sexta-feira, 9 de outubro de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: a inauguração do estádio do Gama - 1977




GAMA 0 x 3 BOTAFOGO (RJ) 
Data: 9 de outubro de 1977
Local: Walmir Campello Bezerra, Gama (DF)
Árbitro: Amphilóphio Pereira da Silva
Renda: Cr$ 236.000,00
Público: 15.021 pagantes
Gols: Mendonça, 10 e Gil, 60 e 75
GAMA: Chico, Carlão (Osvaldo), César, Santana e Ivair (Isaías); Mundinho, Marcos (Lelé) e Adilson (Rildo); Lucas (Careca), Maninho e Roldão (Chicão). Técnico: Eurípedes Bueno de Morais.
BOTAFOGO: Zé Carlos, China (Perivaldo), Osmar, Renê e Rodrigues Neto; Luisinho Rangel, Mendonça e Mário Sérgio; Gil (Ricardo), Nilson Dias (João Paulo) e Paulo César Lima (Tiquinho). Técnico: Danilo Alves.



quinta-feira, 8 de outubro de 2026

OS CLUBES DO DF: Ceilandense


O embrião da Sociedade Esportiva Ceilandense foi um time de supermercado. Um grupo de companheiros de trabalho, liderado por Manoel da Silva Santos (então um vendedor de aparelhos de som no Jumbo, primeiro hipermercado do Grupo Pão de Açúcar) resolveu criar em 1976 uma equipe para bater uma bolinha nos finais de semana. Nascia o Tagua-Jumbo, de Taguatinga.
Santos logo notou que o time tinha condições de disputar um campeonato de amadores.
Aos oito dias de outubro de 1977 esses companheiros de trabalho reuniram-se à QNM 19, Conjunto J, Casa 46, Ceilândia, para tratar da fundação da Sociedade Esportiva e Recreativa L Norte. Dentre os presentes estavam Manoel da Silva Santos (eleito Presidente), Antenor Veloso Borges, José Carlos Augusto de Oliveira, Hermes Alves Porto, Marcos Antônio R. Veloso, Agenor Veloso Borges, Paulo Henrique R. Veloso, Carlos José Melo Passos, Anísio P. de Sousa e José Jacinto de Freitas.
A nova equipe foi inscrita no Campeonato de Futebol Amador de Taguatinga. Nessa época, boa parte dos jogadores pioneiros não atuava mais e os novos atletas eram escolhidos pela cidade mesmo. A equipe participou ainda dos campeonatos da própria L Norte e da Ceilândia – neste último conquistou dois títulos invicta.
Em 1993, Manoel da Silva Santos deixou o L Norte um pouco de lado para assumir a comissão que dirigiria o Ceilândia Esporte Clube no Campeonato Brasiliense, em lugar do presidente Antônio Cardoso.
No ano seguinte, Santos não quis continuar na comissão e resolveu profissionalizar seu próprio clube.
No dia 10 de março de 1994 foi realizada uma assembleia com a participação de todos os diretores e sócios para alteração da razão social da associação. A Sociedade Esportiva e Recreativa L Norte passou a se chamar Sociedade Esportiva Ceilândia. Foi acrescentada aos estatutos do clube a seguinte redação sobre o escudo do novo clube: “terá em sua insígnia a cabeça de um dragão ao centro envolvido por duas bolas e uma coroa simbolizando a caixa d’água na cabeça do mesmo, desenhada em vermelho e azul com fundo branco, cores oficiais do clube”. Nota: a caixa d’água é o monumento mais famoso da cidade da Ceilândia. É um dos maiores símbolos da cidade e fica no centro de Ceilândia, erguida no local onde foi fixada a pedra fundamental de Ceilândia.
