sábado, 18 de abril de 2026

OS CLUBES DO DF: A. A. Serviço Gráfico


A ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA SERVIÇO GRÁFICO, por muitos conhecida apenas como Gráfica, foi fundada em 18 de abril de 1968, atendendo a uma convocação feita por Wanderley Moreira Mattos, Lenyr Pereira da Silva e Carlos Franco de Sá Santoro. Nesta data, reuniu-se um grande número de empregados do Serviço Gráfico do Senado Federal com o objetivo de fundar uma associação atlética destinada somente aos empregados do citado serviço e também para incentivar os esportes em geral, a recreação social e promover o congraçamento dos seus associados.
Somente no dia 22 de setembro de 1968 aconteceu a Assembleia que escolheu a primeira diretoria do novo clube, que ficou assim composta: Presidente - Lenyr Pereira da Silva; Vice-Presidente - Mauro Gomes de Araújo; Diretor Secretário - Nelson Cleômenis Botelho; Diretor Tesoureiro - Geraldo Coutinho; Diretor Social - Carlos Franco de Sá Santoro; Diretor de Patrimônio - Marinalvo Gomes de Araújo e Diretor de Esportes - Wanderley Moreira Mattos.
Tinha como cores oficiais vermelha, azul e branca, tendo por escudo as iniciais AASG e como símbolo a configuração arquitetônica do Edifício do Congresso Nacional. O uniforme principal era assim composto: camisa branca com golas e mangas azuis, calção azul e meias azuis.
Aproveitando-se do fato de a Federação Desportiva de Brasília promover um supercampeonato brasiliense com 24 clubes em 1969, entre amadores e profissionais, o Serviço Gráfico inscreveu-se no que seria a sua primeira competição oficial no Distrito Federal.
Sua estreia aconteceu em 13 de abril de 1969, no Estádio Pelezão (ainda chamado de Nacional de Brasília), goleando o Unidos de Sobradinho, por 4 x 1.
O Serviço Gráfico integrou o Grupo A (com 11 clubes) e ficou com o terceiro lugar, após essa campanha: 10 jogos, 6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas; 21 gols a favor e 10 contra. Totalizou 14 pontos ganhos.
Com isso, conseguiu classificar-se para a Segunda Fase, que reuniu os seis primeiros colocados de cada grupo e, ao seu final, apontaria o campeão de 1969.
Ficou com a sétima colocação, com 12 pontos ganhos, junto com Cultural Mariana, do Gama, e Brasília, de Taguatinga. Nos onze jogos disputados, venceu quatro, empatou outros quatro e perdeu três vezes. Marcou e sofreu 16 gols, ficando com saldo 0.
Mesmo com uma campanha irregular, um de seus jogadores, Eraldo, foi o artilheiro do campeonato, com 11 gols (junto com Paulinho, do CSU).
Defenderam o Serviço Gráfico nesse campeonato os goleiros Gaguinho, Carlyle e José; os defensores Pelé, Mauro, Júlio, Nielson, Garibaldi, Ximenes, Rui, Juarez, Dazinho, Crispim, Moacir, Santiago e Maninho e os atacantes Eustáquio, Laércio, Cesar, Paulinho, Carlos Gomes, Humberto, Walmir, Tião, Miguel, Eraldo, Zezão e Renato.
No campeonato brasiliense de 1970, o Serviço Gráfico venceu o primeiro turno, ficando à frente de outros dez clubes. Nos nove jogos que disputou, venceu seis, perdeu dois e empatou um. Marcou 15 gols e sofreu 7.
Quando, novamente, passou a Fase Final do campeonato (disputada pelos seis melhores da Primeira Fase), não manteve a mesma performance, ficando com a terceira colocação, atrás de Grêmio e Civilsan. Somou seis pontos, provenientes de três vitórias nos cinco jogos que disputou.
Mais uma vez teve um jogador entre os primeiros colocados na artilharia do campeonato, desta vez Carlos Gomes, que ficou com a segunda colocação, com seis gols marcados, e Cid, em terceiro, com cinco.
Começou o ano de 1971 disputando o Torneio Governador do Distrito Federal, contra outras dez equipes. No final, ficou com o vice-campeonato, com 16 pontos ganhos, um a menos que o campeão Jaguar.
No campeonato brasiliense, novamente ficou com a segunda colocação, atrás do Colombo, e à frente de Ceub, Grêmio e Jaguar.
Seu jogador Walmir marcou seis gols e ficou com a segunda colocação entre os artilheiros do campeonato.
Entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro de 1971, o Náutico, de Recife (PE), realizou dois jogos em Brasília. No primeiro, empatou com o Ceub em 1 x 1. No segundo, perdeu para o Serviço Gráfico, por 2 x 1, com dois gols de Walmir contra um de Bita.


