sexta-feira, 18 de setembro de 2026

FORMAÇÕES: Colombo - 1967



Em pé, da esquerda para a direita: Edward Brandão (Treinador), Chicão, Ivan, Juci, Sir Peres, Oliveira, Índio e Adolfo Rizza (Presidente).
Agachados, na mesma ordem: Anísio (massagista), Gilson, Cid, Baiano, Paulista e Zezé.



quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O DIA 17 DE SETEMBRO NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: o Botafogo em Brasília - 1961


Lance do jogo: Nilton Santos dominando a bola, acossado por Léo, à sua direita, e Severo, à sua esquerda. Mais atrás, Zé Maria.

Possuindo um dos times mais poderosos do futebol brasileiro e mundial naquele ano, recheado de campeões mundiais, o Botafogo de Futebol e Regatas, do Rio de Janeiro, aproveitou-se de uma brecha no 1º turno do campeonato carioca de 1961 (competição que venceria com apenas uma derrota em 25 jogos) para se apresentar em Brasília.
O jogo teve início às 16 horas do dia 17 de setembro de 1961 e apresentou a seguinte ficha técnica:

GUARÁ 0 x 6 BOTAFOGO
Local: Estádio Israel Pinheiro, Guará
Árbitro: Gualter Portela Filho (RJ)
Renda: CR$ 730.000,00
Auxiliares: Nilzo de Sá e Joventino A. de Oliveira
Gols: Pampolini, 15; Amoroso, 25; Amarildo, 32 e 44; Garrincha, 47 e Airton, 60
GUARÁ:
 Redola (Matil), Aderbal, Edson Galba (Alan), Bimba e Enes (Jaime); Eluff (Paulo) e Índio (Sabará); Severo (Heleno), Léo, Mingau (Barretinho) e Joãozinho. Técnico: Fuminho.
BOTAFOGO:
 Manga (Adalberto), Cacá, Zé Maria e Chicão 
(Rildo); Pampolini e Nilton Santos (Paulistinha); Garrincha, Didi (Édison), Amoroso (China), Amarildo (Ayrton) e Zagalo (Neyvaldo). Técnico: Marinho Rodrigues.







quarta-feira, 16 de setembro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Xixico


Antônio Pereira dos Santos, o Xixico, também chamado de Pereira, nasceu em Caxias (MA), no dia 16 de setembro de 1943.
Veio para Brasília com dois objetivos: conseguir emprego em uma das várias empresas que começavam a construção da nova Capital Federal e, se possível, numa que tivesse um time de futebol.
Com 20 anos de idade, conseguiu isso ao passar a defender seu primeiro clube de futebol no Distrito Federal, o Nacional, mantido pela construtora do mesmo nome, no ano de 1963.
Na primeira rodada do Campeonato Brasiliense, no dia 19 de maio de 1963, em seu campo, Aristóteles Góes, o Nacional empatou com o Guanabara, em 2 x 2, com Xixico atuando na ponta-esquerda. Assim formou o Nacional: Chico, Alberto, Eufrásio, Logodô e Ferreira; João e Nilson; Manoel, Naelson, Zezão e Xixico.
Em 1964, ano em que foram disputados os campeonatos brasilienses de profissionais e de amadores, Xixico esteve no segundo, defendendo o Nacional, que não quis aderir ao profissionalismo.
Em 1965, passou para o Pederneiras, clube que também não aderiu ao profissionalismo e disputou o campeonato brasiliense da categoria de amadores.
No dia 15 de agosto de 1965, o Pederneiras venceu o Guanabara por 1 x 0 e conquistou o título de campeão brasiliense invicto, com essa formação: Chico, Tarcísio, Eufrásio, Logodô e Xixico; Firmo e Saudio; Deca, Zezito, Eraldo e Cotia.
Continuou no Pederneiras em 1966, ano em que clube resolveu passar a ser profissional e que teve como grande destaque no ano a vitória de 1 x 0 sobre o Esporte Clube Bahia, no dia 31 de agosto de 1966.
Nesse ano, no dia 14 de novembro de 1966, um novo clube surgiu no futebol do DF, o Coenge Futebol Clube, do Gama.
Aproveitando-se que o Pederneiras solicitou licença de todas as suas atividades durante o ano de 1967, Xixico resolveu “apostar” no novo clube.
Em 1967, o Coenge integrava o Departamento Autônomo da Federação Desportiva de Brasília, uma espécie de departamento responsável pelo futebol amador da entidade. Desde o ano anterior, 1966, o departamento organizava um campeonato entre as equipes não profissionais, divididas, em sua primeira fase, por regiões, chamadas de séries, no Gama, em Taguatinga, em Sobradinho e no Plano Piloto.
No mês de outubro aconteceu a primeira conquista da história do Coenge, ao vencer o Torneio de Aniversário da Cidade do Gama. Logo depois, nos dias 26 de novembro e 3 de dezembro de 1967, Xixico participou de um torneio quadrangular que contou com o Coenge e A. A. Cultural Mariana, ambos do Gama, e Rabello e Cruzeiro do Sul, ambos de Brasília. O Coenge ficou com o segundo lugar no torneio, sendo derrotado na decisão contra o Cruzeiro do Sul com essa formação: Tonho, Dimenor, Tarcísio, Xixico e Mauro; Pelezão e Divino; Pelezinho, Dera, Eraldo e Oscar.
Em 1968, o Coenge, com Xixico na equipe, venceu o campeonato da cidade do Gama, foi o vencedor da Série Gama do campeonato do Departamento Autônomo e venceu a fase final desse campeonato após superar equipes do Gama e de Taguatinga, Sobradinho e Plano Piloto.
O Coenge foi campeão com Hugo, Dirceu (Minhoca), Eraldo, Ferraz e Xixico (Duchinha); Mauro e Divino; Noé, Pelezinho, Tatá e Oscar.

