sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Edvaldo




Edvaldo Pinheiro de Sousa nasceu em São Paulo (SP), no dia 6 de fevereiro de 1957.
Jogava nas duas laterais e quando necessário também atuava como zagueiro.
Apoiava e marcava bem e tinha um chute forte.
Começou no Planalto, do Gama. Seu primeiro treinador foi Jaime dos Santos.

CARREIRA NO FUTEBOL DO DF:

1975

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRASÍLIA

1976

CAMPEONATO BRASILINESE 1D

BRASÍLIA

1977

CAMPEONATO BRASILEIRO 1D

BRASÍLIA

1977

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRASÍLIA

1978

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

1979

CAMPEONATO BRASILEIRO 1D

GUARÁ

1980

CAMPEONATO BRASILEIRO 2D

GUARÁ

1980

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GUARÁ

1981

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GUARÁ

1982

CAMPEONATO BRASILEIRO 2D

GUARÁ

1982

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GUARÁ

1983

CAMPEONATO BRASILEIRO 2D

GUARÁ

1983

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GUARÁ


Fora de Brasília jogou no Potiguar, de Mossoró (RN), no final de 1979, e no CRAC, de Catalão (GO), em 1982.

Campeão brasiliense da Primeira Divisão nos anos de 1976 e 1977, defendendo o Brasília.

Uma vez convocado para a Seleção do DF, no amistoso contra o Atlético Mineiro, em 21 de abril de 1977 (substituiu Anselmo).

Seu primeiro jogo foi Campineira 1 x 0 Brasília, em 18 de outubro de 1975, no jogo pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão (ainda amador), no Pelezão.

Fora dos gramados, Edvaldo trabalhou na CODEPLAN, empresa pública do Governo do Distrito Federal.






quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

HÁ 50 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: o Torneio Governador Elmo Serejo Farias – 05.02.1976


A rodada dupla do dia 5 de fevereiro de 1976, no então estádio Presidente Médici (hoje Mané Garrincha), válida pelo Torneio “Governador Elmo Serejo de Farias” entrou para a história do futebol profissional no Distrito Federal.
Na preliminar, jogaram Grêmio Esportivo Brasiliense, fazendo sua primeira apresentação para o público brasiliense, e o Ceub, que retornava depois de uma séria crise, com nova imagem perante os torcedores. No jogo principal o clube que viria dominar os próximos anos do futebol no DF, o Brasília, enfrentou o Flamengo, do Rio de Janeiro.
A expectativa em torno da partida era imensa, mas a chuva veio prejudicar a beleza do espetáculo.
Nos primeiros minutos da partida, os jogadores do Grêmio estavam muito nervosos, perdendo as divididas, errando constantemente os passes e falhos na marcação. Era natural, apresentavam-se pela primeira vez. Disso aproveitou-se o Ceub para marcar seu primeiro gol, num lance infeliz de Hamilton, que querendo desviar uma bola lançada por Junior, da direita, tocou para sua própria rede, aos 11 minutos do 1º tempo.
Mas o Grêmio mostrou grande poder de reação e foi aos poucos mostrando um melhor preparo físico e técnico. Jaime e Marquinhos começaram a cadenciar as jogadas, com toque de bola e passes laterais, levando sempre perigo à meta de Paulo Victor nos contra-ataques.
Para o segundo tempo, o Grêmio voltou com força total, trazendo Coreu no lugar de Moacir. E não mais se viu o Ceub dentro de campo. Foi um domínio total e absoluto da equipe do Grêmio. Para coroar esta exibição surgiu o gol que seria o de empate. Depois da troca de passes no meio de campo, Marquinhos lançou a bola para Grimaldi, que desceu pela lateral-esquerda e da linha de fundo cruzou forte para a área. Paulo Victor fez uma defesa parcial, soltando a bola, e Léo aproveitou o rebote para empatar a partida aos 27 minutos do segundo tempo.
Com o empate, o Grêmio foi todo para o ataque e a defesa do Ceub, desorientada pela insegurança de Paulo Victor, cedeu diante do maior volume de jogo do adversário e foi quando surgiu o segundo gol, irregularmente anulado pelo árbitro. Resultado final: empate em 1 x 1.

