quarta-feira, 27 de julho de 2011

ARQUIVOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Torneio Incentivo de 1977


PARTICIPANTES:

GRÊMIO ESPORTIVO BRASILIENSE
TAGUATINGA ESPORTE CLUBE
SOCIEDADE ESPORTIVA DO GAMA
ESPORTE CLUBE CANARINHO
DESPORTIVA BANDEIRANTE

1º TURNO

20.10.1977 – Estádio Pelezão
CANARINHO 2 x 2 GAMA

22.10.1977 – Estádio Pelezão
TAGUATINGA 1 x 2 GRÊMIO

29.10.1977 – Estádio Pelezão
BANDEIRANTE 2 x 1 CANARINHO

05.11.1977 – Estádio Pelezão
GRÊMIO 1 x 0 BANDEIRANTE

09.11.1977 – Estádio Pelezão
CANARINHO 1 x 0 TAGUATINGA

12.11.1977 – Estádio Pelezão
TAGUATINGA 0 x 1 BANDEIRANTE

13.11.1977 – Estádio do Gama
GAMA 1 x 1 GRÊMIO

20.11.1977 – Estádio do Gama
CANARINHO 2 x 1 GRÊMIO
GAMA 5 x 1 TAGUATINGA

26.11.1977 – Estádio Pelezão
BANDEIRANTE 2 x 5 GAMA

CLASSIFICAÇÃO DO 1º TURNO

CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
PG
GAMA
4
2
2
0
13
6
6
CANARINHO
4
2
1
1
6
5
5
GRÊMIO
4
2
1
1
5
4
5
BANDEIRANTE
4
2
0
2
5
7
4
TAGUATINGA
4
0
0
4
2
9
0

2º TURNO

01.12.1977 – Estádio Pelezão
GRÊMIO 2 x 3 CANARINHO

04.12.1977 – Estádio Pelezão
CANARINHO 0 x 0 BANDEIRANTE
GAMA 2 x 1 GRÊMIO

10.12.1977 – Estádio Pelezão
GAMA 3 x 1 BANDEIRANTE

17.12.1977 – Estádio Pelezão
TAGUATINGA 0 x 1 CANARINHO
BANDEIRANTE 3 x 2 GRÊMIO

29.01.1978 – Estádio Pelezão
TAGUATINGA 1 x 1 BANDEIRANTE

12.02.1978 – Estádio Bezerrão
GAMA 0 x 1 TAGUATINGA

19.02.1978 – Estádio Bezerrão
TAGUATINGA 1 x 0 GRÊMIO (WO)
GAMA 0 x 2 CANARINHO

Obs.:
Logo depois dessa rodada, a Federação Brasiliense de Futebol formulou consulta ao Departamento Jurídico da CBD com relação a condição de jogo dos atletas profissionais do filiado E. C. Canarinho.
Antes mesmo da resposta da CBD, o Canarinho pediu licenciamento por um ano.
No começo do ano de 1978, o Grêmio comunicou sua desistência do 2º turno da competição.
Com isso, para fins da classificação do 2º turno, a Federação considerou apenas os jogos entre Bandeirante, Gama e Taguatinga, assim ficando:

CF

CLUBES

J

V

E

D

GF

GC

PG

TAGUATINGA

2

1

1

0

2

1

3

GAMA

2

1

0

1

3

2

2

BANDEIRANTE

2

0

1

1

2

4

1


DECISÃO

26.03.1978 – Estádio Bezerrão
Gama 2 x 0 Taguatinga

Campeão: Gama

Artilheiro: Roldão, do Gama, com 6 gols.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

