segunda-feira, 10 de agosto de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Jussiê


Jussiê No Seara, o Jussiê, nasceu em Barreiras (BA), em 10 de agosto de 1963.
Começou nas categorias de base do Brasília Esporte Clube, sagrando-se bicampeão brasiliense de juniores nos anos de 1980 e 1981.
No final do ano de 1980, foi convocado pela primeira vez para a seleção brasiliense de juniores, que disputou o III Campeonato Brasileiro de Seleções, em Goiânia (GO).
Novamente em dezembro de 1981 foi um dos jogadores convocados pelo técnico Ercy Rosa para defender a Seleção de juniores do Distrito Federal no IV Campeonato Brasileiro da categoria. Pelo segundo ano consecutivo, o DF não se classificou para a fase seguinte.
Também em 1981 disputou um bom campeonato brasiliense de profissionais pelo Brasília Esporte Clube, que levou o Jornal de Brasília a colocá-lo na seleção do ano, elegendo-o como o melhor ponteiro direito da competição.
As boas atuações de Jussiê o levaram a ser convocado para a Seleção Brasileira Sub-18 que, em janeiro de 1982, em Moscou, disputou o Torneio Valentin A. Granatkin (ex-vice-presidente da FIFA). A seleção brasileira ficou com o vice-campeonato, atrás apenas da Seleção A da União Soviética (as demais seleções foram Alemanha Ocidental, Bulgária, Itália e a Seleção B da União Soviética). Jornalistas de vários países se mostraram impressionados, principalmente com Giovani, o maior destaque dessa seleção, e com Jussiê, devido aos seus dribles.
Antes do término do torneio, ainda em janeiro de 1982, o Vasco da Gama contratou Jussiê.
Depois do torneio em Moscou, Jussiê se apresentou ao técnico Antônio Lopes, que o convocou para juntar-se logo ao grupo de profissionais, apesar de ter idade de juvenil.
Mas Jussiê enfrentava um problema físico muito sério, que só foi sanado com uma operação um tanto ou quanto difícil, feita pelo médico Clóvis Munhoz, e que consistiu em colocar a rótula no lugar que lhe cabe no joelho. Antes, Jussiê não suportava jogar durante muito tempo e por isso não foi convocado para defender a seleção de juniores que disputou o Sul-Americano da categoria no Uruguai, um ano antes.
Recuperado da cirurgia no joelho, Jussiê pôde fazer sua estreia no time titular do Vasco da Gama em 9 de fevereiro de 1983, no Torneio Internacional Feira do Sol, contra o Estudiantes, de Mérida (Venezuela), com vitória do clube brasileiro pelo placar de 3 x 0.
Jussiê passou a ser titular da posição pelo que apresentou nos jogos na Venezuela, barrando Pedrinho Gaúcho, cotado para ocupar a posição.
O primeiro gol de Jussiê pelo Vasco da Gama só viria a acontecer em 19 de maio de 1983, no amistoso contra o Grêmio, em Porto Alegre (RS), na vitória de 2 x 1.
Jussiê defendeu o Vasco da Gama por dois anos, disputando 47 jogos (20 em 1983 e 27 em 1984) e marcando seis gols.
Em 1984, foi para o Internacional, de Porto Alegre, logo após o clube gaúcho representar a Seleção Brasileira na Olimpíada de Los Angeles (EUA). Depois de fazer apenas um treino, Jussiê foi escalado para o Gre-Nal que decidiu o primeiro turno do Gauchão e marcou um dos gols que definiu o placar de 2 x 0 para o Internacional, no dia 23 de setembro de 1984. Ao final do campeonato, após 12 jogos e três gols marcados, pôde comemorar o título de campeão gaúcho desse ano.
Seu último jogo com a camisa do Internacional aconteceu em 14 de maio de 1986, no Estádio Beira Rio, na vitória de 2 x 0 sobre o Pelotas.
Transferiu-se para o Santo André, de São Paulo, clube que defendeu no campeonato paulista de 1986, estreando no dia 6 de julho de 1986, no empate de 0 x 0 com o São Bento. Suas boas atuações chamaram a atenção do Santos, que o contratou, por empréstimo, como reforço para o Campeonato Brasileiro do mesmo ano. Estreou no Santos em 14 de setembro, em Salvador (BA), na derrota de 3 x 0 para o Bahia, entrando no segundo tempo. O primeiro gol veio em 25 de setembro, na vitória de 3 x 0 sobre o Operário, de Várzea Grande (MT).
Na Vila Belmiro, Jussiê não viveu um bom momento, não conseguindo firmar-se como titular, deixando o clube ao final do campeonato brasileiro de 1986.
Retornou ao Santo André, por onde disputou poucos jogos pelo Campeonato Paulista de 1987. Também teve passagem pelo Uberaba, no mesmo ano. No clube mineiro foram 23 jogos e seis gols marcados. Sua estreia aconteceu no dia 16 de abril e sua saída em 4 de agosto de 1987.

