quinta-feira, 19 de março de 2026

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: Renaldo


Renaldo Lopes da Cruz nasceu em Cotegipe (BA), no dia 19 de março de 1970.

No Guará
Renaldo começou nas categorias de base do Clube de Regatas Guará, do DF. Com Renaldo marcando decisivos gols, o Guará conquistou pela primeira vez o campeonato brasiliense de juniores de 1990.
Em janeiro de 1991, o Guará foi o representante do futebol brasiliense na Copa São Paulo de Juniores. O Guará não realizou uma boa campanha, mas foi a primeira oportunidade que Renaldo teve para mostrar que tinha futuro como atacante.
Logo depois, mais precisamente no dia 4 de maio de 1991, Renaldo fez sua estreia na equipe titular do Guará, no CAVE, no empate em 1 x 1 com o Ceilândia. O primeiro gol entre os profissionais aconteceria uma semana depois, no Mané Garrincha, na vitória de 2 x 1 sobre o Taguatinga.
Ao todo foram 27 jogos com a camisa do Guará, tendo marcado cinco gols.
Também em 1991, Renaldo foi convocado para defender o DF no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, promovido pela CBF, mas que não teve encerramento.
Para coroar seu brilhante ano, em dezembro de 1991, a Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos (ABCD) premiou com troféus e medalhas os três atletas que mais se destacaram ao longo da temporada de 1991, em 42 modalidades esportivas. No futebol os três indicados foram Renaldo, do Guará, e Dorival e Carlinhos, do Taguatinga. Renaldo foi o vencedor.

Antes de ser encerrado o ano de 1991, o dirigente José Carlos Farinhaki, do Atlético Paranaense, que tinha vislumbrado em Renaldo um grande talento, o levou para jogar no rubro-negro paranaense. Apesar de ir bem nos treinos, Renaldo não tinha chance no time de cima. O técnico Geraldo Damasceno não o colocava entre os titulares.
Como muitas vezes acontece, os diretores insistiam para que o técnico pelo menos relacionasse o jovem atacante para o banco de reservas para os jogos do Atlético Paranaense no Campeonato Brasileiro de 1992. Na quinta rodada, no dia 20 de fevereiro de 1992, o Atlético Paranaense levou um chocolate do Cruzeiro no Mineirão: 4 x 0. Renaldo estava no banco, mas não entrou. No jogo seguinte, no dia 23 de fevereiro, contra o Bahia, na Fonte Nova, ele estava no banco. Aos trinta minutos do segundo tempo, Geraldo Damasceno tirou João Carlos para a entrada de Renaldo. Logo em sua primeira jogada, Renaldo tabelou com Carlinhos e recebeu na área para escorar de cabeça e fazer o terceiro gol do time paranaense, o gol da vitória de 3 x 2. No jogo seguinte, dia 7 de março, contra o Goiás, no Pinheirão, o Atlético ganhou por 2 x 0 e Renaldo já estava no time titular. 
Renaldo começou a despontar no jogo do dia 14 de março, contra o Atlético Mineiro, no Mineirão. O Atlético Paranaense ganhou de 3 x 2, com dois gols de Renaldo. Naquele Brasileiro, Renaldo ainda marcaria nos empates no Pinheirão, contra o Sport Recife, e contra o Guarani. Ele começava a se destacar no Atlético Paranaense, terminando a competição como artilheiro da equipe, com cinco gols. 
Logo depois de encerrado o campeonato brasileiro, Renaldo foi com o Atlético Paranaense a uma excursão invicta à Europa. Encerrou o ano disputando o campeonato paranaense pelo Atlético.
Os dois gols marcados por Renaldo contra o Atlético Mineiro, porém, não foram esquecidos pelos dirigentes desse clube, que o levaram em 1993 para Belo Horizonte.

No Atlético Mineiro viveu sua melhor fase.
Fez sua estreia no dia 19 de agosto de 1993, na derrota para o Fluminense, por 2 x 0.
Atuou no Atlético Mineiro até 1996. Com boas atuações, conquistou as artilharias do Campeonato Mineiro de 1995 (quando também foi campeão estadual) e o Brasileiro de 1996, com 13 e 16 gols (ao lado de Paulo Nunes), respectivamente. Na sua primeira passagem pelo Atlético Mineiro, fez 159 jogos e marcou 74 gols.
A fase era tão boa que Renaldo foi convocado pelo técnico Zagalo para a Seleção Brasileira. E disputou pelo Brasil uma partida amistosa contra Camarões, no dia 13 de novembro de 1996, no Pinheirão, em Curitiba. O Brasil ganhou de 2 x 0, gols de Djalminha e Giovanni.

No La Coruña
Seu bom momento chamou a atenção do presidente do Deportivo La Coruña, da Espanha, Augusto César Lendoiro, admirador confesso do futebol brasileiro. Firmou então um contrato de quatro temporadas com o clube espanhol.
Quando Renaldo chegou ao La Coruña, para disputar a temporada 1996/1997, para ocupar a vaga do ídolo Bebeto, deu uma declaração que jamais deixaria de persegui-lo. Disse ele ao ser entrevistado: “Sou uma mescla de Ronaldo com Rivaldo”.
Não teve uma boa passagem pelo La Coruña. Sofreu com o falecimento de seus pais nos meses de fevereiro e março de 1997 e de um irmão, além da enfermidade de um filho, que permanecera gravemente doente no Brasil. As viagens ao Brasil por esses motivos tornaram-se uma constante e dificultaram sua adaptação às competições europeias.
Enfrentando todos esses problemas, ainda assim se esforçou para reduzir ao máximo suas ausências e colocar-se à disposição do treinador. 
Sua estreia, frente ao Barcelona, na 18ª rodada do Campeonato Espanhol, foi com derrota por 1 x 0 em casa. O primeiro dos cinco gols que faria pelo clube saiu na rodada 23 (empate contra o Celta de Vigo por 2 x 2). Seus outros tentos seriam marcados contra o Real Oviedo (2), Racing Santander e Valencia.
Conquanto o time tenha assegurado a terceira colocação no campeonato nacional, atrás apenas de Real Madrid e Barcelona, havia no La Coruña uma disposição de não contar com o futebol de Renaldo.

Todavia faltavam três anos de contrato e a solução encontrada pela diretoria do La Coruña foi emprestá-lo, fato que ocorreu em três ocasiões: a primeira delas, no Corinthians, onde jogou 28 partidas no período 1997/1998 e marcou apenas dois gols. Devolvido ao La Corunã, voltou à Espanha para defender o Las Palmas, da Segunda Divisão, onde disputou 50 partidas em dois anos e anotou 14 gols.
Logo depois, ainda na Segunda Divisão espanhola, defendeu o Lleida na temporada 1999/2000, disputando 17 jogos e marcando oito gols.
Depois que terminou seu contrato com o La Coruña, foi contratado para a temporada 2000/2001, pelo Extremadura, da Segunda Divisão da Espanha, marcando apenas um gol em quinze jogos e ainda viu seu time ser rebaixado.

