sábado, 26 de setembro de 2026

OS CLUBES DO DF: Ceilândia Esporte Clube - 2ª parte


Em 2005, sob o comando de Sérgio Luís Lisboa de Almeida Filho, o Serjão, o Ceilândia deu mostras de que poderia vir a ser a terceira força do futebol do DF. O clube adquiriu ônibus, reformou o estádio e alugou as dependências do Jaguar Esporte Clube transformando-o em Centro de Treinamento. O investimento deu certo e o Ceilândia foi vice-campeão brasiliense em 2005 desbancando Gama e CFZ. Naquele mesmo ano fez uma série C excepcional. Na primeira fase foi o primeiro colocado do grupo que também teve o Paranoá (DF) e Mineiros e Grêmio Inhumense, ambos de Goiás. Na segunda fase eliminou o CENE, do Mato Grosso do Sul (2 x 1 e 1 x 1). Na terceira, não tomou conhecimento do Londrina (PR), vencendo os dois jogos (3 x 0 e 1 x 0). Porém, na quarta fase foi eliminado pelo Ipatinga-MG (1 x 2 e 0 x 0). Ficou em 7º lugar na classificação geral, numa competição que reuniu 63 clubes.
Em sua primeira participação na Copa do Brasil, no ano de 2006, o Ceilândia teve logo uma pedreira na primeira rodada: o Bahia.
Com reformas às pressas no estádio Abadião, na primeira partida pela Copa do Brasil de sua história, o Ceilândia ficou no empate sem gols com o tricolor baiano. No jogo de volta, em plena Fonte Nova, o Ceilândia mostrou força para evitar que sua primeira participação na Copa do Brasil fosse marcada por uma passagem meteórica. Venceu o Bahia por 2 x 1 e garantiu vaga na segunda fase.
Na segunda fase, o Ceilândia enfrentou um time da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, o Fortaleza. No primeiro jogo, em casa, empate em 1 x 1. Com esse resultado, o Ceilândia precisava vencer ou arrumar um empate acima de um gol para avançar no jogo me Fortaleza. Não conseguiu. Placar final: Fortaleza 3 x 1 Ceilândia.
No campeonato brasiliense de 2006, o Ceilândia chegou na quarta colocação.
Ainda em 2006 disputou sem brilho a Série C do Campeonato Brasileiro, sendo desclassificado na primeira fase, tendo enfrentado Ituiutaba (MG), Atlético Goianiense e Chapadão (MS).
Após disputas internas pelo poder, Serjão foi deposto do cargo de presidente do Ceilândia com suspeitas de desvio de fundos. José Beni Monteiro de Oliveira assumiu a pasta e com o dinheiro da venda da sede social o clube investiu na construção de um CT próprio chamado "Cidade do Gato" dando mostras de que a diretoria queria transformar o clube em uma das referências do futebol do DF.
No campeonato brasiliense de 2007 foi o terceiro colocado e novamente não conseguiu classificação para a fase seguinte na Série C do Campeonato Brasileiro desse ano. Tendo enfrentado Atlético Goianiense, CRAC (GO) e Cacerense (MT) ficou em terceiro lugar no grupo (apenas os dois primeiros se classificavam).
Repetiu a boa colocação no campeonato brasiliense de 2008, novamente chegando em terceiro lugar. No ano seguinte, não foi bem, ficando na sexta colocação entre os oito participantes.


Finalmente, em 2010, o Ceilândia entrou para a história do futebol de Brasília e deixou de ser apenas um coadjuvante, ao conquistar o campeonato brasiliense, ao vencer surpreendentemente o Brasiliense por 3 x 1, no Abadião. No jogo da volta, conseguiu segurar um empate em 2 x 2, após estar perdendo o jogo por 2 x 0. Assim, o Ceilândia quebrou uma série de seis títulos seguidos do Brasiliense.
Os jogadores que participaram dos dois jogos decisivos contra o Brasiliense foram Edinho, Edimar, Badhuga, Celso e Diogo; Liel (Fabinho), Vieira (Daniel), Allann Delon e Augusto (Willian); Cafu (Willian Carioca) e Dimba (Rodrigo Melo). O técnico foi Adelson de Almeida.
Voltou a disputar o Campeonato Brasileiro em 2010, agora na Série D. Novamente não conseguiu passar para a outra fase, após ficar em terceiro lugar no grupo formado ainda por Brasília e Botafogo, ambos do Distrito Federal, e o Araguaína, de Tocantins.
Depois da conquista do título estadual em 2010, o Ceilândia fez uma campanha abaixo do esperado em 2011 vindo a ser eliminado ainda na fase de classificação.
Também foi muito mal na Copa do Brasil de 2011. O Ceilândia deu vexame e não passou do primeiro jogo. Bastaram 45 minutos para o Ceilândia dar adeus à Copa do Brasil. Estreando no Abadião, contra o Caxias, do Rio Grande do Sul, foi impiedosamente goleado por 5 x 0, com todos os gols marcados ainda na primeira etapa.


