Começou no futebol de salão, disputando diversas competições nas categorias infantis
e juvenis pela ARUC, Candangos e Minas Brasília.
Em 1999, 26 equipes disputaram o Campeonato Brasiliense de Futebol de Campo de Juvenis,
que começou no dia 21 de agosto e só terminou em 5 de dezembro. Uma dessas
equipes, a do Iate Clube, treinada por Écio Antunes, terminou na oitava
colocação na classificação final. Um dos seus jogadores, Victor Santana da
Silva, foi o artilheiro da competição, com 22 gols marcados, tendo disputado
onze partidas (uma média de dois gols por jogo). Esse número é mais
impressionante ainda se considerarmos que o total de gols marcados pelo Iate
Clube foi de 36. Na goleada de 5 x 1 sobre a LIDESP, Victor marcou quatro gols.
Em outra dessas partidas, em 12 de outubro de 1999, no Bezerrão, o Iate Clube
foi derrotado pelo Gama, por 3 x 2, com Victor marcando os dois gols de sua
equipe.
Seu desempenho nesse jogo e o total de gols marcados na competição, fizeram com
que o técnico do Gama na época, Sérgio Aparecido Alexandre, o convidasse para
ir treinar no clube.
No ano seguinte, Sérgio Alexandre foi convidado para ser treinador do
Guararapes E. C., da quinta divisão do Campeonato Paulista (Série B-2). Victor
e mais alguns jogadores de Brasília foram com ele. Ainda com 17 anos, Victor
aproveitou para se profissionalizar. Segundo o Almanaque do Futebol Paulista,
disputou apenas seis jogos e marcou dois gols.
Não teve uma adaptação fácil e antes mesmo do fim do campeonato, seu pai o
convenceu a voltar para Brasília, onde passou a trabalhar em um shopping.
Quando os clubes do DF estavam se preparando para voltar às atividades de 2001,
Victor foi chamado para fazer parte da equipe de juniores do Gama.
Fez sua estreia no time de juniores do Gama, em 11 de fevereiro de 2001, contra
a ARUC, no Bezerrão. O Gama venceu por 4 x 1, com dois gols de Victor.
Continuou marcando gols na competição, alguns bastante importantes e decisivos.
No primeiro jogo das semifinais, marcou um dos gols do empate em 2 x 2 com o
Dom Pedro II, em 13 de maio. Voltou a marcar no jogo de volta (1 x 1), em 20 de
maio, gol que garantiu o Gama na final.
Na final contra o Guará, foi novamente decisivo. No primeiro jogo, vitória de 2
x 0, com um gol de Victor. No jogo da volta, em 2 de junho de 2001, marcou o
gol de empate (1 x 1), que deu o título de campeão brasiliense de juniores ao
Gama.
O Gama formou nessa final com Leonardo, Daniel (Roney), Padovani, Léo e Micael;
Izaías, Ítalo (Sassá), Goeber e Fábio Neiva; Victor (Wesley) e Rodrigo.
Técnico: Silvio de Jesus Silva.
A Sociedade Esportiva do Gama chegou ao seu nono título de campeão brasiliense
no ano de 2001, o quinto consecutivo (1997 a 2001). Victor fez parte dessa
equipe ao disputar uma única partida no ano e que também foi a sua estreia na
equipe principal. No dia 1º de maio de 2001, no Bezerrão, o Gama venceu o Guará
por 2 x 0, formando com Ronaldo, Amilton, Ney Santos, Nen e Kaká; Deda, Kabila,
Rodriguinho e Maninho (Robston); Abimael (Victor) e Rodrigão (Marcelo França).
Técnico: Sérgio Alexandre.
Para encerrar o ano com chave de ouro, Victor e seus companheiros da equipe de
juniores do Gama foram cedidos ao Brasília para a disputa do Campeonato
Brasiliense da Segunda Divisão, que teve início no dia 11 de agosto de 2001.
Na final, em 10 de dezembro de 2001, no Mané Garrincha, vitória de 2 x 1 sobre
o CFZ, com um dos gols marcados por Victor.
Além de se sagrar campeão brasiliense, Victor foi o segundo artilheiro da
competição, com 11 gols (Giovani, do Luziânia, foi o primeiro, com 19).
Começou o ano de 2002 disputando, pelo Gama, a Copa São Paulo de Futebol Junior.