No América Mineiro
Durante o período de férias, Renaldo recebeu notícias do interesse de outro clube de Minas Gerais, o América, de Belo Horizonte. No campeonato mineiro de 2002 anotou quatro gols nos vinte jogos que disputou com o América.
Retornou ao Atlético Mineiro para a disputa do Campeonato Brasileiro. Em 24 ocasiões, assinalou 5 gols.
Seu último jogo no Atlético Mineiro foi em 27 de novembro de 2002, com derrota para o Corinthians, por 2 x 1.
No total pelo Atlético Mineiro foram 183 jogos e 79 gols.
Em 2003, no Paraná Clube, voltou a ser o grande artilheiro de outros tempos, marcando 30 gols em 41 jogos pelo Campeonato Brasileiro desse ano, perdendo o primeiro posto entre os artilheiros da competição para Dimba, do Goiás, que marcou 31. Luís Fabiano, do São Paulo, também marcou 30 gols.

Esse ótimo desempenho chamou a atenção do FC Seoul, da Coréia do Sul, que o contratou em 2004. No time coreano jogou 11 partidas e anotou um gol apenas. Nesse mesmo ano regressou ao Brasil.
Desde então, Renaldo foi trocando de clube, ano após ano:
No Ceilândia

2004 – Palmeiras (9 jogos, nenhum gol)
2005 – Paraná e Coritiba
2006 – Náutico e Vitória-BA
2007 – Ceilândia (um jogo, um gol)
2008 – Democrata, de Sete Lagoas (MG) e Capital (DF)
2009 – Dom Pedro II (doze jogos e cinco gols) e Capital (DF), na Terceira Divisão do DF
2010 – Serrano, de Prudentópolis (PR)


No Dom Pedro II

Em janeiro de 2011 assinou contrato com o Esporte Clube Itaúna (MG), onde seguiu jogando com 40 anos. Nesse mesmo ano foi contratado pelo Vilavelhense, do Espírito Santo, seu último clube como profissional.
Retornou para Curitiba, onde passou a morar e disputar campeonatos de futebol amador.

CURIOSIDADE
Renaldo tinha a fama de não perder pênaltis. Ele próprio vivia alardeando esse fato.
Mas no futebol não há mal que dure sempre e nem bem que nunca acabe. Por isso, no dia 9 de julho de 2005, ele perdeu dois pênaltis numa mesma partida contra o Figueirense, no Pinheirão. Uma falta de sorte que não prejudicou o Paraná Clube que acabou vencendo o adversário por 3 x 0. E assim a partida terminou com um goleiro, Edson Bastos, derrotado embora tenha defendido dois pênaltis e um centroavante vencedor chateado porque errou as duas cobranças. O mais interessante é que o jogador tinha crédito com a torcida e em vez de ser vaiado, saiu de campo aplaudido.


terça-feira, 17 de março de 2026

PERSONAGENS & PERSONALIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: o presidente João José Pinheiro Veiga



João José Pinheiro Veiga era natural do Piauí, onde nasceu em 16 de março de 1921, e como todo menino daquela época sonhava um dia ser oficial do Exército. Fez a Escola Militar de Resende, no Rio de Janeiro, passou pela Escola de Moto-Mecanização de Deodoro, sendo aprovado com distinção e teve, como prêmio, o primeiro deslocamento para servir em outro Estado.
No dia 4 de setembro de 1943, aos 22 anos, o então 2º Tenente da Bateria de Engenhos e Canhões Anti-Carros do Exército, João José Pinheiro Veiga chegou a Natal. Era a época da II Guerra Mundial, Natal vivia o foco das atenções do mundo inteiro como local da Base Aérea de Parnamirim, de onde partiam, diariamente, centenas de aviões, entre caças e bombardeiros.
Serviu ao lado do Tenente Fernando Correia Leitão (que em 1944 seria eleito Presidente da Federação Norte-Riograndense de Desportos), na época torcedor do Alecrim. Ao presenciar a participação do seu colega de farda, numa “pelada”, não teve dúvidas e convidou Veiga para treinar no Alecrim Futebol Clube, de Natal.
A atuação de Veiga foi tão convincente que, ao terminar o treino no Alecrim, os dirigentes Sílvio Tavares e João de Brito fizeram com que o atleta assinasse um contrato. Passou a jogar como meia-esquerda. Participou, como atleta, dos campeonatos de 1944 e 1945, formando uma boa ala esquerda com Perequeté.

O Alecrim, então, representava a terceira força do futebol potiguar, atrás de ABC e América. Não havia sido implantado o profissionalismo. Como era mais dedicado ao Exército, Veiga encarava o futebol como uma diversão, sem maior interesse em levar adiante a ideia de um dia profissionalizar-se.
Como o Alecrim não possuía um elenco muito categorizado, as vitórias também foram escassas no confronto com a dupla ABC e América. Veiga era uma espécie de astro em meio a alguns jogadores de poucos recursos técnicos.
Segundo o jornalista Everaldo Lopes, Veiga era “um estilista, batia com violência na bola”.
Havia naquela época um intercâmbio muito grande entre os clubes do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. E era comum um jogador vestir a camisa de outro clube numa partida amistosa, contra um time de outro Estado. Por esta razão, Veiga, mesmo sendo atleta do Alecrim, jogou várias partidas pelo ABC e América. Contava Veiga: “cheguei a disputar partidas no sábado pelo América e domingo pelo ABC”.
Terminada a guerra, Veiga foi transferido para o Rio de Janeiro, em 1946. Mas, não demoraria muito tempo longe de Natal. Cinco anos depois, ou seja, em 1951, ele voltou a Natal, iniciando uma nova fase na sua vida: a de dirigente.
Foi, então eleito presidente do Alecrim pela primeira vez. No Alecrim, a pobreza era uma constante.
Atuou como árbitro de futebol no campeonato potiguar, foi Diretor da Divisão de Atletismo da Federação Norte-Riograndense de Desportos, em 1959 foi reempossado na presidência do Alecrim e em janeiro de 1960 renunciou à presidência do Alecrim, pois teve que ir ao Rio de Janeiro fazer um curso especial no Exército.
Em maio de 1961 foi reconduzido ao cargo de Diretor de Atletismo da FND e em janeiro de 1963, foi eleito Presidente da FND.
Em 4 de agosto de 1964, o vereador Orlando Garcia da Rocha, do PSB, apresentou projeto concedendo o título de cidadão natalense ao então Major do Exército João José Pinheiro Veiga, baseado, principalmente, nos vários anos que militou em Natal, sempre prestando bons serviços ao desporto potiguar, quer como jogador do Alecrim, depois presidente dessa agremiação e, por último, presidente da FND. O projeto foi aprovado por unanimidade.
No dia 13 de julho de 1967, o então Tenente-Coronel João José Pinheiro Veiga tomou posse como Presidente da Comissão Regional de Desportos, incumbida de superintender os desportos na Capital do Brasil.

