sexta-feira, 1 de junho de 2018

FICHA TÉCNICA: Nonoca

 
NOME COMPLETO: Milton Padilha dos Santos.
APELIDO: Nonoca.
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Alvorada de Minas-MG, 1º de junho de 1956.
POSIÇÃO EM CAMPO: Lateral Direito e Esquerdo.

LINHA DO TEMPO

1972
Começou no infantil da AABB, de Brasília, que se sagrou campeã da categoria num torneio patrocinado pelo DEFER (órgão do Governo do Distrito Federal).

Novacap
1973
Depois que a AABB desativou sua equipe infantil, Nonoca transferiu-se para a A. A. Novacap, passando a jogar na categoria infanto-juvenil com diversos futuros craques do futebol brasiliense. A Novacap passou a ser considerada a melhor equipe da categoria no DF, pois contava, além de Nonoca, com o goleiro Paulo Victor, os irmãos gêmeos Robério e Rogério, o lateral-esquerdo Nenê, o meia Moreirinha e os atacantes Cafuringa (depois chamado de Junior Brasília) e Marco Antônio. Na final do campeonato, no dia 4 de novembro de 1973, no Pelezão, a Novacap venceu o Ceub, por 2 x 1, e conquistou o título de campeão brasiliense da categoria infanto-juvenil. O técnico da Novacap era Airton Nogueira.

1974
Com 18 anos, passou a jogar na equipe adulta do Jaguar, fazendo sua estreia no dia 11 de agosto de 1974, na vitória de 4 x 0 sobre o Luziânia, marcando um dos gols. O Jaguar formou com Josué, Leocrécio, Salvador, Décio e Claudinho; Kidão, Ariston e Wellington (Nonoca); Fernando (Tita), Jorge Luiz e Djalma. Técnico: Anísio Cabral de Lima.
O Jaguar venceu o 1º turno e decidiu o campeonato brasiliense de 1974 com a Pioneira, campeã do 2º. No segundo jogo da decisão, no dia 8 de dezembro de 1974, o Jaguar jogou desfalcado de quatro titulares: Leocrécio, Salvador, Décio e Ariston, que viajaram com a equipe de juvenis do Ceub, emprestados ao clube universitário para a disputa da Copa São Paulo de juniores desse ano. O Jaguar perdeu esse jogo (2 x 0) e ficou com o vice-campeonato. Nonoca disputou seis jogos e marcou um gol.


Ceub
1975
Recém-promovido da divisão juvenil, Nonoca assinou seu primeiro contrato como profissional do Ceub no começo de 1975. Logo depois, de 16 de fevereiro a 2 de março de 1975, Nonoca acompanhou a delegação do Ceub rumo ao interior de São Paulo, para uma série de amistosos em gramados paulistas.
Sua primeira partida com a camisa do Ceub foi no dia 21 de junho de 1975, no então Presidente Médici (atual Mané Garrincha), no amistoso com derrota de 3 x 0 para o Botafogo, do Rio de Janeiro. Formou o Ceub com Paulo Victor, Renê, Emerson, Cláudio Oliveira (Nonoca) e Nenê; Alencar e Moreirinha; Julinho (Rogério), Ivanir, Péricles e Xisté (Robério). Técnico: João Avelino.
Nonoca foi convocado para a seleção brasiliense que, no dia 13 de julho de 1975, no Mineirão, empatou em 0 x 0 com a seleção de Minas Gerais (que representaria o Brasil na Copa América desse ano).
Ainda em 1975, Nonoca disputou sete jogos pelo Campeonato Brasileiro.

