domingo, 4 de janeiro de 2026

OS ARTILHEIROS: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão - 2020


1º - Nunes (Gama), 13 gols;

2º - Zé Eduardo (Brasiliense) e Gilvan (Real Brasília), 9;
3º - Michel Platini (Gama), 7;
4º - Américo (Capital), 6;
5º - João de Deus (Bosque Formosa), Manoel, Marcos Aurélio, Neto Baiano e Romarinho (Brasiliense), Luquinhas (Gama), Weberthy Catatau (Luziânia) e Davi Ceará (Real Brasília), 5;
6º - Caio Carioca (Bosque Formosa), Peninha (Brasiliense), David Souza, Emerson e Vitor Xavier (Gama) e Lucão (Luziânia), 4;
7º - Badhuga (Brasiliense), Vitão (Capital), Tarta (Gama), Douglas (Sobradinho) e Elber e Hugo (Unaí), 3;
8º - Allan Paulista, Maiqui e Wesley Brasília (Bosque Formosa), Esquerdinha (Brasiliense), Azul e Romarinho (Capital), Murilo (Ceilândia), Everton, Esquerdinha, Jefferson Maranhão, Júlio Lima, Malaquias e Wallace (Gama), Allanzinho, Goduxo, Gustavo Ferrugem, Juninho e Kevin (Luziânia), Mateus Jesus, William Chrispim e Wisman (Real Brasília), Erthal, Felipe Marcelino e Gabriel Vitor (Sobradinho), Acosta, Daniel Felipe Douglas Rato e Marquinhos (Taguatinga) e Bruno Van Dal, Felipe Hulk, Jackson e Nonato (Unaí), 2; e
9º - Cardoso, Daniel Felipe, do Taguatinga (contra), Elton, Fábio, do Paranoá (contra), Mário Neto, Mário Paiva e Ronan (Bosque Formosa), Aldo, Bruno Oliveira, Edno, Rafael Donato, Renatinho, Romário e Sandy (Brasiliense), Matheus Rogério, PC e Wilian Magrão (Capital), Anderson Raimundo (Ceilandense), Braian, Cassiano, Daniel Vargas, Felipe Piá, João Afonso e Vini (Ceilândia), Andrei Alba, Diego Lima (contra), Gabriel Pedra, Gustavo Henrique e Wagner Balotelli (Gama), Anjinho, Luquinha, do Gama (contra), Rodrigo Menezes e Tatuí (Luziânia), Alan Cloth, Fabinho, Gabriel Neves, Gardiel, Guilherme, Ivan, Reis e Víctor Chaves (Paranoá), Castro Junior, Davi Machado, Dim, Felipe, do Ceilândia (contra), Gabriel, Junior Chicão, Márcio Pio, Pedrão e Sandro (Real Brasília), Blaise, Danilo, Gabriel Teles, Matheus Alves e Matheus Carneiro (Sobradinho), Dan, Daniel Guerreiro, Dogão, Everton, Júlio César, Junior Alves, Lucas Santos, Lucas Victor, Martinely, Pedro Vitor e Regino (Taguatinga) e Brendon, Enzo, Felipe Mendes, Guibson e Rendel (Unaí), 1 gol cada.

sábado, 3 de janeiro de 2026

A PRIMEIRA PARTICIPAÇÃO DE UM CLUBE DO DF NA COPA SÃO PAULO DE FUTEBOL JUNIOR - 1974


A primeira participação de um clube do Distrito Federal na Copa São Paulo de Futebol Junior aconteceu na edição de 1974/1975, competição esta que foi dividida em duas fases: a primeira de 2 de novembro a 14 de dezembro de 1974 e a segunda de 8 a 25 de janeiro de 1975.
O representante brasiliense foi o CEUB, que encontrou uma maneira inusitada de reforçar sua equipe: desfalcou o Jaguar na decisão do campeonato brasiliense amador de 1974, contra o Pioneira. O Jaguar jogou a decisão desfalcado de quatro titulares: Leocrécio, Salvador, Décio e Ariston, que viajaram com a equipe de juvenis do CEUB, emprestados ao clube universitário para a disputa da taça. Os reforços não foram suficientes para classificar a equipe para a Segunda Fase.
No dia 7 de dezembro de 1974, no Estádio Distrital da Aclimação, em São Paulo, o CEUB foi derrotado pelo Palmeiras, por 1 x 0.
Abaixo, a formação do Ceub neste jogo:

