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quinta-feira, 16 de julho de 2026

# PASSARAM POR AQUI: Flávio Minuano



Flávio Almeida da Fonseca, o Flávio Minuano, nasceu em Porto Alegre (RS), em 9 de julho de 1944.
O saudoso narrador Geraldo José de Almeida o apelidou de Flávio “Minuano”, uma referência ao vento característico da região dos pampas gaúchos.
Flávio começou a jogar futebol no Real Madrid, equipe de várzea da cidade de Porto Alegre, de onde ele se transferiu para os infantis do Sport Club Internacional, em 1959.
No dia 2 de março de 1961 fez sua estreia no time principal do Internacional, em amistoso realizado contra o Juventude, em Caxias do Sul. 
O primeiro gol no Internacional viria menos de uma semana depois, em 8 de março de 1961, no estádio dos Eucaliptos, no amistoso em que o Internacional goleou o Floriano, de Novo Hamburgo, por 4 x 0.
Teve um ótimo início de carreira, conquistando o título gaúcho de 1961, em uma época que o Grêmio dominava o futebol do Estado do Rio Grande do Sul.
De 1961 a 1964, foram 67 jogos no Internacional, com 52 gols.
Foi para o Corinthians, primeiro por empréstimo, depois contratado em definitivo.

Sua estreia no Corinthians foi em 15 de março de 1964, pelo Torneio Rio-São Paulo, no Pacaembu: derrota de 2 x 1 para o Flamengo, do Rio de Janeiro.
O primeiro gol de Flávio com a camisa do Corinthians foi em 28 de março de 1964, pelo mesmo torneio, na vitória de 2 x 1 sobre o Fluminense, também no Pacaembu.
No Campeonato Paulista de 1964, com 22 gols marcados, Flávio só perdeu a artilharia para Pelé, que fez 34.
De 1964 a 1969, foram 228 jogos e 170 gols assinalados com a camisa do Corinthians.
Esses números colocam Flávio entre os dez maiores artilheiros da história do Corinthians.
No Corinthians, Flávio foi campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1966 e alcançou uma série de vitórias pessoais, como as artilharias do Campeonato Paulista de 1967 (21 gols) e do Rio-São Paulo de 1965 (14 gols).
Em 1968, entrou de vez para a história do Corinthians ao marcar o segundo gol da vitória por 2 x 0 sobre o Santos, na partida que quebrou o jejum de 11 anos sem vitórias do Corinthians contra o rival no Campeonato Paulista.

De São Paulo, Flávio transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde passaria a jogar pelo Fluminense, ainda em 1969.
A estreia de Flávio aconteceu em 15 de março de 1969: Fluminense 6 x 1 Madureira, com Flávio marcando três gols.
Pelo Fluminense conquistou os seguintes títulos: Campeonato Brasileiro de 1970 e Campeonato Carioca de 1969 e 1971. Além disso, foi artilheiro do Campeonato Carioca de 1969, com 15 gols, e de 1970, com 18 gols.
Em seu primeiro ano no Fluminense, Flávio foi o grande herói da conquista de 1969.
Foram 114 jogos e 93 gols marcados (média de 0,82 gols/jogo).
O último jogo foi em 10 de julho de 1971: Fluminense 3 x 3 Bangu, no Maracanã, pela Taça Guanabara de 1971.
No Campeonato Brasileiro de 1970 não pôde jogar as últimas quatro partidas, vindo a perder a artilharia nacional na última rodada, por diferença de um gol.
Após a sua passagem pelo Fluminense, Flávio se transferiu para o Futebol Clube do Porto, de Portugal, onde manteve a fama de goleador.
A direção do clube português desembolsou uma fortuna na época e foram muitos os torcedores que receberam com euforia o jogador na sua chegada ao aeroporto.
Foram 53 gols marcados pelo Porto, sendo 41 no Campeonato Português, 9 na Taça de Portugal e três em competições européias (um deles na vitória de 3 x 1 sobre o Barcelona, da Espanha).
Estreou de forma oficial com a camisa do Porto em 26 de setembro de 1971, no Estádio das Antas, contra o Boavista, em jogo válido pela terceira rodada do campeonato português da temporada 1971/1972, marcando dois dos seis gols da vitória do Porto. Flávio realizou duas boas temporadas: 1971/1972 - 32 jogos, 22 gols, e 1972/1973 - 32 jogos, 24 gols.
Porém, nas outras temporadas em que passou no futebol português, começou a perder espaço na equipe e a ser pouco utilizado. Foram 13 jogos na temporada 1973/1974, com 4 gols marcados, e mais 13 jogos em sua última temporada, 1974/1975, com apenas três gols marcados.
No total, foram 90 jogos, com 53 gols marcados.
Ainda em 1975, regressou ao Brasil sem ter conquistado qualquer título no Porto.