Finalmente, em 1972, conquistou o tão perseguido título de campeão brasiliense de futebol. O campeonato foi disputado por sete equipes. O Serviço Gráfico venceu o 1º turno, sem conhecer derrota nos seis jogos que disputou: três vitórias e três empates.
O segundo turno foi conquistado pelo Ceub, da mesma forma, sem perder nenhum jogo. Ambos se qualificaram, então, para a decisão do campeonato, em melhor de quatro pontos. No primeiro jogo, em 2 de dezembro de 1972, o Ceub não deu chances ao Serviço Gráfico, vencendo-o por 3 x 0, gols de Dinarte (2) e Marco Antônio. Uma semana depois, 9 de dezembro de 1972, o Serviço Gráfico devolveu a goleada, vencendo pelo mesmo placar, com dois gols de Walmir e um de Carlos Gomes. Mais uma semana e aconteceu o terceiro jogo, quando ocorreu empate em 0 x 0, adiando a decisão. No dia 21 de dezembro de 1972, no Estádio Pelezão, o Serviço Gráfico venceu o Ceub, por 2 x 1, gols de Jairo Bueno e Arthur para o Serviço Gráfico, e Rogério Macedo, para o Ceub. O árbitro do jogo foi Adélio Nogueira Soares. Agora, restava apenas a comemoração pelo título.
Foi aí que começou um festival de recursos junto à Federação Metropolitana de Futebol. Após o primeiro jogo da decisão, o Serviço Gráfico entrou com um recurso na FMF solicitando os pontos do jogo, baseando-se no fato de que o atleta Marco Antônio, do Ceub, não tinha condições de jogo. Foi constatado que o jogador tinha vínculo com o Fluminense, de Araguari (MG), o que o impossibilitava de participar do campeonato do DF sem a devida transferência.
O Ceub deu o troco, entrando com um recurso contra a utilização pelo Serviço Gráfico dos jogadores Vavá e Carlos Gomes que, segundo o clube universitário, estariam filiados a Federação Fluminense de Futebol.
A FMF recebeu o Ofício nº 2.336, de 02.03.1973, da CBD, comunicando que aplicou aos atletas Marco Antônio Pereira (inscrito pela Federação Mineira de Futebol), Lourival Ribeiro de Carvalho Filho (Vavá) e Carlos Gomes (inscritos pela Federação Fluminense de Desportos), a penalidade de suspensão de 90 dias para cada um, a partir de 7 de fevereiro de 1973.
O TJD da Federação Desportiva de Brasília anulou as partidas realizadas em 2 e 9 de dezembro de 1972, mantendo, entretanto, os resultados das partidas realizadas em 16 de dezembro e 21 de dezembro.
A situação era: Serviço Gráfico, 3 pontos ganhos e Ceub, 1.
Com toda essa confusão o jogo decisivo do campeonato de 1972 só veio a acontecer em 19 de setembro de 1973, quando a Federação ainda deliberou que somente poderiam participar das partidas os atletas que tinham condições legais até a data da realização dos encontros anteriores.
Naquele dia, Serviço Gráfico e Ceub não movimentaram o placar e o 0 x 0 deu o título de campeão brasiliense ao Serviço Gráfico pela primeira vez. No jogo decisivo o Serviço Gráfico formou com Sinézio, Eraldo, Juarez, Melinho e Cezinha; César e Axel; Tião, Jairo Bueno, Clemilton (Ximenes) e Arthur. O técnico era Rui Márcio.
Na entrega dos prêmios aos melhores do ano de 1972, Walmir, do Serviço Gráfico, foi considerado o melhor jogador por uma comissão formada por jornalistas esportivos e professores do Departamento de Educação Física, Esportes e Recreação – DEFER. Marcos, também do Serviço Gráfico, foi a revelação do campeonato.
Já a eleição da equipe de esportes do Correio Braziliense para a escolha dos “Melhores de 1972”, colocou na seleção ideal daquele ano dois jogadores do Serviço Gráfico: o médio-volante Marquinhos e o centro-avante Walmir, que também foi considerado o “Craque do Ano”.
Ao todo, a campanha do Serviço Gráfico para conquistar o título de 1972 foi esta: quinze jogos, cinco vitórias, oito empates e duas derrotas. Assinalou 22 gols e sofreu 10. Total de pontos: 18.
Além do título, o Serviço Gráfico também forneceu o artilheiro do campeonato, Celino, com oito gols.
Defenderam o Serviço Gráfico os goleiros Sinézio, Manoel Carlos e Jairo; os defensores Ximenes, Eraldo, Melinho, Juarez, Vavá, Toinho, Axel, Marquinhos, Cezinha, Paraguai, César e Branco e os atacantes: Carlos Gomes, Tião, Jairo Bueno, Clemilton, Celino, Walmir, Dazinho, Edu, Arthur e Marcos. Técnico: Rui Márcio.
Em 1973, chegou a disputar o 1º turno do campeonato brasiliense, ficando apenas um ponto atrás do Ceub (que seria o campeão daquele ano).
Seu último jogo aconteceu no dia 11 de novembro de 1973, no Estádio Pelezão, empatando em 0 x 0 com o Unidos de Sobradinho. Antes mesmo de começar o segundo turno, o Serviço Gráfico desistiu do campeonato. Em 17 de dezembro de 1973 aconteceu a Assembléia Geral na qual a A. A. Serviço Gráfico (a pedido) foi desfiliada.
O motivo principal da desfiliação do Serviço Gráfico prendeu-se ao fato de que o Senado Federal possuía duas associações, a ASSEFE e a AASG. Veio a unificação e a primeira providência foi acabar com o Departamento de Futebol, ou seja, com a equipe do Serviço Gráfico, campeã brasiliense de 1972. Com isso, os jogadores da A. A. Serviço Gráfico estavam livres para ingressar em qualquer outra entidade 30 dias após seu pedido de desfiliação e consequente desistência do campeonato, ocorrido em 14 de novembro de 1973.



sexta-feira, 17 de abril de 2026

GRANDES RESULTADOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Brasiliense volta a vencer Fluminense - 2º jogo - 2002


O Brasiliense não tomou conhecimento de estar jogando no Maracanã, nem mesmo de enfrentar uma equipe tradicional como o Fluminense. Jogou como clube grande, derrotou o tricolor carioca novamente por 1 x 0 e se classificou para as semifinais da Copa do Brasil, onde enfrentaria o Atlético Mineiro.

FLUMINENSE 0 x 1 BRASILIENSE
Data: 17 de abril de 2002
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE)
Renda: R$ 117.460,00
Público: 11.954 pagantes
Gol: Wellington Dias, 7
FLUMINENSE: Murilo, Jancarlos, Zé Carlos, Régis e Júnior César (Caio); Fabinho, Marcão, Paulo Isidoro (Marco Brito) e Roger; Júlio César (Roni) e Magno Alves. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
BRASILIENSE: Donizeti, Moisés, Thiago Gama, Adriano (Aldo) e Emerson Ávila; Evandro, Carioca, Gil Baiano (Cris), Jackson (Weldon) e Wellington Dias; Auecione. Técnico: Péricles Chamusca.



quinta-feira, 16 de abril de 2026

OS CLUBES DO DF NAS COMPETIÇÕES NACIONAIS: CFZ no Campeonato Brasileiro da Série C - 2003


Na Primeira Fase, as 93 equipes participantes foram divididas em 28 grupos. Jogam entre si, dentro das chaves, em turno e returno, com os dois primeiros colocados passando para a Segunda.
O CFZ foi o representante do Distrito Federal e na Primeira Fase fez parte do Grupo 15, juntamente com Atlético Goianiense, de Goiânia (GO) e o Goiatuba, de Goiatuba (GO). Os resultados do CFZ foram os seguintes:

PRIMEIRA FASE

GOIATUBA (GO) 0 x 2 CFZ
Data: 17.09.2003
Local: Divino Garcia, Goiatuba (GO)
Árbitro: Carlos Henrique Tosta (MG)
Gols: Jacques, 11 e 68
GOIATUBA: Diogo, Carlos Juliano, Henrique, Fábio e Wilson Junior; Cleberson, Enilson, Azambuja (Marquinhos) e Cléber (Marcelo); Cristiano e Zé Raimundo. Técnico: Flávio Goiano.
CFZ: Fábio, Wellington Cássio, Carlos André, Cabrerizo (Raphael) e Thiago Rocha; Cubango, Macaé, Kabila (Esquerdinha) e Rick (Mário); Jacques e Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.

CFZ 1 x 0 ATLÉTICO (GO)
Data: 24.09.2003
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Marcelo Rufino dos Santos (MG)
Renda:  R$ 540,00
Público:  180 pagantes
Gols: Thiago Rocha, 5
CFZ: Fábio, Wellington Cássio, Carlos André, Cabrerizo e Thiago Rocha; Cubango, Macaé, Kabila (Esquerdinha) e Rick (Mário); Jacques (Patrick) e Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.
ATLÉTICO GOIANIENSE: Wagner, André, Danilo Mendes, Alex (Josué) e Luciano (Marcos Paulo); Freitas, Zezé, Roberto e Oscar (Paulo); Túlio Maravilha e Marcelo Cruz. Técnico: Marcus Fleury.

ATLÉTICO (GO) 2 x 2 CFZ
Data: 28.09.2003
Local: Olímpico, Goiânia (GO)
Árbitro: Francisco Leone de Oliveira (TO)
Renda: R$ 13.020,00
Público: 2.700 pagantes
Gols: Rick, 42; Túlio Maravilha, 44; Bispo, 59 e Márcio Costa, 90+1
ATLÉTICO GOIANIENSE: Wagner, André, Danilo Mendes (Alex), Zezé e Luciano; Freitas, Roberto, Oscar (Josué) e Ricardo Lima (Márcio Costa); Túlio Maravilha e Marcelo Cruz. Técnico: Marcus Fleury.
CFZ: Fábio, Wellington Cássio (Patrick), Carlos André, Cabrerizo e Thiago Rocha; Cubango, Macaé, Kabila (Mário) e Rick; Jacques (Leozinho) e Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.

CFZ WO x 0 GOIATUBA (GO)
Data: 05.10.2003
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)

SEGUNDA FASE

As 56 equipes classificadas da Primeira Fase formaram 28 grupos de dois clubes cada. Passaram para a Terceira Fase, os vencedores de cada chave.
Coube ao CFZ enfrentar o Uberlândia, de Minas Gerais.