Menos de um ano depois, na Assembleia Geral de Clubes de 2 de abril de 1968, foi eleito, por unanimidade, Presidente da Federação Desportiva de Brasília, com 27 votos.
Tornou-se um caso raro de dirigente que desempenhou a função de Presidente de duas federações desportivas: a de Brasília e a do Rio Grande do Norte.
Teve a infelicidade de ser presidente na pior situação em que atravessou o esporte brasiliense, em particular o futebol.
Graças ao seu grande conhecimento e esforço, ele conseguiu ultrapassar essa grande batalha.
Entregou o cargo na Assembleia Geral de 2 de abril de 1970, quando Wilson Antônio de Andrade foi eleito o novo Presidente da FDB.
Também se destacou no tênis, como tenista, e foi presidente da Federação Norte-Riograndense de Tênis, além de fundar a Federação de Tênis do Piauí, onde foi seu Vice-Presidente.
Depois que deixou o esporte, reformado do Exército, foi Secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, nos governos de Tarcísio Maia, Lavoisier Maia e Geraldo Melo, comandando esta pasta governamental em um período acumulado de onze anos.
O grande desportista faleceu no dia 12 de dezembro de 2008, com 86 anos.

Fontes consultadas:
História do Alecrim F. C., de Alberto Pinheiro de Medeiros
Jornalista Everaldo Lopes, do Tribuna do Norte.



segunda-feira, 16 de março de 2026

OS CLUBES DO DF: Jaguar





O clube que viria a ser o Jaguar Esporte Clube, do Núcleo Bandeirante, foi fundado em 16 de março de 1968, nas dependências do Departamento Administrativo da Fundação Zoobotânica do Distrito Federal, com o nome de Clube Recreativo Fundação Zoobotânica.
Reuniram-se, entre outros, José Daniel Belluco, Clóvis Fleury de Godoy, João Batista de Lacerda, Malvino Araújo Xavier, Antônio Antunes Figueiredo, Hélio Batista de Deus, Mário Alves da Silva, André Vieira Macarini, Oscar Rodrigues da Costa, José Jerônimo Ferreira, Josino Lopes Viana e Vicente Pinto de Souza, com o intuito de desenvolver entre os funcionários desta Fundação a prática do esporte, bem como incrementar atividades sociais e culturais.
A primeira diretoria eleita ficou assim constituída: Presidente – José Daniel Belluco; 1º Vice-Presidente – Rádio Lima Fialho; 1º Tesoureiro – João Batista de Lacerda, 2º Tesoureiro – Joaquim Rodrigues de Souza; 1º Secretário – Josino Lopes Viana; 2º Secretário – Oscar Rodrigues da Costa e Diretor de Esportes – Malvino Araújo Xavier.
As cores oficiais do novo clube eram a preta e a branca. O primeiro uniforme era composto de camisa branca com detalhes em preto na gola e nos punhos, calção preto e meias brancas. O segundo tinha camisa com listras verticais pretas e brancas, calção branco e meias com listras horizontais pretas e brancas.
Alterou o nome para Jaguar Esporte Clube em Assembleia Geral de 12 de março de 1969.
Inicialmente, o Jaguar comunicou que disputaria o Campeonato do Departamento Autônomo em 1969. Mas, para este ano, a Federação Desportiva de Brasília resolveu promover um campeonato reunindo clubes amadores e profissionais.
Assim, o Jaguar nem chegou a disputar o campeonato do Departamento Autônomo, já fazendo sua estréia diretamente no campeonato oficial de Brasília.
Sua estreia aconteceu no dia 19 de abril de 1969, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, do Defelê. Empatou em 1 x 1 com o CSU, clube da Universidade de Brasília.
Ao final do 1º turno, o Jaguar classificou-se em segundo lugar no Grupo A, um ponto atrás do líder, o Grêmio Brasiliense. Eram onze clubes no Grupo A e treze no B, dos quais os seis primeiros colocados passavam para a Fase Final. Nos dez jogos que disputou, o Jaguar venceu sete, empatou dois e só perdeu um (para o Piloto: 1 x 2). Marcou 16 gols e sofreu 5.
Na Fase Final não foi tão bem assim, empatando muitos jogos. Ficou com a terceira colocação no final, com 13 pontos ganhos, atrás do campeão Coenge (19) e do vice-campeão Grêmio Brasiliense (17).
Foram onze jogos, com quatro vitórias, cinco empates e duas derrotas. Marcou 18 gols e sofreu 11.
Sua formação básica foi Silva, Paulo Henrique, Dão, Noel e Felipe; Baiano e Pedrinho; Gildo (Zé Raimundo), Cascorel, Heitor e Reco.
Em 1970 ficou na quarta colocação do Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira”, disputado por oito equipes.
No campeonato brasiliense de 1970, também ficou em quarto lugar na Primeira Fase, que classificava seis clubes entre os dez participantes para uma etapa decisiva. No turno final, ficou com a sexta e última colocação. Disputou cinco jogos, não venceu nenhum e perdeu quatro vezes (empatou um). Marcou apenas dois gols e sofreu nove.
Em 1971, venceu o Torneio Governador do Distrito Federal, com uma excelente campanha. Nos dez jogos que disputou, venceu oito, empatou um e perdeu um. Marcou 19 gols e sofreu 8.
Formou, basicamente, com Silva, Dão, Cláudio Oliveira, Noel e Mabinho; Lúcio e Jorrâneo; Zinho, Paulinho, Batista e Oliveira.
Logo depois, não repetiu suas boas atuações no campeonato brasiliense, disputado por apenas cinco equipes. Ficou na quinta e última colocação, vencendo apenas um dos oito jogos disputados.
No dia 1º de agosto de 1972 efetuou pedido de licença dos campeonatos e torneios da Federação pelo prazo de um ano.
Retornou em 1973, disputando o campeonato brasiliense daquele ano com mais nove equipes e chegando na quarta colocação (17 jogos, 8 vitórias, 2 empates e 7 derrotas; 18 gols a favor e 20 contra). Seu artilheiro no campeonato foi Tita, com 7 gols. Por outro lado, conquistou a Taça Disciplina, com seis pontos negativos.
Defenderam o Jaguar em 1973: Goleiros - Carlão (o que mais jogou), Zé Luís, Cacalo, Noel e Rodolfo; Defensores - Aderbal, Leocrécio, Dão, Pedro Pradera, Décio, Salvador, Ventura, Lúcio, Nenê e Waldo; Meio de Campo: Capela, Pedrinho, Paulinho, Djalma, Felipe e Ceará; Atacantes - Cafuringa (que depois virou Junior Brasília), Ariston, Max, Carlinhos, Baiano e Tita. O técnico foi Airton Nogueira.
Venceu o primeiro turno do campeonato brasiliense de 1974 e ficou atrás do Pioneira no segundo, posicionamentos que tornaram obrigatória a decisão do campeonato em melhor-de-três.
Perdeu os dois jogos para o Pioneira e ficou com o vice-campeonato.
No segundo jogo, em 8 de dezembro de 1974, atuou com apenas dez jogadores. Jogou desfalcado de quatro titulares: Leocrécio, Salvador, Décio e Ariston, que viajaram com a equipe de juvenis do Ceub, emprestados ao clube universitário para a disputa da Taça Cidade de São Paulo de Juniores. Um dos jogadores de linha, Roberto, era goleiro.
Fizeram parte do time vice-campeão brasiliense de 1974 esses jogadores: Goleiros - Josué, Roberto e Rodolfo; Zagueiros - Leocrécio, Kidão, Elci, Salvador, Décio, Claudinho, Nonoca e Nenê; Meio de Campo - Capela, Luiz Antônio, Ariston, Carlinhos e Wellington; Atacantes - Fernando, Junior Brasília, Vicente, Jorge Luiz, Tita e Djalma. Anísio Cabral de Lima foi o técnico que mais esteve à frente da equipe.
Em 5 de junho de 1975, o Jaguar solicitou licença pelo prazo de um ano, por não dispor de recursos para participar do certame oficial daquele ano.
Em 1976, o profissionalismo foi definitivamente implantado no futebol do Distrito Federal. O Jaguar nunca mais voltou a disputar uma competição oficial.






