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domingo, 2 de agosto de 2026

OS PRESIDENTES: Cipriano Siqueira Filho (in memoriam)


Tivemos conhecimento que no último dia 12 de julho de 2026, o Sr. Cipriano havia falecido. Prestamos nossa homenagem póstuma contando um pouco de sua história.

Cipriano Siqueira Filho nasceu em Uberlândia (MG), em 27 de setembro de 1942. Morava em Uberaba (MG) e de lá veio direto para o Guará, com 17 anos de idade. Chegou em 4 de outubro de 1959. Seu pai e seu tio moravam na beira do córrego próximo à Candangolândia, onde funcionava antigamente a bica d’água que abastecia todos os caminhões que trabalhavam nas obras de construção de Brasília.
Assim que completou 18 anos, foi admitido na Novacap, como ajudante de pedreiro, depois pedreiro, em várias obras de criação da capital. Dois anos depois, passou num concurso público do GDF-Governo do Distrito Federal, onde trabalhou até aposentar-se.
Trabalhou três anos na Administração Regional de Taguatinga e quando o administrador desta veio para o Guará, Cipriano veio com ele. Foram 22 anos na Administração Regional do Guará, onde aposentou como Chefe de Serviço de Administração da Feira do Guará, por seis anos. Aposentou-se como servidor do GDF em 1990, tendo também trabalhado no antigo Departamento de Água e Esgoto (DAE), que deu origem à CAESB.
Cipriano começou a assistir aos jogos do Guará apenas para acompanhar os amigos que, como ele, haviam deixado sua terra natal para ajudar na construção da nova capital do País. Os jogos eram perto da sua casa, no Núcleo Bandeirante, e por isso iam ao estádio.
Quando o Guará se profissionalizou e incentivado por Almir Vieira, Cipriano “vestiu a camisa”. Foi ajudante, chefe de torcida por muito tempo, diretor, até ser eleito Presidente em 1995.
Antes, de 1989 a 1994, o Guará havia sido vice-campeão quatro vezes, ao perder o título em finais para Brasília, Gama, Tiradentes e Taguatinga.
Em um desses anos, 1982, foi provocada uma grande mágoa em Cipriano. Na decisão do campeonato brasiliense desse ano, entre Guará e Brasília, a festa foi preparada bem cedo e seria regada a muita cerveja. Na maior euforia, o então chefe de torcida Cipriano Siqueira conseguiu levar para o Pelezão 600 torcedores uniformizados. Ele confiava tanto no Guará que não vacilou em encher um cavalete com fogos, para acendê-los ao final da partida, na comemoração do título. O Guará havia feito uma grande campanha e estava com jogadores de alto nível. Logo, nada mais compreensível do que preparar uma grande festa. Mas o futebol pregou mais uma de suas peças e o Brasília venceu.
Cipriano resolveu lançar um desafio, de assumir o clube e dar a ele o tão sonhado título de campeão brasiliense.

Incentivado pelo administrador regional Heleno Carvalho, o ex-administrador Francisco Brandes, foi eleito Presidente do clube para a gestão de 1995 a 1997. Juntaram-se a ele no desafio torcedores ilustres do Guará como Manoelino Rodrigues, Alcir Alves de Souza e o ex-supervisor do Taguatinga, Eurípedes Bueno.
O comando do time foi entregue ao ex-goleiro Déo de Carvalho.
No primeiro ano, o Guará foi eliminado nas semifinais, pelo Brasília, que foi vencido pelo Gama na final.
Mas, em 1996, finalmente veio o título. O time foi montado a partir da base vencedora do Taguatinga, formada pelos zagueiros Gilson e Zinha, os meias Marquinhos, Rogerinho e Júlio César. Como era tradição do clube na época, buscou-se um jogador famoso em fim de carreira, para dar experiência ao time e atrair o torcedor. O escolhido foi Éder Aleixo, ex-Seleção Brasileira, com 37 anos na época.
Éder havia atuado no Cruzeiro no ano anterior e ajudou a trazer para o Guará quatro juniores que haviam estourado a idade.
Cumprido o desafio, Cipriano não quis se reeleger para o triênio 1998/2000, quando o Guará chegou a ser rebaixado para a Segunda Divisão do DF.

Cansou da vida difícil de dirigente de futebol em Brasília. Teve muitas decepções, achou que não valia a pena continuar, citando, principalmente, a falta de apoio que experimentou durante a sua administração. Continuou no Guará como conselheiro.
Cipriano também tentou enveredar-se a deputado distrital em 2010, numa dobradinha com o candidato a deputado federal Izalci Lucas. Decepcionado com os 658 votos e a falta de apoio financeiro que deixou uma dívida de R$ 8 mil na época, não quis mais saber de política, mesmo sendo convidado outras vezes para candidatar-se.
Hoje, Cipriano dedica-se aos cinco filhos, incluindo uma de criação, 15 netos, 4 bisnetos e aos programas sociais de uma igreja evangélica.
Em 1991, Cipriano montou uma fábrica na QE 40, que produz camarões empanados e distribui para restaurantes de Brasília. Atualmente, a gerência dos negócios era feita pelo seu filho mais velho, Leandro Siqueira.



terça-feira, 17 de março de 2026

PERSONAGENS & PERSONALIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: o presidente João José Pinheiro Veiga



