Mostrando postagens com marcador 1962. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1962. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de junho de 2026

AS DECISÕES: Torneio Antônio Carlos Barbosa - 1962


Ceninho não pôde evitar
a derrota do Cruzeiro
A decisão do torneio “Antônio Carlos Barbosa” aconteceu no dia 3 de junho de 1962, no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
Na preliminar, às 13:45 horas, decidindo o terceiro lugar, o Guanabara marcou 2 x 1 sobre o Alvorada. Farneze fez 1 x 0 para o Guanabara no primeiro tempo. No segundo, Fuzo voltou a marcar para o Guanabara e Joãozinho assinalou o tento do Alvorada.
Sob a direção do árbitro Lourandyr de Castro Gomes, as equipes formaram assim: Guanabara - Agildo (João), Toninho, Santana (Zeca) e Zenildo; Joãozinho e Farneze; Nelício, Lula, Walfredo, Paulo Reis e Barbosa (Fuzo). Alvorada - Portilho, Ibê, Juvenil e Cremonês; Dias e Pel; Edmundo, Zezito, Jasson, Nelson e Joãozinho.
No jogo principal, a Presidência sagrou-se campeã do torneio ao vencer o Cruzeiro do Sul por 3 x 1.
A partida apresentou duas fases distintas e, talvez por isso, tenha agradado aos torcedores presentes. Os primeiros 45 minutos favoreceu francamente ao Cruzeiro e na etapa derradeira houve total modificação no comando das ações que passaram a pertencer ao time da Presidência.
A primeira impressão deixada pelas equipes é de que o Cruzeiro não encontraria dificuldade em alcançar a vitória. As ações lhe pertenciam inteiramente e o quadro da Presidência se viu forçado a recuar para tentar conter o ímpeto do adversário, que perdeu um sem número de oportunidades.
Inesperadamente, entretanto, mas em consequência do avanço desmedido do quadro do Cruzeiro, que atacava em bloco, num contra-ataque a Presidência abriu a contagem aos dez minutos, através de Brasil.
O Cruzeiro, diga-se de passagem, não se impressionou e logo depois conseguiu a chance do empate, através de um pênalti marcado a seu favor, desperdiçado por Ceninho, que chutou para fora. Mas, o mesmo Ceninho redimiu-se aos 30 minutos, decretando a igualdade no marcador, com um belo tento. Com o placar em 1 x 1, terminou a primeira fase.
O panorama mudou completamente aos dez minutos do segundo tempo, quando Anchieta assinalou o segundo gol da Presidência, em novo descuido da retaguarda cruzeirense. A partir desse instante, o Cruzeiro começou a perturbar-se e o time da Presidência a crescer em campo. E então sucedeu aquilo que o Cruzeiro não soube fazer, tornar-se objetivo, traduzinho a superioridade territorial e técnica em tentos. Foi o que fez a Presidência. Aproveitou o desacerto do adversário e procurou marcar. E, aos 22 minutos, Luizinho, num lençol sobre o goleiro Zé Maria, assinalou o terceiro gol que selou a sorte da partida. Daí por diante, o Cruzeiro não teve mais como recuperar-se, aproveitando-se a Presidência para, em pontadas perigosas, colocar o arco do adversário em constante risco, chegando, inclusive, a marcar o quarto gol, anulado pelo árbitro, não se sabe bem por que razão. Resultado final: 3 x 1 em favor da campeã A. E. Presidência.
O árbitro do encontro foi Moacyr Siqueira e as equipes formaram assim: 
Presidência - Gonçalinho, Medalha, Arnaldo e Negrito; Brum e Bezerra; Azulinho (Luizinho), Brasil, Anchieta, Múcio e Tabali (Alemão). 
Cruzeiro - Zé Maria, Jair, Parola e Pedrinho; Edilson Braga e Morales; Beto (Machado), Ceará, Ceninho, Beto Pretti e Raimundinho.


quarta-feira, 27 de maio de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: a guerra em Ceres (GO)


Numa época em que viajar pelo interior do Brasil, principalmente na região Centro-Oeste, era uma grande aventura, a cidade de Ceres, no interior de Goiás, distante 281 km de Brasília, recebeu o Colombo, do Núcleo Bandeirante (DF), no dia 27 de maio de 1962, para um amistoso que não teve nada de amistoso!
A delegação do Colombo seguiu para Ceres às 12 horas do sábado, dia 26 de maio de 1962, assim constituída: Chefe - Adolfo Rizza; Diretor de Esportes - Pedro Rizza; Técnico - Edward Brandão e os seguintes jogadores: Barbosinha, Sinval, Hélio, Vonges, Nilo, Arlindo, Marinho, Índio, Paulista, Nenén, Cid, Tião I, Tião II, Dedé, Dequinha, Almir, Bill e Joãozinho II.
No dia seguinte, 27 de maio de 1962, o Colombo empatou em 3 x 3 no jogo disputado contra a equipe do Ceres Esporte Clube. Os gols dos locais foram assinalados por Osvaldinho e José (2), enquanto que para os visitantes consignaram Cid (2) e Tião II. No primeiro tempo, o Ceres vencia por 2 x 1.
Formou o Colombo com Sinval, Vonges e Nilo; Marinho, Paulista e Nenén; Tião I, Cid (Almir), Tião II, Índio (Joãozinho) e Dequinha (Joãozinho II). O Ceres Esporte Clube atuou com Juvenal, João e Roberto; Eudo, Odair e Wilson; José, Ari, Nemézio, Osvaldinho e Mamede.
Dirigiu o encontro, com atuação bastante irregular, o árbitro José Francisco de Souza, conhecido popularmente como Zé do Rio.
No dia 31 de maio de 1962, o árbitro deu declaração ao jornal Diário Carioca-Brasília dizendo que a sua atuação na cidade de Ceres não foi das melhores porque evitou, antes de tudo, que a torcida local massacrasse os componentes da delegação do Colombo. Afirmou o árbitro da Federação Desportiva de Brasília que não havia um só policial no campo e a torcida ameaçava a todo instante invadir o campo e revidar os ataques do Colombo com agressões a sua pessoa e aos jogadores visitantes.
Concluindo disse: “Deus me livre se o Colombo fosse o vencedor. Deixaríamos o campo para o hospital mais próximo”.



sexta-feira, 22 de agosto de 2025

FORMAÇÕES: Guará - 1962



Uma das formações do Guará que disputou o campeonato brasiliense de 1962. De pé, da esquerda para a direita: Clemente, Sir Peres, Da Silva, Bananal, Redola e Aderbal; agachados, na mesma ordem: Dizinho, Raimundinho, Zezito, Edinho e Adão.