PERSONAGENS & PERSONALIDADES: Wander Abdalla

Wander na A. E. EBE em 1959
Wander Marques Abdalla nasceu em 20 de maio de 1937, em Conquista, pequeno município localizado na região de Uberaba, no Triângulo Mineiro.
Começou sua carreira no futebol como jogador do Ponte Alta, clube que defendeu de 1954 a 1957 e que disputava o campeonato da Liga de Uberaba.
No início do ano de 1958, chegou a fazer testes no América, de Belo Horizonte (MG). Nesta época, os dirigentes do Bela Vista, de Sete Lagoas (MG), encontravam-se na capital mineira, à procura de reforços para o campeonato estadual. Chegando ao América, seu treinador o indicou para o clube de Sete Lagoas.
No Bela Vista, disputou o turno de classificação do Campeonato Mineiro de 1958, atuando com médio-volante.
Ainda neste ano, sagrou-se campeão do Torneio “Mário Gomes”, ao empatar com o Pedro Leopoldo (1 x 1). No jogo realizado na vizinha cidade de Pedro Leopoldo, Wander jogou na posição de zagueiro-direito.
Em fevereiro de 1959 foi treinar no Goiânia (GO), não ingressando no então bicampeão goiano, pois era profissional e para atuar no futebol de Goiás deveria acontecer a reversão de profissional para amador.
Saindo de Goiânia, resolveu se aventurar e tentar a sorte em Brasília, cidade que oferecia muitas oportunidades de emprego, mas onde fixar residência era uma tarefa árdua e exigia abnegação, pois se encontrava no início de sua construção.
Aqui chegou em junho e já no dia 6 de julho de 1959 era admitido como Escriturário da Novacap.
Logo procurou se inteirar dos locais onde se praticava o futebol. Primeiramente, treinou no Guará, passando logo depois para o Grêmio, sendo campeão da cidade em 1959, título não reconhecido pela FMF.
Nos anos de 1960 e 1961, foi bicampeão pelo Defelê, um dos maiores clubes do DF e que ajudou a fundar. Wander e outros funcionários do Departamento de Força e Luz gostavam muito de jogar futebol nas horas de folga, chegando ao ponto de jogarem peladas com bola de meia. A pedido dos seus colegas de trabalho, Wander tomou à frente do projeto de organizar um time de futebol para jogar contra as equipes dos outros Departamentos da Novacap, como DVO, DTU e EBE. Inicialmente, passou uma lista visando arrecadar fundos para a aquisição de uma bola oficial. Vencida esta etapa, realizou pesquisa para identificar o nível técnico dos funcionários do Departamento. Poucos sabiam realmente jogar futebol, tais como Samuel, Lacir Pedersoli, Ely (filho de Roberto, que acabara de chegar em Brasília e havia sido jogador dos juvenis do Madureira), os outros se esforçavam para completar a equipe. Montada a equipe, reuniu-se com os diretores da empresa, cobrando uma maior participação deles. Quando estes perceberam que a equipe prometia, resolveram ajudar diretamente. Wander começou como jogador e também era o treinador, função que logo abandonou, pois passou a ser mal interpretado por alguns que anteviam um certo protecionismo no fato dele ser praticamente o “dono do time”; assim, com o aval da diretoria da empresa, convidou Waldyr de Carvalho, o Didi, para ser o treinador do clube. O clube, então, passou a adotar um sistema semi-profissional, logo destacando-se como o melhor de Brasília no começo dos anos 60. Por sempre defender os interesses dos jogadores junto a diretoria da empresa, teve um relacionamento difícil com alguns deles. Por toda essa situação, ficou muito visado e entrou na linha de fogo da diretoria
Quando entendeu que sua participação naquele clube tinha se esgotado, resolveu mudar de ares e, no biênio 1962/1963 esteve na Associação Esportiva Cruzeiro do Sul.
O início do seu lado de cartola aflorou ainda mais em 1964, quando criou o Milionários, ironicamente formado com jogadores que estavam parados oficialmente, recrutados por Wander, que era treinador e dono do time. Realizava jogos-exibição por todo o DF. Muitos jogadores deste time voltaram a atividade por muitos anos depois.
