sábado, 25 de julho de 2026

A SELEÇÃO DE BRASÍLIA NOS JUBs DE 1971


Os XXII Jogos Universitários Brasileiros - JUBs foram realizados em Porto Alegre (RS), no período de 16 a 27 de julho de 1971.
No dia 14 de junho de 1971 a Comissão Técnica formada pela Federação Atlética da Universidade de Brasília - FAUnB, composta pelos professores Hezir Espíndola, Kleber Soares do Amaral e Jerson Gomes, convocou vinte e cinco jogadores para formar a seleção de futebol de Brasília que disputaria a competição no sul do País.
Os convocados foram: Afonso Henrique, Adilson Peres, Amaro José, César, Carlinhos, Darse, Da Silva, Ferraz, Ferruccio, Zé Walter, Lúcio, Landulfo, Marcos, Moacyr, Hermes Carneiro, Monteiro, Noel, Paulo Castelo Branco, Paulo Fialho, Sérgio, Theotônio Dias, Wander, Varella, Walmir e Wilfrido. O técnico da equipe era Rubens Bougleux. A equipe era formada por quase 70% de jogadores do CEUB, devido a uma estrutura já formada (os demais jogadores pertenciam aos times da UnB e da UDF).

Rubens Bougleux
O curioso é que um mês antes a Confederação Brasileira de Desportos Universitários - CBDU ainda estudava a possibilidade de inclusão da modalidade futebol de campo nos JUBs. Pouco depois, a entidade enviou ofícios às Federações Universitárias de todo o Brasil, informando sobre a introdução de mais um esporte na olimpíada universitária.
Devido à urgência, os universitários tentaram, então, junto ao comércio, obter auxílio financeiro para arcar com as despesas de locomoção para o sul do País, todas infrutíferas. Foi aí que a equipe de futebol teve a ideia de organizar uma rifa, com os bilhetes vendidos ao preço de cinco cruzeiros. Os compradores podiam ganhar os mais variados prêmios, de tapete a relógio de alto valor. A rifa, vendida pelos próprios universitários, visava arrecadar pelo menos uma quantia suficiente que desse para cobrir as despesas com agasalhos e passagens rumo a Porto Alegre. Também a FAUnB esperava por uma ajuda do DEFER (órgão do Governo do Distrito Federal) sobre a verba auxiliar solicitada pelos estudantes.
Essa incerteza fez com que alguns jogadores desistissem de viajar.
A Comissão Técnica resolveu promover treinos e até jogos do torneio interuniversitário (com equipes da Universidade de Brasília - UnB, Ceub e UDF), visando escolher os melhores. Devido ao pouco tempo de preparação, resolveu optar por utilizar a base do Ceub, equipe que já vinha disputando alguns amistosos no ano de 1971.

Seleção da FAUnB
Um dos jogos treinos visando os JUBs aconteceu no dia 27 de junho de 1971, no Pelezão, quando a Seleção da FAUnB foi derrotada pelo Jaguar, da Primeira Divisão do futebol brasiliense, ainda amador, por 2 x 0. Os gols foram marcados por Afonsinho e Paulinho. O árbitro do jogo foi Adolfo Bastos e as equipes formaram assim: Jaguar - Silva (Laudislon), Dão, Cláudio Oliveira, Noel e Canhoto (Mabinho); Felipe (Lúcio) e China (Afonsinho); Gildo (Zinho), Batista (Jorge), Paulinho e Oliveira (Carlos). Seleção da FAUNB - Zé Walter, Serginho, Lúcio, Landulfo (Aderbal) e Varela; César e Darse (Carlinhos); Walmir (Wander), Marcos, Adilson (Gustavo) e Hermes.
No dia 4 de julho de 1971 a seleção de futebol da FAUnB voltou a treinar, enfrentando a equipe da Pioneira da Borracha, formada por jogadores já bastante conhecidos pelos torcedores brasilienses, entre eles Guairacá, Axel, Arnaldo e Otávio. O resultado final foi um empate de 2 x 2. O quadro titular foi formado por Zé Walter, Sérgio, Lúcio, Afonso e Varela; César e Darse; Walmir, Marcos, Adilson e Hermes. Na reserva estiveram Aderbal, Wander, Ferrúcio, Ferraz, Landulfo, Wilfrido, Hilário, Carlinhos, Gustavo e Sérgio Diniz.
O embarque da delegação da FAUnB para Porto Alegre aconteceu no dia 13 de julho, às 21 horas, de ônibus.
Jogadores que seguiram para Porto Alegre:
Adilson Klier Peres
Afonso Henrique Luderitz de Medeiros
Antônio Carlos Lopes Maciel
Augusto César Conceição Martins
Darse Arimatéa Ferreira Lima
Hermes Carneiro
José Arnoldo Silva Varella
José Hilário Rodrigues de Freitas
José Sérgio Pastor Macedo (Serginho)
José Walter Girão de Melo (Zé Walter)
Landulfo da Silva Carvalho
Lúcio Jaime Acosta
Marcos Antônio Gouvêa Guedes
Sérgio Luiz de Moraes Diniz
Theotônio Madeira Dias
Walmir Cordeiro Martins da Silva
Wander Argenta
Wilfrido Augusto Marques
Técnico: Rubens Queiroz Bougleux.
Estádio dos Eucaliptos

Os jogos da modalidade futebol foram realizados no Estádio dos Eucaliptos, do Internacional, e no Estádio Olímpico, do Grêmio. Os jogos tiveram a duração de 80 minutos (40 x 40).
O certame contou com a participação de nove seleções e, de acordo com o que ficou resolvido no Congresso Técnico, foi disputado da seguinte forma:

No turno de classificação, as seleções foram divididas em duas chaves, A e B, nas quais jogaram entre si, no sistema de rodízio simples. As chaves estiveram assim compostas:


A

B

Federação Universitária Gaúcha de Esportes - FUGE - Rio Grande do Sul

Federação Universitária Paulista de Esportes - FUPE - São Paulo

Federação Matogrossense de Esportes Universitários - FMEU - Mato Grosso

Federação Universitária Mineira de Esportes - FUME - Minas Gerais

Federação Alagoana do Desporto Universitário - FADU - Alagoas

Federação de Esportes Universitários da Guanabara - FEUG - Guanabara

Federação Atlético da Universidade de Brasília - FAUnB - Brasília

Federação Catarinense do Desporto Universitário - FCDU - Santa Catarina

Federação Paranaense de Desportos Universitários - FPDU - Paraná

 

Bagatini e Luiz Felipe Scolari, aqui no Caxias,
o 1º e 2º, à esquerda, em pé
A FAUnB estreou contra a seleção da casa (FUGE) no dia 18 de julho de 1971, às 9:30 horas, no Estádio dos Eucaliptos. Perdeu por 1 x 0, com o gol dos gaúchos marcado depois do tempo regulamentar, nos acréscimos, por Ivo.
O árbitro foi Azenclever Barreto e as equipes formaram assim:
RS: Bagatini, José Carlos, Fernando, Ivo e Daltro; Celso e Rubens; Paulo, Fernando, Carlos e Eloir. Técnico: Paulo Polleto.
DF: Zé Walter, Lúcio, Afonso, Serginho e César; Varella e Marcos; Hermes, Darse, Sérgio Diniz e Wander. Técnico: Rubens Bougleux.
Curiosidade:
Faziam parte da seleção gaúcha: Luiz Felipe Scolari, o Felipão, que era da Unisinos; Ivo Wortmann, que foi jogador do Grêmio e de outros times do futebol brasileiro e o goleiro Bagatini, com destacada passagem pelo Internacional.

A segunda partida da FAUnB aconteceu no dia 20 de julho de 1971, às 13:30 horas, novamente no Estádio dos Eucaliptos.
Desta vez o selecionado brasiliense se impôs e goleou o selecionado mato-grossense (FMEU), por 4 x 1. Hermes Carneiro marcou os quatro gols da seleção de Brasília, aos 23 e 25 do 1º tempo e aos 5 e 22 do segundo. O gol da seleção do Mato Grosso foi marcado por Gilson, aos 19 minutos do 2º tempo.
A seleção brasiliense formou com Zé Walter, Lúcio, Afonso, Serginho e César; Landulfo e Marcos; Walmir, Hermes, Darse e Sérgio Diniz (Wilfrido). A do Mato Grosso com José Augusto, Wander, Ênio, Vitor e Rômulo; Jurandir e Ademir; José Menezes, Luiz Pereira (Carlos), Reinaldo e Gilson. Técnico: Issa Irab.
O árbitro foi Gilberto Fernandes.

Um dia depois, 21 de julho de 1971, às 10:30 horas, no Estádio dos Eucaliptos, Brasília enfrentou o Paraná e o resultado final foi um empate de 0 x 0. Jogaram pela seleção da FAUnB Zé Walter, Lúcio, Afonso, Serginho e César; Landulfo e Marcos; Walmir, Hermes, Darse e Wilfrido (Sérgio Diniz). Técnico: Rubens Bougleux. A equipe paranaense da FPDU atuou com Mário Simão, Douglas, Carlos, Leocádio e Wanderley; José Augusto e Adilson; Marcelo, Jayme (Juares), Hildo e Acir. Técnico: Guilherme Silva. O árbitro foi Sérgio Schultz.

Às 8:30 horas do dia 22 de julho de 1971, no Estádio dos Eucaliptos, o selecionado brasiliense disputou seu último jogo da Fase de Classificação, vencendo o alagoano (FADU) por 1 x 0, gol de Walmir, aos 76 minutos. Mesmo com essa vitória, a FAUnB não conseguiu classificação para as semifinais. Venceu com Zé Walter, Lúcio, Afonso, Serginho e César; Landulfo e Marcos; Walmir, Hermes, Darse e Wilfrido (Maciel). Técnico: Rubens Bougleux. Os alagoanos perderam com Fábio, Waldir, José Maria, Eval e Sílvio; José Flávio e Wellington; Flávio (José Correa), José Roberto, Roosevelt e José Euclides. Técnico: José Euclides. Árbitro da partida: Oseas Lemes.

CLASSIFICAÇÃO FINAL DO TURNO DE CLASSIFICAÇÃO

Chave A: 1º FPDU, 7 pontos ganhos; 2º FUGE, 6; 3º FAUnB, 5; 4º FADU, 2 e 5º FMEU, 0.
Chave B: 1º FUPE, 4 pontos ganhos (melhor saldo de gols); 2º FEUG, 4; 3º FCDU, 3 e 4º FUME, 1.