sexta-feira, 15 de agosto de 2025

TROCANDO GATO POR LEBRE: a vinda do Flamengo a Brasília em 1962



Na tarde de 15 de agosto de 1962, no Estádio Israel Pinheiro, aconteceu um amistoso entre o Guará, de Brasília, e o Flamengo, do Rio de Janeiro.
Infelizmente, aqueles que se deslocaram até o campo do Guará, não puderam assistir a um bom espetáculo de futebol, o qual vinha sendo cercado de rara expectativa.
Um dos fatores principais do fraco futebol que se viu deveu-se à falta de entendimentos entre os responsáveis, os promotores da partida.
Como era do conhecimento geral, a imprensa por diversas vezes noticiou a vinda do rubro-negro carioca a Brasília, representado por seus titulares, pelo menos, por alguns dos seus principais valores conforme declarações prestadas à reportagem pelo promotor do encontro.
Isto, entretanto, para a tristeza de muitos não aconteceu e a diretoria do Flamengo mandou a Brasília um quadro de categoria bastante inferior, esta é a verdade.
O jogo foi morno, com a vitória sem brilho do Flamengo, que teve um adversário que cometeu muitos erros. Mas o clima fora de campo foi muito mais quente!
A Federação Desportiva de Brasília expediu nota oficial, que teve o rápido revide, tendo o chefe da delegação do Flamengo, Gunnar Goransson, replicado a nota oficial com outra.
Eis a Nota Oficial assinada por Ademar Gomes Moreira, Presidente da Federação Desportiva de Brasília:
“Tendo em vista a decepcionante atitude assumida pela direção do Clube de Regatas Flamengo, do Estado da Guanabara, que em flagrante desrespeito aos clubes de Brasília, bem como ao povo desportista desta cidade, usou de ardil e malícia para enganá-los, afirmando que viria sua equipe principal e, sem o menor aviso, trouxe uma representação formada por jogadores de segunda e terceira categorias, esta Federação, com a solidariedade das agremiações a ela filiadas, torna público o seu repúdio a tal ato.
Outrossim, comunica ao povo e às autoridades que nenhuma responsabilidade tem a Federação e o C. R. Guará com qualquer despesa decorrente com a realização dessa partida de futebol.
A Federação Desportiva de Brasília, considerando que inúmeros ingressos para o jogo de hoje entre as equipes do C. R. Guará e um pretenso quadro do ex-valoroso C. R. Flamengo já foram vendidos, torna público que a referida partida será executada.
Essa atitude, tomada de comum acordo com os clubes filiados, é para atender os interesses do povo desportista desta cidade”.

A resposta de Gunnar Goransson veio nos seguintes termos:

“Em face das declarações do Sr. Ademar Gomes Moreira, presidente da Federação Desportiva de Brasília, a chefia da delegação do Flamengo sente-se no dever de esclarecer o seguinte:
No ano passado, surgiu um desentendimento artificial entre o ex-presidente da Federação Desportiva de Brasília e o Clube de Regatas do Flamengo.
Há 15 dias, apresentou-se no Rio de Janeiro um cavalheiro que se dizia representante da F.D.B., com o propósito de desfazer os equívocos que marcaram a crise entre ambas as entidades desportivas, no ano passado.
Deseja ele trazer a Brasília o quadro titular do Flamengo para uma exibição, pela qual o clube rubro-negro receberia a quantia de 1 milhão de cruzeiros.
Consultado o Departamento Técnico do Clube, constatou-se a impossibilidade de o Flamengo enviar à Capital do Brasil a sua equipe principal, dadas as responsabilidades decorrentes da posição do clube, no campeonato guanabarino.
Em face disto, prosseguiram os entendimentos, tendo as partes interessadas acordado em que o Flamengo mandaria a Brasília o seu quadro de aspirantes, a fim de enfrentar o Guará, recebendo, em contrapartida, a cota de 400 mil cruzeiros.
A imprensa carioca noticiou amplamente este fato, representada aqui por jornalistas de O Globo e Jornal dos Sports, que acompanharam o desenrolar das conversações, na Guanabara.
Outra intenção não teve o Flamengo senão a de prestigiar a atual diretoria da Federação Desportiva de Brasília, motivo pelo qual fomos colhidos pela estranheza das declarações do Sr. Moreira, nas quais teve a infeliz oportunidade de fazer referências precipitadas ao presidente Fadel Fadel.
O Flamengo veio a Brasília - frise-se bem - para prestigiar a Diretoria da F. D. B.
(ass) Gunnar Goransson - Vice-Presidente de Futebol do C. R. do Flamengo”.

Coincidência ou não, o Almanaque do Flamengo, de autoria de Roberto Assaf e Clóvis Martins, não relaciona esse jogo como sendo um dos disputados pelo Flamengo.
Não por isso, se um dia quiserem citar, aí está a ficha técnica desse jogo:

Guará 0 x 2 Flamengo-RJ
Data: 15 de agosto de 1962
Local: Israel Pinheiro
Árbitro: Lourandyr de Castro Gomes
Renda: CR$ 523.750,00
Gols: Luís Carlos, 43 e 62
Guará: Redola (Chico), Aderbal, Múcio (Edilson) (Enes) e Clemente; Sir Peres e Sabará (Benicassa) (Bananal); Nicotina, Alaor Capella, Zezito, Edinho (Toinho) (Da Silva) e Zizi (Raimundinho).
Flamengo: Ari (Miranda), Hilton (Carlos Alberto), Paulo e Silas; Valtinho e Jaime; Othon, Paulinho, Airton, Luís Carlos e Fraga (Jair).




