quinta-feira, 16 de julho de 2026

# PASSARAM POR AQUI: Flávio Minuano



Flávio Almeida da Fonseca, o Flávio Minuano, nasceu em Porto Alegre (RS), em 9 de julho de 1944.
O saudoso narrador Geraldo José de Almeida o apelidou de Flávio “Minuano”, uma referência ao vento característico da região dos pampas gaúchos.
Flávio começou a jogar futebol no Real Madrid, equipe de várzea da cidade de Porto Alegre, de onde ele se transferiu para os infantis do Sport Club Internacional, em 1959.
No dia 2 de março de 1961 fez sua estreia no time principal do Internacional, em amistoso realizado contra o Juventude, em Caxias do Sul. 
O primeiro gol no Internacional viria menos de uma semana depois, em 8 de março de 1961, no estádio dos Eucaliptos, no amistoso em que o Internacional goleou o Floriano, de Novo Hamburgo, por 4 x 0.
Teve um ótimo início de carreira, conquistando o título gaúcho de 1961, em uma época que o Grêmio dominava o futebol do Estado do Rio Grande do Sul.
De 1961 a 1964, foram 67 jogos no Internacional, com 52 gols.
Foi para o Corinthians, primeiro por empréstimo, depois contratado em definitivo.

Sua estreia no Corinthians foi em 15 de março de 1964, pelo Torneio Rio-São Paulo, no Pacaembu: derrota de 2 x 1 para o Flamengo, do Rio de Janeiro.
O primeiro gol de Flávio com a camisa do Corinthians foi em 28 de março de 1964, pelo mesmo torneio, na vitória de 2 x 1 sobre o Fluminense, também no Pacaembu.
No Campeonato Paulista de 1964, com 22 gols marcados, Flávio só perdeu a artilharia para Pelé, que fez 34.
De 1964 a 1969, foram 228 jogos e 170 gols assinalados com a camisa do Corinthians.
Esses números colocam Flávio entre os dez maiores artilheiros da história do Corinthians.
No Corinthians, Flávio foi campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1966 e alcançou uma série de vitórias pessoais, como as artilharias do Campeonato Paulista de 1967 (21 gols) e do Rio-São Paulo de 1965 (14 gols).
Em 1968, entrou de vez para a história do Corinthians ao marcar o segundo gol da vitória por 2 x 0 sobre o Santos, na partida que quebrou o jejum de 11 anos sem vitórias do Corinthians contra o rival no Campeonato Paulista.

De São Paulo, Flávio transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde passaria a jogar pelo Fluminense, ainda em 1969.
A estreia de Flávio aconteceu em 15 de março de 1969: Fluminense 6 x 1 Madureira, com Flávio marcando três gols.
Pelo Fluminense conquistou os seguintes títulos: Campeonato Brasileiro de 1970 e Campeonato Carioca de 1969 e 1971. Além disso, foi artilheiro do Campeonato Carioca de 1969, com 15 gols, e de 1970, com 18 gols.
Em seu primeiro ano no Fluminense, Flávio foi o grande herói da conquista de 1969.
Foram 114 jogos e 93 gols marcados (média de 0,82 gols/jogo).
O último jogo foi em 10 de julho de 1971: Fluminense 3 x 3 Bangu, no Maracanã, pela Taça Guanabara de 1971.
No Campeonato Brasileiro de 1970 não pôde jogar as últimas quatro partidas, vindo a perder a artilharia nacional na última rodada, por diferença de um gol.
Após a sua passagem pelo Fluminense, Flávio se transferiu para o Futebol Clube do Porto, de Portugal, onde manteve a fama de goleador.
A direção do clube português desembolsou uma fortuna na época e foram muitos os torcedores que receberam com euforia o jogador na sua chegada ao aeroporto.
Foram 53 gols marcados pelo Porto, sendo 41 no Campeonato Português, 9 na Taça de Portugal e três em competições européias (um deles na vitória de 3 x 1 sobre o Barcelona, da Espanha).
Estreou de forma oficial com a camisa do Porto em 26 de setembro de 1971, no Estádio das Antas, contra o Boavista, em jogo válido pela terceira rodada do campeonato português da temporada 1971/1972, marcando dois dos seis gols da vitória do Porto. Flávio realizou duas boas temporadas: 1971/1972 - 32 jogos, 22 gols, e 1972/1973 - 32 jogos, 24 gols.
Porém, nas outras temporadas em que passou no futebol português, começou a perder espaço na equipe e a ser pouco utilizado. Foram 13 jogos na temporada 1973/1974, com 4 gols marcados, e mais 13 jogos em sua última temporada, 1974/1975, com apenas três gols marcados.
No total, foram 90 jogos, com 53 gols marcados.
Ainda em 1975, regressou ao Brasil sem ter conquistado qualquer título no Porto.

