sábado, 23 de maio de 2026

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Ipojucan (in memoriam)


Antônio Montanari, o Ipojucan, nasceu no dia 23 de maio de 1933, no bairro de Indianápolis, em São Paulo (SP).
Defendeu diversos clubes amadores de São Paulo. Começou a carreira nos infantis do São Paulo F. C., passando pelos juvenis do Nacional A. C. e jogou em diversos clubes da várzea paulistana, assim como Infantil Tricolor e Fiação Indiana, em Indianápolis, no Benfica e Flamengo, de Vila Maria. No interior jogou no Fada F.C., de Santo Anastácio, no Grêmio, de Pequerobi, no E. C. Corinthians, de Presidente Venceslau, e na Associação Bernardense.
No futebol profissional jogou no Canto do Rio, de Niterói, em 1954, na Prudentina, de Presidente Prudente, de 1957 a 1960, na Ferroviária, de Botucatu (de 1960 a 1962), no E. F. Sorocabana (em 1963 e 1964), e na A. A. Venceslauense, de Presidente Venceslau.
Após o término desses compromissos, voltou às origens, de novo jogando no futebol varzeano, onde teve o privilégio de conseguir o gol que o levou ao Livro dos Recordes (Edição Nacional), por ter marcado o gol mais rápido do futebol amador, com apenas quatro segundos de jogo, na cidade de Santo Anastácio (SP), no jogo entre Grêmio Mar Azul x Portuguesa Anastaciana. Com esse feito, Ipojucan recebeu o troféu “Bola de Ouro” do jogador Pelé e honras de Jânio Quadros.

Iniciou a carreira vitoriosa de técnico no E. C. Corinthians, de Presidente Prudente, em 1979. Passou pelo S.E.I.S., de Ilha Solteira, em 1980, depois foi para Bandeirantes, de Birigui, em 1981. Em 1982, foi campeão do grupo com o Tupã F. C., em 1983 passou pelo Radium, de Mococa. Em seguida foi para o C. R. Guará, do DF, onde foi campeão do 3º turno. Em 1984 passou pela S. E. do Gama, também em Brasília, de onde voltou para C. A. Candidomotense, da cidade de Cândido Mota, indo em seguida para o S. C. Internacional, de Lajes, em Santa Catarina, onde o clube foi campeão invicto do segundo turno, em 1985, conquistando a Taça Governador “Espiridião Amin”. Em seguida foi para Rio Grande/RS, e no mesmo ano para o S. C. São Paulo, onde foi campeão da Segunda Divisão de acesso e campeão da Taça Bento Gonçalves, homenagem aos 150 anos da Revolução Farroupilha. Em 1987, voltou a Brasília para conquistar o título de campeão invicto do 1º turno. Para encerrar a carreira, foi treinador do VOCEM, de Assis, conseguindo a classificação para o torneio de acesso, despedindo-se da profissão de técnico de futebol.
Morava em Campinas (SP) e era dono da Ipojucan Ltda., empresa que vende chumbo para o balanceamento de rodas. Faleceu no dia 11 de novembro de 2019, aos 86 anos, em Campinas.

O APELIDO

Corria o ano de 1952, num jogo em Santo Anastácio (SP), quando jogava pela primeira vez no time da cidade. Esguio, alto e bom no toque de bola, recebeu o apelido de Ipojucan após ter marcado um belo gol de calcanhar. Acontece que, no Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, o alagoano Ipojucan Lins de Araújo, um jogador muito alto e esguio, fazia sucesso com jogadas de calcanhar. Não foi difícil para o técnico Mário Rocha perceber a semelhança da jogada e o apelido pegar.

PASSAGEM PELO FUTEBOL BRASILIENSE

No dia 9 de junho de 1983 foi apresentado como novo treinador do Guará.
Estreou no dia 12 de junho de 1983, no Pelezão, contra o Brasília, com empate de 1 x 1.
No jogo seguinte, 15 de junho de1983, no Bezerrão, sofreu sua primeira derrota, diante do Vasco da Gama-DF.
Recuperou-se plenamente, contra o Gama, novamente no Bezerrão, no dia 19 de junho, com vitória de 3 x 0.
Terminou o primeiro turno na quinta colocação entre os oito participantes.
Melhorou no segundo turno, ficando a um ponto do campeão, Taguatinga, em empatado com o Brasília.
Veio o terceiro turno e, finalmente, o Guará tornou-se o primeiro lugar. Com isso, garantiu participação no triangular final, quando ficou com o vice-campeonato, atrás do Brasília e na frente do Taguatinga.
Na madrugada do dia 19 de agosto de 1983, logo após o jogo contra o Ceilândia, Ipojucan sofreu um derrame que deixou o treinador com metade do corpo paralisado. Sentiu fortes dores de cabeça e depois da partida, sentiu-se mal. Foi atendido no Hospital de Base e passou a ser substituído pelo técnico Didi de Carvalho.
Passou a ficar em repouso absoluto devido às ordens do médico que o estava tratando.
No dia 22 de agosto de 1983, Ipojucan pediu dispensa do cargo por quinze dias, indo tratar-se em Presidente Prudente-SP. Retornou ao comando do Guará, no dia 3 de setembro de 1983, no CAVE, com vitória de 1 x 0 sobre o Taguatinga.
Mas, logo depois, deixaria de vez a direção do Guará. Entrou com um novo pedido de licença médica. A última vez que dirigiu a equipe do Guará foi no dia 7 de setembro de 1983, no Bezerrão, com derrota de 2 x 0 para o Gama.
No dia 21 de outubro de 1983, Ipojucan participou de uma reunião com a diretoria do Guará, acertando a sua saída do clube. Esteve à frente do clube em 21 jogos.