domingo, 15 de março de 2026

HÁ 60 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: modificação nos estatutos do Flamengo, de Taguatinga


Em Assembleia Geral de Associados realizada em 15 de março de 1966, foram modificados os estatutos do Flamengo Futebol Clube, de Taguatinga, passando a denominar-se Clube de Regatas Flamengo de Brasília.
A diretoria era assim constituída:
Presidente: Agenor Corrêa
Vice-Presidente Administrativo: Adilson Bonifácio Rocha
Vice-Presidente Financeiro: Antônio Marinho da Cunha
Vice-Presidente para Assuntos Profissionais: Adolfo Ferreira Bastos
Vice-Presidente de Esportes Amadores: Antônio Alves Cardoso
Vice-Presidente Social: Eulino Alves da Silva
Diretor de Patrimônio: Cleóbulo Gonçalves Dias
Secretário-Geral: Marcos Antônio Correa
1º Secretário: José dos Anjos Barreto Filho
Tesoureiro Geral: José Augusto Carpaneda.

Inscreveu-se no campeonato da categoria de profissionais, utilizando a praça de esportes do Guará, até que estivessem ultimadas as obras de sua propriedade em Taguatinga.


sábado, 14 de março de 2026

A PRIMEIRA EQUIPE DO ESTADO DO RIO A JOGAR EM BRASÍLIA


A fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro só viria a acontecer a partir de 15 de março de 1975.
Bem antes disso, no ano de 1960, o Canto do Rio, de Niterói, fez uma breve visita a Brasília, tornando-se a primeira equipe fluminense a jogar na nova Capital Federal.
Apesar de disputar o campeonato da Primeira Divisão da Guanabara, o Canto do Rio era do Estado do Rio de Janeiro.
O clube de Niterói vinha de uma excursão de mais de 30 dias por cidades de Minas Gerais e Goiás. Depois de Brasília, ainda iria jogar em Anápolis, Pires do Rio e encerraria a excursão no dia 12 de junho.
Trouxe uma delegação de 21 jogadores: Ari Jório, Luciano, Oswaldo, Jair, Nésio, Floriano, Célio, Bira I, Amaro, Ferreira, Jairo, Veludo, David, Cica, Oswaldo II, Pedrão, Pereira, Orlando, Uriel, Jorge e Bira II.
Sua estréia aconteceu no dia 28 de maio de 1960, no campo do Planalto. Resultado final: Canto do Rio 2 x 0 Planalto, gols de Bira, aos 16 minutos e Célio, aos 24. Elias Severino foi o árbitro e a renda alcançou Cr$ 27.500,00.
O Planalto formou com Issinha, Ferreira e Amauri; Volney, Jales e Louro; Ribamar, Pedrinho, Edson, Itiberê e Moreira (Prego).
Canto do Rio: Ari, Luciano e Osvaldo; Jair, Nésio e Floriano; Célio, Bira, Amaro, David e Jairo. Técnico: Antônio Ferreira, o Antoninho.
No dia seguinte, 29 de maio de 1960, no campo do Guará, o Canto do Rio voltou a enfrentar outra equipe de Brasília. Desta vez, o Grêmio Brasiliense. Novamente o Canto do Rio venceu, pelo marcador de 3 x 1. Os gols foram marcados nesta ordem: Célio, 14; Ferreira, 19; Nobre (Grêmio), 51 e Bira, 85.
Este foi o primeiro jogo do Grêmio depois que conquistou o título de 1959. Formou com Osvaldo (Ivan), Pedersoli, Hugo e Ralf; Alemão e Ferreira; Edson Galdino, Braz, Nobre, Sabará e Roberto (Mauro).
O Canto do Rio jogou com quase a mesma equipe do jogo anterior, apenas com uma substituição: Ferreira no lugar de David.


sexta-feira, 13 de março de 2026

FORMAÇÕES: Taguatinga - 1985

 


Da esquerda para a direita: Heitor Kanegae (massagista), Adriano, Junior, Kidão, Rafael, Boni, Visoto e Nilson Ramos (preparador físico).
Agachados, na mesma ordem: Vicente, Sena, Serginho Carioca, Som, Marquinhos Bahia e Paulo Emílio (massagista).


quinta-feira, 12 de março de 2026

OS CLUBES DO DF: Sobradinho E. C. (1960)


Obs: Esse Sobradinho Esporte Clube nada tem a ver com o atual Sobradinho Esporte Clube (criado em 1975).

