quarta-feira, 11 de março de 2026

FICHA TÉCNICA: Giovani


Giovani Aparecido Meireles Duarte nasceu em Luziânia (GO), no dia 10 de março de 1981.
Começou a sua carreira no juvenil da A. A. Luziânia, sob o comando do técnico Eliseu Bernardo.
Em 1997, disputou o campeonato brasiliense de juvenis, com o Luziânia chegando na 11ª posição entre 18 clubes participantes. Sua estreia aconteceu no dia 10 de maio de 1997, no Serra do Lago, com vitória de 2 x 1 sobre o Botafogo-Sobradinho, sendo substituído no segundo tempo por Coquinho. Marcou o gol da vitória de 2 x 1 sobre o Guará, no dia 29 de maio.
Já na categoria de juniores, disputou os campeonatos de 1998 a 2000. Em 1998, o Luziânia foi muito mal, terminando na oitava colocação entre os dez participantes. No campeonato de 1999 foi o quinto maior artilheiro da competição, com 12 gols. No de 2000, foi o principal artilheiro do Campeonato Brasiliense de Juniores, com 16 gols.
Estreou nos profissionais no dia 21 de maio de 2000, entrando no segundo tempo no lugar de Ângelo, na partida contra o Bandeirante (1 x 1), no Serra do Lago, lançado pelo técnico Pedro Mendes. O Luziânia formou assim: Carlão, Marcelinho, Marcelão, Junior e Sandro Viana; Wender, Júlio Castro e Bête (Daniel); Lino (Paulinho), Fernando e Ângelo (Giovani). Técnico: Pedro Mendes.

Curiosamente, o Luziânia foi rebaixado e ele disputou a Segunda Divisão de 2000 pelo clube (na época, era permitido!). O Luziânia terminou na sétima colocação e permaneceu na Segunda.
No segundo semestre de 2001, ainda defendendo o Luziânia (terceiro colocado), foi o artilheiro do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão, com a incrível marca de 19 gols, recorde até hoje em toda a história dessa competição.
Quase ao mesmo tempo, Giovani disputou a primeira edição da Copa Centro-Oeste de Seleções Sub-20. Fez o gol da vitória de 2 x 1 sobre Tocantins e os dois da vitória de 2 x 0 sobre o Espírito Santo. O técnico do DF era Ricardo Freitas.
Para as demais partidas, não houve acordo para alterar as datas dos jogos e como grande parte dos jogadores da seleção brasiliense estavam envolvidos com a Segunda Divisão do DF, desistiram de continuar na disputa do torneio.
Em 2002, Giovani esteve presente em competições de três divisões: o Campeonato Brasiliense da Primeira, pelo Luziânia, ficando na quarta posição entre os artilheiros, com dez gols. Depois, o Brasiliense da Segunda quando jogou apenas duas partidas pelo Samambaia (que foi muito mal, ficando na oitava colocação) e o Campeonato Brasileiro da Série C, pelo CFZ (dois jogos e um gol).
Além disso, fez parte da equipe do Bandeirante na Copa do Brasil, sendo eliminada pelo Cruzeiro (MG) após o único jogo disputado no Serejão, em 6 de fevereiro de 2002.

Giovani foi o terceiro maior marcador do Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2003, defendendo o Luziânia. Marcou 11 gols e ficou atrás de Cassius, com 13, e Igor, com 12, ambos do CFZ.
Marcou seis gols no Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2003, atuando pelo Sobradinho, quando teve participação decisiva para a conquista do título de campeão. Desses seis gols, dois foram marcados na semifinal contra o Samambaia (1 x 2 e 1 x 0) e um no dia 2 de novembro de 2003, na decisão contra o Paranoá (o gol da vitória - 1 x 0 e do título.
Disputou as duas divisões do Campeonato Brasiliense em 2004: a Primeira, no Luziânia (marcando apenas dois gols), e a Segunda, no Santa Maria, tornando-se vice-campeão e artilheiro da competição, com 18 gols. Além disso, disputou a primeira e única edição da Taça Brasília pelo Paranoá, sagrando-se campeão.
Também participou de poucos jogos do Campeonato Catarinense de 2004, com a camisa do Criciúma.

No Brasiliense, em 2005, foi campeão do DF (marcando quatro gols), e disputou seis jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série A.
Em 2006, defendeu o Luziânia no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão (anotando três gols), o Campeonato Brasileiro da Série B pelo Brasiliense (apenas quatro jogos e um gol) e o Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão pelo Esportivo, sagrando-se campeão e artilheiro da competição, com dez gols.
Disputou as três divisões do Campeonato Brasiliense em 2007: o da Primeira, pelo Ceilândia (marcando três gols), o da Segunda, pelo Capital (com dois gols marcados), e o da Terceira, pelo Brasília, tornando-se vice-campeão e segundo colocado entre os artilheiros, com cinco gols em sete jogos.
Além disso, integrou o Esportivo no Campeonato Brasileiro da Série C, quando jogou apenas uma partida.
Pelo Unaí, na Primeira Divisão do DF de 2008, disputou oito jogos e marcou seis gols.
No mesmo ano, foi campeão da Segunda Divisão do DF pelo Brasília e o vice-artilheiro da competição, com dez gols.
Na Terceira Divisão, defendeu o CFZ e ficou com o vice-campeonato, terminando na segunda colocação entre os artilheiros, com dez gols.

Além disso, participou do Campeonato Goiano de 2008, pelo Mineiros.
Em 2009, Giovani participou do Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão pelo Brasília, marcando cinco gols nos treze jogos que disputou, e o da Segunda Divisão, pelo Cruzeiro.
Também realizou alguns jogos pelo Campeonato Mineiro de 2009, atuando pelo Ituiutaba.
Marcou três gols no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2010, atuando pelo Ceilandense.
Foi terceiro colocado na Segunda Divisão do Campeonato Brasiliense de 2011, defendendo o Luziânia, garantindo uma das vagas para a Primeira Divisão de 2012. Giovani marcou três gols na competição. O último jogo da carreira de Giovani aconteceu no dia 13 de novembro de 2011, no Serra do Lago, com derrota para o Brazlândia, por 2 x 1. O Luziânia formou com Donizeti, Perivaldo, Glauber, André Alagoano (Rener) e Clayton; Coquinho, Thompson, Iranildo (Fábio Silva) e Esquerdinha; Gustavo (Alanzinho) e Giovani. Técnico: Evilásio de Almeida.
Em sua carreira também atuou no Atlético Goianiense, Itumbiara e Vila Nova, de Goiás.

