domingo, 23 de junho de 2024

JOGOS INUSITADOS: Defelê x Ipiranga, de Uberlândia - 1962


DEFELÊ 2 x 4 IPIRANGA, de Uberlândia
Data: 23 de junho de 1962
Local: Ciro Machado do Espírito Santo, Brasília (DF)
Árbitro: Moacyr Siqueira
Renda: CR$ 88.000,00
Gols: Euclides, 12 e 14; Mauro Viegas, 26; Toninho (Ipiranga), 42; Nato, 64 e Bawany, 72
DEFELÊ: Tonho, Toninho (Leônidas), Alonso Capella, Parola (Bosco) e Wilson Godinho; Matarazzo e Jacaré; Fernandinho (Melro), Solon, Mauro Viegas (Bawany) e Alaor Capella.
IPIRANGA: Pimenta, Paulinho, Vicente, Capela e Paulo; Neizinho e Tiovaldo; Toninho, Euclides (Marquinhos), Nato (Oliveira) e Tonico.



sábado, 22 de junho de 2024

JOGOS INUSITADOS: Corinthians, do Guará x Vasco da Gama-RJ - 1978


CORINTHIANS, do Guará 0 x 1 VASCO DA GAMA (RJ)
Data: 22 de junho de 1978
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Francisco Portugal
Gol: Ramon, 35
CORINTHIANS: Vilmar, Ricardo, Gilvan, Rafael e Careca; Marquinhos, Boni e Augusto (Chiquinho); Wellington, Jânio e Aloísio. Técnico: Bugue.
VASCO DA GAMA: Mazaropi (Jair), Orlando (Fernando), Gaúcho, Marcelo e Paulo César; Zé Mário (Zandonaide), Zanata (Paulo Roberto) e Helinho; Wilsinho, Paulinho e Ramon (Jaburu). Técnico: Orlando Fantoni.



sexta-feira, 21 de junho de 2024

OS CLUBES DO DF: Disnes Futebol Clube




No dia 21 de junho de 1981 foi fundado na cidade de Formosa (GO), o DISNES FUTEBOL CLUBE, que tinha como sede a Fazenda Santa Rita, km 53 da Rodovia BR-020.
Por sugestão de um dos fundadores, Cláudio Ribeiro, levou o nome de Disnes Futebol Clube, isto em virtude de ter o apoio financeiro da Distribuidora de Bebidas Nessralla Ltda., estabelecida em Formosa (GO). Foi aprovada por unanimidade.
Foram fundadores do Disnes: William Nessralla (Presidente), Raimundo Nonato do Rego, Altamiro Ribeiro dos Santos, Pedro Batista Sobrinho, Osman Gomes Ferreira, Jesnildo de Souza Neves, Belchior Baltazar de Paula, Raulino Carlos Paulo, Arnoldo Gabriel Ferreira Ribeiro, Cláudio Ribeiro, Olavo de Souza Leite, Ariona Ferreira Bispo, Cláudio Ornelas Araújo, João Benedito de Souza e Domingos Nunes
Suas cores oficiais eram a azul e branca.
Registrou dois uniformes na Federação Brasiliense de Futebol: 1º - Camisa branca com colarinho azul, calção branco com filete azul e meia branca. O segundo: camisa azul com colarinho branco, calção azul com filete branco e meia azul.
A Prefeitura Municipal de Formosa liberou o Estádio Diogão para os mandos de campos do Disnes.
Posteriormente, em assembleia realizada em 18 de maio de 1983, alteraria a denominação para Disnei Futebol Clube.
Enquanto filiado à federação de Brasília, o Disnes disputou os campeonatos de futebol amador do DF de 1981 a 1988. Foi vice-campeão em 1981 e campeão nos anos de 1982, 1983 e 1986.

Agradecimentos ao Sérgio Mello, pela formatação do escudo do Disnes.