UBERLÂNDIA (MG) 0 x 3 CFZ
Data: 12.10.2003
Local: Parque do Sabiá, Uberlândia (MG)
Árbitro: Samir Yarak (RJ)
Gols: Bispo, 10 e 26 e Rodriguinho, 65
UBERLÂNDIA: Márcio, Geison, Anderson, Thiago e Yuster; Hudson, Guilherme, Baiano (Mancuso) e Bruno César (Cristiano); Leandro Santos e Ditinho. Técnico: Luciano Pascoal.
CFZ: Ney, Patrick, Carlos André, Raphael e Rochinha; Cubango, Macaé, Kabila (Mário) e Rodriguinho (Rick); Jacques (Alex) e Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.

CFZ 3 x 0 UBERLÂNDIA (MG)
Data: 15.10.2003
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Luiz Alberto Sardinha Bites (GO)
Renda: R$ 825,00
Público: 275 pagantes
Gols: Jacques, 14; Macaé, 54 e Bispo, 90
CFZ: Ney, Wellington Cássio, Carlos André, Raphael e Rochinha (Alex Paulista); Cubango, Macaé, Kabila (Rick) e Rodriguinho; Jacques (Leozinho) e Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.
UBERLÂNDIA: Márcio, Anderson Cabral, Anderson Primon e Hudson; Geison, Guilherme, Bruno César (Mancuso), Cacau e Yuster; Fabinho e Ditinho. Técnico: Luciano Pascoal.

TERCEIRA FASE

As 28 equipes classificadas foram divididas em 14 novos grupos com dois clubes cada. Os vencedores das chaves foram para a Quarta Fase.
Outro clube mineiro, o Ituiutaba, foi o adversário do CFZ.

CFZ 1 x 1 ITUIUTABA (MG)
Data: 22.10.2003
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Joaquim Lima Neto (MT)
Renda: R$ 327,00
Público: 109 pagantes
Gols: Rodriguinho, 44 e Gil, 79
CFZ: Ney, Patrick, Rodrigo Mello, Raphael e Rochinha; Cubango, Macaé, Kabila (Wellington Cássio) e Rodriguinho; Jacques e Bispo (Leozinho). Técnico: Reinaldo Gueldini.
ITUIUTABA: Fernando, Zé Carlos, César Lira, Ivan e Anderson; Serginho (Elias Cabeça), Carlos, Alessandro e Gil; Everton (Deilton) e Maurinho Veras. Técnico: Luiz Renato.

ITUIUTABA (MG) 0 x 2 CFZ
Data: 26.10.2003
Local: Fazendinha, Ituiutaba (MG)
Árbitro: José Fermo (ES)
Gols: Kabila, 55 e Rodriguinho, 65
ITUIUTABA: Fernando, Zé Carlos, Rodrigão, Ricardo e Anderson; Serginho (Everton), Carlos, Alessandro Goiano (Marcelo Soares) e Gil; Deilton e Maurinho Veras (Romarinho). Técnico: Luiz Renato.
CFZ: Ney, Patrick, Carlos André, Raphael e Rochinha; Cubango, Macaé, Kabila (Mário) e Rodriguinho (Thiago Rocha); Jacques (Alex) e Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.

QUARTA FASE

Os 14 clubes classificados foram novamente agrupados em pares. Passariam à quinta fase os vencedores de cada grupo, mais uma equipe, que tivesse realizado a melhor campanha até então, desde a fase inicial, dentre as sete perdedoras nos jogos desta fase, priorizando as equipes que jogaram a Primeira Fase em grupos de quatro.
O CFZ teve como adversário o Palmas, de Tocantins, e perdeu as duas partidas e chance de passar para a Quinta Fase.

PALMAS (TO) 1 x 0 CFZ
Data: 02.11.2003
Local: Nilton Santos, Palmas (TO)
Árbitro: Lucas de Jesus Gomes Lindoso (MA)
Renda: R$ 6.927,50
Público: 3.159 pagantes
Gols: Cássio, 5
PALMAS: Leandro Lopes, Neuran, Marraquete e Moacri; Mazinho, Quezado, Valdo, Ferdinando e Ilan; Cássio (Eudes) e Joãozinho (Arismar). Técnico: Carlos Magno.
CFZ: Ney, Patrick, Carlos André, Raphael (Rodrigo Mello) e Rochinha; Cubango, Macaé, Kabila (Mário) e Rodriguinho; Alex (Rick) e Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.

CFZ 0 x 1 PALMAS (TO)
Data: 05.11.2003
Local: Adonir Guimarães, Planaltina (DF)
Árbitro: Antônio Buaiz Filho (ES)
Renda: R$ 1.404,00
Público: 468 pagantes
Gols: Ferdinando, 90+1
CFZ: Ney, Patrick, Carlos André, Raphael (Rodrigo Mello) e Rochinha; Cubango, Macaé, Kabila (Mário) e Rodriguinho; Alex (Rick) e Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.
PALMAS: Leandro Lopes, Mazinho, Neuran, Moacri e Eudes (Leandro César); Eugênio, Marraquete, Valdo (Carrapeta) e Ferdinando; Cássio e Joãozinho (Arismar). Técnico: Carlos Magno.



quarta-feira, 15 de abril de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Bimba