Em 2012 o Ceilândia surpreendeu ao chegar às duas finais do Campeonato Brasiliense. Perdeu o primeiro turno, a Taça JK, para o Luziânia por 3 x 2, na casa do adversário. Porém ganhou o segundo turno, a Taça Mané Garrincha, por 4 x 1 contra o Sobradinho, também na casa do adversário. Disputou a grande final contra o Luziânia, venceu o primeiro jogo por 1 x 0, e perdeu o segundo pelo mesmo placar, acabando por se sagrar campeão dado a sua melhor campanha na primeira fase da competição.
Também em 2012, o Ceilândia realizou boa campanha no Campeonato Brasileiro da Série D, ficando, na primeira fase, em segundo lugar no grupo integrado ainda por CENE (MS), Aparecidense e CRAC, ambos de Goiás, e Sobradinho (DF). Na segunda fase, foi eliminado pelo Friburguense (RJ), em dois jogos (0 x 0 e derrota de 2 x 1).
Voltou a ficar em terceiro lugar no campeonato brasiliense de 2013 e foi muito mal no de 2014, quando chegou na sétima colocação entre doze equipes.
De 2015 a 2018, no âmbito estadual, o Ceilândia manteve-se competitivo, alcançando as finais estaduais em 2016 e 2017, mas acabou ficando com o vice-campeonato em ambas as ocasiões. Foi quinto colocado em 2015 e terceiro em 2018.
Após esses anos, viveu um breve período (2019 e 2020) de mal desempenho. Em 2019, entre os doze participantes, ficou com a nona colocação e, no ano seguinte, foi pior ainda, quando chegou a flertar com o rebaixamento, chegando na décima posição entre doze participantes (os dois últimos foram rebaixados).
O Ceilândia voltou a crescer no cenário local nos anos de 2021 e 2022, tornando-se vice-campeão nas duas edições, perdendo decisões equilibradas para o Brasiliense.
O grande momento nacional do Ceilândia ocorreu na Copa do Brasil de 2022. Surpreendeu o País ao eliminar equipes de divisões superiores, como o Londrina (1ª fase) e o Avaí (2ª fase). O time avançou de forma inédita à terceira fase, caindo de cabeça erguida diante do Botafogo.
Depois de um sexto lugar no Campeonato Brasiliense de 2023, alcançou o tricampeonato do DF em 2024, após campanha com uma derrota apenas, quebrando um jejum de 12 anos sem o título local.
Nos anos de 2025 e 2026, realizou campanhas regulares no campeonato brasiliense, que deram ao clube o quarto lugar em ambas.
No âmbito nacional, o Ceilândia teve um excelente desempenho no Campeonato Brasileiro da Série D de 2025, avançando até as oitavas de final, onde acabou eliminado pelo Barra (SC). A boa campanha garantiu ao clube o direito de disputar a edição expandida do em 2026 devido aos novos critérios de mérito da CBF.
Já em 2026, o Ceilândia superou a fase de grupos avançando ao mata-mata (fase de 64 avos), mas encerrou sua participação na competição nacional ao ser superado pelo Luverdense. O time já possui vaga assegurada na Série D de 2027 via redistribuição local.