1976
Foi campeão do primeiro e segundo turnos do Campeonato Brasiliense de 1976, defendendo o Ceub. Estava jogando tão bem que, no começo de junho, os três jornais de Brasília, o Correio Braziliense, Diário de Brasília e o Jornal de Brasília, escolheram a Seleção do 1º turno do campeonato brasiliense. Nonoca apareceu na lateral-esquerda de todas elas.
Quando todos davam como certa a participação do Ceub no Campeonato Brasileiro desse ano, aconteceu o imbróglio Federação e CBD, que culminou com a perda da vaga do futebol do DF na competição nacional.
Nonoca disputou seu último jogo pelo Ceub no dia 1º de agosto de 1976, na vitória de 4 x 0 sobre o Gama, no Pelezão. A formação do Ceub foi a seguinte: Déo, Fernandinho, Paulo Roberto, Décio e Nonoca; Alencar, Nicácio e Xisté (Zé Luiz); Nego (Moreira), Lucas e Marcelo. Técnico: Bugue. O Ceub perdeu os pontos, por inclusão de mais de três amadores nas equipes. Na verdade, foram seis atletas amadores. Nonoca tomou parte de onze jogos pelo campeonato, com um gol marcado.
Por reincidência, o clube acabou sendo punido com a exclusão do campeonato. Fora do Campeonato Brasileiro, o Ceub decidiu por desfazer seu quadro de profissionais. Nonoca e Alencar foram para o Goiás.
Por ironia do destino, Nonoca pôde jogar o Campeonato Brasileiro de 1976 pelo Goiás. Sua estreia aconteceu no dia 7 de setembro, no Serra Dourada, na vitória de 3 x 0 sobre o Goiânia. A formação do Goiás foi Amauri, Triel, Macalé, Alexandre (Milton) e Nonoca; Matinha e Alencar; Rubinho, Lucinho, Lincoln (Maisena) e Rinaldo. Técnico: Alexandre Cruvinel.

Goiás
1977
Seu primeiro jogo pelo campeonato goiano aconteceu em Jataí (GO), na vitória do Goiás sobre a Jataiense, por 3 x 0, no dia 3 de abril de 1977. O Goiás atuou com Amauri, Triel, Macalé, Alexandre e Nonoca; Alencar e Valdir Lima; Piter, Lucinho, Marco Antônio e Rinaldo. O Goiás venceu o primeiro turno de forma invicta, ficou em quinto no segundo e foi o segundo colocado no quadrangular final, perdendo o título para o Vila Nova.
O Goiás não fez uma boa campanha no Campeonato Brasileiro de 1977, foi o 35º colocado entre 62 equipes. Nonoca esteve presente em sete dos treze jogos disputados pelo Goiás.

Seleção de Goiás
1978
Novamente Nonoca foi vice-campeão goiano e de novo com o Goiás atrás do Vila Nova, para quem perdeu o título no último jogo.
Foi o jogador com mais jogos disputados pelo Goiás no Campeonato Brasileiro de 1978, com 25 partidas, ao lado de Macalé, Donizeti e Matinha.
Convocado para defender a Seleção de Goiás que enfrentou a Seleção do Brasil no dia 19 de março de 1978, no Serra Dourada, com vitória do selecionado brasileiro, por 3 x 1. A seleção de Goiás formou com Marcos, Nonoca, Wilson, Zé Luís e Donizeti; Matinha (Celso), Pastoril (Gilberto) e Sérgio Luís; Piter, Rangel e Rinaldo. Técnico: Paulinho de Almeida.

1979
No campeonato goiano de 1979, o Goiás foi apenas o quinto colocado.
Nonoca voltou a ser o jogador com mais jogos disputados pelo Goiás no Campeonato Brasileiro desse ano, com 18 partidas.
Quando a Associação de Cronistas Esportivos do Estado de Goiás - ACEEG escolheu os “Melhores de 1979”, Nonoca fez parte dessa seleção, que foi assim composta: Serginho (Vila Nova), Tripiche (Itumbiara), Ulisses (Goiânia), Zé Luís (Vila Nova) e Nonoca (Goiás); Celso (Atlético), Pastoril (Goiás) e Danival (Vila Nova); Zé Henrique (Vila Nova), Tulica (Vila Nova) e Paulinho (Vila Nova). Danival foi considerado, por unanimidade, o craque do ano, Luvanor, do Goiás, a revelação, e Jailton Santos, do Vila Nova, o técnico do ano.

1980
O Goiás foi novamente vice-campeão (outra vez atrás do Vila Nova) em 1980 e, pelo terceiro ano consecutivo Nonoca foi o jogador com mais jogos disputados pelo Goiás no Campeonato Brasileiro (Série B) de 1980, ao lado de outros seis jogadores, todos com sete jogos.

