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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: vitória do Guará sobre a seleção carioca do Departamento Autônomo - 1960


Na tarde de 28 de agosto de 1960, o Clube de Regatas Guará venceu a Seleção do Departamento Autônomo (*) da Federação Metropolitana de Futebol (Rio de Janeiro), por 2 x 1, em jogo movimentado que agradou ao público presente ao Estádio Israel Pinheiro.
(*) Em 1941, a Federação Metropolitana de Futebol se viu na contingência de agrupar num só departamento os clubes amadores do Rio de Janeiro. Anteriormente se agrupavam na Federação Atlética Suburbana, que funcionou de 1936 a 1942. Entre 1943 e 1948, eles participavam das segunda e terceira categorias da Federação Metropolitana de Futebol. Em 1949 foram agrupados no Departamento Autônomo. A partir da fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, o D.A. foi renomeado para Departamento de Futebol Amador da Capital, e desde 2009, para Campeonato Amador da Capital.
Nos primeiros quarenta e cinco minutos de jogo, a seleção carioca apresentou um futebol melhor do que a equipe brasiliense.

O Guará, com Sabará e Maia armando as ações, tendo o vento desfavorável, não conseguiu completar com êxito as jogadas.
Por sua vez, a equipe carioca, jogando mais a base de deslocamentos de seus atacantes e confiando o trabalho de meio campo a Lulu e Jaci, trabalhou mais à vontade. O seu ataque criou situações delicadas para a meta de Laerte, concluídas sem atingir o objetivo.
O primeiro tempo apresentou lances eletrizantes, tendo sido desperdiçado um pênalti, mal cobrado por Maia.
No segundo tempo, logo aos três minutos, o zagueiro central Tostão cometeu falta em Paulinho. Jaci bateu magistralmente, colocando a bola no canto esquerdo de Laerte, assinalando o primeiro gol carioca.
Esse gol fez crescer os pupilos de Juvenal e o que se viu foi a melhoria de produção do quadro do Guará, com Sabará e Maia coordenando bem melhor as ações no meio do campo. Aos 13 minutos, após driblar seguidamente o médio Osmário, Sabará atirou de fora da área, marcando o gol de empate e o mais bonito da tarde.
Severo, após receber excelente passe de Maia, marcou o gol da vitória brasiliense aos 18 minutos da etapa complementar.
Tostão e Paulinho foram expulsos.
As equipes formaram assim:
GUARÁ: Laerte, Pedrinho (Camilo) e Tostão; Sabará, Bimba e Clemente; Tanga (Carlinhos), Severo, Maia, Fernandinho (Paulo Reis) e Luisinho. Técnico: Juvenal.
SELEÇÃO DO DEPARTAMENTO AUTÔNOMO: Albino (Waldir), Alemão e Jomery; Lulu, Osmário e Bilaco; Neném, Guina, Paulinho, Jaci e Baduca (Zezinho).
O árbitro da partida foi José Pereira Junior, do Rio de Janeiro.

No mesmo dia foram disputados quatro jogos amistosos: Consispa 5 x 3 Alvorada, Rabello 3 x 1 Planalto, Nacional 2 x 1 Pederneiras e Grêmio 1 x 1 Edilson Mota.



terça-feira, 16 de junho de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: o primeiro clássico Atlético Mineiro x Cruzeiro fora de Minas Gerais - 1960






Como parte dos festejos de inauguração da TV Nacional de Brasília, o grande clássico do futebol mineiro, Atlético x Cruzeiro, foi disputado pela primeira vez fora do Estado no dia 16 de junho de 1960. A promoção foi de Adelchi Ziller, muito amigo de Juscelino Kubitscheck e que dias depois tomaria posse como Presidente da Federação Desportiva de Brasília. Estiveram presentes as seguintes autoridades: Senador Cunha Melo, Prefeito Israel Pinheiro, João Havelange, Geraldo Starling, Canor Simões e Geraldo Carneiro.
Além dessa festa, o amistoso também serviu para que Cruzeiro e Atlético Mineiro reatassem as relações esportivas.
Numa tarde de quinta-feira, às 15:30 horas, teve início o jogo no Estádio Israel Pinheiro, que era de propriedade do C. R. Guará.
Logo aos três minutos de jogo, Colete inaugurou o marcador em favor do Atlético Mineiro. Não demorou para Emerson empatar para o Cruzeiro, quatro minutos depois. O resultado de 1 x 1 permaneceu até o final do 1º tempo.
No segundo tempo, aos cinco minutos, Dirceu virou para o Cruzeiro: 2 x 1. Quando faltava um minuto para terminar o jogo, Beto Pretti cobrou um escanteio e a bola entrou direto no gol defendido pelo goleiro Rossi: gol olímpico. Resultado final: empate em 2 x 2.
Árbitro e auxiliares foram da Federação Mineira de Futebol: João Miguel Andere, auxiliado por Alcebíades Dias e Afonso Ricaldoni. A renda alcançou os Cr$ 110.000,00, para um público de 1.100 pagantes.
As duas equipes formaram assim:
CRUZEIRO: Rossi, Benito e Pireco; Massinha, Amauri e Cléver; Raimundinho, Tomazinho (Nelsinho), Dirceu, Emerson e Hilton Oliveira (Iranildo). Técnico: Niginho.
ATLÉTICO MINEIRO: Adelmar, Bueno e Sálvio; William, Ilton Chaves e Marcelino; Luiz Carlos, Eduardo, Celinho, Colete e Dominguinhos (Beto Pretti). Técnico: Yustrich.

NOTA:
Depois desse jogo, Beto Pretti foi contratado pela equipe da Construtora Ribeiro. Era dentista formado e fez uma bela carreira de jogador de futebol em Brasília.

Na preliminar, Guará 4 x 0 Defelê, com três gols de Íris e um de Fernandinho.
O Guará atuou com Redola, Pedrinho, Tostão e Clemente; Amálio e Múcio; Luizinho, Severo (Íris), Fernandinho (Carlos), Eluff e Maia.
O Defelê formou com Paulinho, Zé Carlos, Macedo e Samuel; Wander e Vítor; Ramiro, Pedersoli, Édson Galdino, Ely e Otávio.
O árbitro foi Horácio Teixeira Ramos.




quarta-feira, 13 de maio de 2026

FORMAÇÕES: Ribeiro F. C. - 1960


Formação do Ribeiro, time da construtora Ribeiro, que disputou o 1º jogo de futebol após a inauguração de Brasília, contra o Guará, no dia 1º de maio de 1960: vitória do Guará por 3 x 2.
Na foto estão, da esquerda para a direita, em pé: Cássio, Roberto, Lalá, Hélvio, Orlando I e Japonês; agachados: Zé Luís, Atílio, Nilo, Marianelli e Paulinho.
O uniforme era alvi-celeste.





sexta-feira, 8 de maio de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: atividades do dia 8 de maio de 1960


O Guará era o clube de maior atividade em Brasília. Constantemente estava realizando amistosos ou visitando outras cidades.
No dia 8 de maio de 1960, o Guará disputou um amistoso contra o Nacional, tendo como destaque para esse jogo o veterano craque Luís Maia, ex-defensor da seleção brasileira de amadores, considerado um dos melhores meias de Brasília, que voltou a treinar depois de alguns meses.
Além dele, estrearia Cirineu Gonzaga, o Cisquinho. Este, depois de 12 anos no futebol goiano, se transferiu para o Guará.
Além deles, teria de volta o atacante Íris, que havia se afastado dos treinamentos por motivo de deveres como aluno do curso ginasial.
A ficha técnica desse jogo foi:

GUARÁ 3 x 2 NACIONAL
Data: 8 de maio de 1960
Local: Israel Pinheiro (campo do Guará)
Árbitro: Milton Rocha.
Gols: no 1º tempo, Luís Maia marcou para o Guará; no 2º, Moisés e Joãozinho marcaram os gols da virada do Nacional; Luís Maia voltou a marcar, empatando o jogo. Luizinho assinalou o gol da vitória do Guará.
GUARÁ: Bosco (Redola), Cléver e Múcio; Luizinho, Tostão e Homero; Cisquinho (Tôco), Fernandinho (Íris), Mário e Luís Maia (Eluff). Treinador: Augusto da Costa.
NACIONAL: Sebastião, Hélio, Tião e Macedo; Sebastião II, Índio e Djalma; Joãozinho, Moisés, Preto e Tiãozinho.