Pouco mais de um mês depois o nome sofreu outra alteração. Em assembleia de 15 de abril de 1994 foi alterado, por unanimidade, de Sociedade Esportiva Ceilândia para Sociedade Esportiva Ceilandense. Na mesma assembleia, Antônio Roberto Reis foi escolhido para ocupar o cargo de Vice-Presidente.
A estreia do Ceilandense no campeonato brasiliense de profissionais aconteceu no dia 1º de maio de 1994. Naquele dia, foi até o Estádio Adonir Guimarães e empatou em 1 x 1 com o time da casa, o Planaltina.
Lourival Perseguini, o Lola, foi o autor do primeiro gol da história da Ceilandense.
O técnico Bira de Oliveira mandou a campo a seguinte equipe: Canela, Flávio, Tonho, Tião e Lira; Bezerra, Boni e Lola; Marquinhos, Paulinho e Vlad.
Em seu segundo jogo, uma semana depois, conseguiu um grande resultado ao empatar em 0 x 0 com o Gama, que acabaria vencendo o campeonato daquele ano.
Porém, a equipe, modesta, terminou na nona colocação, na frente apenas do Comercial, do Núcleo Bandeirante. Menos mal que ainda não havia rebaixamento para a Segunda Divisão.
Foram 18 jogos, com quatro vitórias e cinco empates. Marcou apenas dez gols e sofreu dezessete. Somou 13 pontos na classificação final.
Em 1995 melhorou um pouco, ficando com a sexta colocação entre dez participantes, à frente de Tiradentes e Taguatinga, por exemplo.
Neste mesmo ano, participou, pela primeira vez do Campeonato Brasileiro, integrando a Terceira Divisão ou Série C. Fez parte do Grupo 9, ao lado de Tiradentes, de Brasília, e dos goianos Anápolis e Vila Nova.
Na estreia, no dia 27 de agosto, com a equipe reformulada, fez o que para muitos parecia impossível: venceu o campeão goiano, Vila Nova, por 1 x 0, no Serejão, gol de Wendell, aos 30 minutos do segundo tempo. Chegou aos nove pontos ganhos, não suficientes para passar de fase. Foram três vitórias e três derrotas.
No ano em que o Campeonato Brasiliense foi disputado por 14 clubes, 1996, o Ceilandense ficou com a sexta colocação, à frente de clubes maiores como Brasília, Tiradentes, Taguatinga e Ceilândia, por exemplo.
Quinto colocado no Campeonato Brasiliense de 1997, neste ano voltou a disputar o Brasileiro da Série C, sem também conseguir resultados de expressão. Jogando contra Palmas e Tocantinópolis, ambos de Tocantins, e o Brasília, ficou em quarto e último lugar. As duas vitórias conseguidas foram contra os clubes de Tocantins.
Permaneceu na Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense até 1999, quando chegou em nono e penúltimo lugar, sendo rebaixado para a Segunda Divisão.
No ano seguinte, 2000, quase voltou, perdendo a chance de garantir uma das duas vagas para a Primeira Divisão ao ser eliminado, após dois jogos, pela ARUC, nas semifinais.
Em 2001, perdeu outra chance de retornar à elite do campeonato brasiliense, ao ser novamente derrotada nas semifinais, desta vez pelo Brasília.
Permaneceu mais um ano na Segunda Divisão em 2002, depois de não vencer um jogo sequer dentre os oito que disputou.
Em 2003, novamente ficou de fora da disputa pelas vagas para a Primeira Divisão, ao chegar em terceiro lugar no seu grupo (classificavam-se para as semifinais os dois primeiros colocados dos grupos A e B).
