segunda-feira, 7 de maio de 2018

FICHA TÉCNICA: Oscar



NOME COMPLETO: Oscar Ferreira Santana
APELIDO: Oscar
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Cristalina (GO), 7 de maio de 1944
POSIÇÃO EM CAMPO: Ponta-Esquerda

LINHA DO TEMPO

Começou a jogar futebol no Colombo, da então Cidade Livre (hoje Núcleo Bandeirante), em 1962, revezando entre as equipes de juvenis e de aspirantes. No mesmo ano passou a defender o Goianésia Esporte Clube que, nesta época, disputava o Campeonato Goiano do Interior.

Voltou para Brasília em 1963 e foi inscrito pelo Colombo para disputar o Campeonato Brasiliense desse ano. No dia 12 de maio estava no time do Colombo que foi vice-campeão do Torneio Início.
Goianésia
Depois, foi para o Vila Nova, de Goiânia-GO, onde conquistou o título de campeão goiano de 1963.

Em 1964, transferiu-se para Luziânia. No dia 23 de fevereiro de 1964, fez parte da equipe do Luziânia Esporte Clube que excursionou até Paracatu (MG), onde o Amoreiras, local, foi goleado por 5 x 2.
No dia 24 de maio de 1964, o Luziânia recebeu o Rabello, de Brasília, em seu estádio, e foi derrotado. O Luziânia atuou com Marreco, Coquinho, Félix, Osmar e Tiãozinho; Peru e Tomé; Bubu, Invasão, Carlos e Oscar.

Excursão a Paracatu
No dia 15 de maio de 1966, no estádio Francisco das Chagas Rocha, em Luziânia, Oscar integrou a equipe do Luziânia no empate em 3 x 3 com a Seleção de Brasília.
Sua estreia numa competição oficial aconteceu em 12 de junho de 1966, quando Oscar tomou parte do Torneio Início do Campeonato Brasiliense de Profissionais de 1966, que contou com a participação de sete equipes. Logo em sua primeira participação, o Luziânia foi derrotado pelo Pederneiras.
Pelo Campeonato Brasiliense a estreia de Oscar aconteceu em 26 de junho de 1966, no estádio Pelezão, em jogo válido pela segunda rodada do primeiro turno, com vitória de 3 x 1.
Na primeira rodada do returno, no dia 14 de agosto de 1966, Oscar marcou seu primeiro gol com a camisa do Luziânia, na goleada de 8 x 3 sobre o Flamengo, de Taguatinga, no estádio Ciro Machado do Espírito Santo. Nesse dia, o Luziânia atuou com os seguinte jogadores: Walmir Gato, William, Zezão (Ditinho), Bimba e Coquinho; Bolinha e Peru; Oscar, Sabará, Hermes Carneiro e Raimundinho. Técnico: Wander Abdalla.
Luziânia
Oscar disputou dez jogos válidos pelo Campeonato Brasiliense de Profissionais de 1966.
Pouco tempo depois, teve início o torneio de profissionais “Engenheiro Plínio Cantanhede”, realizado com rodadas duplas e que apontaria as quatro equipes classificadas para a disputa da Taça Brasil Central com equipes de Brasília, Anápolis e Goiânia.
Logo na estreia, no dia 23 de outubro de 1966, Oscar marcou um dos gols do empate de 3 x 3 com o Defelê.
A última partida de Oscar pelo Luziânia e, consequentemente, a última participação do clube em competições como profissional na década de 60, foi no dia 10 de novembro de 1966, na derrota para o Flamengo, de Taguatinga, por 5 x 2. O Luziânia atuou com Walmir Gato, Coquinho, Ildomar, Ditinho e Ciliu; Bolinha e Peru; Oscar, Sabará, Hermes Carneiro (Antônio) e Raimundinho. Técnico: Agostinho Pereira Ventura “Sabará”.
Em 9 de abril de 1967 aconteceu a Assembleia Geral na Federação Desportiva de Brasília, onde ficou decidido que o Luziânia não participaria do campeonato brasiliense de 1967, em virtude de nova grave crise em que se encontrava o clube. Com o fim do time, vários jogadores foram para outras equipes do futebol de Brasília, dentre eles Oscar.