Seleção do DF contra o Flamengo

No dia 2 de março de 1969, a Seleção Amadora do Distrito Federal enfrentou o Flamengo, do Rio de Janeiro, que contava com Garrincha. O Coenge cedeu onze jogadores para esse selecionado, dentre eles, Xixico que teve a incumbência de marcar o craque das pernas tortas.
A Seleção Amadora do DF atuou com Hugo, Jonas (Fernandes), Eraldo, Paulinho e Xixico; Eduardo e Divino; Noé, Guairacá, Pelezinho (Argenta) e Oscar (Marão).
O rubro-negro carioca vencia o jogo por 3 x 1, mas resolveu abandonar o gramado com 60 minutos de jogo, depois da expulsão de dois de seus jogadores.
A partir de 13 de abril de 1969, o Coenge iniciou a campanha que lhe daria, pela primeira vez em sua história, o título de campeão brasiliense de futebol.
O time campeão do Coenge em sua última partida pelo campeonato, no dia 19 de outubro de 1969, foi: Hugo, Ferraz, Tatá, Mauro e Xixico; Pelezão (Eustáquio) e Divino; Márcio Minhoca, Pelezinho, Noé e Oscar.
No dia 1º de fevereiro de 1970, aconteceu o jogo do Coenge contra a Portuguesa, do Rio de Janeiro, que terminou empatado em 1 x 1. O time do Coenge foi Carlos José, Jaimir, Elias (Ferraz), Mauro e Xixico; Pelezão e Divino; Agostinho, Pelezinho, Zé Carlos (Noé) e Oscar.
O Coenge não foi bem no campeonato brasiliense de 1970, terminando na sétima colocação entre os dez clubes que disputaram a competição, ficando de fora da Segunda Fase (apenas os seis primeiros passavam).
Em 1971, a Federação Desportiva de Brasília promoveu o Torneio Governador Hélio Prates da Silveira, que teve início em março. O torneio marcou o início da decadência do Coenge. Assim como outros clubes, foi punido por inadimplência, com a perda de pontos em vários jogos. Depois, o Coenge se ausentou das reuniões, o que também era motivo para punições, e foi decidido, no dia 23 de junho de 1971, em assembleia, que os jogadores pertencentes a estas agremiações estavam liberados para disputar partidas por outros times. Desta forma, Xixico deixou o Coenge.
Com o fim do Coenge, em 1972 Xixico passou a fazer parte do elenco da Associação Atlética Serviço Social, que estreava nesse ano no Campeonato Brasiliense.
A A. A. Serviço Social era formada, basicamente, por jogadores de vários clubes extintos, como Defelê, Planalto, Coenge e Civilsan.
No final do campeonato, o Serviço Social ficou com a quinta colocação.
A partir de 1973 e até 1975, Xixico voltou a disputar apenas as competições do Gama. A Organização dos Esportes do Gama foi fundada em 2 de março de 1974 e por aqui ele ficou até a criação do campeonato de profissionais, em 1976, quando passou a defender a Sociedade Esportiva do Gama.