Foi a melhor participação de um clube brasiliense até então, porém, mesmo apresentando
um futebol melhor que em suas participações anteriores, o Gama não conseguiu
passar para a segunda fase (apenas o primeiro colocado de cada grupo se
classificava).
Em São Carlos, o Gama começou bem a disputa ao derrotar o Sãocarlense por 3 x
1, acabando com o jejum de vitórias na competição (nas duas participações
anteriores - 1995 e 2000 -, foram cinco derrotas e um empate. Victor marcou o
terceiro gol.
O Gama foi derrotado pelo Grêmio, de Porto Alegre, no segundo jogo, perdendo de
forma dramática por 2 x 1, jogando o tempo quase todo com um jogador a menos (Robston
foi expulso aos oito minutos do 1º tempo). Quando o jogo estava empatado em 1 x
1, o Gama teve grande chance de virar a partida: pênalti a seu favor, que
Victor perdeu. No fim, o Grêmio desempatou a partida.
O Gama se despediu empatando em 2 x 2 com o Juventus, de São Paulo, depois de
estar perdendo por 2 x 0. Um dos gols foi marcado por Victor, cobrando pênalti.
Por questões de calendário, o Gama não disputou a Primeira Fase do Campeonato
Brasiliense de 2002, somente disputando a Copa do Brasil e a Copa Centro-Oeste.
Com isso, ex-juniores do Gama foram emprestados à ARUC para a disputa da
Primeira Fase. Os dirigentes do Gama não quiseram emprestar Victor para a ARUC
e ele permaneceu no elenco do Gama, que só entrou no hexagonal decisivo do
Campeonato Brasiliense, disputando apenas dez jogos (contra 26 do campeão,
CFZ).
O Gama montou uma equipe cheia de jogadores renomados e que tinha Cuca como
técnico (a dupla titular de atacantes foi Dimba e Anderson; dos 17 gols
marcados pelo Gama, seis foram de Dimba e cinco de Anderson). O Gama foi
vice-campeão.
Disputou três jogos pela Copa Centro-Oeste e pelo Campeonato Brasileiro da
Série B em 2002, sem marcar gol.
No Campeonato Brasiliense de Juniores de 2002 o Gama voltaria a conquistar o
título de campeão, com mais participações decisivas de Victor, que não
participou de toda a competição pois estava junto com os atletas da equipe
principal. No primeiro jogo das semifinais, marcou dois gols na vitória de 4 x
0 sobre o Ceilândia. No jogo de volta, nova vitória de 4 x 0, com um gol de
Victor. Na final, contra o Brazlândia, empate em 0 x 0 no primeiro jogo e
goleada de 6 x 0 no segundo, com um gol de Victor.
No segundo semestre de 2002, o Gama novamente emprestou a maioria dos seus
juniores, incluindo Victor, desta vez para o Santa Maria, visando a disputa do
Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão. Desta vez não deu certo e o Santa
Maria não passou de um modesto quarto lugar.
Em janeiro de 2003, Victor disputou sua segunda Copinha. O Gama integrou o
Grupo D, com jogos realizados em São Vicente. Na estreia, empatou com o time da
casa em 2 x 2. Victor não marcou. Em compensação, na segunda participação, no
dia 9 de janeiro, o Gama venceu o Fluminense, do Rio de Janeiro, por 3 x 1, com
uma atuação sensacional de Victor, autor dos três gols da vitória. No terceiro
jogo, perdeu para o Vitória, de Salvador (BA), e foi desclassificado.
No banco de reservas durante todo o ano de 2003, pôde comemorar mais um título
de campeão brasiliense do Gama, o último antes da sequência do Brasiliense (2004
a 2009).
Disputou três jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série B (marcando um gol) -
quando o Gama foi rebaixado para a Série C de 2004 - e apenas uma pela Copa do
Brasil.
O ano de 2004 teve mais presença de Victor em campo nos jogos do Gama.
No Campeonato Brasiliense, atuou em 14 jogos e marcou quatro gols.
Na Primeira Fase da Copa do Brasil de 2004 o Gama enfrentou o vice-campeão
paranaense de 2003, o Paranavaí. No primeiro jogo, fora de casa, empatou em 0 x
0. Na volta, o Gama venceu por 3 x 0, com um gol de Victor.
Vieram, então, as partidas contra o Botafogo. No Bezerrão, empate em 4 x 4, com
Victor marcando o gol de empate do Gama aos 33 minutos do segundo tempo.
