domingo, 30 de novembro de 2025

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Didi de Carvalho (in memoriam)



Waldyr de Carvalho, o Didi, nasceu em Lavras (MG), no dia 30 de novembro de 1922.

Começou no futebol defendendo a Associação Olímpica de Lavras e teve uma breve passagem pelo América (RJ), no ano de 1943, o suficiente para conhecer um técnico que marcaria presença em sua carreira de jogador e treinador: Gentil Cardoso.
No América carioca não teve muitas chances para se tornar titular da equipe, eis que o setor defensivo do clube possuía bons jogadores, entre eles um jogador que viria a trabalhar como técnico no futebol brasiliense da década de 60, o argentino Gritta, considerado na época o melhor marcador de Heleno de Freitas.
Uma das poucas vezes que foi titular aconteceu no dia 3 de novembro de 1943, quando o América venceu o São Cristóvão por 3 x 1, em jogo válido pelo Torneio Imprensa.
No final desse ano, acompanhou o América carioca em uma excursão por gramados mineiros. No ano seguinte (1944), transferiu-se para o América, de Belo Horizonte, onde atuou por sete anos, sempre elogiado pela imprensa mineira como jogador disciplinado e padrão de desportividade. 
Também demorou um pouco para se tornar titular no América mineiro. Num amistoso realizado contra o Cruzeiro, em 11 de novembro de 1944, os dois clubes atuaram bastante desfalcados, pois tinham jogadores defendendo a Seleção de Minas Gerais no campeonato brasileiro: o Cruzeiro sem seis titulares e o América sem cinco.

Quando o campeonato foi reiniciado, em dezembro de 1944, Didi assumiu o posto de titular na equipe, não mais perdendo-o.
Em 1945 permaneceu como titular na equipe e o América chegou ao vice-campeonato mineiro.
Na edição de 14.02.1946, do O Diário Esportivo, este jornal realizou uma enquete para se conhecer “o selecionado mineiro da atualidade”.
Relatou o jornal:
“Para a marcação cerrada, Didi. A escolha do center-half da seleção não oferece maiores dificuldades. Quatro são os elementos que se apresentam em condições de preencher o posto: Didi, Fuinha, Tilim e Afonso. Para a tática da marcação cerrada, cremos não haver voz discordante quanto à indicação do “pivô” americano Didi. Duro, duríssimo de ser vencido, quer por cima, quer no jogo rasteiro. Sempre em grande forma física, cavador, de um fôlego extraordinário, Didi assume a ponta dos melhores na posição para o sistema de marcação cerrada”.
Mais adiante o jornal descreve: 
O “SELECIONADO DA ATUALIDADE”
Depois de todas essas ponderações, escolhidos os craks de cada posição, vamos ver como ficou o “scratch” titular do momento no futebol mineiro:
Geraldo II (Cruzeiro), Murilo (Atlético) e Juca (Villa Nova); Vicente (Villa Nova), Didi (América) e Juvenal (Cruzeiro); Lucas (Atlético), Lauro (Siderúrgica), Xavier (Atlético), Ismael (Cruzeiro) e Braguinha (Cruzeiro).
Enquanto esteve no América, de Belo Horizonte, foi convocado e integrou por quatro vezes o selecionado mineiro. 
Sua última participação foi nas semifinais do Campeonato Brasileiro de 1946. No dia 8 de dezembro daquele ano, no Estádio do Pacaembu, a seleção mineira foi derrotada pela Seleção da Guanabara, por 2 x 1, e foi desclassificada da competição. A seleção mineira atuou com Mão de Onça, Bibi e Pescoço; Adelino, Didi e Silva; Lucas, Ismael, Ceci, Paulo Florêncio e Nívio.
O ano de 1948 foi o de consagração de Didi no América. Seu clube conquistou o campeonato mineiro, com apenas duas derrotas nos 18 jogos que disputou, vencendo o Atlético Mineiro na final por 3 x 1. A defesa do América foi a melhor do campeonato, sofrendo apenas 17 gols.

