terça-feira, 31 de outubro de 2017

ANÁLISE TÉCNICA: S. E. SERVENG-CIVILSAN - 1970


O único campeonato brasiliense disputado pela Sociedade Esportiva Serveng-Civilsan foi no ano de 1970.
Participaram dessa competição dez equipes: Carioca, Coenge, Colombo, Defelê, Grêmio, Jaguar, Piloto, Planalto, Serveng-Civilsan e Serviço Gráfico.
Disputaram o primeiro turno todos jogando entre si. Os seis primeiros colocados passavam para a segunda e decisiva fase, na qual seria apontado o campeão.
No primeiro turno a Serveng-Civilsan ficou em terceiro lugar, com a seguinte campanha:

 

J

V

E

D

GF

GC

SG

PG

% Aprov.

9

3

5

1

14

10

4

11

61,1%

 

Na segunda fase, a Serveng-Civilsan terminou em primeiro lugar, empatada com o Grêmio, ambos com 9 pontos ganhos, provenientes de quatro vitórias e um empate. Apesar de ter melhor saldo de gols (9 x 6) que o Grêmio, a Serveng-Civilsan teve que disputar uma “melhor-de-três” com o Grêmio, pois o regulamento determinava essa série em caso de empate nos pontos ganhos na primeira colocação.

Após um excepcional primeiro jogo, quando venceu o Grêmio por 6 x 2, a Serveng Civilsan perdeu o título de campeã brasiliense nos dois jogos seguintes, ambos pelo placar de 2 x 1.

Aproveitando o momento de transição no futebol, e após a bagunça do campeonato brasiliense de 1969, o treinador Otaziano assumiu o comando da Serveng-Civilsan e levou para a equipe vários jogadores que já haviam trabalhado com ele, muitos do Rabello e Defelê, que haviam desativado seu departamento de futebol.

Otaziano dirigiu a equipe durante a realização do Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira”. Antes de ser encerrada esta competição, o argentino Hector Gritta passou a ser o treinador da Serveng-Civilsan. Ele esteve à frente da equipe nas 17 partidas disputadas.

A campanha que deu o vice-campeonato a Serveng Civilsan foi esta:

 

J

V

E

D

GF

GC

SG

PG

% Aprov.

17

8

6

3

33

18

15

22

64,7%

 

Foram utilizados 24 jogadores, dos quais apenas o zagueiro Triste esteve em todos os 17 jogos disputados pela Serveng-Civilsan.

Confiram como foi o desempenho técnico de todos os jogadores que defenderam a S. E. Serveng-Civilsan no campeonato brasiliense da primeira divisão de 1970:

 

P

APELIDO

NOME COMPLETO

JD

GM

GS

G

Maracanã

15

15

G

Raspinha

Antônio Serafim Filho

2

2

G

Elizaldo

Elizaldo Carvalho Cabral

1

1

Z

Triste

Antônio Eustáquio da Silva

17

Z

Nenê

16

1

Z

Nazo

Elinaldo Carvalho Cabral

15

1

Z

Wilson Godinho

Wilson Godinho Filho

15

Z

Didi

Paulo Barros da Costa

12

Z

Vilela

Áureo Botelho Vilela

7

Z

Alcides

Alcides Gomes Barbosa

1

MC

Baiano

Almerindo Araújo

9

3

MC

Azulinho

Ernando Grillo

8

MC

Aldo

Aldo Nascimento da Silva

7

1

MC

Gentil

Gentil Gomes Fernandes de Sá

4

1

MC

Walmir

Walmir Ferreira dos Santos

4

MC

Oliveira

Sebastião de Oliveira Silva

3

MC

Carlinhos

Carlos Henrique Gomes da Cruz

1

A

Procópio

15

2

A

Manoelzinho

Manoel Esperidião Pereira

14

4

A

Eduardo

Eduardo Aparecido de Morais

13

3

A

Arnaldo

Arnaldo Pinto da Fonseca Junior

10

8

A

Invasão

Jorge da Silva Nunes

9

6

A

Da Silva

Manoel Oswaldo Sena Álvares da Silva

6

2

A

Adilson

Adilson França Santos

3

 

P = posições: G - goleiro, Z - zagueiro, MC - meio de campo e A - atacante.

 

JD = jogos disputados

GM = gols marcados

GS = gols sofridos

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

PERSONAGENS & PERSONALIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: José Egídio Pereira Lima


O destaque de hoje está com o livro sobre a história da A. A. Luziânia pronto, no momento correndo atrás de patrocinadores para a obra em que tanto trabalhou para concluir.

