terça-feira, 29 de abril de 2025

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Zenildo


José Nildo Garcia Neto, o Zenildo, nasceu em São José da Lagoa Tapada (PB), no dia 29 de abril de 1960.

Começou sua carreira nos dentes de leite do Clube de Regatas Guará e foi subindo para as demais categorias até que Airton Nogueira o lançou nos profissionais.

Atuava nas duas laterais, com preferência para a esquerda. Seu lançamento no time titular do Guará foi no Campeonato Brasiliense de 1978. No dia 15 de outubro de 1978, no CAVE, o Guará foi derrotado pelo Brasília, por 2 x 0. A formação do Guará foi a seguinte: Adriano, Ricardo, Gilvan, Rafael e Zenildo; Roberto, Boni (Luís Fernando) e Nicácio; Wellington; Guilherme e Paulo Caju (Japão). Técnico: Airton Nogueira. Foram sete jogos por essa competição.

No ano seguinte, ajudou o Guará a ganhar a segunda vaga do Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de 1980, ao sagrar-se campeão do Torneio Seletivo.

Ficou no Guará até 1982, quando se transferiu para o Gama, em 1981 (por empréstimo) e jogou nos anos de 1982 e 1983.

Seu último clube no DF foi o Brasília, por quem disputou o Campeonato Brasileiro da Série A de 1984.

No ano de 1982, Zenildo foi convocado em três oportunidades para defender a Seleção do Distrito Federal em jogos amistosos.

Pertenceu também à Seleção de Juniores do DF.


quinta-feira, 24 de abril de 2025

OS GOLEIROS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Zé Walter


NOME COMPLETO: José Walter Girão de Melo
APELIDO: Zé Walter
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Fortaleza (CE), 24 de abril de 1946.
POSIÇÃO EM CAMPO: Goleiro. Obs.: considerado um dos melhores goleiros do futebol brasiliense.

1962
Começou nos juvenis do Defelê.

1963
Antes de completar 17 anos, ingressou na equipe de juvenis da Associação Esportiva Cruzeiro do Sul. No mesmo ano, foi inscrito e relacionado para compor o banco de reservas da equipe principal. Nessa condição, fez parte da equipe que venceu o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 1963.

1964
Transferiu-se para o Defelê, passando a defender, primeiramente, o arco da equipe de juvenis. Depois, Zé Walter atuou como titular da equipe nos oito jogos disputados pela primeira competição de profissionais em Brasília, ficando com o vice-campeonato.
Sua estreia aconteceu no dia 6 de outubro de 1964, no estádio Ciro Machado do Espírito Santo, na vitória do Defelê sobre o Colombo, por 3 x 1. Detalhe: Zé Walter defendeu um pênalti. No dia 19 de outubro, na vitória de 2 x 0 sobre o 1º de Maio, novamente Zé Walter não sofreu gol de mais uma penalidade máxima marcada contra o Defelê.
Nas férias de 1964, passadas no Rio de Janeiro, Zé Walter aproveitou para treinar no Vasco da Gama e passou a ser um problema para a diretoria do Defelê, pois passou a fazer parte dos atletas que poderiam ser contratados pelo clube carioca, tendo em vista que se constituiu numa das grandes figuras em ação no período em que esteve treinando no Rio de Janeiro.

1965
Sua última partida pelo Defelê aconteceu em 20 de junho de 1965, num amistoso contra o Guará, no estádio Ciro Machado do Espírito Santo, com vitória do Defelê, por 1 x 0. Formou o Defelê com: Zé Walter, Zé Paulo, Agnaldo (Alonso Capella), Bosco e Wilson; Reinaldo e Elmano; Manoelzinho, Ely, Alaor Capella e Vitinho (Sabará). Técnico: Carlos Magno. Zé Walter foi apontado como uma das grandes figuras da partida, com defesas impressionantes, principalmente na etapa complementar, quando defendeu um pênalti cobrado por Heitor e num lance em cobertura na pequena área de Niltinho.
Transferiu-se para o Rabello, onde disputou seis jogos e tornou-se campeão brasiliense profissional de 1965.
Sua estreia aconteceu num amistoso realizado no dia 22 de julho de 1965, em Goiânia, com empate de 0 x 0 entre Rabello e Goiânia. O Rabello formou com Zé Walter, Délio, Gegê, Bimba e Ivan; Zé Maria e Beto Pretti; Sabará, Djalma, Clarindo (Invasão) e Zezé.