Antes mesmo do encerramento do ano de 1983, já surgiam conversações de que Ipojucan estaria acertando seu retorno ao futebol do DF no ano seguinte.
E isso realmente aconteceu. Já no dia 29 de janeiro de 1984, Ipojucan estava comandando a equipe do Gama no amistoso contra o Disnes, de Formosa (vitória de 4 x 0), como preparativo para o Torneio Seletivo da CBF que apontaria o representante do DF no Campeonato Brasileiro desse ano. Estrearia nessa competição no dia 5 de fevereiro de 1984, no Bezerrão, com vitória de 1 x 0 sobre o Vasco da Gama. Depois, o Gama empataria com o Sobradinho (1 x 1) e com o Taguatinga (0 x 0), não conseguindo passar para a decisão do torneio. A vaga acabaria ficando com o Tiradentes. Seu último jogo foi no dia 12 de fevereiro de 1984, no empate com o Taguatinga.
Com a perda da vaga, o Gama ficaria três meses com suas atividades paralisadas, aguardando o início do campeonato brasiliense. A diretoria do clube resolveu, então, dispensar os serviços de Ipojucan.

Sua terceira e última passagem pelo futebol brasiliense foi como treinador do Brasília, no ano de 1987.
Estreou no dia 1º de fevereiro de 1987, no estádio Mané Garrincha, com vitória sobre o Planaltina, por 3 x 1. O Brasília chegaria a vencer o 1º turno.
Começou o segundo turno e, após quatro rodadas, era o lanterna do campeonato. Nos quatro jogos que havia disputado, empatou um e perdeu os demais. Foi então que Ipojucan pediu demissão do cargo. Foi substituído por Raimundinho.
Seu último jogo no comando técnico do Brasília foi no dia 26 de abril de 1987, na derrota de 1 x 0 para o Taguatinga, no Serejão.
Foram 12 jogos à frente do Brasília, que acabaria se sagrando campeão brasiliense do ano de 1987.
Faleceu em 11 de novembro de 2019.




sexta-feira, 22 de maio de 2026

O BRASÍLIA NO CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE A - 1979


O Campeonato Brasileiro de 1979 teve o absurdo número de 96 participantes, 22 a mais do que a edição anterior.
A primeira fase foi disputada por oitenta equipes, divididas em oito grupos de dez cada.
Os três clubes do Distrito Federal (Brasília, Gama e Guará) integraram o Grupo C.

OPERÁRIO-VG (MT) 3 x 0 BRASÍLIA
Data: 23.09.1979
Local: José Fragelli, Cuiabá (MT)
Árbitro: José Carlos Bezerra (SC)
Renda: Cr$ 334.455,00
Público: 8.214 pagantes
Gols: Mosca, 24; Ernâni, 63 e Ramón, 81
OPERÁRIO-VG: Brasília, Gilmar, Edival, Gaguinho e Joilson; Tim, Mosca (Ramón) e Ruiter; Cacá, Gerson Lopes e Ernâni. Técnico: Nivaldo Santana.
BRASÍLIA: Jonas, Ferreti, Emerson, Luís Carlos e Luisinho; Paulinho, Uel (Gilmar) e Edu; Julinho, Edmar e Willians. Técnico: Décio Leal.

BRASÍLIA 1 x 0 GUARÁ
Data: 30.09.1979
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Jaime Batista Monteiro (PA)
Renda: Cr$ 55.532,00
Gol: Flávio, 31
BRASÍLIA: Jonas, Ferreti, Emerson, Luís Carlos e Luisinho; Uel, Edmar e Banana; Julinho, Flávio (Edu) e Willians. Técnico: Décio Leal.
GUARÁ: Vander, Xavier, Gilberto, Léo e Geraldo Galvão; Warlan, Marquinhos e Maurício; Paulo César (Neto), Dionísio (Piau) e Aloísio. Técnico: Carlos José.

BRASÍLIA 2 x 2 COMERCIAL (MS)
Data: 03.10.1979
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Maurílio José Santiago (MG)
Renda: Cr$ 108.030,00
Expulsão: Chavalla, do Brasília
Gols: Julinho, 23; Daniel, 38; Julinho (pênalti), 55 e Reacir, 63
BRASÍLIA: Jonas, Ferreti (Chavalla), Emerson, Luís Carlos e Luisinho; Uel, Banana (Edmar) e Edu; Julinho, Flávio e Willians. Técnico: Décio Leal.
COMERCIAL-MS: Rui, César, Reacir, Alberico e Sanches; Laerte, Daniel e Paulo César (Ninho); Trajano, Anderson (Copeu) e Corisco. Técnico: Roberto Belangero.

ITUMBIARA (GO) 2 x 1 BRASÍLIA
Data: 14.10.1979
Local: JK, Itumbiara (GO)
Árbitro: Nilson Cardoso Bilha (SP)
Renda: Cr$ 313.900,00
Público: 7.438 pagantes
Expulsões: Tuíde, do Itumbiara, Julinho e Edu, do Brasília
Gols: Flávio, 16; Joãozinho, 59 e Serginho, 88
ITUMBIARA: Donizetti, Tripiche, Juci, Lima e Tuíde; Souza (Roberto), Joãozinho e Rogério; Mauricinho (Cacá), Serginho e Wilson. Técnico: Aderbal Lana.
BRASÍLIA: Jonas, Ferreti (Aldair), Emerson, Luís Carlos e Nélio; Jorge Luis, Ernâni Banana e Edu; Julinho, Flávio e Vilmar (Nilson). Técnico: Décio Leal.