GRÊMIO 1 x 1 CEUB
Local: Estádio Presidente Médici, Brasília (DF)
Preliminar de Brasília x Flamengo
Árbitro: Osvaldo dos Santos
Gols: Hamilton (contra), 11 e Léo, 72
GRÊMIO: Nego, Luís Carlos, Luciano, Fabinho e Grimaldi; Marquinhos, Jaime (Dionísio) e Hamilton; Gonçalves (Pedro Nunes), Léo e Moacir (Coreu). Técnico: Inácio Milani.
CEUB: Paulo Victor, Fernandinho, Cláudio Oliveira, Osmar e Nenê; Alencar, Renê e Xisté; Junior, China (Lucas) e Gilbertinho. Técnico: Barbatana.

No jogo principal, outro clube do DF, o Brasília, fundado em 1975, praticamente começava sua história no profissionalismo, recebendo o Flamengo, do Rio de Janeiro.
O jogo foi muito catimbado, onde o trio de arbitragem foi o ponto negativo.
De início, o Flamengo procurou explorar a inexperiência do adversário, deixando que ele viesse para cima de si e com isso era visível os espaços que ficavam à disposição de Merica, Tadeu e Zico para lançarem Caio, que ficava unicamente esperando receber as bolas do meio campo para pegar a defesa adversária desguarnecida.
Porém, esta tática não deu resultado, pois Caio foi pouco para lutar sozinho contra Luís Carlos e Sidnei, que ainda contavam com a cobertura de Terezo, liberado da marcação sobre Zé Roberto, já que este nunca foi ponteiro esquerdo, sempre indo ajudar o meio-de-campo e a defesa.
Aos onze minutos aconteceu o lance mais bonito do jogo e que poderia ter sido o gol inaugural da partida. Jorge centrou para a área, a defesa cortou e a bola foi parar no peito de Nei, que girou o corpo para a direita e de voleio carimbou o travessão superior de Cantarele.
Depois desse lance o Brasília acelerou o ritmo e partiu decidido para conseguir o primeiro gol do jogo. O Flamengo, mais experiente, procurou controlar o jogo. Aos 29 minutos, em uma falta cobrada, Caio não teve tranquilidade e desperdiçou uma grande chance, chutando por cima da trave.
Nos últimos quinze minutos do primeiro tempo, o Brasília sentiu o esforço despendido e o Flamengo se fez mais presente no ataque, não o suficiente para inaugurar o marcador, que permaneceu em 0 x 0 ao final do 1º tempo.
O segundo tempo foi bem mais movimentado do que o primeiro, principalmente no seu final, quando aconteceram vários incidentes, quase sempre gerados pelo descontentamento dos jogadores em relação a arbitragem.
Aos onze minutos aconteceu o primeiro gol da partida. Geraldo, que havia entrado em lugar de Paulinho, tentou dar um passe a Zé Roberto no meio de campo. Humberto foi mais vivo e tomou a bola do ponteiro. Partiu para o ataque, deu dois cortes em Dequinha, que lhe derrubou. O próprio Humberto cobrou a falta e a bola passou por cima da barreira, sem chances de defesa para Cantarele.
O Flamengo empatou aos 24, depois de uma falta cobrada por Zico, com a bola batendo na trave. Geraldo pegou a sobra e marcou.
O gol da vitória do Flamengo veio de um lance em que Edu, em impedimento, foi até a área, driblou Norberto, e foi derrubado. Zico cobrou o pênalti e marcou.
Esse gol gerou muita confusão, que terminou com a expulsão de Raimundinho, do Brasília.

BRASÍLIA 1 x 2 FLAMENGO (RJ)
Local: Estádio Presidente Médici, Brasília (DF)
Árbitro: Ranulfo Soares (DF)
Renda: Cr$ 112.365,00
Expulsão: Raimundinho, do Brasília, no 2º tempo
Gols: Humberto, 56; Geraldo, 69 e Zico, de pênalti, 87
BRASÍLIA: Norberto, Tereso, Sidnei, Luís Carlos e Odair; Raimundinho, Erci e Lindário (Baianinho); Mineirinho, Humberto e Nei (Wellington). Técnico: Cláudio Garcia.
FLAMENGO: Cantarele, Toninho, Rondinelli, Dequinha e Vanderlei (Junior); Merica e Tadeu (Edu); Paulinho (Geraldo), Caio, Zico e Zé Roberto. Técnico: Carlos Froner.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