Figurinha do Campeonato Português
No dia 4 de fevereiro de 1988 fez sua estreia no Criciúma, de Santa Catarina, na vitória de 2 x 0 sobre a Chapecoense, marcando um gol. Seu último jogo no clube catarinense foi em 17 de julho de 1988, também com vitória de 2 x 0 sobre o Marcílio Dias. Foram 30 jogos pelo Criciúma, quando marcou quatro gols.
Logo depois foi para Portugal, onde defenderia o Clube de Futebol União da Madeira, que disputava a Segunda Divisão de Portugal.
No dia 15 de maio de 1989, Jussiê entrou para a história desse clube português, ao ajudá-lo a subir pela primeira vez para a Primeira Divisão.
Na temporada 1990/1991, atuou pelo Varzim Sport Club, da Segunda Divisão portuguesa, onde disputou 32 jogos e marcou oito gols.
O último clube que defendeu foi o Futebol Clube Paços de Ferreira, também de Portugal, onde disputou duas temporadas: 1991/1992 e 1992/1993. Foram 62 jogos no total, marcando 17 gols.
Encerrou a carreira aos 30 anos de idade, em 1993.



Colaboração: Ruy Trida.


domingo, 9 de agosto de 2026

TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Josemar Macedo


Nascido em Pedro Avelino, no Rio Grande do Norte, mas criado em Goiânia (GO), antes de ser treinador Josemar Macedo da Cunha foi jogador do Defelê, de Brasília, chegando a integrar a equipe que venceu o campeonato brasiliense de 1960.
Formado em Educação Física pela Escola Superior de Educação Física de Goiânia, Josemar começou a carreira como Preparador Físico. Trabalhou no Mineiros, clube do interior de Goiás, em 1977 e, cansado da atividade, voltou para Brasília.
A carreira como treinador começou no Brasília Esporte Clube, onde permaneceu por cinco anos comandando as equipes de juvenis e juniores.
Em 1980 foi campeão brasiliense como treinador do Brasília e assumiu a seleção de juniores do DF.
No ano seguinte, 1981, foi o treinador do Brasília bicampeão invicto do campeonato brasiliense de juniores e auxiliar técnico de Ercy Rosa na seleção brasiliense que disputou o Campeonato Brasileiro de Seleções dessa categoria.
Foi novamente treinador da seleção de juniores do Distrito Federal que disputou o Campeonato Brasileiro da categoria no período de 14 a 28 de dezembro de 1983, em Brasília.
Em 1985 assumiu a equipe profissional.
Sua estreia aconteceu no dia 23 de outubro de 1985, no Bezerrão, quando o Brasília venceu o Gama por 2 x 0. A equipe do Brasília foi assim escalada por Josemar Macedo: Déo, Ricardo, Jonas Foca, Iranil e Ahlá; Marco Antônio, Kleber e Bolão; Ribamar, Zé Ronaldo e Nei.
Foram sete jogos à frente da equipe principal do Brasília.
No Brasília, em 1988, dirigiu a equipe em 28 jogos válidos pelo campeonato brasiliense.
Depois que saiu do Brasília, passou pelo Guará em 1990 (16 jogos pelo campeonato brasiliense), Gama em 1991 (11 jogos) e Guará, também em 1991 (18 jogos) e Ceilândia em 1996 (9 jogos).
Além dos clubes do DF, Josemar Macedo também foi treinador do Atlético Goianiense, de Goiânia (GO) e do Rio Negro, de Manaus (AM).
Afastado do futebol desde 1996, Josemar resolveu voltar à ativa em 1999, a convite do Diretor de Futebol do Guará, Wander Abdalla. Foram treze jogos à frente do clube.
Novamente se afastou do futebol, envolvido com outras atividades extra-campo. Além da atividade de treinador de futebol, ele também foi funcionário da Fundação Educacional do Distrito Federal e, depois de 23 anos longe da sala de aula, Josemar concluiu o curso de Letras no Ceub.
Só voltaria a treinar uma equipe de futebol em 2006, o Brasília, quando esse se sagrou vice-campeão brasiliense da Terceira Divisão de desse ano. Foi sua última participação no futebol.
Depois, Josemar Macedo passou a dar palestras sobre Técnica Física para a Conquista da Autoconsciência - TFCA.
Também administra uma pequena empresa no ramo de comércio de alimentos na cidade de Alexania (GO).





sábado, 8 de agosto de 2026

A EXCURSÃO DO BRASÍLIA EM 1978


O Brasília retornou ao interior paulista para enfrentar seguidamente três equipes do Vale do Paraíba. No dia 9 de agosto, no Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos (SP), teve como adversário o São José E. C. Foi um jogo muito equilibrado e o placar de 0 x 0 demonstrou bem isso. O São José atuou com essa formação: Paulo César, Aluísio, Hélio, Tito e Bororó; Julião, Dão e Nelsinho; Jorge Vinícius (Zé Luiz), Zé Roberto e Chiquinho. Técnico: Muca. O Brasília jogou com Jonas, Ferreti, Jonas Foca, Emerson (Luís Carlos) e Odair; Paulinho, Ernâni Banana e Péricles; Zezinho Maranhão, Albeneir e Nei (Edmar). Técnico: Cláudio Garcia.

No dia 11 de agosto, o Brasília esteve em Guaratinguetá (SP), onde enfrentou a Esportiva local, obtendo um empate de 2 x 2, com Péricles e Edmar marcando os gols brasilienses. Após esse jogo, o Brasília passou a testar em seu time o jogador Lucas, da Esportiva, de Guaratinguetá.

