terça-feira, 31 de maio de 2022

ARQUIVOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão – Amadores – 1965 – 1º turno

Obs.: neste ano, a Federação Desportiva de Brasília promoveu dois campeonatos, um de profissionais e o outro de amadores

 

PARTICIPANTES:

 

1. ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA GUANABARA

2. ASSOCIAÇÃO ESPORTIVA CRUZEIRO DO SUL

3. GRÊMIO ESPORTIVO BRASILIENSE

4. PEDERNEIRAS ESPORTE CLUBE

5. VILA MATIAS ESPORTE CLUBE

 

1º TURNO

 

GUANABARA 1 x 1 CRUZEIRO

Data: 06.06.1965

Local: Aristóteles Góes

Árbitro: Nilzo de Sá

Gols: Paulo Afonso para o Guanabara e Walmir para o Cruzeiro do Sul

 

GRÊMIO 2 x 1 VILA MATIAS

Data: 06.06.1965

Local: Vasco Viana de Andrade

Árbitro: José Francisco de Souza

Gols: Edson Galdino e Crispim para o Grêmio e Magno para o Vila Matias

 

PEDERNEIRAS 4 x 0 CRUZEIRO

Data: 13.06.1965

Local: Vasco Viana de Andrade

Árbitro: João da Silva

Gols: Zeca (3) e Zezito

 

GUANABARA 3 x 1 VILA MATIAS

Data: 13.06.1965

Local: Aristóteles Góes

Árbitro: Amphilóphio Pereira da Silva

Renda: CR$ 168.000,00

Gols: Nelício, Cauby e Azulinho para o Guanabara e Jaime para o Vila Matias.

GUANABARA: Raspinha, Cauby, Neir, Toninho e Agassis; Carneiro e Azulinho; Paulo Afonso, Nelício, Lula e Nilson.

 

PEDERNEIRAS 2 x 2 GRÊMIO

Data: 20.06.1965

Local: Aristóteles Góes

Árbitro: Wilson Francini

Renda: CR$ 97.000,00

Gols: Zezito (2) para o Pederneiras e Francisco e Joãozinho para o Grêmio

PEDERNEIRAS: Chico, Tarcísio, Eufrásio, Logodô e Maracanã; Firmo e Cotia; Zeca, Zezito, Deca e Chichico.

GRÊMIO: Weldas, Paulinho, Benicassa, Evangelista e Chagas; Goiano e Walter; Joãozinho, Isaías, Francisco e Edson Galdino.

 

CRUZEIRO 0 x 2 VILA MATIAS

Data: 20.06.1965

Local: Vasco Viana de Andrade

Árbitro: Geraldo Delfino

Renda: CR$ 23.800,00

Gols: Macedinho (2)

 

GRÊMIO 1 x 2 GUANABARA

Data: 27.06.1965

Local: Vasco Viana de Andrade

Árbitro: Djalma Neves

Renda: Cr$ 40.000,00

Gols: Zé Raimundo, 28; Nelício, 53 e Isaías, 75

GRÊMIO: Weldas, Paulinho, Benicassa, Evangelista (Goiano) e Chagas; Walter e Bugue; Joãozinho, Crispim, Isaías e Edson Galdino.

GUANABARA: Raspinha, Zé Luís (Paulinho), Cauby, Serginho e Agassis; Zé Raimundo e Carneiro; Nelício, Lula, Paulo Afonso e Nilson.

 

PEDERNEIRAS 2 x 0 VILA MATIAS

Data: 30.06.1965

Local: Aristóteles Góes

Árbitro: Gésio Lopes da Silva

Gols: Zezito e Doca

 

GRÊMIO 3 x 0 CRUZEIRO

Data: 04.07.1965

Local: Vasco Viana de Andrade

Árbitro: Pedrelino Roque

Renda: Cr$ 36.000,00

Expulsões: Joãozinho, do Grêmio, e Luiz, do Cruzeiro

Gols: Isaías (2) e Paulinho

GRÊMIO: Weldas, Paulinho, Benicassa, Evangelista e Chagas; Walter e Bugue; Joãozinho, Crispim, Isaías e Edson Galdino.

CRUZEIRO: Assis, Hugo, Luiz, Leônidas e Arnaldo; Lory e Mosquito; Barbosinha, Saulzinho, Walmir e Gilberto.

 

PEDERNEIRAS 4 x 1 GUANABARA

Data: 04.07.1965

Local: Aristóteles Góes

Árbitro: Idélcio Gomes de Almeida

Renda: Cr$ 145.000,00

Gols: 1º tempo - Zezito e Maracanã para o Pederneiras; 2º tempo - Zezito e Zeca para o Pederneiras e Lula para o Guanabara.

PEDERNEIRAS: Chico, Tarcísio, Eufrásio, Logodô e Maracanã; Firmo e Saudio; Zeca, Índio, Zezito e Cotia.

GUANABARA: Raspinha, Cauby, Neir, Toninho e Serginho; Waldemar e Walter (Paulinho); Nelício, Lula, Paulo Afonso e Nilson.



domingo, 29 de maio de 2022

CURIOSIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: dois jogos encerrados antes do fim, no mesmo dia, pelo mesmo árbitro!


Em todos esses anos pesquisando o futebol, lendo jornais, revistas e livros, consultando as mais diversas fontes de pesquisa, escutando as mais curiosas histórias de boleiros, não tivemos conhecimento de um fato semelhante ao que vamos narrar a seguir: no mesmo dia, um árbitro (Elísio Ramos) encerrou dois jogos antes do seu final.  

Preparando-se para o Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira”, vários times de Brasília realizavam amistosos.
No dia 5 de abril de 1970 aconteceram dois amistosos no Estádio Vasco Viana de Andrade, hoje mais conhecido por Metropolitana, no Núcleo Bandeirante.
Pela manhã, jogaram Piloto e Carioca.
Com gols de Sabino (8 e 40), Paulinho (57) e Lula (65 e 70), o Piloto chegou facilmente ao marcador de 5 x 0. Logo depois do quinto gol, o árbitro Elísio Ramos foi obrigado a encerrar o jogo.
Antes, ele havia expulsado os jogadores Medeiros, Iran e Harley, todos do Carioca, por jogo violento, enquanto Celso e Cléber, da mesma equipe, talvez insatisfeitos com a atuação de Elísio Ramos, deixaram o campo sem dar satisfação ao árbitro, tornando obrigatório o encerramento do jogo.
As equipes atuaram assim:
Piloto: Tião (Barbosa), Alemão, César (Moisés), Luiz e Toinho; Ronaldo (Quincas) e Luizinho; Sabino, Lula (Zé Grillo), Paulinho e Nenê (Boraes).
Carioca: Batista, Nelson, Cléber, Cosan (Iran) e Faixinha; Lúcio (Braz) e Bacalhau; Celso, Harley, Medeiros e Osmar.

