quinta-feira, 29 de setembro de 2011

AS DECISÕES: DEFELÊ x GUARÁ, EM 1960

O campeonato de 1960 foi disputado por oito equipes, mas apenas duas delas tinham chance de se sagrar campeã na última rodada.
O empate favoreceria o Defelê; ao Guará, só a vitória interessava.
No dia 29 de janeiro de 1961, as duas equipes entraram no Estádio “Israel Pinheiro”, campo do Guará, debaixo de grande expectativa.
Muito equilíbrio durante o primeiro tempo, que terminou em 0 x 0.
O nervosismo e a pressão aumentaram ainda mais no segundo tempo. Três jogadores foram expulsos: Luís Maia, do Guará e Zé Paulo e Ely, do Defelê.
Os dois gols foram assinalados através da cobrança de pênaltis: Walter Moreira para o Guará e Vitinho para o Defelê.
No final, o empate de 1 x 1 deu o título ao Defelê, que somou 11 pontos ganhos contra 10 do Guará.
A renda foi de CR$ 49.900,00 e o árbitro Alex Alves Maia.
Jogou o Defelê com Matil, Zé Paulo, Euclides e Oswaldo; Pedrinho e Loureiro; Ramiro, Vitinho, Ely, Fino e Raimundinho.
Defenderam o Guará: Edson, Camilo, Duque e Enes; Tobias e Bimba; Jorge (Carlos), Sabará, Severo, Walter Moreira e Maia.



quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A REINAUGURAÇÃO DO PELEZÃO


Através do Ofício nº 55/73, de 10 de abril de 1973, a Confederação Brasileira de Desportos - CBD informou que o CEUB E. C., de Brasília, foi incluído no Campeonato Brasileiro da Divisão Extra de 1973.
A Federação já esperava por essa oportunidade e uma das providências a ser tomada foi uma completa reforma do Estádio Pelezão, onde o Ceub mandaria seus jogos.
Preparando-se para encarar as grandes equipes do futebol brasileiro, o Ceub realizou vários amistosos antes de sua estréia no Campeonato Brasileiro, no dia 25 de agosto de 1973, contra o Botafogo.
Um desses amistosos reinaugurou o Estádio Pelezão. Aconteceu no dia 8 de agosto de 1973, com derrota de 1 x 0 para o Atlético Mineiro, gol de Campos, aos 27 minutos do segundo tempo. Este jogo também marcou as estréias de Odair e Dario (ex-América mineiro) no Ceub.
Sob a arbitragem do mineiro Sílvio Gonçalves David (MG), assim jogaram as equipes:
CEUB: Rogério, Enísio, Paulo Lumumba, Emerson e Rildo; Oldair, Cláudio Garcia e Péricles de Carvalho (Jadir); Walmir, Dario (Julinho) e Tuca. Técnico: João Avelino.
ATLÉTICO MINEIRO: Mussula, Zé Maria, Márcio, Vantuir e Cláudio Mineiro; Vanderlei Paiva e Bibi; Arlem, Pedrilho (Marcelo), Campos e Romeu (Rodrigues), Técnico: Telê Santana.