Dois dias depois, o Brasília disputou seu último amistoso em território paulista. No dia 13 de agosto, em Taubaté (SP), venceu o clube do mesmo nome por 1 x 0, gol de Albeneir.

Em seu penúltimo jogo da excursão, o Brasília enfrentou o Volta Redonda, na cidade do mesmo nome, no interior do Rio de Janeiro, no dia 15 de agosto. Voltando a jogar uma boa partida, o Brasília venceu por 2 x 0, gols de Ernâni Banana e Edmar.

O Brasília venceu com Jonas, Ferreti, Jonas Foca, Emerson (Luís Carlos) e Odair; Paulinho (Moreirinha), Péricles e Ernâni Banana (Uel); Zezinho Maranhão, Edmar (Lucas) e Nei. O Volta Redonda perdeu com Leite (Renato), Mauro Cruz, Almir (Ari Martins), Edinho e Valmir; Carlinhos, Bacurau (Rubens Paraná) e Té; Lula, Clodoaldo (Jamil) e Paulo César.
O Brasília encerrou sua excursão no dia 18 de agosto com mais uma vitória de 2 x 0 sobre o Uberaba, de Minas Gerais, com gols de Péricles e Ernâni Banana.
Na vitória sobre o Uberaba o Brasília formou com Jonas, Ferreti, Luís Carlos, Emerson e Odair; Paulinho (Uel), Péricles e Ernâni Banana; Zezinho Maranhão, Edmar e Nei (Albeneir). 
Regressou à Brasília no dia 19 de agosto. Foi muito festiva a chegada da delegação, com as famílias dos jogadores e dirigentes e um bom número de torcedores se fazendo presentes. O treinador Cláudio Garcia estava muito contente com os bons resultados obtidos.

Edmar
Resumo da campanha do Brasília
Foram 11 jogos disputados pelo Brasília nessa excursão, sendo 7 vitórias, 3 empates e apenas uma derrota, logo em sua estreia. Marcou 16 gols e sofreu oito.

Edmar (foto) foi o principal artilheiro, com seis gols, seguido por Albeneir, com cinco, Péricles e Ernâni Banana, com dois cada um, e Nei, com um gol.

Curiosidade: 
Durante a excursão, a diretoria do Brasília recebeu um telefonema do Cruzeiro, de Belo Horizonte, informando que o jogador Albeneir, que fazia testes no clube, pertencia àquele clube e não ao ESAB, que teria emprestado seu passe ao Brasília. Segundo o supervisor do Cruzeiro, Ari Frota, o Cruzeiro contratou Albeneir junto ao ESAB e não sabia como o mesmo foi parar em Brasília. Finalizou avisando à diretoria do Brasília para ter cuidado de não passar pela situação de o jogador ter assinado dois contratos.




sexta-feira, 7 de agosto de 2026

FORMAÇÕES: Taguatinga - 1981




Uma das formações do Taguatinga, campeão brasiliense de 1981.
Em pé, da esquerda para a direita, Jonas, Édson, Décio, Emerson, Boni e Odair.
Agachados, na mesma ordem, Paulo Hermes, Marquinhos, Serginho, Péricles e Raimundinho.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

FICHA TÉCNICA: Weldon


Weldon Santos de Andrade nasceu em Santo André (SP) em 6 de agosto de 1980.
Formou-se nas categorias de base do Guarani, de Campinas (SP), e passou pelo América, de São José do Rio Preto (SP), antes de chegar ao Santos Futebol Clube, onde ganhou notoriedade ao marcar 10 gols na Copa São Paulo de Futebol Junior de 2000.
O Santos adquiriu seu passe e o emprestou ao Brasiliense (DF), onde disputou o campeonato do Distrito Federal de 2001. O Brasiliense perdeu o campeonato para o Gama, mas Weldon foi o artilheiro da competição, com 13 gols em 22 jogos disputados, e fez parte da seleção dos Melhores do Ano em enquete realizada pelo jornal Correio Braziliense.
Permaneceu no Brasiliense em 2002 e disputou o Campeonato do DF, a Copa Centro-Oeste, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da Série C (fez parte do elenco que acabaria conquistando o título dessa competição, tomando parte em apenas quatro jogos).
Retornou ao Santos ainda em 2002 e, embora não tenha sido titular absoluto da equipe comandada por Emerson Leão - que contava com a icônica dupla Diego e Robinho -, ele integrou oficialmente o grupo que garantiu a taça nacional daquele ano.

