segunda-feira, 6 de abril de 2026

OS CLUBES DO DF: CSU






O Clube dos Servidores da Universidade foi fundado em 6 de abril de 1966 por funcionários, servidores e alunos da Universidade de Brasília (UnB). Teve como seu primeiro presidente Carlos Augusto Vilalva Negreiros Falcão.
Como podemos ver nos escudos acima, as cores do clube eram azul, verde e branco.
Naquele ano (1966), a Federação Desportiva de Brasília tinha campeonatos de futebol em três categorias: profissionais, amadores e Departamento Autônomo. O CSU optou por este último em seu primeiro ano de vida.
No dia 5 de junho de 1966, estreou no Torneio Início do Departamento Autônomo com derrota de 2 x 1 para a Civilsan.
O campeonato do Departamento Autônomo daquele ano foi dividido em três seções: Taguatinga, Plano Piloto e Sobradinho.
O CSU classificou-se em primeiro lugar na Seção Plano Piloto, superando outros oito times. Juntamente com a A. E. B., passou para a Fase Final (chamada de Supercampeonato), disputada pelos dois primeiros classificados de cada seção. Desconhecemos o resultado final dessa competição.
No dia 11 de dezembro de 1966 disputou um amistoso com o Rabello, perdendo por 2 x 1.
No ano seguinte, 1967, o CSU foi um dos clubes amadores que chegaram a realizar uma reunião para a elaboração de um campeonato com as agremiações dessa categoria. O campeonato acabou não vingando.
A mesma coisa aconteceu em 1968. Foram dois anos sem disputar nenhuma competição oficial da Federação Desportiva de Brasília.
No dia 10 de março de 1969, aconteceu a Assembleia Geral Extraordinária da qual tomaram parte os presidentes e representantes de todos os clubes filiados a F. D. B.
A Federação, então, criou um torneio chamado de “Taça Brasília”, podendo concorrer ao mesmo, todos os clubes filiados, quer profissionais, amadores ou componentes do Departamento Autônomo, todos em igualdade de condições, havendo partidas de amadores com profissionais.
Inscreveram-se 24 equipes. O torneio foi em dois turnos, sendo que para o segundo só se classificariam os seis primeiros colocados de cada grupo.
O CSU fez sua estreia no dia 19 de abril de 1969, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo (do Defelê), empatando em 1 x 1 com o Jaguar. A primeira vitória aconteceria no dia 27 de abril de 1969, no Pelezão, quando derrotou o Carioca, por 3 x 2, com dois gols de Paulinho e um de Carlos Alberto.
Na primeira fase ficou em 4º lugar no Grupo A. Foram dez jogos, com cinco vitórias, três empates e duas derrotas. Marcou 24 gols e sofreu 18.
Na Fase Final, o CSU ficou com a nona colocação entre os 12 clubes participantes. Nos onze jogos que disputou, conseguiu vencer três, empatar outros três e foi derrotado em cinco oportunidades. Marcou dezoito gols e sofreu vinte e dois.
Dois foram os artilheiros do torneio, com 11 gols, sendo que um deles, Paulinho (Paulo Rogério Ferreira Campos), pertencia ao CSU.
Eis os nomes de alguns jogadores que defenderam o CSU na Taça Brasília de 1969: Goleiros: Neniomar e Pena; Defensores: Zeca, César, Monteiro, Walfrido, Roque, Nilo, Isnard e Wilson; Atacantes: Cacá, Cleuber, Júlio, Walter, Sabará, Paulinho e Totó.
Destes, César e fizeram parte dos “Melhores do Ano” do futebol brasiliense de 1969, eleitos por componentes de uma comissão que contou com elementos do Correio Braziliense e da TV Alvorada.
No ano de 1970 o CSU voltou a ficar de fora das competições amadoras promovidas pela Federação Desportiva de Brasília.
Retornou em 1971, disputando o Torneio “Governador do Distrito Federal”, juntamente com outras dez equipes. O torneio foi marcado por muitos WO, pois muitos clubes estavam irregulares (débito com a Tesouraria da F. D. B.) e suspensos de suas obrigações.
Chegou a estrear na competição no dia 21 de março de 1971, no estádio Pelezão, sendo derrotado pelo Jaguar, com essa formação: CSU: Neniomar, Zequinha, Eufrásio, Wilson (Peixoto) e André; Monteiro e Pereira; Luís Carlos, Cacá, Mazinho e Isnard. Ainda disputaria uma outra partida, mas, logo depois, desistiu de continuar na competição bem antes do seu encerramento.
Em 13 de agosto de 1971 foi realizada a Assembleia que desfiliou seis clubes da F. D. B., entre eles o CSU.
Somente no ano de 1975, quando ainda era amador o futebol de Brasília, o CSU voltou a participar de competições promovidas pela então Federação Metropolitana de Futebol.
Primeiramente, participando, de 19 de março a 25 de maio de 1975, da I Copa Arizona de Futebol Amador, evento que reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal. Não conseguiu ficar entre os oito finalistas que decidiram a Copa.
Em 12 de setembro de 1975 aconteceu a A. G. E. que aprovou uma nova filiação do CSU para a categoria de futebol amador.
Assim, inscreveu-se no campeonato amador de 1975, com mais sete equipes.
Venceu o primeiro turno de forma invicta, com cinco vitórias e dois empates. Venceu Guadalajara (2 x 0), Campineira (2 x 1), Humaitá (5 x 0), Relações Exteriores (3 x 2) e Canarinho (2 x 1) e empatou com o Brasília, de Taguatinga (0 x 0) e o Ceub (1 x 1). Foram 15 gols a favor e cinco contra. Com isso, qualificou-se para decidir o campeonato com a Campineira, vencedora do segundo turno também de forma invicta, numa série “melhor-de-três”.
O final do ano mais as férias do mês de janeiro foram alguns fatos que atrasaram bastante o início da disputa. Assim, somente em 28 de março de 1976, aconteceu a primeira partida da melhor-de-três da decisão do Campeonato de 1975, no Estádio Pelezão: a Campineira venceu por 2 x 1.
No dia 21 de abril de 1976, também no Pelezão, o CSU empatou a série ao vencer a segunda partida por 1 x 0.
A terceira e decisiva partida foi disputada no dia 1º de maio de 1976, novamente no Pelezão. Sob a arbitragem de Roberto Noronha, a Campineira marcou 2 x 0 e ficou com o título de campeã de 1975.
Dentre os jogadores que defenderam o CSU no campeonato de 1975 o destaque ficou com um jogador que mais tarde viria a brilhar em outras equipes do futebol de Brasília: o zagueiro Kidão. O treinador do CSU foi Francisco Moreira de Souza, o Manga.
Não demorou muito para seu presidente Álvaro da Silva Neves encaminhar o ofício CSU-06/76, de 17 de maio de 1976, solicitando licença do quadro de filiados da Federação Metropolitana de Futebol por um período de dez meses. Nunca mais voltou!