BRASÍLIA 2 x 1 MIXTO (MT)
Data: 20.10.1979
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Bráulio Zanotto (PR)
Renda: Cr$ 68.000,00
Público: 7.500 pagantes
Gols: Willians, 35; Bife (pênalti), 55 e Edmar, 72
BRASÍLIA: Jonas, Ferreti, Emerson, Luís Carlos e Nélio; Jorge Luís, Banana e Edmar; Wilmar, Flávio (Uel) e Willians. Técnico: Décio Leal.
MIXTO: Ernâni, Aguiar (Remo), Jorge Arildo, Miro e Luís Carlos Beleza; Fabinho, Marquinhos e Zé Luís; Gonçalves, Bife e Pelezinho. Técnico: Milton Buzetto.

ATLÉTICO (GO) 2 x 1 BRASÍLIA
Data: 25.10.1979
Local: Serra Dourada, Goiânia (GO)
Árbitro: Carlos Alberto Muniz Valente (ES)
Renda: Cr$ 199.180,00
Público: 4.209 pagantes
Gols: Alcino, 1; Willians, 38 e Alcino, 42
ATLÉTICO GOIANIENSE: Itamar, Ércio, Darci Menezes, Ademar e Valter; Ademir, Maurinho e Gilberto; Barrinha, Alcino (Tostão) (Duarte) e Bugre. Técnico: Paulo Gonçalves.
BRASÍLIA: Jonas, Ferreti, Emerson, Luís Carlos e Nélio; Jorge Luís, Banana e Edmar; Vilmar, Flávio (Edu) e Willians. Técnico: Décio Leal.

BRASÍLIA 1 x 4 GAMA
Data: 28.10.1979
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Arnaldo César Coelho (RJ)
Renda: Cr$ 136.550,00
Gols: Edu, 1; Péricles, 14; Roldão, 51; Fantato, 74 e Péricles, 77
BRASÍLIA: Jonas, Ferreti, Chavalla, Luís Carlos e Renê; Jorge Luís, Banana e Edu; Vilmar (Uel), Flávio (Edmar) e Willians. Técnico: Décio Leal.
GAMA: Daniel, Carlão, Décio, Kidão e Odair; Santana, Zu e Péricles; Roldão, Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.

FLUMINENSE (BA) 1 x 0 BRASÍLIA
Data: 01.11.1979
Local: Jóia da Princesa, Feira de Santana (BA)
Árbitro: José Leandro de Castro Serpa (CE)
Renda: Cr$ 267.300,00
Público: 7.424 pagantes
Gol: Sabino, 55
FLUMINENSE: Mundinho, Anildo, Amadeu, Guaraci e Valtinho; Reginaldo, Sabino e Edinho; Maurinho, Darlan (Tonho Novais) e Ademir.
BRASÍLIA: Maurício, Ferreti, Emerson, Luís Carlos e Luisinho; Jorge Luís, Uel (Vilmar) e Banana; Willians, Edmar e Maurinho.

BRASÍLIA 3 x 2 ITABUNA (BA)
Data: 03.11.1979
Local: Serejão, Taguatinga (DF)
Árbitro: Abel Santos (MG)
Renda: Cr$ 9.350,00
Gols: Vilmar, 44; Williams, 52; Ernâni Banana, 58 e Zé Carlos II, 75 e 86
BRASÍLIA: Maurício, Ferreti, Emerson, Chavalla e Luisinho; Uel, Vilmar e Ernâni Banana; Willians, Edmar e Maurinho.
ITABUNA: Mário Peres, Zé Maria, João Eudes, Elói e Roberto; Zé Carlos I (Mosca), Gerson Sodré (Pio) e Perrela; Zé Carlos II, Chiquinho e Zé Roberto.


quinta-feira, 21 de maio de 2026

O INÍCIO DO FUTEBOL FEMININO NO DF - 1986



No dia 20 de maio de 1986 a então Federação Metropolitana de Futebol criou o Departamento de Futebol Feminino, sob a coordenação da Diretoria de Futebol Amador.
No mesmo ano foi disputado o primeiro campeonato brasiliense de futebol feminino.
Participaram seis equipes: Gama, Guará, Jardim, São Paulo Junior, Sobradinho e Vila Dimas.
Um triangular, envolvendo Jardim, São Paulo Junior e Vila Dimas, decidiu o campeonato. O título de campeã ficou com a equipe da Associação Atlética Vila Dimas.
Na primeira rodada do campeonato, no dia 7 de setembro de 1986, o Sobradinho venceu o Guará por 9 x 1. A jogadora Verônica marcou sete gols.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Lindomar


Lindomar de Paula Queiroz nasceu em Inhumas (GO), no dia 20 de maio de 1970.
Começou sua carreira no Atlético Goianiense, de Goiânia (GO), depois que seu amigo Welton o levou para participar de uma “peneira”, com onze anos de idade.
Sua estreia na equipe profissional aconteceu no dia 27 de maio de 1990, contra o Rio Verde, marcando o gol da vitória de 1 x 0.
Após um Campeonato Goiano muito ruim, o Atlético Goianiense daria a volta por cima e conquistaria o título de campeão brasileiro da Série C no mesmo ano, após dois jogos contra o América-MG, ambos empatados em 0 x 0 e decidido a favor do rubro-negro goiano nos pênaltis.