Coenge
Oscar, então, foi para o Coenge Futebol Clube, do Gama, em 1967, que, nesse ano, integrava o Departamento Autônomo da Federação Desportiva de Brasília, uma espécie de departamento responsável pelo futebol amador da entidade. Desde o ano anterior, 1966, o departamento organizava um campeonato entre as equipes não profissionais, divididas, em sua primeira fase, por regiões, chamadas de séries, no Gama, em Taguatinga, em Sobradinho e no Plano Piloto. Posteriormente, os dois primeiros de cada série disputavam a fase final. O Coenge foi o campeão da Série Gama.
No final desse ano, nos dias 26 de novembro e 3 de dezembro de 1967, Oscar participou de um torneio quadrangular que contou com o Coenge e A. A. Cultural Mariana, ambos do Gama, e Rabello e Cruzeiro do Sul, ambos de Brasília e representados por times mistos. O Coenge ficou com o segundo lugar no torneio, sendo derrotado na decisão contra o Cruzeiro do Sul com essa formação: Tonho, Dimenor, Tarcísio, Xixico e Mauro; Pelezão e Divino; Pelezinho, Dera, Eraldo e Oscar.

Na preliminar do amistoso interestadual Guará 0 x 2 Flamengo, do Rio de Janeiro, realizado em 18 de junho de 1968, no estádio de Brasília, Oscar foi um dos destaques da goleada do Coenge sobre o Civilsan, por 7 x 2, ao marcar dois gols. O Coenge atuou com Tonho, Ferraz, Dirceu, Duchinha e Mauro; Pelezão (Jânio) e Divino (Jandaia); Pelezinho (Assis), Noé, Eraldo e Oscar.
O Coenge foi o campeão do torneio como parte dos festejos do 8º aniversário da cidade do Gama, realizado nos dias 6 e 13 de outubro e que contou com a participação de dez equipes.
O Coenge conquistou o bicampeonato da Série Gama, do Departamento Autônomo, superando União, Real, Gaminha, Guarani, Grêmio, Minas e Imperial.
A Fase Final do campeonato do Departamento Autônomo foi iniciada no dia 1º de dezembro e reuniu Gaminha e Coenge (representantes do Gama), Civilsan (Plano Piloto), Brasília, Meta e Setor Automobilístico (Taguatinga) e Manufatura (Sobradinho). Foi necessária uma superdecisão entre Gaminha, Civilsan e Coenge, todos com três pontos perdidos, para se conhecer o campeão.
Mas a torcida teve que esperar a virada de ano para saber quem seria o vencedor.
Um gol de Oscar, aos 34 minutos da primeira etapa, deu ao Coenge a vitória de 1 x 0 sobre o Gaminha e o título de campeão do Departamento Autônomo, edição 1968, no dia 2 de fevereiro de 1969. O Coenge foi campeão com Hugo, Dirceu (Minhoca), Eraldo, Ferraz e Xixico (Duchinha); Mauro e Divino; Noé, Pelezinho, Tatá e Oscar.