A CIDADE DO GATO

A Cidade do Gato (ou simplesmente CT do Gato Preto) é o Centro de Treinamento oficial do Ceilândia Esporte Clube. Localizado a aproximadamente 9 quilômetros da região central de Ceilândia, o complexo foi projetado para ser um marco de infraestrutura na Região Centro-Oeste.
O projeto foi idealizado e construído entre 2011 e 2012, sob o comando de José Beni, presidente do clube na época. Pensado em grande escala para profissionalizar de vez as operações do Ceilândia, o espaço foi dividido estruturalmente em quatro ambientes principais:
Alojamento e Concentração: Uma área com apartamentos e suítes espaçosas projetada para hospedar os atletas profissionais e a comissão técnica antes de partidas decisivas.
Convivência e Lazer: Salas de estar e de televisão, salão de jogos e academia equipada para a preparação física.
Apoio e Recuperação: Um bloco contendo salas administrativas, departamento médico e uma piscina semiolímpica para regeneração física dos jogadores.
Futebol e Imprensa: Uma área técnica com sala de imprensa, vestiários modernos (mandante e visitante), sala de aquecimento e dois campos oficiais de treinamento medindo 105x68 metros cada.
Embora o projeto tenha sido desenhado de forma muito ambiciosa, a velocidade de conclusão das obras variou com as condições financeiras do clube ao longo dos anos. Recentemente, a estrutura passou a ser um pilar indispensável para as categorias de base e para os treinos da equipe profissional, oferecendo gramados de excelente qualidade para a preparação dos atletas que disputam o Campeonato Brasiliense e as competições nacionais.



sexta-feira, 25 de setembro de 2026

OS CLUBES DO DF: Ceilândia Esporte Clube - 1ª parte


A partir de 1975, o futebol do Distrito Federal começou a se profissionalizar. Surgiram Brasília e Gama. A Campineira foi a base do Sobradinho, o Pioneira deu origem ao Taguatinga, mas a Ceilândia continuava sem um representante nas competições oficiais do Distrito Federal.
Somente em 1977 surgiram as primeiras tentativas no sentido de criar um clube profissional na Ceilândia.
Finalmente, em 27 de março de 1978, no auditório do Centro Interescolar nº 01, no setor sul da cidade de Ceilândia, aconteceu a Assembleia para deliberar sobre a fundação de um clube social e esportivo.
Iniciados os trabalhos, foi indicado Cazuza Francisco de Souza para a Presidência da mesa e Valdir Carmona para secretariar a reunião. Em seguida, Cazuza Francisco de Souza relatou as atividades a serem desenvolvidas pelo novo clube e sugeriu o nome de Dom Bosco Esporte Clube, sugestão esta aceita pela maioria por se tratar de um clube pioneiro, existente desde 1963, porém sem personalidade jurídica. Até então o time existia apenas de fato.
A primeira diretoria, eleita por aclamação, ficou assim constituída: Presidente - Waldir Papa da Fonseca, Vice-Presidente - Cornélio Cristino da Luz; Secretária - Zulmira Araújo Bezerra e Tesoureiro - Vítor Modesto de Araújo.
Também foram definidas as cores oficiais do Dom Bosco: preta e branca e o uniforme oficial número 1: camisa branca com escudo preto na frente e no centro, calção branco e meias brancas.

