quarta-feira, 28 de outubro de 2026

ESTÁDIOS UTILIZADOS NO CAMPEONATO BRASILIENSE DA PRIMEIRA DIVISÃO - 1976 a 2026



ESTÁDIOS

JOGOS

Serejão, Taguatinga (DF)

790

Bezerrão, Gama (DF)

611

CAVE, Guará (DF)

438

Augustinho Lima, Sobradinho (DF)

404

Mané Garrincha, Brasília (DF)

390

Abadião, Ceilândia (DF)

384

Adonir Guimarães, Planaltina (DF)

248

Serra do Lago, Luziânia (GO)

217

Pelezão, Brasília (DF)

167

Chapadinha, Brazlândia (DF)

121

Metropolitana, Núcleo Bandeirante (DF)

121

Diogão, Formosa (GO)

68

Ciro Machado do Espírito Santo, Brasília (DF)

67

Rorizão, Samambaia (DF)

66

Urbano Adjuto, Unaí (MG)

61

JK, Paranoá (DF)

60

Frei Norberto, Paracatu (MG)

39

Edson Godoy, Pires do Rio (GO)

1





terça-feira, 27 de outubro de 2026

O PRIMEIRO CLÁSSICO GAMA x BRASILIENSE



Sem sombra de dúvidas, o maior clássico do futebol brasiliense nos dias de hoje acontece quando se encontram Gama e Brasiliense.
O Gama, fundado em 1975, já teve como maior rival o Brasília (também fundado em 1975), com quem passou a rivalizar também no maior número de títulos de campeão brasiliense.
O Brasília, depois de um começo arrasador (conquistou seus oito títulos no período compreendido entre os anos de 1976 a 1987), entrou em franca decadência.
O maior rival do Gama passou a ser o Brasiliense, fundado em 2000.
A primeira vez em que se enfrentaram Gama e Brasiliense foi no dia 18 de fevereiro de 2001, em jogo válido pelo 1º turno do Campeonato Brasiliense. O jogo aconteceu no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Apresentou os seguintes dados:

BRASILIENSE 3 x 1 GAMA
Data: 18.02.2001
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitros: Jorge Paulo Gomes e Iêdo Souza
Renda: R$ 2.314,00
Público: 1.485 pagantes
Gols: Alan, 31; Weldon, 46; Rodrigo Jaú, 64 e Carlos Alberto, 79.
Cartões amarelos: Sidnei, Rodrigo Jaú, Ciro, Paulo Henrique, Wesley, Maninho, Rodriguinho, Carlos Alberto e Munayer.
Cartões vermelhos: Sidnei, Zé Carlos, Maninho e Rodriguinho.
BRASILIENSE: Alex (Ney), Wellington, Alan, Zezé e Juninho (Gilson); Sidnei, Valdenir, Gustavo e Rodrigo Jaú (Otávio); Weldon e Ciro. Técnico: Joãozinho Rosa.
GAMA: Fernando, Paulo Henrique, Zé Carlos, Nen e Cacá; Deda, Kabila (Wesley), Maninho e Rodriguinho; Carlos Alberto (Munayer) e Mário Zan (Abimael). Técnico: Wanderley Paiva.