quinta-feira, 20 de junho de 2024

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Pedro Léo


Pedro Léo Moutinho Neto nasceu em Conceição do Araguaia (PA), no dia 20 de junho de 1955.
Começou sua carreira nas categorias de base do Ceub (clube que ainda não tinha equipe entre os adultos) e, mesmo com idade de juvenil, transferiu-se para o Coenge, do Gama, por onde disputou o campeonato brasiliense de 1970. Participou de nove jogos, mas seu time não conseguiu uma vaga no hexagonal final que apontaria o campeão do DF nesse ano.
Sua estreia no Coenge aconteceu em 6 de setembro de 1970, na vitória de 1 x 0 sobre o Defelê. O Coenge formou com Índio, Márcio, Elias, Mauro e Pereira; Santiago e Divino; Augustin, Pedro Léo, Paulinho e Oscar. Técnico: Mauro.
Foi jogador do Coenge até se transferir para o Colombo, onde, no dia 8 de agosto de 1971, fez sua estreia na equipe principal, em um amistoso contra o Santos, de Taguatinga (vitória de 4 x 1). Em seu campo, o Colombo jogou com Carlos José, Gonçalves, Junior (Alemão), Jonas Foca e Renildo; Orlando (Toninho) e Pedro Léo; Hermes, Zé Carlos, Diogo e Paulinho (Zequinha).
Em 1971, com 16 anos, Pedro Léo sagrou-se campeão invicto de Brasília, ao participar de seis dos oito jogos disputados pelo Colombo, tendo marcado dois gols.
Integrou a equipe dos “Melhores do Ano” de 1971, enquete realizada pelo jornal Correio Braziliense no final desse ano.
A seleção foi assim integrada: Carlos José (Colombo), Maninho (Grêmio), Melinho (Serviço Gráfico), Sir Peres (Colombo) e Paulo Moreira (Colombo); Zoca (Colombo) e Pedro Léo (Colombo); Procópio (Colombo), Walmir (Serviço Gráfico), Eduardo (Grêmio) e Dinarte (Ceub).
Em 1972, esteve treinando no Cruzeiro, de Porto Alegre (RS), e mesmo sendo aprovado nos testes não ficou por não pretender afastar-se de seus familiares.
Continuou no Colombo em 1972, tendo disputado doze jogos válidos pelo Campeonato Brasiliense, quando o seu clube chegou na terceira colocação.
Mais uma vez, no final de 1972, integrou a equipe dos “Melhores do Ano”, eleição promovida pela editoria de esportes do Correio Braziliense, que contou com a seguinte formação: Elizaldo (Ceub), Luiz Gonçalves (Colombo), Cláudio Oliveira (Ceub), Sir Peres (Colombo) e Odair (Grêmio); Marquinhos (Serviço Gráfico) e Pedro Léo (Colombo); Marco Antônio (Ceub), Marcos (Grêmio), Walmir (Serviço Gráfico) e Dinarte (Ceub).
Seu último jogo no Colombo foi em 26 de novembro de 1972 no empate em 1 x 1 com o CEUB, no Pelezão. Jogou o Colombo com Wilsinho, Paulo Moreira, Miguel, Sir Peres e Ramilson; Zoca e Pedro Léo; Gonçalves, Zé Carlos, Joãozinho e Cid (Gentil). Técnico: Paulista.
Em 1973, transferiu-se para o CEUB, novamente sagrando-se campeão amador, tendo disputado treze dos vinte jogos que levou o clube acadêmico ao seu primeiro e único título de campeão brasiliense. Marcou quatro gols na competição.
Era, então, apesar de sua pouca idade, considerado o melhor meia armador da cidade.
A estreia no CEUB aconteceu em 2 de setembro de 1973, na vitória de 2 x 0 sobre o Unidos de Sobradinho, válido pelo Campeonato Brasiliense. Elizaldo, Serginho, Sílvio, Noel e Miguel; Pedro Léo, Rominho e Renatinho (Wanderley); Albanir, Amorim (Ademir) e Dinarte. Técnico: José Antônio Furtado Leal. Essa foi a equipe do CEUB.
No dia 14 de dezembro de 1973, numa cerimônia realizada pela editoria de esportes do Jornal de Brasília. Pela terceira vez consecutiva Pedro Léo integrou a seleção dos melhores do ano no futebol do DF.
Ao craque do ano, jogador mais disciplinado, melhor técnico, melhor árbitro, dirigente do ano e melhor diretor da Federação Metropolitana de Futebol foram entregues troféus. Posteriormente foi divulgada a Seleção do Ano. Com um detalhe: recebeu mais um troféu por ser considerado o “Craque do Ano”.
A “Seleção do Ano” ficou assim constituída: Wilson (Relações Exteriores), Dedinho (Atlético), Grossi (Relações Exteriores), Aloísio (CEUB) e Branco (Luziânia); Marquinhos (Luziânia) e Pedro Léo (CEUB); Humberto (Relações Exteriores), Baiê (Luziânia), Pirombá (Atlético) e Hermes (Luziânia).
Poucos dias depois, Pedro Léo foi agraciado com a medalha oferecida pelo Departamento de Educação Física, Esportes e Recreação – DEFER aos atletas e dirigentes que se destacaram em diversas modalidades esportivas desenvolvidas no Distrito Federal. No Futebol adulto, Pedro Léo, do Ceub, foi o vencedor.
Também o Diário de Brasília promoveu evento semelhante, ao entregar premiação aos “Melhores do Esporte de Brasília em 1973”.
Vários esportistas foram escolhidos, entre eles Oscar Schmidt (basquetebol), do Unidade de Vizinhança) e Alex Dias Ribeiro (automobilismo).
No futebol, os destaques foram: Profissional: Rildo (Ceub); Amador: Pedro Léo (Ceub); Revelação: Douradinho (Ceub); Infanto-Juvenil: Fernando (Novacap); Técnico: Airton Nogueira (Novacap e Jaguar); Árbitro: Adélio Nogueira e Melhor dirigente: Wilson de Andrade, da FMF.
Em 1974, ainda como jogador do Ceub, foi vice-campeão do Torneio Início, disputado no Pelezão em 14 de julho.
No Campeonato Brasiliense de 1974, o CEUB foi o terceiro colocado.
No dia 1º de março de 1975 aconteceu reunião que definiu pelo retorno do Grêmio Esportivo Brasiliense às atividades futebolísticas, dando início ao trabalho que visava levá-lo à profissionalização. A diretoria do Grêmio vinha mantendo contatos no sentido de reestruturar o departamento de futebol e não demorou para os jogadores iniciarem os treinamentos com bola, quando começaria a ser definido o plantel do Grêmio para a disputa do Campeonato Brasiliense, a ser promovido pela Federação Metropolitana de Futebol.
De início o Grêmio recrutou jogadores amadores de diversos clubes da cidade. Um dos 18 jogadores convocados para compor o elenco do Grêmio foi Pedro Léo.
Disputou alguns amistosos, mas não retornou às competições oficiais. Somente em 3 de dezembro de 1975 é que o Grêmio comunicou a interrupção da licença, reintegrando-se aos filiados ativos.
A primeira vez que Pedro Léo defendeu o Grêmio foi em 6 de março de 1976, no Pelezão, em jogo válido pelo Torneio Imprensa (disputado por seis clubes), que se tornou a primeira competição oficial no novo regime profissional do DF.
Nesse dia, o Grêmio venceu o Gama, por 6 x 1, com Pedro Léo marcando um dos seus gols. Formou o Grêmio com Nego, Luís Carlos, Luciano, Fabinho e Grimaldi; Jaime, Marquinhos e Hamilton (Pedro Léo); Gonçalves, Dionísio e Moacir. Técnico: Inácio Milani.
O Grêmio conquistou o título de campeão do torneio de forma invicta, tendo Pedro Léo se tornado um dos artilheiros da competição, com três gols.
Logo depois, no dia 1º de maio de 1976, Pedro Léo faria sua estreia no Grêmio pelo Campeonato Brasiliense, com vitória de 2 x 0 sobre o Flamengo, do Cruzeiro.
No conturbado campeonato de 1976, em que o Ceub deixou de existir, o Grêmio tornou-se vice-campeão. Pedro Léo disputou 14 jogos e marcou um gol.
Sua última partida pelo Grêmio foi em 12 de outubro de 1976, na decisão do campeonato brasiliense, quando sua equipe foi derrotada pelo Brasília, o campeão, por 2 x 1.
O Grêmio formou com Careca, Leocrécio (Ricardo), Grimaldi, Luciano e Arlindo; Pedro Léo, Pedro Nunes (Balduíno) e Gaguinho; Gonçalves, Léo e Cleiton. Técnico: Otaziano Ferreira da Silva.


