sábado, 4 de julho de 2026

OS CLUBES DO DF NA COPA BRASIL CENTRAL – 1967 – 2º Turno




2º TURNO

ATLÉTICO GOIANIENSE 1 x 0 COLOMBO
Data: 28 de maio de 1967
Local: Antônio Accioly, Goiânia (GO)
Árbitro: José Matos Sobrinho
Gol: Sílvio, 60
ATLÉTICO GOIANIENSE: Manoelzinho, Alemão, Jair Silvério, Djalma e Edno; Machado e Adalberto; Zuíno, Gonçalo, Jurandir e Lico.
COLOMBO: Sílvio, Paulista, Juci, Sir Peres e Oliveira; Bolinha e Zezé; Gilson, Tião, Santos e Crispim.

COLOMBO 1 x 3 IPIRANGA
Data: 1º de junho de 1967
Local: Estádio de Brasília (DF)
Árbitro: José Muniz Brandão
Renda: NCr$ 186,00
Gols: Gilson, 5; Luizinho, 8; Carlinhos, 46 e Adilson, 58
COLOMBO: Sílvio (Pelé), Paulista, Juci, Edson (Ivan) e Oliveira; Índio e Zezé; Gilson, Santos, Tião (Bolinha) e Baiano (Crispim).
IPIRANGA: Chicão, Ronaldo, Orlando, Zé França e Pelé; Adilson e Luizinho; Patinho, Lucindo, Carlinhos e Paulinho (Formiga).

DEFELÊ 1 x 5 GOIÂNIA
Data: 4 de junho de 1967
Local: Ciro Machado do Espírito Santo, Brasília (DF)
Árbitro: José Pereira Sobrinho
Renda: NCr$ 560,00
Gols: Chico, 3; Valdeir, 30 e 36; Reinaldo (pênalti), 57; Tuíra, 79 e Pelé, 89
DEFELÊ: Tonho, Boni, Lima, Farneze e Wilson Godinho; Quincas e Reinaldo; Santos, Invasão, Elmano e Sabará (Djalma).
GOIÂNIA: Agildo, Gesmar, Manduca, Lincoln e Osmar; Chico e Zé Carlos; Pelé, Tuíra, Valdeir e Silvinho.

IPIRANGA 2 x 1 DEFELÊ
Data: 7 de junho de 1967
Local: Jonas Duarte, Anápolis (GO)
Árbitro: Rubem Pacheco.
Gols: Carlinhos, 5; Djalma, 37 e Carlinhos, 49
IPIRANGA: Carlos Alberto, Pelé, Orlando, Zé França e Dino; Adilson e Luizinho; Patinho, Lucindo, Carlinhos e Formiga.
DEFELÊ: Tonho, Boni, Lima, Farneze e Wilson Godinho; Quincas e Santos; Djalma, Invasão, Reinaldo e Sabará.

COLOMBO 1 x 2 ANAPOLINA
Data: 8 de junho de 1967
Local: Estádio de Brasília (DF)
Árbitro: José Pereira Sobrinho
Gols: Alexandre, 30; Gilson, 43 e Hélio, 86
COLOMBO: Silvio, Paulista, Juci, Edson e Oliveira; Índio e Bolinha; Gilson, Tião (Vicente), Paulinho e Crispim.
ANAPOLINA: Cruz, Milton, Adamastor, Carlos Roberto e Brandão; Roberto e Bira; Alexandre, Helder, Teles e Hélio.

GOIÂNIA 6 x 1 COLOMBO
Data: 11 de junho de 1967
Local: Antônio Accioly, Goiânia (GO)
Árbitro: José Pereira Sobrinho
Expulsão: Tuíra, do Goiânia
Gols: Tuíra, 17 e 19; Zé Carlos, 21; Valdeir, 34; Bolinha, 45+2; Tuíra, 48 e Silvinho, 57
GOIÂNIA: Agildo, Gesmar, Manduca, Lincoln e Osmar; Chico e Zé Carlos; Pelé, Tuíra, Valdeir e Silvinho.
COLOMBO: Sílvio (Chicão), Paulista, Juci, Sir Peres e Edson; Bolinha e Sabará; Gilson, Santos, Baiano e Crispim.

DEFELÊ 1 x 1 ANAPOLINA
Data: 14 de junho de 1967
Local: Estádio de Brasília (DF)
Árbitro: José Pereira Sobrinho
Renda: NCr$ 126,00
Gols: Décio, 18 e Brandão, 84
DEFELÊ: Tonho, Boni, Lima, Farneze e Wilson Godinho (Juarez); Quincas e Sabará; Santos, Djalma, Décio e Mozart (Sérgio).
ANAPOLINA: Ildimar, Olímpio, Adamastor, Carlos Roberto e Brandão; Roberto e Bira; Helder, Hélio (Alexandre), Teles e Dadá.