No começo de 1969, Oscar foi um dos convocados para integrar a Seleção do DF que enfrentaria o Olaria, do Rio de Janeiro.
No jogo-treino realizado no dia 9 de fevereiro, Oscar fez parte da Seleção “B” e marcou um dos gols da derrota para a “A”, por 4 x 2. Oscar não participou do amistoso interestadual do dia 11 de fevereiro, quando a seleção do DF foi goleada pelo clube carioca, por 5 x 0.
Para o amistoso contra o Flamengo, do Rio de Janeiro (no dia 2 de março), o selecionado brasiliense realizou um jogo no dia 23 de fevereiro contra o DAE e venceu por 7 x 2, com um gol de Oscar.
O Flamengo trouxe Garrincha como maior atração, abriu uma boa diferença ainda no primeiro tempo (3 x 0), mas resolveu abandonar o gramado com 60 minutos de jogo, depois da expulsão de dois de seus jogadores. Além disso, obedecendo ordens do treinador Tim, os jogadores Zezinho, João Daniel e Garrincha simularam uma contusão e abandonaram o gramado, forçando o árbitro a encerrar a peleja.
O técnico da Seleção do DF foi José Dias, que escalou o seguinte time: Hugo, Jonas (Fernandes), Eraldo, Paulinho e Xixico; Eduardo e Divino; Noé, Guairacá, Pelezinho (Argenta) e Oscar (Marão).
A partir de 13 de abril de 1969, o Coenge iniciou a campanha que lhe daria, pela primeira vez, o título de campeão brasiliense de futebol.
Quando a Federação Desportiva de Brasília deu uma pausa no Campeonato Brasiliense de 1969, convocou duas seleções formadas por jogadores dos clubes disputantes da competição, para uma série “melhor-de-três”.
Oscar fez parte do selecionado “B”, que teve como técnico Eurípedes Bueno, juntamente com os jogadores Hugo, Ferraz, Tatá, Xixico, Pelezão, Divino, Minhoca, Pelezinho, Garrinchinha e Oscar (Coenge), Índio, Gildásio, Triste, Jeremias, Negão, Toinho, Santos, Luizinho, Cabeleira e Nemias (Brasília), Chiquinho, Dirceu e Ary (Flamengo), Ivan e Germano (Vila Matias), Juvenil e Parada (Cultural Mariana), Hélio (Meta) e Neco (Guarany).
O primeiro jogo foi no dia 6 de julho e a Seleção “B” venceu a “A” por 1 x 0. A Seleção “B” venceu com Hugo, Ferraz, Gildásio, Triste e Luisinho; Jorrâneo e Nemias (Dirceu); Toinho, Noé, Pelezinho (Ivan) e Oscar (Cabeleira).
O terceiro jogo previsto para 13 de julho foi dispensado, pois a Seleção “B” venceu por 4 x 3, no dia 9 de julho.
No dia 24 de julho de 1969, a Seleção do Distrito Federal, formada por jogadores do Coenge, do Gama, e do Brasília, de Taguatinga, jogou contra o Atlético Mineiro, no Estádio Pelezão, sendo derrotada por 4 x 0. A seleção jogou com Índio, Ferraz, Tatá, Triste e Luizinho (Gildásio); Divino e Pelezinho; Santos, Negão (Noé), Toinho e Cabeleireira (Oscar).
O Coenge foi ao Estádio Vasco Viana de Andrade, na Metropolitana, no dia 3 de agosto de 1969, enfrentar o Grêmio, empatando em 1 x 1, com um gol de Oscar.
Em dezembro de 1969, a Federação Desportiva de Brasília promoveu o Troféu Imprensa Esportiva, entre as seleções das cidades de Brasília, Gama, Núcleo Bandeirante e Taguatinga.
No jogo contra Taguatinga, no dia 20 de dezembro de 1969, Oscar substituiu Reco e não conseguiu ajudar a reverter a derrota de 2 x 1.

No dia 1º de fevereiro de 1970, aconteceu o jogo do Coenge contra a Portuguesa, do Rio de Janeiro, que terminou empatado em 1 x 1. O time do Coenge foi Carlos José, Jaimir, Elias (Ferraz), Mauro, Xixico, Pelezão, Divino, Augustin,  Pelezinho, Zé Carlos (Noé) e Oscar.
Logo depois, em 22 de fevereiro de 1970, Oscar estava na equipe do Coenge que venceu o Goiânia, no Estádio Pelezão, por 3 x 1.
Amistosamente, o Coenge jogou no dia 22 de março de 1970 e ganhou do Brasília, de Taguatinga, por 3 x 0, com um dos gols marcado por Oscar.
No 10º aniversário de Brasília (21 de abril de 1970), Oscar estava no time do Coenge que jogou contra o Tupi, de Juiz de Fora (MG), no empate em 0 x 0, na preliminar de Grêmio, de Porto Alegre, 2 x 0 Atlético Mineiro.
No início do Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira”, em 5 de julho de 1970, o Coenge jogou contra o Planalto e venceu por 3 x 1, com dois gols de Oscar. Oscar foi escolhido craque da rodada.
Na goleada de 7 x 2 aplicada sobre o Carioca, no dia 2 de agosto de 1970, Oscar voltou a marcar.
No final do torneio, o Coenge ficou com o vice-campeonato, recebendo o Troféu DETUR.
A próxima disputa que Oscar passaria a disputar seria o Campeonato de Futebol Amador do DF (campeonato oficial), do qual dez equipes participaram.
Logo em sua estreia, no dia 6 de setembro de 1970, marcou o único gol do jogo em que o Coenge derrotou o Defelê, por 1 x 0.
Uma semana depois, em 13 de setembro de 1970, o Coenge voltou a vencer, desta vez o Carioca, por 2 x 0, com um dos gols sendo marcado por Oscar.
Na terceira rodada, em 27 de setembro, no empate em 2 x 2 com o Colombo, mais um gol marcado por Oscar.
Oscar marcou seu quarto gol seguido, em novo empate em 2 x 2, desta vez contra o Planalto, no dia 4 de outubro de 1970.
No total, foram oito jogos, com cinco gols marcados por Oscar.