Nesse ano foi por duas vezes convocado para a Seleção de Brasília. A primeira vez, ainda como atleta do Defelê, para o amistoso diante do Luziânia (vitória de 3 x 1), no dia 13 de abril de 1965, substituindo Gaguinho no segundo tempo, e a segunda para o jogo que serviu de inauguração do Estádio de Brasília, que mais tarde passaria a ser chamado de Pelezão. Nesse dia, a Seleção de Brasília foi derrotada pelo Siderúrgica, de Minas Gerais, por 3 x 1, tendo Zé Walter atuado como titular.

1966
Bicampeão brasiliense de profissionais pelo Rabello. Foi o goleiro menos vazado da competição, sofrendo 12 gols em onze jogos. Disputou a Taça Brasil e novamente foi convocado duas vezes para defender a seleção brasiliense, nos amistosos contra a Seleção de São Paulo (11 de maio) e Seleção de Goiás (23 de novembro).

1967
Disputou o campeonato brasiliense pelo Guará. Seu primeiro jogo no novo clube aconteceu em 20 de julho de 1967, no Estádio de Brasília, com derrota de 2 x 1 para o Colombo. A formação do Guará foi a seguinte: Zé Walter, Rodolfo, Noel, Eduardo e Luiz Carlos; Axel e Heitor; Guairacá, Zeca, Maurício e Walmir.
Foi por mais duas vezes convocado para defender a seleção do DF, contra o Santos (25 de maio) e Racing, do Uruguai (16 de julho), nesta não participando do jogo.

1968
Na preliminar de Vasco da Gama 0 x 0 América, Rabello e Defelê disputaram um amistoso no dia 15 de fevereiro de 1968. Foi o retorno de Zé Walter ao Defelê, que formou com Zé Walter, Luiz, Lima, Negrito e J. Pereira; Quincas e Alaor Capella; Guairacá, Walmir, Djalma (Solon) e Gedeon (Arnaldo). 
Depois de vencer o Torneio Início, venceu o Campeonato Brasiliense de profissionais, tendo disputado todos os jogos como titular da equipe.
Também nesse ano, foram cinco convocações para a Seleção do DF, a primeira em 28 de julho e a última em 20 de outubro.

1969 
Em 9 de novembro de 1969, num torneio para comemorar o 13º aniversário do Núcleo Bandeirante, Zé Walter estreou no gol da A. A. Serviço Gráfico. A formação da equipe foi Zé Walter, Ximenes, Garibaldi, César e Maninho; Dazinho (Julinho) e Tião; Carlos Gomes, Cid, Paulinho I e Zezão (Paulinho II).

1970
Depois de rápidas passagens por S. E. Serveng-Civilsan e CSU, Zé Walter voltou à A. A. Serviço Gráfico, por onde disputou doze jogos válidos pelo campeonato brasiliense. Antes, em preparativos para a formação da equipe que representaria o Distrito Federal nos XXI Jogos Universitários que seriam realizados em Brasília, defendeu o gol do Centro de Ensino Universitário de Brasília – CEUB (onde estudava) em vários amistosos. A equipe principal do CEUB era formada por Zé Walter, Sérgio, Lúcio, César e Odilon; Carlinhos e Garrido; Hilário, Adilson, Walmir e Renato.
Por duas vezes foi convocado para defender a Seleção do DF, em 7 e 14 de março.
No final do ano de 1970, transferiu-se de vez para o Ceub Esporte Clube.

1971
O quadro do CEUB continuava em franca atividade, pensando unicamente em manter o bom preparo físico e técnico de sua equipe. Nos amistosos que o CEUB pretendia fazer a partir de 30 de maio, o técnico Otaziano já poderia contar com o arqueiro Zé Walter, que não pôde atuar no Torneio “Candango” devido a problemas de transferência.
No amistoso realizado na manhã do dia 30 de maio, no Pelezão, Zé Walter fez sua estreia definitiva no gol do Ceub, na vitória de 5 x 1 sobre o Serviço Gráfico, atuando com a seguinte formação: Zé Walter, Aderbal, Lúcio, Afonso e Lima; Darse (Renato) e Carlinhos; Wilfrido (Landulfo), Adilson, Marcos e Paulo César.
Também em 1971, Zé Walter foi o goleiro titular da seleção da FAUNB, que estava treinando para os XXII Jogos Universitários Brasileiros, que seria realizado em Porto Alegre (RS), no período de 16 a 27 de julho de 1971 (a maioria dos jogadores dessa seleção pertencia ao Ceub).

