sexta-feira, 21 de agosto de 2026

OS CLUBES DO DF NAS COMPETIÇÕES NACIONAIS: Gama campeão brasileiro da Série B de 1998 - 1ª parte: Primeira Fase


O Gama tornou-se o primeiro time do DF a conquistar uma competição de âmbito nacional, ao sagrar-se campeão brasileiro da Série B de 1998.
Depois de ser eliminado na primeira fase em 1996 e avançar até a penúltima em 1997, o Gama começou a Série B de 1998 desacreditado. Com três derrotas e um empate nas quatro primeiras rodadas, o técnico Orlando Pereira, o Lelé, caiu. Com Vagner Benazzi no cargo uma guinada radical: o Gama fugiu da degola até o título.
O mérito aumenta ainda mais quando se lembra que a base do Gama de 1998 era quase toda formada em casa. Dos 26 campeões, 13 foram criados no futebol brasiliense: os laterais Paulo Henrique, Rochinha e Jacó; os zagueiros Jairo, Gerson, Nen e Adriano; os volantes Deda, Humberto e Kabila; o meia Ésio; e os atacantes Romualdo e Robertinho. A estrela foi o meia Rodrigo, artilheiro da campanha, com oito gols.
O Gama chegou a brigar para não cair na primeira fase, quando se classificou com os mesmos pontos do Bahia, e com um gol de saldo a mais. Conseguiu eliminar o favorito Clube do Remo na fase de playoffs. Foi o primeiro colocado de seu grupo na Terceira Fase e chegou ao quadrangular final com justiça.
Na última fase o Gama enfrentou Botafogo, de Ribeirão Preto (SP), Desportiva (ES) e Londrina (PR).
O Gama começou o quadrangular no dia 3 de dezembro de 1998, jogando no Estádio do Café, em Londrina, e conseguiu um bom empate por 0 x 0 com o time da casa. No outro jogo da Fase Final, Desportiva 1 x 1 Botafogo.
No segundo jogo, em casa (Bezerrão), no dia 6 de dezembro, o Gama não se aproveitou desse fato para somar três pontos: novo empate, desta vez por 2 x 2. O Botafogo passou a liderar depois de vencer o Londrina por 1 x 0 no dia seguinte.
A recuperação (e posteriormente o resultado determinante para lhe dar o título) veio justamente em cima do Botafogo, quando o Gama conseguiu uma excelente vitória por 2 x 1 fora de casa, em Ribeirão Preto. A Desportiva venceu o Londrina por 1 x 0 e passou a ter, juntamente com o Gama, cinco pontos ganhos.
Na quarta rodada, no jogo de volta, no dia 13 de dezembro, o Gama novamente deixou escapar a chance de abrir distância na liderança, ao empatar com o Botafogo no Bezerrão, por 1 x 1. Foi beneficiado com a vitória do Londrina sobre a Desportiva e passou a ser líder isolado.
Na quinta e penúltima rodada, disputada no dia 17 de dezembro, o Gama devolveu o empate com a Desportiva em Vitória, por 2 x 2, e ficou mais bem posicionado após o empate entre Londrina e Botafogo (0 x 0).
A última rodada colocava todos os times em condição de subir. A colocação de momento era Gama, em 1º, com sete pontos ganhos; Botafogo e Desportiva em segundo, ambos com seis, e o Londrina em quarto e último lugar, com cinco.
Ou seja, várias alternativas para apontar os dois clubes que subiriam para a Série A de 1999.
A combinação dos resultados (vitória do Gama sobre o Londrina e a goleada do Botafogo frente a Desportiva) deu o título ao Gama.

PRIMEIRA FASE

Os 24 clubes que disputaram a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro da Série B de 1998 foram agrupados em quatro grupos, cada um com seis equipes. Jogaram dentro dos grupos em ida e volta. Os quatro primeiros de cada chave foram classificados para a segunda fase.
Na Primeira Fase, o Gama fez parte do Grupo C, que era integrado pelos seguintes clubes: Americano, de Campos (RJ), Bahia, de Salvador (BA), Ceará, de Fortaleza (CE), Tuna Luso, de Belém (PA) e XV de Novembro, de Piracicaba (SP).