1981
Pelo quarto ano seguido foi o jogador com mais partidas disputadas pelo Goiás no Campeonato Brasileiro, com 15 jogos, ao lado de outros três jogadores.
Seu último jogo com a camisa do Goiás foi no dia 4 de abril de 1981, no Parque Antarctica, em São Paulo, com derrota de 2 x 0 diante do Palmeiras. Nesse dia, o Goiás jogou com Amauri, Nonoca, Argeu, Milton e Gilson Jáder; Matinha, Tim (Batata) e Luvanor; Zé Sérgio, Gerson Lopes (Cacau) e César. Técnico: Paulo Emílio.
Logo depois, quando os jornais destacavam que havia o interesse do Grêmio-RS em contar com Nonoca, ele foi parar na A. A. Internacional, de Limeira, onde, no dia 29 de abril de 1981, fez sua estreia em jogo válido pelo Campeonato Paulista, na derrota de 2 x 1 para o Guarani. Jogou a Internacional com Marcos, Nonoca, Beto Lima, Bolívar e Toninho Costa; Celso, Jaiminho (Tornado) e Toinzinho; Marcinho (Marcão), Lela e Lupercínio. Técnico: João Francisco.

1982
Ainda na Internacional, de Limeira, disputou 13 jogos pelo Campeonato Brasileiro e, a partir de julho, o campeonato paulista, com seu clube terminando na 12ª colocação entre os vinte participantes.

1983
No dia 6 de novembro de 1983 disputou seu último jogo pela Internacional, no Moisés Lucarelli, em Campinas, no empate em 1 x 1 com a Ponte Preta. Formou a Internacional com Serginho, Nonoca, Jânio, Joilson e Batata; Cacau, Evaristo (Gatão) e Eudes; Adilson, Baía e Paulo Roberto (Wallace). Técnico: Sérgio Clérice.
Nonoca faz parte da lista de jogadores com mais de cem jogos com a camisa da Internacional, mais precisamente 120.

1984
No dia 5 de fevereiro de 1984, no Serra Dourada, Nonoca reestreou com a camisa do Goiás, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, no empate de 0 x 0 com o Flamengo. A escalação do Goiás foi esta: Édson, Zé Teodoro, Gilson Jáder, Marcelo e Nonoca; Carlos Alberto, Zé Ronaldo e Washington (Nei); Ilton, Tatau (Sávio) e Cacau. Técnico: Robson Alves.
No segundo semestre de 1984, disputou o Campeonato Goiano, competição em que o Goiás ficou com a terceira colocação.

Ferroviária
1985
Com Zé Teodoro na lateral-direita e com a contratação de Lotti, ex-Vila Nova, para a esquerda, Nonoca acabou ficando relegado a um segundo plano na equipe do Goiás, que se preparava para disputar o Campeonato Brasileiro no primeiro semestre de 1985.
Foi aí que apareceu a oportunidade de ir jogar na Ferroviária, de Araraquara. Seu primeiro jogo no novo clube foi em 10 de março de 1985, um amistoso em Jales (SP). A Ferroviária venceu o Jalesense por 2 x 1, com essa formação: Washington; Caíco, Timoura, Edmilson e Nonoca; Paulo César, Sidnei e Serginho Dourado; Donato (Toquinho), Toninho e Túlio (Chuí). Técnico: Vail Motta.
De forma oficial, sua estreia aconteceu no Campeonato Paulista de 1985, no dia 1º de maio, com derrota de 1 x 0 para o Palmeiras, no Parque Antarctica. Formou a Ferroviária com Washington, Balu, Mauro Pastor, Marco Antônio e Nonoca; Paulo Martins, Wilson Carrasco e Sidnei; Serginho Dourado, Toninho e Nenê. Técnico: Bazzani.
A Ferroviária foi a quarta colocada na classificação final, terminando o campeonato à frente de Corinthians, Santos e Palmeiras. Nas semifinais, após dois jogos contra a Portuguesa de Desportos (2 x 2 e 0 x 2), perdeu a chance de ir para a final.