Na parte da tarde, por coincidência, Elísio Ramos foi destacado para ser o árbitro de outro jogo no mesmo estádio da Metropolitana, entre Grêmio e CSU.
Ademir, aos 16, Manoelzinho, aos 21 e Zé Carlos, aos 43, no 1º tempo, e Luiz Carlos, aos 13 do 2º, haviam marcado os gols do empate em 2 x 2.
Elísio Ramos expulsou os jogadores Jorge e Zé Carlos, ambos do Grêmio e, logo depois, alegando falta de garantias, deu por encerrado o jogo aos 25 minutos do 2º tempo.
O Grêmio atuava com Kill, Rodolfo, Grossi, Paulinho e Tadeu (Hélio); Orlando (Teixeira) e Pedrinho (Zoca); Jorge, Ademir (Santos), Zé Carlos e Sérgio Augusto (Roberto).
O CSU formou com Zé Walter, Zequinha, Eufrásio, Carlinhos e Didi; César (Farneze) e Julinho; Luiz Carlos, Manoelzinho, Walmir e Chicão.



sábado, 28 de maio de 2022

CURIOSIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: 30 gols sofridos em 3 jogos


No Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 1961, o “saco de pancadas” do Sobradinho (que nada tem a ver com o Sobradinho de hoje, fundado em 1975) conseguiu a proeza de sofrer três grandes goleadas numa única competição.

Na primeira delas, em 23 de julho de 1961, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, foi goleado pelo Alvorada, pelo marcador de 9 x 1. Élcio (2), Jason (2), Mexicano (2), Moacir, Nelson e Chico marcaram para o Alvorada e Ceará fez o gol de honra do Sobradinho. O árbitro foi Antônio Alves Mattos.

Uma semana depois, novo vexame do Sobradinho. No dia 30 de julho de 1961, no Estádio Paulo Linhares, sob arbitragem de Jorge Cardoso, o Sobradinho sofreu a astronômica goleada de 12 x 0 perante o Rabello. Nilo marcou cinco gols, Arnaldo três, Carioca dois e Joãozinho e Roberto, um cada. Esta é a maior goleada já registrada na Primeira Divisão do campeonato brasiliense de futebol em todos os tempos.

Duas semanas depois, outra grande goleada foi aplicada ao Sobradinho. No dia 13 de agosto de 1961, no Estádio Duílio Costa, o Planalto também não teve dó do Sobradinho, vencendo-o por 9 x 1, com gols de Brasil (5), Lima (2) e Azulinho (2), contra um de Valmir. Moacir Siqueira foi o árbitro do jogo.

Logo após esses vexames, o Sobradinho solicitou à Federação Desportiva de Brasília para não mais disputar os jogos restantes, em virtude da crise financeira que atravessava.

 

 

sexta-feira, 27 de maio de 2022

CURIOSIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: um jogo sem público!


O jogo era válido pela segunda semifinal do torneio de consolação do segundo turno do Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2012, a Taça “Sócrates”, uma competição dedicada aos terceiros e quartos colocados de cada grupo.
No dia 3 de maio de 2012 o Atlético Ceilandense receberia, no Serejão, o Luziânia.
Dentro de campo, nada de anormal: mesmo com um time formado por reservas, o Luziânia venceu o Atlético Ceilandense, por 3 x 1. O inusitado do jogo aconteceria fora do gramado, mais precisamente nas arquibancadas. A elas não compareceu um só torcedor para conferir o jogo. Isso mesmo! Não tivemos pagantes no jogo.
Pôde ser conferido no borderô disponível no site da Federação Brasiliense de Futebol que esse jogo deu o prejuízo de R$ 1.500,00, equivalente a despesa “Remuneração da Arbitragem e dos Auxiliares”.
A súmula desse jogo foi a seguinte:

ATLÉTICO CEILANDENSE 1 x 3 LUZIÂNIA
Data: 03.05.2012
Local: Abadião
Árbitro: Jucilê Pires
Renda: R$ 0,00
Público: 0 pagante
Gols: Esquerdinha, 46; Romarinho, 80; Leto, 84 e Jânio, 88
ATLÉTICO CEILANDENSE: Rogério, Wanderson, Adriano Cacareco, Maike e Vavá (Léo Gabiru); Bétson, Jefferson, Diego e Leto; Kako (Vinícius) e André Brito (Lesson). Técnico: Marcos Sena.
LUZIÂNIA: Juninho, Betinho (Romarinho), Rafael, Luizão e Niedson; Douglas, Iron, Rodrigo e Allan; Esquerdinha e Pedro Roriz (Pedro Henrique) (Jânio). Técnico: João Carlos Cavalo.



quinta-feira, 26 de maio de 2022

CURIOSIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: Seleções Exóticas


Viu-se de tudo um pouco no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2017.

Entre os jogadores que o disputaram, poderíamos formar uma seleção com:

Dida (Luziânia)

Rafinha (Ceilândia), Dedé (Santa Maria), Perivaldo (Luziânia) e Kabrine (Ceilândia)

Braittini (Brasília) e Michel Platini (Ceilândia);

Robinho (Luziânia), Ballotelli (C. A. Taguatinga), Romário (Santa Maria) e Quarentinha (C. A. Taguatinga).

Se ocultássemos os nomes dos clubes e lembrássemos de cada um deles nas grandes equipes que defenderam, certamente teríamos uma seleção muito forte.

Por outro lado, também poderíamos formar uma seleção com os “desconhecidos”:

Edmar Sucuri (Brasiliense)

Zumba (Paranoá), Danilo Cocada (Bosque Formosa), Sadan (Brasília) e Ratinho (Bosque Formosa)

Acerola (Brasiliense) e Gordo (Gama)

Feijão (Santa Maria), Cabecinha (Paracatu), Chulapa (Santa Maria) e Potita (Gama).

 

Qual dessas duas tem a melhor formação. Façam suas apostas!!!

 

quarta-feira, 25 de maio de 2022

CURIOSIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: um Treinador em dois times diferentes no mesmo dia


