quinta-feira, 2 de abril de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Lira



NOME COMPLETO: Carlos Augusto José de Lira
APELIDO: Lira
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Taguatinga (DF), 2 de abril de 1966
POSIÇÃO EM CAMPO: Lateral-Esquerda

INÍCIO
Jogava no futebol amador de Taguatinga, defendendo o Aliança, da SHIS Norte, quando o treinador Ercy Rosa o convidou para fazer testes no Taguatinga Esporte Clube.

LINHA DO TEMPO

1983
Com 17 anos de idade, fez sua estreia na equipe principal do Taguatinga Esporte Clube no dia 6 de julho de 1983, no Serejão, na derrota de 2 x 0 para o Tiradentes, jogo válido pelo campeonato brasiliense desse ano. O Taguatinga formou com Adriano, Pacheco, Décio (Rubão), Duda e Lira; Boni, Roque (Jefferson) e Jânio; Lula, Paulo Caju e Wilson. Técnico: Ercy Rosa.
Seu último jogo com a camisa do Taguatinga aconteceu em 25 de julho de 1983, também no Serejão, no empate em 1 x 1 com o Guará.

Logo depois, foi encaminhado para a equipe juvenil do Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, e integrado ao time que foi campeão carioca de juvenis de 1983, tendo, entre seus jogadores, Mazinho e Romário.

1984
Campeão carioca da categoria de juniores pelo Vasco da Gama. Na equipe, dentre outros, dois jogadores revelados no futebol do DF: o zagueiro Souza e o atacante Santos, ambos jogadores do Brasília.
No dia 15 de agosto de 1984, foi convocado para a Seleção Brasileira que disputaria o Campeonato Sul-Americano de Juniores, no Paraguai, em janeiro de 1985, e que serviria de classificação para o campeonato mundial da categoria, em novembro de 1985, no Chile. Depois de cumprir quatro das cinco fases de treinamento, Lira foi cortado e não fez parte dos 18 jogadores que participaram da competição, vencida pelo Brasil. Essa seleção brasileira contou, dentre outros jogadores, com o goleiro Taffarel, do Internacional, Tosin, Neto e Gerson, do Guarani, Silas, do São Paulo, e Romário, do Vasco da Gama (artilheiro da competição).

1985
Depois da dispensa, disputou a Copa São Paulo de Juniores de 1985.
No Campeonato Brasileiro de 1985, iniciado em 26 de janeiro, já fazia parte do banco de reservas do Vasco da Gama.
A promoção de Lira para o elenco profissional ocorreu diante da necessidade do técnico Edu Antunes Coimbra ter um reserva para Airton. Assim que Lira regressou de São Paulo, foi puxado pelo técnico e nos coletivos mostrou o acerto da medida do treinador.
A estreia de Lira na equipe principal do Vasco da Gama foi no dia 14 de abril de 1985, no Mineirão, na derrota de 1 x 0 para o Atlético Mineiro, jogo válido pelo Campeonato Brasileiro desse ano. O Vasco da Gama atuou com essa formação: Roberto Costa, Milton Mendes, Nenê, Ivan e Airton (Lira); Vítor, Geovani e Gilberto; Mário Tilico (Rômulo), Cláudio Adão e Silvinho. Técnico: Edu Antunes Coimbra.
Comentário do Jornal dos Sports após o jogo: “LIRA - não decepcionou. Entrou muito bem na partida e mostrou, mais uma vez, que tem muito futuro”.
Antes dessa estreia, Lira disputou vários amistosos com o time misto do Vasco da Gama.

Em abril, foi novamente convocado para a Seleção Brasileira de Juniores, treinada por Gilson Nunes, para o Torneio João Havelange, em Acapulco, no México, quando o Brasil ficou com o segundo lugar.

1986
Firmou-se como titular do Vasco da Gama numa equipe que tinha, dentre outros, o goleiro Régis, Mazinho e Romário. O técnico do Vasco da Gama era Antônio Lopes.

1987
Depois de disputar poucos jogos pela Taça Guanabara desse ano, foi emprestado ao Taubaté, de São Paulo.

1988
Retornou ao Vasco da Gama e sagrou-se bicampeão carioca, tomando parte em 29 jogos.

1989
Sem espaço no clube, juntamente com Roberto Dinamite foi emprestado à Portuguesa de Desportos, antes do início do Campeonato Brasileiro, conquistado pelo Vasco da Gama. No final desse ano, depois de fazer uma boa temporada, o Goiás o tirou do Vasco da Gama.