Abandonou de vez a idéia de ser jogador e, após uma passagem como técnico do Luziânia em 1966, treinou o Defelê em 1970, afastando-se do esporte e passando a se dedicar aos negócios, como empresário do setor de papel, inicialmente trabalhando na Gestetner (1973 a 1976) e, posteriormente, cuidando de sua própria firma, a SP Comercial de Papéis (que funcionou de 1977 a 1985). 
Nas suas horas de folga, jogava pelo Gerovital F.C., famoso time de peladas de Brasília e integrado por profissionais das mais diversas áreas de trabalho.
Retornou ao futebol em 1976, contratado para supervisionar o Departamento de Futebol Profissional do Grêmio Esportivo Brasiliense, que também voltava a disputar competições oficiais.
Chegou a deixar o cargo, depois de se desentender com o Diretor de Futebol, Antônio Martins Filho, situação contornada depois de uma boa conversa. O Grêmio sagrou-se campeão do Torneio Imprensa, a primeira competição oficial da nova fase do futebol do Distrito Federal.
De 1981 a 1983 foi Vice-Presidente de Futebol do Taguatinga E.C. Sagrou-se campeão brasiliense em 1981, garantindo vaga na Taça de Ouro da CBF.
Deixou o Taguatinga e passou a ser Supervisor do Guará na Taça de Prata de 1983. 
No início de 1984 voltou a ser Diretor de Futebol do Taguatinga. Chegou a ser o treinador da equipe no jogo de abertura do Torneio Seletivo.
Além do seu envolvimento com a administração dos clubes, encontrava tempo para se dedicar a outros eventos em prol do futebol brasiliense, chegando a promover, em dezembro de 1984, juntamente com o preparador físico Marreta, a festa de encerramento das atividades do futebol de Brasília, reunindo uma equipe de ex-jogadores e jogadores do futebol profissional do DF atuava contra uma equipe de Brasília. O encontro tem por objetivo reunir em congraçamento todos os que fazem e lutam pelo desenvolvimento do futebol brasiliense.
Em janeiro de 1985 apresentou proposta de trabalho no sentido de tornar a equipe do Gama novamente competitiva; juntamente com o ortopedista Flory Machado, associou-se ao clube (passando a ser seu Vice-Presidente de Futebol) para implantar uma nova política administrativa no futebol.
Em 1986, foi um dos candidatos à Presidência da Federação Metropolitana de Futebol, concorrendo com mais duas chapas, lideradas por Hezir Espíndola (apoiada pelo governador José Aparecido), e Wagner Marques, ex-presidente do Brasília E.C. Wander era, na opinião dos jornalistas esportivos, o candidato favorito às eleições para a FMF. Apesar disso, não ganhou. A eleição aconteceu em 10 de março e o eleito foi Wagner Marques.
Em 1987, retornou ao Taguatinga, tornando-se Vice-Presidente de Futebol. Graças a um trabalho perseverante que foi realizado nos bastidores por Wander Abdalla, o bicampeão mundial Nilton Santos, a “Enciclopédia do Futebol”, tornou-se treinador do Taguatinga no mesmo ano.
Aclamado por unanimidade pelos 21 conselheiros do clube, tornou-se presidente do Clube de Regatas Guará, em 1988, permanecendo à frente do clube até o final de 1991. Conseguiu envolver o quadro de conselheiros, os empresários e a torcida, todos com uma parcela de contribuição que juntos reergueram o Guará. Quando assumiu, encontrou o futebol do clube sem a menor estrutura: não tinha time nem comissão técnica.
Em 1989, convidou outro bicampeão mundial, Djalma Santos, para ser treinador do Guará; promoveu o retorno do artilheiro Beijoca, contratando também Ataliba e Mauro, dois ex-corintianos. O Guará disputou as finais do campeonato brasiliense.
Antes de se afastar novamente do futebol, teve uma rápida passagem pelo Ceilândia.
Em 14 de novembro de 2007 foi nomeado para exercer cargo em comissão na Secretaria de Esporte do Distrito Federal. 
Até hoje permanece vinculado ao futebol, colaborando sempre com sua longa experiência adquirida nos mais de 50 anos dedicados ao futebol de Brasília.
Wander Abdalla sempre teve como ideal ver o futebol de Brasília competindo em igualdade de condições com os clubes dos grandes centros. Na sua opinião, isso só vai acontecer quando acabar a mentalidade amadorística dos dirigentes, que vem sendo sustentada desde a inauguração de Brasília.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