Uma briga política pela segunda vaga do DF no Campeonato Brasileiro de 1978 (a primeira era do Brasília), envolvendo Gama e Taguatinga, quase provocou um fato inédito no futebol, ou seja, um técnico dirigindo dois times diferentes no mesmo dia.
Tudo começou em 2 de fevereiro de 1978, quando reunida a Assembleia Geral de Clubes da Federação Metropolitana de Futebol, esta decidiu licenciar o Canarinho Esporte Clube e o Grêmio Esportivo Brasiliense, ambos pelo período de um ano.
Graças aos apelos do presidente do Taguatinga, Justo Magalhães, o Canarinho escapou de ser desfiliado. Justo Magalhães pediu a presidência da Federação Metropolitana de Futebol e aos demais representantes que dessem um voto de confiança ao Canarinho e não tomassem medidas radicais. Foi feita uma ponderação e a Assembleia achou por bem convocar o presidente do Canarinho, Antônio Ferreira, para que esse fizesse os devidos esclarecimentos. Ao tomar conhecimento de que não poderia afastar-se por completo da FMF, sob pena de o clube ser desfiliado, o dirigente do Canarinho salientou que o clube disputaria as categorias denominadas inferiores.
Por outro lado, o presidente do Gama, Márcio Tannus, foi o único representante a dar um parecer contra a licença do Grêmio, afirmando que era radicalmente contra pedidos de licenciamento e retorno de filiados, dizendo que os clubes deveriam permanecer em completa atividade ou solicitar extinção.
Aproveitando-se da licença do Canarinho, o Taguatinga contratou sete dos seus jogadores e mais o treinador João da Silva, dando, de imediato, entrada nos contratos junto a CBD.
Acontece que o Canarinho ainda tinha uma partida a fazer pelo Torneio Incentivo de 1977, iniciado em outubro de 1977 e que passou para o ano de 1978. Paralisado em dezembro de 1977, seus jogos retornaram no final de janeiro de 1978.
Faltava ao Canarinho justamente um jogo diante do Gama, vencedor do 1º turno, e que, caso o Canarinho fosse vencedor, ajudaria o Taguatinga, que estava na luta pelo returno.
No dia 19 de fevereiro de 1978, estava marcada a rodada dupla Gama x Canarinho e Grêmio x Taguatinga, no Estádio Bezerrão, do Gama.
O jogo Gama x Canarinho foi disputado na parte da manhã. Para surpresa de todos, o Canarinho venceu o Gama por 2 x 0.
Um dos fatos mais comentados durante esse jogo foi a atuação de João da Silva, das arquibancadas, gritando e passando instruções ao preparador físico do Taguatinga, Aparecido, que trabalhava como “treinador formal” do Canarinho.
Na parte da tarde, deveriam jogar Grêmio x Taguatinga. Os times chegaram a entrar em campo. Como técnico do Taguatinga, à beira do gramado, estava o mesmo João da Silva. Foi aí que o árbitro Carlos Alberto Hagstrong, alegando que a marcação ruim do campo não permitia a realização do jogo, suspendeu a partida, deixando os dirigentes do Gama muito irritados.
O Gama recorreu para tentar recuperar os pontos perdidos para o Canarinho, alegando que os jogadores do Canarinho já estariam com rescisão de contrato com o ex-clube. Não ganhou a causa.
Inclusive surgiram comentários da parte dos dirigentes do Gama que “não adiantava a união de esforços entre Taguatinga e Canarinho para impedir que o Gama ganhasse o título e, consequentemente, a segunda vaga no Campeonato Brasileiro”.
Poucos dias depois, o presidente do Taguatinga, Justo Magalhães, foi mais vivo que toda a diretoria do Gama e em uma conversa de cerca de três horas com o presidente da CBD, Heleno Nunes, garantiu a segunda vaga do DF no Campeonato Brasileiro de 1979 para seu clube. Usou de todos os argumentos possíveis e disponíveis para convencer Heleno Nunes de que o futebol profissional do DF só conseguiria progredir se mais uma vaga fosse oferecida aos clubes brasilienses, alegando que o campeonato local teria mais motivação e todos os clubes cresceriam de nível técnico, compulsoriamente.
Na reunião em que a CBD decidiu que o número de participantes do Campeonato Brasileiro de 1978 ficaria em 72, Justo Magalhães conseguiu chegar à sala de reunião dos diretores da entidade com os presidentes de federações, afirmando que era o assessor técnico do presidente da FMF, Gerson Alves de Oliveira. Argumentou que convenceu André Richer para deixá-lo permanecer no recinto. Com isso, quando Goiás apresentou o pedido de aumento para quatro clubes, imediatamente a inscrição da segunda vaga brasiliense pôde ser feita.
Voltando ao torneio local, o Taguatinga venceu o Gama, por 1 x 0, já contando com João da Silva como seu treinador. O resultado inesperadamente colocou o Canarinho no páreo, mas sem time para disputar qualquer partida mais, enquanto que o Taguatinga ainda reclamava os dois pontos do jogo que não disputou contra o Grêmio, que também estava na mesma situação do Canarinho.
A Federação Metropolitana de Futebol fez uma consulta à CBD para saber como proceder nesta questão. Se o Taguatinga ganhasse os dois pontos que não jogou contra o Grêmio, ficaria com o título do segundo turno.
Posteriormente, com a licença de Canarinho e Grêmio confirmadas, o Taguatinga foi apontado como campeão do 2º turno, se qualificando para disputar o título com o Gama, vencedor do 1º.
No dia 26 de março de 1978, o Gama venceu o Taguatinga, por 2 x 0 e sagrou-se campeão do Torneio Incentivo de 1977. No banco de reservas do Taguatinga, como seu treinador, estava João da Silva.
De nada adiantou tudo isso, pois, dias depois, o presidente da CBD, Heleno Nunes, afirmava taxativamente não haver a menor possibilidade de colocar mais um representante do DF no Campeonato Brasileiro, pois o número de 72 participantes já estava definido e em hipótese alguma seria majorado (o que não foi verdade, pois esse número foi aumentado para 74). 