Atlético-GO - 1990
Em 1996, depois de ser vice-artilheiro do Campeonato Goiano desse ano, com 17 gols, foi vendido ao Corinthians. Teve uma discreta passagem pelo alvinegro paulista de outubro de 1996 a julho de 1997. Defendeu o clube em cinco jogos pelo Campeonato Brasileiro de 1996 e em três na campanha do título de campeão paulista de 1997. No total, foram dez jogos e três gols marcados.
De volta ao futebol goiano, passou pelo Goiânia, em 1997, Atlético Goianiense em 1997 e 1998 e Anápolis e Jataiense em 1998.
Em 1999 foi para o Gama, onde fez sua estreia no dia 24 de fevereiro, em jogo válido pela Copa do Brasil, com vitória sobre o Interporto, de Tocantins, em Porto Nacional (TO).
Poucos dias depois, 14 de março de 1999, estrearia no Campeonato Brasiliense, no Bezerrão, marcando um dos gols da vitória do Gama sobre o Brazlândia, por 2 x 1. 

Gama - 1999
Terminaria essa competição com a faixa de campeão, disputando todos os 22 jogos do clube, como melhor jogador do campeonato, como vice-artilheiro, com 10 gols (dois atrás de Joãozinho, do Brazlândia, o artilheiro) e idolatrado pela torcida do Gama.
Voltaria a disputar o Campeonato Brasileiro, fazendo seu primeiro jogo justamente contra o Corinthians, no dia 25 de julho de 1999, no Mané Garrincha, com derrota de 4 x 2. Detalhe: Lindomar disputou todos os 21 jogos do Gama no Campeonato Brasileiro.
Lindomar defendeu o Gama no Campeonato Brasiliense e no Campeonato Brasileiro nos três anos seguintes: 2000, 2001 e 2002.

Gama - 2000
Nesse período, disputou o Campeonato Paulista pelo Guarani, de Campinas, nos anos de 2000 e 2001.
Após o tricampeonato no Campeonato Brasiliense (1999 a 2001), foi vendido ao Al-Shabab, dos Emirados Árabes. Apesar de ter ficado apenas um ano no Oriente Médio, participou de duas conquistas da Copa da Liga Árabe.
Voltou ao Gama e disputou onze jogos pelo Campeonato Brasileiro de 2003 e, no ano seguinte, foi contratado pela Ponte Preta para o Campeonato Brasileiro de 2004. Sua chegada foi apontada como um dos motivos para a boa campanha do time na competição, especialmente no primeiro turno, quando terminou na segunda colocação. Ficou no clube para o ano seguinte, mas apenas disputou o Campeonato Paulista.

Foi contratado pelo Brasiliense na reta final do Campeonato Brasileiro de 2005, mas não pôde ajudar a salvar a equipe do rebaixamento. Aos 35 anos, era um dos muitos veteranos no time.
Para mostrar que ainda tinha fôlego, disputou 35 dos 38 jogos que o Gama fez pelo Campeonato Brasileiro da Série B de 2006.
Voltou ao Atlético Goianiense em 2007, e logo de cara, foi campeão goiano.
Depois de ser apontado como principal aposta do time para 2008, ajudou na conquista de mais um título de campeão brasileiro da Série C.
Em 2010, após sua saída do Atlético Goianiense, Lindomar foi disputar o último campeonato de sua carreira pela Aparecidense, time da cidade de Aparecida de Goiânia, onde atuou como capitão e foi campeão da Divisão de Acesso do Campeonato Goiano.


Gama - 2001




terça-feira, 19 de maio de 2026

FICHA TÉCNICA: Cubango


NOME COMPLETO: Antônio José da Silveira Junior
APELIDO: Cubango
DATA DE NASCIMENTO: 19 de maio de 1981
LOCAL: São Gonçalo (RJ)
POSIÇÃO: Meio-de-Campo
REGISTRO CBF: 148.886
REGISTRO DF: 4.099

Como jogador foram diversos desafios em países como Brasil, Portugal, Omã, Catar e Kuwait. Neste último, Cubango viveu grandes momentos como jogador, se estabeleceu e, aos 39 anos, iniciou a carreira fora das quatro linhas como treinador. Na última temporada em solo asiático, foi auxiliar-técnico do Al Jahra, clube que defendeu quando atleta.
Cubango é cria de São Gonçalo no futebol. Deu os primeiros passos na escolinha do Clube Mauá, chegou nas categorias de base do Flamengo e desenhou a trajetória profissional por clubes como CFZ (no Rio e em Brasília), Volta Redonda, Palmeiras (SP) e Grêmio Inhumense (GO). Na sequência se estabeleceu no exterior, acumulando larga quilometragem na Europa e na Ásia.
Jogou uma temporada no Feirense, de Portugal. Depois foi para a França, fazer teste, mas não deu certo. Foi quando um amigo o convidou para ir para o Kuwait. Fez teste, passou e ficou seis anos (na época de jogador).
Chegou a jogar no São Gonçalo EC, em 2014, quando já maturava a ideia de se aposentar e iniciar alguma função fora de campo. Ainda chegou a vestir a camisa da Cabofriense, posteriormente. Em seguida, voltou ao Kuwait para trabalhar com academias de futebol. De lá para cá, foi subindo degrau por degrau, seja trabalhando como treinador, na prática, ou na capacitação em cursos como a licença A da CBF.
Trabalhou em academias de futebol, treinou equipes de uma universidade americana e em maio de 2019 recebeu o convite para ser assistente-técnico no Al Jahra. Decidiu aceitar e fez essa temporada num clube que vinha há anos na primeira divisão, mas havia caído. Foi um baque.
Recebeu a mesma missão de quando foi jogador do clube, que era voltar à primeira divisão. O clube subiu com seis rodadas de antecedência e iríamos garantir o título antes da paralisação, além de termos alcançado a semifinal da Copa do Emir. Foi uma excelente temporada.
Ter se fixado no Kuwait como atleta e depois como treinador foi uma opção de Cubango pensando em balancear vida profissional e familiar. O ritmo mais tranquilo que o esporte no país permitia sempre foi um atrativo.
Ganhou o apelido de Cubango ainda jovem, quando estava na base do Flamengo. Alguns podem pensar que exista alguma ligação com o bairro da cidade de Niterói, que leva o mesmo nome. A referência, na verdade, se tratou de um engano que acabou “pegando”. Ele tinha um treinador, o Léo, que olhava para a criança e dizia que tinha cara disso, cara daquilo. Ele achou que eu morava no Cubango e dizia que lá só dava craque. Acabou pegando e foi um apelido que me acompanhou a carreira inteira.

