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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Xixico


Antônio Pereira dos Santos, o Xixico, também chamado de Pereira, nasceu em Caxias (MA), no dia 16 de setembro de 1943.
Veio para Brasília com dois objetivos: conseguir emprego em uma das várias empresas que começavam a construção da nova Capital Federal e, se possível, numa que tivesse um time de futebol.
Com 20 anos de idade, conseguiu isso ao passar a defender seu primeiro clube de futebol no Distrito Federal, o Nacional, mantido pela construtora do mesmo nome, no ano de 1963.
Na primeira rodada do Campeonato Brasiliense, no dia 19 de maio de 1963, em seu campo, Aristóteles Góes, o Nacional empatou com o Guanabara, em 2 x 2, com Xixico atuando na ponta-esquerda. Assim formou o Nacional: Chico, Alberto, Eufrásio, Logodô e Ferreira; João e Nilson; Manoel, Naelson, Zezão e Xixico.
Em 1964, ano em que foram disputados os campeonatos brasilienses de profissionais e de amadores, Xixico esteve no segundo, defendendo o Nacional, que não quis aderir ao profissionalismo.
Em 1965, passou para o Pederneiras, clube que também não aderiu ao profissionalismo e disputou o campeonato brasiliense da categoria de amadores.
No dia 15 de agosto de 1965, o Pederneiras venceu o Guanabara por 1 x 0 e conquistou o título de campeão brasiliense invicto, com essa formação: Chico, Tarcísio, Eufrásio, Logodô e Xixico; Firmo e Saudio; Deca, Zezito, Eraldo e Cotia.
Continuou no Pederneiras em 1966, ano em que clube resolveu passar a ser profissional e que teve como grande destaque no ano a vitória de 1 x 0 sobre o Esporte Clube Bahia, no dia 31 de agosto de 1966.
Nesse ano, no dia 14 de novembro de 1966, um novo clube surgiu no futebol do DF, o Coenge Futebol Clube, do Gama.
Aproveitando-se que o Pederneiras solicitou licença de todas as suas atividades durante o ano de 1967, Xixico resolveu “apostar” no novo clube.
Em 1967, o Coenge integrava o Departamento Autônomo da Federação Desportiva de Brasília, uma espécie de departamento responsável pelo futebol amador da entidade. Desde o ano anterior, 1966, o departamento organizava um campeonato entre as equipes não profissionais, divididas, em sua primeira fase, por regiões, chamadas de séries, no Gama, em Taguatinga, em Sobradinho e no Plano Piloto.
No mês de outubro aconteceu a primeira conquista da história do Coenge, ao vencer o Torneio de Aniversário da Cidade do Gama. Logo depois, nos dias 26 de novembro e 3 de dezembro de 1967, Xixico participou de um torneio quadrangular que contou com o Coenge e A. A. Cultural Mariana, ambos do Gama, e Rabello e Cruzeiro do Sul, ambos de Brasília. O Coenge ficou com o segundo lugar no torneio, sendo derrotado na decisão contra o Cruzeiro do Sul com essa formação: Tonho, Dimenor, Tarcísio, Xixico e Mauro; Pelezão e Divino; Pelezinho, Dera, Eraldo e Oscar.
Em 1968, o Coenge, com Xixico na equipe, venceu o campeonato da cidade do Gama, foi o vencedor da Série Gama do campeonato do Departamento Autônomo e venceu a fase final desse campeonato após superar equipes do Gama e de Taguatinga, Sobradinho e Plano Piloto.
O Coenge foi campeão com Hugo, Dirceu (Minhoca), Eraldo, Ferraz e Xixico (Duchinha); Mauro e Divino; Noé, Pelezinho, Tatá e Oscar.