FORMAÇÕES: CEUB - 1975



Formação do CEUB que enfrentou o Botafogo, do Rio de Janeiro (RJ), em amistoso realizado no dia 24 de abril de 1975, no então Estádio Presidente Médici (hoje Mané Garrincha): em pé, da esquerda para a direita, Fernandinho, Cláudio Oliveira, Alencar, Déo, Pedro Pradera, Nenê, Raspinha (massagista) e José Antônio (preparador físico); Agachados, na mesma ordem, Julinho, Marco Antônio, Moreirinha, Ivanir e Xisté.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

FORMAÇÕES: Brasília - 1983


Uma das formações do Brasília que venceu o Campeonato Brasiliense de 1983, competição que teve a duração de mais de duzentos dias (14 de maio a 4 de dezembro de 1983) e que contou com a participação de oito clubes, que disputaram quatro turnos (três deles, com duas fases, e o último, com uma), mais uma Fase Final. No total, foram 52 jogos disputados pelo Brasília, com 22 vitórias, 19 empates e 11 derrotas.


Altair Siqueira (Preparador Físico), Ahlá, Kidão, Jonas Foca, Ricardo, Pinheiro e Sidney.
Santos, Marco Antônio, Zeca, Kleber e Aloísio.




sábado, 31 de janeiro de 2026

A RÁPIDA EXCURSÃO DA PORTUGUESA CARIOCA À BRASÍLIA - 1970


No curto espaço de 24 horas, a Associação Atlética Portuguesa, do Rio de Janeiro, disputou dois amistosos em Brasília.
No primeiro jogo, no dia 31 de janeiro de 1970, enfrentou o selecionado juvenil do Distrito Federal, que se preparava para ir disputar o Campeonato Brasileiro da categoria em Santo André (SP).
O jogo agradou muito ao público regular que compareceu ao estádio Pelezão. A apresentação dos jovens jogadores do futebol brasiliense surpreendeu a todos, pois conseguiram jogar com tranquilidade e chegaram a dominar boa parte do jogo. Além disso, não desanimaram quando o resultado passou a ser favorável ao time carioca logo aos 12 minutos do primeiro tempo. Na segunda fase, com mais disposição ainda voltaram e conseguiram o empate aos 22 minutos de jogo.

SELEÇÃO JUVENIL DO DISTRITO FEDERAL 1 x 1 PORTUGUESA (RJ)
Data: 31 de janeiro de 1970
Local: Pelezão
Árbitro: Geraldo Delfino (DF)
Renda: NCr$ 2.000,00
Gols: Luiz, 12 e Boraes, 67
Seleção Juvenil do DF: Dominguinhos, César, Gildásio, Paulinho e Chiquinho; Pedrinho, João José e Nemias; Procópio, Jorrâneo e Boraes.
Portuguesa: Otávio, Bruno, Gerry, Zeca e Beto; Chiquinho, Carlos Pedro e Adaury (Mário Breves); Ney, Luiz e Escurinho. Técnico: Daniel Pinto.
Obs.: o goleiro Dominguinhos tinha 16 anos.

Um dia depois da primeira apresentação, a Portuguesa voltou a se apresentar em Brasília, desta vez enfrentando o Coenge, do Gama, campeão brasiliense de 1969.
O próprio governador Hélio Prates da Silveira fez questão de convocar as empresas TCB e Pioneira para disponibilizarem ônibus para os torcedores prestigiarem a partida.
O Coenge jogou melhor e deu muito trabalho ao goleiro Otávio, mas o jogo terminou empatado em 1 x 1. Elias fez pênalti em Adaury e Gerry marcou para a Portuguesa, aos 14 minutos do primeiro tempo. Aos 32, também do primeiro tempo, Augustinho cobrou escanteio e Pelezão marcou de cabeça para o Coenge. Resultado final: empate em 1 x 1.
O Coenge formou com Carlos José, Jaimir, Elias (Ferraz), Mauro e Xixico; Pelezão e Divino; Augustinho, Pelezinho, Zé Carlos (Noé) e Oscar. A Portuguesa atuou com Otávio, Bruno (Nilton), Gerry, Zeca (Dorival) e Beto; Chiquinho, Carlos Pedro e Adaury; Ney (Mário Breves), Luiz e Escurinho. Técnico: Daniel Pinto.
Mário José da Silva foi o árbitro e expulsou de campo Carlos Pedro, da Portuguesa. A renda alcançou NCr$ 3.800,00.




sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Otávio


Otávio Augusto Barbosa nasceu em Andradas (MG), no dia 30 de janeiro de 1946. Ainda criança foi morar em Niterói (RJ), pois seu pai foi exercer o cargo de Defensor Público no antigo Distrito Federal. Em 1960, seu pai transferiu-se para Brasília, onde passaria a ocupar o cargo de Promotor de Justiça e depois Juiz de Direito.
Otávio estudou no Colégio Bom Bosco e começou a praticar futebol. Começou no juvenil do Rabello, em 1962. Nessa categoria já mostrava sua marca de goleador e foi campeão do DF, em 1963.
Em 1964 foi para o Defelê, onde fez sua estreia no time principal num amistoso realizado no dia 30 de julho de 1964, na derrota de 2 x 1 para o Luziânia. No segundo tempo, substituiu Fernandinho.
Em março de 1965, com 19 anos de idade, Otávio sofreu ferimentos graves num acidente de veículo ocorrido na rodovia Brasília-Belo Horizonte, quando o Jeep que dirigia, capotou. 
Quando passou a titular do time principal, tornou-se artilheiro do Campeonato Brasiliense de 1965, com quatro gols nos seis jogos que o Defelê disputou (Zezé, do Rabello, também marcou quatro gols).
Na edição de 1º de outubro de 1965, do jornal Correio Braziliense, consta a seguinte nota: “O ponta de lança Otávio, que brilhou domingo último diante do Rabello, recebeu um convite para treinar no Santos. O presidente Athiê Jorge Cury telefonou ao presidente Ruy Rossas, pedindo o craque para um período de experiência”.
No final de 1965 foi convocado pela primeira vez para defender a Seleção do DF. Foram dois jogos contra o campeão brasiliense Rabello, o primeiro no dia 5 de dezembro (empate em 1 x 1) e o segundo no dia 12 de dezembro (vitória do selecionado, por 2 x 1; os dois gols da seleção foram marcados por Otávio).

Defelê
Após o encerramento da temporada de 1965, o jornal Correio Braziliense escolheu os destaques do ano no futebol brasiliense. Otávio fez parte da “Seleção do Ano”. Eis como ficou: Zé Walter (Rabello), Aderbal (Guará), Gegê (Rabello), Sir Peres (Colombo) e J. Pereira (Rabello); João Dutra (Colombo) e Beto Pretti (Rabello); Zezé (Rabello), Otávio (Defelê), Baiano (Colombo) e Zoca (Rabello).
Em 13 de janeiro de 1966, Otávio esteve em Santos, treinando entre os companheiros de Pelé, a convite de Athiê Jorge Cury, presidente do clube paulista. 
Todos acreditavam que, em razão de suas excelentes qualidades como homem de área, com excelente visão de gol, Otávio reunia todas as condições exigidas a um ponta de lança e que ele deveria assinar contrato com o Santos.
Porém, aluno da UnB, Otávio não conseguiu acertar seu ingresso no Santos pois o contrato oferecido prejudicaria a continuação de seus estudos.
Ainda nesse mesmo mês de janeiro de 1966, chegou a Brasília, procedente da cidade de Lavras (MG), o desportista Vicente de Carvalho, irmão do treinador Didi de Carvalho, para tentar contratar alguns jogadores para clubes do Sul de Minas Gerais. Otávio foi um deles e também recusou utilizando a mesma justificativa apresentada ao Santos.
No dia 10 de abril de 1966, voltou a defender as cores do Rabello e foi o artilheiro da equipe na excursão a Patos de Minas (MG), marcando três gols contra o São Vicente e um contra a URT. 
Poucos dias antes, mais precisamente em 20 de março de 1966, o Defelê disputou um amistoso contra o Rabello e venceu por 3 x 0, com dois gols de Otávio.
Nessa mesma temporada, Otávio teve a honra de jogar contra a Seleção do Veteranos do Rio de Janeiro, que contou, dentre outros, com a presença do goleiro Barbosa, Nilton Santos, Zizinho e Telê Santanta.
Otávio foi campeão brasiliense e vice-artilheiro da competição de 1966, com 9 gols em dez dos doze jogos disputados pelo Rabello nesse ano. Esteve ausente de dois por estar acompanhando a delegação de futebol de salão da Universidade de Brasília - UnB que participava dos Jogos Abertos de São Lourenço, no interior de Minas Gerais.
Foi convocado para defender a Seleção do DF no amistoso diante da Seleção Paulista, no dia 11 de maio de 1966. Reunia as preferências para ser titular na ponta de lança, mas foi dispensado, a pedido, pois sendo universitário de Direito, viajou no dia 27 de abril de 1966, com a equipe de futebol de salão da Universidade de Brasília, para disputar o certame estudantil que se realizaria em Fortaleza (CE).
Também foi convocado para o amistoso contra a Seleção de Goiás no dia 23 de novembro de 1966, mas não participou do jogo.
Pelo segundo ano consecutivo, Otávio fez parte da enquete promovida pelo jornal Correio Braziliense que apontou a Seleção do Ano no futebol brasiliense.
Otávio voltou a se destacar na artilharia do Torneio “Engenheiro Plínio Cantanhede”, realizado de 23 de outubro a 20 de novembro de 1966, marcando sete gols. Esse torneio contou com a participação de sete equipes e tinha por finalidade apontar os quatro representantes do Distrito Federal na Taça Brasília-Goiânia. O Rabello foi o campeão, mas, posteriormente foi penalizado pelo Tribunal de Justiça Desportiva com a perda de 8 pontos por utilizar o jogador Heitor sem condições de jogo.
Em 1967 se transferiu para a equipe do Guará. Em sua estreia, no dia 21 de abril de 1967, marcou o gol da vitória de 2 x 1 sobre o Cruzeiro (DF). No dia 16 de maio, na vitória do Guará sobre o Pederneiras por 6 x 3, Otávio marcou três gols.
Foi convocado, mas não participou do amistoso da Seleção do DF contra o Santos, de São Paulo, no dia 25 de maio de 1967.