Colaboração: José Egídio Pereira Lima.







terça-feira, 10 de março de 2026

O ESTÁDIO MANÉ GARRINCHA ESTÁ COMPLETANDO 52 ANOS


O "velho"

Em 10 de março de 1974, ainda com obras a serem concluídas, foi inaugurado como principal atração do Centro Desportivo Presidente Médici o hoje Estádio Nacional de Brasília “Mané Garrincha”, na época chamado de Estádio “Governador Hélio Prates da Silveira” ou também de “Presidente Médici”.
O principal estádio do futebol brasiliense foi inaugurado com um jogo válido pelo Campeonato Brasileiro daquele ano, quando o Corinthians venceu o Ceub, por 2 x 1. Vaguinho, do Corinthians, aos 27 minutos do 1º tempo, marcou o primeiro gol no novo estádio. Aos 25 minutos do 2º tempo, Juraci empatou para o Ceub e o mesmo Vaguinho, aos 40 minutos, deu a vitória ao clube paulista.
As equipes formaram assim:
Ceub: Waldir, Oldair, Pedro Pradera, Cláudio Oliveira e Rildo; Alencar, Xisté e Péricles (Renê); Dilson (Cardosinho), Juraci e Dario.
Corinthians: Armando, Zé Roberto, Pescuma, Wagner e Wladimir; Tião e Adãozinho; Vaguinho, Roberto, Washington e Marco Antônio.
Luiz Carlos Félix, do Rio de Janeiro, foi o árbitro do jogo, que teve portões abertos no dia de sua inauguração.
Mesmo com o estádio inaugurado parcialmente, o Ceub disputou todos os seus jogos pelo Campeonato Brasileiro de 1974 no “Mané Garrincha”.
O novo estádio passou a receber os grandes clubes do futebol brasileiro. Além dos jogos oficiais, a bola também rolou no novo estádio num torneio promovido pelo Ceub, em setembro de 1974, para comemorar a “Semana da Pátria”. Participaram do torneio o Botafogo, do Rio de Janeiro, o Corinthians, de São Paulo, e o Vitória, de Salvador. O alvinegro carioca venceu o torneio, derrotando o Corinthians e o Vitória pelo mesmo placar: 1 x 0, com gols de Nilson Dias.
No dia 28 de setembro, ainda de 1974, o Ceub recebeu o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, e empatou em 2 x 2.
Poucos dias depois, outro time carioca se apresentou no estádio, o América, que venceu o Ceub por 2 x 0.
Somente em 1975 aconteceria no estádio “Mané Garrincha” o primeiro jogo válido pelo campeonato brasiliense. E foi por acaso.
O campeonato brasiliense de 1975, ainda amador, teve um total de 58 jogos. Destes, 57 foram disputados no Estádio “Pelezão” (até então, o maior de Brasília). O único que fugiu à regra aconteceu em 25 de maio de 1975, quando Campineira x Humaitá fizeram a preliminar de Ceub 2 x 0 Desportiva (ES), jogo válido pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. Fio e Marco Antônio marcaram os gols do Ceub.
E nesse jogo aconteceu uma chuva de gols! Resultado final: Campineira 4 x 4 Humaitá. Aos oito minutos do 1º tempo, o jogador Elson, do Humaitá, entrou para a história ao marcar o primeiro gol válido pelo campeonato brasiliense no novo estádio.
Mesmo com a implantação definitiva do profissionalismo no futebol de Brasília no ano de 1976, os jogos continuaram sendo disputados no Pelezão. O “Mané Garrincha” só abria suas portas para ocasiões especiais.
Uma delas em 21 de fevereiro de 1976, quando o estádio recebeu pela primeira vez uma Seleção Brasileira. O adversário foi uma Seleção de Brasília. A “súmula” do jogo foi esta:
SELEÇÃO BRASILEIRA 1 x 0 SELEÇÃO DO DISTRITO FEDERAL
Árbitro: Armando Marques
Renda: Cr$ 305.780,00
Público: 27.935 pagantes
Gol: Flecha, 36 do 1º tempo
BRASIL: Valdir Peres, Nelinho (Getúlio), Miguel, Amaral e Marinho Chagas; Chicão, Geraldo e Rivelino; Flecha (Edu), Palhinha (Falcão) e Lula. Técnico: Osvaldo Brandão.
DISTRITO FEDERAL: Nêgo, Tereso, Luís Carlos, Fabinho e Nenê; Alencar, Marquinhos e Xisté; Junior Brasília, Léo e Nei (Humberto). Técnico: Cláudio Garcia.
Somente em 1977 o Mané Garrincha passou a ser o principal local para os jogos válidos pelo campeonato brasiliense. Naquele ano, de um total de 36 jogos, 28 foram disputados no “Mané Garrincha”. No dia 2 de julho de 1977, Bandeirante e Canarinho também entraram para a história ao disputarem o primeiro jogo do campeonato brasiliense no regime profissional, no “Mané Garrincha”. O Bandeirante venceu por 3 x 0 e Messias marcou o primeiro gol aos 3 minutos do 2º tempo. No jogo principal da rodada dupla, o Brasília derrotou o Gama por 2 x 0, gols de Julinho e Banana.
Os jogos começaram a ficar raros no “Mané Garrincha” depois que praticamente todas as cidades-satélites passaram a contar com seus estádios. Foram os casos do Adonir Guimarães, em Planaltina, Augustinho Lima, em Sobradinho, Bezerrão, no Gama, CAVE, no Guará e Serejão, em Taguatinga, além de algumas melhorias no velho Pelezão.
Assim, mais nenhum jogo válido pelo campeonato brasiliense foi disputado no “Mané Garrincha” no período de 1978 a 1983.
Somente em 1984 o estádio voltou a receber jogos pelo campeonato brasiliense. Naquele ano, a final entre Sobradinho e Taguatinga foi disputada no “Mané Garrincha”. Passou, então, a dividir com os demais estádios do DF a responsabilidade de promover jogos.
Antes deste exemplo de total abandono, em 1º de dezembro de 1983 foi assinado o Decreto pelo Governador José Ornellas dando ao estádio de futebol do Centro Desportivo Presidente Médici o nome de “Mané Garrincha”.
No dia 2, acompanhados do Diretor do DEFER, Maurício Bicalho, representantes de todas as emissoras de rádio e televisão do Distrito Federal estiveram no estádio para escolherem as cabines que ocupariam a partir daquela data.
No dia 15 de dezembro de 1983, aconteceu o jogo amistoso entre a Seleção de Profissionais do DF e uma Seleção Brasileira de Novos, na reinauguração do Estádio Mané Garrincha. O selecionado brasileiro venceu por 2 x 1.
Nos anos seguintes, o estádio nunca teve a devida atenção, quer das autoridades responsáveis, quer dos clubes locais. Mesmo quando os principais clubes do DF estiveram na Série A do Campeonato Brasileiro, o Mané Garrincha não era o mais procurado dos estádios brasilienses. Quando sediava jogos de grandes clubes brasileiros, sempre teve sua capacidade máxima preenchida.
O recorde de público (mais de 51 mil espectadores) do velho estádio foi registrado no dia 20 de dezembro de 1998, quando o Gama venceu o Londrina, do Paraná, por 3 x 0, e conquistou o Campeonato Brasileiro da Série B e a consequente promoção para a Série A em 1999.
O recorde anterior era do jogo Brasília 0 x 2 Flamengo, em 2 de fevereiro de 1984, válido pelo Campeonato Brasileiro da Série A daquele ano: 47.531 pagantes.