quarta-feira, 19 de junho de 2024

A PRIMEIRA VEZ A GENTE NÃO ESQUECE: o primeiro jogo do campeonato brasiliense no Pelezão - 1966



A primeira vez que um jogo do campeonato oficial do Distrito Federal foi disputado no Estádio de Brasília (que viria a ser chamado de Pelezão) foi em 19 de junho de 1966: Rabello 3 x 0 Flamengo, de Taguatinga.

RABELLO 3 x 0 FLAMENGO
Data: 19 de junho de 1966
Local: Estádio de Brasília (posteriormente Pelezão)
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral
Renda: Cr$ 173.000,00
Gols: Beto Pretti, 67; Zé Maria (pênalti), 70 e Zezé, 80
RABELLO: Zé Walter, Jair, Carlão, Mello e Aderbal; Zé Maria e Beto Pretti; Zezé, Roberto, Otávio e Reinaldo (Arnaldo).
FLAMENGO: Moslaves, Cauby, Ruy, Carlos Alberto e Miranda; Bolero e Edinho; Antenor (Macedo), Santos, Marcelo e Jaime.

terça-feira, 18 de junho de 2024

GRANDES RESULTADOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Cruzeiro vence Remo e conquista torneio interestadual - 1967


Nos dias 16 e 18 de junho de 1967 foi realizado o torneio interestadual em comemoração ao 9º aniversário de Taguatinga. Os jogos foram realizados no recém-inaugurado estádio do Flamengo (Ruy Rossas Nascimento), contando com a participação do clube promotor, o Flamengo, A. E. Cruzeiro do Sul e Defelê, de Brasília, e o Clube do Remo, de Belém (PA).
O Clube do Remo vinha depois de obter grandes resultados, anteriormente: havia empatado com o campeão carioca de 1966, o Bangu (0 x 0), foi vice-campeão do torneio hexagonal de Recife, vencendo os locais Sport Recife (4 x 1) e Santa Cruz - campeão do torneio (2 x 1) e tornou-se campeão do torneio quadrangular de Salvador-BA (levando a melhor sobre Bahia, Leônico e Vitória), dentre outros bons resultados. Além disso, trazia na delegação o técnico Pinheiro (ex-zagueiro do Fluminense e da Seleção Brasileira) e o atacante Amoroso (que antes havia passado com brilho por Botafogo e Fluminense, ambos do Rio de Janeiro); é tio de Amoroso, que começou no futebol do DF e passou por diversas equipes do futebol mundial e defendeu a seleção brasileira.

Amoroso
A primeira rodada, realizada na noite de sexta-feira, dia 16 de junho, apresentou os seguintes jogos (os vencedores decidiriam o torneio): Flamengo 2 x 3 Cruzeiro e Defelê 0 x 1 Clube do Remo.
No dia 18 de junho, domingo à tarde, na preliminar, o Defelê derrotou o Flamengo, por 2 x 1.
No jogo principal, apesar de as atenções estarem voltadas para o Clube do Remo, levando em consideração os bons valores que possuía essa equipe, o título de campeão acabou ficando com a equipe de Brasília. A despeito do campo sem grama e dos fatores contra, o Remo não conseguiu passar pelo Cruzeiro, que foi muito melhor em campo, merecendo o triunfo pela contagem mínima.
A superioridade do Cruzeiro sobre o Remo foi bem definida durante quase todo o transcorrer da partida, e se o clube paraense tentou reorganizar-se na segunda etapa, dando a impressão de que iria modificar o placar, teve pela frente uma marcação quase perfeita dos homens da defesa cruzeirense.
O primeiro tempo pertenceu praticamente todo ele ao Cruzeiro, que iniciou o jogo dando a impressão de que poderia decidir a partida logo nos minutos iniciais. E isso realmente aconteceu, pois num ataque rápido pela direita, a bola foi cruzada para a meta do Remo, saindo Florisvaldo para a defesa, mas sem conseguir detê-la, dando oportunidade a que Ribamar de dentro da pequena área abrisse a contagem, assinalando o único gol da partida aos 11 minutos.
Daí para frente, conseguiu o Cruzeiro defender-se bem, vendo-se em situação difícil uma vez, quando Waldemar teve de praticar excelente intervenção numa cabeçada de Amoroso.

Nando
Na etapa derradeira, o Remo tentou a todo custo o gol de empate, chegando mesmo a perder a cabeça no final da partida, quando Cláudio e Amoroso, aos 42 e 43 minutos, respectivamente, foram expulsos pelo árbitro Nilzo de Sá.