1972
Foi vice-campeão brasiliense de 1972 pelo Ceub. A partir de 31 de agosto de 1972, Zé Walter passou a atuar como treinador da equipe amadora do Ceub, ao lado de Morales. Nessa função, trabalhou em quatro jogos.
No dia 4 de junho de 1972, no Pelezão, Zé Walter foi o goleiro do Ceub no empate em 0 x 0 com o Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG), amistoso que ficou marcado pela presença de Mané Garrincha na ponta-direita do Ceub. Também teve atuações de destaque nos amistosos contra o Flamengo, do Rio de Janeiro (1 x 1), Estudiantes, da Argentina (3 x 1) e Rio Branco-ES (1 x 0).

1973
Seu último jogo pelo Ceub aconteceu no dia 24 de fevereiro de 1973, no amistoso que terminou empatado em 1 x 1 com o Fluminense, do Rio de Janeiro. Nesse dia, o Ceub formou com Zé Walter, Mauro Cruz, Cláudio Oliveira, Emerson e Murilo; Enísio e Renê; Julinho, Marco Antônio, Cláudio Garcia e Dinarte.

Depois que, cedo ainda, largou o futebol, e passando a adotar seu nome completo, tornou-se Gerente Geral de Promoções das organizações do “rei da noite” Ricardo Amaral, as principais delas as boates Hippopotamus e Papagaio. Também foi sócio-proprietário do bar Vaticano, juntamente com o ex-colunista Daniel Más, ex-editor de Vogue e novelista de televisão, e Roberto Talma, diretor de TV. Foi Diretor de Marketing da Company.

Curiosidade: Paulo Sérgio, goleiro do Botafogo e da Seleção Brasileira, foi, durante muito tempo, reserva do time em que jogava na Universidade Gama Filho. O goleiro titular, que durante o tempo em que permaneceu na equipe nunca cedeu seu lugar a Paulo Sérgio, não era outro senão Zé Walter.



segunda-feira, 21 de abril de 2025

ESPECIAL ANIVERSÁRIO DE BRASÍLIA: as Construtoras e o Futebol



Para melhor entendermos o início do futebol no Distrito Federal, faz-se necessário um retorno aos quatro anos anteriores a inauguração de Brasília (que ocorreu em 21 de abril de 1960), para comprovar que o futebol está intimamente ligado a este período.
O retorno de alguém estudando, principalmente na Inglaterra, foi o caminho para a introdução do futebol em diversos Estados brasileiros.

Todos eles incentivaram seus amigos para a prática do futebol, esporte que tinham conhecido durante suas permanências na Europa.
Foi assim com Charles Miller, em São Paulo, Oscar Cox, no Rio de Janeiro, Zuza Ferreira, na Bahia, Guilherme de Aquino Fonseca, em Pernambuco, e Nhozinho Santos, no Maranhão, apenas para citar alguns.
Ao contrário desses centros, o futebol em Brasília surgiu sob a insígnia da pobreza e da simplicidade, sem flores nem fatos marcantes, mas apenas cercado pelo entusiasmo ímpar de um grupo de homens que conseguiu tirar das firmas construtoras os alicerces iniciais para o desenvolvimento do futebol na futura Capital Federal.