Maria de Lourdes Abadia e Waldir Papa da Fonseca

Foi assim que, em 25 de agosto de 1979, por sugestão da então Administradora Regional Maria de Lourdes Abadia, o estatuto do clube foi alterado mudando o nome de Dom Bosco Esporte Clube para Ceilândia Esporte Clube. As cores permaneceram sendo a preta e a branca, mas o escudo foi alterado para uma imagem estilizada da caixa d’água da cidade.
Nota: a caixa d’água é o monumento mais famoso da cidade de Ceilândia. É um dos maiores símbolos da cidade e fica no centro, erguida no local onde foi fixada a pedra fundamental de Ceilândia.
Após serem discutidas e aprovadas as devidas alterações, passou-se a formação do Conselho Deliberativo, que ficou assim formado: Presidente - Waldir Papa da Fonseca; Conselheiros: Cornélio Cristino da Luz, Antônio Alves Gomes, Cazuza Francisco de Souza, Messias Palace e João da Cruz Ramos Filho.
Na noite de 8 de novembro de 1979 a diretoria do Ceilândia Esporte Clube foi empossada, tendo como presidente Waldir Papa da Fonseca. Os demais diretores eram os presidentes dos 25 clubes que integravam a UEC - União dos Esportes da Ceilândia, todos eles comerciantes e que, de início, arcariam com todas as despesas do novo clube.
Estava assim constituída: Conselho Diretor - Presidente: Antônio Alves Gomes; 1º Vice-Presidente: Nelson Ferreira; 2º Vice-Presidente: Cícero Francisco Gonçalves; Diretor Jurídico: Mário Linário Leal; Diretor de Futebol Profissional: Cornélio Cristino da Luz; Diretor de Relações Públicas: Ricardo Cosme da Silva; Diretor de Esportes Amadores: Mário José Lopes; Secretário Geral: João Ramos da Cruz Filho; Diretor de Patrimônio: Roberto Menezes; 1º Secretário: Orlando Francisco de Souza; Tesoureiro Geral: Eunice Cazuza; 1º Tesoureiro: Antônio Rodrigues Araújo e Diretor Social: Zulmira Araújo Bezerra.
Diretores sem pasta: Jorge Cavalcante, José Antônio de Oliveira e Muniz de Serunlo.
Conselho Fiscal: Presidente - Raimundo Correia Lima; Membros: Carlos Alberto, Manoel Paes Landim Ribeiro, Manoel Martins Pereira, Nilo dos Reis Pereira e Juvercino Leite de Menezes.
A Comissão Técnica foi composta pelo treinador João da Silva, o preparador físico Francisco Antônio da Silva (Chicão) e o massagista Catraca.
No dia 2 de outubro de 1979 aconteceu a reunião da diretoria da Federação Metropolitana de Futebol que aceitou a filiação do Ceilândia Esporte Clube na categoria profissional.
Já com autorização para realizar jogos, até o dia 8 de novembro realizou sete amistosos-protótipos, vencendo cinco e empatando dois.
Os jogadores para o primeiro time do Ceilândia foram escolhidos entre os melhores das 25 equipes da UEC, tendo como base o time do Dom Bosco, que sempre foi um dos mais destacados do amadorismo brasiliense.
Um dos principais jogadores do Ceilândia era Adilson, que havia jogado pelo Gama, além do ponteiro esquerdo Zé Carlos, ex-Taguatinga e que também jogou pela Seleção Brasiliense de Juvenis de 1978.

