sábado, 11 de julho de 2026

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Osvaldo Metralha


Osvaldo Pereira da Silva, mais conhecido como Osvaldo Metralha, nasceu em 11 de julho de 1952, na cidade de Abaeté, no interior de Minas Gerais.
O apelido ganhou na época em que serviu o Exército.
Antes de ser treinador, foi lateral-direito, com passagens pelo futebol amador do Gama, defendeu o Luziânia e o Fluminense, ambos do futebol amador de Luziânia, e teve rápidas passagens pelo Ipiranga, de Anápolis (GO) e Clube do Remo, do Pará.
Depois, ficou um bom tempo no futebol amador de Unaí (MG), onde defendeu praticamente todos os times dessa cidade mineira.
Após ter um dos joelhos estourados, resolveu começar a trabalhar como treinador.
A partir de 20 de julho de 1989 começou a trabalhar no Itapuã, onde permanece até hoje, dirigindo times de várias categorias do clube.
Muitos desses anos foram passados em campeonatos amadores, pois o Itapuã só se profissionalizaria no início de 1997.
Foi com naturalidade que Osvaldo Metralha aceitou o desafio de ser o treinador do Itapuã na Segunda Divisão do Campeonato Brasiliense de 1997. Sua estreia aconteceu no dia 27 de abril de 1997, no estádio Rio Preto, em Unaí-MG, com vitória de 3 x 2 sobre o Ceilândia.

O desafio foi vencido após dois jogos contra o Taguatinga, nos dias 17 (1 x 1) e 24 de agosto (vitória por 2 x 0), quando o Itapuã conquistou o título e garantiu vaga na Primeira Divisão de 1998.
Na Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense estreou no dia 31 de janeiro de 1998, no Mané Garrincha, com derrota de 1 x 0 para o Brasília. O Itapuã formou com Vicente, Paulo Henrique, Gê, Cleiton e Cleomar; Magno, Renato, Norberto e Rogerinho; João Batista e Muruim. Técnico: Osvaldo Pereira da Silva (Metralha). Detalhe: o lateral-direito Paulo Henrique é filho de Osvaldo; além dele, Osvaldo é pai de Wagner e Marco Aurélio, que também resolveram fazer carreira no futebol.
Já antevendo as dificuldades que seria manter-se na Primeira Divisão e por mais que tenha feito um planejamento para isso não acontecer, o Itapuã foi rebaixado para a Segunda Divisão de 1999.

O Itapuã permaneceu na Segunda Divisão do DF de 1999 a 2002 (ano em que foi vice-campeão e garantiu vaga na Primeira Divisão de 2003), sempre com Osvaldo Metralha como seu treinador. Quando, no final de 2002, aconteceu a fusão do Unaí E. C. com a S. E. Itapuã, e surgiu a S. E. Unaí/Itapuã, Osvaldo deixou de ser o treinador da equipe no campeonato brasiliense.
Até os dias de hoje é comum ver Osvaldo Metralha colaborando com as várias categorias de base do Itapuã Iate Clube, além de participar do campeonato municipal de Unaí.



quinta-feira, 9 de julho de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Melinho


Ademir Tremendani dos Santos, mais conhecido no futebol do DF como Melinho, nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro (RJ), em 9 de julho de 1947.
Veio para Brasília em março de 1961, acompanhando seu pai, João Mello, funcionário da Câmara dos Deputados.
A adaptação à nova cidade foi muito difícil. O Cruzeiro (atual região administrativa do DF) nem nome tinha: era chamado de "cemitério" devido às casas padronizadas que pareciam mausoléus. Era um bairro em construção, mas, aos poucos, ele foi se adaptando.
Fez parte das categorias de base da Associação Esportiva Cruzeiro do Sul que venceu o 1º Campeonato Brasiliense de Juvenis, em 1962.

Cruzeiro do Sul campeão juvenil de 1962: Zé Maria (treinador), Melinho, Betão, Erito, Zé Goleiro, Zezito, Tota e Ney; Geraldinho, Moisés, Jajá, Mosquito, Eurípedes Jerusa e Melão (irmão de Melinho).