Em 2003 Weldon foi emprestado ao Sport Recife e se tornou campeão pernambucano nesse ano. Em seguida, em 2004, defendeu a Ponte Preta e ficou marcado principalmente por marcar um “hat-trick” no clássico contra o Guarani em 10 de julho de 2004.
Após passar pelo Al-Nasr, dos Emirados Árabes, teve seus direitos federativos adquiridos pelo Cruzeiro em 2005, porém, não foi bem, e acabou emprestado aos clubes franceses Sochaux e Troyes, retornando para o Sport Recife em 2007, onde voltaria a conquistar o campeonato pernambucano, mesmo não sendo titular.
Weldon se transferiu para o Belenenses, de Portugal, em agosto de 2007, e, sob as ordens de Jorge Jesus, foi vice-artilheiro da temporada 2007/2008, com 13 gols em 27 partidas disputadas. Não renovou o empréstimo com o clube português e retornou para o Cruzeiro em maio, disputando o restante do Campeonato Brasileiro de 2008.
Em 2009, sem espaço no ataque do Cruzeiro, foi emprestado pela terceira vez ao Sport Recife para a disputa da Taça Libertadores desse ano. Também integrou a equipe que conquistou o campeonato pernambucano desse ano.
Em 7 de junho, pelo Campeonato Brasileiro, fez um dos seus maiores jogos, quando marcou três vezes em oito minutos na vitória por 4 x 2 sobre o Flamengo.
Logo depois foi anunciada a sua transferência para o Benfica, de Portugal, recomendado por Jorge Jesus. No clube português viveu grandes momentos de sua carreira, onde, de 2009 a 2011, conquistou o Campeonato Português, a Taça de Portugal e defendeu o time na UEFA League.
Na temporada 2011/2012, defendeu o CFR Cluj, da Romênia. Pelo clube, o atacante participou de 12 partidas e marcou dois gols, colaborando com a conquista do título de campeão nacional.
Em 2012, transferiu-se por empréstimo para o clube chinês Changchun Yatai.
Retornou ao Brasil e acertou com o Criciúma em setembro de 2013 para jogar o Campeonato Brasileiro da Série A.
Após uma curta passagem por Santa Catarina e pelo Anápolis, de Goiás, Weldon voltou ao futebol português, jogando pelo Olhanense na segunda divisão na temporada 2014/2015.
Disputou quatro jogos pelo Brasiliense no campeonato do DF de 2016, marcando um gol.
Em suas duas passagens pelo futebol do DF, sempre como jogador do Brasiliense, disputou 58 jogos e marcou 23 gols.
Em fevereiro de 2017, chegou ao Independente, de Limeira (SP), na época lanterna na Série A-3 do Campeonato Paulista.

Em maio do mesmo ano, foi apresentado na Desportiva Ferroviária, de Vitória (ES), para sua primeira Série D da carreira.
Em 2018 disputou a Série A-2 do Campeonato Paulista pelo Juventus, de São Paulo (SP).
Logo após sua passagem pelo Juventus, Weldon foi contratado pelo Batatais para disputar a Série A-2 do Campeonato Paulista de 2019.
Ficou alguns meses sem atuar e, em outubro de 2020, aos 40 anos, ele assinou seu último contrato profissional para defender o Santos, do Amapá, na Série D do Campeonato Brasileiro, encerrando oficialmente sua trajetória como jogador logo após a competição.
Atualmente, Weldon reside em sua cidade natal e trabalha nos bastidores do esporte atuando como agente de jovens jogadores.









terça-feira, 4 de agosto de 2026

JOGOS INUSITADOS: Seleções de Brancos x Seleção de Negros - 1967



No dia 17 de dezembro de 1967 foi realizado um amistoso para comemorar o encerramento da temporada desse ano, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, envolvendo duas seleções: uma formada por jogadores negros e a outra por brancos.
Antes, no dia 5 de dezembro, trinta jogadores, quinze para cada lado, foram convocados (alguns não atenderam à convocação, sendo substituídos por outros jogadores). Para a seleção dos brancos foram convocados Zé Walter, Axel, Guairacá e Arnaldo, do Guará; Didi, João Dutra e Zezé, do Rabello; Juci e Crispim, do Colombo; Walmir, Alaor Capella e Solon, do Defelê; Macedo e Miranda, do Flamengo, e Nilson, do Cruzeiro. Para o time dos negros foram selecionados: Dico, Bimba, Luizinho, Tião e Cid, do Rabello; Chico, Juarez, J. Pereira e Jaime, do Flamengo; Juca, Ramalho e Nando, do Cruzeiro; Quincas, do Defelê; Noel, do Guará, e Baiano, do Colombo.
Takegi Koresawa foi o árbitro do jogo, que terminou empatado em 2 x 2. Os gols foram todos marcados no 2º tempo. Aos 4 minutos, Ramalho recebeu um belo passe de Quincas e centrou rasteiro, indo a bola para a ponta esquerda, para Jaime assinalar o primeiro gol dos negros sem problema. Aos 15 minutos, num pênalti cometido por Bimba, João Dutra empatou para os brancos. Aos 32, Pepe atirou forte da ponta-direita, Dico tentou colocar a bola para fora, mas ela foi cair dentro do gol, virando o jogo para os brancos. Faltando dois minutos para terminar o jogo, Jaime empatou o jogo, cobrando pênalti.
Somente na quarta série de penalidades máximas é que se definiu a vitória a favor dos negros. Na primeira e segunda, foram todos convertidos. Na terceira, cada um perdeu um e, na quarta série, os brancos perderam a primeira cobrança, depois dos negros terem convertido todos os três que cobrou.
Jaime bateu os pênaltis para os negros (que tiveram como goleiro Tonho) e João Dutra cobrou as penalidades dos brancos (com Walmir no arco para as defesas).
Assim jogaram as equipes:
Seleção de Negros - Dico (Tonho), Juca, Noel, Bimba e J. Pereira (Zé Paulo); Quincas e Zé Grillo; Ramalho, Baiano (Santos), Cid (Melro) e Jaime. Técnico: Didi de Carvalho.
Seleção de Brancos - Zé Walter (Walmir Gato), Didi, Milton, Décio e Wilson Godinho; João Dutra e Axel; Pepe, Solon, Alaor Capella e Crispim. Técnico: Hector Gritta.
Ao final do encontro tivemos a entrega das taças. Jardel Noronha de Oliveira entregou a Taça “Justiça e Disciplina” aos vencedores do encontro, na pessoa do atacante Cid, capitão da equipe dos negros. O goleiro Zé Walter, dos brancos, recebeu a taça “Wadjô Gomide”.




