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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

OS ARTILHEIROS: Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão - 2003


1º - Alessandro Bocão (Paranoá), 9 gols;
2º - Alysson (Brasília), 8;
3º - Giovani (Sobradinho), 6;
4º - Diego e Eraldo (ARUC), Juninho Paranoá (Paranoá), Bruno Medina e Chefe (Samambaia), 5;
5º - Michel Brasília, 4;
6º - Claudinho (ARUC), Baiano (Ceilandense), Moura e Robston (Samambaia) e Edinho Paraíba, Iron e Joãozinho (Sobradinho), 3;
7º - Allan e Victor Luiz (ARUC), Bilzão (Brasília), Cristiano (Paranoá), Alemão (Planaltinense), Índio (Samambaia), Eugênio Souza (Santa Maria) e Lasmar (Sobradinho), 2; e
8º - Aristides e Carlos Eduardo (ARUC), Belo, Joãozinho, Renato, Rodrigão e Pedro Henrique (Bosque Formosa), Joacil, Maninho e Mazinho Brasília (Brasília), Alex Alves, Célio Lino, Didão, Jonhes, Leiz Alves e Rubens (Ceilandense), Luciano Mendes, Odair e Rodrigo Beirigo (Paranoá), Patrício e Rafael (Planaltinense), Adalberto, Barone, Givanilson, Jean Carlos, Marcos, Roberto Silva e Wellington (S. E. Planaltina), Ailson e Jefferson (Samambaia), Anderson, Cristiano, Edicarlos e Evandro (Santa Maria) e André Souza, Augusto, Coquinho, Esquerdinha e Panda (Sobradinho), 1.

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

OS ARTILHEIROS: Vanderlei


Em sua passagem pelo futebol brasiliense, Vanderlei defendeu três clubes: Gama, Brasiliense e Botafogo. Em dois deles, deixou registrada sua fama de artilheiro: no Gama, em 2006, foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro da Série B, com 21 gols (em 33 jogos); em 2010, atuando pelo Brasiliense, foi artilheiro do Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, com 11 gols, em 21 jogos. Além disso, foi o segundo colocado na artilharia do Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2011, defendendo o Botafogo, quando marcou sete gols, um a menos que os primeiros colocados, Fábio Silva, do Gama, e Rômulo, do Brasiliense, que marcaram oito.
Com boa envergadura para um atacante (1,89 m de altura e 87 kg de peso), seu ponto forte era o cabeceio. Chutava bem com as duas pernas e era um jogador que tinha muita presença de área. Estava sempre próximo ao gol para aproveitar rebotes e possíveis falhas do adversário.

Vanderlei José Alves nasceu na cidade de Lauro Müller, Estado de Santa Catarina, no dia 29 de outubro de 1978. Começou a jogar futebol no Tubarão Futebol Clube, equipe de outra cidade do mesmo estado, Tubarão. Do Tubarão saiu para o Figueirense sagrando-se campeão catarinense no ano de 1999.
Vanderlei nunca ficou muito tempo no mesmo clube. No Figueirense, ficou até 2001, ano em que chegou a jogar na equipe que obteve a promoção ao Campeonato Brasileiro da Série A, ao sagrar-se vice-campeão da Série B. Nesse mesmo ano de 2001, disputou o campeonato paulista da Série A pelo União São João, de Araras.

No Farroupilha
No Grêmio Atlético Farroupilha, da cidade de Pelotas (RS), Vanderlei disputou a Segunda Divisão do campeonato gaúcho de 2002 e 2003.
Passou para o Esporte Clube São José, de Porto Alegre (RS) e marcou dez gols no campeonato gaúcho da Primeira Divisão de 2004, quase um terço do total da equipe (33 gols), que terminou em 9º lugar entre 14 clubes.
No início de 2005 retornou ao Grêmio Atlético Farroupilha que, após 24 anos, voltou a disputar a primeira divisão do campeonato gaúcho. Vanderlei marcou cinco gols no estadual e o Farroupilha terminou o campeonato em quarto no Grupo A da primeira fase, não se qualificando para as finais.
As boas exibições e os gols marcados levaram Vanderlei para o Vila Nova, de Goiânia (GO), por onde disputou o Campeonato Brasileiro da Série B, tendo marcado quatro gols. O Vila Nova terminou a competição em nono lugar.
Voltou ao futebol gaúcho para defender o Glória, de Vacaria, no campeonato estadual de 2006. O clube, que tinha obtido consecutivamente o 3º lugar do campeonato gaúcho nos dois anos anteriores, desta feita ficou em 5º, com Vanderlei anotando cinco gols.
No Gama, em 2006, Vanderlei obteve o maior destaque da sua carreira, tendo-se tornado artilheiro da Série B do Campeonato Brasileiro, com 21 gols anotados. Um grande feito, que despertou a atenção dos gigantes do futebol brasileiro.