terça-feira, 24 de maio de 2022

CRAQUES DO PASSADO: Jânio



Meia-esquerda, canhoto, de bons lançamentos, batia bem para o gol e possuía uma boa visão de jogo. Essas eram as características de Jânio Pinto, ou simplesmente Jânio, que nasceu em Volta Redonda (RJ), no dia 16 de junho de 1959.
Veio para Brasília com apenas um ano de idade.
Começou sua carreira de jogador de futebol nos juvenis do Brasília, com o técnico Ercy Rosa.
Recém-fundado, o Corinthians, do Guará, estava montando uma forte equipe para disputar as competições oficiais da Federação Metropolitana de Futebol. O técnico era Joaquim Cristiano Araújo Neto, o Bugue, que o viu atuando e solicitou a sua contratação.
Sua primeira competição no novo time foi o Torneio Incentivo de 1978, quando o Corinthians chegou em terceiro lugar. Logo depois, o Corinthians daria lugar ao Guará.
Neste mesmo ano, o Vasco da Gama o levou para testes em sua equipe de juvenis. Ficou cinco meses no Rio de Janeiro. O clube carioca até pensou em ficar com ele, mas o Guará pediu muito dinheiro pelo seu passe e a transação não foi concretizada.
Com o Guará, no período de 4 de março a 8 de abril de 1979, sagrou-se campeão do Torneio Seletivo, realizado com a finalidade de escolher o clube que ocuparia uma vaga no Campeonato Brasileiro reservada para o Distrito Federal (as outras eram do Brasília e do Gama).
O Campeonato Brasileiro de 1979 teve o absurdo número de 96 participantes, 22 a mais do que a edição anterior.
A primeira fase foi disputada por oitenta equipes, divididas em oito grupos de dez cada. Os três clubes de Brasília integraram o Grupo C. Somente o Gama, primeiro colocado do grupo, alcançou classificação para a Segunda Fase. O Brasília foi o 9º e o Guará o 10º e último colocado do grupo.
No final de 1979, Jânio defendeu o Distrito Federal no II Campeonato Brasileiro de Seleções Sub-20.
A Seleção Brasileira se preparava para disputar o Campeonato Mundial Sub-20 na Austrália e realizou diversos amistosos no Brasil. Um deles foi contra o Guará, de Jânio, no dia 7 de setembro de 1981, no Estádio do CAVE, no Guará. O resultado final apontou Guará 3 x 1 Seleção Brasileira de Juniors.
Foi vice-campeão brasiliense de 1981, com o Guará perdendo a final para o Taguatinga, em 15 de novembro de 1981, por 1 x 0.
Em 1982, o Taguatinga pagou três milhões de cruzeiros pelo seu passe, a maior transação do futebol brasiliense até então.
Ficou três anos no Taguatinga. Logo depois, teve uma rápida passagem pelo São Bento, de Sorocaba, onde disputou apenas cinco jogos pelo Campeonato Paulista de 1984, o primeiro deles em 16 de setembro, com derrota de 2 x 1 para o Taubaté. Sua última participação aconteceu em 24 de outubro, no jogo Santos 2 x 1 São Bento. Não marcou gols em sua passagem pelo São Bento.
Em 1985 disputou o Campeonato Paulista pelo Noroeste, passou pelo Londrina, do Paraná, e retornou ao Gama.
No ano seguinte, 1986, defendeu o Tiradentes.
Neste mesmo ano de 1986, transferiu-se para o Equador, contratado para defender o América, de Quito. Logo,
passou para a Liga Deportiva Universitária – LDU, onde foi artilheiro do campeonato nacional de 1988, com 18 gols.
No ano seguinte, foi para o Barcelona, de Guayaquil, sagrando-se campeão equatoriano e artilheiro da equipe, com 14 gols.
O último time em que jogou no Equador foi o Delfín, de Manta, Equador.
Em 1990 se transferiu para o futebol da Bélgica e, no ano seguinte foi acometido de uma pubalgia, lesão essa pouco conhecida na época. Foi tratado pelo Dr. Mark Marteens e ficou curado sem ter que se submeter a uma cirurgia.
Em 1992 retornou ao Brasil, mais precisamente à Brasília, para jogar no Guará, onde disputou o campeonato brasiliense daquele ano e o de 1993. Ainda neste ano, disputou alguns jogos pelo Itumbiara, de Goiás.
Foram suas últimas participações como jogador.
Sua carreira de treinador começou em 1995, no Brasil. Foi técnico do Comercial, de Planaltina, no campeonato brasiliense de 1996.
Esteve à frente do Bandeirante e em 1999 dirigiu os juniors do Guará.
Passou a ser o treinador do Guará no campeonato brasiliense de 2000. Quando foi substituído por Mozair Barbosa, resolveu voltar ao futebol equatoriano.
Desde então, treina times no Equador. Logo que chegou, comandou as equipes do Panamá, Juvenil de Quinindé e Milagro Sporting.
Porém, seu maior feito ocorreu quando resolveu aceitar o convite para assumir o modesto Deportivo Azogues, criado em maio de 2005. A cidade de Azogues (a 405 km de Quito) queria ter um time de futebol profissional. Jânio foi chamado. Não havia nenhum jogador contratado. Jânio levou 14 atletas de Guayaquil e fez teste com vários outros para montar o plantel. O trabalho deu tão certo que o técnico brasileiro conseguiu levar o clube à elite nacional em apenas 12 meses. Ganhou a terceira divisão no segundo semestre de 2005 e a segunda divisão na metade de 2006. Com a campanha histórica, virou um herói na cidade.
No futebol, contudo, gratidão não segura ninguém no cargo. Ao chegar à elite, no Torneo Clausura, que começou em julho de 2007, a equipe fez água. No início de setembro, a equipe estava muito mal colocada e o brasileiro acabou demitido. De acordo com a imprensa local, os dirigentes alegaram que o treinador levava a campo uma formação ofensiva demais e, por isso, perdia muitas partidas: foram duas vitórias, dois empates e seis derrotas.
Jânio mal teve o dissabor do desemprego. Dias depois, era anunciado como comandante do Macará. Esteve à frente da equipe em duas vitórias, um empate e quatro derrotas, resultados suficientes para evitar o rebaixamento. Encerrada a competição, no entanto, ele se viu novamente sem trabalho. Não ficou por uma questão financeira: ele fez uma proposta e o clube fez outra.
Depois do Macará, foi treinador da Liga de Portoviejo e do Municipal Cañar.
Em 2009 levou o Independiente José Terán à primeira divisão.
No ano de 2010, Jânio esteve à frente das equipes do Deportivo Independiente Del Valle, Sociedad Deportiva Aucas, da Segunda Divisão, e voltou a treinar o Macará.
Em 2011 foi treinador do Imbabura Sporting Club.



segunda-feira, 23 de maio de 2022

CRAQUES DO PASSADO: Manoel Ferreira


Manoel Ferreira Filho nasceu em 8 de outubro de 1960, na cidade de Paracatu, no interior de Minas Gerais.
Desde cedo teve que enfrentar a resistência da própria família para conseguir jogar futebol. Todos diziam que o futebol de Brasília não tinha futuro e que ele deveria se concentrar mais nos estudos.
Mesmo com a família se mudando para Taguatinga, Manoel Ferreira resolveu apostar em sua carreira de jogador, sempre arrumando um jeito de ir treinar.
Com 15 anos, o técnico Jaime dos Santos logo percebeu que
a sua habilidade anunciava uma carreira de sucesso no futebol e o levou para o time que ele dirigia, o Clube Atlético Planalto, também do Gama. Naquela época, trabalhava no Supermercado Pão de Açúcar até às 13 horas, pois tinha que ajudar no aluguel da casa. Chegava ao treino atrasado todo dia. Em compensação, ficava até às 19 horas.
Depois que o Planalto foi desativado, passou para os juvenis da Sociedade Esportiva do Gama, juntamente com Jaime dos Santos. Foi Jaime dos Santos que o tirou da ponta-direita, onde ele rendia muito pouco, e o ensinou a jogar no meio-de-campo.
Teve seu esforço compensado e com menos de 18 anos se tornou profissional. No dia 3 de setembro de 1977, fez seu primeiro jogo no time principal do Gama, no estádio Presidente Médici, no empate de 0 x 0 com o Taguatinga, válido pelo campeonato daquele ano. Foi titular da Seleção Brasiliense no 1º Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais Sub-20, disputado entre o final de 1978 e o começo de 1979.
Participou das primeiras conquistas do Gama, sagrando-se bicampeão do Torneio Incentivo (1977/1978) e campeão brasiliense de 1979.
Foi cogitada a sua transferência para o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, conforme matéria publicada no Correio Braziliense de 12 de setembro de 1978.
A transferência não se concretizou e Manoel Ferreira ficou em Brasília onde consolidou o seu nome e a sua técnica no futebol candango.