segunda-feira, 3 de agosto de 2026

FORMAÇÕES: Rabello - 1965



Uma das formações do Rabello campeão brasiliense profissional de 1965.
Da esquerda para a direita, de pé: Gegê, Zé Walter, J. Pereira, Mello, Jair e Pedrinho.
Agachados: Zezé, Ceninho, Invasão, Zé Maria e Zoca.



domingo, 2 de agosto de 2026

OS PRESIDENTES: Cipriano Siqueira Filho (in memoriam)


Tivemos conhecimento que no último dia 12 de julho de 2026, o Sr. Cipriano havia falecido. Prestamos nossa homenagem póstuma contando um pouco de sua história.

Cipriano Siqueira Filho nasceu em Uberlândia (MG), em 27 de setembro de 1942. Morava em Uberaba (MG) e de lá veio direto para o Guará, com 17 anos de idade. Chegou em 4 de outubro de 1959. Seu pai e seu tio moravam na beira do córrego próximo à Candangolândia, onde funcionava antigamente a bica d’água que abastecia todos os caminhões que trabalhavam nas obras de construção de Brasília.
Assim que completou 18 anos, foi admitido na Novacap, como ajudante de pedreiro, depois pedreiro, em várias obras de criação da capital. Dois anos depois, passou num concurso público do GDF-Governo do Distrito Federal, onde trabalhou até aposentar-se.
Trabalhou três anos na Administração Regional de Taguatinga e quando o administrador desta veio para o Guará, Cipriano veio com ele. Foram 22 anos na Administração Regional do Guará, onde aposentou como Chefe de Serviço de Administração da Feira do Guará, por seis anos. Aposentou-se como servidor do GDF em 1990, tendo também trabalhado no antigo Departamento de Água e Esgoto (DAE), que deu origem à CAESB.
Cipriano começou a assistir aos jogos do Guará apenas para acompanhar os amigos que, como ele, haviam deixado sua terra natal para ajudar na construção da nova capital do País. Os jogos eram perto da sua casa, no Núcleo Bandeirante, e por isso iam ao estádio.
Quando o Guará se profissionalizou e incentivado por Almir Vieira, Cipriano “vestiu a camisa”. Foi ajudante, chefe de torcida por muito tempo, diretor, até ser eleito Presidente em 1995.
Antes, de 1989 a 1994, o Guará havia sido vice-campeão quatro vezes, ao perder o título em finais para Brasília, Gama, Tiradentes e Taguatinga.
Em um desses anos, 1982, foi provocada uma grande mágoa em Cipriano. Na decisão do campeonato brasiliense desse ano, entre Guará e Brasília, a festa foi preparada bem cedo e seria regada a muita cerveja. Na maior euforia, o então chefe de torcida Cipriano Siqueira conseguiu levar para o Pelezão 600 torcedores uniformizados. Ele confiava tanto no Guará que não vacilou em encher um cavalete com fogos, para acendê-los ao final da partida, na comemoração do título. O Guará havia feito uma grande campanha e estava com jogadores de alto nível. Logo, nada mais compreensível do que preparar uma grande festa. Mas o futebol pregou mais uma de suas peças e o Brasília venceu.
Cipriano resolveu lançar um desafio, de assumir o clube e dar a ele o tão sonhado título de campeão brasiliense.

Incentivado pelo administrador regional Heleno Carvalho, o ex-administrador Francisco Brandes, foi eleito Presidente do clube para a gestão de 1995 a 1997. Juntaram-se a ele no desafio torcedores ilustres do Guará como Manoelino Rodrigues, Alcir Alves de Souza e o ex-supervisor do Taguatinga, Eurípedes Bueno.
O comando do time foi entregue ao ex-goleiro Déo de Carvalho.
No primeiro ano, o Guará foi eliminado nas semifinais, pelo Brasília, que foi vencido pelo Gama na final.
Mas, em 1996, finalmente veio o título. O time foi montado a partir da base vencedora do Taguatinga, formada pelos zagueiros Gilson e Zinha, os meias Marquinhos, Rogerinho e Júlio César. Como era tradição do clube na época, buscou-se um jogador famoso em fim de carreira, para dar experiência ao time e atrair o torcedor. O escolhido foi Éder Aleixo, ex-Seleção Brasileira, com 37 anos na época.
Éder havia atuado no Cruzeiro no ano anterior e ajudou a trazer para o Guará quatro juniores que haviam estourado a idade.
Cumprido o desafio, Cipriano não quis se reeleger para o triênio 1998/2000, quando o Guará chegou a ser rebaixado para a Segunda Divisão do DF.