domingo, 5 de abril de 2026

FORMAÇÕES: Tiradentes - 1983



Formação do Tiradentes que disputou o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 1983.
Em pé, da esquerda para a direita: Daniel, Sérgio Carvalho, Renato César, Neto, Joãozinho e Serginho;
Agachados, na mesma ordem: Ivonildo, Moreirinha, Manoel Ferreira, Tico e Ciso.



sábado, 4 de abril de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Adriano Cacareco



NOME COMPLETO: Adriano Barbosa da Silva
APELIDO: Adriano ou Adriano Cacareco
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Brasília (DF), 4 de abril de 1973
POSIÇÃO EM CAMPO: Zagueiro

LINHA DO TEMPO

1989
Começou a carreira nas categorias de base do Taguatinga Esporte Clube, em 1989.

1992
Com 19 anos, fez sua estreia na equipe principal do Taguatinga no dia 15 de agosto de 1992, no Serejão, na vitória de 1 x 0 sobre o Guará, em jogo válido pelo Campeonato Brasiliense desse ano. O Taguatinga formou com Edilson Barriga, Márcio Franco, Adriano (Zinha), Jânio e Régis; Júlio César, Marco Antônio e Rogério; Tita (Joãozinho), Dias e Serginho. Técnico: Eurípedes Bueno de Morais. Disputou mais um jogo por essa competição, conquistada pelo Taguatinga.