CRUZEIRO 1 x 0 CLUBE DO REMO
Data: 18 de junho de 1967
Local: Ruy Rossas do Nascimento
Árbitro: Nilzo de Sá
Renda: NCr$ 1.455,00 (da rodada dupla) - dando um prejuízo de aproximadamente cinco mil cruzeiros novos aos promotores do torneio.
Gol: Ribamar, 11
CRUZEIRO: Waldemar, Juca, Grover, Maninho e Elinho; Adilson e Alencar; Ramalho, Paulada, Nando e Ribamar (Luciano).
CLUBE DO REMO: Florisvaldo, China, Socó, Nagel e Edilson; Oberdan e Luís Carlos; Zezé, Américo (Edvard), Amoroso e Cláudio.


segunda-feira, 17 de junho de 2024

AS DECISÕES: Campeonato Brasiliense Juvenil - 1967



Os campeões brasilienses de 1967: em pé, Carlos Morales (treinador), Melinho, Pedro Pradera, Celso, Waldemar, César e Airton; 
Agachados: Walmir, Jorge, Luizinho, Paulinho e Alemão


O campeonato da categoria de juvenis chegou à sua última rodada do returno, no dia 19 de novembro de 1967, com o Colombo em 1º lugar, com um ponto perdido, e o Rabello, em 2º, com dois.
Na preliminar do jogo principal, o Rabello vencia por 3 x 1. Infelizmente, o jogo não chegou ao seu final, pois o árbitro Almir Alves Nascimento foi agredido por vários jogadores do Colombo, formando-se uma batalha campal, com a participação de elementos estranhos à partida, tendo sido encerrado o jogo aos 23 minutos da etapa final.
Tudo começou quando o árbitro expulsou o jogador Fio. Este não concordou com a determinação do árbitro, iniciando a agressão e sendo acompanhado pelos seus companheiros de clube. O árbitro sofreu escoriações generalizadas, antes que a polícia pudesse intervir.
Foram expulsos de campo os jogadores Fio, Doidinho, Mauro, Peritote e Diogo, ficando o Colombo reduzido a seis jogadores, portanto, sem condições de prosseguir no jogo.
Antes da confusão, ainda no 1º tempo, Peritote havia aberto a contagem para o Colombo e Luizinho empatou para o Rabello. No 2º tempo, Paulinho e Jorge marcaram os gols que davam a vantagem ao Rabello até acontecer o tumulto citado acima.
As equipes formaram assim:
RABELLO – Celso, César, Pedro Pradera, Melinho e Airton; Waldemar e Luizinho; Walmir, Jorge, Paulinho e Alemão (Miluir). Técnico: Carlos Morales.
COLOMBO – Laudislon, Josué (Careca), Doidinho, Mauro e Quim; Fio e Clemente; Piritote, Diogo, Ferreira e Viana.


domingo, 16 de junho de 2024

O DIA 16 DE JUNHO NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: a chegada de Dida



No dia 16 de junho de 1976, às 16 horas, Dida, ex-jogador do Flamengo e da Seleção Brasileira, desembarcava em Brasília para ser o treinador do Taguatinga Esporte Clube. A comitiva que o recebeu era formada pelo supervisor Raimundinho, o diretor de futebol João Juvêncio e Eurípedes Bueno, técnico anterior da equipe e que passaria a ser seu auxiliar-técnico.

Edvaldo Alves de Santa Rosa, o Dida, foi o maior ídolo do Flamengo até o surgimento de Zico.
Alagoano de Maceió, onde nasceu a 26 de março de 1934, Dida começou no CSA, de sua cidade natal, onde conquistou o campeonato estadual em 1952. Foi descoberto pelo Flamengo num jogo entre as seleções alagoana e paraibana, pelo Campeonato Brasileiro de Seleções, em 1954, quando marcou três gols nos 4 x 1 da sua equipe. 
Estreou no Flamengo em 17 de outubro de 1954, vencendo o Vasco da Gama por 2 x 1. Foi tricampeão carioca nos anos de 1953 a 1955. Na Seleção Brasileira disputou oito jogos e marcou cinco gols, de 1958 a 1961. Era um dos dos titulares na Copa do Mundo de 1958, na Suécia. Disputou o primeiro jogo, porém, não jogou mais, substituído que foi por nada mais, nada menos, que o jovem Pelé, que encantaria o mundo com seu futebol.
Em 1963, Dida trocou o Flamengo pela Portuguesa de Desportos, deixando no rubro-negro o saldo de 257 gols. Só Zico o superou muitos anos depois. Depois da Portuguesa foi para o futebol colombiano, onde defendeu as cores do Junior de Barranquilla, Colômbia.

Depois que abandonou o futebol como jogador, em 1968, deu seus primeiros passos como treinador dentro do próprio Flamengo. Logo depois, foi convidado para dirigir o Ferroviário, de Maceió. Pela brilhante campanha empreendida pelo Ferroviário no ano de 1972, a imprensa alagoana elegeu o Ferroviário como o melhor conjunto do ano. 

Depois passou para o CRB, também de Maceió, onde durou apenas 19 dias, reclamando da falta de apoio da diretoria do clube. Retornou ao Rio de Janeiro e não muito tempo depois retornou a Maceió para dirigir o CSA, maior rival do CRB. Mesmo conquistando mais vitórias que derrotas, foi dispensado pelo clube alagoano. Passou a treinar o Fluminense, de Feira de Santana, onde teve a experiência mais difícil de sua carreira como treinador, onde também não houve entendimento com os dirigentes do clube.

No dia 17 de junho de 1976, Dida foi apresentado aos jogadores. Eurípedes Bueno ainda dirigiu o treino de 17 e o coletivo final no dia seguinte, mas no jogo contra o Grêmio, no dia 19 de junho de 1976, era Dida que estava no banco de reservas orientando os jogadores.
A estreia aconteceu no Pelezão, na preliminar de Ceub x Gama. O Taguatinga foi derrotado pelo Grêmio: 1 x 0.
Depois desse jogo, Dida foi o treinador do Taguatinga em cinco oportunidades, sem conhecer derrotas:

26.06 - 0 x 0 Humaitá, do Guará
03.07 - 4 x 2 Canarinho
31.07 - 2 x 1 Flamengo, do Cruzeiro
08.08 - 1 x 0 Canarinho
15.08 - 3 x 2 Gama