GRÊMIO x GUARÁ, EM 1959


Os 19 clubes inscritos no primeiro campeonato de futebol de Brasília, em 1959, foram divididos em duas chaves: Zona Sul, com nove clubes, e Zona Norte, com dez.
Da Zona Sul fizeram parte os maiores favoritos ao título: Grêmio e Guará.
Conforme estabelecido no regulamento, os clubes jogariam dentro de suas respectivas zonas, em turno e returno, com os vencedores decidindo, numa série “melhor-de-três”, o título de campeão da cidade.
Grêmio e Guará chegaram à sétima rodada em igualdade na pontuação, ambos com dois pontos perdidos.
O esperado confronto aconteceu no dia 11 de outubro de 1959, no Estádio Israel Pinheiro, de propriedade do Guará.
O jogo foi violento e bastante tumultuado (segundo palavras do jornal Diário Carioca-Brasília: “numa péssima demonstração de educação esportiva”). Não tardou a aparecer os primeiros desentendimentos, redundando em conflitos e paralisação da partida.
O primeiro tempo terminou em 2 x 1 para o Grêmio, marcando Roberto e Amauri para o clube da Metropolitana, e Severo para o Guará. No segundo tempo, Severo voltou a marcar e deu números definitivos ao marcador: 2 x 2.
Assim jogaram as duas equipes:
Guará: Maia, Pesão, Vandoca e Homero; Cazuza e Múcio; Zezinho, Severo, Íris, Luís Maia e Nereu. O treinador do Guará era o ex-zagueiro do Vasco da Gama e da Seleção Brasileira,
Augusto da Costa.
Grêmio: Bosco, Hugo, Amauri e Remis; Alemão e Ralph; Nilo, Carlinhos, Jair, Edson e Roberto. Técnico: Rubens
Porfírio da Paz.
O árbitro foi Heraclis Nicolaidis, auxiliado por Dirceu Basílio e Anfrido Ziller.
Grêmio e Guará continuaram com o mesmo número de pontos, até a última rodada. Quando todos já esperavam por um novo Grêmio x Guará, eis que, surpreendentemente o Guará empatou com a EBE, deixando que o Grêmio alcançasse o título de campeão da Zona Sul.
Diante desses resultados, Grêmio e Planalto (campeão da Zona Norte) decidiriam o título máximo do futebol de Brasília numa série “melhor-de-três”. O título ficou com o Grêmio.

domingo, 17 de julho de 2011

TORNEIO INTERESTADUAL EM TAGUATINGA - 1967


O torneio interestadual foi realizado em comemoração ao 9º aniversário da cidade de Taguatinga.
Dele tomaram parte o Cruzeiro do Sul e Defelê, de Brasília, o anfitrião Flamengo, de Taguatinga, e o Clube do Remo, de Belém (PA).
Os jogos foram disputados no recém-inaugurado (28 de maio) estádio do Flamengo (Ruy Rossas do Nascimento).
No dia 16 de junho de 1967, o Cruzeiro do Sul estragou a festa do Flamengo, vencendo-o por 3 x 2. No jogo principal, o Clube do Remo ganhou do Defelê, por 1 x 0.
Dois dias depois, em 18 de junho, o Flamengo sofreu nova derrota, desta vez para o Defelê, por 2 x 1.
Na decisão do torneio, o Cruzeiro do Sul venceu o Clube do Remo por 1 x 0, gol de Ribamar, conquistando o título de campeão. O maior destaque do Clube do Remo na época era o jogador Amoroso.