Em 15 de novembro de 1979, no Bezerrão, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, o Gama jogou contra o Flamengo, do Rio de Janeiro e, apesar do placar adverso (2 x 1), Manoel Ferreira teve atuação destacada, inclusive marcando o gol do time alviverde. O jornal Correio Braziliense ao enaltecer as qualidades de Manoel Ferreira publicou no dia 17.11.1979 a seguinte manchete: “Manoel Ferreira fez inveja a Zico e manteve Rondinelli à distância”.
Foi titular da Seleção do Distrito Federal que enfrentou e venceu a Seleção de Goiás pelo Torneio Centro-Oeste de Seleções de 1980, torneio patrocinado pela CBF. Marcou um dos gols no primeiro jogo, em 21 de abril.
No dia 1º de maio integrou a Seleção do DF que venceu, em Brasília, a Seleção Brasileira de Novos, por 1 x 0. Esta seleção venceu o Torneio Internacional de Toulon no mesmo ano.
Mesmo perdendo o título para o Brasília em 1980, Manoel Ferreira foi escolhido pela Editoria de Esportes do Correio Braziliense para fazer parte dos “Melhores de 1980” e fez parte da “Seleção do Ano” do Jornal de Brasília.
Em 1981, ajudou o Gama a ser campeão do Torneio Centro-Oeste e do Torneio “Rádio Planalto”, Troféu “Correio Braziliense”, vencendo o Brasília na final.
Após anos de sucesso no Gama, Manoel Ferreira transferiu-se para o Tiradentes em 1983.
De 1984 a 1987 defendeu o Brasília, onde conquistou dois títulos de campeão brasiliense: em 1984 e em 1987.
Em 1986, ajudou a equipe do Brasília a vencer o Torneio Seletivo à Divisão de Acesso ao Campeonato Brasileiro de 1987.
Entre 1988 e 1991, Manoel Ferreira fez breve incursão por outras unidades da federação. Defendeu, inicialmente, o time de Fernandópolis, da segunda divisão paulista, em 1988. Em 1989, disputou quatro jogos pelo Guará, vencedor do 1º turno do campeonato brasiliense daquele ano. Depois, esteve na primeira divisão do futebol goiano onde jogou pela Anapolina, nos anos de 1989 e 1990. Ainda em 1990 teve uma rápida passagem pelo Sobradinho. Voltou ao interior paulista e jogou pelo Marília, em 1991. Neste mesmo ano, foi para o América, de Belo Horizonte, que disputava a primeira divisão do campeonato mineiro.
Em 1992 voltou ao DF e conquistou o seu último título como jogador profissional pelo Taguatinga Esporte Clube.
Encerrou a sua carreira de jogador aos 33 anos de idade, em 1993, jogando pelo Brasília.
Atualmente, Manoel Ferreira é professor em escolinha de futebol e treinador de um time feminino.
Em 2010, foi lançado o DVD "Manoel Ferreira, Prata da Casa, Bola de Ouro" em sua homenagem.

Fontes: Correio Braziliense e Memorial Gamense.



domingo, 22 de maio de 2022

CRAQUES DO PASSADO: Xisté



Wilson Roberto Baialuna, o Xisté, nasceu em Jundiaí (SP), no dia 16 de julho de 1950. E foi lá mesmo em Jundiaí onde ele apareceu para o futebol.

Em 1970, Xisté integrou uma seleção amadora de Jundiaí que enfrentou o Paulista em amistoso local. A partida terminou empatada sem gols, mas o Paulista resolveu chamar dois jogadores do time adversário para testes: Formiga e Serginho Chagas foram os indicados pelo técnico Wanderley Poleto. Como Formiga não foi, Xisté acabou sendo aprovado e assinou um contrato de 10 meses. Passados os 10 meses de contrato, Xisté foi negociado com o Palmeiras, de São Paulo (SP). Ficou no Palmeiras em 1971 e 1972, atuando poucas vezes (apenas nove jogos - 8 vitórias e 1 empate) e marcou um único gol, no dia 19 de dezembro de 1971, na vitória de 3 x 0 sobre o Marília. Em 1972, Xisté trocou o alviverde paulista pelo Pinheiros, do Paraná. Em 1973, Xisté foi emprestado ao América, de São José do Rio Preto (SP) e lá, ajudou o clube a conquistar a Taça dos Invictos, um grande feito para uma equipe do interior, e a ficar em 7º lugar na classificação final, à frente do São Paulo. Após boa passagem pelo time de São José do Rio Preto, Xisté se transferiu para o Ceub, de Brasília. Nesta época, o futebol de Brasília era amador. O único clube profissional era o Ceub e por isso mesmo foi convidado para disputar o Campeonato Brasileiro nos anos de 1973 a 1975. Xisté disputou os três campeonatos brasileiros pelo Ceub como titular absoluto do meio-de-campo. No de 1973, marcou três gols.

Em 1974, marcou dois gols muito importantes no Brasileiro daquele ano, um na vitória sobre o Fortaleza (13 de março) e o outro no empate de 1 x 1 com o São Paulo (29 de maio).

Participou da excursão que o Ceub fez ao interior de São Paulo no período de 16 de fevereiro a 2 de março de 1975.

Ajudou o Ceub a conquistar, em Goiânia, o Torneio Internacional “Osmar Cabral”, competição que ainda tomaram parte Goiânia, Atlético Goianiense e Nacional, de Montevidéu.

Antes de disputar mais um Brasileiro, fez parte da equipe do Ceub que excursionou ao exterior, onde o clube realizou um total de 16 jogos, obtendo 7 vitórias, 2 empates e 7 derrotas.

Foi convocado para defender a Seleção de Brasília no jogo contra a Seleção de Minas Gerais, no dia 13 de julho de 1975, no Mineirão. Resultado do jogo: 0 x 0.

No Brasileiro de 1975, marcou apenas um gol, no dia 21 de setembro, no empate de 2 x 2 com o Sergipe, em Aracaju.

Com o fim do Ceub, em 1976, passou a defender o ABC de Natal (RN), onde conquistou um campeonato estadual.

Logo depois foi negociado com o Atlético Goianiense, onde atuou por duas temporadas (1977/1978).

Com saudades da família, Xisté resolveu voltar a atuar no interior do estado de São Paulo. Passou pelo Fernandópolis (1978/1979), Taquaritinga (1980) e EC Campo Limpo (1981/1982), onde encerrou a carreira disputando o campeonato paulista da terceira divisão.

 