Os terceiros e quarto colocados de cada chave compuseram o Grupo de Perdedores para a decisão do 5º ao 8º lugar da classificação final.
O primeiro jogo estava marcado para as 10:00 horas do dia 25 de julho de 1971, no Estádio dos Eucaliptos, contra a FUME (MG). No entanto, a equipe da FUME não compareceu e lhe foi aplicado o WO.
A decisão do 5º lugar foi entre os brasilienses da FAUnB e os catarinenses da FCDU, no Estádio Olímpico, no dia 26 de julho de 1971.
Com um gol de Walmir, aos 13 minutos do 1º tempo, o selecionado brasiliense venceu por 1 x 0 e ficou com a quinta colocação na classificação final. Formou com Zé Walter, Lúcio, Afonso, Serginho e César; Landulfo e Wander; Walmir, Hermes, Darse e Sérgio Diniz (Marcos). Técnico: Rubens Bougleux. Os catarinenses da FCDU atuaram com Haroldo, Zoriberto, Wilberto, Walter e Aldo; Heitor e Cildo; Arnaldo, Adalberto, Rubens e Acioli. Técnico: Nelson Batista. O árbitro foi Azenclever Barreto.
Foram realizados 21 jogos e assinalados 42 gols. O ataque mais positivo foi o da FUGE, com 10 gols, e a defesa mais vazada foi a FMEU, com 13 gols.
Três jogadores dividiram o primeiro lugar entre os artilheiros, todos eles com 4 gols: Hermes Carneiro, do DF, e Ivo Wortmann e Ruben Grabin, da FUGE.
A final foi entre São Paulo e Paraná, com São Paulo se tornando campeão.
Apesar das dificuldades enfrentadas antes do embarque para a capital gaúcha - problemas financeiros, de organização das equipes e preparação física dos atletas - os resultados obtidos nos JUBs foram considerados ótimos pelos dirigentes da FAUnB.

Colaboração: Douglas Júlio Toppel Reinaldim.



sexta-feira, 24 de julho de 2026

FORMAÇÕES: Defelê - 1967



Uma das formações do Defelê no ano de 1967.
Da esquerda para a direita, em pé: Décio, Walmir Gato, Matarazzo, Negrito, Quincas, Zé Grillo e Arlindo.
Agachados, na mesma ordem: Ramiro, Solon, Alaor Capella, Gaúcho, Pará e Macalé.


quinta-feira, 23 de julho de 2026

OS CLUBES DO DF: Humaitá





O Humaitá Esporte Clube foi fundado em 2 de julho de 1968, no Guará. Suas cores oficiais eram a preta e a branca. Seu uniforme era composto por camisa branca com faixa transversal preta, calção branco e meias brancas (semelhante ao Vasco da Gama, do Rio de Janeiro).
Num esforço da família Carvalho, tradicional da cidade do Guará, sempre participou dos campeonatos regionais de futebol, tendo levantado os títulos de campeão do Torneio Imprensa de 1971, campeão da Taça Jarbas Passarinho em 1972 e campeão da Taça IV Aniversário do Guará em 1973.
Filiou-se à Federação Metropolitana de Futebol em 16 de agosto de 1973. Antes, no dia 1º de abril, participou do 1º Festival da Pelota (torneio de jogos com a duração de 60 minutos - 30 x 30 - e, no caso de empate, decisão através de pênaltis), juntamente com outras equipes amadoras de Brasília, terminando como vice-campeão. Na decisão, perdeu de 1 x 0 para o Atlético, de Brazlândia.
Sua estréia na competição oficial de 1973 aconteceu no dia 26 de agosto de 1973, no Estádio Pelezão. Com gols de Vavá e Moisés, contra um de João Dias, venceu o Carioca, por 2 x 1.
Oito clubes disputaram o campeonato de 1973 e o Humaitá ficou na sexta colocação. Nos 17 jogos que disputou, venceu 5, empatou 7 e perdeu 5. Marcou 27 gols e sofreu outros 27, ficando sem saldo de gols. Somou 17 pontos ganhos. O Ceub foi o campeão de 1973.
Defenderam o Humaitá em 1973, os seguintes jogadores:
Goleiro: Waldimar; Defensores: Nazo, Messias, Landulfo, Carlinhos, Itamar, Nenê, Ângelo e Emábio; Atacantes: Assis, Pedrinho, Lord, China, Gilmar, Moisés, Júlio, Vavá e Arleno. Técnico: Wilson Francisco.
Vavá e Moisés estiveram entre os principais artilheiros, marcando cada um 7 gols, ficando na terceira colocação.
No ano de 1974, tornou-se campeão do Torneio Início, evento realizado no dia 14 de julho de 1974, no Pelezão.
Para chegar ao título, venceu o Unidos de Sobradinho (3 x 0), o Jaguar (1 x 0) e, na decisão, goleou o Ceub (4 x 0), ficando com o título de campeão.
No campeonato brasiliense de 1974, disputado por sete equipes, ficou com a quarta colocação, após 10 jogos, onde venceu quatro, empatou dois e perdeu outros quatro.
Em 1975, participou da I Copa Arizona de Futebol Amador, competição promovida pelos cigarros Arizona e A Gazeta Esportiva e que reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal.
Nas semifinais, derrotou a Campineira, por 2 x 1, gols de Aderbal e Vavá. Didi era o técnico do Humaitá.
Na final, em 25 de maio de 1975, foi derrotado pelo Unidos de Sobradinho (2 x 0). Jogaram a final pelo Humaitá Edmilson, Nazo, Aderbal, Emábio e Arimatéia; Júlio César, Jânio e Pedrinho; Lóide (Antônio), Elson, Argemiro e Moisés.
Logo depois, nos meses de julho e agosto, disputou o Torneio Quadrangular da F.M.F., em Brazlândia, juntamente com as equipes do A. A. Relações Exteriores, Canarinho e Guadalajara. Foi vice-campeão, atrás do Canarinho.
Também disputou o Torneio Incentivo, com jogos nas preliminares dos encontros do Ceub no Campeonato Brasileiro de 1975. Em três turnos, disputando contra o Brasília e o Campineira, ficou com a segunda colocação.
Já no campeonato brasiliense de 1975, ficou na penúltima colocação. Oito equipes disputaram a competição.
No ano de 1976, disputou o Torneio Imprensa, primeira competição oficial da nova fase do futebol do Distrito Federal, depois da implantação do profissionalismo. Seis equipes competiram e o Humaitá ficou em último.
Veio o fatídico campeonato brasiliense de 1976. Após diversos acontecimentos não muito claros até os dias de hoje, que culminaram com a extinção do Ceub e a perda da vaga de Brasília no Campeonato Brasileiro daquele ano, o Humaitá foi proclamado campeão do 1º turno (antes vencido pelo Ceub e revertido em favor do Humaitá após o abandono do clube acadêmico). Antes do final do campeonato, mudou seu nome para Guará Esporte Clube em Assembléia Geral realizada em 27 de julho de 1976. Já com esse nome, perdeu a decisão do campeonato para o Brasília no dia 16 de outubro de 1976, por 3 x 0. Defenderam o Guará nesse jogo: Bonomo (Batista), Aderbal (Pedrinho II), Zé Mauro, Ivair e Pedrinho I; Heitor, Renildo e Zequinha; China, Redi e Palito. Técnico: Luiz Alberto.