João José Pinheiro Veiga era natural do Piauí, onde nasceu em 16 de março de 1921, e como todo menino daquela época sonhava um dia ser oficial do Exército. Fez a Escola Militar de Resende, no Rio de Janeiro, passou pela Escola de Moto-Mecanização de Deodoro, sendo aprovado com distinção e teve, como prêmio, o primeiro deslocamento para servir em outro Estado.
No dia 4 de setembro de 1943, aos 22 anos, o então 2º Tenente da Bateria de Engenhos e Canhões Anti-Carros do Exército, João José Pinheiro Veiga chegou a Natal. Era a época da II Guerra Mundial, Natal vivia o foco das atenções do mundo inteiro como local da Base Aérea de Parnamirim, de onde partiam, diariamente, centenas de aviões, entre caças e bombardeiros.
Serviu ao lado do Tenente Fernando Correia Leitão (que em 1944 seria eleito Presidente da Federação Norte-Riograndense de Desportos), na época torcedor do Alecrim. Ao presenciar a participação do seu colega de farda, numa “pelada”, não teve dúvidas e convidou Veiga para treinar no Alecrim Futebol Clube, de Natal.
A atuação de Veiga foi tão convincente que, ao terminar o treino no Alecrim, os dirigentes Sílvio Tavares e João de Brito fizeram com que o atleta assinasse um contrato. Passou a jogar como meia-esquerda. Participou, como atleta, dos campeonatos de 1944 e 1945, formando uma boa ala esquerda com Perequeté.

O Alecrim, então, representava a terceira força do futebol potiguar, atrás de ABC e América. Não havia sido implantado o profissionalismo. Como era mais dedicado ao Exército, Veiga encarava o futebol como uma diversão, sem maior interesse em levar adiante a ideia de um dia profissionalizar-se.
Como o Alecrim não possuía um elenco muito categorizado, as vitórias também foram escassas no confronto com a dupla ABC e América. Veiga era uma espécie de astro em meio a alguns jogadores de poucos recursos técnicos.
Segundo o jornalista Everaldo Lopes, Veiga era “um estilista, batia com violência na bola”.
Havia naquela época um intercâmbio muito grande entre os clubes do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. E era comum um jogador vestir a camisa de outro clube numa partida amistosa, contra um time de outro Estado. Por esta razão, Veiga, mesmo sendo atleta do Alecrim, jogou várias partidas pelo ABC e América. Contava Veiga: “cheguei a disputar partidas no sábado pelo América e domingo pelo ABC”.
Terminada a guerra, Veiga foi transferido para o Rio de Janeiro, em 1946. Mas, não demoraria muito tempo longe de Natal. Cinco anos depois, ou seja, em 1951, ele voltou a Natal, iniciando uma nova fase na sua vida: a de dirigente.
Foi, então eleito presidente do Alecrim pela primeira vez. No Alecrim, a pobreza era uma constante.
Atuou como árbitro de futebol no campeonato potiguar, foi Diretor da Divisão de Atletismo da Federação Norte-Riograndense de Desportos, em 1959 foi reempossado na presidência do Alecrim e em janeiro de 1960 renunciou à presidência do Alecrim, pois teve que ir ao Rio de Janeiro fazer um curso especial no Exército.
Em maio de 1961 foi reconduzido ao cargo de Diretor de Atletismo da FND e em janeiro de 1963, foi eleito Presidente da FND.
Em 4 de agosto de 1964, o vereador Orlando Garcia da Rocha, do PSB, apresentou projeto concedendo o título de cidadão natalense ao então Major do Exército João José Pinheiro Veiga, baseado, principalmente, nos vários anos que militou em Natal, sempre prestando bons serviços ao desporto potiguar, quer como jogador do Alecrim, depois presidente dessa agremiação e, por último, presidente da FND. O projeto foi aprovado por unanimidade.
No dia 13 de julho de 1967, o então Tenente-Coronel João José Pinheiro Veiga tomou posse como Presidente da Comissão Regional de Desportos, incumbida de superintender os desportos na Capital do Brasil.

Menos de um ano depois, na Assembleia Geral de Clubes de 2 de abril de 1968, foi eleito, por unanimidade, Presidente da Federação Desportiva de Brasília, com 27 votos.
Tornou-se um caso raro de dirigente que desempenhou a função de Presidente de duas federações desportivas: a de Brasília e a do Rio Grande do Norte.
Teve a infelicidade de ser presidente na pior situação em que atravessou o esporte brasiliense, em particular o futebol.
Graças ao seu grande conhecimento e esforço, ele conseguiu ultrapassar essa grande batalha.
Entregou o cargo na Assembleia Geral de 2 de abril de 1970, quando Wilson Antônio de Andrade foi eleito o novo Presidente da FDB.
Também se destacou no tênis, como tenista, e foi presidente da Federação Norte-Riograndense de Tênis, além de fundar a Federação de Tênis do Piauí, onde foi seu Vice-Presidente.
Depois que deixou o esporte, reformado do Exército, foi Secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, nos governos de Tarcísio Maia, Lavoisier Maia e Geraldo Melo, comandando esta pasta governamental em um período acumulado de onze anos.
O grande desportista faleceu no dia 12 de dezembro de 2008, com 86 anos.