domingo, 10 de julho de 2011

AS DECISÕES: 1961


Rabello, campeão do 1º turno, e Defelê, vencedor do 2º, decidiram o campeonato brasiliense de 1961.
E foram necessárias quatro partidas para se conhecer o campeão daquele ano.
O primeiro jogo da série “melhor-de-três” aconteceu no dia 12 de novembro de 1961, no Estádio “Aristóteles Góes”, do Nacional. Com arbitragem de Jorge Cardoso e renda de Cr$ 75.800,00, foi registrado o empate de 1 x 1. Joãozinho marcou para o Rabello e Raimundinho para o Defelê.
Uma semana depois, em 19 de novembro de 1961, foi realizado o segundo jogo, no Estádio “Israel Pinheiro”, do Guará. E novamente ocorreu empate, desta vez sem gols. Jorge Cardoso foi o árbitro de novo e a renda de Cr$ 60.600,00.
Mais uma semana e desta vez todos esperavam que se conhecesse o campeão brasiliense. Mas, ainda não foi desta vez. No dia 26 de novembro de 1961, novamente no Estádio Aristóteles Góes, Rabello e Defelê voltaram a empatar pelo placar de 1 x 1, gols de Zé Paulo para o Defelê e Carioca para o Rabello. Pela terceira vez consecutiva Jorge Cardoso foi o árbitro do encontro. A renda foi de Cr$ 102.000,00.
O quarto jogo tomou uma importância tão grande que até se trouxe um árbitro da Federação Carioca de Futebol, Amílcar Ferreira, auxiliado por Josué Costa Araújo e Nilzo de Sá.
Finalmente, no dia 3 de dezembro de 1961 a cidade de Brasília conhecia o seu campeão. E este foi o Defelê, que venceu o Rabello por 3 x 1, sagrando-se bicampeão brasiliense.
A torcida que compareceu ao Estádio Aristóteles Góes proporcionou uma renda de Cr$ 137.000,00, recorde absoluto do futebol de Brasília.
No primeiro tempo, o placar foi de 1 x 0 a favor do Defelê, com um gol de Ely, aos 39 minutos. O mesmo Ely ampliou para 2 x 0 aos 12 minutos do 2º tempo. Sérgio, aos 23, ampliou para 3 x 0. Dois minutos depois, cobrando pênalti, Sabará marcou o gol de honra do Rabello.
Assim formaram os quadros:
DEFELÊ: Matil, Zé Paulo, Oswaldo, Alonso Capela e Gavião; Bimba e Fino; Ramiro, Sérgio, Ely e Raimundinho.
RABELLO: Gaguinho, Paulo, Leocádio, Pernambuco e Roberto; Calado e Bugue, Sabará, Nilo, Joãozinho e Arnaldo.



sábado, 9 de julho de 2011

A PRIMEIRA EXCURSÃO INTERNACIONAL


Depois de duas viagens frustradas pela falta de seriedade dos empresários José da Gama e Emílio Alonso, finalmente o Ceub conseguiu realizar o grande sonho de excursionar pela primeira vez ao exterior.
Uma excursão engraçada: não recebeu cota por jogo, pois apenas alugou seu elenco de 18 profissionais a Elias Zacour, recebendo um total líquido de 90.000 cruzeiros. Além disso, o empresário ficou responsável por passagens, hospedagem, alimentação e pagamento de salários e diárias aos jogadores durante os noventa dias de contrato.
Realizou um total de 16 jogos, obtendo 7 vitórias, 2 empates e 7 derrotas.
Com uma equipe muito jovem, Paulo Vitor (18 anos), Moreirinha (17), Nenê (18), Péricles (20) e Alencar foram os destaques, além de Ivanir e Toninho, ambos emprestados pelo Flamengo, do Rio de Janeiro. Jogaram também Pedro Pradera, Emerson, Cláudio, Déo, Xisté, Julinho, Gilbertinho, Fernandinho e Marco Antônio.
A equipe que mais vezes atuou foi: Paulo Vitor, Renê, Cláudio Oliveira, Emerson e Nenê; Alencar, Moreirinha e Xisté; Julinho, Ivanir e Péricles.
A estréia aconteceu no dia 1º de maio, em Casablanca, Marrocos. O Raja local venceu por 1 x 0. Ainda no Marrocos, realizou mais três jogos, vencendo um (3 x 0 sobre o COD Meknes) e sendo derrotado nas outras (2 x 1 a favor da Seleção Olímpica de Marrocos e 1 x 0 para o MAT Tetouan).
Recuperou-se na Argélia, quando empatou com Chabab Belcourt, vice-campeão argelino (1 x 1), e derrotou por duas vezes a Seleção de Argel (2 x 1 e 4 x 1), selecionado que dias antes havia empatado com o Botafogo, do Rio de Janeiro, e derrotado a Juventus, da Itália.
Na França, voltou a decepcionar, perdendo para o Troyes (3 x 0) e Reims (2 x 0) e vencendo o Strasbourg (2 x 0).
Na Iugoslávia, o Ceub perdeu as duas primeiras partidas (3 x 0, para o Olimpija Ljubliana, em 01.06.1975, e 2 x 0, para o Rijeka, em 03.06.1975) e empatou com um combinado em Brdsko (1 x 1), em 05.06.1975.
Foi na Espanha, entretanto, que o Ceub conquistou seus melhores resultados, vencendo o Deportivo La Coruña, em 08.06.1975 (2 x 0, gols de Péricles e Alencar), ao Betis (no momento, 7º colocado no campeonato espanhol e invicto a 19 jogos em seu estádio), em 10.06.1975, por 2 x 1 (gols de Alencar e Péricles, contra um de Rogério), e o Tenerife (2 x 0), em 13.06.1975.