Nesse intervalo, mais precisamente no dia 21 de julho de 1976, foi o treinador do Taguatinga no amistoso realizado no Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, que serviu para pagar parte do empréstimo do atacante Banana ao Vasco da Gama.
Mas um desentendimento entre os clubes do DF e a então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), fez com que a vaga no Campeonato Brasileiro de 1976 fosse para a Ponte Preta.
Muitos clubes, inclusive o Taguatinga, que começavam a disputar um campeonato profissional naquele ano, passaram a se desfazer de treinadores e jogadores com o objetivo de amenizar suas folhas de pagamento.
Sobre sua passagem pelo futebol brasiliense, afirmou Dida no livro “DIDA Histórias de um Campeão do Mundo”, de Luiz Alves, lançado em 1993, em Maceió:

“Mas de uma ou de outra forma, tudo na vida tem a sua compensação. E para amenizar o drama que vivi em Feira de Santana, aceitei convite para dirigir o Taguatinga, na Capital Federal. Passei em Brasília cinco meses e só não demorei mais porque a situação do futebol ali era tremendamente deficitária. As rendas não davam sequer para cobrir a metade das despesas! Os clubes viviam, na época, em tremendo sufoco financeiro, salvando-se tão somente pelo poder individual de alguns dirigentes. Aliás, no Taguatinga, todos os diretores foram muito legais comigo, sobretudo a diretoria executiva do clube, que fazia questão de saldar todos os compromissos, integralmente, e jamais se furtou a apoiar o meu trabalho junto ao plantel. Foram os grandes momentos que tive em minha carreira inicial como treinador. Nada me faltou e até fiz amigos demais na Capital Federal. Quanto ao Taguatinga, tive a sorte de ajudá-lo a conquistar o vice-campeonato brasiliense, sem ter perdido uma vez sequer para o campeão... Mas a falta de recursos do clube, me obrigou a retornar em definitivo para o Rio de Janeiro.”.
Nota do blog: o Taguatinga não foi vice-campeão, foi o quarto colocado.
Em 1977, quando já fazia parte da Associação de Treinadores de Futebol, da qual foi um dos fundadores, recebeu a missão de dar “aulas de futebol” em um programa norte-americano de intercâmbio esportivo em Washington e na Filadélfia, Estados Unidos, reunindo crianças de 8 aos 14 anos.
Em outubro de 1980, Dida teve um aneurisma e parou com todas as atividades relacionadas ao futebol.
Faleceu em 17 de setembro de 2002, no Rio de Janeiro, aos 68 anos.


Muito antes, em 8 de agosto de 1993, quando o jornalista Lauthenay Perdigão do Carmo fundou o Museu dos Esportes, em Maceió, deu-lhe o nome de "Museu dos Esportes Edvaldo Alves Santa Rosa (Dida)".


sábado, 15 de junho de 2024

FICHA TÉCNICA: Pedro Ayub


NOME COMPLETO: Pedro Ayub Julião Junior
APELIDO: Pedro Ayub
POSIÇÃO: Volante
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Itaqui-RS, 15 de junho de 1977.
Nº INSCRIÇÃO CBF: 131.478

CARREIRA:

Caxias-RS (1993-1997)
Lérida - Espanha (1997)
Grêmio-RS (1998-2000)
Brasil, de Pelotas-RS (2000)
Santa Cruz-RS (2001)
Ipatinga-MG (2002)
Vila Nova-GO (2003)
Novo Hamburgo-RS (2004-2006)
Avaí-SC (2006)
Portuguesa de Desportos-SP (2007)
Brasil, de Pelotas-RS (2007)
Avaí-SC (2007-2008)
Brusque-SC (2009)
Brasiliense-DF (2009-2010)
Chapecoense-SC (2010)
Brusque-SC (2011)
Araguaína-TO (2011)
Hercílio Luz-SC (2011)
Gama-DF (2012)
Rio Branco-AC (2012)
Brasília-DF (2013 a 2015, 2016 e 2018)
Novo Horizonte-GO (2014)
Dom Pedro II-DF (2016)
Real-DF (2017-2018)
Luziânia-GO (2017)
Taguatinga-DF (2018)

TÍTULOS CONQUISTADOS NO FUTEBOL DO DF:
Campeão brasiliense de 2009, pelo Brasiliense
Campeão da Copa Verde de 2014, pelo Brasília.



sexta-feira, 14 de junho de 2024

GRANDES GOLEADAS: Gama 10 x 0 Seleção de Cristalina - 1979


GAMA 10 x 0 SELEÇÃO DE CRISTALINA (GO)
Amistoso
Data: 14 de junho de 1979
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Osmarinho Melo
Gols: Manoel Silva, 5; Silésio (contra), 19; Fantato, 29; Odair, 34; Fantato, 43; Odair, 48; Roldão, 65; Manoel Ferreira, 70; Jairo, 75 e Santana, 87.
GAMA: Hélio, Carlão, Kidão, Décio e Odair; Jairo, Péricles (Santana) e Manoel Silva; Roldão, Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.
SELEÇÃO DE CRISTALINA: Geane, Walter, Silésio, Maurício e Joãozinho (Adão); Ivan, Carlinhos e João; Gilvan, Galeano e Quincas.


quinta-feira, 13 de junho de 2024

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Ceninho


NOME COMPLETO: Avatênio Antônio da Costa
POSIÇÃO: Atacante
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Ituiutaba (MG), 13 de junho de 1933
Nº DE INSCRIÇÃO NA CBF: 8.143

CARREIRA:

Siderúrgica - MG (1950-1952)
Fluminense - RJ (1953-1954)
Guarani - SP (1955)
América - RJ (1955-1956)
Vitória - BA (1957) (*)

(*) Em 1957, sagrou-se campeão baiano pelo Vitória. Nesse mesmo ano, jogou pela Seleção Brasileira contra o Chile, pela Taça Bernardo O’Higgins (a seleção brasileira foi representada pela seleção baiana).