Fontes consultadas:
História do Alecrim F. C., de Alberto Pinheiro de Medeiros
Jornalista Everaldo Lopes, do Tribuna do Norte.



quinta-feira, 2 de outubro de 2025

PERSONAGENS & PERSONALIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: Adilson Peres (in memoriam)


Adilson Klier Peres nasceu em Pouso Alegre (MG), em 2 de outubro de 1945, e se mudou com a família para a Capital Federal em 1959.
Para quem não sabe, antes de virar advogado, dirigente do Ceub Esporte Clube e Diretor Administrativo do Centro de Ensino Unificado de Brasília - CEUB, Adilson foi um dos fundadores do clube e seu atacante em 26 jogos, no período de 23 de maio de 1970 a 10 de novembro de 1971.
Em 1968 Adilson, Esaú Afonso de Carvalho, Gerson Moreira, Hezir Espíndola Gomes Pereira, Humberto de Mendonça Gomes, José Walter Girão de Mello, Luiz Roberto Bastos Serejo e Renato de Aguiar Attuch, dentre outros desportistas, passaram a se reunir no Colégio Sacre Couer de Marie, visando a formação de um time de futebol no então recém-criado CEUB. Os universitários que o defendiam queriam jogar as tradicionais peladas uniformizadas, mas para dar um sentido mais sério aos seus jogos, decidiram que seria um time da Faculdade, composto por rapazes dos diversos departamentos. O time foi criado e os jogos foram sendo multiplicados.

Em 26 de agosto de 1970, o Presidente do CEUB, Alberto Peres, assinou a Portaria 1/70 criando uma comissão destinada à “formação, preparação e desenvolvimento das equipes representativas do CEUB. Os primeiros jogos do time de futebol foram de alvissareiros resultados, antecipando a vocação e o futuro desse núcleo esportivo.Quando os jogadores de futebol deram fé, já não mais podiam manter o Ceub como um simples time de estudantes universitários e ele acabou entrando para o campeonato amador da cidade.
Em 25 de fevereiro de 1971 passou a funcionar o Centro Esportivo Universitário de Brasília, reunindo, aproximadamente, 250 alunos, praticando diversas modalidades de esportes, dentre elas o futebol de campo. Este Centro Esportivo foi o embrião do Ceub Esporte Clube.

A primeira partida de Adilson no Ceub aconteceu no dia 23 de maio de 1970, contra uma equipe do Minas-Brasília Tênis Clube. O Ceub formou com Zé Walter, Serginho, Lúcio, Cezinha e Odilon; Carlinhos e Garrido; Hilário, Adilson, Walmir e Renato.
Já seu último jogo foi em 10 de novembro de 1971, diante do São Cristóvão, do Rio de Janeiro, no Pelezão. A formação do Ceub foi a seguinte: Luiz Henrique, Serginho, Aderbal, Noel e Sílvio; Darse e Carlinhos; Adilson (Antunes), Paulinho, Dinarte e Gustavo (Wilfrido).
No dia 18 de fevereiro de 1971 Adilson Peres foi eleito Presidente do Ceub Esporte Clube e neste cargo permaneceu até o ano de 1976, quando as atividades do clube foram encerradas.
Foi Presidente da Federação Brasiliense de Futebol no período de março de 1983 a março de 1986.
Adilson Klier Peres faleceu no dia 21 de julho de 2020.




sábado, 23 de agosto de 2025

OS PRESIDENTES: Adelchi Ziller


Adelchi Leonelo Ziller nasceu em Cataguases (MG), em 18 de agosto de 1918.
Contador diplomado em 1941 e Jornalista registrado em 1952, foi, por muitos anos, a partir de 1937, funcionário dos Diários Associados de Belo Horizonte.
No dia 22 de setembro de 1959, Adelchi Ziller assumiu as funções de diretor da Rádio Nacional de Brasília, em substituição a Edmo do Valle. A Rádio Nacional foi inaugurada em 31 de maio de 1958, pelo então Presidente Juscelino Kubitschek, se tornando a primeira emissora de rádio da capital federal, fundada antes mesmo da cidade.
Adelchi Ziller trouxe para Brasília a experiência de mais de 20 anos de profissão. Além de radialista de larga projeção, em Minas Gerais, onde criou e dirigiu programas que se popularizaram e se firmaram na opinião pública, Ziller foi chamado em várias oportunidades a ocupar cargos na administração pública. O convite para dirigir a Rádio Nacional de Brasília encontrou-o como delegado do IPASE em Minas Gerais.
Poucos meses antes, mais precisamente no dia 16 de março de 1959, numa reunião na Cantina do IAPI, com a presença de cerca de 50 esportistas, foi fundada a Federação Desportiva de Brasília.
A F.D.B. teve sua primeira diretoria no dia de sua fundação, sendo eleito presidente Rodrigo José Coelho de Albergaria, naquela época Engenheiro-Chefe das obras do IAPI em Brasília, que alguns meses mais tarde, foi transferido para o Rio de Janeiro, assumindo a presidência Orlando Gaglionone, 1º Vice-Presidente, que passou a responder pela presidência da entidade.
Após um intervalo bastante grande, de exatamente 14 meses, aconteceram eleições para ser escolhida a nova diretoria da FDB. A reunião foi realizada no dia 3 de junho de 1960, às 20 horas, na Associação Comercial de Brasília, no Núcleo Bandeirante.
Apesar do elevado número de filiados, somente seis representantes de clubes compareceram para votar: Décio de Souza Reis (Brasil Central), Laércio Lamounier (Grêmio), Dirceu Basílio (Planalto), Petrônio de Carvalho (Guará), Ricardo P. Leopold (A. E. de Taguatinga) e José Paulo (Ribeiro).
Orlando Gaglionone, Presidente em exercício, e Luís Gonzaga Contart, Diretor de Futebol, apresentaram seus pedidos de renúncia.
Adelchi Ziller, foi, então, eleito Presidente da Federação Desportiva de Brasília.
Poucos dias depois de sua eleição e como parte dos festejos de inauguração da TV Nacional de Brasília, o grande clássico do futebol mineiro (Atlético x Cruzeiro) foi disputado pela primeira vez fora do Estado, no dia 16 de junho de 1960. A promoção foi de Adelchi Ziller.