Chegou na oitava colocação no campeonato de 2004 e ainda não foi desta vez que conseguiu retornar à Primeira Divisão.
Em 2005, chegou muito perto de retornar para a Primeira Divisão. Na final, após dois jogos contra o Capital, ficou com o vice-campeonato (apenas o campeão era promovido).
Foi quarto colocado em 2006, quinto em 2007 e terceiro em 2008. Em 2009, finalmente, conseguiu retornar para a Primeira Divisão, após campanha bastante regular, perdendo apenas um jogo dos nove disputados. Na final, derrotou o Botafogo-DF, por 2 x 1. Edicarlos, do Ceilandense, foi o artilheiro do campeonato, com 7 gols, ao lado de Túlio Maravilha, do Botafogo-DF.
Na final, o time formou com Veloso, Alex, Lídio, André Nunes e Djalminha; Betson, Oliveira (Gustavo), Iron e Kabrine (Gleison); Edicarlos e Geraldo (Keké). O técnico foi o ex-zagueiro Gerson Vieira. Foi o primeiro caneco de campeão levantado pelo Ceilandense.
Antes da final com o Botafogo-DF, o Ceilandense fechou uma parceria com o Atlético Goianiense. E para surpresa de todos, os jogadores entraram em campo com um uniforme rubro-negro. Todos acharam que era pura provocação ao rival alvinegro.
O clube mudou seu nome, seu escudo, seu uniforme e seu mascote, passando a se chamar Sociedade Atlético Ceilandense.
O Atlético Ceilandense fez uma boa campanha em sua volta à Primeira Divisão, chegando em quarto lugar no campeonato de 2010.
O clube conseguiu um sexto lugar em 2011 e em 2012 quase foi rebaixado, ficando com o mesmo número de pontos ganhos do 11º colocado, o Formosa.
Em 2013 foi o sexto lugar entre os doze participantes, garantindo, assim, sua presença na Primeira Divisão de 2014.
A Sociedade Atlético Ceilandense funcionou até 2013. No ano seguinte, voltou a ser Sociedade Esportiva Ceilandense. A parceria com o Atlético Goianiense não deu certo e voltaram a usar o nome de antes em 2014.
Antes de começar o campeonato brasiliense de 2014, uma briga de cartolas quase deixou o Atlético Ceilandense sem jogadores para disputar a competição. Um time inteiro (11 jogadores) deixou o Atlético Ceilandense. Ari Vieira, gestor do Ceilandense em 2013, deixou o clube após desentendimentos com o presidente Manoel Santos. Quando Ari assumiu a presidência do Santa Maria, levou os jogadores do Ceilandense que tinham os direitos econômicos pertencentes a ele. Foi um baque!
Foi o último time a começar a preparação para o campeonato de 2014. Os amistosos de pré-temporada não davam muitas esperanças aos torcedores do Ceilandense: em quatro jogos preparatórios, venceu apenas um e foi goleado nos outros três. Não conseguiu o entrosamento desejado e foi o 10º colocado em 2014, escapando por pouco do rebaixamento (doze clubes disputaram a competição e Capital e Legião desceram).