América campeão mineiro de 1948
Em pé: Jorge, Lazaroti, Didi, Tonho, Lusitano e Negrinhão.
Agachados: Hélio, Nadinho, Petrônio, Valsechi e Murilinho.

Também em 1948, o América, com Didi de titular na sua zaga, venceu um torneio quadrangular disputado em Belo Horizonte e que reuniu a superequipe do Vasco da Gama, base da seleção brasileira que disputaria a Copa do Mundo de 1950, o São Paulo e o Atlético Mineiro. Didi formou dupla com Lusitano.
Num de seus últimos jogos no América, em 5 de novembro de 1950, no estádio do Barro Preto, em Belo Horizonte, aconteceu empate de 3 x 3 entre América e Cruzeiro.
Depois do América mineiro, Didi passou pelo Tupã (SP) - onde foi jogador e técnico.

Em outubro de 1953, Didi foi um dos contratados pelo Nacional, de Uberaba, para a disputa do segundo turno do campeonato de Uberaba.
Sua estreia só aconteceu no dia 20 de dezembro de 1953, quando o Nacional venceu o Fluminense, de Araguari, por 3 x 1, em jogo válido pelo torneio do Triângulo Mineiro.
O Nacional, que não vinha bem no citadino, logo passou a atravessar uma ótima fase, com Didi tendo melhorado o seu sistema defensivo e passando a ser considerado um dos melhores centro-médios do sul de Minas.
O Nacional tornou-se vice-campeão do Triângulo Mineiro de 1953. Depois disso, o Nacional foi o campeão amador de Uberaba nos anos de 1954 e 1955.
Em julho de 1954, o treinador Sultan Mattar deixou a direção do Nacional. Enquanto o clube não conseguia um novo técnico, Didi passou a orientar os treinamentos, dando seus primeiros passos como treinador.
Na edição de 18 de agosto de 1954, após vitória do Nacional sobre seu maior rirval, o Uberaba S. C., o jornal Lavoura e Comércio, de Uberaba, disse: “Didi foi uma barreira. Absoluta classe, faz com perfeição o trabalho de cobertura. Está jogando uma enormidade o veterano Didi”.
O treinador do Nacional passou a ser seu ex-companheiro de América carioca, o zagueiro argentino Hector Gritta.
Comentário do “Lavoura e Comércio” de 14 de setembro de 1955: “Didi é outro que está resistindo ao tempo. É como o vinho, quanto mais velho melhor. Didi, a exemplo de Oliveira, atua nos gramados desde 1940. Sempre uma barreira. Nos certames mineiros, pivot do América e depois zagueiro, Didi chegou a figurar no selecionado das Alterosas. Esteve militando no futebol paulista e, certo dia, chegou, viu e venceu no futebol uberabense. É uma “navalha” o craque-barbeiro. Capitão da equipe, mercê suas qualidades de homem e jogador”.
No dia 17 de outubro de 1955, a CBD divulgou um despacho oficial comunicando que concederia o prêmio Belfort Duarte ao jogador Didi. Nota: o prêmio Belfort Duarte era uma homenagem da CBD ao jogador João Evangelista Belfort Duarte, e era oferecido aos jogadores que permanecessem 10 anos sem ser expulso. 
Menos de um mês depois, no dia 8 de novembro de 1955, Didi compareceu ao programa de rádio comandado por Leite Neto para apresentar suas despedidas e ser homenageado pela família nacionalista. Didi sempre foi um exemplo de jogador eficiente e disciplinado e, por estas razões, deixou muitas amizades e saudades.