Quando finalmente terminou seu vínculo com o Porto e sua situação ficou regularizada para voltar ao futebol brasileiro, Flávio recebeu um convite do Internacional, que já montava sua equipe para o campeonato brasileiro daquele ano.
Faltando um turno para o Campeonato Gaúcho de 1975 acabar, o Internacional foi buscar Flávio no Porto. Flávio marcou os gols nas horas decisivas, deixou sua marca no heptacampeonato e acabou como artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 16 gols.
Sua reestreia aconteceu no dia 1º de maio de 1975, num Gre-Nal, quando o Internacional venceu por 2 x 0, no Beira-Rio.
No dia 13 de julho de 1975, em outro Gre-Nal, voltou a balançar as redes ao marcar um dos gols da vitória do Internacional sobre o Grêmio, por 2 x 1.
O último jogo com a camisa do Internacional foi em 11 de julho de 1976, pelo Campeonato Gaúcho, na vitória sobre o Guarany, de Bagé, por 3 x 0.
Depois, acharam que ele não tinha mais nada a oferecer e o dispensaram. Com o passe na mão, em outubro de 1976 recebeu um convite do Pelotas. Consagrou-se artilheiro do campeonato gaúcho de 1977, ao lado de Luís Freire, do Esportivo, com 13 gols. Tornou-se ídolo da torcida do Pelotas. Fazia palestras na Escola de Educação Física, comentava futebol nas rádios e quando andava pela rua recebia todo o carinho do povo de Pelotas.
No início da temporada de 1977, em disputa do campeonato citadino, Flávio fez seis gols em três clássicos Brasil x Pelotas. Totalizou 24 gols pelo Pelotas nesse ano.
Logo após ser destaque no Pelotas, Flávio acabou chamando a atenção dos dirigentes do Santos, clube para onde se transferiu ainda em 1977, por empréstimo, como reforço para disputar o Campeonato Brasileiro.
Estreou no dia 18 de junho de 1977, na Vila Belmiro, na vitória do Santos sobre o Paulista, de Jundiaí, por 1 x 0. Já no jogo seguinte, 22 de junho, novamente na Vila Belmiro, o Santos venceu o XV de Piracicaba, por 3 x 0, tendo Flávio marcado um dos gols.
Jogou ainda no Figueirense em 1978, até chegar ao Brasília, em 1979.
Flávio veio para reforçar o Brasília no Campeonato Brasileiro de 1979. O primeiro jogo pelo Brasília aconteceu em 30 de setembro, no Pelezão. Aos 31 minutos do 1º tempo, Flávio marcou o único gol do jogo em que o Brasília venceu o Guará.
No jogo seguinte, em 3 de outubro, novamente no Pelezão, Flávio esteve presente, mas não marcou no empate de 2 x 2 contra o Comercial, de Campo Grande-MS.
Voltou a marcar um gol em sua terceira participação pelo Brasília, o que não foi suficiente para evitar a derrota de 2 x 1 diante do Itumbiara-GO.
Nos demais três jogos em que esteve presente, Flávio não marcou: em 20 de outubro, na vitória de 2 x 1 sobre o Mixto, no Pelezão; no dia 23 de outubro, na derrota de 2 x 1 para o Atlético Goianiense, no Serra Dourada e, por último, na goleada sofrida para o Gama (4 x 1), no dia 28 de outubro de 1979.
O Brasília ficou na nona e penúltima colocação no Grupo C e não passou para a Segunda Fase (apenas os quatro primeiros se classificavam).
Logo depois, no mês de novembro, Flávio ainda participou da excursão que o Brasília fez ao norte do País. Substituiu Edmar no 0 x 0 contra o Combinado Fast/Rio Negro, em 23 de novembro, em Manaus, e novamente entrou no lugar de Edmar na vitória de 3 x 2 sobre o Nacional da capital do Amazonas, em 25 de novembro.
Essa foi a curtíssima passagem de Flávio pelo futebol brasiliense.
Depois do Brasília jogou no Paysandu, de Belém-PA, em 1980, e encerrou a carreira no Jorge Wilstermann, da Bolívia, em 1981, aos 37 anos.
Na Seleção Brasileira, Flávio disputou 18 jogos, com 9 gols. O primeiro foi em 3 de março de 1963, no empate em 2 x 2 com o Paraguai, marcando um gol.
O 18º e último aconteceu em 28 de julho de 1968, com derrota de 1 x 0 para o Paraguai. Mesmo perdendo, conquistou a Taça Oswaldo Cruz, seu único título de campeão pela Seleção Brasileira.
Nos três primeiros jogos com a camisa da Seleção Brasileira, Flávio marcou quatro gols.
Flávio afirma ter feito mais de mil gols em toda sua carreira. Segundo a edição especial da revista Placar "Os Grandes Artilheiros", Flávio fez 448 gols em jogos oficiais, sendo o 17º maior artilheiro do futebol brasileiro.
Assim como tantos outros jogadores, Flávio Minuano não conseguiu enriquecer com o futebol. Com uma carreira brilhante, o artilheiro depende hoje de uma renda de dois salários mínimos que recebe como professor em uma escolinha de futebol em São Paulo, no distrito de Ermelino Matarazzo.
O saudoso Telê Santana, que foi seu técnico no Fluminense, dizia que viu poucos jogadores com o sentido de colocação de Flávio.






quarta-feira, 15 de julho de 2026

OS CLUBES DO DF: Guadalajara





Ainda sob a empolgação da conquista do tricampeonato mundial pela Seleção Brasileira, no México, um grupo de amigos se reuniu para fundar um clube esportivo. A reunião aconteceu no dia 15 de julho de 1970, às 20 horas, na residência de Manoel Ferreira de Souza, à Rua 17, Casa 32, no Núcleo Bandeirante.
O nome escolhido para a nova associação foi ESPORTE CLUBE GUADALAJARA. As cores oficiais eram a vermelha e a preta. O primeiro uniforme era formado por camisa com faixas horizontais nas cores vermelha e preta, com golas e punhos pretos, calção branco e meiões com faixas horizontais vermelhas e pretas. No segundo, a camisa era branca, com duas faixas horizontais nas cores vermelha e preta, números vermelhos, calção branco e meiões vermelhos.
Em seguida, procedeu-se a eleição da primeira diretoria do novo clube, que ficou assim constituída: Presidente – Miguel Pereira de Carvalho; Vice-Presidente – Junovaldo Gonçalves Santana; 1º Secretário – João Batista de Morais; 2º Secretário – João Lauriano Lúcio; 1º Tesoureiro – José Pereira Fernandes; 2º Tesoureiro – José Ribeiro de Souza; Diretor de Esportes – Tirçon Zeferino Gomes; 1º Diretor Social – Isolino Mariano dos Santos e 2º Diretor Social – Geraldo Pedro Antunes.
Pouco tempo depois, o Guadalajara conseguiu construir sua sede na Ceilândia.
O Guadalajara demorou para aderir ao futebol. Somente na reunião de 13 de junho de 1975 a prática do futebol foi incrementada no novo clube.
No Regulamento Geral do clube, constava: “§ 3º - Determinar que os atletas adquiram seus materiais esportivos de uso pessoal, tais como chuteira, ataduras, sungas etc., pois o E.C.G. só fornecerá camisa, calção e meiões para os jogos de caráter amistoso ou oficial”.
Mesmo com pouca estrutura, o Guadalajara resolveu participar da sua primeira competição oficial ainda em 1975.
Foi a I Copa Arizona de Futebol Amador, com início em 19 de março daquele ano. A competição reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal e o Guadalajara conseguiu terminar entre os oito finalistas.
Logo depois, filiou-se à Federação Metropolitana de Futebol. Nessa condição, foi convidado a participar de um torneio quadrangular promovido pela Federação e que contou com as participações de A. A. Relações Exteriores, E. C. Canarinho e Humaitá E. C.
Fez sua estréia no dia 6 de julho, sendo derrotado pelo Canarinho (2 x 0). No dia 13 de julho, empatou com o Humaitá (1 x 1) e, no dia 3 de agosto encerrou sua participação no torneio sofrendo uma goleada diante da Relações Exteriores (6 x 3). Ficou na quarta e última colocação no torneio.
Voltou a ficar na última colocação no Campeonato Brasiliense de 1975, competição disputada por oito clubes em dois turnos e iniciada no dia 20 de setembro. Formado em sua maioria por ex-jogadores do Colombo e do Piloto, a campanha do Guadalajara foi esta: 14 jogos, 1 vitória, 2 empates e 11 derrotas; 9 gols a favor e 40 contra. Somou apenas quatro pontos ganhos.
Sua única vitória aconteceu no dia 8 de dezembro, no Pelezão: 2 x 1 sobre o Humaitá.
Seus artilheiros foram: Chiquinho (4), Messias (3), Freitas e Durval.
Seu último jogo aconteceu no dia 20 de dezembro, com derrota para o Ceub, pelo placar de 4 x 2.
No ano seguinte, 1976, foi definitivamente instalado o profissionalismo no futebol de Brasília e o Guadalajara resolveu continuar disputando apenas as categorias de base e, a partir de 1978, o campeonato amador promovido pela Federação de Brasília, sem nenhuma conquista.

Colaboração: Sérgio Mello.





terça-feira, 14 de julho de 2026

OS GOLEIROS DO FUTEBOL BRASILIENSE (in memoriam): Hélio


Hélio Antônio Alcântara da Silva nasceu em Belo Horizonte-MG, no dia 14 de julho de 1950.
Em 1968, começou sua carreira de goleiro nos juvenis do Esporte Clube Renascença, time do bairro da Renascença, na região nordeste de Belo Horizonte.
Disputou o Campeonato Mineiro de juvenis de 1969 pelo Itaú Esporte Clube, time da Companhia de Cimento Portland Itaú, da cidade de Itaú de Minas.
Depois que a então Confederação Brasileira de Desportos - CBD (atual CBF) alterou o limite de idade para os juvenis, Hélio ficou quatro anos sem jogar futebol.
Só voltou aos gramados em 1974, contratado pelo América, de Belo Horizonte, no ano em que começava a surgir na ponta-esquerda do clube Éder Aleixo.
Uma das partidas com Hélio no gol do América foi contra o Ceub, de Brasília, no dia 10 de dezembro de 1975, pelo Torneio Interestadual Roquete Reis, em Vitória-ES. O Ceub venceu por 1 x 0.

América-MG
Como o América tinha bons goleiros, Hélio permaneceu muito tempo na reserve do time, até que, no começo de 1976, foi emprestado ao Guarani, de Divinópolis, onde disputou o Campeonato Mineiro da Primeira Divisão, terminando numa brilhante colocação: quinto lugar.
Em 25 de junho de 1977, Hélio estreava na meta do CRB, de Maceió-AL, no lugar do até então titular César. Era a primeira rodada do Superturno (decisão do Campeonato alagoano) e o CRB venceu por 1 x 0, formando com Hélio, Chiquito, Marcos, Itamar e Paulo Renato; Deco e Mundinho; Roberval; Alex (Rubem Salim), Gilmar e Silva.
No dia 18 de setembro de 1977, no Rei Pelé, aconteceu a decisão do Campeonato, quando o CRB venceu o CSE, por 2 x 1, formando com Hélio, Chiquito, Pires, Marcos e Flávio; Deco e Rubem Salim; Gilmar, Mundinho, Dirceu (Ésio) e Silva. No Campeonato Brasileiro de 1977, o CRB realizou uma péssima campanha (44º lugar entre 62 equipes). Uma das duas vitórias do CRB na competição foi sobre o Sport Recife, em 20 de novembro de 1977, no Rei Pelé: 6 x 4.