Foi contratado, então, pelo Atlético Mineiro. Atuou nas temporadas de 2007 e 2008. 
Teve uma passagem discreta pelo Atlético Mineiro, mas ficou marcado por marcar um gol antológico na final do campeonato mineiro de 2007, no dia 29 de abril. Na primeira partida da decisão, o Atlético Mineiro vencia por 3 x 0, quando Vanderlei roubou a bola na saída do meio-campo e chutou para o gol. O curioso é que o goleiro Fábio, do Cruzeiro, estava de costas e sequer viu a bola entrar. Outro jogo de boa atuação de Vanderlei foi na goleada por 5 x 2 sobre o Corinthians. Naquele jogo, Vanderlei marcou duas vezes, sendo um pênalti com cavadinha.
Disputou 27 jogos no Campeonato Brasileiro de 2007, tendo marcado cinco gols. Além disso, marcou outros cinco gols no campeonato estadual mineiro, tendo-se sagrado campeão estadual.
Em 60 jogos com a camisa do Atlético Mineiro, Vanderlei marcou 15 gols.

Em meados de 2008, Vanderlei foi negociado por empréstimo, até o fim da temporada, com o Botafogo, do Rio de Janeiro. No clube carioca, teve poucas oportunidades, em quatro jogos, sem marcar gols, não conseguindo se impor na linha de frente do alvinegro carioca. Foi, então, repassado ao União de Leiria, de Portugal.

Depois de uma rápida passagem pelo futebol português, retornou ao Brasil para jogar no Vila Nova, de Goiânia (GO), ainda em 2009.

Em 2010, transferiu-se para o Brasiliense. Teve um início irregular, demorou para entrar em forma, sofreu com críticas da imprensa, dos torcedores e até mesmo dentro do Brasiliense, mas cumpriu a profecia de que sempre demorava algumas rodadas para engrenar. Com a confiança do técnico Roberto Fernandes e apesar das seguidas contratações de jogadores para a mesma posição que ele, Vanderlei conseguiu ser artilheiro do campeonato brasiliense, com 11 gols em 21 jogos (um contra o Dom Pedro II, três contra o Botafogo, um contra o Gama, cinco contra o Ceilandense e um contra o Ceilândia). Além disso, disputou a Copa do Brasil, quando o Brasiliense foi eliminado pela Chapecoense, tendo marcado um gol no último jogo, e ficou para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B. Perdeu a vaga de titular na equipe para Aloísio Chulapa, tendo participado de apenas dois jogos, em ambos saindo do banco de reservas. Seu último jogo no Brasiliense foi em 4 de junho de 2010, no Serejão, no empate em 1 x 1 com o São Caetano.
Sem clima para continuar no Brasiliense, Vanderlei foi jogar no Brasil, de Pelotas.

Em janeiro de 2011, aos 32 anos, foi contratado para ser o companheiro do quarentão Túlio Maravilha no Botafogo-DF. Nos 19 jogos que disputou pelo campeonato brasiliense, Vanderlei marcou sete gols e ficou em segundo lugar entre os artilheiros da competição.
Passou, depois, pelo Tubarão-SC, em 2011, e Araripina e Salgueiro, ambos de Pernambuco, em 2012.
No Nacional, de Nova Serrana-MG, disputou o Campeonato Mineiro de 2013. Marcou dois gols na vitória de 4 x 0 sobre o América, de Teófilo Otoni, no dia 2 de março; um gol no empate em 1 x 1 contra o América, de Belo Horizonte, uma semana depois e o último gol, na derrota de 3 x 2 para a Caldense, em 6 de abril.
Voltou ao Araripina em 2013 e de lá veio para o Gama, onde disputou apenas seis jogos pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2014.

Voltou a morar em Tubarão, onde defendeu o clube do mesmo nome, o último em sua carreira. Depois que deixou o futebol, Vanderlei passou a ser empresário, tendo inaugurado em Tubarão a academia de ginástica Venove e depois a Vem Sport, essa com o objetivo de assessorar a carreira dos atletas de futebol profissional. A empresa de consultoria esportiva proporciona aos jogadores oportunidades de trabalho, além de descobrir novos talentos com o compromisso de gerenciar e assessorar toda a carreira desses atletas.