Seleção do DF contra o Flamengo

No dia 2 de março de 1969, a Seleção Amadora do Distrito Federal enfrentou o Flamengo, do Rio de Janeiro, que contava com Garrincha. O Coenge cedeu onze jogadores para esse selecionado, dentre eles, Xixico que teve a incumbência de marcar o craque das pernas tortas.
A Seleção Amadora do DF atuou com Hugo, Jonas (Fernandes), Eraldo, Paulinho e Xixico; Eduardo e Divino; Noé, Guairacá, Pelezinho (Argenta) e Oscar (Marão).
O rubro-negro carioca vencia o jogo por 3 x 1, mas resolveu abandonar o gramado com 60 minutos de jogo, depois da expulsão de dois de seus jogadores.
A partir de 13 de abril de 1969, o Coenge iniciou a campanha que lhe daria, pela primeira vez em sua história, o título de campeão brasiliense de futebol.
O time campeão do Coenge em sua última partida pelo campeonato, no dia 19 de outubro de 1969, foi: Hugo, Ferraz, Tatá, Mauro e Xixico; Pelezão (Eustáquio) e Divino; Márcio Minhoca, Pelezinho, Noé e Oscar.
No dia 1º de fevereiro de 1970, aconteceu o jogo do Coenge contra a Portuguesa, do Rio de Janeiro, que terminou empatado em 1 x 1. O time do Coenge foi Carlos José, Jaimir, Elias (Ferraz), Mauro e Xixico; Pelezão e Divino; Agostinho, Pelezinho, Zé Carlos (Noé) e Oscar.
O Coenge não foi bem no campeonato brasiliense de 1970, terminando na sétima colocação entre os dez clubes que disputaram a competição, ficando de fora da Segunda Fase (apenas os seis primeiros passavam).
Em 1971, a Federação Desportiva de Brasília promoveu o Torneio Governador Hélio Prates da Silveira, que teve início em março. O torneio marcou o início da decadência do Coenge. Assim como outros clubes, foi punido por inadimplência, com a perda de pontos em vários jogos. Depois, o Coenge se ausentou das reuniões, o que também era motivo para punições, e foi decidido, no dia 23 de junho de 1971, em assembleia, que os jogadores pertencentes a estas agremiações estavam liberados para disputar partidas por outros times. Desta forma, Xixico deixou o Coenge.
Com o fim do Coenge, em 1972 Xixico passou a fazer parte do elenco da Associação Atlética Serviço Social, que estreava nesse ano no Campeonato Brasiliense.
A A. A. Serviço Social era formada, basicamente, por jogadores de vários clubes extintos, como Defelê, Planalto, Coenge e Civilsan.
No final do campeonato, o Serviço Social ficou com a quinta colocação.
A partir de 1973 e até 1975, Xixico voltou a disputar apenas as competições do Gama. A Organização dos Esportes do Gama foi fundada em 2 de março de 1974 e por aqui ele ficou até a criação do campeonato de profissionais, em 1976, quando passou a defender a Sociedade Esportiva do Gama.

Gama 1977: em pé, da esquerda para a direita, Xixico, Atualpa, Carlão, Adilson, Rildo e Osvaldo. Agachados: Pelezinho, Carlinhos, Santana, Roldão e Zé Vieira.

Já com 33 anos de idade, Xixico participou do processo de formação das primeiras equipes do Gama (fundado em 15 de novembro de 1975).
Sua estreia aconteceu no dia 15 de agosto de 1976, no Pelezão, com derrota de 3 x 2 para o Taguatinga, em jogo válido pelo Campeonato Brasiliense. Junto com Dequinha, também do Gama, e Paraibinha, do Taguatinga, foi expulso de campo.
O Gama formou com Noel, Dequinha, Carlão, Santana e Xixico; Chicão, Gabriel e Pelezinho; Almir, Carlos Alberto e Oscar (Galego). Técnico: Zé Maria.
Seu último jogo com a camisa do Gama aconteceu em 13 de março de 1977, no Pelezão, num jogo contra o Brasília, pelo Torneio Imprensa. O Gama atuou com Adriano, Carlão, Joãozinho, Dão e Rildo; Xixico, Cláudio e Lelé; Gisélio, Santana e Liminha.
Seu número de registro na Federação Desportiva de Brasília mostra bem como ele foi um dos primeiros jogadores de futebol no DF: 60. Na antiga CBD, atual CBF, ele tinha o registro de número 40.300.

Xixico, Pelezinho e Oscar, campeões pelo Coenge em 1969, e ex-jogadores do Gama, no reencontro dos jogadores em 2010



terça-feira, 15 de setembro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Aderbal (in memoriam)



Aderbal da Silva Carvalho nasceu em Itaberaba (BA), no dia 15 de setembro de 1940.
Aderbal foi, provavelmente, o jogador de maior longevidade no futebol do Distrito Federal.
Atuando como lateral-direito ou zagueiro, tinha como principal característica o chute muito forte e excelente cobrador de faltas.
Começou em 1960, no Guará, e só foi parar com a bola em 1978.
Neste período, defendeu dez clubes diferentes:
GUARÁ, de 1960 a 1962, conquistando o título de campeão do Torneio “Prefeito Paulo de Tarso”;
CRUZEIRO DO SUL, em 1963, sagrando-se campeão brasiliense no mesmo ano;

1º DE MAIO, em 1964;
RABELLO, nos anos de 1964 e 1966, em ambos tornando a conquistar o campeonato brasiliense de profissionais. Em 1966, disputou a Taça Brasil, única competição de âmbito nacional na época.
GUARÁ, em 1965;
DEFELÊ, em 1965;
GUARÁ e CRUZEIRO DO SUL, em 1967;
DEFELÊ e RABELLO, em 1968;
CEUB, 22 jogos, de 21 de abril de 1971 a 17 de dezembro de 1972;
JAGUAR, em 1973;
HUMAITÁ, de 1974 a 1976;
TAGUATINGA, 1977 e
SOBRADINHO, 1978.

1963: campeão brasiliense no Cruzeiro
Teve passagens pelo Uberaba (MG) - 22 jogos e um gol, em 1969, e pela Caldense, de Poços de Caldas, também de Minas Gerais, em 1970.
Atuou 31 vezes pela Seleção de Brasília, a primeira delas em 21 de abril de 1962, DF 1 x 1 Vasco da Gama-RJ, e a última em 20 de outubro de 1968, DF 0 x 0 Palmeiras, de Mineiros-GO.
Fez parte da seleção dos “Melhores do Futebol Brasiliense” de 1962, enquete realizada pelo jornal Diário Carioca-Brasília, e da “Seleção do Ano” de 1965, do jornal Correio Braziliense.
Faleceu no dia 19 de julho de 2020.