Em pé: Déo, Nonoca, Décio, Fernando, Salvador e Nenê; agachados: Capela, Lucas, Ariston, Moreirinha e Gilbertinho.
O técnico era Nelson Moreira. No banco de reservas ficaram Paulo Victor, Gilvan, Leocrécio, Gripp, Calazans e Lindário.






sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

OS MELHORES DE 1986


Um grupo de jornalistas que trabalhava exclusivamente com futebol, escolheu os melhores jogadores, treinadores, preparadores, dirigentes e médicos do Distrito Federal no ano de 1986.
Pelo voto direto foram apontados os ganhadores do Troféu “Mané Garrincha”, criado pelo radialista Ailton Dias.
Participaram 16 jornalistas e radialistas das TVs Nacional e Capital, rádios Nacional, Alvorada e Capital e dos jornais Correio Braziliense e Última Hora.
Os votos foram os seguintes (a seleção titular foi formada pelos jogadores que obtiveram a nota mais alta em suas posições):

GOLEIRO
Ronaldo (Taguatinga), 9 votos; Bocaiúva (Sobradinho), 6 e Déo (Brasília), um.

LATERAL DIREITO
Chiquinho (Sobradinho), 9; Ricardo (Brasília), 5; Samarino (Taguatinga) e Chagas (Brasília), um.

ZAGUEIRO CENTRAL
Toinzé (Sobradinho), 10 votos; Bilzão (Taguatinga), 3; Hani (Sobradinho), 2 e Remo (Planaltina), um voto cada.

QUARTO ZAGUEIRO
Rildo (Sobradinho), 10; Zinha (Taguatinga), 3; Simon (Gama), Rafael (Tiradentes) e Iranil (Brasília), um.

LATERAL ESQUERDO
Claudinho (Sobradinho), 7; Visoto (Taguatinga), 4; Nescau (Gama), 3; Ahlá (Tiradentes) e Jair (Ceilândia), um.

MÉDIO VOLANTE
Boni (Taguatinga), 9; Manoel Ferreira (Brasília), 4 e Filó (Sobradinho), 3.

MEIA DIREITA
Michael (Sobradinho), 10; Wellington (Sobradinho), 4 e Som (Taguatinga), 2.

MEIA ESQUERDA
Kleber (Brasília), 8; Erasmo (Brasília), 5 e Jânio (Tiradentes), 3.

PONTA DIREITA
Régis (Sobradinho), 10 e Moura (Guará), 6.

CENTRO AVANTE
Joãozinho, 9; Toni (Sobradinho), 6 e Tico (Planaltina), um.

PONTA ESQUERDA
Jamil (Sobradinho), 10 e Nei (Brasília), 5 e Wadi (Ceilândia), um.

CRAQUE REVELAÇÃO
Da Silva (Taguatinga), 4; Matéia (Sobradinho), Erasmo e Kleber (Brasília), 3; Toinzé e Michael (Sobradinho) e Joãozinho (Taguatinga), todos com um voto.

TREINADOR
José Antônio Furtado Leal (Sobradinho), 15 votos e Mozair Barbosa (Taguatinga), um.

PREPARADOR FÍSICO
José Geraldo Andrade Neto (Sobradinho), 13; Jorge Moreira dos Santos Filho (Brasília), 2 e Heitor Kanegae (Taguatinga), um

PRESIDENTE
Froylan Pinto (Taguatinga), 11; Benoni Beltrão (Sobradinho), 3, Antônio Fernando O. Brandão (Tiradentes) e José Antônio Evangelista (Ceilândia), um.

SUPERVISOR
Eurípedes Bueno de Morais (Taguatinga), 6; Manoel Ribeiro Castelo Branco Cajueiro (Brasília), 5; Manoel de Sena Oliveira (Sobradinho) e Luiz Fernando Soares (Ceilândia), um.