O "novo"

O novo estádio começou a virar realidade em 2009, após o Brasil ser escolhido como sede da Copa do Mundo da FIFA de 2014. A próxima etapa seria a escolha das cidades-sede. Para ser escolhida, a cidade deveria seguir uma série de exigências da FIFA em diversos setores, como acomodação, transporte e, principalmente, possuir um estádio que atendesse aos requisitos da mesma. O governo do Distrito Federal elaborou um projeto de reforma do Estádio “Mané Garrincha”, e o apresentou à FIFA. Após ser aprovada em todos os requisitos, bem como o projeto ser aceito, Brasília foi escolhida como cidade-sede da Copa, juntamente com outras onze cidades do Brasil. No mesmo ano, iniciaram-se as obras do estádio, bem como a alteração de seu nome para Estádio Nacional de Brasília. Porém, após pressão popular, o nome foi novamente alterado, voltando-se a homenagem ao craque, dessa vez para Estádio Nacional de Brasília “Mané Garrincha”.
O novo “Mané Garrincha” foi reconstruído e em nada se parecia com o antigo palco de Brasília, totalmente demolido em 2010. Ele é um gigante de mais de 46 metros de altura e foi idealizado a partir do conceito arquitetônico de Oscar Niemeyer, que marca a capital brasileira. Ele serviu de inspiração para a fachada composta por 288 pilares, de 36 metros de altura, dispostos ao redor da obra, com uma área construída de cerca de 218,8 mil metros quadrados. Para erguer a arena com capacidade para 72.800 pessoas, aproximadamente 15 mil trabalhadores passaram pela obra. Os investimentos totais superaram a marca de 1,2 bilhão de reais, segundo dados da Terracap, tornando-o o segundo estádio mais caro do país. Esse valor corresponde a, além da reconstrução do estádio, obras adicionais em seu entorno.
A arena adota o conceito multiuso, com mais conforto e segurança para os torcedores, a começar pelos assentos. São cinco opções e todos são marcados e retráteis, a uma distância inicial de 7,5 metros do campo. Este, por sua vez, foi rebaixado 4,8 metros de sua altura original, permitindo 100% de visibilidade. A cor vermelha foi a escolhida para os assentos gerais e a cor vinho para os camarotes.
No final de 2011, uma das exigências da FIFA foi a de que os assentos fossem rebatíveis. Isso permite melhor circulação e segurança. Nesses requisitos, foi solicitado que os assentos fossem certificados pela ABNT.
A arena foi concebida com uma divisão em quatro diferentes setores. As cadeiras estão distribuídas nas arquibancadas inferior, intermediária e superior, além dos 74 camarotes. Rebatíveis de modo automático, por contrapeso, eles têm encosto alto e foram fabricados em plástico tipo polipropileno.
Os assentos VIP, para a área de hospitalidade e camarotes também são feitos em plástico, com acabamento fosco em vinil e estofamento de espuma. Eles possuem encosto, apoio para os braços e também são rebatíveis. No total, são 6,3 mil unidades desse tipo no estádio. Há ainda 120 assentos destinados ao setor VVip (Very Very Important Person) com encosto alto. Eles são rebatíveis, acolchoados e revestidos com couro sintético.
Outras 52 cadeiras são para o setor de “reservas e oficiais”, que inclui os bancos de reserva. Eles não são rebatíveis, têm encosto alto, design arredondado, braço e proteção lateral. Acolchoados, a estrutura interna desses assentos é em aço tubular, com espuma moldada, revestida em couro ecológico.
Na parte interna, serão 335 vagas de estacionamento para carros até o terceiro subsolo, além de auditório, posto policial, médico e de saúde, juizado de menores, cinema, centro de convenções e teatro. Externamente, são quase 100 mil metros quadrados de espaço para ônibus e estacionamento VIP com 222 vagas, além de oito mil vagas no estacionamento público. A imprensa tem 2.850 lugares. Ao todo são 74 camarotes, 1.112 salas VIP, 40 bares, 14 lanchonetes e dois grandes restaurantes internos.
Em 18 de maio de 2013, após 1.017 dias de obras, repetindo o ocorrido na primeira inauguração do estádio, os trabalhos foram interrompidos para que ocorresse a reinauguração oficial do espaço. As obras estavam a 97% de execução, faltando apenas retoques finais e obras do entorno do estádio. Pela manhã, a presidente Dilma Rousseff, acompanhada do Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e com a presença de diversas outras autoridades locais e nacionais deu o chute inicial no campo da arena, gesto simbólico repetido na inauguração de todos os estádios que serão utilizados na Copa do Mundo FIFA 2014.
Cinco horas depois da entrega oficial, ainda no dia 18 de maio, à tarde, ocorreu o primeiro jogo no novo estádio, a final do Campeonato Brasiliense de 2013, na qual o Brasiliense venceu por 3 x 0. O primeiro gol marcado no jogo foi de autoria do lateral Bocão, aos 4 minutos do 2º tempo. Aproximadamente 20.000 torcedores estiveram presentes, o correspondente a 30% da capacidade total do estádio, valor estipulado por recomendação da FIFA para o primeiro evento-teste. A cantora Elza Soares, que já foi esposa do jogador Mané Garrincha, esteve presente para cantar o Hino Nacional. Os outros gols foram marcados por Washington, recebendo ótimo passe de Romarinho, filho do ex-jogador Romário, aos 34 minutos, e já nos acréscimos da partida (47 minutos), o próprio Romarinho fechou o placar. Rodrigo Raposo foi o árbitro do jogo. As equipes se apresentaram desta forma:
Brasiliense: Welder, Bocão, Fábio Braz, Luan e Jefferson; Júlio Bastos, Everton (Luís Augusto), Baiano e Iranildo (Peninha); Gizo (Romarinho) e Washington. Técnico: Márcio Fernandes.
Brasília: Marcão, Bruno Paraíba (Matozinho), Miltão, Danilo Mendes e Kaká; Marciel, Alisson (Paulinho), Valdeir (Junior) e Vitinha; Luquinhas e Giba. Técnico: Gauchinho.
Os jogadores do Brasiliense receberam as medalhas e o troféu de campeão ainda no gramado e aproveitaram para fazer muita festa com a torcida.
Em 26 de maio de 2013, o estádio recebeu o seu segundo e último evento-teste antes da Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013, a abertura do Campeonato Brasileiro através do jogo entre Santos e Flamengo. A partida, que marcou também a despedida do jogador Neymar do futebol brasileiro, terminou com um empate de 0 x 0. O jogo contou com um público de 63.501 pagantes, quebrando o recorde anterior do estádio, da partida entre Gama e Londrina em 1998.
Outro grande público foi registrado no dia 14 de julho de 2013, quando o Flamengo venceu o Vasco da Gama por 1 x 0, válido pelo Campeonato Brasileiro da Série A de 2013: 61.767 pagantes.
No dia 15 de junho de 2013 o “Mané Garrincha” recebeu a partida de abertura da Copa das Confederações. Nela, o Brasil venceu o Japão por 3 x 0, com gols de Neymar, Paulinho e Jô. O público foi de 67.423 pagantes, novo recorde no estádio.
Além de um jogo do Brasil na primeira fase (contra Camarões, no dia 23 de junho), o novo estádio recebeu outras seis partidas da Copa do Mundo.