E esse rebaixamento quase aconteceu fora de campo. O clube foi acusado de obter vantagem por usar dois CNPJs no decorrer do campeonato brasiliense, o que é proibido de acordo com o Código Brasileiro Disciplinar do Futebol. Após alguns adiamentos, o Tribunal de Justiça Desportiva do Distrito Federal (TJD-DF) deu ganho de causa ao Ceilandense e este permaneceu na Primeira Divisão para 2015. A argumentação principal foi de que em 17 de janeiro de 2014 a Federação Brasiliense de Futebol havia encaminhado ofício comunicando que a Sociedade Esportiva Ceilandense, CNPJ nº 04.129.520/0001-50, havia regularizado a situação junto à CBF.
O ano de 2014 foi terrível para o Ceilandense. Além das pendências jurídicas, teve o menor público do Brasil em 2014, no Campeonato Brasiliense. No Bezerrão, nove pessoas pagaram R$ 10,00 para assistir a Ceilandense 2 x 1 Legião.
A passagem de Alex Oliveira como técnico do Ceilandense durou 18 dias. Ele foi demitido por telefone, com a explicação de que o clube não teria como pagá-lo. Em quatro jogos, Alex Oliveira tirou o time da lanterna do campeonato e o conduziu à salvação, com duas vitórias e um empate.
Em 2015 o Ceilandense ficou com a 11ª colocação, sem conseguir ao menos uma vitória, e foi rebaixado para a Segunda Divisão de 2016.
Permaneceu na Segunda Divisão em 2016 após realizar apenas quatro jogos (venceu dois, empatou um e perdeu um). Os nove clubes foram divididos em dois grupos e o Ceilandense ficou em quarto no seu (somente os dois primeiros colocados de cada grupo passavam para as semifinais).
No ano em que completou 40 anos (2017), fez uma das suas piores campanhas no Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão. Na Primeira Fase, o Ceilandense terminou na lanterna do Grupo A, com quatro derrotas em quatro jogos. Na classificação geral, ficou em nono e penúltimo lugar, à frente apenas do Planaltina. A campanha foi tão ruim, que o jogo Ceilandense x Planaltina não foi realizado a pedido dos clubes envolvidos.
Última equipe a definir treinador e iniciar os trabalhos de preparação para a disputa do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2018, essa falta de planejamento foi uma das responsáveis por, novamente, não fazer uma boa campanha: entre onze equipes participantes, ficou com a nona e antepenúltima colocação. Nos quatro jogos que disputou, venceu apenas um e perdeu os outros três. Pelo menos no que se refere a saldo de gols, terminou de forma positiva: marcou onze e sofreu nove. Quase cem por cento desses gols foi alcançado no dia 25 de agosto de 2018, no Serra do Lago, quando o Ceilandense aplicou a incrível goleada de 10 x 3 sobre o CFZ. Também não deu sorte na formação dos grupos. Do seu fizeram parte o campeão Capital e o vice-campeão Taguatinga, para quem vendeu caro a derrota: 2 x 1 para o Capital e 1 x 0 para o Taguatinga. A outra derrota foi para o Brazlândia. Com isso, ficou de fora da disputa pelas duas vagas na Primeira Divisão de 2019.
Novamente foi 11º colocado em 2020 e rebaixado para a Segunda Divisão. Foi campeão da Segunda Divisão em 2023 e  retornou para a Primeira em 2024, quando foi 8º colocado e no ano de 2025 o nono colocado e mais uma vez rebaixado para a Segunda Divisão.
O Ceilandense não está disputando o Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2026.