COLOMBO 2 x 2 DEFELÊ
Data: 20 de junho de 1967
Local: Estádio de Brasília (DF)
Árbitro: Rubem Pacheco
Renda: NCr$ 20,00
Gols: 1º tempo - Invasão e Batista para o Defelê e Bolinha para o Colombo; 2º tempo - Bolinha para o Colombo
COLOMBO: Sílvio, Tião (Baiano), Paulista, Edson e Oliveira; Índio e Bolinha; Gilson, Santos, Vicente e Crispim.
DEFELÊ: Zezinho (Neniomar), Boni, Zé Maria, Farneze e Wilson Godinho; Quincas e Sabará; Santos, Pepe (Batista), Invasão e Mozart.

ATLÉTICO GOIANIENSE 3 x 1 DEFELÊ
Data: 28 de junho de 1967
Local: Antônio Accioly, Goiânia (GO)
Árbitro: Gilberto Nahas.
Renda: NCr$ 807,00
Gols: Zuíno, 57; Djalma, 63; Zuíno, 75 e Machado, 82
ATLÉTICO GOIANIENSE: Ronaldo, Alemão, Jair Silvério, Didi e Luiz Carlos; Machado e Adalberto; Zuíno, Hozaná (Aloísio), Jurandir e Lico.
DEFELÊ: Tonho, Lima, Décio, Boni e Wilson Godinho; Quincas e Sabará; Santos, Invasão (Batista), Djalma e Ely.


CLASSIFICAÇÃO FINAL

 

CF

CLUBES

J

V

E

D

GF

GC

SG

PG

GOIÂNIA

10

6

4

0

27

11

16

16

ATLÉTICO

10

5

4

1

26

19

7

14

IPIRANGA

10

4

5

1

17

13

4

13

ANAPOLINA

10

3

3

4

15

17

-2

9

DEFELÊ

10

1

5

4

12

21

-9

7

COLOMBO

10

0

1

9

9

25

-16

1

 

Compilação de dados: José Ricardo Almeida (DF) e Ocimar Ziley Vidal (GO).

 


sexta-feira, 3 de julho de 2026

OS CLUBES DO DF NA COPA BRASIL CENTRAL – 1967 – 1º Turno




Participaram:
Atlético Goianiense e Goiânia, de Goiânia (GO);
Anapolina e Ipiranga, de Anápolis (GO) e
Colombo e Defelê, de Brasília (DF)

1º TURNO

DEFELÊ 3 x 3 ATLÉTICO GOIANIENSE
Data: 30 de abril de 1967
Local: Estádio de Brasília (DF)
Árbitro: Antônio Guilherme
Renda: NCr$ 570,00
Gols: Invasão, 4; Jair, 17; Invasão, 41; Fernando, 72; Gonçalo, 78 e Invasão, 82
DEFELÊ: Tonho, Pedrinho, Lima, Farneze e Wilson Godinho; Quincas e Reinaldo; Santos, Invasão, Djalma e Mauro Lúcio (Boni). Técnico:
ATLÉTICO GOIANIENSE: Ronaldo, Machado, Jair Silvério, Robson e Alemão; Adalberto e Paulo César (Gonçalo); Lico, Jair, Fernando e Edno. Técnico:

IPIRANGA 2 x 1 COLOMBO
Data: 30 de abril de 1967
Local: Jonas Duarte, Anápolis (GO)
Árbitro: Sylvio Fernandes
Renda: NCr$ 800,00
Gols: Carlinhos, 13; Zezé, 43 e Adilson, 57
IPIRANGA: Chicão, Pelé, Ronaldo, Chuchuca e Dino; Adilson e Goiano; Lucindo, Carlinhos, Luizinho e Formiga (Café).
COLOMBO: Sílvio, Vonges, Juci, Sir Peres e Oliveira; Bolinha e Tôco; Gilson, Santos, Zezé e Crispim.

COLOMBO 1 x 3 GOIÂNIA
Data: 7 de maio de 1967
Local: Estádio de Brasília (DF)
Árbitro: José Muniz Brandão
Renda: NCr$ 685,00
Gols: Raul, 4; Crispim, 18; Pelé, 43 e Chico, 76
COLOMBO: Sílvio, Natal, Juci, Sir Peres e Ivan; Bolinha e Tôco (Índio); Gilson, Santos, Paulinho (Zezé) e Crispim.
GOIÂNIA: Agildo, Gesmar, Manduca, Lincoln e Osmar; Chico e Zé Carlos; Danilo, Valdeir, Raul (Pelé) e Júlio (Silvinho).

