domingo, 22 de março de 2026

FICHA TÉCNICA: Gerson


NOME COMPLETO: Gerson Vieira de Freitas
APELIDO: Gerson
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Brasília (DF), 22 de março de 1972
POSIÇÃO EM CAMPO: Zagueiro

LINHA DO TEMPO:

1991 - GUARÁ
Começou sua carreira nas categorias de base do Guará. Nesse ano, conquistou o título de campeão brasiliense de juniores. Na equipe, dentre outros jogadores, Anderson Papa Léguas (artilheiro da competição, com 12 gols), Avelino e Flávio Katioco. Chegou a fazer parte do banco de reservas do time de profissionais na Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense.
Convocado para defender a seleção do DF no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, promovido pela CBF.

1992 - GUARÁ e NÁUTICO-PE
Sua estreia no time profissional do Guará aconteceu em 14 de junho de 1992, na vitória de 1 x 0 sobre o Brasília. Formou o Guará com Marco Antônio, Chiquinho, Avelino, Gerson e Claudinho; Touro, Artur e Flávio Katioco (Vicente); Gil, Anderson (Paulinho) e Wadi. Técnico: Hércules Brito Ruas. Foram 14 jogos nessa competição.
Emprestado ao Clube Náutico Capibaribe, tornou-se vice-campeão pernambucano em 1992.

1993 - GUARÁ
Disputou 25 jogos pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, tendo marcado três gols.

1994 - GAMA, AMÉRICA-GO e CALDAS-GO
Negociado com a Sociedade Esportiva do Gama, disputou apenas três partidas pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, vencido pelo Gama. Sua estreia aconteceu no dia 8 de maio de 1994, no Abadião, no empate em 0 x 0 com o Ceilandense. O Gama formou com Gildo, Vinícius, Jorge, Anderson e Mundoca; Paulo Henrique, Rivelino e Flávio Katioco; Carlinhos, Claudenir (Buzina) e Pacheco (Gerson). Técnico: José "Jota" Alves Monteiro.
Depois, foi emprestado ao América, de Morrinhos-GO para a disputa do campeonato goiano. Ao final desse estadual, o Gama o emprestou para o Caldas Esporte Clube que disputaria a Série C do Campeonato Brasileiro.

1995 - GAMA
Retornou ao Gama e sagrou-se bicampeão brasiliense, quando disputou 22 jogos. Ganhou o Troféu Mané Garrincha como melhor zagueiro do futebol brasiliense. O Gama foi vice-campeão brasileiro da Série C e conseguiu o acesso à Série B de 1996. Disputou a Copa do Brasil pelo Gama. Convocado para defender a Seleção do DF no amistoso contra o Botafogo-RJ (0 x 0), amistoso realizado em 11 de maio de 1995.

1996 - GAMA e GUARANI-SP
Depois de disputar 12 jogos e marcar um gol pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, foi emprestado ao Guarani, de Campinas (SP), para a disputa do Campeonato Paulista da Série A. Retornou ao Gama para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B.

1997 - AMÉRICA-RN e GAMA
Emprestado pelo Gama para a disputa do campeonato potiguar, sagrou-se vice-campeão estadual. Retornou ao Gama, quando disputou dez jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série B.

1998 - GAMA
21 jogos pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, seu terceiro título estadual com o Gama.
Disputou 18 jogos e ajudou o Gama na conquista do Campeonato Brasileiro da Série B.

1999 - BRAGANTINO-SP e GAMA
Emprestado pelo Gama ao Bragantino para a disputa do Campeonato Paulista da Série B. Retornou ao Gama e disputou 15 jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série A.

 
2000 - GAMA e MATONENSE-SP
10 jogos e três gols pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão. Quarto título de campeão brasiliense da Primeira Divisão com o Gama. Foi emprestado pelo Gama para a disputa do Campeonato Paulista da Série A no mesmo ano. No segundo semestre desse ano, retornou ao Gama para a disputa de 21 jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro da Série A.

2001 - MATONENSE-SP e GAMA
Disputou o Campeonato Paulista da Série A e retornou ao Gama, onde jogou 20 partidas válidas pelo Campeonato Brasileiro da Série A.

2002 - GAMA
Disputou seis jogos pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão e nove pelo Campeonato Brasileiro da Série A.