Música feita para homenagear Vanderlei


Gol no Corinthians



sábado, 12 de setembro de 2026

OS ARTILHEIROS: Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão - 2022



1º - Wisman (Samambaia) - foto, 7 gols;
2º - Wallace (Ceilandense), Starlony (Planaltina), Michel Platini (Samambaia) e Antony (Valparaíso), 4;
3º - David (Cruzeiro), Wesley (Planaltina), João Gabriel (SESP Samambaense) e Batata (Sobradinho), 3;
4º - Serginho (Botafogo), Hudson e Somália (Ceilandense), Igor (Cruzeiro), Jackson (Planaltina), Filipe Cirne, Geovane, João Eric e Romário (Real Brasília), João Victor e Wallace (Samambaia), Josué (SESP Samambaense), Fernando e Sandalo Belchior (Sobradinho) e Gleycon, Lidio e Vitor (Valparaíso), 2;
5º - Esquerdinha, Fiapo, Mateus e Obina (ARUC), Cauã, Dadinho, Danilo Cocada, Fábio, Gabriel Hiram, Pedro Henrique e Titico (Botafogo), Dedé e Murilo (G. E. Brazlândia), Carlos, Gabriel, Henrique e John (Ceilandense), Jefferson, Jeovane, Matheus Chaves e Pedro Gabriel (Cruzeiro), Robson, Thiago Bispo e Vicktor (Legião), Netinho e Wiliam Santos (Planaltina), David Peninha, Eduardo e Ian Carlos (Real Brasília), Felipe (Riacho City), Aldo, Filipe, Goduxo, Luiz, Tobinha e Vini (Samambaia), Gustavo, Lucas e Marcus Brasília (SESP Samambaense), Bruno e Régis Souza (Sobradinho) e Dudu (Valparaíso), um gol cada.

sábado, 15 de agosto de 2026

GUIA DO CAMPEONATO BRASILIENSE DA SEGUNDA DIVISÃO - 1997 a 2025 - 5ª parte (Os Artilheiros)




ANO

JOGADOR (Clube)

GOLS

1997

Ziel (União) e Muruim (Itapuã)

8

1998

Cassius (Ceilândia) e Gilmar (Alexaniense)

8

1999

Joãozinho (Comercial)

8

2000

Petróleo (Itapuã) e Cassius (26 F. C.)

11

2001

Giovani (Luziânia)

19

2002

Michel (Dom Pedro II)

10

2003

Alessandro Bocão (Paranoá)

9

2004

Giovani (Santa Maria)

18

2005

Joãozinho (Cruzeiro)

8

2006

Giovani (Esportivo)

10

2007

Kim (Legião)

7

2008

Chimba (Luziânia)

11

2009

Edicarlos (Ceilandense) e Túlio Maravilha (Botafogo)

7

2010

Michel (Cruzeiro)

10

2011

Thiago Silva (Dom Pedro II)

17

2012

Jean (Brasília)

6

2013

Edicarlos (Santa Maria)

10

2014

Edicarlos (Samambaia)

7

2015

Edicarlos (Taguatinga)

16

2016

Pedrinho (Bolamense), Chefe (Dom Pedro II) e Vitor Santana (Paranoá)

5

2017

Gilvan (Samambaia)

7

2018

Vitor Mariano (Legião)

5

2019

Gibson (Sesp/Samambaense)

7

2020

Pedro Henrique (Samambaia) e Danilson (Santa Maria)

4

2021

Wisman (Brazlândia)

8

2022

Wisman (Samambaia)

7

2023

Felipe Clemente (Ceilandense) e Wesley (Planaltina)

5

2024

Gilvan (Sobradinho)

8

2025

Felipe Clemente (Brasília)

10



sexta-feira, 29 de maio de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Zezé


Zezé no Rabello


José Gomes Pereira, o Zezé, nasceu em Anápolis (GO), em 29 de maio de 1947.
Com 18 anos, foi artilheiro do campeonato brasiliense de 1965 (com 4 gols), feito que repetiria em 1968, desta vez com seis.
Atuava como ponteiro-direito.
Foi tricampeão brasiliense nos anos de 1965 (seis jogos e quatro gols), 1966 (nove jogos e quatro gols) e 1967 (nove jogos e três gols), sempre pelo Rabello.
Eleito pelo jornal Correio Braziliense o “Craque do Ano” no futebol do DF no ano de 1965.
Seis vezes convocado para a Seleção Brasiliense, tendo marcado um gol.
No alvinegro brasiliense, Zezé atuou até 1969 (com uma pequena saída para o Valeriodoce, de Itabira-MG, em 1968).
Depois, foi para o Rio Branco (ES), onde jogou de 1969 a 1974. No clube capixaba foi campeão estadual nos anos de 1969 (oito jogos e um gol), 1970 (13 jogos e sete gols), 1971 (15 jogos e quatro gols) e 1973 (doze jogos, alguns deles começando no banco de reservas).
Seu último jogo no Rio Branco foi em 24 de novembro de 1974, com derrota de 1 x 0 para a Desportiva.
Transferiu-se para o Corinthians, de São Paulo (SP), onde estreou em 2 de fevereiro de 1975. Em seu primeiro jogo (empate em 2 x 2 com o São Paulo, partida válida pela Copa Cidade de São Paulo – conquistada pelo Corinthians), mesmo começando a partida no banco de reservas, marcou um dos gols do empate em 2 x 2 com o São Paulo.
Disputou um total de sete jogos com a camisa do Corinthians, sendo dois como titular. Seu último jogo pelo Corinthians foi em 9 de março de 1975, no empate em 1 x 1 com o Marília, válido pelo Campeonato Paulista.
Posteriormente, passou pelo Comercial, de Campo Grande (MS), nos anos de 1975 e 1976, Marília, de São Paulo, em 1976, S. E. Industriária, de Campo Grande (MS), em 1977 e Barra do Garças (MT), nos anos de 1978 e 1979.