segunda-feira, 9 de março de 2026

OS CLUBES DO DF: o Flamengo que virou Cruzeiro


Pode parecer estranho, mas para chegar até o Cruzeiro temos que passar pelo Flamengo.
O Flamengo Esporte Clube foi fundado em 9 de março de 1976, em reunião realizada no auditório do Hospital das Forças Armadas, na cidade-satélite do Cruzeiro.
No mesmo dia foi eleita a primeira diretoria do clube, assim composta: Presidente – Armando Ribamar de Carvalho; Vice-Presidente – Genibaldo Fernandes Mendonça; 1º Secretário – Gildásio Gomes de Lima; 2º Secretário – Dineir Arcanjo de Almeida; 1º Tesoureiro – Gabriel Araújo de Almeida; 2º Tesoureiro – João Evangelista Silva; Diretor Técnico – Roberto Parentoni Martins; Chefes do Departamento de Futebol – Fernando Ignácio Baracho Martins e Arlindo Benício da Silva; Chefe do Departamento de Futebol Feminino – Maria Helena Pires Mello Alves; Chefe do Departamento Médico – Jarbas Passarinho Junior; Chefe do Departamento Social – José Odonor da Costa Ribeiro Filho; Chefe do Departamento de Carnaval – Gilvan Gomes de Lima e Preparador Físico – Sílvio Delmar Hollembach.
Na hora de escolher o nome do novo clube, um dos presentes, Joaquim Pereira de Barros, apoiado por uma pequena minoria, quis saber o motivo de ser Flamengo e não Cruzeiro. O Presidente eleito defendeu a tese de que o nome “Flamengo” poderia ser de âmbito regional e angariar a simpatia e o apoio de toda a população do Distrito Federal, enquanto que o nome “Cruzeiro” ficaria restrito àquele local.
Conforme seu estatuto, as cores da nova associação passaram a ser vermelha, preta e branca. O uniforme seria camisa com listras vermelhas e pretas na horizontal, calção branco e meias com listras vermelhas e pretas também na horizontal.
Pouco mais de um mês depois de sua fundação, o Flamengo teve a honra de participar do primeiro jogo da nova era do futebol profissional do Distrito Federal. No dia 21 de abril de 1976, no Estádio Pelezão, o rubro-negro perdeu para o Taguatinga, por 3 x 0. Formou com Arnaldo, Luís Carlos, Miltão, Jailton e Jorginho; Paulinho, Joel e Eudo; Chagas, Dicemir e Jonas. O treinador era Fernando Baracho.
Terminou o primeiro turno na sétima e penúltima colocação, com três pontos ganhos, provenientes de uma vitória de 2 x 0 sobre o Gama e um empate de 1 x 1 com o Canarinho. Os três gols do Flamengo no turno foram marcados por Itamar. 

Antes de começar o segundo turno, no dia 8 de junho de 1976 foi realizada uma Assembléia Geral Extraordinária. Acolhendo aos desejos expressos dos moradores do Cruzeiro, dos torcedores do Flamengo E. C., dos cronistas esportivos e, acima de tudo, a intenção da Federação Metropolitana de Futebol de ter em cada cidade-satélite o seu representante com o respectivo nome, foi aprovada por unanimidade a mudança na denominação de Flamengo Esporte Clube para CRUZEIRO ESPORTE CLUBE.
As cores da nova associação passaram a ser azul e branca e o uniforme semelhante ao do Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG).

Entre o processo de aguardar o expediente com a autorização da Federação e após o devido registro em cartório, o clube continuou disputando o campeonato com o nome de Flamengo.

O primeiro jogo com o nome de Cruzeiro somente aconteceu em 29 de agosto de 1976, diante do Grêmio Brasiliense, já pelo terceiro turno do campeonato daquele ano. Derrota de 2 x 1, com Zé Carlos marcando o gol cruzeirense.

Somando os pontos dos três turnos do campeonato, o agora Cruzeiro terminou na última colocação. Foram 14 jogos, uma vitória, dois empates e onze derrotas. Marcou sete gols e sofreu 29. Como consolo, foi campeão da Taça Disciplina de 1976, com 89 pontos negativos.