PASSAGEM PELO FUTEBOL DO DF
 

ANO

COMPETIÇÃO

CLUBES

JD

GM

2002

CAMPEONATO BRASILEIRO 3D

CFZ

5

2002

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

CFZ

8

2003

CAMPEONATO BRASILEIRO 3D

CFZ

9

2003

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GUARÁ

?

?

2004

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

PARANOÁ

?

5

2004

TAÇA BRASÍLIA

PARANOÁ

?

4

2005

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

PARANOÁ

1


TÍTULOS CONQUISTADOS:

Campeão brasiliense da Primeira Divisão - CFZ - 2002
Campeão brasiliense da Segunda Divisão - Paranoá - 2004
Campeão da I Taça Brasília - Paranoá - 2004

OUTROS CLUBES:
Veio do CFZ-RJ para o CFZ-DF, em 2002.
Feirense, de Portugal, 2005/2006.
Al-Shabab, do Kuwait, de 2006 a 2012.
São Gonçalo-RJ (2014) e
Cabofriense-RJ (2016)

Fonte: site Futebol Gonçalense.

GOLS DE CUBANGO:
https://www.youtube.com/watch?v=87IAABeC6Oo&t=93s





segunda-feira, 18 de maio de 2026

O GAMA NO CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE A - 1979


O Campeonato Brasileiro da Série A de 1979 teve o absurdo número de 96 participantes, 22 a mais do que a edição anterior.
A primeira fase foi disputada por oitenta equipes, divididas em oito grupos de dez cada.
Os três clubes do Distrito Federal (Brasília, Gama e Guará) integraram o Grupo C. 
O Gama foi o único a passar para a Segunda Fase.

PRIMEIRA FASE

GAMA 4 x 3 ATLÉTICO (GO)
Data: 16.09.1979
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: João Leopoldo Ayeta (SP)
Renda: Cr$ 386.260,00
Público: 8.570 pagantes
Gols: Robertinho, 7 e 10; Reinaldo, 23; Gilberto, 28; Péricles, 77 e 82 e Reinaldo, 85
GAMA: Hélio, Carlão, Décio, Kidão e Odair; Santana, Péricles e Manoel Ferreira (Boni); Roldão (Lino), Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.
ATLÉTICO GOIANIENSE: Itamar, Wilson, Carlúcio, Darci Menezes e Ademar; Celso (Valtair), Maurinho e Duarte; Reinaldo, Gilberto e Bugre. Técnico: Paulo Gonçalves.

GAMA 1 x 0 ITABUNA (BA)
Data: 03.10.1979
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Túlio Thibaut (ES)
Renda: Cr$ 381.500,00
Gol: Péricles (pênalti), 37
GAMA: Hélio, Carlão, Décio, Kidão e Odair; Santana, Péricles e Manoel Ferreira; Roldão, Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.
ITABUNA: Mário, Zé Maria, João Eudes (Luisão), Mosca e Roberto; Elói, Chiquinho e Perrela; Silvinho, Gerson Sodré e Zé Roberto (Reginaldo). Técnico: Roberto Pinto.

ITUMBIARA (GO) 1 x 0 GAMA
Data: 06.10.1979
Local: JK, Itumbiara (GO)
Árbitro: Henrique José Ribeiro (ES)
Renda: Cr$ 292.170,00
Gol: Roberto, 47
ITUMBIARA: Donizetti, Trapiche, Juci, Lima e Tuíde; Sousa, Joãozinho e Rogério (Donato); Serginho (Maurinho), Roberto e Wilson. Técnico: Aderbal Lana.
GAMA: Hélio, Carlão, Décio, Kidão e Odair; Santana, Péricles e Manoel Ferreira; Roldão (Lino), Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.

GAMA 2 x 1 MIXTO (MT)
Data: 11.10.1979
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: José Carlos Bezerra (SC)
Renda: Cr$ 293.100,00
Público: 6.453 pagantes
Gols: Marquinhos, 6; Santana, 36 e Roldão, 64
GAMA: Hélio, Carlão, Décio, Kidão e Odair; Santana, Péricles e Manoel Ferreira; Roldão (Zu), Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.
MIXTO: Saldanha, Luís Carlos, Jorge Luís, Miro e Aguiar; Fabinho, Marquinhos e Zé Luís; Gonçalves, Bife e Toninho Campos (Adavílson). Técnico: Milton Buzetto.

GAMA 2 x 0 GUARÁ
Data: 14.10.1979
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Carlos Alberto Muniz Valente (ES)
Renda: Cr$ 315.000,00
Gols: Fantato, 77 e Santana, 87
GAMA: Hélio, Carlão, Décio, Kidão e Odair; Santana, Péricles e Boni; Roldão, Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.
GUARÁ: Wilmar, Edvaldo, Léo, Wanner e Geraldo Galvão; Warlan, Marquinhos e Maurício; Ivanildo, Piau e Aloísio (Geraldo). Técnico: Carlos José.

OPERÁRIO-VG (MT) 0 x 0 GAMA
Data: 17.10.1979
Local: José Fragelli, Cuiabá (MT)
Árbitro: Alvimar Gaspar dos Reis (MG)
Renda: Cr$ 289.465,00
Público: 7.056 pagantes
OPERÁRIO-VG: Brasília, Gilmar, Edival, Paulinho e Joilson; Tim, Mosca (Joel Diamantino) e Marco Aurélio; Alisson (Cacá), Gerson Lopes e Ernâni.
GAMA: Hélio, Carlão, Décio, Kidão (Maurício Pradera) e Odair; Santana, Péricles e Manoel Ferreira; Roldão, Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.

COMERCIAL (MS) 3 x 1 GAMA
Data: 20.10.1979
Local: Pedro Pedrossian, Campo Grande (MS)
Árbitro: Carlos Sérgio Rosa Martins (RS)
Renda: Cr$ 291.770,00
Público: 6.148 pagantes
Gols: Roldão, 49; Sanches, 58; Brecha, 65 e Laerte, 69
COMERCIAL-MS: Rui, César, Reacir, Cruz e Sanches; Zico, Valter e Brecha; Trajano, Hélio Ninho (Anderson) e Corisco (Laerte). Técnico: Roberto Belangero.
GAMA: Hélio (Daniel), Carlão, Décio, Kidão e Odair; Santana, Péricles e Manoel Ferreira; Roldão, Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.

BRASÍLIA 1 x 4 GAMA
Data: 28.10.1979
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Arnaldo César Coelho (RJ)
Renda: Cr$ 136.550,00
Gols: Edu, 1; Péricles, 14; Roldão, 51; Fantato, 74 e Péricles, 77
BRASÍLIA: Jonas, Ferreti, Chavalla, Luís Carlos e Renê; Jorge Luís, Banana e Edu; Vilmar (Uel), Flávio (Edmar) e Willians. Técnico: Décio Leal.
GAMA: Daniel, Carlão, Décio, Kidão e Odair; Santana, Zu e Péricles; Roldão, Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.

FLUMINENSE (BA) 0 x 0 GAMA
Data: 03.11.1979
Local: Jóia da Princesa, Feira de Santana (BA)
Árbitro: Édson Alcântara do Amorim (MG)
FLUMINENSE-Feira de Santana: Nelson, Anildo, Amadeu, Guaraci e Valtinho; Reginaldo, Sabino e Edinho (Maurinho); Darlan, Tonho Novais e Ademir.
GAMA: Daniel, Carlão, Décio, Kidão e Odair; Santana, Toni e Zu; Roldão, Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.

SEGUNDA FASE

Na segunda fase, às 44 equipes classificadas da Primeira se juntaram os 12 clubes vindos dos campeonatos carioca e paulista. Estes 56 clubes foram divididos em 7 grupos de oito times cada um, passando para a terceira fase os dois primeiros colocados de cada grupo. O Gama fez parte do Grupo L, sendo o 8º e último colocado, não conseguindo classificar-se para a terceira fase.

SANTA CRUZ (PE) 2 x 0 GAMA
Data: 07.11.1979
Local: Arrudão, Recife (PE)
Árbitro: Valquir Pimentel (RJ)
Renda: Cr$ 390.030,00
Público: 9.855 pagantes
Expulsão: Odair, do Gama
Gols: Paulo César, 4 e Joãozinho, 53
SANTA CRUZ: Cláudio, Carlos Alberto Barbosa, Paranhos, Lula e Fraga; Givanildo, Deinha e Betinho (Ademar); Paulo César, Cidinho e Joãozinho. Técnico: Evaristo de Macedo.
GAMA: Daniel, Carlão, Décio, Kidão e Odair; Santana, Péricles e Zu; Roldão, Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.

GAMA 0 x 2 LONDRINA (PR)
Data: 11.11.1979
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Jerônimo Alves (GO)
Renda: Cr$ 442.720,00
Expulsões: Kidão, do Gama, e Alcione, do Londrina
Gols: Everton, 44 e Marinho, 78
GAMA: Daniel, Carlão, Décio, Kidão e Ricardo; Santana, Péricles e Zu; Roldão, Fantato e Robertinho.
LONDRINA: Alexandre, Luisinho, Marinho, Arenghi e Zé Antônio; Claudinho, Ademir Vicente e Zé Roberto; Ademir Oliveira, Everton e Alcione. Técnico: Jair Bala.

GAMA 1 x 2 FLAMENGO (RJ)
Data: 15.11.1979
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Luís Guaranha (RS)
Renda: Cr$ 1.700.000,00
Gols: Zico, 22; Manoel Ferreira, 45 e Cláudio Adão, 64
GAMA: Daniel, Carlão, Décio, Maurício Pradera e Odair; Santana, Péricles e Manoel Ferreira (Lino); Roldão, Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.
FLAMENGO: Cantarele, Toninho, Manguito, Rondinelli (Boca) e Junior; Carpeggiani, Adílio e Zico; Reinaldo, Cláudio Adão e Júlio César (Andrade). Técnico: Cláudio Coutinho.

BAHIA (BA) 2 x 1 GAMA
Data: 18.11.1979
Local: Fonte Nova, Salvador (BA)
Árbitro: Bráulio Zanotto (PR)
Renda: Cr$ 315.540,00
Público: 5.387 pagantes
Expulsão: Maurício Pradera, do Gama
Gols: Marciano, 2 e 35 e Kidão, 90+1
BAHIA: Renato, Edmilson, Zé Augusto, Jorge Luís e Ricardo Longhi; Dil, Peres (Alberto) e Caio (Marciano); Botelho, André e Severinho. Técnico: Duque.
GAMA: Daniel, Carlão, Kidão, Maurício Pradera e Odair; Santana, Péricles e Zu; Roldão (Lino), Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.

XV DE PIRACICABA (SP) 5 x 0 GAMA
Data: 21.11.1979
Local: Barão de Serra Negra, Piracicaba (SP)
Árbitro: Manoel Serapião (BA)
Renda: Cr$ 284.610,00
Público: 5.881 pagantes
Gols: Zé Luís, 29; Ronaldo, 47 e 75; Oriel, 78 e Ronaldo, 38
XV DE PIRACICABA: Getúlio (Pedro Paulo), Alan, China (Fernando), Ademir e Almeida; Vadinho, Fio e Rogério; Ronaldo, Oriel e Zé Luís. Técnico: Adésio de Almeida.
GAMA: Daniel, Carlão, Décio, Kidão e Odair; Santana, Péricles e Manoel Ferreira; Roldão, Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.

GAMA 0 x 3 GRÊMIO (RS)
Data: 25.11.1979
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Odílio Mendonça da Silva (AM)
Renda: Cr$ 288.520,00
Gols: Jésum, 7; Baltasar (pênalti), 9 e Jésum, 54
GRÊMIO: Manga, Eurico (Wilson), Ancheta, Vantuir e Dirceu; Iúra (Nardela), Vítor Hugo e Leandro; Tarciso, Baltasar e Jésum. Técnico: Orlando Fantoni.
GAMA: Lúcio, Carlão, Décio, Kidão e Odair; Hani, Péricles e Zu (Zé Afonso); Roldão, Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.

NÁUTICO (PE) 2 x 2 GAMA
Data: 28.11.1979
Local: Arrudão, Recife (PE)
Árbitro: Nei Andrade Nunes Maia (BA)
Renda: Cr$ 29.293,00
Público: 804 pagantes
Gols: Fantato, 11; Marquinhos (pênalti), 20; Fantato, 30 e Jair, 83
NÁUTICO: Ademar, Clésio, Dimas, Douglas e Jorge Luís; Lourival, Carlos Alberto Nascimento e Jair; Cid (Brás), Armando e Marquinhos. Técnico: Pinheiro.
GAMA: Daniel, Carlão, Décio, Kidão e Odair; Santana, Péricles e Manoel Ferreira; Roldão, Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.


domingo, 17 de maio de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Djalma



NOME COMPLETO: Djalma Alves Ferreira
APELIDO: Djalma
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Araxá (MG), 17 de maio de 1929
POSIÇÃO EM CAMPO: Ponta Direita

LINHA DO TEMPO

1959 a 1962 - VALERIODOCE, de Itabira - MG

1962 - ATLÉTICO MINEIRO - MG
Primeiro jogo no Atlético Mineiro: 15 de abril de 1962, Atlético Mineiro 3 x 1 Seleção de João Monlevade, amistoso; último: 23 de novembro de 1962, Atlético Mineiro 12 x 2 Nacional-PC-MG, amistoso. Disputou um total de 29 jogos com a camisa do Atlético Mineiro. Marcou um gol no campeonato mineiro de 1962, Atlético Mineiro 3 x 1 Siderúrgica. Conquistou o título de campeão mineiro de 1962.

1963 - AMÉRICA-MG

1964 a 1966 - RABELLO, de Brasília - DF
Seu primeiro jogo com a camisa do Rabello foi no amistoso disputado em 26 de janeiro de 1964, no estádio Paulo Linhares, na vitória de 1 x 0 sobre o Nacional. O Rabello formou com Gaguinho, Luziné, Edilson Braga, Betão e Délio; Paulinho e Nilo; Ramiro (Djalma), Ceninho, Ely e Raimundinho (Sabarazinho).
Em 1964 foi convocado por quatro vezes para defender a Seleção do DF. Na primeira, no dia 21 de abril de 1964, na vitória de 2 x 1 sobre a Seleção de Goiás, Djalma marcou um gol. Em 1965, foi convocado mais duas vezes para defender a Seleção do DF, uma delas contra o Siderúrgica - MG, na inauguração do Estádio de Brasília (posteriormente, Pelezão), no dia 21 de abril de 1965. Djalma marcou o único gol do selecionado brasiliense na derrota de 3 x 1. Convocado, em 1966, para mais dois jogos. Em um deles, em 15 de maio de 1966, no empate de 3 x 3 com o Luziânia, Djalma marcou dois gols.
Tricampeão brasiliense no período 1964 a 1966.

Inauguração do Pelezão
1966 a 1968 - DEFELÊ, de Brasília - DF
Transferiu-se para o Defelê, onde estreou num amistoso realizado em 11 de setembro de 1966, no empate em 0 x 0 com o Pederneiras. Jogou o Defelê com Tonho, Pedrinho, Alonso Capella, Farneze e Wilson; Walter e Ely; Delson, Djalma, Alaor Capella e Bawany.
Seu último jogo com a camisa do Defelê, já com 39 anos de idade, foi em 26 de maio de 1968, no empate em 2 x 2 com o Rabello, no estádio Ciro Machado do Espírito Santo. A formação do Defelê foi esta: Zé Walter, Sir Peres, Farneze, Alaor Capella e J. Pereira; Djalma e Sabarazinho; Guairacá, Solon, Paulinho e Arnaldo.