MÉDICO
Flory Machado (Brasília), 10; Francisco Sérgio Jesus Santos (Sobradinho), 4; Geraldo Piloto Maciel (Taguatinga) e Walter Rios Zambrana (Brasília), um.

MELHOR ÁRBITRO
José Mário Vinhas, 8 votos, Édson Rezende de Oliveira, 5 e Nilton de Castro, três.



quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

FICHA TÉCNICA: Rodolfo


Rodolfo Luiz de Oliveira nasceu no Rio de Janeiro, no bairro de Olaria, no dia 1º de janeiro de 1952.
Foi um zagueiro que começou muito jovem ainda entre os adultos, com muita saúde e que tinha como característica a boa colocação e a velocidade. Subia muito nas bolas alçadas em sua área e tinha um chute muito forte. Além, é claro, de sempre “chegar junto” e não aliviar para ninguém. Foram poucos os jogadores que o encaravam, pois ele impunha muito respeito.
Em maio de 1961 veio para Brasília, acompanhando seu pai que era funcionário do Ministério da Fazenda.
Estudou na Escola Parque 308 e em 1962 mudou-se para a Asa Norte, onde, com 14 anos passou a jogar futebol no local Santos, seu primeiro time de futebol.
Sua vida começou a mudar quando o Diretor de Futebol Wanderley Matos elaborou um plano de ação que abordou a reestruturação do Departamento de Futebol Profissional do Clube de Regatas Guará, visando organizar uma equipe capaz de figurar com destaque no campeonato brasiliense de 1967.
Foram contratados alguns jogadores que se destacaram na seleção brasiliense que disputou o certame brasileiro de amadores em janeiro de 1967, tais como Guairacá, Otávio, Axel e outros da seleção universitária de futebol de salão de Brasília.

Em um dos primeiros treinos do Guará, em março de 1967, Rodolfo defendeu a equipe de juvenis que empatou em 2 x 2 com a equipe principal. Formou com Alcides, Roberto, Rodolfo, Chicão e Alfredo; Hildefonso e Júlio; Carelli, Lula, Cleber e Renato. O treinador da equipe era Itiberê Ribeiro.
Poucos meses depois de completar 15 anos, Rodolfo fez sua estreia no time adulto e principal do Guará, no dia 20 de julho de 1967, no estádio Nacional de Brasília (posteriormente chamado de Pelezão), na derrota de 2 x 1 para o Colombo. O Guará jogou com Zé Walter, Rodolfo, Noel, Eduardo e Luiz Carlos; Axel e Heitor; Guairacá, Zeca, Maurício e Walmir.
Disputaria mais dois jogos no campeonato desse ano.
Em 1968, com 16 anos, disputou amistosos pelo time principal e o campeonato brasiliense de juvenis pelo Guará.