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

CURIOSIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: os Meireles


No início da década de 70 aconteceu um fato inusitado no Campeonato Brasiliense de Futebol.
Desconhecemos se algo parecido já ocorreu em outro lugar: cinco jogadores de uma mesma família disputando um campeonato.
Dois irmãos (Laiguinha e Zanata) e três primos (Ruy, Baiê e Toinho de Laiza)
Evaldo Meireles, o Laiguinha, nasceu em Luziânia (GO) no dia 11 de abril de 1953. Filho de Josué Meireles e de Maria Aparecida Reis. Iniciou no Fluminense com o técnico Bubu, jogou ainda no Brasão, Tigre e, a convite do técnico Zé Preto, defendeu o Luziânia, participando do Campeonato Brasiliense de 1973 e 1974.
Seu irmão, Edmar Meireles, mais conhecido por Zanata (por parecer com o ex-meio-de-campo do Vasco da Gama), também nasceu em Luziânia (GO), no dia 3 de janeiro de 1955. Iniciou no Luziânia aos 17 anos e disputou o Campeonato Brasiliense de 1973 e 1974. Depois foi campeão goiano amador pela Sociedade Esportiva Parque São Bernardo, em 1974. Também defendeu a Seleção de Luziânia e os times Tigre, Freitas, Átomo e Dinamite.
Os primos Ruy, Toinho de Laiza e Baiê também nasceram em Luziânia.
Ruy Barbosa Meireles no dia 28 de agosto de 1950. Filho de Jefferson Meireles e Sebastiana Pereira Meireles. Iniciou a sua carreira no Luziânia, com 15 anos, no time juvenil, com o técnico Zé Preto. Estreou contra o time do Rabello, quando chamou a atenção da crônica brasiliense pela sua habilidade, mesmo jogando de zagueiro, e no ano de 1966, com a contusão do zagueiro Bimba, o técnico Sabará o colocou para treinar entre os profissionais, substituindo um dos maiores zagueiros do futebol do Distrito Federal e ídolo do Luziânia. Disputou ainda o campeonato brasiliense de 1973 e 1974, pelo Luziânia. Trabalhou ainda com os técnicos Eliseu Bernardes, Rui Márcio de Almeida e Eurípedes Bueno. Atuava como zagueiro e meia. Ex-Presidente do Luziânia, ex-Vereador e ex-Árbitro da Federação Brasiliense de Futebol. Atualmente é advogado e proprietário de Cartório em Luziânia.
Marco Antônio Meireles, o Toinho de Laiza, no dia 20 de abril de 1953. Faleceu no dia 18 de janeiro de 1993. Filho de Sandoval de Jesus Meireles e de Laiza dos Reis Meireles. Começou a sua carreira de jogador no Luziânia, tendo sido considerado um dos mais completos meio-campistas a vestir a camisa do time do Luziânia, tanto que despertou o interesse de times de Brasília e foi contratado pelo time da A. A. Serviço Gráfico, onde foi campeão brasiliense em 1972, quando foi considerado o melhor meio-de-campo do campeonato e campeão goiano amador pela S. E Parque São Bernardo, em 1973.
Waldo de Araújo Meireles, o Baiê, nasceu no dia 12 de junho de 1954. Filho de José de Araújo Meireles e de Alzira Maria de Jesus Meireles. Iniciou no Brasão, equipe juvenil comandada por Carlos Melo. Atuou também no Vasquinho, do técnico Zé Preto, e no juvenil do Goiânia, em 1972. Defendeu o Luziânia no campeonato brasiliense em 1973 e 1974. Foi convocado para a Seleção Brasiliense em 1973. Atualmente é empresário da construção civil.

Para aumentar ainda mais a curiosidade, houve um outro Meireles atuando no futebol de Luziânia: Liosório.
Liosório de Jesus Meireles nasceu em Luziânia no dia 11 de setembro de 1950. Filho de Manoel Alves Meireles e de Maria das Neves Meireles. Iniciou no Luziânia, em 1968, com técnicos consagrados do futebol da cidade como Zé Preto e Onete Alves. Defendeu por diversas vezes a Seleção Amadora de Luziânia, o Fluminense, Tigre e Disparo. Não chegou a jogar no campeonato brasiliense. O seu último técnico no Luziânia foi Eurípedes Bueno.

Colaboração: José Egídio Pereira Lima.