Gama 1977: em pé, da esquerda para a direita, Xixico, Atualpa, Carlão, Adilson, Rildo e Osvaldo. Agachados: Pelezinho, Carlinhos, Santana, Roldão e Zé Vieira.

Já com 33 anos de idade, Xixico participou do processo de formação das primeiras equipes do Gama (fundado em 15 de novembro de 1975).
Sua estreia aconteceu no dia 15 de agosto de 1976, no Pelezão, com derrota de 3 x 2 para o Taguatinga, em jogo válido pelo Campeonato Brasiliense. Junto com Dequinha, também do Gama, e Paraibinha, do Taguatinga, foi expulso de campo.
O Gama formou com Noel, Dequinha, Carlão, Santana e Xixico; Chicão, Gabriel e Pelezinho; Almir, Carlos Alberto e Oscar (Galego). Técnico: Zé Maria.
Seu último jogo com a camisa do Gama aconteceu em 13 de março de 1977, no Pelezão, num jogo contra o Brasília, pelo Torneio Imprensa. O Gama atuou com Adriano, Carlão, Joãozinho, Dão e Rildo; Xixico, Cláudio e Lelé; Gisélio, Santana e Liminha.
Seu número de registro na Federação Desportiva de Brasília mostra bem como ele foi um dos primeiros jogadores de futebol no DF: 60. Na antiga CBD, atual CBF, ele tinha o registro de número 40.300.

Xixico, Pelezinho e Oscar, campeões pelo Coenge em 1969, e ex-jogadores do Gama, no reencontro dos jogadores em 2010



terça-feira, 15 de setembro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Aderbal (in memoriam)



Aderbal da Silva Carvalho nasceu em Itaberaba (BA), no dia 15 de setembro de 1940.
Aderbal foi, provavelmente, o jogador de maior longevidade no futebol do Distrito Federal.
Atuando como lateral-direito ou zagueiro, tinha como principal característica o chute muito forte e excelente cobrador de faltas.
Começou em 1960, no Guará, e só foi parar com a bola em 1978.
Neste período, defendeu dez clubes diferentes:
GUARÁ, de 1960 a 1962, conquistando o título de campeão do Torneio “Prefeito Paulo de Tarso”;
CRUZEIRO DO SUL, em 1963, sagrando-se campeão brasiliense no mesmo ano;

1º DE MAIO, em 1964;
RABELLO, nos anos de 1964 e 1966, em ambos tornando a conquistar o campeonato brasiliense de profissionais. Em 1966, disputou a Taça Brasil, única competição de âmbito nacional na época.
GUARÁ, em 1965;
DEFELÊ, em 1965;
GUARÁ e CRUZEIRO DO SUL, em 1967;
DEFELÊ e RABELLO, em 1968;
CEUB, 22 jogos, de 21 de abril de 1971 a 17 de dezembro de 1972;
JAGUAR, em 1973;
HUMAITÁ, de 1974 a 1976;
TAGUATINGA, 1977 e
SOBRADINHO, 1978.

