sexta-feira, 5 de junho de 2026

OS CLUBES DO DF: A. E. Presidência


A Associação Esportiva Presidência foi fundada em 5 de junho de 1961, por iniciativa de funcionários do Palácio da Alvorada, palácio que é designado como a residência oficial do Presidente da República, tendo sido o primeiro edifício inaugurado na Capital Federal, em 30 de junho de 1958.
Alguns se referiam a ele como o “clube do Palácio”.
Sua primeira diretoria foi assim composta: Presidente – Arnaldo Pedro do Nascimento; Vice-Presidente – Didier Barbosa da Fonseca; 1º Secretário – Jorge Bruno de Araújo; 2º Secretário – Augusto José Pereira Braga Filho; Diretor Financeiro – Almir Alves Pinheiro; Vice-Diretor Financeiro – Hélcio Gomes dos Santos; Diretor Social – Carlos de Oliveira Pereira; Diretor de Relações Públicas – Édson Ferreira da Silva; Vice-Diretor de Relações Públicas – Adão Meira Santos, Diretor de Esportes - Everaldo Guedes de Souza e Vice Diretor de Esportes – José Luís.
Nesse mesmo ano de 1961, filiou-se à Liga dos Clubes Independentes, cujo campeonato foi disputado por nove equipes: A. A. Imprensa Nacional, IPASE, Câmara dos Deputados, E. C. Carioca, E. C. Brasília, Senado Federal, A. E. Presidência, Asa Norte e Elevadores Atlas.
A classificação final do campeonato foi:
Campeão: Câmara dos Deputados, 2 pontos perdidos; Vice-Campeão: Imprensa Nacional e IPASE, 5; 4º lugar: Carioca e Brasília, 6; 6º lugar: Asa Norte, 10; 7º Presidência, 13; 8º Senado Federal, 14 e 9º Elevadores Atlas.
No ano seguinte, resolveu filiar-se à Federação Desportiva de Brasília e participar de suas competições oficiais.
A Presidência fez seu “debut” nas canchas brasilienses no dia 20 de maio de 1962 em amistoso contra o Guará, no Estádio Israel Pinheiro. Para surpresa de todos, venceu por 3 x 1.
Nos dias 30 de maio e 3 de junho de 1962 participou do Torneio “Antônio Carlos Barbosa”, quadrangular promovido pelo Alvorada, reunindo, além desse clube, Presidência, Guanabara e Cruzeiro, com jogos no campo do Nacional.
No dia 30 de maio, os jogos foram esses: Presidência 3 x 1 Guanabara e Cruzeiro 6 x 1 Alvorada.
A decisão do torneio “Antônio Carlos Barbosa” aconteceu no dia 3 de junho. 
Na preliminar, decidindo o terceiro lugar, o Guanabara marcou 2 x 1 sobre o Alvorada. No jogo principal, a Presidência sagrou-se campeão do torneio ao vencer o Cruzeiro do Sul por 3 x 1.
A A. E. Presidência formou com Gonçalinho, Medalha, Arnaldo e Negrito; Brum e Bezerra; Azulinho (Luizinho), Brasil, Anchieta, Múcio e Tabali (Alemão).
Sua primeira competição oficial foi o Torneio Início, realizado no dia 10 de junho de 1962, com os jogos disputados no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”.
No quarto jogo do dia, a Presidência foi derrotada pelo Alvorada, por 1 x 0, gol de Terêncio. A Presidência jogou com Luís, Zé Henrique e Amorim; Brito, Zé e Juca; Carlos, Zico, Nilson, Escurinho e Remédio.
No dia 23 de junho de 1962 foi convidada para um amistoso contra o Grêmio, na inauguração das novas instalações do estádio do Grêmio, após reforma que durou quinze meses. O Grêmio venceu por 2 x 0, gols de Coquinho e Bugue.
Quando saiu a convocação dos jogadores que iriam representar o Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de Seleções de 1962, o único jogador da Presidência era o goleiro Gonçalinho, que foi titular nos quatro jogos que a seleção brasiliense disputou naquela competição.
O Campeonato da Primeira Divisão de 1962 dividiu-se em duas zonas: Norte e Sul. A Presidência fez parte da Zona Sul, que ainda era composta por Guará, Colombo, Grêmio e Cruzeiro.
Sua estréia aconteceu em 1º de julho de 1962, no Estádio Israel Pinheiro, sendo derrotada pelo Colombo, pelo placar de 3 x 0.
Duas semanas depois, em 15 de julho de 1962, sofreu uma tremenda goleada diante do Guará, pelo marcador de 7 x 2. Omar fez os gols da Presidência, os primeiros da história do clube na Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense.
Suas duas únicas vitórias aconteceram no dia 26 de agosto de 1962, quando bateu o Cruzeiro do Sul, por 1 x 0, gol de Omar, e no dia 2 de setembro de 1962, quando derrotou o Grêmio, por 3 x 1, gols de Wilson (2) e Omar.
Ficou em sétimo lugar na classificação final. Sua campanha foi a seguinte: 8 jogos, 2 vitórias, um empate e cinco derrotas, somando cinco pontos ganhos. Marcou sete gols (cinco deles marcados por Omar) e sofreu 27. Esses 27 gols fizeram com que tivesse a pior defesa do campeonato.
Os jogadores utilizados foram GOLEIROS: Gonçalinho e Jair; DEFENSORES: Medalha, Carlos, João, Brum, Hélcio, Roberto, Campanela, Ademir, Humberto e Roque; ATACANTES: Zinho, Gilberto, José Lino, Salvador, Wilson, Omar, Filemon, Feitosa, Braguinha e Reinaldo.
Se entre os titulares o desempenho não foi nada interessante, entre os aspirantes quase venceu o campeonato. Depois de conquistar o título da Zona Sul após dois jogos contra o Grêmio, a Presidência decidiu o campeonato de aspirantes contra a A. A. Guanabara. Após uma série “melhor-de-três”, sagrou-se campeã a Associação Atlética Guanabara.
A Presidência também participou do primeiro campeonato da categoria de juvenis realizado em Brasília e do qual tomaram parte nove equipes. A Presidência ficou em 9º e último lugar, com 14 pontos perdidos.
Uma de suas formações foi Jorge, Isaías, Francisco, Odair e Adão; João e José; Augusto, Costa, Felipe e Gomes.
Quando foram disputadas as competições oficiais de 1963, a Presidência não se inscreveu.
No dia 8 de novembro de 1963 aconteceu a Assembleia Geral na qual foi decidida a desfiliação dos clubes Sobradinho, Brasil Central, Real, C. R. Barroso e A. E. Presidência.