O Cruzeiro melhorou bastante o seu rendimento em 1977. Na primeira competição oficial do ano, o Torneio Imprensa, emplacou três vitórias seguidas (3 x 1 Gama, 2 x 1 Canarinho e 3 x 1 Demabra) para depois não vencer mais. Além desses resultados, conseguiu um honroso empate com o poderoso Brasília (que se sagrou campeão do torneio). Chegou em quarto lugar no torneio, somente um ponto atrás dos segundos colocados Canarinho e Corinthians. Nos oito jogos que disputou, obteve três vitórias, três empates e duas derrotas. Marcou dez gols e sofreu 9.

Um dos jogadores que mais chamava a atenção no Flamengo era o goleiro Cacalo, com suas roupas extravagantes (bermudas berrantes, boné e gravata), espelhando-se no seu ídolo, o goleiro argentino Miguel Angel Ortiz, na época defendendo o Atlético Mineiro.

Se a parte técnica deu sinais de melhoria, o mesmo não aconteceu com a administrativa. Por vários motivos, expostos adiante, o Cruzeiro não disputou o campeonato de 1977.

Para piorar ainda mais a situação caótica em que se encontrava, em 18 de novembro de 1977, o maior incentivador do Flamengo/Cruzeiro, o sargento Armando Ribamar de Carvalho, renunciou à Presidência do clube.

Dentre outras coisas, alegou falta de apoio dos diretores do Cruzeiro (afirmando que houve deserção total), a falta de respaldo financeiro e o desinteresse dos moradores da cidade-satélite. Além disso, tinha que pagar as dívidas que foram feitas em seu nome. O Cruzeiro tornou-se o maior devedor da Federação, acumulando dívidas de mais de Cr$ 30.000,00.

Logo depois, Armando tomou posse como 2º Vice-Presidente da Desportiva Bandeirante.

O Cruzeiro encerrou suas atividades em 1978.




domingo, 8 de março de 2026

FICHA TÉCNICA: Nen

Francisco de Assis dos Santos, o Nen, nasceu em Brazlândia (DF), em 8 de março de 1978.
Nen corria para as peladas em Brazlândia e, depois, fugia do pai, que não queria que ele ficasse no futebol.
Foi em Brazlândia, com 16 anos, em 1996, que começou a atuar como profissional.
Sua estreia no time profissional do Brazlândia aconteceu em 2 de junho de 1996, na vitória de 2 x 0 sobre o Planaltina, no estádio Adonir Guimarães. O Brazlândia formou com Ronaldo, Touro, Amaral, Gomes e Rômulo; Paulo Henrique, Everton Goiano (Nen) e Júlio César; Neto, Joãozinho (Arnaldo) e Jorge (Carlos Antônio). Técnico: Altair Siqueira.
Ainda disputou o campeonato brasiliense de 1997, pelo Brazlândia.
Mas foi no Gama que Nen fez sucesso. Ainda registrado como amador, compôs o banco de reservas do Gama pela primeira e única vez no dia 29 de março de 1998, no estádio da Metropolitana, no jogo contra o Dom Pedro II (vitória do Gama, por 4 x 0).
A luta pela titularidade da zaga gamense não era tarefa das mais fáceis. O Gama possuía pelo menos três bons zagueiros naquela época (Adriano Cacareco, Gerson e Jairo) e o jeito foi Nen ficar esperando a sua vez na zaga do time.
Na reserva, viu o Gama sagrar-se Campeão Brasileiro da Série B de 1998.
Sua estreia no time principal do Gama só aconteceu em 1999, no dia 17 de janeiro, num amistoso com derrota de 1 x 0 para o Botafogo, do Rio de Janeiro. O jogo foi realizado no Mané Garrincha e a equipe do Gama formou assim: Marcelo Cruz, Adriano, Ricardo e Nen; Vanderson, Deda, Kabila (Jacó), Fernando (Cléber) e Paulo Henrique (Boni); Romualdo (Mário Zan) e Anderson (Rodrigo). Técnico: Ernesto Guedes.
No ano de 1999 Nen foi titular da zaga do Gama em 44 jogos por quatro competições: 21 jogos (e quatro gols) no Campeonato Brasiliense (sagrando-se campeão), seis na Copa Centro-Oeste, três na Copa do Brasil e 14 no Campeonato Brasileiro da Série A.
Permaneceria no Gama até o ano de 2004, com uma pequena saída para atuar pela ARUC no Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão em 2000, ficando seu time com o vice-campeonato, após perder o título para o estreante Brasiliense, mas garantindo a ascensão do clube para a Primeira Divisão em 2001.
Foram mais de duzentos jogos com a camisa do Gama nesse período. Conquistou mais três títulos de campeão brasiliense nos anos de 2000, 2001 e 2002.

Nen machucou-se no joelho esquerdo no dia 2 de fevereiro de 2002, na primeira partida contra o Goiás, pela Copa Centro-Oeste. No dia 11, foi operado. Somente em 20 de março de 2002 voltou a jogar. Poucos minutos, no final da derrota de 3 x 2 para o Palmas, fora de casa.
Sua última participação no Gama foi durante o Campeonato Brasileiro da Série B de 2003, quando o Gama foi muito mal, terminando na 23ª colocação entre os 24 participantes e rebaixado para a Série C de 2004.
Despediu-se do Gama no jogo realizado no Bezerrão, no empate em 2 x 2 com o América, de Natal (RN). Formou o Gama com Luciano Silva, Jefferson, Nen, Emerson e Rochinha; Daniel (Goeber), Fábio Roberto (Abimael), Rodriguinho e Luciano Fonseca; Victor e Adriano. Técnico: Estevam Soares.
Depois da queda do Gama para a terceira divisão do futebol brasileiro, três dias depois Nen se apresentou ao Ipatinga, de Minas Gerais, que disputava a Série C. A contratação foi um pedido do treinador Flávio Lopes, que comandou o Gama no Campeonato Brasileiro de 2000.
No ano seguinte, transferiu-se por empréstimo para o Palmeiras, também recomendado pelo treinador Jair Picerni, também ex-Gama.
Nota constante do Almanaque do Palmeiras, de Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti: “Nen chegou ao Gama desacreditado. Afinal, como um zagueiro que participou da campanha de um time rebaixado para a Série C do Brasileiro, em 2003, poderia servir para o Palmeiras? Aos poucos, o zagueiro deu a resposta. Assumiu a posição de titular e conquistou a confiança da torcida. Se não é um craque, ao menos toma conta da defesa com bastante competência, com direito a fazer alguns gols de vez em quando. Uma prova de que o Gama precisava de muito mais do que um bom zagueiro para não ter caído para a terceira divisão”.
Estreou no Palmeiras em 11 de janeiro de 2004, no amistoso contra o Oeste (derrota de 2 x 1), em Itápolis-SP, depois que substituiu o zagueiro Glauber. De forma oficial, seu primeiro jogo foi em 1º de fevereiro de 2004, no empate em 2 x 2 com o Santos, válido pelo Campeonato Paulista.
De 2004 a 2007, Nen disputou 143 jogos com a camisa do Palmeiras, marcando 14 gols.
Foi campeão paulista de 2008.
Em 2008 foi contratado pelo Atlético-MG, mas não obteve sucesso. Negociado com o Bahia, ficou dois anos no Tricolor, onde fez muitos jogos e alguns gols.
Em 2008 se transferiu para o Atlético Mineiro, sendo dispensado nesse mesmo ano.