No segundo jogo, em pleno Maracanã, o Gama venceu, pela primeira vez em sete
confrontos oficiais o Botafogo por 3 x 2, de virada, comemorando a inédita
classificação às oitavas-de-final em dez participações na Copa do Brasil.
O Gama sofreu um gol bem cedo, logo aos 9 minutos. No minuto seguinte, veio o
empate: Victor, aproveitando rebote do goleiro Jefferson. Aos 17, a virada, com
Thiago em cobrança de falta. Aos 37, o Gama ampliou, novamente através de
Victor. No segundo tempo, o Botafogo diminuiu, mas não conseguiu marcar mais
gols.
Nesse histórico jogo o Gama formou com Osmair, Weider, Carlos Eduardo, Emerson
e Bobby; Thiago (Leandro Leite), Goeber, Rodriguinho e Wesley; Victor (Macaé) e
Michel Platini (Genilson). Técnico: Everton Goiano.
Próximo adversário na Copa do Brasil, o Palmas, de Tocantins. O Gama conseguiu
um ótimo resultado em seu primeiro jogo contra o Palmas, ao empatar em 1 x 1,
fora de casa. Bastava um placar em branco no duelo de volta, no Gama, para
garantir a classificação para as quartas-de-final.
Depois de eliminar o Botafogo, nenhum torcedor imaginava que o Gama fosse
perder a chance de continuar na Copa do Brasil, jogando em casa, depois de
empatar em Tocantins. Mas o inesperado aconteceu e o Gama deu adeus à Copa do
Brasil: derrota de 3 x 1.
Na tarde de 28 de novembro de 2004, o Gama goleou o Limoeiro, do Ceará,
fechando o placar em 7 x 1 e garantindo assim sua vaga na Série B do Campeonato
Brasileiro de 2005. Victor marcou o primeiro e o terceiro gol do Gama e deu
duas assistências.
O Gama jogou com Alencar (Roger), Cleiton, Marcão, Emerson e Bobby; Juari
(Carlos Eduardo), Macaé, Wesley e Rodriguinho; Victor e Michel Platini (Bispo).
Técnico: Reinaldo Gueldini.
Victor foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro Série C de 2004, juntamente
com Marciano, do Limoeiro (CE) e Frontini, do União Barbarense (SP), todos com
10 gols.
É ainda o jogador a marcar mais gols na Copa do Brasil com a camisa do Gama.
Em 2005 o Gama não foi bem no Campeonato Brasiliense, chegando em quarto lugar.
Victor colaborou com nove gols, tornando-se vice-artilheiro dessa competição.
O Campeonato Brasileiro da Série B de 2005 teve a participação de 22 equipes.
Na Primeira Fase, os clubes jogaram entre si, em turno único. Os oito melhores
colocados classificavam-se para a outra fase. O Gama não conseguiu passar de
fase, ao obter a 13ª colocação no geral.
No primeiro jogo do Gama, Victor marcou o gol da vitória sobre o Grêmio (RS),
por 2 x 1, justamente na estreia do técnico Mano Menezes no clube gaúcho. Jogou
o segundo e não marcou contra a Anapolina (GO). Marcou o gol do empate em 1 x 1
com o Vila Nova (GO). Jogou e não marcou com o Caxias no quarto jogo, e depois do
quinto jogo, contra o Bahia, Victor foi emprestado ao Paulista, de Jundiaí (SP),
que também disputava essa mesma série.
Marcou cinco gols, contra o São Raimundo (AM), União Barbarense (SP), Avaí
(SC), Criciúma (SC) e Ceará (CE), ajudando o Paulista a se livrar do
rebaixamento (entre os rebaixados estavam os baianos Vitória e Bahia).
Por ironia do destino, enfrentou o Gama no dia 13 de agosto de 2005, em
Jundiaí, empate em 1 x 1.
Retornou ao Gama em 2006 e marcou quatro gols nos treze jogos que disputou pelo
Campeonato Brasiliense.
Disputou apenas quatro jogos (marcando um gol) pelo Campeonato Brasileiro da
Série B.