O primeiro Sobradinho Esporte Clube foi fundado em 10 de março de 1960.
Sua praça de esportes tinha o nome de “Praça de Esportes Doutor Geraldo Carneiro” e seu estádio “Estádio Henrique Teixeira Tamm”.
Tinha como cores oficiais o amarelo ouro, o branco, o azul-celeste, o azul pavão, o verde e o vermelho.
O uniforme tinha a camisa de cor amarelo-ouro com golas e punhos brancos, a numeração de cor azul-pavão e fundo branco e o calção branco com listras amarelo-ouro e azul-pavão.
Seu escudo acompanhava as linhas das pilastras do Palácio da Alvorada tendo um “S” ao centro, uma bola contendo as iniciais “E” e “C” e em baixo uma corrente olímpica com cinco elos.
Em 16 de março de 1960 foram aprovados os estatutos e escolhida a primeira diretoria do Sobradinho, que ficou assim constituída: Presidente de Honra - Henrique Teixeira Tamm; Vice-Presidente de Honra - Heitor Ippolite; Presidente - Raimundo Rodrigues Chaves; Vice-Presidente - José Murillo Macedo Bicalho; Secretário - Moacir Severino Carlos; Tesoureiro - José Fernandes de Araújo; Diretor Jurídico - Nilton Antunes de Oliveira; Diretor de Futebol - Geraldo Vieira de Rezende; Diretor Técnico - Geraldo Araújo; Diretor Social - José Alves de Araújo; Diretor dos Desportos Amadores - Geraldo Magela Madureira Ribeiro e Diretor de Relações Públicas - Sérgio Dias.
Em 16 de agosto de 1960 aconteceu a Assembleia Geral da Federação Desportiva de Brasília que aprovou os estatutos do Sobradinho e concedeu-lhe inscrição para participar do campeonato de futebol de 1960.
A primeira participação do Sobradinho em uma campetição oficial da FDB aconteceu em 4 de setembro de 1960, o Torneio Início, que contou com a participação de 16 clubes e teve seus jogos realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
No quarto jogo do dia, o Sobradinho venceu o Real por 1 x 0. Pateta, contra, marcou o único tento do jogo. Formou o Sobradinho com Ivan, Carrasco, Pedrinho e Braga; Passos e Valmir; Rodrigues, Gaguinho, Ramos, Armando e Signoreti.
Após esse resultado, voltou a tomar parte do torneio no 10º jogo, quando foi derrotado pelo Planalto por 1 x 0, gol marcado por Edson Galba, cobrando pênalti. A única alteração em relação ao primeiro jogo foi Zinho no lugar de Rodrigues.
Dez dias depois, 14 de setembro de 1960, a FDB decidiria que, em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), faria um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
O Sobradinho ficou no Grupo A, com jogos no campo do Guará, juntamente com Edilson Mota, Guará e Industrial.
Fazendo a preliminar de Guará x Edilson Mota, o Sobradinho estreou no dia 18 de setembro de 1960, goleando o Industrial por 4 x 0, com três gols de Zinho e um de Armando. Formou o Sobradinho com Ivan, Pedro, Carrasco e Passos; Eurico e Valmir; Gilvan, Geraldo, Armando, Gaguinho e Zinho.
O segundo jogo do Sobradinho, no dia 25 de setembro de 1960, foi um desastre. Diante do Edilson Mota, sofreu uma tremenda goleada de 11 x 0. No 1º tempo já perdia por 4 x 0. No segundo, além de tomar mais sete gols, perdeu seu jogador Carrasco, do Sobradinho, que sofreu forte pancada na perna direita, sendo removido para o hospital com suspeita de fratura.
Em seu último jogo, diante do Guará, no dia 9 de outubro de 1960, sofreu outra goleada (6 x 0) e perdeu a oportunidade de disputar o campeonato da Primeira Divisão.
Quando já estavam definidos os oito integrantes da Primeira Divisão, eis que um deles, o Edilson Mota, desistiu de disputá-la. 
Para preencher essa vaga, a FDB promoveu um torneio eliminatório entre os clubes da Segunda Divisão. O Sobradinho enfrentou o Alvorada. No primeiro jogo, em 30 de outubro de 1960, empate em 1 x 1. Com esse resultado, fez-se necessária a realização de outra partida, que aconteceu no dia 6 de novembro de 1960, com a vitória do Alvorada sobre o Sobradinho, por 2 x 1.
Não conseguindo classificação para a Primeira Divisão, disputou então o campeonato da Segunda Divisão, com mais cinco equipes.
Após uma campanha invicta (cinco jogos, quatro vitórias e um empate), o Sobradinho sagrou-se campeão.
Conforme o regulamento da época, o campeão da Segunda Divisão deveria enfrentar o último colocado da Primeira (Pederneiras), para ver quem integraria o campeonato da Primeira Divisão em 1961.
A melhor-de-três entre Pederneiras e Sobradinho somente aconteceu em fevereiro de 1961. No dia 5, o Sobradinho goleou por 3 x 0, gols de Fabrício, Zinho e Carneiro. Jogou o Sobradinho com Heitor, Passos, Irques e Carrasco; Carneiro e Dalmo; Paulo, Danton, Zinho, Pirapora e Fabrício.
Para a segunda partida, prevista para o dia 19, o Pederneiras não compareceu. A FDB deu os pontos ao Sobradinho, classificou o mesmo para a Primeira Divisão em 1961 e rebaixou o Pederneiras para a Segunda.
Nos meses de fevereiro e março de 1961, o Sobradinho tomou parte do Torneio “Prefeito Paulo de Tarso”, que reuniu os cinco primeiros colocados da Primeira Divisão de 1960 e mais o Sobradinho, como campeão da Segunda. Ficou na última colocação, após perder os cinco jogos que disputou, marcando apenas sete gols e sofrendo dezenove.
Isso era um prenúncio do vexame que estava para acontecer!
Em seu primeiro jogo, no dia 16 de julho de 1961, foi goleado pelo Guará, por 5 x 1, formando com Ivan, Wilson, Maneco e Pedrinho (Danton); Raulino e Valmir; Zé Paulino, Ceará, Léo, Rocha e Pelé (autor do gol).
Uma semana depois, 23 de julho de 1961, sofreu uma grande goleada diante do Alvorada, por 9 x 1.
No terceiro jogo, no dia 30 de julho de 1961, contra o Rabello, a goleada foi ainda maior: 12 x 0.
Voltou a sofrer outra goleada de 9 x 1 frente ao Planalto, no dia 13 de agosto de 1961. 
Logo depois desse jogo, o Sobradinho solicitou à Federação Desportiva de Brasília para não disputar os jogos restantes, em virtude da grave crise financeira que atravessava.
Não voltou mais a disputar jogos oficiais.
Em 21 de março de 1962, o Sobradinho Esporte Clube encaminhou ofício solicitando dispensa do campeonato de futebol de 1962.
Na Assembleia Geral que aprovou a implantação do profissionalismo no futebol do Distrito Federal, em 08.11.1963, também foi decidida a desfiliação do Sobradinho Esporte Clube.





quarta-feira, 11 de março de 2026

FICHA TÉCNICA: Giovani


Giovani Aparecido Meireles Duarte nasceu em Luziânia (GO), no dia 10 de março de 1981.
Começou a sua carreira no juvenil da A. A. Luziânia, sob o comando do técnico Eliseu Bernardo.
Em 1997, disputou o campeonato brasiliense de juvenis, com o Luziânia chegando na 11ª posição entre 18 clubes participantes. Sua estreia aconteceu no dia 10 de maio de 1997, no Serra do Lago, com vitória de 2 x 1 sobre o Botafogo-Sobradinho, sendo substituído no segundo tempo por Coquinho. Marcou o gol da vitória de 2 x 1 sobre o Guará, no dia 29 de maio.
Já na categoria de juniores, disputou os campeonatos de 1998 a 2000. Em 1998, o Luziânia foi muito mal, terminando na oitava colocação entre os dez participantes. No campeonato de 1999 foi o quinto maior artilheiro da competição, com 12 gols. No de 2000, foi o principal artilheiro do Campeonato Brasiliense de Juniores, com 16 gols.
Estreou nos profissionais no dia 21 de maio de 2000, entrando no segundo tempo no lugar de Ângelo, na partida contra o Bandeirante (1 x 1), no Serra do Lago, lançado pelo técnico Pedro Mendes. O Luziânia formou assim: Carlão, Marcelinho, Marcelão, Junior e Sandro Viana; Wender, Júlio Castro e Bête (Daniel); Lino (Paulinho), Fernando e Ângelo (Giovani). Técnico: Pedro Mendes.