domingo, 25 de setembro de 2011

FICHA TÉCNICA: Emerson


Muitos não sabem, mas um dos mais novos convocados de Mano Menezes para a Seleção Brasileira que irá enfrentar a Seleção da Argentina no “Superclássico das Américas”, o zagueiro Emerson, começou a jogar futebol aqui em Brasília.
Emerson dos Santos da Silva nasceu em Taguatinga (DF), no dia 3 de maio de 1983.
No Gama desde 1999, quando chegou pelas mãos de Flu, então treinador dos juvenis (Sub-17), Emerson amargou a reserva no primeiro semestre de 2001.
Emerson só começou a jogar no segundo semestre de 2001, na Segunda Divisão brasiliense. Com a camisa do Brasília, convertido em time de aluguel do alviverde Gama, que usou o rival como laboratório dos juniors, Emerson acabou como titular e campeão.
Em janeiro de 2002, de volta ao Gama, disputou a prestigiada Copa São Paulo de juniors. Apesar da eliminação na primeira fase, com uma vitória, um empate e uma derrota, o garoto aproveitou a oportunidade para subir para o time principal.
Com o terceiro cartão amarelo da dupla de zaga titular Gerson e Jairo (que começaram a jogar juntos no Gama em 1995), o garoto de 18 anos estreou com a camisa da equipe principal no dia 16 de fevereiro de 2002, pela quinta rodada do Campeonato do Centro-Oeste, na vitória de 2 x 0 sobre o Palmas, de Tocantins.
Neste campeonato do Centro-Oeste Emerson teve a chance de ganhar seu primeiro título com a camisa do Gama, na final contra o Goiás. O Gama chegou a vencer o primeiro jogo no Bezerrão (3 x 2), no dia 5 de maio de 2002 mas o Goiás reverteu essa vantagem uma semana depois, ao vencer por 3 x 0 e ficar com o título.
Voltou para a reserva do Gama no campeonato brasiliense de 2002, até que a vaga entre os
 titulares apareceu depois da contusão de Jairo, operado do joelho esquerdo. Seu primeiro jogo no Campeonato Brasiliense de 2002 foi no dia 29 de junho de 2002, no Estádio Adonir Guimarães, no empate de 1 x 1 com o CFZ. O técnico no campeonato era Cuca.
Firmou-se como titular e acabou conquistando o título de campeão brasiliense no ano de 2003. Também disputou o campeonato de 2004, ficando na segunda colocação.
Logo após o encerramento do campeonato brasiliense de 2005, Emerson acertou empréstimo de um ano com o São Caetano, de São Paulo, para disputar o Campeonato Brasileiro da Série A. O clube paulista não foi nada bem na competição, ficando com o 17º lugar entre 22 equipes (por coincidência o último colocado e um dos rebaixados para a Segunda Divisão foi justamente o rival local Brasiliense).
 