Uma das primeiras formações do Ceilândia

O primeiro jogo oficial (um amistoso) do Ceilândia foi disputado contra o Brasília, no estádio Serejão, em 18 de novembro de 1979. O Ceilândia perdeu por 2 x 1, mas Francisco Alves dos Santos, o Risadinha, aos 25 minutos do 2º tempo, fez o gol histórico: o primeiro gol do Ceilândia Esporte Clube.
Formou o Ceilândia com Edson, Renilton, Cidão, Luciano e Jura; Adilson, Paulinho (Camilo) e Chinésio (Israel); Mardônio, Risadinha e Zé Carlos. Técnico: João da Silva.
No dia 12 de dezembro de 1979 conseguiu sua primeira vitória como time profissional: no estádio Serejão, venceu a Desportiva Bandeirante por 2 x 0, gols de Luciano e Paulo Clemente.
Participou pela primeira vez do campeonato brasiliense no ano de 1980. Sua estreia foi no dia 18 de maio de 1980, no Serejão, quando foi derrotado pelo Taguatinga, por 3 x 0. O time atuou com Edson, Renilton, Cidão (Arlício), Toninho e Teixeira; Adilson, Paulinho (Lelé) e Zé Vieira; Messias, Risadinha e Marquinhos. Técnico: Francisco Antônio da Silva (Chicão).
Uma semana depois, 25 de maio de 1980, o Ceilândia somou seu primeiro ponto e marcou o seu primeiro gol oficial. Novamente Risadinha foi o autor desse gol, aos 38 minutos do 2º tempo, empatando a partida contra o Guará, no CAVE: 1 x 1.
Sua campanha no 1º turno desse campeonato até que foi razoável, terminando em 4º lugar entre 9 equipes. Nos oito jogos que disputou, venceu três, empatou dois e perdeu três. Marcou sete gols e sofreu dezesseis. No segundo e terceiro turnos foi muito mal, ficando com a oitava colocação em ambos. Na classificação geral, ficou em sétimo lugar, com essa campanha: 24 jogos, 5 vitórias, 6 empates e 13 derrotas; 14 gols a favor e 40 contra.
O artilheiro do Ceilândia no campeonato foi Messias, que marcou seis gols.
Logo depois, em novembro de 1980, o Ceilândia disputou o Torneio de Classificação para a Primeira Divisão de 1981, um quadrangular também chamado de Torneio da Morte, que apontaria dois classificados para a principal divisão do futebol brasiliense no ano seguinte.
Perdendo para o Tiradentes (1 x 0), vencendo a Desportiva Bandeirante (2 x 0) e perdendo para o Comercial, de Planaltina (2 x 1), o Ceilândia ficou em terceiro lugar e fora da Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense de 1981 (era ideia da Federação Metropolitana de Futebol a criação da Segunda Divisão do DF, que acabou não acontecendo e deixando todos os clubes inativos no ano de 1981).
A inatividade do Ceilândia só não foi completa pois, antes do início do Campeonato Brasileiro da Terceira Divisão (Taça de Bronze) de 1981 foram realizados Torneios Seletivos nos Estados com a finalidade de apontar seus representantes nessa competição.
Com o Brasília na Primeira Divisão (Taça de Ouro) e o Gama na Segunda (Taça de Prata), participaram do Torneio Seletivo do Distrito Federal quatro equipes: Ceilândia, Sobradinho, Taguatinga e Tiradentes.
O torneio foi disputado no Estádio Serejão, em rodadas duplas, nos meses de janeiro e fevereiro de 1981. O Ceilândia ficou em 2º lugar no 1º turno e em quarto no segundo, não conseguindo a vaga.
Nos anos 80 e 90, o Ceilândia sempre foi coadjuvante nos campeonatos brasilienses que disputou: 6º em 1982, 7º em 1983, 6º em 1984 e 1985, 5º em 1986, 4º em 1987, 6º em 1988 e 3º em 1989, sua melhor colocação na década de 80. Essa boa colocação levou o Ceilândia a disputar a Série B do Campeonato Brasileiro pela primeira vez (ver períodos do Brasiliense e do Brasileiro). Estreou no dia 09.09.1989, no Serejão, sendo derrotado pelo Sobradinho por 1 x 0. Depois, empatou com o Vila Nova-GO (0 x 0), venceu o Atlético Goianiense (1 x 0) e perdeu para a Anapolina (1 x 2), conseguindo passar para a segunda fase, quando enfrentou o Rio Branco, do Acre, empatando em casa (0 x 0) e perdendo fora (1 x 0), sendo desclassificado.
Começou a década de 90 sendo o oitavo e último colocado em 1990; foi 5º em 1991, novamente oitavo e último em 1992, 6º em 1993, não disputou os campeonatos de 1994 e 1995 e quando retornou, no ano de 1996, foi 14º e último lugar no campeonato brasiliense, sendo rebaixado para a Segunda Divisão de 1997. Foi sexto lugar na Segunda Divisão de 1997 e tornou-se campeão no ano seguinte, retornando à Primeira Divisão em 1999, quando foi 7º colocado.
Continuou sua irregularidade nos anos 2000, sendo 5º em 2000, 6º em 2001, 5º em 2002, 7º em 2003 e 4º em 2004.
Nesse ano de 2004 voltaria a disputar um Campeonato Brasileiro, a Série C, novamente se classificando para a fase seguinte, após ficar com a segunda colocação num grupo formado por Tupi, de Minas Gerais, e Americano e Friburguense, do Rio de Janeiro.



quinta-feira, 24 de setembro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Alaor Capella (in memoriam)