1963: campeão brasiliense no Cruzeiro
Teve passagens pelo Uberaba (MG) - 22 jogos e um gol, em 1969, e pela Caldense, de Poços de Caldas, também de Minas Gerais, em 1970.
Atuou 31 vezes pela Seleção de Brasília, a primeira delas em 21 de abril de 1962, DF 1 x 1 Vasco da Gama-RJ, e a última em 20 de outubro de 1968, DF 0 x 0 Palmeiras, de Mineiros-GO.
Fez parte da seleção dos “Melhores do Futebol Brasiliense” de 1962, enquete realizada pelo jornal Diário Carioca-Brasília, e da “Seleção do Ano” de 1965, do jornal Correio Braziliense.
Faleceu no dia 19 de julho de 2020.

Colaboração: Ruy Trida.



Garrincha e Aderbal - 1961


1962: na seleção do DF contra o Vasco da Gama. À esquerda, Zizinho, o Mestre Ziza

1966: no Rabello

1967: no Guará

1967: na Seleção do DF, no Pelezão



segunda-feira, 14 de setembro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Robertinho


NOME COMPLETO: Roberto Araújo Silva
APELIDO: Robertinho
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Goiânia-GO, 14 de setembro de 1956
NÚMERO DE REGISTRO NA CBF: 60.973
POSIÇÃO: Ponteiro-Esquerdo

CARREIRA:
Goiânia-GO (1974-1978)
Gama (1979-1980)
Internacional-SP (1981)
Uberaba-MG (1981)
Batatais-SP (1982)
Santa Cruz (1983)
Tiradentes-DF (1983-1984)
Ceres-GO (1984-1986)
Santa Helena-GO (1987-1989)

TÍTULOS CONQUISTADOS:
Campeão goiano de 1974 (Goiânia)
Campeão brasiliense de 1979 (Gama)

PRÊMIOS INDIVIDUAIS:
Seleção Brasiliense de 1979, escolhida pela Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos - ABCD. Detalhe: Robertinho, do Gama, foi o único que teve todos os votos.
“Os Melhores de 1979”, votação do Correio Braziliense
Disputou três jogos pela Seleção do Distrito Federal: dois pelo Torneio Centro-Oeste de Seleções de 1980, patrocinado pela CBF, nos dias 21 e 24 de abril de 1980; o terceiro aconteceu no dia 1º de maio de 1980, no amistoso Seleção do DF 1 x 0 Seleção Brasileira de Novos.

Como curiosidade, Robertinho marcou o primeiro gol do Gama no Campeonato Brasileiro de 1979, conforme pode ser conferido no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=GI4Fn7o-R6s&feature=youtu.be


No Goiânia

No Goiânia

No Gama

No Ceres

No Santa Helena

No Santa Helena

domingo, 13 de setembro de 2026

FORMAÇÕES: Gama - 1977



Uma das primeiras formações do Gama em seu segundo ano de vida, 1977. Em pé, da esquerda para a direita, Xixico, Atualpa, Carlão, Adilson, Rildo e Osvaldo. Agachados: Pelezinho, Carlinhos, Santana, Roldão e Zé Vieira.



sábado, 12 de setembro de 2026

OS ARTILHEIROS: Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão - 2022



1º - Wisman (Samambaia) - foto, 7 gols;
2º - Wallace (Ceilandense), Starlony (Planaltina), Michel Platini (Samambaia) e Antony (Valparaíso), 4;
3º - David (Cruzeiro), Wesley (Planaltina), João Gabriel (SESP Samambaense) e Batata (Sobradinho), 3;
4º - Serginho (Botafogo), Hudson e Somália (Ceilandense), Igor (Cruzeiro), Jackson (Planaltina), Filipe Cirne, Geovane, João Eric e Romário (Real Brasília), João Victor e Wallace (Samambaia), Josué (SESP Samambaense), Fernando e Sandalo Belchior (Sobradinho) e Gleycon, Lidio e Vitor (Valparaíso), 2;
5º - Esquerdinha, Fiapo, Mateus e Obina (ARUC), Cauã, Dadinho, Danilo Cocada, Fábio, Gabriel Hiram, Pedro Henrique e Titico (Botafogo), Dedé e Murilo (G. E. Brazlândia), Carlos, Gabriel, Henrique e John (Ceilandense), Jefferson, Jeovane, Matheus Chaves e Pedro Gabriel (Cruzeiro), Robson, Thiago Bispo e Vicktor (Legião), Netinho e Wiliam Santos (Planaltina), David Peninha, Eduardo e Ian Carlos (Real Brasília), Felipe (Riacho City), Aldo, Filipe, Goduxo, Luiz, Tobinha e Vini (Samambaia), Gustavo, Lucas e Marcus Brasília (SESP Samambaense), Bruno e Régis Souza (Sobradinho) e Dudu (Valparaíso), um gol cada.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