Estreou no Atlético Mineiro em 12 de junho de 2008, na vitória de 4 x 2 sobre o Ipatinga, válido pelo Campeonato Brasileiro.
Seu último jogo com a camisa do alvinegro de Belo Horizonte aconteceu no mesmo ano de 2008, no dia 7 de dezembro, com derrota de 2 x 0 para o Grêmio, também pelo Campeonato Brasileiro. Disputou apenas nove jogos pelo Atlético Mineiro.
Chegou ao Bahia em 2009. Foi o capitão durante todo o ano de 2009, e apesar de ter começado o ano como reserva, foi novamente o líder da equipe, e peça importante na campanha da subida à Série A do time em 2010.
No ano de 2011, devido à idade já avançada e alguns problemas físicas, não repetiu os feitos do ano de 2010, realizando menos de 10 partidas. Ao fim do contrato, resolveu retirar-se do futebol. Tornou-se um dos ídolos da recente "fase" de recuperação do Bahia no cenário nacional.

A estreia no Bahia foi num jogo pela Copa do Brasil, no dia 4 de março de 2009, em Mossoró (RN), com empate em 2 x 2 com o Potiguar local. O Bahia foi assim formado: Fernando Leal, Rogério, Nen, Patrício e Rubens Cardoso; Léo Medeiros, Leandro, Elton e Ananias (Marcone); Beto (Paulo Roberto) e Reinaldo Alagoano (Rychely). Técnico: Alexandre Gallo.
Foi eleito pela crônica esportiva o melhor zagueiro do Campeonato Baiano de 2009.
Em 2013 anunciou seu retorno aos gramados, voltando a atuar pelo Gama, onde reestreou no dia 24 de março, com empate em 2 x 2 com o Ceilandense. O Gama jogou com Max, Fagner (Moisés), Nen, Alex Barcellos e Victor; Juninho Goiano, Diego, Sávio (Guilherme) e Allann Delon; Gilmar Herê e Aloísio Chulapa. Técnico: Reinaldo Gueldini.
Foram apenas cinco jogos. Uma cirurgia no joelho direito, a segunda no mesmo local, impediu a continuidade. Em 2014, apresentou-se como principal reforço do Capital para o Campeonato Brasiliense desse ano. Estreou no dia 19 de janeiro de 2014, com vitória de 1 x 0 sobre o Ceilandense, no Abadião.
Disputou onze jogos válidos pelo Campeonato Brasiliense com a camisa do Capital, o último deles em 20 de março de 2014, no Abadião, com vitória sobre o Ceilândia, por 3 x 1. Na última vez que entrou em campo como jogador profissional, Nen integrou a seguinte formação: Hudson, Raimundo, Medeiros, Nen e Flávio Zumba (Dudu); Renatinho, Léo Madeira, Rafael Toledo e Bruno (Lucas Rodrigues); Anjinho e Igor Rafael. Técnico: José Lopes de Oliveira (Risada).
Depois que largou o futebol profissional, passou a ser treinador de escolinha de futebol.
Nen está entre os dez jogadores (o oitavo) que mais vestiram a camisa do Gama em sua história, contabilizados apenas jogos oficiais.



sábado, 7 de março de 2026

HÁ 60 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: Defelê 4 x 2 Rabello


 
Com o intuito de promover a reapresentação dos profissionais do Rabello e do Defelê, foi realizado um amistoso envolvendo esses dois clubes no dia 6 de março de 1966, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo.
Desfalcado de Zé Walter, Jair e Zezé, o Rabello não encontrou meios para resistir ao melhor desempenho do Defelê, que venceu o jogo por 4 x 2.
No 1º tempo equilibrado, Djalma, aos 15 minutos, abriu o marcador para o Rabello, e Zé Grillo marcou o gol de empate do Defelê, aos 35 minutos.
No 2º tempo os jogadores do Defelê sobraram em campo. Os gols dessa fase do jogo foram marcados por Alaor Capella, aos 2 minutos, Lima (contra), aos 9, Djalma, aos 19 e novamente Alaor Capella, aos 29.
Assim formaram as duas equipes: Defelê – Matil, Décio (Matarazzo), Bosco, Bimba e Wilson; Bugue (Pedrinho) e Walter (Leônidas), Paulinho (Bawany), Alaor Capella, Fernandinho e Zé Grillo. Rabello – Zé Maria II, Didi (Wilson), Lima, Mello e J. Pereira; Pedrinho (Zé Maria I) e Beto Pretti; Brandão, Invasão (Moisés) (Agostinho), Djalma e Zoca.


sexta-feira, 6 de março de 2026

FICHA TÉCNICA: Thiago Eciene




NOME COMPLETO: Thiago Francisco Eciene

APELIDO/NOME DE GUERRA: Thiago Eciene

LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Brasília (DF), 6 de março de 1983

POSIÇÃO EM CAMPO: Zagueiro

INSCRIÇÃO CBF: 159.873

INSCRIÇÃO DF: 4.114



Começou na Escolinha de Futebol SN, em Taguatinga, como ponta-esquerda. Também jogou pelo Estrelinha e pelo Milan, ambos da Ceilândia.

Estrelinha

Goiás
1996 - Foi para a equipe de mirins do Vasco da Gama, do Rio de Janeiro.
1997 a 2002 - Esteve no Goiás, ainda nas categorias de base.
2002 - Retornou para o Gama, onde ficou de 2002 a 2004, e onde tornou-se profissional. Disputou apenas dois jogos válidos pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2004, o primeiro deles no dia 20 de março de 2004, no Bezerrão, na vitória do Gama sobre o Brasiliense, por 2 x 1.