1986
Assim que terminou o Campeonato Paulista, no mês de agosto, o Rio Branco, de Vitória (ES), visando se reforçar para o Campeonato Brasileiro desse ano, levou, de uma só vez, por empréstimo, seis jogadores da Ferroviária. O técnico Paulinho de Almeida entendeu que, por dispor de pouco tempo para armar a sua equipe, o melhor a fazer seria contratar vários jogadores de um mesmo time. E a Ferroviária acabou sendo alvo dos capixabas. Foram para o Rio Branco o goleiro Rodolfo, o lateral-direito Nenê, o lateral-esquerdo Nonoca, os volantes Sídnei e Cardim, além do ponta-esquerda Márcio Fernandes.
A primeira participação de Nonoca na competição nacional foi no dia 31 de agosto de 1986, na Fonte Nova, em Salvador, onde o Bahia goleou o Rio Branco, por 4 x 0. Jogou o Rio Branco com Rodolfo, Nenê, Nenê Carioca, Paulo e Nonoca; Sidnei, Cardim e Mazolinha (Jorge Mendonça); Édson (Juarez), Jones e Márcio Fernandes. Técnico: Paulinho de Almeida.
Apesar da má estreia, o Rio Branco realizou uma surpreendente campanha no Campeonato Brasileiro. Na Primeira Fase, ficou em quarto lugar no Grupo C, entre onze equipes, à frente de Cruzeiro e Vasco da Gama, por exemplo. O goleiro Rodolfo chegou a ficar oito jogos sem sofrer gols.
O Rio Branco não conseguiu classificar-se para a Terceira Fase, mas terminou na vigésima posição entre 48 clubes, na frente de várias equipes de mais tradição, tais como Coritiba, Botafogo-RJ, Vitória-BA, os pernambucanos Náutico, Sport Recife e Santa Cruz, Bangu, Ponte Preta e o próprio Goiás.
Seu último jogo pelo Rio Branco foi 28 de janeiro de 1987, no Pacaembu, com derrota para o Corinthians, por 1 x 0. Nessa ocasião, o Rio Branco formou com Rodolfo, China, Édson Oliveira, Piquete e Nonoca; Sidnei, Cacau (Careca) e Cardim (Vicente); Édson Silva, Jones e Márcio Fernandes. Técnico: Adalberto Lopes. Foram 17 jogos pelo Rio Branco.

1987
Voltou para a Ferroviária e, no dia 1º de abril de 1987, em Bauru, ajudou seu clube a vencer o Noroeste, por 1 x 0, em jogo válido pelo campeonato paulista.
Seu último jogo oficial pela Ferroviária foi em 12 de junho de 1988, no Canindé, na vitória de 2 x 0 sobre a Portuguesa de Desportos. Formou a Ferroviária com Pavão, Wallace, Mauro Pastor, Nenê e Julimar; Helinho, Nandinho (Wilsinho) e Donato; Tim (Nonoca), Valdo e Osmarzinho. Técnico: Sérgio Clérice.
A Ferroviária ficou em sexto lugar no Grupo B e não se classificou para a Fase Final.
Sua despedida da Ferroviária e do futebol aconteceu em 24 de julho de 1988, em Araraquara, num amistoso contra o XV de Novembro, de Piracicaba. O jogo terminou empatado em 0 x 0. Assim formou a Ferroviária: Narciso, Wallace, Léo, Maraschi e Nonoca (Julimar) (Evaldo); Nenê Cardoso, Wilsinho (Edu Rosa) e Nandinho; Zequinha (Gersinho), Ricardo e Meinha. Técnico (interino): Prof. Luiz Patti Filho.

Hoje em dia Nonoca mora em Goiânia e continua batendo sua bolinha sempre que pode, como fez no ano passado, 2017, quando disputou o campeonato de futebol soçaite de veteranos da AABB-Goiânia, pela equipe do Balneário Meia Ponte, vice-campeã da categoria Diamante.

Colaboração: Vicente Henrique Barofaldi.



Um comentário:

  1. Nonoca, estou com saudade! Excelente pessoa! Jogamos muita pelada juntos antes de ele se profissionalizar, pois morávamos bem próximos, na Vila Planalto, no Acampamento da Construtora Nacional, local que ficava abaixo da Esplanada dos Ministérios, bem perto do Palácio do Planalto e Congresso Nacional. Nonoca era craque no futebol, driblador, veloz. A sua família era muito querida por nós.

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