Em 1971, a FDB promoveu o Torneio Governador Hélio Prates da Silveira, que teve início em março.
No dia 28 de março, o Coenge perdeu para o Serviço Gráfico por 3 x 1. Oscar marcou para o Coenge.
O torneio marcou o início da decadência do Coenge. Assim como outros clubes, foi punido por inadimplência, com a perda de pontos em vários jogos. Depois, o Coenge se ausentou das reuniões, o que também era motivo para punições, e foi decidido, no dia 23 de junho de 1971, em assembleia, que os jogadores pertencentes a estas agremiações estavam liberados para disputar partidas por outros times. Desta forma, Oscar deixou o Coenge.
Em 13 de agosto de 1971, aconteceu a Assembleia da Federação Desportiva de Brasília que desfilou várias dessas associações, uma delas, o Coenge.

Com o fim do Coenge, em 1972 Oscar passou a fazer parte do elenco da Associação Atlética Serviço Social, que estreava nesse ano no Campeonato Brasiliense.
Curiosidade: a A. A. Serviço Social era formada, basicamente, por jogadores de vários clubes extintos, como Defelê, Planalto, Coenge e Civilsan. Um desses jogadores foi Antônio Valmir Campelo Bezerra, o mesmo político que deu o nome ao estádio do Gama, o Bezerrão.
O primeiro jogo de Oscar em seu novo clube foi no dia 19 de agosto de 1972, na vitória sobre o Piloto, por 4 x 1, no Pelezão. O Serviço Social formou com Laudislon, Pereira, Ivan, Triste e Zacarias; Bazan e Santiago; Zé do Norte (Zinho), Merlo, Manoel e Oscar. Técnico: Eurípedes Bueno.
No final do campeonato, o Serviço Social ficou com a quinta colocação. Oscar participou de dez jogos, tendo marcado dois gols.

Santa Cruz, do Gama
A partir de 1973 e até 1975, Oscar voltou a disputar apenas as competições do Gama. A Organização dos Esportes do Gama foi fundada em 2 de março de 1974 e por aqui ficou até a criação do campeonato de profissionais, em 1976, quando passou a defender a Sociedade Esportiva do Gama.
Seu primeiro jogo com a camisa do Gama foi em 5 de junho de 1976, no Pelezão, na derrota de 1 x 0 para o Canarinho. Formou o Gama com Morais, Bastos (Bill), Serginho, Santana e Carlão; Dequinha, Chicão e Galego; Almir, Zé Luiz e Oscar. Técnico: Jesus Santos.
Gama
Foram dez jogos com a camisa do Gama no Campeonato Brasiliense de 1976.
Ficou um tempo afastado dos gramados após desentendimento com a diretoria do Gama.
O último jogo de Oscar com a camisa do Gama aconteceu em 18 de abril de 1982, no empate em 0 x 0 com o Guará, no Bezerrão. O Gama formou com Toinho, Anselmo, William, Zinha e Zenildo; Vicente, Sidnei e Manoel Ferreira; Chiquinho (Oscar), Nilson e Marcelo (Quincas). Técnico: Carlos Morales.
Durante muito tempo continuou atuando em clubes de futebol amador do Distrito Federal e jogos comemorativos de veteranos.
Veteranos do Gama
No dia 12 de outubro de 1986, Oscar foi convidado para fazer parte da seleção de veteranos do Gama que enfrentou a Seleção Brasileira de Masters, que tinha, entre outros, Ademir da Guia, Adãozinho, Ado, Paraná, Buião e Tobias. O jogo foi no Bezerrão. Oscar jogou muito bem e deu as duas assistências para os dois gols do Gama, no empate em 2 x 2.
Depois, em 1992, participou de outro jogo reunindo veteranos, tais como Orlando Lelé, Cid, Aderbal, Alaor Capella, Dinarte e Zé Carlos, só para citar alguns.
Hoje mora em Águas Lindas de Goiás.

Nota:
Segundo alguns que o viram jogar, Oscar era um jogador muito eficiente como falso ponta de retorno ou recomposição de esquemas, e sabia aplicar bons dribles. Era um jogador muito esforçado e de boa assistência. Um verdadeiro e incansável motorzinho, fazendo o terceiro homem de meio de campo pelo lado esquerdo.

Colaboração: Paulo Roberto Silva.







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