No Atlético Mineiro
O jornal Correio Braziliense de 10.11.1968 destacava em sua página de esportes: RODOLFO FAZ TESTES NO ATLÉTICO MINEIRO”
“O zagueiro Rodolfo, que durante algum tempo militou no futebol de Brasília, defendendo entre outras equipes Guará e Flamengo, de Taguatinga, se encontra atualmente em Belo Horizonte, realizando um período de testes no Atlético Mineiro.
O jogador brasiliense que foi levado pelas mãos de um amigo para o futebol mineiro, incorporou-se ao famoso Galo de Minas na semana passada, já se submetido a dois treinos de conjunto, tendo agradado nas suas apresentações até esta altura.
Caso o jovem zagueiro confirme nos próximos treinos as boas atuações das suas primeiras apresentações deverá assinar contrato com o clube atleticano”.
Em 1969 sagrou-se campeão mineiro juvenil pelo Atlético, atuando numa equipe que contava com Antenor, Danival e Campos, dentre outros.
Estava bem no clube, mas após um incidente extracampo, Rodolfo retornou para Brasília, onde passou a jogar pelo time do Minas-Brasília Tênis Clube. Um dos diretores da época, Cafieiro, conseguiu que ele fosse para São Paulo, de posse de uma carta de recomendação de Athiê Jorge Cury para que ele se apresentasse ao técnico Antoninho, no Santos.
Foi para São Paulo e ficou na casa de parentes, todos torcedores do Corinthians, que sugeriram a ele se apresentar a esse clube. Chegou no clube paulista, agradou nos treinamentos, mas os dirigentes queriam que ele voltasse depois de dez dias. Rodolfo falou que não podia ficar em São Paulo, pois estava de passagem pela casa de parentes. O clube paulista tinha uma espécie de convênio com o Corinthians, de Presidente Prudente, para onde foi emprestado. Ficou menos de um mês, jogou apenas duas partidas amistosas, e resolveu voltar a Santos, onde procuraria o técnico Antoninho. Infelizmente, este não se encontrava no Brasil e, não podendo aguardar seu retorno, Rodolfo voltou em definitivo para Brasília.
No Minas-Brasília em 1971, no Pelezão
Em 1970, ainda com 18 anos, passou pelo Grêmio Brasiliense e pelo Jaguar, onde disputou apenas amistosos.
Voltou a jogar futebol no Minas-Brasília.
Retornaria às competições oficiais depois que foi contratado pela A. A. Relações Exteriores para disputar o campeonato brasiliense de 1973. Foram doze jogos e a conquista do vice-campeonato brasiliense, depois de perder a final para o Ceub. Rodolfo foi expulso no primeiro dos três jogos contra o Ceub. O Relações Exteriores atuou nessa decisão com Wilsinho, Catuca, Rodolfo, Zé Mauro e Grossi; Edmilson (Sirlei), Arnaldo e Zequinha; Bispo, Lula e Redi.

No Relações Exteriores
Começou o ano de 1974 ainda no Relações Exteriores e resolveu se aventurar no campeonato amador de Luziânia (GO), defendendo o São Bernardo local, onde conquistou o título de campeão goiano de futebol amador.
Voltou ao futebol de Brasília, disputou alguns amistosos pelo Canarinho e quatro jogos pelo campeonato brasiliense de 1975 com a camisa do Relações Exteriores, encerrando sua carreira aos 23 anos. Sua última participação foi em 19 de outubro de 1975, no Pelezão, na derrota de 3 x 2 para o CSU. O Relações Exteriores jogou com Luiz Mauro, Murilo, Rodolfo, Zé Mauro e Hélio; Zequinha, Arnaldo e Redi; Jorge Luiz (João Luiz), Balzani e Palito (Lord). Técnico: Rubens Álvares de Almeida.
Mesmo com tão pouca idade, nunca mais se interessou pelo futebol em competições oficiais. Passou a jogar o campeonato interno de futebol do Minas-Brasília, até o ano de 1997, quando parou em definitivo.






quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

AS DECISÕES: Campeonato Brasiliense de 1972


Serviço Gráfico, campeão do 1º turno, e CEUB, campeão do 2º, decidiram o Campeonato Brasiliense de 1972 (amador), após cinco jogos e muito “tapetão”.
O primeiro jogo foi realizado no dia 2 de dezembro de 1972, no Pelezão. Com dois gols de Dinarte e um de Marco Antônio, o CEUB goleou o Serviço Gráfico por 3 x 0. Adélio Nogueira foi o árbitro.
Uma semana depois, 9 de dezembro de 1972, o Serviço Gráfico pagou na mesma moeda: devolveu os 3 x 0 ao CEUB, com dois gols de Walmir e um de Carlos Gomes. O jogo também foi realizado no Pelezão e teve a arbitragem de Jorge Aloise.
O Pelezão também foi o palco do terceiro jogo, cujo marcador não foi movimentado: 0 x 0. Édson Benítez foi o árbitro.
O Serviço Gráfico poderia ser declarado campeão ao vencer o Ceub, por 2 x 1, no dia 21 de dezembro de 1972, no Pelezão, com mais uma arbitragem de Adélio Nogueira. Jairo Bueno e Arthur marcaram os gols do time da gráfica do Senado Federal e Rogério Macedo o do time universitário.
Eu disse poderia pelos motivos a seguir expostos.
Após o primeiro jogo da decisão, o Serviço Gráfico entrou com um recurso na Federação Metropolitana de Futebol solicitando os pontos do jogo, baseando-se no fato de que o atleta Marco Antônio, do CEUB, não tinha condições de jogo. Foi constatado que o jogador tinha vínculo com o Fluminense, de Araguari (MG), o que o impossibilitava de participar do campeonato do DF sem a devida transferência.
O CEUB deu o troco, entrando com um recurso contra a utilização pelo Serviço Gráfico dos jogadores Vavá e Carlos Gomes que, segundo o clube universitário, estariam filiados a Federação Fluminense de Futebol.
O Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Metropolitana de Futebol anulou as partidas realizadas em 2 e 9 de dezembro de 1972, mantendo, entretanto, os resultados das partidas realizadas em 16 de dezembro e 21 de dezembro de 1972.
A FMF recebeu o Ofício nº 2.336, de 02.03.1973, da CBD, comunicando que aplicou aos atletas Marco Antônio Pereira (inscrito pela Federação Mineira de Futebol), Lourival Ribeiro de Carvalho Filho (Vavá) e Carlos Gomes (inscritos pela Federação Fluminense de Desportos), a penalidade de suspensão de 90 dias para cada um, a partir de 7 de fevereiro de 1973.
Para a última partida da série decisiva, somente puderam participar os atletas que tinham condições legais até a data da realização dos encontros anteriores. A situação era: Serviço Gráfico, 3 pontos ganhos e Ceub, 1.
Somente no dia 12 de setembro de 1973 aconteceria a decisão do campeonato de 1972.
Um empate daria o título ao Serviço Gráfico. Ao CEUB só a vitória interessava para provocar um novo jogo.
O jogo começou com o Serviço Gráfico demonstrando tranquilidade porque o resultado de 0 x 0 lhe garantiria a conquista do título e, do outro lado, o nervosismo do CEUB, que tinha de ganhar a qualquer custo.
Com isso, não foi difícil para o Serviço Gráfico dominar a partida em boa parte do primeiro tempo, chegando inclusive a merecer o primeiro gol que entretanto não veio.
Para a segunda etapa o panorama da partida não se modificou até os 25 minutos de jogo. Quando o jogo já era bastante violento, Eraldo, do Serviço Gráfico, foi expulso pelo árbitro Cid Marival Fonseca. Aos 28 foi a vez de Ximenes, que entrara em campo três minutos atrás, ser expulso. Com as duas exclusões o jogo tornou-se mais violento ainda ante a total complacência do árbitro, inteiramente dominado pelos jogadores. Aos 44 minutos, nova exclusão: Cezinha, também do Serviço Gráfico, que terminou o jogo com apenas oito jogadores.
No final, com o placar em 0 x 0, o Serviço Gráfico pôde comemorar seu primeiro título de campeão brasiliense.
O Serviço Gráfico jogou com Sinésio, Eraldo, Juarez, Melinho e Cezinha; César, Axel e Clemilton (Ximenes); Tião, Jairo e Arthur.
O Ceub atuou com Elizaldo, Sérgio, Lúcio, Iodalto (Sílvio) e Miguel; Noel e Carlinhos; Hamilton, Paulinho, Dinarte e Ademir.
Como curiosidade, informamos que o jogo que decidiu o campeonato brasiliense de 1972 foi realizado no Pelezão, na preliminar de CEUB 0 x 0 Bahia, válido pelo Campeonato Brasileiro de 1973.



terça-feira, 30 de dezembro de 2025

FORMAÇÕES: Brasília - 1989


Formação do Brasília que enfrentou o Guará em jogo válido pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 1989, no estádio do CAVE.
Da esquerda para a direita: Sr. Dominguinhos, Oliveira, Nena, Ronilson, Waldo, Chagas, Iranil e o presidente Tadeu Roriz. Agachados, na mesma ordem: Coutinho, Josimar, Héber, Dida e Marinho.