Ao retornar para o Gama, não aceitou a redução salarial proposta pelo clube e resolveu não aparecer no clube até que a situação fosse acertada.
O Gama recusou ofertas de Bragantino e Portuguesa de Desportos. Além desses, o jogador não aceitou a proposta do Atlético Goianiense.
Com essa situação e com vínculo até agosto de 2006, o zagueiro amargou a reserva em dois dos quatro jogos do Gama no campeonato brasiliense.
Foi aí que Emerson resolveu dar entrada na Confederação Brasileira de Futebol contra o Gama para recuperar seus direitos federativos.
Sob a acusação de fraude em sua documentação junto ao Gama, Emerson aproveitou a situação e rescindiu o contrato com o clube. No dia 23 de fevereiro de 2006, apresentou-se ao Guarani, de Campinas (SP).
Mesmo com o clube paulista rebaixado para a Segunda Divisão estadual, em abril Emerson foi contratado pelo Flamengo, do Rio de Janeiro (RJ).
No clube carioca, como quase todo o futebol brasileiro, parado por conta da Copa do Mundo, disputou apenas dois amistosos no mês de junho de 2006.
Transferiu-se, então, para o Veranópolis, do interior do Rio Grande do Sul, com o clube realizando ótima campanha no Campeonato Gaúcho de 2007, chegando na terceira colocação, atrás apenas de Grêmio e Juventude e à frente do Internacional. Além disso, fez parte da Seleção dos Melhores do Campeonato Gaúcho, ao lado de jogadores como William, Lucas, Diego Souza, Tcheco e Carlos Eduardo, destaques do campeão Grêmio.
Pelo clube gaúcho ainda disputou a Copa do Brasil, sendo eliminado pelo Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG), em dois jogos bem disputados: 0 x 0 e 0 x 1, nos dias 21 e 28 de fevereiro de 2007, respectivamente.
Encerrado o campeonato gaúcho, em maio de 2007 trocou o Veranópolis pelo Fortaleza, por onde disputou o Campeonato Brasileiro da Série B. Por muito pouco o tricolor cearense não foi promovido à Série A. Ficou na quinta colocação, três pontos atrás do quarto colocado, o Vitória (BA).
Iniciou o ano de 2008 no Sertãozinho, de São Paulo, porém, dois meses depois rescindiu seu contrato com o intuito de jogar no Avaí, de Florianópolis (SC).
Emerson fez sua estréia pelo Avaí no dia 5 de março de 2008, num amistoso internacional diante da Seleção da Jamaica, com vitória por 2 x 0.
Tornou-se um dos grandes destaques do time na conquista do acesso à Série A no Campeonato Brasileiro da Série B de 2008 (o Avaí chegou em terceiro lugar, atrás de Corinthians e Santo André).
No ano de 2009, além da conquista do campeonato catarinense (fato que não acontecia desde 1997), Emerson teve grande destaque na melhor campanha de um clube catarinense na Série A do Campeonato Brasileiro: o Avaí terminou em 6º lugar.
No dia 21 de fevereiro de 2010 alcançou a marca de cem jogos pelo Avaí, no empate de 1 x 1 com o Joinville. Conquistaria o bicampeonato catarinense no mesmo ano, além de colaborar para que o Avaí se sustentasse na Série A do Campeonato Brasileiro.
Após praticamente dois anos de Avaí, quando disputou 155 jogos no Avaí e marcou 27 gols, no começo do ano de 2011 foi anunciado como reforço do Coritiba para a temporada de 2011.
No clube paranaense se tornou um dos grandes destaques do time. Titular absoluto, no ano de 2011 conquistou o campeonato paranaense de forma invicta (sendo também eleito o melhor zagueiro da competição), o recorde brasileiro de vitórias consecutivas (fazendo, inclusive, o gol da vitória sobre o Caxias, pela Copa do Brasil, em 28 de abril, que garantiu o recorde ao Coritiba), o vice-campeonato da Copa do Brasil, chegando à sua primeira convocação para a Seleção Brasileira de Futebol.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ARQUIVOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Torneio "Governador Hélio Prates da Silveira" de 1970


05.07.1970

Gaminha 2 x 3 Civilsan
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Luiz Cavalcanti.
Gols de Chiquinho e Costa para o Gaminha; Baiano (2) e Moisés para o Civilsan.

Piloto 1 x 1 Jaguar
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Ademar Pereira da Cruz.
Gols de Nenê para o Piloto e Cascorel para o Jaguar.

Grêmio 5 x 1 Carioca
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral.
Gols de Pedrinho, Marcos, Wanderley, Nemias e Inaldo (contra) para o Grêmio; Gisélio para o Carioca.

Coenge 3 x 1 Planalto
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Takeshi Koressawa.
Gols de Oscar e Bi Santiago (2) para o Coenge; Reco para o Planalto.

12.07.1970

Piloto 4 x 1 Gaminha
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Alaor Ribeiro.
Gols de Nenê, Lula, Totó (2) para o Piloto e ??? para o Gaminha.

Grêmio 2 x 0 Civilsan
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Takeshi  Koressawa.
Gols de Wanderley e Marcos.

Coenge 1 x 1 Jaguar
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Luiz Cavalcanti.
Gols de Baú para o Coenge e Cascorel para o Jaguar.

Planalto 2 x 1 Carioca
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Rafael de Carvalho.
Gols de Parada e Reco para o Planalto e Almir para o Carioca.

19.07.1970

Planalto 1 x 2 Civilsan
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Amphilóphio Pereira da Silva.

Gaminha 1 x 3 Grêmio
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Ademar Pereira da Cruz.

Carioca 1 x 3 Jaguar
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Jorge Aloise.

Coenge 2 x 0 Piloto
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral.

26.07.1970

Coenge 4 x 0 Gaminha
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Amphilóphio Pereira da Silva.
Gols de Paulinho (2), Augustinho e Raul.

Planalto 1 x 4 Grêmio
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Ademar Pereira da Cruz.
Gols de Deija para o Planalto; Zezé (2) e Noé (2) para o Grêmio.