AS CONSTRUTORAS

Depois da instalação das construtoras em acampamentos nas imediações das obras que realizavam no Palácio da Alvorada, Eixo Monumental leste e Praça dos Três Poderes, surgiu o local conhecido hoje como Vila Planalto.
Nessa época a Vila Planalto ocupava uma área que extrapola em muito a atual. O conjunto se estendia desde o local agora ocupado pelos Anexos dos Ministérios, do Senado Federal e do Palácio do Planalto, atravessando os Setores de Embaixadas e Clubes Norte, indo até perto do Palácio da Alvorada. O Lago Paranoá cobriu parte de alguns desses acampamentos.
Com o início das obras na Praça dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministérios, a NOVACAP permitiu que outras construtoras erguessem, simultaneamente, seus acampamentos em locais próximos aos já existentes.
A primeira tarefa foi manter o acampamento e o canteiro de obras, que pelas suas características de pioneirismo, deveriam possuir todos os recursos indispensáveis para a sua manutenção.
Além dos alojamentos para operários solteiros, construíram-se casas para engenheiros, funcionários e operários casados, refeitório, farmácia, capela e um campo de futebol, que se constituía aos domingos na única fonte de diversão daquela numerosa equipe.
A busca de lazer e de entretenimento levou os empregados de uma grande parte desses acampamentos a descobrirem o futebol. As “peladas” começavam a fazer parte do quotidiano de Brasília. Como em toda parte, cercadas de grande animação. Partidas sensacionais, entusiasmo fora do comum e neste diapasão as horas se passavam, fazendo esquecer as tristezas determinadas pela ausência dos familiares, que aos poucos começavam a chegar a Brasília. 
O amor que dedicavam ao futebol era tão grande que passou a despertar o interesse dos donos das construtoras.
Tudo isso motivou os empregados das outras construtoras a também criarem seus times, que em pouco tempo chegaram a 19.
Os times com alguma organização passaram a brotar nas empresas construtoras e estas não poupavam esforços em apoiar os seus “craques”, pressentindo que encher um caminhão de gente aos domingos e levar para os campos de terra batida seria o único meio de impedir as bebedeiras e brigas na zona de baixo meretrício, que reduziam a produtividade nas segundas-feiras e às vezes redundavam até em morte. A maioria dos trabalhadores morava e fazia refeições nas obras e como o pagamento da jornada semanal de trabalho era aos sábados, começavam, então, as farras naquele dia.
Essa iniciativa também era um meio de promover os nomes de suas firmas na grande batalha de erguer Brasília.
As empresas construtoras compravam o material necessário e descontava nos salários dos trabalhadores, dando, em contrapartida, o transporte (normalmente um caminhão) para levá-los e trazê-los de onde fosse o jogo. Quem se destacasse nas peladas dos campos junto às obras era recrutado para o time da construtora, embora continuasse trabalhando. Por isso, atletas veteranos que haviam sido profissionais ou aqueles em início de carreira em clubes do Rio de Janeiro e Minas Gerais, principalmente, sabendo que encontrariam emprego em Brasília se fossem bons de bola, não pensaram duas vezes em se aventurar.

RABELLO

Em novembro de 1956 chegavam ao local onde seria erguida a futura Capital do Brasil os primeiros veículos conduzindo operários e funcionários da Construtora Rabello.
Em 17 de agosto de 1957, foi fundado o Rabello Futebol Clube, que pertencia a Construtora Rabello, cujo diretor era o engenheiro Marco Paulo Rabello, responsável pela construção de importantes obras em Brasília, dentre as quais o Palácio da Alvorada, a Estação Rodoviária, o Supremo Tribunal Federal, a Catedral de Brasília, o Teatro Nacional e a Universidade de Brasília.
A Rabello foi uma das primeiras firmas a se instalar longe da Cidade Livre para cuidar da construção das obras acima citadas. Após essas obras, seu acampamento foi transferido para a Vila Planalto.
O Rabello participou durante onze anos do campeonato brasiliense, ininterruptamente, desde 1959, a primeira vez, até 1969, seu último ano, já sem nenhum apoio da construtora.
Conquistou quatro títulos de campeão brasiliense de futebol nos anos de 1964 a 1967.

PLANALTO

A Construtora Planalto Ltda. teve como principais obras em Brasília a Escola Parque e a Barragem do Paranoá.
O primeiro estádio a ser construído em Brasília foi por iniciativa do Esporte Clube Planalto, no Acampamento Tamboril, da Construtora Planalto, próximo à Praça dos Três Poderes. As obras foram realizadas em apenas dez dias, sendo cercado o campo com madeira, colocado alambrado e uma arquibancada que comportava cerca de 700 pessoas. 
O Planalto foi mais um clube que participou do primeiro campeonato de futebol realizado no Distrito Federal, em 1959, antes mesmo da inauguração de Brasília.
Sempre formou grandes times para a disputa das competições oficiais do futebol brasiliense. Em 1960, pouco tempo depois da inauguração da Capital Federal, o Planalto trouxe, pela primeira vez, uma equipe do Rio de Janeiro para jogar em Brasília, o Canto do Rio, de Niterói. Na primeira vez que se convocou jogadores para formar uma seleção de Brasília, em 1961, o Planalto cedeu seis jogadores: Raspinha, Jair, Edson Galba, Loureiro, Enes e Gesil, a maior parte deles como titular.
Em abril de 1962, o Planalto não compareceu ao jogo e não deu qualquer justificativa. Julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva, foi suspenso por 200 dias. Suspenso, o Planalto não pôde participar do Campeonato de 1962. Em 1963, filiou-se à Liga dos Clubes Independentes, já sem contar mais com jogadores de nome, logo depois, o clube deixou de existir. Como muitos, foi desativado após a retirada de Brasília da construtora que ajudava na manutenção do time de futebol.