Também nesse dia foi noticiado que continuava acéfala a Federação Desportiva de Brasília, com a renúncia e afastamento de Rodrigo Albergaria, o primeiro presidente da entidade.
Somente o Departamento de Futebol teve funcionamento normal até o término do campeonato. Adelchi Ziller era o nome mais indicado para ocupar a presidência da entidade.
Três reuniões já tinham sido realizadas e não acusaram número legal para decisão (faltava quorum).



sábado, 14 de março de 2026

A PRIMEIRA EQUIPE DO ESTADO DO RIO A JOGAR EM BRASÍLIA


A fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro só viria a acontecer a partir de 15 de março de 1975.
Bem antes disso, no ano de 1960, o Canto do Rio, de Niterói, fez uma breve visita a Brasília, tornando-se a primeira equipe fluminense a jogar na nova Capital Federal.
Apesar de disputar o campeonato da Primeira Divisão da Guanabara, o Canto do Rio era do Estado do Rio de Janeiro.
O clube de Niterói vinha de uma excursão de mais de 30 dias por cidades de Minas Gerais e Goiás. Depois de Brasília, ainda iria jogar em Anápolis, Pires do Rio e encerraria a excursão no dia 12 de junho.
Trouxe uma delegação de 21 jogadores: Ari Jório, Luciano, Oswaldo, Jair, Nésio, Floriano, Célio, Bira I, Amaro, Ferreira, Jairo, Veludo, David, Cica, Oswaldo II, Pedrão, Pereira, Orlando, Uriel, Jorge e Bira II.
Sua estréia aconteceu no dia 28 de maio de 1960, no campo do Planalto. Resultado final: Canto do Rio 2 x 0 Planalto, gols de Bira, aos 16 minutos e Célio, aos 24. Elias Severino foi o árbitro e a renda alcançou Cr$ 27.500,00.
O Planalto formou com Issinha, Ferreira e Amauri; Volney, Jales e Louro; Ribamar, Pedrinho, Edson, Itiberê e Moreira (Prego).
Canto do Rio: Ari, Luciano e Osvaldo; Jair, Nésio e Floriano; Célio, Bira, Amaro, David e Jairo. Técnico: Antônio Ferreira, o Antoninho.
No dia seguinte, 29 de maio de 1960, no campo do Guará, o Canto do Rio voltou a enfrentar outra equipe de Brasília. Desta vez, o Grêmio Brasiliense. Novamente o Canto do Rio venceu, pelo marcador de 3 x 1. Os gols foram marcados nesta ordem: Célio, 14; Ferreira, 19; Nobre (Grêmio), 51 e Bira, 85.
Este foi o primeiro jogo do Grêmio depois que conquistou o título de 1959. Formou com Osvaldo (Ivan), Pedersoli, Hugo e Ralf; Alemão e Ferreira; Edson Galdino, Braz, Nobre, Sabará e Roberto (Mauro).
O Canto do Rio jogou com quase a mesma equipe do jogo anterior, apenas com uma substituição: Ferreira no lugar de David.


quinta-feira, 12 de março de 2026

OS CLUBES DO DF: Sobradinho E. C. (1960)


Obs: Esse Sobradinho Esporte Clube nada tem a ver com o atual Sobradinho Esporte Clube (criado em 1975).

