quarta-feira, 22 de julho de 2026

FICHA TÉCNICA: Victor Santana


Victor Santana da Silva nasceu na Ceilândia (DF), no dia 22 de julho de 1982.
Começou no futebol de salão, disputando diversas competições nas categorias infantis e juvenis pela ARUC, Candangos e Minas Brasília.
Em 1999, 26 equipes disputaram o Campeonato Brasiliense de Futebol de Campo de Juvenis, que começou no dia 21 de agosto e só terminou em 5 de dezembro. Uma dessas equipes, a do Iate Clube, treinada por Écio Antunes, terminou na oitava colocação na classificação final. Um dos seus jogadores, Victor Santana da Silva, foi o artilheiro da competição, com 22 gols marcados, tendo disputado onze partidas (uma média de dois gols por jogo). Esse número é mais impressionante ainda se considerarmos que o total de gols marcados pelo Iate Clube foi de 36. Na goleada de 5 x 1 sobre a LIDESP, Victor marcou quatro gols.
Em outra dessas partidas, em 12 de outubro de 1999, no Bezerrão, o Iate Clube foi derrotado pelo Gama, por 3 x 2, com Victor marcando os dois gols de sua equipe.
Seu desempenho nesse jogo e o total de gols marcados na competição, fizeram com que o técnico do Gama na época, Sérgio Aparecido Alexandre, o convidasse para ir treinar no clube.

Guararapes

No ano seguinte, Sérgio Alexandre foi convidado para ser treinador do Guararapes E. C., da quinta divisão do Campeonato Paulista (Série B-2). Victor e mais alguns jogadores de Brasília foram com ele. Ainda com 17 anos, Victor aproveitou para se profissionalizar. Segundo o Almanaque do Futebol Paulista, disputou apenas seis jogos e marcou dois gols.
Não teve uma adaptação fácil e antes mesmo do fim do campeonato, seu pai o convenceu a voltar para Brasília, onde passou a trabalhar em um shopping.
Quando os clubes do DF estavam se preparando para voltar às atividades de 2001, Victor foi chamado para fazer parte da equipe de juniores do Gama.
Fez sua estreia no time de juniores do Gama, em 11 de fevereiro de 2001, contra a ARUC, no Bezerrão. O Gama venceu por 4 x 1, com dois gols de Victor.
Continuou marcando gols na competição, alguns bastante importantes e decisivos. No primeiro jogo das semifinais, marcou um dos gols do empate em 2 x 2 com o Dom Pedro II, em 13 de maio. Voltou a marcar no jogo de volta (1 x 1), em 20 de maio, gol que garantiu o Gama na final.
Na final contra o Guará, foi novamente decisivo. No primeiro jogo, vitória de 2 x 0, com um gol de Victor. No jogo da volta, em 2 de junho de 2001, marcou o gol de empate (1 x 1), que deu o título de campeão brasiliense de juniores ao Gama.
O Gama formou nessa final com Leonardo, Daniel (Roney), Padovani, Léo e Micael; Izaías, Ítalo (Sassá), Goeber e Fábio Neiva; Victor (Wesley) e Rodrigo. Técnico: Silvio de Jesus Silva.
A Sociedade Esportiva do Gama chegou ao seu nono título de campeão brasiliense no ano de 2001, o quinto consecutivo (1997 a 2001). Victor fez parte dessa equipe ao disputar uma única partida no ano e que também foi a sua estreia na equipe principal. No dia 1º de maio de 2001, no Bezerrão, o Gama venceu o Guará por 2 x 0, formando com Ronaldo, Amilton, Ney Santos, Nen e Kaká; Deda, Kabila, Rodriguinho e Maninho (Robston); Abimael (Victor) e Rodrigão (Marcelo França). Técnico: Sérgio Alexandre.

Para encerrar o ano com chave de ouro, Victor e seus companheiros da equipe de juniores do Gama foram cedidos ao Brasília para a disputa do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão, que teve início no dia 11 de agosto de 2001.
Na final, em 10 de dezembro de 2001, no Mané Garrincha, vitória de 2 x 1 sobre o CFZ, com um dos gols marcados por Victor.
Além de se sagrar campeão brasiliense, Victor foi o segundo artilheiro da competição, com 11 gols (Giovani, do Luziânia, foi o primeiro, com 19).
Começou o ano de 2002 disputando, pelo Gama, a Copa São Paulo de Futebol Junior. Foi a melhor participação de um clube brasiliense até então, porém, mesmo apresentando um futebol melhor que em suas participações anteriores, o Gama não conseguiu passar para a segunda fase (apenas o primeiro colocado de cada grupo se classificava).
Em São Carlos, o Gama começou bem a disputa ao derrotar o Sãocarlense por 3 x 1, acabando com o jejum de vitórias na competição (nas duas participações anteriores - 1995 e 2000 -, foram cinco derrotas e um empate. Victor marcou o terceiro gol.
O Gama foi derrotado pelo Grêmio, de Porto Alegre, no segundo jogo, perdendo de forma dramática por 2 x 1, jogando o tempo quase todo com um jogador a menos (Robston foi expulso aos oito minutos do 1º tempo). Quando o jogo estava empatado em 1 x 1, o Gama teve grande chance de virar a partida: pênalti a seu favor, que Victor perdeu. No fim, o Grêmio desempatou a partida.
O Gama se despediu empatando em 2 x 2 com o Juventus, de São Paulo, depois de estar perdendo por 2 x 0. Um dos gols foi marcado por Victor, cobrando pênalti.