NACIONAL

A Companhia Construtora Nacional chegou a Brasília em 1957. Suas principais obras foram a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
O Central Clube Nacional de Brasília foi fundado em 26 de julho de 1958, em homenagem à Companhia Construtora Nacional S. A.
Assim como Rabello e Planalto, o Nacional foi um dos clubes fundadores, em 16 de março de 1959, da Federação Desportiva de Brasília.
Disputou os campeonatos de futebol de Brasília de 1959 a 1964. Neste último ano, quando o profissionalismo começava a ser instalado, resolveu continuar como amador, logo deixando de contar com o apoio da construtora Nacional e abandonou o futebol brasiliense.

PEDERNEIRAS

O Cine Brasília, o Hospital Distrital e Palácio do Itamaraty foram as principais obras da Companhia Construtora Pederneiras em Brasília.
O Pederneiras Esporte Clube, assim denominado em homenagem à Companhia Construtora Pederneiras S. A., foi fundado em 18 de janeiro de 1959, na casa de Walfredo Aleixo Martins e Souza, situada no Acampamento “Dr. Sérgio Seixas Corrêa”, na Vila Planalto, em Brasília (DF).
Somente em 1960 o time de futebol da Pederneiras participaria pela primeira vez do campeonato brasiliense. Paralisou suas atividades de 1961 a 1963, voltou em 1964 e ficou, na categoria de amadores, até 1966, seu último ano no futebol brasiliense.
Sagrou-se campeã brasiliense na categoria de amadores, no ano de 1965.

COENGE

A Coenge S. A. Construções e Engenharia foi uma das primeiras (em 1957) construtoras a chegar em Brasília para as obras de construção da nova capital.
Foi uma das mais importantes empreiteiras do setor de terraplanagem a começar a operar em Brasília.
Quando foi realizado o campeonato brasiliense de 1959, a Coenge tinha uma equipe de futebol, criada para manter vivo o clima de amizade e a união de todos os seus funcionários e operários.
Depois passou a disputar competições na cidade do Gama e, em 1969, conquistou o seu maior título ao sagrar-se campeã brasiliense amador.

CIVILSAN

Responsável pela confecção de tubos de concreto para os serviços de águas pluviais, a Civilsan – Engenharia Civil e Sanitária S.A., foi das primeiras empresas a chegar em Brasília, em agosto de 1957.
Apesar do pioneirismo, demorou para disputar competições oficiais da Federação de Brasília, preferindo inicialmente as do Departamento Autônomo. Quando passou para a divisão principal do futebol brasiliense, disputou apenas o campeonato de 1970, quando sagrou-se vice-campeã.

ECRA/EDILSON MOTA

A Construtora ECRA Limitada, com sede em Fortaleza (CE), foi uma das dezenas de empresas que chegaram para a construção de Brasília, ainda em agosto de 1959. Dentre outras obras, foi responsável pela construção de vários edifícios ministeriais e suas garagens.
Idealizado, fundado e desenvolvido por funcionários e operários dessa construtora, o ECRA Futebol Clube foi fundado em 2 de março de 1960.
Com este nome, participou do Troféu “Israel Pinheiro”, competição que envolveu equipes de outras sete companhias construtoras de Brasília, no sistema “mata-mata”, ficando com o vice-campeonato.
Nos dias 3, 10 e 17 de julho de 1960, o ECRA inscreveu-se no Troféu “Danton Jobim”. Durante esse torneio, o ECRA passou a denominar-se Associação Esportiva Edilson Mota, em homenagem ao Engenheiro-Chefe da Construtora ECRA Ltda. e presidente de honra do clube e seu fundador, Edilson Nogueira Mota. 
Como clube filiado à Federação Desportiva de Brasília a primeira competição da A. E. Edilson Mota foi o Torneio Início, realizado no dia 4 de setembro de 1960.
Antes do início do campeonato de 1960, no dia 13 de outubro de 1960, a A. E. Edilson Mota encaminhou ofício a F.D.B. comunicando a sua extinção. Após uma auditoria na empresa, ficou constatado que os jogadores recebiam seus salários apenas para treinar e jogar no time, o que fez a Companhia solicitar uma definição: ou os jogadores seriam mantidos pelo time, ou retomariam seus postos na empresa. O clube foi dissolvido em ato administrativo. Este fato levou o time a solicitar desfiliação.