Quando finalmente terminou seu vínculo com o Porto e sua situação ficou regularizada para voltar ao futebol brasileiro, Flávio recebeu um convite do Internacional, que já montava sua equipe para o campeonato brasileiro daquele ano.
Faltando um turno para o Campeonato Gaúcho de 1975 acabar, o Internacional foi buscar Flávio no Porto. Flávio marcou os gols nas horas decisivas, deixou sua marca no heptacampeonato e acabou como artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 16 gols.
Sua reestreia aconteceu no dia 1º de maio de 1975, num Gre-Nal, quando o Internacional venceu por 2 x 0, no Beira-Rio.
No dia 13 de julho de 1975, em outro Gre-Nal, voltou a balançar as redes ao marcar um dos gols da vitória do Internacional sobre o Grêmio, por 2 x 1.
O último jogo com a camisa do Internacional foi em 11 de julho de 1976, pelo Campeonato Gaúcho, na vitória sobre o Guarany, de Bagé, por 3 x 0.
Depois, acharam que ele não tinha mais nada a oferecer e o dispensaram. Com o passe na mão, em outubro de 1976 recebeu um convite do Pelotas. Consagrou-se artilheiro do campeonato gaúcho de 1977, ao lado de Luís Freire, do Esportivo, com 13 gols. Tornou-se ídolo da torcida do Pelotas. Fazia palestras na Escola de Educação Física, comentava futebol nas rádios e quando andava pela rua recebia todo o carinho do povo de Pelotas.
No início da temporada de 1977, em disputa do campeonato citadino, Flávio fez seis gols em três clássicos Brasil x Pelotas. Totalizou 24 gols pelo Pelotas nesse ano.
Logo após ser destaque no Pelotas, Flávio acabou chamando a atenção dos dirigentes do Santos, clube para onde se transferiu ainda em 1977, por empréstimo, como reforço para disputar o Campeonato Brasileiro.
Estreou no dia 18 de junho de 1977, na Vila Belmiro, na vitória do Santos sobre o Paulista, de Jundiaí, por 1 x 0. Já no jogo seguinte, 22 de junho, novamente na Vila Belmiro, o Santos venceu o XV de Piracicaba, por 3 x 0, tendo Flávio marcado um dos gols.
Jogou ainda no Figueirense em 1978, até chegar ao Brasília, em 1979.
Flávio veio para reforçar o Brasília no Campeonato Brasileiro de 1979. O primeiro jogo pelo Brasília aconteceu em 30 de setembro, no Pelezão. Aos 31 minutos do 1º tempo, Flávio marcou o único gol do jogo em que o Brasília venceu o Guará.
No jogo seguinte, em 3 de outubro, novamente no Pelezão, Flávio esteve presente, mas não marcou no empate de 2 x 2 contra o Comercial, de Campo Grande-MS.
Voltou a marcar um gol em sua terceira participação pelo Brasília, o que não foi suficiente para evitar a derrota de 2 x 1 diante do Itumbiara-GO.
Nos demais três jogos em que esteve presente, Flávio não marcou: em 20 de outubro, na vitória de 2 x 1 sobre o Mixto, no Pelezão; no dia 23 de outubro, na derrota de 2 x 1 para o Atlético Goianiense, no Serra Dourada e, por último, na goleada sofrida para o Gama (4 x 1), no dia 28 de outubro de 1979.
O Brasília ficou na nona e penúltima colocação no Grupo C e não passou para a Segunda Fase (apenas os quatro primeiros se classificavam).
Logo depois, no mês de novembro, Flávio ainda participou da excursão que o Brasília fez ao norte do País. Substituiu Edmar no 0 x 0 contra o Combinado Fast/Rio Negro, em 23 de novembro, em Manaus, e novamente entrou no lugar de Edmar na vitória de 3 x 2 sobre o Nacional da capital do Amazonas, em 25 de novembro.
Essa foi a curtíssima passagem de Flávio pelo futebol brasiliense.
Depois do Brasília jogou no Paysandu, de Belém-PA, em 1980, e encerrou a carreira no Jorge Wilstermann, da Bolívia, em 1981, aos 37 anos.
Na Seleção Brasileira, Flávio disputou 18 jogos, com 9 gols. O primeiro foi em 3 de março de 1963, no empate em 2 x 2 com o Paraguai, marcando um gol.
O 18º e último aconteceu em 28 de julho de 1968, com derrota de 1 x 0 para o Paraguai. Mesmo perdendo, conquistou a Taça Oswaldo Cruz, seu único título de campeão pela Seleção Brasileira.
Nos três primeiros jogos com a camisa da Seleção Brasileira, Flávio marcou quatro gols.
Flávio afirma ter feito mais de mil gols em toda sua carreira. Segundo a edição especial da revista Placar "Os Grandes Artilheiros", Flávio fez 448 gols em jogos oficiais, sendo o 17º maior artilheiro do futebol brasileiro.
Assim como tantos outros jogadores, Flávio Minuano não conseguiu enriquecer com o futebol. Com uma carreira brilhante, o artilheiro depende hoje de uma renda de dois salários mínimos que recebe como professor em uma escolinha de futebol em São Paulo, no distrito de Ermelino Matarazzo.
O saudoso Telê Santana, que foi seu técnico no Fluminense, dizia que viu poucos jogadores com o sentido de colocação de Flávio.






segunda-feira, 13 de abril de 2026

PASSARAM POR AQUI: Beto Fuscão (in memoriam)



Rigoberto Costa, o Beto Fuscão, nasceu no bairro do Estreito, em Florianópolis (SC), no dia 13 de abril de 1950.
Beto Fuscão era zagueiro do tipo que não brincava em serviço e nem tinha vergonha de dar um chutão se preciso fosse. Por outro lado, sabia jogar com classe.
Depois que se afastou do futebol, foi morar no bairro do Estreito e passou a trabalhar como professor em escolinhas de futebol na capital catarinense.
Antes de se tornar jogador profissional, batia sua bolinha nas folgas da oficina mecânica em que trabalhava.
Iniciou sua carreira profissional jogando pelo Figueirense, da capital catarinense, no ano de 1968.
No Figueirense, Beto Fuscão permaneceu até 1971. Em seguida foi para o América, de Joinville (SC), onde jogou até o ano de 1972. Nesse período também defendeu o selecionado catarinense.
Sua grande chance aconteceu quando o Grêmio o contratou no ano de 1973. 