O novo rumo de Didi seria Ponte Alta, distante 35 km do centro de Uberaba, um distrito mais conhecido por abrigar uma importante fábrica de cimento. O time que Didi iria defender era o Cimento Ponte Alta Sport Club. Didi passou a revezar entre jogador (como capitão da equipe) e treinador do Ponte Alta e a ser funcionário da Fábrica de Cimento. Também continuou inscrito pelo Nacional e ainda disputou alguns jogos pelo campeonato de Uberaba.
Em dezembro de 1955 foi realizada uma enquete para se conhecer a “seleção do ano” e o jogador mais completo do ano. Seis pessoas, sendo cinco cronistas esportivos e um árbitro, elegeram a “seleção do ano” e apontaram o jogador mais completo de 1955.
Os locutores esportivos Farah Zaida e Jorge Zaidan escolheram para craque do ano, Tati e Donaldo, respectivamente. O também locutor Eurípedes Craig votou em Didi, assim justificando seu voto: “Alma do Nacional e dono de um quadro, merece este posto. Didi, pelo que representou ao Nacional, é o craque do ano”.
O goleiro do Uberaba, Vilmondes, recebeu os outros três votos e ganhou a votação.
De 1956 a 1959, às vezes como jogador e outras como treinador, Didi esteve no Ponte Alta.
No dia 1º de maio de 1956, teve lugar um torneio em comemoração ao “Dia do Trabalho”, o Torneio Industriário de Futebol, promovido pelo S. R. F. do SESI, que contou com a participação de seis clubes, dentre eles o Ponte Alta. Sagrou-se campeão o quadro do Ceres F. C., que venceu o Ponte Alta, na disputa de pênaltis, por 3 x 2, depois de 0 x 0 no tempo regulamentar. Didi formou na zaga do Ponte Alta.
Também tomou parte do Torneio Início promovido pela Liga Uberabense de Futebol, sendo eliminado pelo Fabrício.
Nos últimos jogos, principalmente os amistosos disputados contra clubes de Uberaba, Didi atuou mais como treinador do que como jogador do Ponte Alta.
Nos anos de 1958 e 1959, o Ponte Alta continuou prosperando, graças a orientação competente do veterano e admirado Didi. Nesses anos, o Ponte Alta disputou o campeonato amador da cidade de Uberaba, patrocinado pela LUF.

Didi foi um dos primeiros técnicos a vir trabalhar no futebol do Distrito Federal, trazido do interior de Minas Gerais para treinar o Defelê. Chegou à Brasília em julho de 1960, passando a fazer parte do quadro de funcionários do Departamento de Força e Luz - DFL e, a convite de Ciro Machado do Espírito Santo, passou a treinar o Defelê, onde se tornou bicampeão em 1960 e 1961 (também era treinador no ano de 1962 em que o Defelê se sagrou tricampeão, mas saiu antes do encerramento do campeonato).
Também foi o técnico da Seleção do Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de Seleções de 1962 e em diversos jogos amistosos.
No dia 14 de dezembro de 1962 aconteceu a saída do treinador Didi, do Defelê. Ainda assim, foi escolhido como “Melhor Treinador” de 1962 pelo Diário Carioca-Brasília.
Assumiu o comando do Rabello a partir de 13 de janeiro de 1963. 
Em 24 de maio de 1964, Edilson Braga assumiu a direção técnica do Rabello, depois que Didi de Carvalho solicitou licença por um período de 30 dias.
Logo depois, Didi retornou ao Defelê e foi escolhido para treinador da Seleção de Brasília em vários amistosos.
Em 1965 foi treinador do Colombo, voltando ao Defelê em 1966. Depois aconteceu um longo recesso, só retornando em 1970, quando passou a ser treinador do Brasília, de Taguatinga, e foi o técnico do Piloto no campeonato brasiliense de 1972.
De 1973 a 1975 foi o treinador do CEUB no campeonato brasiliense de amadores (o time de profissionais disputava o Campeonato Brasileiro no mesmo período).
Treinou o Gama no Campeonato Metropolitano de 1977.
Era pai dos ex-jogadores Péricles e Wander.



sábado, 29 de novembro de 2025

FORMAÇÕES: Sobradinho - 1986



Essa formação foi a que enfrentou o Atlético Mineiro no dia 16 de novembro de 1986. Em pé, da esquerda para a direita: Déo, Tobias, Lourenço, Carlão, Demétrio e Chiquinho; Agachados: Michael, Filó, Toni, Wellington e Jamil.