Américo da Cruz, o Bimba, nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 15 de abril de 1936.
Foi um zagueiro que jogava com elegância e de um futebol clássico.
Começou nos juvenis da Portuguesa, do Rio de Janeiro, disputou o campeonato carioca de 1958, pelo Bonsucesso, e o campeonato mineiro de 1959, pelo Bela Vista, de Sete Lagoas.
Foi trazido para o futebol de Brasília por indicação do ex-jogador do Botafogo e da Seleção Brasileira, Juvenal, e assinou contrato com o Guará, em 1960, ano em que o clube ficou na segunda colocação do campeonato brasiliense.
Transferiu-se para o Defelê em 1961, quando integrou a primeira Seleção de Brasília formada para disputar um amistoso contra a Seleção de Goiás, em Goiânia, no dia 16 de abril.
Disputou ainda mais três amistosos pela Seleção de Brasília no ano de 1961, contra o Santos, em 21 de abril, Fluminense, em 2 de julho, e Botafogo, em 17 de setembro.
Ao final do ano, tendo conquistado o título de campeão brasiliense, também teve seu mérito reconhecido ao ser escolhido pelo jornal Correio Braziliense o “Melhor jogador de futebol do ano”. Foram escolhidos destaques de todas as modalidades que integravam a Federação Desportiva de Brasília.
Em 1962 foi para o Rabello. Novamente fez parte da Seleção de Brasília que enfrentou o Vasco da Gama, no dia 21 de abril, e a Seleção de Goiás, em 29 de setembro.
Em seu novo time, conquistou a Taça “Candango”, disputada no período de 28 de abril a 1º de maio e que reuniu Guará, Colombo, Defelê e Rabello, no campo do Defelê, e o Torneio da Prefeitura do Distrito Federal, Taça "Embaixador Sette Câmara", com direito a vitória por goleada sobre seu ex-clube, o Defelê, na final, por 5 x 0.
No campeonato brasiliense de 1962, o Rabello ficou na terceira colocação.
No final do ano, Bimba foi um dos convocados para representar o Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de Seleções. A Seleção do DF passou por Mato Grosso, mas foi desclassificada por Goiás.
Continuou no Rabello em 1963 e foi convocado para o amistoso da Seleção do Distrito Federal contra o Atlético Mineiro, em 21 de abril.
O Rabello foi o vice-campeão de 1963.
Transferiu-se para o Goiás ainda em 1963 e na metade de 1964 retornou ao Distrito Federal, voltando a defender o Rabello.
Defendeu a Seleção do Distrito Federal em amistosos contra o Ceará, Atlético Mineiro e Treze, da Paraíba.
No Rabello, sagrou-se campeão da primeira competição sob o regime profissional em Brasília.
Em 1965, foi jogar no Guará e perdeu a chance de conquistar o bicampeonato brasiliense, título alcançado pelo Rabello.
Transferiu-se para o Luziânia em 1966, tendo inclusive disputado um amistoso do seu novo time contra a Seleção do Distrito Federal, em 15 de maio (3 x 3).
Em novembro de 1966 foi convocado para defender a Seleção do DF que venceu a Seleção de Goiás, por 2 x 1.
Com o Luziânia, chegou na segunda colocação do campeonato brasiliense de profissionais.
Em 1967, foi contratado para ser o treinador do Guanabara.
No ano de 1968, dividiu seu tempo como jogador do Cruzeiro do Sul e depois como treinador do Alvorada.
Ainda foi técnico do Luziânia no início de 1973.
No início dos anos 80, enfrentando problemas com o álcool, foi internado na Clínica São Miguel, de propriedade do conceituado psiquiatra no DF, Dr. Neilor Rolim, no bairro do Parque Alvorada, às margens da BR 040, em Luziânia. Com a sua habitual irreverência, fez muitos amigos na clínica, dentre eles o ex- jogador do Luziânia, Ziza. Formaram o time da Clínica São Miguel e participaram do campeonato amador de Luziânia. Bimba atuava como jogador e técnico do time da clínica.
Com o fechamento da clínica, foi transferido para o asilo São Vicente de Paula, juntamente com vários companheiros da clínica. Fugiu e foi morar na rodoviária, no centro da cidade de Luziânia, onde hoje é o Centro de Convenções projetado por Oscar Niemayer.
Tornou-se mendigo de rua. Morreu só e abandonado por todos. Faleceu no dia 3 de agosto de 1993, sendo sepultado pela Secretaria de Assistência Social do Município de Luziânia, sem a presença de familiares, só com alguns amigos da época da Clínica São Miguel.

Defelê bicampeão brasiliense - 1961


Colaboração: José Egídio Pereira Lima.




terça-feira, 14 de abril de 2026

A PRIMEIRA VEZ A GENTE NÃO ESQUECE: a primeira excursão ao Norte do Brasil - 1967



Antes do embarque: de pé, da esquerda para a direita, Dico, Zezé, Sabará, Didi, Cid, Dão, Vantuil, Mello, Paulo Roberto, Samuel Lopes (técnico), Zé Maria e Márcio Télio (jornalista)
Agachados, na mesma ordem: Marreta, Tião, Jonas, Luiz, Paulinho, Hélio, Fuminho e Edinho

Pelo vôo 220 da Vasp, às 8 horas e 30 minutos do dia 14 de abril de 1967, a delegação do Rabello viajou rumo a Belém (PA), onde começaria sua excursão por gramados do norte do Brasil.
Seria a primeira excursão de um clube brasiliense ao norte do Brasil, jogando, mais precisamente, em Belém (PA) e Teresina (PI).
A delegação estava assim composta: Chefe – Aliatar Pinto de Andrade; Técnico – Samuel Lopes; Jornalista – Márcio Télio; Enfermeiro – Fuminho e Massagista, Roupeiro – Marreta e 18 jogadores, a saber: Dico, Paulo Roberto, Dão, Mello, Carlão, Luiz, Wantuil, Didi, Tião, Zé Maria, Paulinho, Zezé, Sabará, Cid, Carlinhos, Edinho, Hélio e Jonas.
Zé Walter apresentou um problema de última hora, que não pôde ser resolvido em tempo suficiente para que seu nome fosse incluído entre os que viajaram. Também não viajaram João Dutra e Serginho.

OS JOGOS

O alvinegro brasiliense disputou cinco jogos nessas cidades, obtendo duas vitórias, dois empates e uma derrota.

A ESTREIA DIANTE DO PAYSANDU

Sua estreia aconteceu no dia 16 de abril de 1967, no Estádio da Curuzu, diante do Paysandu, que estreava o ex-goleiro Carlos Castilho como seu treinador. O Paysandu venceu por 3 x 1. Bené marcou os três gols do bicolor paraense.

EMPATE COM O CLUBE DO REMO

No dia 19 de abril de 1967 o Rabello enfrentaria outro grande time de Belém, o Clube do Remo. Conquistou um grande resultado ao empatar em 1 x 1. Paulinho, aos 15 minutos do 1º tempo marcou o gol do Rabello. O alvinegro sustentou essa vantagem até faltarem dez minutos para o encerramento do jogo, quando sofreu o empate, por intermédio de Luís Carlos.
O empate fez justiça ao bom futebol apresentado pelas duas equipes. Houve oportunidades perdidas dos dois lados, servindo a trave como a salvação do Rabello em dois lances, com Dico batido. Também o Rabello perdeu mais de duas oportunidades de gol.
Paulinho, Edinho, Zé Maria e Wantuil foram os nomes de maior destaque no Rabello.
Jogou o Rabello com Dico, Didi, Mello, Wantuil e Hélio (Dão); Luiz, Zé Maria e Paulinho (Tião); Zezé, Cid e Edinho. O Clube do Remo atuou com Florisvaldo, Ribeiro (Íris), Socó, Nagel e Assis; Oberdan e Luís Carlos; Magalhães, Rangel, Zezé (Edvard) (Afonso) e Neves.
O árbitro foi Antônio Santos, da Federação Paraense de Futebol, e a renda alcançou NCr$ 40.950,00.


Hélio, Didi, Dico, Luiz, Mello e Wantuil
Zezé, Zé Maria, Cid, Paulinho e Edinho


SEGUNDO JOGO CONTRA O REMO

Como era comum na época, tendo acontecido empate no primeiro encontro, normalmente os clubes disputavam outro jogo. E este aconteceu no dia 23 de abril de 1967: novo empate em 1 x 1 entre Remo e Rabello.No Remo, o destaque era o atacante Amoroso, ex-Botafogo, do Rio de Janeiro.

1º JOGO NO PIAUÍ: VITÓRIA SOBRE O FLAMENGO

O Rabello deixou Belém no dia 24 de abril de 1967 e seguiu para Teresina, capital do Piauí, onde o aguardava dois outros encontros contra clubes da cidade. A delegação do Rabello hospedou-se no Hotel Central.
Estreando em gramados piauienses, no dia 27 de abril de 1967, no Estádio Lindolfo Monteiro, o Rabello conquistou sua primeira vitória, ao derrotar o Flamengo local por 1 x 0, gol de Edinho, aos 40 minutos do 2º tempo.
O goleiro Dico e o zagueiro Wantuil foram os destaques do Rabello.
O Rabello jogou com Dico, Dão (Hélio), Mello, Wantuil e Didi; Luiz, Zé Maria e Tião; Zezé (Sabará), Cid e Edinho. Flamengo: Luiz Mário, Maneca, Amadeu, Estácio e Matintim; Gringo e Nilson (Salvador); Massarico, Evandro, Mano e Edu.