ANAPOLINA 1 x 1 DEFELÊ
Data: 7 de maio de 1967
Local: Jonas Duarte, Anápolis (GO)
Árbitro: Gilberto Nahas
Renda: NCr$ 727,50
Gols: Djalma, 7 e Teles, 12
ANAPOLINA: Morais, Olímpio, Carlos Roberto, Delém e Brandão; Bira e Baiano, Helder, Hélio, Teles e Dadá.
DEFELÊ: Tonho, Pedrinho, Lima, Farneze e Wilson Godinho; Quincas e Sabará; Santos, Djalma, Invasão e Mauro (Reinaldo).

DEFELÊ 1 x 0 COLOMBO
Data: 11 de maio de 1967
Local: Estádio de Brasília (DF)
Árbitro: José Mattos Sobrinho
Renda: NCr$ 300,00
Gol: Djalma, 89
DEFELÊ: Tonho, Juarez, Lima, Farneze e Wilson Godinho; Quincas e Sabará; Santos, Invasão, Djalma e Mauro Lúcio (Mozart).
COLOMBO: Sílvio, Ivan, Juci, Sir Peres e Oliveira; Bolinha e Tôco; Gilson, Paulinho, Crispim e Ribamar.

COLOMBO 2 x 3 ATLÉTICO GOIANIENSE
Data: 14 de maio de 1967
Local: Estádio de Brasília (DF)
Árbitro: José Muniz Brandão
Renda: NCr$ 338,00
Gols: Jair Silvério, 5; Jair, 12; Crispim, 16; Adalberto, 55 e Paulinho, 77
COLOMBO: Osório (Pelé), Edson, Juci, Sir Peres e Oliveira; Bolinha (Índio) e Zezé; Gilson, Santos, Paulinho e Crispim.
ATLÉTICO GOIANIENSE: Manoelzinho, Edno, Jair Silvério, Djalma e Alemão; Machado e Adalberto; Aloísio, Gonçalo, Jair e Lico.

GOIÂNIA 3 x 0 DEFELÊ
Data: 14 de maio de 1967
Local: Antônio Accioly, Goiânia (GO)
Árbitro: José Mattos Sobrinho.
DEFELÊ: Tonho, Pedrinho, Lima, Farneze e Wilson; Quincas e Sabará (Solon); Santos, Invasão, Djalma e Mauro Lúcio (Mozart).
Gols: Silvio 41, Valdeir 58 e Valdeir 78
GOIÂNIA: Agildo, Gesmar, Manduca, Lincoln e Osmar; Chico e Zé Carlos; Julinho (Raul), Edson, Valdeir e Silvio.
DEFELÊ: Tonho, Juarez, Lima, Farneze e Wilson Godinho; Quincas e Sabará (Solon); Santos, Invasão, Djalma e Mauro Lúcio (Mozart).

DEFELÊ 1 x 1 IPIRANGA
Data: 17 de maio de 1967
Local: Estádio de Brasília (DF)
Árbitro: José Muniz Brandão
Renda: NCr$ 226,00
Gols: Invasão, 60 e Carlinhos, 89
DEFELÊ: Tonho, Juarez, Lima, Farneze e Wilson Godinho; Quincas e Sabará; Santos, Invasão, Djalma e Mozart (Solon).
IPIRANGA: Chicão, Pelé, Orlando, Zé França (Arnaldo) e Dino; Adilson e Luizinho; Patinho, Lucindo (Zezão), Carlinhos e Formiga.

ANAPOLINA 2 x 0 COLOMBO
Data: 18 de maio de 1967
Local: Jonas Duarte, Anápolis (GO)
Árbitro: Sylvio Carvalho.
Expulsão: Olímpio, da Anapolina
Gols: Hélder, 35 e Hélio, 82
ANAPOLINA: Fernando, Milton, Olímpio, Carlos Roberto e Brandão; Parodi (Baiano) e Bira; Hélder, Teles, Hélio e Dadá. Técnico: Celso Campos.
COLOMBO: Pelé, Natal, Juci, Sir Peres e Oliveira; Bolinha e Edson; Gilson, Santos, Índio e Crispim.