1990
No Goiás, com o treinador Sebastião Lapola, Lira passou a viver um grande momento em sua carreira: por conta de suas boas atuações, acabou recebendo a sua primeira chance de defender a Seleção Brasileira. O ajudou muito na convocação o bom time do Goiás, que contava com o meia Luvanor, o goleador Túlio Maravilha, o volante Fagundes e o também atacante Niltinho, entre outros, e que se sagrou campeão estadual nesse ano.
Foi em 8 de novembro de 1990 que Lira envergou a camisa da seleção brasileira pela primeira vez. Durante um amistoso, no Mangueirão, em Belém, no 0 x 0 diante do Chile. Convocado por Paulo Roberto Falcão, esteve nesta formação: Sérgio, Gil Baiano (Luiz Henrique), Paulão (Cléber), Adilson Batista e Lira; César Sampaio (Leonardo), Donizete, Cafu e Neto (Valdeir); Careca Bianchezzi e Charles. Lira tornou-se, assim, o primeiro jogador genuinamente brasiliense a vestir a camisa da seleção brasileira.

1991
Em meados de 1991, transferiu-se para o Grêmio, defendendo o clube gaúcho por quase uma temporada, inclusive durante a Copa do Brasil de 1992, ocasião em que o time tricolor foi eliminado pelo seu maior rival, o Internacional, que mais tarde se sagraria campeão do torneio.

1992
Estava há um ano e quatro meses no Grêmio, quando o Fluminense foi buscá-lo no Rio Grande do Sul, em 1992. Fazia boa temporada no Sul, merecendo uma convocação para a seleção brasileira. No clube das Laranjeiras, Lira viveu definitivamente um dos melhores momentos da sua carreira.

1995
Disputou os 26 jogos da campanha do título carioca de 1995, quando o time-base foi Wellerson, Ronald, Lima, Paulo Paiva e Lira; Márcio Costa, Ailton, Djair e Rogerinho: Renato Gaúcho e Ézio (Leonardo).

Admirado com o potencial de Lira, o Flamengo, ainda em 1995, decidiu por comprar o seu passe, a fim de aperfeiçoar a equipe no ano do centenário. Também vindo do Fluminense, o rubro-negro já havia tirado Djair e Márcio Costa e juntou o que viria a ser conhecido como o “ataque dos sonhos” - Edmundo, Romário e Sávio.
Liga sagrou-se campeão carioca em 1996. Entretanto, não teve no Flamengo o mesmo desempenho oferecido ao rival Fluminense, e acabou sendo emprestado em 1996 ao Atlético Mineiro, tendo retornado ao Flamengo ao final da temporada.

1996
Teve uma rapidíssima passagem pelo Atlético Mineiro (de 1º de junho a 21 de julho de 1996), quando disputou dez jogos válidos pelo Campeonato Mineiro desse ano. Logo depois, a partir de agosto de 1996, disputou o Campeonato Brasileiro pelo Atlético Paranaense.

2003
Lira encerrou a carreira em 2003, atuando pelo Vitória, do Espírito Santo. Antes disso, já vinha atuando pelo futebol capixaba, defendendo a Desportiva Ferroviária (2000), Estrela do Norte (2001) e Vilavelhense (2001 e 2002).

NA SELEÇÃO BRASILEIRA

Disputou nove jogos pela Seleção Brasileira principal, sem conhecer derrota, vencendo seis e empatando três. O primeiro deles já citado acima, contra o Chile, e o último diante de um clube, o espanhol Valência, em 27 de abril de 1995, com vitória do Brasil por 4 x 2.

HOJE EM DIA

Depois de residir em Vitória-ES, onde trabalhou até 2007 como assessor parlamentar de Geovani, ex-meia do Vasco da Gama, que não conseguiu reeleger-se para um novo mandato, hoje em dia Lira mora no Rio de Janeiro.
Estreou como treinador no América, do Rio de Janeiro, levando a equipe de volta à elite do Campeonato Estadual e conquistando o título da Segunda Divisão do Campeonato Carioca de 2009.
De 2011 a 2013, foi treinador do C. A. Barra da Tijuca, das divisões inferiores do futebol do Rio de Janeiro. Subiu a equipe para a Segunda Divisão em 2011.
Em 2017, foi o treinador dessa mesma equipe em quase toda a Série B-1 e renovou contrato para dirigi-la em 2018.






quarta-feira, 1 de abril de 2026

FORMAÇÕES: Brasília - 1989



Formação do Brasília que enfrentou o Guará no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, no CAVE, em 19 de março de 1989.
Da esquerda para a direita, em pé: Dominguinhos, Oliveira, Nena, Ronilson, Waldo, Chagas, Iranil e Tadeu Roriz (presidente).
Agachados, na mesma ordem: Coutinho, Josimar, Héber, Dida e Marinho.