Curiosamente, o Luziânia foi rebaixado e ele disputou a Segunda Divisão de 2000 pelo clube (na época, era permitido!). O Luziânia terminou na sétima colocação e permaneceu na Segunda.
No segundo semestre de 2001, ainda defendendo o Luziânia (terceiro colocado), foi o artilheiro do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão, com a incrível marca de 19 gols, recorde até hoje em toda a história dessa competição.
Quase ao mesmo tempo, Giovani disputou a primeira edição da Copa Centro-Oeste de Seleções Sub-20. Fez o gol da vitória de 2 x 1 sobre Tocantins e os dois da vitória de 2 x 0 sobre o Espírito Santo. O técnico do DF era Ricardo Freitas.
Para as demais partidas, não houve acordo para alterar as datas dos jogos e como grande parte dos jogadores da seleção brasiliense estavam envolvidos com a Segunda Divisão do DF, desistiram de continuar na disputa do torneio.
Em 2002, Giovani esteve presente em competições de três divisões: o Campeonato Brasiliense da Primeira, pelo Luziânia, ficando na quarta posição entre os artilheiros, com dez gols. Depois, o Brasiliense da Segunda quando jogou apenas duas partidas pelo Samambaia (que foi muito mal, ficando na oitava colocação) e o Campeonato Brasileiro da Série C, pelo CFZ (dois jogos e um gol).
Além disso, fez parte da equipe do Bandeirante na Copa do Brasil, sendo eliminada pelo Cruzeiro (MG) após o único jogo disputado no Serejão, em 6 de fevereiro de 2002.

Giovani foi o terceiro maior marcador do Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2003, defendendo o Luziânia. Marcou 11 gols e ficou atrás de Cassius, com 13, e Igor, com 12, ambos do CFZ.
Marcou seis gols no Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2003, atuando pelo Sobradinho, quando teve participação decisiva para a conquista do título de campeão. Desses seis gols, dois foram marcados na semifinal contra o Samambaia (1 x 2 e 1 x 0) e um no dia 2 de novembro de 2003, na decisão contra o Paranoá (o gol da vitória - 1 x 0 e do título.
Disputou as duas divisões do Campeonato Brasiliense em 2004: a Primeira, no Luziânia (marcando apenas dois gols), e a Segunda, no Santa Maria, tornando-se vice-campeão e artilheiro da competição, com 18 gols. Além disso, disputou a primeira e única edição da Taça Brasília pelo Paranoá, sagrando-se campeão.
Também participou de poucos jogos do Campeonato Catarinense de 2004, com a camisa do Criciúma.

No Brasiliense, em 2005, foi campeão do DF (marcando quatro gols), e disputou seis jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série A.
Em 2006, defendeu o Luziânia no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão (anotando três gols), o Campeonato Brasileiro da Série B pelo Brasiliense (apenas quatro jogos e um gol) e o Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão pelo Esportivo, sagrando-se campeão e artilheiro da competição, com dez gols.
Disputou as três divisões do Campeonato Brasiliense em 2007: o da Primeira, pelo Ceilândia (marcando três gols), o da Segunda, pelo Capital (com dois gols marcados), e o da Terceira, pelo Brasília, tornando-se vice-campeão e segundo colocado entre os artilheiros, com cinco gols em sete jogos.
Além disso, integrou o Esportivo no Campeonato Brasileiro da Série C, quando jogou apenas uma partida.
Pelo Unaí, na Primeira Divisão do DF de 2008, disputou oito jogos e marcou seis gols.
No mesmo ano, foi campeão da Segunda Divisão do DF pelo Brasília e o vice-artilheiro da competição, com dez gols.
Na Terceira Divisão, defendeu o CFZ e ficou com o vice-campeonato, terminando na segunda colocação entre os artilheiros, com dez gols.

Além disso, participou do Campeonato Goiano de 2008, pelo Mineiros.
Em 2009, Giovani participou do Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão pelo Brasília, marcando cinco gols nos treze jogos que disputou, e o da Segunda Divisão, pelo Cruzeiro.
Também realizou alguns jogos pelo Campeonato Mineiro de 2009, atuando pelo Ituiutaba.
Marcou três gols no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2010, atuando pelo Ceilandense.
Foi terceiro colocado na Segunda Divisão do Campeonato Brasiliense de 2011, defendendo o Luziânia, garantindo uma das vagas para a Primeira Divisão de 2012. Giovani marcou três gols na competição. O último jogo da carreira de Giovani aconteceu no dia 13 de novembro de 2011, no Serra do Lago, com derrota para o Brazlândia, por 2 x 1. O Luziânia formou com Donizeti, Perivaldo, Glauber, André Alagoano (Rener) e Clayton; Coquinho, Thompson, Iranildo (Fábio Silva) e Esquerdinha; Gustavo (Alanzinho) e Giovani. Técnico: Evilásio de Almeida.
Em sua carreira também atuou no Atlético Goianiense, Itumbiara e Vila Nova, de Goiás.

Colaboração: José Egídio Pereira Lima.







terça-feira, 10 de março de 2026

O ESTÁDIO MANÉ GARRINCHA ESTÁ COMPLETANDO 52 ANOS


O "velho"