quarta-feira, 22 de julho de 2026

FICHA TÉCNICA: Victor Santana


Victor Santana da Silva nasceu na Ceilândia (DF), no dia 22 de julho de 1982.
Começou no futebol de salão, disputando diversas competições nas categorias infantis e juvenis pela ARUC, Candangos e Minas Brasília.
Em 1999, 26 equipes disputaram o Campeonato Brasiliense de Futebol de Campo de Juvenis, que começou no dia 21 de agosto e só terminou em 5 de dezembro. Uma dessas equipes, a do Iate Clube, treinada por Écio Antunes, terminou na oitava colocação na classificação final. Um dos seus jogadores, Victor Santana da Silva, foi o artilheiro da competição, com 22 gols marcados, tendo disputado onze partidas (uma média de dois gols por jogo). Esse número é mais impressionante ainda se considerarmos que o total de gols marcados pelo Iate Clube foi de 36. Na goleada de 5 x 1 sobre a LIDESP, Victor marcou quatro gols.
Em outra dessas partidas, em 12 de outubro de 1999, no Bezerrão, o Iate Clube foi derrotado pelo Gama, por 3 x 2, com Victor marcando os dois gols de sua equipe.
Seu desempenho nesse jogo e o total de gols marcados na competição, fizeram com que o técnico do Gama na época, Sérgio Aparecido Alexandre, o convidasse para ir treinar no clube.

Guararapes

No ano seguinte, Sérgio Alexandre foi convidado para ser treinador do Guararapes E. C., da quinta divisão do Campeonato Paulista (Série B-2). Victor e mais alguns jogadores de Brasília foram com ele. Ainda com 17 anos, Victor aproveitou para se profissionalizar. Segundo o Almanaque do Futebol Paulista, disputou apenas seis jogos e marcou dois gols.
Não teve uma adaptação fácil e antes mesmo do fim do campeonato, seu pai o convenceu a voltar para Brasília, onde passou a trabalhar em um shopping.
Quando os clubes do DF estavam se preparando para voltar às atividades de 2001, Victor foi chamado para fazer parte da equipe de juniores do Gama.
Fez sua estreia no time de juniores do Gama, em 11 de fevereiro de 2001, contra a ARUC, no Bezerrão. O Gama venceu por 4 x 1, com dois gols de Victor.
Continuou marcando gols na competição, alguns bastante importantes e decisivos. No primeiro jogo das semifinais, marcou um dos gols do empate em 2 x 2 com o Dom Pedro II, em 13 de maio. Voltou a marcar no jogo de volta (1 x 1), em 20 de maio, gol que garantiu o Gama na final.
Na final contra o Guará, foi novamente decisivo. No primeiro jogo, vitória de 2 x 0, com um gol de Victor. No jogo da volta, em 2 de junho de 2001, marcou o gol de empate (1 x 1), que deu o título de campeão brasiliense de juniores ao Gama.
O Gama formou nessa final com Leonardo, Daniel (Roney), Padovani, Léo e Micael; Izaías, Ítalo (Sassá), Goeber e Fábio Neiva; Victor (Wesley) e Rodrigo. Técnico: Silvio de Jesus Silva.
A Sociedade Esportiva do Gama chegou ao seu nono título de campeão brasiliense no ano de 2001, o quinto consecutivo (1997 a 2001). Victor fez parte dessa equipe ao disputar uma única partida no ano e que também foi a sua estreia na equipe principal. No dia 1º de maio de 2001, no Bezerrão, o Gama venceu o Guará por 2 x 0, formando com Ronaldo, Amilton, Ney Santos, Nen e Kaká; Deda, Kabila, Rodriguinho e Maninho (Robston); Abimael (Victor) e Rodrigão (Marcelo França). Técnico: Sérgio Alexandre.