NOVA VITÓRIA EM TERESINA

Encerrando a sua temporada em gramados do Norte/Nordeste, o Rabello colheu um grande triunfo no dia 30 de abril de 1967, ao vencer o River, por 3 x 0, no mesmo Estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina (PI).
No 1º tempo, Carlinhos inaugurou o marcador aos 43 minutos. No 2º, Cid marcou duas vezes, aos 30 e 40 minutos, definindo o placar de 3 x 0 a favor do Rabello.
O árbitro foi David Pinto de Almeida e a renda de NCr$ 3.977,20.
Jogaram as equipes assim: RABELLO - Dico, Didi, Mello, Wantuil e Hélio; Luiz (Carlão), Zé Maria e Tião; Zezé (Sabará), Cid e Carlinhos (Edinho). RIVER - Antônio João, Gildo, Gereba, Paulo e Louro; Mariano e Wilmar; Mariola, Valdeck (Clemilson), Tassu (Riba) (Paulinho) e Escurinho.
Tempos depois, o goleiro Dico e o atacante Roberto transferiram-se para o Clube do Remo. Dico se tornou um dos maiores ídolos da história do Clube do Remo, conquistando seis títulos paraenses e se tornando o goleiro mais vitorioso desde que o futebol do Pará foi profissionalizado.

O DESEMBARQUE EM BRASÍLIA

A delegação do Rabello desembarcou no Aeroporto Internacional de Brasília às 17:45 horas do dia 1º de maio de 1967.
Além de inúmeros familiares dos membros da comitiva, um grande número de torcedores aguardava a delegação.




segunda-feira, 13 de abril de 2026

PASSARAM POR AQUI: Beto Fuscão (in memoriam)



Rigoberto Costa, o Beto Fuscão, nasceu no bairro do Estreito, em Florianópolis (SC), no dia 13 de abril de 1950.
Beto Fuscão era zagueiro do tipo que não brincava em serviço e nem tinha vergonha de dar um chutão se preciso fosse. Por outro lado, sabia jogar com classe.
Depois que se afastou do futebol, foi morar no bairro do Estreito e passou a trabalhar como professor em escolinhas de futebol na capital catarinense.
Antes de se tornar jogador profissional, batia sua bolinha nas folgas da oficina mecânica em que trabalhava.
Iniciou sua carreira profissional jogando pelo Figueirense, da capital catarinense, no ano de 1968.
No Figueirense, Beto Fuscão permaneceu até 1971. Em seguida foi para o América, de Joinville (SC), onde jogou até o ano de 1972. Nesse período também defendeu o selecionado catarinense.
Sua grande chance aconteceu quando o Grêmio o contratou no ano de 1973. 

No Grêmio, Beto Fuscão formou um sistema defensivo forte ao lado do goleiro Cejas, Eurico, Ancheta e Bolívar. Jogou pelo Grêmio em um período de derrotas e insucessos, onde o Internacional, maior rival do Grêmio, mantinha o domínio do futebol gaúcho, escrita que só foi quebrada em 1977, quando o Grêmio conquistou o campeonato gaúcho.
Foi defendendo o time gaúcho que Beto Fuscão chegou pela primeira vez ao selecionado nacional: no dia 19 de maio de 1976, na vitória de 2 x 0 sobre a Argentina, no Maracanã, substituindo Amaral. 

Pela Seleção Brasileira Beto Fuscão conquistou a Taça do Atlântico e o Torneio Bicentenário dos Estados Unidos, ambos em 1976.
No total, Beto Fuscão defendeu a Seleção Brasileira em 15 jogos entre os anos de 1976 e 1977 (o último foi no dia 3 de março).
Em 1977 Beto Fuscão foi contratado pelo Palmeiras. Sua estreia aconteceu no dia 2 de abril de 1977, no Morumbi, diante do Santos, em um clássico válido pelo primeiro turno do campeonato paulista desse ano. Beto Fuscão teve uma boa atuação e o Palmeiras venceu por 2 x 0.
Em 1978 Beto Fuscão foi vice-campeão brasileiro perdendo a final para o Guarani. 

No Palmeiras, no período compreendido entre 1977 e 1980, Beto Fuscão disputou 206 partidas, com 89 vitórias, 71 empates, 46 derrotas e dois gols marcados.
Beto Fuscão permaneceu no Palmeiras até o dia 26 de outubro de 1980, quando o Palmeiras empatou em 2 x 2 com o Marília.
Em 1981 Beto Fuscão foi defender o São José, de São José dos Campos (SP), permanecendo nesse clube até 1983. Foram 138 jogos no São José, com dois gols marcados.
Jogou, em 1984, pelo Operário, de Campo Grande (MS) e em seguida pela Ferroviária, de Araraquara (SP), onde disputou 33 jogos.
Em 1985 deixou a Ferroviária e foi jogar pelo Araçatuba, de São Paulo. 
Posteriormente, esteve no Uberaba-MG entre 1986 e 1987. 

PASSAGEM POR BRASÍLIA

Beto Fuscão chegou a Brasília no começo de fevereiro de 1988, contratado pelo Tiradentes. Sua estreia não poderia ser de melhor forma: no dia 28 de fevereiro de 1988, no CAVE, Beto Fuscão marcou o gol da vitória de 1 x 0 sobre o Guará.
Marcaria mais dois gols nos outros 23 jogos que disputou em 1988 e teve participação importante na conquista do título de campeão brasiliense pela primeira vez na história do Tiradentes.
No final do ano, Beto Fuscão foi um dos seis jogadores que concorreram ao IV TROFÉU “MELHORES DO ESPORTE BRASILIENSE” - 1988, promoção da Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos - ABCD. No futebol os eleitos foram Beto Fuscão, Moura e Zé Maurício (Tiradentes), Bocaiúva (Taguatinga), Josimar (Brasília) e Pedro César (Guará). O vencedor foi Moura.
No primeiro semestre de 1989 disputou o campeonato brasiliense pelo Tiradentes (foram 17 jogos) e no segundo o Campeonato Brasileiro da Série B emprestado ao Ceilândia.

Das três equipes do DF (as outras duas foram Sobradinho e Taguatinga) que disputaram a Primeira Fase, apenas o Ceilândia passou para a Segunda. Após duas partidas contra o Rio Branco, do Acre, o Ceilândia foi desclassificado.
No dia 19 de julho de 1989, quando o Tiradentes se tornou a primeira equipe do futebol brasiliense a disputar um jogo válido pela Copa do Brasil, era comandado por Beto Fuscão e pelo folclórico treinador Dario, o Dadá Maravilha.
O Tiradentes ficou com a quarta colocação no campeonato brasiliense de 1990. Beto Fuscão esteve presente em 15 dos 16 jogos disputados pelo Tiradentes.
Logo depois desse campeonato, foi realizado o Torneio Seletivo para indicar o representante do Distrito Federal no Campeonato Brasileiro da Série C de 1990. O Tiradentes ficou com a segunda colocação. O campeão e representante do DF foi o Gama.
Aos 41 anos, participou pela última vez de uma partida de futebol. Foi no dia 25 de agosto de 1991, no Bezerrão, com vitória do Tiradentes sobre o Gama por 1 x 0. Naquele dia, Beto Fuscão acumulou as funções de quarto-zagueiro com a de treinador do Tiradentes. Foram 14 jogos como atleta e dois como treinador.
Beto Fuscão faleceu em Florianópolis (SC), no dia 6 de dezembro de 2022.



domingo, 12 de abril de 2026

ARQUIVOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Torneio "Prefeito Ivo de Magalhães” - 1964


Participantes:


1º DE MAIO ESPORTE CLUBE
RABELLO FUTEBOL CLUBE
CLUBE ATLÉTICO COLOMBO
LUZIÂNIA ESPORTE CLUBE

08.03.1964
1º DE MAIO 1 x 1 RABELLO
Local: Israel Pinheiro
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral
Gols: Azulinho / Djalma

15.03.1964
COLOMBO 2 x 1 LUZIÂNIA
Local: Israel Pinheiro
Árbitro: Aristeu Santana
Gols: Tião I e Tião II / Invasão

22.03.1964
RABELLO 3 x 2 COLOMBO
Local: Paulo Linhares
Árbitro: Eduíno Edmundo Lima
Gols: Ceninho (2) e Calado / Baiano e Sabino
Expulsões: Sabará (Rabello) e Tião I e Natalício (Colombo)

29.03.1964
1º DE MAIO 0 x 1 LUZIÂNIA
Local: Israel Pinheiro
Árbitro: Nero Dias Nogueira
Gol: Bubu

12.04.1964
COLOMBO 1 x 1 1º DE MAIO
Local: Aristóteles Góes
Árbitro: Emílio dos Santos Vieira
Gols: João Dutra / Cascorel

RABELLO 3 x 1 LUZIÂNIA
Local: Paulo Linhares
Árbitro: Nero Dias Nogueira
Gols: Beto Pretti (2) e Djalma / Invasão

CAMPEÃO: RABELLO.



sábado, 11 de abril de 2026

OS ARTILHEIROS: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão - 2022


1º - Marcão (Brasiliense), 9 gols;
2º - Romarinho (Ceilândia), 8;
3º - Aldo (Brasiliense) e Felipe Clemente (Capital), 6;
4º - Cabralzinho (Ceilândia), Milla (Gama) e Michel Platini (Paranoá), 5;
5º - Luquinhas (Brasiliense) e Watthimen (Santa Maria), 4;
6º - Weberthy Catatau (Brasília), Aloísio e Badhuga (Brasiliense), Pedrinho, Wallace, Roberto Pítio e Rafael Grampola (Capital), Gabriel Pedra e Tarta (Ceilândia), Iacovelli (Gama), Daniel Guerreiro (Paranoá), Thiago Magno (Santa Maria), Wisman (Taguatinga) e Matheus Guarujá e Paulo Renê (Unaí), 3;
7º - Ian (Brasília), Leozinho, Emerson, Judson e Romarinho (Capital), Romário, Mirandinha e Hiwry (Ceilândia), Espeto e Gustavo Mesquita (Gama), Rodrigo (Luziânia), Clécio (Paranoá), Fagner e Lucas Capixaba (Santa Maria) e Wesley (Taguatinga), 2;
8º - Dadinho, João Agrella, Leandro Aguiar, Johnson, Vinícius Machado e Gerson, do Luziânia, contra, e Júlio Magalhães, do Unaí contra (Brasília), Bernardo, Bruno Nunes, Daniel Alagoano, Ferrugem, Goduxo, Gustavo Henrique, Kesley, Peu e Romári, do Ceilândia, contra (Brasiliense), Charles e Sandy (Capital), Gabriel Henrique, João Afonso e Gleissinho (Ceilândia), Adriano, Danrley, Caio Sérgio, Carlos Magno, Hícaro Reis e Iago (Gama), Gustavo Lila, Everton Henrique, Lucas Lima, Luiz Felipe e Badhuga, do Brasiliense, contra (Luziânia), Paulo Wagner, Regino e Rodolfo, do Gama, contra (Paranoá), Douglas Candango, Leandro Bahia, Paulinho e Rondon (Santa Maria), Evanilson, Felipe, Henrique, Itamar, Kantê e Luan Gontijo (Taguatinga) e Akin, Brendon, Lucas Hian, Marcus Vinícius, Wagner Iguatu e Andrezinho, do Brasiliense, contra (Taguatinga), 1 gol.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

GRANDES RESULTADOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Brasiliense vence Fluminense - jogo de ida - 2002


O Fluminense, do Rio de Janeiro, foi o adversário do Brasiliense na quarta fase (quartas-de-final) da Copa do Brasil de 2022.
O novato clube candango agigantou-se diante do quase centenário tricolor das Laranjeiras. Jogou melhor e ganhou por 1 x 0. O Fluminense foi envolvido pelo Brasiliense, que jogou com muita velocidade e aplicação. Caso tivesse mais calma na hora da conclusão, o Brasiliense poderia ter saído de campo com uma vitória mais folgada. O goleiro Murilo, do Fluminense, evitou derrota por placar mais dilatado.

BRASILIENSE 1 x 0 FLUMINENSE
Data: 10 de abril de 2002
Local: Serejão, Taguatinga (DF)
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (GO)
Público: 31.260 pagantes
Gol: Wellington Dias (pênalti), 77
BRASILIENSE: Donizeti, Moisés, Thiago Gama, Adriano e Emerson Ávila; Evandro, Wellington Dias (Cris), Carioca e Gil Baiano (Lê); Auecione e Jackson (Weldon). Técnico: Péricles Chamusca.
FLUMINENSE: Murilo, Jancarlos (Zé Carlos), Maurício Fernandes, Régis e Júnior César; Fabinho, Fábio Mello (Paulo Isidoro), Bismarck e Roger; Júlio César (Alex) e Magno Alves. Técnico: Oswaldo de Oliveira.




quinta-feira, 9 de abril de 2026

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Carlos Morales (in memoriam)



Carlos Barbosa Morales nasceu em Porto Alegre (RS) em 9 de abril de 1939. Começou no juvenil do Internacional, de Porto Alegre (RS), tornando-se profissional no futebol do interior do Rio Grande do Sul, onde jogou pelo Esperança, de Novo Hamburgo, Aimoré, de São Leopoldo, e Flamengo, de Caxias do Sul, todos do Rio Grande do Sul.
Transferido pela Aeronáutica, veio para Brasília em 1961. Neste mesmo ano, vinculou-se ao Nacional, transferindo-se, no ano seguinte, para o Cruzeiro do Sul, onde, além de jogar, iniciou na carreira de treinador.
Morales foi um bom quarto-zagueiro, ao ponto de ser convocado para defender a Seleção do Distrito Federal num amistoso em Goiânia, no dia 29 de setembro de 1962 (Goiás 2 x 2 Distrito Federal).
Ao fim da Primeira Fase do Campeonato Brasiliense de 1962, integrou a Seleção da Zona Sul, eleita pela crônica esportiva. Em enquete realizada no final do ano de 1962, fez parte dos “Melhores do Futebol Brasiliense”, promoção do jornal Diário Carioca-Brasília. No campeonato de 1962, marcou três gols.
Também aproveitou o ano de 1962 para começar a carreira de treinador, sagrando-se campeão do primeiro Campeonato Brasiliense de Juvenis, pelo Cruzeiro do Sul.
Durante o Torneio Início da Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense de 1963, realizado no dia 12 de maio, no campo do Grêmio, Estádio “Vasco Viana de Andrade”, Cruzeiro do Sul e Grêmio empataram em 0 x 0. Nos pênaltis, vitória do Cruzeiro do Sul, com Morales convertendo as três cobranças. Veio o quinto jogo do dia e novo empate de 0 x 0 entre Rabello e Cruzeiro do Sul. A vitória coube ao Rabello, nos pênaltis, por 11 x 10. Detalhe: Arnaldo, do Rabello, fez 11 gols em 12 cobranças e Morales 10.
No campeonato brasiliense de 1963, Morales consagrou-se campeão, com o Cruzeiro do Sul realizando uma excelente campanha: dez vitórias, cinco empates e apenas uma derrota.
Ainda em 1963, foi bicampeão da categoria juvenil pelo mesmo clube.