Em 28 de agosto de 1957 a Confederação Brasileira de Desportos confirmou o convite à Federação Baiana de Futebol para representá-la na disputa da Taça Bernardo O’Higgins, disputada de dois em dois anos entre Brasil e Chile. Logo no dia seguinte, foram convocados 22 jogadores. Dentre eles estava Ceninho. A partir de 30 de agosto tiveram início os treinos da seleção contra os clubes locais. O último treino se realizou em 8 de setembro e, no dia 10, a delegação viajava para Santiago, composta por 18 jogadores. No dia 15 de setembro, no Estádio Nacional, o Brasil enfrentava o Chile. A equipe chilena venceu por 1 x 0. Este foi o único jogo de Ceninho com a camisa da Seleção Brasileira.

Internacional - RS (1958-1959)
Braga - Portugal (1960-1961)
Audax Italiano - Chile (1962)
Cruzeiro do Sul - DF (1962-1963)
Rabello - DF (1964-1965)

Foi treinador do CEUB em 1974 e do Grêmio Esportivo Brasiliense em 1976. Também foi treinador da Seleção da Indonésia.

TÍTULOS NO FUTEBOL DO DF:
Campeão brasiliense amador de 1963, pelo Cruzeiro do Sul
Campeão brasiliense profissional de 1964 e 1965, pelo Rabello

PRÊMIOS INDIVIDUAIS

“Seleção do Ano”, enquete realizada pelo jornal Diário Carioca-Brasília, em 1963
Quatro vezes convocado para defender a Seleção do Distrito Federal, duas em 1962 (1 x 1 Vasco da Gama-RJ e 2 x 2 Seleção de Goiás), uma em 1963 (0 x 0 Atlético Mineiro) e uma em 1964. Nesta última, marcou um dos gols da vitória do Distrito Federal sobre Goiás, por 2 x 1, em 21 de abril de 1964.
Artilheiro do campeonato brasiliense de 1963, com 10 gols.

Foi presidente de uma associação de técnicos de futebol de Brasília.

 

 

quarta-feira, 12 de junho de 2024

O DIA 12 DE JUNHO NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: a Seleção Brasileira de Masters vence a Seleção de Masters de Taguatinga - 1994


No dia 12 de junho de 1994, no estádio Serejão, dentro da programação de mais um aniversário da cidade de Taguatinga, a Seleção de Masters de Taguatinga enfrentou a Seleção Brasileira da mesma categoria.
O árbitro foi Jorge Paulo de Oliveira Gomes.
O jogo foi completamente dominado pela seleção brasileira, que perdeu várias chances de gol, chutou bola na trave e até desperdiçou um pênalti (aos oito minutos do segundo tempo, Barbieri chutou para fora).
A Seleção Brasileira de Masters venceu a Seleção de Masters de Taguatinga, por 1 x 0. Zenon marcou o único gol do jogo, aos 23 minutos do primeiro tempo.
A Seleção de Taguatinga começou o jogo com Dias, Odair, Gilvan, Rafael e Bilzinho; Aldair, Boni e Neto; Wilton, Zé Vieira e Canhoto. Técnico: Heitor Kanegae. Entraram depois Adriano, Donizeti, Assis, Camilo, Lula, Humberto, Júlio, Lindário, Zequinha, Gilberto e Édson.
A Seleção Brasileira atuou com Paulo Sérgio, Rosemiro, Nenê Santana (Juninho), Amaral e Airton; Reinaldo, Barbieri e Zenon (Adãozinho); Edu Bala, Ataliba e Edu Américo (Júlio César). Técnico: Rotta.



terça-feira, 11 de junho de 2024

ARQUIVOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: o Torneio Início de 1967


Tendo como local o Estádio de Brasília, foi realizado no dia 11 de junho de 1967, o Torneio Início do Campeonato Brasiliense.
Os jogos tiveram essa ordem:

1º jogo - Cruzeiro 0 x 0 Guará
Nos pênaltis, vitória do Cruzeiro por 3 x 0; Xexéu converteu os três e Walmir perdeu o primeiro.
Árbitro: João Matos Sobrinho
Cruzeiro: Montandon, Luiz, Jair, Xexéu e Adilson; Sérgio e Xavier; Geraldo, Zezé, Luciano e Francisco.
Guará: Zé Walter, Mabinho, Noel, Carneiro e Luís Carlos; Moacir e Axel; Guairacá, Zeca, Walmir e Arnaldo.

2º jogo - Rabello 1 x 0 Flamengo
Gol de Sabará, aos 7 minutos do 2º tempo. O árbitro foi Rubem Pacheco e as equipes formaram assim: Rabello – Dico, Aderbal, Mello, Luiz e Hélio; João Dutra e Tião; Zezé, Sabará, Roberto e Carlinhos. Flamengo – Chico, Luís, Macedo, Itérbio e J. Pereira; Luís Carlos e Beto Pretti; Ademir, Adão, Vitinho e Serenata.

3º jogo - Colombo 1 x 0 Defelê
Gol de Paulinho. A arbitragem foi de Nilzo de Sá e as equipes estiveram assim formadas: Colombo – Laudislon, Pedro, Sebastião, Mauro e Quim; Clemente e Diogo; Paulinho, Ferreira, Antônio e Goiano. Defelê – Zezinho, Juarez, Muriçoca, Paco e Onofre; Mata e Zé Grillo; Batista, Gildo, Mauro Lúcio e Juca.

4º jogo - Cruzeiro 0 x 0 Rabello
Na segunda série de três pênaltis, Xexéu converteu os três, enquanto Zezé perdeu o primeiro. O Rabello jogou com Dico, Aderbal, Mello, Luiz e Hélio; João Dutra e Tião; Zezé, Sabará, Roberto e Carlinhos. O Cruzeiro formou com Montandon, Jair, Milton, Xexéu e Adilson; Sérgio e Xavier; Geraldo, Zezé, Luciano e Francisco. O árbitro foi Jorge Cardoso.