2003 - BRASILIENSE
Contratado pelo Brasiliense, disputou treze jogos e marcou três gols pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão. Sua estreia aconteceu no dia 19 de janeiro de 2003, no Serejão, na vitória de 1 x 0 sobre o Luziânia. O Brasiliense formou com Donizeti, Dida, Gerson, Leonardo e Alex; Salvino, Pituca, Luiz Fernando e Wellington Dias (Fábio Costa); Túlio Maravilha (Tiano) e Bilu (Marcinho). Técnico: Gerson Andreotti.

Emprestado pelo Brasiliense para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série A pela Ponte Preta, de São Paulo.

2004 - BRASILIENSE
Retornou ao Brasiliense e disputou 12 jogos (marcando um gol) pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, competição conquistada pelo clube. Depois, participou de 26 jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série B, competição conquistada pelo Brasiliesne.

2005 - NÁUTICO-PE e BRASILIENSE
Emprestado pelo Brasiliense, disputou o Campeonato Pernambucano da Primeira Divisão. Retornou ao Brasiliense e esteve presente em 11 jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série A

2006 - ATLÉTICO GOIANIENSE e BRASILIENSE
Vice-campeão do Campeonato Goiano da Primeira Divisão, atuando pelo Atlético Goianiense. Voltou ao Brasiliense e disputou apenas quatro jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série B.

2007 - RIO CLARO-SP, BOTAFOGO-SP e ESPORTIVO-DF
Disputou o Campeonato Paulista da Série A pelo Rio Claro e da Série B pelo Botafogo, de Ribeirão Preto. Retornou ao futebol brasiliense e disputou o Campeonato Brasileiro da Série C pelo Esportivo, do Guará.


2008 - GAMA
Retornou ao Gama, disputou oito jogos (marcando dois gols) pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão e, no segundo semestre, passou a trabalhar como Auxiliar Técnico no Gama.


COMO TREINADOR

2009 - CEILANDENSE
Campeão brasiliense da Segunda Divisão. Esteve à frente da equipe em todos os jogos disputados na competição.

2010 - BOTAFOGO-DF
Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, apenas um jogo??? Antes ou depois disso, treze jogos à frente do Gama no primeiro turno dessa mesma competição.
Campeonato Brasileiro da Série D - dois jogos

2011 - CAPITAL
Treinador do Capital na Segunda Divisão do Campeonato Brasiliense.
Em enquete realizada pelo site do Brasiliense, para ser escolhido o “Time dos Sonhos” do clube, Gerson foi um dos escolhidos para formar a zaga, juntamente com Jairo.

2012 - CAPITAL e SANTA MARIA
Dirigiu o Capital em seis jogos pela Primeira Divisão do campeonato brasiliense e oito pelo Santa Maria no Campeonato Brasiliense da Segunda.

2013 - CAPITAL
Foi o treinador dessa equipe em cinco jogos válidos pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão.

2014
A partir desse ano, passou a ser o responsável em coordenar o desenvolvimento de todas as atividades esportivas oferecidas no Centro Olímpico e Paralímpico da Ceilândia, no Setor O, atendendo cerca de 4.500 alunos a partir de 4 anos de idade.

2015
Recebeu menção de louvor pelos relevantes serviços prestados em prol da Sociedade Esportiva do Gama.

Nota: Em sua formação acadêmica, Gerson tem Licenciatura e Bacharelado em Educação Física pela Faculdade Anhanguera (concluído em 2012) e está concluindo a Pós-Graduação em Futebol e Futsal na Faculdade Albert Einstein.
Participou do Programa de Treinamento Técnico e Tático para Treinadores de Base, realizado pela Fundação Real Madrid, da Espanha.



sábado, 21 de março de 2026

CURIOSIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: estreia do CEUB em competições oficiais - 1971



No dia 21 de março de 1971, teve início o Torneio Governador do Distrito Federal.
A partir dessa data, passou a ser adotada nas arbitragens da Federação Desportiva de Brasília a nova sinalização internacional caracterizada por cartões amarelos e vermelhos, significando advertência e exclusão da partida, respectivamente.
Também aconteceu a estreia do CEUB em competições oficiais.