Colaborou na identificação dos jogadores:
Robson Garcia Leal (Marinho).



terça-feira, 31 de março de 2026

HÁ 60 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: Flamengo e Vasco da Gama inauguram os refletores do Estádio de Brasília


No dia 31 de março de 1966, Flamengo e Vasco da Gama estiveram em Brasília para a inauguração dos refletores do Estádio de Brasília, que depois passaria a ser chamado de Pelezão.
A partida agradou ao numeroso público, que proporcionou renda de Cr$ 50.044.000,00.
Os quinze minutos iniciais de jogo foram do Vasco da Gama, que teve nada menos do que três oportunidades para marcar, sendo que a melhor coube a William, que mandou a bola na trave.
A partir do vigésimo minuto, o Flamengo começou a se articular melhor e a partida passou a ser disputada em igualdade.
Entretanto, aos 37 minutos, Paulo Henrique cometeu pênalti em William e Célio converteu no primeiro tento do Vasco da Gama.
Para o segundo tempo, o Flamengo voltou melhor, e logo aos 4 minutos empatava, por intermédio de Almir, numa falha de Amauri.
O gol não intimidou o Vasco da Gama, que cinco minutos depois desempatava, em nova penalidade máxima cobrada por Célio. Na verdade, já havia sido gol, pois o toque de mão de Itamar foi com a bola rumando para a meta, após o chute de Picolé. Falhou o árbitro, mas Célio consertou, convertendo a falta.
Depois, foram inúmeras as tentativas do Flamengo em busca do empate, mas o Vasco da Gama conseguiu resistir para conquistar a Taça Forças Armadas oferecida ao vencedor do amistoso.
A ficha técnica desse jogo foi a seguinte:

VASCO DA GAMA 2 x 1 FLAMENGO
Data: 31 de março de 1966
Local: Estádio de Brasília
Renda: Cr$ 50.044,00
Árbitro: Idélcio Gomes de Almeida, de Brasília
Expulsão: Juarez, do Flamengo
Gols: Célio, 37 (pênalti), Almir, 49 e Célio, de pênalti, 54.
VASCO DA GAMA: Amauri, Joel (Bolinha), Brito (Caxias), Ananias e Hipólito; Maranhão e Danilo Menezes; William, Célio (Gama), Picolé (Zezinho) e Tião (Romildo). Técnico: Zezé Moreira.
FLAMENGO: Valdomiro (Marco Aurélio), Murilo (Leon), Paulo Lumumba, Itamar e Paulo Henrique; Jarbas (Evaristo) e Juarez; Paulo Chôco, Almir (Fio), César e Rodrigues Neto. Técnico: Renganeschi.




segunda-feira, 30 de março de 2026

FICHA TÉCNICA: Índio




PASSAGEM PELO FUTEBOL DO DF:

ANO

COMPETIÇÕES

CLUBES

JD

GM

2004

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

SANTA MARIA

2005

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

SANTA MARIA

7

2005

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

CAPITAL

2007

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

PARANOÁ

14

2010

CAMPEONATO BRASILEIRO 4D

BRASÍLIA

8

2011

CAMPEONATO BRASILEIRO 4D

GAMA

6

1

2011

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BOTAFOGO

19

2011

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

SANTA MARIA

8

1

2014

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRASÍLIA

6

2014

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

CRUZEIRO

2014

COPA VERDE

BRASÍLIA

2

2015

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRASÍLIA

16

1

2015

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

PARANOÁ

4

2015

COPA DO BRASIL

BRASÍLIA

2

2015

COPA VERDE

BRASÍLIA

4

2016

CAMPEONATO BRASILEIRO 4D

LUZIÂNIA

2

2016

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRASÍLIA

5

2017

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

LUZIÂNIA

2

2017

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

SAMAMBAIA

2017

COPA VERDE

LUZIÂNIA

1

2018

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

PARANOÁ

6

2018

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

TAGUATINGA

6

2019

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

TAGUATINGA

10

2019

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

CEILANDENSE

2020

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

CEILANDENSE

10


TÍTULOS:
Campeão da Copa Verde - 2014, pelo Brasília.

OUTROS CLUBES:

2010

IPANEMA - AL

2010

SETE DE SETEMBRO - PE

2012

POTIGUAR - RN

2012

ARARIPINA - PE

2013

PENAROL - AM

2013

IPORÁ - GO