Colaboração: Robson Garcia Leal (Marinho).

domingo, 28 de dezembro de 2025

FICHA TÉCNICA: Renê (in memoriam)



Fleury Renê Neves, o Renê, nasceu em Araguari (MG), no dia 28 de dezembro de 1949.
Começou a jogar futebol e profissionalizou-se no Fluminense de sua cidade natal, no final dos anos 60.
Passou, depois, um período na Ferroviária, de Araraquara (SP) e no Uberaba (MG).
Seu primeiro time no Distrito Federal foi o Coenge, do Gama, onde fez sua estreia no dia 20 de setembro de 1970, na vitória de 2 x 1 sobre o Grêmio, em jogo válido pelo Campeonato Brasiliense daquele ano.
No dia 4 de outubro de 1970, no campo da A. A. Cultural Mariana, marcou seu primeiro e único gol com a camisa do Coenge no campeonato brasiliense, no empate em 2 x 2 com o Planalto.
O Coenge ficaria na sétima colocação do primeiro turno, sem conseguir classificação para o segundo, que somente seria disputado entre os seis melhores colocados do primeiro.
Em 1971, Renê foi um dos destaques do Coenge na vitória de 1 x 0 sobre a Seleção do Distrito Federal, no dia 14 de março de 1971. Depois, disputou o Torneio “Governador do Distrito Federal”, competição em que o Coenge desistiu antes de seu final. O Coenge também não disputou o campeonato brasiliense desse ano e acabou por ser desfiliado junto à Federação Desportiva de Brasília. Assim, os jogadores pertencentes ao Coenge estavam liberados para disputar partidas por outros times. Nessa situação, Renê tratou de procurar um novo clube, o Ceub, onde viveu a melhor fase em sua carreira, principalmente depois que o clube passou a ser o representante do DF no Campeonato Brasileiro, nos anos de 1973 a 1975. Foram três jogos em 1973, doze em 1974 e doze em 1975.

Fez parte da equipe que mais atuou nos 16 jogos que o Ceub disputou em sua excursão pela África e Europa, em 1975.
Depois que o Ceub desativou seu departamento de futebol profissional, em 1976, após imbróglio que culminou com a perda da vaga do DF no campeonato brasileiro, nesse mesmo ano Renê passou para o Brasília, onde conquistou o título de campeão brasiliense nos anos de 1976 e 1977.

Em 1978 foi contratado pelo Taguatinga e retornou ao Brasília em 1979.
Voltou a viver uma grande fase em sua carreira no Sobradinho, onde jogou nos anos de 1980 e 1981.
Encerrou sua carreira de jogador no Vasco da Gama-DF, onde passou a revezar as funções de jogador e treinador, em 1983. No ano seguinte, 1984, trabalhou apenas como treinador do Vasco da Gama-DF.
Ainda em 1984 foi treinador do Ceilândia, fato que repetiu em 1985.
Em 1986 dirigiu o Tiradentes, sua última participação relacionada ao futebol.
Largou o futebol e foi administrar sua empresa, o Mercado do Renê, na Praça do Bicalho, em Taguatinga.
Faleceu em 10 de favereiro de 2020.



sábado, 27 de dezembro de 2025

FICHA TÉCNICA: Djalminha



NOME COMPLETO: Zildo Silva Fonseca
APELIDO: Djalminha
POSIÇÃO: Lateral/Meia
DATA E LOCAL DE NASCIMENTO: 27.12.1980 - Itabuna (BA)
INSCRIÇÃO CBF nº 141.777
INSCRIÇÃO DF Nº 4.120


CARREIRA NO FUTEBOL DO DF:

ANO

COMPETIÇÕES

CLUBES

JD

GM

HISTÓRICO

2002

CAMPEONATO BRASILEIRO 3D

BRASILIENSE

4

2003

CAMPEONATO BRASILEIRO 2D

BRASILIENSE

8

2003

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRASILIENSE

3

2004

CAMPEONATO BRASILEIRO 3D

CFZ

2008

CAMPEONATO BRASILEIRO 3D

DOM PEDRO II

11

7

2009

CAMPEONATO BRASILEIRO 4D

BRASÍLIA

7

1

2009

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

DOM PEDRO II

1

2009

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

CEILANDENSE

7

2

Campeão brasiliense da Segunda Divisão - 2009

2010

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

5

2010

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

LEGIÃO

1

2012

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

DOM PEDRO II

7

1


OUTROS CLUBES:
Oeste (SP) - 2004
Santacruzense (SP) - 2008
Fluminense, de Feira de Santana (BA) - 2009
Goianésia (GO) - 2011.




quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

O ÚLTIMO JOGO DE GARRINCHA


No dia 25 de dezembro de 1982, aos 49 anos, Garrincha desembarcava no aeroporto de Brasília para fazer aquela que seria a última partida de sua vida (morreria poucos dias depois, em 20 de janeiro de 1983). 
Às 15:30 horas entrava em campo com a camisa número sete de um time amador de Planaltina, o Londrina, para enfrentar uma seleção da AGAP - Associação de Garantia ao Atleta Profissional/DF. 
O jogo foi no Estádio Adonir Guimarães, em Planaltina, e Garrincha jogou exatamente 60 minutos.
A seleção da AGAP começou o jogo com 1. Paulo Victor, 2. Robson Nonato, 3. Luiz Fernando Sucupira, 4. Adelmar Carvalho Cabral “Déo”, 5. Antônio Carlos Nicolau “Barão”, 6. Marcelino Teixeira de Carvalho “Marcelo”, 7. Rodolfo Nogueira Junior, 8. Antônio Vieira Lima, 9. Nicácio Apolinário da Silva Filho, 10. Éder Antunes Morgado e 11. Jorge França. Na suplência: 13. Decleudes Rodrigues Costa.
O Londrina entrou em campo com 1. Luís Ribeiro, 2. Joel Rodrigues Pauferro, 3. Vicente Cândido da Silva, 4. Antônio Esteves de Oliveira, 5. Israel Rodrigues Pauferro, 6. José Amauri de Carvalho, 7. Manoel dos Santos “Garrincha”, 8. Sebastião Ferreira Mafra, 9. Paulo Lira, 10. Sebastião Jorge e 11. Joel Apolinário da Silva. No banco de reservas estavam: 12. Valdmar Pereira da Silva, 14. José Jorge Ramos Pires, 15. Geraldo Martins de Oliveira e 16. Cirilo César Filho.
A AGAP venceu por 1 x 0, gol de Éder Antunes, aos 20 minutos do segundo tempo. O árbitro desse jogo foi Eano do Carmo Corrêa, da Federação Metropolitana de Futebol.

PERSONAGENS DO JOGO

O ORGANIZADOR

Manoel Esperidião Pereira, o Manoelzinho, foi quem organizou a última partida de Garrincha. Até hoje ele guarda todo o material usado por Garrincha nesse jogo.
Natural de Caraúba, Paraíba, onde nasceu a 5 de setembro de 1938, Manoelzinho foi jogador de futebol profissional no Santa Cruz, de Recife (PE), River, de Teresina (PI), Treze, de Campina Grande (PB), América, do Rio de Janeiro (RJ), Arica, da Venezuela, e Defelê, de Brasília, onde encerrou a carreira após dez anos de casa.
Sua amizade com Garrincha começou através de Ivan, ex-jogador do América e do Botafogo, seu cunhado, que um dia de 1960 o levou até Raiz da Serra, onde sempre era possível encontrar o jogador do Botafogo.
Nos últimos anos de vida, Garrincha chegou a manifestar o desejo de treinar uma equipe de Brasília. Sabendo que Garrincha não estava bem financeiramente, Manoelzinho tratou de arrumar esse jogo beneficente.

O PATROCINADOR

Antônio Teodoro Ribeiro nasceu em Formosa (GO), em 11 de janeiro de 1958. Foi um dos fundadores do Londrina, juntamente com Hélio Crescêncio da Silva, Sebastião Mafra e Miguel Aguiar, dentre outros, no dia 14 de outubro de 1976. Mas, desde 1974 que ele lidava com futebol, no União, de Planaltina.
Para patrocinar o jogo, ele gastou cerca de 350 mil cruzeiros, 200 mil para Garrincha, enquanto os 150 mil restantes entraram nas despesas com passagens e hospedagens.
Na época do jogo, o Londrina estava com suas atividades paralisadas. Estava tentando se profissionalizar para disputar o campeonato brasiliense, mas perdeu a vaga para o Vasco da Gama de Carlos Fernando Cardoso Neto. Até então havia conquistado 32 troféus e foi campeão amador de Planaltina em sete oportunidades.