Alaor Capella dos Santos nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 25 de setembro de 1933.
Começou nas categorias de base do Flamengo, do Rio de Janeiro, onde permaneceu no período de 1953 a 1955.
Ainda em 1955, transferiu-se para o Vitória, de Salvador (BA), ficando por lá até 1956, quando se sagrou campeão baiano em 1955.
Em 1956 foi para o Londrina, logo depois de o clube ser fundado (5 de abril de 1956).
Alaor marcou o primeiro gol da história do Londrina, no amistoso com o Corinthians, de Presidente Prudente (SP), em 24 de junho de 1956.
Foi o segundo maior artilheiro da história do Londrina, marcando 126 gols, no período de 1956 a 1960, perdendo apenas para Gauchinho, que marcou 217.
No clube paranaense conquistou por duas vezes o campeonato do Norte do Paraná, nos anos de 1957 e 1959 (ainda não havia a participação de clubes do norte do Estado na Primeira Divisão). No torneio de 1957, foi o artilheiro da competição, com 10 gols.
Transferiu-se para a Associação Prudentina de Esportes, de Presidente Prudente (SP), onde permaneceu até 1961 e, neste ano, ajudou o clube a sagrar-se campeão da Segunda Divisão de Profissionais, passando a fazer parte da Primeira em 1962.
Voltou a defender um clube do Norte do Paraná entre 1961 e 1962, o Nacional Atlético Clube, de Rolândia.
Em março de 1962 ele foi contratado para jogar no Rabello, de Brasília (DF).
Sua estréia aconteceu no dia 25 de março de 1962, num amistoso em que o Rabello venceu o Nacional por 2 x 0. Alaor marcou o primeiro gol, de cabeça.
Convocado para a Seleção de Brasília que disputou um amistoso contra o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro (RJ), no dia 21 de abril de 1962 (1 x 1), teve a honra de ceder seu lugar para o grande craque Zizinho, que se despedia dos gramados e foi convidado especial para a festa de aniversário de Brasília.
Nos dias 28 de abril e 1º de maio foi realizada a Taça Candango, com a participação do Guará, Colombo, Defelê e Rabello. Na decisão do torneio, no campo do Guará, o Rabello venceu o Guará por 2 x 1, com um gol de Alaor Capella.
Passou a fazer parte com freqüência das convocações para defender a Seleção de Brasília, inclusive a que disputou o Campeonato Brasileiro de 1962, superando Mato Grosso na primeira rodada e sendo eliminada por Goiás na fase seguinte.
No campeonato de 1962, o Rabello ficou com a terceira colocação.
Em 1963, os dirigentes do Defelê, maior rival do Rabello, conversaram com Alaor e ofereceram um emprego com um salário melhor. Aconteceu a transferência para o Defelê, onde permaneceu até o ano de 1968, ano em que fez parte do time campeão brasiliense, o último título conquistado pelo Defelê.
No mesmo Defelê, no ano seguinte (1969) começou sua carreira de técnico de futebol.
Depois do Defelê, dirigiu várias equipes de Brasília: Corinthians (1976), Desportiva Bandeirante (1977 a 1979, ano em que foi vice-campeão), Guará (1980 e 1981, quando também foi vice-campeão), Brasília (no campeonato brasileiro de 1981), Gama (1981 e 1982), Guará (1983 a 1984), largou o profissionalismo e sagrou-se campeão amador pelo Pratão em 1984 e voltou a dirigir o Gama em 1985.
A partir de 1990 foi contratado para iniciar Escolinha de Futebol na Associação dos Empregados da CEB – ASCEB nas categorias mirim, infantil e juvenil.
Deste trabalho desenvolvido, foram encaminhados vários jogadores para times profissionais de Brasília e também para o Londrina (PR) e para o Atlético, de Ibirama (SC).
Na horas de folga, dirigiu o time da AMAGIS-Associação dos Magistrados de Brasília, que venceu a fase regional da Olimpíada da entidade em Cuiabá (MT) e ficou em terceiro lugar na fase nacional, disputada no campo do Flamengo, no Rio de Janeiro. Isso em 1977.
Em 2000, contratado pela Polícia Federal, foi o treinador da equipe de Brasília que disputou a Olimpíada da DPF, em Natal (RN), sagrando-se campeã no futebol de campo e terceira colocada no futebol society.
Alaor Capella faleceu no dia 14 de agosto de 2020.





quarta-feira, 23 de setembro de 2026

# PASSARAM POR AQUI: Paulo Lumumba



No Bonsucesso: terceiro, em pé, da esquerda para a direita
Paulo do Nascimento Ribeiro, o ex-zagueiro Paulo Lumumba, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 19 de setembro de 1943.
Iniciou sua carreira no Flamengo, do Rio de Janeiro, clube onde atuou poucas vezes nos anos de 1962 e 1963. Foram 23 jogos, com 12 vitórias, cinco empates e seis derrotas.
Transferiu-se, então, para outro clube do Rio de Janeiro, o Bonsucesso, onde permaneceu até 1970.
Do Bonsucesso, Paulo Lumumba foi para o Fluminense, onde estreou no dia 1º de fevereiro de 1970 e realizou sua última partida em 29 de julho de 1971, totalizando 23 jogos com a camisa do tricolor carioca.
Esteve na Portuguesa carioca em 1972 e nesse mesmo ano foi para o Bahia, de Salvador (BA), onde ficou até 1973, ano em que passou pelo Ceub, de Brasília.