5º jogo - Decisão: Colombo 1 x 0 Cruzeiro
Gol de Milton (contra), aos 7 minutos do 2º tempo. Eduíno Edmundo Lima foi o árbitro do jogo. O Colombo se sagrou campeão com essa formação: Laudislon, Pedro, Sebastião, Mauro e Quim; Clemente e Diogo; Paulinho, Ferreira, Antônio e Goiano. O Cruzeiro ficou com o vice-campeonato atuando com Montandon, Jair, Milton, Xexéu e Adilson; Sérgio e Amaury; Geraldo, Zezé, Luciano e Carlinhos.

Campeão: Colombo.
Vice-Campeão: Cruzeiro.



segunda-feira, 10 de junho de 2024

O DIA 10 DE JUNHO NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: a criação do Departamento de Futebol Profissional da ARUC - 1999


A hoje Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro foi fundada com o nome de Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro - ARUC (sem o “Cultural”), na então cidade-satélite do Cruzeiro, em 21 de outubro de 1961.
Sempre famosa pelos belíssimos desfiles de Carnaval e seus mais de 30 títulos (o primeiro em 1965 e também um octacampeonato de 1986 a 1993), a ARUC passou a buscar também fazer história dentro das quatro linhas em 10 de junho de 1999, quando foi criado o seu Departamento de Futebol Profissional, por Márcio Coutinho, o Careca, Diretor de Esportes da ARUC, e pelo Secretário de Esportes e ex-Presidente do Gama, Agrício Braga Filho (que passou a ser Gerente de Futebol da ARUC), juntamente com Wagner Marques, Presidente de Honra do Gama, e o advogado Paulo Goyaz, todos sócios da empresa WAG, que arrendou por cinco anos o futebol profissional da ARUC com o objetivo de revelar jogadores.

domingo, 9 de junho de 2024

# PASSARAM POR AQUI: Flávio Minuano



Flávio Almeida da Fonseca, o Flávio Minuano, nasceu em Porto Alegre (RS), em 9 de junho de 1944.
O saudoso narrador Geraldo José de Almeida o apelidou de Flávio “Minuano”, uma referência ao vento característico da região dos pampas gaúchos.
Flávio começou a jogar futebol no Real Madrid, equipe de várzea da cidade de Porto Alegre, de onde ele se transferiu para os infantis do Sport Club Internacional, em 1959.
No dia 2 de março de 1961 fez sua estreia no time principal do Internacional, em amistoso realizado contra o Juventude, em Caxias do Sul. 
O primeiro gol no Internacional viria menos de uma semana depois, em 8 de março de 1961, no estádio dos Eucaliptos, no amistoso em que o Internacional goleou o Floriano, de Novo Hamburgo, por 4 x 0.
Teve um ótimo início de carreira, conquistando o título gaúcho de 1961, em uma época que o Grêmio dominava o futebol do Estado do Rio Grande do Sul.
De 1961 a 1964, foram 67 jogos no Internacional, com 52 gols.
Foi para o Corinthians, primeiro por empréstimo, depois contratado em definitivo.

Sua estreia no Corinthians foi em 15 de março de 1964, pelo Torneio Rio-São Paulo, no Pacaembu: derrota de 2 x 1 para o Flamengo, do Rio de Janeiro.
O primeiro gol de Flávio com a camisa do Corinthians foi em 28 de março de 1964, pelo mesmo torneio, na vitória de 2 x 1 sobre o Fluminense, também no Pacaembu.
No Campeonato Paulista de 1964, com 22 gols marcados, Flávio só perdeu a artilharia para Pelé, que fez 34.
De 1964 a 1969, foram 228 jogos e 170 gols assinalados com a camisa do Corinthians.
Esses números colocam Flávio entre os dez maiores artilheiros da história do Corinthians.
No Corinthians, Flávio foi campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1966 e alcançou uma série de vitórias pessoais, como as artilharias do Campeonato Paulista de 1967 (21 gols) e do Rio-São Paulo de 1965 (14 gols).
Em 1968, entrou de vez para a história do Corinthians ao marcar o segundo gol da vitória por 2 x 0 sobre o Santos, na partida que quebrou o jejum de 11 anos sem vitórias do Corinthians contra o rival no Campeonato Paulista.

De São Paulo, Flávio transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde passaria a jogar pelo Fluminense, ainda em 1969.
A estreia de Flávio aconteceu em 15 de março de 1969: Fluminense 6 x 1 Madureira, com Flávio marcando três gols.
Pelo Fluminense conquistou os seguintes títulos: Campeonato Brasileiro de 1970 e Campeonato Carioca de 1969 e 1971. Além disso, foi artilheiro do Campeonato Carioca de 1969, com 15 gols, e de 1970, com 18 gols.
Em seu primeiro ano no Fluminense, Flávio foi o grande herói da conquista de 1969.
Foram 114 jogos e 93 gols marcados (média de 0,82 gols/jogo).
O último jogo foi em 10 de julho de 1971: Fluminense 3 x 3 Bangu, no Maracanã, pela Taça Guanabara de 1971.
No Campeonato Brasileiro de 1970 não pôde jogar as últimas quatro partidas, vindo a perder a artilharia nacional na última rodada, por diferença de um gol.
Após a sua passagem pelo Fluminense, Flávio se transferiu para o Futebol Clube do Porto, de Portugal, onde manteve a fama de goleador.
A direção do clube português desembolsou uma fortuna na época e foram muitos os torcedores que receberam com euforia o jogador na sua chegada ao aeroporto.
Foram 53 gols marcados pelo Porto, sendo 41 no Campeonato Português, 9 na Taça de Portugal e três em competições européias (um deles na vitória de 3 x 1 sobre o Barcelona, da Espanha).
Estreou de forma oficial com a camisa do Porto em 26 de setembro de 1971, no Estádio das Antas, contra o Boavista, em jogo válido pela terceira rodada do campeonato português da temporada 1971/1972, marcando dois dos seis gols da vitória do Porto. Flávio realizou duas boas temporadas: 1971/1972 - 32 jogos, 22 gols, e 1972/1973 - 32 jogos, 24 gols.
Porém, nas outras temporadas em que passou no futebol português, começou a perder espaço na equipe e a ser pouco utilizado. Foram 13 jogos na temporada 1973/1974, com 4 gols marcados, e mais 13 jogos em sua última temporada, 1974/1975, com apenas três gols marcados.
No total, foram 90 jogos, com 53 gols marcados.
Ainda em 1975, regressou ao Brasil sem ter conquistado qualquer título no Porto.