Cansou da vida difícil de dirigente de futebol em Brasília. Teve muitas decepções, achou que não valia a pena continuar, citando, principalmente, a falta de apoio que experimentou durante a sua administração. Continuou no Guará como conselheiro.
Cipriano também tentou enveredar-se a deputado distrital em 2010, numa dobradinha com o candidato a deputado federal Izalci Lucas. Decepcionado com os 658 votos e a falta de apoio financeiro que deixou uma dívida de R$ 8 mil na época, não quis mais saber de política, mesmo sendo convidado outras vezes para candidatar-se.
Hoje, Cipriano dedica-se aos cinco filhos, incluindo uma de criação, 15 netos, 4 bisnetos e aos programas sociais de uma igreja evangélica.
Em 1991, Cipriano montou uma fábrica na QE 40, que produz camarões empanados e distribui para restaurantes de Brasília. Atualmente, a gerência dos negócios era feita pelo seu filho mais velho, Leandro Siqueira.



sábado, 1 de agosto de 2026

O JACARÉ QUE CRIOU ASAS!

Matéria postada no dia 1º de agosto de 2020

Aniversário de vinte anos do Brasiliense

Por Ricardo Freitas
1º Técnico

Lembro-me como se fosse hoje, o dia em que procurei Dona Alice, da fábrica de material esportivo EWE na Ceilândia, e disse a ela que estava nascendo um bebê e estava sem enxoval. Ela se sensibilizou e assim foi feito às pressas o primeiro uniforme do clube. Era o começo de tudo. Tive liberdade para escolher a Comissão Técnica e jogadores, a maioria da cidade. E assim, demos início aos trabalhos de treinamentos visando à Segunda Divisão.
Diferente do que os pessimistas de plantão naquele início diziam, que seria “um time de verão”, onde muitos não acreditavam na concretização do projeto, o Brasiliense hoje é uma realidade. Pois um homem chamado Luiz Estevão de Oliveira Neto (assessorado na época por Fábio Simão, Bernadete e os colaboradores Cassius e Rony), mesmo vivendo naquele período, seu inferno astral politico, foi persistente e valente. Diante de tantas adversidades, seguiu em frente e tomou gosto pelo “brinquedo caro” que é o futebol.
Já se passaram vinte anos, e aquela criança que na época não tinha o que vestir, tornou-se hoje um adulto consolidado, bem resolvido, com cara, roupa e casa própria. Seus vários títulos conquistados nesta curta trajetória, o coloca como um dos maiores vencedores, corroborando para um currículo invejável, sendo inclusive a única equipe do DF a conquistar dois Campeonatos Brasileiros em divisões distintas.  Sempre citado como uma referência no futebol por sua rápida ascensão, “o Jacaré voou tão alto que criou asas nos pés”!
Por este clube já passaram atletas que se consagraram e merecem ser lembrados, como: Weldon, Gil Baiano, Wellington Dias (em minha opinião o maior ídolo), Donizete, Iranildo, Tiano, Jairo, Deda, Jobson. E outros já consagrados que aqui desfilaram seus talentos, tais como: Marcelinho Carioca, Vampeta, Junior Baiano, Túlio Maravilha, Dimba, Lúcio e tantos mais.  Também cito alguns Técnicos como: Gerson Andreotti, Péricles Chamusca, Mauro Fernandes, Edinho e Reinaldo Gueldini, que também contribuíram na construção dessa história.
Todos estes nomes acima foram importantes para o clube. Mas minha homenagem hoje, passados vinte anos, vai para aqueles que estiveram em campo ou fora dele, naquele feriado de quinta-feira, 7 de setembro de 2000, no acanhado estádio da Metropolitana, no Núcleo Bandeirante, com um pequeno público, que pôde assistir ao primeiro jogo oficial da equipe, na vitória pelo placar de 2 x 0 frente à equipe do Samambaia, válido pelo Campeonato da Segunda Divisão do Distrito Federal. Iniciando assim, há vinte anos, a história do BRASILIENSE FUTEBOL CLUBE.
Assim como a capital Brasília, que ao ser citada, lembram-se dos mentores que a idealizaram; Juscelino, Niemeyer e Lúcio Costa, esquecendo-se dos pioneiros que a construíram, quero nesse aniversário de vinte anos do Brasiliense Futebol Clube, fazer uma referência aos trabalhadores que fizeram seu alicerce, os verdadeiros desbravadores, que não mediram esforços nessa obra. Enfrentaram dificuldades com a pouca estrutura implantada na época, convivendo diariamente nos treinamentos com o mau cheiro do S.L.U, mas que em nenhum momento reclamaram ou desistiram do objetivo principal, fazer o Brasiliense grande!
Obrigado aos bravos jogadores que colocaram a mão na massa: Cledson, Marlucio, Junior, Alfredo, Da Costa, Carlos, Jânio, André Martins, Adnilson, Daniel, Marquinhos, Mica (in memoriam), Thiago, Genilson, Geraldo, Iron, Ésio, Marquinhos Bahia, Nando, Euzébio, Rodrigo Mendes, Alemão, Alisson, Eduardo, Marcelo Henrique, Vavá, Beto e Marcelo França.
Obrigado também aos mestres de obra, minha comissão técnica que literalmente vestiu o uniforme, Giovane Tomé (Preparador de goleiros e Auxiliar Técnico), Alexandre Coutinho (Preparador Físico), Junior (Auxiliar de Preparador de Goleiros), Márcio Heuser (Supervisor), Tião Magu (Massagista) - in memoriam, Jonatas (Roupeiro) e Dr. Othon (Médico).
Agradeço a confiança depositada, e por fazer parte deste projeto, mesmo com uma mínima contribuição, mas com um valor imensurável para mim e companheiros.
Embora eu tenha voltado ao clube em outras oportunidades, como em 2003, como Gerente, e em 2009, como Auxiliar Técnico, hoje venho especificamente relembrar o início de tudo. Pois o tempo não vai apagar que fizemos parte do primeiro capítulo de uma longa e exitosa história, que por muito tempo ainda continuará a ser escrita.  

