quarta-feira, 2 de setembro de 2026

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Luís Carlos Carioca


Luís Carlos dos Santos Souza, o Luís Carlos Carioca, nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 2 de setembro de 1963.
Mudou-se para Brasília (DF) aos 10 anos de idade.
Em 1976, o pai de Luís Carlos, militar, retornou ao Rio de Janeiro para participar de um curso. Então com 13 anos, Luís Carlos aproveitou para treinar nas categorias de base da Portuguesa, da Ilha do Governador.
Dois anos depois, Luís Carlos e família retornaram a Brasília, mas a Portuguesa não liberou Luís Carlos, obrigando-o a cumprir estágio (período que um jogador precisava cumprir ao mudar de clube, que era dono do passe do atleta por tempo indeterminado).
Sem poder jogar futebol, Luís Carlos passou a dedicar-se ao atletismo no Centro Interescolar de Educação Física (CIEF), que reunia o que havia de melhor na teoria e na prática do esporte. Um dos professores era Luiz Alberto de Oliveira, que treinava, entre outros, o futuro campeão olímpico Joaquim Cruz.
Nos XII Jogos Escolares Brasileiros de 1981, em Belém (PA), Luís Carlos ganhou a medalha de ouro na prova de revezamento 4 x 400 m, quando teve o privilégio de integrar a equipe em que corria Joaquim Cruz, que, em 1984, viria a se tornar campeão olímpico dos 800 metros, na Olimpíada de Los Angeles (EUA).

Um ano antes, na 4ª edição da Gymnasiade (Jogos Mundiais Escolares), em Turim (Itália), realizada entre os dias 6 e 7 de junho de 1980, em outra formação do 4 x 400m, mas sem Joaquim Cruz, Luís Carlos integrou a equipe brasileira que ganhou a medalha de bronze.
Quando ainda frequentava a pista de atletismo do CIEF, Luís Carlos e a “molecada do atletismo” disputavam uma pelada de futebol contra o time do Unidade Vizinhança. Quando o Professor Mingo o viu jogado, correndo pela ponta esquerda e driblando seus adversários, ficou encantado e disse que o seu esporte era o futebol e não o atletismo.
O Professor Mingo se encarregou de encaminhá-lo no novo esporte, acionando amigos em Campinas e conseguindo um teste nas categorias de base do Guarani. Dividiu alojamento com os futuros craques do Guarani, dentre eles Neto.

Na ponta-esquerda do Guarani, ao lado de Neto, na Copinha de 1982

Por mais que tenha agradado nos testes e permanecido no clube por mais um bom tempo, a saudade da família fez com que Luís Carlos retornasse a Brasília. Ao final da temporada no Guarani, Luís Carlos veio jogar no Taguatinga, aqui conquistando o Campeonato Brasiliense de 1983. Nesse ano, foi escolhido o ponta-esquerda da Seleção do Ano, enquete realizada pelo Jornal de Brasília.
Em seguida, foi para o Comercial, de Ribeirão Preto (SP) - 1983 e 1984 e dali seguiram-se transferências ao longo da carreira, que durou até os 31 anos. Jogou no América, do Rio de Janeiro - 1985 e 1986, no Atlético Goianense - 1986 a 1988, no Goiás - 1989, na Portuguesa de Desportos - 1990, no Ceará - 1991, Novo Horizontino (SP) - 1993, Sport Recife (PE) - 1993 e Ferroviária, de Araraquara (SP) - 1994. Seu último time foi o Sãocarlense, quando se machucou e viu que era hora de parar. Aposentou-se dos gramados em 1995, aos 31 anos.

Sãocarlense

Em seguida formou-se nos cursos de Educação Física e História. Na UPIS, tradicional universidade de Brasília, onde ele estudou História, dirigiu o time de futebol universitário, formado por estudantes, que integravam uma seleção que conquistou o bicampeonato brasileiro universitário.
Depois passou pelo Cruzeiro, na Segunda Divisão do DF, em 2011, Bolamense (DF) em 2012 e CFZ em 2013, até chegar ao Brasília, onde, inicialmente, comandou o sub-20, assumindo o time profissional em 2014, onde conquistou um feito marcante: o título da Copa Verde de 2014. Desde então, tornou-se um dos técnicos mais requisitados do Distrito Federal e trabalhou seguidamente no Brasiliense (2016 e 2017), Luziânia em 2017 e 2019, Real Brasília (2017 e 2022), Paranoá (2018 e 2023), Capital (2020), Brasília (2022 e 2023) e Samambaia (2024 e 2025).
Em 24 de fevereiro de 2025, Luís Carlos foi anunciado como treinador da equipe principal do Gama e quebrou um longo jejum de títulos do clube, sagrando-se bicampeão do Campeonato Brasiliense (2025 e 2026). Recentemente ele coroou o seu excelente trabalho ao conquistar o acesso da equipe para a Série C do Campeonato Brasileiro de 2027.


Entre os melhores de 1983, o primeiro à esquerda

No Sport Recife





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