No Grêmio, Beto Fuscão formou um sistema defensivo forte ao lado do goleiro Cejas, Eurico, Ancheta e Bolívar. Jogou pelo Grêmio em um período de derrotas e insucessos, onde o Internacional, maior rival do Grêmio, mantinha o domínio do futebol gaúcho, escrita que só foi quebrada em 1977, quando o Grêmio conquistou o campeonato gaúcho.
Foi defendendo o time gaúcho que Beto Fuscão chegou pela primeira vez ao selecionado nacional: no dia 19 de maio de 1976, na vitória de 2 x 0 sobre a Argentina, no Maracanã, substituindo Amaral. 

Pela Seleção Brasileira Beto Fuscão conquistou a Taça do Atlântico e o Torneio Bicentenário dos Estados Unidos, ambos em 1976.
No total, Beto Fuscão defendeu a Seleção Brasileira em 15 jogos entre os anos de 1976 e 1977 (o último foi no dia 3 de março).
Em 1977 Beto Fuscão foi contratado pelo Palmeiras. Sua estreia aconteceu no dia 2 de abril de 1977, no Morumbi, diante do Santos, em um clássico válido pelo primeiro turno do campeonato paulista desse ano. Beto Fuscão teve uma boa atuação e o Palmeiras venceu por 2 x 0.
Em 1978 Beto Fuscão foi vice-campeão brasileiro perdendo a final para o Guarani. 

No Palmeiras, no período compreendido entre 1977 e 1980, Beto Fuscão disputou 206 partidas, com 89 vitórias, 71 empates, 46 derrotas e dois gols marcados.
Beto Fuscão permaneceu no Palmeiras até o dia 26 de outubro de 1980, quando o Palmeiras empatou em 2 x 2 com o Marília.
Em 1981 Beto Fuscão foi defender o São José, de São José dos Campos (SP), permanecendo nesse clube até 1983. Foram 138 jogos no São José, com dois gols marcados.
Jogou, em 1984, pelo Operário, de Campo Grande (MS) e em seguida pela Ferroviária, de Araraquara (SP), onde disputou 33 jogos.
Em 1985 deixou a Ferroviária e foi jogar pelo Araçatuba, de São Paulo. 
Posteriormente, esteve no Uberaba-MG entre 1986 e 1987. 

PASSAGEM POR BRASÍLIA

Beto Fuscão chegou a Brasília no começo de fevereiro de 1988, contratado pelo Tiradentes. Sua estreia não poderia ser de melhor forma: no dia 28 de fevereiro de 1988, no CAVE, Beto Fuscão marcou o gol da vitória de 1 x 0 sobre o Guará.
Marcaria mais dois gols nos outros 23 jogos que disputou em 1988 e teve participação importante na conquista do título de campeão brasiliense pela primeira vez na história do Tiradentes.
No final do ano, Beto Fuscão foi um dos seis jogadores que concorreram ao IV TROFÉU “MELHORES DO ESPORTE BRASILIENSE” - 1988, promoção da Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos - ABCD. No futebol os eleitos foram Beto Fuscão, Moura e Zé Maurício (Tiradentes), Bocaiúva (Taguatinga), Josimar (Brasília) e Pedro César (Guará). O vencedor foi Moura.
No primeiro semestre de 1989 disputou o campeonato brasiliense pelo Tiradentes (foram 17 jogos) e no segundo o Campeonato Brasileiro da Série B emprestado ao Ceilândia.

Das três equipes do DF (as outras duas foram Sobradinho e Taguatinga) que disputaram a Primeira Fase, apenas o Ceilândia passou para a Segunda. Após duas partidas contra o Rio Branco, do Acre, o Ceilândia foi desclassificado.
No dia 19 de julho de 1989, quando o Tiradentes se tornou a primeira equipe do futebol brasiliense a disputar um jogo válido pela Copa do Brasil, era comandado por Beto Fuscão e pelo folclórico treinador Dario, o Dadá Maravilha.
O Tiradentes ficou com a quarta colocação no campeonato brasiliense de 1990. Beto Fuscão esteve presente em 15 dos 16 jogos disputados pelo Tiradentes.
Logo depois desse campeonato, foi realizado o Torneio Seletivo para indicar o representante do Distrito Federal no Campeonato Brasileiro da Série C de 1990. O Tiradentes ficou com a segunda colocação. O campeão e representante do DF foi o Gama.
Aos 41 anos, participou pela última vez de uma partida de futebol. Foi no dia 25 de agosto de 1991, no Bezerrão, com vitória do Tiradentes sobre o Gama por 1 x 0. Naquele dia, Beto Fuscão acumulou as funções de quarto-zagueiro com a de treinador do Tiradentes. Foram 14 jogos como atleta e dois como treinador.
Beto Fuscão faleceu em Florianópolis (SC), no dia 6 de dezembro de 2022.



quinta-feira, 19 de março de 2026

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: Renaldo


Renaldo Lopes da Cruz nasceu em Cotegipe (BA), no dia 19 de março de 1970.

No Guará
Renaldo começou nas categorias de base do Clube de Regatas Guará, do DF. Com Renaldo marcando decisivos gols, o Guará conquistou pela primeira vez o campeonato brasiliense de juniores de 1990.
Em janeiro de 1991, o Guará foi o representante do futebol brasiliense na Copa São Paulo de Juniores. O Guará não realizou uma boa campanha, mas foi a primeira oportunidade que Renaldo teve para mostrar que tinha futuro como atacante.
Logo depois, mais precisamente no dia 4 de maio de 1991, Renaldo fez sua estreia na equipe titular do Guará, no CAVE, no empate em 1 x 1 com o Ceilândia. O primeiro gol entre os profissionais aconteceria uma semana depois, no Mané Garrincha, na vitória de 2 x 1 sobre o Taguatinga.
Ao todo foram 27 jogos com a camisa do Guará, tendo marcado cinco gols.
Também em 1991, Renaldo foi convocado para defender o DF no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, promovido pela CBF, mas que não teve encerramento.
Para coroar seu brilhante ano, em dezembro de 1991, a Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos (ABCD) premiou com troféus e medalhas os três atletas que mais se destacaram ao longo da temporada de 1991, em 42 modalidades esportivas. No futebol os três indicados foram Renaldo, do Guará, e Dorival e Carlinhos, do Taguatinga. Renaldo foi o vencedor.

