quarta-feira, 23 de setembro de 2026

# PASSARAM POR AQUI: Paulo Lumumba



No Bonsucesso: terceiro, em pé, da esquerda para a direita
Paulo do Nascimento Ribeiro, o ex-zagueiro Paulo Lumumba, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 19 de setembro de 1943.
Iniciou sua carreira no Flamengo, do Rio de Janeiro, clube onde atuou poucas vezes nos anos de 1962 e 1963. Foram 23 jogos, com 12 vitórias, cinco empates e seis derrotas.
Transferiu-se, então, para outro clube do Rio de Janeiro, o Bonsucesso, onde permaneceu até 1970.
Do Bonsucesso, Paulo Lumumba foi para o Fluminense, onde estreou no dia 1º de fevereiro de 1970 e realizou sua última partida em 29 de julho de 1971, totalizando 23 jogos com a camisa do tricolor carioca.
Esteve na Portuguesa carioca em 1972 e nesse mesmo ano foi para o Bahia, de Salvador (BA), onde ficou até 1973, ano em que passou pelo Ceub, de Brasília.

Fluminense
Paulo Lumumba foi para o Bangu tentar salvar o time durante o Campeonato Carioca de 1974. Já estava com 31 anos e não conseguiu evitar quatro derrotas em igual número de jogos.
Encerrou sua carreira no Sapucaia, de Campos (RJ), no ano de 1976.
Ao encerrá-la, continuou no futebol. O ex-zagueiro e treinador Moisés (já falecido), ao assumir o Bangu em certa ocasião, o colocou para treinar os goleiros do clube. Passou a exercer essa função a partir de então, com passagens por clubes do Oriente Médio.

PASSAGEM POR BRASÍLIA

Ceub
No mês de abril de 1967, o Bonsucesso, do Rio de Janeiro, realizou dois jogos amistosos em Brasília, dando prosseguimento a uma excursão por diversos pontos do País.
As duas partidas foram disputadas no Estádio de Brasília que, posteriormente, passaria a ser conhecido como Pelezão.
No primeiro jogo, em 7 de abril de 1967, Defelê e Bonsucesso empataram em 1 x 1.
Dois dias depois do primeiro jogo, o clube carioca enfrentou e venceu o Flamengo, de Taguatinga, por 3 x 2.
O Bonsucesso utilizou os seguintes jogadores: Jonas, Natal, Jorge (Paulinho), Paulo Lumumba e Albérico; Paulo César e Brandão; Gilbert (Caxias), Santos (Celso), Enos e Enir.

Essa foi a primeira vez que Paulo Lumumba passou por Brasília.
Seis anos depois disso, Paulo Lumumba chegava à Brasília para defender as cores do Ceub, contratado para ser um dos reforços do clube no Campeonato Brasileiro que estava para começar.
Estreou no dia 8 de julho de 1973, no Pelezão, no amistoso em que o Ceub foi derrotado pelo Uberaba, de Minas Gerais.
Disputou mais três amistosos antes da estreia no Campeonato Brasileiro, um contra o Atlético Mineiro e dois contra o Grêmio, de Porto Alegre (RS).
No dia 25 de agosto de 1973 o Ceub fez o seu primeiro jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, contra o Botafogo, do Rio de Janeiro (0 x 0) formando assim: Rogério, Oldair, Paulo Lumumba, Emerson e Rildo; Jadir e Cláudio Garcia; Marco Antônio, Dario, Péricles e Walmir. Técnico: João Avelino.
Disputou mais 15 jogos pelo Ceub no Campeonato Brasileiro, o último deles em 14 de novembro de 1973.




terça-feira, 22 de setembro de 2026

# PASSARAM POR AQUI: Adevaldo


Adevaldo Virgílio Netto nasceu em Leopoldina (MG), no dia 16 de julho de 1943, mas muito cedo foi para o Rio de Janeiro, onde começou nos juvenis do Botafogo.
Como quarto-zagueiro foi tricampeão carioca de juvenis pelo Botafogo nos anos de 1961, 1962 e 1963, neste último participando de todos os 22 jogos realizados pelo clube.
Também foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1963, em São Paulo, vestindo a camisa da seleção brasileira, além de ter disputado o Pré-Olímpico e de ter ido a Olimpíada de Tóquio, em 1964. Naquela seleção jogavam Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Arlindo e Evaldo.
Fez 11 jogos pela Seleção Olímpica do Brasil. O primeiro em 24 de abril de 1963, na vitória de 3 x 1 sobre o Uruguai, e última em 16 de outubro de 1964, na derrota de 1 x 0 para a Tchecoslováquia.
Disputou poucos jogos na equipe profissional do Botafogo e foi emprestado ao São Paulo. Foi o reserva de Jurandir. Chegou a atuar no lugar de Tenente, também, durante o Campeonato Paulista de 1966. Não comprometeu, mas não cavou uma vaga entre os titulares.
Após sair do futebol paulista, foi para o Santa Cruz, onde permaneceu de maio de 1967 a fevereiro de 1969. Nesse vai-e-vem, o Departamento Técnico do Botafogo deu um “cochilo” e Adevaldo ganhou passe livre.
Saindo do Santa Cruz, Adevaldo passou dois anos na Bahia, defendendo o Esporte Clube Bahia e se tornando campeão estadual em 1970. Foi seleção baiana várias vezes.
A convite de Carlos Pedroso, Adevaldo foi defender o CRB, de Maceió-AL, de onde saiu por não haver acerto financeiro.
Em maio de 1973 assinou contrato com o CEUB, para disputar o campeonato brasileiro desse ano.
O convite para defender o CEUB partiu do dirigente Djalma Nogueira (que foi seu diretor no Botafogo) e do treinador Marinho.
Sua estreia aconteceu no dia 26 de setembro de 1973, no Estádio Pelezão. O CEUB empatou em 0 x 0 com o São Paulo. Jogaram pelo CEUB Rogério, Oldair, Pedro Pradera, Adevaldo e Rildo; Jadir, Alencar e Xisté; Walmir, Dario e Juraci (Marco Antônio).
Sua última partida pelo clube brasiliense aconteceu em 15 de dezembro de 1973, também no Pelezão, com outro empate de 0 x 0, diante do Clube do Remo, de Belém (PA).
Adevaldo encerrou a carreira em 1976, depois de passar por três clubes de Sergipe: Itabaiana, Vasco e Sergipe.



segunda-feira, 21 de setembro de 2026

OS GOLEIROS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Márcio Fernandes


Márcio Fernandes da Silva Nogueira nasceu em Brasília (DF), no dia 21 de setembro de 1989.
Começou no futebol quase por acaso em uma escolinha de Santa Maria (DF), onde residia. Em mais um dia de treinos, o time da escolinha só tinha um goleiro para participar dos treinamentos. Márcio, que não jogava no gol, resolveu aceitar o desafio e foi treinar como goleiro. Gostou e permaneceu, assumindo a posição de goleiro reserva da escolinha.
Federou-se na base do Gama em 2003, onde chegou a treinar ao lado de nomes conhecidos do futebol nacional e internacional, como o meia Felipe Anderson. Passou também rapidamente pelas categorias de base do América-MG e do Coritiba, antes de se profissionalizar no Unaí, fazendo parte do elenco do clube no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2008.
Na sequência, o goleiro teve a oportunidade de jogar em diversos clubes do Distrito Federal e de outros Estados.
Esses foram os clubes que Márcio Fernandes defendeu no futebol brasiliense:

ANO

COMPETIÇÃO

CLUBE QUE DEFENDEU

2008

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

UNAÍ

2008

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

GUARÁ

2009

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

SANTA MARIA

2009

CAMPEONATO BRASILIENSE 3D

PARANOÁ

2010

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

DOM PEDRO II

2011

CAMPEONATO BRASILEIRO 4D

BOSQUE FORMOSA

2011

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BRAZLÂNDIA

2012

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

2013

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRAZLÂNDIA

2013

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BOSQUE FORMOSA

2014

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

SOBRADINHO

2014

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BOTAFOGO

2015

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

LUZIÂNIA

2015

COPA DO BRASIL

LUZIÂNIA

2016

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BOSQUE FORMOSA

2016

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

CEILANDENSE

2017

CAMPEONATO BRASILEIRO 4D

LUZIÂNIA

2017

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

REAL

2017

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BOLAMENSE

2018

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

LUZIÂNIA

2018

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

G. E. BRAZLÂNDIA

2019

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

LUZIÂNIA

2019

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BRASÍLIA

2020

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BOSQUE FORMOSA

2020

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

SANTA MARIA

2021

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BRASÍLIA

2023

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

LUZIÂNIA

2024

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

LUZIÂNIA

2025

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

LEGIÃO

2026

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

PARANOÁ


Além do futebol brasiliense, Márcio Fernandes também jogou em equipes do futebol do Amazonas, Goiás, Minas Gerais e de Tocantins.
Em Tocantins, defendeu as seguintes equipes:
Tocantins, de Miracema - 2013; Alvorada - 2014; Gurupi - 2016, quando foi campeão estadual; Guaraí - 2018 e Interporto - 2019.
Defendeu três equipes de Goiás: Ceres - 2017, Trindade - no Campeonato Goiano da Terceira Divisão de 2022 e Anápolis - 2019 e 2020 a 2022 e 2023.

Passou pelo Operário Esporte Clube, de Manacapuru (AM), no primeiro semestre de 2024 e marcou a sua primeira experiência no futebol amazonense. Ele foi anunciado em novembro de 2023 como o primeiro grande reforço do clube para a disputa do Campeonato Amazonense de 2024. Assumiu a titularidade logo na preparação oficial da pré-temporada do time. Sua trajetória no clube amazonense acabou sendo breve. Ainda no primeiro semestre de 2024, ele acertou a sua transferência para o Tupi, de Juiz de Fora (MG), no Campeonato Mineiro do Módulo II.



domingo, 20 de setembro de 2026

AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA: duas derrotas para o Treze, de Campina Grande - 1964


Embarque da delegação do Treze para Brasília.

Nos dias 10 e 13 de setembro de 1964, o Treze, de Campina Grande (PB), esteve em Brasília para disputar dois amistosos. Era a primeira vez que um clube paraibano visitava a nova capital do Brasil.
Quando aqui chegou, encontrou o futebol do Distrito Federal dividido em duas categorias: amador e profissional.
Assim, foram formadas duas seleções dessas categorias para enfrentar o Treze.
A Comissão Organizadora da Seleção de Amadores foi assim formada:
Presidente: Gedeon Rodrigues Pereira; Coordenadores: Theodorico Barbosa Fernandes e João Dias da Costa; Técnico: Nelson Marabuto e Massagista: Juan Valdez Herrera.
Os convocados foram:
Cruzeiro do Sul: Zé Paulo, Pedersoli, Zezito, Baianinho e Zezé;
Dínamo: Sarmento, Benicassa, Malta, Lúcio, Goiano e Isaías;
Nacional: Chico, Logodô, Zezão e Alemão;
Guanabara: Agassis, Ercy, Zezé e Azulinho;
Vila Matias: Jaime e Etevaldo;
Grêmio: Joãozinho e Bugue; e
Pederneiras: Cotia.

No dia 10 de setembro de 1964, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, o Treze venceu a Seleção Amadora do Distrito Federal, por 2 x 1. Zezito marcou para a Seleção do DF e Ibiapino e Braga assinalaram os gols da vitória do Treze.
O árbitro foi Jorge Cardoso e as equipes formaram assim:
SELEÇÃO DO DF: Chico, Alberto, Malta, Lúcio e Pedersoli; Bugue (Zezito) e Ercy; Baianinho, Goiano, Lula (Nelício) e Nilson (Isaías). Técnico: Nelson Marabuto.
TREZE: Galego, Braga, Tomires (Salvador), Fraga e Manuelzão; Ibiapino e Vadu (Adilson); Martinho, Déo (Miruca), Targino e Lelé. Técnico: Janos Tatrai.
Três dias depois, 13 de setembro de 1964, no mesmo Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, muita gente achava que a seleção de profissionais poderia conseguir um melhor resultado do que o alcançado pelos amadores.
Mas não foi bem isso que aconteceu: a derrota dos brasilienses foi ainda maior: 3 x 0. Braga, cobrando pênalti, Martinho e Lelé fizeram os gols do Treze.
Sob a arbitragem de Emílio dos Santos Vieira, os dois times atuaram assim:
SELEÇÃO DO DF: Gaguinho, Aderbal, Bimba, Sir Peres e Wilson Godinho; João Dutra (Fernando) e Walter Moreira; Sabará (Paulista), Invasão (Tião I), Alaor Capella e Arnaldo.
TREZE: Galego (Apinagés), Braga, Tomires, Salvador e Fraga (Manuelzão); Adilson e Vadu; Ibiapino (Miruca), Targino (Adeildo), Martinho e Déo (Lelé). Técnico: Janos Tatrai.


sexta-feira, 18 de setembro de 2026

FORMAÇÕES: Colombo - 1967



Em pé, da esquerda para a direita: Edward Brandão (Treinador), Chicão, Ivan, Juci, Sir Peres, Oliveira, Índio e Adolfo Rizza (Presidente).
Agachados, na mesma ordem: Anísio (massagista), Gilson, Cid, Baiano, Paulista e Zezé.



quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O DIA 17 DE SETEMBRO NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: o Botafogo em Brasília - 1961


Lance do jogo: Nilton Santos dominando a bola, acossado por Léo, à sua direita, e Severo, à sua esquerda. Mais atrás, Zé Maria.

Possuindo um dos times mais poderosos do futebol brasileiro e mundial naquele ano, recheado de campeões mundiais, o Botafogo de Futebol e Regatas, do Rio de Janeiro, aproveitou-se de uma brecha no 1º turno do campeonato carioca de 1961 (competição que venceria com apenas uma derrota em 25 jogos) para se apresentar em Brasília.
O jogo teve início às 16 horas do dia 17 de setembro de 1961 e apresentou a seguinte ficha técnica:

GUARÁ 0 x 6 BOTAFOGO
Local: Estádio Israel Pinheiro, Guará
Árbitro: Gualter Portela Filho (RJ)
Renda: CR$ 730.000,00
Auxiliares: Nilzo de Sá e Joventino A. de Oliveira
Gols: Pampolini, 15; Amoroso, 25; Amarildo, 32 e 44; Garrincha, 47 e Airton, 60
GUARÁ:
 Redola (Matil), Aderbal, Edson Galba (Alan), Bimba e Enes (Jaime); Eluff (Paulo) e Índio (Sabará); Severo (Heleno), Léo, Mingau (Barretinho) e Joãozinho. Técnico: Fuminho.
BOTAFOGO:
 Manga (Adalberto), Cacá, Zé Maria e Chicão 
(Rildo); Pampolini e Nilton Santos (Paulistinha); Garrincha, Didi (Édison), Amoroso (China), Amarildo (Ayrton) e Zagalo (Neyvaldo). Técnico: Marinho Rodrigues.