segunda-feira, 19 de outubro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Bilzinho


Severino Alves, o Bilzinho, nasceu em 19 de outubro de 1957, na cidade de Cruz do Espírito Santo, localizada na Região Metropolitana de João Pessoa, na Paraíba.

Começou no Guarani, equipe amadora de sua cidade natal, passando pelo Guarabira e pelo Treze, de Campina Grande, ambos da Paraíba.

Chegando ao Ceilândia em 1983, fez bons segundo e terceiro turnos do Campeonato Brasiliense. Bilzinho esteve presente em 32 das 49 partidas disputadas pelo Ceilândia na competição (marcando quatro gols). Chamou a atenção do Taguatinga, que o contratou a pedido do técnico José Antônio Furtado Leal, que queria que continuasse desenvolvendo no seu clube o mesmo papel de “carrapato” (de forte marcação no meio de campo).

No dia 5 de julho de 1987 aconteceu um amistoso no Estádio Mané Garrincha entre a Seleção do DF e o Flamengo, do Rio de Janeiro. Bilzinho foi convocado, mas não participou do jogo. Ainda em 1987, Bilzinho seria convocado mais duas vezes para a Seleção do DF, em ambas ficando no banco de reservas.

Permaneceu no Taguatinga de 1984 a 1987, tendo disputado 61 jogos nesse período (marcando dois gols). Teve uma rápida passagem pelo Tiradentes, em 1986.

Seu último clube no futebol do DF foi o Guará, que Bilzinho defendeu em 46 jogos disputados pelo Campeonato Brasiliense de 1988 e 1989, marcando três gols.

Em janeiro de 1990, com 32 anos, Bilzinho deixou o futebol. Durante o tempo em que jogou no DF, conciliou treinos e jogos de futebol com a assistência administrativa, função que exercia na CAESB – Companhia de Água e Esgotos de Brasília.

No mesmo ano, no dia 22 de abril, fez parte do amistoso entre a Seleção Brasiliense de Masters e a Seleção Brasileira da mesma categoria, no Mané Garrincha.

A seleção brasiliense foi derrotada por 1 x 0, gol de Zico. Jogou com Bocaiúva (Toinho), Ricardo, Remo, Gilvan e Ahlá; Bilzinho (Mário), Orlando Lelé e Lindário (Flory); Lino (Dionísio), Dadá Maravilha e Joãozinho (Zunga). Técnicos: Carlos Morales/Didi de Carvalho.

Bilzinho não conquistou títulos no futebol do DF. Foi quatro vezes vice-campeão do Campeonato Brasiliense: três pelo Taguatinga (1984, 1986 e 1987) e uma pelo Guará, em 1989.

 

domingo, 18 de outubro de 2026

PERSONAGENS & PERSONALIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: Edson Rezende de Oliveira


O ex-árbitro Edson Rezende de Oliveira nasceu em Uberlândia (MG), no dia 18 de outubro de 1949.
Por gostar da atividade de arbitragem e do futebol de um modo geral, Edson Rezende resolveu fazer o curso de arbitragem quando tinha pouco mais de 20 anos.
Em 1973 concluiu o curso de arbitragem oferecido pela então Federação Metropolitana de Futebol, hoje Federação de Futebol do Distrito Federal.
Sua primeira arbitragem aconteceu no dia 22 de setembro de 1973, no Pelezão, ao dirigir o jogo Unidos de Sobradinho 5 x 0 Atlético, de Brazlândia, válido pelo campeonato brasiliense (ainda amador) de 1973. Foram quatro arbitragens no total.
Ingressou no Quadro de Árbitros da antiga CBD - Confederação Brasileira de Desportos, hoje CBF, em 1975.
No Quadro Especial da CBD ingressou em 1979.
Dez anos depois, 1989, ingressou no Quadro de Aspirante à FIFA.
Interrompeu a carreira de árbitro de futebol em maio de 1992, em razão de incompatibilidade com sua função na Polícia Federal e choques de datas nas atividades.
Edson Rezende foi Delegado de Polícia Federal. Ingressou na PF em 1974, como papiloscopista, onde exerceu a atividade até 1983, quando foi nomeado delegado. Exerceu vários cargos na corporação, nas áreas de Entorpecentes, Fazendária e Identificação Técnico Científica. Também participou de cursos na área tanto no Brasil quanto no exterior.

Advogado e bacharel em Administração Pública e de Empresas, Edson Rezende foi diretor do Instituto Nacional de Identificação (INI) entre 1996 e 2001 e conheceu in loco o sistema de identidade automatizado (Afis) dos Estados Unidos, Canadá, França e países da América Latina. Na gestão frente à direção do INI instituiu e promoveu o Encontro Nacional de Diretores de Institutos de Identificação e criou a Associação Nacional de Diretores de Institutos de Identificação. Também fez parte de grupos de trabalho que atuaram nos estudos para implantação do Registro de Identidade Civil (RIC) e do novo passaporte brasileiro.
Em todos esses anos esteve atuando no meio da arbitragem, seja na função de Presidente de Comissão Estadual de Arbitragem, Membro da Comissão Nacional de Arbitragem, Presidente da mesma Comissão ou Instrutor de Arbitragem.
Em 10 de outubro de 2005 foi efetivado na presidência da Comissão Nacional de Arbitragem, após a saída de Armando Marques, afastado da função por suspeita de envolvimento no escândalo de manipulação de resultados no futebol brasileiro.