Por questões de calendário, o Gama não disputou a Primeira Fase do Campeonato Brasiliense de 2002, somente disputando a Copa do Brasil e a Copa Centro-Oeste.
Com isso, ex-juniores do Gama foram emprestados à ARUC para a disputa da Primeira Fase. Os dirigentes do Gama não quiseram emprestar Victor para a ARUC e ele permaneceu no elenco do Gama, que só entrou no hexagonal decisivo do Campeonato Brasiliense, disputando apenas dez jogos (contra 26 do campeão, CFZ).
O Gama montou uma equipe cheia de jogadores renomados e que tinha Cuca como técnico (a dupla titular de atacantes foi Dimba e Anderson; dos 17 gols marcados pelo Gama, seis foram de Dimba e cinco de Anderson). O Gama foi vice-campeão.
Disputou três jogos pela Copa Centro-Oeste e pelo Campeonato Brasileiro da Série B em 2002, sem marcar gol.
No Campeonato Brasiliense de Juniores de 2002 o Gama voltaria a conquistar o título de campeão, com mais participações decisivas de Victor, que não participou de toda a competição pois estava junto com os atletas da equipe principal. No primeiro jogo das semifinais, marcou dois gols na vitória de 4 x 0 sobre o Ceilândia. No jogo de volta, nova vitória de 4 x 0, com um gol de Victor. Na final, contra o Brazlândia, empate em 0 x 0 no primeiro jogo e goleada de 6 x 0 no segundo, com um gol de Victor.

No segundo semestre de 2002, o Gama novamente emprestou a maioria dos seus juniores, incluindo Victor, desta vez para o Santa Maria, visando a disputa do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão. Desta vez não deu certo e o Santa Maria não passou de um modesto quarto lugar.
Em janeiro de 2003, Victor disputou sua segunda Copinha. O Gama integrou o Grupo D, com jogos realizados em São Vicente. Na estreia, empatou com o time da casa em 2 x 2. Victor não marcou. Em compensação, na segunda participação, no dia 9 de janeiro, o Gama venceu o Fluminense, do Rio de Janeiro, por 3 x 1, com uma atuação sensacional de Victor, autor dos três gols da vitória. No terceiro jogo, perdeu para o Vitória, de Salvador (BA), e foi desclassificado.
No banco de reservas durante todo o ano de 2003, pôde comemorar mais um título de campeão brasiliense do Gama, o último antes da sequência do Brasiliense (2004 a 2009).
Disputou três jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série B (marcando um gol) - quando o Gama foi rebaixado para a Série C de 2004 - e apenas uma pela Copa do Brasil.
O ano de 2004 teve mais presença de Victor em campo nos jogos do Gama.
No Campeonato Brasiliense, atuou em 14 jogos e marcou quatro gols.
Na Primeira Fase da Copa do Brasil de 2004 o Gama enfrentou o vice-campeão paranaense de 2003, o Paranavaí. No primeiro jogo, fora de casa, empatou em 0 x 0. Na volta, o Gama venceu por 3 x 0, com um gol de Victor.
Vieram, então, as partidas contra o Botafogo. No Bezerrão, empate em 4 x 4, com Victor marcando o gol de empate do Gama aos 33 minutos do segundo tempo.
No segundo jogo, em pleno Maracanã, o Gama venceu, pela primeira vez em sete confrontos oficiais o Botafogo por 3 x 2, de virada, comemorando a inédita classificação às oitavas-de-final em dez participações na Copa do Brasil.
O Gama sofreu um gol bem cedo, logo aos 9 minutos. No minuto seguinte, veio o empate: Victor, aproveitando rebote do goleiro Jefferson. Aos 17, a virada, com Thiago em cobrança de falta. Aos 37, o Gama ampliou, novamente através de Victor. No segundo tempo, o Botafogo diminuiu, mas não conseguiu marcar mais gols.
Nesse histórico jogo o Gama formou com Osmair, Weider, Carlos Eduardo, Emerson e Bobby; Thiago (Leandro Leite), Goeber, Rodriguinho e Wesley; Victor (Macaé) e Michel Platini (Genilson). Técnico: Everton Goiano.
Próximo adversário na Copa do Brasil, o Palmas, de Tocantins. O Gama conseguiu um ótimo resultado em seu primeiro jogo contra o Palmas, ao empatar em 1 x 1, fora de casa. Bastava um placar em branco no duelo de volta, no Gama, para garantir a classificação para as quartas-de-final.
Depois de eliminar o Botafogo, nenhum torcedor imaginava que o Gama fosse perder a chance de continuar na Copa do Brasil, jogando em casa, depois de empatar em Tocantins. Mas o inesperado aconteceu e o Gama deu adeus à Copa do Brasil: derrota de 3 x 1.
Na tarde de 28 de novembro de 2004, o Gama goleou o Limoeiro, do Ceará, fechando o placar em 7 x 1 e garantindo assim sua vaga na Série B do Campeonato Brasileiro de 2005. Victor marcou o primeiro e o terceiro gol do Gama e deu duas assistências.
O Gama jogou com Alencar (Roger), Cleiton, Marcão, Emerson e Bobby; Juari (Carlos Eduardo), Macaé, Wesley e Rodriguinho; Victor e Michel Platini (Bispo). Técnico: Reinaldo Gueldini.
Victor foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro Série C de 2004, juntamente com Marciano, do Limoeiro (CE) e Frontini, do União Barbarense (SP), todos com 10 gols.
É ainda o jogador a marcar mais gols na Copa do Brasil com a camisa do Gama.
Em 2005 o Gama não foi bem no Campeonato Brasiliense, chegando em quarto lugar. Victor colaborou com nove gols, tornando-se vice-artilheiro dessa competição.