Retornou ao América-MG e de lá veio definitivamente contratado pelo Gama. Sua estreia aconteceu no dia 3 de junho de 1979, no Bezerrão, na vitória de 1 x 0 sobre o Sobradinho, válido pelo Campeonato Brasiliense. Formou o Gama com Hélio, Newton (Carlão), Kidão, Décio (Santana) e Manoel Silva; Jairo, Niltinho e Péricles; Careca, Fantato e Robertinho. Técnico: Jaime de Souza Santos.
Profetizando, o preparador de goleiros do Gama na época, o saudoso Raspinha, disse sobre Hélio: “tem tudo para vencer na Capital Federal devido a sua experiência e a ótima forma técnica que ostenta no momento”.
Hélio teve atuação destacada no dia 19 de agosto de 1979, na decisão do Campeonato Brasiliense, no Pelezão, quando o Gama venceu o Brasília, por 2 x 1, impediu o tetracampeonato do adversário e conquistou o primeiro título de campeão brasiliense de sua história. Hélio foi o goleiro menos vazado do campeonato.

Logo após o Campeonato Brasiliense de 1979, a Editoria de Esportes do Correio Braziliense escolheu os melhores do ano. A “Seleção do Ano” foi dividida em “A” e “B”. Hélio fez parte da B.
Já a “Seleção do Ano” para a Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos – ABCD, ficou assim constituída: Hélio (Gama), Aldair (Taguatinga), Kidão (Gama), Luís Carlos (Brasília) e Odair (Gama); Well (Brasília), Péricles (Gama) e Banana (Brasília); Roldão (Gama), Fantato (Gama) e Robertinho (Gama).
Hélio foi vice-campeão brasiliense em 1980, tendo participado de 24 jogos pelo Gama e foi o segundo goleiro menos vazado, somente perdendo o primeiro lugar para Déo, do campeão Brasília.
Conquistou o Torneio Centro-Oeste de Seleções, patrocinado pela CBF, disputando duas partidas contra a Seleção de Goiás, nos dias 21 e 24 de abril de 1980. Poucos dias depois, Hélio foi o goleiro titular da Seleção do DF que venceu a Seleção Brasileira de Novos, por 1 x 0, no dia 1º de maio de 1980.

Seu ultimo jogo pelo Gama foi em 2 de novembro de 1980, no Bezerrão, no empate em 2 x 2 com o Sobradinho.
Depois disso, deixou o Gama e foi para o Fabril, de Lavras, onde disputou o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão de 1981. O Fabril ficou em quinto lugar na competição.
Em 1982, foi para a A. E. Guaratinguetá, disputar o Campeonato Paulista da Segunda Divisão.
Retornou ao Gama em 1983, fez sua reestreia no dia 6 de março de 1983, no amistoso em Goianésia-GO, no empate em 1 x 1, substituindo o goleiro Toinho, que seria titular do Gama na maioria dos jogos do clube na temporada. Foi o goleiro titular no título do Torneio Início, conquistador no dia 8 de maio de 1983, no Bezerrão, após empate em 0 x 0 com o Sobradinho no tempo regulamentar e vitória na decisão por pênaltis. Pelo Campeonato Brasiliense foram onze jogos.
No início do 3º turno do Campeonato Brasiliense de 1983, no empate em 0 x 0 com o Sobradinho, no dia 31 de agosto de 1981 Hélio passou a ser treinador do Gama, em substituição a Pedro Pradera. Foram 21 jogos à frente da equipe. Sua última partida foi em 23 de novembro de 1983, no Bezerrão, com vitória do Tiradentes por 3 x 1.
Voltou a ser goleiro no Campeonato Brasiliense de 1984, defendendo o arco do Taguatinga. Disputou 16 jogos.
Parou com o futebol por um período e, em 1985, foi morar rem Belo Horizonte.
Em 1986, trabalhou como treinador do Paraense Esporte Clube, de Pará de Minas-MG.