terça-feira, 13 de maio de 2025

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: desastre em Nova Friburgo


Com a finalidade de participar dos festejos da “Libertação dos Escravos”, anualmente comemorada em Niterói, a Federação Desportiva de Brasília, através de seu presidente Jardel Noronha de Oliveira, acertou um amistoso em Niterói, no dia 13 de maio de 1962, contra o selecionado fluminense.
A delegação da FDB, composta de 25 pessoas, entre dirigentes, atletas e convidados, deixaria Brasília no dia 12 de maio, pela manhã, em avião da FAB, regressando ao DF no dia 14 de maio.
A Comissão Técnica, formada por Aliatar Pinto de Andrade, Waldyr de Carvalho (treinador) e Juvenal Francisco Dias convocou os seguintes jogadores: os goleiros Matil e Gonçalinho; os defensores Jair, Gavião, Edilson Braga, Leocádio, Bimba e Enes, os armadores Matarazzo, Sabará, Orlando, Alaor Capella e Beto Pretti e os atacantes Invasão, Ubaldo, Zezito, Nicotina, Ely, Raimundinho, Arnaldo e Reinaldo.
Também ficou acertado que o primeiro treino aconteceria no campo do Defelê, no dia 8 de maio.
Os titulares venceram por 3 x 0, com gols consignados por intermédio de Ely, Alaor Capella e Raimundinho. A prática teve a duração de 60 minutos. A equipe titular esteve assim constituída: Matil, Oswaldo e Gavião; Matarazzo, Bimba e Enes; Ubaldo (Nicotina), Ely, Alaor Capella, Beto Pretti e Raimundinho.
Dos convocados não compareceram ao treino Edilson Braga, Jair, Sabará e Arnaldo. Mais tarde, soube-se que os quatro jogadores não sabiam do treino.
O segundo e último treino aconteceria no dia 10 de maio, também no campo do Defelê.
Além dos já citados jogadores, constituíam o restante da delegação as seguintes pessoas: Gerson Barbosa (Chefe), Paulo Linhares (Subchefe), Júlio Capilé (Médico), Ciro Machado do Espírito Santo (Relações Públicas), Wanderley Matos (Jornalista) e os convidados Orlando Gaglionone, Roosevelt Nader e o árbitro Jorge Cardoso.
A primeira alteração na programação foi na forma de locomoção para o Estado do Rio. Antes previsto para ser em avião da FAB, acabaram indo em ônibus especial, numa cansativa viagem que tornou difícil a recuperação dos jogadores para o jogo.
Depois, aconteceu mudança no local do jogo. De última hora, os dirigentes da Federação Fluminense de Futebol entenderam que Nova Friburgo seria o local ideal para receber o jogo tendo em vista que a cidade contava com o maior número de atletas no selecionado e poderia oferecer melhor arrecadação. A Seleção de Nova Friburgo era bicampeã do Estado do Rio
Ao contrário do que se esperava, os jogadores Bimba e Beto e o árbitro Jorge Cardoso não acompanharam a delegação, que se hospedou no Hotel Avenida.
Resultado: o que se viu em campo foi uma derrota fragorosa, com um selecionado que demonstrou claramente que estava cansado da viagem, que em momento algum conseguiu entrosamento, deixando-se bater com facilidade pelo escrete local, dada a sua grande superioridade técnica em campo.
O jogo foi decidido no 1º tempo, quando a Seleção de Nova Friburgo abriu a expressiva vantagem de 4 x 0. No segundo tempo aconteceram dois gols para cada lado, finalizando com o placar de 6 x 2 a favor da seleção fluminense.
Ficou claro que, sem querer justificar o fracasso, o grande mal do futebol brasiliense continuava sendo a falta de planejamento.
Eis a ficha técnica do jogo:

SELEÇÃO DE NOVA FRIBURGO 6 x 2 SELEÇÃO DE BRASÍLIA
Local: Nova Friburgo (RJ)
Data: 13 de maio de 1962
Renda: Cr$ 42.000,00
Árbitro: Aldemar de Carvalho
Gols: Paulo Banana (3), Gelson (2) e Carlinhos Machado para a Seleção de Nova Friburgo e Raimundinho e Nicotina para a Seleção do Distrito Federal.
SELEÇÃO DE NOVA FRIBURGO: Luisinho (Gabriel), Leão (Cici) e Carlito (Macedo); Tilu (Maduro), Natal e Aguinaldo; Reinaldo (Catita), Carlinhos Machado, Gelson (Rapizo), Paulo Banana e Pardal.
SELEÇÃO DE BRASÍLIA: Gonçalinho (Matil), Jair, Oswaldo (Leocádio) e Enes; Sabará e Orlando; Nicotina, Alaor Capella (Ubaldo), Ely, Matarazzo (Invasão) e Raimundinho.

REGISTROS PÓS-JOGO
Como se não bastasse o vexame no campo de jogo, os jogadores ainda tiveram que passar por outro aperto: o ônibus que trazia a delegação brasiliense quebrou, retardando em mais de 48 horas a volta ao Distrito Federal.
Quando chegaram em Brasília, alguns dirigentes resolveram botar a boca no trombone. Roosevelt Nader revelou que, até o dia em que o escrete de Brasília havia chegado a Niterói, nenhum encontro estava marcado, como dissera antes o presidente da Federação Jardel Noronha de Oliveira. Para “salvar o barco” foi preciso conseguir de última hora um amistoso em Nova Friburgo e que redundou no fracasso acima relatado.




segunda-feira, 18 de novembro de 2024

O DIA 18 DE NOVEMBRO NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: DF eliminado do Brasileiro de Seleções - 1962


Vencida a primeira etapa, o escrete do Distrito Federal passou a ter como próximo adversário o selecionado de Goiás, mais categorizado, mais tarimbado e que todos sabiam ser bem mais difícil de ser eliminado.
O jogo número 1 entre o selecionado do DF e de Goiás aconteceu no feriado de 15 de novembro de 1962.
O selecionado brasiliense não repetiu sua boa atuação no último jogo e foi derrotado, dentro de seus domínios, pelo placar de 1 x 0, com um gol marcado logo no começo do jogo.

DISTRITO FEDERAL 0 x 1 GOIÁS
Data: 15 de novembro de 1962
Local: Estádio “Israel Pinheiro”, Brasília (DF)
Árbitro: Urias Crescente Alves Junior (GO)
Gol: Lailson, 3
DISTRITO FEDERAL: Gonçalinho, Aderbal, Oswaldo (Edilson Braga), Bimba e Enes; João e Matarazzo; Baiano, Joãozinho, Ely e Arnaldo.
GOIÁS: Campeão, Pedro Peres e Osmar, Clévio, Olacir e Tido; Sete Léguas, Fabinho, Lailson, Artur e Orestes.

A segunda partida entre goianos e brasilienses foi em Goiânia (GO) no dia 18 de novembro de 1962.
No estádio Pedro Ludovico, a seleção do DF foi derrotada pelo selecionado local, sendo eliminado do Campeonato Brasileiro, pelo placar de 2 x 0, tentos marcados na etapa derradeira.
Muito embora o quadro vencedor não tivesse atuação segura, jogou o suficiente para vencer com categoria ao quadro de Brasília, que demonstrou não ter condições de disputar um campeonato de tal envergadura.
Tecnicamente, os jogadores de Goiás estiveram em plano muito superior aos do Distrito Federal.