O Campeonato Brasileiro da Série B de 2005 teve a participação de 22 equipes. Na Primeira Fase, os clubes jogaram entre si, em turno único. Os oito melhores colocados classificavam-se para a outra fase. O Gama não conseguiu passar de fase, ao obter a 13ª colocação no geral.
No primeiro jogo do Gama, Victor marcou o gol da vitória sobre o Grêmio (RS), por 2 x 1, justamente na estreia do técnico Mano Menezes no clube gaúcho. Jogou o segundo e não marcou contra a Anapolina (GO). Marcou o gol do empate em 1 x 1 com o Vila Nova (GO). Jogou e não marcou com o Caxias no quarto jogo, e depois do quinto jogo, contra o Bahia, Victor foi emprestado ao Paulista, de Jundiaí (SP), que também disputava essa mesma série.
Marcou cinco gols, contra o São Raimundo (AM), União Barbarense (SP), Avaí (SC), Criciúma (SC) e Ceará (CE), ajudando o Paulista a se livrar do rebaixamento (entre os rebaixados estavam os baianos Vitória e Bahia).
Por ironia do destino, enfrentou o Gama no dia 13 de agosto de 2005, em Jundiaí, empate em 1 x 1.
Retornou ao Gama em 2006 e marcou quatro gols nos treze jogos que disputou pelo Campeonato Brasiliense.
Disputou apenas quatro jogos (marcando um gol) pelo Campeonato Brasileiro da Série B.
Por não ter completado a cota de sete jogos por outra equipe, em julho de 2006 Victor foi emprestado ao Paulista, de Jundiaí (SP), para continuar disputando a Série B.

No clube de Jundiaí ele fez parte de um período de ouro da instituição (conquista da Copa do Brasil de 2005 e disputa da Taça Libertadores de 2006).
Victor viveu a experiência única de disputar a Copa Libertadores da América em 2006. O Paulista estava inserido no Grupo 8, uma das chaves mais difíceis daquela edição, enfrentando o gigante argentino River Plate, além do Libertad (Paraguai) e do Nacional (Equador). Pela forte concorrência no ataque do Paulista, o papel de Victor foi ser o "décimo segundo jogador", entrando no segundo tempo para dar velocidade ao time contra adversários cansados.
Assim foi na maior e única vitória alcançada pelo Paulista nessa competição, 2 x 1 sobre o River Plate, em Jundiaí. Victor começou no banco de reservas. Em um jogo extremamente tenso e físico, ele foi acionado por Vagner Mancini no segundo tempo para puxar contra-ataques pelas pontas, explorando os espaços deixados pela defesa argentina que buscava o empate. Ajudou a segurar o resultado histórico.
No Campeonato Brasileiro da Série B de 2006 teve bons momentos. Um de seus momentos mais lembrados foi balançar as redes na histórica goleada de 9 x 0 do Paulista sobre o Paysandu.
Nessa competição, Vanderlei, do Gama, foi o artilheiro, com 21 gols. Victor marcou dez.
Curiosamente, Victor jogou pelo Gama contra o Paulista, na primeira fase da competição: 1 x 1, em 28 de abril de 2006. No dia 9 de setembro, em Jundiaí, vitória do Paulista, por 4 x 3. Victor marcou um dos gols do Paulista. O Paulista terminou o campeonato na quinta colocação e o Gama em 11º lugar.
Em setembro, foi anunciado como reforço do Ceilândia para a terceira fase do Campeonato Brasileiro da Série C. Jogou uma das duas partidas contra o Londrina (PR), ambas vencidas pelo Ceilândia, que garantiu vaga nas oitavas de final, quando esteve em campo contra o Ipatinga (MG), mas não pôde evitar a eliminação do clube do DF.
No início de 2007, Victor seguiu atuando no Campeonato Paulista, frequentemente utilizado por Vagner Mancini como uma opção vinda do banco de reservas. Marcou dois gols na competição.
Depois teve uma passagem curta e discreta pelo Atlético Goianiense. Ele integrou o elenco do clube em uma temporada altamente competitiva e vitoriosa para o clube, que contava com um setor de ataque bastante disputado e nomes que se tornaram ídolos históricos na equipe, como Fábio Oliveira e Romerito.
Naquela temporada, o Atlético conquistou o título do Campeonato Goiano, quebrando um jejum de 19 anos sem taças estaduais e disputou o Campeonato Brasileiro da Série C.
Devido à forte concorrência interna na linha ofensiva e a escolhas táticas da comissão técnica, Victor acabou recebendo poucas oportunidades de entrar em campo, tendo um papel secundário na campanha antes de se transferir para o futebol paulista.
No Comercial de Ribeirão Preto (SP), Victor também teve uma passagem muito breve e de transição no início de 2008. Ele foi contratado pelo clube paulista para reforçar o setor ofensivo no primeiro semestre daquele ano. O principal objetivo do Comercial naquele período era a disputa da Série A2 do Campeonato Paulista. Victor Santana permaneceu poucos meses em Ribeirão Preto, não conseguindo se firmar como titular absoluto do ataque.
Retornou ao futebol do DF no ano de 2008, para disputar a 3ª Divisão do Campeonato Brasiliense pela novata equipe do Brazsat.
Atuando como meia ofensivo e junto com outros jogadores renomados como o goleiro Welder, o zagueiro Adriano Cacareco e os atacantes Cassius e Fernando Veiga, chegou ao título de campeão no dia 27 de julho de 2008, após vitória do Brazsat sobre o Renovo, no Abadião.
Dividiu a quinta colocação na tábua de artilheiros com seu companheiro de clube, Cassius, ambos marcando três gols (em sete jogos).

Ainda em 2008 o Brazsat emprestou Victor ao Al Riffa, do Bahrein.
Foi contratado com o status de reforço estrangeiro para o setor ofensivo, recebendo mais oportunidades de atuar como titular. Tendo que enfrentar o forte calor do país e a necessidade de rápida adaptação ao estilo de vida e ao futebol da região, não conseguiu ter uma sequência regular de jogos, não tendo renovado o seu contrato.
Voltou para o Brasil em 2009 para defender o Votoraty, de Votorantim (SP). Naquela temporada, Victor foi comandado por Fernando Diniz, que estava em seu início de carreira como treinador e já implementava seu estilo tático de posse de bola e aproximação.
Durante sua passagem pelo Votoraty entre 2009 e 2010, Victor marcou apenas cinco gols oficiais. O gol mais importante de sua trajetória no clube aconteceu no jogo de ida da final justamente contra o Paulista, de Jundiaí. Jogando fora de casa, Victor fez valer a "lei do ex" e anotou o único gol do Votoraty na derrota por 2 x 1. Esse gol foi crucial para manter o time vivo para o jogo de volta, onde golearam por 5 x 1 e assegurou o título inédito de campeão da Copa Paulista de 2009 (antes, na fase inicial, Victor marcou outros três gols).
No Campeonato Paulista da Série A2 de 2010 anotou um gol na campanha de acesso do estadual.
A temporada de 2010 foi justamente a última do projeto profissional do Votoraty daquela época. Após bater na trave no acesso à elite estadual (terminando em 9º na Série A2), a diretoria licenciou a equipe profissional afastando-a das competições da Federação Paulista. Com o encerramento das atividades do Votoraty, Victor Santana retornou para o Distrito Federal no ano seguinte.
Quando estava para acertar seu retorno para o futebol do DF, surgiu uma proposta para jogar no Dong Nai FC, da cidade do mesmo nome, perto da capital do Vietname, Ho Chi Minh (antiga Saigon), e que na temporada anterior lutou para evitar o rebaixamento, garantindo uma vitória na última rodada da V. League 2.
Apesar da boa temporada, faltando muito pouco para o acesso a V. League 1, não houve acerto entre os empresários envolvidos e Victor voltou para o Brasil.
O retorno de Victor ao Gama em 2011 representou um reencontro com o clube onde ele foi revelado para o futebol profissional, mas aconteceu em um cenário institucional bastante delicado. Voltou para tentar ajudar o time alviverde em um momento de reconstrução.
O ano de 2011 foi muito difícil para o Gama. O clube enfrentava problemas financeiros e uma forte crise política, o que refletiu diretamente no planejamento do departamento de futebol e na montagem do time para o Campeonato Brasiliense. Em campo, a equipe não conseguiu brigar pelo topo da tabela do campeonato estadual e Victor teve uma participação discreta no quesito gols, sofrendo com a oscilação coletiva do time.
Diante do ano instável no Gama, em 2012 se transferiu para o Sobradinho. No Campeonato Brasiliense foram onze jogos e apenas um gol. No segundo semestre, foi emprestado ao Santa Maria para a disputa do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão. Foram oito jogos e três gols.
Disputou o Campeonato Paulista da Série A2 de 2013, pelo São José.
Depois foi contratado pelo Goianésia para a Fase Final do Campeonato Goiano de 2014. Nas semifinais, disputou as duas partidas contra o Goiás, saindo do banco de reservas. O Goianésia foi eliminado pelo Goiás.
Também em 2014, foi contratado para reforçar o elenco do Mogi Mirim durante a disputa da Copa Paulista do segundo semestre de 2014. Aos 32 anos, o atacante chegou com a missão de liderar um elenco majoritariamente jovem, composto por muitas promessas das categorias de base do clube. Sem conseguir uma longa sequência de jogos e gols, Victor permaneceu no clube apenas até o fim dessa temporada.
Em 2015 disputou o Campeonato Brasiliense pelo Cruzeiro, marcando quatro gols nos oito jogos que disputou.
O último clube defendido por Victor foi o Paranoá Esporte Clube, do Distrito Federal, em 2016.
A trajetória de Victor no Paranoá em 2016 foi marcada pelo protagonismo do atleta dentro de campo, sendo uma peça fundamental no acesso do time à elite do futebol do Distrito Federal.
Victor liderou o setor ofensivo do Paranoá na disputa do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2016, marcando cinco dos oito gols do clube na competição. Deixou sua marca nos confrontos das semifinais contra o CFZ. No jogo de ida, marcou o gol da vitória do Paranoá por 1 x 0. No jogo de volta, abriu o placar na partida decisiva que terminou empatada em 2 x 2. Com esses gols decisivos, o Paranoá eliminou o adversário e assegurou a vaga de retorno à Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense para a temporada seguinte.
Na grande final do torneio, o Paranoá acabou superado pelo Dom Pedro II, terminando com o título de vice-campeão da Segunda Divisão de 2016. A meta principal de restabelecer o Paranoá na elite do DF foi cumprida com méritos e forte contribuição de Victor.
Em seu último ano como jogador, além de atuar como capitão do Paranoá, Victor foi o artilheiro da competição, com cinco gols, ao lado de Pedrinho (Bolamense) e Chefe (Dom Pedro II).
Na última partida de Victor como jogador, no dia 7 de agosto de 2016, no Serra do Lago, em Luziânia (GO), o Paranoá perdeu a decisão contra o Dom Pedro II, formando com Giovanni, Guto (Wilk), Zumba, Fernando e Gleison; Paulo, Afonso (Luiz Felipe), Anderson e Igor; Victor e Emerick (Hudson). Técnico: Rol Faúla.
Após pendurar as chuteiras, Victor Santana fez uma transição rápida para a área técnica e rapidamente colocou seu nome na história do futebol do Distrito Federal.

Como não teve tempo de se preparar para a função, Victor correu para as livrarias e apostou na leitura. Consumiu páginas e mais páginas das obras de Pep Guardiola. Mergulhou nas publicações sobre periodização tática. Aliou a teoria à prática com um ótimo professor, o vitorioso treinador Reinaldo Gueldini.
Iniciou trabalhando nas categorias de base do Sobradinho, em 2017. No início de 2018, assumiu o time principal com apenas 35 anos de idade. Em um feito histórico, desbancou o favorito Brasiliense na final e conquistou o título do Campeonato Brasiliense de 2018 nos pênaltis, quebrando um jejum de 31 anos do Sobradinho e tornando-se o primeiro técnico nascido no DF campeão do torneio.
Em 2019 foi treinador do Sobradinho no Campeonato Brasiliense, na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro da Série D.
Teve uma passagem no comando da equipe do Capital durante o Campeonato Brasiliense de 2020. Retornou ao Gama, inicialmente para dirigir o Sub-17, mas foi promovido ao time profissional para comandar o clube na Copa Verde e no Campeonato Brasileiro da Série D.
Em 2021 foi treinador do Gama na Copa do Brasil e no Campeonato Brasiliense.
Assumiu o comando técnico do Santa Maria no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2023.

No mesmo ano passou a ser o treinador do time Sub-20 e da equipe principal do Canaã Esporte Clube.
Em 2024, Victor Santana seguiu sua carreira como treinador das categorias Sub-15, Sub-17 e Sub-20 do Canaã.
O Canaã disputou quatro competições: Brasiliense Infantil, Juvenil e Juniores, além da Copa Brasília Sub-20. O seu melhor resultado foi o vice-campeonato da categoria Sub-17, onde chegou na final, mas perdeu o título para o Capital. Na Copa Brasília Sub-20 deste ano, esteve perto de se classificar para a final, mas apenas empatou com o Capital e ficou de fora da decisão.
Restando pouco mais de um mês para a Copa São Paulo de Juniores, o Canaã anunciou no dia 27 de novembro de 2024 a saída do técnico Victor Santana.
Em 2025 e em 2026 foi Assistente Técnico de Luiz Carlos Carioca na conquista de mais dois títulos de campeão brasiliense na história do Gama.

Colaboradores & Fontes:

Almanaque do Futebol Paulista - 2001
Boletins e súmulas da Federação de Futebol do Distrito Federal
Correio Braziliense
José Egídio Pereira Lima
Victor Santana da Silva.














terça-feira, 21 de julho de 2026

PASSARAM POR AQUI: Sudaco



NOME COMPLETO: Eurípedes Rufino da Silva
APELIDO: Sudaco
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Ituiutaba (MG), 21 de julho de 1941
LOCAL E DATA DE FALECIMENTO: Jaguariúna (SP), 25 de junho de 2013
POSIÇÃO: Volante

CARREIRA:

Edilson Motta-DF (1960)
Rabello-DF (1960)
Uberaba-MG (1961-1962)
Batatais-SP (1963-1964)
Ituveravense-SP (1964)
São Paulo-SP (1964-1965)
Guarani-SP (1965)
América-RJ (1966)
América-MG (1967)
Flamengo, de Varginha-MG (1967)
Formiga-MG (1967-1968)
Campo Grande-RJ (1970)
Comercial-SP (1970)
Marília-SP (1971-1972)
Rodoviária-AM (1973-1974)
Pirassununguense-SP (1975)

TÍTULOS CONQUISTADOS:
Campeão paulista da Segunda Divisão, de 1971, pelo Marília
Campeão amazonense de 1973, defendendo o Rodoviária


No Uberaba

No Ituveravense

No São Paulo

Na Excursão do São Paulo para a Europa

No Formiga

No Formiga

No Rodoviária

Em 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2026

FORMAÇÕES: Rabello - 1968



Formação do Rabello que disputou a segunda partida pela Taça Brasil no Estádio Presidente Dutra, em Cuiabá (MT), no dia 14 de agosto de 1968, sendo derrotado pelo Operário, de Várzea Grande, pelo marcador de 3 x 2.
Da esquerda para a direita, de pé: Beto Pretti (técnico), Aderbal, Farneze, Wilson Godinho, Carlão, Zé Walter, Zé Maria e Anísio (massagista).
Agachados: Guairacá, Cid, Otávio, João Dutra e Sabará.



domingo, 19 de julho de 2026

DUELO: Gama x América-RN



Hoje, às 19 horas, na Arena das Dunas, em Natal (RN), Gama e América-RN começarão a decidir quem passará para a próxima fase do Campeonato Brasileiro Série D, as quartas de final. Caso alcancem esta fase, estarão bem mais próximos de atingir o acesso direto à Série C em 2007 (os quatro clubes eliminados ainda disputam uma espécie de repescagem - playoffs - em jogos de ida e volta; os dois vencedores desses confrontos ficam com as duas vagas restantes na Série C).
Será a oitava vez que Gama e América-RN se enfrentam em jogos válidos por competições nacionais, sendo duas pela Copa do Brasil de 2016 e cinco pelo Campeonato Brasileiro, todas elas pela Série B.
A primeira vez foi em 27 de setembro de 2003, no Bezerrão, quando aconteceu empate em 2 x 2.
Três anos depois, em 23 de maio de 2006, vitória do Gama, no Mané Garrincha, por 2 x 1.
No mesmo ano, em 23 de setembro, o troco do América foi grande: goleada de 5 x 1, jogando no antigo Machadão, em Natal.
Em 1º de agosto de 2008, nova vitória do América jogando no Machadão: 2 x 0.
A última vez que se enfrentaram pelo Campeonato Brasileiro foi em 4 de novembro de 2008, empate em 2 x 2.
Resumindo, foram duas vitórias do América, uma do Gama e dois empates.
Já pela Copa do Brasil se enfrentaram na edição de 2016, com vitória para cada lado: o Gama venceu por 1 x 0 e o América por 3 x 2.
Em 2026 chegaram a essa fase donos das duas melhores campanhas de toda a competição: o Gama com 35 pontos ganhos (11 vitórias e dois empates) e o América com 33 (10 vitórias e três empates). Ambos sofreram apenas uma derrota. O Gama marcou 28 gols, contra 24 do América. A defesa do Gama foi vazada em nove oportunidades, a do América em cinco, o que faz com que o saldo de gols de ambos seja positivo de 19. Até nas expulsões foram iguais: uma para cada lado.
Resumo da ópera: deveremos ter dois jogos bem equilibrados, tendentes a ter a vaga decidida na cobrança de pênaltis.
Eis as súmulas de todos os confrontos entre Gama e América-RN, começando pelos cinco jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro da Série B.

GAMA 2 x 2 AMÉRICA (RN)
Data: 27.09.2003
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Cléber Wellington Abade (SP)
Renda: R$ 2.610,00
Público: 522 pagantes
Gols: Luciano Fonseca, 1; Victor, 54; Cristiano, 78 e Renatinho, 80
GAMA: Luciano Silva, Jefferson, Nen, Emerson e Rochinha; Daniel (Goeber), Fábio Roberto (Abimael), Rodriguinho e Luciano Fonseca; Victor e Adriano. Técnico: Estevam Soares.
AMÉRICA-RN: Rodrigo, Márcio Alemão, Joatan (Ailton) e Edinho; Lano, Joaci, Ricardo Miranda, Renatinho e Éwerton; Alex (Maurício) e Cristiano. Técnico: Carlos Moura.

GAMA 2 x 1 AMÉRICA (RN)
Data: 23.05.2006
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Sérgio Luiz Avelino (MG)
Renda: R$ 3.825,00
Público: 536 pagantes
Gols: Tiago Cavalcanti, 12 e Vanderlei, 19 e 88
GAMA: Alencar, Tiago, Paulão, Bruno Lourenço e Márcio Goiano; Juninho Goiano (Marcelo Goianira), Junio Gomes, Castor e Lindomar (Eraldo); Vanderlei e Éder (Flavinho). Técnico: Vitor Hugo.
AMÉRICA-RN: Fabiano, Eduardo (Paulo Isidoro), Roni, Márcio Santos e Vainer; Luís Maranhão, Du, Adriano Peixe e Souza, Júlio Cesar (Paulinho Kobayashi) e Tiago Cavalcanti (Maiquel). Técnico: Roberval Davino.

AMÉRICA (RN) 5 x 1 GAMA
Data: 23.09.2006
Local: Machadão, Natal (RN)
Árbitro: Emerson Batista da Silva (PB)
Renda: R$ 105.002,00
Público: 9.097 pagantes
Gols: Tiago Cavalcanti, 2; Renan, 6; Fábio Oliveira, 11; Tiago Cavalcanti, 41; Diego, 62 e Renan, 81
AMÉRICA-RN: Fabiano, Roni, Róbson e Fernando Lombardi; Eduardo, Du, Paulinho Kobayashi, Souza (Júlio César) e Renan; Paulo Isidoro (Barata) e Tiago Cavalcanti (Diego). Técnico: Heriberto da Cunha.
GAMA: Everton, Márcio Goiano (Zé Maria), Luiz Fernando, Bruno Lourenço e Rodrigo Ninja; Marcelo Goianira, Juninho, Thiago Matos e Lindomar (Jacques); Fábio Oliveira e Ésley (Castor). Técnico: Édson Porto.

AMÉRICA (RN) 2 x 0 GAMA
Data: 01.08.2008
Local: Machadão, Natal (RN)
Árbitro: Clauber José Miranda (PA)
Renda: R$ 59.865,00
Público: 4.503 pagantes
Gols: Fábio Neves, 31 e Max, 90+2
AMÉRICA-RN: Eduardo Martini, Fabiano, Dida, Robson e Anderson Bill; Juninho Goiano, Júlio Terceiro, Jefferson e Saulo (Rodrigo Santos); Fábio Neves (Reginaldo) (Marquinhos) e Max. Técnico: Ruy Scarpino.
GAMA: Donizeti, Anderson (Maia), Pedro Paulo, João Paulo e Lucas Silva; Fábio Rosa, Aragoney, Thiaguinho e Juliano (Bebeto); Rodrigo Ítalo (Ademar) e Alisson. Técnico: Flávio Barros.

GAMA 2 x 2 AMÉRICA (RN)
Data: 04.11.2008
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Renda: R$ 1.816,00
Público: 759 pagantes
Expulsão: Luís Maranhão, do América
Gols: Adriano Magrão, 19 e 38; Marcelo Nicácio, 39 e Saulo, 49
GAMA: André Zandoná, Edylton, Pedro Paulo, João Vitor e Rodrigo Ninja; André Silva, Júlio César (Alisson), Edimar (Maia) e Thiaguinho; Bebeto (Landu) e Adriano Magrão. Técnico: Jean Cláudio.
AMÉRICA-RN: Fabiano, Daniel, Róbson, Adalberto e Elias; Saulo, Luís Maranhão, Toni (Jimmy) e Vandinho; Cascata (Bruno) e Marcelo Nicácio (Alexandre). Técnico: Ruy Scarpino.

Na Copa do Brasil, como dissemos, foram dois confrontos, que apresentaram as seguintes fichas técnicas:

GAMA 1 x 0 AMÉRICA (RN)
Data: 14.05.2016
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Renda: R$ 16.140,00
Público: 1.778 pagantes
Expulsão: Gabriel, do América
Gol: Roberto Pítio, 18
GAMA: Maringá, Lucas, Pedrão, João Paulo e Ralph; Eduardo (Marlos), Glaybson (Ítalo), Michel Pires e Fábio Gama; Roberto Pítio (Paulo Roberto) e Rafael Grampola. Técnico: Reinaldo Gueldini.
AMÉRICA-RN: Pantera, Zé Antônio Potiguar, Gabriel, Cazumba e Gustavo; Pedro Ivo (Reis), Felipe Macena, Cascata e João Gabriel (Bruno); Thiago Potiguar e Luiz Eduardo (Richardson). Técnico: Sérgio China.

AMÉRICA-RN (RN) 3 x 2 GAMA
Data: 25.05.2016
Local: Arena das Dunas, Natal (RN)
Árbitro: Antônio Rogério Batista do Prado (SP)
Renda: R$ 33.385,00
Público: 3.274 pagantes
Expulsões: Dudu Gago e Pedrão, do Gama
Gols: Raphael Toledo, 5; Luiz Eduardo, 9; Roberto Pítio, 13; Luiz Eduardo, 37 e Roberto Pítio, 40
AMÉRICA-RN: Daniel, Everton, Gustavo (Maracás), Zé Antônio Potiguar (Mateus) e Richardson (Lúcio Curió); Formigoni, Memo, Raphael Toledo e Elias; Luiz Eduardo e Reis. Técnico: Sérgio China.
GAMA: Maringá, Dudu Gago, Pedrão, Eduardo e Ralph (Murilo); Lucas, Glaybson, Michel Pires e Fábio Gama (Marlos); Roberto Pítio (Jesiel) e Rafael Grampola. Técnico: Reinaldo Gueldini.

Curiosamente, o Gama eliminou o América após esses dois jogos e enfrentou outro clube de Natal na fase seguinte, o ABC, também eliminado pelo alviverde do DF nos pênaltis, após dois empates de 1 x 1.




sábado, 18 de julho de 2026

O FUTEBOL DO DF NAS COMPETIÇÕES NACIONAIS - Tiradentes no Campeonato Brasileiro da Série C - 1988 - 2ª parte


SEGUNDA FASE

Na Segunda Fase o Tiradentes fez parte do Grupo 15, juntamente com Anápolis, de Goiás, e Comercial e Ubiratan, do Mato Grosso do Sul. Novamente foi o primeiro colocado do grupo e se classificou para a Terceira Fase.

ANÁPOLIS (GO) 1 x 0 TIRADENTES
Data: 13.11.1988
Local: Jonas Duarte, Anápolis (GO)
Árbitro: César Zanfranceschi (GO)
Renda: Cz$ 88.800,00
Público: 257 pagantes
Gol: Valmir, 63
ANÁPOLIS: Gabriel, Jair, Gideone, Rubens Carlos e Iron; Régis, Roberto Chaves e Jânio (Melo); Reinaldo (Zé Carlos), Valmir e Elói. Técnico: Ademir Marinho.
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Gilberto; Touro, Marco Antônio (Ricardo) e Zé Maurício; Moura, Bé e Pedrinho. Técnico: Altair Siqueira.

TIRADENTES 1 x 0 UBIRATAN (MS)
Data: 17.11.1988
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Tolistoi Batista (DF)
Renda: Cz$ 39.600,00
Público: 132 pagantes
Gol: Ricardo, 81
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Gilberto; Touro, Bé e Zé Maurício; Moura (Guilherme), Ricardo e Pedrinho. Técnico: Mozair Barbosa.
UBIRATAN: Garcia, Dedé, Cícero, Altair e Correia; Carlos Roberto, Ademar e Donizeti; Pedro Paulo, Aguinaldo e Osnir (Mauri). Técnico: Sérgio Ferreira.

TIRADENTES 1 x 0 COMERCIAL (MS)
Data: 19.11.1988
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Édson Rezende de Oliveira (DF)
Renda: Cz$ 129.900,00
Público: 433 pagantes
Gol: Ricardo
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Ahlá; Touro, Marco Antônio e Zé Maurício; Bé (Guilherme), Ricardo e Pedrinho. Técnico: Mozair Barbosa.
COMERCIAL: Delmar, Zé Carlos, Amarildo, Leomar e Paulinho; Garcia, Baianinho e Sielmo; Dega, Adir e Ferrinho. Técnico: Francisco Gonçalves.

UBIRATAN (MS) 3 x 2 TIRADENTES
Data: 24.11.1988
Local: Douradão, Dourados (MS)
Árbitro: Héllio Correia (MT)
Gols: Toninho, 8; Ademar, 9; Moura, 65; Zé Maurício, 67 e Toninho (pênalti), 85
UBIRATAN: Oneide, Dedé, Zózimo, Altair e Correia; Cícero, Carlos Roberto e Serginho; Pedro Paulo, Toninho e Ademar (Aguinaldo). Técnico: Sérgio Ferreira.
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Ahlá; Touro, Marco Antônio (Pedrinho) e Zé Maurício; Moura, Bé e Ricardo. Técnico: Mozair Barbosa.

COMERCIAL (MS) 1 x 4 TIRADENTES
Data: 26.11.1988
Local: Pedro Pedrossian, Campo Grande (MS)
Árbitro: Moacir Pereira Pinto
Gols: Baianinho para o Comercial e Moura (3) e Bé para o Tiradentes
COMERCIAL: Betão, Zé Carlos, Gonçalves, Amarildo e Paulinho; Garcia, Sielmo e Márcio; Baianinho, Dega e Ferrinho. Técnico: Francisco Gonçalves.
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Ahlá; Touro, Bé e Zé Maurício; Moura, Ricardo e Pedrinho. Técnico: Mozair Barbosa.

TIRADENTES 3 x 2 ANÁPOLIS (GO)
Data: 30.11.1988
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Aldemir Padilha (DF)
Renda: Cz$ 116.700,00
Público: 389 pagantes
Gols: Moura, 4; Gideone, 10; Bé, 51; Ricardo, 61 e Jair, 70
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Kidão e Ahlá; Touro, Bé e Zé Maurício; Moura, Ricardo e Pedrinho. Técnico: Mozair Barbosa.
ANÁPOLIS: Gabriel, Jair, Gideone, Valmir e Iron; Régis, Roberto Chaves e Melo; Reinaldo, Jânio e Elói (Zé Carlos). Técnico: Ademir Marinho.

TERCEIRA FASE

Para a Terceira Fase passaram apenas os primeiros colocados de cada grupo. O Tiradentes formou o Grupo 20, com Marcílio Dias, de Itajaí (SC) e União São João, de Araras (SP).

TIRADENTES 0 x 0 UNIÃO SÃO JOÃO (SP)
Nos pênaltis: Tiradentes 6 x 5
Data: 03.12.1988
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Tolistoi Batista (DF)
Renda: Cz$ 67.800,00
Público: 226 pagantes
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Ahlá; Touro, Zé Maurício e Bé; Moura, Ricardo e Pedrinho. Técnico: Mozair Barbosa.
UNIÃO SÃO JOÃO: Privatti; Valdemir, Djalma (Júnior), Cavalcante e Rubinho; Pedro Paulo, Odair e Zó; Valdir Lins, Kel e Play (Glauco). Técnico: Zé Duarte.

TIRADENTES 1 x 0 MARCÍLIO DIAS (SC)
Data: 05.12.1988
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Edson Rezende de Oliveira (DF)
Renda: Cz$ 71.100,00
Público: 237 pagantes
Expulsão: Carlinhos, do Marcílio Dias
Gol: Zé Maurício, 54
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Gilberto; Ahlá, Bé e Zé Maurício; Moura, Ricardo e Pedrinho. Técnico: Mozair Barbosa.
MARCÍLIO DIAS: Mauro, Rosemiro, Lúcio Agnes, Fábio Ferro e Carlinhos; Wilsinho (Luisinho), Gelson e Palmito; Rogério, Amauri e Jairo. Técnico: Antônio Carlos Veiga.

UNIÃO SÃO JOÃO (SP) 3 x 1 TIRADENTES
Data: 09.12.1988
Local: Hermínio Ometto, Araras (SP)
Árbitro: Antônio Carlos Saraiva
Renda: Cz$ 691.200,00
Público: 2.304 pagantes
Gol: Valdir Linz, 12; Kel, 27; Odair, 47 e Zé Maurício, 87
UNIÃO SÃO JOÃO: Privatti, Valdemir, Beto, Cavalcanti e Rubinho; Pedro Paulo, Odair e Zó; Valdir Linz (Celso Luís), Kel e Play (Glauco). Técnico: Zé Duarte.
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Ahlá; Touro, Bé e Zé Maurício; Moura, Ricardo e Pedrinho. Técnico: Mozair Barbosa.

MARCÍLIO DIAS (SC) 2 x 1 TIRADENTES
Data: 13.12.1988
Local: Hercílio Luz, Itajaí (SC)
Árbitro: Pedro Coelho de Souza (SC)
Gols: Sidnei e Jairo Lenzi para o Marcílio Dias e Zé Maurício para o Tiradentes.
MARCÍLIO DIAS: Mauro, Rosemiro, Lúcio Agnes, Fábio Ferro e Carlinhos (Jardel); Wilsinho, Gelson (Luisinho) e Palmito; Rogério Uberaba, Amauri e Jairo. Técnico: Antônio Carlos Veiga.
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Ahlá; Touro, Bé e Zé Maurício; Moura, Ricardo e Pedrinho. Técnico: Mozair Barbosa.

O Tiradentes teve o melhor ataque, ao lado do Esportivo, de Passos, com 24 gols. Por outro lado, também teve a pior defesa, com 16 gols sofridos, ao lado de Botafogo e Campinense, ambos da Paraíba.

CLASSIFICAÇÃO FINAL

CF

CLUBES

J

V

VP

E

DP

D

GF

GC

SG

PG

UNIÃO SÃO JOÃO (SP)

18

9

1

2

2

4

22

12

10

33

ESPORTIVO (MG)

18

7

2

2

4

3

24

11

13

31

BOTAFOGO (PB)

14

10

1

0

2

3

23

16

7

34

TIRADENTES (DF)

14

9

2

0

1

4

24

16

8

32

34º

TAGUATINGA (DF)

6

1

1

0

1

3

3

5

-2

6