Em 1964, com 17 anos, integrou o elenco do Cruzeiro do Sul que representou o DF na então Taça Brasil, que depois seria transformado em Campeonato Brasileiro.
Aos 18 anos, já disputava jogos pela equipe principal do Cruzeiro, tendo participado do Campeonato Brasiliense de 1965.
Em 1967 transferiu-se para o Rabello e neste mesmo ano conquistou o Campeonato Brasiliense de Juvenis por esse clube.

Foto restaurada do juvenil do Rabello campeão brasiliense de 1967: Carlos Morales (treinador), Melinho, Pedro Pradera, Celso, Waldemar, César e Airton; Walmir, Jorge, Luizinho, Paulinho e Alemão.

Ainda em 1968, depois de ter rescindido seu contrato com o Rabello, retornou ao Cruzeiro. Em agosto de 1968 conquistou o título de campeão do Torneio “Casa do Atleta”., vencendo na final a equipe da Associação Desportiva de Taguatinga.
Nesse ano de 1968, o jornal Correio Braziliense chegou a estampar uma manchete afirmando que Melinho iria jogar no Paysandu, de Belém (PA).
Na verdade, a convite de um amigo da família, chegou a ir até Belém (PA) para fazer testes com o objetivo de jogar lá. Não quis ficar e retornou para Brasília.
Começou o ano de 1969 como atleta amador do Flamengo, de Taguatinga, depois passando para o Piloto, onde disputou o Campeonato Brasiliense desse ano.
A partir de 1970, quando passou a trabalhar na Gráfica do Senado Federal, e até 1973, foi jogador da Associação Atlética Serviço Gráfico.
Em 1971 o Serviço Gráfico foi vice-campeão nas duas competições que disputou: o Torneio Governador do Distrito Federal e o Campeonato Brasiliense, no primeiro atrás do Jaguar e no segundo depois do Colombo.
Melinho integrou a seleção dos “Melhores do Ano” de 1971, em enquete realizada pelo jornal Correio Braziliense e que ficou assim: Carlos José (Colombo), Maninho (Grêmio), Melinho (Serviço Gráfico), Sir Peres (Colombo) e Paulo Moreira (Colombo); Zoca (Colombo) e Pedro Léo (Colombo); Procópio (Colombo), Walmir (Serviço Gráfico), Eduardo (Grêmio) e Dinarte (Ceub).

A. A. Serviço Gráfico, campeão brasiliense de 1972: Geraldo Brito (Diretor), Paulo Menezes (Médico), Vavá, Melinho, Juarez, Paraguaio, Manuel, Sinésio, Eraldo e Marco Antônio. Agachados Ximenes, César, Edu, Celino, Dazinho, Walmir e Tião.

Foi peça importante na conquista do título de campeão brasiliense de 1972, participando de todos os 15 jogos que a equipe do Serviço Gráfico disputou para chegar ao título de campeão, após uma série “melhor de três” contra o CEUB.
Seu último jogo oficial aconteceu em 11 de novembro de 1973, válido pelo Campeonato Brasiliense, no empate em 0 x 0 com o Unidos de Sobradinho, no Pelezão. A formação do Serviço Gráfico foi Carlos José, Juarez, Luciano, Melinho e Wilson Godinho; Raimundinho e Riba; Edu, Lucas (Bazan), Fernando e Sabarazinho. Técnico: Bugue.
Nesse mesmo ano, Melinho fez parte da “Seleção dos Melhores do 1º Turno” escolhida pelo Jornal de Brasília e que ficou assim composta: Elizaldo (Ceub), Aderbal (Jaguar), Sir Peres (Unidos de Sobradinho), Melinho (Serviço Gráfico) e Wilson Godinho (Serviço Gráfico); Nunes (América) e Pedro Léo (Ceub); Joãozinho (Atlético), Lucas (Serviço Gráfico), Baiê (Luziânia) e Moisés (Humaitá).
Com a instabilidade do futebol brasiliense, Melinho decidiu encerrar sua carreira nos gramados para garantir estabilidade financeira para ele e sua família. Continuou jogando em campeonatos de servidores e torneios amadores de alto nível da Capital Federal.
Em 1974, como atleta da Bradisa, foi convocado para a Seleção Sindical do Distrito Federal que disputaria o 1º Campeonato Brasileiro Sindical de Futebol, não seguindo entre os que estiveram na conquista do título. Posteriormente, o DF perdeu o título no “tapetão”.
Fez parte da equipe do Cruzeiro que disputou a I Copa Arizona no DF, em 1975. Não foi adiante pois foi desclassificado pelo Unidos de Sobradinho, nos pênaltis (clube que acabaria conquistando o título de campeão).