Para encerrar o ano com chave de ouro, Victor e seus companheiros da equipe de juniores do Gama foram cedidos ao Brasília para a disputa do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão, que teve início no dia 11 de agosto de 2001.
Na final, em 10 de dezembro de 2001, no Mané Garrincha, vitória de 2 x 1 sobre o CFZ, com um dos gols marcados por Victor.
Além de se sagrar campeão brasiliense, Victor foi o segundo artilheiro da competição, com 11 gols (Giovani, do Luziânia, foi o primeiro, com 19).
Começou o ano de 2002 disputando, pelo Gama, a Copa São Paulo de Futebol Junior. Foi a melhor participação de um clube brasiliense até então, porém, mesmo apresentando um futebol melhor que em suas participações anteriores, o Gama não conseguiu passar para a segunda fase (apenas o primeiro colocado de cada grupo se classificava).
Em São Carlos, o Gama começou bem a disputa ao derrotar o Sãocarlense por 3 x 1, acabando com o jejum de vitórias na competição (nas duas participações anteriores - 1995 e 2000 -, foram cinco derrotas e um empate. Victor marcou o terceiro gol.
O Gama foi derrotado pelo Grêmio, de Porto Alegre, no segundo jogo, perdendo de forma dramática por 2 x 1, jogando o tempo quase todo com um jogador a menos (Robston foi expulso aos oito minutos do 1º tempo). Quando o jogo estava empatado em 1 x 1, o Gama teve grande chance de virar a partida: pênalti a seu favor, que Victor perdeu. No fim, o Grêmio desempatou a partida.
O Gama se despediu empatando em 2 x 2 com o Juventus, de São Paulo, depois de estar perdendo por 2 x 0. Um dos gols foi marcado por Victor, cobrando pênalti.


Por questões de calendário, o Gama não disputou a Primeira Fase do Campeonato Brasiliense de 2002, somente disputando a Copa do Brasil e a Copa Centro-Oeste.
Com isso, ex-juniores do Gama foram emprestados à ARUC para a disputa da Primeira Fase. Os dirigentes do Gama não quiseram emprestar Victor para a ARUC e ele permaneceu no elenco do Gama, que só entrou no hexagonal decisivo do Campeonato Brasiliense, disputando apenas dez jogos (contra 26 do campeão, CFZ).
O Gama montou uma equipe cheia de jogadores renomados e que tinha Cuca como técnico (a dupla titular de atacantes foi Dimba e Anderson; dos 17 gols marcados pelo Gama, seis foram de Dimba e cinco de Anderson). O Gama foi vice-campeão.
Disputou três jogos pela Copa Centro-Oeste e pelo Campeonato Brasileiro da Série B em 2002, sem marcar gol.
No Campeonato Brasiliense de Juniores de 2002 o Gama voltaria a conquistar o título de campeão, com mais participações decisivas de Victor, que não participou de toda a competição pois estava junto com os atletas da equipe principal. No primeiro jogo das semifinais, marcou dois gols na vitória de 4 x 0 sobre o Ceilândia. No jogo de volta, nova vitória de 4 x 0, com um gol de Victor. Na final, contra o Brazlândia, empate em 0 x 0 no primeiro jogo e goleada de 6 x 0 no segundo, com um gol de Victor.

No segundo semestre de 2002, o Gama novamente emprestou a maioria dos seus juniores, incluindo Victor, desta vez para o Santa Maria, visando a disputa do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão. Desta vez não deu certo e o Santa Maria não passou de um modesto quarto lugar.
Em janeiro de 2003, Victor disputou sua segunda Copinha. O Gama integrou o Grupo D, com jogos realizados em São Vicente. Na estreia, empatou com o time da casa em 2 x 2. Victor não marcou. Em compensação, na segunda participação, no dia 9 de janeiro, o Gama venceu o Fluminense, do Rio de Janeiro, por 3 x 1, com uma atuação sensacional de Victor, autor dos três gols da vitória. No terceiro jogo, perdeu para o Vitória, de Salvador (BA), e foi desclassificado.
No banco de reservas durante todo o ano de 2003, pôde comemorar mais um título de campeão brasiliense do Gama, o último antes da sequência do Brasiliense (2004 a 2009).
Disputou três jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série B (marcando um gol) - quando o Gama foi rebaixado para a Série C de 2004 - e apenas uma pela Copa do Brasil.
O ano de 2004 teve mais presença de Victor em campo nos jogos do Gama.
No Campeonato Brasiliense, atuou em 14 jogos e marcou quatro gols.
Na Primeira Fase da Copa do Brasil de 2004 o Gama enfrentou o vice-campeão paranaense de 2003, o Paranavaí. No primeiro jogo, fora de casa, empatou em 0 x 0. Na volta, o Gama venceu por 3 x 0, com um gol de Victor.
Vieram, então, as partidas contra o Botafogo. No Bezerrão, empate em 4 x 4, com Victor marcando o gol de empate do Gama aos 33 minutos do segundo tempo.
No segundo jogo, em pleno Maracanã, o Gama venceu, pela primeira vez em sete confrontos oficiais o Botafogo por 3 x 2, de virada, comemorando a inédita classificação às oitavas-de-final em dez participações na Copa do Brasil.
O Gama sofreu um gol bem cedo, logo aos 9 minutos. No minuto seguinte, veio o empate: Victor, aproveitando rebote do goleiro Jefferson. Aos 17, a virada, com Thiago em cobrança de falta. Aos 37, o Gama ampliou, novamente através de Victor. No segundo tempo, o Botafogo diminuiu, mas não conseguiu marcar mais gols.
Nesse histórico jogo o Gama formou com Osmair, Weider, Carlos Eduardo, Emerson e Bobby; Thiago (Leandro Leite), Goeber, Rodriguinho e Wesley; Victor (Macaé) e Michel Platini (Genilson). Técnico: Everton Goiano.
Próximo adversário na Copa do Brasil, o Palmas, de Tocantins. O Gama conseguiu um ótimo resultado em seu primeiro jogo contra o Palmas, ao empatar em 1 x 1, fora de casa. Bastava um placar em branco no duelo de volta, no Gama, para garantir a classificação para as quartas-de-final.
Depois de eliminar o Botafogo, nenhum torcedor imaginava que o Gama fosse perder a chance de continuar na Copa do Brasil, jogando em casa, depois de empatar em Tocantins. Mas o inesperado aconteceu e o Gama deu adeus à Copa do Brasil: derrota de 3 x 1.
Na tarde de 28 de novembro de 2004, o Gama goleou o Limoeiro, do Ceará, fechando o placar em 7 x 1 e garantindo assim sua vaga na Série B do Campeonato Brasileiro de 2005. Victor marcou o primeiro e o terceiro gol do Gama e deu duas assistências.
O Gama jogou com Alencar (Roger), Cleiton, Marcão, Emerson e Bobby; Juari (Carlos Eduardo), Macaé, Wesley e Rodriguinho; Victor e Michel Platini (Bispo). Técnico: Reinaldo Gueldini.
Victor foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro Série C de 2004, juntamente com Marciano, do Limoeiro (CE) e Frontini, do União Barbarense (SP), todos com 10 gols.
É ainda o jogador a marcar mais gols na Copa do Brasil com a camisa do Gama.
Em 2005 o Gama não foi bem no Campeonato Brasiliense, chegando em quarto lugar. Victor colaborou com nove gols, tornando-se vice-artilheiro dessa competição.