Quando finalmente terminou seu vínculo com o Porto e sua situação ficou regularizada para voltar ao futebol brasileiro, Flávio recebeu um convite do Internacional, que já montava sua equipe para o campeonato brasileiro daquele ano.
Faltando um turno para o Campeonato Gaúcho de 1975 acabar, o Internacional foi buscar Flávio no Porto. Flávio marcou os gols nas horas decisivas, deixou sua marca no heptacampeonato e acabou como artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 16 gols.
Sua reestreia aconteceu no dia 1º de maio de 1975, num Gre-Nal, quando o Internacional venceu por 2 x 0, no Beira-Rio.
No dia 13 de julho de 1975, em outro Gre-Nal, voltou a balançar as redes ao marcar um dos gols da vitória do Internacional sobre o Grêmio, por 2 x 1.
O último jogo com a camisa do Internacional foi em 11 de julho de 1976, pelo Campeonato Gaúcho, na vitória sobre o Guarany, de Bagé, por 3 x 0.
Depois, acharam que ele não tinha mais nada a oferecer e o dispensaram. Com o passe na mão, em outubro de 1976 recebeu um convite do Pelotas. Consagrou-se artilheiro do campeonato gaúcho de 1977, ao lado de Luís Freire, do Esportivo, com 13 gols. Tornou-se ídolo da torcida do Pelotas. Fazia palestras na Escola de Educação Física, comentava futebol nas rádios e quando andava pela rua recebia todo o carinho do povo de Pelotas.
No início da temporada de 1977, em disputa do campeonato citadino, Flávio fez seis gols em três clássicos Brasil x Pelotas. Totalizou 24 gols pelo Pelotas nesse ano.
Logo após ser destaque no Pelotas, Flávio acabou chamando a atenção dos dirigentes do Santos, clube para onde se transferiu ainda em 1977, por empréstimo, como reforço para disputar o Campeonato Brasileiro.
Estreou no dia 18 de junho de 1977, na Vila Belmiro, na vitória do Santos sobre o Paulista, de Jundiaí, por 1 x 0. Já no jogo seguinte, 22 de junho, novamente na Vila Belmiro, o Santos venceu o XV de Piracicaba, por 3 x 0, tendo Flávio marcado um dos gols.
Jogou ainda no Figueirense em 1978, até chegar ao Brasília, em 1979.
Flávio veio para reforçar o Brasília no Campeonato Brasileiro de 1979. O primeiro jogo pelo Brasília aconteceu em 30 de setembro, no Pelezão. Aos 31 minutos do 1º tempo, Flávio marcou o único gol do jogo em que o Brasília venceu o Guará.
No jogo seguinte, em 3 de outubro, novamente no Pelezão, Flávio esteve presente, mas não marcou no empate de 2 x 2 contra o Comercial, de Campo Grande-MS.
Voltou a marcar um gol em sua terceira participação pelo Brasília, o que não foi suficiente para evitar a derrota de 2 x 1 diante do Itumbiara-GO.
Nos demais três jogos em que esteve presente, Flávio não marcou: em 20 de outubro, na vitória de 2 x 1 sobre o Mixto, no Pelezão; no dia 23 de outubro, na derrota de 2 x 1 para o Atlético Goianiense, no Serra Dourada e, por último, na goleada sofrida para o Gama (4 x 1), no dia 28 de outubro de 1979.
O Brasília ficou na nona e penúltima colocação no Grupo C e não passou para a Segunda Fase (apenas os quatro primeiros se classificavam).
Logo depois, no mês de novembro, Flávio ainda participou da excursão que o Brasília fez ao norte do País. Substituiu Edmar no 0 x 0 contra o Combinado Fast/Rio Negro, em 23 de novembro, em Manaus, e novamente entrou no lugar de Edmar na vitória de 3 x 2 sobre o Nacional da capital do Amazonas, em 25 de novembro.
Essa foi a curtíssima passagem de Flávio pelo futebol brasiliense.
Depois do Brasília jogou no Paysandu, de Belém-PA, em 1980, e encerrou a carreira no Jorge Wilstermann, da Bolívia, em 1981, aos 37 anos.
Na Seleção Brasileira, Flávio disputou 18 jogos, com 9 gols. O primeiro foi em 3 de março de 1963, no empate em 2 x 2 com o Paraguai, marcando um gol.
O 18º e último aconteceu em 28 de julho de 1968, com derrota de 1 x 0 para o Paraguai. Mesmo perdendo, conquistou a Taça Oswaldo Cruz, seu único título de campeão pela Seleção Brasileira.
Nos três primeiros jogos com a camisa da Seleção Brasileira, Flávio marcou quatro gols.
Flávio afirma ter feito mais de mil gols em toda sua carreira. Segundo a edição especial da revista Placar "Os Grandes Artilheiros", Flávio fez 448 gols em jogos oficiais, sendo o 17º maior artilheiro do futebol brasileiro.
Assim como tantos outros jogadores, Flávio Minuano não conseguiu enriquecer com o futebol. Com uma carreira brilhante, o artilheiro depende hoje de uma renda de dois salários mínimos que recebe como professor em uma escolinha de futebol em São Paulo, no distrito de Ermelino Matarazzo.
O saudoso Telê Santana, que foi seu técnico no Fluminense, dizia que viu poucos jogadores com o sentido de colocação de Flávio.