A ficha técnica desse jogo foi a seguinte:
SOBRADINHO 1 x 1 ATLÉTICO MINEIRO
Data: 16 de novembro de 1986
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschilia (SP)
Renda: Cz$ 250.225,00
Público: 7.781 pagantes
Gols: Filó, 37 e Zenon, 77
SOBRADINHO: Déo, Chiquinho, Carlão (Zé Nilo), Tobias e Lourenço; Demétrio, Filó, Michael e Wellington; Toni e Jamil. Técnico: Bugue.
ATLÉTICO MINEIRO: Pereira, Joel (Vander Uberaba), Batista, Luisinho e João Luís; Elzo, Everton e Zenon; Paulo Isidoro (Vander Luís), Nunes e Renato. Técnico: Hilton Chaves.

Curiosidade: foram dois jogos contra o Atlético Mineiro, um em Brasília e o outro em Belo Horizonte. Em ambos, aconteceu empate em 1 x 1.

Bicampeão brasiliense nos anos de 1985 e 1986, o Sobradinho fez sua estreia no Campeonato Brasileiro da Série A em 31 de agosto de 1986, no antigo Mané Garrincha, perdendo de 1 x 0 para o Internacional, de Porto Alegre-RS.
A competição foi disputada por 44 clubes, que foram divididos em quatro grupos. Os seis primeiros passariam para a Segunda Fase. O Sobradinho ficou na sétima colocação, dois pontos atrás do Ceará e não se classificou. O Coritiba, campeão brasileiro de 1985, ficou com a última colocação do grupo.