Compilação de Dados: José Ricardo Almeida (DF) e Ocimar Ziley Vidal (GO).




quinta-feira, 2 de julho de 2026

OS CLUBES DO DF: Taguatinga Esporte Clube - 2ª parte


No começo de 1984, o Taguatinga perdeu Fantato para a Ferroviária, de Araraquara, e Péricles para o Guarani, de Campinas.
Logo a seguir, em fevereiro de 1984, disputou a Fase Regional do Torneio Seletivo que apontaria o representante do DF na Taça CBF, juntamente com Ceilândia, Gama, Guará, Sobradinho, Tiradentes e Vasco da Gama. Perdeu a final para o Tiradentes, por 2 x 0.
Já com Péricles de volta, pelo segundo ano consecutivo voltou a somar o maior número de pontos ganhos no campeonato brasiliense de 1984: 50, mas ficou na terceira colocação atrás do campeão Brasília (que teve 41) e do vice-campeão Sobradinho, com 42. Na Fase Final, que reuniu os vencedores dos turnos, mesmo com um ponto de bonificação a mais que os adversários, não conseguiu vencer o campeonato, após perder para o Brasília e empatar com o Sobradinho. Ainda perdeu a partida extra para o Sobradinho, que apontou o segundo colocado do campeonato.
No dia 7 de outubro de 1984, o Taguatinga venceu o Ceilândia por 1 x 0 e conquistou pela primeira vez o campeonato brasiliense da categoria de juniores. Treinado pelos técnicos Ercy e Edair Rosa, os jogadores utilizados pelo Taguatinga foram: Elvis, Marcial (Bil), Adilson (Edson), João Carlos e Visoto (Moreira); Werley (Cirilo), Marcelo e Da Silva (Alceumar); Aguinaldo (Paulo Henrique), Mituca e Wilton (Carlos Antônio) (Ricardo).

Juniores - 1985
Em 1985, mais uma vez, o Taguatinga foi o clube que mais somou pontos no campeonato brasiliense: 38, um a mais que o campeão Sobradinho, para quem perdeu a final do campeonato, após dois jogos. Venceu o primeiro e terceiro turnos (perdendo o segundo para o Sobradinho). Na decisão do campeonato, jogando por dois empates, empatou o primeiro (1 x 1), mas perdeu o segundo (2 x 0) no Serejão, com os dois gols marcados nos dez últimos minutos do jogo, deixando escapar um título que parecia certo. Treinado por Mozair Barbosa, o Taguatinga montou uma grande equipe, que tinha como principais destaques o meia Marquinhos e o artilheiro Joãozinho. A equipe que jogou a decisão do campeonato foi assim formada: Adriano, Junior, Kidão, Rafael e Visoto (Zinha); Boni, Som (Serginho Carioca) e Marquinhos (Dorival); Sena, Joãozinho e Vicente (Aguinaldo).
Na categoria de juniores, conquistou o bicampeonato brasiliense de forma invicta, revelando para o time de profissionais os jogadores Visoto, Bilzão, Da Silva e Marcelo.

Juniores - 1986
O Taguatinga começou o ano de 1986 vencendo o “Torneio Início” realizado no Estádio Mané Garrincha, no dia 26 de janeiro de 1986. No terceiro jogo do dia, venceu o Tiradentes por 1 x 0, gol de Ahlá, contra. Depois, passou pelo Gama, com nova vitória de 1 x 0, gol de Joãozinho. Na decisão, contra o Brasília, após empate no tempo normal de jogo, venceu por 5 x 4 na cobrança de pênaltis.
Uma semana depois teve início o campeonato brasiliense, no qual, mais uma vez, o Taguatinga foi vice-campeão, novamente superado pelo Sobradinho na final. Chegou a vencer o segundo turno, superando o Brasília após dois jogos, e decidiu o campeonato com o Sobradinho, ganhador do primeiro. Desta vez o beneficiado com dois empates era o Sobradinho. Aconteceu empate (2 x 2) no primeiro jogo e vitória (1 x 0) do Sobradinho no segundo. Joãozinho, do Taguatinga, foi o artilheiro do campeonato, com 17 gols.
A partir de 6 de setembro de 1986 o Taguatinga passou a disputar o Torneio Paralelo, competição nacional disputada por 36 clubes, que foram divididos em 4 grupos, cada um com 9 equipes, e na qual apenas o primeiro colocado de cada grupo classificava-se para a Segunda Fase da Taça de Ouro (Primeira Divisão). O Taguatinga, integrou o Grupo F, juntamente com Americano (RJ), Catuense (BA), Central (PE), Confiança (SE), CRB (AL), Desportiva (ES), Fluminense (BA) e Goytacaz (RJ). Terminou em 7º lugar, à frente somente de Fluminense e Confiança.
O Taguatinga chegou ao tricampeonato brasiliense de juniores em 1986.
Em 1987, pelo terceiro ano consecutivo, o Taguatinga ficou com o vice-campeonato no campeonato brasiliense. Não foi bem no primeiro turno, venceu o segundo e chegou na segunda colocação no terceiro turno. Sem contar mais com os gols do artilheiro Joãozinho, mas tendo o campeão mundial Nilton Santos como treinador, o Taguatinga foi para a Fase Final juntamente com Brasília e Guará para decidirem o campeonato em jogos de ida e volta. Começou empatando com o Brasília (1 x 1) e vencendo o Guará (2 x 0) nos jogos do 1º turno da Fase Final. Ao empatar com o Guará (1 x 1), chegou aos mesmos cinco pontos ganhos do Brasília, com quem iria disputar o último e decisivo jogo. Formando com Elvis, Pedrinho, Bilzão, Zinha e Roosevelt; Bilzinho, Da Silva e Marquinhos Carioca (Dorival); Aguinaldo, Genivaldo (Neomar) e Marcelo Freitas, o Taguatinga perdeu a decisão por 2 x 1.
No Campeonato Brasiliense de 1988, mesmo ficando com a terceira colocação na classificação final, o Taguatinga voltou a ser o clube com o maior número de pontos: 38, contra 37 do campeão Tiradentes e 32 do vice-campeão Guará, ambos com um jogo a mais. Venceu o 1º turno sem conhecer derrotas nos 14 jogos que disputou e chegou em quarto lugar no segundo. Nas semifinais, foi derrotado pelo Guará (1 x 0) e ficou de fora da decisão.
O Taguatinga foi um dos 43 clubes que disputaram o Campeonato Brasileiro da Série C (Divisão de Acesso de 1988). Na Primeira Fase, o clube fez parte do Grupo 5, juntamente com Anápolis (GO), Mixto (MT) e do brasiliense Tiradentes. Jogaram dentro dos grupos em ida e volta. Os dois melhores de cada chave passaram para a 2ª fase. O Taguatinga ficou em 3º lugar, à frente do Mixto.
Na categoria de juniores, o Taguatinga ficou com o vice-campeonato, perdendo a final para o Brasília. Os dois principais artilheiros do campeonato foram do Taguatinga: Mandala e Júlio César, ambos com 12 gols.