1993
Disputou a Copa Londrina de Juniores. Se destacou na competição, mas não o suficiente para ser contratado por uma das equipes participantes. Na condição de reserva, disputou apenas um jogo no Campeonato Brasiliense desse ano, o suficiente para fazer parte da conquista de mais um título de campeão brasiliense.

1994
Ainda no Taguatinga, disputou apenas um jogo pelo Campeonato Brasiliense e dois pelo Campeonato Brasileiro. Um deles, contra o Vila Nova, de Goiânia, no dia 9 de outubro de 1994, no Serejão, foi o último com a camisa do Taguatinga. O Taguatinga venceu por 3 x 2 e formou assim: Tobias, Márcio Franco, Zinha, Adriano e Gilson (Paulo Lima); Sílvio, Marco Antônio, Vital e Marquinhos; Joãozinho e Tuta (Tilico). Técnico: Froylan Pinto. Também no Taguatinga, jogou o Campeonato Brasileiro da Série C de 1994.

1995
Ganhou passe livre e transferiu-se para o Guará e foi titular da equipe em 20 dos 23 jogos válidos pelo Campeonato Brasiliense desse ano.
Sua estreia foi no dia 19 de março de 1995, no CAVE, marcando um dos gols da vitória do Guará sobre o Samambaia, por 3 x 0. O Guará atuou com a seguinte formação: Chaguinha, Marquinhos, Adriano, Wilton e Ricardo; Edi Carlos, Aristides (Luiz Fábio) e Júlio César; Jarbas (Romero), Kedmo e Ronaldo. Técnico: Adelmar Carvalho Cabral (Déo).
No dia 7 de maio de 1995 a Federação Brasiliense de Futebol divulgou a lista dos jogadores convocados para o amistoso contra o Botafogo, do Rio de Janeiro, que seria realizado em 11 de maio, no Estádio Mané Garrincha. Adriano foi um deles.



1996
Primeiro ano no Gama, clube que defenderia até 1999, participando de muitas conquistas. Foram 19 jogos e dois gols pelo Campeonato Brasiliense de 1996. Sua estreia aconteceu em 10 de março de 1996, no Bezerrão, na vitória de 2 x 0 sobre o Luziânia. O Gama utilizou os seguintes jogadores: Alexandre, Chaguinha, Adriano, Deda e Nescau (Assis); Edinho, Kabila e Pacheco; Carlinhos, Romualdo (Renato) e Rochinha (Flávio Katioco). Técnico: Walter Zaparolli.
Fez seu primeiro jogo pelo Campeonato Brasileiro em 6 de outubro de 1996, em Goiânia, com derrota de 1 x 0 para o Atlético Goianiense. O Gama formou com Cássio, Chaguinha (Joãozinho), Adriano, Jairo e Paulo Henrique; Pintado, Deda. Gilmar e Anderson (Dandão); Carlinhos e Flávio (Maninho). Técnico: Joel Martins.

1997
No campeonato brasiliense de 1997 marcou cinco gols, a maioria de cabeça, aproveitando sua altura. Foram 20 jogos e o primeiro título de campeão brasiliense pelo Gama. No Campeonato Brasileiro da Série B foram 16 jogos.

1998
Disputou 21 jogos e marcou 4 gols e conquistou mais um título de campeão brasiliense. O maior título de sua carreira seria alcançado neste ano, também, quando o Gama sagrou-se campeão brasileiro da Série B, tendo Adriano disputado 15 jogos. Na decisão, contra o Londrina (PR), no dia 20 de dezembro de 1998, vitória do Gama por 3 x 0 e a seguinte formação campeã brasileira: Marcelo Cruz, Paulo Henrique, Gerson (Adriano), Jairo e Rochinha; Deda, Kabila, William e Rodrigo; Nei Bala (Robertinho) e Renato Martins (Romualdo). Técnico: Vagner Benazzi.