sábado, 21 de maio de 2022

CRAQUES DO PASSADO: Sir Peres


Sir Peres, à esquerda, cumprimentando Joãozinho, do Santos, 
na inauguração do Estádio Augustinho Lima
Sir Peres de Barros nasceu em Alegrete, Rio Grande do Sul, em 5 de agosto de 1939.
Começou a jogar futebol em sua cidade natal, no Botafogo local, clube que disputava a Segunda Divisão do Rio Grande do Sul.
Resolveu procurar emprego em Brasília e na futura Capital Federal desembarcou no dia 5 de junho de 1959.
Passou a jogar futebol no Planaltina Esporte Clube.
Quando os dirigentes do Guará, querendo reduzir os gastos com a importação de jogadores, resolveram investir em jogadores locais, o relacionamento de Oswaldão com o pessoal de Planaltina era muito bom e teve seu nome indicado para fazer testes no Guará.
Tinha como principais características ser um zagueiro vigoroso, que sempre chegava junto, com bom preparo físico, boa recuperação e leal. Apesar da baixa estatura sempre foi muito bom nas bolas cruzadas em sua área, foi e aprovou, por lá atuando nos anos de 1962 e 1963.
Defendeu a Seleção de Brasília pela primeira vez em 29 de setembro de 1962, num amistoso realizado em Goiânia (GO), contra o selecionado de Goiás, quando aconteceu empate de 2 x 2 entre as duas seleções estaduais.
Ainda neste ano de 1962 foi convocado para fazer parte da Seleção de Brasília que disputaria o Campeonato Brasileiro. Como o titular era Bimba, não participou dos jogos contra Mato Grosso e Goiás.
Foi escolhido pelo jornal Diário Carioca-Brasília como revelação do campeonato de 1962 e fez parte dos melhores jogadores da Seleção da Zona Sul da mesma competição.
No aniversário de Brasília, em 21 de abril de 1963, no amistoso contra o Atlético Mineiro, novamente foi convocado e não disputou a partida. Ao final do ano, o jornal DC-Brasília o colocou na “Seleção do Ano” do campeonato brasiliense de 1963.
Em 1964, se transferiu para o Colombo, do Núcleo Bandeirante, permanecendo neste clube até 1967.
Firmou-se como titular da Seleção de Brasília em 1964 ao disputar os três amistosos realizados naquele ano: nos dias 2 e 5 de julho, contra o Fluminense, de Feira de Santana (BA), e no dia 23 de agosto, no empate de 1 x 1 com o Atlético Mineiro.
Em 1968, sagrou-se campeão brasiliense defendendo o Defelê.
De 1970 a 1972, jogou novamente no Colombo, conquistando o título de campeão brasiliense no ano de 1971.
Defendeu o Unidos de Sobradinho nos anos de 1973 e 1974.
Antes do início do campeonato oficial de 1975, 13 jogadores que pertenciam ao Unidos de Sobradinho foram transferidos para o Campineira. Sir Peres foi um deles. Neste mesmo ano, com este time conquistou mais um título de campeão brasiliense.
Em 1976, ano da definitiva implantação do profissionalismo no futebol de Brasília, a Campineira, clube de Sir Peres, resolveu continuar jogando no amadorismo. A Campineira conquistou a fase regional da Copa Arizona de Futebol Amador e foi vice-campeã da fase nacional, em São Paulo. Na decisão, a equipe brasiliense foi derrotada por 1 x 0, pelo Golfinho, de Guarulhos (SP).
Neste ano, Sir Peres também defendeu o Humaitá, do Guará, no Torneio Imprensa, a primeira competição oficial da nova fase do futebol do DF.
Em 1978, ele estava na equipe do Sobradinho quando da inauguração do Estádio Augustinho Lima, em 30 de abril de 1978, jogo em que o Santos Futebol Clube ganhou de 3 x 0.
Encerrou a carreira de jogador em 1980, no Sobradinho E. C.
Depois que encerrou a carreira de jogador passou a ser treinador no próprio Sobradinho, abandonando posteriormente a função, dedicando-se ao futebol amador, como orientador técnico do Unidos de Sobradinho, Botafogo e Kosmos ou jogador do Diamante Negro, Arte & Cultura, Real e Flamenguinho.
Faleceu no dia 7 de novembro de 2008. Ele costumava dizer que o futebol era sua cachaça e tinha especial orgulho de ter sido um dos atletas a trazer o fogo simbólico para inauguração de Brasília, em 1960.
Fora dos gramados foi diretor e conselheiro do clube SODESO por várias vezes, além de um dos fundadores Associação dos Veteranos de Sobradinho – AVESO, em 1º de maio de 1994, participando inicialmente como Diretor de Esportes e depois como Presidente da entidade nos períodos 1998, 1999, 2000 e 2006.






sexta-feira, 20 de maio de 2022

CRAQUES DO PASSADO: Bimba



Américo da Cruz, o Bimba, nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 15 de abril de 1936.
Foi um zagueiro que jogava com elegância e de um futebol clássico.
Começou nos juvenis da Portuguesa, do Rio de Janeiro, disputou o campeonato carioca de 1958, pelo Bonsucesso, e o campeonato mineiro de 1959, pelo Bela Vista, de Sete Lagoas.
Foi trazido para o futebol de Brasília por indicação do ex-jogador do Botafogo e da Seleção Brasileira, Juvenal, e assinou contrato com o Guará, em 1960, ano em que o clube ficou na segunda colocação do campeonato brasiliense.
Transferiu-se para o Defelê em 1961, quando integrou a primeira Seleção de Brasília formada para disputar um amistoso contra a Seleção de Goiás, em Goiânia, no dia 16 de abril.
Disputou ainda mais três amistosos pela Seleção de Brasília no ano de 1961, contra o Santos, em 21 de abril, Fluminense, em 2 de julho, e Botafogo, em 17 de setembro.
Ao final do ano, tendo conquistado o título de campeão brasiliense, também teve seu mérito reconhecido ao ser escolhido pelo jornal Correio Braziliense o “Melhor jogador de futebol do ano”. Foram escolhidos destaques de todas as modalidades que integravam a Federação Desportiva de Brasília.
Em 1962 foi para o Rabello. Novamente fez parte da Seleção de Brasília que enfrentou o Vasco da Gama, no dia 21 de abril, e a Seleção de Goiás, em 29 de setembro.
Em seu novo time, conquistou a Taça “Candango”, disputada no período de 28 de abril a 1º de maio e que reuniu Guará, Colombo, Defelê e Rabello, no campo do Defelê, e o Torneio da Prefeitura do Distrito Federal, Taça "Embaixador Sette Câmara", com direito a vitória por goleada sobre seu ex-clube, o Defelê, na final, por 5 x 0.
No campeonato brasiliense de 1962, o Rabello ficou na terceira colocação.
No final do ano, Bimba foi um dos convocados para representar o Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de Seleções. A Seleção do DF passou por Mato Grosso, mas foi desclassificada por Goiás.
Continuou no Rabello em 1963 e foi convocado para o amistoso da Seleção do Distrito Federal contra o Atlético Mineiro, em 21 de abril.
O Rabello foi o vice-campeão de 1963.
Transferiu-se para o Goiás ainda em 1963 e na metade de 1964 retornou ao Distrito Federal, voltando a defender o Rabello.
Defendeu a Seleção do Distrito Federal em amistosos contra o Ceará, Atlético Mineiro e Treze, da Paraíba.
No Rabello, sagrou-se campeão da primeira competição sob o regime profissional em Brasília.
Em 1965, foi jogar no Guará e perdeu a chance de conquistar o bicampeonato brasiliense, título alcançado pelo Rabello.
Transferiu-se para o Luziânia em 1966, tendo inclusive disputado um amistoso do seu novo time contra a Seleção do Distrito Federal, em 15 de maio (3 x 3).
Em novembro de 1966 foi convocado para defender a Seleção do DF que venceu a Seleção de Goiás, por 2 x 1.
Com o Luziânia, chegou na segunda colocação do campeonato brasiliense de profissionais.
Em 1967, foi contratado para ser o treinador do Guanabara.
No ano de 1968, dividiu seu tempo como jogador do Cruzeiro do Sul e depois como treinador do Alvorada.
Ainda foi técnico do Luziânia no início de 1973.
No início dos anos 80, enfrentando problemas com o álcool, foi internado na Clínica São Miguel, de propriedade do conceituado psiquiatra no DF, Dr. Neilor Rolim, no bairro do Parque Alvorada, às margens da BR 040, em Luziânia. Com a sua habitual irreverência, fez muitos amigos na clínica, dentre eles o ex- jogador do Luziânia, Ziza. Formaram o time da Clínica São Miguel e participaram do campeonato amador de Luziânia. Bimba atuava como jogador e técnico do time da clínica.
Com o fechamento da clínica, foi transferido para o asilo São Vicente de Paula, juntamente com vários companheiros da clínica. Fugiu e foi morar na rodoviária, no centro da cidade de Luziânia, onde hoje é o Centro de Convenções projetado por Oscar Niemayer.
Tornou-se mendigo de rua. Morreu só e abandonado por todos. Faleceu no dia 3 de agosto de 1993, sendo sepultado pela Secretaria de Assistência Social do Município de Luziânia, sem a presença de familiares, só com alguns amigos da época da Clínica São Miguel.