segunda-feira, 26 de outubro de 2026

O PRIMEIRO GRITO DE “É CAMPEÃO!” DO TAGUATINGA


Oficialmente, o Taguatinga Esporte Clube surgiu em 1º de julho de 1975, quando aconteceu a Assembleia Geral Extraordinária para a transformação do Pioneira Futebol Clube em clube profissional de futebol, a mudança do nome para Taguatinga Esporte Clube e a troca das cores do uniforme para azul e branca.
No ano seguinte, 1976, o Taguatinga participou de sua primeira competição oficial. De 14 de fevereiro a 10 de abril de 1976, tomou parte do Torneio Imprensa, que se tornou a primeira competição oficial no novo regime profissional do DF.
Além do Taguatinga, a competição contou com a participação de outras cinco equipes: Brasília, CEUB, Gama, Grêmio e Humaitá.
Nos cinco jogos que disputou, o Taguatinga venceu quatro e perdeu um, somando dez pontos ganhos e ficando com a segunda colocação no torneio. Perdeu o título de campeão para o Grêmio Esportivo Brasiliense, que teve a mesma pontuação, mas um saldo de gols melhor que o Taguatinga. Formou o Taguatinga em sua última partida com Carlos José, Aldair, Dão, Assis e Chico; Pedrinho, Nemias e Ernani Banana; Maurício, Zé Carlos (Paraibinha) e Dinarte (um dos artilheiros do torneio, com três gols).
Em seguida, o Taguatinga foi o quarto colocado no campeonato brasiliense de 1976.
O Taguatinga disputou três competições oficiais em 1977: o segundo Torneio Imprensa, quando ficou com a nona e última colocação; o Torneio Incentivo, no qual ficou com o segundo lugar ao ser derrotado pelo Gama na final, e o campeonato brasiliense, chegando em terceiro lugar.
Veio o ano de 1978 e nada de título para os lados do Taguatinga. Foram mais duas tentativas e nada!
No Torneio Incentivo, chegou a vencer o 1º turno. Na decisão do torneio, contra o Gama, campeão do 2º, o título de campeão ficou com o Gama após dois jogos e dois empates de 0 x 0, perdendo na disputa de pênaltis, por 4 x 3.
Em 1979, o Taguatinga voltou a ter três chances de conquistar seu primeiro título de campeão.
O ano começou com a disputa do Torneio Seletivo, realizado pela Federação Metropolitana de Futebol no período de 4 de março a 8 de abril de 1979, com a finalidade de escolher o clube que ocuparia a segunda vaga no Campeonato Brasileiro versão 1979, reservada para o Distrito Federal. Participaram do Torneio Seletivo somente os clubes que disputaram o Campeonato de Profissionais do DF de 1978, com exceções do Brasília E. C., por ter sido o campeão do ano anterior, e do Grêmio, que não quis disputar.
O Taguatinga foi mal nos dois turnos e ficou sem a vaga e sem o título.
Veio, então, o campeonato brasiliense de 1979, disputado por seis equipes, em três turnos. O Taguatinga ficou em quarto lugar.
No mês de dezembro de 1979 a Federação Metropolitana de Futebol promoveu o Torneio Incentivo, que contou com a presença de apenas três clubes: Desportiva Bandeirante, Sobradinho e Taguatinga.
Finalmente, o Taguatinga conquistou o seu primeiro título de campeão!
E veio de forma inesperada. O Taguatinga Esporte Clube havia dispensado todo o seu elenco de profissionais e foi representado pela seleção da UET - União dos Esportes de Taguatinga. Seu treinador titular, Raimundinho, estava viajando pelo Sul do País com a finalidade de contratar reforços para o Campeonato Brasiliense de 1980.
O torneio começou no dia 9 de dezembro de 1979, no estádio Augustinho Lima, com a vitória do Sobradinho sobre a Desportiva Bandeirante, por 2 x 1.
A tabela determinava que o segundo jogo fosse Sobradinho x Taguatinga, no dia 13 de dezembro, também no Augustinho Lima. Ou seja, se o Sobradinho vencesse acabava com mais uma chance do Taguatinga conquistar o seu primeiro título de campeão.
Mas o Taguatinga resistiu bravamente à pressão do Sobradinho e venceu por 3 x 2, com dois gols de Wilton e um de Bolinha.
O último jogo do torneio, entre Taguatinga e Desportiva Bandeirante foi realizado no dia 16 de dezembro, no estádio Serejão.
Empatando ou vencendo por qualquer placar, o Taguatinga seria campeão. À Desportiva Bandeirante só restava a vitória com uma diferença de dois gols para conquistar o título.
No primeiro tempo, o Taguatinga saiu na frente, com um gol de Wilton. Aos dez minutos do segundo tempo, a Desportiva Bandeirante empatou e partiu para o abafa na ânsia de conquistar mais dois gols.
Mas foi o Taguatinga que marcou novamente, através de Zé Vieira, passando a controlar o jogo até o seu final e comemorando o seu primeiro título de campeão de sua história.
A ficha técnica desse jogo foi a seguinte:

TAGUATINGA 2 x 1 DESPORTIVA BANDEIRANTE
Data: 16.12.1979
Local: Serejão, Taguatinga (DF)
Árbitro: Ataíde Castro Reis
Gols: Wilton, 33; Fernando, 55 e Zé Vieira, 73
TAGUATINGA: Índio, Tonhão, Baeta, Valdemir e Mauro; Bolinha, Messias e Hollywood; Milton, Wilton e Zé Vieira. Técnico: Altair Alexandre da Silva.
DESPORTIVA BANDEIRANTE: Júlio César, Pedrão, Chuvisco, Gilberto e Déo; Paulinho, Maurício e Coutinho; Romeu, Wellington e Geraldo. Técnico: Rubens Coutinho.

domingo, 25 de outubro de 2026

A PRIMEIRA VEZ A GENTE NÃO ESQUECE: o primeiro jogo oficial do Gama - 1976


O primeiro escudo do Gama

No dia 21 de fevereiro de 1976, os torcedores esperavam com ansiedade pela apresentação da Seleção Brasileira no então Estádio Presidente Médici (hoje Mané Garrincha), em Brasília, diante da Seleção do Distrito Federal (vitória do Brasil, por 1 x 0, gol de Flecha).
Na preliminar daquele jogo, um fato histórico: o primeiro jogo da Sociedade Esportiva do Gama, clube fundado em 15 de novembro de 1975.
O jogo foi contra o Humaitá Esporte Clube, do Guará, e válido pelo Torneio Imprensa, promovido pela Federação Metropolitana de Futebol. Curiosamente, foi o único do torneio disputado no Estádio Presidente Médici; os demais jogos foram realizados no Estádio Pelezão.
O Gama venceu o jogo pelo placar de 2 x 0. Os gols foram marcados por Pedrinho, camisa 8, aos oito minutos do primeiro tempo, e Zequinha, aos trinta do segundo.
Racib Elias Ticly foi o árbitro do jogo e o Gama formou com Wilson, Zé Mauro, Marcus Vinícius, Ricardo (Beleléu) e Santos; Renildo, Pedrinho e Palito; Lula, Redi e Zequinha (Odair). Técnico: Esmerindo Valeriano da Silva.
O Humaitá atuou com Daniel, Aderbal, Carlinhos, Grossi e Itamar; Heitor, Pedro Soares e Pedrinho; Julinho, China e Moisés. Técnico: Luiz Alberto Brasil de Carvalho.

sábado, 24 de outubro de 2026

A VISITA DO FONSECA, DE NITERÓI (RJ) - 1960


No dia 23 de outubro de 1960 aconteceu a visita do Fonseca Atlético Club, de Niterói (RJ), bicampeão niteroiense (1959/60), que enfrentou o Guará, no Estádio “Israel Pinheiro” em homenagem a passagem do Jubileu de Ouro de José Ramos de Freitas (50 anos dedicados ao esporte do Brasil). Apesar de bastante movimentado, o jogo não teve gols: 0 x 0.
Sob a arbitragem do carioca Amílcar Ferreira, as equipes formaram assim:
Guará: Redola, Camilo (Enes), Tostão e Clemente; Sabará (Valter) e Bimba; Paulo Reis, Severo, Beto, Carlinhos (Carrara) e Walter Moreira.
Fonseca: Carlinhos, Átila, Toninho e Élcio (Procópio); Zeca e Pedro; Maninho (Piteira), Boag (Djalma), Mazola, Cacau e Carlos Vinhais.

Nota:
José Ramos de Freitas foi presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol no período de 30 de março de 1957 a 5 de março de 1959. Em sua gestão, surgiu a ideia da criação da Taça Libertadores da América.

Na preliminar, aconteceu a estreia do Trópicos, em jogo amistoso contra o Alvorada.
O Trópicos foi o último clube a se filiar a Federação Desportiva de Brasília em 1960. O clube foi fundado por funcionários e operários do IAPI.

TRÓPICOS 1 x 1 ALVORADA
Árbitro: Horácio Teixeira Ramos
Gols: Lazinho, para o Alvorada, no 1º tempo, e Oscar, para o Trópicos, no 2º
Trópicos: Ivan, Amaro, Moreira e Valdir; Carlos Borges e Reis; Oscar, Nunes, Carlos Alberto, Dias e Aristeu.
Alvorada: Bertasi, Carioca, Tatão e Dequinha; Willy e Matias; Zeca, Lazinho, Airton, Bolacha e Telmo (Luís).



quinta-feira, 22 de outubro de 2026

PERSONAGENS & PERSONALIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: Valmir Campelo


Antônio Valmir Campelo Bezerra nasceu em Crateús (CE), no dia 22 de outubro de 1944.

Político brasileiro, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) foi senador pelo Distrito Federal, bem como deputado federal pelo Partido da Frente Liberal (atual União). Foi também Presidente e Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
Bacharel em Comunicação Social (1968) pela Universidade de Brasília, com especialização em Administração Pública e Desenvolvimento Urbano na Alemanha, ingressando no serviço público como chefe de gabinete da Fundação do Serviço Social do Distrito Federal em 1971. Dois anos mais tarde exerceu a mesma função junto à Secretaria de Governo e foi Presidente interino da Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central e a seguir administrador regional das regiões administrativas de Brazlândia (1973), Gama (1974-1981) e Taguatinga (1981-1985). Por um breve período foi presidente da Fundação do Serviço Social do Distrito Federal em 1986.
Aliado a Joaquim Roriz foi candidato a Governador do Distrito Federal em 1994, contudo foi derrotado pelo então petista Cristovam Buarque em segundo turno.
Admitido em 1996 à Ordem do Mérito Militar no grau de Comendador especial pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, Campelo foi promovido em março de 2003 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao grau de Grande-Oficial.

Com todo esse currículo político e de administração em órgãos do Governo, muita gente não sabe, mas no setor esportivo, Antônio Valmir Campelo Bezerra, com o nome de guerra Valmir, foi registrado na Federação Metropolitana de Futebol, de Brasília, sob o nº 549.
Atuando como meia-direita, disputou o Campeonato Brasiliense de 1972, pelo Serviço Social, e o de 1973 pelo Atlético, de Brazlândia. Nesse mesmo ano, Valmir Campelo foi Administrador Regional de Brazlândia e o estádio local, o Chapadinha, quase levou o seu nome.
Em 1977, quando as obras de construção do estádio de futebol do Gama foram concluídas, Valmir Campelo estava à frente da Administração Regional do Gama. Em sua homenagem, o nome do estádio dessa cidade-satélite, inaugurado em 9 de outubro de 1977, passou a ser chamado popularmente de Bezerrão.







quarta-feira, 21 de outubro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Warlan


NOME COMPLETO: Warlan Queiroz Pacheco
APELIDO: Warlan
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Rio Verde (GO), 21 de outubro de 1959
POSIÇÃO: Médio Volante e Zagueiro.

Warlan começou no futebol no time do Sr. Euclides, na QNF4, de Taguatinga, jogando no campo ao lado do colégio CTN, de Taguatinga Norte.
Foi para o Taguatinga Esporte Clube em 1976, levado pelo massagista Mineiro. Neste ano permaneceu no juvenil (nome do Sub-20 da época) e disputou por esse clube o Campeonato Brasiliense da categoria.
Ainda nesse teve sua primeira oportunidade de jogar no time principal do Taguatinga, quando o técnico Eurípedes Bueno de Morais (in memoriam) o escalou na vitória de 2 x 0 sobre um time do futebol amador da Ceilândia.

Em competições, sua estreia no time principal do Taguatinga aconteceu no Torneio Incentivo da FMF de 1977, inclusive tendo marcado o gol da vitória de 1 x 0 sobre o Gama. O Taguatinga foi vice-campeão do torneio, justamente atrás do Gama.
Pelo Campeonato Brasiliense só viria a estrear em 1978, quando participou de 14 jogos e marcou dois gols. Antes, novamente disputou o Torneio Incentivo e o Taguatinga ficou, de novo, com a segunda colocação, outra vez atrás do Gama.
Sua estreia no Campeonato Brasiliense aconteceu no dia 3 de setembro de 1978, no Serejão, no empate em 1 x 1 com o Sobradinho. Nesse dia, o Taguatinga formou com Carlos José, Xavier, Araújo (Duda), Wanner e Nonato; Warlan, Elmo e Renê (Maurício); Wilton, Peba e Zé Vieira. Técnico: Eurípedes Bueno de Morais.

Em janeiro de 1979, foi convidado pelo técnico Ercy Rosa, do Brasília Esporte Clube, para disputar a Taça São Paulo de Futebol Junior. O Brasília era formado por vários jogadores que depois se consagrariam no futebol brasiliense e brasileiro. Disputou três jogos e vendeu cara a sua desclassificação, enfrentando Corinthians (derrota de 1 x 0), Atlético Mineiro (vitória por 3 x 1) e derrota de 2 x 1 para o Marília (campeão do torneio), por 2 x 1. Como quarto-zagueiro, Warlan participou dos três jogos. A equipe do Brasília era essa: Déo, Coutinho, Luís Carlos, Warlan e Gilberto; Paulinho, Maurinho e Wander; Vilmar, Edmar e Jair Brasília.
Depois disputou onze jogos pelo Campeonato Brasiliense (voltando a marcar dois gols) pelo Taguatinga e, após a competição, Warlan foi emprestado ao Clube de Regatas Guará para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série A. Esteve presente em todos os oito jogos disputados pelo Guará na competição, mas não pôde evitar a desclassificação do clube na Primeira Fase.


Retornou ao Taguatinga em 1980 (22 jogos pelo Campeonato Brasiliense e mais dois gols) e, no ano seguinte, 1981, participou da campanha do primeiro título de campeão brasiliense do Taguatinga (disputando vinte jogos na competição).
Ainda disputaria o campeonato brasiliense de 1982 (doze jogos) e 1983 (trinta e seis e dois gols) e resolveu parar com o futebol.
Seu último jogo foi em 30 de novembro de 1983, válido pelo triangular final do Campeonato Brasiliense, no Serejão, com derrota de 2 x 1 para o Guará. O Taguatinga ficou com a terceira colocação, formando nesse jogo com Adriano, Warlan (Cuca), Rubão, Décio e Pacheco; Boni, Péricles e Jânio; Vilmar (Waldir), Zecão e Luís Carlos. Técnico: Jorge Medina.


Depois que parou com o futebol, Warlan foi trabalhar como vendedor em uma loja de pneus (antiga Pneuminas), até 1998, quando passou em um concurso para trabalhar na CAESB, onde permaneceu até março de 2018, quando se aposentou por tempo de contribuição.



terça-feira, 20 de outubro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Nilo