segunda-feira, 5 de outubro de 2026

FICHA TÉCNICA: Emerson Martins


Emerson Martins da Silva (registrado na CBF sob a inscrição 292.221) nasceu em Santarém (PA), no dia 5 de outubro de 1990.
Começou nas categorias de base do Mixto, de Cuiabá (MT).
Depois de passar pelo CEPE/Iranduba (AM), onde assinou seu primeiro contrato em 2008, e ter curtas passagens pelo Goiás em 2009, Agremiação dos Subtenentes e Sargentos da Amazônia - ASSA (agremiação militar com forte tradição em torneios de futebol de base) e São Raimundo, ambos de Manaus (AM), em 2010, Emerson Martins assinou contrato com o Mixto, de Cuiabá (MT), em fevereiro de 2011, permanecendo no clube até agosto do mesmo ano.
Sua trajetória no futebol do Distrito Federal tem início no ano de 2012, quando defendeu o Legião, no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão. Sua estreia aconteceu no dia 17 de março de 2012, no CAVE, na vitória de 2 x 0 sobre o Capital. Foram sete jogos, com três gols marcados.

Nesse mesmo ano foi emprestado ao Trindade (GO), retornando ao Legião em 2013.
Em 2013, ele disputou o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão pelo Legião e, no segundo semestre, sagrou-se campeão brasiliense da Segunda Divisão, atuando pelo Bosque Formosa.
Seu último clube no DF foi o Sobradinho, no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2014, atuando em dez jogos e marcando dois gols.
Transferiu-se para o Santa Rita, de Boca da Mata (AL), em 2015.
No primeiro semestre de 2016, foi contratado pelo Rio Branco, do Acre. O desempenho de Emerson Martins foi curto, porém altamente decisivo e marcante para a torcida desse clube.
Contratado em março de 2016 para reforçar o meio-campo na reta final do primeiro turno do Campeonato Acreano, ele rapidamente se tornou titular sob o comando do técnico Edson Júnior e viveu o seu grande momento no clube logo nos primeiros jogos. No dia 2 de abril de 2016, o Rio Branco disputava o clássico contra o Atlético Acreano valendo o título do primeiro turno. Emerson Martins foi o grande herói da partida, marcando o gol da vitória de 1 x 0. Essa vitória deu ao Rio Branco o título do turno e a vaga para a Série D do Campeonato Brasileiro.
Emerson Martins continuou como titular na campanha que levou o Rio Branco à grande final do Campeonato Acreano de 2016. Na decisão em dois jogos, o time acabou superado justamente pelo Atlético Acreano.
Ainda em 2016, fez parte do elenco que conquistou o Campeonato Amazonense, pelo Fast Clube, quebrando um jejum de 45 anos.
Retornou ao futebol do DF em 2017, contratado pelo Ceilândia e por este clube disputou um total de 30 jogos pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, Copa do Brasil, Copa Verde e Campeonato Brasileiro da Série D.
Continuou no Ceilândia em 2018, novamente disputando essas quatro competições. Também em 2018, disputou o Campeonato Goiano da Segunda Divisão pelo Novo Horizonte.
Seu bom desempenho no Ceilândia chamou a atenção do Brasiliense, que o contratou em 2019. Emerson Martins disputou o Campeonato Brasiliense, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da Série D.
Após sua passagem por Brasília, Emerson se transferiu para o futebol do Ceará, onde atuou pelo Floresta, e seguiu posteriormente para Santa Catarina, onde viveu alguns dos melhores momentos de sua carreira.

Teve papel de destaque em 2020, sendo titular absoluto em 26 jogos na campanha que garantiu o acesso do Brusque à Série B do Campeonato Brasileiro, e foi vice-campeão do Campeonato Catarinense em 2022. No início de 2021 foi para o Concórdia, disputar o Campeonato Catarinense desse ano. Depois foi para o Rio Negro, de Manaus. Emerson Martins marcou dois gols e contribuiu com três assistências na campanha do Rio Negro-AM na Série B do Campeonato Amazonense de 2021. No entanto, o tradicional clube alvinegro acabou não brigando pelo acesso devido a escalação irregular de dois atletas.
Transferiu-se para o Nova Venécia (ES), onde disputou a Série D de 2022 e o Campeonato Capixaba de 2023, sendo eleito o melhor volante do campeonato estadual.
Contratado em 2023, virou peça-chave no meio-campo do Caxias, ajudando o clube gaúcho a conquistar o cobiçado acesso para a Série C do Campeonato Brasileiro e vencendo o título de Campeão Gaúcho do Interior.
No final de 2024, foi anunciado como o principal reforço do Rio Branco, de Vitória (ES) para a temporada de 2025, visando as disputas do Campeonato Capixaba, Série D, Copa Verde e Copa do Brasil.






domingo, 4 de outubro de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: o início do primeiro campeonato profissional - 1964


A princípio seria apenas uma disputa amistosa entre os times que resolveram adotar o profissionalismo e que não tinham um torneio programado pela Federação Desportiva de Brasília.
Em 4 de outubro de 1964 teve início o Torneio Pentagonal de Profissionais - Taça Federação Desportiva de Brasília, que acabaria se transformando no primeiro Campeonato Brasiliense de Futebol Profissional (o definitivo profissionalismo no futebol do DF somente aconteceria em 1976).
Até então, o futebol amador predominava nos campos de futebol da nova capital desde a sua fundação (em 1960).
O campeonato contou com a participação de cinco equipes: Colombo, Defelê, Luziânia, 1º de Maio e Rabello. Essas duas últimas disputaram o primeiro jogo no novo regime. A ficha técnica dele foi a seguinte:

RABELLO 2 x 0 1º DE MAIO
Data: 4 de outubro de 1964
Local: Paulo Linhares (campo do Rabello)
Árbitro: Aristeu Teixeira Santana
Renda: CR$ 120.000,00
Gols: Djalma, 54 e Nilo, 81
RABELLO: Gaguinho, Délio, Aderbal, Bimba e Ivan; Farneze e Beto Pretti; Zé Maria, Sabará, Wilson (Djalma) e Nilo.
1º DE MAIO: Gato, Alfredo, Tranqueira, Bastinhos e Miranda; Bibi e Bolinha; Ceará (Goiano), Zeca, Cascorel e Raimundinho.




sábado, 3 de outubro de 2026

FORMAÇÕES: Campineira - 1980


Em pé, da esquerda para a direita: Jair, Rubens, Pimenta, Paulinho, Kel e Israel.
Agachados, na mesma ordem: Mauro, Rafael, Fernando, Vino e Baduca.

Campineira e Ajax decidiram o Campeonato de Futebol Amador de Sobradinho de 1980 numa “melhor de quatro pontos”.
A primeira partida decisiva ocorreu no dia 5 de outubro de 1980, no Augustinho Lima. A Campineira venceu por 3 x 1. Os gols foram marcados por Vino, Mauro e Rafael para a Campineira e Espirro (contra) para o Ajax.
No 2º jogo, uma semana depois, 12 de outubro, agora no campo da Quadra 2, foi a vez do Ajax vencer: 1 x 0, gol de Beline.
O terceiro jogo foi realizado no dia 19 de outubro de 1980, de novo no campo da Quadra 2
O tempo regulamentar terminou com empate de 0 x 0, mesmo resultado foi obtido na prorrogação de 30 minutos e, finalmente, nos pênaltis, a Campineira conseguiu a vitória por 4 x 3 e o título de campeão de 1980, depois de três anos afastada do futebol amador de Sobradinho.
A Campineira atuou com Rubens, Jair (Cenival), Kel, Pimenta e Israel; Paulinho, Mauro (Japão) e Baduca; Rafael, Fernando (Reinaldo) e Vino. Treinador: Manoel. O Ajax com Lalai, Dema, Tonho, Caes e Luís; Wellington, Piau e Zé Lourenço; e Tuchinha, Beline e Liqueira (David). Treinador: Manga.

Colaboraram na identificação dos jogadores do Campineira:
Valdivino Nogueira (Vino)
Luiz de Oliveira Gomes Neto.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Ziel


Jasiel Cardoso Brochado, o Ziel, nasceu em Paracatu (MG), no dia 1º de outubro de 1970.
Ziel iniciou a carreira como profissional na União Recreativa dos Trabalhadores - URT, de Patos de Minas (MG), onde atuou por cinco temporadas.
Nesse período, disputou diversos campeonatos mineiros por vários clubes, dentre eles Clube Atlético Patrocinense (de Patrocínio-MG) e o Ipiranga Futebol Clube (de Manhuaçu-MG).
De 23 de agosto a 28 de outubro de 1992 disputou o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão defendendo o Ceilândia (DF). Foram doze jogos, sem marcar gols.
Disputou seis jogos pela URT no Campeonato Brasileiro da Série C de 1995, marcando dois gols, um deles o da vitória de 2 x 1 sobre o Mirassol, em 14 de setembro de 1995.
A Série C do Campeonato Brasileiro de 1995 foi a maior edição da história da Terceira Divisão até então, contando com a participação de 107 clubes de todo o País.
Em 1997, a Federação Brasiliense de Futebol organizou pela primeira vez a Segunda Divisão na era do profissionalismo moderno, permitindo a participação de equipes convidadas do Entorno, o que incluiu o União Esporte Clube, de Paracatu (MG).
Ziel sagrou-se o goleador máximo da competição, com 8 gols marcados, dividindo o topo da tabela de artilheiros com Muruim, do Itapuã, de Unaí (MG).
O União teve o segundo melhor ataque de toda a competição, balançando as redes 22 vezes em 14 jogos. Ziel marcou quase 40% de todos os gols de sua equipe no torneio.
O União estreou no dia 27 de abril de 1997, no estádio Frei Norberto, em Paracatu, goleando o Taguatinga por 5 x 0, com um dos gols marcados por Ziel.