Colaboração: José Egídio Pereira, pesquisador do Luziânia.


quinta-feira, 19 de maio de 2022

CURIOSIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: Mauro Naves


Todo mundo que acompanha futebol pela televisão já ouviu falar de Mauro Naves.
Mauro César Vieira Naves nasceu no Rio de Janeiro, em 24 de junho de 1959.
Mudou-se com a família para Brasília, onde viveu por 17 anos. Na Capital Federal cursou Estatística, na Universidade de Brasília-UnB. Chegou a trabalhar com aplicações em mercado financeiro. Fez então curso de Comunicação, mas não chegou a trabalhar como jornalista.
Cinco anos depois disso, Mauro Naves fazia parte de um time de futebol, quando foi convidado por José Natal, chefe de reportagem da TV Globo de Brasília, para fazer um teste na emissora. Ele aceitou, fez e passou. Foi contratado para a Editoria Geral, em 1987. Fez algumas reportagens políticas, algumas matérias gerais, mas logo foi chamado para cobrir esportes, que era o que mais gostava. Dois anos depois, foi convidado a ir para São Paulo, para a equipe de Esportes.
Desde 1989, Mauro Naves acompanha as transmissões esportivas. Ele esteve presente em todas as finais de campeonato brasileiro. Também participou de vários Grandes Prêmios de Fórmula 1. Foi ele quem fez a última reportagem com Ayrton Senna, antes de sua morte.
Em 1993, Mauro Naves apresentou, pela TV Globo, o programa: "Pequenas Empresas, Grandes Negócios", mas logo voltou aos esportes. Além do Campeonato Brasileiro, ele acompanhou a Taça Libertadores da América, a Copa América, a Copa das Confederações e o Mundial Interclubes. Trabalha ao lado de Galvão Bueno, Tino Marcos, Paulo Roberto Falcão e Arnaldo César Coelho. Cobriu as Olimpíadas de Atlanta, a Copa do Mundo da França, em1998, a Copa do Mundo na Coréia e no Japão, em 2002, a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006 e a da África do Sul, em 2010.
Alguns vão perguntar: e o que isso tem a ver com um blog que fala da história do futebol de Brasília?
Acontece que esse mesmo Mauro Naves disputou o campeonato brasiliense de futebol (oficial, mas amador) em 1975, defendendo o Humaitá
No campeonato brasiliense de 1975, o Humaitá ficou em 7º lugar (oito clubes participaram) e, nos 14 jogos que disputou, ganhou apenas um.
O único gol marcado por Mauro Naves foi em 25 de outubro de 1975, no empate de 4 x 4 com o Campineira (que acabou vencendo o campeonato).

Obs.: depois de muitos anos trabalhando na Rede Globo, hoje em dia o Mauro Naves integra o quadro de jornalistas da ESPN Brasil.


quarta-feira, 18 de maio de 2022

OS CLUBES DO DF: Pioneira


O Pioneira Futebol Clube foi fundado em 18 de fevereiro de 1974, por servidores da Viação Pioneira e Viação Planeta Ltda., em sua sede social situada a QI 24, Lotes 1 a 27, Setor Norte de Taguatinga.
A diretoria executiva para o biênio 1974/1975 ficou assim constituída: Presidente: Yukyio Matsunaga, 1º Vice-Presidente: Saburo Matsunaga, 2º Vice-Presidente: Joaques Makoto Inoi, 1º Secretário: Evandro Alves da Silva, 2º Secretário: José Weliton Cortes Melo, 1º Tesoureiro: José Braga da Silva, 2º Tesoureiro: Jeová Dias Monteiro, Diretor Geral dos Esportes: José Macedo Figueiredo, Diretor Social e Relações Públicas: Francisco Martins Leite Cavalcante, Diretor de Promoções: Ailton Pereira de Almeida, Diretor Administrativo: Aquiochi Kawano, Diretor de Patrimônio: Shigueo Matsunaga, Departamento Médico: Masso Kuriki e Consultor Jurídico: Antônio Lopes Batista.
Nota: os irmãos Matsunaga, de origem japonesa, radicaram-se em Brasília no ano de 1957, antes mesmo dela ser inaugurada, para dedicar-se a agropecuária. Mais tarde, constituíram a Viação Pioneira (pertencente a empresa Irmãos Matsunaga Ltda.), responsável pelo transporte coletivo urbano.
Foram assim definidas as cores oficiais do Pioneira: amarela, verde e vermelho. O uniforme nº 1 do Pioneira era: camisa amarela, calção azul e meias verdes. Já o nº 2 tinha: camisa vermelha com faixa horizontal verde, calção branco e meias vermelhas.
No dia 10 de junho de 1974 aconteceu a Assembleia Geral Extraordinária da Federação Desportiva de Brasília que concedeu filiação ao Pioneira Futebol Clube.
Pouco mais de um mês depois, em 14 de julho de 1974, fez sua estréia em competições oficiais, ao participar do Torneio Início, realizado no Estádio Edson Arantes do Nascimento, o Pelezão. No primeiro jogo, venceu o Luziânia por 1 x 0 e, no penúltimo jogo, foi derrotado pelo Ceub, também por 1 x 0, não chegando à decisão.
Uma semana depois estreou no Campeonato Oficial de Brasília, ainda amador. Em 21 de julho de 1974, com gols de Peixoto e Borges, ganhou do Relações Exteriores, por 2 x 0. Terminou o primeiro turno desse campeonato na terceira colocação, atrás de Jaguar e Humaitá, com 3 vitórias, 2 empates e 1 derrota.
Veio o segundo turno e a recuperação, ficando com a primeira colocação e habilitando-se para decidir o campeonato com o Jaguar, vencedor do primeiro.
Na decisão, não deu chances ao Jaguar, vencendo as duas partidas, no Pelezão. A primeira, em 1º de dezembro, 3 x 0, gols de Nemias, China e Vital. No segundo, no dia 8 de dezembro, nova vitória, por 2 x 0, com dois gols de Boy. Jogou a última partida com essa formação: Adriano, Aldair, Dão (Diogo), Ruy e Vaninho; Maurício e Nemias; Delfino, Vital (Déo), Boy e Piau. A campanha do campeão foi a seguinte: 12 jogos, 9 vitórias, 2 empates e 1 derrota; 18 gols a favor e 5 contra. Além do título de campeão, teve os artilheiros do campeonato, Nemias e Boy, ambos com 6 gols. O técnico foi Eurípedes Bueno de Morais.
Para manter o elenco em forma, nos meses de janeiro e fevereiro de 1975, realizou quatro amistosos, sendo três interestaduais: no dia 19 de janeiro, no Pelezão, venceu o G. E. Trindade (GO), por 2 x 0 (gols de Piau e Delfino); uma semana depois, 26 de janeiro, perdeu para o Ceub por 3 x 0; em 23 de fevereiro, no Pelezão, empatou de 0 x 0 com o Anápolis (GO) e, três dias depois, novamente no Pelezão, foi derrotado pelo Rio Branco, de Vitória, por 3 x 1.
Estes foram os quatro derradeiros jogos do Pioneira.
Já no mês de março de 1975 começaram a aparecer os primeiros boatos (logo confirmados) de que Brasília se preparava para receber outro clube profissional. O comércio da cidade-satélite de Taguatinga resolveu armar uma equipe para brigar com o Ceub. Assim, em 1º de julho de 1975, na sede da Associação Comercial e Industrial de Taguatinga - ACIT, diretores da ACIT, a Administração Regional de Taguatinga e representantes da Viação Pioneira promoveram Assembleia Geral Extraordinária para a transformação do Pioneira Futebol Clube em clube profissional de futebol, a mudança do nome para Taguatinga Esporte Clube e a troca das cores do uniforme para azul e branca. Yukyio Matsunaga foi eleito Presidente de Honra do Taguatinga E. C.
No dia 12 de julho de 1975 aconteceu o primeiro amistoso do novo clube, vencendo a URT, de Patos de Minas (MG), por 2 x 0, no Pelezão.
O Taguatinga viria a ser campeão do DF nos anos de 1981, 1989, 1991 a 1993.



