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quarta-feira, 3 de junho de 2026

AS DECISÕES: Torneio Antônio Carlos Barbosa - 1962


Ceninho não pôde evitar
a derrota do Cruzeiro
A decisão do torneio “Antônio Carlos Barbosa” aconteceu no dia 3 de junho de 1962, no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
Na preliminar, às 13:45 horas, decidindo o terceiro lugar, o Guanabara marcou 2 x 1 sobre o Alvorada. Farneze fez 1 x 0 para o Guanabara no primeiro tempo. No segundo, Fuzo voltou a marcar para o Guanabara e Joãozinho assinalou o tento do Alvorada.
Sob a direção do árbitro Lourandyr de Castro Gomes, as equipes formaram assim: Guanabara - Agildo (João), Toninho, Santana (Zeca) e Zenildo; Joãozinho e Farneze; Nelício, Lula, Walfredo, Paulo Reis e Barbosa (Fuzo). Alvorada - Portilho, Ibê, Juvenil e Cremonês; Dias e Pel; Edmundo, Zezito, Jasson, Nelson e Joãozinho.
No jogo principal, a Presidência sagrou-se campeã do torneio ao vencer o Cruzeiro do Sul por 3 x 1.
A partida apresentou duas fases distintas e, talvez por isso, tenha agradado aos torcedores presentes. Os primeiros 45 minutos favoreceu francamente ao Cruzeiro e na etapa derradeira houve total modificação no comando das ações que passaram a pertencer ao time da Presidência.
A primeira impressão deixada pelas equipes é de que o Cruzeiro não encontraria dificuldade em alcançar a vitória. As ações lhe pertenciam inteiramente e o quadro da Presidência se viu forçado a recuar para tentar conter o ímpeto do adversário, que perdeu um sem número de oportunidades.
Inesperadamente, entretanto, mas em consequência do avanço desmedido do quadro do Cruzeiro, que atacava em bloco, num contra-ataque a Presidência abriu a contagem aos dez minutos, através de Brasil.
O Cruzeiro, diga-se de passagem, não se impressionou e logo depois conseguiu a chance do empate, através de um pênalti marcado a seu favor, desperdiçado por Ceninho, que chutou para fora. Mas, o mesmo Ceninho redimiu-se aos 30 minutos, decretando a igualdade no marcador, com um belo tento. Com o placar em 1 x 1, terminou a primeira fase.
O panorama mudou completamente aos dez minutos do segundo tempo, quando Anchieta assinalou o segundo gol da Presidência, em novo descuido da retaguarda cruzeirense. A partir desse instante, o Cruzeiro começou a perturbar-se e o time da Presidência a crescer em campo. E então sucedeu aquilo que o Cruzeiro não soube fazer, tornar-se objetivo, traduzinho a superioridade territorial e técnica em tentos. Foi o que fez a Presidência. Aproveitou o desacerto do adversário e procurou marcar. E, aos 22 minutos, Luizinho, num lençol sobre o goleiro Zé Maria, assinalou o terceiro gol que selou a sorte da partida. Daí por diante, o Cruzeiro não teve mais como recuperar-se, aproveitando-se a Presidência para, em pontadas perigosas, colocar o arco do adversário em constante risco, chegando, inclusive, a marcar o quarto gol, anulado pelo árbitro, não se sabe bem por que razão. Resultado final: 3 x 1 em favor da campeã A. E. Presidência.
O árbitro do encontro foi Moacyr Siqueira e as equipes formaram assim: 
Presidência - Gonçalinho, Medalha, Arnaldo e Negrito; Brum e Bezerra; Azulinho (Luizinho), Brasil, Anchieta, Múcio e Tabali (Alemão). 
Cruzeiro - Zé Maria, Jair, Parola e Pedrinho; Edilson Braga e Morales; Beto (Machado), Ceará, Ceninho, Beto Pretti e Raimundinho.


quinta-feira, 23 de abril de 2026

AS DECISÕES: I Torneio Centro-Oeste - 1981

 



1º jogo

GAMA 2 x 1 GOIÂNIA
Data: 19 de abril de 1981
Local: Bezerrão
Árbitro: Baltasar Antônio de Paulo
Renda: Cr$ 138.310,00
Gols: Zé Oscar, 61; Fantato, 63 e Jorge Luiz, 64
GAMA: Moacir, Carlão (Roldão), Kidão, Junior e Ojeda (Marcelo); Vicente, Manoel Ferreira e Luís Carlos; Lino, Fantato e Jorge Luiz. Técnico: Elício Lopes Soares.
GOIÂNIA: Itamar, João Carlos (Éder), Néo, Odon e Ronaldo; Zé Rodrigues, Rinaldo e Zé Oscar; Marco Antônio, Hélio e Adeilton (Buana).

2º jogo

GAMA 0 x 0 GOIÂNIA
Data: 23 de abril de 1981
Local: Bezerrão
Árbitro: Edson Rezende de Oliveira
Renda: Cr$ 147.290,00
Público: 2.025 pagantes
GAMA: Moacir, Carlão, Kidão, Junior e Ojeda; Vicente, Manoel Ferreira e Luís Carlos (Ademar); Lino, Fantato e Jorge Luís. Técnico: Elício Lopes Soares.
GOIÂNIA: Itamar, João Carlos, Néo, Odon e Ronaldo; Zé Rodrigues, Régis (Pedro) e Luís Frazão; Marco Antônio (Hélio), Zé Oscar e Rinaldo.




quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

AS DECISÕES: Campeonato Brasiliense de 1972


Serviço Gráfico, campeão do 1º turno, e CEUB, campeão do 2º, decidiram o Campeonato Brasiliense de 1972 (amador), após cinco jogos e muito “tapetão”.
O primeiro jogo foi realizado no dia 2 de dezembro de 1972, no Pelezão. Com dois gols de Dinarte e um de Marco Antônio, o CEUB goleou o Serviço Gráfico por 3 x 0. Adélio Nogueira foi o árbitro.
Uma semana depois, 9 de dezembro de 1972, o Serviço Gráfico pagou na mesma moeda: devolveu os 3 x 0 ao CEUB, com dois gols de Walmir e um de Carlos Gomes. O jogo também foi realizado no Pelezão e teve a arbitragem de Jorge Aloise.
O Pelezão também foi o palco do terceiro jogo, cujo marcador não foi movimentado: 0 x 0. Édson Benítez foi o árbitro.
O Serviço Gráfico poderia ser declarado campeão ao vencer o Ceub, por 2 x 1, no dia 21 de dezembro de 1972, no Pelezão, com mais uma arbitragem de Adélio Nogueira. Jairo Bueno e Arthur marcaram os gols do time da gráfica do Senado Federal e Rogério Macedo o do time universitário.
Eu disse poderia pelos motivos a seguir expostos.
Após o primeiro jogo da decisão, o Serviço Gráfico entrou com um recurso na Federação Metropolitana de Futebol solicitando os pontos do jogo, baseando-se no fato de que o atleta Marco Antônio, do CEUB, não tinha condições de jogo. Foi constatado que o jogador tinha vínculo com o Fluminense, de Araguari (MG), o que o impossibilitava de participar do campeonato do DF sem a devida transferência.
O CEUB deu o troco, entrando com um recurso contra a utilização pelo Serviço Gráfico dos jogadores Vavá e Carlos Gomes que, segundo o clube universitário, estariam filiados a Federação Fluminense de Futebol.
O Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Metropolitana de Futebol anulou as partidas realizadas em 2 e 9 de dezembro de 1972, mantendo, entretanto, os resultados das partidas realizadas em 16 de dezembro e 21 de dezembro de 1972.
A FMF recebeu o Ofício nº 2.336, de 02.03.1973, da CBD, comunicando que aplicou aos atletas Marco Antônio Pereira (inscrito pela Federação Mineira de Futebol), Lourival Ribeiro de Carvalho Filho (Vavá) e Carlos Gomes (inscritos pela Federação Fluminense de Desportos), a penalidade de suspensão de 90 dias para cada um, a partir de 7 de fevereiro de 1973.
Para a última partida da série decisiva, somente puderam participar os atletas que tinham condições legais até a data da realização dos encontros anteriores. A situação era: Serviço Gráfico, 3 pontos ganhos e Ceub, 1.
Somente no dia 12 de setembro de 1973 aconteceria a decisão do campeonato de 1972.
Um empate daria o título ao Serviço Gráfico. Ao CEUB só a vitória interessava para provocar um novo jogo.
O jogo começou com o Serviço Gráfico demonstrando tranquilidade porque o resultado de 0 x 0 lhe garantiria a conquista do título e, do outro lado, o nervosismo do CEUB, que tinha de ganhar a qualquer custo.
Com isso, não foi difícil para o Serviço Gráfico dominar a partida em boa parte do primeiro tempo, chegando inclusive a merecer o primeiro gol que entretanto não veio.
Para a segunda etapa o panorama da partida não se modificou até os 25 minutos de jogo. Quando o jogo já era bastante violento, Eraldo, do Serviço Gráfico, foi expulso pelo árbitro Cid Marival Fonseca. Aos 28 foi a vez de Ximenes, que entrara em campo três minutos atrás, ser expulso. Com as duas exclusões o jogo tornou-se mais violento ainda ante a total complacência do árbitro, inteiramente dominado pelos jogadores. Aos 44 minutos, nova exclusão: Cezinha, também do Serviço Gráfico, que terminou o jogo com apenas oito jogadores.
No final, com o placar em 0 x 0, o Serviço Gráfico pôde comemorar seu primeiro título de campeão brasiliense.
O Serviço Gráfico jogou com Sinésio, Eraldo, Juarez, Melinho e Cezinha; César, Axel e Clemilton (Ximenes); Tião, Jairo e Arthur.
O Ceub atuou com Elizaldo, Sérgio, Lúcio, Iodalto (Sílvio) e Miguel; Noel e Carlinhos; Hamilton, Paulinho, Dinarte e Ademir.
Como curiosidade, informamos que o jogo que decidiu o campeonato brasiliense de 1972 foi realizado no Pelezão, na preliminar de CEUB 0 x 0 Bahia, válido pelo Campeonato Brasileiro de 1973.



sábado, 22 de novembro de 2025

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: decisão do Campeonato Brasiliense de Juniores - 1997



LUZIÂNIA 1 x 0 SOBRADINHO
Data: 22.11.1997
Local: Serra do Lago, Luziânia (GO)
Árbitro: Nilton de Castro
Gol: Iron (olímpico)
LUZIÂNIA: Zeca; Valdo, Victor, Jean e Cobal; Iron, Marcelão, Flávio Hipólito e Serginho; Aerton e Giovani Paraná. Técnico: Elizeu Bernardo.
SOBRADINHO: Clayton; Anderson, Zezão, Kleber e Anderson; Júnior Baiano, Alex Ramos e Vagner; Júnior, Totonho e Roberto. Técnico: Ahlá.

domingo, 16 de novembro de 2025

AS DECISÕES: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão - 2007


O campeonato brasiliense de 2007 foi decidido com três rodadas de antecipação.
Na noite de 13 de abril de 2007, no estádio Mané Garrincha, o Gama venceu o Ceilândia por 3 x 2 e colocou o adversário na quarta colocação (o Ceilândia era o único que ainda podia alcançar a primeira colocação, desde que vencesse esse jogo e os dois próximos, além de torcer por tropeços do Brasiliense).

GAMA 3 x 2 CEILÂNDIA 
Data: 13.04.2007 
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF) 
Árbitro: Anselmo da Costa (SP) 
Renda: R$ 2.835,00 
Público: 497 pagantes 
Expulsões: Ricardo Araújo e Neto Potiguar, do Gama
Gols: Sérgio Manoel, 4; Berg, 53; André Borges, 60; Rodrigo Ninja, 70 e André Borges, 75. 
GAMA: Juninho, Ciro, Augusto (Dendel) e Cléber Carioca; Márcio Goiano, Ricardo Araújo, Marcelo Uberaba, Valdeir (Alexandre Fávaro) e Rodrigo Ninja; Neto Potiguar e André Borges (Valdir Tubarão). Técnico: Wladimir Araújo. 
CEILÂNDIA: Donizeti, Bruno, Gino, Ítalo (Anderson) e Sérgio Manoel; Leandro Leite, Didão, Cadu (Robinho), Gil Baiano (Luiz Fernando) e Geovane Monteiro; Berg. Técnico: Mauro Fernandes.