sexta-feira, 28 de novembro de 2025

OS CLUBES DO DF: Sociedade Esportiva Comercial, de Planaltina


No dia 28 de novembro de 1976, na Quadra 3, Conjunto F, Lote 41, em Planaltina (DF), reuniram-se alguns moradores desta cidade para fundar um clube esportivo.
Surgiu assim a Sociedade Esportiva Comercial, que teve a primeira diretoria composta da seguinte forma: Presidente: João Alves do Nascimento, Vice-Presidente: José de Ribamar Neves, Diretor-Secretário: Mário César de Souza Castro, Secretário-Adjunto: Luiz Soares Silva, Diretor de Esportes: Benedito de Souza, Supervisor de Esportes: Wadileno Hamu, Diretor do Departamento Jurídico: José Rios Filho, Diretor de Relações Públicas: Paulo Sady Barbosa, Diretor Social: Antônio Leite Pedrosa, Diretor Financeiro: José Eustáquio Ferreira, Diretor de Patrimônio: Gaspar Dutra e Diretor Administrativo: Newton Gonçalves das Neves.
As cores oficiais do novo clube eram azul celeste, amarela e branca.
Os uniformes eram assim compostos: número 1 – camisa azul celeste com mangas e colarinho em branco, calção branco e meias azuis; número 2 – camisa branca com mangas e colarinho em azul celeste, calção azul celeste e meias brancas.
Somente em 20 de janeiro de 1977 a Sociedade Esportiva Comercial solicitou aprovação do estatuto para participar de competições amadoras de futebol.
Para manter o elenco em forma, o Comercial disputou alguns amistosos, sendo o primeiro em 27 de fevereiro de 1977, no Pelezão, contra o Cruzeiro E. C., na preliminar de Seleção de Juvenis de Brasília x Vasco da Gama.
O de maior destaque, porém, foi o do dia 17 de dezembro de 1978, em Planaltina, quando empatou em 1 x 1 com o Vila Nova, de Goiânia (GO).
Inscreveu-se no 2º Campeonato Amador do Distrito Federal, em 1979, não obtendo boa colocação.
Também em 1979, foi convidado e participou do Torneio Cidade de Sobradinho, no Augustinho Lima, realizado de 20 de outubro a 2 de dezembro de 1979, juntamente com Sobradinho, Tiradentes e Desportiva Bandeirante.
Estreou no dia 20 de outubro, com um empate em 1 x 1 com o Sobradinho. Venceu o primeiro turno após ganhar do Tiradentes (1 x 0) e da Desportiva Bandeirante (2 x 1). Decidiu o torneio com o Sobradinho, vencedor do 2º turno. No dia 2 de dezembro, o Comercial perdeu por 2 x 1.
No ano de 1980, inscreveu-se no campeonato de profissionais do Distrito Federal, representando a cidade de Planaltina, competição esta disputada por um total de nove equipes. A Federação Metropolitana de Futebol decidiu que os cinco primeiros colocados continuariam na Primeira Divisão em 1981 e os outros quatro disputariam um torneio para definir de quem seria a sexta vaga.
No campeonato, o Comercial estreou no dia 18 de maio de 1980, no Bezerrão, perdendo para o Gama, por 3 x 0. Na classificação final, após 24 jogos (dos quais venceu sete, empatou oito e perdeu nove), o Comercial ficou com a sexta colocação. Foi para o chamado “Torneio da Morte” com Ceilândia, Tiradentes e Desportiva Bandeirante. Disputado em turno único, a vaga ficou com o Tiradentes. O Comercial perdeu para a Desportiva Bandeirante (0 x 2), empatou com o Tiradentes (1 x 1) e venceu o Ceilândia (2 x 1).
Em 14 de setembro de 1980 aconteceu uma Assembleia Geral Extraordinária que revogou os estatutos do clube, alterando o nome de Sociedade Esportiva Comercial para Planaltina Atlético Clube. O primeiro Presidente foi Wadileno Hamu.



quinta-feira, 27 de novembro de 2025

A HISTÓRIA DO FUTEBOL NAS CIDADES SATÉLITES: Taguatinga - 1983


O Campeonato de Futebol Amador de Taguatinga teve início no dia 20 de março e contou com a participação de 13 equipes: AIRES-Associação de Integração Recreativa Esportiva e Social, América, Guarani, Ideal, Internacional, Juventus, L Norte, M Norte, Musa, São José, União, 21 de Abril e Viracopos.
Guarani, Juventus, Musa e União se classificaram para o quadrangular final do 1º turno, vencido pelo Juventus, com essa formação: Charuto, Lanco, Léo, Gilson e Uniladson; Ciro, Beri e Delei; Cotonete, Maranhão e Pedrão.
O Musa foi o vencedor do 2º turno.
Além desses dois, o Guarani também se classificou para o triangular final, por ter obtido o maior número de pontos durante a competição.
A competição foi promovida pela União dos Esportes de Taguatinga - UET.
O primeiro jogo aconteceu no dia 6 de novembro de 1983, no campo do Guarani, que ficava atrás da garagem da Viação Alvorada, na QNH 11, Taguatinga Norte. O Guarani venceu por 1 x 0.
No segundo jogo, realizado em 13 de novembro de 1983, Musa e Guarani empataram em 0 x 0.
O terceiro jogo do triangular final ocorreu em 20 de novembro de 1983, com vitória do Musa sobre o Juventus, por 2 x 1.
Com a vitória do Musa, fez-se obrigatória a decisão do campeonato em uma partida extra entre Guarani e Musa. Essas duas equipes já haviam jogado entre si quatro vezes nesse campeonato, empatando todas elas.
A partida extra aconteceu uma semana depois, em 27 de novembro de 1983, no campo do Guarani. O jogo não chegou sequer ao final do 1º tempo, quando o Musa vencia por 1 x 0. Aos 30 minutos o árbitro marcou um pênalti a favor do Guarani e o tempo fechou. Dirigentes do Musa invadiram o campo e começaram a pressionar o árbitro. Alguns jogadores do Musa passaram a isolar a bola, impossibilitando a continuação da partida. O árbitro resolveu pegar a súmula do jogo e deixar o campo. A UET resolveu anular a partida e marcar uma nova para o dia 18 de dezembro de 1983.
O jogo decisivo foi disputado com alguns lances mais violentos das duas partes, apesar da excelente atuação do árbitro, que punia logo com advertência a qualquer falta mais dura. Numa entrada desleal, ele não teve dúvidas em expulsar Jair, do Musa.
O jogo somente foi decidido a favor do Musa aos 31 minutos do 2º tempo, com um chute desferido por Chiquinho, com a bola sendo desviada no zagueiro Zecão. Placar final: Musa 1 x 0 Guarani.
O Musa formou com Índio, Zeca, Gaieta, João Lúcio e Pio; Jair, Piau e Leônidas; Cao, França e Juraci. O Guarani jogou com Romildo, Marcos, Elson, Geraldão e Padeiro; Vaca, Zecão e Bira; Bidoca, Luís e Gilberto.
Mesmo com a euforia da conquista do campeonato, o time do Musa tinha motivos para se sentir apreensivo, pois não tinham certeza se a equipe participaria do campeonato de 1984, por falta de apoio da Construtora Musa.