GAMA 1 x 1 TUNA LUSO (PA)
Data: 02.08.1998
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Antônio Vidal da Silva (GO)
Renda: R$ 12.710,00
Público: 1.774 pagantes
Expulsão: Robson, da Tuna Luso
Gols: Romualdo, 54 e Luís Carlos Capixaba, 90+3
GAMA: Claudecir, Paulo Henrique, Gerson, Jairo e Rochinha; Doriva, Kabila, Maninho e Zédivan (William); Romualdo (Robertinho) e Renato Martins (Marcelo França). Técnico: Orlando Lelé.
TUNA LUSO: João Ângelo, Romiê (Cláudio), Márcio (Zé Raimundo), Isaías e Erickson; Almir, Joel, Lau e William (Robson); Luís Carlos e Rafael. Técnico: Walter Ferreira.

BAHIA (BA) 2 x 1 GAMA
Data: 09.08.1998
Local: Fonte Nova, Salvador (BA)
Árbitro: Antônio Hora Filho (SE)
Renda: R$ 161.867,50
Público: 22.060 pagantes
Expulsão: Doriva, do Gama
Gols: Paulo Henrique, 53; Robson Luiz, 63 e Jorge Luís (pênalti), 90+3
BAHIA: Jean, Clébson, Fabão, Jorge Luís e Hermes; Bebeto Campos, Marquinhos, Fábio Baiano e Robson Luiz; Everton Luiz (Juninho) e Sílvio. Técnico: Evaristo Macedo.
GAMA: Claudecir, Paulo Henrique, Gerson, Jairo e Rochinha; Adriano, Deda, Maninho (Doriva) e Kabila (William); Romualdo e Rodrigo. Técnico: Orlando Lelé.

XV DE PIRACICABA (SP) 2 x 1 GAMA
Data: 14.08.1998
Local: Barão de Serra Negra, Piracicaba (SP)
Árbitro: Lincoln Afonso Bicalho (MG)
Renda: R$ 32.000,00
Público: 7.054 pagantes
Gols: Gauchinho, 63 e 81 e Renato Martins, 89
XV DE PIRACICABA: Alencar, Leandro Silva, Sandro, Zé Carlos e Vágner; Fábio, Daniel Frasson, Cuca e Deyves (Galvão); Gauchinho (Rogerinho) e Irineu (Daniel). Técnico: Ernesto Paulo.
GAMA: Claudecir, Paulo Henrique, Gerson (Renato Martins), Jairo e Rochinha; Adriano, Deda, Kabila (Jacó) e Cleberton (William); Romualdo e Rodrigo. Técnico: Orlando Lelé.

GAMA 1 x 2 CEARÁ (CE)
Data: 23.08.1998
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Elvécio Zequetto (MS)
Renda: R$ 11.205,00
Público: 1.531 pagantes
Gols: Rodrigo, 18; Robson, 35 e Beto, 61
GAMA: Claudecir, Paulo Henrique (Renato Martins), Adriano, Jairo e Rochinha; Deda, Kabila, Rodrigo e Humberto (Robertinho); Romualdo e Moisés (Maninho). Técnico: Orlando Lelé.
CEARÁ: Gilberto, Jaime, Ailton, Léo Rachid e Rômulo; Gilmar Serafim, Bechara, Dema e Robertinho; Robson e Wilson (Beto). Técnico: Everaldo Silva.

GAMA 3 x 0 AMERICANO (RJ)
Data: 30.08.1998
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Getúlio Barbosa (MS)
Renda: R$ 5.355,00
Público: 942 pagantes
Gols: Rodrigo, 11 e 51 e Humberto, 82
GAMA: Claudecir, Paulo Henrique, Gerson, Jairo e Rochinha; Deda, Humberto, Rodrigo e Maninho (Ésio); Romualdo (Moisés) e Renato Martins (Robertinho). Técnico: Wagner Benazzi.
AMERICANO: Kenay, Arilson, Alberto, Wellington Paulo e Vanderlan; Haroldo, Vandir (Valdo), Eliseu e Sena (Afrânio); Israel e Éldio (Leinho). Técnico: José Maria Pena.

AMERICANO (RJ) 1 x 2 GAMA
Data: 06.09.1998
Local: Godofredo Cruz, Campos (RJ)
Árbitro: Evaristo Francisco de Souza (MG)
Renda: R$ 1.106,00
Público: 553 pagantes
Gols: Jacó, 18; Afrânio, 82 e Rodrigo, 87
AMERICANO: Kenay, Arilson, Emerson, Wellington Paulo (Giba) e Rondinelli; Haroldo, Valdo, Carlos André e Pelica (Éldio); Magno (Leinho) e Afrânio. Técnico: José Maria Pena.
GAMA: Claudecir, Jacó, Gerson (Adriano), Jairo e Rochinha; Deda, Humberto, Rodrigo e Maninho (Robertinho); Romualdo e William (Kabila). Técnico: Wagner Benazzi.