quinta-feira, 7 de julho de 2011

ARQUIVOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Torneio Quadrangular de 1975


PARTICIPANTES:

ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA RELAÇÕES EXTERIORES
ESPORTE CLUBE CANARINHO
ESPORTE CLUBE GUADALAJARA
HUMAITÁ ESPORTE CLUBE

06.07.1975
HUMAITÁ 3 x 0 RELAÇÕES EXTERIORES
CANARINHO 2 x 0 GUADALAJARA

12.07.1975
CANARINHO 0 x 0 RELAÇÕES EXTERIORES
13.07.1975
GUADALAJARA 1 x 1 HUMAITÁ

03.08.1975 
RELAÇÕES EXTERIORES 6 x 3 GUADALAJARA
CANARINHO 3 x 1 HUMAITÁ

Campeão: Canarinho, 5 pontos ganhos
Vice-Campeão: Humaitá, 3;
3º colocado: Relações Exteriores, 3
4º colocado: Guadalajara, 1.


quarta-feira, 6 de julho de 2011

GRÊMIO BRASILIENSE 3 x 4 CRUZEIRO


O Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG), era um dos times mais poderosos do futebol brasileiro no ano de 1976.
Alguns meses depois desse jogo, conquistaria a Taça Libertadores da América, em decisão emocionante contra o River Plate, da Argentina.
Pouco tempo antes, recebeu convite do Grêmio Brasiliense para se apresentar em Brasília.
O amistoso aconteceu no dia 31 de março de 1976, tendo como local o Estádio Pelezão.
Com pouco tempo de jogo o Cruzeiro confirmou toda a sua superioridade: Palhinha, aos sete minutos, e Jairzinho, aos 10, abriram 2 x 0 a favor do time mineiro. Aos 33 minutos, o Grêmio diminuiu através de Marquinhos. Dois minutos depois, o Cruzeiro ampliou para 3 x 1, novamente com Jairzinho. O primeiro tempo terminou com este placar.
No segundo tempo, os jogadores do Grêmio resolveram pregar um susto nos cruzeirenses. Léo, aos 9 minutos, e Jaime (ex-Palmeiras), aos 12, empataram para o Grêmio Brasiliense.
Depois que conseguiu se recuperar do susto, o Cruzeiro voltou a marcar, através de Roberto Batata, definindo o placar final em 4 x 3.
Édson Resende de Oliveira, de Brasília, foi o árbitro da partida.
As equipes jogaram assim:
GRÊMIO: Nêgo (Diron), Luiz Carlos, Luciano (Jackson), Fabinho e Grimaldi; Marquinhos, Hamilton e Jaime (Pedro Léo); Dionísio, Léo e Gonçalves. Técnico: Inácio Milani.
CRUZEIRO: Raul, Nelinho, Moraes, Osíris e Vanderley; Wilson Piazza (Isidoro) e Valdo; Roberto Batata, Jairzinho, Palhinha e Joãozinho. Técnico: Zezé Moreira.