Guará - 1967
Disputou o campeonato brasiliense de 1967 pelo Guará, marcou quatro gols, mas não pôde evitar que o clube, formado por vários jogadores jovens, terminasse a competição em sexto e último lugar.
Retornou ao Defelê, em 1968, sagrando-se campeão brasiliense desse ano. Era jogador desse clube quando a Federação Desportiva de Brasília decidiu pela organização de uma Seleção Profissional de Futebol, em caráter permanente. Logo depois, Logo depois, a Federação decidiu que a Seleção Permanente iria vestir a camisa do Rabello e representá-lo na Taça Brasil.
Em abril de 1968, foi convocado para defender a seleção de futebol de salão da UnB que disputaria um torneio em São Paulo, junto com Guairacá, Axel e Arnaldo.
Em maio de 1968, Otávio recebeu uma proposta para fazer testes no Atlético Mineiro. Porém, ao chegar em Belo Horizonte, ficou sabendo que, em um momento inicial, seria emprestado para atuar no interior do estado. Então, resolveu voltar para Brasília.
No futebol de salão, Otávio foi por diversas vezes campeão de Brasília pela UnB. O time formado por Valtinho, Axel, Guairacá, Otávio e Arnaldo é considerado por muitos que acompanham o esporte como o maior da história do salonismo brasiliense.
Por exigência de seu pai, a prática de esporte foi permitida com a condição de tirar boas notas nos estudos. E assim Otávio fez. Ao término do 2º grau, ingressou no Curso de Direito da UnB e, paralelamente aos estudos e ao futebol de campo, participava do time de futebol de salão da universidade.

Deixou a Advocacia, pois foi aprovado como servidor do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, em 1975, sendo assessor do Desembargador Lúcio Arantes. Não parou de estudar e se tornou Juiz de Direito, em 1980, na 4ª Vara Criminal de Planaltina. No dia 27 de agosto de 1992 tomou posse como Desembargador do TJDFT, sendo ele o primeiro aluno da UnB a ocupar tal cargo. 
Ocupou a presidência daquela corte de 2010 a 2012.
Apesar de ter ingressado em um mundo totalmente diferente do futebol e galgado todos os degraus até chegar a presidência da Corte máxima da Justiça do Distrito Federal, Otávio fez questão de ressaltar em seu pronunciamento de posse a sua passagem pelo futebol de Brasília nos time Rabello, Defelê e Guará.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Moreirinha


Feliciano Moreira Rocha, o Moreirinha, nasceu em Macarani (BA), em 29 de janeiro de 1958 e foi para Brasília em 1961 quando, seu pai, Clarival Rocha, funcionário dos Correios e Telégrafos, veio trabalhar em Brasília e morar na Vila Planalto.
Com pouca opção de lazer, foi brincar de futebol e assistir aos jogos realizados nos campos do Defelê e do Rabello.
Com muita habilidade para conduzir a bola, Moreirinha passou a integrar as categorias de base do Defelê, sob o comando de Airton Nogueira, onde foi campeão do Campeonato Brasiliense de Futebol, categoria Dente de Leite, em 1970, sendo integrante frequente das seleções do Distrito Federal.
Moreirinha foi convocado para a seleção infantil que enfrentou a Seleção da Guanabara, no Rio de Janeiro, no dia 22 de janeiro de 1972, perdendo de 1 x 0.
Após o Defelê encerrar de vez suas atividades, Moreirinha acompanhou o técnico Airton Nogueira indo para a equipe da AABB.
De 19 a 23 de abril de 1972, o Distrito Federal foi uma das seleções que disputou a Minicopa “Dedinho” (personagem da revista do Departamento de Educação Física e Desporto, do Ministério da Educação e Cultura - MEC. Foi uma competição que envolveu seis seleções estaduais. No dia 19, o DF estreou com vitória de 2 x 0 sobre Goiás. Moreirinha marcou o primeiro gol da competição e recebeu o troféu “Federação Desportiva de Brasília” das mãos do Coronel Antônio Ribeiro de Jesus.
Ainda no ano de 1972, Moreirinha integrou a equipe infantil da AABB, que se sagrou campeã da categoria num torneio patrocinado pelo DEFER (órgão do Governo do Distrito Federal), tornando-se artilheiro da competição com oito gols.
O Correio Braziliense de 19.01.1973 trouxe a seguinte nota: “MOREIRA NA GB - O ponta de lança Moreira, irmão do técnico Nelson Moreira, do Defelê, deverá ingressar na equipe do Fluminense, da Guanabara. O jogador seguirá em janeiro para aquela equipe, onde fará uma série de testes. Se agradar será integrado ao elenco juvenil do tricolor carioca”. Moreirinha preferiu ficar em Brasília.
Em 1973 foi a vez da AABB desativar sua equipe infanto-juvenil, que passou para a Novacap, para onde também foi o técnico Airton Nogueira. A Novacap acabaria se sagrando campeã brasiliense da categoria, ao vencer o Ceub na final do campeonato, disputada no dia 4 de novembro de 1973, no Pelezão. Foi uma decisão bastante equilibrada, quando a Novacap chegou à vitória por 2 x 1. As duas equipes eram formadas por diversos futuros craques do futebol brasiliense. Na equipe da Novacap, os destaques eram o goleiro Paulo Victor, os zagueiros Nenê e Nonoca, os meias Fernando, Moreirinha e Marco Antônio e os atacantes Cafuringa (que depois passou a ser chamado de Junior Brasília), os irmãos Robério e Rogério e Capela. No Ceub os maiores destaques eram o goleiro Déo, o meia Douradinho e os atacantes Elmo e Gilbertinho. O técnico do Ceub era Raimundinho.
Em fevereiro de 1974, quando foram reiniciadas as atividades do departamento infanto-juvenil do Ceub, vários jogadores foram cedidos ao Ceub nesta fase de implantação do quadro de infanto-juvenis: Capela, Junior Brasília, Marco Antônio, Moreirinha, Gilvan e Rodolfo. O técnico era Airton Nogueira.
Aos 16 anos, Moreirinha passou a jogar na equipe amadora adulta do Ceub (o clube mantinha uma equipe para disputar o campeonato amador do DF e outra profissional para disputar o Campeonato Brasileiro).
Não demorou para integrar a equipe profissional do Ceub. Nos meses de maio e junho de 1975 fez parte da delegação do Ceub que realizou excursão à África e Europa. Logo depois disputou o Campeonato Brasileiro.
Em 1976 Moreirinha disputou o primeiro campeonato da nova era profissional do Distrito Federal pelo Ceub, que chegou a vencer dois turnos e tinha tudo para conquistar o título de campeão daquele ano. Mas um imbróglio envolvendo a então CBD e a Federação local, acabou levando o clube à expulsão do campeonato e consequente extinção.
Moreirinha recebeu convites do Mixto, de Cuiabá (MT) e do Sampaio Corrêa, de São Luís (MA), mas preferiu ir fazer alguns testes no Esporte Clube Bahia, de Salvador (BA), cujo treinador, Orlando Fantoni, explicou que ele e alguns outros jogadores formariam uma espécie de “mistão” para disputar amistosos no interior da Bahia. Moreirinha preferiu retornar para Brasília.
Arranjou um emprego na Telebrasília, mas logo teve que deixá-lo, pois surgiu o convite para jogar no Brasília e as duas atividades se incompatibilizaram.
No novo clube, Moreirinha sagrou-se bicampeão nos anos de 1977 e 1978.
Em 1979, foi para o Taguatinga, a convite de Alaor Capella.
Retornou ao Brasília em 1980, quando novamente conquistou o título de campeão brasiliense.
Posteriormente, foi para o Gama, onde estreou de forma oficial no dia 14 de junho de 1981, no Bezerrão.
Em 3 de abril de 1982, assinou contrato para jogar no Tiradentes/DF, quando por lá estava Airton Nogueira. Defendeu o clube em todo o ano de 1982 e no dia 5 de junho de 1983, na vitória de 2 x 1 do Tiradentes sobre o Gama, marcou o primeiro gol do seu time. Mas o pior estava por vir: no segundo tempo, sofreu fratura do perônio, ficando afastado do elenco por quase quatro meses. Só voltou a vestir a camisa 10 do Tiradentes no dia 30 de outubro de 1983, no empate de 0 x 0 com o Brasília. Como não ficou 100% recuperado, Moreirinha aproveitou para encerrar sua carreira profissional.
Mas até hoje continua batendo sua bolinha em equipes de clubes sociais. No Minas Brasília Tênis Clube, já se tornou campeão por todas as categorias de veteranos. Na AABB, foi muitas vezes campeão defendendo o Trayra’s. Num dos campeonatos promovidos pelo clube bancário, o Trayra’s venceu por 9 x 0, todos os nove gols marcados por Moreirinha.


ACERVO ICONOGRÁFICO

Defelê


AABB

Seleção Infantil do DF

Novacap


Ceub




Brasília




Taguatinga

Gama

Tiradentes





terça-feira, 27 de janeiro de 2026

OS GOLEIROS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Guto


Adelton Gomes da Silva, o Guto, nasceu em São Borja, no Rio Grande do Sul, na divisa com a Argentina, no dia 27 de janeiro de 1976.
Teve uma longa passagem pelo Caxias, de Caxias do Sul (RS), clube que o revelou e onde atuou de 1998 a 2003.
Nesse intervalo, disputou o Campeonato Gaúcho de 2000, pelo Santa Cruz, de Santa Cruz do Sul: foram 24 jogos, com 37 gols sofridos.

No começo de 2004, transferiu-se para o Santa Cruz, de Recife (PE). O jogador não teve grande destaque, mas conquistou a torcida ao se tornar o destaque de uma vitória sobre o Santo André, que garantiu passagem ao tricolor pernambucano para o quadrangular final da Série B do Brasileiro daquele ano.
Depois, jogou duas temporadas (2005 e 2006) no Marília, do interior de São Paulo. Em junho de 2006, retornou ao Santa Cruz, de Recife. Sua contratação foi pedida pelo técnico Péricles Chamusca.
Dos seis meses que passou no clube pernambucano, Guto recebeu salário apenas uma vez. Revoltado com a falta de perspectiva e tendo de tirar dinheiro de suas economias para pagar até o aluguel, resolveu rescindir contrato, que venceria em junho, saindo antes de terminar a competição, faltando cinco jogos.
Chegou a receber proposta do Noroeste, Rio Branco e Sertãozinho, todos de São Paulo, mas preferiu ir para o Brasiliense. Apresentou-se ao clube em 26 de dezembro de 2006.
Guto disputou 213 jogos com a camisa do Brasiliense. A maior sequência foi entre 2007 e 2010, ano em que começou a conviver com lesões. Entre 2011 e 2015, foram apenas 18 jogos entre a Série C, Série D, Copa do Brasil e Copa Verde.
Em 2016, após nove anos como goleiro do Brasiliense, passou a trabalhar como Treinador de Goleiros.
Além do título brasiliense de 2007, Guto também agregou ao seu currículo as conquistas de 2008, 2009, 2011 e 2013.
Confira, ano a ano, o número de jogos de Guto pelo Brasiliense:

ANO

CAMPEONATO BRASILIENSE

COPA DO BRASIL

CAMPEONATO BRASILEIRO

TOTAL

2007

10

9

38

57

2008

13

3

36

52

2009

21

4

36

61

2010

16

2

7

25

2011

1

1

2012

7

7

2013

6

6

2014

2

2

2015

2

2

TOTAL

70

18

125

213


Colaboração: Roberto Naves.