CEARÁ (CE) 1 x 0 GAMA
Data: 13.09.1998
Local: Presidente Vargas, Fortaleza (CE)
Árbitro: Antônio Fernandes Howes (PE)
Renda: R$ 31.402,00
Público: 6.387 pagantes
Gol: Robson, 3
CEARÁ: Gilberto, Jaime, Edinho, Jean Marcelo e Rômulo; Gilmar Serafim (Augusto), Bechara, Dema e Robertinho; Robson e Beto (Vitor). Técnico: Arnaldo Lira.
GAMA: Claudecir, Jacó, Gerson, Jairo e Rochinha; Deda, Humberto (Ésio), Rodrigo e Maninho (Nei Bala); Romualdo e Nei Junior (Renato Martins). Técnico: Wagner Benazzi.

GAMA 3 x 1 XV DE PIRACICABA (SP)
Data: 16.09.1998
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Antônio William Gomes (MG)
Renda: R$ 4.000,00
Público: 800 pagantes
Expulsões: Gerson, do Gama, e Daniel Frasson e Leandro Silva, do XV de Piracicaba
Gols: Rodrigo, 10; Gauchinho, 65 e Renato Martins, 70 e 74
GAMA: Claudecir, Jacó, Gerson, Jairo e Rochinha; Ésio, Kabila, Humberto e Rodrigo; Romualdo (Adriano) e Nei Junior (Renato Martins). Técnico: Wagner Benazzi.
XV DE PIRACICABA: Alencar, Leandro Silva, Zé Carlos, Sandro e Rondinelli; Fábio, Daniel Frasson, Cuca (Deyves) e Daniel Edgar; Gauchinho e Rogerinho. Técnico: Ernesto Paulo.

GAMA 1 x 0 BAHIA (BA)
Data: 27.09.1998
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Cléver Assunção Gonçalves (MG)
Renda: R$ 11.664,00
Público: 2.174 pagantes
Gol: Moisés, 81
GAMA: Claudecir, Jacó, Adriano, Jairo e Rochinha; Ésio, Kabila (Nei Bala), Humberto e Rodrigo; Romualdo (Renato Martins) e Nei Junior (Moisés). Técnico: Wagner Benazzi.
BAHIA: Jean, Fábio Baiano, Fabão, Nenê e Branco; Axel, Uéslei (Junior), Bebeto Campos e Marquinhos (Juninho); Mantena e Robson Luiz. Técnico: Abel Braga.

TUNA LUSO (PA) 2 x 0 GAMA
Data: 06.10.1998
Local: Evandro Almeida, Belém (PA)
Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES)
Expulsão: Ésio, do Gama
Gols: Isaías, 49 e Mael, 59
TUNA LUSO: Luciano, Cláudio, Isaías, Pedro Paulo (Lamônica) e Lecheva; Almir Conceição, Lau (Joel), Sandro e Rafael; Renato (Luís Carlos) e Mael. Técnico: Walter Ferreira.
GAMA: Claudecir, Jacó, Adriano, Jairo (Gerson) e Rochinha; Kabila, Humberto, Ésio e Rodrigo; Nei Bala e Nei Junior. Técnico: Wagner Benazzi.






quinta-feira, 20 de agosto de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Alessandro Bocão

 

Bandeirante-DF


Alessandro Santos de Farias nasceu em Taguatinga (DF), no dia 20 de agosto de 1978.
A carreira de Alessandro Bocão foi muito curta. Começou tarde no futebol profissional, com 20 anos de idade. Morador de Santo Antônio do Descoberto (GO), onde sempre residiu, trabalhava como ajudante de pedreiro e jogava suas peladas no time do seu bairro, o JAEC (Jardim de Alá Esporte Clube), sempre marcando muitos gols nas peladas. Um dia despertou a curiosidade de três amigos seus, que, por sinal, trabalhavam junto com o treinador Mozair Barbosa, na época técnico do Bandeirante. Seus amigos solicitaram ao treinador que fosse dada uma chance a Alessandro para ser submetido a um teste no clube. E assim foi feito. Alessandro fez o teste, passou e, em sua primeira competição oficial, o Campeonato Brasiliense de 2000, foi o vice-artilheiro com 8 gols (em 18 jogos disputados, sendo que três deles marcados contra o Gama), perdendo a artilharia para seu companheiro de ataque, Jackson (que marcou nove gols). Em enquete realizada pelo jornal Correio Braziliense, Alessandro foi considerado a “Revelação” do Campeonato Brasiliense.