GOIÁS 2 x 0 DISTRITO FEDERAL
Data: 18 de novembro de 1962
Local: Estádio Pedro Ludovico, Goiânia (GO)
Árbitro: Lourandyr Gomes Castro, da Federação Desportiva de Brasília
Renda: Cr$ 605.000,00
Expulsão: Tido, de Goiás
Gols: Orestes, 63 e Artur, 88
GOIÁS: Campeão, Clévio e Pedro Peres; Paulinho, Tido e Osmar; Olacir, Fabinho, Sete Léguas, Artur, Laílson e Orestes.
DISTRITO FEDERAL: Gonçalinho, Aderbal, Edilson Braga, Bimba e Enes; João e Joãozinho; Baiano, Cid, Ely e Arnaldo (Raimundinho).


quinta-feira, 25 de julho de 2024

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: eleições na Federação Desportiva de Brasília - 1962


No dia 25 de julho de 1962 aconteceu eleição para escolher a nova diretoria da Federação Desportiva de Brasília.
Presentes representantes de 12 associações: Guanabara, Defelê, Alvorada, Colombo, Presidência, Cruzeiro do Sul, Nacional, Guará, Rabello e Grêmio (esses com direito a dois votos), Brasil Central e Sobradinho (por estarem licenciados, tinham direito a um voto).
Após escrutínio secreto, foram eleitos:
Presidente: Ademar Gomes Moreira, com 12 votos;
1º Vice-Presidente: Hélio Carvalho de Almeida, com 11 votos;
2º Vice-Presidente, Wilson Antônio de Andrade, com 11 votos;
Secretário da Presidência: Arlindo Ferreira Pinto;
Diretor do Departamento de Futebol: Aliatar Pinto de Andrade;
1º Secretário: Alcides Freitas;
2º Secretário: Nelson Coimbra de Senna Dias;
Diretor Tesoureiro: José Carlos de Alvim Botelho;
Diretor de Relações Públicas: Wilson Rogério;
Diretor da Escola de Árbitros: Ariovaldo Salles.
Para o Conselho Fiscal foram eleitos Alexandre Markus, Jorge Bruno de Araújo e Ricardo Alfredo de Barros, para membros efetivos, e Ciro Machado do Espírito Santo, Luiz da Silva e Sérgio Leal para suplentes.
Para o Tribunal de Justiça Desportiva foram eleitos: Efetivos – Hugo Mósca, Henrique Andrada, Sérgio Ribeiro da Costa, Daniel Aarão Reis, Carlos Baleeiro, Jarbas Fidélis de Souza e Pércio Gomes de Mello. Suplentes – Sylvio de Pyro, Assu Guimarães, Ildeu Diniz, Ruben Furtado e Aloysio Silveira.




segunda-feira, 24 de junho de 2024

JOGOS INUSITADOS: Rabello x América, de Belo Horizonte - 1962


A delegação do América, composta de 17 jogadores, cinco dirigentes e um árbitro da Federação Mineira de Futebol, chegou à Brasília no dia 23 de junho de 1962, em avião da Real e se hospedou no Brasília Imperial Hotel.
No dia seguinte, 24 de junho de 1962, o América retribuiu a visita do Rabello, jogando amistosamente em Brasília, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”.
Com três tentos de Hilton e um de Marco Antônio, o América voltou a derrotar o alvinegro brasiliense, por 4 x 3.
Na primeira fase a representação mineira já vencia por 3 x 1. Os tentos do Rabello foram consignados por Joãozinho (2) e Alaor Capella. 
A renda foi fraca, passando pelas bilheterias a importância de apenas 150 mil cruzeiros. Dirigiu a partida, com fraca atuação, Morais Pelegrino, da Federação Mineira de Futebol.
Durante os noventa minutos a torcida teve oportunidade de presenciar a um bom espetáculo. Apesar do estado ruim do campo (que não tinha um palmo de grama), Rabello e América apresentaram um futebol bem corrido, fazendo com que o público vivesse momentos de grande expectativa. Os mineiros se mostraram mais entrosados na primeira fase, a ponto de marcar 3 x 1.
No tempo complementar, talvez pensando que o Rabello não oferecesse maior resistência, deixaram de colocar em prática o mesmo futebol dos 45 minutos iniciais, o que valeu uma reação dos locais, consignando mais dois gols e ameaçando a equipe contrária de um empate, que só não veio pela falta de sorte de seus atacantes.
As equipes formaram assim:
RABELLO – Issinha (Matil), Délio, Leocádio e Enes; Calado (Orlando) e Bimba; Nicotina, Léo, Alaor Capella, Joãozinho e Arnaldo.
AMÉRICA – Capelano, Toledo, Cailloux (Roberto) e Luís; Irani e Hilton; Robson, Dario (Jaburu), Marco Antônio, Antônio e Ari (Henrique). Técnico: Yustrich.





domingo, 23 de junho de 2024

JOGOS INUSITADOS: Defelê x Ipiranga, de Uberlândia - 1962


DEFELÊ 2 x 4 IPIRANGA, de Uberlândia
Data: 23 de junho de 1962
Local: Ciro Machado do Espírito Santo, Brasília (DF)
Árbitro: Moacyr Siqueira
Renda: CR$ 88.000,00
Gols: Euclides, 12 e 14; Mauro Viegas, 26; Toninho (Ipiranga), 42; Nato, 64 e Bawany, 72
DEFELÊ: Tonho, Toninho (Leônidas), Alonso Capella, Parola (Bosco) e Wilson Godinho; Matarazzo e Jacaré; Fernandinho (Melro), Solon, Mauro Viegas (Bawany) e Alaor Capella.
IPIRANGA: Pimenta, Paulinho, Vicente, Capela e Paulo; Neizinho e Tiovaldo; Toninho, Euclides (Marquinhos), Nato (Oliveira) e Tonico.



quinta-feira, 20 de julho de 2023

FORMAÇÕES: Colombo - 1962




Uma das formações do Colombo no ano de 1962: em pé, da esquerda para a direita, Natal, Índio, Vonges, Sinval, Nenê e Nilo. Agachados, na mesma ordem: Marreta (massagista), Barretinho, Cid, Tião I, João Dutra e Tião II.

Colaborou na identificação dos jogadores Sílvio Basílio Santana.



sexta-feira, 19 de maio de 2023

JOGOS PERDIDOS NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: Zizinho enfrenta o Vasco da Gama - 1962