FICHA TÉCNICA: Wander de Carvalho


Filho do icônico treinador mineiro radicado em Brasília, Didi de Carvalho (Seu Didi) e irmão do também ex-jogador Péricles, Wander de Carvalho nasceu em Brasília (DF) no dia 11 de setembro de 1961.
Iniciou sua formação no ano de 1978, quando integrou a equipe juvenil do Brasília Esporte Clube que conquistou o bicampeonato da categoria nesse ano. A equipe do Brasília tinha a seguinte formação básica: Maurício, Isaías, Mário, Ledis e Everton; Marco Antônio, Vilmar e Maurinho; Jair (Sidney), Silva e Wander. Técnico: Ercy Rosa.
Em 20 de novembro de 1978 aconteceu a convocação dos 25 jogadores da Seleção do Distrito Federal que participariam do I Campeonato Brasileiro de Futebol Junior, promovido pela então Confederação Brasileira de Desportos - CBD. O técnico Carlos Morales convocou 25 jogadores, um deles o Wander. A Seleção de Brasília não conseguiu se classificar para a fase seguinte.
De 7 a 13 de janeiro de 1979 Wander fez parte da equipe do Brasília que disputou a Copa São Paulo de Futebol Junior, a Copinha. O time era tão bom que perdeu para o Corinthians por 1 x 0, com um gol faltando três minutos para acabar o jogo, venceu o Atlético Mineiro por 3 x 1 (com três gols de Edmar) e perdeu para o Marília (que acabou vencendo a competição), por 2 x 1.
Logo depois, durante a excursão que o Brasília fez ao interior de São Paulo, fez sua estreia na equipe principal. No dia 28 de março de 1979, em Guaratinguetá, o Brasília venceu a Esportiva local, por 5 x 0, assim formando: Jonas (Maurício), Ferreti, Jonas Foca, Luís Carlos (Mário) e Luisinho; Paulinho, Raimundinho (Renê) e Banana; Vilmar, Edmar e Nei (Wander). Técnico: Luiz Carlos Ferreira.
De forma oficial, estreou na equipe principal em 13 de maio de 1979, no CAVE, na vitória de 1 x 0 sobre o Guará, jogo válido pelo Campeonato Brasiliense.
Ainda disputou o Campeonato Brasiliense de Juniores de 1979, quando o Brasília perdeu o título e a hegemonia de três anos para o Gama. Ainda assim, foi artilheiro da equipe com sete gols.