Nota:
O Guarani era o time mais antigo de Taguatinga, fundado em 1º de maio de 1969. Era formado por vários ex-jogadores do futebol do DF, tais como Bira, ex-Brasília, Zecão, ex-Taguatinga, Geraldão, ex-Tiradentes, e Messias, ex-Tiradentes e Ceilândia.

SELEÇÃO DOS MELHORES DO CAMPEONATO

A União dos Esportes de Taguatinga - UET, através de seu Diretor de Relações Públicas, Vicente de Paula Filho, divulgou a seleção do campeonato de 1983, que ficou assim formada: Dagoberto (América), Marcos (Guarani), Gaieta (Musa), Geraldão (Guarani) e Pio (Musa); Vaca (Guarani), Delei (Juventus) e Bira (Guarani); Cotonete (Juventus), França (Musa) e Pedrão (Juventus).


quarta-feira, 26 de novembro de 2025

FORMAÇÕES: Taguatinga - 1977



Da esquerda para a direita, em pé: Nonato, Robson, Dias, Aldair, Wanner, Zezinho e Wellington.
Agachados, na mesma ordem: Belo, Zé Vieira, Wilton, Maurício e Déo.




terça-feira, 25 de novembro de 2025

JOGOS INESQUECÍVEIS: primeira rodada do Campeonato Brasiliense de Profissionais - 1976


A partir de 1976, o futebol brasiliense voltou a ser profissional. Antes, de 1960 a 1975, o profissionalismo somente havia entrado em vigor nos anos de 1964 a 1968. Nos demais, o amadorismo imperou! 
Em 1976 foi disputado o primeiro campeonato brasiliense de futebol profissional, que teve sete equipes inscritas, a saber:

BRASÍLIA ESPORTE CLUBE, de Brasília;
CEUB ESPORTE CLUBE, de Brasília;
FLAMENGO ESPORTE CLUBE (posteriormente, Cruzeiro), do Cruzeiro;
GRÊMIO ESPORTIVO BRASILIENSE, do Núcleo Bandeirante;
HUMAITÁ ESPORTE CLUBE (posteriormente, Guará), do Guará;
SOCIEDADE ESPORTIVA DO GAMA, do Gama; e
TAGUATINGA ESPORTE CLUBE, de Taguatinga.