Adrianinho
Com o título assegurado, o Brasiliense pôde comemorar o tetracampeonato do DF dois dias depois, em Unaí (MG).
O Brasiliense manteve a invencibilidade e chegou aos trinta pontos ao golear os anfitriões por 3 x 0, no estádio Urbano Adjuto.
A conquista com três rodadas de antecipação fez com que o técnico Roberto Fernandes aproveitasse para poupar titulares do Brasiliense para o duelo de ida contra o Cruzeiro, no Mineirão, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.
O Unaí começou a partida com o objetivo de estragar a festa dos visitantes. Logo aos 13 minutos, Rogerinho quase abriu o placar, após um bom chute que carimbou a trave.
Depois do susto inicial, o Unaí não conseguiu ameaçar o Brasiliense. Assim, aos 32 minutos, o Brasiliense conseguiu abrir o placar. Maia avançou pelo lado esquerdo da defesa do Unaí e cruzou na medida para Adrianinho cabecear e tirar o zero do marcador.
No segundo tempo, o Unaí pouco incomodou o tetracampeão Brasiliense. Aos nove minutos, Maia tocou para Rafael Toledo, que da entrada da área acertou um belo chute no ângulo e marcou o segundo gol do Brasiliense.
O Brasiliense permaneceu no ataque e aos 27 minutos acertou a trave do goleiro Stive, depois de um chute de Ademar.
O terceiro gol veio dois minutos depois, com Adrianinho cobrando falta com perfeição no canto esquerdo do goleiro do Unaí.

UNAÍ 0 x 3 BRASILIENSE 
Data: 15.04.2007 
Local: Urbano Adjuto, Unaí (MG) 
Árbitro: Élcio Paschoal Borborema (SP) 
Renda: R$ 3.512,00 
Público: 439 pagantes 
Gols: Adrianinho, 32; Rafael Toledo, 54 e Adrianinho, 74 
UNAÍ: Stive, Wemerson, Fabrício, Roberto e Anderson (Anderson Mineiro); Daniel, Alexsandro (Paulão), Danilo e Kleberson (Paulinho); Bispo e Rogerinho. Técnico: Mozair Barbosa. 
BRASILIENSE: Guto, Rafael Toledo, Ailson, Padovani e Ademar; Coquinho (Valmir), Agenor (Carlos Alberto) e Adrianinho; Maia, Jonhes e Catatau (Thiago Félix). Técnico: Roberto Fernandes.



terça-feira, 11 de novembro de 2025

AS DECISÕES: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2008


Depois de desperdiçar a primeira chance de chegar ao título antecipado ao perder para o Gama, por 2 x 0, em pleno Serejão, uma semana antes, o Brasiliense garantiu a quinta conquista do título de campeão do DF no dia 13 de abril de 2008, ao golear o lanterna e rebaixado Esportivo, por 4 x 0, pela 13ª e penúltima rodada.
A conquista teve como destaque Iranildo, autor de três gols. Nas arquibancadas, um público de apenas 826 pagantes, abaixo de qualquer decisão de título estadual em 2008.
Desfalcado e com apenas cinco jogadores no banco, dois a menor que o normal; o Esportivo somente resistiu por 25 minutos ao Brasiliense. Bastou o lateral-esquerdo Eduardo cruzar no segundo poste para Dimba ajeitar de cabeça, na medida, para Iranildo abrir o placar.
Depois da parada técnica para refrescar os jogadores do calor, Iranildo ampliou aos 32 minutos, em outro passe de Dimba, que ficou com a sobra do rebote do goleiro Pedro em chute de Jóbson.
O passeio continuou na segunda etapa. Iranildo aproveitou toque de calcanhar de Dimba, aos 17 minutos, para fuzilar. Na primeira tentativa, em cima da zaga. Na segunda, para o fundo das redes, de pé esquerdo.
No último lance do jogo, Dimba recebeu de Jóbson e tocou na saída do goleiro Pedro, de apenas 18 anos. Com esse gol, Dimba se isolou na artilharia do campeonato brasiliense de 2008.
A ficha técnica desse jogo foi a seguinte:

ESPORTIVO 0 x 4 BRASILIENSE
Data: 13.04.2008
Local: CAVE
Árbitro: Renato Acioli
Renda: R$ 2.650,00
Público: 826 pagantes
Gols: Iranildo, 25, 32 e 62 e Dimba, 90+1
ESPORTIVO: Pedro, André Ottoni (Gleison), Elton, Márcio Paraíba e Robson Pirapora; Rodolfo (Wagner), Simão, Camilo (Jadson) e Igor; Haroldinho e Dudu Mineiro. Técnico: Wilson Moreira.
BRASILIENSE: Guto; Patrick (Sérgio Gomes), Junior Baiano, Ailson e Eduardo (Adrianinho); Agenor, Juninho, Iranildo e Athirson (Rodriguinho); Jóbson e Dimba. Técnico: Gerson Andreotti.




quarta-feira, 3 de setembro de 2025

AS DECISÕES: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão - 2019



1º JOGO

GAMA 3 x 1 BRASILIENSE
Data: 13 de abril de 2019
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Christiano Gayo
Renda: R$ 108.434,00
Público: 9.040 pagantes
Gols: Vitor Xavier, 14; Badhuga, 19; Jeferson Maranhão, 35 e Emerson, 66
GAMA: Rodrigo Calaça, Felipe Tavares, Gustavo Henrique, Emerson e Mário Henrique; Wagner Balotelli, Tarta, Gilsinho (Samuel) e Jeferson Maranhão; Vitor Xavier (Wisman) e Nunes (Felipe Werley). Técnico: Vilson Tadei.
BRASILIENSE: Felipe, Alex Murici, Wallace, Badhuga e Gleissinho; Dudu, Geovane (Emerson Martins), Maikon Leite (Vitor Mariano) e Almir (Peninha); Romarinho e Gilvan. Técnico: Ricardo Antônio.

2º JOGO

BRASILIENSE 2 x 2 GAMA
Data: 20 de abril de 2019
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Sávio Sampaio
Renda: R$ 254.116,00
Público: 14.736 pagantes
Gols: Tarta, 18; Gilsinho, 56; Michel Platini, 57 e Maikon Leite, 77
BRASILIENSE: Edmar Sucuri, Alex Murici, Lúcio, Badhuga e Romano; Dudu (Reinaldo), Aldo (Romarinho), Erick Flores (Peninha) e Morais; Maikon Leite e Michel Platini. Técnico: Ricardo Antônio.
GAMA: Rodrigo Calaça, Felipe Tavares, Gustavo Henrique, Emerson e Mário Henrique (Cleidson); Wagner Balotelli, Tarta, Gilsinho (Tiago Gaúcho) e Jeferson Maranhão; Nunes e Vitor Xavier (Wisman). Técnico: Vilson Tadei.




terça-feira, 18 de março de 2025

AS DECISÕES: Taça “Ciro Machado do Espírito Santo” - 1967


A decisão da Taça “Ciro Machado do Espírito Santo” ocorreu no dia 5 de março de 1967, no Estádio de Brasília.
Na preliminar, o Ipiranga venceu o Defelê por 2 x 1 e ficou com a terceira colocação do torneio.
O Defelê saiu na frente, com um gol logo aos sete minutos, marcado através do ponteiro esquerdo Cabeleira, cobrando uma falta.
Aos 19 minutos, Luizinho empatou para o Ipiranga.
No segundo tempo, o Ipiranga buscou mais o gol da vitória e o conseguiu aos 30 minutos, também através do ponteiro esquerdo Formiga.
Assim, o promotor do torneio, o Defelê, ficou na última colocação.