COENGE 1 x 2 CEUB
Data: 21.03.1971
Local: Estádio do Gama
Árbitro: Takeshi Koressawa
Expulsões: Divino e Augustinho, do Coenge, e Amaro, do Ceub
Gols: Hilário e Marcos para o Ceub e Mauro para o Coenge
COENGE: J. Gomes, Xixico, Elias, Mauro e Chiquinho; Renê, Divino e Pedro Léo (Palito), Augustinho, Toinho e Santiago (Vasconcelos). Técnico: Raimundinho.
CEUB: Weldas, Serginho, Lúcio, Gaúcho e Amaro; Landulfo (Jésus) e Paulinho; Darse (Marcos), Adilson, Carlinhos e Hilário. Técnico: Otaziano.



sexta-feira, 20 de março de 2026

HÁ 60 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: fundação do Pioneira Futebol Clube


Por iniciativa dos irmãos Matsunaga, Yukiyo e Shigueo, que adquiriram os direitos da pequena empresa de transporte coletivo de nome Pioneira, que fazia a linha circular Núcleo Bandeirante/Plano Piloto, o Pioneira Futebol Clube foi fundado em 20 de março de 1966.
Um dos primeiros amistosos do novo time que se tem conhecimento foi realizado em 22 de maio de 1966. Um gol contra e outro do atacante Bismarck deram a vitória de 2 x 1 sobre o Vila Matias.
Mesmo existindo dois campeonatos de futebol em Brasília promovidos pela Federação Desportiva de Brasília, o de profissionais e o amador, o Pioneira resolveu disputar o Campeonato do Departamento Autônomo, também realizado pela FDB, que foi dividido em três seções: Plano Piloto, Sobradinho e Taguatinga.
Os clubes inscritos jogavam entre si, dentro de suas seções, em turno e returno. Os dois primeiros colocados de cada seção se classificavam para a Fase Final. Da Seção Taguatinga, fizeram parte Brasília, Juventus, Meta, Palmeiras, Pioneira, Setor Automobilístico, Sideral e A. D. Taguatinga.
A estreia do Pioneira em competições oficiais da FDB, se deu no dia 12 de junho de 1966, com um empate de 1 x 1 com o Palmeiras.
Uma semana depois, em jogo tumultuado, sem policiamento e de ânimos exaltados entre os torcedores, o Pioneira empatou em 3 x 3 com o Setor Automobilístico. Formou o Pioneira com João, Simplício, Bolinha, Givar e Eduardo; Sudevando e Ronaldo; Pedro, Camilo, João França e Bismarck. O técnico era Eurípedes Bueno.
Nos demais cinco jogos do primeiro turno (encerrado em 31 de julho de 1966) o Pioneira só foi conseguir uma vitória em seu último encontro, diante do Sideral. Após os outros resultados (0 x 3 Brasília, 1 x 4 Taguatinga, 1 x 1 Juventus e 3 x 3 Meta), ficou na quarta colocação, com oito pontos perdidos.
Conseguiu melhorar um pouco sua atuação no segundo turno, encerrado em 2 de outubro de 1966. Na classificação final da Seção Taguatinga terminando-o na terceira colocação, com 12 pontos perdidos, atrás de Taguatinga, em primeiro, e Brasília, em segundo, que foram os classificados para a Fase Final do Campeonato do Departamento Autônomo.
Terminou a Taça Eficiência na quarta colocação, com 63 pontos. O Pioneira marcou 26 gols e sofreu 29. Camilo foi o artilheiro do clube na competição, com seis gols.

quinta-feira, 19 de março de 2026

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: Renaldo


Renaldo Lopes da Cruz nasceu em Cotegipe (BA), no dia 19 de março de 1970.

No Guará
Renaldo começou nas categorias de base do Clube de Regatas Guará, do DF. Com Renaldo marcando decisivos gols, o Guará conquistou pela primeira vez o campeonato brasiliense de juniores de 1990.
Em janeiro de 1991, o Guará foi o representante do futebol brasiliense na Copa São Paulo de Juniores. O Guará não realizou uma boa campanha, mas foi a primeira oportunidade que Renaldo teve para mostrar que tinha futuro como atacante.
Logo depois, mais precisamente no dia 4 de maio de 1991, Renaldo fez sua estreia na equipe titular do Guará, no CAVE, no empate em 1 x 1 com o Ceilândia. O primeiro gol entre os profissionais aconteceria uma semana depois, no Mané Garrincha, na vitória de 2 x 1 sobre o Taguatinga.
Ao todo foram 27 jogos com a camisa do Guará, tendo marcado cinco gols.
Também em 1991, Renaldo foi convocado para defender o DF no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, promovido pela CBF, mas que não teve encerramento.
Para coroar seu brilhante ano, em dezembro de 1991, a Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos (ABCD) premiou com troféus e medalhas os três atletas que mais se destacaram ao longo da temporada de 1991, em 42 modalidades esportivas. No futebol os três indicados foram Renaldo, do Guará, e Dorival e Carlinhos, do Taguatinga. Renaldo foi o vencedor.