O primeiro Sobradinho Esporte Clube foi fundado em 10 de março de 1960.
Sua praça de esportes tinha o nome de “Praça de Esportes Doutor Geraldo Carneiro” e seu estádio “Estádio Henrique Teixeira Tamm”.
Tinha como cores oficiais o amarelo ouro, o branco, o azul-celeste, o azul pavão, o verde e o vermelho.
O uniforme tinha a camisa de cor amarelo-ouro com golas e punhos brancos, a numeração de cor azul-pavão e fundo branco e o calção branco com listras amarelo-ouro e azul-pavão.
Seu escudo acompanhava as linhas das pilastras do Palácio da Alvorada tendo um “S” ao centro, uma bola contendo as iniciais “E” e “C” e em baixo uma corrente olímpica com cinco elos.
Em 16 de março de 1960 foram aprovados os estatutos e escolhida a primeira diretoria do Sobradinho, que ficou assim constituída: Presidente de Honra - Henrique Teixeira Tamm; Vice-Presidente de Honra - Heitor Ippolite; Presidente - Raimundo Rodrigues Chaves; Vice-Presidente - José Murillo Macedo Bicalho; Secretário - Moacir Severino Carlos; Tesoureiro - José Fernandes de Araújo; Diretor Jurídico - Nilton Antunes de Oliveira; Diretor de Futebol - Geraldo Vieira de Rezende; Diretor Técnico - Geraldo Araújo; Diretor Social - José Alves de Araújo; Diretor dos Desportos Amadores - Geraldo Magela Madureira Ribeiro e Diretor de Relações Públicas - Sérgio Dias.
Em 16 de agosto de 1960 aconteceu a Assembleia Geral da Federação Desportiva de Brasília que aprovou os estatutos do Sobradinho e concedeu-lhe inscrição para participar do campeonato de futebol de 1960.
A primeira participação do Sobradinho em uma campetição oficial da FDB aconteceu em 4 de setembro de 1960, o Torneio Início, que contou com a participação de 16 clubes e teve seus jogos realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
No quarto jogo do dia, o Sobradinho venceu o Real por 1 x 0. Pateta, contra, marcou o único tento do jogo. Formou o Sobradinho com Ivan, Carrasco, Pedrinho e Braga; Passos e Valmir; Rodrigues, Gaguinho, Ramos, Armando e Signoreti.
Após esse resultado, voltou a tomar parte do torneio no 10º jogo, quando foi derrotado pelo Planalto por 1 x 0, gol marcado por Edson Galba, cobrando pênalti. A única alteração em relação ao primeiro jogo foi Zinho no lugar de Rodrigues.
Dez dias depois, 14 de setembro de 1960, a FDB decidiria que, em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), faria um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
O Sobradinho ficou no Grupo A, com jogos no campo do Guará, juntamente com Edilson Mota, Guará e Industrial.
Fazendo a preliminar de Guará x Edilson Mota, o Sobradinho estreou no dia 18 de setembro de 1960, goleando o Industrial por 4 x 0, com três gols de Zinho e um de Armando. Formou o Sobradinho com Ivan, Pedro, Carrasco e Passos; Eurico e Valmir; Gilvan, Geraldo, Armando, Gaguinho e Zinho.
O segundo jogo do Sobradinho, no dia 25 de setembro de 1960, foi um desastre. Diante do Edilson Mota, sofreu uma tremenda goleada de 11 x 0. No 1º tempo já perdia por 4 x 0. No segundo, além de tomar mais sete gols, perdeu seu jogador Carrasco, do Sobradinho, que sofreu forte pancada na perna direita, sendo removido para o hospital com suspeita de fratura.
Em seu último jogo, diante do Guará, no dia 9 de outubro de 1960, sofreu outra goleada (6 x 0) e perdeu a oportunidade de disputar o campeonato da Primeira Divisão.
Quando já estavam definidos os oito integrantes da Primeira Divisão, eis que um deles, o Edilson Mota, desistiu de disputá-la. 
Para preencher essa vaga, a FDB promoveu um torneio eliminatório entre os clubes da Segunda Divisão. O Sobradinho enfrentou o Alvorada. No primeiro jogo, em 30 de outubro de 1960, empate em 1 x 1. Com esse resultado, fez-se necessária a realização de outra partida, que aconteceu no dia 6 de novembro de 1960, com a vitória do Alvorada sobre o Sobradinho, por 2 x 1.
Não conseguindo classificação para a Primeira Divisão, disputou então o campeonato da Segunda Divisão, com mais cinco equipes.
Após uma campanha invicta (cinco jogos, quatro vitórias e um empate), o Sobradinho sagrou-se campeão.
Conforme o regulamento da época, o campeão da Segunda Divisão deveria enfrentar o último colocado da Primeira (Pederneiras), para ver quem integraria o campeonato da Primeira Divisão em 1961.
A melhor-de-três entre Pederneiras e Sobradinho somente aconteceu em fevereiro de 1961. No dia 5, o Sobradinho goleou por 3 x 0, gols de Fabrício, Zinho e Carneiro. Jogou o Sobradinho com Heitor, Passos, Irques e Carrasco; Carneiro e Dalmo; Paulo, Danton, Zinho, Pirapora e Fabrício.
Para a segunda partida, prevista para o dia 19, o Pederneiras não compareceu. A FDB deu os pontos ao Sobradinho, classificou o mesmo para a Primeira Divisão em 1961 e rebaixou o Pederneiras para a Segunda.
Nos meses de fevereiro e março de 1961, o Sobradinho tomou parte do Torneio “Prefeito Paulo de Tarso”, que reuniu os cinco primeiros colocados da Primeira Divisão de 1960 e mais o Sobradinho, como campeão da Segunda. Ficou na última colocação, após perder os cinco jogos que disputou, marcando apenas sete gols e sofrendo dezenove.
Isso era um prenúncio do vexame que estava para acontecer!
Em seu primeiro jogo, no dia 16 de julho de 1961, foi goleado pelo Guará, por 5 x 1, formando com Ivan, Wilson, Maneco e Pedrinho (Danton); Raulino e Valmir; Zé Paulino, Ceará, Léo, Rocha e Pelé (autor do gol).
Uma semana depois, 23 de julho de 1961, sofreu uma grande goleada diante do Alvorada, por 9 x 1.
No terceiro jogo, no dia 30 de julho de 1961, contra o Rabello, a goleada foi ainda maior: 12 x 0.
Voltou a sofrer outra goleada de 9 x 1 frente ao Planalto, no dia 13 de agosto de 1961. 
Logo depois desse jogo, o Sobradinho solicitou à Federação Desportiva de Brasília para não disputar os jogos restantes, em virtude da grave crise financeira que atravessava.
Não voltou mais a disputar jogos oficiais.
Em 21 de março de 1962, o Sobradinho Esporte Clube encaminhou ofício solicitando dispensa do campeonato de futebol de 1962.
Na Assembleia Geral que aprovou a implantação do profissionalismo no futebol do Distrito Federal, em 08.11.1963, também foi decidida a desfiliação do Sobradinho Esporte Clube.





domingo, 18 de janeiro de 2026

A PRIMEIRA VEZ A GENTE NÃO ESQUECE: Os primeiros jogos amistosos do Defelê - 1960


Não encontramos o resultado final do provável primeiro jogo do Defelê, realizado no dia 8 de maio de 1960. Os jornais da época disseram, simplesmente, que o jogo acabou empatado diante da Associação Esportiva Taguatinga. Esse mesmo adversário enfrentou o Defelê uma semana depois, no dia 15 de maio de 1960. No campo do Grêmio, o Defelê conseguiu a primeira vitória de sua história, pelo placar de 2 x 0. Ramiro marcou no primeiro tempo e Pelé no 2º. O Defelê venceu com Anésio, Zé do Ó e Zé Carlos; Piauí, Antônio e Samuel Silva; Ramiro, Ely, Roberto, Wander Abdalla e Pelé. Esse jogo marcou a estreia do zagueiro Zé Carlos, que veio do Bangu (RJ).

No dia 22 de maio de 1960 o time jogou amistosamente contra um selecionado da cidade de Luziânia. O jogo foi marcado por incidentes e invasões de campo por parte da assistência.
O resultado final foi um empate em 1 x 1. Jogou o Defelê com Paulinho, Samuel, Macedo e Anésio; Wander e Antônio; Ramiro, Lacir, Ely, Edson e Pelé.

No dia 5 de junho de 1960, o Defelê empatou com a equipe do Planalto, jogo que terminou em pancadaria generalizada, no Estádio Duílio Costa. No 1º tempo o Planalto terminou na frente em 2 x 1. Os gols do Defelê foram marcados por Octávio, o do empate aos 2 minutos, do 2º tempo. O tumulto começou aos 20 minutos do segundo tempo, quando o jogador Jales agrediu Ely, tendo a ajuda de outros companheiros, provocando a intervenção do elenco do Defelê e da torcida. Muitos saíram feridos. Os bandeirinhas tiveram que se defender com seus instrumentos de trabalho e o árbitro Dirceu Basílio, sem a segurança policial, decidiu pôr fim à partida.
O Defelê esteve em campo com Carlos Magno, Macedo e Zé Carlos; Samuel Silva, Wander e Anésio; Ramiro (Jucão), Ely, Lacir Pedersoli, Édson Galdino e Octávio.

Desfalcado de três bons elementos (Édson Galdino, Ely e Zé Carlos), o Defelê disputou no dia 19 de junho de 1960 um amistoso em Jaraguá (GO), cidade natal de Ciro Machado do Espírito Santo. O clube brasiliense venceu por 2 x 1. No 1º tempo, Picolé marcou para o Defelê. No início do 2º, o Jaraguá empatou. Pedersoli marcou o gol da vitória do Defelê. Atuou o Defelê com Isaac, Samuel, Macedo e Vítor; Wander e Picolé; Ramiro, Edson II, Pedrosa, Pedersoli e Otávio. Técnico: Edson Galdino.

No dia 22 de junho aconteceu o já citado jogo na preliminar de Atlético Mineiro x Cruzeiro, que acabou com a derrota do Defelê, por 4 x 0, diante do Guará.
Na revanche, no dia 3 de julho de 1960, nova derrota do Defelê, desta vez por 2 x 1.Ely, de pênalti, marcou para o Defelê, que atuou com Anésio, Samuel, Macedo e Vítor; Wander e Euclides; Ramiro, Gino (Juca), Ely, Itiberê e Otávio.