Daí em diante passou a trabalhar como treinador de goleiros em diversas equipes do futebol brasileiro: 1990 (campeão brasiliense) e 1991, no Gama; 1992, no Taguatinga; em 1993, na Desportiva Ferroviária-ES, Gama e Goiatuba-GO; 1994, no Itumbiara-GO e de 1995 a 2005, no Gama.
Passou a trabalhar com projetos sociais no Governo do Distrito Federal, exercendo o cargo de Supervisor de Iniciação Profissional, do Núcleo de Profissionalização, da Unidade de Internação do Recanto das Emas e de São Sebastião, da Secretaria de Estado de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude do Distrito Federal.
Depois que se aposentou, continuou batendo sua bolinha nos campeonatos de veteranos de clubes sociais de Brasília.
Apesar de sua baixa estatura, Hélio tinha um excelente posicionamento e uma grande elasticidade, comprovada pelos vôos espetaculares em suas defesas.
Faleceu no dia 20 de agosto de 2022.



segunda-feira, 13 de julho de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Barão


Antônio Carlos Nicolau, o Barão, nasceu no dia 13 de julho de 1955, em São Paulo (SP).
Começou a jogar futebol aos 13 anos, na escolinha do Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG), e foi jogador ao lado dos irmãos gêmeos Robério e Rogério, de Brasília, quando estes estiveram naquele clube.
Foi emprestado ao Nacional, de São Paulo (SP), e lá disputou o Paulistinha, torneio classificatório para o Campeonato Paulista.
Logo depois, retornou a Belo Horizonte, e o Cruzeiro o emprestou novamente, desta vez para a Anapolina (GO), onde ficou nos anos de 1977 a 1979, tendo disputado o Campeonato Brasileiro da Série A em 1978.
Com a vinda de David Santos para o Gama, ele acompanhou o treinador. Com ele vieram Roberto Chaves e Luís Carlos. Os dois conseguiram se encaixar no time e Barão sobrou.
Quando Edilson Braga soube do não aproveitamento de Barão pelo Gama, foi lá buscá-lo para o Guará.
No Guará, tornou-se o termômetro da equipe e o homem que controlava as reações de seus companheiros. Acalmava a partida quando devia com passes laterais ou segurando a bola. Era um marcador implacável e que cobria a cabeça de área com muita perfeição, sendo uma das peças mais importantes do Guará.
Sua estreia no Guará aconteceu no dia 20 de abril de 1980, um amistoso no CAVE, quando o Guará foi derrotado pelo Comercial, de Planaltina, por 1 x 0.
De forma oficial, pelo campeonato brasiliense, o primeiro jogo com a camisa do Guará foi em 25 de maio de 1980, também no CAVE, no empate de 1 x 1 com o Ceilândia.

Foram 22 jogos no total e apenas um gol, o seu primeiro com a camisa do Guará, no dia 3 de julho de 1980, no Serejão, na vitória de 4 x 3 sobre o Tiradentes. Também marcaria um gol no dia 23 de março de 1980, em Cuiabá, na derrota de 2 x 1 para o Operário-VG, pelo Campeonato Brasileiro da Série B.
No final do ano, foi escolhido pelos jornais Correio Braziliense e Jornal de Brasília para fazer parte da “Seleção do Ano”, na posição de volante.
No ano de 1981, foi emprestado ao Gama para disputar o Campeonato Brasileiro da Série B, competição iniciada em 11 de janeiro.
Depois, de 8 de março a 23 de abril de 1981, sagrou-se campeão do Torneio Centro-Oeste (competição regional que reuniu clubes do DF e de Goiás), ainda defendendo o Gama.
Para o Campeonato Brasiliense de 1981, retornou ao Guará, tendo disputado 21 jogos e marcado mais um gol, o da vitória de 1 x 0 do Guará sobre o Taguatinga, no CAVE.

Novamente foi votado para fazer parte da Seleção do Ano escolhida pelo Jornal de Brasília, o segundo ano consecutivo.
Pouco antes, mais precisamente no dia 17 de novembro de 1981, Barão foi emprestado ao Brasília para fazer parte da delegação que excursionou por gramados do Paraná e Santa Catarina.
O ano de 1982 foi o melhor na carreira de Barão. Inicialmente, não pôde colaborar para uma melhor campanha do Guará no Campeonato Brasileiro da Série B, de 24 de janeiro a 7 de fevereiro, não conseguindo classificação para a fase seguinte. Depois, veio a recuperação com a melhor campanha do Guará nos últimos anos, levando o clube ao vice-campeonato brasiliense, perdendo o título de campeão para o Brasília, após três partidas disputadíssimas (0 x 1, 1 x 1 e 0 x 0). Foi um total de 29 jogos e um gol marcado.
No dia 25 de julho de 1982 foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasiliense que realizaria uma excursão por gramados da África e da Ásia. Antes da excursão, esse selecionado disputou alguns amistosos contra times locais e Barão esteve em dois deles. Posteriormente, a excursão foi cancelada.
No mês de dezembro, em pesquisa feita pelo jornal Correio Braziliense junto a repórteres de rádio, TV e jornal que fizeram a cobertura do Campeonato Brasiliense, para indicar os jogadores que mais se destacaram no futebol em 1982, Barão fez parte da “seleção dos melhores” e, por ser o único a figurar em todas as relações, foi eleito o “craque do campeonato”.
Ainda no mês de dezembro, mais precisamente no dia 25, integrou a Seleção da AGAP - Associação de Garantia ao Atleta Profissional/DF que enfrentou um time amador de Planaltina, o Londrina, naquela que seria a última partida da vida de Mané Garrincha (morreria poucos dias depois, em 20 de janeiro de 1983).