José Egídio Pereira Lima nasceu na Fazenda Catalão, município de Luziânia, no dia 1º de setembro de 1960.
Cursou o Ensino Médio no Grupo Escolar Cônego Ramiro e o Primeiro Grau no Colégio Estadual Alceu Roriz.
Funcionário Público da NOVACAP, empresa do Governo do Distrito Federal, onde exerceu a função de Chefe da SECOTA - Seção de Contabilização, da DICON - Divisão Orçamentária e Financeira e do DECON - Departamento de Contabilidade.
Colaborou com a comissão responsável por escrever o livro Novacap 50 Anos Por Brasília.
Foi produtor e apresentador do programa No Mundo dos Esportes, da Rádio Jornal de Luziânia e Editor de Esportes do Jornal A Folha, e articulista da coluna Opinião, do Jornal O Momento.
Egídio foi correspondente de Luziânia no programa matutino No Mundo da Bola, da Rádio Nacional de Brasília, apresentado por Gustavo Mariani, e com participação especial no programa semanal da antiga TV Capital, ancorado pelo jornalista Jorge Martins.
Foi diretor e conselheiro da Associação Atlética Luziânia.
Apesar de incompreendido por muitos, nunca deixou de lutar pelo desenvolvimento dos esportes de Luziânia. Em reconhecimento a essa luta, foi condecorado, no mês de julho de 1991, com a Medalha de Honra ao Mérito pelos desportistas da grande Luziânia e Entorno Sul do Distrito Federal e recebeu, em 1992 e 2012, o Troféu “Mané Garrincha” concedido pela Show Man Produções.
Lutou muito pela construção do Estádio Zequinha Roriz, de centros poliesportivos, ginásios de esportes, quadras esportivas, bem como pelo retorno do Luziânia ao futebol profissional, luta travada através do apoio da Editoria de Esportes do Jornal O Popular, do saudoso Luiz Gerci de Araújo e do Correio Braziliense, pelos editores Jorge Martins e Marcondes Brito.
Contou com o apoio do Jornal do Povo, do editor Lúcio Leal, com o os jornais Última Hora e Tribuna do Brasil, com o editor Gustavo Mariani e com o jornal A Folha, do Diretor Geral Manoel Damasceno, o qual realizou um grande debate na churrascaria Boi na Brasa, em julho de 1992, sendo um marco no desenvolvimento do esporte de Luziânia.
Obteve também o apoio das emissoras de rádio, em especial ao amigo Albino Inácio, da Rádio 610 AM, do programa no Mundo dos Esportes, da Rádio Globo, do programa Os Cobras da Notícia, do saudoso Mendes Ferreira, da Rádio Nacional, com Gustavo Mariani e da Rádio Capital, com Marcelo Ramos.
Por último, as emissoras de televisão, TV Globo, através do programa Globo Esporte, apresentado por Luiz Augusto Mendonça, e TV Capital, no programa Capital nos Esportes, do botafoguense Jorge Martins.

Egídio é apaixonado por sua cidade natal e pela Associação Atlética Luziânia, que não é apenas uma paixão, também é um patrimônio da sua gente e por isso resolveu escrever a sua história.
Um dos dias mais felizes da sua vida, além do nascimento dos filhos, foi quando, a convite do jornalista Luiz Solano, “O Repórter do Planalto”, teve a oportunidade de participar de uma reunião na Academia de Letras e Artes do Planalto, ao lado de importantes nomes da Cultura Brasileira, como o Presidente da Academia, senhor Jarbas Silva Marques, e dos membros Epaminondas Roriz, Terezinha de Jesus Roriz, Luiz Solano, Gastão Leite, Antônio João dos Reis e outros.
Sempre deixou claro que não é historiador e nem tampouco escritor. No dizer do saudoso amigo Gelmires Reis “O pesquisador é um ajuntador de gravetos, para o historiador fazer a fogueira”.



domingo, 29 de outubro de 2017

PERSONAGENS & PERSONALIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: o pesquisador Márcio Almeida


Em homenagem ao Dia Nacional do Livro, comemorado ontem, reproduzimos uma entrevista concedida em 15 de junho de 2013, ao blog Pesquisadores Futebol Clube, por Márcio Almeida, pesquisador responsável por lançamentos de vários livros relacionados ao futebol do DF.

01. Qual seu nome completo, seu apelido (se tiver) e onde e quando nasceu?
Márcio Silva de Almeida, Márcio Almeida, nasci no Gama (DF) em 6 de maio de 1969.

02. Com que idade você começou a juntar material relacionado ao futebol e a desenvolver pesquisas sobre o tema “futebol”?
Desde a adolescência juntei material. Fui colecionador de figurinhas, joguei bola, futebol de mesa, mas minha vida como pesquisador somente teve início em 2009.