Em 1965 foi vice-campeão juvenil com o Guará. 
Passou para o Guanabara em 1966, sagrando-se campeão amador naquele ano. 
Foi campeão juvenil em 1967, pelo Rabello. No mesmo clube, passou a auxiliar técnico do argentino Hector Gritta.
Em 1969, dirigiu o Piloto e em setembro passou para o Coenge, onde fez sua estreia em 10 de setembro de 1969, na vitória de 1 x 0 sobre a A. A. Serviço Gráfico.
No Coenge começou a trabalhar com suas principais virtudes: disciplinado, sem ser ditador, e tinha uma moral muito grande junto a todos os jogadores com quem trabalhou. Sua fórmula: o diálogo aberto e franco.
Sagrou-se campeão brasiliense de 1969, título inédito conquistado com o Coenge. Além disso, foi o treinador da Seleção do Gama no Torneio Imprensa Esportiva, iniciado em 21 de dezembro.
Em 1970, ainda no Coenge, foi vice-campeão do Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira” e passou a ser representante do clube junto a Federação Desportiva de Brasília.
Substituído por Raimundinho em 1971, no Coenge, foi ser treinador do time amador do Ceub, que ficou com o segundo lugar no campeonato brasiliense de 1972, atrás apenas da A. A. Serviço Gráfico.
O reconhecimento pelo bom trabalho à frente do clube acadêmico veio ao final do ano quando uma comissão formada por jornalistas esportivos e professores do Departamento de Educação Física, Esportes e Recreação - DEFER escolheram os “Destaques do Ano de 1972”, em vários esportes. No futebol, Carlos Morales foi eleito o melhor técnico.
Continuou no Ceub, até ser substituído por João Avelino, que passou a treinar o clube no Campeonato Brasileiro de 1973.
O bom trabalho abriu as portas para o futebol mineiro. Logo depois, treinou equipes de Montes Claros, Passos, Ituiutaba e Jacutinga.
Retornou ao futebol do DF e, em 1980, foi técnico do Sobradinho e do Taguatinga no campeonato brasiliense daquele ano.
Em 1981 foi vice-campeão brasiliense de profissionais pelo Guará, além de ser eleito novamente melhor técnico da temporada.
Dirigiu, seguidamente, times do Distrito Federal: 1982 - Taguatinga e Gama; 1983 e 1984 - Tiradentes; 1987 - novamente no Tiradentes e 1988 - Guará.
Em 3 de março de 1990, graças a uma parceria com o ex-técnico e jogador de futebol, Wander Abdalla, então presidente do Clube de Regatas Guará, Morales criou o seu grande projeto, desenvolvido por mais de 20 anos: a Escolinha de Futebol do Guará (cidade onde passou a morar em 1972), a mais antiga e tradicional escolinha de futebol do DF, que buscava não só ensinar futebol às crianças e jovens do Guará, mas também, tirar crianças carentes das ruas.
A Escolinha passou a contar com cinco professores que davam aula de terça a sexta-feira na parte da manhã e à tarde no campo de futebol do Complexo do CAVE.
O futebol sempre foi uma das suas paixões e, por isso, Morales resolveu juntar o útil ao agradável ao usar seus conhecimentos e amor ao futebol para transmiti-los às crianças, de 4 a 17 anos. Um dos atrativos da escolinha era a participação em torneios e campeonatos inclusive fora do DF. 
A escolinha é responsável por uma grande quantidade de revelações de talentos, o mais recente o atacante Leandro, do ex-Grêmio e hoje no Palmeiras.
Funcionário aposentado pelo Senado Federal, Carlos Morales faleceu no dia 13 de outubro de 2012, de complicações originadas de uma pneumonia.






quarta-feira, 8 de abril de 2026

EXCURSÃO DO TIRADENTES AO INTERIOR DE MINAS GERAIS - 1984


Alfenense
De 29 de março a 8 de abril de 1984, aconteceu uma pequena excursão do Tiradentes ao interior de Minas Gerais.
A delegação do time foi chefiada pelo Presidente Fernando Brandão e teve como Supervisor Waldir Teixeira.
Na estreia, em Pompeu, empatou com a seleção local em 2 x 2.
Dois dias depois, 31 de março, em Alfenas, derrotou o Alfenense por 1 x 0, gol de Robertinho.
No dia seguinte, 1º de abril, o Tiradentes realizou uma atuação brilhante e goleou o América, de Caratinga, por 5 x 1. Marcaram os gols do Tiradentes Walcir (2), Josimar, Vote e Bita.
Em Itabira, no dia 4 de abril, conheceu sua única derrota, ao perder pela contagem mínima para o Valeriodoce.
Viajou para Teófilo Otôni e no dia 7 de abril marcou 2 x 1 no América local, gols de Walcir e Tuíca.
Encerrou sua excursão no dia 8 de abril, em Ataléia, empatando em 0 x 0 com o União local.
Carlos Morales foi o treinador e contou mais vezes com os seguintes jogadores: Neneca, Joel, Amaral, Jair e Santos; Klever (Oscar), Toninho e Josimar; Walcir, Vote e Robertinho (Bita).



terça-feira, 7 de abril de 2026

O BONSUCESSO EM BRASÍLIA - 1967



No mês de abril de 1967, o Bonsucesso, do Rio de Janeiro, realizou dois jogos amistosos em Brasília. O time carioca vinha de Montes Claros (MG), dando prosseguimento a uma excursão por diversos pontos do País. 
As duas partidas foram disputadas no Estádio de Brasília que, posteriormente, passaria a ser conhecido como Pelezão.
No primeiro jogo, em 7 de abril de 1967, Defelê e Bonsucesso empataram em 1 x 1. Foi o jogo principal da rodada dupla. As duas equipes apresentaram muitas falhas. O Defelê estava voltando aos treinamentos, com a recuperação de seu campo. Ainda assim, seus jogadores estiveram mais empenhados nas bolas divididas. O Bonsucesso parecia um pouco cansado após a viagem. 
Aos 12 minutos do 1º tempo, numa cobrança de escanteio, em cruzamento de Djalma, pularam Invasão e Maurício, cabendo a esse último a cabeçada certeira para as redes de Jonas.
O empate surgiu aos 28, numa jogada em que Brandão lançou Celso. Este parou a bola e deu um tiro forte à meia altura e de longa distância, sem chances para Walmir.

Jonas, o primeiro à esquerda, em pé,
e Paulo Lumumba, o terceiro, posteriormente
viriam a jogar no futebol brasiliense
A arrecadação da rodada foi de quase um milhão de cruzeiros antigos.
Gilberto Nahas foi o árbitro e as equipes tiveram as seguintes constituições: 
Defelê – Walmir, Décio, Chiquinho, Lima e Wilson Godinho; Quincas e Reinaldo (Ely); Djalma, Maurício (Solon), Invasão e Mozart (Mauro Lúcio). 
Bonsucesso – Jonas, Natal, Jorge, Paulo Lumumba e Albérico; Paulo César e Brandão; Gilbert (Caxias), Celso, Enos e Enir.

