sábado, 28 de março de 2020

OS PIONEIROS: Juan Herrera


Na primeira Seleção de Brasília, em 1961, como
preparador físico (o primeiro, à esquerda, agachado)
Juan Antônio Valdez Herrera começou no futebol do seu País, o Chile, na equipe do Club Universidad de Chile, de Santiago.
Depois foi contratado pelo Atlanta, da Argentina, em 1955. Na Argentina, trabalhou também no Chacarita Juniors e com esse clube viajou para a Europa em 1956.
Depois, esteve quatro meses no Paraguai, sete na Bolívia e dez no Equador.
Depois de muitas andanças veio para o Brasil. Isso aconteceu quando o técnico chileno Fernando Riera o encaminhou ao técnico Zezé Moreira, que estava no Fluminense, do Rio de Janeiro, onde Herrera permaneceu por cinco meses, trabalhando com os quadros das categorias de base e também dos aspirantes.
Participou da desastrosa excursão realizada pelo Bela Vista, de Sete Lagoas (MG), à Europa, em 1958, e depois no Curvelo, também do interior mineiro.
Trabalhou um ano como Auxiliar de Filpo Nuñez no Jabaquara, de Santos, e passou pelo Atlético e América, ambos de Belo Horizonte.
Resolveu, então, conhecer Brasília, e no dia 5 de junho de 1960 assumiu o comando do Guará. Uma semana depois, o Guará goleava o Goiás, por 6 x 0.
Ainda em 1960, mais precisamente em 26 de outubro, passou a trabalhar no SAMDU (Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência).
No começo de 1961 foi dispensado das funções de técnico do Guará e passou a ser Auxiliar Técnico do treinador Rubens Porfírio no mesmo clube.
Em abril de 1962, embarcou para o Chile a fim de colaborar com o treinador Fernando Riera, desempenhando a mesma função que havia feito nos jogos em que a seleção chilena enfrentou a brasileira no Maracanã e no Pacaembu, em 1959. No Chile ficou seis meses, retornando depois a Brasília, onde ficou apenas dois meses no Defelê.
No segundo semestre de 1963, estava no Cruzeiro do Sul, de Brasília, como preparador físico e se transferiu para o Goiás E. C., onde também desempenharia a mesm função. Permaneceu no Goiás por cerca de quatro meses, foi para o JK, de Morrinhos (GO) e passou a ser o responsável pelo preparo físico e técnico dos quadros de todas as divisões do Ipiranga, de Anápolis (GO), onde conseguiu levantar o campeonato estadual na categoria de juvenis.
Ainda em 1964, voltou ao futebol do DF e foi treinador do recém-criado 1º de Maio, um dos clubes que disputou o primeiro campeonato profissional de Brasília neste ano.
Seu último clube no DF, em 1965, seria o Guará.
Foi, então, para o futebol de Minas Gerais, onde permaneceu duas temporadas no Valeriodoce, de Itabira, indo depois para o Formiga, onde ficou seis meses.
Foi nessa época que recebeu convite do Sergipe, de Aracaju. Mas um outro convite levou-o até o Millonarios, de Bogotá (Colômbia). Sua passagem por lá durou seis meses, retornando novamente ao Brasil, quando passou a desempenhar as funções de empresário de futebol.



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