terça-feira, 5 de julho de 2011

OS CLUBES DO DF: o Corinthians candango


O Sporth (com th) Clube Corinthians foi fundado em 16 de fevereiro de 1976 e sua sede ficava na QE 30 – Conjunto E – nº 36, no Guará II.
A primeira diretoria do Corinthians ficou assim formada: Presidente – José de Lourdes Alexandrino; 1º Vice-Presidente – Jorge Alexandrino Nogueira; 2º Vice-Presidente – Pio Jorge Alexandrino. Também foram escolhidos o Presidente e o Vice-Presidente do Conselho Deliberativo, Hélio Duarte Marinho e Sérgio Duarte Marinho, respectivamente. Paulo Roberto Duarte Marinho foi eleito para a Presidência Executiva pelo período de 60 dias a fim de providenciar a regularização do clube junto à Federação Metropolitana de Futebol.
Suas cores oficiais eram a preta e a branca. O uniforme principal tinha camisa com listras verticais pretas e brancas, calção branco e meias pretas. O segundo uniforme era todo branco.
Em 1976, disputou apenas o campeonato de juvenis. No primeiro turno, entre dez clubes, ficou com a quarta colocação. Esse campeonato foi vencido pelo Brasília.
A primeira competição que tomou parte na categoria de profissionais foi o Torneio Imprensa de 1977.
Mesmo contando com vários bons jogadores, como Zé Mauro, Wilson Godinho, Matil, Wanner, Emerson, Péricles de Carvalho, Cláudio e Mineirinho, o Corinthians ficou apenas com a quarta colocação, após 8 jogos, dos quais venceu três, empatou quatro e perdeu apenas um. O Brasília foi o campeão desse torneio.
Sua estréia aconteceu no dia 13 de março de 1977, no Pelezão, com empate de 0 x 0 com o Olímpico.
Não disputou o campeonato oficial de 1977.
No dia 10 de janeiro de 1978, aconteceu a Assembléia Geral do clube que elegeu para Presidente Antônio Martins Filho e Vice-Presidente Almir de Azevedo Vieira.
No dia 26 de março de 1978 estreou no Torneio Incentivo daquele ano, vencendo a Desportiva Bandeirante por 1 x 0. Também neste ano, o Corinthians conseguiu montar uma forte equipe, com jogadores como o goleiro Wilmar Gato, o lateral-direito Ricardo, o zagueiro Gilvan, os meio-de-campo Boni e Jânio e o atacante Aloísio. O técnico era Joaquim Cristiano Araújo Neto, o Bugue, e o massagista Mozair Barbosa.
Ainda assim, ficou na terceira colocação, atrás de Gama e Taguatinga, campeão e vice-campeão, respectivamente.
No dia 16 de abril de 1978 fez parte da inauguração do Estádio do CAVE, no Guará. Perdeu para o Vitória, de Salvador (BA), por 2 x 0. A equipe do Corinthians foi a seguinte: Wilmar (Lúcio), Ricardo, Luciano, Gilberto e Nilton (Gilvan); Boni, Marquinhos e Augusto; Edu (Orlando), Aloísio (Chiquinho) e Wellington.
Pouco mais de um mês depois (29.04) desse jogo, enfrentou outro clube de Salvador, o Bahia, e foi novamente derrotado, por 3 x 1.
Seu último grande jogo aconteceu em 22 de junho de 1978. No CAVE, perdeu para o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, por 1 x 0.
Nunca mais disputou competições em Brasília.

Colaboração: Marcus Amorim.




segunda-feira, 4 de julho de 2011

O PRIMEIRO CLÁSSICO GAMA x BRASILIENSE


Sem sombra de dúvidas, o maior clássico do futebol brasiliense nos dias de hoje acontece quando se encontram Gama e Brasiliense.
O Gama, fundado em 1975, já teve como maior rival o Brasília (também fundado em 1975), com quem passou a rivalizar também no maior número de títulos de campeão brasiliense: hoje são 10 do Gama e 8 do Brasília.
O Brasília, depois de um começo arrasador (conquistou seus oito títulos no período compreendido entre os anos de 1976 a 1987), entrou em franca decadência.
O maior rival do Gama no momento é o Brasiliense, fundado em 2000, que já começa a ameaçar a soberania do Gama, com seus sete títulos conquistados entre 2004 e 2011 (seqüência quebrada no ano passado pelo Ceilândia).
A primeira vez em que se enfrentaram Gama e Brasiliense foi no dia 18 de fevereiro de 2001, em jogo válido pelo 1º turno do Campeonato Brasiliense. O jogo aconteceu no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Apresentou os seguintes dados:

BRASILIENSE 3 x 1 GAMA
Árbitros: Jorge Paulo Gomes e Iêdo Souza
Renda: R$ 2.314,00
Público: 1.485 pagantes
Gols: Alan, 31; Weldon, 46; Rodrigo Jaú, 64 e Carlos Alberto, 79.
Cartões amarelos: Sidnei, Rodrigo Jaú, Ciro, Paulo Henrique, Wesley, Maninho, Rodriguinho, Carlos Alberto e Munayer.
Cartões vermelhos: Sidnei, Zé Carlos, Maninho e Rodriguinho.
BRASILIENSE: Alex (Ney), Wellington, Alan, Zezé e Juninho (Gilson); Sidnei, Valdenir, Gustavo e Rodrigo Jaú (Otávio); Weldon e Ciro. Técnico: Joãozinho Rosa.
GAMA: Fernando, Paulo Henrique, Zé Carlos, Nen e Cacá; Deda, Kabila (Wesley), Maninho e Rodriguinho; Carlos Alberto (Munayer) e Mário Zan (Abimael). Técnico: Wanderley Paiva.




ARQUIVOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: TORNEIO INCENTIVO DE 1975


Os jogos desse torneio foram realizados nas preliminares dos encontros do Ceub no Campeonato Brasileiro de 1975. Foi o primeiro título de campeão da história do Brasília Esporte Clube.
Os participantes foram:

BRASÍLIA ESPORTE CLUBE
ESPORTE CLUBE CAMPINEIRA
HUMAITÁ ESPORTE CLUBE

A seguir, os resultados dos jogos:

1º TURNO

10.09.1975
BRASÍLIA 2 x 0 HUMAITÁ
13.09.1975
HUMAITÁ 3 x 1 CAMPINEIRA
17.09.1975
BRASÍLIA 1 x 0 CAMPINEIRA

2º TURNO

24.09.1975
BRASÍLIA 2 x 1 HUMAITÁ
01.10.1975
HUMAITÁ 0 x 0 CAMPINEIRA
04.10.1975
BRASÍLIA 1 x 0 CAMPINEIRA

3º TURNO

11.10.1975
BRASÍLIA 2 x 2 HUMAITÁ
01.11.1975
HUMAITÁ 0 x 0 CAMPINEIRA
05.11.1975
BRASÍLIA 0 x 0 CAMPINEIRA

CLASSIFICAÇÃO FINAL

CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
PG
BRASÍLIA
6
4
2
0
8
3
10
HUMAITÁ
6
1
3
2
6
7
5
CAMPINEIRA
6
0
3
3
1
5
3



sábado, 2 de julho de 2011

AS DECISÕES: 1985


Oito equipes participaram do campeonato brasiliense de 1985, que foi disputado em três turnos.
Os finalistas foram Taguatinga (que venceu o 1º e 3º turnos) e o Sobradinho (ganhador do 2º). Conforme previsto no regulamento, a decisão se daria em dois jogos.
Esta foi a primeira vez na história do futebol do Distrito Federal que dois times de cidade-satélite decidiram o campeonato.
E o Sobradinho levou a melhor. Foi o primeiro título de campeão do Sobradinho.
Confiram as fichas técnicas dos dois jogos.

1º jogo

TAGUATINGA 1 x 1 SOBRADINHO
Data: 24 de novembro de 1985
Local: Estádio Elmo Serejo Farias (Serejão), Taguatinga (DF)
Árbitro: Tolistoi Batista
Gols: Régis, 52 e Som, 85
TAGUATINGA: Adriano, Junior, Rafael, Kidão e Visoto; Boni, Som e Sena; Serginho (Dorival), Marquinhos e Vicente (Aguinaldo). Técnico: Mozair Barbosa.
SOBRADINHO: Bocaiúva, Chiquinho, Hani, Rildo e Cláudio; Zé Nilo, Filó (Wellington) e Artur; Régis, Toni e Jamil. Técnico: José Antônio.

2º jogo

TAGUATINGA 0 x 2 SOBRADINHO
Data: 1º de dezembro de 1985
Local: Estádio Elmo Serejo Farias (Serejão)
Árbitro: Edson Resende de Oliveira
Renda: Cr$ 133.500,00
Público: 13.100
Gols: Artur, 73 e Toni, 89
TAGUATINGA: Adriano, Junior, Rafael, Kidão e Visoto (Zinha); Boni, Som (Dorival) e Sena; Aguinaldo, Joãozinho e Marquinhos. Técnico: Mozair Barbosa.
SOBRADINHO: Bocaiúva, Chiquinho, Hani, Rildo e Cláudio (Wellington); Zé Nilo, Filó e Arthur; Régis, Toni e Jamil (Michael). Técnico: José Antônio.