quarta-feira, 19 de setembro de 2012

MANICERA E O PAPELÃO DO FLAMENGO EM BRASÍLIA


No dia de ontem, o Nacional, de Montevidéu, Uruguai, confirmou a notícia da morte de Manicera, zagueiro uruguaio com passagem pelo Flamengo no final da década de 60. O ex-jogador morreu aos 73 anos de idade.
Nascido em 1938, Manicera começou sua carreira jogando pelo Rampla Juniors, no ano de 1958, e permaneceu na equipe até 1962. Em seguida, o ex-defensor acertou a sua transferência para o Nacional, onde foi campeão uruguaio em 1963 e 1966. No ano seguinte, ele rumou para o Clube de Regatas Flamengo e, em 1971, retornou para seu país, onde defendeu a camisa do Cerro antes da aposentadoria, aos 33 anos.
Manicera também entrou em campo vestindo as cores da seleção uruguaia em 21 partidas e disputou a Copa do Mundo de 1966.
Em comunicado divulgado no site oficial do Nacional, o clube diz que o ex-jogador foi um dos zagueiros mais técnicos de todos os tempos no futebol uruguaio, com um estilo de jogo elegante.
Infelizmente, a lembrança que os torcedores de Brasília tem de Manicera não é das melhores.
No dia 2 de março de 1969 foi realizado um amistoso entre o Flamengo e a Seleção Amadora de Brasília. O rubro-negro carioca vencia o jogo por 3 x 1, com gols marcados, no 1º tempo, por Dionísio, aos 10 e aos 30 minutos, e Liminha, aos 25; Garrinchinha havia marcado o gol da Seleção aos 10 minutos do 2º tempo.
Quando o árbitro Sílvio Fernandes expulsou Rodrigues Neto e Paulo Henrique, aos 15 minutos do 2º tempo, obedecendo ordens do treinador Tim e do dirigente Vivaldo Midlej, os jogadores Zezinho, João Daniel e Garrincha fingiram-se de contundidos e abandonaram o gramado, forçando o árbitro a encerrar a peleja.
A Seleção Amadora de Brasília atuou com Hugo, Jonas (Fernandes), Heraldo, Paulinho e Xixico; Eduardo e Divino; Guairacá, Garrinchinha, Pelezinho (Argenta) e Oscar (Marão).
Flamengo: Dominguez, Marcos, Manicera, Onça (Jaime) e Paulo Henrique; Liminha e Rodrigues Neto; Garrincha, João Daniel, Dionísio (Zezinho) e Arilson (Reyes).


Um comentário:

  1. José Ricardo,
    Fica claro que o papelão foi do Sr. Árbitro e não do "Mais Querido" hehehe. Uma curiosidade: Garrincha jogou outras partidas no DF? Com que camisas? Abração e parabéns,
    Tarcízio Dinoá

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