quinta-feira, 4 de junho de 2026

GARRINCHA REFORÇA O CEUB CONTRA O CRUZEIRO - 1972


Carlos Morales assumiu a direção técnica do Ceub no dia 27 de maio de 1972, iniciando os preparativos da equipe para o jogo contra o Cruzeiro, de Belo Horizonte. Passou a ocupar o lugar de Gualter Portela Filho, então diretor de Árbitros da FDB.
Em 30 de maio, no Pelezão, Carlos Morales comandou um treino de 120 minutos com os titulares goleando os reservas por 5 x 0, tentos de Hermes (3), Cláudio e Dinarte. Formou a equipe titular com Zé Walter, Aderbal, Lúcio, Noel e Serginho; Darse (Gaúcho) e Cezinha (Carlos Alberto); Procópio, Cláudio Garcia, Hermes e Dinarte (Marco Antônio).
A concentração para o jogo contra o Cruzeiro iniciou às 14 horas de 3 de junho no Brasília Palace Hotel, com a presença de Garrincha, que chegou nesse dia. O ponteiro do Olaria não treinou com a equipe.
O jogo foi bastante movimentado no primeiro tempo, com domínio territorial do Cruzeiro, obrigando a defesa do Ceub a se desdobrar para evitar tentos. Garrincha, sempre ovacionado quando pegava na bola, fez poucas jogadas e raras vezes tentou o drible pela direita como era seu forte. Claramente sentiu a falta de entrosamento com seus companheiros.

CEUB 0 x 0 CRUZEIRO
Data: 4 de junho de 1972
Local: Estádio Pelezão
Árbitro: Carlos Costa (RJ)
Renda: Cr$ 42.000,00
Expulsões: Repetto, do Cruzeiro, e Noel, do Ceub
CEUB: Zé Walter, Aderbal, Lúcio, Noel e Serginho; Darse (Augustinho) e Cezinha; Garrincha (Procópio) (Carlinhos), Cláudio Garcia, Hermes e Dinarte. Técnico: Carlos Morales.
CRUZEIRO: Hélio, Lauro, Morais (Darci Menezes), Fontana e Vanderlei; Toninho e Palhinha (Rinaldo); Eduardo, Repetto, Luiz Carlos e Lima. Técnico: Yustrich.

Obs.: na preliminar, a equipe reserva do Ceub venceu a equipe da Codebrás, por 7 x 0.



quarta-feira, 3 de junho de 2026

AS DECISÕES: Torneio Antônio Carlos Barbosa - 1962


Ceninho não pôde evitar
a derrota do Cruzeiro
A decisão do torneio “Antônio Carlos Barbosa” aconteceu no dia 3 de junho de 1962, no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
Na preliminar, às 13:45 horas, decidindo o terceiro lugar, o Guanabara marcou 2 x 1 sobre o Alvorada. Farneze fez 1 x 0 para o Guanabara no primeiro tempo. No segundo, Fuzo voltou a marcar para o Guanabara e Joãozinho assinalou o tento do Alvorada.
Sob a direção do árbitro Lourandyr de Castro Gomes, as equipes formaram assim: Guanabara - Agildo (João), Toninho, Santana (Zeca) e Zenildo; Joãozinho e Farneze; Nelício, Lula, Walfredo, Paulo Reis e Barbosa (Fuzo). Alvorada - Portilho, Ibê, Juvenil e Cremonês; Dias e Pel; Edmundo, Zezito, Jasson, Nelson e Joãozinho.
No jogo principal, a Presidência sagrou-se campeã do torneio ao vencer o Cruzeiro do Sul por 3 x 1.
A partida apresentou duas fases distintas e, talvez por isso, tenha agradado aos torcedores presentes. Os primeiros 45 minutos favoreceu francamente ao Cruzeiro e na etapa derradeira houve total modificação no comando das ações que passaram a pertencer ao time da Presidência.
A primeira impressão deixada pelas equipes é de que o Cruzeiro não encontraria dificuldade em alcançar a vitória. As ações lhe pertenciam inteiramente e o quadro da Presidência se viu forçado a recuar para tentar conter o ímpeto do adversário, que perdeu um sem número de oportunidades.
Inesperadamente, entretanto, mas em consequência do avanço desmedido do quadro do Cruzeiro, que atacava em bloco, num contra-ataque a Presidência abriu a contagem aos dez minutos, através de Brasil.
O Cruzeiro, diga-se de passagem, não se impressionou e logo depois conseguiu a chance do empate, através de um pênalti marcado a seu favor, desperdiçado por Ceninho, que chutou para fora. Mas, o mesmo Ceninho redimiu-se aos 30 minutos, decretando a igualdade no marcador, com um belo tento. Com o placar em 1 x 1, terminou a primeira fase.
O panorama mudou completamente aos dez minutos do segundo tempo, quando Anchieta assinalou o segundo gol da Presidência, em novo descuido da retaguarda cruzeirense. A partir desse instante, o Cruzeiro começou a perturbar-se e o time da Presidência a crescer em campo. E então sucedeu aquilo que o Cruzeiro não soube fazer, tornar-se objetivo, traduzinho a superioridade territorial e técnica em tentos. Foi o que fez a Presidência. Aproveitou o desacerto do adversário e procurou marcar. E, aos 22 minutos, Luizinho, num lençol sobre o goleiro Zé Maria, assinalou o terceiro gol que selou a sorte da partida. Daí por diante, o Cruzeiro não teve mais como recuperar-se, aproveitando-se a Presidência para, em pontadas perigosas, colocar o arco do adversário em constante risco, chegando, inclusive, a marcar o quarto gol, anulado pelo árbitro, não se sabe bem por que razão. Resultado final: 3 x 1 em favor da campeã A. E. Presidência.
O árbitro do encontro foi Moacyr Siqueira e as equipes formaram assim: 
Presidência - Gonçalinho, Medalha, Arnaldo e Negrito; Brum e Bezerra; Azulinho (Luizinho), Brasil, Anchieta, Múcio e Tabali (Alemão). 
Cruzeiro - Zé Maria, Jair, Parola e Pedrinho; Edilson Braga e Morales; Beto (Machado), Ceará, Ceninho, Beto Pretti e Raimundinho.


terça-feira, 2 de junho de 2026

O DIA 2 DE JUNHO NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE


1961
Ocorreu a Assembleia Geral que concedeu filiação às associações Clube de Regatas Flamengo, Clube Jotaká de Futebol de Salão e Fluminense Futebol Clube.

1963
Realizado o Torneio Início da Liga dos Clubes Independentes, no campo do Esporte Clube W-3, com a participação de 1º de Maio, Guarani, Imprensa Nacional, Correio Braziliense, W-3 e Esporte Clube Drago.
O campeão foi o Imprensa Nacional que, na final, venceu o E. C. Drago, nos pênaltis, por 5 x 4.

1970
Edilson Braga deixou o comando técnico do Grêmio. O Brasília anunciou Eurípedes Bueno como seu novo treinador.

1973
O Ceub realizou mais um amistoso no Mato Grosso, desta vez no estádio “Morenão”, em Campo Grande, contra o Comercial, no dia 2 de junho de 1973. A vitória foi do Ceub, pelo placar de 3 x 1. Teve em Walmir, Emerson e Cláudio Garcia as suas principais figuras. O treinador do Comercial era José Carlos Bauer.