Em 7 de agosto de 2007 pediu demissão da Presidência da Comissão de Arbitragem da CBF, motivada por problemas particulares. Na ocasião, recebeu o seguinte elogio de Ricardo Teixeira, presidente da CBF: “Como presidente da comissão, desenvolveu várias ações e cursos no sentido de aprimorar e modernizar a arbitragem brasileira”.
Em abril de 2012, assumiu a função de Corregedor de Arbitragem da CBF, atividade instituída pelo Presidente da CBF e cuja principal missão é zelar pela arbitragem de um modo geral, procurando não permitir que pessoas de comportamentos inidôneos possam usar da arbitragem em benefício próprio, de grupos, de terceiros etc.
Sua última atuação foi no jogo Atlético Mineiro 1 x 0 São Paulo, pela Série A do Campeonato Brasileiro, no dia 11 de outubro de 2017, no Independência.






sábado, 17 de outubro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Duda



José Arcanjo Novaes Filho, o Duda, nasceu no dia 17 de outubro de 1958, na cidade de Damianópolis (GO).
Enquanto na ativa, atuava como zagueiro central e tinha o número 67.246 como sua inscrição na CBF.
Iniciou sua caminhada no Taguatinga E. C. em 1978. Fez sua estreia no dia 3 de setembro de 1978, no Serejão, no empate em 1 x 1 com o Sobradinho, válido pelo Campeonato Brasiliense. Nessa ocasião, o Taguatinga formou com Carlos José, Xavier, Araújo (Duda), Wanner e Nonato; Warlan, Elmo e Renê (Maurício); Wilton, Paulo Hermes e Zé Vieira. Técnico: Eurípedes Bueno.
Logo após o Campeonato Brasiliense de 1979, a Editoria de Esportes do Correio Braziliense escolheu os melhores do ano, formando duas seleções: Duda fez parte da Seleção “B”.
Em 1980 foi convocado pela primeira vez para a Seleção do DF que, no dia 21 de abril, goleou a Seleção de Goiás, por 4 x 1, válido pelo Torneio Centro-Oeste de Seleções.
O ponto alto de sua carreira aconteceu em 1981, quando integrou o elenco do Taguatinga que conquistou o primeiro título do Campeonato Brasiliense da história do clube. Nessa competição, marcou seu primeiro gol com a camisa do Taguatinga. Também em 1981 fez parte da equipe do Taguatinga que disputou pela primeira vez o Campeonato Brasileiro da Série C (ou Terceira Divisão).
Jogou de forma ininterrupta no Taguatinga até o ano de 1984, foi para o Tiradentes em 1985, retornou ao Taguatinga em 1986 e voltou ao Tiradentes em 1987. Foram 117 jogos no Taguatinga, o último deles em 20 de abril de 1986, no empate em 2 x 2 com o Tiradentes, no Mané Garrincha. Formou o Taguatinga com Ronaldo, Samarino, Bilzão, Duda e Visoto; Boni, Som e Marquinhos; Aguinaldo, Joãozinho e Dorival (Mituca). Técnico: Mozair Barbosa.
Esteve no Ceilândia, disputando o Campeonato Brasiliense de 1993 e, aos 35 anos de idade, deu uma parada com o futebol, de 1994 a 1996.
Retornou em 1997 e, até 1999, defendeu o Atlântida, de Taguatinga, no Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão. Foi a última vez que Duda disputou uma partida oficial.




sexta-feira, 16 de outubro de 2026

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Eurípedes Bueno



Eurípedes Bueno de Morais nasceu em Uruana (GO), em 16 de outubro de 1940.
Começou sua curta carreira de jogador no futebol amador de Anápolis, defendendo a equipe do Jundiaí, em 1954. Transferiu-se para o Senai, onde jogou nos anos de 1956 e 1957. Também foi juvenil do Ipiranga, de Anápolis (GO), na ponta-esquerda.
Deixou de ser jogador em 1958 e passou a ser treinador aos 21 anos.
Transferiu-se para Brasília e já como treinador foi vice-campeão com o Vila Matias, no certame amador de 1963.
Em 1964, passou para o Liberdade, de Taguatinga, e foi terceiro colocado na Liga de Clubes Independentes.
Em 1966 foi quarto lugar do campeonato do Departamento Autônomo da Federação Desportiva de Brasília, dirigindo o Pioneira, também de Taguatinga.
Passou para a Associação Desportiva de Taguatinga e foi bicampeão do Departamento Autônomo da FDB.
Em 1969, foi técnico do Brasília, de Taguatinga, vencendo o campeonato de futebol amador dessa cidade.
Nos dias 5 e 7 de junho de 1970, em comemoração ao 12º aniversário de Taguatinga, aconteceram os jogos Seleção do Plano Piloto x Seleção de Taguatinga. Os jogadores da seleção de Taguatinga eram jogadores do Flamengo e do Brasília. Eurípedes Bueno, que ainda era técnico do Brasília, foi o indicado para responder pela seleção da cidade-satélite.
Para o campeonato brasiliense de 1970 foi contratado pelo Planalto, do Gama.
Em 1971 dividiu seu tempo como treinador do Jaguar e presidente da liga de futebol amador de Taguatinga.
Foi o treinador da A. A. Serviço Social no campeonato brasiliense de 1972.
Em 1973, quando era o representante do Jaguar na Federação Desportiva de Brasília, foi contratado para dirigir o Luziânia no campeonato brasiliense daquele ano.
Passou a ser técnico do Pioneira em 1974, quando conquistou seu primeiro título de campeão brasiliense, por coincidência com duas vitórias sobre o Jaguar.
No ano seguinte, 1975, a Pioneira acabaria se transformando no Taguatinga Esporte Clube e Eurípedes Bueno continuou como seu técnico.
Em 1976, levou o time do Taguatinga ao vice-campeonato do Torneio Imprensa. Permaneceu dirigindo o Taguatinga até junho daquele ano, quando foi substituído por um novo treinador, o campeão mundial e ex-centro-avante da seleção brasileira, Dida. Logo depois, Dida deixou o Taguatinga e Eurípedes Bueno voltou a ser o treinador do Taguatinga, a tempo de ser lembrado para ser o técnico da Seleção de Brasília que realizou um amistoso contra o Gama em 10 de outubro de 1976.