No amistoso realizado no dia 17 de julho de 1960, o Defelê venceu o Industrial, por 3 x 1. Na preliminar, a equipe de aspirantes derrotou o Walmap (do Banco Nacional de Minas Gerais) por 2 x 0.

Na semana seguinte, 24 de julho de 1960, o Defelê realizou mais um amistoso, dessa vez contra o M. M. Quadros e venceu por 3 x 1.

Ramiro, Zé Paulo e Ely
O terceiro amistoso contra o Guará, tido pela imprensa e torcedores como o grande favorito para a conquista do campeonato de 1960, foi realizado no dia 14 de agosto de 1960. Depois de estar perdendo por 2 x 0, o Defelê foi buscar o empate no segundo tempo, com gols de Ely, cobrando pênalti, e Vicente. Jogaram pelo Defelê: Anésio (Carlito), Samuel Silva, Euclides e Gavião; Wander Abdalla e Zé Paulo; Ramiro, Gino (Vicente), Adjalme (Picolé), Ely e Otávio (Gilberto).
O curioso é que Defelê e Guará foram punidos pela Federação Desportiva de Brasília por terem jogado sem autorização da entidade, fato que configurou um problema de indisciplina e descumprimento da lei.

No dia 31 de agosto de 1960, no Estádio Israel Pinheiro, o Defelê empatou em 1 x 1 com a clube da Câmara dos Deputados (mais tarde, Guanabara), jogo marcado pela violência que levou à suspensão do duelo, aos 15 minutos, do 2º tempo, quando um dos jogadores do Defelê saiu com um braço quebrado e outros com ferimentos na cabeça.
A origem da confusão teria sido um chute dado pelo jogador Victor Grillo, do Defelê, num adversário, o que levou a torcida adversária a invadir o campo e fraturar o braço do jogador.

Matil
O Defelê foi até Planaltina enfrentar a seleção local no dia 7 de setembro de 1960. No jogo entre as equipes principais, o Defelê goleou por 6 x 0, com os gols sendo assinalados nesta ordem: 1º tempo – Ramiro, Gino, Gino e Ramiro; 2º tempo – Ceará, duas vezes. O Defelê formou com Anésio, Samuel, Macedo e Gavião; Euclides (Antônio) e Zé Paulo; Ramiro, Gino, Octávio, Wander e Gilberto.

No dia 16 de outubro de 1960, o time realizou um amistoso no campo do Grêmio. Atuando com Matil, Samuel, Macedo e Gavião; Wander (Euclides) e Loureiro; Ramiro, Dionísio, Ceará (Doca), Fino e Octávio, o Defelê foi surpreendido pelo Real, perdendo o jogo por 1 x 0.



quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: quinta rodada do Campeonato Brasiliense de 1960




GUARÁ 0 x 0 GRÊMIO
Data: 08.01.1961
Local: Israel Pinheiro
Árbitro: Jorge Cardoso
GUARÁ: Édson, Camilo, Marianelli e Clemente; Valter e Bimba; Sabará, Severo, Carlinhos, Walter Moreira e Luizinho.
GRÊMIO: Otaziano, Juba, Pedersoli e Ferreira; Edson Galdino e Geraldo; Roberto, Reinaldo, Wellington, Tico (Baiano) e Djalma. Técnico: Aurélio Costa Neto.

DEFELÊ 3 x 2 PLANALTO
Data: 08.01.1961
Local: Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: Horácio Teixeira Ramos
Renda: CR$ 16.000,00
Gols: Ely, 19; Alemão, 44; Raimundinho, 52; Gesil, 54 e Ramiro, 56
DEFELÊ: Anésio (Matil), Euclides, Osvaldo e Zé Paulo; Pedrinho e Loureiro; Ramiro, Ely, Vitinho, Fino e Raimundinho.
PLANALTO: Raspinha, Hudson e Edson Galba; Moreira, Nilo e Pernambuco; Ferrete, Leônidas, Gesil, Pedrinho e Alemão. Técnico: Rui Santos.

ALVORADA 3 x 2 NACIONAL
Data: 08.01.1961
Local: Paulo Linhares
Árbitro: Moacir Siqueira
Gols: Bolacha, Dondão e Carioca para o Alvorada e Dario e Gilson para o Nacional.

RABELLO WO x 0 PEDERNEIRAS
Data: 08.01.1961
Local: Duílio Costa
Árbitro: Lourandyr de Castro Gomes
Obs.: a equipe do Pederneiras não compareceu.




segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

OS CLUBES DO DF: A. E. CARIOCA


Depois que Brasília passou a ser Capital do Brasil, em 1960, muitos órgãos foram transferidos dos seus Estados de origem.
Isso também aconteceu com o Tribunal Federal de Recursos, que tinha sede no Rio de Janeiro, e foi um dos órgãos máximos do Poder Judiciário do Brasil, e hoje é o Superior Tribunal de Justiça. A ata da sessão de instalação do órgão em Brasília é de 22 de abril de 1960.
Pouco tempo depois, mais precisamente em 10 de agosto de 1960, funcionários do Tribunal criaram uma associação esportiva que tinha como finalidade proporcionar divertimento ao pessoal do órgão e mantida através do pagamento de mensalidades descontadas nas folhas de pagamento dos seus funcionários.
Passaram-se os anos e em 1º de julho de 1965, alguns desses funcionários reuniram-se no apartamento nº 302 do Bloco 4 da Super Quadra Sul 106 para fundar uma sociedade civil esportiva, cultural e cívica. Surgiu, assim, a Associação Esportiva Carioca.
Com forte influência de torcedores do Flamengo, o uniforme foi assim composto: camisa vermelha com golas e mangas pretas, calção preto e meias vermelhas.
A primeira diretoria da A. E. Carioca foi assim constituída: Presidente – Antônio Villela; Vice-Presidente – Aderbal Silva; Secretário Geral – Jorge Manoel Martins Ferreira; Tesoureiro Geral – Jorge de Carvalho; Diretor de Esportes – Clarindo Custódio Flauzina; Diretor Social e Cultural – Sérgio Luiz Mydosi May e Diretor de Patrimônio – Waldemar Siqueira Domingues.
Também foram eleitos os membros do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal.
Quando se filiou a Federação Desportiva de Brasília, o Carioca preferiu fazer parte do quadro de clubes do Departamento Autônomo. Na época ainda existiam os departamentos de profissionais e de amadores.
Sua primeira participação em uma competição promovida pela Federação foi o Torneio Início do Departamento Autônomo, disputado em 5 de junho de 1966, e do qual participaram 18 equipes.
Para surpresa de muitos, o Carioca conquistou o título de campeão. No primeiro jogo, venceu o D. A. E. por 1 x 0. Nos pênaltis (3 x 2), passou pelo Vila no segundo jogo. No terceiro, derrotou a A. D. Taguatinga, por 2 x 1. Nas semifinais e final enfrentou dois dos mais poderosos clubes do futebol amador de Taguatinga, Flamengo e Brasília, vencendo a ambos por 1 x 0.
Já no Campeonato do Departamento Autônomo de 1966 não obteve o mesmo êxito. A competição foi dividida em seções (Taguatinga, Gama, Sobradinho e Plano Piloto). Nesta última, onde estava o Carioca, apontou como classificados para a fase final o CSU (clube da Universidade de Brasília) e a AEB – Associação dos Economiários de Brasília.
Permaneceu no Departamento Autônomo até o dia 10 de março de 1969, quando a Federação Desportiva de Brasília realizou uma Assembléia Geral Extraordinária com o objetivo de instituir a “Taça Brasília”, evento oficial da qual tomaram parte 24 clubes filiados, quer profissionais, amadores ou componentes do Departamento Autônomo, todos em igualdade de condições, havendo partidas de amadores com profissionais. Esses clubes foram divididos em dois grupos.
A estréia do Carioca foi no dia 20 de abril de 1969, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, com um grande resultado: empate em 1 x 1 com o Grêmio (que viria a se tornar vice-campeão neste ano).
Na classificação final do Grupo A, o Carioca ficou em sétimo lugar, com a seguinte campanha: 10 jogos, 2 vitórias, 5 empates e 3 derrotas; 15 gols a favor e 16 contra.
O torneio foi em dois turnos, sendo que do segundo só participariam os seis primeiros colocados de cada grupo.
Apesar de obter a classificação para o turno final, o Guará, sexto colocado, solicitou o seu afastamento da competição; o Carioca foi incluído em seu lugar, por ser o clube imediatamente classificado na fase inicial.
Na Fase Final, o Carioca ficou com a décima e antepenúltima posição, somente à frente do Setor Automobilístico e da A. D. Taguatinga.
Nos 11 jogos que disputou, obteve apenas três vitórias (mais dois empates e seis derrotas). Marcou 13 gols e sofreu 22.
Alguns jogadores que defenderam o Carioca em 1969: Goleiro: Walter; Defensores: Paulo, Botija, Zezé, Jair, Moisés, Tulu e Quati; Atacantes: Calora, Wilson, Walter, Nico, Bonfim, Gisélio, Neluir, Arthur, Eraldo e Elói.
No ano de 1970, tomou parte do Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira”, ficando na sexta colocação entre oito clubes.
Logo depois, tomou parte do Campeonato Brasiliense de 1970, disputado por dez equipes. Ficou em 9º lugar e não obteve classificação para o turno final (com os seis primeiros colocados).
Em 1971, chegou a participar do Torneio “Governador do Distrito Federal”, juntamente com mais dez equipes. O torneio foi marcado por muitos WO pois muitos clubes estavam irregulares (débito com a Tesouraria da FDB) e suspensos de suas obrigações.
Ficou na quarta colocação, com 13 pontos ganhos (seis vitórias, um empate e três derrotas).
No dia 21 de junho de 1971, encaminhou ofício para a Federação solicitando seis meses de licença e dispensa da disputa do campeonato oficial de 1971.
No dia 29 de fevereiro de 1972, realizou uma nova Assembléia para escolher sua nova diretoria, assim constituída: Presidente - Oswaldo Marcondes; Vice-Presidente - Aderbal Silva; 1º Secretário - Jorge Manoel Martins Ferreira; 2º Secretário - Antônio de Assis Laus;
Diretor de Esportes - Clarindo Custódio Flauzina e Diretor Social e Cultural - Sérgio Luiz Mydosi May.
Voltou a disputar uma competição oficial neste mesmo ano de 1972. No dia 20 de agosto de 1972 reestreou no campeonato brasiliense perdendo de 2 x 0 para o Grêmio.
Foi o último colocado dos sete clubes que disputaram o 1º turno, com apenas um ponto ganho.
No segundo turno, ficou com a quinta colocação, o que não o impediu de ficar em último lugar na classificação final do campeonato, vencido pela A. A. Serviço Gráfico.
Defenderam o Carioca nesse ano: Goleiros - Rezende e João Batista; Defensores - Carlinhos, Xavier, Maurício, Zezão, Clarindo e Edson; Atacantes - Baltazar, Jonas, Baiano, Joãozinho, Ivan, Cláudio, Chenco, Newton, Raimundo e Dimas.
Dez clubes disputaram o campeonato brasiliense de 1973 e o Carioca ficou em oitavo lugar no primeiro turno.
Antes do encerramento do segundo turno, o Carioca solicitou desfiliação, perdendo o restante de seus jogos por WO (1 x 0).
O último jogo de sua história foi no dia 16 de dezembro de 1973, no Estádio Pelezão, com derrota de 3 x 0 para o Unidos de Sobradinho.
Alguns dos últimos jogadores a vestirem a camisa do Carioca foram: Goleiros - Telles, Jaime e Chico; Defensores - Arlindo, Bartolomeu, Maurão, Maurílio, Carlinhos, Clarindinho e Raimundo; Atacantes - Chenco, Gordo, Raimundinho, Ari, Berto, João, Peba, Divino e Néviton. Técnico: Clarindo Custódio.
No dia 21 de fevereiro de 1974 foi homologada, por unanimidade, a decisão da Diretoria da Federação Metropolitana de Futebol em desfiliar a Associação Esportiva Carioca, em razão do não cumprimento de obrigações deste clube junto à entidade. A representação do TFR deixou de comparecer a vários compromissos, o que, de acordo com os estatutos da FMF implicava na desfiliação da agremiação infratora.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: segunda rodada do Campeonato Brasiliense de 1960


DEFELÊ 8 x 0 PEDERNEIRAS
Data: 04.12.1960
Local: Vasco Viana de Andrade
Árbitro: Moacir Siqueira
Renda: CR$ 5.500,00
Gols: 1º Tempo – Ely (2) e Raimundinho; 2º Tempo – Ely (2), Vitinho (2) e Raimundinho
DEFELÊ: Matil, Zé Paulo, Euclides e Gavião; Pedrinho e Loureiro (Osvaldo); Ramiro, Vitinho, Ely, Fino e Raimundinho.
PEDERNEIRAS: Capixaba, Alcides, Nogueira e Odilon; Marimbondo e Baianinho; Murilo, Wilson, Cri-Cri, Cotia e Cidinho. Técnico: Pernambuco.

PLANALTO 3 x 2 GUARÁ
Data: 04.12.1960
Local: Duílio Costa
Árbitro: Alex Alves Maia
Expulsão: Remis
Gols: Fernandinho, 9; Eluff, 19; Cardoso, 25; Pedrinho, 30 e Gesil, 37
PLANALTO: Raspinha, Hudson, Édson Galba e Rhodios; Nilo e Leônidas; Viola, Pedrinho, Gesil, Cardoso e Alemão. Técnico: Alfredo De Lucca.
GUARÁ: Édson, Clemente, Tostão e Enes; Remis e Bimba; Sabará, Severo, Fernandinho, Eluff e Carlinhos.

GRÊMIO 4 x 1 NACIONAL
Data: 04.12.1960
Local: Israel Pinheiro
Árbitro: Jorge Cardoso
Renda: CR$ 3.500,00
Gols: 1º Tempo – Reinaldo, Djalma e Tico para o Grêmio. 2º Tempo – Reinaldo para o Grêmio e Zezito para o Nacional
GRÊMIO: Otaziano, Juba, Pedersoli e Alemão; Ferreira e Joãozinho; Ari, Tico, Wellington, Reinaldo e Djalma. Técnico: Otaziano.
NACIONAL: Roberto, Aldovandro, Valmir e Pedrão; Chesman e Hermínio; Fuso, Jair, Zezito, Saldanha e Ceará.

RABELLO 6 x 0 ALVORADA
Data: 04.12.1960
Local: Paulo Linhares
Árbitro: Joventino Antônio de Oliveira
Expulsões: Nilo, do Rabello, e Tatão e Lindcelso, do Alvorada.
Gols: Baianinho e Nilo no 1º tempo; Joãozinho, duas vezes, Baianinho e Nilo no 2º.
RABELLO: Gaguinho, Remo, Leocádio e Nozinho; Cazuza e Alberto; Zé Paulo, Calado, Baianinho, Nilo e Joãozinho.
ALVORADA: Antônio Silva, Tatão, Jurandir e Zózimo; Wilmond e Amador; Hélio, Lindcelso, Erivan, Irques e Zeca.


quinta-feira, 4 de setembro de 2025

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: o Torneio Início de 1960




No dia 4 de setembro de 1960 aconteceu a primeira competição organizada pela Federação Desportiva de Brasília, o Torneio Início, que levou o nome de Taça "Governador Roberto Silveira".
Solicitaram inscrição 16 clubes: Associação Atlética Guanabara, Associação Esportiva Edilson Mota, Brasil Central Atlético Clube, Central Clube Nacional, Clube de Futebol e Regatas Alvorada, Clube de Regatas Guará, Consispa Esporte Clube, Defelê Futebol Clube, Esporte Clube Industrial, Esporte Clube Planalto, Esporte Clube Real de Brasília, Expansão Esporte Clube, Grêmio Esportivo Brasiliense, Pederneiras Esporte Clube, Rabello Futebol Clube e Sobradinho Esporte Clube.

Os jogos foram realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará. A imprensa escrita e falada foi incansável no apoio à primeira competição oficial da FDB.
Conforme previa o regulamento, os jogos foram realizados em dois tempos de dez minutos cada, sem intervalo. No caso de empate, haveria a decisão por pênaltis, três para cada equipe, na primeira série. O jogo final foi em dois tempos de 30 minutos cada, com intervalo de dez minutos. Apresentaram os seguintes resultados:

1º jogo: Defelê 0 x 0 Guanabara
Na decisão por pênaltis, vitória do Guanabara por 3 x 2
Os quadros formaram assim:
Guanabara: Braga, Emídio e Reinaldo; Roberto, Farneze e Isaías; Nelício, Paulo, Walfredo, José e Antônio.
Defelê: Leal, Euclides e Samuel; Élcio, Wander e Zé Paulo; Ramiro, Edson, Picolé, Ely e Gilberto.

2º jogo: Grêmio 0 x 0 Expansão
Na decisão por pênaltis, vitória do Expansão
Expansão: Agnaldo, Alvassy e Dalton, Antônio, Amaral e Joaquim; Santos, Ronei, Marreco, Heleno e Hélio.
Grêmio: Ivan, Amauri e Zé Olindo; Pedersoli, Geraldão e Orlando; Turquinho, Ari, Geraldo, Ferreira e Moacir.

3º jogo: Planalto 1 x 0 Industrial, gol de Edson Galba, cobrando pênalti
Planalto: Issinha, Ventura, Ferreira e Rhodios; Wolney e Cardoso; Ferrete, Moreira, Carlos, Edson Galba e Prego.
Industrial: Barbosa, Pernambuco e Justino; Gordinho, João Luís e Braúna; Espanhol, Otávio, João, Motorista e Lino.

4º jogo: Sobradinho 1 x 0 Real
Sobradinho: Ivan, Carrasco, Pedrinho e Braga; Passos e Valmir; Rodrigues, Gaguinho, Ramos, Armando e Segnoret.
Real: Weldas, Baganha, Walter e Hugo; Paiva e Nilson; Norberto, Silva, Valentim, Joãozinho e Hildeu.

5º jogo: Edilson Mota 1 x 0 Brasil Central, gol de Alemão
Edilson Mota: Cabeludo, Roberto e Oswaldo; Cazuza, Divino e Maia; Dario, Cardoso, Gesil, Negrão e Alemão.
Brasil Central: Rubens, Hilton e Zelão; Eurípedes, Martins e Jacinto; Goiano, Jasson, Carlos, Martins e Sabará.

6º jogo: Pederneiras 2 x 0 Nacional, gols de Gote e Marcionilo
Pederneiras: Celestino, Hélio, Nogueira e Darci; Alcides e Antônio; Gotte, Zezinho, Marcionilo, Valter e Cotia.
Nacional: Roberto, Baixinho, Coelho e Valmir; Chesman e Tarcísio; Sete, Zezito, Dilvo e Joãozinho. Obs.: o Nacional atuou somente com 10 jogadores.

7º jogo: Rabello 1 x 0 Alvorada, gol de Nilo
Rabello: Gaguinho, Leocádio e Paulo; Capixaba, Délio e Alberto; Antônio, Léo, Baianinho, Nilo e Motorzinho.
Alvorada: Carioca, Carlos e Tatão; Valnor, Dequinha e Mossoró; Zezinho, Nicolau, Dandão, Zeca e Piauí.

8º jogo: Consispa 0 x 0 Guará
Na decisão por pênaltis, vitória do Guará, por 3 x 2
Guará (jogou com dez jogadores): Redola, Aderbal, Tostão e Clemente; Boneco e Eluff; Cleli, Fernando, Carlos e Severo.
Consispa: Noel, Zózimo e Jurandir; Wilmond, Cosmo e Cláudio; Hélio, Erivan, Zé Neto, Luís e Valdomiro.

9º jogo: Guanabara 1 x 0 Expansão, gol de Walfredo
Guanabara: Braga, Raimundo e Reinaldo; Miguel, Farneze e Isaías; Nelício, Paulo, Walfredo, Artur e Agassis.
Expansão: Agnaldo, Alvassy e Dalton, Antônio, Amaral e Joaquim; Santos, Ronei, Marreco, Heleno e Hélio.

10º jogo: Planalto 1 x 0 Sobradinho, gol de Edson Galba, cobrando pênalti
Planalto: Issinha, Ventura, Ferreira e Rhodios; Wolney e Cardoso; Ferrete, Moreira, Carlos, Edson Galba e Prego.
Sobradinho: Ivan, Carrasco, Pedrinho e Braga; Passos e Valmir; Zinho, Gaguinho, Ramos, Armando e Segnoret.

11º jogo: Edilson Mota 1 x 0 Pederneiras, gol de Cardoso
Edilson Mota: Cabeludo, Roberto e Oswaldo; Cazuza, Divino e Maia; Dario, Cardoso, Gesil, Negrão e Alemão.
Pederneiras: Celestino, Hélio, Nogueira e Darci ou Darli; Alcides e Antônio; Gote, Coelho, Marcionilo, Valderez e Cotia.

12º jogo: Rabello 0 x 0 Guará
Na decisão por pênaltis, vitória do Rabello
Rabello: Gaguinho, Leocádio e Paulo; Capixaba, Délio e Alberto; Antônio, Léo, Baianinho, Nilo e Motorzinho.
Guará: Redola, Aderbal, Tostão e Clemente; Boneco e Eluff; Fernando, Carlos, Severo e Cleli. Obs.: o Guará atuou somente com 10 jogadores.