Antes de ser encerrado o ano de 1991, o dirigente José Carlos Farinhaki, do Atlético Paranaense, que tinha vislumbrado em Renaldo um grande talento, o levou para jogar no rubro-negro paranaense. Apesar de ir bem nos treinos, Renaldo não tinha chance no time de cima. O técnico Geraldo Damasceno não o colocava entre os titulares.
Como muitas vezes acontece, os diretores insistiam para que o técnico pelo menos relacionasse o jovem atacante para o banco de reservas para os jogos do Atlético Paranaense no Campeonato Brasileiro de 1992. Na quinta rodada, no dia 20 de fevereiro de 1992, o Atlético Paranaense levou um chocolate do Cruzeiro no Mineirão: 4 x 0. Renaldo estava no banco, mas não entrou. No jogo seguinte, no dia 23 de fevereiro, contra o Bahia, na Fonte Nova, ele estava no banco. Aos trinta minutos do segundo tempo, Geraldo Damasceno tirou João Carlos para a entrada de Renaldo. Logo em sua primeira jogada, Renaldo tabelou com Carlinhos e recebeu na área para escorar de cabeça e fazer o terceiro gol do time paranaense, o gol da vitória de 3 x 2. No jogo seguinte, dia 7 de março, contra o Goiás, no Pinheirão, o Atlético ganhou por 2 x 0 e Renaldo já estava no time titular. 
Renaldo começou a despontar no jogo do dia 14 de março, contra o Atlético Mineiro, no Mineirão. O Atlético Paranaense ganhou de 3 x 2, com dois gols de Renaldo. Naquele Brasileiro, Renaldo ainda marcaria nos empates no Pinheirão, contra o Sport Recife, e contra o Guarani. Ele começava a se destacar no Atlético Paranaense, terminando a competição como artilheiro da equipe, com cinco gols. 
Logo depois de encerrado o campeonato brasileiro, Renaldo foi com o Atlético Paranaense a uma excursão invicta à Europa. Encerrou o ano disputando o campeonato paranaense pelo Atlético.
Os dois gols marcados por Renaldo contra o Atlético Mineiro, porém, não foram esquecidos pelos dirigentes desse clube, que o levaram em 1993 para Belo Horizonte.

No Atlético Mineiro viveu sua melhor fase.
Fez sua estreia no dia 19 de agosto de 1993, na derrota para o Fluminense, por 2 x 0.
Atuou no Atlético Mineiro até 1996. Com boas atuações, conquistou as artilharias do Campeonato Mineiro de 1995 (quando também foi campeão estadual) e o Brasileiro de 1996, com 13 e 16 gols (ao lado de Paulo Nunes), respectivamente. Na sua primeira passagem pelo Atlético Mineiro, fez 159 jogos e marcou 74 gols.
A fase era tão boa que Renaldo foi convocado pelo técnico Zagalo para a Seleção Brasileira. E disputou pelo Brasil uma partida amistosa contra Camarões, no dia 13 de novembro de 1996, no Pinheirão, em Curitiba. O Brasil ganhou de 2 x 0, gols de Djalminha e Giovanni.

No La Coruña
Seu bom momento chamou a atenção do presidente do Deportivo La Coruña, da Espanha, Augusto César Lendoiro, admirador confesso do futebol brasileiro. Firmou então um contrato de quatro temporadas com o clube espanhol.
Quando Renaldo chegou ao La Coruña, para disputar a temporada 1996/1997, para ocupar a vaga do ídolo Bebeto, deu uma declaração que jamais deixaria de persegui-lo. Disse ele ao ser entrevistado: “Sou uma mescla de Ronaldo com Rivaldo”.
Não teve uma boa passagem pelo La Coruña. Sofreu com o falecimento de seus pais nos meses de fevereiro e março de 1997 e de um irmão, além da enfermidade de um filho, que permanecera gravemente doente no Brasil. As viagens ao Brasil por esses motivos tornaram-se uma constante e dificultaram sua adaptação às competições europeias.
Enfrentando todos esses problemas, ainda assim se esforçou para reduzir ao máximo suas ausências e colocar-se à disposição do treinador. 
Sua estreia, frente ao Barcelona, na 18ª rodada do Campeonato Espanhol, foi com derrota por 1 x 0 em casa. O primeiro dos cinco gols que faria pelo clube saiu na rodada 23 (empate contra o Celta de Vigo por 2 x 2). Seus outros tentos seriam marcados contra o Real Oviedo (2), Racing Santander e Valencia.
Conquanto o time tenha assegurado a terceira colocação no campeonato nacional, atrás apenas de Real Madrid e Barcelona, havia no La Coruña uma disposição de não contar com o futebol de Renaldo.

Todavia faltavam três anos de contrato e a solução encontrada pela diretoria do La Coruña foi emprestá-lo, fato que ocorreu em três ocasiões: a primeira delas, no Corinthians, onde jogou 28 partidas no período 1997/1998 e marcou apenas dois gols. Devolvido ao La Corunã, voltou à Espanha para defender o Las Palmas, da Segunda Divisão, onde disputou 50 partidas em dois anos e anotou 14 gols.
Logo depois, ainda na Segunda Divisão espanhola, defendeu o Lleida na temporada 1999/2000, disputando 17 jogos e marcando oito gols.
Depois que terminou seu contrato com o La Coruña, foi contratado para a temporada 2000/2001, pelo Extremadura, da Segunda Divisão da Espanha, marcando apenas um gol em quinze jogos e ainda viu seu time ser rebaixado.

No América Mineiro
Durante o período de férias, Renaldo recebeu notícias do interesse de outro clube de Minas Gerais, o América, de Belo Horizonte. No campeonato mineiro de 2002 anotou quatro gols nos vinte jogos que disputou com o América.
Retornou ao Atlético Mineiro para a disputa do Campeonato Brasileiro. Em 24 ocasiões, assinalou 5 gols.
Seu último jogo no Atlético Mineiro foi em 27 de novembro de 2002, com derrota para o Corinthians, por 2 x 1.
No total pelo Atlético Mineiro foram 183 jogos e 79 gols.
Em 2003, no Paraná Clube, voltou a ser o grande artilheiro de outros tempos, marcando 30 gols em 41 jogos pelo Campeonato Brasileiro desse ano, perdendo o primeiro posto entre os artilheiros da competição para Dimba, do Goiás, que marcou 31. Luís Fabiano, do São Paulo, também marcou 30 gols.

Esse ótimo desempenho chamou a atenção do FC Seoul, da Coréia do Sul, que o contratou em 2004. No time coreano jogou 11 partidas e anotou um gol apenas. Nesse mesmo ano regressou ao Brasil.
Desde então, Renaldo foi trocando de clube, ano após ano:
No Ceilândia

2004 – Palmeiras (9 jogos, nenhum gol)
2005 – Paraná e Coritiba
2006 – Náutico e Vitória-BA
2007 – Ceilândia (um jogo, um gol)
2008 – Democrata, de Sete Lagoas (MG) e Capital (DF)
2009 – Dom Pedro II (doze jogos e cinco gols) e Capital (DF), na Terceira Divisão do DF
2010 – Serrano, de Prudentópolis (PR)


No Dom Pedro II

Em janeiro de 2011 assinou contrato com o Esporte Clube Itaúna (MG), onde seguiu jogando com 40 anos. Nesse mesmo ano foi contratado pelo Vilavelhense, do Espírito Santo, seu último clube como profissional.
Retornou para Curitiba, onde passou a morar e disputar campeonatos de futebol amador.

CURIOSIDADE
Renaldo tinha a fama de não perder pênaltis. Ele próprio vivia alardeando esse fato.
Mas no futebol não há mal que dure sempre e nem bem que nunca acabe. Por isso, no dia 9 de julho de 2005, ele perdeu dois pênaltis numa mesma partida contra o Figueirense, no Pinheirão. Uma falta de sorte que não prejudicou o Paraná Clube que acabou vencendo o adversário por 3 x 0. E assim a partida terminou com um goleiro, Edson Bastos, derrotado embora tenha defendido dois pênaltis e um centroavante vencedor chateado porque errou as duas cobranças. O mais interessante é que o jogador tinha crédito com a torcida e em vez de ser vaiado, saiu de campo aplaudido.


terça-feira, 17 de março de 2026

PERSONAGENS & PERSONALIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: o presidente João José Pinheiro Veiga



João José Pinheiro Veiga era natural do Piauí, onde nasceu em 16 de março de 1921, e como todo menino daquela época sonhava um dia ser oficial do Exército. Fez a Escola Militar de Resende, no Rio de Janeiro, passou pela Escola de Moto-Mecanização de Deodoro, sendo aprovado com distinção e teve, como prêmio, o primeiro deslocamento para servir em outro Estado.
No dia 4 de setembro de 1943, aos 22 anos, o então 2º Tenente da Bateria de Engenhos e Canhões Anti-Carros do Exército, João José Pinheiro Veiga chegou a Natal. Era a época da II Guerra Mundial, Natal vivia o foco das atenções do mundo inteiro como local da Base Aérea de Parnamirim, de onde partiam, diariamente, centenas de aviões, entre caças e bombardeiros.
Serviu ao lado do Tenente Fernando Correia Leitão (que em 1944 seria eleito Presidente da Federação Norte-Riograndense de Desportos), na época torcedor do Alecrim. Ao presenciar a participação do seu colega de farda, numa “pelada”, não teve dúvidas e convidou Veiga para treinar no Alecrim Futebol Clube, de Natal.
A atuação de Veiga foi tão convincente que, ao terminar o treino no Alecrim, os dirigentes Sílvio Tavares e João de Brito fizeram com que o atleta assinasse um contrato. Passou a jogar como meia-esquerda. Participou, como atleta, dos campeonatos de 1944 e 1945, formando uma boa ala esquerda com Perequeté.

O Alecrim, então, representava a terceira força do futebol potiguar, atrás de ABC e América. Não havia sido implantado o profissionalismo. Como era mais dedicado ao Exército, Veiga encarava o futebol como uma diversão, sem maior interesse em levar adiante a ideia de um dia profissionalizar-se.
Como o Alecrim não possuía um elenco muito categorizado, as vitórias também foram escassas no confronto com a dupla ABC e América. Veiga era uma espécie de astro em meio a alguns jogadores de poucos recursos técnicos.
Segundo o jornalista Everaldo Lopes, Veiga era “um estilista, batia com violência na bola”.
Havia naquela época um intercâmbio muito grande entre os clubes do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. E era comum um jogador vestir a camisa de outro clube numa partida amistosa, contra um time de outro Estado. Por esta razão, Veiga, mesmo sendo atleta do Alecrim, jogou várias partidas pelo ABC e América. Contava Veiga: “cheguei a disputar partidas no sábado pelo América e domingo pelo ABC”.
Terminada a guerra, Veiga foi transferido para o Rio de Janeiro, em 1946. Mas, não demoraria muito tempo longe de Natal. Cinco anos depois, ou seja, em 1951, ele voltou a Natal, iniciando uma nova fase na sua vida: a de dirigente.
Foi, então eleito presidente do Alecrim pela primeira vez. No Alecrim, a pobreza era uma constante.
Atuou como árbitro de futebol no campeonato potiguar, foi Diretor da Divisão de Atletismo da Federação Norte-Riograndense de Desportos, em 1959 foi reempossado na presidência do Alecrim e em janeiro de 1960 renunciou à presidência do Alecrim, pois teve que ir ao Rio de Janeiro fazer um curso especial no Exército.
Em maio de 1961 foi reconduzido ao cargo de Diretor de Atletismo da FND e em janeiro de 1963, foi eleito Presidente da FND.
Em 4 de agosto de 1964, o vereador Orlando Garcia da Rocha, do PSB, apresentou projeto concedendo o título de cidadão natalense ao então Major do Exército João José Pinheiro Veiga, baseado, principalmente, nos vários anos que militou em Natal, sempre prestando bons serviços ao desporto potiguar, quer como jogador do Alecrim, depois presidente dessa agremiação e, por último, presidente da FND. O projeto foi aprovado por unanimidade.
No dia 13 de julho de 1967, o então Tenente-Coronel João José Pinheiro Veiga tomou posse como Presidente da Comissão Regional de Desportos, incumbida de superintender os desportos na Capital do Brasil.

Menos de um ano depois, na Assembleia Geral de Clubes de 2 de abril de 1968, foi eleito, por unanimidade, Presidente da Federação Desportiva de Brasília, com 27 votos.
Tornou-se um caso raro de dirigente que desempenhou a função de Presidente de duas federações desportivas: a de Brasília e a do Rio Grande do Norte.
Teve a infelicidade de ser presidente na pior situação em que atravessou o esporte brasiliense, em particular o futebol.
Graças ao seu grande conhecimento e esforço, ele conseguiu ultrapassar essa grande batalha.
Entregou o cargo na Assembleia Geral de 2 de abril de 1970, quando Wilson Antônio de Andrade foi eleito o novo Presidente da FDB.
Também se destacou no tênis, como tenista, e foi presidente da Federação Norte-Riograndense de Tênis, além de fundar a Federação de Tênis do Piauí, onde foi seu Vice-Presidente.
Depois que deixou o esporte, reformado do Exército, foi Secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, nos governos de Tarcísio Maia, Lavoisier Maia e Geraldo Melo, comandando esta pasta governamental em um período acumulado de onze anos.
O grande desportista faleceu no dia 12 de dezembro de 2008, com 86 anos.

Fontes consultadas:
História do Alecrim F. C., de Alberto Pinheiro de Medeiros
Jornalista Everaldo Lopes, do Tribuna do Norte.



segunda-feira, 16 de março de 2026

OS CLUBES DO DF: Jaguar





O clube que viria a ser o Jaguar Esporte Clube, do Núcleo Bandeirante, foi fundado em 16 de março de 1968, nas dependências do Departamento Administrativo da Fundação Zoobotânica do Distrito Federal, com o nome de Clube Recreativo Fundação Zoobotânica.
Reuniram-se, entre outros, José Daniel Belluco, Clóvis Fleury de Godoy, João Batista de Lacerda, Malvino Araújo Xavier, Antônio Antunes Figueiredo, Hélio Batista de Deus, Mário Alves da Silva, André Vieira Macarini, Oscar Rodrigues da Costa, José Jerônimo Ferreira, Josino Lopes Viana e Vicente Pinto de Souza, com o intuito de desenvolver entre os funcionários desta Fundação a prática do esporte, bem como incrementar atividades sociais e culturais.
A primeira diretoria eleita ficou assim constituída: Presidente – José Daniel Belluco; 1º Vice-Presidente – Rádio Lima Fialho; 1º Tesoureiro – João Batista de Lacerda, 2º Tesoureiro – Joaquim Rodrigues de Souza; 1º Secretário – Josino Lopes Viana; 2º Secretário – Oscar Rodrigues da Costa e Diretor de Esportes – Malvino Araújo Xavier.
As cores oficiais do novo clube eram a preta e a branca. O primeiro uniforme era composto de camisa branca com detalhes em preto na gola e nos punhos, calção preto e meias brancas. O segundo tinha camisa com listras verticais pretas e brancas, calção branco e meias com listras horizontais pretas e brancas.
Alterou o nome para Jaguar Esporte Clube em Assembleia Geral de 12 de março de 1969.
Inicialmente, o Jaguar comunicou que disputaria o Campeonato do Departamento Autônomo em 1969. Mas, para este ano, a Federação Desportiva de Brasília resolveu promover um campeonato reunindo clubes amadores e profissionais.
Assim, o Jaguar nem chegou a disputar o campeonato do Departamento Autônomo, já fazendo sua estréia diretamente no campeonato oficial de Brasília.
Sua estreia aconteceu no dia 19 de abril de 1969, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, do Defelê. Empatou em 1 x 1 com o CSU, clube da Universidade de Brasília.
Ao final do 1º turno, o Jaguar classificou-se em segundo lugar no Grupo A, um ponto atrás do líder, o Grêmio Brasiliense. Eram onze clubes no Grupo A e treze no B, dos quais os seis primeiros colocados passavam para a Fase Final. Nos dez jogos que disputou, o Jaguar venceu sete, empatou dois e só perdeu um (para o Piloto: 1 x 2). Marcou 16 gols e sofreu 5.
Na Fase Final não foi tão bem assim, empatando muitos jogos. Ficou com a terceira colocação no final, com 13 pontos ganhos, atrás do campeão Coenge (19) e do vice-campeão Grêmio Brasiliense (17).
Foram onze jogos, com quatro vitórias, cinco empates e duas derrotas. Marcou 18 gols e sofreu 11.
Sua formação básica foi Silva, Paulo Henrique, Dão, Noel e Felipe; Baiano e Pedrinho; Gildo (Zé Raimundo), Cascorel, Heitor e Reco.
Em 1970 ficou na quarta colocação do Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira”, disputado por oito equipes.
No campeonato brasiliense de 1970, também ficou em quarto lugar na Primeira Fase, que classificava seis clubes entre os dez participantes para uma etapa decisiva. No turno final, ficou com a sexta e última colocação. Disputou cinco jogos, não venceu nenhum e perdeu quatro vezes (empatou um). Marcou apenas dois gols e sofreu nove.
Em 1971, venceu o Torneio Governador do Distrito Federal, com uma excelente campanha. Nos dez jogos que disputou, venceu oito, empatou um e perdeu um. Marcou 19 gols e sofreu 8.
Formou, basicamente, com Silva, Dão, Cláudio Oliveira, Noel e Mabinho; Lúcio e Jorrâneo; Zinho, Paulinho, Batista e Oliveira.
Logo depois, não repetiu suas boas atuações no campeonato brasiliense, disputado por apenas cinco equipes. Ficou na quinta e última colocação, vencendo apenas um dos oito jogos disputados.
No dia 1º de agosto de 1972 efetuou pedido de licença dos campeonatos e torneios da Federação pelo prazo de um ano.
Retornou em 1973, disputando o campeonato brasiliense daquele ano com mais nove equipes e chegando na quarta colocação (17 jogos, 8 vitórias, 2 empates e 7 derrotas; 18 gols a favor e 20 contra). Seu artilheiro no campeonato foi Tita, com 7 gols. Por outro lado, conquistou a Taça Disciplina, com seis pontos negativos.
Defenderam o Jaguar em 1973: Goleiros - Carlão (o que mais jogou), Zé Luís, Cacalo, Noel e Rodolfo; Defensores - Aderbal, Leocrécio, Dão, Pedro Pradera, Décio, Salvador, Ventura, Lúcio, Nenê e Waldo; Meio de Campo: Capela, Pedrinho, Paulinho, Djalma, Felipe e Ceará; Atacantes - Cafuringa (que depois virou Junior Brasília), Ariston, Max, Carlinhos, Baiano e Tita. O técnico foi Airton Nogueira.
Venceu o primeiro turno do campeonato brasiliense de 1974 e ficou atrás do Pioneira no segundo, posicionamentos que tornaram obrigatória a decisão do campeonato em melhor-de-três.
Perdeu os dois jogos para o Pioneira e ficou com o vice-campeonato.
No segundo jogo, em 8 de dezembro de 1974, atuou com apenas dez jogadores. Jogou desfalcado de quatro titulares: Leocrécio, Salvador, Décio e Ariston, que viajaram com a equipe de juvenis do Ceub, emprestados ao clube universitário para a disputa da Taça Cidade de São Paulo de Juniores. Um dos jogadores de linha, Roberto, era goleiro.
Fizeram parte do time vice-campeão brasiliense de 1974 esses jogadores: Goleiros - Josué, Roberto e Rodolfo; Zagueiros - Leocrécio, Kidão, Elci, Salvador, Décio, Claudinho, Nonoca e Nenê; Meio de Campo - Capela, Luiz Antônio, Ariston, Carlinhos e Wellington; Atacantes - Fernando, Junior Brasília, Vicente, Jorge Luiz, Tita e Djalma. Anísio Cabral de Lima foi o técnico que mais esteve à frente da equipe.
Em 5 de junho de 1975, o Jaguar solicitou licença pelo prazo de um ano, por não dispor de recursos para participar do certame oficial daquele ano.
Em 1976, o profissionalismo foi definitivamente implantado no futebol do Distrito Federal. O Jaguar nunca mais voltou a disputar uma competição oficial.






domingo, 15 de março de 2026

HÁ 60 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: modificação nos estatutos do Flamengo, de Taguatinga


Em Assembleia Geral de Associados realizada em 15 de março de 1966, foram modificados os estatutos do Flamengo Futebol Clube, de Taguatinga, passando a denominar-se Clube de Regatas Flamengo de Brasília.
A diretoria era assim constituída:
Presidente: Agenor Corrêa
Vice-Presidente Administrativo: Adilson Bonifácio Rocha
Vice-Presidente Financeiro: Antônio Marinho da Cunha
Vice-Presidente para Assuntos Profissionais: Adolfo Ferreira Bastos
Vice-Presidente de Esportes Amadores: Antônio Alves Cardoso
Vice-Presidente Social: Eulino Alves da Silva
Diretor de Patrimônio: Cleóbulo Gonçalves Dias
Secretário-Geral: Marcos Antônio Correa
1º Secretário: José dos Anjos Barreto Filho
Tesoureiro Geral: José Augusto Carpaneda.

Inscreveu-se no campeonato da categoria de profissionais, utilizando a praça de esportes do Guará, até que estivessem ultimadas as obras de sua propriedade em Taguatinga.