Defelê 1 x 2 Ipiranga
Árbitro: Rubem Pacheco
Renda: CR$ 2.453.000,00 (rodada dupla)
Gols: Cabeleira, 7; Luizinho, 19 e Formiga, 75
Defelê: Walmir, Aderbal, Décio, Farneze e Wilson; Gaúcho (Quincas) e Walter (Pedrinho); Djalma (Maurício), Invasão, Solon e Cabeleira.
Ipiranga: Chicão, Pelé, Ronaldo, Zé França e Dino; Goiano e Paulinho; Carlinhos (Patinho), Luizinho, Luciano e Formiga.

Carlão e Mello
No jogo que decidiu o torneio, sob a arbitragem de Nilzo de Sá, Rabello e Botafogo não saíram do 0 x 0. 
O empate foi justo. O Rabello apresentou um bom padrão de jogo, conseguindo acompanhar o ritmo imposto pelo Botafogo, que contou com bons valores individuais e mais experientes.
As duas melhores oportunidades de gol foram do Rabello, ambas desperdiçadas por Roberto. A melhor chance de alterar o placar pelo lado do Botafogo foi com Zezé, que quase surpreendeu Dico com um belo chute de fora da área.
No Rabello, os melhores foram Dico, Serginho e Zé Maria, esse o melhor de todos, com bons passes e excelente colocação em campo.
Do lado do Botafogo, Mura voltou a ser valor destacado. Também estiveram bem o goleiro Cao, muito atento e demonstrando confiança, Fifi e Luiz Henrique no meio de campo e Rui Amoroso, mais uma vez, o destaque do ataque.
Com o resultado de 0 x 0, os dirigentes do Rabello decidiram, então, entregar o troféu de campeão ao Botafogo, por ser este time visitante.
Jogou o Rabello com Dico (Zé Walter), Didi, Mello, Carlão e Serginho; Zé Maria e Beto Pretti; Zezé, Roberto (Sabará), Otávio e Arnaldo (Mendes).
O Botafogo atuou com Cao, Mura, Carlos Alberto, Adevaldo e Moreira; Luiz Henrique e Fifi; Maurício (Zezé), Rui Amoroso, Jerônimo e Helinho. Técnico: Adalberto Martins.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

O DIA 22 DE NOVEMBRO NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: a decisão do 1º Campeonato Brasiliense de Futebol - 1959



O campeonato brasiliense de 1959 chegou ao seu final nas disputas de zonas. A última rodada foi disputada no dia 25 de outubro. A surpresa foi o empate verificado entre as equipes do Guará e A. A. EBE, pela contagem de 2 x 2. O Guará, que vinha liderando juntamente com o Grêmio o campeonato da Zona Sul, caiu um ponto, deixando que o Grêmio alcançasse o título de campeão da Zona Sul.
O E. C. Planalto foi o campeão da Zona Norte.
Diante desses resultados, Grêmio e Planalto decidiram o título máximo do futebol de Brasília numa série “melhor-de-três”.

O primeiro jogo da decisão entre Grêmio e Planalto ocorreu no dia 8 de novembro, no campo do Planalto.
Partida truncada, acidentada, com nada menos que cinco jogadores expulsos de campo e duas penalidades máximas cobradas. O árbitro foi Gabriel Costa Filho.
Movimentaram o marcador: 12 minutos, Carlinhos, do Grêmio; Cardoso empatou aos 19 e novamente Carlinhos desempatou aos 30. Assim terminou o primeiro tempo. No segundo tempo: aos 27, Nilo e aos 39, José, ambos para o Grêmio, quando o Planalto estava somente com oito homens em campo. No final, Cardoso voltou a marcar para o Planalto.
O Grêmio atuou com Bosco, Amauri e Hugo; José, Alemãozinho e Ralph; Carlinhos, Nilo, Jair, Eluff e Roberto. Técnico: Rubens Porfírio da Paz. O Planalto com Issinha, Rochinha e Gringo; Divino, Aires e Nenê; Cardoso, Edson Galba, Lili, Santa Helena e Prego. Técnico: Sílvio Costa.
Foram expulsos: Divino, Edson Galba (capitão), Gringo e Santa Helena, do Planalto, e Nilo, do Grêmio.
Ao final do jogo, a torcida do Planalto tentou agredir ao árbitro, que foi protegido pelo Diretor de Futebol, por policiais e por dirigentes do Grêmio e Planalto.

O segundo jogo aconteceu no dia 15 de novembro, no estádio Vasco Viana de Andrade.
A partida teve um desenrolar empolgante, graças ao espírito de luta com que se apresentaram os 22 elementos em campo. O empate foi justo e premiou as duas equipes disputantes, pela produção igual, no decorrer dos 90 minutos.
Numeroso público assistiu até ao fim do jogo, apesar da forte chuva que caiu sobre o Estádio Vasco Viana de Andrade, durante quase todo o 2º tempo. Os quadros do Planalto e Grêmio, por sua vez, souberam premiar esse público com um bom espetáculo.
Coube ao Grêmio abrir a contagem, por intermédio do atacante Nilo, aos 32 minutos. Com este tento, os gremistas criaram alma nova e impuseram um ligeiro domínio sobre a equipe do Planalto, dando oportunidade a várias tentativas de aumentar o marcador.
Entretanto, os “periquitos” defendiam-se valentemente e, às vezes, procuravam atingir a meta guarnecida por Bosco. Ao término do primeiro tempo, o placar assinalava 1 x 0.
Na segunda etapa, sob forte chuva, o jogo decaiu de produção, até que cessasse o aguaceiro. O campo escorregadio impedia aos jogadores melhores lances. Com o segundo tento do Grêmio, marcado por Carlinhos, o Grêmio se contentou com os 2 x 0 e o Planalto parecia ter perdido as esperanças.
Quando ninguém mais acreditava numa reação da parte dos defensores do Planalto, aos poucos, com espírito de luta crescendo dentro da cancha, os comandados do capitão Edson Galba conseguiram o primeiro tento, por intermédio de Ferrete. Este tento foi o início da virada de placar. O entusiasmo se apossou dos 11 jogadores esmeraldinos.
O Grêmio continuava acomodado, tentando garantir a contagem. Veio o segundo tento do Planalto, por intermédio de Edson Galba, o que transformou em magnífico o final de encontro. Planalto e Grêmio passaram, então, numa luta de gigantes, a buscarem o tento de desempate.
Quando faltavam quatro minutos para o final da partida, acontece o terceiro gol do Planalto, marcado por Cardoso. Era o gol da virada e muitos acharam que seria o da vitória.
Mas, no último minuto de jogo, o Grêmio conseguiu empatar, novamente através de Carlinhos.
O belo jogo teve como árbitro Anfrido Ziller e as equipes formaram assim: GRÊMIO: Bosco, Amauri e Hugo; Remis, Alemão e Ralph; Carlinhos, Nilo, Jair, Eluff e Roberto. PLANALTO: Issinha, Louro e Liliu; Edivino, Aires e Nenê; Zé Luís, Pedrinho, Cardoso, Edson e Ferrete.
O empate de 3 x 3 entre as equipes do Planalto e Grêmio determinou uma terceira partida para a decisão do título de campeão de Brasília.