Por não ter completado a cota de sete jogos por outra equipe, em julho de 2006
Victor foi emprestado ao Paulista, de Jundiaí (SP), para continuar disputando a
Série B.
No clube de Jundiaí ele fez parte de um período de ouro da instituição
(conquista da Copa do Brasil de 2005 e disputa da Taça Libertadores de 2006).
Victor viveu a experiência única de disputar a Copa Libertadores da América em
2006. O Paulista estava inserido no Grupo 8, uma das chaves mais difíceis
daquela edição, enfrentando o gigante argentino River Plate, além do Libertad
(Paraguai) e do Nacional (Equador). Pela forte concorrência no ataque do
Paulista, o papel de Victor foi ser o "décimo segundo jogador",
entrando no segundo tempo para dar velocidade ao time contra adversários
cansados.
Assim foi na maior e única vitória alcançada pelo Paulista nessa competição, 2 x
1 sobre o River Plate, em Jundiaí. Victor começou no banco de reservas. Em um
jogo extremamente tenso e físico, ele foi acionado por Vagner Mancini no
segundo tempo para puxar contra-ataques pelas pontas, explorando os espaços
deixados pela defesa argentina que buscava o empate. Ajudou a segurar o
resultado histórico.
No Campeonato Brasileiro da Série B de 2006 teve bons momentos. Um de seus
momentos mais lembrados foi balançar as redes na histórica goleada de 9 x 0 do
Paulista sobre o Paysandu.
Nessa competição, Vanderlei, do Gama, foi o artilheiro, com 21 gols. Victor
marcou dez.
Curiosamente, Victor jogou pelo Gama contra o Paulista, na primeira fase da
competição: 1 x 1, em 28 de abril de 2006. No dia 9 de setembro, em Jundiaí,
vitória do Paulista, por 4 x 3. Victor marcou um dos gols do Paulista. O
Paulista terminou o campeonato na quinta colocação e o Gama em 11º lugar.
Em setembro, foi anunciado como reforço do Ceilândia para a terceira fase do
Campeonato Brasileiro da Série C. Jogou uma das duas partidas contra o Londrina
(PR), ambas vencidas pelo Ceilândia, que garantiu vaga nas oitavas de final, quando
esteve em campo contra o Ipatinga (MG), mas não pôde evitar a eliminação do
clube do DF.
No início de 2007, Victor seguiu atuando no Campeonato Paulista, frequentemente
utilizado por Vagner Mancini como uma opção vinda do banco de reservas. Marcou
dois gols na competição.
Depois teve uma passagem curta e discreta pelo Atlético Goianiense. Ele
integrou o elenco do clube em uma temporada altamente competitiva e vitoriosa
para o clube, que contava com um setor de ataque bastante disputado e nomes que
se tornaram ídolos históricos na equipe, como Fábio Oliveira e Romerito.
Naquela temporada, o Atlético conquistou o título do Campeonato Goiano,
quebrando um jejum de 19 anos sem taças estaduais e disputou o Campeonato
Brasileiro da Série C.
Devido à forte concorrência interna na linha ofensiva e a escolhas táticas da
comissão técnica, Victor acabou recebendo poucas oportunidades de
entrar em campo, tendo um papel secundário na campanha antes de se transferir
para o futebol paulista.
No Comercial de Ribeirão Preto (SP), Victor também teve uma passagem muito
breve e de transição no início de 2008. Ele foi contratado pelo clube paulista
para reforçar o setor ofensivo no primeiro semestre daquele ano. O principal
objetivo do Comercial naquele período era a disputa da Série A2 do Campeonato
Paulista. Victor Santana permaneceu poucos meses em Ribeirão Preto, não
conseguindo se firmar como titular absoluto do ataque.
Retornou ao futebol do DF no ano de 2008, para disputar a 3ª Divisão do
Campeonato Brasiliense pela novata equipe do Brazsat.
Atuando como meia ofensivo e junto com outros jogadores renomados como o
goleiro Welder, o zagueiro Adriano Cacareco e os atacantes Cassius e Fernando
Veiga, chegou ao título de campeão no dia 27 de julho de 2008, após vitória do
Brazsat sobre o Renovo, no Abadião.
Dividiu a quinta colocação na tábua de artilheiros com seu companheiro de
clube, Cassius, ambos marcando três gols (em sete jogos).