De 22 de janeiro a 20 de fevereiro de 1983 novamente disputou o Campeonato Brasileiro da Série B pelo Guará e desta vez fez uma campanha melhor, faltando muito pouco para se classificar para a Segunda Fase, ficando atrás de Americano e Bangu, ambos do Rio de Janeiro, e na frente do Vitória (BA).
Logo depois, no interminável campeonato brasiliense que levou sete meses de duração, conseguiu a incrível marca de disputar 44 das 51 partidas pelo Guará (marcando três gols). Novamente o Guará ficou com o vice-campeonato, após vencer, no triangular final, o Taguatinga, e ser derrotado pelo Brasília.
No transcorrer desse campeonato, foi convocado mais três vezes para a Seleção Brasiliense: duas para enfrentar a Seleção do Sul, em jogos beneficentes em favor das vítimas das enchentes que assolaram o sul do Brasil, e a outra para jogar contra a Seleção Brasileira de Novos.
Pelo quarto ano consecutivo foi escolhido, pelo Jornal de Brasília, para fazer parte da Seleção do Ano na posição de volante.
O ano de 1984 foi o último de Barão no futebol brasiliense. De 29 de janeiro a 25 de fevereiro, defendeu o Brasília no Campeonato Brasileiro da Série A. Logo depois, de 14 a 29 de abril, ajudou o Guará a tornar-se campeão do II Torneio Centro-Oeste. Por último, de 12 de maio a 8 de dezembro, disputou 24 jogos pelo Guará no Campeonato Brasiliense, marcando 3 gols.
Barão é o quarto jogador a vestir mais vezes a camisa do Guará em jogos do campeonato brasiliense: 140. Na frente dele, apenas Niltinho, com 158, Éder Antunes, com 160, e Luiz Fernando, com 194.



domingo, 12 de julho de 2026

JOGOS INUSITADOS: Botafogo-Sobradinho x Botafogo-RJ - 1996


No dia 5 de março de 1996 o Sobradinho Esporte Clube passou a se chamar Botafogo Sobradinho Futebol Clube.
O acordo foi fechado entre o Presidente do Botafogo carioca, Carlos Augusto Montenegro, e o representante do alvinegro do Rio de Janeiro em Brasília, Délio Cardoso, empossado como Presidente do novo clube. O Diretor de Futebol do Botafogo Sobradinho seria Nilton Santos.
Pelo contrato, alguns jogadores reservas do time carioca disputariam o campeonato do DF e os que se destacassem retornariam ao Rio de Janeiro, com chances de entrar na equipe principal do Botafogo.
Os jogadores emprestados ao Botafogo Sobradinho foram: o goleiro Arilson (irmão de Célio Silva, na época no Corinthians), lateral-direito Eliomar, zagueiros Fabiano e Alessandro, meias Márcio Borges, Arcelino, Dedé e Pardal e os atacantes Big e Junior. O treinador era Dé Aranha.
A estreia oficial do Botafogo Sobradinho aconteceu no dia 10 de março de 1996, no Augustinho Lima, com vitória sobre o Comercial, do Núcleo Bandeirante, por 4 x 1. O primeiro gol foi marcado por Dedé.

BOTAFOGO SOBRADINHO 1 x 1 BOTAFOGO (RJ)
Data: 12 de julho de 1996
Local: Augustinho Lima, Sobradinho
Árbitro: Sérgio Carvalho (DF)
Gols: Bentinho, 38 e Oliveira, 75
BOTAFOGO SOBRADINHO: Arilson, Alexandre (Cílio), Fabiano, Alessandro e Edilson; Arcelino, Oliveira (Juninho) e Dedé (Simbo); Dimba, Junior (Túlio) (Pardal) e Dejair. Técnico: Dé Aranha.
BOTAFOGO-RJ: Alex, Wilson Goiano, Alemão, Jefferson e André Silva; Souza, Otacílio, Marcelo Alves (Julinho) e Bentinho; Mauricinho e Túlio (Marco Aurélio). Técnico: Ricardo Barreto.
Nota: Túlio atuou um tempo em cada time.



FICHA TÉCNICA: Paulo Henrique





NOME COMPLETO: Paulo Henrique da Silva
APELIDO/NOME DE GUERRA: Paulo Henrique
POSIÇÃO: Lateral
DATA e LOCAL DE NASCIMENTO: 12.07.1972, Brasília (DF)
REGISTRO CBF nº 116.479

CARREIRA NO FUTEBOL DO DF

ANOS

COMPETIÇÕES

CLUBES

JD

GM

TÍTULOS

1990

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

PLANALTINA

1

1991

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

PLANALTINA

10

1992

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

PLANALTINA

18

1993

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

PLANALTINA

35

9

1994

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

20

1

Campeão brasiliense da Primeira Divisão - 1994

1995

CAMPEONATO BRASILEIRO 3D

GAMA

9

1

1995

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

25

2

Campeão brasiliense da Primeira Divisão - 1995

1995

COPA DO BRASIL

GAMA

2

1996

CAMPEONATO BRASILEIRO 2D

GAMA

6

1

1996

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

7

2

1996

COPA DO BRASIL

GAMA

1

1997

CAMPEONATO BRASILEIRO 2D

GAMA

15

1997

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

16

2

Campeão brasiliense da Primeira Divisão - 1997

1997

COPA DO BRASIL

GUARÁ

1

1998

CAMPEONATO BRASILEIRO 2D

GAMA

19

2

Campeão Brasileiro da Série B - 1998

1998

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

21

6

Campeão brasiliense da Primeira Divisão - 1998

1998

COPA DO BRASIL

GAMA

1

1999

CAMPEONATO BRASILEIRO 1D

GAMA

17

1999

COPA CENTRO OESTE

GAMA

1

2000

CAMPEONATO BRASILEIRO 1D

GAMA

19

2000

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

14

1

Campeão brasiliense da Primeira Divisão - 2000

2001

CAMPEONATO BRASILEIRO 1D

GAMA

15

2001

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

11

Campeão brasiliense da Primeira Divisão - 2001

2001

COPA CENTRO OESTE

GAMA

1

2001

COPA DO BRASIL

GAMA

4

2002

CAMPEONATO BRASILEIRO 1D

GAMA

18

2002

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

4

2002

COPA CENTRO OESTE

GAMA

4

2002

COPA DO BRASIL

GAMA

1

2004

CAMPEONATO BRASILEIRO 3D

CEILÂNDIA

5

2004

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

CEILÂNDIA

4

2004

TAÇA BRASÍLIA

CEILÂNDIA

10

3

Vice-campeão da I Taça Brasília - 2004

2005

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

CEILÂNDIA

6

2006

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

PARANOÁ

1

TOTAL

342

30


OUTROS CLUBES:
Guarani, de Campinas (SP) - 2003
Vitória, de Salvador (BA) - 2000

SELEÇÃO DO DF

Em duas ocasiões Paulo Henrique integrou a Seleção de Futebol do Distrito Federal. A primeira, em 14 de agosto de 1992, como jogador do Planaltina, no empate com o Flamengo (RJ), em 1 x 1, substituindo Chaguinha. Na segunda, em outro amistoso, contra o Botafogo (RJ) - 0 x 0, começando o jogo como titular (aqui já era jogador do Gama).

PRÊMIOS INDIVIDUAIS

Em 1994 foi premiado com o Troféu “Mané Garrincha”, por ter sido considerado o melhor lateral-direito do Campeonato Brasiliense desse ano.