terça-feira, 17 de maio de 2022

OS CLUBES DO DF: Humaitá


O Humaitá Esporte Clube foi fundado em 2 de julho de 1968, no Guará. Suas cores oficiais eram a preta e a branca. Seu uniforme era composto por camisa branca com faixa transversal preta, calção branco e meias brancas (semelhante ao Vasco da Gama, do Rio de Janeiro).
Num esforço da família Carvalho, tradicional da cidade do Guará, sempre participou dos campeonatos regionais de futebol, tendo levantado os títulos de campeão do Torneio Imprensa de 1971, campeão da Taça Jarbas Passarinho em 1972 e campeão da Taça IV Aniversário do Guará em 1973.
Filiou-se à Federação Metropolitana de Futebol em 16 de agosto de 1973. Antes, no dia 1º de abril, participou do 1º Festival da Pelota (torneio de jogos com a duração de 60 minutos - 30 x 30 - e, no caso de empate, decisão através de pênaltis), juntamente com outras equipes amadoras de Brasília, terminando como vice-campeão. Na decisão, perdeu de 1 x 0 para o Atlético, de Brazlândia.
Sua estréia na competição oficial de 1973 aconteceu no dia 26 de agosto de 1973, no Estádio Pelezão. Com gols de Vavá e Moisés, contra um de João Dias, venceu o Carioca, por 2 x 1.
Oito clubes disputaram o campeonato de 1973 e o Humaitá ficou na sexta colocação. Nos 17 jogos que disputou, venceu 5, empatou 7 e perdeu 5. Marcou 27 gols e sofreu outros 27, ficando sem saldo de gols. Somou 17 pontos ganhos. O Ceub foi o campeão de 1973.
Defenderam o Humaitá em 1973, os seguintes jogadores:
Goleiro: Waldimar; Defensores: Nazo, Messias, Landulfo, Carlinhos, Itamar, Nenê, Ângelo e Emábio; Atacantes: Assis, Pedrinho, Lord, China, Gilmar, Moisés, Júlio, Vavá e Arleno. Técnico: Wilson Francisco.
Vavá e Moisés estiveram entre os principais artilheiros, marcando cada um 7 gols, ficando na terceira colocação.
No ano de 1974, tornou-se campeão do Torneio Início, evento realizado no dia 14 de julho de 1974, no Pelezão.
Para chegar ao título, venceu o Unidos de Sobradinho (3 x 0), o Jaguar (1 x 0) e, na decisão, goleou o Ceub (4 x 0), ficando com o título de campeão.
No campeonato brasiliense de 1974, disputado por sete equipes, ficou com a quarta colocação, após 10 jogos, onde venceu quatro, empatou dois e perdeu outros quatro.
Em 1975, participou da I Copa Arizona de Futebol Amador, competição promovida pelos cigarros Arizona e A Gazeta Esportiva e que reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal.
Nas semifinais, derrotou a Campineira, por 2 x 1, gols de Aderbal e Vavá.
Didi era o técnico do Humaitá.
Na final, em 25 de maio de 1975, foi derrotado pelo Unidos de Sobradinho (2 x 0). Jogaram a final pelo Humaitá Edmilson, Nazo, Aderbal, Emábio e Arimatéia; Júlio César, Jânio e Pedrinho; Lóide (Antônio), Elson, Argemiro e Moisés.
Logo depois, nos meses de julho e agosto, disputou o Torneio Quadrangular da F.M.F., em Brazlândia, juntamente com as equipes do A. A. Relações Exteriores, Canarinho e Guadalajara. Foi vice-campeão, atrás do Canarinho.
Também disputou o Torneio Incentivo, com jogos nas preliminares dos encontros do Ceub no Campeonato Brasileiro de 1975. Em três turnos, disputando contra o Brasília e o Campineira, ficou com a segunda colocação.
Já no campeonato brasiliense de 1975, ficou na penúltima colocação. Oito equipes disputaram a competição.
No ano de 1976, disputou o Torneio Imprensa, primeira competição oficial da nova fase do futebol do Distrito Federal, depois da implantação do profissionalismo. Seis equipes competiram e o Humaitá ficou em último.
Veio o fatídico campeonato brasiliense de 1976. Após diversos acontecimentos não muito claros até os dias de hoje, que culminaram com a extinção do Ceub e a perda da vaga de Brasília no Campeonato Brasileiro daquele ano, o Humaitá foi proclamado campeão do 1º turno (antes vencido pelo Ceub e revertido em favor do Humaitá após o abandono do clube acadêmico). Antes do final do campeonato, mudou seu nome para Guará Esporte Clube em Assembléia Geral realizada em 27 de julho de 1976. Já com esse nome, perdeu a decisão do campeonato para o Brasília no dia 16 de outubro de 1976, por 3 x 0. Defenderam o Guará nesse jogo: Bonomo (Batista), Aderbal (Pedrinho II), Zé Mauro, Ivair e Pedrinho I; Heitor, Renildo e Zequinha; China, Redi e Palito. Técnico: Luiz Alberto.