O Campeonato Brasileiro da Série B de 2005 teve a participação de 22 equipes. Na Primeira Fase, os clubes jogaram entre si, em turno único. Os oito melhores colocados classificavam-se para a outra fase. O Gama não conseguiu passar de fase, ao obter a 13ª colocação no geral.
No primeiro jogo do Gama, Victor marcou o gol da vitória sobre o Grêmio (RS), por 2 x 1, justamente na estreia do técnico Mano Menezes no clube gaúcho. Jogou o segundo e não marcou contra a Anapolina (GO). Marcou o gol do empate em 1 x 1 com o Vila Nova (GO). Jogou e não marcou com o Caxias no quarto jogo, e depois do quinto jogo, contra o Bahia, Victor foi emprestado ao Paulista, de Jundiaí (SP), que também disputava essa mesma série.
Marcou cinco gols, contra o São Raimundo (AM), União Barbarense (SP), Avaí (SC), Criciúma (SC) e Ceará (CE), ajudando o Paulista a se livrar do rebaixamento (entre os rebaixados estavam os baianos Vitória e Bahia).
Por ironia do destino, enfrentou o Gama no dia 13 de agosto de 2005, em Jundiaí, empate em 1 x 1.
Retornou ao Gama em 2006 e marcou quatro gols nos treze jogos que disputou pelo Campeonato Brasiliense.
Disputou apenas quatro jogos (marcando um gol) pelo Campeonato Brasileiro da Série B.
Por não ter completado a cota de sete jogos por outra equipe, em julho de 2006 Victor foi emprestado ao Paulista, de Jundiaí (SP), para continuar disputando a Série B.

No clube de Jundiaí ele fez parte de um período de ouro da instituição (conquista da Copa do Brasil de 2005 e disputa da Taça Libertadores de 2006).
Victor viveu a experiência única de disputar a Copa Libertadores da América em 2006. O Paulista estava inserido no Grupo 8, uma das chaves mais difíceis daquela edição, enfrentando o gigante argentino River Plate, além do Libertad (Paraguai) e do Nacional (Equador). Pela forte concorrência no ataque do Paulista, o papel de Victor foi ser o "décimo segundo jogador", entrando no segundo tempo para dar velocidade ao time contra adversários cansados.
Assim foi na maior e única vitória alcançada pelo Paulista nessa competição, 2 x 1 sobre o River Plate, em Jundiaí. Victor começou no banco de reservas. Em um jogo extremamente tenso e físico, ele foi acionado por Vagner Mancini no segundo tempo para puxar contra-ataques pelas pontas, explorando os espaços deixados pela defesa argentina que buscava o empate. Ajudou a segurar o resultado histórico.
No Campeonato Brasileiro da Série B de 2006 teve bons momentos. Um de seus momentos mais lembrados foi balançar as redes na histórica goleada de 9 x 0 do Paulista sobre o Paysandu.
Nessa competição, Vanderlei, do Gama, foi o artilheiro, com 21 gols. Victor marcou dez.
Curiosamente, Victor jogou pelo Gama contra o Paulista, na primeira fase da competição: 1 x 1, em 28 de abril de 2006. No dia 9 de setembro, em Jundiaí, vitória do Paulista, por 4 x 3. Victor marcou um dos gols do Paulista. O Paulista terminou o campeonato na quinta colocação e o Gama em 11º lugar.
Em setembro, foi anunciado como reforço do Ceilândia para a terceira fase do Campeonato Brasileiro da Série C. Jogou uma das duas partidas contra o Londrina (PR), ambas vencidas pelo Ceilândia, que garantiu vaga nas oitavas de final, quando esteve em campo contra o Ipatinga (MG), mas não pôde evitar a eliminação do clube do DF.
No início de 2007, Victor seguiu atuando no Campeonato Paulista, frequentemente utilizado por Vagner Mancini como uma opção vinda do banco de reservas. Marcou dois gols na competição.
Depois teve uma passagem curta e discreta pelo Atlético Goianiense. Ele integrou o elenco do clube em uma temporada altamente competitiva e vitoriosa para o clube, que contava com um setor de ataque bastante disputado e nomes que se tornaram ídolos históricos na equipe, como Fábio Oliveira e Romerito.
Naquela temporada, o Atlético conquistou o título do Campeonato Goiano, quebrando um jejum de 19 anos sem taças estaduais e disputou o Campeonato Brasileiro da Série C.
Devido à forte concorrência interna na linha ofensiva e a escolhas táticas da comissão técnica, Victor acabou recebendo poucas oportunidades de entrar em campo, tendo um papel secundário na campanha antes de se transferir para o futebol paulista.
No Comercial de Ribeirão Preto (SP), Victor também teve uma passagem muito breve e de transição no início de 2008. Ele foi contratado pelo clube paulista para reforçar o setor ofensivo no primeiro semestre daquele ano. O principal objetivo do Comercial naquele período era a disputa da Série A2 do Campeonato Paulista. Victor Santana permaneceu poucos meses em Ribeirão Preto, não conseguindo se firmar como titular absoluto do ataque.
Retornou ao futebol do DF no ano de 2008, para disputar a 3ª Divisão do Campeonato Brasiliense pela novata equipe do Brazsat.
Atuando como meia ofensivo e junto com outros jogadores renomados como o goleiro Welder, o zagueiro Adriano Cacareco e os atacantes Cassius e Fernando Veiga, chegou ao título de campeão no dia 27 de julho de 2008, após vitória do Brazsat sobre o Renovo, no Abadião.
Dividiu a quinta colocação na tábua de artilheiros com seu companheiro de clube, Cassius, ambos marcando três gols (em sete jogos).

Ainda em 2008 o Brazsat emprestou Victor ao Al Riffa, do Bahrein.
Foi contratado com o status de reforço estrangeiro para o setor ofensivo, recebendo mais oportunidades de atuar como titular. Tendo que enfrentar o forte calor do país e a necessidade de rápida adaptação ao estilo de vida e ao futebol da região, não conseguiu ter uma sequência regular de jogos, não tendo renovado o seu contrato.
Voltou para o Brasil em 2009 para defender o Votoraty, de Votorantim (SP). Naquela temporada, Victor foi comandado por Fernando Diniz, que estava em seu início de carreira como treinador e já implementava seu estilo tático de posse de bola e aproximação.
Durante sua passagem pelo Votoraty entre 2009 e 2010, Victor marcou apenas cinco gols oficiais. O gol mais importante de sua trajetória no clube aconteceu no jogo de ida da final justamente contra o Paulista, de Jundiaí. Jogando fora de casa, Victor fez valer a "lei do ex" e anotou o único gol do Votoraty na derrota por 2 x 1. Esse gol foi crucial para manter o time vivo para o jogo de volta, onde golearam por 5 x 1 e assegurou o título inédito de campeão da Copa Paulista de 2009 (antes, na fase inicial, Victor marcou outros três gols).
No Campeonato Paulista da Série A2 de 2010 anotou um gol na campanha de acesso do estadual.
A temporada de 2010 foi justamente a última do projeto profissional do Votoraty daquela época. Após bater na trave no acesso à elite estadual (terminando em 9º na Série A2), a diretoria licenciou a equipe profissional afastando-a das competições da Federação Paulista. Com o encerramento das atividades do Votoraty, Victor Santana retornou para o Distrito Federal no ano seguinte.
Quando estava para acertar seu retorno para o futebol do DF, surgiu uma proposta para jogar no Dong Nai FC, da cidade do mesmo nome, perto da capital do Vietname, Ho Chi Minh (antiga Saigon), e que na temporada anterior lutou para evitar o rebaixamento, garantindo uma vitória na última rodada da V. League 2.
Apesar da boa temporada, faltando muito pouco para o acesso a V. League 1, não houve acerto entre os empresários envolvidos e Victor voltou para o Brasil.
O retorno de Victor ao Gama em 2011 representou um reencontro com o clube onde ele foi revelado para o futebol profissional, mas aconteceu em um cenário institucional bastante delicado. Voltou para tentar ajudar o time alviverde em um momento de reconstrução.
O ano de 2011 foi muito difícil para o Gama. O clube enfrentava problemas financeiros e uma forte crise política, o que refletiu diretamente no planejamento do departamento de futebol e na montagem do time para o Campeonato Brasiliense. Em campo, a equipe não conseguiu brigar pelo topo da tabela do campeonato estadual e Victor teve uma participação discreta no quesito gols, sofrendo com a oscilação coletiva do time.
Diante do ano instável no Gama, em 2012 se transferiu para o Sobradinho. No Campeonato Brasiliense foram onze jogos e apenas um gol. No segundo semestre, foi emprestado ao Santa Maria para a disputa do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão. Foram oito jogos e três gols.
Disputou o Campeonato Paulista da Série A2 de 2013, pelo São José.
Depois foi contratado pelo Goianésia para a Fase Final do Campeonato Goiano de 2014. Nas semifinais, disputou as duas partidas contra o Goiás, saindo do banco de reservas. O Goianésia foi eliminado pelo Goiás.
Também em 2014, foi contratado para reforçar o elenco do Mogi Mirim durante a disputa da Copa Paulista do segundo semestre de 2014. Aos 32 anos, o atacante chegou com a missão de liderar um elenco majoritariamente jovem, composto por muitas promessas das categorias de base do clube. Sem conseguir uma longa sequência de jogos e gols, Victor permaneceu no clube apenas até o fim dessa temporada.
Em 2015 disputou o Campeonato Brasiliense pelo Cruzeiro, marcando quatro gols nos oito jogos que disputou.
O último clube defendido por Victor foi o Paranoá Esporte Clube, do Distrito Federal, em 2016.
A trajetória de Victor no Paranoá em 2016 foi marcada pelo protagonismo do atleta dentro de campo, sendo uma peça fundamental no acesso do time à elite do futebol do Distrito Federal.
Victor liderou o setor ofensivo do Paranoá na disputa do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2016, marcando cinco dos oito gols do clube na competição. Deixou sua marca nos confrontos das semifinais contra o CFZ. No jogo de ida, marcou o gol da vitória do Paranoá por 1 x 0. No jogo de volta, abriu o placar na partida decisiva que terminou empatada em 2 x 2. Com esses gols decisivos, o Paranoá eliminou o adversário e assegurou a vaga de retorno à Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense para a temporada seguinte.
Na grande final do torneio, o Paranoá acabou superado pelo Dom Pedro II, terminando com o título de vice-campeão da Segunda Divisão de 2016. A meta principal de restabelecer o Paranoá na elite do DF foi cumprida com méritos e forte contribuição de Victor.
Em seu último ano como jogador, além de atuar como capitão do Paranoá, Victor foi o artilheiro da competição, com cinco gols, ao lado de Pedrinho (Bolamense) e Chefe (Dom Pedro II).
Na última partida de Victor como jogador, no dia 7 de agosto de 2016, no Serra do Lago, em Luziânia (GO), o Paranoá perdeu a decisão contra o Dom Pedro II, formando com Giovanni, Guto (Wilk), Zumba, Fernando e Gleison; Paulo, Afonso (Luiz Felipe), Anderson e Igor; Victor e Emerick (Hudson). Técnico: Rol Faúla.
Após pendurar as chuteiras, Victor Santana fez uma transição rápida para a área técnica e rapidamente colocou seu nome na história do futebol do Distrito Federal.

Como não teve tempo de se preparar para a função, Victor correu para as livrarias e apostou na leitura. Consumiu páginas e mais páginas das obras de Pep Guardiola. Mergulhou nas publicações sobre periodização tática. Aliou a teoria à prática com um ótimo professor, o vitorioso treinador Reinaldo Gueldini.
Iniciou trabalhando nas categorias de base do Sobradinho, em 2017. No início de 2018, assumiu o time principal com apenas 35 anos de idade. Em um feito histórico, desbancou o favorito Brasiliense na final e conquistou o título do Campeonato Brasiliense de 2018 nos pênaltis, quebrando um jejum de 31 anos do Sobradinho e tornando-se o primeiro técnico nascido no DF campeão do torneio.
Em 2019 foi treinador do Sobradinho no Campeonato Brasiliense, na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro da Série D.
Teve uma passagem no comando da equipe do Capital durante o Campeonato Brasiliense de 2020. Retornou ao Gama, inicialmente para dirigir o Sub-17, mas foi promovido ao time profissional para comandar o clube na Copa Verde e no Campeonato Brasileiro da Série D.
Em 2021 foi treinador do Gama na Copa do Brasil e no Campeonato Brasiliense.
Assumiu o comando técnico do Santa Maria no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2023.

No mesmo ano passou a ser o treinador do time Sub-20 e da equipe principal do Canaã Esporte Clube.
Em 2024, Victor Santana seguiu sua carreira como treinador das categorias Sub-15, Sub-17 e Sub-20 do Canaã.
O Canaã disputou quatro competições: Brasiliense Infantil, Juvenil e Juniores, além da Copa Brasília Sub-20. O seu melhor resultado foi o vice-campeonato da categoria Sub-17, onde chegou na final, mas perdeu o título para o Capital. Na Copa Brasília Sub-20 deste ano, esteve perto de se classificar para a final, mas apenas empatou com o Capital e ficou de fora da decisão.
Restando pouco mais de um mês para a Copa São Paulo de Juniores, o Canaã anunciou no dia 27 de novembro de 2024 a saída do técnico Victor Santana.
Em 2025 e em 2026 foi Assistente Técnico de Luiz Carlos Carioca na conquista de mais dois títulos de campeão brasiliense na história do Gama.

Colaboradores & Fontes:

Almanaque do Futebol Paulista - 2001
Boletins e súmulas da Federação de Futebol do Distrito Federal
Correio Braziliense
José Egídio Pereira Lima
Victor Santana da Silva.














terça-feira, 21 de julho de 2026

PASSARAM POR AQUI: Sudaco



NOME COMPLETO: Eurípedes Rufino da Silva
APELIDO: Sudaco
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Ituiutaba (MG), 21 de julho de 1941
LOCAL E DATA DE FALECIMENTO: Jaguariúna (SP), 25 de junho de 2013
POSIÇÃO: Volante

CARREIRA:

Edilson Motta-DF (1960)
Rabello-DF (1960)
Uberaba-MG (1961-1962)
Batatais-SP (1963-1964)
Ituveravense-SP (1964)
São Paulo-SP (1964-1965)
Guarani-SP (1965)
América-RJ (1966)
América-MG (1967)
Flamengo, de Varginha-MG (1967)
Formiga-MG (1967-1968)
Campo Grande-RJ (1970)
Comercial-SP (1970)
Marília-SP (1971-1972)
Rodoviária-AM (1973-1974)
Pirassununguense-SP (1975)

TÍTULOS CONQUISTADOS:
Campeão paulista da Segunda Divisão, de 1971, pelo Marília
Campeão amazonense de 1973, defendendo o Rodoviária


No Uberaba

No Ituveravense

No São Paulo

Na Excursão do São Paulo para a Europa

No Formiga

No Formiga

No Rodoviária

Em 2009