A primeira rodada do 1º turno foi disputada no dia 21 de abril de 1976 e só teve dois jogos, que tiveram as seguintes fichas técnicas:

TAGUATINGA 3 x 0 FLAMENGO
Data: 21 de abril de 1976
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Obs.: preliminar de CEUB x Gama
Árbitro: Adélio Nogueira 
Gols: Maurício, 72; Nemias, 74 e Maurício, 82 
TAGUATINGA: Carlos José, Aldair, Júlio César (Elmo), Assis e Dedinho; Douradinho, Nemias e Ernâni Banana; Maurício, Paraibinha (Piau) e Dinarte. Técnico: Eurípedes Bueno.
FLAMENGO: Arnaldo, Luiz Carlos, Miltão, Jailson e Jorginho; Paulinho, Eudo e Joel (Israel); Chagas, Dicemir e Josias (Fernandes). Técnico: Fernando Baracho Martins.

CEUB 6 x 0 GAMA 
Data: 21 de abril de 1976 
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Edson Rezende de Oliveira
Renda: Cr$ 25.000,00
Gols: Eduardo, 20; Moreirinha, 27; Xisté, 35; Lucas, 78, 79 e 83 
CEUB: Paulo Vítor, Nonoca, Cláudio Oliveira, Décio (Mauro) e Aripe; Alencar, Moreirinha (Lucas) e Xisté; Lino, Eduardo e Gilbertinho. Técnico: João Francisco.
GAMA: Noel, Robertinho, Bill, Manoel Silva e Carlão; Santana, Carlinhos e Dequinha; Almir (Galego), Carlos Alberto e Zé Luiz. Técnico: Jaime de Souza Santos.

A segunda rodada aconteceria no dia 24 de abril de 1976.




segunda-feira, 24 de novembro de 2025

SÍNTESE HISTÓRICA DO CAMPEONATO BRASILIENSE DA SEGUNDA DIVISÃO - 1997 a 2025




EDIÇÃO

ANO

QUANTIDADE DE CLUBES

JOGOS REALIZADOS

GOLS MARCADOS

MÉDIA DE GOLS/JOGO

CAMPEÃO

1997

7

48

115

2,40

ITAPUÃ

1998

7

48

107

2,23

CEILÂNDIA

1999

6

30

74

2,47

BOSQUE FORMOSA

2000

14

88

238

2,70

BRASILIENSE

2001

16

118

330

2,80

BRASÍLIA

2002

10

55

139

2,53

DOM PEDRO II

2003

10

43

129

3,00

SOBRADINHO

2004

13

65

190

2,92

PARANOÁ

2005

8

34

89

2,62

CAPITAL

10ª

2006

9

36

121

3,36

ESPORTIVO

11ª

2007

9

37

102

2,76

BRAZLÂNDIA

12ª

2008

8

33

94

2,85

BRASÍLIA

13ª

2009

7

26

70

2,69

CEILANDENSE

14ª

2010

8

33

82

2,48

CFZ

15ª

2011

15

105

312

2,97

BRAZLÂNDIA

16ª

2012

9

36

96

2,67

UNAÍ

17ª

2013

10

45

149

3,31

BOSQUE FORMOSA

18ª

2014

6

16

37

2,31

SAMAMBAIA

19ª

2015

12

67

187

2,79

TAGUATINGA

20ª

2016

9

25

68

2,72

DOM PEDRO II

21ª

2017

10

29

90

3,10

BOLAMENSE

22ª

2018

11

30

108

3,60

CAPITAL

23ª

2019

10

45

120

2,67

PARANOÁ

24ª

2020

8

17

54

3,18

SAMAMBAIA

25ª

2021

10

25

86

3,44

PARANOÁ

26ª

2022

14

47

131

2,79

SAMAMBAIA

27ª

2023

12

35

108

3,09

CEILANDENSE

28ª

2024

8

33

124

3,76

SOBRADINHO

29ª

2025

8

28

103

3,68

ARUC

TOTAL

1.277

3.653

2,86