1999
Novamente campeão brasiliense pelo Gama nesse ano, tendo participado de apenas nove jogos e marcado um gol. Disputou um jogo apenas válido pelo Campeonato Brasileiro da Série A. A dupla titular de zagueiros, Gerson e Jairo, e o reserva imediato, Nen, não deram muitas oportunidades de Adriano aparecer.

2000
Mais um ano ofuscado pela dupla de zagueiros titulares, desta vez Gerson e Nen, sem oportunidades no Gama transferiu-se para o Paysandu, tendo disputado poucos jogos pelo Campeonato Paraense de 2000, vencido por esse clube. No segundo semestre, disputou o Campeonato Brasileiro da Série C pelo Dom Pedro II

2001
Voltou a marcar cinco gols no campeonato brasiliense de 2001, disputando 17 jogos pela ARUC. Fez parte do elenco do Brasiliense que disputou o Campeonato Brasileiro da Série C no segundo semestre desse ano.

2002
Defendeu três equipes diferentes nesse ano: no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, pelo Brasiliense; a Segunda Divisão do DF pelo Samambaia e o Campeonato Brasileiro da Série C pelo CFZ.

2003
Novamente três equipes defendidas nesse ano: o Brasiliense na Primeira Divisão do DF, o Samambaia na Segunda e o Gama no Campeonato Brasileiro da Série B.

2004
Mais três equipes defendidas em 2004. No Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, o Dom Pedro II. Sagrou-se campeão da I Taça Brasília, atuando pelo Paranoá. No Campeonato Brasileiro da Série C, defendeu o Ceilândia.

2005
Atuou pelo Esportivo no Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão e jogou a Série C do Campeonato Brasileiro pelo Ceilândia.

2006
Pelo Ceilândia, disputou três competições: o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, a Copa do Brasil e a Série C do Campeonato Brasileiro.

2007
Disputou a Segunda Divisão do DF, pelo Capital, e foi vice-campeão Terceira Divisão, pelo Brasília.

2008
Voltou a disputar a Primeira Divisão do DF, pelo Ceilândia, e tornou-se campeão brasiliense da Terceira Divisão, pelo Brazsat.

2009
Pelo Brasília disputou 18 jogos da Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense e o Campeonato Brasileiro da Série D. Jogou a Segunda Divisão do DF pelo Brazsat.

2010
Defendeu o Botafogo-DF em 13 jogos (marcando um gol) do Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão e o Brasília no Campeonato Brasileiro da Série D.

2011
Nesse ano, foram quatro equipes defendidas por Adriano: o Botafogo-DF no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, o Sobradinho em sete jogos pelo Brasiliense da Segunda (ficando com o vice-campeonato), a A. A. Rioverdense na Segunda Divisão de Goiás e o Atlético Tubarão, na Segunda de Santa Catarina.

2012
Disputou o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão pelo Atlético Ceilandense (onze jogos e um gol) e teve passagens pelo Coruripe, de Alagoas, e Confiança, de Sergipe.

2013
Com 40 anos, defendeu pela última vez um clube do DF, o Ceilândia. Foram apenas dois jogos pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, o último deles em 9 de fevereiro de 2013, no Bezerrão, marcando o gol do empate em 1 x 1 com o Sobradinho. Na despedida de Adriano do futebol brasiliense, o Ceilândia formou com Dennys, André Nunes (Renato Coimbra), Adriano, Badhuga e Wisman; Cleber, Daniel, Clécio (Dimba), Alisson Pupu e Rodriguinho; Cassius (Elvis). Técnico: Adelson de Almeida.