O amistoso contra o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, foi mais uma das diversas festividades programadas para comemorar o segundo ano de vida de Brasília, no dia 21 de abril de 1962.
O desejo dos responsáveis pela programação esportiva era trazer o Internacional, de Porto Alegre (RS). Porém, devido a impossibilidade do clube gaúcho comparecer, foi convidado o Vasco da Gama, que aceitou.
A Comissão Técnica foi formada por Oswaldo Cruz Vieira, Aliatar Pinto de Andrade e Waldyr (Didi) de Carvalho (além do Preparador Físico Walter Machado da Costa e do massagista Fuminho).
Os jogadores convocados pela Comissão Técnica e que se apresentaram no dia 3 de abril de 1962, no campo do Defelê, foram os seguintes:
GOLEIROS: Matil (Defelê), Gonçalinho (Guanabara) e Bola Sete (Guará);
LATERAIS-DIREITO: Alberto (Nacional) e Edilson Braga (Cruzeiro do Sul);
ZAGUEIROS-CENTRAIS: Beto II (Guará) e Eufrásio (Nacional);
QUARTOS-ZAGUEIROS: Bimba (Rabello) e Múcio (Guará);
LATERAIS-ESQUERDO: Enes (Rabello) e Oswaldo (Defelê);
MÉDIOS-VOLANTES: Índio (Guará) e Remis (Grêmio);
PONTEIROS-DIREITO: Nelício (Guanabara) e Ramiro (Defelê);
MEIAS-ARMADORES: Alaor Capella (Rabello) e Invasão (Defelê);
CENTRO-AVANTES: Ely (Defelê) e Zezito I (Nacional);
PONTAS-DE-LANÇAS: Beto Pretti (Nacional) e Zezito II (Alvorada); e
PONTEIROS-ESQUERDO: Reinaldo (Defelê) e Arnaldo (Rabello).
Alguns jogadores não obedeceram à chamada da Federação, outros se contundiram antes da apresentação; para substituí-los foram chamados: Gaguinho e Sabará (Rabello), Jair e Ubaldo (Planalto), Manoel (Alvorada), Aderbal (Guará), Matarazzo e Gavião (Defelê) e Sérgio (Grêmio).
No treino coletivo realizado no dia 10 de abril de 1962, às 16 horas, no campo do Defelê, o destaque negativo foram as ausências verificadas (nove ao todo).
O quadro azul, considerado o titular, venceu o amarelo pelo placar de 3 x 1, com tentos de Beto Pretti (2) e Ely, enquanto que Ramiro descontou para o time amarelo.
As equipes estiveram assim formadas: Azul - Matil, Jair, Bimba e Edilson Braga; Matarazzo e Enes; Ubaldo, Invasão (Zezito I), Ely, Beto Pretti e Arnaldo. Amarelo - Gonçalinho, Gavião e Alberto; Manoel, Alaor Capella e Osvaldo; Ramiro, Sérgio, Zezito I (Invasão), Zezito II e Leônidas.
Os quatro treinos coletivos programados foram totalmente prejudicados, pois em nenhum deles o técnico Didi de Carvalho pôde contar com o total dos atletas convocados.

O JOGO
Zizinho

A equipe de Brasília jogou a metade da partida reforçada por Zizinho.
O primeiro gol foi marcado aos 15 minutos do primeiro tempo através do ponta-esquerda Arnaldo. Ainda no primeiro tempo, aos 43 minutos, Saulzinho empatou.
O selecionado brasiliense esteve melhor durante sessenta dos noventa minutos jogados, só não conseguindo expressivo triunfo pela falta de sorte de seus atacantes e também devido ao grande número de substituições que prejudicaram o rendimento da equipe.
Além de encontrar grande resistência no goleiro adversário, Matil, o Vasco da Gama teve sempre dificuldade de armar seus ataques, pela falta de apoio no meio-de-campo, onde o meia-esquerda Beto Pretti, de Brasília, ganhava a maioria das jogadas contra Lorico e Écio, no primeiro tempo.
No segundo tempo, quando a equipe de Brasília reforçou-se com a entrada de Zizinho no centro do ataque e as inúmeras substituições realizadas no segundo tempo serviram para quebrar a continuidade do jogo, pois tanto o Vasco da Gama como a seleção de Brasília não conseguiram entrosar suas equipes com as seguidas mudanças e deslocações no ataque e na defesa.

Eis a súmula do jogo:
SELEÇÃO DE BRASÍLIA 1 x 1 VASCO DA GAMA
Local: Estádio “Vasco Viana de Andrade”
Árbitro: Amílcar Ferreira, do Rio de Janeiro
Gols: Arnaldo, 15 e Saulzinho, 43
SELEÇÃO DE BRASÍLIA: Matil, Jair (Aderbal), Edilson Braga, Bimba (Zezito) e Enes; Sabará (Reinaldo) (Matarazzo) e Beto Pretti; Ubaldo (Invasão), Alaor Capella (Zizinho), Ely (Ceninho) e Arnaldo.
VASCO DA GAMA: Ita, Paulinho, Brito, Barbosinha e Coronel (Russo); Écio (Laerte) e Lorico (Roberto Pinto); Sabará (Joãozinho), Javan, Saulzinho e Da Silva.

Notas:
Além de Zizinho, outro convidado especial foi o ex-craque Arthur Friedenreich.
O técnico Jorge Vieira, que estreava no comando do Vasco da Gama, deu declarações aos jornais dizendo-se impressionado com a atuação de três jogadores do selecionado brasiliense: Matil, Sabará e Beto Pretti.


quarta-feira, 29 de março de 2023

FORMAÇÕES: DF no Campeonato Brasileiro de Seleções - 1962

 


Formação da Seleção do Distrito Federal que enfrentou a Seleção do Mato Grosso no dia 11 de novembro de 1962.
Da esquerda para a direita, em pé: Didi de Carvalho (treinador), Gonçalinho, Bimba, Enes, Aderbal, Oswaldo e João.
Agachados, na mesma ordem: Ramiro, Ely, Cid, Joãozinho e Raimundinho.
A ficha técnica desse jogo foi a seguinte:

MATO GROSSO 0 x 0 DISTRITO FEDERAL
(na prorrogação, Distrito Federal 1 x 0)
Campeonato Brasileiro de Seleções
DATA: 11 de novembro de 1962
LOCAL: Estádio Presidente Dutra, Cuiabá (MT)
ÁRBITRO: Romeu Nosela Filho (SP)
GOL: Ely
MATO GROSSO: Airton, Pelé, Dunga, Garrafinha e Virgílio; Ariomar e Sílvio; Bira, Tachinha, Magalhães e Everaldo.
DISTRITO FEDERAL: Gonçalinho (Matil), Aderbal, Oswaldo, Bimba e Enes; João e Joãozinho; Ramiro, Cid, Ely e Raimundinho (Matarazzo).

sexta-feira, 3 de março de 2023

FORMAÇÕES: Guará – 1962



Uma das formações do Guará no ano de 1962:
Em pé, da esquerda para a direita: Clemente, Sir Peres, Da Silva, Bananal, Redola e Aderbal;
Agachados, na mesma ordem: Dizinho, Raimundinho, Zezito, Edinho e Adão.


sábado, 3 de dezembro de 2022

JOGOS PERDIDOS NA HISTÓRIA: com Zizinho, Seleção de Brasília empata com Vasco da Gama - 1962


Para comemorar seu segundo ano de vida, Brasília realizou diversas festividades no dia 21 de abril de 1962. Uma delas foi o jogo de futebol reunindo o Vasco da Gama e a Seleção de Brasília.