Antes de ser encerrado o ano de 1991, o dirigente José Carlos Farinhaki, do Atlético Paranaense, que tinha vislumbrado em Renaldo um grande talento, o levou para jogar no rubro-negro paranaense. Apesar de ir bem nos treinos, Renaldo não tinha chance no time de cima. O técnico Geraldo Damasceno não o colocava entre os titulares.
Como muitas vezes acontece, os diretores insistiam para que o técnico pelo menos relacionasse o jovem atacante para o banco de reservas para os jogos do Atlético Paranaense no Campeonato Brasileiro de 1992. Na quinta rodada, no dia 20 de fevereiro de 1992, o Atlético Paranaense levou um chocolate do Cruzeiro no Mineirão: 4 x 0. Renaldo estava no banco, mas não entrou. No jogo seguinte, no dia 23 de fevereiro, contra o Bahia, na Fonte Nova, ele estava no banco. Aos trinta minutos do segundo tempo, Geraldo Damasceno tirou João Carlos para a entrada de Renaldo. Logo em sua primeira jogada, Renaldo tabelou com Carlinhos e recebeu na área para escorar de cabeça e fazer o terceiro gol do time paranaense, o gol da vitória de 3 x 2. No jogo seguinte, dia 7 de março, contra o Goiás, no Pinheirão, o Atlético ganhou por 2 x 0 e Renaldo já estava no time titular. 
Renaldo começou a despontar no jogo do dia 14 de março, contra o Atlético Mineiro, no Mineirão. O Atlético Paranaense ganhou de 3 x 2, com dois gols de Renaldo. Naquele Brasileiro, Renaldo ainda marcaria nos empates no Pinheirão, contra o Sport Recife, e contra o Guarani. Ele começava a se destacar no Atlético Paranaense, terminando a competição como artilheiro da equipe, com cinco gols. 
Logo depois de encerrado o campeonato brasileiro, Renaldo foi com o Atlético Paranaense a uma excursão invicta à Europa. Encerrou o ano disputando o campeonato paranaense pelo Atlético.
Os dois gols marcados por Renaldo contra o Atlético Mineiro, porém, não foram esquecidos pelos dirigentes desse clube, que o levaram em 1993 para Belo Horizonte.

No Atlético Mineiro viveu sua melhor fase.
Fez sua estreia no dia 19 de agosto de 1993, na derrota para o Fluminense, por 2 x 0.
Atuou no Atlético Mineiro até 1996. Com boas atuações, conquistou as artilharias do Campeonato Mineiro de 1995 (quando também foi campeão estadual) e o Brasileiro de 1996, com 13 e 16 gols (ao lado de Paulo Nunes), respectivamente. Na sua primeira passagem pelo Atlético Mineiro, fez 159 jogos e marcou 74 gols.
A fase era tão boa que Renaldo foi convocado pelo técnico Zagalo para a Seleção Brasileira. E disputou pelo Brasil uma partida amistosa contra Camarões, no dia 13 de novembro de 1996, no Pinheirão, em Curitiba. O Brasil ganhou de 2 x 0, gols de Djalminha e Giovanni.

No La Coruña
Seu bom momento chamou a atenção do presidente do Deportivo La Coruña, da Espanha, Augusto César Lendoiro, admirador confesso do futebol brasileiro. Firmou então um contrato de quatro temporadas com o clube espanhol.
Quando Renaldo chegou ao La Coruña, para disputar a temporada 1996/1997, para ocupar a vaga do ídolo Bebeto, deu uma declaração que jamais deixaria de persegui-lo. Disse ele ao ser entrevistado: “Sou uma mescla de Ronaldo com Rivaldo”.
Não teve uma boa passagem pelo La Coruña. Sofreu com o falecimento de seus pais nos meses de fevereiro e março de 1997 e de um irmão, além da enfermidade de um filho, que permanecera gravemente doente no Brasil. As viagens ao Brasil por esses motivos tornaram-se uma constante e dificultaram sua adaptação às competições europeias.
Enfrentando todos esses problemas, ainda assim se esforçou para reduzir ao máximo suas ausências e colocar-se à disposição do treinador. 
Sua estreia, frente ao Barcelona, na 18ª rodada do Campeonato Espanhol, foi com derrota por 1 x 0 em casa. O primeiro dos cinco gols que faria pelo clube saiu na rodada 23 (empate contra o Celta de Vigo por 2 x 2). Seus outros tentos seriam marcados contra o Real Oviedo (2), Racing Santander e Valencia.
Conquanto o time tenha assegurado a terceira colocação no campeonato nacional, atrás apenas de Real Madrid e Barcelona, havia no La Coruña uma disposição de não contar com o futebol de Renaldo.

Todavia faltavam três anos de contrato e a solução encontrada pela diretoria do La Coruña foi emprestá-lo, fato que ocorreu em três ocasiões: a primeira delas, no Corinthians, onde jogou 28 partidas no período 1997/1998 e marcou apenas dois gols. Devolvido ao La Corunã, voltou à Espanha para defender o Las Palmas, da Segunda Divisão, onde disputou 50 partidas em dois anos e anotou 14 gols.
Logo depois, ainda na Segunda Divisão espanhola, defendeu o Lleida na temporada 1999/2000, disputando 17 jogos e marcando oito gols.
Depois que terminou seu contrato com o La Coruña, foi contratado para a temporada 2000/2001, pelo Extremadura, da Segunda Divisão da Espanha, marcando apenas um gol em quinze jogos e ainda viu seu time ser rebaixado.

No América Mineiro
Durante o período de férias, Renaldo recebeu notícias do interesse de outro clube de Minas Gerais, o América, de Belo Horizonte. No campeonato mineiro de 2002 anotou quatro gols nos vinte jogos que disputou com o América.
Retornou ao Atlético Mineiro para a disputa do Campeonato Brasileiro. Em 24 ocasiões, assinalou 5 gols.
Seu último jogo no Atlético Mineiro foi em 27 de novembro de 2002, com derrota para o Corinthians, por 2 x 1.
No total pelo Atlético Mineiro foram 183 jogos e 79 gols.
Em 2003, no Paraná Clube, voltou a ser o grande artilheiro de outros tempos, marcando 30 gols em 41 jogos pelo Campeonato Brasileiro desse ano, perdendo o primeiro posto entre os artilheiros da competição para Dimba, do Goiás, que marcou 31. Luís Fabiano, do São Paulo, também marcou 30 gols.

Esse ótimo desempenho chamou a atenção do FC Seoul, da Coréia do Sul, que o contratou em 2004. No time coreano jogou 11 partidas e anotou um gol apenas. Nesse mesmo ano regressou ao Brasil.
Desde então, Renaldo foi trocando de clube, ano após ano:
No Ceilândia

2004 – Palmeiras (9 jogos, nenhum gol)
2005 – Paraná e Coritiba
2006 – Náutico e Vitória-BA
2007 – Ceilândia (um jogo, um gol)
2008 – Democrata, de Sete Lagoas (MG) e Capital (DF)
2009 – Dom Pedro II (doze jogos e cinco gols) e Capital (DF), na Terceira Divisão do DF
2010 – Serrano, de Prudentópolis (PR)


No Dom Pedro II

Em janeiro de 2011 assinou contrato com o Esporte Clube Itaúna (MG), onde seguiu jogando com 40 anos. Nesse mesmo ano foi contratado pelo Vilavelhense, do Espírito Santo, seu último clube como profissional.
Retornou para Curitiba, onde passou a morar e disputar campeonatos de futebol amador.

CURIOSIDADE
Renaldo tinha a fama de não perder pênaltis. Ele próprio vivia alardeando esse fato.
Mas no futebol não há mal que dure sempre e nem bem que nunca acabe. Por isso, no dia 9 de julho de 2005, ele perdeu dois pênaltis numa mesma partida contra o Figueirense, no Pinheirão. Uma falta de sorte que não prejudicou o Paraná Clube que acabou vencendo o adversário por 3 x 0. E assim a partida terminou com um goleiro, Edson Bastos, derrotado embora tenha defendido dois pênaltis e um centroavante vencedor chateado porque errou as duas cobranças. O mais interessante é que o jogador tinha crédito com a torcida e em vez de ser vaiado, saiu de campo aplaudido.


domingo, 5 de outubro de 2025

# PASSARAM POR AQUI: Brito



Hércules Brito Ruas nasceu em 9 de agosto de 1939, no Rio de Janeiro-RJ. Sempre foi um zagueiro que não brincava em serviço,  jogava sério, com muita garra.
Brito iniciou sua carreira no Vasco da Gama. Como o Vasco da Gama tinha uma zaga de Seleção Brasileira - Bellini e Orlando Peçanha - o jovem zagueiro foi emprestado ao Internacional, de Porto Alegre-RS, em 1958, com a finalidade de adquirir experiência.
No clube gaúcho jogou em duas temporadas. Sua estreia foi no dia 2 de fevereiro de 1958, num amistoso contra a Lajeadense, e seu último jogo, em 5 de fevereiro de 1959, num Gre-Nal (2 x 2), marcando um dos gols do Internacional. Foram 32 partidas disputadas e dois gols marcados.
Seu retorno ao Vasco da Gama aconteceu em 1959. Brito foi o capitão do Vasco da Gama durante a maior parte da década de 60, um período de poucos títulos cruzmaltinos. O de maior importância foi o do Torneio Rio-São Paulo de 1966 (título dividido com Botafogo, Corinthians e Santos).
Convocado para a Seleção Brasileira, participou da Copa do Mundo de 1966 na Inglaterra.

Em 1969, Brito trocou o Vasco da Gama pelo Flamengo. No ano seguinte, alcançou sua maior glória: titular absoluto da Seleção Brasileira tricampeã mundial no México, sendo considerado ainda o jogador de melhor preparo físico da competição. 
Foram, ao todo, 61 jogos com a camisa da Seleção Brasileira, de 30 de maio de 1964 (o primeiro, Brasil 5 x 1 Inglaterra) a 9 de julho de 1972 (o último, Brasil 1 x 0 Portugal).

Do Flamengo, Brito foi emprestado para o Cruzeiro, de Belo Horizonte-MG em 1970 e, no ano seguinte, para o Botafogo, onde permaneceu até 1973. Em 31 de outubro de 1971, jogando pelo Botafogo, Brito perdeu a cabeça e agrediu o árbitro José Aldo Pereira com um soco no estômago e chegou a pegar um ano de suspensão (mais tarde foi beneficiado pelos serviços prestados à Seleção Brasileira e teve sua pena reduzida).
Em 1974, Brito foi para o Corinthians e, de lá, para o Atlético Paranaense, em 1975. 
Teve, depois, curtas passagens pelo Le Castor, de Montreal, Canadá, e Galícia, de Caracas, Venezuela. Retornando ao Brasil, teve uma passagem pelo Democrata, de Governador Valadares (MG) e encerrou sua carreira em definitivo defendendo o River, de Teresina (PI), em 1979.
No início dos anos 80, tentou a vida como treinador, com passagens pelo Democrata, de Governador Valadares, Cruzeiro, de Belo Horizonte, e Madureira, do Rio de Janeiro, dentre outros.
Depois que abandonou o futebol, passou a trabalhar com outros ex-jogadores no funcionalismo público estadual do Rio de Janeiro, em um projeto que visava a comercialização de remédios a preços mais baratos para população de baixa renda.

COMO ACONTECEU A VINDA DE BRITO PARA BRASÍLIA?

Inicialmente, Brito manteve contato com o Taguatinga Esporte Clube, quando esteve em Brasília antes do Natal de 1986.
Foi aí que também surgiu o interesse do Ceilândia. Brito havia dado um prazo ao Taguatinga, que expirou, pois seu presidente estava viajando. No dia 8 de janeiro de 1987, Brito acertou com o Ceilândia. Passou a treinar a equipe no dia 13 de janeiro, se preparando para o campeonato.
Brito fez sua estreia no comando do Ceilândia no dia 1º de fevereiro de 1987, na vitória de 1 x 0 sobre o Taguatinga, no Serejão.
O Ceilândia chegou a ser líder invicto do 1º turno da competição (perdeu apenas uma vez), mas deixou de ser campeão dessa fase ao ser derrotado pelo Brasília, na decisão por pênaltis, após 0 x 0 no tempo regulamentar.
Não foi bem no segundo e terceiro turnos e ficou na quarta colocação.
A última participação de Brito aconteceu em 19 de julho de 1987, quando o Ceilândia empatou com o Brasília em 1 x 1.
No total de 22 partidas disputadas pelo Ceilândia, Brito esteve à frente da equipe em vinte oportunidades (nas outras duas - quando o treinador foi o supervisor Antônio Edvan Aires -, estava cumprindo suspensão de 20 dias, por ter sido expulso de campo).
No dia 5 de julho de 1987 Brito foi o técnico da Seleção do DF no amistoso contra o Flamengo, do Rio de Janeiro. Logo depois, em agosto desse mesmo ano, também dirigiu o selecionado do DF nos dois jogos disputados pelo Campeonato Brasileiro de Seleções, quando foi eliminado por Goiás.
Sem compromissos em Brasília, Brito, então, retornou ao Rio de Janeiro.
Voltou a Brasília em 1988, fazendo sua reestreia no dia 28 de fevereiro de 1988, na vitória do Ceilândia sobre o Sobradinho, por 3 x 0.
Dirigiu a equipe somente no 1º turno. Foram apenas sete partidas, no período de 28 de fevereiro a 30 de março de 1988. Nem mesmo a boa apresentação do clube diante do Brasília (goleado por 4 x 1) fez com que Brito continuasse no Ceilândia.
Retornou ao futebol brasiliense em 1992, agora como treinador do Guará, que também dirigiu em apenas sete jogos: o primeiro deles em 14 de junho de 1992 e o último em 19 de julho de 1992, na derrota exatamente para o Ceilândia, por 1 x 0.
Pediu demissão e voltou para o Rio de Janeiro, onde se encontra até hoje.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

# PASSARAM POR AQUI: Roberto Dias



Roberto Dias Branco, ou simplesmente Dias, era paulistano do bairro do Canindé, em São Paulo (SP), onde nasceu no dia 7 de janeiro de 1943. 
Faleceu também em São Paulo, no dia 26 de setembro de 2007.
Começou na várzea paulistana e passou para os juvenis do São Paulo F. C., aos 16 anos. 
Foi o grande craque do time nos anos 60, porém sem conquistar nenhum título, pois a preocupação da diretoria do clube era a construção do estádio Morumbi.

Jogador habilidoso e técnico, sem dúvida um dos maiores que o São Paulo já teve, considerado por muitos como o maior quarto zagueiro que passou pelo tricolor paulista. Além disso, era exímio cobrador de faltas. Pelé sempre reconheceu a dificuldade de superar a marcação de Dias.
Em 1967 foi eleito "Atleta do Ano". 
Em 1970, conquistou seu primeiro título de campeão paulista. Pouco depois, em 29 de novembro, foi obrigado a ficar afastado dos campos de futebol, vítima de uma complicação cardíaca. Passou quase dois anos parado - embora fizesse parte do elenco que ganhou o Campeonato Brasileiro de 1971 (quando disputou apenas uma partida por essa competição).

Depois de 523 jogos pelo São Paulo (o quinto jogador que mais atuou pela equipe e o terceiro em anos de permanência no clube), Dias ganhou passe livre em 26 de setembro de 1973, contra sua vontade, pois pensava em encerrar a carreira no São Paulo. Depois de uma passagem rápida pelo Ceub, de Brasília, que defendeu no Campeonato Brasileiro de 1973, foi para o Jalisco, de Guadalajara, no México, clube onde jogou por três anos, ganhando ainda o prêmio de melhor atleta estrangeiro de 1974. Ao voltar ao Brasil, ainda defendeu o Dom Bosco, do Mato Grosso, no Campeonato Brasileiro de 1978, e o Nacional, de São Paulo, até se aposentar, no fim da temporada.
Em 1987, foi convidado para ser instrutor de futebol para sócios do clube.
Em 25 de setembro de 2007, sofreu uma parada cardiorrespiratória ao tomar banho. Levado ao Hospital das Clínicas, não resistiu e faleceu no dia seguinte.
No dia de sua morte, o São Paulo atuou contra o Boca Juniors, da Argentina, com tarjas pretas no braço esquerdo das camisas.