Foi contratado com o status de reforço estrangeiro para o setor ofensivo,
recebendo mais oportunidades de atuar como titular. Tendo que enfrentar o forte
calor do país e a necessidade de rápida adaptação ao estilo de vida e ao
futebol da região, não conseguiu ter uma sequência regular de jogos, não tendo
renovado o seu contrato.
Voltou para o Brasil em 2009 para defender o Votoraty, de Votorantim (SP). Naquela
temporada, Victor foi comandado por Fernando Diniz, que estava em seu início de
carreira como treinador e já implementava seu estilo tático de posse de bola e
aproximação.
Durante sua passagem pelo Votoraty entre 2009 e 2010, Victor marcou apenas
cinco gols oficiais. O gol mais importante de sua trajetória no clube aconteceu
no jogo de ida da final justamente contra o Paulista, de Jundiaí. Jogando fora
de casa, Victor fez valer a "lei do ex" e anotou o único gol do
Votoraty na derrota por 2 x 1. Esse gol foi crucial para manter o time vivo
para o jogo de volta, onde golearam por 5 x 1 e assegurou o título inédito de
campeão da Copa Paulista de 2009 (antes, na fase inicial, Victor marcou outros três
gols).
No Campeonato Paulista da Série A2 de 2010 anotou um gol na campanha de acesso
do estadual.
A temporada de 2010 foi justamente a última do projeto profissional do Votoraty
daquela época. Após bater na trave no acesso à elite estadual (terminando em 9º
na Série A2), a diretoria licenciou a equipe profissional afastando-a das
competições da Federação Paulista. Com o encerramento das atividades do
Votoraty, Victor Santana retornou para o Distrito Federal no ano seguinte.
Quando estava para acertar seu retorno para o futebol do DF, surgiu uma
proposta para jogar no Dong Nai FC, da cidade do mesmo nome, perto da capital do
Vietname, Ho Chi Minh (antiga Saigon), e que na temporada anterior lutou para
evitar o rebaixamento, garantindo uma vitória na última rodada da V. League 2.
Apesar da boa temporada, faltando muito pouco para o acesso a V. League 1, não
houve acerto entre os empresários envolvidos e Victor voltou para o Brasil.
O retorno de Victor ao Gama em 2011 representou um reencontro com o clube onde
ele foi revelado para o futebol profissional, mas aconteceu em um cenário
institucional bastante delicado. Voltou para tentar ajudar o time alviverde em
um momento de reconstrução.
O ano de 2011 foi muito difícil para o Gama. O clube enfrentava problemas
financeiros e uma forte crise política, o que refletiu diretamente no
planejamento do departamento de futebol e na montagem do time para o Campeonato
Brasiliense. Em campo, a equipe não conseguiu brigar pelo topo da tabela do
campeonato estadual e Victor teve uma participação discreta no quesito gols,
sofrendo com a oscilação coletiva do time.
Diante do ano instável no Gama, em 2012 se transferiu para o Sobradinho. No
Campeonato Brasiliense foram onze jogos e apenas um gol. No segundo semestre,
foi emprestado ao Santa Maria para a disputa do Campeonato Brasiliense da
Segunda Divisão. Foram oito jogos e três gols.
Disputou o Campeonato Paulista da Série A2 de 2013, pelo São José.
Depois foi contratado pelo Goianésia para a Fase Final do Campeonato Goiano de
2014. Nas semifinais, disputou as duas partidas contra o Goiás, saindo do banco
de reservas. O Goianésia foi eliminado pelo Goiás.
Também em 2014, foi contratado para reforçar o elenco do Mogi Mirim durante a
disputa da Copa Paulista do segundo semestre de 2014. Aos 32 anos, o atacante
chegou com a missão de liderar um elenco majoritariamente jovem, composto por
muitas promessas das categorias de base do clube. Sem conseguir uma longa sequência
de jogos e gols, Victor permaneceu no clube apenas até o fim dessa temporada.
Em 2015 disputou o Campeonato Brasiliense pelo Cruzeiro, marcando quatro gols
nos oito jogos que disputou.
O último clube defendido por Victor foi o Paranoá Esporte Clube, do Distrito
Federal, em 2016.
A trajetória de Victor no Paranoá em 2016 foi marcada pelo protagonismo do
atleta dentro de campo, sendo uma peça fundamental no acesso do time à elite do
futebol do Distrito Federal.