13º jogo: Planalto 1 x 0 Guanabara, gol de Carlos
Planalto: Issinha, Ventura, Ferreira e Rhodios; Wolney e Cardoso; Ferrete, Moreira, Carlos, Edson Galba e Prego.
Guanabara: Braga, Raimundo e Reinaldo; Miguel, Antônio e Isaías; Nelício, Paulo, Valfrido, Artur e Agassis.

14º jogo: Edilson Mota 0 x 0 Rabello
Na decisão por pênaltis, vitória do Rabello, por 3 x 2
Expulsão: Délio, do Rabello
Rabello: Gaguinho, Leocádio e Paulo; Capixaba, Délio e Alberto; Antônio, Léo, Baianinho, Nilo e Motorzinho.
Edilson Mota: Cabeludo, Roberto e Oswaldo; Cazuza, Divino e Maia; Dario, Cardoso, Gesil, Negrão e Alemão.

FINAL
Rabello 1 x 0 Planalto, gol de Nilo, cobrando pênalti
Rabello: Gaguinho, Leocádio e Paulo; Capixaba, Antônio e Alberto; Léo, Baianinho, Zé Carlos, Nilo e Motorzinho.
Planalto: Issinha, Ventura, Ferreira e Rhodios; Wolney e Cardoso; Ferreira, Moreira, Carlos, Édson Galba e Prego.

REGISTROS

Sete árbitros trabalharam nas partidas do torneio: Antônio Carlos Weitzel, Carlos Drumond, Vinícius Galba Capone, João Francisco de Sousa, João da Silva, Horácio Teixeira Ramos e José Francisco de Souza (Zé do Rio).

O Guará e o Nacional disputaram seus jogos com apenas dez atletas.

Segundo parecer dos técnicos que assistiram a todos os jogos do torneio, o meia-esquerda Nilo, do Rabello, foi a melhor expressão individual e técnica.



quinta-feira, 28 de agosto de 2025

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: o Guará derrota seleção do Departamento Autônomo do Rio de Janeiro - 1960


Na tarde de 28 de agosto de 1960, o Clube de Regatas Guará venceu a Seleção do Departamento Autônomo da Federação Carioca de Futebol, por 2 x 1, em jogo movimentado que agradou ao público presente ao Estádio Israel Pinheiro.
Nos primeiros quarenta e cinco minutos de jogo, a seleção carioca apresentou um futebol melhor do que a equipe brasiliense.
O Guará, com Sabará e Maia armando as ações, tendo o vento desfavorável, não conseguiu completar com êxito as jogadas.
Por sua vez, a equipe carioca, jogando mais a base de deslocamentos de seus atacantes e confiando o trabalho de meio campo a Lulu e Jaci, trabalhou mais à vontade. O seu ataque criou situações delicadas para a meta de Laerte, concluídas sem atingir o objetivo.
O primeiro tempo apresentou lances eletrizantes, tendo sido desperdiçado um pênalti, mal cobrado por Maia.
No segundo tempo, logo aos três minutos, o zagueiro central Tostão cometeu falta em Paulinho. Jaci bateu magistralmente, colocando a bola no canto esquerdo de Laerte, assinalando o primeiro gol carioca.
Esse gol fez crescer os pupilos de Juvenal e o que se viu foi a melhoria de produção do quadro do Guará, com Sabará e Maia coordenando bem melhor as ações no meio do campo. Aos 13 minutos, após driblar seguidamente o médio Osmário, Sabará atirou de fora da área, marcando o gol de empate e o mais bonito da tarde.
Severo, após receber excelente passe de Maia, marcou o gol da vitória brasiliense aos 18 minutos da etapa complementar.
Tostão e Paulinho foram expulsos.
As equipes formaram assim:
Guará - Laerte, Pedrinho (Camilo) e Tostão; Sabará, Bimba e Clemente; Tanga (Carlinhos), Severo, Maia, Fernandinho (Paulo Reis) e Luisinho. Técnico: Juvenal.
Seleção do Departamento Autônomo: Albino (Waldir), Alemão e Jomery; Lulu, Osmário e Bilaco; Nenem, Guina, Paulinho, Jaci e Baduca (Zezinho).
O árbitro da partida foi José Pereira Junior, do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 30 de julho de 2025