Esta aconteceu no dia 22 de novembro, no campo do Grêmio, o Estádio “Vasco Viana de Andrade”.
O encontro entre os dois finalistas do campeonato caracterizou-se pela igualdade de produção dos 22 elementos, durante todo o transcorrer da partida. A luta foi renhida do primeiro ao último minuto.
No primeiro tempo, o marcador permaneceu em branco, embora ambas as equipes tenham lutado valentemente pela conquista do tento de abertura. Coube ao Planalto a melhor chance de modificação no marcador. Depois de um bem concatenado ataque da linha dianteira esmeraldina, o ponteiro direito Zé Luís conseguiu passar pelo seu adversário e chutou enviesado, tendo a bola batido no travessão superior do arco guarnecido por Bosco. Foi o primeiro susto dos gremistas, que souberam se articular para o contra-ataque, provocando perigo a meta defendida por Issinha.
Com ataques sucessivos por parte das duas linhas, os defensores foram o ponto alto.
Na segunda fase, coube ao Planalto dominar o jogo por cerca de 20 minutos. Aos 26 minutos, num perigoso contra-ataque, Carlinhos conseguiu o tento que valeu a conquista do campeonato para sua equipe. O gol provocou um grande entusiasmo da torcida, que invadiu o campo para abraçar os jogadores, o que motivou paralisação do jogo em 19 minutos.
Esta paralisação esfriou completamente o Planalto que não apresentou mais nenhuma perspectiva de reação para virar o marcador.
Dirigiu a contenda o árbitro Anfrido Ziller.
Assim se apresentaram os dois quadros:
GRÊMIO - Bosco, Amauri e Hugo; Remis, Alemão e Ralph; Nilo I, Jair, Nilo II, Carlinhos e Nobre.
PLANALTO - Issinha, Gringo e Paulinho; Edivino, Aires e Nenê; Zé Luís, Pedrinho, Cardoso, Edson e Prego.
O feito do Grêmio, ao conquistar de forma invicta o campeonato, revela que sua equipe soube vencer todas as dificuldades durante o certame, valorizando ainda mais a sua vitória a magnífica apresentação do seu último adversário, o E. C. Planalto, que vendeu caro a derrota. Este campeonato ficará como um marco inicial de progresso na vida esportiva da futura capital.

Fonte: jornal DC-Brasília.




sexta-feira, 4 de outubro de 2024

AS DECISÕES: Campeonato Brasiliense de 1959


Grêmio, campeão da Zona Sul, e Planalto, vencedor da Zona Norte, decidiram, em três jogos, quem ficaria com o título de campeão brasiliense de 1959.

O primeiro jogo aconteceu no dia 8 de novembro de 1959, no campo do Planalto.
Foi uma partida truncada, acidentada, com nada menos que cinco jogadores expulsos de campo e duas penalidades máximas cobradas.
Assim foi movimentado o marcador: aos 12 minutos, Carlinhos marcou para o Grêmio; Cardoso empatou aos 19 e novamente Carlinhos desempatou aos 30. Assim terminou o primeiro tempo. No segundo tempo: aos 27, Nilo e aos 39, José, ambos para o Grêmio, quando o Planalto estava somente com oito homens em campo. No final, Cardoso voltou a marcar para o Planalto.
O Grêmio atuou com Bosco, Amauri e Hugo; José, Alemãozinho e Ralph; Carlinhos, Nilo, Jair, Eluff e Roberto. Técnico: Rubens Porfírio da Paz. O Planalto com Issinha, Rochinha e Gringo; Divino, Aires e Nenê; Cardoso, Edson Galba, Liliu, Santa Helena e Prego. Técnico: Sílvio Costa.
Foram expulsos: Divino, Edson (capitão), Gringo e Santa Helena, do Planalto, e Nilo, do Grêmio.
Ao final do jogo, a torcida do Planalto tentou agredir ao árbitro Gabriel Costa Filho, que foi protegido pelo Diretor de Futebol, por policiais e por dirigentes do Grêmio e Planalto.