PARABÉNS PELOS VINTE ANOS DE HISTÓRIA BRASILIENSE FUTEBOL CLUBE!

PRIMEIRA COMISSÃO TÉCNICA: JONATAS (Roupeiro), TIÃO (Massagista), JUNIOR (Preparador de Goleiros), RICARDO (Técnico), 
ALEXANDRE (Prepador Físico), GIOVANE (Auxiliar Técnico) e MÁRCIO (Supervisor). 

Luiz Estevão em preleção na véspera da semifinal

Jogo final: Brasiliense 2 x 0 ARUC

Convocação para o primeiro jogo

Primeira camisa feita (não chegou a ser usada)



sexta-feira, 31 de julho de 2026

FORMAÇÕES: Tiradentes - 1983



Formação do Tiradentes que disputou o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 1983.
Em pé, da esquerda para a direita: Daniel, Sérgio Carvalho, Renato César, Neto, Joãozinho e Serginho.
Agachados, na mesma ordem: Ivonildo, Moreirinha, Manoel Ferreira, Tico e Ciso.



quinta-feira, 30 de julho de 2026

FORMAÇÕES: Seleção de Brasília - 1964



Formação da Seleção de Brasília que venceu o Fluminense, de Feira de Santana (BA), campeão estadual de 1963, pelo placar de 3 x 2, no dia 2 de julho de 1964, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo (de propriedade do Defelê).
Da esquerda para a direita, de pé: Aderbal, Alonso Capella, Lúcio, Sir Peres, João e Gaguinho; agachados, na mesma ordem: Paulista, Cascorel, Invasão, Reinaldo e Arnaldo.



quarta-feira, 29 de julho de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Som


NOME COMPLETO: Valdson Pereira da Silva
APELIDO: Som
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Taguatinga (DF), 29 de julho de 1962
POSIÇÃO: Meia Armador

LINHA DO TEMPO

Começou a jogar bola na cidade de Brazlândia, onde defendeu o Brazlândia, o Auto Esporte e o Madureira.

1983
No futebol profissional, começou em 1983, no Ceilândia. Seu primeiro jogo foi um amistoso no Bezerrão, contra o Gama, em 24 de março de 1983. O jogo terminou empatado em 1 x 1 e o Ceilândia formou com Roberto, Auro, Brito (Hudson), Tião e Teixeira; Chico, Joãozinho e Adão; Waldir, Neto e Alves (Som).
Pelo Campeonato Brasiliense, sua estreia foi no dia 15 de maio de 1983, por coincidência contra o Gama, no Bezerrão, e com empate em 1 x 1. Jogou o Ceilândia com Roberto, Auro, Brito, Tião e Teixeira (Evandro); Chico, Nicácio e Marquinhos (Paulo Honório); Som, Joãozinho e Adão. Técnico: Antônio Fabiano Ferreira (Raimundinho).
Foram treze jogos pelo Campeonato Brasiliense, com o Ceilândia ficando na sétima colocação entre os oito clubes disputantes.

1984
Som passou a ser titular do meio de campo do Ceilândia. Apesar disso, o clube melhorou um pouco sua posição na classificação final do Campeonato Brasiliense: desta vez, ficou com a sexta colocação entre os oito que participaram da competição.
Seu último jogo com a camisa do Ceilândia foi em 11 de novembro de 1984, no Pelezão, com vitória de 1 x 0 sobre o Brasília. O Ceilândia atuou com Ronaldo, Pato, Juscelino, Tião e Teixeira; Som, Chinézio e Ceará; Clerton (Melo), Joãozinho (Amilton) e Adão. Técnico: Eurípedes Bueno de Morais.

1985
Transferiu-se para o Taguatinga, onde estreou no dia 18 de maio de 1985, no Serejão, marcando um dos gols da goleada sobre o Planaltina, por 6 x 0.
De forma oficial, sua estreia aconteceu no dia 6 de julho de 1985, no Bezerrão, com vitória de 1 x 0 sobre o Gama, formando o time do Taguatinga com Adriano, Junior, Kidão, Rafael e Visoto; Boni (Bilzinho), Som e Péricles; Aguinaldo (Zinha), Joãozinho e Marquinhos. Técnico: Joaci Freitas Dutra (Alencar).
O Taguatinga terminou o Campeonato Brasiliense na segunda colocação e Som foi o artilheiro do time e o terceiro do campeonato, com 9 gols.

1986
Som começou o ano de 1986 tornando-se campeão do Torneio Início, disputado no dia 26 de janeiro de 1986, no estádio Mané Garrincha. Na final do torneio o Taguatinga formou com Ronaldo, Junior, Bilzão, Zinha e Adilson; Boni, Som e Marquinhos; Aguinaldo (Neomar), Joãozinho e Marcelo.
No Campeonato Brasiliense, no qual o Taguatinga novamente ficou com o vice-campeonato, Som disputou 18 dos 21 jogos realizados pelo clube, marcando dois gols.