Colaboração: Ruy Trida.



Garrincha e Aderbal - 1961


1962: na seleção do DF contra o Vasco da Gama. À esquerda, Zizinho, o Mestre Ziza

1966: no Rabello

1967: no Guará

1967: na Seleção do DF, no Pelezão



quinta-feira, 10 de setembro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Bira



Almir Fernandes de Oliveira, o Bira, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) no dia 10 de setembro de 1958.
Só havia jogado em times peladeiros do Distrito Federal até que foi levado “à força” pelos amigos para o SESI, de Taguatinga, em 1976, onde conseguiu se destacar como artilheiro, formando dupla de área com Banana.
Antes de completar 18 anos, fez sua estreia no time profissional do Taguatinga Esporte Clube. Foi no dia 1º de maio de 1976, no Pelezão, marcando o gol da vitória de 1 x 0 do Taguatinga sobre o Gama. Nessa ocasião, o Taguatinga formou com Carlos José, Aldair (Elmo), Dão (Wanner), Dedinho e Chico; Douradinho, Nemias e Banana; Maurício, Bira e Dinarte. Técnico: Eurípedes Bueno.
Já tendo Dida, ex-jogador do Flamengo e da Seleção Brasileira (campeã de 1958) como treinador, Bira participou do amistoso realizado no dia 21 de julho de 1976, em São Januário, no Rio de Janeiro, para pagar o empréstimo do atacante Banana, ao Vasco da Gama.

Taguatinga
Logo depois, Bira foi um dos convocados do Taguatinga para fazer parte da Seleção do DF que enfrentou o Brasília no dia 21 de agosto de 1976, no amistoso com toda a renda revertida em benefício dos jogadores do Grêmio.
Disputou doze jogos pelo Campeonato Brasiliense de 1976, marcando cinco gols.
Esteve três meses no Atlético Mineiro e voltou para assinar com o Brasília, onde, curiosamente, também fez sua estreia num dia 1º de maio. Foi no amistoso contra o Cruzeiro, de Belo Horizonte-MG, no Pelezão, com derrota de 1 x 0, quando o Brasília apresentou a seguinte escalação: Déo, Renê, Jonas Foca, Sidney e Fernandinho; Capela (Vilmar), Rogério e Léo; Julinho, Banana e Nei (Bira). Técnico: Airton Nogueira.
Bira, com Banana
Bira esteve presente em nove dos treze jogos que o Brasília disputou para chegar ao título de campeão brasiliense de 1977, tendo marcado três gols. Antes do campeonato, Bira integrou a equipe do Brasília que venceu o segundo Torneio Imprensa.
Logo depois, participaria, com o Brasília, do Campeonato Brasileiro da Série A. Foram onze jogos.
Em 1978, fez parte da equipe do Brasília que se sagrou, novamente, campeã brasiliense. Também disputou o campeonato brasileiro da Série A com o Brasília.

Brasília
Em 1979, retornou ao Taguatinga, por onde disputou treze jogos válidos pelo campeonato brasiliense desse ano.
Passou um pequeno período na Anapolina, de Anápolis-GO e, em 1981, disputou o campeonato brasiliense pelo Tiradentes, onde fez seu último jogo no dia 5 de julho de 1981, no Augustinho Lima, com derrota de 4 x 1 para o Sobradinho. O Tiradentes formou com Jaidan, Renato César, Nego, Lázaro e Joãozinho; Robson, Bira (Esquerdinha) e Ciso; Vicente Biônico, Messias e Tico. Técnico: Airton Nogueira.
Além de ponteiro esquerdo, Bira também atuava como ponta de lança.
Atualmente morando no Guará, depois que parou com o futebol, passou a disputar torneios de futvôlei.




segunda-feira, 7 de setembro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Raspinha


Quando iniciamos as nossas pesquisas sobre o futebol brasiliense, em 1999, uma das primeiras pessoas que procuramos foi justamente o Raspinha, que nos recebeu em sua casa, na Vila Planalto, para contar um pouco de sua história no futebol do DF, tanto como goleiro, quanto como massagista. Além disso, nos emprestou, para digitalização, várias fotografias antigas.

Antônio Serafim Filho, o Raspinha, nasceu em Uberaba (MG), no dia 7 de setembro de 1930.
Sempre como goleiro, iniciou sua carreira no futebol em Cravinhos, interior de São Paulo, onde fez uma longa peregrinação, depois defendendo a A. A. Francana, A. D. Araraquara, Sertãozinho e Santa Rosa.
Transferiu-se para o Paraná e defendeu o Nacional, de Rolândia, o C. R. E. Apucaranense, de Apucarana, e o E. C. Comercial, de Cornélio Procópio.
Voltou ao seu estado natal e defendeu o Paraisense, de São Sebastião do Paraíso.