Fluminense
Paulo Lumumba foi para o Bangu tentar salvar o time durante o Campeonato Carioca de 1974. Já estava com 31 anos e não conseguiu evitar quatro derrotas em igual número de jogos.
Encerrou sua carreira no Sapucaia, de Campos (RJ), no ano de 1976.
Ao encerrá-la, continuou no futebol. O ex-zagueiro e treinador Moisés (já falecido), ao assumir o Bangu em certa ocasião, o colocou para treinar os goleiros do clube. Passou a exercer essa função a partir de então, com passagens por clubes do Oriente Médio.

PASSAGEM POR BRASÍLIA

Ceub
No mês de abril de 1967, o Bonsucesso, do Rio de Janeiro, realizou dois jogos amistosos em Brasília, dando prosseguimento a uma excursão por diversos pontos do País.
As duas partidas foram disputadas no Estádio de Brasília que, posteriormente, passaria a ser conhecido como Pelezão.
No primeiro jogo, em 7 de abril de 1967, Defelê e Bonsucesso empataram em 1 x 1.
Dois dias depois do primeiro jogo, o clube carioca enfrentou e venceu o Flamengo, de Taguatinga, por 3 x 2.
O Bonsucesso utilizou os seguintes jogadores: Jonas, Natal, Jorge (Paulinho), Paulo Lumumba e Albérico; Paulo César e Brandão; Gilbert (Caxias), Santos (Celso), Enos e Enir.

Essa foi a primeira vez que Paulo Lumumba passou por Brasília.
Seis anos depois disso, Paulo Lumumba chegava à Brasília para defender as cores do Ceub, contratado para ser um dos reforços do clube no Campeonato Brasileiro que estava para começar.
Estreou no dia 8 de julho de 1973, no Pelezão, no amistoso em que o Ceub foi derrotado pelo Uberaba, de Minas Gerais.
Disputou mais três amistosos antes da estreia no Campeonato Brasileiro, um contra o Atlético Mineiro e dois contra o Grêmio, de Porto Alegre (RS).
No dia 25 de agosto de 1973 o Ceub fez o seu primeiro jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, contra o Botafogo, do Rio de Janeiro (0 x 0) formando assim: Rogério, Oldair, Paulo Lumumba, Emerson e Rildo; Jadir e Cláudio Garcia; Marco Antônio, Dario, Péricles e Walmir. Técnico: João Avelino.
Disputou mais 15 jogos pelo Ceub no Campeonato Brasileiro, o último deles em 14 de novembro de 1973.




terça-feira, 22 de setembro de 2026

# PASSARAM POR AQUI: Adevaldo


Adevaldo Virgílio Netto nasceu em Leopoldina (MG), no dia 16 de julho de 1943, mas muito cedo foi para o Rio de Janeiro, onde começou nos juvenis do Botafogo.
Como quarto-zagueiro foi tricampeão carioca de juvenis pelo Botafogo nos anos de 1961, 1962 e 1963, neste último participando de todos os 22 jogos realizados pelo clube.
Também foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1963, em São Paulo, vestindo a camisa da seleção brasileira, além de ter disputado o Pré-Olímpico e de ter ido a Olimpíada de Tóquio, em 1964. Naquela seleção jogavam Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Arlindo e Evaldo.
Fez 11 jogos pela Seleção Olímpica do Brasil. O primeiro em 24 de abril de 1963, na vitória de 3 x 1 sobre o Uruguai, e última em 16 de outubro de 1964, na derrota de 1 x 0 para a Tchecoslováquia.
Disputou poucos jogos na equipe profissional do Botafogo e foi emprestado ao São Paulo. Foi o reserva de Jurandir. Chegou a atuar no lugar de Tenente, também, durante o Campeonato Paulista de 1966. Não comprometeu, mas não cavou uma vaga entre os titulares.
Após sair do futebol paulista, foi para o Santa Cruz, onde permaneceu de maio de 1967 a fevereiro de 1969. Nesse vai-e-vem, o Departamento Técnico do Botafogo deu um “cochilo” e Adevaldo ganhou passe livre.
Saindo do Santa Cruz, Adevaldo passou dois anos na Bahia, defendendo o Esporte Clube Bahia e se tornando campeão estadual em 1970. Foi seleção baiana várias vezes.
A convite de Carlos Pedroso, Adevaldo foi defender o CRB, de Maceió-AL, de onde saiu por não haver acerto financeiro.
Em maio de 1973 assinou contrato com o CEUB, para disputar o campeonato brasileiro desse ano.
O convite para defender o CEUB partiu do dirigente Djalma Nogueira (que foi seu diretor no Botafogo) e do treinador Marinho.
Sua estreia aconteceu no dia 26 de setembro de 1973, no Estádio Pelezão. O CEUB empatou em 0 x 0 com o São Paulo. Jogaram pelo CEUB Rogério, Oldair, Pedro Pradera, Adevaldo e Rildo; Jadir, Alencar e Xisté; Walmir, Dario e Juraci (Marco Antônio).
Sua última partida pelo clube brasiliense aconteceu em 15 de dezembro de 1973, também no Pelezão, com outro empate de 0 x 0, diante do Clube do Remo, de Belém (PA).
Adevaldo encerrou a carreira em 1976, depois de passar por três clubes de Sergipe: Itabaiana, Vasco e Sergipe.