Em 10 de março de 1974, ainda com obras a serem concluídas, foi inaugurado como principal atração do Centro Desportivo Presidente Médici o hoje Estádio Nacional de Brasília “Mané Garrincha”, na época chamado de Estádio “Governador Hélio Prates da Silveira” ou também de “Presidente Médici”.
O principal estádio do futebol brasiliense foi inaugurado com um jogo válido pelo Campeonato Brasileiro daquele ano, quando o Corinthians venceu o Ceub, por 2 x 1. Vaguinho, do Corinthians, aos 27 minutos do 1º tempo, marcou o primeiro gol no novo estádio. Aos 25 minutos do 2º tempo, Juraci empatou para o Ceub e o mesmo Vaguinho, aos 40 minutos, deu a vitória ao clube paulista.
As equipes formaram assim:
Ceub: Waldir, Oldair, Pedro Pradera, Cláudio Oliveira e Rildo; Alencar, Xisté e Péricles (Renê); Dilson (Cardosinho), Juraci e Dario.
Corinthians: Armando, Zé Roberto, Pescuma, Wagner e Wladimir; Tião e Adãozinho; Vaguinho, Roberto, Washington e Marco Antônio.
Luiz Carlos Félix, do Rio de Janeiro, foi o árbitro do jogo, que teve portões abertos no dia de sua inauguração.
Mesmo com o estádio inaugurado parcialmente, o Ceub disputou todos os seus jogos pelo Campeonato Brasileiro de 1974 no “Mané Garrincha”.
O novo estádio passou a receber os grandes clubes do futebol brasileiro. Além dos jogos oficiais, a bola também rolou no novo estádio num torneio promovido pelo Ceub, em setembro de 1974, para comemorar a “Semana da Pátria”. Participaram do torneio o Botafogo, do Rio de Janeiro, o Corinthians, de São Paulo, e o Vitória, de Salvador. O alvinegro carioca venceu o torneio, derrotando o Corinthians e o Vitória pelo mesmo placar: 1 x 0, com gols de Nilson Dias.
No dia 28 de setembro, ainda de 1974, o Ceub recebeu o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, e empatou em 2 x 2.
Poucos dias depois, outro time carioca se apresentou no estádio, o América, que venceu o Ceub por 2 x 0.
Somente em 1975 aconteceria no estádio “Mané Garrincha” o primeiro jogo válido pelo campeonato brasiliense. E foi por acaso.
O campeonato brasiliense de 1975, ainda amador, teve um total de 58 jogos. Destes, 57 foram disputados no Estádio “Pelezão” (até então, o maior de Brasília). O único que fugiu à regra aconteceu em 25 de maio de 1975, quando Campineira x Humaitá fizeram a preliminar de Ceub 2 x 0 Desportiva (ES), jogo válido pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. Fio e Marco Antônio marcaram os gols do Ceub.
E nesse jogo aconteceu uma chuva de gols! Resultado final: Campineira 4 x 4 Humaitá. Aos oito minutos do 1º tempo, o jogador Elson, do Humaitá, entrou para a história ao marcar o primeiro gol válido pelo campeonato brasiliense no novo estádio.
Mesmo com a implantação definitiva do profissionalismo no futebol de Brasília no ano de 1976, os jogos continuaram sendo disputados no Pelezão. O “Mané Garrincha” só abria suas portas para ocasiões especiais.
Uma delas em 21 de fevereiro de 1976, quando o estádio recebeu pela primeira vez uma Seleção Brasileira. O adversário foi uma Seleção de Brasília. A “súmula” do jogo foi esta:
SELEÇÃO BRASILEIRA 1 x 0 SELEÇÃO DO DISTRITO FEDERAL
Árbitro: Armando Marques
Renda: Cr$ 305.780,00
Público: 27.935 pagantes
Gol: Flecha, 36 do 1º tempo
BRASIL: Valdir Peres, Nelinho (Getúlio), Miguel, Amaral e Marinho Chagas; Chicão, Geraldo e Rivelino; Flecha (Edu), Palhinha (Falcão) e Lula. Técnico: Osvaldo Brandão.
DISTRITO FEDERAL: Nêgo, Tereso, Luís Carlos, Fabinho e Nenê; Alencar, Marquinhos e Xisté; Junior Brasília, Léo e Nei (Humberto). Técnico: Cláudio Garcia.
Somente em 1977 o Mané Garrincha passou a ser o principal local para os jogos válidos pelo campeonato brasiliense. Naquele ano, de um total de 36 jogos, 28 foram disputados no “Mané Garrincha”. No dia 2 de julho de 1977, Bandeirante e Canarinho também entraram para a história ao disputarem o primeiro jogo do campeonato brasiliense no regime profissional, no “Mané Garrincha”. O Bandeirante venceu por 3 x 0 e Messias marcou o primeiro gol aos 3 minutos do 2º tempo. No jogo principal da rodada dupla, o Brasília derrotou o Gama por 2 x 0, gols de Julinho e Banana.
Os jogos começaram a ficar raros no “Mané Garrincha” depois que praticamente todas as cidades-satélites passaram a contar com seus estádios. Foram os casos do Adonir Guimarães, em Planaltina, Augustinho Lima, em Sobradinho, Bezerrão, no Gama, CAVE, no Guará e Serejão, em Taguatinga, além de algumas melhorias no velho Pelezão.
Assim, mais nenhum jogo válido pelo campeonato brasiliense foi disputado no “Mané Garrincha” no período de 1978 a 1983.
Somente em 1984 o estádio voltou a receber jogos pelo campeonato brasiliense. Naquele ano, a final entre Sobradinho e Taguatinga foi disputada no “Mané Garrincha”. Passou, então, a dividir com os demais estádios do DF a responsabilidade de promover jogos.
Antes deste exemplo de total abandono, em 1º de dezembro de 1983 foi assinado o Decreto pelo Governador José Ornellas dando ao estádio de futebol do Centro Desportivo Presidente Médici o nome de “Mané Garrincha”.
No dia 2, acompanhados do Diretor do DEFER, Maurício Bicalho, representantes de todas as emissoras de rádio e televisão do Distrito Federal estiveram no estádio para escolherem as cabines que ocupariam a partir daquela data.
No dia 15 de dezembro de 1983, aconteceu o jogo amistoso entre a Seleção de Profissionais do DF e uma Seleção Brasileira de Novos, na reinauguração do Estádio Mané Garrincha. O selecionado brasileiro venceu por 2 x 1.
Nos anos seguintes, o estádio nunca teve a devida atenção, quer das autoridades responsáveis, quer dos clubes locais. Mesmo quando os principais clubes do DF estiveram na Série A do Campeonato Brasileiro, o Mané Garrincha não era o mais procurado dos estádios brasilienses. Quando sediava jogos de grandes clubes brasileiros, sempre teve sua capacidade máxima preenchida.
O recorde de público (mais de 51 mil espectadores) do velho estádio foi registrado no dia 20 de dezembro de 1998, quando o Gama venceu o Londrina, do Paraná, por 3 x 0, e conquistou o Campeonato Brasileiro da Série B e a consequente promoção para a Série A em 1999.
O recorde anterior era do jogo Brasília 0 x 2 Flamengo, em 2 de fevereiro de 1984, válido pelo Campeonato Brasileiro da Série A daquele ano: 47.531 pagantes.