Carioca 3 x 0 Piloto
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Oswaldo dos Santos.
Gols de Dedeco, Gisélio e Elvídio.

Jaguar 2 x 2 Civilsan
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Alaor Ribeiro.
Gols de Oliveira e Gildo para o Jaguar; Pedro e Zé Pedro para o Civilsan.

02.08.1970

Gaminha 1 x 1 Planalto
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Geraldo Delfino.
Gols de Gilson para o Gaminha e Walter para o Planalto.

Carioca 2 x 7 Coenge
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral.
Gols de Gisélio e Paulinho para o Carioca; Paulinho (3), Ary (2), Oscar e Augustinho para o Coenge.

Jaguar 1 x 1 Grêmio
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Ademar Pereira da Cruz.
Gols de Oliveira para o Jaguar e Santos para o Grêmio.

Civilsan 2 x 1 Piloto
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Amphilóphio Pereira da Silva.
Gols de Eduardo e Jackson para o Civilsan; Nenê para o Piloto.

09.08.1970

Carioca 3 x 2 Gaminha
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Djalma Neves.
Gols de Maurício (2) e Aldo para o Coenge; Ademar e Rogério para o Gaminha.

Jaguar 0 x 1 Planalto
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Ademar Pereira da Cruz.
Gol de Parada.

Coenge 1 x 1 Civilsan
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Oswaldo dos Santos.
Gols de Mário para o Coenge e Baiano para o Civilsan.

Piloto 1 x 3 Grêmio
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral.
Gols de Tião para o Piloto; Noé, Santos e Wanderley para o Grêmio.

16.08.1970

Gaminha 0 x 4 Jaguar
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Ademar Pereira da Cruz.

Civilsan 6 x 1 Carioca
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Oswaldo dos Santos.

Piloto 1 x 1 Planalto
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Djalma Neves.

Grêmio 2 x 1 Coenge
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral.
Gols de Zezé e Santos para o Grêmio; Grossi para o Coenge.
Expulsos: Nemias (Grêmio) e Divino (Coenge).
Grêmio: Sílvio, Pedrinho, Grossi, Paulinho e Luiz; Orlando e Nemias; Noé, Santos, Zezé e Marcos.
Coenge: Maurício, Márcio, Elias, Mauro e Pereira; Santiago e Divino; Augustinho, Ari (Américo), Paulinho (Mário) e Oscar.

CLASSIFICAÇÃO FINAL

CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
PG
GRÊMIO
7
6
1
0
20
6
13
COENGE
7
4
2
1
19
7
10
CIVILSAN
7
4
2
1
16
10
10
JAGUAR
7
2
4
1
12
7
8
PLANALTO
7
2
2
3
8
12
6
CARIOCA
7
2
0
5
12
25
4
PILOTO
7
1
2
4
8
13
4
GAMINHA
7
0
1
6
7
22
1

Principais artilheiros: 
1º - Baiano (Civilsan), 6 gols;
2º - Noé (Grêmio) e Ari (Coenge), 5.

Goleiro menos vazado: Sílvio (Grêmio).



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PERSONAGENS & PERSONALIDADES: Raspinha


Antônio Serafim Filho, o Raspinha, nasceu em Uberaba (MG), no dia 7 de setembro de 1930.
Motivo do apelido: em toda a sua carreira manteve a cabeça raspada!
Sempre como goleiro, iniciou sua carreira no futebol em Cravinhos, interior de São Paulo, onde fez uma longa peregrinação, defendendo a A. A. Francana, A. D. Araraquara, Sertãozinho e Santa Rosa.
Transferiu-se para o Paraná e defendeu o Nacional, de Rolândia, o C. R. E. Apucaranense, de Apucarana, e o E. C. Comercial, de Cornélio Procópio.
Voltou ao seu estado natal e defendeu o Paraisense, de São Sebastião do Paraíso.
Em Goiás, jogou no Goianésia, Ceres e Goiânia.
Em Brasília, assinou contrato em 15 de setembro de 1960, com o Planalto. Convocado para a primeira seleção de futebol de Brasília, em 1960. Em 1963 passou para o Rabello, onde ficou pouco tempo. Depois jogou seguidamente por Pederneiras, Guanabara (em 1965) e Civilsan, em 1970. Neste mesmo ano, encerrou a carreira de jogador e iniciou a de massagista. Trabalhou no Defelê, Ceub, Demabra (Bandeirante), Gama de 1977 a 1979, Taguatinga (foi campeão), Brasília, Guará, onde foi vice-campeão e treinador de goleiro por muito tempo, e Sobradinho.
Além do futebol, esteve por 19 anos na AABB, Tiradentes, Minas Brasília Tênis Clube e Assefe.
Hoje, aposentado, mora na Vila Planalto.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