Zezé no Rio Branco
 

Colaboração: Sérgio Santos.

 

 


sábado, 16 de maio de 2026

OS ARTILHEIROS: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão - 2023


1º - Yuri Mamute (Brasiliense), 8 gols - foto;
2º - Matheus Barboza (Samambaia) e Marlon Maranhão (Taguatinga), 7;
3º - Lucas Victor (Paranoá), 6;
4º - Tobinha (Brasiliense), 5;
5º - Felipe Clemente (Ceilândia) e Tarta (Brasiliense), 4;
6º - Leozynho (Capital), Gabriel Guimarães (Ceilândia), João Carlos (Paranoá), Luquinhas, Juan Azevedo e Uederson (Real Brasília), Giovanny (Samambaia) e Watthimem (Santa Maria), 3;
7º - Ricardo Oliveira (Brasília), Hernane (Brasiliense), Manoel e Roger (Capital), Américo e Wandinho (Santa Maria), Paulo Rangel, Dedé e Daniel Guerreiro (Paranoá) e Gabriel Lima (Real Brasília), 2; e
8º - Borges, Careca, Hiwry, Júlio Carioca, Matheus, Mirandinha e Titico (Brasília), Aldo, Alvinho, Goduxo, Igor Souza e China, do Ceilândia, contra (Brasiliense), Deivid Souza, Fagner, Jordan Caique e Wisman (Capital), Dogão, Dudu, Filipe Cirne, João Afonso e Milla (Ceilândia), Diogo Oliveira, Emerson Silva, Júlio, Lucas, Michel Platini, Paolo, Rafael e Welton Heleno (Gama), Jayme (Paranoá), Guilherme, Igor Dutra, João Eric, Matheus Dias, Matheus Jesus, Maxwell e Ítalo, do Capital, contra (Real Brasília), Badhuga, Cabralzinho, Carlos, Gustavo Lila, Joãozinho e Wallace (Samambaia), Anderson e Thiago Magno (Santa Maria) e Henrique, Leozinho, Matheus Nolasco, Somália e Dedé, do Paranoá, contra (Taguatinga), 1 gol cada.