03. O que faz atualmente em sua vida profissional? Sua profissão está relacionada às pesquisas sobre o futebol? Quanto tempo está na atual profissão? O que fazia antes?
Sou servidor público e trabalho na Justiça. Como o Direito é muito amplo e sou bacharel em Direito fiz pós-graduação em Direito Desportivo, embora meu dia a dia não seja esse, pois atuo na área da Justiça Infanto-Juvenil. Trabalho a 15 anos no atual emprego e anteriormente trabalhei no Banco Bradesco e Banco do Brasil.

04. Alguém o incentivou a começar as pesquisas? Lembra quando foi e de que forma? O que o levou a iniciar as pesquisas?
Sempre quis comprar um livro sobre o futebol de Brasília e nunca encontrei algum nas livrarias ou nas bancas. Com muito custo fiquei sabendo que tinham alguns livros publicados pelo jornalista Gustavo Mariani, mas com edições esgotadas, foi então que resolvi a começar a pesquisar e a encontrar outros pesquisadores.
Com certeza, um dos incentivadores foi José Ricardo Almeida que me relatou um pouco daquilo que ele já tinha encontrado.

05. Qual a maior satisfação que as pesquisas lhe proporcionam ou proporcionaram?
Sem dúvida foi conhecer pessoas e histórias que eu nunca tinha imaginado que poderia existir. Como consequência, fiquei sabendo como a população do Distrito Federal surgiu e cresceu, passei a conhecer as raízes do povo candango e parte da história da nação brasileira com os relatos de quem fez parte da história.

06. O que representa as pesquisas para você? É um hobby apenas? Quanto tempo de sua semana você dedica às pesquisas? Você é daqueles que regularmente vão até as bibliotecas? Sua família apoia você?
Para mim as pesquisas são fonte de cultura, é impossível folhear um jornal antigo e não dar uma olhada nas notícias políticas, econômicas e sociais e compreender um pouco de cada época.
Esse trabalho no início era um hobby, mas a partir dele muitos convites vieram, hoje sou cronista esportivo registrado na associação do DF, colunista em site de esporte, por isso, virou um segundo trabalho também.
Não posso determinar quanto tempo fico pesquisando, pois quando a gente faz algo por prazer o que importar é chegar ao final do trabalho não se importando quando tempo, é como perguntasse à uma criança quanto ela ficou saboreando um sorvete ao invés de perguntar se ela gostou ou não do sabor.
Minha família sabe o quanto gosto do que faço, por isso, me apoia e porque sempre incluo ela, de alguma forma, na tarefa e ela passa a ser partícipe da obra.

07. Quais foram as suas maiores alegrias na “carreira” de pesquisador? E as maiores tristezas ou decepções?
Encontrar pessoas que só conhecia pela imprensa e poder participar de alguma forma da vida delas foram as grandes alegrias, mas em saber como que nossa sociedade não guarda e não preserva sua própria história é muito triste.

08. Qual(is) a(s) pesquisa(s) que você fez e chamaria de inesquecível(is)?
De 2009, quando começou, até agora, talvez por por sorte ou por intuição, só pesquisei coisas que classifico como inesquecíveis.

09. E qual a sua pior pesquisa, aquela que você não gostaria de lembrar?
Como ainda não fiz nenhuma pesquisa decepcionante, espero não encontrar uma dessas no futuro.

10. Descreva um fato pitoresco presenciado por você acontecido durante as pesquisas em bibliotecas, centros de documentação ou outros.
Como todos sabem, em toda minha pesquisa procuro encontrar o personagem ou algum parente dele para saber se os fatos relatados foram condizentes com a realidade. Na minha primeira ida ao IHGDF (Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal) fui atendido por uma professora que me atendeu e falei que queria algo sobre a cidade do Gama, pois estava pesquisando sobre o time de futebol de lá, ela ficou surpresa e disse que o pai dela tinha sido técnico do time. Quando ela me falou o primeiro nome dele e eu imediatamente completei, ela ficou muito surpresa. Finalmente tinha encontrado um dos fundadores da Sociedade Esportiva do Gama e técnico da equipe alviverde.

11. O que tira você do sério em relação à conduta de alguns pesquisadores?
São tão poucos que não chegamos a ter contato frequente, mas independentemente de quem seja, o fato de alguém rabiscar, rasgar ou extraviar uma fonte de pesquisa que pode servir para outra pessoa no futuro é motivo de raiva.