Planalto
Em Goiás, jogou no Goianésia, Ceres e Goiânia.
Em Brasília, assinou contrato em 15 de setembro de 1960, com o Planalto. Disputou o campeonato brasiliense nos anos de 1960 a 1962.
De forma oficial, estreou com a camisa número 1 do Planalto no dia 25 de setembro de 1960, na vitória de 3 x 2 sobre o Defelê. A formação do Planalto foi a seguinte: Raspinha, Ventura e Ferreira; Japonês, Edson e Nilo; Ferrete, Negrinho, Ruy, Pedrinho e Rhodes.
Foi convocado para a primeira seleção de futebol de Brasília, que disputou o amistoso no dia 16 de abril de 1961, contra a seleção de Goiás. Apesar de ser convocado, não participou do jogo que terminou com vitória goiana por 1 x 0.
Poucos dias depois, 21 de abril de 1961, novamente foi convocado para o jogo contra o Santos (derrota de 4 x 0), e permaneceu no banco de reservas.

Primeira seleção do DF
No ano de 1963, disputou poucos jogos pelo Rabello no campeonato brasiliense.
Depois jogou seguidamente por Pederneiras (1964) e Guanabara (1965).
Sua última participação como jogador foi no dia 29 de novembro de 1970, quando seu clube, a S. E. Serveng Civilsan, empatou com o Grêmio em 0 x 0. Nessa ocasião, substituiu o ponteiro Procópio, para ir jogar no gol, pois o goleiro titular da equipe, Maracanã, foi expulso. A Serveng-Civilsan atuou com Maracanã, Nazo, Triste, Didi e Wilson; Azulinho e Nenê; Procópio (Raspinha), Arnaldo, Invasão e Da Silva (Manoelzinho). Técnico: Hector Gritta.
No mesmo ano de 1970, iniciou a carreira de massagista. Trabalhou no Defelê, Ceub, Demabra (Bandeirante), Gama, de 1977 a 1979, Taguatinga (onde foi campeão brasiliense), Brasília, Guará, onde foi vice-campeão e treinador de goleiro por muito tempo, e Sobradinho.
Além do futebol, esteve por 19 anos na AABB, Tiradentes, Minas Brasília Tênis Clube e Assefe.
Faleceu no dia 2 de junho de 2018, aos 87 anos.





sábado, 5 de setembro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Manoelzinho


Manoel Esperidião Pereira, o Manoelzinho, nasceu em Caraúbas, na Paraíba, no dia 5 de setembro de 1938.
Começou a jogar bola no infantil do Santa Cruz/PE. Nessa época os três maiores clubes de Pernambuco (Náutico, Santa Cruz e Sport) mantinham a categoria "Dente de Leite" e quando esses jogadores iam crescendo e ganhando experiência em Maceió, Campina Grande e Natal, os times de Recife pediam pelas suas voltas.
Quase sempre na reserva, Manoelzinho jogou nos dois grandes clubes de Campina Grande, o Campinense e o Treze, de 1956 a 1959. No Campinense, foi vice-campeão em 1957 e campeão em 1958 da Liga Campinense de Futebol. Nessa época, o Treze era o único clube profissional de Campina Grande e o Campinense ainda atuava no amadorismo.
Seu primeiro clube em Brasília foi o Nacional, por onde disputou os campeonatos brasilienses (ainda amadores) nos anos de 1961 e 1962.
Em 1963 passou para o Defelê, onde permaneceria até 1967. Pelo Defelê disputou a Taça Brasil de 1963, primeira participação de um clube do DF em uma competição nacional.
Em 1967 se transferiu para o Flamengo, de Taguatinga.
Depois teve rápida passagem pelo Cruzeiro do Sul, em 1968, e nesse mesmo ano voltou para o Defelê, onde sagrou-se campeão brasiliense profissional.
Fez parte do Projeto “Seleção Permanente do Distrito Federal”, sendo por duas vezes convocado para amistosos realizados pelo selecionado brasiliense.
Começou o ano de 1970 como jogador do CSU-Clube dos Servidores da UnB e, em 10 de maio de 1970 fez sua estreia na equipe do Serveng Civilsan, que se sagraria vice-campeã do DF neste ano. Na decisão do campeonato, contra o Grêmio Brasiliense, no primeiro jogo marcou um dos gols do Civilsan na goleada de 6 x 2. Foi expulso no segundo e ficou de fora do terceiro. Marcou quatro gols no campeonato.
Continuou no Civilsan em 1971 e em duas ocasiões foi convocado para amistosos disputados pela Seleção do DF. Em 19 de agosto de 1972 estreou na ponta-direita do Piloto Atlético Clube, em disputa do Campeonato Brasiliense desse ano.
Tentou a carreira de treinador depois que parou com o futebol, primeiramente no Grêmio Esportivo Brasiliense, em 1978, depois no Sobradinho, em 1982, e neste mesmo clube em 2002.
Por vinte anos foi Presidente da AGAP (Associação de Garantia ao Atleta Profissional do Distrito Federal). Foi à frente da AGAP que Manoelzinho promoveu a última partida de Garrincha, no dia 25 de dezembro de 1982, um jogo-exibição no Estádio “Adonir Guimarães”, em Planaltina, entre o time amador local do Londrina e uma Seleção da AGAP-DF. Garrincha jogou o pelo Londrina, permanecendo em campo por 60 minutos. Menos de um mês depois, no dia 20 de janeiro de 1983, Garrincha faleceu.
Em julho de 2002, tomou posse a nova diretoria do Sobradinho, para o biênio 2002/2003, tendo como presidente Manoelzinho, que já havia dirigido o clube em outras temporadas.
Em 2003, o Sobradinho pretendia esquecer o desempenho ruim do ano anterior. Para isso, Manoelzinho resolveu apostar na montagem de um time barato, com muitos juniores e jogadores recém-profissionalizados. A maior parte dos jogadores (oito) eram do time amador do Santo Antônio, de Sobradinho, que venceu a Copa Peladão no segundo semestre de 2002. Para dirigir o time, foi convidado Alécio Gomes, que havia treinado o Planaltina na Segunda Divisão do DF e estava em Palmas (TO).
Na terceira rodada do campeonato, no dia 26 de janeiro de 2003, aconteceu o histórico massacre de 10 x 1 do CFZ sobre o Sobradinho, resultado que provocou a demissão de Alécio Gomes.
Menos de um mês depois, no dia 12 de fevereiro, na goleada interrompida por 4 x 0 para o Gama, o presidente do Sobradinho comandou a simulação de contusão de três jogadores (Estevão, Betinho e Paulo César). O jogo no Bezerrão acabou aos 17 minutos do segundo tempo, quando o Gama vencia por 4 x 0. Os três jogadores foram absolvidos, mas Manoelzinho foi suspenso em definitivo do futebol.
Em 1992, foi homenageado pela Federação Metropolitana de Futebol com o Troféu “Mané Garrincha” pelos serviços prestados ao futebol do DF.
Foi presidente do Sindicado dos Atletas Profissionais do Distrito Federal.