OS CONVOCADOS

Os convocados pela Comissão Técnica formada por Oswaldo Cruz Vieira, Aliatar Pinto de Andrade e Waldyr de Carvalho (Didi) para defenderem a seleção de Brasília foram:
GOLEIROS: Matil (Defelê), Gonçalinho (Guanabara) e Bola Sete (Guará);
LATERAIS-DIREITO: Alberto (Nacional) e Edilson (Cruzeiro do Sul);
ZAGUEIROS-CENTRAIS: Beto II (Guará) e Eufrásio (Nacional);
QUARTOS-ZAGUEIROS: Bimba (Rabello) e Múcio (Guará);
LATERAIS-ESQUERDO: Enes (Rabello) e Oswaldo (Defelê);
MÉDIOS-VOLANTES: Índio (Guará) e Remis (Grêmio);
PONTEIROS-DIREITO: Nelício (Guanabara) e Ramiro (Defelê);
MEIAS-ARMADORES: Alaor Capela (Rabello) e Invasão (Defelê);
CENTRO-AVANTES: Ely (Defelê) e Zezito I (Nacional);
PONTAS-DE-LANÇAS: Beto I (Nacional) e Zezito II (Alvorada) - substituídos por Ubaldo (Planalto) e Ceninho (Cruzeiro do Sul)
PONTEIROS-ESQUERDO: Reinaldo (Defelê) e Arnaldo (Rabello)
Técnico: Didi
Preparador Físico: Walter Machado da Costa
Massagista: Fuminho

Alguns jogadores não obedeceram à chamada da Federação, outros se contundiram antes da apresentação; para substituí-los foram chamados: Gaguinho (Rabello), Jair (Planalto), Aderbal e Sabará (Guará), Beto Pretti (Cruzeiro do Sul) e Matarazzo (Defelê).

O JOGO

O selecionado brasiliense esteve melhor durante sessenta dos noventa minutos jogados, só não conseguindo expressivo triunfo pela falta de sorte de seus atacantes e também devido ao grande número de substituições que prejudicaram o rendimento da equipe.
Além de encontrar grande resistência no goleiro adversário, Matil, o Vasco da Gama teve sempre dificuldade de armar seus ataques, pela falta de apoio no meio-de-campo, onde o meia-esquerda Beto Pretti, de Brasília, ganhava a maioria das jogadas contra Lorico e Écio, no primeiro tempo.
No segundo tempo, quando a equipe de Brasília reforçou-se com a entrada de Zizinho no centro do ataque e as inúmeras substituições realizadas no segundo tempo serviram para quebrar a continuidade do jogo, pois tanto o Vasco da Gama como a seleção de Brasília não conseguiram entrosar suas equipes com as seguidas mudanças e deslocações no ataque e na defesa.

A SÚMULA DO JOGO

SELEÇÃO DE BRASÍLIA 1 x 1 VASCO DA GAMA
Local: Estádio “Vasco Viana de Andrade”
Árbitro: Amílcar Ferreira, do Rio de Janeiro
Gols: Arnaldo, 15 e Saulzinho, 43
SELEÇÃO DE BRASÍLIA: Matil, Jair (Aderbal), Edilson Braga, Bimba (Zezito) e Enes; Sabará (Reinaldo) (Matarazzo) e Beto Pretti; Ubaldo (Invasão), Alaor Capela (Zizinho), Ely (Ceninho) e Arnaldo.
VASCO DA GAMA: Ita, Paulinho, Brito, Barbosinha e Coronel (Russo); Écio (Laerte) e Lorico (Roberto Pinto); Sabará (Joãozinho), Javan, Saulzinho e Da Silva.
Além de Zizinho, outro convidado especial foi o ex-craque Arthur Friedenreich.

DESTAQUES

O técnico Jorge Vieira, que estreava no comando do Vasco da Gama, deu declarações aos jornais dizendo-se impressionado com a atuação de três jogadores do selecionado brasiliense: Matil, Sabará e Beto Pretti.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

TÚNEL DO TEMPO: O QUE ACONTECEU HÁ 60 ANOS (01 a 31.12.1962)


02.12.1962
Pela última rodada do 1º turno extra, o Rabello venceu o Defelê por 2 x 1. O jogo foi realizado no Estádio Paulo Linhares e teve como árbitro Lourandyr de Castro Gomes. Os gols foram marcados por intermédio de Joãozinho e Nilo para o Rabello e Vitinho para o Defelê.

09.12.1962
Teve prosseguimento o campeonato brasiliense de juvenis com a realização de quatro jogos, que apresentaram os seguintes resultados: Cruzeiro 2 x 1 Guará, Colombo 5 x 1 Guanabara, Grêmio 2 x 0 Presidência e Nacional 2 x 0 Defelê.

13.12.1962
O Cruzeiro, líder do campeonato brasiliense de juvenis, manteve sua posição na tabela ao vencer o Grêmio por 3 x 0.

14.12.1962
Ocorreu a saída do técnico Didi, do Defelê. O treinador Didi e o diretor Cleóbulo resolveram punir por 10 dias os jogadores Ely, Ramiro e Zé Paulo que, desobedecendo uma ordem do treinador, participaram de uma competição de futebol de salão. O presidente do Defelê, Ruy Rossas do Nascimento, argumentando que precisava daqueles jogadores, ficou do lado deles. Como não houve acordo, Didi preferiu sair, transferindo-se para o Rabello, onde assumiria a partir de 13 de janeiro de 1963.

16.12.1962
Teve início o Segundo Turno extra com a realização de três jogos.
No Estádio Vasco Viana de Andrade, Grêmio e Nacional empataram em 1 x 1. O árbitro foi Josué Costa Araújo. Marcaram os gols Aragão para o Grêmio e Zezito para o Nacional.
Também aconteceu empate de 1 x 1 entre Rabello e Guará no Estádio Aristóteles Góes. Lourandyr de Castro Gomes foi o árbitro. Os gols foram assinalados por Marcos para o Rabello e Ditão para o Guará.
A única vitória do dia aconteceu no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, quando o Defelê fez 2 x 1 no Colombo. O árbitro do encontro foi Jorge Cardoso. A renda alcançou CR$ 6.600,00. Sabará e Aguinaldo anotaram para o Defelê e Baiano marcou para o Colombo.

No mesmo dia 16, foi encerrado o 1º campeonato brasiliense da categoria de juvenis.
O Cruzeiro sagrou-se campeão invicto ao empatar com o Nacional, em 1 x 1. Os demais resultados foram: Guará 2 x 0 Colombo, Grêmio 2 x 1 Rabello e Defelê 3 x 0 Presidência.
A classificação final foi esta: Campeão – Cruzeiro, 1 ponto perdido; Vice-Campeão – Nacional, 3; 3º Grêmio, 4; 4º Rabello e Guará, 6; 6º Defelê, Guanabara e Colombo, 12 e 9º Presidência, 14.
O Cruzeiro jogou a última partida do campeonato com a seguinte formação: José, Melo, Eurípedes, Chaveiro e Sabará; Getúlio e Tota; Jair, Luís, Moisés e Joãozinho.