Nilo Domingos da Paz nasceu em Ubá, Minas Gerais, em 20 de outubro de 1940.
Antes de completar 19 anos já estava em Brasília, disputando o Campeonato Brasiliense de 1959, pelo Grêmio Esportivo Brasiliense, quando se tornou campeão da primeira competição realizada em Brasília, antes mesmo de sua inauguração.
Nilo teve participação decisiva nos jogos que apontaram o campeão de 1959. No primeiro, no dia 8 de novembro, marcou um dos gols do Grêmio na vitória de 4 x 2 sobre o Planalto.
Uma semana depois, 15 de novembro de 1959, voltou a marcar no segundo jogo da decisão, no empate de 3 x 3 entre Grêmio e Planalto.
Só não marcou no terceiro jogo, no dia 22 de novembro, quando o Grêmio venceu o Planalto por 1 x 0, gol de Carlinhos.
Em 1960, quando a Construtora Ribeiro resolveu investir pesado para formar o seu time de futebol, Nilo foi um dos contratados. A construtora promoveu o Troféu “Israel Pinheiro” (por iniciativa do presidente da Construtora Ribeiro Ltda., Cesar Ribeiro), disputado por equipes de oito companhias construtoras de Brasília.
Quando a mesma construtora resolveu contratar mais um craque para sua equipe, Beto Pretti, Nilo achou que era hora de sair e passou para o Rabello.
Estreou no Rabello no dia 10 de julho de 1960, no campo do Rabello, na vitória de 3 x 2 sobre o Expansão. Nilo marcou um gol e também perdeu um pênalti, chutado na trave.

Nilo foi o maior destaque do Rabello no Torneio Início realizado no dia 4 de setembro de 1960 e que contou com a participação de 16 equipes.
No sétimo jogo do dia, o Rabello venceu o Alvorada, por 1 x 0, gol de Nilo.
Depois, nos dois jogos seguintes, quando o Rabello não venceu o Guará e o Edilson Mota no tempo regulamentar, em ambos converteu os pênaltis que desempataram esses jogos (na época, um só jogador sobrava três pênaltis cada um até se conhecer o vencedor).
Na final, o Rabello venceu o Planalto por 1 x 0, gol de Nilo, cobrando pênalti. Foi o primeiro título de campeão do Rabello.
Segundo parecer dos técnicos que assistiram a todos os jogos do torneio, o meia-esquerda Nilo, do Rabello, foi a melhor expressão individual e técnica.

Logo depois, Nilo ajudaria o Rabello a se classificar para o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 1960. Em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
O Rabello empatou o primeiro jogo com o Nacional (0 x 0), venceu o segundo contra o Real (6 x 1), com dois gols de Nilo e confirmou sua classificação em primeiro lugar no grupo com a vitória de 5 x 2 sobre o Alvorada.
No campeonato brasiliense de 1960, o Rabello ficou com a quarta colocação e Nilo marcou apenas três gols.
O ano seguinte seria bem melhor para Nilo.
No começo do ano, 19 de fevereiro de 1961, num amistoso contra o Flamengo, de Anápolis, voltaria a marcar um gol na vitória de 3 x 1.
Logo depois, quando pela primeira vez se convocou jogadores para formar uma seleção de Brasília, Nilo era um deles. No entanto, ficou no banco de reservas no dia do jogo, 16 de abril de 1961, quando a Seleção de Brasília foi derrotada pela Seleção de Goiás, em Goiânia, por 1 x 0.
Poucos dias depois, foi novamente convocado para a Seleção de Brasília que enfrentaria o Santos, de São Paulo, e novamente ficou no banco no dia do joho, 21 de abril de 1961, quando o selecionado brasiliense foi goleado por 4 x 0.
Faria sua estreia na seleção de Brasília no dia 30 de abril de 1961, quando a Seleção de Goiás retribuiu a visita da representação brasiliense. No Estádio Israel Pinheiro, a seleção de Brasília venceu por 2 x 0.
Nilo foi convocado pela última vez no ano para a Seleção de Brasília que enfrentou e empatou com o Fluminense, do Rio de Janeiro (2 x 2). Mais uma vez, não jogou.
Nilo marcou muitos gols no campeonato brasiliense de 1961. Cinco deles na goleada de 12 x 0 do Rabello sobre o Sobradinho, no dia 30 de julho de 1961.
Terminaria a competição como maior artilheiro, com 12 gols. O Rabello chegou na segunda colocação, após ser derrotado pelo Defelê em uma melhor-de-três.
No final do ano, teve o reconhecimento de Didi de Carvalho, treinador do bicampeão Defelê, que escolheu Nilo para fazer parte de uma hipotética seleção dos melhores do ano de 1961.
Continuou no Rabello nos anos de 1962 e 1963, quando o clube foi terceiro e segundo colocado, respectivamente.
O primeiro título de campeão brasiliense só veio em 1964, já como profissional, ainda defendendo o Rabello. Também nesse ano voltou a compor a seleção brasiliense em dois amistosos.
Passou a trabalhar como torneiro-mecânico na Fundação Universidade de Brasília - UnB e passou a diminuir suas atuações no futebol.
Jogou no Guará em 1965.
Nilo foi lembrado para disputar um amistoso em 06.07.1969, envolvendo as seleções A e B do DF. Nesse ano, defendeu o Carioca.
Já veterano, Nilo jogou no CSU (clube da UnB), em 1976.
Foi admitido em 11 de março de 1998 como torneiro mecânico da Novacap.
Até bem pouco tempo atrás, Nilo batia sua bolinha entre os veteraníssimos do Minas Brasília Tênis Clube, defendendo as cores do Zecabol.


segunda-feira, 19 de outubro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Bilzinho


Severino Alves, o Bilzinho, nasceu em 19 de outubro de 1957, na cidade de Cruz do Espírito Santo, localizada na Região Metropolitana de João Pessoa, na Paraíba.

Começou no Guarani, equipe amadora de sua cidade natal, passando pelo Guarabira e pelo Treze, de Campina Grande, ambos da Paraíba.

Chegando ao Ceilândia em 1983, fez bons segundo e terceiro turnos do Campeonato Brasiliense. Bilzinho esteve presente em 32 das 49 partidas disputadas pelo Ceilândia na competição (marcando quatro gols). Chamou a atenção do Taguatinga, que o contratou a pedido do técnico José Antônio Furtado Leal, que queria que continuasse desenvolvendo no seu clube o mesmo papel de “carrapato” (de forte marcação no meio de campo).

No dia 5 de julho de 1987 aconteceu um amistoso no Estádio Mané Garrincha entre a Seleção do DF e o Flamengo, do Rio de Janeiro. Bilzinho foi convocado, mas não participou do jogo. Ainda em 1987, Bilzinho seria convocado mais duas vezes para a Seleção do DF, em ambas ficando no banco de reservas.

Permaneceu no Taguatinga de 1984 a 1987, tendo disputado 61 jogos nesse período (marcando dois gols). Teve uma rápida passagem pelo Tiradentes, em 1986.

Seu último clube no futebol do DF foi o Guará, que Bilzinho defendeu em 46 jogos disputados pelo Campeonato Brasiliense de 1988 e 1989, marcando três gols.

Em janeiro de 1990, com 32 anos, Bilzinho deixou o futebol. Durante o tempo em que jogou no DF, conciliou treinos e jogos de futebol com a assistência administrativa, função que exercia na CAESB – Companhia de Água e Esgotos de Brasília.

No mesmo ano, no dia 22 de abril, fez parte do amistoso entre a Seleção Brasiliense de Masters e a Seleção Brasileira da mesma categoria, no Mané Garrincha.

A seleção brasiliense foi derrotada por 1 x 0, gol de Zico. Jogou com Bocaiúva (Toinho), Ricardo, Remo, Gilvan e Ahlá; Bilzinho (Mário), Orlando Lelé e Lindário (Flory); Lino (Dionísio), Dadá Maravilha e Joãozinho (Zunga). Técnicos: Carlos Morales/Didi de Carvalho.

Bilzinho não conquistou títulos no futebol do DF. Foi quatro vezes vice-campeão do Campeonato Brasiliense: três pelo Taguatinga (1984, 1986 e 1987) e uma pelo Guará, em 1989.

 

domingo, 18 de outubro de 2026

PERSONAGENS & PERSONALIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: Edson Rezende de Oliveira


O ex-árbitro Edson Rezende de Oliveira nasceu em Uberlândia (MG), no dia 18 de outubro de 1949.
Por gostar da atividade de arbitragem e do futebol de um modo geral, Edson Rezende resolveu fazer o curso de arbitragem quando tinha pouco mais de 20 anos.
Em 1973 concluiu o curso de arbitragem oferecido pela então Federação Metropolitana de Futebol, hoje Federação de Futebol do Distrito Federal.
Sua primeira arbitragem aconteceu no dia 22 de setembro de 1973, no Pelezão, ao dirigir o jogo Unidos de Sobradinho 5 x 0 Atlético, de Brazlândia, válido pelo campeonato brasiliense (ainda amador) de 1973. Foram quatro arbitragens no total.
Ingressou no Quadro de Árbitros da antiga CBD - Confederação Brasileira de Desportos, hoje CBF, em 1975.
No Quadro Especial da CBD ingressou em 1979.
Dez anos depois, 1989, ingressou no Quadro de Aspirante à FIFA.
Interrompeu a carreira de árbitro de futebol em maio de 1992, em razão de incompatibilidade com sua função na Polícia Federal e choques de datas nas atividades.
Edson Rezende foi Delegado de Polícia Federal. Ingressou na PF em 1974, como papiloscopista, onde exerceu a atividade até 1983, quando foi nomeado delegado. Exerceu vários cargos na corporação, nas áreas de Entorpecentes, Fazendária e Identificação Técnico Científica. Também participou de cursos na área tanto no Brasil quanto no exterior.

Advogado e bacharel em Administração Pública e de Empresas, Edson Rezende foi diretor do Instituto Nacional de Identificação (INI) entre 1996 e 2001 e conheceu in loco o sistema de identidade automatizado (Afis) dos Estados Unidos, Canadá, França e países da América Latina. Na gestão frente à direção do INI instituiu e promoveu o Encontro Nacional de Diretores de Institutos de Identificação e criou a Associação Nacional de Diretores de Institutos de Identificação. Também fez parte de grupos de trabalho que atuaram nos estudos para implantação do Registro de Identidade Civil (RIC) e do novo passaporte brasileiro.
Em todos esses anos esteve atuando no meio da arbitragem, seja na função de Presidente de Comissão Estadual de Arbitragem, Membro da Comissão Nacional de Arbitragem, Presidente da mesma Comissão ou Instrutor de Arbitragem.
Em 10 de outubro de 2005 foi efetivado na presidência da Comissão Nacional de Arbitragem, após a saída de Armando Marques, afastado da função por suspeita de envolvimento no escândalo de manipulação de resultados no futebol brasileiro.

Em 7 de agosto de 2007 pediu demissão da Presidência da Comissão de Arbitragem da CBF, motivada por problemas particulares. Na ocasião, recebeu o seguinte elogio de Ricardo Teixeira, presidente da CBF: “Como presidente da comissão, desenvolveu várias ações e cursos no sentido de aprimorar e modernizar a arbitragem brasileira”.
Em abril de 2012, assumiu a função de Corregedor de Arbitragem da CBF, atividade instituída pelo Presidente da CBF e cuja principal missão é zelar pela arbitragem de um modo geral, procurando não permitir que pessoas de comportamentos inidôneos possam usar da arbitragem em benefício próprio, de grupos, de terceiros etc.
Sua última atuação foi no jogo Atlético Mineiro 1 x 0 São Paulo, pela Série A do Campeonato Brasileiro, no dia 11 de outubro de 2017, no Independência.