Colaboração: Júlio César Gomes de Oliveira, pesquisador do futebol paraibano.


Na ponta-direita do Civilsan




sábado, 22 de agosto de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Ciso


Arcy dos Santos Filho, o Ciso, nasceu em Varginha (MG), no dia 22 de agosto de 1964.
Veio para a Capital Federal em 1971, depois que seu pai, que trabalhava para o Exército, foi transferido para Brasília, indo morar no Cruzeiro.
Ciso sempre foi um jogador que tinha muita vontade, corria muito o campo todo e tinha como espelho Dirceu, ponta-esquerda que brilhou no Botafogo e na Seleção Brasileira.
Em seu começo no futebol, passou por Cruzeirinho, São Paulinho, Ajax, Bayer, Guarani e Colorado, todos do Cruzeiro Novo, e Atlético Brasiliense, da Asa Norte.
Como juvenil, jogou pela AABB e Brasília Esporte Clube.
Logo depois de completar 16 anos, tornou-se profissional, assinando contrato em 1980 com o Tiradentes, de Brasília. Seu primeiro jogo com a camisa do Tiradentes foi em 16 de novembro de 1980, na vitória de 1 x 0 sobre o Ceilândia, no Pelezão, em jogo válido pelo Torneio de Classificação para a Primeira Divisão do DF de 1981, também chamado de “Torneio da Morte”.

Em pé, da esquerda para a direita: Daniel, Sérgio Carvalho, Renato César, Neto, Joãozinho e Serginho;
Agachados: Ivonildo, Moreirinha, Manoel Ferreira, Tico e Ciso

O Tiradentes formou com Lúcio, Joãozinho, Nonato, Renato César e Anselmo; Aquino, Maurício e Ciso (Sá); Dedinho, Cláudio Jaburu e Vicente Biônico.
No dia 23 de novembro de 1980, na vitória de 6 x 3 sobre a Desportiva Bandeirante, marcou seu primeiro gol como profissional. Após esse vitória, o Tiradentes conquistaria o título do torneio, o primeiro da carreira de Ciso.
O ano de 1981 não foi nada bom para o Tiradentes, que ficou na quinta e penúltima colocação no campeonato brasiliense. Ciso disputou doze jogos e marcou três gols.
O Tiradentes melhorou bastante em 1982, quando chegou na terceira colocação. Ciso participou de 21 dos 27 jogos realizados pelo Tiradentes e assinalou apenas um gol.
Em 1983, o Tiradentes voltou a fazer campanha irregular, ficando em sexto lugar (entre oito clubes). O clube realizou 49 jogos e Ciso esteve em 32 deles, assinalando três tentos.
Transferiu-se para o Clube de Regatas Guará em 1984. Seu primeiro jogo pelo Guará foi em uma partida válida pelo II Torneio Centro-Oeste (que reuniu oito clubes do DF e de Goiás), no dia 18 de abril de 1984, no Mané Garrincha, na vitória de 2 x 1 sobre o Vila Nova. Assim formou o Guará: Bocaiúva, Índio, Luiz Fernando, Carlinhos e Geraldo Galvão; Barão, Serginho e Raimundinho; Moura (Nilton), Almir (Zé Maurício) e Ciso (Bilau). Técnico: Ivan Gradim.