2014 e 2015
Encerrou sua carreira em 2015, defendendo o Pesqueira Futebol Clube, de Pernambuco.




sexta-feira, 3 de abril de 2026

JOGOS INUSITADOS: Tiradentes x XV de Novembro, de Uberlândia - 1983


No começo de abril de 1983, Tiradentes, de Brasília, e XV de Novembro, de Uberlândia, se enfrentaram por duas vezes, de forma amistosa.
O primeiro deles aconteceu em Uberlândia, no dia 3 de abril de 1983. Depois de estar duas vezes atrás do marcador, o Tiradentes venceu por 3 x 2. 
Eis a ficha técnica desse jogo:

XV DE NOVEMBRO 2 x 3 TIRADENTES
Data: 3 de abril de 1983
Local: Parque do Sabiá, Uberlândia (MG)
Renda: Cr$ 478.000,00
Gols: Sérgio Branco, 14; Belini, 29; 2º tempo: Sérgio Branco, ?, Tico, 28 e 43.
XV DE NOVEMBRO: Bolasca, Chedo, Clóvis, Roberto (Milton) e Carlinhos (Naldo); Celso, Sérgio Branco e Dantas; Robertinho (Fernando), Mazola (Patinha) e Batata.
TIRADENTES: Daniel, Márcio, Renato César, Joãozinho e Serginho; Neto, Moreirinha e Manoel Ferreira (Sérgio Carvalho); Ivonildo (Josimar), Belini (Tico) e Gustavo (Ciso).

No dia 9 de abril de 1983, o XV de Novembro retribuiu a visita do Tiradentes e apresentou-se em Brasília, mais precisamente no CAVE.
Desta vez aconteceu empate em 1 x 1, com o Tiradentes novamente saindo atrás do placar.

TIRADENTES 1 x 1 XV DE NOVEMBRO
Data: 9 de abril de 1983
Local: CAVE, Guará (DF)
Árbitro: Tolistoi Batista
Expulsões: Fernando Sobreira e Márcio Roberto, do XV de Novembro, ambos no 2º tempo.
Gols: Márcio Roberto (XV), 57 e Moreirinha, 87

Obs.: o XV de Novembro disputava o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão, tendo sido quarto colocado em 1982, terceiro em 1983 e vice-campeão em 1985, quando foi promovido para a Primeira Divisão do Campeonato Mineiro.


quinta-feira, 2 de abril de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Lira



NOME COMPLETO: Carlos Augusto José de Lira
APELIDO: Lira
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Taguatinga (DF), 2 de abril de 1966
POSIÇÃO EM CAMPO: Lateral-Esquerda

INÍCIO
Jogava no futebol amador de Taguatinga, defendendo o Aliança, da SHIS Norte, quando o treinador Ercy Rosa o convidou para fazer testes no Taguatinga Esporte Clube.

LINHA DO TEMPO

1983
Com 17 anos de idade, fez sua estreia na equipe principal do Taguatinga Esporte Clube no dia 6 de julho de 1983, no Serejão, na derrota de 2 x 0 para o Tiradentes, jogo válido pelo campeonato brasiliense desse ano. O Taguatinga formou com Adriano, Pacheco, Décio (Rubão), Duda e Lira; Boni, Roque (Jefferson) e Jânio; Lula, Paulo Caju e Wilson. Técnico: Ercy Rosa.
Seu último jogo com a camisa do Taguatinga aconteceu em 25 de julho de 1983, também no Serejão, no empate em 1 x 1 com o Guará.

Logo depois, foi encaminhado para a equipe juvenil do Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, e integrado ao time que foi campeão carioca de juvenis de 1983, tendo, entre seus jogadores, Mazinho e Romário.