Logo depois, a Federação Desportiva de Brasília decidiu convocar uma Seleção Permanente do DF que iria vestir a camisa do Rabello e representá-lo na Taça Brasil. Sua despedida do futebol brasiliense aconteceu em 25 de agosto de 1968, no empate em 2 x 2 com o Atlético Goianiense. O Rabello jogou com Zé Walter, Aderbal, Farneze, Alaor Capella e Wilson Godinho (Didi); João Dutra e Zé Maria; Sabará (Djalma), Paulinho, Otávio e Solon.
Sagrou-se campeão brasiliense de profissionais em 1968, atuando pelo Defelê.
No período 1967 a 1968, Djalma foi convocado mais cinco vezes para defender a Seleção do DF. A última delas aconteceu em 22 de setembro de 1968, na vitória de 1 x 0 sobre a URT, de Patos de Minas - MG.





sábado, 16 de maio de 2026

OS ARTILHEIROS: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão - 2023


1º - Yuri Mamute (Brasiliense), 8 gols - foto;
2º - Matheus Barboza (Samambaia) e Marlon Maranhão (Taguatinga), 7;
3º - Lucas Victor (Paranoá), 6;
4º - Tobinha (Brasiliense), 5;
5º - Felipe Clemente (Ceilândia) e Tarta (Brasiliense), 4;
6º - Leozynho (Capital), Gabriel Guimarães (Ceilândia), João Carlos (Paranoá), Luquinhas, Juan Azevedo e Uederson (Real Brasília), Giovanny (Samambaia) e Watthimem (Santa Maria), 3;
7º - Ricardo Oliveira (Brasília), Hernane (Brasiliense), Manoel e Roger (Capital), Américo e Wandinho (Santa Maria), Paulo Rangel, Dedé e Daniel Guerreiro (Paranoá) e Gabriel Lima (Real Brasília), 2; e
8º - Borges, Careca, Hiwry, Júlio Carioca, Matheus, Mirandinha e Titico (Brasília), Aldo, Alvinho, Goduxo, Igor Souza e China, do Ceilândia, contra (Brasiliense), Deivid Souza, Fagner, Jordan Caique e Wisman (Capital), Dogão, Dudu, Filipe Cirne, João Afonso e Milla (Ceilândia), Diogo Oliveira, Emerson Silva, Júlio, Lucas, Michel Platini, Paolo, Rafael e Welton Heleno (Gama), Jayme (Paranoá), Guilherme, Igor Dutra, João Eric, Matheus Dias, Matheus Jesus, Maxwell e Ítalo, do Capital, contra (Real Brasília), Badhuga, Cabralzinho, Carlos, Gustavo Lila, Joãozinho e Wallace (Samambaia), Anderson e Thiago Magno (Santa Maria) e Henrique, Leozinho, Matheus Nolasco, Somália e Dedé, do Paranoá, contra (Taguatinga), 1 gol cada.



sexta-feira, 15 de maio de 2026

OS GOLEIROS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Ronaldo Aranha


Considerado um dos três melhores goleiros revelados pelo futebol brasiliense em sua segunda fase, a partir de 1976, Ronaldo Mello da Silva, o Ronaldo Aranha, nasceu no Núcleo Bandeirante, em 15 de maio de 1964.

O apelido Aranha foi inventado pelo cronista esportivo Marcelo Ramos, porque ele usava uniformes pretos. Quando o apelido pegou, Ronaldo mandou bordar uma aranha amarela em um dos uniformes.

Quando começou a jogar bola, Ronaldo era centro-avante. Por preguiça de ter que correr num campo muito grande, acabou debaixo das traves.

Começou a jogar bola aos 14 anos, nas categorias de base do Dom Bosco, clube amador da Ceilândia.
Depois de lá, foi defender a meta em vários clubes de todo o Brasil.
No Distrito Federal foram 226 jogos válidos pelo campeonato brasiliense, assim discriminados:

Ceilândia (1982-1984) - 62 jogos
Taguatinga (1985-1987) - 44
Gama (1992) - 9
Ceilândia (1993) - 12
Ceilandense (1995) - 4
Brazlândia (1996-1997) - 36
Taguatinga (1998) - 2
Sobradinho (1999) - 15 e
Brazlândia (2000-2002) - 42 jogos.

Atuou ainda pelo Marília, Tupã e Taquaritinga, de São Paulo, Anapolina, Atlético Goianiense, Jataiense e Quirinópolis, de Goiás, Atlético Paranaense e Arapongas, do Paraná, Imperatriz, do Maranhão, e Catuense, da Bahia.
Passou oito anos fora do Planalto Central e quase foi parar no exterior. Quando jogava no Arapongas, acertou a negociação com o Larissa, da Grécia. Ele já estava de mala prontas, quando foi expulso de um jogo porque agrediu o árbitro. Tomou um ano de suspensão e perdeu o contrato.
Depois que parou de jogar, Ronaldo Aranha passou a trabalhar como preparador de goleiros.
No Brasiliense, onde trabalhou a partir de 2002, foi campeão brasileiro da Série B de 2004. Em processo de reestruturação administrativa, o Brasiliense dispensou Ronaldo em junho de 2005.
Passou a trabalhar nessa função no Ceilândia em 2006 e de 2011 a 2016 foi o treinador de goleiros do Sobradinho.
Quando atuava como jogador, teve como ídolo Zé Carlos, goleiro do Flamengo.