No dia 22 de abril, também no Mané Garrincha, marcaria um gol na vitória de 3 x 1 sobre a Anapolina.
O Guará foi campeão do Grupo A e decidiu o torneio com o Brasília, campeão do Grupo B, no dia 29 de abril de 1984, no Mané Garrincha. Após 0 x 0 no tempo regulamentar e na prorrogação, a decisão do torneio foi para a cobrança de pênaltis, quando o Guará venceu por 4 x 2. Ciso converteu um dos pênaltis e ajudou o Guará a sagrar-se campeão do II Torneio Centro-Oeste.
Bebeto, Miro, Guina e Ciso, no
Flamengo, de Varginha
No campeonato brasiliense, com a camisa do Guará fez o primeiro jogo no dia 12 de maio de 1984, no CAVE, na vitória de 3 x 0 sobre o Vasco da Gama.
Uma semana depois, 19 de maio, marcaria seu primeiro e único gol na competição, no empate de 1 x 1 justamente contra seu ex-time, o Tiradentes. Foram treze jogos disputados por Ciso na competição.
Em 1985 retornou ao Tiradentes e disputou onze jogos com a camisa do clube, sem marcar gols.
Seu último jogo no DF foi em 3 de novembro de 1985, no Abadião, no empate de 1 x 1 com o Ceilândia. O Tiradentes formou com Hudson, Castor, Duda, Sérgio Carvalho e Eron; Josimar, Ciso (Ferreira) e Ribamar; Toninho, Marcelo e Gustavo. Técnico: Léo Carlos Costa.
Em 1986, por motivos familiares, voltou para Varginha, no interior de Minas Gerais, e assinou contrato com o Flamengo local, no qual jogou por dois anos.
Depois disto, parou com o futebol, tornando-se instrutor de Educação Física em uma academia por 10 anos.

Em 1987, em jogo beneficente em Varginha. Agachado, ao centro, Dadá Maravilha,
que na época era treinador da equipe.







quinta-feira, 20 de agosto de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Alessandro Bocão

 

Bandeirante-DF


Alessandro Santos de Farias nasceu em Taguatinga (DF), no dia 20 de agosto de 1978.
A carreira de Alessandro Bocão foi muito curta. Começou tarde no futebol profissional, com 20 anos de idade. Morador de Santo Antônio do Descoberto (GO), onde sempre residiu, trabalhava como ajudante de pedreiro e jogava suas peladas no time do seu bairro, o JAEC (Jardim de Alá Esporte Clube), sempre marcando muitos gols nas peladas. Um dia despertou a curiosidade de três amigos seus, que, por sinal, trabalhavam junto com o treinador Mozair Barbosa, na época técnico do Bandeirante. Seus amigos solicitaram ao treinador que fosse dada uma chance a Alessandro para ser submetido a um teste no clube. E assim foi feito. Alessandro fez o teste, passou e, em sua primeira competição oficial, o Campeonato Brasiliense de 2000, foi o vice-artilheiro com 8 gols (em 18 jogos disputados, sendo que três deles marcados contra o Gama), perdendo a artilharia para seu companheiro de ataque, Jackson (que marcou nove gols). Em enquete realizada pelo jornal Correio Braziliense, Alessandro foi considerado a “Revelação” do Campeonato Brasiliense.

Disputou sete jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série B de 2000, ainda defendendo o Bandeirante.
Foi, então, emprestado ao Vitória, de Salvador (BA), por R$ 100 mil e com passe estipulado em R$ 200 mil. Menos de uma semana depois do último jogo pelo Bandeirante, Alessandro estreava no Campeonato Brasileiro da Série A, justamente contra o Gama (empate em 1 x 1), tendo como treinador Ricardo Gomes. Também disputou a Copa do Nordeste no 1º semestre de 2001, com Péricles Chamusca de técnico.
Passou oito meses no rubro-negro baiano e, quando voltou para o Distrito Federal, foi contratado pelo Gama.
De 2001 a 2003 foi jogador do Gama. Disputou os campeonatos brasilienses de 2001 a 2003, o Campeonato Brasileiro de 2001, a Copa do Brasil e a Copa Centro-Oeste de 2002. Conquistou os títulos de campeão brasiliense de 2001 e 2003.

No 2º semestre de 2003, disputou o Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão, tornando-se vice-campeão com a camisa do Paranoá e artilheiro da competição, com nove gols.
Em 2004 foi jogador do CFZ, em 2005, do Ceilândia, na Primeira Divisão, e do Capital, onde foi campeão da Segunda Divisão.
Ainda como jogador do Gama, foi emprestado ao América, de Natal (RN). Em 2004, disputou a Série B do Campeonato Brasileiro pelo Londrina.
Encerrou sua carreira com 28 anos de idade, no São Gonçalo, do Rio Grande do Norte.
Sempre gostou muito de futebol, um verdadeiro apaixonado pelo esporte, mas enquanto era diversão. Quando virou obrigação, ele já não queria. Foi jogar profissionalmente para ajudar seus pais e a si mesmo. Quando conseguiu, parou.











terça-feira, 18 de agosto de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Geraldo Galvão