12. Qual o local de pesquisa mais organizado que você já visitou?
Biblioteca da Câmara dos Deputados, IHGDF e Arquivo Público do DF.

13. E qual o arquivo particular mais interessante que você já teve a satisfação de poder visitar ou de saber de sua existência?
O acervo dos jogadores gamenses Santana, Fantato e Manoel Ferreira e do goleiro Gaguinho do Rabello.

14. Em geral, quais são as maiores qualidades e defeitos de um pesquisador?
A persistência é, ao mesmo tempo, a maior qualidade e o maior defeito, pois o pesquisador quer encontrar a qualquer custo, e às vezes está tão afoito que incomoda algumas pessoas várias vezes. Peço desculpas a alguns entrevistados, pois preciso extrair deles o maior número de informações possíveis para que o trabalho seja bem feito e nem sempre o entrevistado está disponível ou se lembra do fato ocorrido.

15. Que sugestões você daria para todo pesquisador com a finalidade de facilitar as pesquisas?
Se organizar e se manter informado sobre o assunto a ser pesquisado.

16. Qual seu time do coração? Você faz ou fez pesquisas relacionadas a ele? Mantém contato com outros pesquisadores especializados em seu time do coração? Como é a sua convivência com estes?
Meu time é a Sociedade Esportiva do Gama pelo qual iniciei pesquisando a história e, apesar de serem poucos pesquisadores, sempre que posso recorro a eles sobre algum detalhe que eu não saiba. Pesquisa é um trabalho interativo, então troca de informações com os colegas é imprescindível, uma razão a mais de se ter e fazer novos amigos.

17. Quais suas sugestões e expectativas em relação às pesquisas em seu Estado? Acha que é possível reunir os pesquisadores regularmente em encontros de confraternização?
Que as próprias agremiações esportivas e a Federação Brasiliense de Futebol passe a apoiar ativamente esse tipo de trabalho, pois a recepção pelo público esportivo é muito grande e evita que a história do futebol local se perca. Acho interessante o encontro regular do grupo de pesquisadores, mas entendo que alguns tenham limitação de tempo pois exercem outra profissão além de pesquisador.

18. Você já publicou algum livro, monografia, CD ou DVD relacionados ao futebol? Tem algum trabalho no “forno”?
Em 2009, publiquei o DVD “Escrete 79: os bastidores de uma conquista”, contando como a Sociedade Esportiva do Gama conquistou seu primeiro título candango; em 2011, apresentei como trabalho de especialização em Direito Esportivo a monografia “O Estádio Bezerrão à luz do Estatuto do Torcedor”; em 2012, lancei o DVD “Coenge Futebol Clube - campeão brasiliense de 1969: a história do Leão do Gama, recentemente apresentei a monografia “Memorial Gamense – preservando a história do futebol na cidade do Gama” como trabalho de especialização em História Cultural do Brasil e lançarei os livros “Gaminha – 50 anos de tradição e conquista”, “50 anos de Futebol Amador na cidade do Gama” e um outro, em parceria com o pesquisador José Ricardo Almeida, “Rabello Futebol Clube: tetracampeão do Distrito Federal: o papa-títulos de Brasília na década de 60”.

19. Você participa de algum blog ou site especializado em pesquisas sobre o futebol?
Criei o site Memorial Gamense voltado a divulgar minhas pesquisas sobre o futebol amador e profissional na cidade do Gama, assim como todo o acervo que tenho sobre o tema.

20. Quais são seus projetos de pesquisas para o futuro?
Lançar os livros que estão na fase de acabamento e em 2015 lançar um livro contando a história da Sociedade Esportiva do Gama.

21. Na sua opinião, qual foi o melhor pesquisador que já tivemos em nossa história?
No Brasil, admiro bastante Celso Unzelte e Paulo Vinícius Coelho, da ESPN, e aqui em Brasília fui inspirado pelos trabalhos de Gustavo Mariani e José Ricardo Almeida. Para mim, são os melhores na área esportiva, além de apreciar bastante as pesquisas de Paulo Bertran e Adirson Vasconcelos sobre a história do Distrito Federal.

22. Um sonho que você ainda não realizou em suas pesquisas.
Arrumar um lugar onde o público tenha acesso ao material pesquisado e possa conhecer a nossa história esportiva.

23. Finalizando, deixe o seu recado ou impressões sobre as pesquisas, sobre o blog e também sobre outro tema qualquer.
Na minha opinião, espaços como este devem ser elogiados, pois aqui será um ponto de encontro virtual para todos aqueles que pesquisem possam saber o que os outros pesquisadores estão fazendo ou pretendem fazer e, quem saber, poder colaborar com o colega. Ótima iniciativa.