1984
Campeão carioca da categoria de juniores pelo Vasco da Gama. Na equipe, dentre outros, dois jogadores revelados no futebol do DF: o zagueiro Souza e o atacante Santos, ambos jogadores do Brasília.
No dia 15 de agosto de 1984, foi convocado para a Seleção Brasileira que disputaria o Campeonato Sul-Americano de Juniores, no Paraguai, em janeiro de 1985, e que serviria de classificação para o campeonato mundial da categoria, em novembro de 1985, no Chile. Depois de cumprir quatro das cinco fases de treinamento, Lira foi cortado e não fez parte dos 18 jogadores que participaram da competição, vencida pelo Brasil. Essa seleção brasileira contou, dentre outros jogadores, com o goleiro Taffarel, do Internacional, Tosin, Neto e Gerson, do Guarani, Silas, do São Paulo, e Romário, do Vasco da Gama (artilheiro da competição).

1985
Depois da dispensa, disputou a Copa São Paulo de Juniores de 1985.
No Campeonato Brasileiro de 1985, iniciado em 26 de janeiro, já fazia parte do banco de reservas do Vasco da Gama.
A promoção de Lira para o elenco profissional ocorreu diante da necessidade do técnico Edu Antunes Coimbra ter um reserva para Airton. Assim que Lira regressou de São Paulo, foi puxado pelo técnico e nos coletivos mostrou o acerto da medida do treinador.
A estreia de Lira na equipe principal do Vasco da Gama foi no dia 14 de abril de 1985, no Mineirão, na derrota de 1 x 0 para o Atlético Mineiro, jogo válido pelo Campeonato Brasileiro desse ano. O Vasco da Gama atuou com essa formação: Roberto Costa, Milton Mendes, Nenê, Ivan e Airton (Lira); Vítor, Geovani e Gilberto; Mário Tilico (Rômulo), Cláudio Adão e Silvinho. Técnico: Edu Antunes Coimbra.
Comentário do Jornal dos Sports após o jogo: “LIRA - não decepcionou. Entrou muito bem na partida e mostrou, mais uma vez, que tem muito futuro”.
Antes dessa estreia, Lira disputou vários amistosos com o time misto do Vasco da Gama.

Em abril, foi novamente convocado para a Seleção Brasileira de Juniores, treinada por Gilson Nunes, para o Torneio João Havelange, em Acapulco, no México, quando o Brasil ficou com o segundo lugar.

1986
Firmou-se como titular do Vasco da Gama numa equipe que tinha, dentre outros, o goleiro Régis, Mazinho e Romário. O técnico do Vasco da Gama era Antônio Lopes.

1987
Depois de disputar poucos jogos pela Taça Guanabara desse ano, foi emprestado ao Taubaté, de São Paulo.

1988
Retornou ao Vasco da Gama e sagrou-se bicampeão carioca, tomando parte em 29 jogos.

1989
Sem espaço no clube, juntamente com Roberto Dinamite foi emprestado à Portuguesa de Desportos, antes do início do Campeonato Brasileiro, conquistado pelo Vasco da Gama. No final desse ano, depois de fazer uma boa temporada, o Goiás o tirou do Vasco da Gama.

1990
No Goiás, com o treinador Sebastião Lapola, Lira passou a viver um grande momento em sua carreira: por conta de suas boas atuações, acabou recebendo a sua primeira chance de defender a Seleção Brasileira. O ajudou muito na convocação o bom time do Goiás, que contava com o meia Luvanor, o goleador Túlio Maravilha, o volante Fagundes e o também atacante Niltinho, entre outros, e que se sagrou campeão estadual nesse ano.
Foi em 8 de novembro de 1990 que Lira envergou a camisa da seleção brasileira pela primeira vez. Durante um amistoso, no Mangueirão, em Belém, no 0 x 0 diante do Chile. Convocado por Paulo Roberto Falcão, esteve nesta formação: Sérgio, Gil Baiano (Luiz Henrique), Paulão (Cléber), Adilson Batista e Lira; César Sampaio (Leonardo), Donizete, Cafu e Neto (Valdeir); Careca Bianchezzi e Charles. Lira tornou-se, assim, o primeiro jogador genuinamente brasiliense a vestir a camisa da seleção brasileira.