No dia 21 de abril de 1977, para comemorar mais um aniversário de Brasília, foi promovido o amistoso da Seleção do Distrito Federal contra o Atlético Mineiro. Na preliminar, aconteceu o jogo Seleção do Plano Piloto x Seleção das Cidades Satélites. Eurípedes Bueno de Morais foi o técnico desta última.
Dirigiu a Desportiva Bandeirante no campeonato brasiliense de 1977, quando a equipe ficou com o vice-campeonato.
Em 1978, teve uma rápida passagem pelo Gama e voltou a treinar o Taguatinga, ficando em segundo lugar no campeonato brasiliense.
Em 1979 dirigia o Taguatinga quando foi substituído por Alaor Capella dos Santos. Depois disso, passou a revezar como treinador e a trabalhar em comissões técnicas, como na conquista do primeiro troféu de campeão brasiliense do Gama, em 1979.
No ano de 1982, pela primeira vez foi treinador do Ceilândia, repetindo em 1984.
Pelo Taguatinga participou, como supervisor, de quatro títulos: 1989, 1991, 1992 e 1993.
Passou também pelo Tiradentes, além de estar três vezes na Sociedade Esportiva Ceilandense.
Já como gerente de futebol, sagrou-se campeão brasiliense com o Guará, em 1996.
Voltou a ser treinador e levou o Bandeirante ao vice-campeonato de 2000, perdendo o título com dois empates, incluindo uma prorrogação em pleno Bezerrão, contra o Gama.
No ano seguinte, 2001, comandou outra campanha surpreendente, na melhor participação do Brazlândia (terceiro lugar), com o título da fase de classificação, mas eliminado pelo Gama nas semifinais.
Em 2002, foi treinador do Brasília e do Brazlândia.
No cargo de supervisor técnico, foi campeão brasiliense da segunda divisão de 2007, pelo Brazlândia.
Em 2009, novamente como supervisor, participou do vice-campeonato do Brasília, quando o Brasiliense foi o campeão.
Faleceu em 26 de janeiro de 2012, aos 71 anos.







quinta-feira, 15 de outubro de 2026

OS GOLEIROS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Édson



Édson Bomfim nasceu em Goianésia (GO), no dia 15 de outubro de 1953.
O mais velho de oito irmãos, veio para o Distrito Federal, mais precisamente Taguatinga, em dezembro de 1969.
Desde cedo, gostava de futebol e, principalmente, de ser goleiro. Com oito anos de idade, vendia picolé em sua cidade natal e ficava sempre atrás dos gols, admirando os goleiros que por lá passavam.
Seu pai havia sido goleiro e, nos fundos de sua casa tinha um quintal onde espalhava palha de arroz numa área para que seus amigos ficassem chutando bolas para Édson tentar defender. Faziam até torneios para ver quem fazia mais gols em Édson.
No quarteirão onde morava havia um campo de terra onde, após as aulas, Édson e seus amigos jogavam duplas cariocas, ou seja, uma equipe chutava, a outra defendia.
Em Taguatinga, perto do Colégio Marista havia um estádio de madeira, que pertencia ao Flamengo local, e foi ali que, aos 16 anos, Édson começou a atuar como goleiro.

Não demorou para se destacar no infanto-juvenil e chegou a fazer parte da Seleção do DF nessa categoria.
Do Flamengo, Édson foi para o Nacional, que tinha um campo onde hoje está o UNICEUB, na entrada de Águas Claras. Passou dois anos atuando por essa equipe, disputando muitos jogos pela região do Entorno nos finais de semana.
Aos 18 anos, foi para o Santa Teresinha, que mais tarde viraria o Canarinho Esporte Clube.
Com 19 anos, foi para Brazlândia, onde jogou nos principais times da cidade: Renner, Auto Esporte e Atlético, este já pelo campeonato brasiliense de 1973. Chegou a jogar pela Seleção de Brazlândia, desbancando goleiros veteranos.

Quando o Canarinho foi fundado, em 1975, Édson foi para lá. Suas boas atuações no Canarinho o levaram a ser convocado para a Seleção do DF que enfrentaria a Seleção de Minas Gerais, no Mineirão (0 x 0), no dia13 de julho de 1975. Ficou no banco de reservas, pois a seleção brasiliense estava muito bem servida de goleiros: Paulo Victor e Déo, ambos do Ceub.
Em agosto de 1975, Édson sagrou-se campeão de um torneio quadrangular que reuniu, além do Canarinho, A. A. Relações Exteriores, Guadalajara e Humaitá.
Em 1976, se profissionalizou e disputou o primeiro campeonato de profissionais do Distrito Federal pelo Canarinho. Jogou nessa equipe por três anos. Quando o Canarinho acabou, vários jogadores foram para o Taguatinga. Édson foi para a Desportiva Bandeirante, do Núcleo Bandeirante.

No Ceilândia
Quando o Ceilândia surgiu, em 1979, Édson tornou-se o primeiro jogador profissional a ser contratado pelo novo clube, onde ficou por um ano e meio.
No dia 18 de novembro de 1979, no Serejão, o Ceilândia realizou sua primeira partida oficial contra o Brasília e Édson foi o seu goleiro. O Ceilândia fez uma boa partida, mas perdeu por 2 x 1.
Ainda em 1979, passou no vestibular e, com a ajuda da AGAP-DF, tornou-se o primeiro jogador profissional do DF a ganhar bolsa universitária. 
Disputou 14 jogos válidos pelo campeonato brasiliense de 1980, defendendo a meta do Ceilândia.
Com 31 anos de idade se formou e foi convidado a ser Diretor de Assuntos Educacionais da AGAP-DF, onde por um ano desenvolveu junto aos clubes incentivo para os atletas estudarem. Logo depois, ingressou na Secretaria de Educação do DF, como Professor concursado em Educação Física. Por motivos pessoais, teve que sair da Secretaria, cedendo sua vaga para o também ex-jogador Pedro Pradera. Aposentou-se em 2011.

Tendo abandonado o profissionalismo, não parou de jogar bola no futebol amador da Ceilândia até os 35 anos. Logo depois, começou a trabalhar como técnico em algumas equipes amadoras da Ceilândia, até passar para o futsal, onde está até hoje, treinando várias categorias de diversas equipes (AET, Afusta e Candangos), além de ser treinador de seleções estudantis por cinco anos e também desenvolver projetos de escolinhas por todo o Distrito Federal.
Também dirigiu a equipe do Capital, que disputou o campeonato de masters do DF.

Curiosidade: em toda sua carreira Édson foi, provavelmente, um dos goleiros mais baixos do Brasil: tem 1,65 metros.




terça-feira, 13 de outubro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Aguinaldo


Aguinaldo do Carmo Ferreira nasceu em Brasília (DF), no dia 13 de outubro de 1964.
Seu registro na CBF era o de número 90.573.
Começou nas categorias de base do Taguatinga Esporte Clube e por este clube disputou o Campeonato Brasiliense da categoria de juniores de 1983. Estreou no dia 14 de maio de 1983, marcando um dos gols da vitória de 3 x 2 do Taguatinga sobre o Guará. Neste ano, o Taguatinga ficou com a terceira colocação.
Também em 1983 estreou na equipe principal do Taguatinga, disputando apenas uma partida pelo Campeonato Brasiliense desse ano, no dia 24 de novembro, no Serejão, com vitória de 2 x 1 sobre o Vasco da Gama. Assim formou o Taguatinga: Luciano, Duda, Décio, Rubão e Cuca; Warlan (Jefferson), Paulo Araújo e Roque; Waldir, Zecão e Luiz Carlos (Aguinaldo). Técnico: Jorge Medina.
No ano seguinte, além de disputar mais partidas (seis) na equipe principal do Taguatinga, Aguinaldo ajudou na conquista do título de campeão brasiliense de juniores. Na final, disputada no dia 7 de outubro de 1984, no Abadião, marcou o gol da vitória de 1 x 0 sobre o Ceilândia. Naquela ocasião, o Taguatinga formou com Elvis, Bill, Adilson, João Carlos e Edson; Alceumar, Da Silva (Mituca) e Neomar; Paulo Henrique, Aguinaldo e Hermínio. Técnico: Edair Rosa.
Além do título, Aguinaldo foi um dos principais artilheiros da competição, marcando oito gols e ficando na terceira colocação.


De 1985 a 1987 foi titular do ataque do Taguatinga nas competições que o clube disputou: 65 jogos pelo Campeonato Brasiliense de 1985, 1986 e 1987. Foi campeão do Torneio Início de 1986. Além disso, participou de quatro jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série B de 1986.
Seu derradeiro ano no Taguatinga foi em 1988, quando disputou apenas cinco jogos oficiais pelo clube, o último deles em 30 de julho de 1988, no Serejão, no empate em 0 x 0 com o Tiradentes, válido pelo Campeonato Brasiliense. O Taguatinga apresentou a seguinte formação: Bocaiúva, Marquinhos, Adilson, Tião e Bilzão; Da Silva, Lindário e Neomar; Mandala (Dorival), Joãozinho e Marcelo Freitas (Aguinaldo). Técnico: Mozair Barbosa.
Em 1989 transferiu-se para o Ceilândia, onde disputou 19 jogos pelo Campeonato Brasiliense desse ano, marcando um gol. Sua estreia aconteceu em 5 de março de 1989, no Serejão, justamente contra o Taguatinga, no empate em 0 x 0 válido pelo Campeonato Brasiliense desse ano. Jogou o Ceilândia com Chicão, Laércio, Kidão, Tião e Marcelo Maia; Marco Antônio, Edmilson e Marcelo (Carlos Gomes); Tuta, Aguinaldo (Jones) e Carlinhos. Técnico: Christovam Ferreira.
Pelo Ceilândia também disputou oito jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série B de 1989.


Foi para o Brasília em 1990 e em 1991 retornou ao Ceilândia.
Passou um período de cinco anos atuando fora de Brasília. Em 1992, no Cristalina (GO). Foi para o Luziânia em 1993, quando esse clube ainda disputava o Campeonato Goiano da Série A, estreando em 14 de fevereiro de 1993, no empate em 0 x 0 com o Quirinópolis.
Esteve no Caldas Novas (GO) em 1994, mesmo ano em que passou para o América, de Morrinhos (GO), permanecendo no clube até 1995.
Retornou ao futebol do DF em 1998, para jogar no Taguatinga no primeiro semestre desse ano. No segundo, disputou o Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão pelo Brazlândia.
Em 1999 passou pelo Sobradinho e encerrou sua carreira no Ceilândia, em 2000.
Aguinaldo disputou 170 jogos defendendo os clubes do DF, marcando seis gols.




segunda-feira, 12 de outubro de 2026

FORMAÇÕES: CEUB - 1974



Formação do CEUB que venceu o Fortaleza, por 1 x 0, no dia 13 de março de 1974, no estádio Presidente Médici, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro e que serviu para a inauguração dos refletores do estádio.
Da esquerda para a direita, de pé: Valdir, Pedro Pradera, Alencar, Emerson, Cláudio Oliveira e Rildo.
Agachados: Dilson, Péricles, Xisté, Juraci e Dario.

FICHA TÉCNICA:

CEUB 1 x 0 FORTALEZA
Obs.: Campeonato Brasileiro
Data: 13.03.1974
Local: Estádio Presidente Médici, Brasília (DF)
Árbitro: Miguel Jorge (SP)
Renda: Cr$ 52.300,00
Público: 5.230 pagantes
Gol: Xisté, 82
CEUB: Valdir, Cláudio Oliveira, Pedro Pradera, Emerson e Rildo; Alencar, Péricles (Gilberto) e Xisté; Dilson (Cardosinho), Juraci e Dario. Técnico: Cláudio Garcia.
FORTALEZA: Lulinha, Louro, Wilkson, Osíris e Rôner; Íris (Paulinho) e Zé Carlos; Amilton Rocha, Lucinho, Marciano e Geraldinho (Jorge Augusto). Técnico: Urubatão Calvo Nunes.

sábado, 10 de outubro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Lelé


Xixico, Lelé e Oscar, ex-jogadores do Coenge e do Gama

Marco Antônio de Vasconcelos, o Lelé, também conhecido no meio futebolístico do Distrito Federal por Pelezinho, nasceu em Paracatu (MG), no dia 10 de outubro de 1953.
Seu registro na CBF foi o de número 56.077.
Quando saiu de Paracatu, ainda na infância, foi residir em Goiânia (GO). Teve oportunidade de jogar no juvenil do Atlético Goianiense, chegando a ser reserva do time principal com apenas 13 anos de idade.
Em 1966, foi morar no Setor de Indústria de Brasília, com a mãe, onde teve seu primeiro contato com o time de pelada dos operários da Coenge. Ainda nesse ano, foi fazer um teste no Atlético Mineiro, mas não ficou no clube de Belo Horizonte (MG) por ser muito baixo (1,58 m de altura).
Não se deixou abater com a negativa. Se integrou ao time principal do Coenge Futebol Clube, do Gama, e que, em 1967, integrava o Departamento Autônomo da Federação Desportiva de Brasília, uma espécie de departamento responsável pelo futebol amador da entidade. Esse departamento organizava um campeonato entre as equipes não profissionais, divididas, em sua primeira fase, por regiões, chamadas de séries, no Gama, em Taguatinga, em Sobradinho e no Plano Piloto. Posteriormente, os dois primeiros de cada série disputavam a fase final. Em 1967, o Coenge foi o campeão da Série Gama com Lelé fazendo parte de sua equipe.
Em 1968, o Coenge foi o campeão do torneio como parte dos festejos do 8º aniversário da cidade do Gama, realizado nos dias 6 e 13 de outubro e que contou com a participação de dez equipes.
Também em 1968, o Coenge conquistou o bicampeonato da Série Gama, do Departamento Autônomo.
E, no final desse ano, o Coenge conquistou a Fase Final do campeonato do Departamento Autônomo.
Seu primeiro grande título veio em 1969, quando ele integrou a equipe do Coenge que se sagrou campeão brasiliense de 1969.
Também em 1969 foi seguidamente convocado para a Seleção Amadora de Brasília que, enfrentou, dentre outros clubes, Olaria e Flamengo, ambos do Rio de Janeiro, e a Seleção do Departamento Autônomo do Rio de Janeiro.
Também enfrentou o Atlético Mineiro formando em um combinado Coenge/Brasília, de Taguatinga.
Começou o ano de 1970 como atleta do Coenge e depois passou para o Grêmio Esportivo Brasiliense, tendo sido campeão do Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira”. Permaneceu no Grêmio até 1972.
Depois, foi contratado pela Desportiva Ferroviária, de Vitória (ES) e permaneceu no clube por um ano e seis meses.
De lá, foi para o São Raimundo e Fast Clube, ambos de Manaus (AM).
Voltou para o Grêmio e teve seu passe negociado com o ABC, de Natal (RN).
Em 1976 foi contratado pelo Gama e ajudou a equipe a conquistar o Torneio Incentivo nos anos de 1977 e 1978. Também em 1977, foi convocado para a Seleção do DF que disputou o amistoso contra o Atlético Mineiro.
Disputou o Campeonato Brasiliense de 1978 pelo Taguatinga, jogando treze partidas e marcando um gol.
Depois que passou a morar na Ceilândia, começou a disputar os campeonatos de futebol amador da cidade. No dia 7 de setembro de 1979, na Ceilândia, foi fundado o 26 Futebol Clube, por um grupo de dissidentes do Dom Bosco, considerado o maior clube de futebol amador dessa cidade. Dentre os fundadores estava Lelé. Detalhe: o clube foi criado com o nome 26 porque a maioria de seus fundadores morava na Quadra 26 da Ceilândia Norte.
Assinou contrato com o Ceilândia em 1980, fazendo seu primeiro jogo oficial em 18 de maio de 1980, no Serejão, diante do Taguatinga, válido pelo Campeonato Brasiliense. O Ceilândia formou com Edson, Renilton, Cidão (Arlício), Toninho e Teixeira; Adilson, Paulinho (Lelé) e Zé Vieira; Messias, Risadinha e Marquinhos. Técnico: Francisco Antônio da Silva (Chicão).
Continuou disputando jogos pelo profissional e pelo amador e, nesta categoria, defendendo o 26, conquistou seu primeiro título, em 1983, quando se sagrou campeão invicto, ganhando os dois turnos da competição.
Encerrou sua carreira no Ceilândia Esporte Clube, passando a trabalhar em empresas do ramo de segurança, como Selen, Rio Forte, Confederal e Mastros.
Depois disso, trabalhou na Administração Regional de Ceilândia.


No Gama, em 1977: em pé, da esquerda para a direita, Xixico, Atualpa, Carlão, Adilson, Rildo e Osvaldo. Agachados: Lelé, Carlinhos, Santana, Roldão e Zé Vieira.


No Ceilândia, em 1980. Em pé, da esquerda para a direita, Renilton, Dão, Toninho, Luciano, Edson e Lelé; 
Agachados, na mesma ordem, Risadinha, Adilson, Messias, Zé Vieira e Joseli.





sexta-feira, 9 de outubro de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: a inauguração do estádio do Gama - 1977




GAMA 0 x 3 BOTAFOGO (RJ) 
Data: 9 de outubro de 1977
Local: Walmir Campello Bezerra (Bezerrão), Gama (DF)
Árbitro: Amphilóphio Pereira da Silva
Renda: Cr$ 236.000,00
Público: 15.021 pagantes
Gols: Mendonça, 10 e Gil, 60 e 75
GAMA: Chico, Carlão (Osvaldo), César, Santana e Ivair (Isaías); Mundinho, Marcos (Lelé) e Adilson (Rildo); Lucas (Careca), Maninho e Roldão (Chicão). Técnico: Eurípedes Bueno de Morais.
BOTAFOGO: Zé Carlos, China (Perivaldo), Osmar, Renê e Rodrigues Neto; Luisinho Rangel, Mendonça e Mário Sérgio; Gil (Ricardo), Nilson Dias (João Paulo) e Paulo César Lima (Tiquinho). Técnico: Danilo Alves.



quinta-feira, 8 de outubro de 2026

OS CLUBES DO DF: Ceilandense


O embrião da Sociedade Esportiva Ceilandense foi um time de supermercado. Um grupo de companheiros de trabalho, liderado por Manoel da Silva Santos (então um vendedor de aparelhos de som no Jumbo, primeiro hipermercado do Grupo Pão de Açúcar) resolveu criar em 1976 uma equipe para bater uma bolinha nos finais de semana. Nascia o Tagua-Jumbo, de Taguatinga.
Santos logo notou que o time tinha condições de disputar um campeonato de amadores.
Aos oito dias de outubro de 1977 esses companheiros de trabalho reuniram-se à QNM 19, Conjunto J, Casa 46, Ceilândia, para tratar da fundação da Sociedade Esportiva e Recreativa L Norte. Dentre os presentes estavam Manoel da Silva Santos (eleito Presidente), Antenor Veloso Borges, José Carlos Augusto de Oliveira, Hermes Alves Porto, Marcos Antônio R. Veloso, Agenor Veloso Borges, Paulo Henrique R. Veloso, Carlos José Melo Passos, Anísio P. de Sousa e José Jacinto de Freitas.
A nova equipe foi inscrita no Campeonato de Futebol Amador de Taguatinga. Nessa época, boa parte dos jogadores pioneiros não atuava mais e os novos atletas eram escolhidos pela cidade mesmo. A equipe participou ainda dos campeonatos da própria L Norte e da Ceilândia – neste último conquistou dois títulos invicta.
Em 1993, Manoel da Silva Santos deixou o L Norte um pouco de lado para assumir a comissão que dirigiria o Ceilândia Esporte Clube no Campeonato Brasiliense, em lugar do presidente Antônio Cardoso.
No ano seguinte, Santos não quis continuar na comissão e resolveu profissionalizar seu próprio clube.
No dia 10 de março de 1994 foi realizada uma assembleia com a participação de todos os diretores e sócios para alteração da razão social da associação. A Sociedade Esportiva e Recreativa L Norte passou a se chamar Sociedade Esportiva Ceilândia. Foi acrescentada aos estatutos do clube a seguinte redação sobre o escudo do novo clube: “terá em sua insígnia a cabeça de um dragão ao centro envolvido por duas bolas e uma coroa simbolizando a caixa d’água na cabeça do mesmo, desenhada em vermelho e azul com fundo branco, cores oficiais do clube”. Nota: a caixa d’água é o monumento mais famoso da cidade da Ceilândia. É um dos maiores símbolos da cidade e fica no centro de Ceilândia, erguida no local onde foi fixada a pedra fundamental de Ceilândia.
Pouco mais de um mês depois o nome sofreu outra alteração. Em assembleia de 15 de abril de 1994 foi alterado, por unanimidade, de Sociedade Esportiva Ceilândia para Sociedade Esportiva Ceilandense. Na mesma assembleia, Antônio Roberto Reis foi escolhido para ocupar o cargo de Vice-Presidente.
A estreia do Ceilandense no campeonato brasiliense de profissionais aconteceu no dia 1º de maio de 1994. Naquele dia, foi até o Estádio Adonir Guimarães e empatou em 1 x 1 com o time da casa, o Planaltina.
Lourival Perseguini, o Lola, foi o autor do primeiro gol da história da Ceilandense.
O técnico Bira de Oliveira mandou a campo a seguinte equipe: Canela, Flávio, Tonho, Tião e Lira; Bezerra, Boni e Lola; Marquinhos, Paulinho e Vlad.
Em seu segundo jogo, uma semana depois, conseguiu um grande resultado ao empatar em 0 x 0 com o Gama, que acabaria vencendo o campeonato daquele ano.
Porém, a equipe, modesta, terminou na nona colocação, na frente apenas do Comercial, do Núcleo Bandeirante. Menos mal que ainda não havia rebaixamento para a Segunda Divisão.
Foram 18 jogos, com quatro vitórias e cinco empates. Marcou apenas dez gols e sofreu dezessete. Somou 13 pontos na classificação final.
Em 1995 melhorou um pouco, ficando com a sexta colocação entre dez participantes, à frente de Tiradentes e Taguatinga, por exemplo.
Neste mesmo ano, participou, pela primeira vez do Campeonato Brasileiro, integrando a Terceira Divisão ou Série C. Fez parte do Grupo 9, ao lado de Tiradentes, de Brasília, e dos goianos Anápolis e Vila Nova.
Na estreia, no dia 27 de agosto, com a equipe reformulada, fez o que para muitos parecia impossível: venceu o campeão goiano, Vila Nova, por 1 x 0, no Serejão, gol de Wendell, aos 30 minutos do segundo tempo. Chegou aos nove pontos ganhos, não suficientes para passar de fase. Foram três vitórias e três derrotas.
No ano em que o Campeonato Brasiliense foi disputado por 14 clubes, 1996, o Ceilandense ficou com a sexta colocação, à frente de clubes maiores como Brasília, Tiradentes, Taguatinga e Ceilândia, por exemplo.
Quinto colocado no Campeonato Brasiliense de 1997, neste ano voltou a disputar o Brasileiro da Série C, sem também conseguir resultados de expressão. Jogando contra Palmas e Tocantinópolis, ambos de Tocantins, e o Brasília, ficou em quarto e último lugar. As duas vitórias conseguidas foram contra os clubes de Tocantins.
Permaneceu na Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense até 1999, quando chegou em nono e penúltimo lugar, sendo rebaixado para a Segunda Divisão.
No ano seguinte, 2000, quase voltou, perdendo a chance de garantir uma das duas vagas para a Primeira Divisão ao ser eliminado, após dois jogos, pela ARUC, nas semifinais.
Em 2001, perdeu outra chance de retornar à elite do campeonato brasiliense, ao ser novamente derrotada nas semifinais, desta vez pelo Brasília.
Permaneceu mais um ano na Segunda Divisão em 2002, depois de não vencer um jogo sequer dentre os oito que disputou.
Em 2003, novamente ficou de fora da disputa pelas vagas para a Primeira Divisão, ao chegar em terceiro lugar no seu grupo (classificavam-se para as semifinais os dois primeiros colocados dos grupos A e B).
Chegou na oitava colocação no campeonato de 2004 e ainda não foi desta vez que conseguiu retornar à Primeira Divisão.
Em 2005, chegou muito perto de retornar para a Primeira Divisão. Na final, após dois jogos contra o Capital, ficou com o vice-campeonato (apenas o campeão era promovido).
Foi quarto colocado em 2006, quinto em 2007 e terceiro em 2008. Em 2009, finalmente, conseguiu retornar para a Primeira Divisão, após campanha bastante regular, perdendo apenas um jogo dos nove disputados. Na final, derrotou o Botafogo-DF, por 2 x 1. Edicarlos, do Ceilandense, foi o artilheiro do campeonato, com 7 gols, ao lado de Túlio Maravilha, do Botafogo-DF.
Na final, o time formou com Veloso, Alex, Lídio, André Nunes e Djalminha; Betson, Oliveira (Gustavo), Iron e Kabrine (Gleison); Edicarlos e Geraldo (Keké). O técnico foi o ex-zagueiro Gerson Vieira. Foi o primeiro caneco de campeão levantado pelo Ceilandense.
Antes da final com o Botafogo-DF, o Ceilandense fechou uma parceria com o Atlético Goianiense. E para surpresa de todos, os jogadores entraram em campo com um uniforme rubro-negro. Todos acharam que era pura provocação ao rival alvinegro.
O clube mudou seu nome, seu escudo, seu uniforme e seu mascote, passando a se chamar Sociedade Atlético Ceilandense.
O Atlético Ceilandense fez uma boa campanha em sua volta à Primeira Divisão, chegando em quarto lugar no campeonato de 2010.
O clube conseguiu um sexto lugar em 2011 e em 2012 quase foi rebaixado, ficando com o mesmo número de pontos ganhos do 11º colocado, o Formosa.
Em 2013 foi o sexto lugar entre os doze participantes, garantindo, assim, sua presença na Primeira Divisão de 2014.
A Sociedade Atlético Ceilandense funcionou até 2013. No ano seguinte, voltou a ser Sociedade Esportiva Ceilandense. A parceria com o Atlético Goianiense não deu certo e voltaram a usar o nome de antes em 2014.
Antes de começar o campeonato brasiliense de 2014, uma briga de cartolas quase deixou o Atlético Ceilandense sem jogadores para disputar a competição. Um time inteiro (11 jogadores) deixou o Atlético Ceilandense. Ari Vieira, gestor do Ceilandense em 2013, deixou o clube após desentendimentos com o presidente Manoel Santos. Quando Ari assumiu a presidência do Santa Maria, levou os jogadores do Ceilandense que tinham os direitos econômicos pertencentes a ele. Foi um baque!
Foi o último time a começar a preparação para o campeonato de 2014. Os amistosos de pré-temporada não davam muitas esperanças aos torcedores do Ceilandense: em quatro jogos preparatórios, venceu apenas um e foi goleado nos outros três. Não conseguiu o entrosamento desejado e foi o 10º colocado em 2014, escapando por pouco do rebaixamento (doze clubes disputaram a competição e Capital e Legião desceram).
E esse rebaixamento quase aconteceu fora de campo. O clube foi acusado de obter vantagem por usar dois CNPJs no decorrer do campeonato brasiliense, o que é proibido de acordo com o Código Brasileiro Disciplinar do Futebol. Após alguns adiamentos, o Tribunal de Justiça Desportiva do Distrito Federal (TJD-DF) deu ganho de causa ao Ceilandense e este permaneceu na Primeira Divisão para 2015. A argumentação principal foi de que em 17 de janeiro de 2014 a Federação Brasiliense de Futebol havia encaminhado ofício comunicando que a Sociedade Esportiva Ceilandense, CNPJ nº 04.129.520/0001-50, havia regularizado a situação junto à CBF.
O ano de 2014 foi terrível para o Ceilandense. Além das pendências jurídicas, teve o menor público do Brasil em 2014, no Campeonato Brasiliense. No Bezerrão, nove pessoas pagaram R$ 10,00 para assistir a Ceilandense 2 x 1 Legião.
A passagem de Alex Oliveira como técnico do Ceilandense durou 18 dias. Ele foi demitido por telefone, com a explicação de que o clube não teria como pagá-lo. Em quatro jogos, Alex Oliveira tirou o time da lanterna do campeonato e o conduziu à salvação, com duas vitórias e um empate.
Em 2015 o Ceilandense ficou com a 11ª colocação, sem conseguir ao menos uma vitória, e foi rebaixado para a Segunda Divisão de 2016.
Permaneceu na Segunda Divisão em 2016 após realizar apenas quatro jogos (venceu dois, empatou um e perdeu um). Os nove clubes foram divididos em dois grupos e o Ceilandense ficou em quarto no seu (somente os dois primeiros colocados de cada grupo passavam para as semifinais).
No ano em que completou 40 anos (2017), fez uma das suas piores campanhas no Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão. Na Primeira Fase, o Ceilandense terminou na lanterna do Grupo A, com quatro derrotas em quatro jogos. Na classificação geral, ficou em nono e penúltimo lugar, à frente apenas do Planaltina. A campanha foi tão ruim, que o jogo Ceilandense x Planaltina não foi realizado a pedido dos clubes envolvidos.
Última equipe a definir treinador e iniciar os trabalhos de preparação para a disputa do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2018, essa falta de planejamento foi uma das responsáveis por, novamente, não fazer uma boa campanha: entre onze equipes participantes, ficou com a nona e antepenúltima colocação. Nos quatro jogos que disputou, venceu apenas um e perdeu os outros três. Pelo menos no que se refere a saldo de gols, terminou de forma positiva: marcou onze e sofreu nove. Quase cem por cento desses gols foi alcançado no dia 25 de agosto de 2018, no Serra do Lago, quando o Ceilandense aplicou a incrível goleada de 10 x 3 sobre o CFZ. Também não deu sorte na formação dos grupos. Do seu fizeram parte o campeão Capital e o vice-campeão Taguatinga, para quem vendeu caro a derrota: 2 x 1 para o Capital e 1 x 0 para o Taguatinga. A outra derrota foi para o Brazlândia. Com isso, ficou de fora da disputa pelas duas vagas na Primeira Divisão de 2019.
Novamente foi 11º colocado em 2020 e rebaixado para a Segunda Divisão. Foi campeão da Segunda Divisão em 2023 e  retornou para a Primeira em 2024, quando foi 8º colocado e no ano de 2025 o nono colocado e mais uma vez rebaixado para a Segunda Divisão.
O Ceilandense não está disputando o Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2026.






segunda-feira, 5 de outubro de 2026

FICHA TÉCNICA: Emerson Martins


Emerson Martins da Silva (registrado na CBF sob a inscrição 292.221) nasceu em Santarém (PA), no dia 5 de outubro de 1990.
Começou nas categorias de base do Mixto, de Cuiabá (MT).
Depois de passar pelo CEPE/Iranduba (AM), onde assinou seu primeiro contrato em 2008, e ter curtas passagens pelo Goiás em 2009, Agremiação dos Subtenentes e Sargentos da Amazônia - ASSA (agremiação militar com forte tradição em torneios de futebol de base) e São Raimundo, ambos de Manaus (AM), em 2010, Emerson Martins assinou contrato com o Mixto, de Cuiabá (MT), em fevereiro de 2011, permanecendo no clube até agosto do mesmo ano.
Sua trajetória no futebol do Distrito Federal tem início no ano de 2012, quando defendeu o Legião, no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão. Sua estreia aconteceu no dia 17 de março de 2012, no CAVE, na vitória de 2 x 0 sobre o Capital. Foram sete jogos, com três gols marcados.

Nesse mesmo ano foi emprestado ao Trindade (GO), retornando ao Legião em 2013.
Em 2013, ele disputou o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão pelo Legião e, no segundo semestre, sagrou-se campeão brasiliense da Segunda Divisão, atuando pelo Bosque Formosa.
Seu último clube no DF foi o Sobradinho, no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2014, atuando em dez jogos e marcando dois gols.
Transferiu-se para o Santa Rita, de Boca da Mata (AL), em 2015.
No primeiro semestre de 2016, foi contratado pelo Rio Branco, do Acre. O desempenho de Emerson Martins foi curto, porém altamente decisivo e marcante para a torcida desse clube.
Contratado em março de 2016 para reforçar o meio-campo na reta final do primeiro turno do Campeonato Acreano, ele rapidamente se tornou titular sob o comando do técnico Edson Júnior e viveu o seu grande momento no clube logo nos primeiros jogos. No dia 2 de abril de 2016, o Rio Branco disputava o clássico contra o Atlético Acreano valendo o título do primeiro turno. Emerson Martins foi o grande herói da partida, marcando o gol da vitória de 1 x 0. Essa vitória deu ao Rio Branco o título do turno e a vaga para a Série D do Campeonato Brasileiro.
Emerson Martins continuou como titular na campanha que levou o Rio Branco à grande final do Campeonato Acreano de 2016. Na decisão em dois jogos, o time acabou superado justamente pelo Atlético Acreano.
Ainda em 2016, fez parte do elenco que conquistou o Campeonato Amazonense, pelo Fast Clube, quebrando um jejum de 45 anos.
Retornou ao futebol do DF em 2017, contratado pelo Ceilândia e por este clube disputou um total de 30 jogos pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, Copa do Brasil, Copa Verde e Campeonato Brasileiro da Série D.
Continuou no Ceilândia em 2018, novamente disputando essas quatro competições. Também em 2018, disputou o Campeonato Goiano da Segunda Divisão pelo Novo Horizonte.
Seu bom desempenho no Ceilândia chamou a atenção do Brasiliense, que o contratou em 2019. Emerson Martins disputou o Campeonato Brasiliense, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da Série D.
Após sua passagem por Brasília, Emerson se transferiu para o futebol do Ceará, onde atuou pelo Floresta, e seguiu posteriormente para Santa Catarina, onde viveu alguns dos melhores momentos de sua carreira.

Teve papel de destaque em 2020, sendo titular absoluto em 26 jogos na campanha que garantiu o acesso do Brusque à Série B do Campeonato Brasileiro, e foi vice-campeão do Campeonato Catarinense em 2022. No início de 2021 foi para o Concórdia, disputar o Campeonato Catarinense desse ano. Depois foi para o Rio Negro, de Manaus. Emerson Martins marcou dois gols e contribuiu com três assistências na campanha do Rio Negro-AM na Série B do Campeonato Amazonense de 2021. No entanto, o tradicional clube alvinegro acabou não brigando pelo acesso devido a escalação irregular de dois atletas.
Transferiu-se para o Nova Venécia (ES), onde disputou a Série D de 2022 e o Campeonato Capixaba de 2023, sendo eleito o melhor volante do campeonato estadual.
Contratado em 2023, virou peça-chave no meio-campo do Caxias, ajudando o clube gaúcho a conquistar o cobiçado acesso para a Série C do Campeonato Brasileiro e vencendo o título de Campeão Gaúcho do Interior.
No final de 2024, foi anunciado como o principal reforço do Rio Branco, de Vitória (ES) para a temporada de 2025, visando as disputas do Campeonato Capixaba, Série D, Copa Verde e Copa do Brasil.