Victor liderou o setor ofensivo do Paranoá na disputa do Campeonato Brasiliense
da Segunda Divisão de 2016, marcando cinco dos oito gols do clube na competição.
Deixou sua marca nos confrontos das semifinais contra o CFZ. No jogo de ida, marcou
o gol da vitória do Paranoá por 1 x 0. No jogo de volta, abriu o placar na
partida decisiva que terminou empatada em 2 x 2. Com esses gols decisivos, o
Paranoá eliminou o adversário e assegurou a vaga de retorno à Primeira Divisão
do Campeonato Brasiliense para a temporada seguinte.
Na grande final do torneio, o Paranoá acabou superado pelo Dom Pedro II,
terminando com o título de vice-campeão da Segunda Divisão de 2016. A meta
principal de restabelecer o Paranoá na elite do DF foi cumprida com méritos e
forte contribuição de Victor.
Em seu último ano como jogador, além de atuar como capitão do Paranoá, Victor
foi o artilheiro da competição, com cinco gols, ao lado de Pedrinho (Bolamense)
e Chefe (Dom Pedro II).
Na última partida de Victor como jogador, no dia 7 de agosto de 2016, no Serra
do Lago, em Luziânia (GO), o Paranoá perdeu a decisão contra o Dom Pedro II, formando
com Giovanni, Guto (Wilk), Zumba, Fernando e Gleison; Paulo, Afonso (Luiz
Felipe), Anderson e Igor; Victor e Emerick (Hudson). Técnico: Rol Faúla.
Após pendurar as chuteiras, Victor Santana fez uma transição rápida para a área
técnica e rapidamente colocou seu nome na história do futebol do Distrito
Federal.
Como não teve tempo de se preparar para a função, Victor correu para as
livrarias e apostou na leitura. Consumiu páginas e mais páginas das obras de
Pep Guardiola. Mergulhou nas publicações sobre periodização tática. Aliou a
teoria à prática com um ótimo professor, o vitorioso treinador Reinaldo
Gueldini.
Iniciou trabalhando nas categorias de base do Sobradinho, em 2017. No início de
2018, assumiu o time principal com apenas 35 anos de idade. Em um feito
histórico, desbancou o favorito Brasiliense na final e conquistou o título do Campeonato
Brasiliense de 2018 nos pênaltis, quebrando um jejum de 31 anos do Sobradinho e
tornando-se o primeiro técnico nascido no DF campeão do torneio.
Em 2019 foi treinador do Sobradinho no Campeonato Brasiliense, na Copa do
Brasil e no Campeonato Brasileiro da Série D.
Teve uma passagem no comando da equipe do Capital durante o Campeonato
Brasiliense de 2020. Retornou ao Gama, inicialmente para dirigir o Sub-17, mas
foi promovido ao time profissional para comandar o clube na Copa Verde e no Campeonato
Brasileiro da Série D.
Em 2021 foi treinador do Gama na Copa do Brasil e no Campeonato Brasiliense.
Assumiu o comando técnico do Santa Maria no Campeonato Brasiliense da Primeira
Divisão de 2023.
Em 2024, Victor Santana seguiu sua carreira como treinador das categorias Sub-15,
Sub-17 e Sub-20 do Canaã.
O Canaã disputou quatro competições: Brasiliense Infantil, Juvenil e Juniores,
além da Copa Brasília Sub-20. O seu melhor resultado foi o vice-campeonato da
categoria Sub-17, onde chegou na final, mas perdeu o título para o Capital. Na
Copa Brasília Sub-20 deste ano, esteve perto de se classificar para a final,
mas apenas empatou com o Capital e ficou de fora da decisão.
Restando pouco mais de um mês para a Copa São Paulo de Juniores, o Canaã
anunciou no dia 27 de novembro de 2024 a saída do técnico Victor Santana.
Em 2025 e em 2026 foi Assistente Técnico de Luiz Carlos Carioca na conquista de mais dois títulos de campeão brasiliense na história do Gama.
Almanaque do Futebol Paulista - 2001
Boletins e súmulas da Federação de Futebol do Distrito Federal
Correio Braziliense
José Egídio Pereira Lima
Victor Santana da Silva.













Nenhum comentário:
Postar um comentário