O ÁRBITRO

Eano Carmo Correa foi o árbitro do último jogo de Garrincha. Por coincidência, também foi quem atuou como árbitro do último jogo do Ceub.
Nasceu em Porto Real do Colégio, em Alagoas, no dia 5 de junho de 1937. Depois de apitar algumas peladas em Raiz da Serra, fez curso de arbitragem na Federação Metropolitana de Futebol e desde 1966 apitava jogos em Brasília. Guardou a súmula do último jogo de Garrincha e na época havia a informação de que iria cedê-la para a Fundação Cândido Mendes, do Rio de Janeiro, que estava organizando a memória do esporte brasileiro.

O SUBSTITUTO

Valdmar Pereira da Silva, natural de São Domingos (GO), onde nasceu a 3 de fevereiro de 1960, jamais imaginou que um dia viria a substituir Garrincha em uma partida de futebol e muito menos que fosse seu último substituto.
Ele guarda a foto que tirou com Garrincha com muito cuidado e lamentava que nunca o tivesse visto jogar.
Aos 15 minutos do segundo tempo, quando o substituiu, Valdmar sentiu uma emoção muito grande. Teve a sensação de que era o próprio Garrincha entrando em campo.
Valdmar começou a jogar futebol em 1974, num time amador chamado União. Em 1976 foi para o Londrina e lá jogou sempre como ponta-direita, embora tivesse começado como centro-avante. No Londrina ajudou o time a ganhar a maioria dos seus troféus.

O ÚLTIMO “JOÃO”

Nascido a 8 de março de 1958, em Recife (PE), Marcelino Teixeira de Carvalho, chamado de Marcelo, foi o último marcador de Garrincha. Sem querer dificultar, Marcelo procurou fazer apenas uma marcação de cerco. Foi “João” de Garrincha por quatro lances. Num deles, Garrincha partiu para cima dele com a bola dominada, gingou, passou e cruzou, embora o lance não tivesse resultado em nada.
Marcelo bateu muitas peladas de ruas em sua cidade, mas foi em 1976, no Ceub, que começou a carreira no futebol. Era ponta-esquerda do time juvenil do Ceub. Em 1977, foi para o Flamengo. Depois disso, esteve no Paysandu, de Belém (PA), e virou lateral-esquerdo. Em 1980, veio para o Gama e foi vice-campeão brasiliense e campeão da Copa Centro-Oeste. Em 1981 estava no Guará e por aquele clube foi duas vezes vice-campeão.

A ÚLTIMA BARREIRA

Embora fazendo questão de ressaltar que não gostaria que isso tivesse acontecido, o goleiro Paulo Victor defendeu as últimas duas bolas chutadas a gol por Mané Garrincha. No primeiro chute de Garrincha, teve que mostrar muito arrojo para tocar para escanteio uma bola que partiu de uma cobrança de falta da entrada da área. Na segunda, também teve que mandar para escanteio. Dois jogadores cercaram Garrincha, mas ele se livrou deles e cruzou para dentro da área, com a bola indo para dentro da sua meta.
Passando férias em Brasília na época do jogo, o goleiro Paulo Victor só havia visto Garrincha jogar uma vez, em março de 1969, quando tinha treze anos de idade e o Flamengo veio enfrentar uma seleção brasiliense, no Pelezão, vestindo a camisa sete do rubro-negro carioca.
Paulo Victor Barbosa de Carvalho nasceu em Belém (PA), em 7 de junho de 1957. Começou a jogar futebol com Airton Nogueira, nos infantis do Defelê. Depois defendeu a AABB, Novacap, Ceub e vários outros clubes do futebol brasileiro. Defendeu a Seleção Brasileira em oito oportunidades, a primeira delas em junho de 1984, ano em que foi campeão brasileiro defendendo o Fluminense.












Obs.: As fotos foram cedidas por Ermelindo Alves de Oliveira Junior, atual presidente do Londrina.

Confira também uma matéria especial sobre esse jogo: