|
ESTÁDIOS |
JOGOS |
|
Serejão, Taguatinga (DF) |
790 |
|
Bezerrão, Gama (DF) |
611 |
|
CAVE, Guará (DF) |
438 |
|
Augustinho Lima, Sobradinho (DF) |
404 |
|
Mané Garrincha, Brasília (DF) |
390 |
|
Abadião, Ceilândia (DF) |
384 |
|
Adonir Guimarães,
Planaltina (DF) |
248 |
|
Serra do Lago, Luziânia (GO) |
217 |
|
Pelezão, Brasília (DF) |
167 |
|
Chapadinha, Brazlândia (DF) |
121 |
|
Metropolitana, Núcleo
Bandeirante (DF) |
121 |
|
Diogão, Formosa (GO) |
68 |
|
Ciro Machado do Espírito
Santo, Brasília (DF) |
67 |
|
Rorizão, Samambaia (DF) |
66 |
|
Urbano Adjuto, Unaí (MG) |
61 |
|
JK, Paranoá (DF) |
60 |
|
Frei Norberto, Paracatu
(MG) |
39 |
|
Edson Godoy, Pires do Rio (GO) |
1 |
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
ESTÁDIOS UTILIZADOS NO CAMPEONATO BRASILIENSE DA PRIMEIRA DIVISÃO - 1976 a 2026
terça-feira, 27 de outubro de 2026
O PRIMEIRO CLÁSSICO GAMA x BRASILIENSE
Sem sombra de dúvidas, o maior clássico do futebol brasiliense nos dias de hoje acontece quando se encontram Gama e Brasiliense.
O Gama, fundado em 1975, já teve como maior rival o Brasília (também fundado em 1975), com quem passou a rivalizar também no maior número de títulos de campeão brasiliense.
O Brasília, depois de um começo arrasador (conquistou seus oito títulos no período compreendido entre os anos de 1976 a 1987), entrou em franca decadência.
O maior rival do Gama passou a ser o Brasiliense, fundado em 2000.
A primeira vez em que se enfrentaram Gama e Brasiliense foi no dia 18 de fevereiro de 2001, em jogo válido pelo 1º turno do Campeonato Brasiliense. O jogo aconteceu no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Apresentou os seguintes dados:
BRASILIENSE 3 x 1 GAMA
Data: 18.02.2001
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitros: Jorge Paulo Gomes e Iêdo SouzaRenda: R$ 2.314,00
Público: 1.485 pagantes
Gols: Alan, 31; Weldon, 46; Rodrigo Jaú, 64 e Carlos Alberto, 79.
Cartões amarelos: Sidnei, Rodrigo Jaú, Ciro, Paulo Henrique, Wesley, Maninho, Rodriguinho, Carlos Alberto e Munayer.
Cartões vermelhos: Sidnei, Zé Carlos, Maninho e Rodriguinho.
BRASILIENSE: Alex (Ney), Wellington, Alan, Zezé e Juninho (Gilson); Sidnei, Valdenir, Gustavo e Rodrigo Jaú (Otávio); Weldon e Ciro. Técnico: Joãozinho Rosa.
GAMA: Fernando, Paulo Henrique, Zé Carlos, Nen e Cacá; Deda, Kabila (Wesley), Maninho e Rodriguinho; Carlos Alberto (Munayer) e Mário Zan (Abimael). Técnico: Wanderley Paiva.
segunda-feira, 26 de outubro de 2026
O PRIMEIRO GRITO DE “É CAMPEÃO!” DO TAGUATINGA
Oficialmente, o Taguatinga Esporte Clube surgiu em 1º de julho de 1975, quando
aconteceu a Assembleia Geral Extraordinária para a transformação do Pioneira
Futebol Clube em clube profissional de futebol, a mudança do nome para
Taguatinga Esporte Clube e a troca das cores do uniforme para azul e branca.
No ano seguinte, 1976, o Taguatinga participou de sua primeira competição
oficial. De 14 de fevereiro a 10 de abril de 1976, tomou parte do Torneio
Imprensa, que se tornou a primeira competição oficial no novo regime
profissional do DF.
Além do Taguatinga, a competição contou com a participação de outras cinco
equipes: Brasília, CEUB, Gama, Grêmio e Humaitá.
Nos cinco jogos que disputou, o Taguatinga venceu quatro e perdeu um, somando
dez pontos ganhos e ficando com a segunda colocação no torneio. Perdeu o título
de campeão para o Grêmio Esportivo Brasiliense, que teve a mesma pontuação, mas
um saldo de gols melhor que o Taguatinga. Formou o Taguatinga em sua última
partida com Carlos José, Aldair, Dão, Assis e Chico; Pedrinho, Nemias e Ernani
Banana; Maurício, Zé Carlos (Paraibinha) e Dinarte (um dos artilheiros do
torneio, com três gols).
Em seguida, o Taguatinga foi o quarto colocado no campeonato brasiliense de 1976.
O Taguatinga disputou três competições oficiais em 1977: o segundo Torneio
Imprensa, quando ficou com a nona e última colocação; o Torneio Incentivo, no
qual ficou com o segundo lugar ao ser derrotado pelo Gama na final, e o
campeonato brasiliense, chegando em terceiro lugar.
Veio o ano de 1978 e nada de título para os lados do Taguatinga. Foram mais
duas tentativas e nada!
No Torneio Incentivo, chegou a vencer o 1º turno. Na decisão do torneio, contra
o Gama, campeão do 2º, o título de campeão ficou com o Gama após dois jogos e
dois empates de 0 x 0, perdendo na disputa de pênaltis, por 4 x 3.
Em 1979, o Taguatinga voltou a ter três chances de conquistar seu primeiro
título de campeão.
O ano começou com a disputa do Torneio Seletivo, realizado pela Federação
Metropolitana de Futebol no período de 4 de março a 8 de abril de 1979, com a
finalidade de escolher o clube que ocuparia a segunda vaga no Campeonato
Brasileiro versão 1979, reservada para o Distrito Federal. Participaram do
Torneio Seletivo somente os clubes que disputaram o Campeonato de Profissionais
do DF de 1978, com exceções do Brasília E. C., por ter sido o campeão do ano
anterior, e do Grêmio, que não quis disputar.
O Taguatinga foi mal nos dois turnos e ficou sem a vaga e sem o título.
Veio, então, o campeonato brasiliense de 1979, disputado por seis equipes, em
três turnos. O Taguatinga ficou em quarto lugar.
No mês de dezembro de 1979 a Federação Metropolitana de Futebol promoveu o
Torneio Incentivo, que contou com a presença de apenas três clubes: Desportiva
Bandeirante, Sobradinho e Taguatinga.
Finalmente, o Taguatinga conquistou o seu primeiro título de campeão!
E veio de forma inesperada. O Taguatinga Esporte Clube havia dispensado todo o
seu elenco de profissionais e foi representado pela seleção da UET - União dos
Esportes de Taguatinga. Seu treinador titular, Raimundinho, estava viajando
pelo Sul do País com a finalidade de contratar reforços para o Campeonato
Brasiliense de 1980.
O torneio começou no dia 9 de dezembro de 1979, no estádio Augustinho Lima, com
a vitória do Sobradinho sobre a Desportiva Bandeirante, por 2 x 1.
A tabela determinava que o segundo jogo fosse Sobradinho x Taguatinga, no dia
13 de dezembro, também no Augustinho Lima. Ou seja, se o Sobradinho vencesse
acabava com mais uma chance do Taguatinga conquistar o seu primeiro título de
campeão.
Mas o Taguatinga resistiu bravamente à pressão do Sobradinho e venceu por 3 x
2, com dois gols de Wilton e um de Bolinha.
O último jogo do torneio, entre Taguatinga e Desportiva Bandeirante foi
realizado no dia 16 de dezembro, no estádio Serejão.
Empatando ou vencendo por qualquer placar, o Taguatinga seria campeão. À
Desportiva Bandeirante só restava a vitória com uma diferença de dois gols para
conquistar o título.
No primeiro tempo, o Taguatinga saiu na frente, com um gol de Wilton. Aos dez
minutos do segundo tempo, a Desportiva Bandeirante empatou e partiu para o
abafa na ânsia de conquistar mais dois gols.
Mas foi o Taguatinga que marcou novamente, através de Zé Vieira, passando a
controlar o jogo até o seu final e comemorando o seu primeiro título de campeão
de sua história.
A ficha técnica desse jogo foi a seguinte:
TAGUATINGA 2 x 1 DESPORTIVA BANDEIRANTE
Data: 16.12.1979
Local: Serejão, Taguatinga (DF)
Árbitro: Ataíde Castro Reis
Gols: Wilton, 33; Fernando, 55 e Zé Vieira, 73
TAGUATINGA: Índio, Tonhão, Baeta, Valdemir e Mauro; Bolinha, Messias e
Hollywood; Milton, Wilton e Zé Vieira. Técnico: Altair Alexandre da Silva.
DESPORTIVA BANDEIRANTE: Júlio César, Pedrão, Chuvisco, Gilberto e Déo;
Paulinho, Maurício e Coutinho; Romeu, Wellington e Geraldo. Técnico: Rubens
Coutinho.
domingo, 25 de outubro de 2026
A PRIMEIRA VEZ A GENTE NÃO ESQUECE: o primeiro jogo oficial do Gama - 1976
![]() |
| O primeiro escudo do Gama |
No dia 21 de fevereiro de 1976, os torcedores esperavam com ansiedade pela apresentação da Seleção Brasileira no então Estádio Presidente Médici (hoje Mané Garrincha), em Brasília, diante da Seleção do Distrito Federal (vitória do Brasil, por 1 x 0, gol de Flecha).
Na preliminar daquele jogo, um fato histórico: o primeiro jogo da Sociedade Esportiva do Gama, clube fundado em 15 de novembro de 1975.
O jogo foi contra o Humaitá Esporte Clube, do Guará, e válido pelo Torneio Imprensa, promovido pela Federação Metropolitana de Futebol. Curiosamente, foi o único do torneio disputado no Estádio Presidente Médici; os demais jogos foram realizados no Estádio Pelezão.
O Gama venceu o jogo pelo placar de 2 x 0. Os gols foram marcados por Pedrinho, camisa 8, aos oito minutos do primeiro tempo, e Zequinha, aos trinta do segundo.
Racib Elias Ticly foi o árbitro do jogo e o Gama formou com Wilson, Zé Mauro, Marcus Vinícius, Ricardo (Beleléu) e Santos; Renildo, Pedrinho e Palito; Lula, Redi e Zequinha (Odair). Técnico: Esmerindo Valeriano da Silva.
O jogo foi contra o Humaitá Esporte Clube, do Guará, e válido pelo Torneio Imprensa, promovido pela Federação Metropolitana de Futebol. Curiosamente, foi o único do torneio disputado no Estádio Presidente Médici; os demais jogos foram realizados no Estádio Pelezão.
O Gama venceu o jogo pelo placar de 2 x 0. Os gols foram marcados por Pedrinho, camisa 8, aos oito minutos do primeiro tempo, e Zequinha, aos trinta do segundo.
Racib Elias Ticly foi o árbitro do jogo e o Gama formou com Wilson, Zé Mauro, Marcus Vinícius, Ricardo (Beleléu) e Santos; Renildo, Pedrinho e Palito; Lula, Redi e Zequinha (Odair). Técnico: Esmerindo Valeriano da Silva.
O Humaitá atuou com Daniel, Aderbal, Carlinhos, Grossi e Itamar; Heitor, Pedro Soares e Pedrinho; Julinho, China e Moisés. Técnico: Luiz Alberto Brasil de Carvalho.
sábado, 24 de outubro de 2026
A VISITA DO FONSECA, DE NITERÓI (RJ) - 1960
No dia 23 de outubro de 1960 aconteceu
a visita do Fonseca Atlético Club, de Niterói (RJ), bicampeão niteroiense
(1959/60), que enfrentou o Guará, no Estádio “Israel Pinheiro” em homenagem a
passagem do Jubileu de Ouro de José Ramos de Freitas (50 anos dedicados ao
esporte do Brasil). Apesar de bastante movimentado, o jogo não teve gols: 0 x
0.
Sob a arbitragem do carioca Amílcar
Ferreira, as equipes formaram assim:
Guará: Redola, Camilo (Enes), Tostão e
Clemente; Sabará (Valter) e Bimba; Paulo Reis, Severo, Beto, Carlinhos
(Carrara) e Walter Moreira.
Fonseca: Carlinhos, Átila, Toninho e
Élcio (Procópio); Zeca e Pedro; Maninho (Piteira), Boag (Djalma), Mazola, Cacau
e Carlos Vinhais.
Nota:
José Ramos de Freitas foi presidente da
Confederação Sul-Americana de Futebol no período de 30 de março de 1957 a 5 de
março de 1959. Em sua gestão, surgiu a ideia da criação da Taça Libertadores da
América.
Na preliminar, aconteceu a estreia do
Trópicos, em jogo amistoso contra o Alvorada.
O Trópicos foi o último clube a se
filiar a Federação Desportiva de Brasília em 1960. O clube foi fundado por
funcionários e operários do IAPI.
TRÓPICOS 1 x 1 ALVORADA
Árbitro: Horácio Teixeira Ramos
Gols: Lazinho, para o Alvorada, no 1º
tempo, e Oscar, para o Trópicos, no 2º
Trópicos: Ivan, Amaro, Moreira e
Valdir; Carlos Borges e Reis; Oscar, Nunes, Carlos Alberto, Dias e Aristeu.
Alvorada: Bertasi, Carioca, Tatão e
Dequinha; Willy e Matias; Zeca, Lazinho, Airton, Bolacha e Telmo (Luís).
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
PERSONAGENS & PERSONALIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: Valmir Campelo
Político brasileiro, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) foi senador pelo
Distrito Federal, bem como deputado federal pelo Partido da Frente Liberal
(atual União). Foi também Presidente e Ministro do Tribunal de Contas da União
(TCU).
Bacharel em Comunicação Social (1968) pela Universidade de Brasília, com
especialização em Administração Pública e Desenvolvimento Urbano na Alemanha,
ingressando no serviço público como chefe de gabinete da Fundação do Serviço
Social do Distrito Federal em 1971. Dois anos mais tarde exerceu a mesma função
junto à Secretaria de Governo e foi Presidente interino da Companhia de
Desenvolvimento do Planalto Central e a seguir administrador regional das
regiões administrativas de Brazlândia (1973), Gama (1974-1981) e Taguatinga
(1981-1985). Por um breve período foi presidente da Fundação do Serviço Social
do Distrito Federal em 1986.
Aliado a Joaquim Roriz foi candidato a Governador do Distrito Federal em 1994,
contudo foi derrotado pelo então petista Cristovam Buarque em segundo turno.
Admitido em 1996 à Ordem do Mérito Militar no grau de Comendador especial pelo
presidente Fernando Henrique Cardoso, Campelo foi promovido em março de 2003
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao grau de Grande-Oficial.
Com todo esse currículo político e de administração em órgãos do Governo, muita
gente não sabe, mas no setor esportivo, Antônio Valmir Campelo Bezerra, com o
nome de guerra Valmir, foi registrado na Federação Metropolitana de Futebol, de
Brasília, sob o nº 549.
Atuando como meia-direita, disputou o Campeonato Brasiliense de 1972, pelo
Serviço Social, e o de 1973 pelo Atlético, de Brazlândia. Nesse mesmo ano, Valmir
Campelo foi Administrador Regional de Brazlândia e o estádio local, o
Chapadinha, quase levou o seu nome.
Em 1977, quando as obras de construção do estádio de futebol do Gama foram
concluídas, Valmir Campelo estava à frente da Administração Regional do Gama. Em
sua homenagem, o nome do estádio dessa cidade-satélite, inaugurado em 9 de
outubro de 1977, passou a ser chamado popularmente de Bezerrão.
quarta-feira, 21 de outubro de 2026
ESQUECIDOS PELO TEMPO: Warlan
NOME COMPLETO: Warlan Queiroz Pacheco
APELIDO: Warlan
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Rio Verde
(GO), 21 de outubro de 1959
POSIÇÃO: Médio Volante e Zagueiro.
Warlan começou no futebol no time do
Sr. Euclides, na QNF4, de Taguatinga, jogando no campo ao lado do colégio CTN,
de Taguatinga Norte.
Foi para o Taguatinga Esporte Clube em
1976, levado pelo massagista Mineiro. Neste ano permaneceu no juvenil (nome do
Sub-20 da época) e disputou por esse clube o Campeonato Brasiliense da
categoria.
Ainda nesse teve sua primeira
oportunidade de jogar no time principal do Taguatinga, quando o técnico Eurípedes
Bueno de Morais (in memoriam) o escalou na vitória de 2 x 0 sobre um time do
futebol amador da Ceilândia.
Em competições, sua estreia no time
principal do Taguatinga aconteceu no Torneio Incentivo da FMF de 1977,
inclusive tendo marcado o gol da vitória de 1 x 0 sobre o Gama. O Taguatinga
foi vice-campeão do torneio, justamente atrás do Gama.
Pelo Campeonato Brasiliense só viria a
estrear em 1978, quando participou de 14 jogos e marcou dois gols. Antes,
novamente disputou o Torneio Incentivo e o Taguatinga ficou, de novo, com a
segunda colocação, outra vez atrás do Gama.
Sua estreia no Campeonato Brasiliense
aconteceu no dia 3 de setembro de 1978, no Serejão, no empate em 1 x 1 com o
Sobradinho. Nesse dia, o Taguatinga formou com Carlos José, Xavier, Araújo
(Duda), Wanner e Nonato; Warlan, Elmo e Renê (Maurício); Wilton, Peba e Zé
Vieira. Técnico: Eurípedes Bueno de Morais.
Em janeiro de 1979, foi convidado pelo
técnico Ercy Rosa, do Brasília Esporte Clube, para disputar a Taça São Paulo de
Futebol Junior. O Brasília era formado por vários jogadores que depois se
consagrariam no futebol brasiliense e brasileiro. Disputou três jogos e vendeu
cara a sua desclassificação, enfrentando Corinthians (derrota de 1 x 0),
Atlético Mineiro (vitória por 3 x 1) e derrota de 2 x 1 para o Marília (campeão
do torneio), por 2 x 1. Como quarto-zagueiro, Warlan participou dos três jogos.
A equipe do Brasília era essa: Déo, Coutinho, Luís Carlos, Warlan e Gilberto;
Paulinho, Maurinho e Wander; Vilmar, Edmar e Jair Brasília.
Depois disputou onze jogos pelo Campeonato
Brasiliense (voltando a marcar dois gols) pelo Taguatinga e, após a competição,
Warlan foi emprestado ao Clube de Regatas Guará para a disputa do Campeonato
Brasileiro da Série A. Esteve presente em todos os oito jogos disputados pelo
Guará na competição, mas não pôde evitar a desclassificação do clube na
Primeira Fase.
Retornou ao Taguatinga em 1980 (22
jogos pelo Campeonato Brasiliense e mais dois gols) e, no ano seguinte, 1981, participou
da campanha do primeiro título de campeão brasiliense do Taguatinga (disputando
vinte jogos na competição).
Ainda disputaria o campeonato
brasiliense de 1982 (doze jogos) e 1983 (trinta e seis e dois gols) e resolveu
parar com o futebol.
Seu último jogo foi em 30 de novembro
de 1983, válido pelo triangular final do Campeonato Brasiliense, no Serejão,
com derrota de 2 x 1 para o Guará. O Taguatinga ficou com a terceira colocação,
formando nesse jogo com Adriano, Warlan (Cuca), Rubão, Décio e Pacheco; Boni,
Péricles e Jânio; Vilmar (Waldir), Zecão e Luís Carlos. Técnico: Jorge Medina.
Depois que parou com o futebol, Warlan
foi trabalhar como vendedor em uma loja de pneus (antiga Pneuminas), até 1998,
quando passou em um concurso para trabalhar na CAESB, onde permaneceu até março
de 2018, quando se aposentou por tempo de contribuição.
terça-feira, 20 de outubro de 2026
ESQUECIDOS PELO TEMPO: Nilo
Antes de completar 19 anos já estava em Brasília, disputando o Campeonato
Brasiliense de 1959, pelo Grêmio Esportivo Brasiliense, quando se tornou
campeão da primeira competição realizada em Brasília, antes mesmo de sua
inauguração.
Nilo teve participação decisiva nos jogos que apontaram o campeão de 1959. No
primeiro, no dia 8 de novembro, marcou um dos gols do Grêmio na vitória de 4 x
2 sobre o Planalto.
Uma semana depois, 15 de novembro de 1959, voltou a marcar no segundo jogo da
decisão, no empate de 3 x 3 entre Grêmio e Planalto.
Só não marcou no terceiro jogo, no dia 22 de novembro, quando o Grêmio venceu o
Planalto por 1 x 0, gol de Carlinhos.
Em 1960, quando a Construtora Ribeiro resolveu investir pesado para formar o
seu time de futebol, Nilo foi um dos contratados. A construtora promoveu o
Troféu “Israel Pinheiro” (por iniciativa do presidente da Construtora Ribeiro
Ltda., Cesar Ribeiro), disputado por equipes de oito companhias construtoras de
Brasília.
Quando a mesma construtora resolveu contratar mais um craque para sua equipe,
Beto Pretti, Nilo achou que era hora de sair e passou para o Rabello.
Estreou no Rabello no dia 10 de julho de 1960, no campo do Rabello, na vitória
de 3 x 2 sobre o Expansão. Nilo marcou um gol e também perdeu um pênalti,
chutado na trave.
Nilo foi o maior destaque do Rabello no Torneio Início realizado no dia 4 de
setembro de 1960 e que contou com a participação de 16 equipes.
No sétimo jogo do dia, o Rabello venceu o Alvorada, por 1 x 0, gol de Nilo.
Depois, nos dois jogos seguintes, quando o Rabello não venceu o Guará e o
Edilson Mota no tempo regulamentar, em ambos converteu os pênaltis que
desempataram esses jogos (na época, um só jogador sobrava três pênaltis cada um
até se conhecer o vencedor).
Na final, o Rabello venceu o Planalto por 1 x 0, gol de Nilo, cobrando pênalti.
Foi o primeiro título de campeão do Rabello.
Segundo parecer dos técnicos que assistiram a todos os jogos do torneio, o
meia-esquerda Nilo, do Rabello, foi a melhor expressão individual e técnica.
Logo depois, Nilo ajudaria o Rabello a se classificar para o Campeonato
Brasiliense da Primeira Divisão de 1960. Em virtude do elevado número de clubes
inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio
para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira
Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
O Rabello empatou o primeiro jogo com o Nacional (0 x 0), venceu o segundo
contra o Real (6 x 1), com dois gols de Nilo e confirmou sua classificação em
primeiro lugar no grupo com a vitória de 5 x 2 sobre o Alvorada.
No campeonato brasiliense de 1960, o Rabello ficou com a quarta colocação e
Nilo marcou apenas três gols.
O ano seguinte seria bem melhor para Nilo.
No começo do ano, 19 de fevereiro de 1961, num amistoso contra o Flamengo, de
Anápolis, voltaria a marcar um gol na vitória de 3 x 1.
Logo depois, quando pela primeira vez se convocou jogadores para formar uma
seleção de Brasília, Nilo era um deles. No entanto, ficou no banco de reservas
no dia do jogo, 16 de abril de 1961, quando a Seleção de Brasília foi derrotada
pela Seleção de Goiás, em Goiânia, por 1 x 0.
Poucos dias depois, foi novamente convocado para a Seleção de Brasília que
enfrentaria o Santos, de São Paulo, e novamente ficou no banco no dia do joho,
21 de abril de 1961, quando o selecionado brasiliense foi goleado por 4 x 0.
Faria sua estreia na seleção de Brasília no dia 30 de abril de 1961, quando a
Seleção de Goiás retribuiu a visita da representação brasiliense. No Estádio
Israel Pinheiro, a seleção de Brasília venceu por 2 x 0.
Nilo foi convocado pela última vez no ano para a Seleção de Brasília que
enfrentou e empatou com o Fluminense, do Rio de Janeiro (2 x 2). Mais uma vez,
não jogou.
Nilo marcou muitos gols no campeonato brasiliense de 1961. Cinco deles na
goleada de 12 x 0 do Rabello sobre o Sobradinho, no dia 30 de julho de 1961.
Terminaria a competição como maior artilheiro, com 12 gols. O Rabello chegou na
segunda colocação, após ser derrotado pelo Defelê em uma melhor-de-três.
No final do ano, teve o reconhecimento de Didi de Carvalho, treinador do
bicampeão Defelê, que escolheu Nilo para fazer parte de uma hipotética seleção
dos melhores do ano de 1961.
Continuou no Rabello nos anos de 1962 e 1963, quando o clube foi terceiro e
segundo colocado, respectivamente.
O primeiro título de campeão brasiliense só veio em 1964, já como profissional,
ainda defendendo o Rabello. Também nesse ano voltou a compor a seleção
brasiliense em dois amistosos.
Passou a trabalhar como torneiro-mecânico na Fundação Universidade de Brasília -
UnB e passou a diminuir suas atuações no futebol.
Jogou no Guará em 1965.
Nilo foi lembrado para disputar um amistoso em 06.07.1969, envolvendo as seleções A
e B do DF. Nesse ano, defendeu o Carioca.
Já veterano, Nilo jogou no CSU (clube da UnB), em 1976.
Foi admitido em 11 de março de 1998 como torneiro mecânico da Novacap.
Até bem pouco tempo atrás, Nilo batia sua bolinha entre os veteraníssimos do Minas Brasília Tênis
Clube, defendendo as cores do Zecabol.
segunda-feira, 19 de outubro de 2026
ESQUECIDOS PELO TEMPO: Bilzinho
Severino Alves, o Bilzinho, nasceu em 19 de outubro de 1957, na cidade de Cruz do Espírito Santo, localizada na Região Metropolitana de João Pessoa, na Paraíba.
Começou no Guarani, equipe amadora de sua cidade natal, passando pelo Guarabira e pelo Treze, de Campina Grande, ambos da Paraíba.
Chegando ao Ceilândia em 1983, fez bons segundo e terceiro turnos do Campeonato Brasiliense. Bilzinho esteve presente em 32 das 49 partidas disputadas pelo Ceilândia na competição (marcando quatro gols). Chamou a atenção do Taguatinga, que o contratou a pedido do técnico José Antônio Furtado Leal, que queria que continuasse desenvolvendo no seu clube o mesmo papel de “carrapato” (de forte marcação no meio de campo).
No dia 5 de julho de 1987 aconteceu um amistoso no Estádio Mané Garrincha entre a Seleção do DF e o Flamengo, do Rio de Janeiro. Bilzinho foi convocado, mas não participou do jogo. Ainda em 1987, Bilzinho seria convocado mais duas vezes para a Seleção do DF, em ambas ficando no banco de reservas.
Permaneceu no Taguatinga de 1984 a 1987, tendo disputado 61 jogos nesse período (marcando dois gols). Teve uma rápida passagem pelo Tiradentes, em 1986.
Seu último clube no futebol do DF foi o Guará, que Bilzinho defendeu em 46 jogos disputados pelo Campeonato Brasiliense de 1988 e 1989, marcando três gols.
Em janeiro de 1990, com 32 anos, Bilzinho deixou o futebol. Durante o tempo em que jogou no DF, conciliou treinos e jogos de futebol com a assistência administrativa, função que exercia na CAESB – Companhia de Água e Esgotos de Brasília.
No mesmo ano, no dia 22 de abril, fez parte do amistoso entre a Seleção Brasiliense de Masters e a Seleção Brasileira da mesma categoria, no Mané Garrincha.
A seleção brasiliense foi derrotada por 1 x 0, gol de Zico. Jogou com Bocaiúva (Toinho), Ricardo, Remo, Gilvan e Ahlá; Bilzinho (Mário), Orlando Lelé e Lindário (Flory); Lino (Dionísio), Dadá Maravilha e Joãozinho (Zunga). Técnicos: Carlos Morales/Didi de Carvalho.
Bilzinho não conquistou títulos no futebol do DF. Foi quatro vezes vice-campeão do Campeonato Brasiliense: três pelo Taguatinga (1984, 1986 e 1987) e uma pelo Guará, em 1989.
domingo, 18 de outubro de 2026
PERSONAGENS & PERSONALIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: Edson Rezende de Oliveira
O ex-árbitro Edson Rezende
de Oliveira nasceu em Uberlândia (MG), no dia 18 de outubro de 1949.
Por gostar da atividade de
arbitragem e do futebol de um modo geral, Edson Rezende resolveu fazer o curso
de arbitragem quando tinha pouco mais de 20 anos.
Em 1973 concluiu o curso de
arbitragem oferecido pela então Federação Metropolitana de Futebol, hoje
Federação de Futebol do Distrito Federal.
Sua primeira arbitragem
aconteceu no dia 22 de setembro de 1973, no Pelezão, ao dirigir o jogo Unidos
de Sobradinho 5 x 0 Atlético, de Brazlândia, válido pelo campeonato brasiliense
(ainda amador) de 1973. Foram quatro arbitragens no total.
Ingressou no Quadro de
Árbitros da antiga CBD - Confederação Brasileira de Desportos, hoje CBF, em
1975.
No Quadro Especial da CBD
ingressou em 1979.
Dez anos depois, 1989, ingressou
no Quadro de Aspirante à FIFA.
Interrompeu a carreira de
árbitro de futebol em maio de 1992, em razão de incompatibilidade com sua
função na Polícia Federal e choques de datas nas atividades.
Edson Rezende foi Delegado
de Polícia Federal. Ingressou na PF em 1974, como papiloscopista, onde exerceu a
atividade até 1983, quando foi nomeado delegado. Exerceu vários cargos na corporação,
nas áreas de Entorpecentes, Fazendária e Identificação Técnico Científica. Também
participou de cursos na área tanto no Brasil quanto no exterior.
Advogado e bacharel em Administração
Pública e de Empresas, Edson Rezende foi diretor do Instituto Nacional de Identificação
(INI) entre 1996 e 2001 e conheceu in loco o sistema de identidade automatizado
(Afis) dos Estados Unidos, Canadá, França e países da América Latina. Na gestão
frente à direção do INI instituiu e promoveu o Encontro Nacional de Diretores de
Institutos de Identificação e criou a Associação Nacional de Diretores de Institutos
de Identificação. Também fez parte de grupos de trabalho que atuaram nos estudos
para implantação do Registro de Identidade Civil (RIC) e do novo passaporte brasileiro.
Em todos esses anos esteve atuando
no meio da arbitragem, seja na função de Presidente de Comissão Estadual de Arbitragem,
Membro da Comissão Nacional de Arbitragem, Presidente da mesma Comissão ou Instrutor
de Arbitragem.
Em 10 de outubro de 2005
foi efetivado na presidência da Comissão Nacional de Arbitragem, após a saída
de Armando Marques, afastado da função por suspeita de envolvimento no
escândalo de manipulação de resultados no futebol brasileiro.
Em 7 de agosto de 2007
pediu demissão da Presidência da Comissão de Arbitragem da CBF, motivada por
problemas particulares. Na ocasião, recebeu o seguinte elogio de Ricardo
Teixeira, presidente da CBF: “Como presidente da comissão, desenvolveu várias
ações e cursos no sentido de aprimorar e modernizar a arbitragem brasileira”.
Em abril de
2012, assumiu a função de Corregedor de Arbitragem da CBF, atividade instituída
pelo Presidente da CBF e cuja principal missão é zelar pela arbitragem de um modo
geral, procurando não permitir que pessoas de comportamentos inidôneos possam usar
da arbitragem em benefício próprio, de grupos, de terceiros etc.
Sua última atuação foi no jogo Atlético Mineiro 1 x 0 São Paulo, pela Série A
do Campeonato Brasileiro, no dia 11 de outubro de 2017, no Independência.
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