domingo, 3 de maio de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Bé


Bé e Túlio Maravilha
Roberto Pacheco dos Santos, o Bé, nasceu em Taguatinga (DF), no dia 3 de maio de 1965, e foi criado em Brazlândia (DF). Penúltimo dos nove filhos de “dona” Raimunda e “seu” Manoel ganhou esse apelido devido ao fato de seu pai ter uma criação de cabritos para abastecer um açougue. Quando ele saía procurando o filho, chamava-o imitando o som produzido pelos cabritos.
No futebol começou em Brazlândia, quando fazia parte de um time de garotos de 12 a 14 anos da Quadra 1 Sul, o Zebrinha, cujo dono do time era o Paulinho.
Ainda em Brazlândia, antes mesmo de completar a maioridade, jogou nos times de adultos do Madureira, Auto Esporte e Brazlândia (time amador que nada tem a ver com o atual Brazlândia que disputa o campeonato profissional do DF).
Quando ainda servia o exército, passou a jogar nos juvenis do Tiradentes, time da Polícia Militar em Brasília. Em 1985, o Matsubara, do Paraná, tentou contratá-lo, somente não indo para o clube paranaense porque seus pais acharam que não estava na hora de sair de casa.
Pouco tempo depois, Roberval de Paula Teixeira, Supervisor do Tiradentes, apareceu para fechar um contrato, o primeiro da carreira de Bé. Assinou seu primeiro contrato de jogador profissional em 19 de janeiro de 1987. O dinheiro oferecido (Cz$ 2.500,00) era pouco, mas já dava para ajudar a família.
Em seu primeiro ano no Tiradentes, 1987, Bé foi o artilheiro do campeonato brasiliense, com 18 gols, apesar da má campanha do clube rubro-negro: foi o sexto colocado entre oito participantes.
Assombrou as defesas adversárias em todos os jogos. Sua estreia aconteceu no dia 1º de fevereiro de 1987, no Augustinho Lima, na derrota de 2 x 1 para o Sobradinho: Bé marcou o único gol do Tiradentes.
Uma semana depois, nova derrota do Tiradentes, desta vez para o Ceilândia, por 3 x 1, com Bé novamente marcando o gol de honra do rubro-negro.
A primeira vitória foi no dia 15 de fevereiro de 1987, contra o Planaltina, por 1 x 0, gol de Bé.
Foi então que chegou a partida que marcou sua vida. No dia 22 de fevereiro de 1987, no Serejão. O Tiradentes vencia o Guará, por 2 x 0 (com um gol de Bé) e sofreu o empate aos seis minutos do segundo tempo. Bé marcou três gols seguidos, totalizando quatro no jogo e definindo o resultado em 5 x 2.
A defesa do Gama foi a melhor testemunha dessa vocação para marcar gols. No dia 19 de julho de 1987, no Bezerrão, o Tiradentes venceu o Gama por 5 x 1. Bé marcou os cinco gols do Tiradentes!
Bé integrou a Seleção do Distrito Federal que disputou um amistoso contra o Flamengo (RJ), seu time do coração, no dia 5 de julho de 1987, com vitória do clube carioca por 1 x 0.
Também defendeu o selecionado brasiliense no Campeonato Brasileiro de Seleções daquele ano, quando o DF era treinado pelo ex-zagueiro tricampeão mundial Brito. O DF foi desclassificado por Goiás.
Foi emprestado ao Brasília para a disputa do Módulo Azul da Copa União de 1987. O Brasília não fez uma boa campanha: não passou para a fase seguinte e Bé marcou apenas um gol.
Ao final de 1987, Bé recebeu o Troféu ABCD como o melhor jogador de futebol do ano em Brasília.
No ano seguinte, 1988, o Tiradentes montou um bom time, com jogadores adquiridos junto ao Guará, como Moura, Touro, Zé Maurício e Ricardo. Além destes, contratou também o centro-avante Luisão. Com todos esses bons jogadores, Bé foi jogar de meia-direita. O Tiradentes chegou ao primeiro título de campeão de sua história. Bé marcou oito gols e viu seu companheiro de clube, Moura, tornar-se artilheiro da competição.
Os gols de Bé também ajudaram o Tiradentes a realizar brilhante campanha na Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro de 1988, quando o rubro-negro brasiliense chegou na terceira colocação no geral (atrás do União São João-SP e Marcílio Dias-SC), além de ter o ataque mais positivo da competição (junto com o Esportivo, de Passos), com 24 gols.
Em 1989, o Tiradentes não foi bem no campeonato brasiliense, ficando na quinta colocação. Bé marcou apenas seis gols na competição.
No mês de julho, Bé defendeu o Tiradentes na primeira edição da Copa do Brasil. O clube brasiliense, dirigido pelo folclórico Dario “Dadá” Maravilha desclassificou o Atlético Goianiense na primeira fase, mas foi eliminado pelo Corinthians na segunda (chegou a vencer o clube paulista num dos dois jogos, por 1 x 0).
Disputou o campeonato brasiliense de 1990, ainda pelo Tiradentes, marcando apenas dois gols.
Permaneceu no Tiradentes até o ano de 1991, tendo passado um pequeno período no Clube dos Cem, de Monte Carmelo (MG), que era treinado por Carlos Morales (técnico que o lançou no futebol profissional), que o convidou a disputar o campeonato mineiro da segunda divisão.
Em 1991, atendendo convite do treinador Mozair Barbosa, Bé e outros jogadores do futebol de Brasília, foram para o modesto Itapuranga Esporte Clube, de Itapuranga (GO), que disputou o campeonato goiano da Segunda Divisão. Tornou-se artilheiro da competição, com 9 gols, e despertou o interesse do Vila Nova, de Goiânia (GO), principalmente ao marcar o gol da vitória de 1 x 0 do Itapuranga sobre o Vila Nova, num amistoso.
Foi observado jogando algumas vezes pelo Itapuranga e a diretoria do Vila Nova atendeu ao pedido do técnico Paulo Gonçalves, que solicitou a contratação de Bé. Em junho de 1992 Bé chegaria ao Vila Nova. Nesse ano, fez 19 gols, teve seu passe comprado junto ao Tiradentes, de Brasília, e ganhou a chance de ficar para o ano seguinte. 
No Campeonato Goiano de 1993 atingiu a espantosa marca de 29 gols. Somente Baltazar, com 31 pelo Atlético Goianiense em 1978, atingiu um índice maior numa temporada. 
Mais que artilheiro do Campeonato Goiano, Bé foi o destaque do time que terminou o jejum de nove anos sem títulos. Ele caiu nas graças do povo e virou ídolo da torcida do Vila Nova.