NA SELEÇÃO BRASILEIRA


Dias estreou na Seleção Brasileira (olímpica) nas eliminatórias para a disputa da Olimpíada de Roma, quando, no dia 13 de agosto de 1960 formou o meio-de-campo com Gerson, na vitória de 3 x 1 sobre o Peru. 
Na seleção principal, estreou em 28 de abril de 1963, em uma vitória por 3 x 2 sobre a França.
Ao longo de sua carreira, defendeu a seleção principal por 25 vezes, com 13 vitórias, 8 empates e 4 derrotas.


Na seleção olímpica foram mais 4 jogos, com três vitórias e uma derrota.
Esteve ainda entre os mais de 40 convocados para treinamentos da Seleção em Serra Negra e Caxambu, como preparativos para a Copa do Mundo de 1966, mas acabou ficando de fora da lista final e não foi à Inglaterra.

PASSAGEM POR BRASÍLIA

Como dissemos acima, Roberto Dias foi contratado para disputar o Campeonato Brasileiro de 1973 pelo Ceub.E foi uma passagem meteórica!
Se apresentou na segunda quinzena do mês de setembro de 1973. No dia 6 de outubro de 1973, atuando como médio-volante, Dias estreou pelo Ceub, jogando no Pelezão, na derrota de 1 x 0 para o Internacional, de Porto Alegre.
Voltando à quarta zaga do Ceub, viu o clube brasiliense ser derrotado pelo Moto Club, de São Luís (MA), no dia 13 de outubro de 1973, por 2 x 1, também no Pelezão.
Formando a zaga com Paulo Lumumba, no dia 17 de outubro de 1973 Dias mais uma vez viu o Ceub ser derrotado, desta vez pelo Fluminense, do Rio de Janeiro, por 1 x 0.
Em seu quarto compromisso com a camisa do Ceub, no dia 29 de outubro de 1973, Dias conheceu sua quarta derrota, desta vez diante do Fortaleza (CE), pelo marcador de 2 x 1.
Todos esses jogos, Dias teve como treinador João Avelino.
Já sob a orientação de Cláudio Garcia (devido à saída de João Avelino, que pediu demissão logo após o jogo contra o Fortaleza e assumiu o comando do Paysandu, de Belém), o Ceub receberia o América, de Belo Horizonte, no dia 27 de outubro de 1973. Antes desse jogo, Roberto Dias se desligou do Ceub.




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

# PASSARAM POR AQUI: Djalma Santos



Djalma Santos nasceu no bairro do Bom Retiro, em São Paulo (SP), no dia 27 de fevereiro de 1929, e faleceu em Uberaba (MG), em 23 de julho de 2013, aos 84 anos.
Começou no futebol da várzea paulistana e, depois de testes frustrados no Ypiranga e no Corinthians, foi para a Portuguesa de Desportos, onde estreou em 16 de agosto de 1948, na Vila Belmiro, contra o Santos, com derrota de 3 x 2.
Djalma Santos foi ídolo da Portuguesa de Desportos, onde disputou 453 jogos. Fez parte de uma das melhores equipes do clube em todos os tempos, ao lado de jogadores como Brandãozinho, Julinho e Pinga, e conquistou o Torneio Rio-São Paulo em 1952 e 1955 e a Fita Azul em 1951 e 1953. É o segundo maior recordista de jogos disputados pelo clube.
Sua despedida aconteceu em 29 de abril de 1959, pelo Torneio Rio-São Paulo, com vitória de 6 x 3 sobre o Palmeiras.
Transferiu-se para o Palmeiras, onde jogou 498 partidas durante nove anos e conquistou vários títulos. É o sétimo jogador que mais vestiu a camisa da equipe alviverde. Foi no Palmeiras que Djalma Santos conquistou o maior número de títulos de sua carreira: o Campeonato Paulista em 1959, 1963 e 1966; a Taça Brasil de 1960 e 1967. Além disso, venceu o Torneio Rio-São Paulo em 1965.
Estreou no dia 30 de maio de 1959, no Pacaembu, na goleada sobre o Comercial, da capital paulista, por 6 x 1.
Se despediu do Palmeiras em 12 de fevereiro de 1967, no Palestra Itália, num amistoso contra o Náutico.
Encerrou sua carreira no Atlético Paranaense, onde jogou de 1968 a 1972, encerrando sua carreira aos 42 anos de idade, outra marca pouco comum para jogadores de futebol. Conquistou o campeonato paranaense de 1970.
Apesar de ter defendido apenas três clubes na carreira, Djalma Santos vestiu uma vez a camisa do São Paulo, mesmo pertencendo na época ao Palmeiras. No dia 9 de novembro de 1960, jogou como convidado nos festejos da inauguração do Estádio do Morumbi, na vitória de 3 x 0 sobre o Nacional, do Uruguai.

