quinta-feira, 23 de abril de 2026

AS DECISÕES: I Torneio Centro-Oeste - 1981

 



1º jogo

GAMA 2 x 1 GOIÂNIA
Data: 19 de abril de 1981
Local: Bezerrão
Árbitro: Baltasar Antônio de Paulo
Renda: Cr$ 138.310,00
Gols: Zé Oscar, 61; Fantato, 63 e Jorge Luiz, 64
GAMA: Moacir, Carlão (Roldão), Kidão, Junior e Ojeda (Marcelo); Vicente, Manoel Ferreira e Luís Carlos; Lino, Fantato e Jorge Luiz. Técnico: Elício Lopes Soares.
GOIÂNIA: Itamar, João Carlos (Éder), Néo, Odon e Ronaldo; Zé Rodrigues, Rinaldo e Zé Oscar; Marco Antônio, Hélio e Adeilton (Buana).

2º jogo

GAMA 0 x 0 GOIÂNIA
Data: 23 de abril de 1981
Local: Bezerrão
Árbitro: Edson Rezende de Oliveira
Renda: Cr$ 147.290,00
Público: 2.025 pagantes
GAMA: Moacir, Carlão, Kidão, Junior e Ojeda; Vicente, Manoel Ferreira e Luís Carlos (Ademar); Lino, Fantato e Jorge Luís. Técnico: Elício Lopes Soares.
GOIÂNIA: Itamar, João Carlos, Néo, Odon e Ronaldo; Zé Rodrigues, Régis (Pedro) e Luís Frazão; Marco Antônio (Hélio), Zé Oscar e Rinaldo.




quarta-feira, 22 de abril de 2026

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Elizeu Bernardo (in memoriam)




O ex-jogador e ex-técnico Elizeu de Sousa Bernardo faleceu no dia de hoje.
Elizeu Bernardo nasceu em Cachoeiro do Itapemirim-ES, em 25 de setembro de 1940.
Começou sua carreira no Estrela do Norte, em 1953 e assinou o seu primeiro contrato profissional no E. C. São João, de Campos (RJ), onde disputou o campeonato daquela cidade no ano de 1954.
Depois, em 1955, se transferiu para o futebol de Minas Gerais, onde jogou no Tupinambá, de Juiz de Fora. 
Em São Paulo jogou na Ponte Preta, de Campinas (1956), São Bento, de Marília (1957), S. E. Sanjoanense, de São João da Boa Vista (1958) e no São Sebastião (1958 a 1963). No futebol paulista jogou durante sete anos. 
Em 1963, pela primeira vez defendeu uma equipe do Distrito Federal, ao disputar o campeonato brasiliense de 1963 com a camisa do C. R. do Guará. Estreou no dia 15 de agosto de 1963, no estádio Aristóteles Góes, na vitória do Guará sobre o Defelê, por 3 x 2. Sua última partida foi em 29 de setembro de 1963.
Em 1964, quando pensava em retornar ao futebol paulista, por indicação do jogador Toco o Luziânia o contratou.
Em 1965, foi vendido pelo Luziânia para o Ypiranga, de Anápolis-GO. O Ypiranga o emprestou ao Atlético Jaboticabal, de onde retornou para o Luziânia e, a seguir, foi negociado com o Atlético Mineiro, onde também teve uma rápida passagem, atuando apenas em alguns amistosos. 
O time do Atlético Mineiro era dirigido por Paulo Amaral que fora preparador físico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo na Inglaterra. Quando foi substituído pelo técnico Gradim, este solicitou a contratação de mais dois zagueiros.
Elizeu, então, foi para o Caxias, do Espírito Santo, em 1967, onde ficou por um ano e meio e passou para o Industrial, de Linhares (ES) em 1968, onde teve a sua primeira experiência como treinador. 
Ainda em 1968, retornou para o Luziânia e encerrou a sua carreira de jogador, já na fase amadora, em 1974. 
Nesse mesmo ano foi treinador do Luziânia no campeonato brasiliense, sendo que a primeira vez foi em 11 de abril de 1974, na derrota para o Jaguar, substituindo a Eurípedes Bueno.
No Luziânia, sempre que o clube tinha um problema com treinador, lá estava Elizeu Bernardo para substituir o técnico demitido. Foi assim em várias oportunidades, sempre com a mesma dedicação. Tinha olho clínico para enxergar um bom jogador, revelando vários jogadores para o elenco profissional.
Dirigiu o Luziânia, nos anos de 1974, 1992, 1993, 1994, 1995, 1998 e 2000. No total, entre juniores e profissionais, foram 109 jogos de Elizeu Bernardo no comando do Luziânia, com 48 vitórias, 30 empates e 31 derrotas.
Conquistou o bicampeonato de juniores do DF pelo Luziânia, em 1996 e 1997. 
Na S. E. Parque São Bernardo conquistou o título de campeão amador do Estado de Goiás, em 1974. 
Foi treinador do Ceilândia no ano de 1986, onde revelou o centroavante Brasil, que mais tarde jogou no futebol português.
Também dirigiu as equipes do Cristalina e do Ferroviário, de Porto Velho (RO).

Fonte: José Egídio Pereira Lima, pesquisador da história da A. A. Luziânia.

OS CLUBES DO DF: A. E. Cruzeiro do Sul


No mesmo dia em que Brasília completava seu primeiro ano de vida (21 de abril de 1961), às dez horas, na Casa 1 da Quadra 16 do Setor Residencial Econômico Sul – SRES, reuniram-se 93 moradores do então bairro do Cruzeiro para organizar uma associação recreativa e esportiva.
Foi pelos presentes escolhido João Scarano para presidir a seção e para secretariá-la Norberto Fernandes Teixeira.
João Scarano explicou o motivo da criação de uma associação esportiva e recreativa, dizendo que, com a criação daquela entidade o setor teria mais vida e seus moradores não precisariam recorrer a outros lugares para se distraírem, porque a agremiação que estava sendo fundada iria lhes proporcionar o que de melhor existia no setor recreativo e esportivo. Continuou dizendo que já estava sendo providenciada a sua sede provisória, com sua praça de esportes para competições oficiais e que, em breve, seria passada a “patrola” (espécie de trator para nivelar terrenos) para os primeiros passos do futebol no bairro.