OS CLUBES DO DF: C. F. R. Alvorada


Em 1960, a ENACO - Engenharia, Arquitetura e Construção Ltda. era uma construtora com sede no Edifício Ceará, Projeção 8, Sala 1.105 e que tinha como Presidente Valnor de Aguiar.
Como desportista que era, Valnor criou um clube de futebol para disputar torneios contra times de outras construtoras da cidade que começava a crescer. Assim, surgiu o ENACO Esporte Clube.
Sua primeira oportunidade foi o Torneio “Danton Jobim”, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros, competição disputada por 12 empresas de construção ou ligadas a elas.
O ENACO ficou na Chave B, juntamente com Expansão, Rabello e Nacional.
Os jogos foram realizados nos dias 3, 10 e 17 de julho de 1960. No primeiro jogo, venceu o Expansão por 4 x 2. No dia 10, passou pelo Nacional, por 3 x 1. No terceiro e último jogo, apesar da derrota de 4 x 3 para o Rabello, ficou com a vaga de primeiro lugar do grupo, classificando-se para o triangular final.
Perdeu os dois jogos, para Ribeiro e Planalto, ficando com o terceiro lugar.
Com os bons resultados colhidos, Valnor de Aguiar resolveu criar, em 29 de julho de 1960, o Clube de Futebol e Regatas Alvorada, nascido da fusão dos clubes ENACO e Brasília Palace.
No mesmo dia, entregou ofício solicitando filiação à Federação Desportiva de Brasília. Valnor de Aguiar foi seu primeiro Presidente e Arisberto José Gaspar de Oliveira o representante do clube junto a FDB.
Conforme constava dos seus estatutos, as cores do clube eram vermelha, branca e preta.
A estreia do novo clube aconteceu no amistoso de 28 de agosto de 1960, com derrota para o Consispa, por 5 x 3.
Uma semana depois, em 4 de setembro de 1960, participou de sua primeira competição oficial, o Torneio Início (que levou o nome de Taça "Governador Roberto Silveira"). Além do Alvorada, solicitaram inscrição outros 15 clubes.
Os jogos foram realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
No sorteio, o Alvorada não deu muita sorte, cabendo enfrentar no sétimo jogo do dia, a forte equipe do Rabello (que viria a ser campeão do torneio). Perdeu por 1 x 0.
Por decisão da Assembleia Geral realizada no dia 14 de setembro de 1960 e em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. O Alvorada ficou no Grupo D, com jogos no campo do Rabello, juntamente com Nacional, Rabello e Real.
Na primeira rodada do torneio classificatório, no dia 18 de setembro de 1960, empatou em 1 x 1 com o Real.
Na segunda, em 25.09.1960, perdeu para o Nacional por 1 x 0 e, na terceira, em 09.10.1960, foi goleado pelo Rabello, por 5 x 2. Ficou em último lugar do grupo.
Quando todos já achavam que iriam disputar a Segunda Divisão, em 13 de outubro de 1960, a A. E. Edilson Mota (um dos qualificados para disputar a Primeira Divisão) encaminhou ofício a F.D.B. comunicando a sua extinção.
Para preencher a vaga na Primeira Divisão, a FDB promoveu um torneio eliminatório entre os clubes da Segunda, iniciado em 30 de outubro de 1960.
O primeiro adversário do Alvorada foi o Sobradinho, no campo do Grêmio. Aconteceu empate em 2 x 2, resultado que tornou obrigatória a realização de uma nova partida entre ambos.
Esse jogo aconteceu no dia 6 de novembro de 1960 e o Alvorada venceu por 2 x 1, passando para a fase seguinte, quando enfrentou e venceu, no dia 13 de novembro, ao Guanabara. Com essa vitória, decidiria a vaga para a Primeira Divisão com o Defelê.
Foi aí que aconteceu outro fato que mudaria toda a história. Outro clube qualificado para a Primeira Divisão, o Consispa, resolveu desfiliar-se.
Em virtude dessa desfiliação, a Federação então resolveu não mais realizar a partida entre Defelê e Alvorada, prevista para 20 de novembro de 1960, elevando a ambos para a Primeira Divisão.
A estreia na Primeira Divisão não foi nada agradável: no dia 27 de novembro de 1960, sofreu uma tremenda goleada de 7 x 0 diante do Guará. Era o prenúncio de que o clube não estava preparado para encarar esse desafio. Outras goleadas vieram e o Alvorada ficou com a sexta colocação, com duas vitórias e cinco derrotas. Marcou doze gols e sofreu 32. Atrás do Alvorada ainda ficaram Nacional e Pederneiras.
Eis alguns jogadores que defenderam o Alvorada em 1960: Goleiro: Zequinha; Defensores: Zózimo, Rodrigues, Lindcelso, Tininho e Orlando; Atacantes: Zeca, Lazinho, Erivan, Bolacha, Zezinho, Dondão e Carioca.
No torneio de aspirantes, o Alvorada foi o último colocado.
Em 1961, as coisas não melhoraram para o lado do Alvorada.
No Torneio Início disputado no dia 9 de julho de 1961, no Estádio “Israel Pinheiro”, do Guará, foi desclassificado pelo Nacional.
No campeonato, ficou em 7º lugar, só não ficando com a última colocação por que o Sobradinho resolveu não disputar o campeonato até o seu final. Nos 13 jogos que disputou, venceu apenas um, empatou três e perdeu nove. Marcou 17 gols e sofreu 33.
O goleiro Pena, os defensores Ibê, Roberto, Fontenelle, Venino, Loureiro e Zeca e os atacantes Cícero, Sílvio, Gilberto, Jason, Valquir, Chico, Élcio, Luizinho e Zé Carlos foram alguns dos jogadores que vestiram a camisa do Alvorada em 1961.
Em 1962, nos dias 30 de maio e 3 de junho, promoveu o Torneio “Antônio Carlos Barbosa”, quadrangular que ainda reuniu Presidência, Guanabara e Cruzeiro do Sul. Foi uma festa sem a menor graça para o Alvorada, que perdeu o primeiro jogo para o Cruzeiro do Sul por 6 x 1 e o segundo para o Guanabara (2 x 1).
Recuperou-se uma semana depois (10 de junho), quando foi realizado o Torneio Início, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”. Venceu por 1 x 0 o Presidência; depois ficou no 0 x 0 com o Grêmio, conquistando a vitória nos pênaltis (2 x 1). Na final, contra o Guanabara, no tempo normal de jogo empate em 2 x 2; na decisão por pênaltis, vitória do Guanabara por 6 x 5.
O Campeonato da Primeira Divisão de 1962 foi dividido em duas zonas: Norte e Sul. O Alvorada pertencia a Zona Norte, com Nacional, Rabello, Defelê e Guanabara.
Disputou os quatro jogos do 1º turno e perdeu todos. Antes de ser iniciado o segundo turno, o Alvorada encaminhou ofício à Federação Desportiva de Brasília solicitando dispensa do restante do campeonato, no que foi atendido.
Voltou em 1963, novamente realizando uma boa campanha no Torneio Início realizado em 12 de maio, no campo do Grêmio, Estádio “Vasco Viana de Andrade”. Venceu o Nacional (1 x 0) e empatou com o Colombo (0 x 0), perdendo a chance de passar para a final nos pênaltis: 3 x 2 a favor do Colombo.
No campeonato de 1963, disputado por nove equipes, novamente ficou em último lugar. Disputou 16 jogos e só venceu um, empatando quatro e perdendo onze. Marcou apenas nove gols e sofreu 38.
Com isso, foi obrigado a disputar, nos dias 27 de outubro e 3 de novembro, uma melhor-de-três contra o Dínamo (campeão da Segunda Divisão), para ver quem ficaria com a vaga na Primeira Divisão em 1964. Foi a única vez que aconteceu esse tipo de disputa.
No dia 27 de outubro, vitória do Alvorada, por 1 x 0, gol de Azulinho, cobrando pênalti.
No dia 3 de novembro, goleada do Alvorada para cima do Dínamo, por 4 x 1 Dínamo, gols de Moacir (2) e Morato (2) para o Alvorada e Baiano para o Dínamo.
Com esses resultados, o Alvorada permaneceu na Primeira Divisão.
Jogaram mais vezes durante o ano: Goleiros - Toninho e Roberto; Defensores - Ibê, Brun, Veludo, Marujo, Cardoso, Cremonês, Josias e Tomazinho; Atacantes - Batista, Hélcio, Azulinho, Moacir, Zeca, Almir, Baiano, Morato, Delém, Dias, Terêncio e Alemão.
Em 25 de fevereiro de 1964 ocorreu a Assembleia Geral que aprovou a reforma nos estatutos da Federação. As categorias passaram a ser: Divisão de Futebol Profissional, Primeira Divisão de Futebol Amador, Segunda Divisão de Futebol Amador, Departamento Autônomo e Divisão de Juvenis.
O Alvorada não se inscreveu em nenhuma delas.
Em 5 de dezembro de 1965, o Alvorada foi desfiliado da Federação Desportiva de Brasília.
Em 30 de julho de 1967, aconteceu reunião para se conhecer a nova diretoria do clube, que ficou assim composta: Presidente – Valnor de Aguiar; Vice-Presidente Social – João Monteiro; Vice-Presidente Esportivo – José Medeiros Teixeira e Vice-Presidente Financeiro – Moacyr Antônio Machado da Silva.
Somente em 1968, o Alvorada resolveu filiar-se novamente a FDB, na categoria de amadores. Como não houve campeonato amador nesse ano, o clube ficou sem atividades.
Em 1969, tendo em vista a necessidade de movimentar o futebol de Brasília, a Federação Desportiva de Brasília resolveu instituir um torneio oficial, ao qual poderiam concorrer todos os clubes filiados, quer profissionais, amador ou componentes do Departamento Autônomo, todos em igualdade de condições, havendo partidas de amadores com profissionais. Inscreveram-se 24 equipes.
Assim foi o retorno do Alvorada às competições oficiais. Mas, em relação às más campanhas anteriores, nada mudou. Integrando o Grupo A, com onze equipes, o Alvorada foi, de novo, o último colocado. Nos dez jogos que disputou, venceu apenas um e sofreu oito derrotas. Marcou apenas cinco gols e sofreu 27. Um retorno nada agradável!
Não disputou nenhuma competição no ano de 1970 e, em 22 de junho de 1971, aconteceu a Assembleia Geral que aprovou a sua desfiliação definitiva.