quarta-feira, 9 de maio de 2018

FICHA TÉCNICA: Augustinho Guiotti



NOME COMPLETO: Augustinho Guiotti
APELIDO: Augustinho
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Pires do Rio (GO), 10 de maio de 1945.
POSIÇÃO EM CAMPO: Ponta Direita.

LINHA DO TEMPO

Ainda jovem começou a jogar futebol em sua cidade, no Pires do Rio Futebol Clube.
Veio para o Distrito Federal em 1960.
Depois passou por Formosa (GO) e Grêmio e Ipiranga, de Anápolis (GO).
No futebol do DF começou nos juvenis do Rabello, em 1965. Neste mesmo ano, andou participando dos treinamentos, sempre na equipe de reservas.
Em benefício da Sociedade Pestalozzi do Distrito Federal, a Federação Desportiva de Brasília promoveu um amistoso entre o Rabello e uma seleção formada por jogadores dos demais times que disputaram o campeonato, no dia 8 de dezembro de 1965, no estádio Paulo Linhares, com portões abertos. Esse jogo marcou a estreia de Augustinho no time principal, entrando no segundo tempo no lugar de Zezé. O Rabello formou com Zé Walter, Jair (Lima), Mello, Candão e J. Pereira; Pedrinho (Moacir) e Beto Pretti (Tião) (Didi); Zezé (Augustinho), Djalma, Invasão e Zoca (Raimundinho) (Zé Maria).
Começando como titular, seu primeiro jogo no Rabello aconteceu pouco depois, no dia 23 de janeiro de 1966, em um amistoso contra a Seleção de Taguatinga, vencido pelo Rabello por 3 x 1. A escalação do Rabello foi essa: João (Zé Maria II), Ulisses (Leocádio), Lima, Jairo (Vanderlei) e Wilson; Moacir e Pedrinho (Beto Pretti); Augustinho, Didi (Zezé), Ceninho (Zé Maria I) e Raimundinho.
Augustinho, em uma das viagens da seleção
do DF, ao centro, de camisa escura
Já a estreia no Campeonato Brasiliense de profissionais se deu em 17 de julho de 1966, no estádio Paulo Linhares, quando Rabello e Pederneiras empataram em 3 x 3. Formou o Rabello com Zé Walter, Aderbal, Gegê, Mello e J. Pereira; Zé Maria e Beto Pretti; Augustinho (Invasão), Zezé, Otávio e Arnaldo.
Pelo Rabello, conquistou o título de campeão brasiliense de profissionais de 1966. Também revezou com Zezé a titularidade da ponta-direita do Rabello na Taça Brasil de 1966.
Passou o ano de 1967 quase todo na reserva do Rabello.
Em 1968, disputou alguns amistosos com a camisa do Defelê e, quando, em julho de 1968, a Federação Desportiva de Brasília decidiu pela organização de uma seleção profissional de futebol, em caráter permanente, Augustinho, como atleta do Rabello, foi um dos convocados.
Na seleção do DF, disputou quatro amistosos em 1968, um contra o Coenge, do Gama (DF), um com a URT, de Patos de Minas-MG, outro com o CRAC, de Catalão-GO e o último contra o Palmeiras, de Mineiros-GO. Foram três empates e uma vitória.
Flamengo, de Taguatinga: na ponta-direita
Disputou o Campeonato Brasiliense de 1969 pelo Flamengo, de Taguatinga, e, após a sua realização, transferiu-se para o Coenge, do Gama.
A estreia no alvinegro do Gama aconteceu em 24 de novembro de 1969, no estádio Pelezão, na vitória de 1 x 0 sobre o Grêmio Brasiliense, válido pelo taça “Tira Teima”.
Em 1970, disputou o Campeonato Brasiliense e o Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira”.
Ainda disputaria, pelo Coenge, o Torneio “Governador do Distrito Federal” de 1971, transferindo-se, logo depois, para o Grêmio Esportivo Brasiliense, time pelo qual fez sua estreia no dia 18 de setembro de 1971, no Pelezão, no empate diante do Colombo (1 x 1). O Grêmio formou com Cláudio, Lúcio, Maninho, Mauro e Wilson Godinho; Orlando e Nemias (Divino); Augustinho, Invasão, Sérgio Augusto (Santos) e Eduardo. Técnico: Bugue.