Brasília - 1980

No ano seguinte, conquistou seu primeiro título de campeão brasiliense, participando de 20 jogos e marcando dez gols pelo Brasília. Também disputou sete jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série B, marcando dois gols.
Pela primeira vez foi convocado para defender a Seleção de Brasília, mas não participou do jogo contra a Seleção de Goiás, no dia 21 de abril de 1980.
Em 1981 disputou três competições pelo Brasília: Campeonato Brasiliense, o Torneio Centro-Oeste e o Campeonato Brasileiro da Série A, com destaque para o jogo do Brasília contra o Grêmio, em Porto Alegre, no dia 15 de fevereiro de 1981. Na Loteria Esportiva, a vitória do Brasília representava 9% de probabilidade de acontecer. Havia 14 jogos que o campeão gaúcho Grêmio não perdia no Olímpico. E nunca é demais lembrar que o Grêmio acabou se sagrando campeão brasileiro de 1981.
A torcida, que compareceu ao estádio certa de assistir a uma goleada de sua equipe, teve seus prognósticos aumentados, pois logo a um minuto e quarenta segundos de jogo, Tarciso abriu o marcador para o Grêmio. Aluísio empatou para o Brasília e, logo depois Wander, da meia-lua, recebeu um cruzamento da esquerda e colocou no canto do goleiro Leão.
Nesse jogo histórico, o Brasília formou com Déo, Luisinho, Mário, Jonas Foca e Zé Mário (Ricardo); Alencar, Marco Antônio e Wander; William, Afonso e Aluísio (Paulinho). Técnico: Alaor Capella.
No ano de 1982 Wander passou para o Taguatinga, onde disputou o Campeonato Brasiliense e o Campeonato Brasileiro da Série A. Mesmo sem conquistar o título de campeão do DF, fez parte da Seleção dos Melhores do Ano, enquete realizada pelo jornal Correio Braziliense.
Retornou ao Brasília em 1983, quando voltaria a conquistar o título de campeão brasiliense, participando de 45 jogos na campanha pelo título de campeão. Mais uma vez disputou o Campeonato Brasileiro da Série A, marcando um gol nos 12 jogos em que esteve presente.

Ricardo, Rivelino, Wander e Lino

Também nesse ano, por duas vezes participou de jogos da Seleção do DF. Nos dias 23 de julho e 4 de agosto de 1983 foi promovido o “Jogo da Solidariedade”, entre a Seleção do Distrito Federal (que contou com os reforços de Rivelino e Zico) e a Seleção do Sul, em benefício das vítimas das enchentes que assolaram o sul do Brasil. No primeiro deles, Wander substituiu Rivelino. No segundo, entrou como titular e foi substituído por Marco Antônio.

Brasília - 1984

Wander foi um dos destaques do Brasília na conquista do bicampeonato brasiliense em 1984, quando marcou 12 gols nos 28 jogos que disputou, tornando-se artilheiro do Campeonato Brasiliense. Ao fim do ano foi premiado com o Troféu “Mané Garrincha”, fazendo parte da seleção dos Melhores do Ano.
Permaneceu no Brasília até 1985. No segundo semestre de 1985 foi para o Ferroviário, de Fortaleza (CE). Estreou no dia 15 de setembro de 1985, no Castelão, com vitória de 2 x 1 sobre o Ceará, válido pelo Campeonato Cearense. No jogo seguinte, na goleada de 5 x 0 sobre o Tiradentes, marcou seu primeiro gol com a camisa do Ferroviário. Ficaria no tricolor cearense até o final da temporada de 1985 e início de 1986.
Foram 17 jogos no Ferroviário, com dois gols marcados.
Em 1986, chegou a ser lembrado para compor a Seleção Principal do DF que disputaria o Campeonato Brasileiro de Seleções, mas acabou não participando do torneio.

Wander, Paulo Victor e Péricles

Sua segunda passagem pelo Taguatinga aconteceu em 1988, quando participou de 23 jogos pelo Campeonato Brasiliense desse ano e teve a oportunidade de jogar ao lado do seu irmão Péricles.
Transferiu-se para o Tiradentes, onde atuou nos anos de 1989 e 1990.
Encerrou sua trajetória profissional defendendo o Clube de Regatas do Guará nos anos de 1991 a 1993. No primeiro desses anos, marcou 11 gols nos 28 jogos que disputou e se tornou (junto com seu companheiro de clube Paulinho) artilheiro do Campeonato Brasiliense.
Em sua passagem pelo futebol do DF, Wander de Carvalho disputou 287 jogos oficiais, assinalando 65 gols.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Bira