Na decisão de 1993, diante de 47 mil pessoas no Serra Dourada, contra o Goiás, Bé fez o gol do empate em 1 x 1 no tempo normal de jogo, depois de receber passe de letra do camisa 10, Agnaldo. Na prorrogação, foi de seus pés o cruzamento para o gol do título de Ricardo Batata: Vila Nova 2 x 1 e campeão goiano.
Foi emprestado ao Goiás para a disputa do Campeonato Brasileiro de 1993. Esteve presente em poucos jogos.
Depois, em 1994, novamente foi goleador do Estadual, com 25 gols, dividindo a artilharia com Baltazar, do Goiás.
Arrancou elogios do público e da imprensa mineira quando marcou os três gols do Vila Nova na derrota de 4 x 3 para o Atlético Mineiro, pela Copa do Brasil, em 11 de fevereiro de 1994, em pleno Mineirão.
Chegou a ser vendido ao Acadêmica, de Coimbra (Portugal). Ficou 13 dias em Portugal, fazendo exames médicos. Mas a negociação emperrou e Bé teve que retornar ao Brasil e ao Vila Nova. 
Em 1996, transferiu-se para o Atlético Goianiense, onde foi vice-campeão goiano.
Por ironia do destino, ajudou a encerrar um jejum no dia 12 de maio de 1996, ao marcar o gol da vitória de 2 x 1 do Atlético sobre o Vila Nova. O Atlético não vencia seu adversário há três anos.
O ano de 1996 se transformou em um ano de tristezas para Bé. Foram muitos problemas e o atacante encontrou dificuldades para driblá-los. 
A cirurgia feita em pleno Carnaval o prejudicou bastante no Campeonato Goiano. Ficou muitos jogos fora e por este motivo não teve condições de brigar pela artilharia. Ainda assim, foi o segundo artilheiro do clube, com 12 gols.
Alegria mesmo só a de ter marcado o centésimo gol em jogos do campeonato goiano, na vitória de 2 x 1 sobre o Goiás, na fase final da competição, no dia 3 de julho de 1996.
No Campeonato Brasileiro da Série C, Bé não marcou nenhum gol. 
Foi emprestado ao Kaburé, de Colinas (Tocantins) e sagrou-se campeão da Copa do Tocantins. Participou de nove partidas e fez seis gols.
Em 1998, disputou o Campeonato Goiano da Segunda Divisão pelo Minaçu Esporte Clube, de Minaçu.
Voltou ao futebol do Distrito Federal e, em 1999, foi o segundo artilheiro do campeonato brasiliense, atuando pelo Ceilândia, tendo marcado oito gols.
Nos anos de 2000 e 2001 disputou pouquíssimos jogos pelo Brazlândia. Quase encerrou a carreira com mais um título. O Brazlândia fez a melhor campanha do campeonato daquele ano, somou 45 pontos contra 33 do Gama (que o tirou da final após dois jogos: 2 x 0 e 0 x 1), liderou desde a quinta rodada, mas acabou fora da decisão do título.
O último jogo de Bé como atleta profissional aconteceu no fatídico dia 20 de maio de 2001, no Estádio Chapadinha, em Brazlândia, quando o Brazlândia não conseguiu fazer mais que um gol no Gama. Bé substituiu Jadson.
Hoje completando 48 anos, atualmente Bé mora em Brazlândia (DF). Nunca exerceu atividades relacionadas ao futebol, tais como treinador ou preparador físico, por exemplo. Participa de um projeto social em Brazlândia, colaborando com uma escolinha de futebol tocada por seu amigo Ildevan.
Ainda bate uma bola com outros amigos veteranos no Minas Brasília Tênis Clube e, quando as folgas no trabalho permitem, vai até Goiânia para disputar alguns amistosos pelo time de veteranos do Vila Nova.
Depois que encerrou sua carreira de jogador profissional, Bé passou a trabalhar como Vigilante Patrimonial no metrô de Brasília.