Voltaria a ser convocado para defender a seleção do DF para o amistoso contra o Luziânia, em 7 de março de 1971, com vitória do selecionado por de 3 x 2, porém, não participou do jogo.
Em 1972 fez parte da equipe do Ceub (que estava sendo montada para representar o futebol do DF no Campeonato Brasileiro de 1973), tendo disputado dois amistosos contra dois grandes clubes do futebol brasileiro: no dia 4 de junho de 1972, no empate em 0 x 0 com o Cruzeiro, de Belo Horizonte-MG, ocasião em que Garrincha esteve atuando pelo clube brasiliense, que apresentou a seguinte formação: Zé Walter, Aderbal, Lúcio, Noel e Serginho; Darse (Augustinho) e César; Garrincha (Procópio) (Carlos Alberto), Hermes, Cláudio Garcia e Dinarte. Técnico: Carlos Morales. O outro amistoso foi no dia 25 de junho de 1972, também terminado empatado (1 x 1), diante do Flamengo, do Rio de Janeiro. Neste jogo, Augustinho começou como titular.
O último clube do DF em que Augustinho atuou foi o Canarinho, quando da disputa do Campeonato Brasiliense de 1976, que foi o primeiro da nova era do profissionalismo no Distrito Federal. No dia 5 de junho de 1976, o Canarinho venceu o Gama, por 1 x 0, no Pelezão, atuando com essa formação: Itamar, Cruzeiro, Ivã, Toinho e Diogo; Nilton, Peba e Roberto; Chiquinho (Augustinho), Belo e Juvêncio (Mauro). Técnico: João da Silva.
Logo depois, Augustinho encerrou a carreira, devido a uma lesão no joelho. Montou uma escola em Taguatinga, o Centro Educacional Brasil Central, onde é diretor e administra um pequeno museu do futebol, chamado de “Brasileirinho”, onde estão eternizadas emoções vividas nas Copas do Mundo (que acompanha desde 1990), com fotos de jogadores e técnicos, uniformes autografados, bolas oficiais e muito mais dos lugares por onde passou. (curiosidade: Augustinho é tio do zagueiro do Chelsea, David Luiz).
Não acompanhava o futebol local até o surgimento do Brasiliense, pelo qual passou a torcer e acompanhar em vários jogos. Desde 2005, Augustinho separou uma parede de seu acervo Brasileirinho só para o Brasiliense. Ali, fotos emolduradas dos times campeões do DF e camisas autografadas e devidamente preservadas. Entre as preciosidades, o poster de campeão do primeiro título da história do Brasiliense, o da Segunda Divisão de 2000.

Registro:
No dia 17 de outubro de 1966, no perigoso trevo da rodovia Anápolis-Goiânia, Augustinho esteve envolvido em acidente gravíssimo, quando um caminhão tanque se chocou com o carro que dirigia, vindo de Pires do Rio. O caminhão tanque ficou de rodas para o ar, derramando gasolina por toda a pista, não se registrando explosão por milagre. O caminhão era dirigido por Marciano Esaú Mendonça, residente em Brasília, e que faleceu no Hospital Evangélico Goiano. Augustinho ficou bastante ferido, a exemplo das outras sete pessoas que se encontravam no interior do caminhão.


Um comentário:

  1. Me prometeu ajudar com emprego, ficou com meu álbum da copa de 1994, com autografo do Romário e sumiu. Mudou numero de celular. Queria ao menos meu card do Romário de volta. Se tiver acesso a esse comentário Augustinho, me responda, alex.bo26@gmail.com. Obrigado.

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