sábado, 18 de julho de 2026

O FUTEBOL DO DF NAS COMPETIÇÕES NACIONAIS - Tiradentes no Campeonato Brasileiro da Série C - 1988 - 2ª parte


SEGUNDA FASE

Na Segunda Fase o Tiradentes fez parte do Grupo 15, juntamente com Anápolis, de Goiás, e Comercial e Ubiratan, do Mato Grosso do Sul. Novamente foi o primeiro colocado do grupo e se classificou para a Terceira Fase.

ANÁPOLIS (GO) 1 x 0 TIRADENTES
Data: 13.11.1988
Local: Jonas Duarte, Anápolis (GO)
Árbitro: César Zanfranceschi (GO)
Renda: Cz$ 88.800,00
Público: 257 pagantes
Gol: Valmir, 63
ANÁPOLIS: Gabriel, Jair, Gideone, Rubens Carlos e Iron; Régis, Roberto Chaves e Jânio (Melo); Reinaldo (Zé Carlos), Valmir e Elói. Técnico: Ademir Marinho.
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Gilberto; Touro, Marco Antônio (Ricardo) e Zé Maurício; Moura, Bé e Pedrinho. Técnico: Altair Siqueira.

TIRADENTES 1 x 0 UBIRATAN (MS)
Data: 17.11.1988
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Tolistoi Batista (DF)
Renda: Cz$ 39.600,00
Público: 132 pagantes
Gol: Ricardo, 81
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Gilberto; Touro, Bé e Zé Maurício; Moura (Guilherme), Ricardo e Pedrinho. Técnico: Mozair Barbosa.
UBIRATAN: Garcia, Dedé, Cícero, Altair e Correia; Carlos Roberto, Ademar e Donizeti; Pedro Paulo, Aguinaldo e Osnir (Mauri). Técnico: Sérgio Ferreira.

TIRADENTES 1 x 0 COMERCIAL (MS)
Data: 19.11.1988
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Édson Rezende de Oliveira (DF)
Renda: Cz$ 129.900,00
Público: 433 pagantes
Gol: Ricardo
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Ahlá; Touro, Marco Antônio e Zé Maurício; Bé (Guilherme), Ricardo e Pedrinho. Técnico: Mozair Barbosa.
COMERCIAL: Delmar, Zé Carlos, Amarildo, Leomar e Paulinho; Garcia, Baianinho e Sielmo; Dega, Adir e Ferrinho. Técnico: Francisco Gonçalves.

UBIRATAN (MS) 3 x 2 TIRADENTES
Data: 24.11.1988
Local: Douradão, Dourados (MS)
Árbitro: Héllio Correia (MT)
Gols: Toninho, 8; Ademar, 9; Moura, 65; Zé Maurício, 67 e Toninho (pênalti), 85
UBIRATAN: Oneide, Dedé, Zózimo, Altair e Correia; Cícero, Carlos Roberto e Serginho; Pedro Paulo, Toninho e Ademar (Aguinaldo). Técnico: Sérgio Ferreira.
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Ahlá; Touro, Marco Antônio (Pedrinho) e Zé Maurício; Moura, Bé e Ricardo. Técnico: Mozair Barbosa.

COMERCIAL (MS) 1 x 4 TIRADENTES
Data: 26.11.1988
Local: Pedro Pedrossian, Campo Grande (MS)
Árbitro: Moacir Pereira Pinto
Gols: Baianinho para o Comercial e Moura (3) e Bé para o Tiradentes
COMERCIAL: Betão, Zé Carlos, Gonçalves, Amarildo e Paulinho; Garcia, Sielmo e Márcio; Baianinho, Dega e Ferrinho. Técnico: Francisco Gonçalves.
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Ahlá; Touro, Bé e Zé Maurício; Moura, Ricardo e Pedrinho. Técnico: Mozair Barbosa.