Uma semana depois, no dia 15 de novembro de 1959, aconteceu o segundo jogo, desta vez no estádio Vasco Viana de Andrade, campo do Grêmio.
A partida teve um desenrolar empolgante, graças ao espírito de luta com que se apresentaram os 22 elementos em campo. O empate de 3 x 3 foi justo e premiou as duas equipes disputantes, pela produção igual, no decorrer dos 90 minutos.
Numeroso público assistiu até ao fim do jogo, apesar da forte chuva caída sobre o estádio durante quase todo o 2º tempo. Os quadros do Planalto e Grêmio, por sua vez, souberam premiar esse público com um bom espetáculo.
Coube ao Grêmio abrir a contagem, por intermédio do atacante Nilo, aos 32 minutos. Com este tento, os gremistas criaram alma nova e impuseram um ligeiro domínio sobre a equipe do Planalto, dando oportunidade a várias tentativas de aumentar o marcador.
Entretanto, os “periquitos” defendiam-se valentemente e, às vezes, procuravam atingir a meta guarnecida por Bosco. Ao término do primeiro tempo, o placar assinalava 1 x 0.
Na segunda etapa, sob forte chuva, o jogo decaiu de produção, até que cessasse o aguaceiro. O campo escorregadio impedia aos jogadores melhores lances. Com o segundo tento do Grêmio, marcado por Carlinhos, o Grêmio se contentou com os 2 x 0 e o Planalto parecia ter perdido as esperanças.
Quando ninguém mais acreditava numa reação da parte dos defensores do Planalto, aos poucos, com espírito de luta crescendo dentro da cancha, os comandados do capitão Edson conseguiram o primeiro tento, por intermédio de Ferrete. Este tento foi o início da virada de placar. O entusiasmo se apossou dos 11 jogadores esmeraldinos.
O Grêmio continuava acomodado, tentando garantir a contagem. Veio o segundo tento do Planalto, por intermédio de Edson, o que transformou em magnífico o final de encontro. Planalto e Grêmio passaram, então, numa luta de gigantes, a buscarem o tento de desempate.
Quando faltavam quatro minutos para o final da partida, acontece o terceiro gol do Planalto, marcado por Cardoso. Era o gol da virada e muitos acharam que seria o da vitória.
Mas, no último minuto de jogo, o Grêmio conseguiu empatar, novamente através de Carlinhos.
O belo jogo teve como árbitro Anfrido Ziller e as equipes formaram assim: GRÊMIO: Bosco, Amauri e Hugo; Remis, Alemão e Ralph; Carlinhos, Nilo, Jair, Eluff e Roberto. Técnico: Rubens Porfírio da Paz. PLANALTO: Issinha, Louro e Liliu; Edivino, Aires e Nenê; Zé Luís, Pedrinho, Cardoso, Edson e Ferrete. Técnico: Sílvio Costa.
Esse empate determinou uma terceira partida para decisão do título de campeão de Brasília.

Grêmio
Esta aconteceu no dia 22 de novembro, novamente no campo do Grêmio.
O encontro caracterizou-se pela igualdade de produção dos 22 elementos, durante todo o transcorrer da partida. A luta foi renhida do primeiro ao último minuto.
No primeiro tempo, o marcador permaneceu em branco, embora ambas as equipes tenham lutado valentemente pela conquista do tento de abertura. Coube ao Planalto a melhor chance de modificação no marcador. Depois de um bem concatenado ataque da linha dianteira esmeraldina, o ponteiro direito Zé Luís conseguiu passar pelo seu adversário e chutou enviesado, tendo a bola batido no travessão superior do arco guarnecido por Bosco. Foi o primeiro susto dos gremistas, que souberam se articular para o contra-ataque, provocando perigo a meta defendida por Issinha.
Com ataques sucessivos por parte das duas linhas, os defensores foram o ponto alto.
Na segunda fase, coube ao Planalto dominar o jogo por cerca de 20 minutos. Aos 26 minutos, num perigoso contra-ataque, Carlinhos conseguiu o tento que valeu a conquista do campeonato para sua equipe. O gol provocou um grande entusiasmo da torcida, que invadiu o campo para abraçar os jogadores, o que motivou paralisação do jogo em 19 minutos.
Esta paralisação esfriou completamente o Planalto que não apresentou mais nenhuma perspectiva de reação para virar o marcador.
Dirigiu a contenda o árbitro Anfrido Ziller.
Assim se apresentaram os dois quadros: 
GRÊMIO - Bosco, Amauri e Hugo; Remis, Alemão e Ralph; Nilo I, Jair, Nilo II, Carlinhos e Nobre. Técnico: Rubens Porfírio da Paz. 
PLANALTO - Issinha, Gringo e Paulinho; Edivino, Aires e Nenê; Zé Luís, Pedrinho, Cardoso, Edson e Prego. Técnico: Sílvio Costa.
O feito do Grêmio, ao conquistar de forma invicta o campeonato, revelou que sua equipe soube vencer todas as dificuldades durante o certame, valorizando ainda mais a sua vitória a magnífica apresentação do seu último adversário, o E. C. Planalto, que vendeu caro a derrota.


sexta-feira, 27 de setembro de 2024

AS DECISÕES: Campeonato Brasiliense de Juniores - 1984


TAGUATINGA 1 x 0 CEILÂNDIA
Data: 07.10.1984
Local: Abadião, Ceilândia (DF)
Árbitro: Ruy Meireles
Gol: Aguinaldo, 57
TAGUATINGA: Elvis, Bill, Adilson, João Carlos e Edson; Alceumar, Da Silva (Mituca) e Neomar; Paulo Henrique, Aguinaldo e Hermínio. Técnico: Edair Rosa.
CEILÂNDIA: Douglas, Pato, Atos, Boni e Wilson (Marcão); Paulinho, Dorival e Carlinhos; Mineirinho, Júlio Melo e Roni (Tôco). Técnico: Jorge Dias.


terça-feira, 27 de agosto de 2024

AS DECISÕES: Campeonato Brasiliense de 1989


O Campeonato Brasiliense de 1989 teve a participação de oito clubes: Brasília, Ceilândia, Gama, Guará, Planaltina, Sobradinho, Taguatinga e Tiradentes.
A competição teve três turnos (em todos eles os clubes foram divididos em dois grupos iguais, todos jogando entre si, somando os pontos dentro de seus grupos, com os campeões de cada grupo decidindo a fase em dois jogos). Além disso, seria realizada uma Fase Final, que reuniria os vencedores de turnos (que ganharam um ponto de bonificação) e mais o quarto clube que obtivesse o maior número de pontos ganhos somados os três turnos.
Também apresentou um regulamento diferente: a contagem de pontos durante os três turnos sofreu as seguintes alterações: a) vitória no tempo normal de jogo, valeria três pontos; b) empate no tempo normal, a decisão seria por pênaltis; o vencedor ganharia dois pontos e o perdedor um.
O primeiro turno foi vencido pelo Guará, que levou a vantagem sobre o Sobradinho, na decisão, após dois jogos (2 x 2 e 1 x 0).
Também vencendo um jogo (2 x 1) e empatando o outro (1 x 1), sobre o Tiradentes, o Taguatinga foi o vencedor do 2º turno e também garantiu seu ponto de bonificação para a Fase Final.
O vencedor do 3º turno foi o Ceilândia, que venceu o Sobradinho nos dois jogos pelo mesmo marcador: 1 x 0.
Assim, os quatro finalistas passaram a ser Guará, Taguatinga e Ceilândia, vencedores, respectivamente, do 1º, 2º e 3º turnos, e o Sobradinho, clube que mais marcou pontos nos três turnos.
Na Fase Final, em dois turnos, todos jogaram entre si e, na última rodada, decidiriam o título Sobradinho, em primeiro, com oito pontos ganhos, e o Taguatinga, em segundo, com sete, ou seja, o Sobradinho jogava pelo empate para se sagrar campeão. Ambos sem derrota na Fase Final.
A partida começou tensa. Antes dos primeiros vinte minutos, o árbitro Lincoln Costa havia distribuído cinco cartões amarelos: três para o Taguatinga, dois para o Sobradinho.
Logo as cinco minutos, Wadi concluiu com perigo à direita de Roberto Costa. Pouco depois, Da Silva deu o troco driblando o goleiro Dias, que saiu mal do gol. Ele tentou cruzar, mas não obteve êxito, pois desequilibrou-se.
Aos 17 minutos, Michael chute na trave esquerda. A bola voltou, bateu na mão de Roberto Costa e foi aliviada pela defesa do Taguatinga.
O Taguatinga pressionou e por duas vezes consecutivas Marcelo Freitas cabeceou rente à trave.
Aos 28 minutos, o gol que decidiria o jogo: Marquinhos Paraíba cobrou escanteio pela esquerda, a bola encontrou a cabeça de Joãozinho.
O Sobradinho, muito nervoso, pouco produziu no restante do 1º tempo.
O 2º tempo apresentou o Sobradinho melhor em campo, mas abusando da bola alta na área do adversário.
A pressão continuou até acontecer uma falta de dois toques dentro da área do Taguatinga, desperdiçada.
A última boa chance do Sobradinho aconteceu no final do jogo, quando Wellington tocou de cabeça, na trave direita, com Roberto Costa batido. A torcida do Sobradinho chegou a comemorar o gol...