A seguir foi escolhida uma comissão para elaborar os estatutos da agremiação, sendo Felinto Epitácio Maia, o Presidente, e tendo como auxiliares Zorobabel Josué dos Passos, Francisco Jacob dos Santos, Geraldo da Silva Santos e Norberto Fernandes Teixeira.
O novo clube recebeu o nome de Associação Esportiva Cruzeiro do Sul e tinha como cores oficiais a azul e a branca.
O uniforme tinha duas variações: o primeiro com camisa azul, calção branco e meias azuis (semelhante do Cruzeiro, de Belo Horizonte) e o segundo com camisas com listras verticais em azul e branco, calção branco e meias com listras horizontais também em azul e branco.
Tinha um gavião como símbolo.
Norberto Fernandes Teixeira foi eleito o primeiro Presidente da A. E. Cruzeiro do Sul.
Aproveitando a paralisação do certame oficial de 1961, o Cruzeiro do Sul fez um amistoso visando a assegurar boa estrutura para sua equipe. No dia 14 de janeiro de 1962, venceu o Carioca, por 4 x 3.
No dia 20 de janeiro de 1962 foi até a cidade goiana de Luziânia, vencendo o clube local por 2 x 0, quebrando uma invencibilidade de 54 jogos do Luziânia.
Nos dias 30 de maio e 3 de junho de 1962 participou do Torneio “Antônio Carlos Barbosa”, quadrangular promovido pelo Alvorada, reunindo também Presidência e Guanabara.
No dia 30 de maio, estragou a festa do clube promotor, vencendo o Alvorada por 6 x 1. No dia 3 de junho, perdeu a final para a A. E. Presidência, por 3 x 1.
Veio o Torneio Início, em 10 de junho de 1962, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”. Logo no primeiro jogo, foi derrotado pelo Rabello, por 3 x 0.
Cedeu o zagueiro Edilson Braga para a Seleção que representou o Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de 1962.
O Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 1962 dividiu-se em duas zonas: Norte e Sul. O Cruzeiro do Sul ficou na Zona Sul, onde fez sua estréia na competição no dia 8 de julho de 1962, no Estádio Vasco Viana de Andrade, perdendo para o Grêmio por 1 x 0. Só foi conseguir a primeira vitória já no segundo turno da competição, no dia 19 de agosto de 1962, ao derrotar o Colombo, por 4 x 2. Morales (2) e Walmir (2) marcaram os gols do Cruzeiro do Sul. E foi só essa. Foram oito jogos no total e mais dois empates e cinco derrotas. Marcou 7 gols e sofreu 15. Ficou na penúltima e nona colocação, à frente somente do Alvorada, que desistiu da competição.
Utilizou os seguintes jogadores: goleiros - David e Assis; defensores - Vicente, Meridian, Mello, Adalberto, Morales e Miro; atacantes - Laerte, Foguinho, Barros, Chumbinho, Chaves, Walmir, Isnard e Aguinaldo.
O ano de 1962 não foi de todo ruim para o Cruzeiro do Sul, pois este venceu o primeiro campeonato brasiliense da categoria de juvenis, com apenas um ponto perdido. Participaram da competição os mesmos clubes que disputaram a Primeira Divisão.
Para o ano de 1963, o Cruzeiro do Sul passou a contar com a administração da dupla Norberto Teixeira e Jackson Roedel, o que lhe renderia bons frutos.
Além de manter os bons jogadores de 1962, tais como Edilson Braga e Morales, o Cruzeiro do Sul reforçou o time, contratando bons jogadores dos clubes locais e também de outros Estados, tais como Ceninho, que jogou no futebol carioca (no Fluminense e no América), e Beto Pretti, que era jogador do Atlético Mineiro.
Com isso, conquistou de forma brilhante o título de campeão brasiliense de 1963, com uma campanha impecável: nos 16 jogos que disputou, venceu 10, empatou 5 e perdeu apenas 1. Marcou 39 gols e sofreu 14. Além disso, teve os dois principais artilheiros do campeonato, Ceninho, em 1º (com 10 gols) e Beto Pretti, em 2º (juntamente com Nilson, do Nacional), com 9.
Os jogadores utilizados pelo Cruzeiro do Sul foram: Goleiros - Zezinho e João Luís; Defensores - Edilson Braga, Aderbal, Mello, Davis, Morales, Humberto, Remis, Valdemar, Pedrinho e Pedersoli; Atacantes - Foguinho, Zezito, Ceará, Beto Pretti, Moisés, Ceninho, Omar, Quarteroli, Belini, Raimundinho, Paulinho, Isnard e Zezé.
Na “Seleção do Ano” escolhida pelo DC-Brasília, o Cruzeiro do Sul cedeu Beto Pretti, Ceninho e Quarteroli. Além disso, Beto Pretti foi escolhido o “craque do campeonato” e Gil Campos, o melhor treinador do ano de 1963.
No final deste ano, com a saída de Jackson Roedel para o Rabello (que iria aderir ao profissionalismo no ano seguinte), vários jogadores do Cruzeiro do Sul foram com ele, tais como Aderbal, Ceninho, Beto Pretti e outros.
Assim sendo, não estava mais com sua força máxima quando enfrentou o Vila Nova, de Goiânia (GO) pela Taça Brasil de 1964. No primeiro jogo, em 26 de julho de 1964, em Goiânia, perdeu por 3 x 1. No jogo de volta, em Brasília, foi desclassificado com o empate de 2 x 2.
Defenderam o Cruzeiro do Sul na Taça Brasil os seguintes jogadores: João Luís, Zé Paulo, Melo, Davis e Pedersoli; Mário César e Fino (Beline) (Waldemar); Zezito, Baiano, Paulinho (Abel) e Zezé.
Não adotou o profissionalismo no ano de 1964 e ficou em quarto lugar no campeonato brasiliense de amadores, atrás de Guanabara, Dínamo e Nacional. Foram sete vitórias, dois empates e três derrotas nos doze jogos que disputou.
Como consolo, conquistou a Taça Eficiência de 1964, três pontos à frente do campeão Guanabara, e novamente venceu o campeonato brasiliense de juvenis, com apenas três pontos perdidos.
Continuou perdendo peças importantes para os clubes que aderiram ao profissionalismo e em 1965 realizou péssima campanha no campeonato brasiliense de amadores, chegando em último lugar, sem conquistar ao menos uma vitória.
Em 1966, mais um ano ruim para o Cruzeiro do Sul, novamente último colocado no campeonato brasiliense de amadores.
Em 20 de fevereiro de 1967, a A. E. Cruzeiro do Sul enviou ofício nº 3/67 a Federação Desportiva de Brasília solicitando sua inscrição no campeonato de profissionais. Uma semana depois, aconteceu a Assembléia Geral que elegeu sua nova diretoria, tendo à frente o ex-presidente da Federação, Wilson Antônio de Andrade.
Para concorrer com os fortes adversários, trouxe muitos jogadores do interior de Minas Gerais e também aproveitou alguns jogadores da sua base, sendo o de maior destaque o meio-de-campo Alencar (que mais tarde jogaria no Ceub).
E os resultados não demoraram para aparecer. Foi vice-campeão do Torneio Início (disputado em 11 de junho de 1967). Logo depois, nos dias 16 e 18 de junho, conquistou o torneio interestadual em comemoração ao 9º aniversário de Taguatinga. Os jogos foram realizados no recém-inaugurado estádio do Flamengo (Ruy Rossas do Nascimento). O Cruzeiro do Sul venceu o Flamengo (3 x 2) e, na decisão, contra o Clube do Remo, do Pará, vitória de 1 x 0,  gol de Ribamar.
Também conquistou um torneio quadrangular realizado na cidade do Gama, em novembro de 1967, vencendo a A. A. Cultural Mariana (2 x 1) e, na decisão, marcou 4 x 3 sobre o Coenge. O outro time que participou do torneio foi o Rabello.
Para coroar o seu bom primeiro ano no profissionalismo, ficou com o vice-campeonato brasiliense, somente atrás do Rabello, à frente de Colombo, Defelê, Flamengo e Guará.
Utilizou os seguintes jogadores: Goleiros - Waldemar e Vicente; Defensores: Juca, Grover, Elias, Maninho, Brigadeiro, Adilson, Ercy, Elinho e Aderbal; Meias e Atacantes - Ramalho, Geraldo, Alencar, Mário César, Paulada, Nando, Luciano e Edgard.
Não conseguiu manter a ótima performance de 1967 no ano seguinte (1968). No campeonato brasiliense deste ano, disputado por apenas cinco equipes, o Cruzeiro do Sul ficou em 4º. Foram apenas duas vitórias nos oito jogos que disputou.
Sua última participação no campeonato de 1968 aconteceu no dia 22 de maio, com derrota de 3 x 0 diante do Defelê. Foi a última vez de forma oficial que o Cruzeiro do Sul entrou em campo.
Preferiu ficar de fora do campeonato brasiliense de 1969, quando a Federação resolveu juntar em sua competição oficial clubes profissionais com amadores, e também do ano seguinte, 1970.
Em 22 de junho de 1971 aconteceu a Assembléia Geral de Clubes que aprovou a desfiliação do Cruzeiro do Sul.



terça-feira, 21 de abril de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: a inauguração do Pelezão - 1965



Equipe do Siderúrgica, que inaugurou o novo estádio
No dia 21 de abril de 1965 Brasília comemorava seu 5º ano de existência.
O futebol de Brasília crescia muito, passou a ter representantes na Taça Brasil e necessitava de um estádio à altura.
Assim, mesmo de forma parcial, também no dia 21 de abril de 1965, foi inaugurado o novo estádio de futebol de Brasília, que viria a ser o futuro Pelezão. Na época, passou a ser chamado extraoficialmente de Estádio Nacional de Brasília.
O projeto foi do arquiteto carioca Milton Ramos (que morreu em 2 de agosto de 2008), também vencedor do projeto do Itamarati, em concurso realizado entre seis arquitetos de Brasília.
A companhia construtora vencedora da concorrência por empreitada foi a Rabello S.A.
O prefeito de Brasília era Plínio Catanhede.
A Comissão Executiva das obras era formada por Hugo Mósca, Wilson de Andrade e Luiz Fernando Muniz. E a Comissão Técnica por Ciro Machado do Espírito Santo, Gilberto Scarpa e Salvador Aversa.
A entrada foi franca (portões abertos) e a súmula desse primeiro jogo foi a seguinte:

SELEÇÃO DO DISTRITO FEDERAL 1 x 3 SIDERÚRGICA (MG)
Árbitro: Jorge Cardoso
Gols: Zé Emílio, 22 (1º gol do novo estádio), Silvestre, 44, Djalma, 51 e Noventa, 85.
SELEÇÃO DO DISTRITO FEDERAL: Zé Walter (Defelê), Aderbal (Rabello), Gegê (Rabello), Sir Peres (Colombo) e Wilson (Defelê); Zé Maria (Rabello) e Beto Pretti (Rabello); Sabará (Rabello) (Nobre), Djalma (Rabello), Sabino (Colombo) (Clarindo - Rabello) e Arnaldo (Defelê).
SIDERÚRGICA: Djair, Geraldino (Hamilton), Chiquito, Edson (Tim) e Zé Luiz; Dawson e Silvestre (Fiel); Ernâni, Zé Emílio (Altino), Noventa e Canhoteiro (Raimundo).


segunda-feira, 20 de abril de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: o Torneio 21 de Abril - 1983


Formação do Tiradentes que disputou o Torneio 21 de Abril - Taça Governador José Ornellas, nos dias 20 e 23 de abril de 1983.
Em pé, da esquerda para a direita: Daniel, Márcio, Renato César, Neto, Joãozinho e Serginho. Agachados, na mesma ordem: Moreirinha, Ivonildo, Jairzinho, Manoel Ferreira, Josimar,

O QUE FOI O TORNEIO

Para comemorar mais um aniversário da cidade de Brasília (o 23º), a Federação Metropolitana de Futebol promoveu no ano de 1983 um quadrangular interestadual, denominado “Torneio 21 de Abril” (Taça “Governador José Ornellas), e que contou com as participações de Gama, Taguatinga e Tiradentes, de Brasília, e do Botafogo, do Rio de Janeiro.
Uma das atrações do torneio foi a participação do tricampeão mundial Jair Ventura Filho, o Jairzinho, jogando com a camisa do Tiradentes.
A primeira rodada do torneio aconteceu no dia 20 de abril. Os jogos foram realizados no Estádio Serejão, em Taguatinga.
No primeiro jogo, o Tiradentes venceu o Gama por 2 x 0, gols de Ivonildo, aos 40 minutos do 1º tempo, e Jairzinho, aos 44 do 2º. Formou o Tiradentes com Daniel, Márcio, Renato César, Joãozinho e Serginho; Neto (Ciso), Moreirinha e Manoel Ferreira; Ivonildo, Jairzinho e Josimar. Técnico: Luiz Artur Gomes. O Gama jogou com Hélio, Carlão, Junior, Zinha e Nescau (Manoel Silva); Santana (Ariosto), Vicente e Vaguinho; Ronaldo, Nilson e Mazinho. Técnico: Jaime dos Santos. A arbitragem foi de Clésio José Penoni.
No jogo principal, o Botafogo derrotou o Taguatinga por 1 x 0, gol marcado por Té, aos 20 minutos do 1º tempo. O Botafogo jogou com Paulo Sérgio, Josimar, Luís Cláudio, Osvaldo e Wagner; Ataíde, Sídnei e Alemão; Geraldo (Édson), Nunes e Té. Técnico: Zé Mário. Já o Taguatinga formou com Adriano, Pacheco, Warlan, Anselmo e Cuca; Paulo Araújo, Péricles e Boni; Julinho, Fantato e Jânio. Técnico: João Avelino Gomes. O árbitro foi Walterley Pereira.
Três dias depois (23 de abril) aconteceu a decisão do torneio, no Estádio Bezerrão, no Gama.
Na disputa do terceiro lugar, o Taguatinga ganhou do Gama por 2 x 1. Os gols foram marcados por Fantato, aos 20 minutos do 1º tempo, Nilson empatou para o Gama aos 23 do 2º e Fantato voltou a marcar para o Taguatinga aos 30 minutos do segundo tempo. Luiz Vilhena do Nascimento foi o árbitro do jogo.
O Botafogo sagrou-se campeão do torneio ao vencer o Tiradentes, por 3 x 1. Té marcou aos sete minutos e Jairzinho empatou para o Tiradentes, aos 29. No segundo tempo, Geraldo, aos 4, e Té, aos 18, definiram a vitória do Botafogo. Édson Rezende de Oliveira foi o árbitro da partida.
Formou o Botafogo com Paulo Sérgio (Luiz Carlos), Josimar, Luís Cláudio (Christiano), Osvaldo e Wagner (Paulo Verdan); Alemão (Serginho), Ataíde e Sídnei (Édson); Geraldo, Nunes e Té. Técnico: Zé Mário. O Tiradentes atuou com Daniel, Márcio, Renato César, Joãozinho (Oscar) e Serginho; Neto, Moreirinha e Manoel Ferreira; Ivonildo, Jairzinho (Tico) e Josimar. Técnico: Luiz Artur Gomes.

Colaboração:
Moreirinha
Roberval de Paula Teixeira.

 

domingo, 19 de abril de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Chaguinha


Ceilândia, de 1987, em pé: Tião, Paulão, Dias, Chicão, Chaguinha e Marcelo Maia. 
Agachados: Dirson, Edmilson, Gildásio, Carlinhos e Wlad.

Francisco das Chagas Lima de Oliveira, o Chaguinha, nasceu na pequena cidade de Aroazes, a 225 km da capital do Estado do Piauí, Teresina, no dia 19 de abril de 1967.
Começou nas categorias de base do Ceilândia, em 1984, e neste ano chegou a fazer parte da equipe que foi vice-campeã brasiliense de juniores, na qual também jogava o saudoso craque Dorival.
No time de profissionais só viria a estrear em 16 de fevereiro de 1986, no Abadião, no empate em 1 x 1 com o Brasília.
Permaneceu no Ceilândia até 1988, tendo disputado 63 jogos válidos pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão.
Em 1989 transferiu-se para o Sobradinho, quando disputou doze jogos pelo campeonato brasiliense.
Quando passou para o Gama, onde estreou em 21 de janeiro de 1990, deste dia em diante transformou-se em um dos jogadores que por mais vezes defendeu esse clube.
Participou das conquistas do Gama no Campeonato Brasiliense de 1990, 1994, 1995, 1997 e 1998 e foi vice-campeão brasiliense em 1993 e 1996.
Ganhou o Troféu “Governador Roriz” em 1993 e Troféu “Governador Christovam Buarque” em 1995.
Foi premiado com o Troféu “Mané Garrincha”, como melhor lateral, em 1990, 1993 e 1995.
Também defendeu o Tiradentes-DF (1992), Anapolina-GO (1994), Luziânia-GO (1995), Samambaia-DF (1998), Dom Pedro II-DF (1999) e Planaltina-DF (1999).
Defendeu a Seleção de Brasília em quatro ocasiões, a primeira delas em 5 de julho de 1987, na derrota de 1 x 0 para o Flamengo-RJ, substituindo Ricardo, e a última em 11 de maio de 1995, no empate em 0 x 0 com o Botafogo-RJ.
Também foi treinador do Maringá no Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2004.
Depois que parou com o futebol passou a trabalhar em uma instituição de ensino superior em Brasília. Reside na Vila Guará, em Luziânia (GO).

Gama - 1994




sábado, 18 de abril de 2026

OS CLUBES DO DF: A. A. Serviço Gráfico


A ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA SERVIÇO GRÁFICO, por muitos conhecida apenas como Gráfica, foi fundada em 18 de abril de 1968, atendendo a uma convocação feita por Wanderley Moreira Mattos, Lenyr Pereira da Silva e Carlos Franco de Sá Santoro. Nesta data, reuniu-se um grande número de empregados do Serviço Gráfico do Senado Federal com o objetivo de fundar uma associação atlética destinada somente aos empregados do citado serviço e também para incentivar os esportes em geral, a recreação social e promover o congraçamento dos seus associados.
Somente no dia 22 de setembro de 1968 aconteceu a Assembleia que escolheu a primeira diretoria do novo clube, que ficou assim composta: Presidente - Lenyr Pereira da Silva; Vice-Presidente - Mauro Gomes de Araújo; Diretor Secretário - Nelson Cleômenis Botelho; Diretor Tesoureiro - Geraldo Coutinho; Diretor Social - Carlos Franco de Sá Santoro; Diretor de Patrimônio - Marinalvo Gomes de Araújo e Diretor de Esportes - Wanderley Moreira Mattos.
Tinha como cores oficiais vermelha, azul e branca, tendo por escudo as iniciais AASG e como símbolo a configuração arquitetônica do Edifício do Congresso Nacional. O uniforme principal era assim composto: camisa branca com golas e mangas azuis, calção azul e meias azuis.
Aproveitando-se do fato de a Federação Desportiva de Brasília promover um supercampeonato brasiliense com 24 clubes em 1969, entre amadores e profissionais, o Serviço Gráfico inscreveu-se no que seria a sua primeira competição oficial no Distrito Federal.
Sua estreia aconteceu em 13 de abril de 1969, no Estádio Pelezão (ainda chamado de Nacional de Brasília), goleando o Unidos de Sobradinho, por 4 x 1.
O Serviço Gráfico integrou o Grupo A (com 11 clubes) e ficou com o terceiro lugar, após essa campanha: 10 jogos, 6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas; 21 gols a favor e 10 contra. Totalizou 14 pontos ganhos.
Com isso, conseguiu classificar-se para a Segunda Fase, que reuniu os seis primeiros colocados de cada grupo e, ao seu final, apontaria o campeão de 1969.
Ficou com a sétima colocação, com 12 pontos ganhos, junto com Cultural Mariana, do Gama, e Brasília, de Taguatinga. Nos onze jogos disputados, venceu quatro, empatou outros quatro e perdeu três vezes. Marcou e sofreu 16 gols, ficando com saldo 0.
Mesmo com uma campanha irregular, um de seus jogadores, Eraldo, foi o artilheiro do campeonato, com 11 gols (junto com Paulinho, do CSU).
Defenderam o Serviço Gráfico nesse campeonato os goleiros Gaguinho, Carlyle e José; os defensores Pelé, Mauro, Júlio, Nielson, Garibaldi, Ximenes, Rui, Juarez, Dazinho, Crispim, Moacir, Santiago e Maninho e os atacantes Eustáquio, Laércio, Cesar, Paulinho, Carlos Gomes, Humberto, Walmir, Tião, Miguel, Eraldo, Zezão e Renato.
No campeonato brasiliense de 1970, o Serviço Gráfico venceu o primeiro turno, ficando à frente de outros dez clubes. Nos nove jogos que disputou, venceu seis, perdeu dois e empatou um. Marcou 15 gols e sofreu 7.
Quando, novamente, passou a Fase Final do campeonato (disputada pelos seis melhores da Primeira Fase), não manteve a mesma performance, ficando com a terceira colocação, atrás de Grêmio e Civilsan. Somou seis pontos, provenientes de três vitórias nos cinco jogos que disputou.
Mais uma vez teve um jogador entre os primeiros colocados na artilharia do campeonato, desta vez Carlos Gomes, que ficou com a segunda colocação, com seis gols marcados, e Cid, em terceiro, com cinco.
Começou o ano de 1971 disputando o Torneio Governador do Distrito Federal, contra outras dez equipes. No final, ficou com o vice-campeonato, com 16 pontos ganhos, um a menos que o campeão Jaguar.
No campeonato brasiliense, novamente ficou com a segunda colocação, atrás do Colombo, e à frente de Ceub, Grêmio e Jaguar.
Seu jogador Walmir marcou seis gols e ficou com a segunda colocação entre os artilheiros do campeonato.
Entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro de 1971, o Náutico, de Recife (PE), realizou dois jogos em Brasília. No primeiro, empatou com o Ceub em 1 x 1. No segundo, perdeu para o Serviço Gráfico, por 2 x 1, com dois gols de Walmir contra um de Bita.


Finalmente, em 1972, conquistou o tão perseguido título de campeão brasiliense de futebol. O campeonato foi disputado por sete equipes. O Serviço Gráfico venceu o 1º turno, sem conhecer derrota nos seis jogos que disputou: três vitórias e três empates.
O segundo turno foi conquistado pelo Ceub, da mesma forma, sem perder nenhum jogo. Ambos se qualificaram, então, para a decisão do campeonato, em melhor de quatro pontos. No primeiro jogo, em 2 de dezembro de 1972, o Ceub não deu chances ao Serviço Gráfico, vencendo-o por 3 x 0, gols de Dinarte (2) e Marco Antônio. Uma semana depois, 9 de dezembro de 1972, o Serviço Gráfico devolveu a goleada, vencendo pelo mesmo placar, com dois gols de Walmir e um de Carlos Gomes. Mais uma semana e aconteceu o terceiro jogo, quando ocorreu empate em 0 x 0, adiando a decisão. No dia 21 de dezembro de 1972, no Estádio Pelezão, o Serviço Gráfico venceu o Ceub, por 2 x 1, gols de Jairo Bueno e Arthur para o Serviço Gráfico, e Rogério Macedo, para o Ceub. O árbitro do jogo foi Adélio Nogueira Soares. Agora, restava apenas a comemoração pelo título.
Foi aí que começou um festival de recursos junto à Federação Metropolitana de Futebol. Após o primeiro jogo da decisão, o Serviço Gráfico entrou com um recurso na FMF solicitando os pontos do jogo, baseando-se no fato de que o atleta Marco Antônio, do Ceub, não tinha condições de jogo. Foi constatado que o jogador tinha vínculo com o Fluminense, de Araguari (MG), o que o impossibilitava de participar do campeonato do DF sem a devida transferência.
O Ceub deu o troco, entrando com um recurso contra a utilização pelo Serviço Gráfico dos jogadores Vavá e Carlos Gomes que, segundo o clube universitário, estariam filiados a Federação Fluminense de Futebol.
A FMF recebeu o Ofício nº 2.336, de 02.03.1973, da CBD, comunicando que aplicou aos atletas Marco Antônio Pereira (inscrito pela Federação Mineira de Futebol), Lourival Ribeiro de Carvalho Filho (Vavá) e Carlos Gomes (inscritos pela Federação Fluminense de Desportos), a penalidade de suspensão de 90 dias para cada um, a partir de 7 de fevereiro de 1973.
O TJD da Federação Desportiva de Brasília anulou as partidas realizadas em 2 e 9 de dezembro de 1972, mantendo, entretanto, os resultados das partidas realizadas em 16 de dezembro e 21 de dezembro.
A situação era: Serviço Gráfico, 3 pontos ganhos e Ceub, 1.
Com toda essa confusão o jogo decisivo do campeonato de 1972 só veio a acontecer em 19 de setembro de 1973, quando a Federação ainda deliberou que somente poderiam participar das partidas os atletas que tinham condições legais até a data da realização dos encontros anteriores.
Naquele dia, Serviço Gráfico e Ceub não movimentaram o placar e o 0 x 0 deu o título de campeão brasiliense ao Serviço Gráfico pela primeira vez. No jogo decisivo o Serviço Gráfico formou com Sinézio, Eraldo, Juarez, Melinho e Cezinha; César e Axel; Tião, Jairo Bueno, Clemilton (Ximenes) e Arthur. O técnico era Rui Márcio.
Na entrega dos prêmios aos melhores do ano de 1972, Walmir, do Serviço Gráfico, foi considerado o melhor jogador por uma comissão formada por jornalistas esportivos e professores do Departamento de Educação Física, Esportes e Recreação – DEFER. Marcos, também do Serviço Gráfico, foi a revelação do campeonato.
Já a eleição da equipe de esportes do Correio Braziliense para a escolha dos “Melhores de 1972”, colocou na seleção ideal daquele ano dois jogadores do Serviço Gráfico: o médio-volante Marquinhos e o centro-avante Walmir, que também foi considerado o “Craque do Ano”.
Ao todo, a campanha do Serviço Gráfico para conquistar o título de 1972 foi esta: quinze jogos, cinco vitórias, oito empates e duas derrotas. Assinalou 22 gols e sofreu 10. Total de pontos: 18.
Além do título, o Serviço Gráfico também forneceu o artilheiro do campeonato, Celino, com oito gols.
Defenderam o Serviço Gráfico os goleiros Sinézio, Manoel Carlos e Jairo; os defensores Ximenes, Eraldo, Melinho, Juarez, Vavá, Toinho, Axel, Marquinhos, Cezinha, Paraguai, César e Branco e os atacantes: Carlos Gomes, Tião, Jairo Bueno, Clemilton, Celino, Walmir, Dazinho, Edu, Arthur e Marcos. Técnico: Rui Márcio.
Em 1973, chegou a disputar o 1º turno do campeonato brasiliense, ficando apenas um ponto atrás do Ceub (que seria o campeão daquele ano).
Seu último jogo aconteceu no dia 11 de novembro de 1973, no Estádio Pelezão, empatando em 0 x 0 com o Unidos de Sobradinho. Antes mesmo de começar o segundo turno, o Serviço Gráfico desistiu do campeonato. Em 17 de dezembro de 1973 aconteceu a Assembléia Geral na qual a A. A. Serviço Gráfico (a pedido) foi desfiliada.
O motivo principal da desfiliação do Serviço Gráfico prendeu-se ao fato de que o Senado Federal possuía duas associações, a ASSEFE e a AASG. Veio a unificação e a primeira providência foi acabar com o Departamento de Futebol, ou seja, com a equipe do Serviço Gráfico, campeã brasiliense de 1972. Com isso, os jogadores da A. A. Serviço Gráfico estavam livres para ingressar em qualquer outra entidade 30 dias após seu pedido de desfiliação e consequente desistência do campeonato, ocorrido em 14 de novembro de 1973.



sexta-feira, 17 de abril de 2026

GRANDES RESULTADOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Brasiliense volta a vencer Fluminense - 2º jogo - 2002


O Brasiliense não tomou conhecimento de estar jogando no Maracanã, nem mesmo de enfrentar uma equipe tradicional como o Fluminense. Jogou como clube grande, derrotou o tricolor carioca novamente por 1 x 0 e se classificou para as semifinais da Copa do Brasil, onde enfrentaria o Atlético Mineiro.

FLUMINENSE 0 x 1 BRASILIENSE
Data: 17 de abril de 2002
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE)
Renda: R$ 117.460,00
Público: 11.954 pagantes
Gol: Wellington Dias, 7
FLUMINENSE: Murilo, Jancarlos, Zé Carlos, Régis e Júnior César (Caio); Fabinho, Marcão, Paulo Isidoro (Marco Brito) e Roger; Júlio César (Roni) e Magno Alves. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
BRASILIENSE: Donizeti, Moisés, Thiago Gama, Adriano (Aldo) e Emerson Ávila; Evandro, Carioca, Gil Baiano (Cris), Jackson (Weldon) e Wellington Dias; Auecione. Técnico: Péricles Chamusca.



quinta-feira, 16 de abril de 2026

OS CLUBES DO DF NAS COMPETIÇÕES NACIONAIS: CFZ no Campeonato Brasileiro da Série C - 2003


Na Primeira Fase, as 93 equipes participantes foram divididas em 28 grupos. Jogam entre si, dentro das chaves, em turno e returno, com os dois primeiros colocados passando para a Segunda.
O CFZ foi o representante do Distrito Federal e na Primeira Fase fez parte do Grupo 15, juntamente com Atlético Goianiense, de Goiânia (GO) e o Goiatuba, de Goiatuba (GO). Os resultados do CFZ foram os seguintes:

PRIMEIRA FASE

GOIATUBA (GO) 0 x 2 CFZ
Data: 17.09.2003
Local: Divino Garcia, Goiatuba (GO)
Árbitro: Carlos Henrique Tosta (MG)
Gols: Jacques, 11 e 68
GOIATUBA: Diogo, Carlos Juliano, Henrique, Fábio e Wilson Junior; Cleberson, Enilson, Azambuja (Marquinhos) e Cléber (Marcelo); Cristiano e Zé Raimundo. Técnico: Flávio Goiano.
CFZ: Fábio, Wellington Cássio, Carlos André, Cabrerizo (Raphael) e Thiago Rocha; Cubango, Macaé, Kabila (Esquerdinha) e Rick (Mário); Jacques e Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.

CFZ 1 x 0 ATLÉTICO (GO)
Data: 24.09.2003
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Marcelo Rufino dos Santos (MG)
Renda:  R$ 540,00
Público:  180 pagantes
Gols: Thiago Rocha, 5
CFZ: Fábio, Wellington Cássio, Carlos André, Cabrerizo e Thiago Rocha; Cubango, Macaé, Kabila (Esquerdinha) e Rick (Mário); Jacques (Patrick) e Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.
ATLÉTICO GOIANIENSE: Wagner, André, Danilo Mendes, Alex (Josué) e Luciano (Marcos Paulo); Freitas, Zezé, Roberto e Oscar (Paulo); Túlio Maravilha e Marcelo Cruz. Técnico: Marcus Fleury.

ATLÉTICO (GO) 2 x 2 CFZ
Data: 28.09.2003
Local: Olímpico, Goiânia (GO)
Árbitro: Francisco Leone de Oliveira (TO)
Renda: R$ 13.020,00
Público: 2.700 pagantes
Gols: Rick, 42; Túlio Maravilha, 44; Bispo, 59 e Márcio Costa, 90+1
ATLÉTICO GOIANIENSE: Wagner, André, Danilo Mendes (Alex), Zezé e Luciano; Freitas, Roberto, Oscar (Josué) e Ricardo Lima (Márcio Costa); Túlio Maravilha e Marcelo Cruz. Técnico: Marcus Fleury.
CFZ: Fábio, Wellington Cássio (Patrick), Carlos André, Cabrerizo e Thiago Rocha; Cubango, Macaé, Kabila (Mário) e Rick; Jacques (Leozinho) e Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.

CFZ WO x 0 GOIATUBA (GO)
Data: 05.10.2003
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)

SEGUNDA FASE

As 56 equipes classificadas da Primeira Fase formaram 28 grupos de dois clubes cada. Passaram para a Terceira Fase, os vencedores de cada chave.
Coube ao CFZ enfrentar o Uberlândia, de Minas Gerais.

UBERLÂNDIA (MG) 0 x 3 CFZ
Data: 12.10.2003
Local: Parque do Sabiá, Uberlândia (MG)
Árbitro: Samir Yarak (RJ)
Gols: Bispo, 10 e 26 e Rodriguinho, 65
UBERLÂNDIA: Márcio, Geison, Anderson, Thiago e Yuster; Hudson, Guilherme, Baiano (Mancuso) e Bruno César (Cristiano); Leandro Santos e Ditinho. Técnico: Luciano Pascoal.
CFZ: Ney, Patrick, Carlos André, Raphael e Rochinha; Cubango, Macaé, Kabila (Mário) e Rodriguinho (Rick); Jacques (Alex) e Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.

CFZ 3 x 0 UBERLÂNDIA (MG)
Data: 15.10.2003
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Luiz Alberto Sardinha Bites (GO)
Renda: R$ 825,00
Público: 275 pagantes
Gols: Jacques, 14; Macaé, 54 e Bispo, 90
CFZ: Ney, Wellington Cássio, Carlos André, Raphael e Rochinha (Alex Paulista); Cubango, Macaé, Kabila (Rick) e Rodriguinho; Jacques (Leozinho) e Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.
UBERLÂNDIA: Márcio, Anderson Cabral, Anderson Primon e Hudson; Geison, Guilherme, Bruno César (Mancuso), Cacau e Yuster; Fabinho e Ditinho. Técnico: Luciano Pascoal.

TERCEIRA FASE

As 28 equipes classificadas foram divididas em 14 novos grupos com dois clubes cada. Os vencedores das chaves foram para a Quarta Fase.
Outro clube mineiro, o Ituiutaba, foi o adversário do CFZ.

CFZ 1 x 1 ITUIUTABA (MG)
Data: 22.10.2003
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Joaquim Lima Neto (MT)
Renda: R$ 327,00
Público: 109 pagantes
Gols: Rodriguinho, 44 e Gil, 79
CFZ: Ney, Patrick, Rodrigo Mello, Raphael e Rochinha; Cubango, Macaé, Kabila (Wellington Cássio) e Rodriguinho; Jacques e Bispo (Leozinho). Técnico: Reinaldo Gueldini.
ITUIUTABA: Fernando, Zé Carlos, César Lira, Ivan e Anderson; Serginho (Elias Cabeça), Carlos, Alessandro e Gil; Everton (Deilton) e Maurinho Veras. Técnico: Luiz Renato.

ITUIUTABA (MG) 0 x 2 CFZ
Data: 26.10.2003
Local: Fazendinha, Ituiutaba (MG)
Árbitro: José Fermo (ES)
Gols: Kabila, 55 e Rodriguinho, 65
ITUIUTABA: Fernando, Zé Carlos, Rodrigão, Ricardo e Anderson; Serginho (Everton), Carlos, Alessandro Goiano (Marcelo Soares) e Gil; Deilton e Maurinho Veras (Romarinho). Técnico: Luiz Renato.
CFZ: Ney, Patrick, Carlos André, Raphael e Rochinha; Cubango, Macaé, Kabila (Mário) e Rodriguinho (Thiago Rocha); Jacques (Alex) e Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.

QUARTA FASE

Os 14 clubes classificados foram novamente agrupados em pares. Passariam à quinta fase os vencedores de cada grupo, mais uma equipe, que tivesse realizado a melhor campanha até então, desde a fase inicial, dentre as sete perdedoras nos jogos desta fase, priorizando as equipes que jogaram a Primeira Fase em grupos de quatro.
O CFZ teve como adversário o Palmas, de Tocantins, e perdeu as duas partidas e chance de passar para a Quinta Fase.

PALMAS (TO) 1 x 0 CFZ
Data: 02.11.2003
Local: Nilton Santos, Palmas (TO)
Árbitro: Lucas de Jesus Gomes Lindoso (MA)
Renda: R$ 6.927,50
Público: 3.159 pagantes
Gols: Cássio, 5
PALMAS: Leandro Lopes, Neuran, Marraquete e Moacri; Mazinho, Quezado, Valdo, Ferdinando e Ilan; Cássio (Eudes) e Joãozinho (Arismar). Técnico: Carlos Magno.
CFZ: Ney, Patrick, Carlos André, Raphael (Rodrigo Mello) e Rochinha; Cubango, Macaé, Kabila (Mário) e Rodriguinho; Alex (Rick) e Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.

CFZ 0 x 1 PALMAS (TO)
Data: 05.11.2003
Local: Adonir Guimarães, Planaltina (DF)
Árbitro: Antônio Buaiz Filho (ES)
Renda: R$ 1.404,00
Público: 468 pagantes
Gols: Ferdinando, 90+1
CFZ: Ney, Patrick, Carlos André, Raphael (Rodrigo Mello) e Rochinha; Cubango, Macaé, Kabila (Mário) e Rodriguinho; Alex (Rick) e Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.
PALMAS: Leandro Lopes, Mazinho, Neuran, Moacri e Eudes (Leandro César); Eugênio, Marraquete, Valdo (Carrapeta) e Ferdinando; Cássio e Joãozinho (Arismar). Técnico: Carlos Magno.



quarta-feira, 15 de abril de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Bimba



Américo da Cruz, o Bimba, nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 15 de abril de 1936.
Foi um zagueiro que jogava com elegância e de um futebol clássico.
Começou nos juvenis da Portuguesa, do Rio de Janeiro, disputou o campeonato carioca de 1958, pelo Bonsucesso, e o campeonato mineiro de 1959, pelo Bela Vista, de Sete Lagoas.
Foi trazido para o futebol de Brasília por indicação do ex-jogador do Botafogo e da Seleção Brasileira, Juvenal, e assinou contrato com o Guará, em 1960, ano em que o clube ficou na segunda colocação do campeonato brasiliense.
Transferiu-se para o Defelê em 1961, quando integrou a primeira Seleção de Brasília formada para disputar um amistoso contra a Seleção de Goiás, em Goiânia, no dia 16 de abril.
Disputou ainda mais três amistosos pela Seleção de Brasília no ano de 1961, contra o Santos, em 21 de abril, Fluminense, em 2 de julho, e Botafogo, em 17 de setembro.
Ao final do ano, tendo conquistado o título de campeão brasiliense, também teve seu mérito reconhecido ao ser escolhido pelo jornal Correio Braziliense o “Melhor jogador de futebol do ano”. Foram escolhidos destaques de todas as modalidades que integravam a Federação Desportiva de Brasília.
Em 1962 foi para o Rabello. Novamente fez parte da Seleção de Brasília que enfrentou o Vasco da Gama, no dia 21 de abril, e a Seleção de Goiás, em 29 de setembro.
Em seu novo time, conquistou a Taça “Candango”, disputada no período de 28 de abril a 1º de maio e que reuniu Guará, Colombo, Defelê e Rabello, no campo do Defelê, e o Torneio da Prefeitura do Distrito Federal, Taça "Embaixador Sette Câmara", com direito a vitória por goleada sobre seu ex-clube, o Defelê, na final, por 5 x 0.
No campeonato brasiliense de 1962, o Rabello ficou na terceira colocação.
No final do ano, Bimba foi um dos convocados para representar o Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de Seleções. A Seleção do DF passou por Mato Grosso, mas foi desclassificada por Goiás.
Continuou no Rabello em 1963 e foi convocado para o amistoso da Seleção do Distrito Federal contra o Atlético Mineiro, em 21 de abril.
O Rabello foi o vice-campeão de 1963.
Transferiu-se para o Goiás ainda em 1963 e na metade de 1964 retornou ao Distrito Federal, voltando a defender o Rabello.
Defendeu a Seleção do Distrito Federal em amistosos contra o Ceará, Atlético Mineiro e Treze, da Paraíba.
No Rabello, sagrou-se campeão da primeira competição sob o regime profissional em Brasília.
Em 1965, foi jogar no Guará e perdeu a chance de conquistar o bicampeonato brasiliense, título alcançado pelo Rabello.
Transferiu-se para o Luziânia em 1966, tendo inclusive disputado um amistoso do seu novo time contra a Seleção do Distrito Federal, em 15 de maio (3 x 3).
Em novembro de 1966 foi convocado para defender a Seleção do DF que venceu a Seleção de Goiás, por 2 x 1.
Com o Luziânia, chegou na segunda colocação do campeonato brasiliense de profissionais.
Em 1967, foi contratado para ser o treinador do Guanabara.
No ano de 1968, dividiu seu tempo como jogador do Cruzeiro do Sul e depois como treinador do Alvorada.
Ainda foi técnico do Luziânia no início de 1973.
No início dos anos 80, enfrentando problemas com o álcool, foi internado na Clínica São Miguel, de propriedade do conceituado psiquiatra no DF, Dr. Neilor Rolim, no bairro do Parque Alvorada, às margens da BR 040, em Luziânia. Com a sua habitual irreverência, fez muitos amigos na clínica, dentre eles o ex- jogador do Luziânia, Ziza. Formaram o time da Clínica São Miguel e participaram do campeonato amador de Luziânia. Bimba atuava como jogador e técnico do time da clínica.
Com o fechamento da clínica, foi transferido para o asilo São Vicente de Paula, juntamente com vários companheiros da clínica. Fugiu e foi morar na rodoviária, no centro da cidade de Luziânia, onde hoje é o Centro de Convenções projetado por Oscar Niemayer.
Tornou-se mendigo de rua. Morreu só e abandonado por todos. Faleceu no dia 3 de agosto de 1993, sendo sepultado pela Secretaria de Assistência Social do Município de Luziânia, sem a presença de familiares, só com alguns amigos da época da Clínica São Miguel.

Defelê bicampeão brasiliense - 1961


Colaboração: José Egídio Pereira Lima.




terça-feira, 14 de abril de 2026

A PRIMEIRA VEZ A GENTE NÃO ESQUECE: a primeira excursão ao Norte do Brasil - 1967



Antes do embarque: de pé, da esquerda para a direita, Dico, Zezé, Sabará, Didi, Cid, Dão, Vantuil, Mello, Paulo Roberto, Samuel Lopes (técnico), Zé Maria e Márcio Télio (jornalista)
Agachados, na mesma ordem: Marreta, Tião, Jonas, Luiz, Paulinho, Hélio, Fuminho e Edinho

Pelo vôo 220 da Vasp, às 8 horas e 30 minutos do dia 14 de abril de 1967, a delegação do Rabello viajou rumo a Belém (PA), onde começaria sua excursão por gramados do norte do Brasil.
Seria a primeira excursão de um clube brasiliense ao norte do Brasil, jogando, mais precisamente, em Belém (PA) e Teresina (PI).
A delegação estava assim composta: Chefe – Aliatar Pinto de Andrade; Técnico – Samuel Lopes; Jornalista – Márcio Télio; Enfermeiro – Fuminho e Massagista, Roupeiro – Marreta e 18 jogadores, a saber: Dico, Paulo Roberto, Dão, Mello, Carlão, Luiz, Wantuil, Didi, Tião, Zé Maria, Paulinho, Zezé, Sabará, Cid, Carlinhos, Edinho, Hélio e Jonas.
Zé Walter apresentou um problema de última hora, que não pôde ser resolvido em tempo suficiente para que seu nome fosse incluído entre os que viajaram. Também não viajaram João Dutra e Serginho.

OS JOGOS

O alvinegro brasiliense disputou cinco jogos nessas cidades, obtendo duas vitórias, dois empates e uma derrota.

A ESTREIA DIANTE DO PAYSANDU

Sua estreia aconteceu no dia 16 de abril de 1967, no Estádio da Curuzu, diante do Paysandu, que estreava o ex-goleiro Carlos Castilho como seu treinador. O Paysandu venceu por 3 x 1. Bené marcou os três gols do bicolor paraense.

EMPATE COM O CLUBE DO REMO

No dia 19 de abril de 1967 o Rabello enfrentaria outro grande time de Belém, o Clube do Remo. Conquistou um grande resultado ao empatar em 1 x 1. Paulinho, aos 15 minutos do 1º tempo marcou o gol do Rabello. O alvinegro sustentou essa vantagem até faltarem dez minutos para o encerramento do jogo, quando sofreu o empate, por intermédio de Luís Carlos.
O empate fez justiça ao bom futebol apresentado pelas duas equipes. Houve oportunidades perdidas dos dois lados, servindo a trave como a salvação do Rabello em dois lances, com Dico batido. Também o Rabello perdeu mais de duas oportunidades de gol.
Paulinho, Edinho, Zé Maria e Wantuil foram os nomes de maior destaque no Rabello.
Jogou o Rabello com Dico, Didi, Mello, Wantuil e Hélio (Dão); Luiz, Zé Maria e Paulinho (Tião); Zezé, Cid e Edinho. O Clube do Remo atuou com Florisvaldo, Ribeiro (Íris), Socó, Nagel e Assis; Oberdan e Luís Carlos; Magalhães, Rangel, Zezé (Edvard) (Afonso) e Neves.
O árbitro foi Antônio Santos, da Federação Paraense de Futebol, e a renda alcançou NCr$ 40.950,00.


Hélio, Didi, Dico, Luiz, Mello e Wantuil
Zezé, Zé Maria, Cid, Paulinho e Edinho


SEGUNDO JOGO CONTRA O REMO

Como era comum na época, tendo acontecido empate no primeiro encontro, normalmente os clubes disputavam outro jogo. E este aconteceu no dia 23 de abril de 1967: novo empate em 1 x 1 entre Remo e Rabello.No Remo, o destaque era o atacante Amoroso, ex-Botafogo, do Rio de Janeiro.

1º JOGO NO PIAUÍ: VITÓRIA SOBRE O FLAMENGO

O Rabello deixou Belém no dia 24 de abril de 1967 e seguiu para Teresina, capital do Piauí, onde o aguardava dois outros encontros contra clubes da cidade. A delegação do Rabello hospedou-se no Hotel Central.
Estreando em gramados piauienses, no dia 27 de abril de 1967, no Estádio Lindolfo Monteiro, o Rabello conquistou sua primeira vitória, ao derrotar o Flamengo local por 1 x 0, gol de Edinho, aos 40 minutos do 2º tempo.
O goleiro Dico e o zagueiro Wantuil foram os destaques do Rabello.
O Rabello jogou com Dico, Dão (Hélio), Mello, Wantuil e Didi; Luiz, Zé Maria e Tião; Zezé (Sabará), Cid e Edinho. Flamengo: Luiz Mário, Maneca, Amadeu, Estácio e Matintim; Gringo e Nilson (Salvador); Massarico, Evandro, Mano e Edu.

NOVA VITÓRIA EM TERESINA

Encerrando a sua temporada em gramados do Norte/Nordeste, o Rabello colheu um grande triunfo no dia 30 de abril de 1967, ao vencer o River, por 3 x 0, no mesmo Estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina (PI).
No 1º tempo, Carlinhos inaugurou o marcador aos 43 minutos. No 2º, Cid marcou duas vezes, aos 30 e 40 minutos, definindo o placar de 3 x 0 a favor do Rabello.
O árbitro foi David Pinto de Almeida e a renda de NCr$ 3.977,20.
Jogaram as equipes assim: RABELLO - Dico, Didi, Mello, Wantuil e Hélio; Luiz (Carlão), Zé Maria e Tião; Zezé (Sabará), Cid e Carlinhos (Edinho). RIVER - Antônio João, Gildo, Gereba, Paulo e Louro; Mariano e Wilmar; Mariola, Valdeck (Clemilson), Tassu (Riba) (Paulinho) e Escurinho.
Tempos depois, o goleiro Dico e o atacante Roberto transferiram-se para o Clube do Remo. Dico se tornou um dos maiores ídolos da história do Clube do Remo, conquistando seis títulos paraenses e se tornando o goleiro mais vitorioso desde que o futebol do Pará foi profissionalizado.

O DESEMBARQUE EM BRASÍLIA

A delegação do Rabello desembarcou no Aeroporto Internacional de Brasília às 17:45 horas do dia 1º de maio de 1967.
Além de inúmeros familiares dos membros da comitiva, um grande número de torcedores aguardava a delegação.