TIRADENTES 3 x 2 ANÁPOLIS (GO)
Data: 30.11.1988
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Aldemir Padilha (DF)
Renda: Cz$ 116.700,00
Público: 389 pagantes
Gols: Moura, 4; Gideone, 10; Bé, 51; Ricardo, 61 e Jair, 70
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Kidão e Ahlá; Touro, Bé e Zé Maurício; Moura, Ricardo e Pedrinho. Técnico: Mozair Barbosa.
ANÁPOLIS: Gabriel, Jair, Gideone, Valmir e Iron; Régis, Roberto Chaves e Melo; Reinaldo, Jânio e Elói (Zé Carlos). Técnico: Ademir Marinho.

TERCEIRA FASE

Para a Terceira Fase passaram apenas os primeiros colocados de cada grupo. O Tiradentes formou o Grupo 20, com Marcílio Dias, de Itajaí (SC) e União São João, de Araras (SP).

TIRADENTES 0 x 0 UNIÃO SÃO JOÃO (SP)
Nos pênaltis: Tiradentes 6 x 5
Data: 03.12.1988
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Tolistoi Batista (DF)
Renda: Cz$ 67.800,00
Público: 226 pagantes
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Ahlá; Touro, Zé Maurício e Bé; Moura, Ricardo e Pedrinho. Técnico: Mozair Barbosa.
UNIÃO SÃO JOÃO: Privatti; Valdemir, Djalma (Júnior), Cavalcante e Rubinho; Pedro Paulo, Odair e Zó; Valdir Lins, Kel e Play (Glauco). Técnico: Zé Duarte.

TIRADENTES 1 x 0 MARCÍLIO DIAS (SC)
Data: 05.12.1988
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Edson Rezende de Oliveira (DF)
Renda: Cz$ 71.100,00
Público: 237 pagantes
Expulsão: Carlinhos, do Marcílio Dias
Gol: Zé Maurício, 54
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Gilberto; Ahlá, Bé e Zé Maurício; Moura, Ricardo e Pedrinho. Técnico: Mozair Barbosa.
MARCÍLIO DIAS: Mauro, Rosemiro, Lúcio Agnes, Fábio Ferro e Carlinhos; Wilsinho (Luisinho), Gelson e Palmito; Rogério, Amauri e Jairo. Técnico: Antônio Carlos Veiga.

UNIÃO SÃO JOÃO (SP) 3 x 1 TIRADENTES
Data: 09.12.1988
Local: Hermínio Ometto, Araras (SP)
Árbitro: Antônio Carlos Saraiva
Renda: Cz$ 691.200,00
Público: 2.304 pagantes
Gol: Valdir Linz, 12; Kel, 27; Odair, 47 e Zé Maurício, 87
UNIÃO SÃO JOÃO: Privatti, Valdemir, Beto, Cavalcanti e Rubinho; Pedro Paulo, Odair e Zó; Valdir Linz (Celso Luís), Kel e Play (Glauco). Técnico: Zé Duarte.
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Ahlá; Touro, Bé e Zé Maurício; Moura, Ricardo e Pedrinho. Técnico: Mozair Barbosa.

MARCÍLIO DIAS (SC) 2 x 1 TIRADENTES
Data: 13.12.1988
Local: Hercílio Luz, Itajaí (SC)
Árbitro: Pedro Coelho de Souza (SC)
Gols: Sidnei e Jairo Lenzi para o Marcílio Dias e Zé Maurício para o Tiradentes.
MARCÍLIO DIAS: Mauro, Rosemiro, Lúcio Agnes, Fábio Ferro e Carlinhos (Jardel); Wilsinho, Gelson (Luisinho) e Palmito; Rogério Uberaba, Amauri e Jairo. Técnico: Antônio Carlos Veiga.
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Ahlá; Touro, Bé e Zé Maurício; Moura, Ricardo e Pedrinho. Técnico: Mozair Barbosa.

O Tiradentes teve o melhor ataque, ao lado do Esportivo, de Passos, com 24 gols. Por outro lado, também teve a pior defesa, com 16 gols sofridos, ao lado de Botafogo e Campinense, ambos da Paraíba.

CLASSIFICAÇÃO FINAL

CF

CLUBES

J

V

VP

E

DP

D

GF

GC

SG

PG

UNIÃO SÃO JOÃO (SP)

18

9

1

2

2

4

22

12

10

33

ESPORTIVO (MG)

18

7

2

2

4

3

24

11

13

31

BOTAFOGO (PB)

14

10

1

0

2

3

23

16

7

34

TIRADENTES (DF)

14

9

2

0

1

4

24

16

8

32

34º

TAGUATINGA (DF)

6

1

1

0

1

3

3

5

-2

6



sexta-feira, 17 de julho de 2026

O FUTEBOL DO DF NAS COMPETIÇÕES NACIONAIS - Tiradentes no Campeonato Brasileiro da Série C - 1988 - 1ª parte



O futebol do DF não teve representantes nas Séries A e B de 1988, apenas na Série C ou Divisão de Acesso à Série B como também foi chamada.
Na Primeira Fase, os 43 clubes foram separados em 12 grupos. Jogaram dentro dos grupos em ida e volta. Os dois melhores de cada chave passaram para a 2ª fase.
Na Segunda Fase, foram 24 equipes em 6 grupos de 4 clubes. Jogaram novamente dentro das chaves, em ida e volta. Apenas os campeões de cada grupo foram para a terceira fase. Nesta fase foram dois grupos de três equipes cada. Jogam dentro dos grupos em ida e volta. Só o campeão de cada chave foi a final.
Os dois finalistas seriam promovidos à Série B de 1989. Mas a CBF decidiu extinguir a Série C no ano seguinte e inchar a Série B com incríveis 96 clubes. Muitos desses clubes jogaram a Série C de 1988 e ganharam a promoção de presente.
Esta edição teve um diferencial: o sistema de pontuação. Vitória nos 90 minutos, valia três pontos. Em caso de empate, disputa nos pênaltis: o vencedor ganhava dois pontos e o perdedor levava um. Derrota no tempo normal, não ganhava ponto.
Taguatinga e Tiradentes foram os representantes do DF no Campeonato Brasileiro. Integraram o Grupo 5, juntamente com clubes de Goiás (Anápolis) e Mato Grosso (Mixto). Classificavam-se os dois primeiros de cada grupo para a Segunda Fase. O Tiradentes terminou em primeiro e o Taguatinga em terceiro.

PRIMEIRA FASE

MIXTO (MT) 1 x 2 TIRADENTES
Data: 23.10.1988
Local: Estádio Governador José Fragelli, Cuiabá (MT)
Árbitro: Joelmes Jesus da Costa (MT)
Renda: Cr$ 224.000,00
Público: 722 pagantes
Gols: Nasser para o Mixto e Bé e Moura para o Tiradentes
MIXTO: Niquita, Mário, Toni, Panzariello e Elias; Valdeir, Rogério (Nasser) e Udelson; Gonçalves, Vitor e Serginho (Dias). Técnico: Carlos Pedras.
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Kidão (Zé Maria), Beto Fuscão e Gilberto; Touro, Bé e Zé Maurício (Marco Antônio); Moura, Caio Cambalhota e Pedrinho. Técnico: Jair Marinho.

ANÁPOLIS (GO) 0 x 0 TAGUATINGA
Nos pênaltis: Taguatinga 5 x 4 Anápolis
Data: 24.10.1988
Local: Jonas Duarte, Anápolis (GO)
Árbitro: Felisberto da Silva
Renda: Cz$ 185.900,00
Público: 412 pagantes
ANÁPOLIS: Gabriel, Jair, Régis, Vlamir e Iron; Roberto Chaves, Mello e Reinaldo (Jânio); Valmir, Elói e Esquerdinha.
TAGUATINGA: Elvis, Chiquinho, Sérgio Abreu, Adilson e Visoto; Chicão, Da Silva, Josimar e Dorival; Marco Antônio e Marcelo Freitas. Técnico: Canhoto.

TIRADENTES 1 x 1 ANÁPOLIS (GO)
Nos pênaltis: Anápolis 4 x 2
Data: 27.10.1988
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Luiz Carlos Tibursky (DF)
Renda: Cz$ 169.200,00
Público: 564 pagantes
Gols: Caio Cambalhota, 4 e Iron, 77
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão (Eron) e Gilberto, Touro, Bé e Zé Maurício; Moura, Caio Cambalhota e Pedrinho (Marco Antônio). Técnico: Jair Marinho.
ANÁPOLIS: Gabriel, Jair, Valmir, Rubens Carlos e Iron; Régis, Roberto Chaves e Jânio; Reinaldo (Elói), Melo e Esquerdinha. Técnico: Ademir Marinho.

MIXTO (MT) 1 x 0 TAGUATINGA
Data: 27.10.1988
Local: Estádio Governador José Fragelli, Cuiabá (MT)
Árbitro: Gezon Rodrigues (MT)
Renda: Cz$ 243.300,00
Gol: Panzariello, 64
MIXTO: Niquita, Mário, Gilvan, Panzariello e Elias; Valdeir, Vitor (Humberto) e Rogério; Gonçalves (Dias), Nasser e Udelson. Técnico: Carlos Pedras.
TAGUATINGA: Elvis, Marquinhos, Adilson, Sérgio Abreu e Visoto; Chicão, Marco Antônio (Dorival), Josimar (Som) e Da Silva; Joãozinho e Marcelo Freitas. Técnico: Canhoto.

TIRADENTES 0 x 0 TAGUATINGA
Nos pênaltis: Tiradentes 4 x 3 Taguatinga
Data: 30.10.1988
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Luiz Vilhena (DF)
Renda: Cz$ 42.000,00
Público: 140 pagantes
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Gilberto, Touro, Bé (Guilherme) e Zé Maurício; Moura, Caio Cambalhota e Pedrinho (Ricardo). Técnico: Jair Marinho.
TAGUATINGA: Elvis, Marquinhos, Sérgio Abreu, Tião e Visoto; Chicão, Som (Lindário) e Da Silva; Dorival, Marco Antônio (Júlio) e Marcelo Freitas. Técnico: Canhoto.
Obs.: Joãozinho não atuou, pois viajou para a Grécia, onde foi jogar.

TIRADENTES 2 x 0 MIXTO (MT)
Data: 02.11.1988
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Luiz Carlos Tibursky (DF)
Renda: Cz$ 48.000,00
Público: 160 pagantes
Gols: Moura, 54 e Caio Cambalhota, 78
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Gilberto; Touro, Bé e Zé Maurício; Moura, Caio Cambalhota e Pedrinho. Técnico: Jair Marinho.
MIXTO: Niquita, Márcio, Gilvan, Panzariello e Elias; Gaguinho, Rogério e Vitor (Humberto); Gonçalves (Dias), Nasser e Udelson. Técnico: Carlos Pedra Filho.

TAGUATINGA 0 x 2 ANÁPOLIS (GO)
Data: 03.11.1988
Local: Serejão, Taguatinga (DF)
Árbitro: Tolistoi Batista (DF)
Renda: Cz$ 12.900,00
Público: 43 pagantes
Gols: Reinaldo, 66 e Valmir, 89
TAGUATINGA: Elvis, Marquinhos, Sérgio Abreu, Adilson e Visoto; Chicão, Josimar, Da Silva e Marco Antônio; Dorival (Som) e Marcelo Freitas (Mandala). Técnico: Canhoto.
ANÁPOLIS: Gabriel, Jair, Régis, Rubens Carlos e Iron; Melo, Roberto Chaves e Jânio; Reinaldo, Valmir e Elói. Técnico: Ademir Marinho.

ANÁPOLIS (GO) 1 x 3 TIRADENTES
Data: 06.11.1988
Local: Jonas Duarte, Anápolis (GO)
Árbitro: César Zanfranceschi (GO)
Renda: Cz$ 171.700,00
Público: 508 pagantes
Gols: Rubens Carlos, 18; Bé, 48; Zé Maurício, 71 e Bé, 80
ANÁPOLIS: Gabriel, Jair, Régis, Rubens Carlos e Iron; Melo, Roberto Chaves e Jânio; Reinaldo (Esquerdinha), Valmir e Elói. Técnico: Ademir Marinho.
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria, Beto Fuscão e Gilberto; Touro (Marco Antônio), Bé e Zé Maurício; Moura, Caio Cambalhota e Pedrinho. Técnico: Jair Marinho.

TAGUATINGA 2 x 0 MIXTO (MT)
Data: 06.11.1988
Local: Serejão, Taguatinga (DF)
Árbitro: Tolistoi Batista (DF)
Renda: Cz$ 67.800,00
Público: 226 pagantes
Gols: Josimar e Da Silva
TAGUATINGA: Elvis, Marquinhos, Sérgio Abreu, Adilson e Visoto; Chicão, Da Silva e Marco Antônio; Mandala, Júlio César (Lindário) e Marcelo Freitas. Técnico: Canhoto.
MIXTO: Niquita, Márcio, Gilvan, Elias e Rogério; Panzariello, Sérgio e Waldeir; Gonçalves, Nasser e Udelson. Técnico: João Freitas.

TIRADENTES 2 x 1 TAGUATINGA
Data: 09.11.1988
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Tolistoi Batista (DF)
Renda: Cz$ 165.900,00
Público: 553 pagantes
Gols: Lindário, 16; Moura, 20 e Bé, 57
TAGUATINGA: Elvis, Marquinhos, Sérgio Abreu, Adilson e Visoto; Chicão, Dorival e Josimar; Marco Antônio, Mandala (Marcelo Freitas) e Lindário. Técnico: Canhoto.
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Zé Maria (Kidão), Beto Fuscão e Gilberto; Touro, Bé e Zé Maurício; Moura, Caio Cambalhota e Pedrinho (Ahlá). Técnico: Jair Marinho.


quinta-feira, 16 de julho de 2026

# PASSARAM POR AQUI: Flávio Minuano



Flávio Almeida da Fonseca, o Flávio Minuano, nasceu em Porto Alegre (RS), em 9 de julho de 1944.
O saudoso narrador Geraldo José de Almeida o apelidou de Flávio “Minuano”, uma referência ao vento característico da região dos pampas gaúchos.
Flávio começou a jogar futebol no Real Madrid, equipe de várzea da cidade de Porto Alegre, de onde ele se transferiu para os infantis do Sport Club Internacional, em 1959.
No dia 2 de março de 1961 fez sua estreia no time principal do Internacional, em amistoso realizado contra o Juventude, em Caxias do Sul. 
O primeiro gol no Internacional viria menos de uma semana depois, em 8 de março de 1961, no estádio dos Eucaliptos, no amistoso em que o Internacional goleou o Floriano, de Novo Hamburgo, por 4 x 0.
Teve um ótimo início de carreira, conquistando o título gaúcho de 1961, em uma época que o Grêmio dominava o futebol do Estado do Rio Grande do Sul.
De 1961 a 1964, foram 67 jogos no Internacional, com 52 gols.
Foi para o Corinthians, primeiro por empréstimo, depois contratado em definitivo.

Sua estreia no Corinthians foi em 15 de março de 1964, pelo Torneio Rio-São Paulo, no Pacaembu: derrota de 2 x 1 para o Flamengo, do Rio de Janeiro.
O primeiro gol de Flávio com a camisa do Corinthians foi em 28 de março de 1964, pelo mesmo torneio, na vitória de 2 x 1 sobre o Fluminense, também no Pacaembu.
No Campeonato Paulista de 1964, com 22 gols marcados, Flávio só perdeu a artilharia para Pelé, que fez 34.
De 1964 a 1969, foram 228 jogos e 170 gols assinalados com a camisa do Corinthians.
Esses números colocam Flávio entre os dez maiores artilheiros da história do Corinthians.
No Corinthians, Flávio foi campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1966 e alcançou uma série de vitórias pessoais, como as artilharias do Campeonato Paulista de 1967 (21 gols) e do Rio-São Paulo de 1965 (14 gols).
Em 1968, entrou de vez para a história do Corinthians ao marcar o segundo gol da vitória por 2 x 0 sobre o Santos, na partida que quebrou o jejum de 11 anos sem vitórias do Corinthians contra o rival no Campeonato Paulista.

De São Paulo, Flávio transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde passaria a jogar pelo Fluminense, ainda em 1969.
A estreia de Flávio aconteceu em 15 de março de 1969: Fluminense 6 x 1 Madureira, com Flávio marcando três gols.
Pelo Fluminense conquistou os seguintes títulos: Campeonato Brasileiro de 1970 e Campeonato Carioca de 1969 e 1971. Além disso, foi artilheiro do Campeonato Carioca de 1969, com 15 gols, e de 1970, com 18 gols.
Em seu primeiro ano no Fluminense, Flávio foi o grande herói da conquista de 1969.
Foram 114 jogos e 93 gols marcados (média de 0,82 gols/jogo).
O último jogo foi em 10 de julho de 1971: Fluminense 3 x 3 Bangu, no Maracanã, pela Taça Guanabara de 1971.
No Campeonato Brasileiro de 1970 não pôde jogar as últimas quatro partidas, vindo a perder a artilharia nacional na última rodada, por diferença de um gol.
Após a sua passagem pelo Fluminense, Flávio se transferiu para o Futebol Clube do Porto, de Portugal, onde manteve a fama de goleador.
A direção do clube português desembolsou uma fortuna na época e foram muitos os torcedores que receberam com euforia o jogador na sua chegada ao aeroporto.
Foram 53 gols marcados pelo Porto, sendo 41 no Campeonato Português, 9 na Taça de Portugal e três em competições européias (um deles na vitória de 3 x 1 sobre o Barcelona, da Espanha).
Estreou de forma oficial com a camisa do Porto em 26 de setembro de 1971, no Estádio das Antas, contra o Boavista, em jogo válido pela terceira rodada do campeonato português da temporada 1971/1972, marcando dois dos seis gols da vitória do Porto. Flávio realizou duas boas temporadas: 1971/1972 - 32 jogos, 22 gols, e 1972/1973 - 32 jogos, 24 gols.
Porém, nas outras temporadas em que passou no futebol português, começou a perder espaço na equipe e a ser pouco utilizado. Foram 13 jogos na temporada 1973/1974, com 4 gols marcados, e mais 13 jogos em sua última temporada, 1974/1975, com apenas três gols marcados.
No total, foram 90 jogos, com 53 gols marcados.
Ainda em 1975, regressou ao Brasil sem ter conquistado qualquer título no Porto.

Quando finalmente terminou seu vínculo com o Porto e sua situação ficou regularizada para voltar ao futebol brasileiro, Flávio recebeu um convite do Internacional, que já montava sua equipe para o campeonato brasileiro daquele ano.
Faltando um turno para o Campeonato Gaúcho de 1975 acabar, o Internacional foi buscar Flávio no Porto. Flávio marcou os gols nas horas decisivas, deixou sua marca no heptacampeonato e acabou como artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 16 gols.
Sua reestreia aconteceu no dia 1º de maio de 1975, num Gre-Nal, quando o Internacional venceu por 2 x 0, no Beira-Rio.
No dia 13 de julho de 1975, em outro Gre-Nal, voltou a balançar as redes ao marcar um dos gols da vitória do Internacional sobre o Grêmio, por 2 x 1.
O último jogo com a camisa do Internacional foi em 11 de julho de 1976, pelo Campeonato Gaúcho, na vitória sobre o Guarany, de Bagé, por 3 x 0.
Depois, acharam que ele não tinha mais nada a oferecer e o dispensaram. Com o passe na mão, em outubro de 1976 recebeu um convite do Pelotas. Consagrou-se artilheiro do campeonato gaúcho de 1977, ao lado de Luís Freire, do Esportivo, com 13 gols. Tornou-se ídolo da torcida do Pelotas. Fazia palestras na Escola de Educação Física, comentava futebol nas rádios e quando andava pela rua recebia todo o carinho do povo de Pelotas.
No início da temporada de 1977, em disputa do campeonato citadino, Flávio fez seis gols em três clássicos Brasil x Pelotas. Totalizou 24 gols pelo Pelotas nesse ano.
Logo após ser destaque no Pelotas, Flávio acabou chamando a atenção dos dirigentes do Santos, clube para onde se transferiu ainda em 1977, por empréstimo, como reforço para disputar o Campeonato Brasileiro.
Estreou no dia 18 de junho de 1977, na Vila Belmiro, na vitória do Santos sobre o Paulista, de Jundiaí, por 1 x 0. Já no jogo seguinte, 22 de junho, novamente na Vila Belmiro, o Santos venceu o XV de Piracicaba, por 3 x 0, tendo Flávio marcado um dos gols.
Jogou ainda no Figueirense em 1978, até chegar ao Brasília, em 1979.
Flávio veio para reforçar o Brasília no Campeonato Brasileiro de 1979. O primeiro jogo pelo Brasília aconteceu em 30 de setembro, no Pelezão. Aos 31 minutos do 1º tempo, Flávio marcou o único gol do jogo em que o Brasília venceu o Guará.
No jogo seguinte, em 3 de outubro, novamente no Pelezão, Flávio esteve presente, mas não marcou no empate de 2 x 2 contra o Comercial, de Campo Grande-MS.
Voltou a marcar um gol em sua terceira participação pelo Brasília, o que não foi suficiente para evitar a derrota de 2 x 1 diante do Itumbiara-GO.
Nos demais três jogos em que esteve presente, Flávio não marcou: em 20 de outubro, na vitória de 2 x 1 sobre o Mixto, no Pelezão; no dia 23 de outubro, na derrota de 2 x 1 para o Atlético Goianiense, no Serra Dourada e, por último, na goleada sofrida para o Gama (4 x 1), no dia 28 de outubro de 1979.
O Brasília ficou na nona e penúltima colocação no Grupo C e não passou para a Segunda Fase (apenas os quatro primeiros se classificavam).
Logo depois, no mês de novembro, Flávio ainda participou da excursão que o Brasília fez ao norte do País. Substituiu Edmar no 0 x 0 contra o Combinado Fast/Rio Negro, em 23 de novembro, em Manaus, e novamente entrou no lugar de Edmar na vitória de 3 x 2 sobre o Nacional da capital do Amazonas, em 25 de novembro.
Essa foi a curtíssima passagem de Flávio pelo futebol brasiliense.
Depois do Brasília jogou no Paysandu, de Belém-PA, em 1980, e encerrou a carreira no Jorge Wilstermann, da Bolívia, em 1981, aos 37 anos.
Na Seleção Brasileira, Flávio disputou 18 jogos, com 9 gols. O primeiro foi em 3 de março de 1963, no empate em 2 x 2 com o Paraguai, marcando um gol.
O 18º e último aconteceu em 28 de julho de 1968, com derrota de 1 x 0 para o Paraguai. Mesmo perdendo, conquistou a Taça Oswaldo Cruz, seu único título de campeão pela Seleção Brasileira.
Nos três primeiros jogos com a camisa da Seleção Brasileira, Flávio marcou quatro gols.
Flávio afirma ter feito mais de mil gols em toda sua carreira. Segundo a edição especial da revista Placar "Os Grandes Artilheiros", Flávio fez 448 gols em jogos oficiais, sendo o 17º maior artilheiro do futebol brasileiro.
Assim como tantos outros jogadores, Flávio Minuano não conseguiu enriquecer com o futebol. Com uma carreira brilhante, o artilheiro depende hoje de uma renda de dois salários mínimos que recebe como professor em uma escolinha de futebol em São Paulo, no distrito de Ermelino Matarazzo.
O saudoso Telê Santana, que foi seu técnico no Fluminense, dizia que viu poucos jogadores com o sentido de colocação de Flávio.