1991
Em meados de 1991, transferiu-se para o Grêmio, defendendo o clube gaúcho por quase uma temporada, inclusive durante a Copa do Brasil de 1992, ocasião em que o time tricolor foi eliminado pelo seu maior rival, o Internacional, que mais tarde se sagraria campeão do torneio.

1992
Estava há um ano e quatro meses no Grêmio, quando o Fluminense foi buscá-lo no Rio Grande do Sul, em 1992. Fazia boa temporada no Sul, merecendo uma convocação para a seleção brasileira. No clube das Laranjeiras, Lira viveu definitivamente um dos melhores momentos da sua carreira.

1995
Disputou os 26 jogos da campanha do título carioca de 1995, quando o time-base foi Wellerson, Ronald, Lima, Paulo Paiva e Lira; Márcio Costa, Ailton, Djair e Rogerinho: Renato Gaúcho e Ézio (Leonardo).

Admirado com o potencial de Lira, o Flamengo, ainda em 1995, decidiu por comprar o seu passe, a fim de aperfeiçoar a equipe no ano do centenário. Também vindo do Fluminense, o rubro-negro já havia tirado Djair e Márcio Costa e juntou o que viria a ser conhecido como o “ataque dos sonhos” - Edmundo, Romário e Sávio.
Liga sagrou-se campeão carioca em 1996. Entretanto, não teve no Flamengo o mesmo desempenho oferecido ao rival Fluminense, e acabou sendo emprestado em 1996 ao Atlético Mineiro, tendo retornado ao Flamengo ao final da temporada.

1996
Teve uma rapidíssima passagem pelo Atlético Mineiro (de 1º de junho a 21 de julho de 1996), quando disputou dez jogos válidos pelo Campeonato Mineiro desse ano. Logo depois, a partir de agosto de 1996, disputou o Campeonato Brasileiro pelo Atlético Paranaense.

2003
Lira encerrou a carreira em 2003, atuando pelo Vitória, do Espírito Santo. Antes disso, já vinha atuando pelo futebol capixaba, defendendo a Desportiva Ferroviária (2000), Estrela do Norte (2001) e Vilavelhense (2001 e 2002).

NA SELEÇÃO BRASILEIRA

Disputou nove jogos pela Seleção Brasileira principal, sem conhecer derrota, vencendo seis e empatando três. O primeiro deles já citado acima, contra o Chile, e o último diante de um clube, o espanhol Valência, em 27 de abril de 1995, com vitória do Brasil por 4 x 2.

HOJE EM DIA

Depois de residir em Vitória-ES, onde trabalhou até 2007 como assessor parlamentar de Geovani, ex-meia do Vasco da Gama, que não conseguiu reeleger-se para um novo mandato, hoje em dia Lira mora no Rio de Janeiro.
Estreou como treinador no América, do Rio de Janeiro, levando a equipe de volta à elite do Campeonato Estadual e conquistando o título da Segunda Divisão do Campeonato Carioca de 2009.
De 2011 a 2013, foi treinador do C. A. Barra da Tijuca, das divisões inferiores do futebol do Rio de Janeiro. Subiu a equipe para a Segunda Divisão em 2011.
Em 2017, foi o treinador dessa mesma equipe em quase toda a Série B-1 e renovou contrato para dirigi-la em 2018.






quarta-feira, 1 de abril de 2026

FORMAÇÕES: Brasília - 1989



Formação do Brasília que enfrentou o Guará no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, no CAVE, em 19 de março de 1989.
Da esquerda para a direita, em pé: Dominguinhos, Oliveira, Nena, Ronilson, Waldo, Chagas, Iranil e Tadeu Roriz (presidente).
Agachados, na mesma ordem: Coutinho, Josimar, Héber, Dida e Marinho.

Colaborou na identificação dos jogadores:
Robson Garcia Leal (Marinho).



terça-feira, 31 de março de 2026

HÁ 60 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: Flamengo e Vasco da Gama inauguram os refletores do Estádio de Brasília


No dia 31 de março de 1966, Flamengo e Vasco da Gama estiveram em Brasília para a inauguração dos refletores do Estádio de Brasília, que depois passaria a ser chamado de Pelezão.
A partida agradou ao numeroso público, que proporcionou renda de Cr$ 50.044.000,00.
Os quinze minutos iniciais de jogo foram do Vasco da Gama, que teve nada menos do que três oportunidades para marcar, sendo que a melhor coube a William, que mandou a bola na trave.
A partir do vigésimo minuto, o Flamengo começou a se articular melhor e a partida passou a ser disputada em igualdade.
Entretanto, aos 37 minutos, Paulo Henrique cometeu pênalti em William e Célio converteu no primeiro tento do Vasco da Gama.
Para o segundo tempo, o Flamengo voltou melhor, e logo aos 4 minutos empatava, por intermédio de Almir, numa falha de Amauri.
O gol não intimidou o Vasco da Gama, que cinco minutos depois desempatava, em nova penalidade máxima cobrada por Célio. Na verdade, já havia sido gol, pois o toque de mão de Itamar foi com a bola rumando para a meta, após o chute de Picolé. Falhou o árbitro, mas Célio consertou, convertendo a falta.
Depois, foram inúmeras as tentativas do Flamengo em busca do empate, mas o Vasco da Gama conseguiu resistir para conquistar a Taça Forças Armadas oferecida ao vencedor do amistoso.
A ficha técnica desse jogo foi a seguinte:

VASCO DA GAMA 2 x 1 FLAMENGO
Data: 31 de março de 1966
Local: Estádio de Brasília
Renda: Cr$ 50.044,00
Árbitro: Idélcio Gomes de Almeida, de Brasília
Expulsão: Juarez, do Flamengo
Gols: Célio, 37 (pênalti), Almir, 49 e Célio, de pênalti, 54.
VASCO DA GAMA: Amauri, Joel (Bolinha), Brito (Caxias), Ananias e Hipólito; Maranhão e Danilo Menezes; William, Célio (Gama), Picolé (Zezinho) e Tião (Romildo). Técnico: Zezé Moreira.
FLAMENGO: Valdomiro (Marco Aurélio), Murilo (Leon), Paulo Lumumba, Itamar e Paulo Henrique; Jarbas (Evaristo) e Juarez; Paulo Chôco, Almir (Fio), César e Rodrigues Neto. Técnico: Renganeschi.




segunda-feira, 30 de março de 2026

FICHA TÉCNICA: Índio




PASSAGEM PELO FUTEBOL DO DF:

ANO

COMPETIÇÕES

CLUBES

JD

GM

2004

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

SANTA MARIA

2005

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

SANTA MARIA

7

2005

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

CAPITAL

2007

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

PARANOÁ

14

2010

CAMPEONATO BRASILEIRO 4D

BRASÍLIA

8

2011

CAMPEONATO BRASILEIRO 4D

GAMA

6

1

2011

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BOTAFOGO

19

2011

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

SANTA MARIA

8

1

2014

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRASÍLIA

6

2014

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

CRUZEIRO

2014

COPA VERDE

BRASÍLIA

2

2015

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRASÍLIA

16

1

2015

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

PARANOÁ

4

2015

COPA DO BRASIL

BRASÍLIA

2

2015

COPA VERDE

BRASÍLIA

4

2016

CAMPEONATO BRASILEIRO 4D

LUZIÂNIA

2

2016

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRASÍLIA

5

2017

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

LUZIÂNIA

2

2017

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

SAMAMBAIA

2017

COPA VERDE

LUZIÂNIA

1

2018

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

PARANOÁ

6

2018

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

TAGUATINGA

6

2019

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

TAGUATINGA

10

2019

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

CEILANDENSE

2020

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

CEILANDENSE

10


TÍTULOS:
Campeão da Copa Verde - 2014, pelo Brasília.

OUTROS CLUBES:

2010

IPANEMA - AL

2010

SETE DE SETEMBRO - PE

2012

POTIGUAR - RN

2012

ARARIPINA - PE

2013

PENAROL - AM

2013

IPORÁ - GO