Ao final de doze rodadas, o União ficou em 4º lugar e foi um dos clubes a garantir vaga nas semifinais. Os demais foram Itapuã (1º colocado), Taguatinga (2º) e Atlântida (3º).
Após seu bom desempenho no União no ano anterior, Ziel assinou contrato com o Gama de 5 de janeiro a 15 de junho de 1998.
Participou de 9 jogos ao longo da vitoriosa campanha do Gama no Campeonato Brasiliense. Sua estreia na equipe principal do Gama aconteceu em 1º de fevereiro de 1998, na vitória de 2 x 0 sobre o Taguatinga, no Bezerrão, válido pelo Campeonato Brasiliense. O Gama formou com Roger, Paulo Henrique, Adriano, Gerson e Rochinha; Alexandre, Ésio, Marquinhos (Santos) e Maninho (Ziel); Romualdo e Gilmar (Paulo Sérgio). Técnico: Paulo Roberto dos Santos.
O Gama sobrou na competição. A equipe sagrou-se campeã após um quadrangular final contra Ceilandense, Guará e Taguatinga.
Não ficou no Gama para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B de 1998, ano em que o alviverde garantiu o acesso para a elite do futebol brasileiro (Série A) de 1999, após sagrar-se campeão.
No dia 28 de agosto de 1999 Ziel fez sua estreia no Itapuã, de Unaí (MG), com vitória de 3 x 0 sobre o Atlântida, na Metropolitana, Núcleo Bandeirante, em jogo válido pelo Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão.
Marcou o gol da vitória de 1 x 0 sobre o Planaltina, em 8 de outubro de 1999, no Adonir Guimarães, em Planaltina (DF), e dois no empate (4 x 4) contra o Comercial, em 23 de outubro de 1999. O Itapuã ficou na terceira colocação do campeonato.
Nos anos de 2000 e 2001, continuou no Itapuã, de Unaí (MG), disputando a Segunda Divisão do Campeonato Brasiliense.
Além desses clubes, Ziel também defendeu o Bragantino de Bragança Paulista.
Encerrou sua carreira em 2003, no Tocantinópolis, de Tocantins, e voltou para sua terra natal Paracatu onde se casou, construiu família e reside atualmente.
No dia 15 de março de 2026, no estádio Gigante da Colina, em Vazante (MG), próxima à Paracatu, foi realizado um amistoso entre as equipes Selemaster e Lendas de Patrocínio.
Ao todo, 55 atletas participaram do jogo, reforçando o clima de celebração e amizade que marcou o evento. Amigos, ex-companheiros de equipe e admiradores estiveram presentes para prestigiar Ziel em um momento simbólico de despedida dos gramados.
Após o apito final, os participantes se reuniram em uma confraternização, encerrando a tarde esportiva com muita alegria, histórias e lembranças de uma carreira marcada pelo talento e pela paixão pelo futebol.
A homenagem demonstrou o respeito e a admiração que Ziel conquistou ao longo dos anos, deixando registrado mais um belo capítulo na história do futebol regional.









quarta-feira, 30 de setembro de 2026

FORMAÇÕES: Seleção do DF - 1980

 


Formação da Seleção do Distrito Federal que disputou um amistoso contra a Seleção Brasileira de Novos, comemorando o Dia do Trabalho, em 1º de maio de 1980, no estádio Serejão, em Taguatinga.
A seleção do DF venceu por 1 x 0, gol de Fantato.
O árbitro foi Edson Resende de Oliveira. Não houve arrecadação pois os jogos foram realizados com portões abertos. As equipes atuaram assim:
SELEÇÃO DO DISTRITO FEDERAL: Hélio, Carlão, Mário, Jonas Foca e Zé Mário; Alencar, Manoel Ferreira e Eduir; Roldão, Fantato e Lino. Técnico: Martim Francisco.
SELEÇÃO BRASILEIRA DE NOVOS: Marola, Lóti (Luís Cláudio-Corinthians), Luiz Cláudio-Botafogo (Márcio Rossini), Mozer e João Luís; Mococa, Biro-Biro (Marinho) e Cristóvão (Jorginho); Edson, Baltasar e Rômulo (Robertinho). Técnico: Nelsinho.



terça-feira, 29 de setembro de 2026

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO: Ceilândia no Campeonato Brasiliense - 1980 a 2026



ANO

DIV

CF

J

V

E

D

GF

GC

SG

PG

1980

1D

7

24

5

6

13

14

40

-26

16

1982

1D

6

18

3

4

11

8

32

-24

10

1983

1D

7

49

9

19

21

29

47

-18

37

1984

1D

6

28

9

6

13

22

33

-11

24

1985

1D

6

21

3

11

7

12

18

-6

17

1986

1D

5

15

5

2

8

17

27

-10

12

1987

1D

4

22

8

9

5

21

15

6

25

1988

1D

6

28

7

10

11

25

31

-6

24

1989

1D

3

29

11

11

7

29

25

4

45

1990

1D

8

14

2

4

8

7

20

-13

8

1991

1D

5

30

6

13

11

22

30

-8

25

1992

1D

8

28

3

9

16

16

48

-32

15

1993

1D

6

34

14

10

10

41

31

10

38

1996

1D

14

13

1

0

12

8

50

-42

3

1997

2D

6

12

2

5

5

15

20

-5

11

1998

2D

1

16

9

5

2

16

8

8

32

1999

1D

7

18

4

9

5

24

27

-3

21

2000

1D

5

18

7

5

6

19

22

-3

26

2001

1D

6

18

6

5

7

22

25

-3

23

2002

1D

5

26

9

10

7

43

36

7

37

2003

1D

7

11

4

3

4

13

15

-2

15

2004

1D

4

12

6

2

4

26

24

2

20

2005

1D

2

16

10

4

2

39

20

19

34

2006

1D

4

14

5

2

7

28

19

9

17

2007

1D

3

14

6

4

4

24

20

4

22

2008

1D

3

14

7

3

4

24

20

4

24

2009

1D

6

14

4

4

6

18

20

-2

16

2010

1D

1

22

9

7

6

23

22

1

34

2011

1D

5

14

5

6

3

19

16

3

21

2012

1D

1

17

11

3

3

30

13

17

36

2013

1D

3

14

6

6

2

22

15

7

24

2014

1D

7

13

4

3

6

14

15

-1

15

2015

1D

5

12

4

5

3

16

11

5

17

2016

1D

2

17

5

9

3

14

10

4

24

2017

1D

2

17

10

5

2

31

15

16

35

2018

1D

3

15

9

3

3

25

11

14

30

2019

1D

9

11

3

3

5

11

10

1

12

2020

1D

10

11

2

2

7

8

26

-18

8

2021

1D

2

16

8

3

5

28

18

10

27

2022

1D

2

17

10

3

4

28

17

11

33

2023

1D

6

9

4

2

3

12

11

1

14

2024

1D

1

13

7

5

1

25

12

13

26

2025

1D

4

11

6

2

3

14

11

3

20

2026

1D

4

11

5

2

4

19

15

4

17

TOTAL

796

273

244

279

921

971

-50

990