1975
O Brasília Esporte Clube foi fundado em 2 de junho de 1975, em Assembleia realizada na sede da Associação Comercial do Distrito Federal, situada no Setor Comercial Sul - Edifício Palácio do Comércio - 2º andar.
A partir das 9 horas reuniram-se um grupo de empresários e profissionais liberais com a finalidade de criar um clube esportivo dedicado à prática dos esportes em geral, com ênfase especial no futebol profissional, com a possibilidade de serem criadas outras modalidades esportivas com o decorrer do tempo e com o seu natural crescimento e necessidades.
Por aclamação, foi eleita a Diretoria Provisória, que ficou assim constituída: Presidente - Ricardo de Oliveira; Vice-Presidente - Ronaldo de Souza; 1º Secretário - José de Melo e Silva; 2º Secretário - Miguel Setembrino Emery de Carvalho;1º Tesoureiro - Nabor César Siqueira; 2º Tesoureiro - Ildefonso Gadioli dos Santos; Diretor Médico - Paulo Motta Nardelli; Diretor de Relações Públicas - João Batista Olivieri; Diretor Social - Franklin Roosevelt de Oliveira; Diretor de Patrimônio - Vicente de Paula Araújo; Diretor de Esportes - Rubens Rodrigues da Cunha; Diretor de Futebol - Mário Trigo Loureiro; Diretor Jurídico - Antônio Carlos Elizalde Osório; Diretor de Educação Física - José Luiz Melo Campos. Essa diretoria ficou incumbida de preparar e organizar a estrutura básica do Brasília Esporte Clube, elaborando um projeto de estatuto para ser submetido à Assembleia Geral dos fundadores.
Além dos citados, foram fundadores do Brasília Esporte Clube: Antônio Alvarez, Antônio Itabaiana de Moura, Antônio Paula Pontes, Antônio Razo, Aref Asheury, Armando Gomes da Silva, Carlos Alberto Abdalla, Carlos Alberto Neves, Cleto Campelo Meireles, Cleiton Bugleux, Clinton Borges, Dorival Borges, Dorival Modesto, Edgar Garcia Ribeiro, Flávio Reiner, Francisco Flávio Emery, Gilberto Salomão, Hélio Morato, Hely Walter Couto, Hugo Buresti, João Sarkis, Joaquim Gonçalves de Almeida, Jorge Cauhy, Jorge Presmic, José da Silva Neto, José Eustáquio Basevi, Juvenal de Almeida, Lindemberg Aziz Cury, Lourival Abadio, Luiz Cavalcanti, Manoel Ângelo, Márcio Veloso, Marconi Ferreira Porto, Marcos Vinícius, Mário Curvelo, Mário de Almeida, Maurício José Correia, Mitri Mufarrege, Mohamed Kohr, Newton Egídio Rossi, Onofre Quinam, Orlando Taurizano, Palmério Serejo, Paulo Galego, Paulo Gaspar, Paulo Roberto de Carvalho, Paulo Roberto Rodrigues, Paulo Sadi, Pedro Henrique Teixeira, Rivadávia Macedo, Ruy Rossas Nascimento, Sebastião Gomes, Takeshi Mizuno, Vicente de Paula Rodrigues da Cunha, Wagner Canhedo, Walter Shayer, Wandir Alves e Wilton Pinheiro Mendes.



