aconteceu a transferência do jogador Tarcílio Natal da Silva (Cid) da Federação Mineira de Futebol para a Federação Desportiva de Brasília, onde passaria a defender o Colombo.




terça-feira, 25 de agosto de 2026

OS CLUBES DO DF: Piloto Atlético Clube



O Piloto Atlético Clube foi fundado em 25 de agosto de 1967, após reunião realizada na sala nº 703, no 7º andar do Edifício Seguradoras – IRB, da qual participaram 27 pessoas.
Sua primeira diretoria foi assim formada: Presidente – Carlos Adalberto Estuqui; Vice-Presidente – Idílio Lóss; Secretário – Renato Antônio Maia; Vice-Secretário – José Eduardo Perdigão da Cunha; Tesoureiro – Lacir Evander Coutinho; Vice-Tesoureiro – Márcio Cyrne de Macedo; Diretor de Esportes – Sirineu Lasmar de Melo; Diretor Social – Dirceu Ramos da Silva; Diretor de Patrimônio – Martiniano Alves Coelho; Diretor Técnico – Alício Santos. Suplentes da Diretoria – Carmelito Cardoso da Silva, Luiz Araújo de Souza, José Gonçalves Ribeiro Filho, Hilton Ladislau de Moura e José Paulino da Silva.
Depois de efetivarem a composição do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, foram definidas que as cores cinza e branca seriam as oficiais do clube, a figurarem em bandeiras, flâmulas, uniformes e em todos os papéis do clube.
Embora fundado na vigência do profissionalismo, só disputou campeonatos amadores. Filiou-se à Federação Desportiva de Brasília em 1969, quando tomou parte do campeonato daquele ano.
Seu começo foi animador. Em sua primeira participação oficial, no dia 20 de abril de 1969, no Estádio Pelezão, com arbitragem de Silvio Fernandes, venceu o Atlas por 7 x 0. Magno (2), Melinho (2), Lula, Orlando e Paulo Roberto (contra) marcaram os gols do Piloto.
Aplicou outra goleada no dia 26 de abril, desta vez sobre o Alvorada, por 4 x 0. Empatou em 0 x 0 com o Serviço Gráfico em 4 de maio, venceu o Unidos de Sobradinho por 2 x 1 (11.05) e conheceu sua primeira derrota em 18 de maio, diante do Rabello (3 x 2). No total, no primeiro turno, foram 10 jogos. Ficou em quinto lugar no Grupo A, o que lhe deu o direito de passar para a Fase Final, que reuniria doze clubes (os seis primeiros colocados de cada grupo).
Também começou bem a Fase Final, com vitórias sobre dois fortes times de Taguatinga: 3 x 2 no Flamengo e 1 x 0 no Brasília. Depois disso, perdeu mais do que ganhou e ficou com a oitava colocação. Foram onze jogos, com cinco vitórias, um empate e cinco derrotas. Marcou 14 gols e sofreu 19.
Defenderam o Piloto os goleiros Moacir e Marcinho; os zagueiros Orlando, Moacir II, Walmar, Délio, Japão, Afonsinho, Maruim e Jackson e os atacantes Sabino, Melinho, Tote, Baixinho, Lula, Irineu, Borales, Alemão, Magno e Sinval.
Foi muito mal nas duas competições oficiais que disputou em 1970. Na primeira, o Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira”, com oito equipes participando, ficou com a sétima colocação. Nos sete jogos que disputou, venceu apenas um, empatou dois e perdeu quatro. Foram oito gols a favor e treze contra.
Também não foi nada bem no campeonato oficial de 1970, disputado por dez equipes, quando chegou na oitava colocação, não se classificando para disputar a Fase Final (somente os seis primeiros colocados a disputaram). Com apenas duas vitórias e três empates nos seus 9 jogos, somou sete pontos. Seu artilheiro foi Paulinho, com cinco gols.
Como curiosidade, registramos que o primeiro jogo na Loteria Esportiva envolvendo clubes de Brasília aconteceu no Concurso Teste nº 16, com jogos nos dias 19 e 20 de setembro de 1970. Neste jogo, o Piloto perdeu para o Planalto, por 2 x 1. Coluna 2!
Em 1971, quase chegou ao fundo do poço. Novamente foi muito mal no Torneio Governador do Distrito Federal, chegando ao ponto máximo de ser penalizado com a perda de pontos em alguns jogos por não estar em dia com os “cofres” da Federação Desportiva de Brasília. Ficou com a nona posição, na frente apenas de Coenge e CSU, que desistiram do campeonato antes do seu término.
Seu último jogo aconteceu em 9 de maio de 1971, com vitória de 2 x 1 sobre o Gaminha, pelo Torneio Candango, no campo da Cultural Mariana, no Gama, com arbitragem de Amauri de Barros. Itamar e Zé Grilo marcaram para o Piloto e Chiquinho para o Gaminha.
Três dias depois (12 de maio de 1971), o Piloto encaminhou ofício a Federação Desportiva de Brasília solicitando dispensa da participação nos três últimos jogos do Torneio Candango. Apesar de ter a solicitação indeferida, ainda assim não compareceu aos jogos.
A situação ficou tão crítica que nem se inscreveu para participar do campeonato de 1971.
Retornou em 1972, quando tentou montar um bom time com as contratações de jogadores veteranos, como o goleiro Matil e o ponteiro Manoelzinho (ambos ex-Civilsan), e jovens promessas, como Péricles de Carvalho (ex-Defelê).
Chegou na quarta colocação, com a seguinte campanha: 12 jogos, 4 vitórias, 4 empates e 4 derrotas. Marcou 13 gols e sofreu 16. Totalizou 12 pontos ganhos. Sete equipes participaram desse campeonato, vencido pela A. A. Serviço Gráfico. Péricles foi o artilheiro do time com 4 gols.
Como consolo, ganhou a Taça Disciplina, com 11 pontos negativos.
Defenderam o Piloto em 1972 os seguintes jogadores:
Goleiros: Bonomo, Toninho, Matil, Waldemar e Ernani; Defensores: Célio, Walter, Junior, Quarenta, Lima, Amaury e Piau; Atacantes: Manoelzinho, Paiva, Sabará, Heitor, Paulinho, Valdecy, Tião, Péricles, Zé Grilo e Zequinha. O treinador era Didi de Carvalho.
Quando se esperava por um equilíbrio, isso não aconteceu. Em 1973, chegou a se inscrever no campeonato, mas depois desistiu, antes do seu início (em 25 de agosto de 1973).
Desfiliou-se neste mesmo ano, segundo algumas fontes após perder o apoio da TCB – Transportes Coletivos de Brasília, empresa estatal de transportes do Governo do Distrito Federal.