Geraldo Galvão da Silva nasceu no dia 18 de agosto de 1950, em Itamarandiba (MG).
Começou nas categorias de base do Cruzeiro, de Belo Horizonte, e, em 1970, foi emprestado ao Atlético, de Três Corações, para a disputa de um torneio classificatório dos clubes que iriam participar da Primeira Divisão do Campeonato Mineiro desse ano.
Era uma parceria com o Cruzeiro, que mandou 12 jogadores que tinham saído do juvenil, dentre eles Roberto Batata, Miro, Aloísio e Geraldo Galvão.
Retornou ao Cruzeiro em 1971, foi novamente emprestado, desta vez para o Vila Nova, de Goiânia-GO, e até 1973 não teve muitas chances de mostrar o seu futebol. Era uma época em que o Cruzeiro tinha como titular Vanderlei. Foram apenas três jogos em 1971, oito em 1972 e um em 1973, ano em que resolveu se transferir para o América, de São José do Rio Preto-SP.
Em 1974, retornou ao futebol mineiro, contratado pelo América, de Belo Horizonte-MG, que vendeu o atacante Cândido para o Cruzeiro e teve condicionado na transação o empréstimo de Geraldo Galvão. Ficou até 1975.
Antes de chegar ao futebol brasiliense, ainda passou pelo Rio Negro, de Manaus (AM), onde disputou o campeonato amazonense e o Brasileiro de 1976, e o América, de São José do Rio Preto (SP), no ano de 1977.
Depois do empréstimo ao clube paulista, o Cruzeiro exigiu seu retorno a Belo Horizonte. Sem chance no clube mineiro e não sendo negociado, se aborreceu e abandonou a carreira. Ganhou passe livre e resolveu aceitar o convite do Brasília para reforçar a equipe que disputaria o Campeonato Brasileiro de 1977. Fez sua estreia num amistoso contra a Anapolina, em Anápolis, no dia 11 de setembro de 1977. A equipe do Brasília formou com Déo, Ditão (Edvaldo), Jonas Foca, Manoel e Geraldo Galvão (Léo); Capela, Moreirinha (Ney) e Banana; Julinho, Bira e Moisés.
Na competição nacional, o Brasília até conseguiu se classificar para a Segunda Fase, mas depois só pegou pedreira em seu grupo (América-RJ, Corinthians, Internacional e São Paulo) e não conseguiu passar para a fase posterior.
Quando começou o ano de 1978, Geraldo Galvão teve seu contrato rescindido com o Brasília.

No dia 15 de julho de 1979 estreou no Guará, em jogo válido pelo Campeonato Brasiliense, no Bezerrão, contra o Gama. Logo depois também disputaria o Campeonato Brasileiro pela mesma equipe.
Em 1980 se transferiu para o Taguatinga, onde estreou no dia 18 de maio, tendo disputando 23 jogos pelo Campeonato Brasiliense desse ano. No começo de 1981, com Geraldo Galvão na equipe, o Taguatinga venceu o Torneio Classificatório à Taça de Bronze do Campeonato Brasileiro da Série C.
A partir de 7 de junho de 1981 voltaria a ser jogador do Guará ao disputar a partida contra o Tiradentes, válida pelo Campeonato Brasiliense. Foram 21 jogos no total.
O Guará não conquistou o título, mas Geraldo Galvão fez parte da seleção dos melhores do ano em enquetes realizadas pelo Jornal de Brasília e a sucursal do Jornal dos Sports.
Foi jogador do Guará nos anos de 1982, quando disputou o campeonato brasiliense (25 jogos), o Brasileiro da Série B (cinco) e foi eleito pelo jornal Correio Braziliense o melhor lateral esquerdo do futebol do DF no ano, em 1983 (com a incrível marca de 44 jogos em 51 possíveis pelo campeonato brasiliense) e em 1984, quando disputou quinze jogos, o último deles em 10 de novembro de 1984, no Augustinho Lima, frente ao Sobradinho. Neste ano, sagrou-se campeão do II Torneio Centro-Oeste, com participação decisiva ao converter um dos pênaltis que deu a vitória ao Guará sobre o Brasília, após empate em 0 x 0 no tempo normal de jogo.
Geraldo Galvão foi convocado em duas oportunidades para defender a Seleção do DF, ambas em 1980, frente ao selecionado de Goiás.



segunda-feira, 10 de agosto de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Jussiê