OS CLUBES DO DF: A. A. e Cultural Mariana


A Associação Atlética e Cultural Mariana do Gama foi fundada em 11 de novembro de 1962 e tinha por finalidade criar cursos de alfabetização e profissionais, desenvolver a Educação Física e os desportos, promovendo e organizando jogos, exercícios desportivos e reuniões sociais capazes de favorecer o desenvolvimento cultural, físico, social e cívico da mocidade do Gama.
Eram duas as categorias de sócios: os efetivos, que eram todos os membros da Congregação Mariana Nossa Senhora Divina Pastora e São Sebastião, do Gama, e os honorários, aqueles que, pertencendo ou não ao corpo social, merecessem essa distinção por deliberação da Assembléia Geral.
Jader Carrijo foi o primeiro Presidente da Cultural Mariana.
As cores oficiais da associação eram o verde, o azul, o amarelo e o branco.
Os uniformes eram os seguintes: um com as camisas verdes, com golas e punhos amarelos, e o outro branco com duas listras horizontais, punhos e golas azuis. Os calções e meiões eram azul ou branco.
A única participação da A. A. Cultural Mariana no campeonato de futebol de Brasília aconteceu em 1969, quando 24 equipes disputaram a competição (divididas em dois grupos). Na estréia, no dia 13 de abril daquele ano, foi derrotado pelo Brasília Futebol Clube, de Taguatinga (que nada tem a ver com o Brasília Esporte Clube, fundado em 2 de junho de 1975), por 3 x 0.
Uma semana depois, em seu campo, derrotou outro time de Taguatinga, o Flamengo, por 2 x 1. Zé Maria (contra) e Parada marcaram os seus gols.
Terminou a primeira fase na terceira colocação, apenas atrás do Brasília e do Coenge (que acabaria vencendo o campeonato). Foram doze jogos, oito vitórias e quatro derrotas. Vinte e quatro gols a favor e quinze contra.
Na fase final, disputada pelos 12 melhores colocados da primeira fase (seis de cada grupo), empatou muitos jogos (seis) e ficou na sétima colocação, com 12 pontos ganhos (mesma pontuação de Brasília e Serviço Gráfico, que levaram vantagem após aplicação dos critérios de desempate. Foram onze jogos, com três vitórias, seis empates e duas derrotas. Marcou 16 gols e sofreu 13. Curiosamente, não foi derrotado pelo campeão Coenge (2 x 2) e pelo vice-campeão Grêmio Brasiliense (1 x 1).
Os jogadores que defenderam a Cultural Mariana foram:
Goleiros: Sindásio e Faustino; 
Defensores: Domingos, Fernando, Crente, Juvenil, Barbosa, Fula, Chiquinho, Barreto e Dimenor; 
Atacantes: Tadeu, Ivan, Paulinho, Mangabeira, Gildásio, Baiano, Jorge e Parada.
No dia 8 de fevereiro de 1970, Amado Inocêncio, presidente da entidade, convocou uma Assembléia Geral Extraordinária, que foi realizada na sede social do clube, onde foi decidida a troca do nome do clube, argumentando que o clube atravessava uma fase muito difícil e que não encontrava apoio da população da cidade. Surgia, assim, o Clube Atlético Planalto.
O grande legado que a A. A. Cultural Mariana deixou para o futebol do Gama e do Distrito Federal foi o seu campo de futebol. Naquele local hoje fica a sede da Sociedade Esportiva do Gama.

Colaboração: Márcio Almeida.