1989
O Taguatinga voltaria a ser campeão do DF no ano de 1989, com o técnico Canhoto tornando a dirigir a equipe. Ficou de fora da decisão do 1º turno, venceu o segundo e também não chegou à decisão do terceiro. O quadrangular final reuniu, além dos três vencedores de turno (Guará, Taguatinga e Ceilândia, campeões do 1º, 2º e 3º turnos, respectivamente), o Sobradinho, qualificado como o clube que obteve o maior número de pontos ganhos somados os três turnos. Jogaram em turno e returno, entre si. A última rodada reservou o jogo entre Sobradinho e Taguatinga, ambos sem derrota na fase final, o primeiro líder com oito pontos ganhos, o segundo com um ponto a menos. Um gol de Joãozinho, aos 28 minutos do 1º tempo, deu ao Taguatinga mais um título de campeão brasiliense. Nessa partida, a equipe formou com Roberto Costa, Bilzão, Paulão, Adilson e Visoto; Gilvan, Da Silva e Humberto (Chicão); Marcelo Freitas, Joãozinho e Marco Antônio. O técnico, como já dissemos, foi Canhoto.
O Campeonato Brasileiro da Série B de 1989 contou com a presença de 96 clubes. Na Primeira Fase, foram agrupados em dezesseis chaves de seis equipes cada. Jogaram dentro dos grupos em turno e returno. Classificaram-se os dois primeiros colocados de cada chave. Na Primeira Fase os clubes do Distrito Federal, Ceilândia, Sobradinho e Taguatinga, fizeram parte do Grupo B, juntamente com os clubes do Estado de Goiás: Anapolina, Atlético Goianiense e Vila Nova. Ao ficar em segundo lugar, o Ceilândia passou para a Segunda Fase. O Taguatinga foi o terceiro, com os mesmos pontos do Ceilândia, perdendo a vaga no critério “maior número de vitórias” e o Sobradinho o quinto.
O Taguatinga ficou com a segunda colocação no Campeonato Brasiliense de 1990, cujo campeão, o Gama, venceu os dois turnos disputados.
Logo depois, no dia 22 de junho de 1990, fez sua estreia na Copa do Brasil, vencendo o Vitória, de Salvador (BA), por 1 x 0, gol de Edmilson. O jogo foi disputado no Serejão e o Taguatinga formou com Déo, Chiquinho, Paulão, Zinha e Pacheco; Dorival, Da Silva, Edmilson e Rogerinho (Luiz Carlos); Tuta (Gomes) e Joãozinho. Cinco dias depois, o Taguatinga eliminaria o rubro-negro baiano, voltando a vencê-lo por 1 x 0, gol de Tuta, no segundo jogo disputado no estádio de Camaçari, na Bahia.
Foi eliminado da competição pelo Flamengo, do Rio de Janeiro, após perder o primeiro jogo (2 x 0) no estádio da Gávea, no Rio de Janeiro, e empatar (1 x 1) no Serejão. O técnico do Taguatinga foi Mozair Barbosa.
De 1991 a 1993, o Taguatinga dominou amplamente o campeonato brasiliense, chegando ao tricampeonato.