Almir Fernandes de Oliveira, o Bira, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) no dia 10 de setembro de 1958.
Só havia jogado em times peladeiros do Distrito Federal até que foi levado “à força” pelos amigos para o SESI, de Taguatinga, em 1976, onde conseguiu se destacar como artilheiro, formando dupla de área com Banana.
Antes de completar 18 anos, fez sua estreia no time profissional do Taguatinga Esporte Clube. Foi no dia 1º de maio de 1976, no Pelezão, marcando o gol da vitória de 1 x 0 do Taguatinga sobre o Gama. Nessa ocasião, o Taguatinga formou com Carlos José, Aldair (Elmo), Dão (Wanner), Dedinho e Chico; Douradinho, Nemias e Banana; Maurício, Bira e Dinarte. Técnico: Eurípedes Bueno.
Já tendo Dida, ex-jogador do Flamengo e da Seleção Brasileira (campeã de 1958) como treinador, Bira participou do amistoso realizado no dia 21 de julho de 1976, em São Januário, no Rio de Janeiro, para pagar o empréstimo do atacante Banana, ao Vasco da Gama.

Taguatinga
Logo depois, Bira foi um dos convocados do Taguatinga para fazer parte da Seleção do DF que enfrentou o Brasília no dia 21 de agosto de 1976, no amistoso com toda a renda revertida em benefício dos jogadores do Grêmio.
Disputou doze jogos pelo Campeonato Brasiliense de 1976, marcando cinco gols.
Esteve três meses no Atlético Mineiro e voltou para assinar com o Brasília, onde, curiosamente, também fez sua estreia num dia 1º de maio. Foi no amistoso contra o Cruzeiro, de Belo Horizonte-MG, no Pelezão, com derrota de 1 x 0, quando o Brasília apresentou a seguinte escalação: Déo, Renê, Jonas Foca, Sidney e Fernandinho; Capela (Vilmar), Rogério e Léo; Julinho, Banana e Nei (Bira). Técnico: Airton Nogueira.
Bira, com Banana
Bira esteve presente em nove dos treze jogos que o Brasília disputou para chegar ao título de campeão brasiliense de 1977, tendo marcado três gols. Antes do campeonato, Bira integrou a equipe do Brasília que venceu o segundo Torneio Imprensa.
Logo depois, participaria, com o Brasília, do Campeonato Brasileiro da Série A. Foram onze jogos.
Em 1978, fez parte da equipe do Brasília que se sagrou, novamente, campeã brasiliense. Também disputou o campeonato brasileiro da Série A com o Brasília.

Brasília
Em 1979, retornou ao Taguatinga, por onde disputou treze jogos válidos pelo campeonato brasiliense desse ano.
Passou um pequeno período na Anapolina, de Anápolis-GO e, em 1981, disputou o campeonato brasiliense pelo Tiradentes, onde fez seu último jogo no dia 5 de julho de 1981, no Augustinho Lima, com derrota de 4 x 1 para o Sobradinho. O Tiradentes formou com Jaidan, Renato César, Nego, Lázaro e Joãozinho; Robson, Bira (Esquerdinha) e Ciso; Vicente Biônico, Messias e Tico. Técnico: Airton Nogueira.
Além de ponteiro esquerdo, Bira também atuava como ponta de lança.
Atualmente morando no Guará, depois que parou com o futebol, passou a disputar torneios de futvôlei.




quarta-feira, 9 de setembro de 2026

FICHA TÉCNICA: Bigu



NOME COMPLETO: Maikel Alves da Silva
APELIDO: Bigu
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Brasília (DF), 9 de setembro de 1984
POSIÇÃO: Meia
REGISTRO CBF Nº: 162.125

CARREIRA NO FUTEBOL DO DF:

2004

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRAZLÂNDIA

2004

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BRAZLÂNDIA

2005

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BRAZLÂNDIA

2006

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

CAPITAL

2006

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BRAZLÂNDIA

2007

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BRAZLÂNDIA

2008

CAMPEONATO BRASILIENSE 3D

CAPITAL

2009

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRAZLÂNDIA

2009

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

SANTA MARIA

2012

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRAZLÂNDIA

2013

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRAZLÂNDIA

2015

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

CEILANDENSE

2015

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BRAZLÂNDIA

2016

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

BRAZLÂNDIA

2018

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BOLAMENSE

2018

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

G. E. BRAZLÂNDIA


TÍTULOS CONQUISTADOS NO FUTEBOL DO DF:
Campeão brasiliense da Segunda Divisão de 2007, pelo Brazlândia.