SOBRADINHO 0 x 1 TAGUATINGA
Data: 27 de agosto de 1989
Local: Augustinho Lima
Árbitro: Lincoln Costa
Gol: Joãozinho, 28
SOBRADINHO: Dias, Chiquinho, Régis, Toinzé (Bocão) e Claudinho; Zé Nilo, Michael e Wellington; Artur, Wadi (Zuza) e Palhinha. Técnico: Hani Bazzi.
TAGUATINGA: Roberto Costa, Bilzão, Paulão, Adilson e Visoto; Gilvan, Da Silva e Humberto (Chicão); Marcelo Freitas, Joãozinho e Marquinhos Paraíba. Técnico: Antônio Humberto Nobre (Canhoto).


Wanderlei (Preparador Físico), Roberto Costa, Adilson, Paulão, Bilzão, Gilvan e Visoto;
Agachados: Humberto, Da Silva, Joãozinho, Marquinhos Paraíba e Marcelo Freitas.

Nota:
A conquista do título teve sabor especial para o Taguatinga. Em 1985 e 1986, o clube deixou de ser campeão diante do mesmo Sobradinho, saindo derrotado por 2 x 0, no Serejão, e 1 x 0, no Mané Garrincha, quando precisava apenas do empate.
Além disso quebrou um jejum de oito anos sem conquistar o título de campeão brasiliense.



quarta-feira, 14 de agosto de 2024

AS DECISÕES: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 1988



Após a realização de dois turnos, cada um com duas fases, quatro clubes garantiram vaga nas semifinais do campeonato brasiliense de 1988: Gama, Guará, Taguatinga e Tiradentes. Estes dois últimos jogariam com a vantagem do empate para chegarem à decisão. Se perdessem, seus adversários seriam os finalistas.
Dos quatro semifinalistas, apenas Gama, em 1979, e Taguatinga, em 1981, haviam se tornado campeões brasilienses.
As duas semifinais foram realizadas no dia 7 de agosto de 1988, em programação dupla no estádio Serejão. Com dois gols de Moura e um de Luisão, o Tiradentes passou pelo Gama, vencendo pelo placar de 3 x 0. No outro jogo, o Guará derrotou o Taguatinga por 1 x 0, com um gol de Ailton Lira aos 40 minutos do segundo tempo.
Após esses resultados, o Tiradentes necessitava de um empate no tempo normal de jogo e na prorrogação, por ter somado mais pontos em todo o campeonato, para ser campeão brasiliense pela primeira vez em sua história. Seu adversário, o Guará, também lutava pelo primeiro título de campeão brasiliense. Para consegui-lo, bastaria vencer por qualquer diferença de gols.
A decisão brasiliense prometia muitas emoções e os dois times estavam confiantes no título, pois contavam com jogadores experientes e conhecidos. No Tiradentes, os destaques eram o zagueiro Beto Fuscão, ex-Grêmio e Palmeiras, e o atacante Luizão, ex-jogador do Bangu e de vários outros clubes. No Guará, os de maior expressão eram o temperamental Beijoca, que passou por vários grandes times brasileiros, e o veterano Ailton Lira, ex-Santos e São Paulo.
A decisão foi dramática e tumultuada.
No tempo normal de jogo, houve empate em 2 x 2 e na prorrogação, outro empate, agora em 1 x 1.
O jogo teve um final tumultuado, com o veterano Beijoca, depois de ser expulso, criar confusão no gramado, se recusando a deixar o jogo. Só com muito custo foi contido.
Aos 29 minutos, Beijoca abriu o marcador para o Guará. Pouco antes de terminar o primeiro tempo, Luizão empatou para o Tiradentes. Com 18 minutos de bola rolando no segundo tempo, Zé Maurício desempatou para o Tiradentes e o placar de 2 x 1 permaneceu até faltarem dois minutos para o término do jogo, quando Eusébio marcou o segundo gol do Guará, empatando em 2 x 2 o jogo e tornando obrigatória a realização de uma prorrogação de 30 minutos (15 x 15).
Aos nove minutos do primeiro tempo da prorrogação, Ailton Lira colocou o Guará em vantagem. No segundo tempo da prorrogação, aos quatro minutos, Luizão voltou a marcar e a provocar novo empate, resultado que permaneceu até o final do jogo, para alegria da torcida do Tiradentes.