Devido às constantes chuvas e à proximidade dos festejos natalinos, o campeonato foi paralisado, retornando em 13 de janeiro de 1963.

28.12.1962
Neste dia, o Diário Carioca-Brasília apresentou uma enquete realizada para se apontar os melhores do futebol brasiliense no ano de 1962. Foram eles:
GOLEIRO: 1º - Matil (Defelê), 2º Gonçalinho (Presidência) e Revelação: Weldas (Grêmio)
LATERAL DIREITO: 1º Délio (Rabello), 2º Alberto (Nacional) e Revelação: Clemente (Guará)
ZAGUEIRO CENTRAL: 1º Aderbal (Guará), 2º Evangelista (Grêmio) e Revelação: Zequinha
QUARTO ZAGUEIRO: 1º Morales (Cruzeiro do Sul), 2º Paulista (Colombo) e Revelação: Sir Peres (Guará)
LATERAL ESQUERDO: 1º Oswaldo (Defelê), 2º Ferreira (Nacional) e Revelação: Wilson (Defelê)
MÉDIO-VOLANTE: 1º Calado (Rabello), 2º João (Nacional) e Revelação: Matarazzo (Defelê)
MEIA-ARMADOR: 1º Joãozinho (Rabello), 2º Sabará (Defelê) e Revelação: Itiberê (Grêmio)
PONTEIRO DIREITO: 1º Ramiro (Defelê), 2º Nobre (Grêmio) e Revelação: Paulo (Rabello)
PONTA DE LANÇA: 1º Cid (Colombo), 2º Arnaldo (Rabello) – mesmo reconhecendo que este é ponteiro-esquerdo - e não foi apontada Revelação
CENTRO-AVANTE: 1º Ely (Defelê), 2º Tião I (Colombo) e Revelação: Zezito (Nacional)
PONTEIRO ESQUERDO: 1º Tião II (Colombo), 2º Nivaldo (Nacional) e não foi apontada Revelação.

MELHOR TREINADOR
1º Didi (Defelê) e 2º Edvard Brandão (Colombo).



sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Os 60 anos da Associação Atlética e Cultural Mariana


1966 - Em pé, Cruzeiro (Presidente), Severino, Dimenor, 
Domingos, Fibra, Bazani e Santa Helena
Pé de Chumbo, Mário Baú, Crente, Ivan, Heraldo e Ceará.
A Associação Atlética e Cultural Mariana do Gama foi fundada em 11 de novembro de 1962 e tinha por finalidade criar cursos de alfabetização e profissionais, desenvolver a Educação Física e os desportos, promovendo e organizando jogos, exercícios desportivos e reuniões sociais capazes de favorecer o desenvolvimento cultural, físico, social e cívico da mocidade do Gama.
Eram duas as categorias de sócios: os efetivos, que eram todos os membros da Congregação Mariana Nossa Senhora Divina Pastora e São Sebastião, do Gama, e os honorários, aqueles que, pertencendo ou não ao corpo social, merecessem essa distinção por deliberação da Assembleia Geral.
José da Conceição Cruzeiro, Otávio Campos e Rubens Mendes Passos foram alguns de seus fundadores. Jader Carrijo foi o primeiro Presidente da Cultural Mariana.
As cores oficiais da associação eram verde, azul, amarela e branca.

Os uniformes eram os seguintes: um com as camisas verdes, com golas e punhos amarelos, e o outro branco com duas listras horizontais, punhos e golas azuis. Os calções e meiões eram azul ou branco.
A A. A. Cultural Mariana teve participação bastante intensa no futebol amador do Gama e demorou para se interessar em disputar competições oficiais da então Federação Desportiva de Brasília.
Em 1965, venceu o campeonato de futebol amador do Gama.
Dois anos depois, mais precisamente no dia 15 de janeiro de 1967, a A. A. Cultural Mariana inaugurou seu estádio num jogo contra o Rabello, então a maior equipe do futebol do DF.
Nesse mesmo ano, nos dias 26 de novembro e 3 de dezembro, A. A. Cultural Mariana e Coenge, ambos do Gama, promoveram um torneio quadrangular que contou ainda com a presença de Rabello (representado por sua equipe de juvenis) e Cruzeiro do Sul (com um time misto), clubes profissionais do Distrito Federal.
Na primeira rodada, no dia 26 de novembro, o Cruzeiro do Sul venceu a A. A. Cultural Mariana por 2 x 1. Na decisão do 3º lugar, no dia 3 de dezembro, o Rabello venceu a Cultural Mariana por 3 x 2. Na final o Cruzeiro venceu o Coenge por 4 x 3 e sagrou-se campeão.
Antes de disputar o campeonato brasiliense pela primeira vez, em 1969, a A. A. Cultural Mariana procurou se manter em atividade para não fazer feio na competição.
No dia 2 de fevereiro de 1969, aconteceu um torneio “relâmpago” no estádio da A. A. Cultural Mariana, no Gama. Participaram o clube anfitrião e o Minas, também do Gama, o Rabello, de Brasília e a Anapolina, de Anápolis (GO).
No 1º jogo, Rabello e Cultural Mariana empataram em 1 x 1. O clube do Gama saiu na frente, após um gol contra de Wilson. Nos instantes finais do jogo, Carlão empatou para o Rabello. Na decisão por cobrança de pênaltis, o Rabello venceu por 2 x 1.
Ainda em 1969, aconteceu a única participação da A. A. Cultural Mariana no campeonato de futebol de Brasília, quando 24 equipes, entre amadoras e profissionais, disputaram a competição (divididas em dois grupos). Na estreia, no dia 13 de abril daquele ano, foi derrotado pelo Brasília Futebol Clube, de Taguatinga (que nada tem a ver com o Brasília Esporte Clube, fundado em 2 de junho de 1975), por 3 x 0.
Formou a Cultural Mariana com Gildásio, Domingos, Crente, Barbosa e Barreto; Chiquinho e Ivan; Tadeu, Mangabeira, Baiano e Parada.
Uma semana depois, em seu campo, derrotou outro time de Taguatinga, o Flamengo, por 2 x 1. Zé Maria (contra) e Parada marcaram os seus gols.
Terminou a primeira fase na terceira colocação, apenas atrás do Brasília e do Coenge (que acabaria vencendo o campeonato). Foram doze jogos, oito vitórias e quatro derrotas. Vinte e quatro gols a favor e quinze contra.
Na fase final, disputada pelos 12 melhores colocados da primeira fase (seis de cada grupo), empatou muitos jogos (seis) e ficou na sétima colocação, com 12 pontos ganhos (mesma pontuação de Brasília e Serviço Gráfico, que levaram vantagem após aplicação dos critérios de desempate). Foram onze jogos, com três vitórias, seis empates e duas derrotas. Marcou 16 gols e sofreu 13. Curiosamente, não foi derrotado pelo campeão Coenge (2 x 2) e pelo vice-campeão Grêmio Brasiliense (1 x 1).
Os jogadores que defenderam a Cultural Mariana foram: Goleiros: Gildásio e Faustino; Defensores: Domingos, Fernando, Crente, Juvenil, Barbosa, Fula, Chiquinho, Barreto e Dimenor; Atacantes: Tadeu, Ivan, Paulinho, Mangabeira, Baiano, Jorge e Parada.
Depois do encerramento do campeonato brasiliense, nos dias 7 e 14 de dezembro, a A. A. Cultural Mariana voltou a promover um torneio em seu estádio, que contou com a presença, além do clube anfitrião, de Coenge, Gaminha e Imperial, todos do Gama.
O torneio foi parte dos festejos comemorativos do 9º aniversário da cidade e o campeão receberia o Troféu “Jorge Rivers”, subprefeito do Gama.