Disputou 114 jogos pela Seleção Brasileira (a primeira delas em 10 de abril de 1952, Brasil 0 x 0 Peru, em Santiago, Chile), marcando três gols. Conquistou a Copa do Mundo de 1958 e 1962; a Taça Oswaldo Cruz em 1955, 1956, 1958, 1961 e 1962; a Taça Bernardo O'Higgins em 1955, 1959 e 1961 e a Taça do Atlântico em 1956 e 1960.
Seu último jogo pela Seleção Brasileira foi em 9 de junho de 1968, Brasil 2 x 0 Uruguai, no Pacaembu, em São Paulo.
Nos anos de 1997 e 2000, Djalma Santos foi eleito pela FIFA como o maior lateral-direito de todos os tempos.
Participou do plantel da Seleção Brasileira em quatro Copas do Mundo: 1954, 1958, 1962 e 1966.

Ao lado de Pelé, são os únicos a iniciarem pelo menos uma partida como titular da Seleção Brasileira em quatro Copas do Mundo.
Djalma Santos e Franz Beckenbauer são os dois únicos jogadores no mundo a terem sido escolhidos três vezes o melhor jogador em sua posição em Copas do Mundo. Djalma foi eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo de 1954, 1958 e 1962.
Terminou a carreira sem ter sido expulso uma única vez.
Na partida final da Copa do Mundo de 1958, Brasil x Suécia, entrou no lugar do titular De Sordi, que estava contundido. Em apenas noventa minutos, foi eleito o melhor jogador da posição no Mundial, que foi o primeiro conquistado pelo Brasil em toda a história.

Em 1963, foi o único brasileiro a integrar a seleção da FIFA, que enfrentou a Inglaterra em um amistoso no Estádio de Wembley.
Após parar de jogar, Djalma seguiu para ser treinador, e teve como primeiro desafio comandar o time do Vitória, de Salvador (BA).

Pouco tempo antes de falecer, Djalma Santos era professor de futebol das escolinhas públicas de Uberaba (MG).

PASSAGEM POR BRASÍLIA

Quando chegou a Brasília, Djalma Santos tornou-se o segundo bicampeão mundial a trabalhar na capital do Brasil: o outro era Nilton Santos, que trabalhava no DEFER.
No dia 23 de fevereiro de 1989, dirigiu o primeiro coletivo como técnico do Guará.

Djalma Santos no Guará
Poucos dias depois, concedeu uma entrevista ao Jornal de Brasília, da qual reproduzimos algumas partes abaixo.
JBr - Sua contratação foi cogitada pela primeira vez em dezembro de 1988, depois dada como irrealizável, mas afinal concretizada. Por que acabou aceitando o convite do Guará?
DS - Meu retorno para a Itália, onde trabalho para um clube da Terceira Divisão, só vai acontecer em setembro, após o término da temporada 1988/89. Dessa forma não há mais impedimento para que oriente uma equipe no Brasil. A proposta do Guará não era a melhor que tinha, mas minha amizade com o Wander Abdalla, presidente do Guará, e com o Nilton Santos, que trabalha no DEFER, influiu bastante. Fico até setembro.
JBr - E o elenco, agradou?
DS - Temos condições de ganhar o título. Entretanto, o trabalho de quinta-feira foi o segundo da rapaziada com bola. Estamos atrasados, alguns jogadores estão meio gordos e vamos precisar de uma atividade intensa.
JBr - Atividade intensa se tem com período integral. Alguns jogadores do Guará tem outro emprego.
DS - É verdade. Isso dificulta, mas os que puderem trabalhar com o futebol integralmente deverão fazê-lo. Vou querer muita atividade com bola, mesmo na preparação física, pois com ela o jogador tem mais motivação.
JBr - Esse duplo emprego denota ainda uma dose de amadorismo, mesmo para o vice-campeão brasiliense. Que ideia tem do futebol no Distrito Federal?
DS - Aqui, apenas dois ou três times deverão ter chances reais de chegar ao título, o que não torna o campeonato muito difícil. A maioria dos times enfrenta mais problemas que o nosso. A rigor, só temos que, comparativamente, recuperar o tempo perdido.
A estreia de Djalma Santos no comando do Guará aconteceu em 5 de março de 1989, no CAVE, com vitória de 3 x 0 sobre o Planaltina.
O Guará foi o primeiro colocado do Grupo B, com cinco vitórias e duas derrotas, e decidiu o 1º turno com o vencedor do Grupo A, o Sobradinho.
Após dois jogos, empate no CAVE e vitória no Augustinho Lima, o Guará conquistou o título de campeão do 1º turno.
No segundo turno o Guará não foi nada bem, vencendo apenas um jogo nos sete que disputou.
A sequência de maus resultados continuou no terceiro turno. 
No dia 14 de junho de 1989, quando o Guará foi derrotado pelo Ceilândia, por 2 x 1, no CAVE, Djalma Santos manifestou seu desejo de deixar o clube pela primeira vez. Na oportunidade, Wander Abdalla alegou que a decisão poderia estar sendo tomada precitadamente.
Uma nova derrota no dia 18 de junho, pelo mesmo marcador, diante do Tiradentes, acabou convencendo Djalma Santos de que era mesmo a hora de sair.
Djalma Santos deixou o Guará após dirigi-lo por 19 jogos, nos quais obteve sete vitórias, seis empates e seis derrotas.
No dia 20 de junho de 1989, pela manhã, antes do início dos treinamentos no estádio do CAVE, Djalma Santos anunciou a todo o elenco do Guará que não era mais o técnico da equipe.
Pediu demissão do cargo ao presidente Wander Abdalla na noite de segunda-feira, 19 de junho, ponderando que não estava conseguindo resultados positivos no comando do time, o que vinha desgastando-o e a equipe. Toda a Comissão Técnica (o preparador físico Jorge Moreira, seu auxiliar Maranhão, o médico Júlio Stohler e o assistente de supervisão Manoel Cajueiro) se demitiu junto com o treinador.
O Guará ficaria com a quarta colocação ao final do campeonato.