Na preliminar, com ambos os times passando por reformulação, Rabello e Flamengo fizeram um jogo igual e não saíram do 0 x 0, na estreia de Beto Pretti no rubro-negro de Taguatinga, justamente contra seu ex-clube. Quem também havia assinado contrato com o Flamengo, de Taguatinga, foi J. Pereira (José da Conceição Pereira de Souza).
O jogo foi disputado em clima de igualdade, com os ataques perdendo inúmeras chances de marcar, o que veio confirmar que o empate foi justo.
Jogou o Rabello com Zé Walter, Dão, Wantuil (Luiz), Carlão e Didi; Zé Maria e Paulinho (Tião); Zezé, Sabará, Luizinho (Nilson) e Edinho (Carlos). O Flamengo atuou com Cláudio, Luiz, Macedo, Itérbio e Miranda; Fernandinho e Beto Pretti; Zé Eustáquio (Dório), Manoel, Ademir e Zoca. 
O árbitro foi Rubem Pacheco.



segunda-feira, 6 de abril de 2026

OS CLUBES DO DF: CSU






O Clube dos Servidores da Universidade foi fundado em 6 de abril de 1966 por funcionários, servidores e alunos da Universidade de Brasília (UnB). Teve como seu primeiro presidente Carlos Augusto Vilalva Negreiros Falcão.
Como podemos ver nos escudos acima, as cores do clube eram azul, verde e branco.
Naquele ano (1966), a Federação Desportiva de Brasília tinha campeonatos de futebol em três categorias: profissionais, amadores e Departamento Autônomo. O CSU optou por este último em seu primeiro ano de vida.
No dia 5 de junho de 1966, estreou no Torneio Início do Departamento Autônomo com derrota de 2 x 1 para a Civilsan.
O campeonato do Departamento Autônomo daquele ano foi dividido em três seções: Taguatinga, Plano Piloto e Sobradinho.
O CSU classificou-se em primeiro lugar na Seção Plano Piloto, superando outros oito times. Juntamente com a A. E. B., passou para a Fase Final (chamada de Supercampeonato), disputada pelos dois primeiros classificados de cada seção. Desconhecemos o resultado final dessa competição.
No dia 11 de dezembro de 1966 disputou um amistoso com o Rabello, perdendo por 2 x 1.
No ano seguinte, 1967, o CSU foi um dos clubes amadores que chegaram a realizar uma reunião para a elaboração de um campeonato com as agremiações dessa categoria. O campeonato acabou não vingando.
A mesma coisa aconteceu em 1968. Foram dois anos sem disputar nenhuma competição oficial da Federação Desportiva de Brasília.
No dia 10 de março de 1969, aconteceu a Assembleia Geral Extraordinária da qual tomaram parte os presidentes e representantes de todos os clubes filiados a F. D. B.
A Federação, então, criou um torneio chamado de “Taça Brasília”, podendo concorrer ao mesmo, todos os clubes filiados, quer profissionais, amadores ou componentes do Departamento Autônomo, todos em igualdade de condições, havendo partidas de amadores com profissionais.
Inscreveram-se 24 equipes. O torneio foi em dois turnos, sendo que para o segundo só se classificariam os seis primeiros colocados de cada grupo.
O CSU fez sua estreia no dia 19 de abril de 1969, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo (do Defelê), empatando em 1 x 1 com o Jaguar. A primeira vitória aconteceria no dia 27 de abril de 1969, no Pelezão, quando derrotou o Carioca, por 3 x 2, com dois gols de Paulinho e um de Carlos Alberto.
Na primeira fase ficou em 4º lugar no Grupo A. Foram dez jogos, com cinco vitórias, três empates e duas derrotas. Marcou 24 gols e sofreu 18.
Na Fase Final, o CSU ficou com a nona colocação entre os 12 clubes participantes. Nos onze jogos que disputou, conseguiu vencer três, empatar outros três e foi derrotado em cinco oportunidades. Marcou dezoito gols e sofreu vinte e dois.
Dois foram os artilheiros do torneio, com 11 gols, sendo que um deles, Paulinho (Paulo Rogério Ferreira Campos), pertencia ao CSU.
Eis os nomes de alguns jogadores que defenderam o CSU na Taça Brasília de 1969: Goleiros: Neniomar e Pena; Defensores: Zeca, César, Monteiro, Walfrido, Roque, Nilo, Isnard e Wilson; Atacantes: Cacá, Cleuber, Júlio, Walter, Sabará, Paulinho e Totó.
Destes, César e fizeram parte dos “Melhores do Ano” do futebol brasiliense de 1969, eleitos por componentes de uma comissão que contou com elementos do Correio Braziliense e da TV Alvorada.
No ano de 1970 o CSU voltou a ficar de fora das competições amadoras promovidas pela Federação Desportiva de Brasília.
Retornou em 1971, disputando o Torneio “Governador do Distrito Federal”, juntamente com outras dez equipes. O torneio foi marcado por muitos WO, pois muitos clubes estavam irregulares (débito com a Tesouraria da F. D. B.) e suspensos de suas obrigações.
Chegou a estrear na competição no dia 21 de março de 1971, no estádio Pelezão, sendo derrotado pelo Jaguar, com essa formação: CSU: Neniomar, Zequinha, Eufrásio, Wilson (Peixoto) e André; Monteiro e Pereira; Luís Carlos, Cacá, Mazinho e Isnard. Ainda disputaria uma outra partida, mas, logo depois, desistiu de continuar na competição bem antes do seu encerramento.
Em 13 de agosto de 1971 foi realizada a Assembleia que desfiliou seis clubes da F. D. B., entre eles o CSU.
Somente no ano de 1975, quando ainda era amador o futebol de Brasília, o CSU voltou a participar de competições promovidas pela então Federação Metropolitana de Futebol.
Primeiramente, participando, de 19 de março a 25 de maio de 1975, da I Copa Arizona de Futebol Amador, evento que reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal. Não conseguiu ficar entre os oito finalistas que decidiram a Copa.
Em 12 de setembro de 1975 aconteceu a A. G. E. que aprovou uma nova filiação do CSU para a categoria de futebol amador.
Assim, inscreveu-se no campeonato amador de 1975, com mais sete equipes.
Venceu o primeiro turno de forma invicta, com cinco vitórias e dois empates. Venceu Guadalajara (2 x 0), Campineira (2 x 1), Humaitá (5 x 0), Relações Exteriores (3 x 2) e Canarinho (2 x 1) e empatou com o Brasília, de Taguatinga (0 x 0) e o Ceub (1 x 1). Foram 15 gols a favor e cinco contra. Com isso, qualificou-se para decidir o campeonato com a Campineira, vencedora do segundo turno também de forma invicta, numa série “melhor-de-três”.
O final do ano mais as férias do mês de janeiro foram alguns fatos que atrasaram bastante o início da disputa. Assim, somente em 28 de março de 1976, aconteceu a primeira partida da melhor-de-três da decisão do Campeonato de 1975, no Estádio Pelezão: a Campineira venceu por 2 x 1.
No dia 21 de abril de 1976, também no Pelezão, o CSU empatou a série ao vencer a segunda partida por 1 x 0.
A terceira e decisiva partida foi disputada no dia 1º de maio de 1976, novamente no Pelezão. Sob a arbitragem de Roberto Noronha, a Campineira marcou 2 x 0 e ficou com o título de campeã de 1975.
Dentre os jogadores que defenderam o CSU no campeonato de 1975 o destaque ficou com um jogador que mais tarde viria a brilhar em outras equipes do futebol de Brasília: o zagueiro Kidão. O treinador do CSU foi Francisco Moreira de Souza, o Manga.
Não demorou muito para seu presidente Álvaro da Silva Neves encaminhar o ofício CSU-06/76, de 17 de maio de 1976, solicitando licença do quadro de filiados da Federação Metropolitana de Futebol por um período de dez meses. Nunca mais voltou!