1991
No campeonato de 1991, repetiu o feito do Gama no ano anterior, vencendo os dois turnos, não dando chances aos seus sete adversários, após realizar campanha irrepreensível: nos 32 jogos que disputou, perdeu apenas dois. Totalizou 48 pontos, onze a mais que o segundo colocado, o Guará.
Na decisão do 2º turno, diante do Ceilândia, a equipe formou com Cláudio, Bilzão, Zinha, Paulão e César; Marquinhos (Paulo Lima), Pacheco e Dorival (Júlio César); Tuta (Raildo), Serginho e Carlinhos (artilheiro da equipe, com 10 gols). O técnico foi Adelmar Carvalho Cabral, o Déo.
Ainda em 1991, o Taguatinga disputou o Campeonato Brasileiro da Série B, competição que contou com a participação de 64 clubes. Na Primeira Fase foram agrupados em 8 grupos de 8 equipes cada. Jogaram dentro dos grupos em turno e returno. Classificaram-se os dois primeiros colocados de cada chave. Os participantes do Grupo 5 foram Taguatinga e Gama, do DF, Anapolina, Atlético Goianiense, Goiânia e Vila Nova, de Goiás, Novorizontino e Guarani, de São Paulo. Gama e Taguatinga não se classificaram para a Segunda Fase.

1992
No Campeonato Brasiliense de 1992 o domínio do Taguatinga foi ainda maior do que o de 1991. Voltou a vencer os dois turnos disputados e, ao final deles, somou 50 pontos, quatorze a mais que o segundo colocado, o Tiradentes. Nos 32 jogos que disputou, o Taguatinga venceu 20 e voltou a perder apenas dois jogos. Marcou 62 gols e sofreu 24, com um saldo de 38 gols. Seu artilheiro, Joãozinho, bateu o recorde de maior número de gols marcados em uma edição do campeonato brasiliense, assinalando 26 tentos, marca nunca superada até os dias de hoje.
O Taguatinga foi o representante do Distrito Federal no Campeonato Brasileiro da Série B em 1992. O campeonato teve a participação de 32 clubes. Na Primeira Fase eles foram divididos em quatro grupos, cada um com oito equipes, que jogaram dentro dos seus grupos em turno e returno. Classificavam-se os quatro primeiros colocados de cada grupo para a Segunda Fase. O Taguatinga fez parte do Grupo II, juntamente com Americano (RJ), Anapolina (GO), Confiança (SE), Desportiva (ES), Itaperuna (RJ), Remo (PA) e Vitória (BA) e ficou na oitava e última colocação.
Tempos depois, o Taguatinga também foi o representante do DF na Copa do Brasil e voltou a fracassar, não passando da Primeira Fase, ao ser eliminado pelo Fortaleza, do Ceará.

1993
O tricampeonato veio em 1993, com muita mais dificuldade. Diferentemente dos dois anos anteriores, o Taguatinga foi muito mal no 1º turno, ficando com a sexta colocação entre os nove participantes. Conseguiu recuperar-se ao vencer o segundo, após dois empates na decisão contra o Gama, e o terceiro (mais curto que os demais), ainda assim perdendo dois jogos nos seis que disputou. Na decisão do campeonato, contra o Gama, venceu o primeiro jogo no Serejão por 1 x 0, gol de Marquinhos, e perdeu o segundo, no Bezerrão, também por 1 x 0. Na prorrogação de 30 minutos, Tuta e Rogerinho marcaram os gols que proporcionaram a vitória de 2 x 0 e o terceiro título brasiliense consecutivo ao Taguatinga.
Com o presidente do clube, Froylan Pinto como técnico, o Taguatinga teve nas duas partidas finais a seguinte formação: Nilton, Márcio Franco, Zinha, Gilson (Jânio) e Almir; Sílvio, Marquinhos Carioca (Paulo Lima) e Tuta; Niltinho (Palhinha) (Rogerinho), Joãozinho e Marquinhos.
Após o tricampeonato de 1993, o Taguatinga nunca mais foi o mesmo. Nos anos de 1994 e 1995 realizou péssimas campanhas, chegando na sexta e oitava colocações, respectivamente, em ambos os campeonatos com mais derrotas que vitórias.
O Taguatinga representou o futebol brasiliense na Copa do Brasil de 1994. Na primeira fase teve como adversário o Bahia, de Salvador (BA). Perdeu os dois jogos e foi eliminado.
O Taguatinga também foi o representante do Distrito Federal no Campeonato Brasileiro da Série C de 1994, que contou com a participação de 41 clubes na Primeira Fase, separados por onze grupos. Fez parte do Grupo 7, juntamente com Vila Nova e Atlético Goianiense, de Goiânia (GO) e o União Araguainense, de Araguaína (TO).
O Taguatinga ficou na segunda colocação e passou para a Segunda Fase, onde os 32 classificados foram agrupados em chaves de 2 clubes, com jogos eliminatórios, com os vencedores avançando. Em caso de igualdade de resultados, aconteceria disputa de pênaltis.
O Itumbiara, de Goiás, foi o adversário do Taguatinga, que se classificou após um empate fora e uma vitória em casa.
Na Terceira Fase os 16 classificados foram divididos em 8 chaves de 2 clubes, novamente com jogos em eliminatórias simples, com os vencedores avançando. Em caso de igualdade de resultados, disputa de pênaltis. O Taguatinga teve como adversário o Novorizontino, de São Paulo e, após dois jogos (derrota em casa e empate fora), foi eliminado da competição.
O jogo disputado no dia 9 de novembro de 1994, no estádio Jorge de Biasi, em Novo Horizonte (SP), foi o último da história do Taguatinga válido pelo Campeonato Brasileiro. Naquele dia, o Taguatinga empatou em 1 x 1 com o Novorizontino, formando com Tobias, Márcio Franco, Zinha, Marião e Márcio da Guia (Gilson); Sílvio, Marco Antônio (Jackson), Marquinhos e Vital; Joãozinho e Tuta. O técnico foi Froylan Pinto.
A decadência do Taguatinga foi evidenciada no ano de 1996, quando o clube chegou na 11ª posição no Campeonato Brasiliense, sendo, pela primeira vez em sua história, rebaixado para a Segunda Divisão do DF (quatorze clubes disputaram a competição e os seis últimos passariam a disputar o Torneio de Descenso, que apontaria os quatro clubes a serem rebaixados). Taguatinga e Ceilândia decidiram não participar da competição.
A situação do clube era tão grave que em 3 de junho de 1996 aconteceu pela primeira vez na história do futebol do DF o “impeachment” de um presidente de clube de futebol por irregularidades contábeis. Reunido nesse dia, o conselho deliberativo do Taguatinga Esporte Clube afastou o presidente Edmilton Gomes de Oliveira com base em auditoria feita pelo conselho fiscal na prestação de contas do período 1994/1995. Edmilton Gomes de Oliveira estava na presidência do Taguatinga desde dezembro de 1994, substituindo Froylan Pinto.
No ano seguinte, 1997, o Taguatinga retornou à Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense, ao ficar em segundo lugar no certame da Segunda, disputado por sete equipes.
Realizou uma boa campanha em sua volta à Primeira Divisão do DF, em 1998, ficando com a terceira colocação na classificação final. Participou da Fase Final do campeonato, que reuniu Gama, campeão do 1º Turno, Guará, campeão do 2º e Ceilandense e Taguatinga, por índice técnico. Gama e Guará entraram com dois pontos de bonificação por terem vencido um turno cada.
Em 1999 o Taguatinga amargou outro rebaixamento, ficando na lanterna (10º lugar) do campeonato, vencendo apenas dois dos dezoito jogos que disputou.
O último jogo da história do Taguatinga aconteceu no dia 6 de junho de 1999. Já rebaixado para a Segunda Divisão, empatou com o Brasília em 3 x 3, no estádio Augustinho Lima, em Sobradinho. Marcaram os gols do Taguatinga André, aos 38 minutos do 1º tempo e Jackson, duas vezes, aos 40 e 44 do segundo. Formou o Taguatinga com Capucho, Charles, Junior, Cuca e Fred; Bira, Marquinhos, André (Pit) e Dequinha; Jackson e Jairo (Amaral). O técnico foi Francisco Ubiraci de Oliveira, o Bira.
Logo depois, o Taguatinga desativaria seu departamento de futebol, principalmente após a saída do homem forte do clube, Froylan Pinto, e pelas más administrações que geraram enormes dívidas. Todo o clube foi fechado, as piscinas desativadas.

O RETORNO DO TAGUATINGA ESPORTE CLUBE

Apesar de constar como licenciado na Federação Brasiliense de Futebol, nunca mais se havia falado em previsão de volta do Taguatinga. Até que, no dia 3 de junho de 2015, durante o Conselho Arbitral para definir a tabela da Segunda Divisão do Campeonato Brasiliense de 2015, surgiu a notícia de um possível retorno do Taguatinga Esporte Clube depois de um longo tempo de inatividade em competições locais e nacionais. O Clube Atlético Bandeirante, através do seu presidente Edmilson Marçal, comunicou que iniciou o processo para a alteração em seu nome de fantasia. Sairia o Bandeirante para a entrada do Taguatinga. Edmilson Marçal confirmou durante o arbitral que o nome Bandeirante não existia mais judicialmente, mas sim o Clube Atlético Taguatinga.
Dias depois, a CBF, em conjunto com a Federação Brasiliense de Futebol, homologou a mudança do nome de Bandeirante para Taguatinga. Em um primeiro momento, a diretoria do clube revelou que o time iria se chamar Taguatinga Esporte Clube, mas teve seu nome registrado como Clube Atlético Taguatinga.
O Clube Atlético Taguatinga disputou os campeonatos brasilienses de 2015 (quando foi campeão da Segunda Divisão) e da Primeira Divisão de 2016 e 2017 (quando foi rebaixado para a Segunda Divisão após ser o último colocado).
No dia 25 de junho de 2018, o Clube Atlético Taguatinga confirmou em seu site oficial a fusão com o Taguatinga Esporte Clube e dando lugar a esse tradicional time no futebol profissional do Distrito Federal. O presidente da equipe rubro-negra, Edmilson Marçal, já havia declarado que estava em negociações adiantadas para trazer o Taguatinga Esporte Clube de volta.

A nota oficial dizia:
“Na manhã de hoje (25), a diretoria do Atlético Taguatinga e antiga diretoria do Taguatinga Esporte Clube celebraram e oficializaram a fusão histórica entre os dois clubes que promete reviver o orgulho e o futebol na cidade de Taguatinga. A partir de hoje, o Atlético Taguatinga sai de cena e o Taguatinga Esporte Clube está de volta. Sim, torcedor, após 19 anos, a Águia está de volta ao futebol profissional do Distrito Federal. A junção das duas agremiações une elementos tanto do Atlético Taguatinga quanto do Taguatinga Esporte Clube. O TEC traz a esta fusão suas cores, tradição, história e títulos. Já o Atlético, por sua vez, “empresta” sua diretoria, comandada por Edmilson Marçal e Abraão Hildo, além de sua estrutura financeira e física (Centro de Treinamentos, Site Oficial, Redes Sociais). O Taguatinga Esporte Clube está regularizado junto a CBF e a FFDF e irá entrar em campo já no ano de 2018 para disputar a segunda divisão do DF que começa em agosto. Nas próximas semanas, o TEC irá divulgar seu novo uniforme e conceito”.
Em seu primeiro jogo oficial depois de sua volta, no dia 11 de agosto de 2018, o Taguatinga goleou o CFZ, por 5 x 2.
Ficou em segundo lugar na competição e voltou para a Primeira Divisão. Na decisão do campeonato da Segunda Divisão empatou com o Capital em 1 x 1, mas perdeu o título nos pênaltis. A equipe que defendeu o Taguatinga foi a seguinte: Edmar Sucuri, Amaral, Badhuga, Índio e Gleissinho; Radamés, Thompson, Tarta e Maninho (Jean Felipe); Clécio (Marcos Douglas) e Kelvin (Shaolin). Técnico: Ricardo Antônio.
Foi muito mal em seu retorno, em 2019, e quase caiu para a Segunda Divisão. Ficou em 10º lugar entre os 12 clubes que disputaram o campeonato (caíam os dois últimos).
Melhorou sensivelmente em 2020, quando ficou na quinta colocação. Em 2021, foi sétimo, em 2022 o oitavo e em 2023, o nono e penúltimo colocado, sendo rebaixado para a Segunda Divisão de 2024 (em 2023 dez clubes disputaram o campeonato e dois caíam).
Em 2024 chegou na terceira colocação da Segunda Divisão, portanto, sem conseguir uma das duas vagas para a Primeira.
Embora tenha tido um ano atípico com ausência nas competições profissionais em 2025, o clube manteve sua filiação regularizada. O clube segue em plena atividade nas categorias de base, disputando o Campeonato Brasiliense Sub-20. Após seis rodadas, o Taguatinga está em sétimo lugar no Grupo A (apenas os quatro primeiros de cada grupo passam para a Segunda Fase). Em seu último compromisso, no dia 28 de junho, sofreu uma tremenda goleada para o Capital: 9 x 1.
Como ainda não se tem definição do início do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2026, ainda não é possível afirmar se o Taguatinga vai voltar a disputar essa competição.