Em pé, Zé Cruzeiro, Licinha, Cabelo, Toinho, Ditinho, 
Coquinho e Alírio
Agachados: Zezé, Zé Praça, Vei Manoel, Oscar e Reginaldo
No dia 7, a A. A. Cultural Mariana venceu 2 x 0 Imperial por 2 x 0, com dois gols no primeiro tempo: Perninha, aos 20 e Mário Baú, aos 42. Os times formaram assim: Cultural Mariana - Sobradinho, Domingos, Dimenor, Sivuca e Baiano; Nego e Paulinho; Garrincha, Mário Baú, Perninha e Adísio. Imperial - Gena, Waldinho, Chagas, Pelé e Chiquinho; Chagas II e Roberto; César (Enoque), Dario, Nelson e Edmundo.
Na decisão do torneio, uma semana depois, Cultural Mariana e Gaminha fizeram um jogo cheio de alternâncias no placar. O 1º tempo terminou com o placar de 2 x 1 a favor do Cultural Mariana, com dois gols de Neco, contra um de Reco; no 2º, Parada e Mário Baú voltaram a marcar para a Cultural Mariana, enquanto Reco, com mais dois gols, diminuiu para o Gaminha. O placar final de 4 x 3 deu o título de campeão à A. A. Cultural Mariana.
O árbitro do jogo foi Alaor Ribeiro e as equipes formaram assim: Cultural Mariana - Sobradinho, Domingos, Dimenor, Russo e Fula; Baiano e Paulista; Neco, Parada, Mário Baú e Alves. Gaminha - Sorriso, Neto, Zito, Lula e Mário; Domingos (Zé Iron) e Paulinho; Toinho, Gilson, Chiquinho e Reco.
No dia 8 de fevereiro de 1970, Amado Inocêncio, presidente da A. A. Cultural Mariana, convocou uma Assembleia Geral Extraordinária, onde foi decidida a troca do nome do clube, argumentando que o clube atravessava uma fase muito difícil e que não encontrava apoio da população da cidade.
Foram apresentados três nomes: Clube Atlético Planalto, por José da Conceição Cruzeiro, Associação Atlética Planalto, por José Bezerra dos Santos, e Vasco da Gama, por Alzoir Vieira Mascarenhas. Saiu vitorioso, com sete votos a favor, o nome de Clube Atlético Planalto; Associação Atlética Planalto teve três votos, e Vasco da Gama, um voto. Surgia, assim, o Clube Atlético Planalto.
Participaram dessa assembleia, Amado Inocêncio, na condição de presidente do clube, José da Conceição Cruzeiro (Secretário) e Adão da Silva Rocha, Alzoir Vieira Mascarenhas, Antônio Barbosa Nascimento, Bartolomeu Chaves dos Santos, Cândido Souza, José Barbosa da Cruz, José Bezerra dos Santos, Otaviano Ferreira Ganda, Ronaldo Inocêncio e Valdivino Pimenta de Pádua.
Uma das últimas partidas da Cultural Mariana aconteceu no dia 4 de janeiro de 1970. Nesse dia, no estádio Adolfo Rizza, no Núcleo Bandeirante, foi goleado pelo Colombo, por 4 x 0.
O time da Cultural Mariana abandonou o campo aos 29 minutos do 2º tempo; o técnico Dias ordenou a saída de campo por não concordar com a marcação do terceiro e quarto gols do Colombo.
Formou com Cardoso, Dinho, Paraguai, Sivuca e Barbosa; Ivan e Perninha; Tonho, Neco, Paulinho e Nilo.
O grande legado que a A. A. Cultural Mariana deixou para o futebol do Gama e do Distrito Federal foi o seu campo de futebol. Naquele local hoje fica a sede da Sociedade Esportiva do Gama.

Colaboradores:
José da Conceição Cruzeiro
Paulo Roberto Silva



sexta-feira, 28 de outubro de 2022

TÚNEL DO TEMPO: há 60 anos na história do futebol brasiliense - Defelê vence a Seleção de Goiânia



Como parte dos festejos comemorativos do 29º aniversário (24 de outubro) da cidade de Goiânia, o Defelê foi convidado para a disputa de um jogo amistoso no dia 28 de outubro de 1962 e conseguiu um resultado bastante expressivo contra o selecionado de Goiânia.

Eis a ficha técnica desse jogo:


SELEÇÃO DE GOIÂNIA 4 x 5 DEFELÊ

Data: 28 de outubro de 1962

Local: Estádio Pedro Ludovico, Goiânia (GO)

Árbitro: Otoniel de Souza Diniz (GO)

Renda: CR$ 177.600,00

Expulsão: Matarazzo, do Defelê, aos 30 minutos do 2º tempo

Gols: Arthur (2), Carlinhos e Samir para a Seleção de Goiânia e Alaor Capella (2), Ely (2) e Ramiro para o Defelê

SELEÇÃO DE GOIÂNIA: China, Clever (Licinho), Sérgio, Tido e Osmar; Fabinho (Zezinho) e Donato (Olacir) (Alemão); Paulinho, Sete Léguas (Carlinhos), Arthur e Canhoto (Laércio).

DEFELÊ: Walmir, Zé Paulo e Oswaldo (Zequinha), Matarazzo (Alonso Capella), Bimba e Wilson Godinho (Gino); Ramiro, Alaor Capella, Ely, Fino e Pará (Leônidas).