Jussiê No Seara, o Jussiê, nasceu em Barreiras (BA), em 10 de agosto de 1963.
Começou nas categorias de base do Brasília Esporte Clube, sagrando-se bicampeão brasiliense de juniores nos anos de 1980 e 1981.
No final do ano de 1980, foi convocado pela primeira vez para a seleção brasiliense de juniores, que disputou o III Campeonato Brasileiro de Seleções, em Goiânia (GO).
Novamente em dezembro de 1981 foi um dos jogadores convocados pelo técnico Ercy Rosa para defender a Seleção de juniores do Distrito Federal no IV Campeonato Brasileiro da categoria. Pelo segundo ano consecutivo, o DF não se classificou para a fase seguinte.
Também em 1981 disputou um bom campeonato brasiliense de profissionais pelo Brasília Esporte Clube, que levou o Jornal de Brasília a colocá-lo na seleção do ano, elegendo-o como o melhor ponteiro direito da competição.
As boas atuações de Jussiê o levaram a ser convocado para a Seleção Brasileira Sub-18 que, em janeiro de 1982, em Moscou, disputou o Torneio Valentin A. Granatkin (ex-vice-presidente da FIFA). A seleção brasileira ficou com o vice-campeonato, atrás apenas da Seleção A da União Soviética (as demais seleções foram Alemanha Ocidental, Bulgária, Itália e a Seleção B da União Soviética). Jornalistas de vários países se mostraram impressionados, principalmente com Giovani, o maior destaque dessa seleção, e com Jussiê, devido aos seus dribles.
Antes do término do torneio, ainda em janeiro de 1982, o Vasco da Gama contratou Jussiê.
Depois do torneio em Moscou, Jussiê se apresentou ao técnico Antônio Lopes, que o convocou para juntar-se logo ao grupo de profissionais, apesar de ter idade de juvenil.
Mas Jussiê enfrentava um problema físico muito sério, que só foi sanado com uma operação um tanto ou quanto difícil, feita pelo médico Clóvis Munhoz, e que consistiu em colocar a rótula no lugar que lhe cabe no joelho. Antes, Jussiê não suportava jogar durante muito tempo e por isso não foi convocado para defender a seleção de juniores que disputou o Sul-Americano da categoria no Uruguai, um ano antes.
Recuperado da cirurgia no joelho, Jussiê pôde fazer sua estreia no time titular do Vasco da Gama em 9 de fevereiro de 1983, no Torneio Internacional Feira do Sol, contra o Estudiantes, de Mérida (Venezuela), com vitória do clube brasileiro pelo placar de 3 x 0.
Jussiê passou a ser titular da posição pelo que apresentou nos jogos na Venezuela, barrando Pedrinho Gaúcho, cotado para ocupar a posição.
O primeiro gol de Jussiê pelo Vasco da Gama só viria a acontecer em 19 de maio de 1983, no amistoso contra o Grêmio, em Porto Alegre (RS), na vitória de 2 x 1.
Jussiê defendeu o Vasco da Gama por dois anos, disputando 47 jogos (20 em 1983 e 27 em 1984) e marcando seis gols.
Em 1984, foi para o Internacional, de Porto Alegre, logo após o clube gaúcho representar a Seleção Brasileira na Olimpíada de Los Angeles (EUA). Depois de fazer apenas um treino, Jussiê foi escalado para o Gre-Nal que decidiu o primeiro turno do Gauchão e marcou um dos gols que definiu o placar de 2 x 0 para o Internacional, no dia 23 de setembro de 1984. Ao final do campeonato, após 12 jogos e três gols marcados, pôde comemorar o título de campeão gaúcho desse ano.
Seu último jogo com a camisa do Internacional aconteceu em 14 de maio de 1986, no Estádio Beira Rio, na vitória de 2 x 0 sobre o Pelotas.
Transferiu-se para o Santo André, de São Paulo, clube que defendeu no campeonato paulista de 1986, estreando no dia 6 de julho de 1986, no empate de 0 x 0 com o São Bento. Suas boas atuações chamaram a atenção do Santos, que o contratou, por empréstimo, como reforço para o Campeonato Brasileiro do mesmo ano. Estreou no Santos em 14 de setembro, em Salvador (BA), na derrota de 3 x 0 para o Bahia, entrando no segundo tempo. O primeiro gol veio em 25 de setembro, na vitória de 3 x 0 sobre o Operário, de Várzea Grande (MT).
Na Vila Belmiro, Jussiê não viveu um bom momento, não conseguindo firmar-se como titular, deixando o clube ao final do campeonato brasileiro de 1986.
Retornou ao Santo André, por onde disputou poucos jogos pelo Campeonato Paulista de 1987. Também teve passagem pelo Uberaba, no mesmo ano. No clube mineiro foram 23 jogos e seis gols marcados. Sua estreia aconteceu no dia 16 de abril e sua saída em 4 de agosto de 1987.

Figurinha do Campeonato Português
No dia 4 de fevereiro de 1988 fez sua estreia no Criciúma, de Santa Catarina, na vitória de 2 x 0 sobre a Chapecoense, marcando um gol. Seu último jogo no clube catarinense foi em 17 de julho de 1988, também com vitória de 2 x 0 sobre o Marcílio Dias. Foram 30 jogos pelo Criciúma, quando marcou quatro gols.
Logo depois foi para Portugal, onde defenderia o Clube de Futebol União da Madeira, que disputava a Segunda Divisão de Portugal.
No dia 15 de maio de 1989, Jussiê entrou para a história desse clube português, ao ajudá-lo a subir pela primeira vez para a Primeira Divisão.
Na temporada 1990/1991, atuou pelo Varzim Sport Club, da Segunda Divisão portuguesa, onde disputou 32 jogos e marcou oito gols.
O último clube que defendeu foi o Futebol Clube Paços de Ferreira, também de Portugal, onde disputou duas temporadas: 1991/1992 e 1992/1993. Foram 62 jogos no total, marcando 17 gols.
Encerrou a carreira aos 30 anos de idade, em 1993.



Colaboração: Ruy Trida.