Disputou sete jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série B de 2000, ainda defendendo o Bandeirante.
Foi, então, emprestado ao Vitória, de Salvador (BA), por R$ 100 mil e com passe estipulado em R$ 200 mil. Menos de uma semana depois do último jogo pelo Bandeirante, Alessandro estreava no Campeonato Brasileiro da Série A, justamente contra o Gama (empate em 1 x 1), tendo como treinador Ricardo Gomes. Também disputou a Copa do Nordeste no 1º semestre de 2001, com Péricles Chamusca de técnico.
Passou oito meses no rubro-negro baiano e, quando voltou para o Distrito Federal, foi contratado pelo Gama.
De 2001 a 2003 foi jogador do Gama. Disputou os campeonatos brasilienses de 2001 a 2003, o Campeonato Brasileiro de 2001, a Copa do Brasil e a Copa Centro-Oeste de 2002. Conquistou os títulos de campeão brasiliense de 2001 e 2003.

No 2º semestre de 2003, disputou o Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão, tornando-se vice-campeão com a camisa do Paranoá e artilheiro da competição, com nove gols.
Em 2004 foi jogador do CFZ, em 2005, do Ceilândia, na Primeira Divisão, e do Capital, onde foi campeão da Segunda Divisão.
Ainda como jogador do Gama, foi emprestado ao América, de Natal (RN). Em 2004, disputou a Série B do Campeonato Brasileiro pelo Londrina.
Encerrou sua carreira com 28 anos de idade, no São Gonçalo, do Rio Grande do Norte.
Sempre gostou muito de futebol, um verdadeiro apaixonado pelo esporte, mas enquanto era diversão. Quando virou obrigação, ele já não queria. Foi jogar profissionalmente para ajudar seus pais e a si mesmo. Quando conseguiu, parou.











quarta-feira, 19 de agosto de 2026

FORMAÇÕES: Relações Exteriores - 1973



Uma das formações da A. A. Relações Exteriores que disputou o Campeonato Brasiliense de 1973.
Em pé, da esquerda para a direita: Sirlei, Rodolfo, Zé Mauro, Grossi, Catuca e Wilson.
Agachados, na mesma ordem: Bispo, Valete, Humberto Banga, Arnaldo e Zequinha.


terça-feira, 18 de agosto de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Geraldo Galvão



Geraldo Galvão da Silva nasceu no dia 18 de agosto de 1950, em Itamarandiba (MG).
Começou nas categorias de base do Cruzeiro, de Belo Horizonte, e, em 1970, foi emprestado ao Atlético, de Três Corações, para a disputa de um torneio classificatório dos clubes que iriam participar da Primeira Divisão do Campeonato Mineiro desse ano.
Era uma parceria com o Cruzeiro, que mandou 12 jogadores que tinham saído do juvenil, dentre eles Roberto Batata, Miro, Aloísio e Geraldo Galvão.
Retornou ao Cruzeiro em 1971, foi novamente emprestado, desta vez para o Vila Nova, de Goiânia-GO, e até 1973 não teve muitas chances de mostrar o seu futebol. Era uma época em que o Cruzeiro tinha como titular Vanderlei. Foram apenas três jogos em 1971, oito em 1972 e um em 1973, ano em que resolveu se transferir para o América, de São José do Rio Preto-SP.
Em 1974, retornou ao futebol mineiro, contratado pelo América, de Belo Horizonte-MG, que vendeu o atacante Cândido para o Cruzeiro e teve condicionado na transação o empréstimo de Geraldo Galvão. Ficou até 1975.
Antes de chegar ao futebol brasiliense, ainda passou pelo Rio Negro, de Manaus (AM), onde disputou o campeonato amazonense e o Brasileiro de 1976, e o América, de São José do Rio Preto (SP), no ano de 1977.
Depois do empréstimo ao clube paulista, o Cruzeiro exigiu seu retorno a Belo Horizonte. Sem chance no clube mineiro e não sendo negociado, se aborreceu e abandonou a carreira. Ganhou passe livre e resolveu aceitar o convite do Brasília para reforçar a equipe que disputaria o Campeonato Brasileiro de 1977. Fez sua estreia num amistoso contra a Anapolina, em Anápolis, no dia 11 de setembro de 1977. A equipe do Brasília formou com Déo, Ditão (Edvaldo), Jonas Foca, Manoel e Geraldo Galvão (Léo); Capela, Moreirinha (Ney) e Banana; Julinho, Bira e Moisés.
Na competição nacional, o Brasília até conseguiu se classificar para a Segunda Fase, mas depois só pegou pedreira em seu grupo (América-RJ, Corinthians, Internacional e São Paulo) e não conseguiu passar para a fase posterior.
Quando começou o ano de 1978, Geraldo Galvão teve seu contrato rescindido com o Brasília.

No dia 15 de julho de 1979 estreou no Guará, em jogo válido pelo Campeonato Brasiliense, no Bezerrão, contra o Gama. Logo depois também disputaria o Campeonato Brasileiro pela mesma equipe.
Em 1980 se transferiu para o Taguatinga, onde estreou no dia 18 de maio, tendo disputando 23 jogos pelo Campeonato Brasiliense desse ano. No começo de 1981, com Geraldo Galvão na equipe, o Taguatinga venceu o Torneio Classificatório à Taça de Bronze do Campeonato Brasileiro da Série C.
A partir de 7 de junho de 1981 voltaria a ser jogador do Guará ao disputar a partida contra o Tiradentes, válida pelo Campeonato Brasiliense. Foram 21 jogos no total.
O Guará não conquistou o título, mas Geraldo Galvão fez parte da seleção dos melhores do ano em enquetes realizadas pelo Jornal de Brasília e a sucursal do Jornal dos Sports.
Foi jogador do Guará nos anos de 1982, quando disputou o campeonato brasiliense (25 jogos), o Brasileiro da Série B (cinco) e foi eleito pelo jornal Correio Braziliense o melhor lateral esquerdo do futebol do DF no ano, em 1983 (com a incrível marca de 44 jogos em 51 possíveis pelo campeonato brasiliense) e em 1984, quando disputou quinze jogos, o último deles em 10 de novembro de 1984, no Augustinho Lima, frente ao Sobradinho. Neste ano, sagrou-se campeão do II Torneio Centro-Oeste, com participação decisiva ao converter um dos pênaltis que deu a vitória ao Guará sobre o Brasília, após empate em 0 x 0 no tempo normal de jogo.
Geraldo Galvão foi convocado em duas oportunidades para defender a Seleção do DF, ambas em 1980, frente ao selecionado de Goiás.



segunda-feira, 17 de agosto de 2026

A ÚLTIMA VEZ A GENTE TAMBÉM NÃO ESQUECE: o último jogo de um clube do DF na Série C - 2013


O último jogo de um clube do Distrito Federal na Série C do Campeonato Brasileiro ocorreu em 13 de outubro de 2013.
Naquele dia, o Brasiliense enfrentou o Cuiabá (MT). O Brasiliense precisava de um empate para se salvar, mas sofreu a virada e caiu para a Série D, pelo saldo de gols.
Em 2013, 21 clubes participaram da Série C. Na Primeira Fase, foram assim divididos: o Grupo A com onze clubes e o B com dez. Jogaram entre si, em turno e returno.
O Brasiliense fez parte do Grupo A. Sua campanha foi a seguinte: 20 jogos, oito vitórias, seis empates e seis derrotas. Marcou 20 gols e sofreu 21, portanto com déficit de um gol.
Conforme previsto no regulamento, ao final da primeira fase, os três últimos do Grupo A e os dois últimos colocados do Grupo B, seriam rebaixados para a Série D de 2014.
O Brasiliense perdeu a vaga justamente para o Cuiabá, no saldo de gols. O clube mato-grossense teve a mesma campanha do Brasiliense, mas marcou 31 gols e sofreu 21, terminando com saldo de dez gols.

BRASILIENSE 1 x 2 CUIABÁ (MT)
Data: 13.10.2013
Local: Serejão, Taguatinga (DF)
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP)
Renda: R$ 5.766,00
Público: 2.223 pagantes
Expulsão: Everton, do Brasiliense
Gols: Ederson, 15; Grafite, 34 e Ermínio, 77
BRASILIENSE: Welder, Bocão, Eli Sabiá, Rafael Tavares e Gleidson; Everton, Ederson (Elivelto), Baiano (Jefferson Maranhão) e Válber; Luquinhas (Laécio) e Washington. Técnico: Reinaldo Gueldini.
CUIABÁ: Emerson, Grafite, Amarildo, Gustavo Bastos e Natanael; Josa (Silas), Bogé, Vandinho (Ermínio) e Willian Kremer (Renan); Fernando e Magrão. Técnico: Mazzola Junior.



domingo, 16 de agosto de 2026

GUIA DO CAMPEONATO BRASILIENSE DA SEGUNDA DIVISÃO - 1997 a 2025 - 6ª parte (Registros & Curiosidades)


A PRIMEIRA VEZ

A primeira edição do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão aconteceu em 1997. Ceilândia e Taguatinga e mais o Atlântida Esporte Clube, de Taguatinga, foram os representantes do Distrito Federal. Os demais quatro clubes foram de fora do DF: União Esporte Clube, de Paracatu (MG), Clube Atlético Cristalinense, de Cristalina (GO), Formosa Futebol Clube, de Formosa (GO), e a Sociedade Esportiva Itapuã, de Unaí (MG).
Itapuã e Taguatinga decidiram o título em dois jogos. No primeiro, no estádio Serejão, empate em 1 x 1. No segundo jogo, no Estádio Rio Preto, em Unaí, o Itapuã derrotou o Taguatinga por 2 x 0 e conquistou o título de campeão.

MAIS E MENOS PARTICIPAÇÕES

O Cruzeiro foi o clube que mais vezes participou do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão, em dezoito ocasiões.
Com um a menos, 17, Ceilandense e Samambaia. A seguir, com 12 participações, quatro clubes: Brazlândia, Legião, Paranoá e Santa Maria. Com onze participações estão Brasília e CFZ. Bosque Formosa, Botafogo e Planaltina-DF tem dez participações.

OS QUE MENOS PARTICIPARAM

Dentre as equipes que disputarão a competição de 2026, duas delas participarão pela segunda vez: Canaã (participou em 2023) e Candango (em 2025). Consequentemente, ainda não sentiram o gostinho de fazer parte da elite do futebol do DF, assim como o GREVAL - Grêmio Esportivo Valparaíso, que é da cidade de Valparaíso de Goiás (GO) e que já disputou seis campeonatos da Segunda Divisão.

CONHECENDO UM POUCO DESSAS TRÊS EQUIPES

CANAÃ

O Canaã Esporte Clube é um caso único no futebol brasiliense, pois sua história no Distrito Federal é marcada por uma migração interestadual e um foco fortíssimo nas categorias de base.
A trajetória do "Vento Forte do Sertão" (seu apelido de origem) divide-se em momentos cruciais.
O clube foi fundado em 8 de agosto de 2018 em Irecê, na Bahia. Nasceu atrelado ao projeto social "Nova Canaã" (ligado à Igreja Universal do Reino de Deus), oferecendo uma estrutura de ponta para jovens vulneráveis do sertão baiano. Na Bahia, disputou a segunda divisão estadual por cinco anos e chamou a atenção do País ao fazer boas campanhas na Copa São Paulo de Futebol Junior (Copinha).
Em março de 2023, os clubes locais aprovaram a filiação do Canaã à Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF). A mudança encerrou um jejum de mais de 20 anos sem novos clubes se filiarem ao futebol candango.
Ao chegar ao DF, o Canaã mudou o patamar de formação de atletas da região. O clube montou sua estrutura em Brazlândia, utilizando instalações de excelente nível para abrigar categorias que vão desde o Sub-7 até o Profissional.
Entre as principais revelações formadas ou lapidadas pelo projeto estão: Cleiton, zagueiro que integra o elenco profissional do Flamengo, Felipe Gabriel, atacante do Sub-20 do Red Bull Bragantino, João Vítor, transferido para o Braga, de Portugal, e Pedro Acácio, negociado com o futebol ucraniano.
Não demorou para o Canaã colher frutos em Brasília. No final de 2025, o clube conquistou o título da Copa Brasília Sub-20 ao vencer o tradicional Brasiliense na final. Essa força na base carimbou o passaporte do clube para brilhar na Copinha de janeiro de 2026, onde avançou na liderança de seu grupo após vencer o Comercial, de Tietê (SP) - 4 x 2, perder para o Criciúma (SC) - 3 x 0 e recuperar-se plenamente ao derrotar o XV de Piracicaba (SP) - 3 x 0. Na segunda fase, eliminou o Figueirense (SC), vencendo-o por 1 x 0. Parou na terceira fase ao ser goleado pelo Red Bull Bragantino, por 5 x 1. Extraoficialmente, terminou na 29ª colocação, dentre os 128 clubes participantes.
Na única vez que participou da Segunda Divisão do DF, o Canaã ficou na oitava colocação, dentre os 12 clubes participantes. Nos cinco jogos que disputou, foram três vitórias e duas derrotas, somando nove pontos que não foram suficientes para levá-lo para a Segunda Fase.

CANDANGO

Para chegarmos até o Candango, precisamos contar um pouco da história do CFZ.
O CFZ - Centro de Futebol Zico de Brasília foi fundado originalmente como um ambicioso projeto do craque Zico, do Flamengo, em solo da Capital Federal e que chegou a conquistar o título da elite do Campeonato Brasiliense em 2002.
Anos mais tarde, com a saída dos investidores originais e uma reestruturação de marca, a equipe foi rebatizada como Candango Esporte Clube, mudando suas cores tradicionais para o azul, amarelo e branco.
Em 2024, o clube estabeleceu uma parceria com o Centro Esportivo C12, projeto do ex-jogador Cicinho em São Luís de Montes Belos (GO). A mudança visava desvincular a identidade do clube do legado de Zico e reforçar a gestão independente sob o comando de Eduardo Santos e de seu irmão, Carlyle, visto que o CFZ já não mantinha vínculos com Zico há mais de uma década.
Em 2025, o clube passou a se chamar Candango Esporte Clube.
O clube entra na Segunda Divisão deste ano sob forte pressão para apresentar um futebol mais competitivo. Na edição de 2025, a equipe fez uma campanha muito abaixo das expectativas, amargando a lanterna geral do campeonato, com apenas uma vitória nos sete jogos que disputou (nos outros jogos, seis derrotas, marcando apenas quatro gols e sofrendo 35).



GREVAL

O Grêmio Esportivo Valparaíso (GREVAL) disputará pela sétima vez o Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão. Nunca obteve uma boa colocação (11º em 2000, 9º em 2001, afastou-se por um tempo e voltou em 2022, quando foi sétimo colocado. Foi nono em 2023 e obteve a sexta colocação nos dois últimos anos, 2024 e 2025).
O clube foi fundado em 1º de maio de 2012. Filiou-se à FFDF para buscar maior visibilidade de mercado e calendário competitivo.

AS DEMAIS EQUIPES

Por serem clubes de maior camisa e tradição nesta edição, Legião, Luziânia, Planaltina e Taguatinga despontam como favoritos naturais ao acesso. Destes, Legião e Planaltina não conquistaram o título de campeão da Primeira Divisão do DF.

TAGUATINGA

O Taguatinga, um dos gigantes adormecidos do futebol brasiliense, tem cinco títulos na Primeira Divisão do DF (1981, 1989, 1991, 1992 e 1993) e já representou o Distrito Federal na Copa do Brasil e na Série A do Campeonato Brasileiro.
Em 2024, o Taguatinga “bateu na trave”, terminando a segunda divisão na 3ª colocação e perdendo a vaga na elite por muito pouco. Devido a problemas estruturais e de investimentos no primeiro semestre de 2025, o clube optou por se licenciar das competições profissionais daquele ano. Regularizado junto à Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), o clube retornará em 29 de agosto de 2026

LUZIÂNIA

Se você perguntar para aqueles torcedores que acompanham o dia a dia do Luziânia, nem eles acreditam numa boa campanha que leve o clube à Primeira Divisão em 2027. Sem estádio (a prefeitura abandonou o estádio Serra do Lago, que está sendo sucateado), sem apoio dos empresários da cidade, não vai atuar em casa (vai treinar em Taguatinga e jogar no Rorizão, em Samambaia), com dívidas da temporada passada e de outras gestões e somente começou a montagem do elenco no último dia 11 de agosto. Tudo isso no ano do centenário do clube (foi fundado em 13 de dezembro de 1926).
O clube está sendo gerido pelo ex-jogador e ídolo local Rodriguinho, bicampeão brasiliense pelo próprio Luziânia em 2014 e 2016.
Nas três últimas edições do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão o Luziânia foi terceiro colocado em 2023 e quinto nos anos de 2024 e 2025.
Além dos dois títulos brasiliense, o Luziânia já representou o futebol do DF na Copa do Brasil.

LEGIÃO

O Legião Futebol Clube foi fundado em 2001, como uma equipe amadora, sendo originário do projeto social Legião de Craques, voltado para crianças de baixa renda. Profissionalizou-se em 11 de maio de 2006.
Em seu primeiro ano como profissional, em 2006, o Legião ganhou o seu primeiro título, o Campeonato Brasiliense da Terceira Divisão, derrotando na final o tradicional Brasília. No ano seguinte (2007), foi vice-campeão do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão, perdendo na final para o Brazlândia, mas ascendendo, mesmo assim, à Primeira Divisão em 2008.
Desde o ano de 2017, o Legião disputava a Segunda Divisão do DF, ininterruptamente. Sua melhor colocação foi em 2024, quando ficou com a segunda colocação e subiu para a Primeira Divisão de 2025, ano em que novamente foi rebaixado.
O Legião já disputou o Campeonato Brasileiro da Série C, em 2008.

PLANALTINA

O clube foi fundado em 30 de maio de 1963, sendo um dos times mais antigos e tradicionais em atividade no Distrito Federal.
Após enfrentar períodos de licenciamento e crises financeiras, o clube passou por um processo de reestruturação nos últimos anos.
Viveu um período de intensa oscilação entre as duas principais divisões do futebol do Distrito Federal nos anos de 2023, 2024 e 2025, alternando um acesso histórico, um rebaixamento imediato e uma batida na trave.
O clube fez um excelente campeonato na Série B de 2023, quando conquistou o vice-campeonato da competição. Nos oito jogos que disputou, venceu seis e empatou um, terminando a competição com mais pontos ganhos que o Ceilandense, para quem perdeu a final, sua única derrota na competição.
O segundo lugar garantiu o retorno do Planaltina à Primeira Divisão em 2024, após um longo hiato de 26 anos longe da elite.
Em 2024, no entanto, terminou a competição na nona colocação (penúltimo lugar) e acabou rebaixado de volta para a Série B de forma imediata.
Novamente na Segunda Divisão em 2025, o Planaltina disputou a fase única do torneio em formato de pontos corridos buscando uma das duas vagas de acesso. A equipe chegou à última rodada dependendo de uma combinação de resultados. O Planaltina venceu o Luziânia e somou 13 pontos. Contudo, o Brasília também pontuou e assegurou a segunda colocação. Ficou em 3º lugar geral (atrás de ARUC e Brasília), permanecendo na Segunda Divisão para 2026.
Série B.


 

sábado, 15 de agosto de 2026

GUIA DO CAMPEONATO BRASILIENSE DA SEGUNDA DIVISÃO - 1997 a 2025 - 5ª parte (Os Artilheiros)




ANO

JOGADOR (Clube)

GOLS

1997

Ziel (União) e Muruim (Itapuã)

8

1998

Cassius (Ceilândia) e Gilmar (Alexaniense)

8

1999

Joãozinho (Comercial)

8

2000

Petróleo (Itapuã) e Cassius (26 F. C.)

11

2001

Giovani (Luziânia)

19

2002

Michel (Dom Pedro II)

10

2003

Alessandro Bocão (Paranoá)

9

2004

Giovani (Santa Maria)

18

2005

Joãozinho (Cruzeiro)

8

2006

Giovani (Esportivo)

10

2007

Kim (Legião)

7

2008

Chimba (Luziânia)

11

2009

Edicarlos (Ceilandense) e Túlio Maravilha (Botafogo)

7

2010

Michel (Cruzeiro)

10

2011

Thiago Silva (Dom Pedro II)

17

2012

Jean (Brasília)

6

2013

Edicarlos (Santa Maria)

10

2014

Edicarlos (Samambaia)

7

2015

Edicarlos (Taguatinga)

16

2016

Pedrinho (Bolamense), Chefe (Dom Pedro II) e Vitor Santana (Paranoá)

5

2017

Gilvan (Samambaia)

7

2018

Vitor Mariano (Legião)

5

2019

Gibson (Sesp/Samambaense)

7

2020

Pedro Henrique (Samambaia) e Danilson (Santa Maria)

4

2021

Wisman (Brazlândia)

8

2022

Wisman (Samambaia)

7

2023

Felipe Clemente (Ceilandense) e Wesley (Planaltina)

5

2024

Gilvan (Sobradinho)

8

2025

Felipe Clemente (Brasília)

10