Adelchi Ziller e JK
Em 22 de junho de 1960 aconteceu a posse da nova diretoria da F. D. B. Estiveram presentes as seguintes autoridades: Senador Cunha Melo, Prefeito Israel Pinheiro, João Havelange, Geraldo Starling, Canor Simões e Geraldo Carneiro.
Adelchi Ziller ficou pouco tempo em Brasília. Interinamente, o posto na Federação passou a ser exercido por Jardel Noronha de Oliveira.
Declarações publicadas pela imprensa davam conta de que Adelchi Ziller iria renunciar à Presidência da FDB, em virtude de ser candidato à Deputado Federal nas eleições de 1961. Confirmando as notícias, ele solicitou licença.
Para se ter uma ideia mais exata do pouquíssimo tempo de Ziller à frente da FDB, ele assinou o primeiro Boletim Oficial, datado de 5 de agosto de 1960; o 2º, com data de 10 de agosto de 1960, já é assinado por Jardel Noronha de Oliveira (1º Vice-Presidente), como Presidente em exercício.
Ziller foi diretor da TV e Rádio Nacional de Brasília até 31 de janeiro de 1961.
No dia 17 de fevereiro de 1961 foi realizada a Assembleia Geral onde aconteceu a renúncia de Adelchi Ziller e do 2º Vice-Presidente Mário da Fonseca Saraiva. Jardel Noronha de Oliveira passou a responder oficialmente pela Federação Desportiva de Brasília.
Na política, Ziller teve ativa participação na campanha presidencial que levou Juscelino Kubitschek à presidência. Foi locutor oficial de todas as campanhas de JK para Deputado Federal, Governador de Minas Gerais, Presidente da República e Senador.
Acompanhou o candidato, como jornalista, praticamente em todas as viagens, escrevendo, a seguir, um volume intitulado “A Marcha contra o Golpe!, no qual dá uma visão nítida da situação política do país naqueles dias agitados.
Adelchi Ziller criou e dirigiu o programa de televisão “Bom Dia, Brasília”, que era apresentado em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo e que contribuiu para a divulgação de Brasília.
Também foi, em 1953, o primeiro Presidente do Conselho Municipal de Desportos de Belo Horizonte. Trabalhou em vários jornais, rádios e TVs de Belo Horizonte.
Adelchi Ziller faleceu em 26 de janeiro de 2004, aos 85 anos, vítima de pneumonia e infecção renal.
O corpo de Adelchi Ziller foi cremado com honras de grande atleticano, vestido com camisa e agasalho oficiais do seu clube de coração.
Em 1974, ele havia lançado a primeira edição da famosa “Enciclopédia do Atlético”, relançada com dados revistos e atualizados sobre a história do clube, em 1997.

Autoridades presentes na inauguração da Rádio Nacional


segunda-feira, 10 de março de 2025

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: eleições na Federação - 1976



Em eleições realizadas no dia 10 de março de 1976, na sede da Federação Metropolitana de Futebol, Wilson Antônio de Andrade foi reeleito para a Presidência da FMF, obtendo uma vantagem de nove votos sobre o candidato da oposição, Abílio Salles Dória.
Ao todo foram nove clubes a votar e mais o diretor do Departamento Autônomo, que tinha direito a um voto, cabendo aos demais dois votos, com exceções do Ceub e Grêmio que tinham direito a três, por serem os mais antigos.
Dos clubes filiados à FMF os que não votaram foram Guadalajara, Jaguar, Tocantins e Taguatinga, por se encontrarem em situações irregulares.
Assim ficou constituída a direção da FMF para o período de março de 1976 a março de 1979:
Presidente: Wilson Antônio de Andrade
1º Vice-Presidente: Luiz Fernando Muniz
2º Vice-Presidente: José Dayrell Sobrinho
3º Vice-Presidente: Gerson Alves de Oliveira
Diretor de Futebol Amador: Luiz Carlos Costa
Diretor de Futebol Profissional: Narciso Mori
Diretor Administrativo: Cid Brugger
Diretor Financeiro: Adolfo Chesky
Diretor de Árbitros: Túlio Ferola Durso
Diretor do Departamento Autônomo: Roulien Rodrigues Alves
Diretor de Patrimônio: Alvino Alves de Araújo
Diretor do Departamento Médico: Túlio Meira Vasconcelos
Diretor de Futebol Amador: Luiz Carlos Costa
Diretor de Futebol Profissional: Narciso Mori
Diretor Técnico: José Rodrigues Junior
Diretor Jurídico: Luiz Clóvis Anconi
Diretor de Relações Públicas: Marcos Vinicius
A Chapa Renovação (registrada pelo Ceub Esporte Clube, com ofício nº 33/76, de 5 de março de 1976) tinha a seguinte constituição:
Presidente: Abílio Salles Dória
1º Vice-Presidente: Manoel Afrânio Carneiro de Novaes
2º Vice-Presidente: Djalma Nogueira dos Santos
3º Vice-Presidente: Luiz Augusto de Castro Macedo
Tribunal de Justiça: Fausto de Vasconcelos Padrão, William Patterson, João Silva Araújo, Luiz Antônio Coelho Cavalcante, Crisóstomo Guanaes Dourado, Jomar Pires Maciel e João Mata Pires.
Suplentes: Guairacá Carvão Nunes, Arnaldo Gomes, Mário Hermes Trigo de Loureiro e José Carvalho de Araújo.





quinta-feira, 11 de abril de 2024

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: eleições na FDB




No dia 11 de abril de 1966 aconteceu a Assembleia Geral Extraordinária que elegeu um novo Presidente para a Federação Desportiva de Brasília.
Depois de seis anos presidindo o Tribunal de Justiça Desportiva da FDB, Hugo Mósca passou a ser o Presidente da entidade, em substituição a Wilson de Andrade.
Na mesma reunião foram confirmados os seguintes diretores:
Diretor do Departamento de Futebol Profissional - Jardel Noronha de Oliveira;
Diretor do Departamento de Futebol Amador - Theodorico Barbosa Fernandes;
Diretor do Departamento de Árbitros - Alan Guerra de Alencar (que, depois, mudou-se de Brasília, sendo substituído por Emílio Vieira dos Santos);
Assessor do Departamento de Futebol Profissional - Oswaldo Cruz Vieira;
Diretor do Departamento de Esportes Terrestres - Jackson Augusto Roedel; e
Diretor Financeiro: João Batelli.

Nota:
Nascido em 11 de setembro de 1916, Hugo Mósca era advogado, foi professor de Direito do Trabalho e Código de Processo Civil, Diretor Geral da Secretaria do Supremo Tribunal Federal, onde trabalhou 30 anos, Diretor do Departamento de Imprensa e Propaganda no Governo Getúlio Vargas, Diretor da Rádio Mauá, da Rádio Continental e de diversos jornais no Rio de Janeiro.



domingo, 17 de março de 2024

PERSONAGENS & PERSONALIDADES: Ciro Machado do Espírito Santo (in memoriam)



Quem hoje ver falar de jogos do Campeonato Brasiliense sendo disputados no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo (ou Defelê), talvez não saibam quem foi?

Natural de Jaraguá (GO), Ciro Machado do Espírito Santo foi admitido como Engenheiro do Departamento de Força e Luz, DFL, da NOVACAP, em 17 de março de 1959.
Assim que começou a trabalhar, ele já tinha em mente formar um time com a turma da empresa que disputava as peladas diariamente, ainda no ano de 1959. Além de ser um dos fundadores (em 1º de janeiro de 1960) do Defelê e dinâmico presidente, ele era um torcedor apaixonado.
Com ele na presidência, o Defelê venceu os campeonatos brasilienses de 1960, 1961 e 1962.
Quando, em 18 de dezembro de 1960, o Defelê inaugurou o seu campo, o nome não podia ser outro: Estádio Ciro Machado do Espírito Santo.
Na inauguração, o Defelê venceu o Grêmio, por 5 x 0. A compactação e terraplanagem (Patrol), colocação de cercas, gradis, construção de vestiário e nivelamento topográfico foi feito em cinco dias.
Depois de inaugurados os refletores do estádio, Ciro não pensava duas vezes para subir em um poste e conferir as instalações elétricas do local. Naquele momento, era mais torcedor do que engenheiro, tal a sua felicidade.
Apaixonado pelo Defelê, quando a partida estava difícil, Ciro ia para a lateral do campo e fazia gestos como se estivesse defendendo ou atacando.
Quem o conhecia dizia que Ciro jamais ficava na tribuna de honra. Ia ao vestiário e ainda se sentava no banco dos reservas, para incentivar os jogadores. Quando o clube excursionava, geralmente para amistosos em cidades no interior de Goiás e Minas Gerais, Ciro viajava com o time.
Se aparecesse algum jogador bom de bola, Ciro dava um jeito de empregá-lo, para jogar pelo Defelê. Não descansava enquanto não empregava um bom jogador na parte comercial do DFL.
Quando a nova diretoria da CEB (sucessora do DFL) retirou todo o apoio ao time, Ciro deixou o clube.
Chegou a concorrer à Prefeitura de Brasília, perdendo a indicação para Wadjô Gomide (de 31 de março de 1967 a 30 de outubro de 1969).
Ciro era um desportista completo. Quando foi Comodoro do Iate Clube de Brasília, no biênio 1967/1968, prestigiou todos os esportes praticados no clube.
Em 20 de setembro de 1968 foi nomeado para chefiar a Secretaria do Planejamento e Coordenação do Governo do Distrito Federal.
Posteriormente, foi convidado e aceitou o cargo de Secretário de Planejamento de Goiás, tendo morrido pouco depois, aos 43 anos.
Ciro Machado do Espírito Santo viveu até 1974. Era primo em 1º grau de Fernando Henrique Cardoso.






quinta-feira, 21 de setembro de 2023

OS PRESIDENTES: Jardel Noronha de Oliveira


Jardel Noronha de Oliveira nasceu em Niterói (RJ), no dia 18 de agosto de 1914.

Desde cedo o Direito, o futebol e a política fizeram parte de sua vida.
No futebol, foi presidente do Ypiranga Football Club, de Niterói, e representante do Oliveiras Atlético Clube, também de Niterói.
Como funcionário do Supremo Tribunal Federal, no Rio de Janeiro, trabalhou na Secretaria desse órgão e foi assessor do Ministro Frederico de Barros Barreto no Tribunal de Segurança Nacional. Esse tribunal foi criado pelo governo federal para julgar os envolvidos na Revolta de 1935. Previsto para ser ativado sempre que fosse decretado o estado de guerra, esse tribunal de exceção - formado por cinco juízes, todos escolhidos pelo Presidente da República - tinha a função básica de processar e julgar os opositores do governo, tendo funcionado durante todo o período ditatorial.
Na política, no dia 6 de novembro de 1946, foi empossado no cargo de Prefeito Municipal de Saquarema (RJ), além de ser ligado ao extinto Partido Trabalhista Brasileiro, pelo qual chegou a se candidatar à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Em agosto de 1947, causou profunda decepção nos meios esportivos de Niterói o pedido de demissão do cargo de Diretor Geral do Departamento Niteroiense de Futebol, José Ramos de Freitas. Com a renúncia, assumiu a direção do DNF, Jardel Noronha de Oliveira, que era primeiro assessor técnico do diretor de expediente.
Em junho de 1952, Jardel Noronha de Oliveira foi credenciado junto à Federação Fluminense de Desportos para defender os interesses da Organização Desportiva do Município de Saquarema-RJ.
No dia 14 de março de 1954, Airton Pinto Ribeiro, antigo interventor do Departamento Niteroiense de Futebol Amador, pediu exoneração da função de Secretário da Federação Fluminense de Desportos e foi substituído por Jardel Noronha de Oliveira.
Em 21 de maio de 1954, Jardel Noronha deixou a Secretaria da F. F. D. e foi nomeado Auditor do Tribunal de Justiça Desportiva.
Ainda nesse ano, foi um dos dirigentes da F.F.D. a acompanhar a seleção do Estado do Rio no Campeonato Brasileiro de Seleções de 1954.
Um fato curioso: no dia 28 de maio de 1956, a Astec Engenharia Sociedade Ltda., com sede em Niterói, determinou a explosão de um bloco de pedra, colocando no mesmo uma carga dupla de dinamite, sem as cautelas devidas, ou seja, o uso de uma esteira de aço. O resultado dessa imprudência não se fez esperar. Deflagrada a explosão, o bloco voou pelos ares, indo os detritos atingir o edifício Nossa Senhora das Graças, à rua Belisário Augusto, 90, danificando as janelas, venezianas e portas de vários apartamentos, um deles, o 302 de Jardel Noronha de Oliveira.
No final de 1956, mais precisamente no dia 18 de dezembro, foram realizadas eleições presidenciais da FFD, que apresentaram para Presidente José Ramos de Freitas. Para 1º Vice-Presidente, Jardel Noronha de Oliveira foi eleito, com 111 votos (o outro concorrente, Manuel Carneiro de Menezes, teve apenas 15 votos).
Em 1957, depois que José Ramos de Freitas foi eleito Presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, Jardel Noronha assumiu a direção da entidade máxima dos esportes fluminenses.
Jardel Noronha ganhou diploma como melhor dirigente de esportes do Rio de Janeiro em 1959. 
Deixou as funções de presidente em exercício da FFD depois que o Supremo Tribunal Federal foi transferido para Brasília. No dia 21 de abril de 1960, depois de 40 dias de mudança, as instalações do STF foram definitivamente transferidas para a nova capital do País.
Quando Jardel Noronha chegou à Brasília, encontrou a Federação Desportiva de Brasília também com um presidente em exercício, Orlando Gaglionone.
Após um intervalo bastante grande, de exatamente 14 meses, aconteceram eleições para ser escolhida a nova diretoria da FDB. A reunião foi realizada no dia 3 de junho de 1960, na Associação Comercial de Brasília, no Núcleo Bandeirante. Orlando Gaglionone, presidente em exercício, apresentou seu pedido de renúncia.
O novo presidente da Federação Desportiva de Brasília passou a ser o radialista mineiro Adelchi Leonello Ziller, diretor da Rádio Nacional de Brasília a partir de setembro de 1959. Jardel Noronha de Oliveira foi empossado no cargo de 1º Vice-Presidente.
Não demorou para Adelchi Ziller deixar o cargo de Presidente da FDB. Amigo do presidente Juscelino Kubitschek, acompanhou-o em toda a campanha presidencial. Declarações publicadas pela imprensa davam conta de que Adelchi Ziller iria renunciar à Presidência da FDB, em virtude de ser candidato à Deputado Federal nas eleições de 1961. Confirmando as notícias, ele solicitou licença.
A partir de 10 de agosto de 1960, Jardel Noronha passa a ser o Presidente em exercício da FDB.
Com muito sacrifício, organizou o funcionamento oficial da Federação Desportiva de Brasília, filiando-a a Confederação Brasileira de Desportos - CBD. Os estatutos foram reconhecidos pelo Conselho Nacional de Desportos, homologados pelo Ministério da Educação e Cultura e devidamente registrados em Cartório. 
Realizou o campeonato de 1960 com duas divisões e inscreveu o Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de Seleções.
Na Assembleia Geral de 17 de fevereiro de 1961 aconteceu a renúncia de Adelchi Ziller. Jardel Noronha de Oliveira passou a responder oficialmente pela Federação Desportiva de Brasília.
Ainda em 1961, Jardel Noronha patrocinou uma noitada pugilística, em Brasília, dos boxeadores da Academia de Boxe Manoel Rigó, de Niterói, contra pugilistas do São Cristóvão, uma espécie de intercâmbio realizado pela FDB e prestigiado pela TV Nacional, que cedeu o seu auditório para a realização do evento.
Na Presidência da FDB, Jardel Noronha vivia doente, em constantes licenças, inclusive pedindo afastamento de suas funções no Supremo Tribunal Federal.
Deixou a Federação, oficialmente, no dia 25 de julho de 1962, quando aconteceram as eleições que colocaram Ademar Gomes Moreira como novo Presidente da FDB.
Jardel Noronha foi presidente honorário do Clube de Regatas Guará, de Brasília.
Depois que se aposentou, retornou a Niterói, onde faleceu no dia 21 de dezembro de 1979, sendo sepultado no Cemitério do Parque da Colina, na mesma cidade.
Jardel Noronha escreveu diversos livros sobre decisões da Corte, entre elas as dos IPMs e habeas corpus do STF.



domingo, 13 de fevereiro de 2022

HÁ 50 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: eleição da nova diretoria do Ceub


No dia 13 de fevereiro de 1972 aconteceu a eleição da diretoria do CEUB - Centro Esportivo Universitário de Brasília para o biênio 1972/1973.

Assim ficou composta a diretoria do clube:

Presidente – Adilson Klier Péres

Vice-Presidente – Jésus Augusto Péres

Diretor Financeiro – José Airton Aquino de Oliveira

Diretor Secretário – Renato de Aguiar Attuch

Diretor de Esportes – Hezir Spíndola Gomes Moreira

Diretor de Futebol – Álvaro José Lindoso Veiga

Diretor Social – Alcio Carvalho Portela

Diretor Médico – Ayrton Klier Péres.

 


segunda-feira, 17 de agosto de 2020

HOMENAGEM PÓSTUMA A FROYLAN PINTO


Faleceu na manhã de ontem, 16 de agosto de 2020, o ex-Presidente do Taguatinga Esporte Clube, Froylan Pinto.
Ele vinha lutando contra um câncer na bexiga há quatro anos.
Froylan Pinto Santos nasceu no município de Miguel Calmon, no interior da Bahia, no dia 5 de junho de 1944.
Transferiu-se para Salvador e da capital baiana veio para Taguatinga, onde se estabeleceu.
Criado em 1975, o Taguatinga Esporte Clube só começou a tomar jeito a partir de 1981, quando Froylan Pinto, já empresário da área de construção de prédios industriais e depósitos, assumiu a presidência do clube.
Froylan Pinto assumiu um clube praticamente quebrado, desarticulado, com graves problemas dentro e fora das quatro linhas. Imprimiu uma direção acertada e segura que levou seu clube ao título de campeão e motivou uma cidade praticamente indiferente ao futebol.
Em seu primeiro ano como Presidente, a equipe de esportes do Jornal de Brasília escolheu os melhores da temporada de 1981 no futebol do DF. O Taguatinga teve quatro dos seus jogadores entre os melhores: Édson, Péricles, Serginho e Raimundinho. Teve mais três premiados: Dirigente Nota 10 - Froylan Pinto; Melhor Médico - Flory Machado e o Melhor Massagista - Raspinha.

Já na seleção dos jogadores que melhor se portaram no campeonato de 1981, na opinião da sucursal do Jornal dos Sports, dois jogadores do Taguatinga: Décio e Péricles. O técnico que mais se destacou foi Canhoto, do Taguatinga. O presidente Froylan Pinto destacou-se como o melhor dirigente.
Em 1984, quando o Troféu “Mané Garrincha” foi entregue aos “Melhores do Ano”, eleitos por cronistas esportivos do DF, quatro jogadores do Taguatinga foram premiados: os zagueiros Junior e Gilvan, o lateral Visoto e o meia Marquinhos. Eleito como melhor Presidente de clube Froylan Pinto, do Taguatinga.

Também trabalhou como treinador da equipe e sua primeira experiência foi a seguinte:

TAGUATINGA 2 x 2 GAMA
Data: 24 de outubro de 1993
Local: Serejão
Árbitro: Nilton Castro de Souza
Expulsões: Ésio, do Gama, e Niltinho, do Taguatinga
Gols: Gilson, 28 e Chaguinha, 82; na prorrogação, Chaguinha, 8 e Rogerinho, 15. Na cobrança de pênaltis: Gama 5 x 4 Taguatinga.
TAGUATINGA: Nilton, Gilson, Zinha, Jânio e Eron; Paulo Lima (Alex Sandro), Sílvio e Palhinha; Marquinhos Carioca (Rogerinho), Joãozinho e Niltinho. Técnico: Froylan Pinto.
GAMA: Anderson Santos, Chaguinha, Aquino, Luiz Carlos e Márcio; Oliveira (Adilson), Ésio e Anderson; Gil, Neno e Ediniz (Emerson). Técnico: Joel Martins da Fonseca. 
E assim foi até 9 de novembro de 1994, quando dirigiu o clube pela última vez em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, no empate em 1 x 1 com o Novorizontino, em Novo Horizonte-SP.
Também foi seu último ano na presidência do Taguatinga.

Froylan recebendo mais um troféu conquistado
Todos os cinco títulos de campeão brasiliense (1981, 1989, 1991, 1992 e 1993) conquistados pelo Taguatinga foram com Froylan Pinto na presidência do clube. Além disso, por quatro vezes sagrou-se vice-campeão (1985, 1986, 1987 e 1990).
Não demoraria para a decadência do Taguatinga ser evidenciada, já no ano de 1996, quando o clube chegou na 11ª posição no Campeonato Brasiliense, sendo, pela primeira vez em sua história, rebaixado para a Segunda Divisão do DF (quatorze clubes disputaram a competição e os seis últimos passariam a disputar o Torneio de Descenso, que apontaria os quatro clubes a serem rebaixados). Taguatinga e Ceilândia decidiram não participar da competição.
A situação do clube era tão grave que em 3 de junho de 1996 aconteceu pela primeira vez na história do futebol do DF o “impeachment” de um presidente de clube de futebol por irregularidades contábeis. Reunido nesse dia, o conselho deliberativo do Taguatinga Esporte Clube afastou o presidente Edmilton Gomes de Oliveira com base em auditoria feita pelo conselho fiscal na prestação de contas do período 1994/1995. Edmilton Gomes de Oliveira estava na presidência do Taguatinga desde dezembro de 1994, substituindo Froylan Pinto.
Em 1999 o Taguatinga amargou outro rebaixamento, ficando na lanterna (10º lugar) do campeonato, vencendo apenas dois dos dezoito jogos que disputou.
O último jogo da história do Taguatinga aconteceu no dia 6 de junho de 1999. Já rebaixado para a Segunda Divisão, empatou com o Brasília em 3 x 3, no estádio Augustinho Lima, em Sobradinho. Logo depois, o Taguatinga desativaria seu departamento de futebol.
Fora das quatro linhas, Froylan teve uma curta gestão como o 21º Administrador Regional de Taguatinga, iniciando em 4 de maio de 1990 e terminando em 22 de janeiro de 1991.
Foi sócio fundador do Rotary Club de Taguatinga.
Nas eleições de 2004, foi segundo suplente de Valmir Amaral, sendo indicado graças às relações com o ex-vice-governador Benedito Domingos (PP).
Em 2011, aconteceram sondagens com a finalidade de Froylan Pinto investir no Gama. No entanto, as negociações não foram concluídas.



sexta-feira, 13 de abril de 2018

OS PRESIDENTES: os presidentes dos clubes do DF - 1983


Luiz Gomes, presidente do Sobradinho
BRASÍLIA: Lindberg Aziz Cury
CEILÂNDIA: Antônio da França Cardoso
GAMA: Carlos Antônio Macedo Miranda
GUARÁ: Francisco Antônio Pinheiro Brandes
PLANALTINA: José Valdemir Araújo Saraiva
SAMAMBAIA: Itamar Sebastião Barreto
SOBRADINHO: Luiz de Oliveira Gomes Neto
TAGUATINGA: Froylan Pinto Santos
TIRADENTES: Léo Carlos Costa

Nota:
O presidente da Federação Brasiliense de Futebol era Tadeu Roriz de Araújo.


sábado, 11 de fevereiro de 2017

PERSONAGENS & PERSONALIDADES: Agrício Braga Filho

Agrício Braga Filho nasceu em 11 de fevereiro de 1958, na cidade de Casa Nova (BA), distante 572 km da capital, Salvador. 

Com 3 anos de idade foi morar na cidade do Rio de Janeiro onde ficou até 1977, quando se transferiu para Brasília, onde reside até hoje.

Já em Brasília, fundou a equipe de futebol amadora da Associação Jardim de Futebol, equipe tradicional do futebol amador brasiliense, detentora de vários títulos nas categorias adulto, infantil, juvenil, feminino e veterano.

Grande incentivador e patrocinador de diversas modalidades esportivas, exerceu o cargo de Diretor de Futebol Amador da Federação Metropolitana de Futebol, no ano de 1986.

Incentivando outros esportes, aqui o futebol de mesa
Foi Vice-presidente de futebol profissional do C. R. Guará nos anos de 1989 e 1990. Posteriormente assumiu a direção de esportes da ARUC (Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro).
Em 1993 assumiu o cargo de vice-presidente da S. E. do Gama até o ano de 1996, passando a presidente de 15 de novembro de 1996 a 14 de novembro de 2000 onde levou a equipe a conseguir o feito inédito de conquistar em 1998 o Campeonato Brasileiro da Série "B", colocando o Gama na elite do futebol brasileiro, a 1ª divisão, onde permaneceu por quatro anos. Venceu ainda uma queda de braço com nada menos que a entidade máxima do futebol brasileiro, a CBF, que rebaixou injustamente o Gama em seu primeiro ano na elite. Em sua gestão, o Gama foi tetra campeão brasiliense (1997/2000).

Em 1998 se elegeu Deputado Distrital pelo Partido Liberal onde criou e assumiu, no dia 26 de maio de 2000, a Secretaria de Esporte e Lazer do DF, um sonho antigo dos brasilienses, e o Programa Bolsa Atleta e Incentivo ao Esporte, programa este já copiado nacionalmente e que vem, através de verbas e subsídios financeiros a todas as categorias de atletas dando muitas alegrias e títulos internacionais ao povo de Brasília e demais brasileiros.
Em 2001, saindo da Presidência do Gama, passou a fazer parte do Conselho Deliberativo. Paralelo ao futebol profissional, sempre montou equipes de futebol amador e futsal, disputando os principais campeonatos da categoria.
Em 8 de abril de 2002, saiu da Secretaria e novamente se candidatou à Deputado Distrital, obtendo mais de dez mil votos, e assumiu, em maio de 2005, a cadeira de Deputado na Câmara Legislativa, na suplência do Deputado licenciado Izalci Lucas, apresentando novas leis para a inclusão não só do esporte, mas também em outros setores da sociedade.

Ficou um bom tempo afastado do futebol e da política. Depois de uma delicada cirurgia de troca de válvulas no coração, o ex-dirigente somente administrava sua empresa do ramo de publicações. Até que, no dia 27 de novembro do ano passado, foi eleito para ocupar o cargo de Presidente do Conselho Fiscal do Gama.
Agrício é Bacharel em Direito, porém nunca exerceu a profissão. Foi idealizador do Projeto Sócio Torcedor em 2008. Patrocinava e apresentava o programa BSB Esporte, na TV Brasília.