Foto restaurada do time do Cruzeiro que disputou a Copa Arizona de 1975. Em pé: Melinho, Hélio, Luciano, Júlio César, Itamar e Milton Capo; Agachados: Mineiro, Toninho, Heraldo, Ernani Banana e Arthur.

Melinho também jogou futebol de salão, sendo um dos destaques do time Biritex, campeão do II Torneio de Futebol de Salão promovido pela Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro - ARUC e patrocinado pelo Ponto Frio Bonzão e Departamento de Turismo do GDF em 1974.
Em 1977, voltaria a conquistar esse campeonato, desta vez defendendo as cores do Carioca.
Também em 1977, defendendo a ARUC foi vice-campeão do II Torneio Aberto de Futebol de Areia, promovido pela ARUC e Cruzeiro Novo Esporte Clube e que tinha em disputa o Troféu “Assis Chateaubriand”.

Melinho era um zagueiro com 1,92 m de altura, que tinha ótima técnica e se impunha pelo vigor físico.
Também atuou no time de basquete da A. E. Cruzeiro do Sul em 1972, sob o comando de Mugli.


quarta-feira, 8 de julho de 2026

MAIORES & MELHORES: Jogadores que mais disputaram o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão - 1960 a 2026



NOME COMPLETO

APELIDO

TEMPORADAS

Adriano Barbosa da Silva

Adriano Cacareco

21

Cassius Loquingen Lima Santos

Cassius

21

Erivaldo Rocha dos Anjos

Perivaldo

20

Adriano Barbosa de Oliveira

Didão

18

João Jerônimo de Moura

Joãozinho

18

Osias Oliveira Bonfim

Zinha

18

Paulo Henrique da Silva

Paulo Henrique

18

Alesson de Souza Lima

Piu

18

Luiz Carlos da Silva Gomes

Badhuga

18

Jonas Francisco dos Santos

Jonas Foca

17

Júlio César Lacerda Vieira

Júlio César

17

Rodrigo Antônio Lopes Belchior

Rodriguinho

17

Iron Rosal de Almeida

Iron

17

Erivaldo Barbosa de Araújo

Bilzão

17

Antônio Luiz Medeiros de Souza

Kidão

16

José Adriano Feitosa

Adriano

16

Ronaldo Melo da Silva

Ronaldo Aranha

16

Osmair Gonzaga de Santana

Osmair

16

Adelmar Carvalho Cabral

Déo

15

Aderbal da Silva Carvalho

Aderbal

15

Elízio Florentino Filho

Dida

15

Manoel Ferreira Filho

Manoel Ferreira

15

Wilson Godinho Filho

Wilson Godinho

15

Adilson Pereira da Silva

Kabila

14

Flávio Rabelo da Silva

Flávio Katioco

14

Francisco das Chagas Lima de Oliveira

Chaguinha

14

Francisco Josimar de Souza

Josimar

14

Francisco Soares de Lira

Chiquinho

14

João José dos Santos Junior

Junior

14

José Ricardo Alves de Freitas

Ricardo

14

Luiz Cláudio Mendonça Gonzaga

Claudinho

14

Odair Caires Galletti

Odair Galletti

14

Ricardo Henrique Dias dos Santos

Ricardo Henrique

14