TIRADENTES 3 x 3 GUARÁ
Data: 14 de agosto de 1988
Local: Serejão, Taguatinga (DF)
Árbitro: Tolistoi Batista (DF)
Renda: Cz$ 630.700,00
Público: 2.091 pagantes
Expulsões: Marco Antônio, do Tiradentes, e Beijoca, do Guará
Gols: Beijoca, 29; Luizão, 44; Zé Maurício, 63 e Eusébio, 88. Na prorrogação, Ailton Lira, 9 do 1º tempo e Luizão, 4 do segundo.
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Kidão, Beto Fuscão e Gilberto; Touro (Ricardo), Bé e Zé Maurício; Moura, Luizão e Pedrinho (Marco Antônio). Técnico: Roberto Ruben Delgado.
GUARÁ: Capucho, Bil, Décio, Rafael e Luís Fernando; Eusébio, Écio (Dionísio) e Ailton Lira; Ivonildo, Beijoca e Ribamar (Ricardo). Técnico: Nilton Ferreira da Paz (Niltinho).


segunda-feira, 17 de junho de 2024

AS DECISÕES: Campeonato Brasiliense Juvenil - 1967



Os campeões brasilienses de 1967: em pé, Carlos Morales (treinador), Melinho, Pedro Pradera, Celso, Waldemar, César e Airton; 
Agachados: Walmir, Jorge, Luizinho, Paulinho e Alemão


O campeonato da categoria de juvenis chegou à sua última rodada do returno, no dia 19 de novembro de 1967, com o Colombo em 1º lugar, com um ponto perdido, e o Rabello, em 2º, com dois.
Na preliminar do jogo principal, o Rabello vencia por 3 x 1. Infelizmente, o jogo não chegou ao seu final, pois o árbitro Almir Alves Nascimento foi agredido por vários jogadores do Colombo, formando-se uma batalha campal, com a participação de elementos estranhos à partida, tendo sido encerrado o jogo aos 23 minutos da etapa final.
Tudo começou quando o árbitro expulsou o jogador Fio. Este não concordou com a determinação do árbitro, iniciando a agressão e sendo acompanhado pelos seus companheiros de clube. O árbitro sofreu escoriações generalizadas, antes que a polícia pudesse intervir.
Foram expulsos de campo os jogadores Fio, Doidinho, Mauro, Peritote e Diogo, ficando o Colombo reduzido a seis jogadores, portanto, sem condições de prosseguir no jogo.
Antes da confusão, ainda no 1º tempo, Peritote havia aberto a contagem para o Colombo e Luizinho empatou para o Rabello. No 2º tempo, Paulinho e Jorge marcaram os gols que davam a vantagem ao Rabello até acontecer o tumulto citado acima.
As equipes formaram assim:
RABELLO – Celso, César, Pedro Pradera, Melinho e Airton; Waldemar e Luizinho; Walmir, Jorge, Paulinho e Alemão (Miluir). Técnico: Carlos Morales.
COLOMBO – Laudislon, Josué (Careca), Doidinho, Mauro e Quim; Fio e Clemente; Piritote, Diogo, Ferreira e Viana.


domingo, 26 de maio de 2024

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: a decisão do Campeonato Brasiliense de 1968


Sofrendo seus dois primeiros gols na competição, o Rabello perdeu a chance de ainda lutar pelo título de campeão brasiliense ao empatar com o Defelê no dia 26 de maio de 1968. Precisava ganhar do Defelê para forçar uma série em melhor-de-três.
O jogo foi bastante equilibrado.
No 1º tempo, João Dutra cometeu pênalti, que Arnaldo cobrou e fez 1 x 0 em favor do Defelê. No final desta fase, aos 43 minutos, Luís Carlos empatou para o Rabello.
No 2º tempo, Sabarazinho colocou novamente o Defelê em vantagem. Sabará empatou de novo para o Rabello.
O jogo foi realizado no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo e teve como árbitro Eduino Edmundo Lima. A renda chegou aos NCr$ 331,00.
O Rabello tornou-se vice-campeão jogando com Dico, Wilson, Melo, Carlão (Luiz) e Serginho; João Dutra e Luís Carlos; Sabará, Aloísio, Cid e Zé Maria.
O Defelê sagrou-se campeão brasiliense de 1968 atuando com Zé Walter, Sir Peres, Farneze, Alaor Capella e J. Pereira; Djalma e Sabarazinho; Guairacá, Solon, Paulinho e Arnaldo.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

SÚMULAS DAS FINAIS DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 2017


JOGO DE IDA

CEILÂNDIA 2 x 2 BRASILIENSE
Data: 29/04/2017
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Almir Camargo
Renda: R$ 16.139,00
Público: 3.296 pagantes
Gols: Michel Platini, 8; Reinaldo, 33; Aldo, 72 e Badhuga, 85
CEILÂNDIA: Artur, Dudu Lopes, Wallinson, Badhuga e Elivelto; Didão, Emerson Martins (Willian Carioca), Alcione e Filipe Cirne (Formiga); Michel Platini (Gilmar Herê) e Romarinho. Técnico: Adelson de Almeida.
BRASILIENSE: Andrey, Patrick, Wallace, Preto Costa e Gerson; Aldo, Lucas Zen, Peninha (Luquinhas) e Souza (Gabriel); Reinaldo (Malaquias) e Márcio Diogo. Técnico: Rafael Toledo.

JOGO DE VOLTA

BRASILIENSE 3 x 2 CEILÂNDIA
Data: 06/05/2017
Local: Estádio Mané Garrincha. Brasiliense (DF)
Árbitro: Sávio Sampaio
Renda: R$ 23.693,00
Público: 6.395 pagantes
Gols: Romarinho, 33; Reinaldo, 47; Nunes, 71; Souza, 80 e Romarinho, 89
BRASILIENSE: Andrey, Gabriel, Wallace, Preto Costa e Gerson; Aldo, Lucas Zen, Márcio Diogo (Malaquias) e Souza; Reinaldo (Luquinhas) e Nunes (Acerola). Técnico: Rafael Toledo.
CEILÂNDIA: Pedro Ferreira, Dudu Lopes, Wallinson, Badhuga e Elivelto; Didão, Emerson Martins (Kabrine), Alcione e Filipe Cirne (Willian Carioca); Gilmar Herê (Formiga) e Romarinho. Técnico: Adelson de Almeida.



quinta-feira, 25 de abril de 2024

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: 1º jogo da decisão do Campeonato Brasiliense de 2015



GAMA 3 x 0 BRASÍLIA
Data: 25.04.2015
Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Christiano Nascimento
Renda: R$ 111.762,00
Público: 8.396 pagantes
Gols: Rafael Grampola, 63; Héricles, 70 e Daniel, 83
GAMA: André Ferlini, Dudu Gago, Pedrão, Gustavo e Rafinha; Baiano, Lucas, Héricles (Lenilson) e Formiga (Daniel); Thiago Miracema e Rafael Grampola (Tiago Gaúcho). Técnico: Gilson Granzotto.
BRASÍLIA: Artur, Fernando (Gizo), André, Índio e Makeka; Pedro Ayub, Willian, Clécio e Héverton; Morais (Anjinho) e Michel Platini (Giba). Técnico: Luís Carlos Souza.