1987
Pelo terceiro ano consecutivo o Taguatinga foi o segundo colocado do Campeonato Brasiliense. Som disputou dez jogos e marcou dois gols.

1988
Nesse ano, disputou o Campeonato Brasiliense pelo Ceilândia e o Campeonato Brasileiro da Série C pelo Taguatinga.

1989
Finalmente pôde comemorar um título de campeão brasiliense, com o Taguatinga, em 1989. Uma das formações do Taguatinga foi esta: Roberto Costa (Elvis), Marquinhos, Paulão, Adilson e Visoto; Chicão, Da Silva e Humberto; Carlinhos, Joãozinho e Som (Marco Antônio). Técnico: Antônio Humberto Nobre (Canhoto)

1990 e 1991
Disputou o Campeonato Goiano pelo Rio Verde. Em 1990, o Rio Verde foi rebaixado para a Segunda Divisão. Nesta, em 1991, o Rio Verde ficou na quarta colocação e, portanto, sem conseguir o acesso à Primeira Divisão.

1991
Disputou poucas partidas pelo Tiradentes no Campeonato Brasiliense desse ano: apenas três.

1992 a 1994
Disputou o Campeonato Brasiliense de 1992 pelo Gama. Foram dez partidas.
Também foi um período em que Som passou a dividir seu tempo entre o trabalho no Governo do Distrito Federal e o futebol.

1995
No dia 5 de junho de 1995, Valdson Pereira da Silva foi uma das dez pessoas que se reuniram com o objetivo de fundar a Sociedade Esportiva Brazlândia.

1996
No Campeonato Brasiliense desse ano, Som disputou quatro partidas pelo Brazlândia, como jogador, e mais duas como treinador. Sua última partida como jogador aconteceu em 12 de maio de 1996, no estádio Chapadinha, no empate em 0 x 0 com o Samambaia, quando o Brazlândia teve a seguinte formação: Ronaldo, Bilzão, Amaral, Gomes e Paulo César; Lourenço (Cláudio), Bigu e Júlio César (Neto); Som (Jorge), Joãozinho e Touro. Técnico: Altair Siqueira.
Pouco tempo depois, Som fez sua estreia na nova função de treinador, dirigindo a equipe no dia 30 de junho de 1996, no estádio Chapadinha, no empate em 1 x 1 com o Guará. O Brazlândia formou com Ronaldo, Touro, Amaral, Gomes e Ricardo; Bilzão, Everton Goiano e Carlos Antônio; Neto, Bigu e Júlio César (Magnaldo) (Altamir). Técnico: Valdson Pereira da Silva (Som).

1997
Som dirigiu a equipe do Brazlândia em nove jogos pelo Campeonato Brasiliense, a última delas em 4 de maio de 1997. Deixou a equipe antes do início do segundo turno. O Brazlândia foi rebaixado para a Segunda Divisão do DF.

1998
Novamente na direção do Brazlândia, sagrou-se vice-campeão da Segunda Divisão do DF, conseguindo o acesso à Primeira.

1999
O Brazlândia iniciou o Campeonato Brasiliense de 1999 com Toninho Baiano (ex-lateral direito do Flamengo, Fluminense e da Seleção Brasileira) como treinador. No jogo seguinte, Som o substituía e ficou à frente da equipe nos demais nove jogos, até 25 de abril de 1999. A partir daí aconteceu uma sucessão de técnicos à frente da equipe: Joãozinho, Ronaldo Araújo e Roberto Ruben Delgado, este permanecendo até o fim da competição.

2000
Voltou a trabalhar como treinador do Brazlândia no Campeonato Brasiliense de 2000, assumindo a função em 2 de abril e permanecendo à frente da equipe em onze dos dezoito jogos disputados pelo clube, o último deles em 11 de junho de 2000, na vitória de 1 x 0 sobre o Dom Pedro II, no Adonir Guimarães.

2001 a 2003
Largou o futebol e passou a se dedicar a um pequeno comércio.

2004
Retornou ao futebol e em apenas duas oportunidades (15 de fevereiro e 7 de março, ambas com derrota) foi treinador do Brazlândia no Campeonato Brasiliense de 2004, substituindo Roberto Ruben Delgado. Logo depois, foi substituído por Valter Gomes. O Brazlândia foi rebaixado para a Segunda Divisão.

2005 a 2008
Novamente afastou-se do futebol.

2009
Dirigiu a equipe do Brazlândia de forma interina no dia 1º de março de 2009, no estádio Chapadinha, com derrota de 3 x 1 para o Brasília. Em sua última participação no futebol profissional, o Brazlândia jogou assim André, Badhuga, Paulo Moura, Cláudio Negão e Tupãzinho (Henrique); Bigu, Augusto, Luiz Carlos e Luciano; Flávio Katioco (Kiki) e Neto (Tonhão). Técnico: Valdson Pereira.

Pelas suas características físicas, magro e alto, Som lembrava o saudoso Doutor Sócrates. Apesar de admirar Sócrates, ele garantia que não procurava imitá-lo. Ele se definia como um meia habilidoso e com boa leitura do jogo, com destaque no trabalho de armação e saída de bola da defesa. Foi um dos meias de ligação que mais marcou gols pelo Taguatinga.