sábado, 30 de maio de 2026

OS CLUBES DO DF: Planaltina Esporte Clube



O Planaltina Esporte Clube foi fundado em 30 de maio de 1963 quando 33 desportistas se reuniram na residência de Epaminondas Lopes Trindade, na rua Hugo Lobo, em Planaltina (DF).
O nome do novo clube foi sugestão do professor Rogaciano Bragança, após a apresentação de vários nomes.
A primeira diretoria eleita foi assim composta: Presidentes de Honra – Rogaciano Bragança, Luiz Gonzaga Salgado e Elísio Vaz; Presidente – Epaminondas Lopes Trindade; Vice-Presidente – Bunny Gustavo Persijn; 1º Secretário – Wilson Brasil Guimarães; 2º Secretário – Adail Ribeiro de Souza; 1º Tesoureiro – Joaquim Marques de Brito e 2º Tesoureiro – Izanei Jardim Lopes. Conselho Fiscal: Luiz Jaime Dantas, Sizelmo Souza Silveira e Joaquim Vieira (membros efetivos) e Sebastião José Pereira, Aécio Silva Campos e José David Lopes Vaz (suplentes).
Também ficou decidido na reunião as cores oficiais do novo clube, que passaram a ser vermelha e branca.
Os primeiros anos de existência do Planaltina, como de vários outros clubes do Distrito Federal, foram de muitas dificuldades financeiras.
A situação só melhorou um pouco a partir de 1967, quando o Aeroclube da cidade, que havia perdido a licença para funcionar, resolveu doar o terreno de 427 m², incluindo o galpão. O clube ganhava, assim, sua sede. O galpão virou logo fonte de renda, pois a diretoria passou a promover bailes, rifas e bingos. Mesmo assim, o dinheiro era insuficiente.
Continuou no amadorismo por muitos anos. Em 1982, resolveu disputar o campeonato oficial de amadores promovido pela Federação Metropolitana de Futebol, realizando boa campanha e ficando entre os dez primeiros colocados (vinte clubes disputaram).
No ano seguinte, 1983, foi sexto (entre 16 clubes) no 1º turno e 5º no Grupo A no 2º. Neste mesmo ano, o ano ficou mais complicado para o Planaltina depois que Epaminondas Lopes Trindade deixou a presidência.
Em 1984, o Planaltina venceu o 1º turno do campeonato de amadores e decidiu o campeonato contra o Pratão (campeão do 2º) e Copobol (clube com maior número de pontos nos dois turnos).
Ficou com o vice-campeonato, depois de perdera final para o Pratão.
Julgando que tinha uma boa estrutura e se aproveitando do fato de já existir o estádio Adonir Guimarães na cidade, a diretoria do Planaltina resolveu encarar o futebol profissional em 1985.
Porém, sua campanha e sua estreia provaram justamente o contrário. O primeiro jogo foi um vexame:  no dia 7 de julho de 1985, em pleno Adonir Guimarães, foi impiedosamente goleado pelo Sobradinho, por 10 x 0.
Foi o último colocado entre os oito clubes que participaram do campeonato. Dos 21 jogos que disputou, venceu apenas três e sofreu treze derrotas. Foi a pior defesa do campeonato (52 gols sofridos) e seu ataque marcou apenas 15 gols (pouco mais de meio gol por jogo).
Mesmo assim, continuou disputando o campeonato de profissionais até 1998, sempre conseguindo classificações intermediárias, geralmente acima do quinto lugar. Suas melhores participações foram quatro quartos lugares nos anos de 1991, 1993, 1995 e 1997.
A única vez que o Planaltina pôde comemorar um título de campeão brasiliense foi em 1993, na categoria de juniores.
Também nesta década de 90, mais precisamente em 1990, o então presidente José Olinto Ferreira resolveu vender a sede do clube, alegando que, com o dinheiro, compraria um terreno maior para construir uma nova sede. O negócio foi fechado por 380 mil cruzados novos, divididos em duas parcelas.
Acontece que houve um erro na escritura, na qual a medida do terreno não conferia com o especificado na Administração Regional. Resultado: até que o problema fosse resolvido se passaram 60 dias.
Atraso na papelada, atraso no pagamento. Quando a segunda parcela finalmente foi quitada, o dinheiro já tinha se desvalorizado (época de inflação alta) e não dava mais para comprar o terreno pretendido. Com isso, o dirigente resolveu empregar o dinheiro na compra de material esportivo para o clube.
Em 1995 aconteceu a única participação do Planaltina em uma competição de âmbito nacional. Naquele ano, disputou a Terceira Divisão. Fez parte de um grupo com Gama, do DF, e os goianos Caldas e Itumbiara.
Nos seis jogos que disputou, venceu apenas um (3 x 1 sobre o Caldas), empatou três e perdeu dois. Não se classificou para a fase seguinte.
Formou, basicamente, com Capucho, Viana (Avelino), Joel, Tita e Zé Carlos (Edinho); Edicarlos (Elton), Serginho e Filó; Gil, Toni (Ernesto) e Bazé. O técnico foi Bira de Oliveira.
Poucos dias antes de estrear na competição, venceu o Atlético Mineiro em um amistoso realizado no Estádio Adonir Guimarães. Foi no dia 13 de agosto de 1995, com o placar apontando Planaltina 3 x 2 Atlético Mineiro. Os gols foram marcados nesta ordem: Paulão, 2; Canela, 43; Edicarlos, 72; Bazé, 74 e 88.
Formou o Planaltina com Capucho (Neneca), Avelino (Viana), Joel, Tita e Edinho (Marquinhos); Edicarlos, Serginho, Bazé e Zé Carlos (Adilson); Gil e Toni, (Zequinha). Técnico: Bira de Oliveira. O Atlético Mineiro foi derrotado com Adilson, Alcir, Paulão (Ademir), Ronaldo Guiaro e Dinho; Éder Lopes (Evandro), Cairo (Carlos) e Canela (Edgar); Euller, Ézio e Cleiton (Leandro Tavares). Técnico: Gaúcho.
Depois de ser o 7º colocado em 1996 (entre 14 participantes) e quarto em 1997 (entre 10), o Planaltina foi o último colocado em 1998, quando foi rebaixado para a Segunda Divisão do Campeonato Brasiliense.
Em 1999 foi o quarto colocado entre os seis clubes que disputaram a Segunda Divisão, não conseguindo retornar à Primeira.
No período de 2000 a 2014, o Planaltina não disputou competições oficiais.
Em 2015, o servidor aposentado da Câmara Federal, Lourival Moreira, novo presidente, quita as dívidas e reativa o Planaltina Esporte Clube. O PEC disputa a segunda divisão do campeonato candango, termina na quarta posição e no final do ano o estádio Adonir Guimarães é interditado pela Defesa Civil do DF por falta dos laudos de segurança.
De 2016 a 2022, depois de duas más campanhas nos dois primeiros anos desse período, quando foi sétimo colocado em 2016 e décimo em 2017, o Planaltina andou perto de alcançar uma vaga para a Primeira Divisão do DF: 2018 – 3º; 2019 – 4º; 2020 – 5º; 2021 – 5º e 2022 – 4º. Conseguiu essa vaga em 2023, quando foi vice-campeão, mas a perdeu já no ano seguinte, quando foi 9º colocado na Primeira Divisão e rebaixado mais uma vez. No Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2025 foi o terceiro colocado.

Nota:
Um ilustre jogador revelado pelo clube foi o zagueiro Lúcio, campeão mundial pela Seleção Brasileira em 2002.
Além de Lúcio, outros jogadores saíram de Planaltina para brilhar no futebol brasileiro: os volantes Sandro, ex-Internacional e que jogou no Tottenham, da Inglaterra, e Jadson, do Botafogo, que se transferiu para a Udinese, da Itália; e os atacantes Renaldo, artilheiro do campeonato brasileiro de 1996, pelo Atlético Mineiro, e Dimba, artilheiro do campeonato brasileiro de 2003 defendendo o Goiás e que já esteve em vários clubes do Brasil.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Zezé


Zezé no Rabello


José Gomes Pereira, o Zezé, nasceu em Anápolis (GO), em 29 de maio de 1947.
Com 18 anos, foi artilheiro do campeonato brasiliense de 1965 (com 4 gols), feito que repetiria em 1968, desta vez com seis.
Atuava como ponteiro-direito.
Foi tricampeão brasiliense nos anos de 1965 (seis jogos e quatro gols), 1966 (nove jogos e quatro gols) e 1967 (nove jogos e três gols), sempre pelo Rabello.
Eleito pelo jornal Correio Braziliense o “Craque do Ano” no futebol do DF no ano de 1965.
Seis vezes convocado para a Seleção Brasiliense, tendo marcado um gol.
No alvinegro brasiliense, Zezé atuou até 1969 (com uma pequena saída para o Valeriodoce, de Itabira-MG, em 1968).
Depois, foi para o Rio Branco (ES), onde jogou de 1969 a 1974. No clube capixaba foi campeão estadual nos anos de 1969 (oito jogos e um gol), 1970 (13 jogos e sete gols), 1971 (15 jogos e quatro gols) e 1973 (doze jogos, alguns deles começando no banco de reservas).
Seu último jogo no Rio Branco foi em 24 de novembro de 1974, com derrota de 1 x 0 para a Desportiva.
Transferiu-se para o Corinthians, de São Paulo (SP), onde estreou em 2 de fevereiro de 1975. Em seu primeiro jogo (empate em 2 x 2 com o São Paulo, partida válida pela Copa Cidade de São Paulo – conquistada pelo Corinthians), mesmo começando a partida no banco de reservas, marcou um dos gols do empate em 2 x 2 com o São Paulo.
Disputou um total de sete jogos com a camisa do Corinthians, sendo dois como titular. Seu último jogo pelo Corinthians foi em 9 de março de 1975, no empate em 1 x 1 com o Marília, válido pelo Campeonato Paulista.
Posteriormente, passou pelo Comercial, de Campo Grande (MS), nos anos de 1975 e 1976, Marília, de São Paulo, em 1976, S. E. Industriária, de Campo Grande (MS), em 1977 e Barra do Garças (MT), nos anos de 1978 e 1979.


Zezé no Rio Branco
 

Colaboração: Sérgio Santos.

 

 


quinta-feira, 28 de maio de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: inauguração do estádio de Taguatinga - 1967


No dia 28 de maio de 1967 aconteceu a inauguração parcial do Estádio Ruy Rossas Nascimento, do Flamengo, de Taguatinga.
O prefeito Wadjô Gomide esteve presente, cortando a fita simbólica e dando o pontapé inicial do encontro.
Com um público que proporcionou uma renda de quase mil cruzeiros (NCr$ 927,00), Flamengo e Defelê conseguiram agradar aos torcedores, começando melhor o Defelê, mas cedendo depois terreno ao seu adversário, ficando a igualdade de dois gols como o resultado mais junto de um jogo bem disputado.
Buscando a vitória, o Flamengo começou com um ataque e terminou o jogo mudando toda a sua linha ofensiva, além de processar alterações em outras posições.
A contagem foi aberta pelo Defelê, através de Ely, aos vinte minutos do primeiro tempo, enquanto que no segundo foram marcados mais três gols: Toinho e J. Pereira, para o Flamengo, e novamente Ely para o Defelê, sendo os dois últimos tentos assinalados nos acréscimos, em face das interrupções durante a partida.
Rubem Pacheco foi o árbitro da partida e os times formaram assim:
Flamengo: Cláudio, Luiz, Macedo, Itérbio e Miranda (J. Pereira); Luís Carlos e Zoca (Beto Pretti); Ademir (Mendes), Fernando (Jaime), Adão (Toinho) e Serenata (Cabeleira).
Defelê: Walmir, Pedrinho, Lima, Quincas e Wilson; Ely e Sabará (Melro); Santos (Ramiro), Djalma, Invasão (Maurício) e Reinaldo.

Nota: era pretensão da diretoria do Flamengo erguer nesse mesmo local a praça de esportes do clube, com capacidade para 25 mil espectadores, contando ainda com um ginásio moderno com quadras de voleibol e basquetebol. Isso acabou não acontecendo.



quarta-feira, 27 de maio de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: a guerra em Ceres (GO)


Numa época em que viajar pelo interior do Brasil, principalmente na região Centro-Oeste, era uma grande aventura, a cidade de Ceres, no interior de Goiás, distante 281 km de Brasília, recebeu o Colombo, do Núcleo Bandeirante (DF), no dia 27 de maio de 1962, para um amistoso que não teve nada de amistoso!
A delegação do Colombo seguiu para Ceres às 12 horas do sábado, dia 26 de maio de 1962, assim constituída: Chefe - Adolfo Rizza; Diretor de Esportes - Pedro Rizza; Técnico - Edward Brandão e os seguintes jogadores: Barbosinha, Sinval, Hélio, Vonges, Nilo, Arlindo, Marinho, Índio, Paulista, Nenén, Cid, Tião I, Tião II, Dedé, Dequinha, Almir, Bill e Joãozinho II.
No dia seguinte, 27 de maio de 1962, o Colombo empatou em 3 x 3 no jogo disputado contra a equipe do Ceres Esporte Clube. Os gols dos locais foram assinalados por Osvaldinho e José (2), enquanto que para os visitantes consignaram Cid (2) e Tião II. No primeiro tempo, o Ceres vencia por 2 x 1.
Formou o Colombo com Sinval, Vonges e Nilo; Marinho, Paulista e Nenén; Tião I, Cid (Almir), Tião II, Índio (Joãozinho) e Dequinha (Joãozinho II). O Ceres Esporte Clube atuou com Juvenal, João e Roberto; Eudo, Odair e Wilson; José, Ari, Nemézio, Osvaldinho e Mamede.
Dirigiu o encontro, com atuação bastante irregular, o árbitro José Francisco de Souza, conhecido popularmente como Zé do Rio.
No dia 31 de maio de 1962, o árbitro deu declaração ao jornal Diário Carioca-Brasília dizendo que a sua atuação na cidade de Ceres não foi das melhores porque evitou, antes de tudo, que a torcida local massacrasse os componentes da delegação do Colombo. Afirmou o árbitro da Federação Desportiva de Brasília que não havia um só policial no campo e a torcida ameaçava a todo instante invadir o campo e revidar os ataques do Colombo com agressões a sua pessoa e aos jogadores visitantes.
Concluindo disse: “Deus me livre se o Colombo fosse o vencedor. Deixaríamos o campo para o hospital mais próximo”.



terça-feira, 26 de maio de 2026

O ÚLTIMO CLÁSSICO RABELÊ - 1968




Rabello e Defelê protagonizaram o maior clássico do futebol brasiliense na década de 60.
Os primeiros confrontos começaram no ano de 1960.
O Rabello encerrou suas atividades no ano de 1968. O Defelê ficou de fora do campeonato de 1969, retornou em 1970 e neste ano também paralisou suas atividades.
O último clássico RABELÊ teve a seguinte ficha técnica:

DEFELÊ 2 x 2 RABELLO
Data: 26.05.1968
Local: Ciro Machado do Espírito Santo (campo do Defelê)
Árbitro: Eduino Edmundo Lima
Renda: NCr$ 331,00 (rodada dupla)
Gols: no 1º tempo: Arnaldo (pênalti); Luís Carlos, 43; 2º tempo: Sabarazinho para o Defelê e Sabará para o Rabello.
DEFELÊ: Zé Walter, Sir Peres, Farneze, Alaor Capella e J. Pereira; Djalma e Sabarazinho; Guairacá, Solon, Paulinho e Arnaldo.
RABELLO: Dico, Wilson, Mello, Carlão (Luiz) e Serginho; João Dutra e Luís Carlos; Sabará, Aloísio, Cid e Zé Maria.



segunda-feira, 25 de maio de 2026

FORMAÇÕES: Seleção do DF - 1967



Formação da Seleção do Distrito Federal que enfrentou o Santos em um amistoso no dia 25 de maio de 1967, no Pelezão.
Em pé, da esquerda para a direita: Mello, Didi, Farneze, Luiz, Zé Walter e Aderbal; agachados: Padre Neco (massagista), Sabará, Zé Maria, Edinho, Beto Pretti, Arnaldo e Marreta (massagista).


domingo, 24 de maio de 2026

O GUARÁ NO CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE A - 1979


O Campeonato Brasileiro de 1979 teve o absurdo número de 96 participantes, 22 a mais do que a edição anterior.
A primeira fase foi disputada por oitenta equipes, divididas em oito grupos de dez cada.
Os três clubes do Distrito Federal (Brasília, Gama e Guará) integraram o Grupo C.

ITUMBIARA (GO) 3 x 1 GUARÁ
Data: 23.09.1979
Local: JK, Itumbiara (GO)
Árbitro: Manoel Amaro de Lima (PE)
Renda: Cr$ 333.280,00
Expulsão: Dionísio, do Guará
Gols: Wilson, 11; Roberto, 17, Edvaldo, 37 e Joãozinho, 52
ITUMBIARA: Donizetti, Trapiche, Juci, Lima e Tuíde (Cacá); Sousa (Maurinho), Joãozinho e Rogério; Serginho, Roberto e Wilson. Técnico: Aderbal Lana.
GUARÁ: Wilmar, Edvaldo, Dão, Gilberto e Geraldo Galvão; Warlan (Neto), Marquinhos e Jânio (Maurício); Paulo César, Dionísio e Aloísio. Técnico: Carlos José.

MIXTO (MT) 3 x 0 GUARÁ
Data: 26.09.1979
Local: Pedro Pedrossian, Campo Grande (MS)
Árbitro: Márcio Campos Sales (SP)
Renda: Cr$ 377.390,00
Público: 9.036 pagantes
Gols: Gonçalves, 7 e Bife (pênalti), 60 e 66
MIXTO: Ernâni, Aguiar, Jorge Luís, Miro e Luís Carlos (Beleza); Arildo (Pelezinho), Fabinho e Zé Luís; Gonçalves, Bife e Toninho Campos. Técnico: Milton Buzetto.
GUARÁ: Wilmar, Xavier, Dão, Gilberto e Geraldo Galvão; Warlan, Marquinhos e Maurício; Paulo César (Neto), Dionísio e Aloísio. Técnico: Carlos José.

BRASÍLIA 1 x 0 GUARÁ
Data: 30.09.1979
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Jaime Batista Monteiro (PA)
Renda: Cr$ 55.532,00
Gol: Flávio, 31
BRASÍLIA: Jonas, Ferreti, Emerson, Luís Carlos e Luisinho; Uel, Edmar e Banana; Julinho, Flávio (Edu) e Willians. Técnico: Décio Leal.
GUARÁ: Vander, Xavier, Gilberto, Léo e Geraldo Galvão; Warlan, Marquinhos e Maurício; Paulo César (Neto), Dionísio (Piau) e Aloísio. Técnico: Carlos José.

FLUMINENSE (BA) 1 x 1 GUARÁ
Data: 03.10.1979
Local: Jóia da Princesa, Feira de Santana (BA)
Árbitro: Antônio Vieira de Góis (SE)
Renda: Cr$ 181.190,00
Gols: Paulo César, 12 e Edinho, 28
FLUMINENSE: Nelson, Romeu, Claudionor, Amadeu e Edinho; Aldair, Galego e Ademir; Darlan, Gomes e Maranhão. Técnico: Airton Diogo.
GUARÁ: Vander, Xavier, Léo, Warlan e Geraldo Galvão; Gilberto, Marquinhos e Maurício; Paulo César, Dionísio e Aloísio. Técnico: Carlos José.

GUARÁ 0 x 3 ATLÉTICO (GO)
Data: 06.10.1979
Local: CAVE, Guará (DF)
Árbitro: Moacir Miguel dos Santos (RJ)
Renda: Cr$ 58.140,00
Gols: Darci Menezes, 20; Barrinha, 77 e Alcino, 87
GUARÁ: Vander, Xavier, Gilberto, Léo e Geraldo Galvão; Warlan, Marquinhos e Maurício (Dionísio); Ivonildo (Piau), Éder e Aloísio. Técnico: Carlos José.
ATLÉTICO GOIANIENSE: Itamar, Ércio, Wilson, Darci Menezes e Aripe; Tostão, Maurinho e Celso (Duarte); Gilberto, Alcino e Bugre (Barrinha). Técnico: Paulo Gonçalves.

GAMA 2 x 0 GUARÁ
Data: 14.10.1979
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Carlos Alberto Muniz Valente (ES)
Renda: Cr$ 315.000,00
Gols: Fantato, 77 e Santana, 87
GAMA: Hélio, Carlão, Décio, Kidão e Odair; Santana, Péricles e Boni; Roldão, Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.
GUARÁ: Wilmar, Edvaldo, Léo, Wanner e Geraldo Galvão; Warlan, Marquinhos e Maurício; Ivanildo, Piau e Aloísio (Geraldo). Técnico: Carlos José.

ITABUNA (BA) 0 x 0 GUARÁ
Data: 25.10.1979
Local: Luís Viana Filho, Itabuna (BA)
Árbitro: Amauri Ponciano Aguiar (RJ)
Renda: Cr$ 339.870,00
Público: 6.134 pagantes
ITABUNA: Mário Peres, Zé Maria, João Eudes, Elói e Roberto; Zé Carlos, Gerson Sodré e Perrela; Silvinho, Chiquinho (Luisão) e Zé Roberto.
GUARÁ: Wilmar, Edvaldo, Léo, Wanner e Geraldo Galvão; Warlan, Marquinhos e Maurício; Ivanildo, Piau e Aloísio (Éder). Técnico: Carlos José.

COMERCIAL (MS) x GUARÁ
Data: 27.10.1979
Adiado de 27.10 para 01.11, devido às chuvas. Em 01.11 foi adiado novamente pelo mesmo motivo e posteriormente cancelado (somente após a última rodada) em comum acordo entre os clubes).

GUARÁ 0 x 1 OPERÁRIO-VG (MT)
Data: 03.11.1979
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Júlio César Cosenza (RJ)
Renda: Cr$ 27.430,00
Expulsões: Gilmar e Gerson Lopes, do Operário-MT
Gol: Luís Cláudio, 70
GUARÁ: Vilmar, Edvaldo, Lucrécio, Wanner e Geraldo Galvão; Warlan, Marquinhos e Jânio; Ivonildo, Piau e (Dionísio) e Aluísio (Éder). Técnico: Carlos José.
OPERÁRIO-VG: Brasília, Gilmar, Zé Augusto, Gaguinho e Joilson; Vicente, Ruiter (Ramón) e Gerson Lopes; Ernâni, Coquinho e Ademir (Luís Cláudio). Técnico: Nivaldo Santana.




sábado, 23 de maio de 2026

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Ipojucan (in memoriam)


Antônio Montanari, o Ipojucan, nasceu no dia 23 de maio de 1933, no bairro de Indianápolis, em São Paulo (SP).
Defendeu diversos clubes amadores de São Paulo. Começou a carreira nos infantis do São Paulo F. C., passando pelos juvenis do Nacional A. C. e jogou em diversos clubes da várzea paulistana, assim como Infantil Tricolor e Fiação Indiana, em Indianápolis, no Benfica e Flamengo, de Vila Maria. No interior jogou no Fada F.C., de Santo Anastácio, no Grêmio, de Pequerobi, no E. C. Corinthians, de Presidente Venceslau, e na Associação Bernardense.
No futebol profissional jogou no Canto do Rio, de Niterói, em 1954, na Prudentina, de Presidente Prudente, de 1957 a 1960, na Ferroviária, de Botucatu (de 1960 a 1962), no E. F. Sorocabana (em 1963 e 1964), e na A. A. Venceslauense, de Presidente Venceslau.
Após o término desses compromissos, voltou às origens, de novo jogando no futebol varzeano, onde teve o privilégio de conseguir o gol que o levou ao Livro dos Recordes (Edição Nacional), por ter marcado o gol mais rápido do futebol amador, com apenas quatro segundos de jogo, na cidade de Santo Anastácio (SP), no jogo entre Grêmio Mar Azul x Portuguesa Anastaciana. Com esse feito, Ipojucan recebeu o troféu “Bola de Ouro” do jogador Pelé e honras de Jânio Quadros.

Iniciou a carreira vitoriosa de técnico no E. C. Corinthians, de Presidente Prudente, em 1979. Passou pelo S.E.I.S., de Ilha Solteira, em 1980, depois foi para Bandeirantes, de Birigui, em 1981. Em 1982, foi campeão do grupo com o Tupã F. C., em 1983 passou pelo Radium, de Mococa. Em seguida foi para o C. R. Guará, do DF, onde foi campeão do 3º turno. Em 1984 passou pela S. E. do Gama, também em Brasília, de onde voltou para C. A. Candidomotense, da cidade de Cândido Mota, indo em seguida para o S. C. Internacional, de Lajes, em Santa Catarina, onde o clube foi campeão invicto do segundo turno, em 1985, conquistando a Taça Governador “Espiridião Amin”. Em seguida foi para Rio Grande/RS, e no mesmo ano para o S. C. São Paulo, onde foi campeão da Segunda Divisão de acesso e campeão da Taça Bento Gonçalves, homenagem aos 150 anos da Revolução Farroupilha. Em 1987, voltou a Brasília para conquistar o título de campeão invicto do 1º turno. Para encerrar a carreira, foi treinador do VOCEM, de Assis, conseguindo a classificação para o torneio de acesso, despedindo-se da profissão de técnico de futebol.
Morava em Campinas (SP) e era dono da Ipojucan Ltda., empresa que vende chumbo para o balanceamento de rodas. Faleceu no dia 11 de novembro de 2019, aos 86 anos, em Campinas.

O APELIDO

Corria o ano de 1952, num jogo em Santo Anastácio (SP), quando jogava pela primeira vez no time da cidade. Esguio, alto e bom no toque de bola, recebeu o apelido de Ipojucan após ter marcado um belo gol de calcanhar. Acontece que, no Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, o alagoano Ipojucan Lins de Araújo, um jogador muito alto e esguio, fazia sucesso com jogadas de calcanhar. Não foi difícil para o técnico Mário Rocha perceber a semelhança da jogada e o apelido pegar.

PASSAGEM PELO FUTEBOL BRASILIENSE

No dia 9 de junho de 1983 foi apresentado como novo treinador do Guará.
Estreou no dia 12 de junho de 1983, no Pelezão, contra o Brasília, com empate de 1 x 1.
No jogo seguinte, 15 de junho de1983, no Bezerrão, sofreu sua primeira derrota, diante do Vasco da Gama-DF.
Recuperou-se plenamente, contra o Gama, novamente no Bezerrão, no dia 19 de junho, com vitória de 3 x 0.
Terminou o primeiro turno na quinta colocação entre os oito participantes.
Melhorou no segundo turno, ficando a um ponto do campeão, Taguatinga, em empatado com o Brasília.
Veio o terceiro turno e, finalmente, o Guará tornou-se o primeiro lugar. Com isso, garantiu participação no triangular final, quando ficou com o vice-campeonato, atrás do Brasília e na frente do Taguatinga.
Na madrugada do dia 19 de agosto de 1983, logo após o jogo contra o Ceilândia, Ipojucan sofreu um derrame que deixou o treinador com metade do corpo paralisado. Sentiu fortes dores de cabeça e depois da partida, sentiu-se mal. Foi atendido no Hospital de Base e passou a ser substituído pelo técnico Didi de Carvalho.
Passou a ficar em repouso absoluto devido às ordens do médico que o estava tratando.
No dia 22 de agosto de 1983, Ipojucan pediu dispensa do cargo por quinze dias, indo tratar-se em Presidente Prudente-SP. Retornou ao comando do Guará, no dia 3 de setembro de 1983, no CAVE, com vitória de 1 x 0 sobre o Taguatinga.
Mas, logo depois, deixaria de vez a direção do Guará. Entrou com um novo pedido de licença médica. A última vez que dirigiu a equipe do Guará foi no dia 7 de setembro de 1983, no Bezerrão, com derrota de 2 x 0 para o Gama.
No dia 21 de outubro de 1983, Ipojucan participou de uma reunião com a diretoria do Guará, acertando a sua saída do clube. Esteve à frente do clube em 21 jogos.

Antes mesmo do encerramento do ano de 1983, já surgiam conversações de que Ipojucan estaria acertando seu retorno ao futebol do DF no ano seguinte.
E isso realmente aconteceu. Já no dia 29 de janeiro de 1984, Ipojucan estava comandando a equipe do Gama no amistoso contra o Disnes, de Formosa (vitória de 4 x 0), como preparativo para o Torneio Seletivo da CBF que apontaria o representante do DF no Campeonato Brasileiro desse ano. Estrearia nessa competição no dia 5 de fevereiro de 1984, no Bezerrão, com vitória de 1 x 0 sobre o Vasco da Gama. Depois, o Gama empataria com o Sobradinho (1 x 1) e com o Taguatinga (0 x 0), não conseguindo passar para a decisão do torneio. A vaga acabaria ficando com o Tiradentes. Seu último jogo foi no dia 12 de fevereiro de 1984, no empate com o Taguatinga.
Com a perda da vaga, o Gama ficaria três meses com suas atividades paralisadas, aguardando o início do campeonato brasiliense. A diretoria do clube resolveu, então, dispensar os serviços de Ipojucan.

Sua terceira e última passagem pelo futebol brasiliense foi como treinador do Brasília, no ano de 1987.
Estreou no dia 1º de fevereiro de 1987, no estádio Mané Garrincha, com vitória sobre o Planaltina, por 3 x 1. O Brasília chegaria a vencer o 1º turno.
Começou o segundo turno e, após quatro rodadas, era o lanterna do campeonato. Nos quatro jogos que havia disputado, empatou um e perdeu os demais. Foi então que Ipojucan pediu demissão do cargo. Foi substituído por Raimundinho.
Seu último jogo no comando técnico do Brasília foi no dia 26 de abril de 1987, na derrota de 1 x 0 para o Taguatinga, no Serejão.
Foram 12 jogos à frente do Brasília, que acabaria se sagrando campeão brasiliense do ano de 1987.
Faleceu em 11 de novembro de 2019.




sexta-feira, 22 de maio de 2026

O BRASÍLIA NO CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE A - 1979


O Campeonato Brasileiro de 1979 teve o absurdo número de 96 participantes, 22 a mais do que a edição anterior.
A primeira fase foi disputada por oitenta equipes, divididas em oito grupos de dez cada.
Os três clubes do Distrito Federal (Brasília, Gama e Guará) integraram o Grupo C.

OPERÁRIO-VG (MT) 3 x 0 BRASÍLIA
Data: 23.09.1979
Local: José Fragelli, Cuiabá (MT)
Árbitro: José Carlos Bezerra (SC)
Renda: Cr$ 334.455,00
Público: 8.214 pagantes
Gols: Mosca, 24; Ernâni, 63 e Ramón, 81
OPERÁRIO-VG: Brasília, Gilmar, Edival, Gaguinho e Joilson; Tim, Mosca (Ramón) e Ruiter; Cacá, Gerson Lopes e Ernâni. Técnico: Nivaldo Santana.
BRASÍLIA: Jonas, Ferreti, Emerson, Luís Carlos e Luisinho; Paulinho, Uel (Gilmar) e Edu; Julinho, Edmar e Willians. Técnico: Décio Leal.

BRASÍLIA 1 x 0 GUARÁ
Data: 30.09.1979
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Jaime Batista Monteiro (PA)
Renda: Cr$ 55.532,00
Gol: Flávio, 31
BRASÍLIA: Jonas, Ferreti, Emerson, Luís Carlos e Luisinho; Uel, Edmar e Banana; Julinho, Flávio (Edu) e Willians. Técnico: Décio Leal.
GUARÁ: Vander, Xavier, Gilberto, Léo e Geraldo Galvão; Warlan, Marquinhos e Maurício; Paulo César (Neto), Dionísio (Piau) e Aloísio. Técnico: Carlos José.

BRASÍLIA 2 x 2 COMERCIAL (MS)
Data: 03.10.1979
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Maurílio José Santiago (MG)
Renda: Cr$ 108.030,00
Expulsão: Chavalla, do Brasília
Gols: Julinho, 23; Daniel, 38; Julinho (pênalti), 55 e Reacir, 63
BRASÍLIA: Jonas, Ferreti (Chavalla), Emerson, Luís Carlos e Luisinho; Uel, Banana (Edmar) e Edu; Julinho, Flávio e Willians. Técnico: Décio Leal.
COMERCIAL-MS: Rui, César, Reacir, Alberico e Sanches; Laerte, Daniel e Paulo César (Ninho); Trajano, Anderson (Copeu) e Corisco. Técnico: Roberto Belangero.

ITUMBIARA (GO) 2 x 1 BRASÍLIA
Data: 14.10.1979
Local: JK, Itumbiara (GO)
Árbitro: Nilson Cardoso Bilha (SP)
Renda: Cr$ 313.900,00
Público: 7.438 pagantes
Expulsões: Tuíde, do Itumbiara, Julinho e Edu, do Brasília
Gols: Flávio, 16; Joãozinho, 59 e Serginho, 88
ITUMBIARA: Donizetti, Tripiche, Juci, Lima e Tuíde; Souza (Roberto), Joãozinho e Rogério; Mauricinho (Cacá), Serginho e Wilson. Técnico: Aderbal Lana.
BRASÍLIA: Jonas, Ferreti (Aldair), Emerson, Luís Carlos e Nélio; Jorge Luis, Ernâni Banana e Edu; Julinho, Flávio e Vilmar (Nilson). Técnico: Décio Leal.

BRASÍLIA 2 x 1 MIXTO (MT)
Data: 20.10.1979
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Bráulio Zanotto (PR)
Renda: Cr$ 68.000,00
Público: 7.500 pagantes
Gols: Willians, 35; Bife (pênalti), 55 e Edmar, 72
BRASÍLIA: Jonas, Ferreti, Emerson, Luís Carlos e Nélio; Jorge Luís, Banana e Edmar; Wilmar, Flávio (Uel) e Willians. Técnico: Décio Leal.
MIXTO: Ernâni, Aguiar (Remo), Jorge Arildo, Miro e Luís Carlos Beleza; Fabinho, Marquinhos e Zé Luís; Gonçalves, Bife e Pelezinho. Técnico: Milton Buzetto.

ATLÉTICO (GO) 2 x 1 BRASÍLIA
Data: 25.10.1979
Local: Serra Dourada, Goiânia (GO)
Árbitro: Carlos Alberto Muniz Valente (ES)
Renda: Cr$ 199.180,00
Público: 4.209 pagantes
Gols: Alcino, 1; Willians, 38 e Alcino, 42
ATLÉTICO GOIANIENSE: Itamar, Ércio, Darci Menezes, Ademar e Valter; Ademir, Maurinho e Gilberto; Barrinha, Alcino (Tostão) (Duarte) e Bugre. Técnico: Paulo Gonçalves.
BRASÍLIA: Jonas, Ferreti, Emerson, Luís Carlos e Nélio; Jorge Luís, Banana e Edmar; Vilmar, Flávio (Edu) e Willians. Técnico: Décio Leal.

BRASÍLIA 1 x 4 GAMA
Data: 28.10.1979
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Arnaldo César Coelho (RJ)
Renda: Cr$ 136.550,00
Gols: Edu, 1; Péricles, 14; Roldão, 51; Fantato, 74 e Péricles, 77
BRASÍLIA: Jonas, Ferreti, Chavalla, Luís Carlos e Renê; Jorge Luís, Banana e Edu; Vilmar (Uel), Flávio (Edmar) e Willians. Técnico: Décio Leal.
GAMA: Daniel, Carlão, Décio, Kidão e Odair; Santana, Zu e Péricles; Roldão, Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.

FLUMINENSE (BA) 1 x 0 BRASÍLIA
Data: 01.11.1979
Local: Jóia da Princesa, Feira de Santana (BA)
Árbitro: José Leandro de Castro Serpa (CE)
Renda: Cr$ 267.300,00
Público: 7.424 pagantes
Gol: Sabino, 55
FLUMINENSE: Mundinho, Anildo, Amadeu, Guaraci e Valtinho; Reginaldo, Sabino e Edinho; Maurinho, Darlan (Tonho Novais) e Ademir.
BRASÍLIA: Maurício, Ferreti, Emerson, Luís Carlos e Luisinho; Jorge Luís, Uel (Vilmar) e Banana; Willians, Edmar e Maurinho.

BRASÍLIA 3 x 2 ITABUNA (BA)
Data: 03.11.1979
Local: Serejão, Taguatinga (DF)
Árbitro: Abel Santos (MG)
Renda: Cr$ 9.350,00
Gols: Vilmar, 44; Williams, 52; Ernâni Banana, 58 e Zé Carlos II, 75 e 86
BRASÍLIA: Maurício, Ferreti, Emerson, Chavalla e Luisinho; Uel, Vilmar e Ernâni Banana; Willians, Edmar e Maurinho.
ITABUNA: Mário Peres, Zé Maria, João Eudes, Elói e Roberto; Zé Carlos I (Mosca), Gerson Sodré (Pio) e Perrela; Zé Carlos II, Chiquinho e Zé Roberto.