sábado, 11 de abril de 2026

OS ARTILHEIROS: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão - 2022


1º - Marcão (Brasiliense), 9 gols;
2º - Romarinho (Ceilândia), 8;
3º - Aldo (Brasiliense) e Felipe Clemente (Capital), 6;
4º - Cabralzinho (Ceilândia), Milla (Gama) e Michel Platini (Paranoá), 5;
5º - Luquinhas (Brasiliense) e Watthimen (Santa Maria), 4;
6º - Weberthy Catatau (Brasília), Aloísio e Badhuga (Brasiliense), Pedrinho, Wallace, Roberto Pítio e Rafael Grampola (Capital), Gabriel Pedra e Tarta (Ceilândia), Iacovelli (Gama), Daniel Guerreiro (Paranoá), Thiago Magno (Santa Maria), Wisman (Taguatinga) e Matheus Guarujá e Paulo Renê (Unaí), 3;
7º - Ian (Brasília), Leozinho, Emerson, Judson e Romarinho (Capital), Romário, Mirandinha e Hiwry (Ceilândia), Espeto e Gustavo Mesquita (Gama), Rodrigo (Luziânia), Clécio (Paranoá), Fagner e Lucas Capixaba (Santa Maria) e Wesley (Taguatinga), 2;
8º - Dadinho, João Agrella, Leandro Aguiar, Johnson, Vinícius Machado e Gerson, do Luziânia, contra, e Júlio Magalhães, do Unaí contra (Brasília), Bernardo, Bruno Nunes, Daniel Alagoano, Ferrugem, Goduxo, Gustavo Henrique, Kesley, Peu e Romári, do Ceilândia, contra (Brasiliense), Charles e Sandy (Capital), Gabriel Henrique, João Afonso e Gleissinho (Ceilândia), Adriano, Danrley, Caio Sérgio, Carlos Magno, Hícaro Reis e Iago (Gama), Gustavo Lila, Everton Henrique, Lucas Lima, Luiz Felipe e Badhuga, do Brasiliense, contra (Luziânia), Paulo Wagner, Regino e Rodolfo, do Gama, contra (Paranoá), Douglas Candango, Leandro Bahia, Paulinho e Rondon (Santa Maria), Evanilson, Felipe, Henrique, Itamar, Kantê e Luan Gontijo (Taguatinga) e Akin, Brendon, Lucas Hian, Marcus Vinícius, Wagner Iguatu e Andrezinho, do Brasiliense, contra (Taguatinga), 1 gol.

quinta-feira, 5 de março de 2026

OS ARTILHEIROS: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão - 2021


Zé Eduardo
1º - Zé Eduardo (Brasiliense), 11 gols;
2º - Gabriel Pedra (Ceilândia), 6;
3º - Romarinho (Capital), Romário (Luziânia) e Itamar (Taguatinga), 5;
4º - Luquinhas e Bruno Nunes (Brasiliense), Caíque (Gama) e Hiwry (Unaí), 4;
5º - Carlos Eduardo e Tobinha (Brasiliense), David Souza (Capital), Clécio, Felipe Goiano, Liel, Matheus Silva e Willian Magrão (Ceilândia), Daniel Alagoano (Gama), Weberthy Catatau (Luziânia), Djordje Susnjar (Samambaia) e Brendon (Unaí), 3;
6º - Erik Mamadeira e João Paulo (Bosque Formosa), Didira, Maicon Assis, Peninha e Sandy (Brasiliense), Douglas Candango e Roberto Pitio (Capital), João Victor e Mirandinha (Ceilândia), Kasado e Ueslei (Gama), Pedrinho e Tarta (Real Brasília), Jairo Balotelli e Kauê (Samambaia), João Carlos (Santa Maria), Daniel Guerreiro e Vandinho (Taguatinga) e Felipe Hulk e Gabriel Henrique (Unaí), 2; e
7º - Daniel Xavier, Danilo e Lucas Augusto (Bosque Formosa), Badhuga, Jorge Henrique, Keynan, Michel Platini, Milton Junior, Peu, Rodrigo Fumaça, Romarinho e Robinho, do Luziânia - contra (Brasiliense), Cabralzinho, Leozinho e Cleison, do Samambaia - contra (Capital), Igor Pato, Lucas Frank e Wisman (Ceilândia), Fernandinho, Gustavo Belusci, João Juvena, Mirrai, Vinícius Machado e Wesley, do Sobradinho - contra (Gama), Dadinho, Di Estefano, Goduxo, Gustavo Ferrugem, Índio, João Pedro e Perivaldo (Luziânia), Erick Gabriel e Wallace (Real Brasília), Chris, Hukerlysson João Pedro e Lucas Sales (Samambaia), Lukinha, Naylan e Paulinho Correria (Santa Maria), Felipe, Juninho, Luccas Matheus, Luigi e Wesley (Sobradinho), Daniel Felipe e Matheus Rogério (Taguatinga) e Akin, Diego Clementino e Romário (Unaí), 1 gol.