quarta-feira, 15 de julho de 2026

OS CLUBES DO DF: Guadalajara





Ainda sob a empolgação da conquista do tricampeonato mundial pela Seleção Brasileira, no México, um grupo de amigos se reuniu para fundar um clube esportivo. A reunião aconteceu no dia 15 de julho de 1970, às 20 horas, na residência de Manoel Ferreira de Souza, à Rua 17, Casa 32, no Núcleo Bandeirante.
O nome escolhido para a nova associação foi ESPORTE CLUBE GUADALAJARA. As cores oficiais eram a vermelha e a preta. O primeiro uniforme era formado por camisa com faixas horizontais nas cores vermelha e preta, com golas e punhos pretos, calção branco e meiões com faixas horizontais vermelhas e pretas. No segundo, a camisa era branca, com duas faixas horizontais nas cores vermelha e preta, números vermelhos, calção branco e meiões vermelhos.
Em seguida, procedeu-se a eleição da primeira diretoria do novo clube, que ficou assim constituída: Presidente – Miguel Pereira de Carvalho; Vice-Presidente – Junovaldo Gonçalves Santana; 1º Secretário – João Batista de Morais; 2º Secretário – João Lauriano Lúcio; 1º Tesoureiro – José Pereira Fernandes; 2º Tesoureiro – José Ribeiro de Souza; Diretor de Esportes – Tirçon Zeferino Gomes; 1º Diretor Social – Isolino Mariano dos Santos e 2º Diretor Social – Geraldo Pedro Antunes.
Pouco tempo depois, o Guadalajara conseguiu construir sua sede na Ceilândia.
O Guadalajara demorou para aderir ao futebol. Somente na reunião de 13 de junho de 1975 a prática do futebol foi incrementada no novo clube.
No Regulamento Geral do clube, constava: “§ 3º - Determinar que os atletas adquiram seus materiais esportivos de uso pessoal, tais como chuteira, ataduras, sungas etc., pois o E.C.G. só fornecerá camisa, calção e meiões para os jogos de caráter amistoso ou oficial”.
Mesmo com pouca estrutura, o Guadalajara resolveu participar da sua primeira competição oficial ainda em 1975.
Foi a I Copa Arizona de Futebol Amador, com início em 19 de março daquele ano. A competição reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal e o Guadalajara conseguiu terminar entre os oito finalistas.
Logo depois, filiou-se à Federação Metropolitana de Futebol. Nessa condição, foi convidado a participar de um torneio quadrangular promovido pela Federação e que contou com as participações de A. A. Relações Exteriores, E. C. Canarinho e Humaitá E. C.
Fez sua estréia no dia 6 de julho, sendo derrotado pelo Canarinho (2 x 0). No dia 13 de julho, empatou com o Humaitá (1 x 1) e, no dia 3 de agosto encerrou sua participação no torneio sofrendo uma goleada diante da Relações Exteriores (6 x 3). Ficou na quarta e última colocação no torneio.
Voltou a ficar na última colocação no Campeonato Brasiliense de 1975, competição disputada por oito clubes em dois turnos e iniciada no dia 20 de setembro. Formado em sua maioria por ex-jogadores do Colombo e do Piloto, a campanha do Guadalajara foi esta: 14 jogos, 1 vitória, 2 empates e 11 derrotas; 9 gols a favor e 40 contra. Somou apenas quatro pontos ganhos.
Sua única vitória aconteceu no dia 8 de dezembro, no Pelezão: 2 x 1 sobre o Humaitá.
Seus artilheiros foram: Chiquinho (4), Messias (3), Freitas e Durval.
Seu último jogo aconteceu no dia 20 de dezembro, com derrota para o Ceub, pelo placar de 4 x 2.
No ano seguinte, 1976, foi definitivamente instalado o profissionalismo no futebol de Brasília e o Guadalajara resolveu continuar disputando apenas as categorias de base e, a partir de 1978, o campeonato amador promovido pela Federação de Brasília, sem nenhuma conquista.

Colaboração: Sérgio Mello.