Capital
2005 - Campeão brasiliense da Segunda Divisão, defendendo o Capital.
2006 - Esteve no Grêmio Esportivo Anápolis-GO.

2007 - Defendeu quatro equipes: sagrou-se campeão brasiliense da Segunda Divisão pelo Brazlândia; disputou o campeonato brasileiro da Série C pelo Esportivo, do Guará; além disso, jogou pelo CSA-AL e Anapolina-GO.

2008 - Esteve em três clubes de Estados diferentes. Disputou o campeonato brasiliense da Primeira Divisão pelo Legião, tendo marcado um gol. Jogou no Holanda, de Rio Preto da Eva (AM), pelo Campeonato Brasileiro da Série C e esteve no Nacional, de Rolândia (PR).
Legião

2009 - Disputou o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão pelo Brasília, sagrou-se campeão da Segunda Divisão defendendo o Ceilandense e voltou ao Brasília para jogar o Campeonato Brasileiro da Série D.

2010 - Pelo Gama, disputou o campeonato brasiliense da primeira divisão, e o campeonato catarinense pelo Metropolitano. Além desses, também jogou o campeonato brasiliense da segunda divisão pelo Legião.

Sobradinho
2011 - Voltou a jogar em quatro clubes: no Atlético Ceilandense disputou o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão; foi vice-campeão da Segunda Divisão do DF com o Sobradinho; no Iraty, participou do Campeonato Paranaense e no Bosque Formosa o tomou parte do Campeonato Brasileiro da Série D.

2012 - No Ceilândia, sagrou-se campeão brasiliense da Primeira Divisão e disputou o Campeonato Brasileiro da Série D.

Brazlândia
2013 - Disputou o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão pelo Brazlândia e foi vice-campeão brasiliense da Segunda Divisão do DF defendendo o Santa Maria.

2014 - Seu último clube foi o Luziânia, onde, atuando como zagueiro e lateral-esquerdo, colaborou com a conquista do título inédito de campeão brasiliense em 2014. Fez parte do elenco do Luziânia que participou do Campeonato Brasileiro da Série D desse ano. O último jogo de sua carreira aconteceu em 17 de abril de 2014, justamente na decisão do campeonato, no Mané Garrincha, no jogo Luziânia 0 x 1 Brasília.


OUTROS REGISTROS

Chegou a receber convite do técnico do Luziânia, Ricardo Antônio, para trabalhar como auxiliar no clube, mas não aceitou.
Estudou Educação Física na Universidade Católica de Brasília.
Montou uma academia em Brazlândia, a Alt Treinamento Funcional, juntamente com o também jogador Didão. Hoje em dia ele é professor na Vila Olímpica, na Academia Spaço Fitness e é personal trainer.
Sempre que tem tempo, aparece na AABB ou na APCEF, para disputar campeonatos entre veteranos.

Confira gols de Thiago Eciene






quinta-feira, 5 de março de 2026

OS ARTILHEIROS: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão - 2021


Zé Eduardo
1º - Zé Eduardo (Brasiliense), 11 gols;
2º - Gabriel Pedra (Ceilândia), 6;
3º - Romarinho (Capital), Romário (Luziânia) e Itamar (Taguatinga), 5;
4º - Luquinhas e Bruno Nunes (Brasiliense), Caíque (Gama) e Hiwry (Unaí), 4;
5º - Carlos Eduardo e Tobinha (Brasiliense), David Souza (Capital), Clécio, Felipe Goiano, Liel, Matheus Silva e Willian Magrão (Ceilândia), Daniel Alagoano (Gama), Weberthy Catatau (Luziânia), Djordje Susnjar (Samambaia) e Brendon (Unaí), 3;
6º - Erik Mamadeira e João Paulo (Bosque Formosa), Didira, Maicon Assis, Peninha e Sandy (Brasiliense), Douglas Candango e Roberto Pitio (Capital), João Victor e Mirandinha (Ceilândia), Kasado e Ueslei (Gama), Pedrinho e Tarta (Real Brasília), Jairo Balotelli e Kauê (Samambaia), João Carlos (Santa Maria), Daniel Guerreiro e Vandinho (Taguatinga) e Felipe Hulk e Gabriel Henrique (Unaí), 2; e
7º - Daniel Xavier, Danilo e Lucas Augusto (Bosque Formosa), Badhuga, Jorge Henrique, Keynan, Michel Platini, Milton Junior, Peu, Rodrigo Fumaça, Romarinho e Robinho, do Luziânia - contra (Brasiliense), Cabralzinho, Leozinho e Cleison, do Samambaia - contra (Capital), Igor Pato, Lucas Frank e Wisman (Ceilândia), Fernandinho, Gustavo Belusci, João Juvena, Mirrai, Vinícius Machado e Wesley, do Sobradinho - contra (Gama), Dadinho, Di Estefano, Goduxo, Gustavo Ferrugem, Índio, João Pedro e Perivaldo (Luziânia), Erick Gabriel e Wallace (Real Brasília), Chris, Hukerlysson João Pedro e Lucas Sales (Samambaia), Lukinha, Naylan e Paulinho Correria (Santa Maria), Felipe, Juninho, Luccas Matheus, Luigi e Wesley (Sobradinho), Daniel Felipe e Matheus Rogério (Taguatinga) e Akin, Diego Clementino e Romário (Unaí), 1 gol.



quarta-feira, 4 de março de 2026

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Everton Goiano




Everton Antunes Benevides, o Everton Goiano, nasceu em Goiânia (GO), no dia 4 de março de 1965.
Antes de se tornar treinador, Everton jogou por diversos clubes do Brasil e das Américas.
No Brasil, atuou por clubes de Goiás (Anápolis, Anapolina, CRAC, Cristalina, Goianésia e Vila Nova), de Minas Gerais (Tupi) e de São Paulo (Corinthians, de Presidente Prudente, Fernandópolis, Mirassol, Novo Horizonte e Rio Branco, de Ibitinga).
No Distrito Federal, teve passagens pelo Gama em 1995 e pelo Brazlândia nos anos de 1996 e 1997.
Além disso, jogou no exterior: no Defensor, do Uruguai, no Union Deportivo de Lara e Estudiantes de Mérida, da Venezuela, no Club Coban Imperial, da Guatemala, e no Marte, do México.
Depois de treinar o Santa Inês, do Maranhão, em 2000, Everton Goiano passou a trabalhar no Comercial, de Campo Grande (MS). Dirigiu este time na Copa Centro-Oeste de 2002, competição que envolveu oito equipes do DF, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins.
Logo depois do encerramento dessa competição, teve a primeira experiência como treinador no futebol brasiliense. A Sociedade Esportiva Brazlândia foi o primeiro time do DF a ser treinado por Everton Goiano. Assumiu o Brazlândia na sexta rodada, no dia 17 de março (derrota para o Luziânia por 1 x 0), e saiu do último lugar para conseguir a classificação na última rodada, na quarta posição, a última vaga do hexagonal. Foram dez jogos sem perder, com cinco vitórias e cinco empates.
Mesmo enfrentando problemas com salários atrasados e até falta de remédios, Everton Goiano levou o Sobradinho ao título de campeão da Segunda Divisão do DF em 2003 (ao vencer o Paranoá por 1 x 0 no dia 2 de novembro) e a consequente garantia de vaga na Primeira Divisão no ano seguinte.
Foi para o Gama em 2004, onde estreou no dia 25 de janeiro. Levou o clube alvi-verde ao 3º lugar no campeonato brasiliense e também comandou a equipe na Copa do Brasil, competição em que o Gama realizou uma campanha histórica, chegando às oitavas-de-final pela primeira vez em dez participações, ao conseguir vitória inédita sobre o Botafogo, por 3 x 2, de virada, em pleno estádio Maracanã (o jogo de volta, no Bezerrão, aconteceu empate de 4 x 4). No dia 7 de maio de 2004, pediu demissão.
Retornou ao futebol do DF fazendo sua estreia no dia 16 de janeiro de 2005, como técnico do Luziânia no Campeonato Brasiliense desse ano. Entre 12 participantes, o Luziânia ficou com a sexta colocação. Transferiu-se para o Juventude, de Primavera do Leste (MT), onde chegou na repescagem e conseguiu classificar o time para a Terceira Fase do campeonato, quando foi eliminado pelo União, de Rondonópolis.
De volta ao futebol do DF em 2006, realizou um ótimo trabalho no campeonato brasiliense desse ano, ao levar o Luziânia ao terceiro lugar na competição, garantindo a participação inédita do clube na Série C do Campeonato Brasileiro. Passou a dirigir o Ceilândia no Campeonato Brasileiro da Série C. Depois da terceira derrota em três jogos disputados, pediu demissão em 24 de julho de 2006.
Ainda no ano de 2006 foi treinador do Mineiros (quando pegou o time em último lugar e o livrou do rebaixamento) e Anapolina, ambos de Goiás. Este último chegou às oitavas de final do Campeonato Brasileiro da Série C.
Em julho de 2007 passou a ser o treinador do Esportivo Guará no Campeonato Brasileiro da Série C. Após essa competição, a partir de 13 de outubro de 2007 dirigiu o time do Capital no Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão. Ainda em 2007 Everton Goiano foi treinador do Rio Branco, do Acre, Ananindeua, do Pará, Goianésia, na Segunda Divisão de Goiás, e do Serrano, de Pernambuco.
Em meados de dezembro de 2007, foi contratado para ser técnico do Ceilândia no Brasiliense da Primeira Divisão de 2008. Demitido do Ceilândia depois da terceira rodada, Everton Goiano assumiu o Esportivo, do Guará no dia 18 de fevereiro de 2008, como quinto técnico do clube na temporada. Em fato digno de registro no Livro dos Recordes, ficou menos de 48 horas no cargo. Sua saída aconteceu depois do pedido de demissão do gerente Edvan Aires, que tinha acertado sua vinda para o clube. De imediato passou a trabalhar no Mineiros, de Goiás. Foi sua última participação em clubes do DF. Depois disso continuou treinando muitos clubes:
em 2009, Vila Aurora, do Mato Grosso; em 2010, Mineiros, de Goiás e União, de Rondonópolis, do Mato Grosso (onde ajudou o clube a conseguir uma grande façanha ao conquistar o título mato-grossense após 36 anos na fila); no Rio Branco, do Acre, colocou o clube na quinta colocação do Campeonato Brasileiro da Série C.
Em 2011, conquistou mais um título de campeão, ao levar o Rio Branco ao primeiro lugar no campeonato acreano daquele ano.
Em janeiro de 2012, foi o técnico do Gurupi Esporte Clube, campeão de Tocantins desse ano. Foi para o Mixto, de Cuiabá (MT) e deixou o clube após sua eliminação nas quartas-de-final da Série D do Campeonato Brasileiro. Em novembro de 2012 foi apresentado como técnico do Sampaio Corrêa; deixou o clube em maio de 2013, com uma campanha de 24 jogos, com 14 vitórias, sete empates e apenas três derrotas, todas elas acompanhadas de eliminações: nos dois turnos do campeonato maranhense e na Copa do Brasil.
Ainda em 2013 foi o técnico do Rio Branco na Série C do Campeonato Brasileiro e voltou a treinar o Goianésia, de Goiás.
Em 2014, Everton Goiano treinou o Águia de Marabá, do Pará, e, em outubro de 2014 foi anunciado como novo treinador do Esporte Clube Primeiro Passo, de Vitória da Conquista (BA) para comandar a equipe na Copa Governador do Estado de 2014. Tornou-se campeão dessa competição e garantiu vaga do clube no Campeonato Brasileiro da Série C de 2015.
De lá para cá, dirigiu os seguintes clubes:
2015 - Treze, de Campina Grande (PB)
2016 - Brasiliense – DF e São Raimundo – PA
2017 - Iporá, Anapolina e Paraupebas, todos de Goiás
2018 - Aparecidense e Goianésia, também de Goiás
2019 - Vitória da Conquista-BA, São Raimundo-PA e Rio Verde-GO
2020 - Real Ariquemes-RO, Potiguar-RN, Atlético-AC e União Rondonópolis-MT
2021 - Iporá e ABD, de Goiás
2022 - Iporá-GO
2023 - Mixto-MT
2023 - Guanabara City-GO
2024 - União Rondonópolis-MT.

Everton Goiano tem diploma de Técnico de Futebol concedido pela Associação Brasileira de Treinador de Futebol - ABTF e pelo Sindicato dos Treinadores de São Paulo, além de ter participado do primeiro Encontro Técnico de Futebol promovido pela Federação Mexicana de Futebol.