domingo, 4 de janeiro de 2026

OS ARTILHEIROS: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão - 2020


1º - Nunes (Gama), 13 gols;

2º - Zé Eduardo (Brasiliense) e Gilvan (Real Brasília), 9;
3º - Michel Platini (Gama), 7;
4º - Américo (Capital), 6;
5º - João de Deus (Bosque Formosa), Manoel, Marcos Aurélio, Neto Baiano e Romarinho (Brasiliense), Luquinhas (Gama), Weberthy Catatau (Luziânia) e Davi Ceará (Real Brasília), 5;
6º - Caio Carioca (Bosque Formosa), Peninha (Brasiliense), David Souza, Emerson e Vitor Xavier (Gama) e Lucão (Luziânia), 4;
7º - Badhuga (Brasiliense), Vitão (Capital), Tarta (Gama), Douglas (Sobradinho) e Elber e Hugo (Unaí), 3;
8º - Allan Paulista, Maiqui e Wesley Brasília (Bosque Formosa), Esquerdinha (Brasiliense), Azul e Romarinho (Capital), Murilo (Ceilândia), Everton, Esquerdinha, Jefferson Maranhão, Júlio Lima, Malaquias e Wallace (Gama), Allanzinho, Goduxo, Gustavo Ferrugem, Juninho e Kevin (Luziânia), Mateus Jesus, William Chrispim e Wisman (Real Brasília), Erthal, Felipe Marcelino e Gabriel Vitor (Sobradinho), Acosta, Daniel Felipe Douglas Rato e Marquinhos (Taguatinga) e Bruno Van Dal, Felipe Hulk, Jackson e Nonato (Unaí), 2; e
9º - Cardoso, Daniel Felipe, do Taguatinga (contra), Elton, Fábio, do Paranoá (contra), Mário Neto, Mário Paiva e Ronan (Bosque Formosa), Aldo, Bruno Oliveira, Edno, Rafael Donato, Renatinho, Romário e Sandy (Brasiliense), Matheus Rogério, PC e Wilian Magrão (Capital), Anderson Raimundo (Ceilandense), Braian, Cassiano, Daniel Vargas, Felipe Piá, João Afonso e Vini (Ceilândia), Andrei Alba, Diego Lima (contra), Gabriel Pedra, Gustavo Henrique e Wagner Balotelli (Gama), Anjinho, Luquinha, do Gama (contra), Rodrigo Menezes e Tatuí (Luziânia), Alan Cloth, Fabinho, Gabriel Neves, Gardiel, Guilherme, Ivan, Reis e Víctor Chaves (Paranoá), Castro Junior, Davi Machado, Dim, Felipe, do Ceilândia (contra), Gabriel, Junior Chicão, Márcio Pio, Pedrão e Sandro (Real Brasília), Blaise, Danilo, Gabriel Teles, Matheus Alves e Matheus Carneiro (Sobradinho), Dan, Daniel Guerreiro, Dogão, Everton, Júlio César, Junior Alves, Lucas Santos, Lucas Victor, Martinely, Pedro Vitor e Regino (Taguatinga) e Brendon, Enzo, Felipe Mendes, Guibson e Rendel (Unaí), 1 gol cada.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

OS ARTILHEIROS: Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão - 2025


1º - Felipe Clemente (Brasília) - foto, 10 gols;
2º - Victor (Riacho City), 5;
3º - Diego Xavier (ARUC), 4;
4º - Ian, Regino e Vitor Xavier (ARUC), Pedro (Brasília), Wesley (Cruzeiro), Gegê (Valparaíso) e Baratinha e Denilson Piauí (Planaltina), 3;
5º - Gabriel Kersul, Gustavo França, Gustavo Lila e João Torres (ARUC), Charles e Geovane (Brasília), Leandro (Candango), Pedro Ryan (Cruzeiro), Rafael Grampola (Luziânia) e Johnson, Léo Lopes e Souza (Planaltina), 2;
6º - Alan Costa, Liedson, Reinaldo Bahia, Romário, Toró, Yuri e Alemão, do Brasília (contra) (ARUC), Alemão, Cabralzinho e Wisman (Brasília), Glaukon e Matheus Bahia (Candango), Carmino, Landim, Montanha, Mota, Thiago e Matheus Juan, do Candango (contra) (Cruzeiro), Mangana, Gabriel Azevedo, João Gabriel, Mangana, Marco Túlio e Vitor Santos (Valparaíso), Aldo, China, Daniel Guerreiro, Fábio Gama, Romário e Russo (Luziânia), Iarley, João Henrique, Michel Yan e Wesley Ceifador e Fernando, do Riacho City (contra) (Planaltina) e Cleiton, Livinho e Nathan (Riacho City), 1 gol.