segunda-feira, 21 de setembro de 2026

OS GOLEIROS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Márcio Fernandes


Márcio Fernandes da Silva Nogueira nasceu em Brasília (DF), no dia 21 de setembro de 1989.
Começou no futebol quase por acaso em uma escolinha de Santa Maria (DF), onde residia. Em mais um dia de treinos, o time da escolinha só tinha um goleiro para participar dos treinamentos. Márcio, que não jogava no gol, resolveu aceitar o desafio e foi treinar como goleiro. Gostou e permaneceu, assumindo a posição de goleiro reserva da escolinha.
Federou-se na base do Gama em 2003, onde chegou a treinar ao lado de nomes conhecidos do futebol nacional e internacional, como o meia Felipe Anderson. Passou também rapidamente pelas categorias de base do América-MG e do Coritiba, antes de se profissionalizar no Unaí, fazendo parte do elenco do clube no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2008.
Na sequência, o goleiro teve a oportunidade de jogar em diversos clubes do Distrito Federal e de outros Estados.
Esses foram os clubes que Márcio Fernandes defendeu no futebol brasiliense:

ANO

COMPETIÇÃO

CLUBE QUE DEFENDEU

2008

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

UNAÍ

2008

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

GUARÁ

2009

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

SANTA MARIA

2009

CAMPEONATO BRASILIENSE 3D

PARANOÁ

2010

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

DOM PEDRO II

2011

CAMPEONATO BRASILEIRO 4D

BOSQUE FORMOSA

2011

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BRAZLÂNDIA

2012

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

2013

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRAZLÂNDIA

2013

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BOSQUE FORMOSA

2014

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

SOBRADINHO

2014

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BOTAFOGO

2015

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

LUZIÂNIA

2015

COPA DO BRASIL

LUZIÂNIA

2016

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BOSQUE FORMOSA

2016

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

CEILANDENSE

2017

CAMPEONATO BRASILEIRO 4D

LUZIÂNIA

2017

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

REAL

2017

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BOLAMENSE

2018

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

LUZIÂNIA

2018

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

G. E. BRAZLÂNDIA

2019

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

LUZIÂNIA

2019

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BRASÍLIA

2020

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BOSQUE FORMOSA

2020

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

SANTA MARIA

2021

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BRASÍLIA

2023

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

LUZIÂNIA

2024

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

LUZIÂNIA

2025

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

LEGIÃO

2026

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

PARANOÁ


Além do futebol brasiliense, Márcio Fernandes também jogou em equipes do futebol do Amazonas, Goiás, Minas Gerais e de Tocantins.
Em Tocantins, defendeu as seguintes equipes:
Tocantins, de Miracema - 2013; Alvorada - 2014; Gurupi - 2016, quando foi campeão estadual; Guaraí - 2018 e Interporto - 2019.
Defendeu três equipes de Goiás: Ceres - 2017, Trindade - no Campeonato Goiano da Terceira Divisão de 2022 e Anápolis - 2019 e 2020 a 2022 e 2023.

Passou pelo Operário Esporte Clube, de Manacapuru (AM), no primeiro semestre de 2024 e marcou a sua primeira experiência no futebol amazonense. Ele foi anunciado em novembro de 2023 como o primeiro grande reforço do clube para a disputa do Campeonato Amazonense de 2024. Assumiu a titularidade logo na preparação oficial da pré-temporada do time. Sua trajetória no clube amazonense acabou sendo breve. Ainda no primeiro semestre de 2024, ele acertou a sua transferência para o Tupi, de Juiz de Fora (MG), no Campeonato Mineiro do Módulo II.