O "novo"

O novo estádio começou a virar realidade em 2009, após o Brasil ser escolhido como sede da Copa do Mundo da FIFA de 2014. A próxima etapa seria a escolha das cidades-sede. Para ser escolhida, a cidade deveria seguir uma série de exigências da FIFA em diversos setores, como acomodação, transporte e, principalmente, possuir um estádio que atendesse aos requisitos da mesma. O governo do Distrito Federal elaborou um projeto de reforma do Estádio “Mané Garrincha”, e o apresentou à FIFA. Após ser aprovada em todos os requisitos, bem como o projeto ser aceito, Brasília foi escolhida como cidade-sede da Copa, juntamente com outras onze cidades do Brasil. No mesmo ano, iniciaram-se as obras do estádio, bem como a alteração de seu nome para Estádio Nacional de Brasília. Porém, após pressão popular, o nome foi novamente alterado, voltando-se a homenagem ao craque, dessa vez para Estádio Nacional de Brasília “Mané Garrincha”.
O novo “Mané Garrincha” foi reconstruído e em nada se parecia com o antigo palco de Brasília, totalmente demolido em 2010. Ele é um gigante de mais de 46 metros de altura e foi idealizado a partir do conceito arquitetônico de Oscar Niemeyer, que marca a capital brasileira. Ele serviu de inspiração para a fachada composta por 288 pilares, de 36 metros de altura, dispostos ao redor da obra, com uma área construída de cerca de 218,8 mil metros quadrados. Para erguer a arena com capacidade para 72.800 pessoas, aproximadamente 15 mil trabalhadores passaram pela obra. Os investimentos totais superaram a marca de 1,2 bilhão de reais, segundo dados da Terracap, tornando-o o segundo estádio mais caro do país. Esse valor corresponde a, além da reconstrução do estádio, obras adicionais em seu entorno.
A arena adota o conceito multiuso, com mais conforto e segurança para os torcedores, a começar pelos assentos. São cinco opções e todos são marcados e retráteis, a uma distância inicial de 7,5 metros do campo. Este, por sua vez, foi rebaixado 4,8 metros de sua altura original, permitindo 100% de visibilidade. A cor vermelha foi a escolhida para os assentos gerais e a cor vinho para os camarotes.
No final de 2011, uma das exigências da FIFA foi a de que os assentos fossem rebatíveis. Isso permite melhor circulação e segurança. Nesses requisitos, foi solicitado que os assentos fossem certificados pela ABNT.
A arena foi concebida com uma divisão em quatro diferentes setores. As cadeiras estão distribuídas nas arquibancadas inferior, intermediária e superior, além dos 74 camarotes. Rebatíveis de modo automático, por contrapeso, eles têm encosto alto e foram fabricados em plástico tipo polipropileno.
Os assentos VIP, para a área de hospitalidade e camarotes também são feitos em plástico, com acabamento fosco em vinil e estofamento de espuma. Eles possuem encosto, apoio para os braços e também são rebatíveis. No total, são 6,3 mil unidades desse tipo no estádio. Há ainda 120 assentos destinados ao setor VVip (Very Very Important Person) com encosto alto. Eles são rebatíveis, acolchoados e revestidos com couro sintético.
Outras 52 cadeiras são para o setor de “reservas e oficiais”, que inclui os bancos de reserva. Eles não são rebatíveis, têm encosto alto, design arredondado, braço e proteção lateral. Acolchoados, a estrutura interna desses assentos é em aço tubular, com espuma moldada, revestida em couro ecológico.
Na parte interna, serão 335 vagas de estacionamento para carros até o terceiro subsolo, além de auditório, posto policial, médico e de saúde, juizado de menores, cinema, centro de convenções e teatro. Externamente, são quase 100 mil metros quadrados de espaço para ônibus e estacionamento VIP com 222 vagas, além de oito mil vagas no estacionamento público. A imprensa tem 2.850 lugares. Ao todo são 74 camarotes, 1.112 salas VIP, 40 bares, 14 lanchonetes e dois grandes restaurantes internos.
Em 18 de maio de 2013, após 1.017 dias de obras, repetindo o ocorrido na primeira inauguração do estádio, os trabalhos foram interrompidos para que ocorresse a reinauguração oficial do espaço. As obras estavam a 97% de execução, faltando apenas retoques finais e obras do entorno do estádio. Pela manhã, a presidente Dilma Rousseff, acompanhada do Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e com a presença de diversas outras autoridades locais e nacionais deu o chute inicial no campo da arena, gesto simbólico repetido na inauguração de todos os estádios que serão utilizados na Copa do Mundo FIFA 2014.
Cinco horas depois da entrega oficial, ainda no dia 18 de maio, à tarde, ocorreu o primeiro jogo no novo estádio, a final do Campeonato Brasiliense de 2013, na qual o Brasiliense venceu por 3 x 0. O primeiro gol marcado no jogo foi de autoria do lateral Bocão, aos 4 minutos do 2º tempo. Aproximadamente 20.000 torcedores estiveram presentes, o correspondente a 30% da capacidade total do estádio, valor estipulado por recomendação da FIFA para o primeiro evento-teste. A cantora Elza Soares, que já foi esposa do jogador Mané Garrincha, esteve presente para cantar o Hino Nacional. Os outros gols foram marcados por Washington, recebendo ótimo passe de Romarinho, filho do ex-jogador Romário, aos 34 minutos, e já nos acréscimos da partida (47 minutos), o próprio Romarinho fechou o placar. Rodrigo Raposo foi o árbitro do jogo. As equipes se apresentaram desta forma:
Brasiliense: Welder, Bocão, Fábio Braz, Luan e Jefferson; Júlio Bastos, Everton (Luís Augusto), Baiano e Iranildo (Peninha); Gizo (Romarinho) e Washington. Técnico: Márcio Fernandes.
Brasília: Marcão, Bruno Paraíba (Matozinho), Miltão, Danilo Mendes e Kaká; Marciel, Alisson (Paulinho), Valdeir (Junior) e Vitinha; Luquinhas e Giba. Técnico: Gauchinho.
Os jogadores do Brasiliense receberam as medalhas e o troféu de campeão ainda no gramado e aproveitaram para fazer muita festa com a torcida.
Em 26 de maio de 2013, o estádio recebeu o seu segundo e último evento-teste antes da Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013, a abertura do Campeonato Brasileiro através do jogo entre Santos e Flamengo. A partida, que marcou também a despedida do jogador Neymar do futebol brasileiro, terminou com um empate de 0 x 0. O jogo contou com um público de 63.501 pagantes, quebrando o recorde anterior do estádio, da partida entre Gama e Londrina em 1998.
Outro grande público foi registrado no dia 14 de julho de 2013, quando o Flamengo venceu o Vasco da Gama por 1 x 0, válido pelo Campeonato Brasileiro da Série A de 2013: 61.767 pagantes.
No dia 15 de junho de 2013 o “Mané Garrincha” recebeu a partida de abertura da Copa das Confederações. Nela, o Brasil venceu o Japão por 3 x 0, com gols de Neymar, Paulinho e Jô. O público foi de 67.423 pagantes, novo recorde no estádio.
Além de um jogo do Brasil na primeira fase (contra Camarões, no dia 23 de junho), o novo estádio recebeu outras seis partidas da Copa do Mundo.