CONSISPA

A Consispa – Construtora de Imóveis de São Paulo foi a responsável pela construção da estação de tratamento de água em Brasília, de 1959 a 1961.
Funcionários, operários e familiares dessa companhia fundaram, em 18 de outubro de 1959 o Consispa Esporte Clube.
A primeira participação do Consispa em uma competição foi o Troféu Danton Jobim, competição que reuniu equipes de diversas construtoras de Brasília.
Em julho de 1960 deu entrada junto a Federação Desportiva de Brasília solicitando sua filiação a entidade.
A primeira competição oficial da Federação da qual o Consispa tomou parte foi o Torneio Início de 1960.
Desconhecemos o motivo que levou o Consispa a entregar a Federação Desportiva de Brasília, no dia 11 de novembro de 1960, o ofício de nº 14, solicitando sua desfiliação. Assim terminou a curta história do Consispa.

A EBE – Empreza Brasileira de Engenharia S.A. foi incumbida pela Novacap de projetar e executar a rede geral de distribuição elétrica de Brasília e cidades-satélites. Sua sede era no Rio de Janeiro.
O time da EBE disputou o campeonato brasiliense de 1959.

OUTRAS CONSTRUTORAS

Com poucas exceções, cada construtora tinha o seu time.
A CCBE - Companhia Construtora Brasileira de Estradas tinha como presidente o engenheiro Cincinato Cajado Braga, que gostava muito do futebol e participava do time dos empreiteiros.
A Pacheco Fernandes Dantas, que construiu o Palácio do Planalto, disputou o campeonato brasiliense de 1959.
Lindolpho Silva, Diretor da Cavalcante Junqueira (Caeira), foi um dos fundadores e diretor dos mais entusiastas do Novo Horizonte, que também disputou o campeonato brasiliense de 1959.
Outra que disputou o campeonato brasiliense de 1959 foi a Kosmos Engenharia.
Maurício Morandi Quadros também jogava no time dos empreiteiros da Novacap, onde tinha o apelido de “Tanque” e foi um dos proprietários da Construtora M. M. Quadros.



domingo, 20 de abril de 2025

AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA: Seleção de Brasília x Santos - 1961


Zoca e Pelé
Realizado no dia 21 de abril de 1961, esse jogo fez parte das festividades em comemoração ao primeiro aniversário de fundação da nova capital do País, Brasília.
Pelé e Zito não jogaram. Mesmo machucado, Pelé seguiu com a delegação santista.
Pouco antes do início da partida, Pelé desceu no gramado, transportado por um helicóptero da FAB e foi alvo de consagradora manifestação popular. Pelé acompanhou toda a partida sentado à margem de uma das laterais do gramado, cercado por uma multidão de fãs.
Como se esperava, não foi difícil para o Santos impor sua melhor categoria. O jogo terminou com o placar de 4 x 0 a favor do Santos.
Sormani e Coutinho, no primeiro tempo, e Zoca e Tite, na etapa complementar, marcaram os gols. Zoca é irmão de Pelé.
O árbitro da partida foi o paulista Olten Aires de Abreu.
O jogo só teve uma nota desagradável a empaná-lo: a expulsão de Nei, aos 23 minutos do segundo, por ter desferido um pontapé sem bola num adversário.
Os quadros atuaram assim:
Seleção de Brasília: Gaguinho, Jair, Edson Galba e Bimba; Luiz Silva e Pacuzinho; Ubaldo, Eli, Dario, Walter Moreira e Joãozinho. Técnico: Didi de Carvalho.
Santos: Laércio (Lalá), Fioti, Mauro (Calvet) e Getúlio; Formiga (Dalmo) e Lima; Dorval, Mengálvio (Nei), Coutinho (Zoca), Sormani e Pepe (Tite).
O prefeito Paulo de Tarso deu o pontapé inicial do embate.
O estádio do Guará inaugurou o seu gramado e abrigou um grande público. Foram cobrados ingressos a preço único de 50 cruzeiros, mas a renda não foi fornecida.




sábado, 19 de abril de 2025

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: Rabello empata com o Clube do Remo - 1967


Na primeira excursão de um clube brasiliense ao norte do Brasil, o Rabello jogou em Belém (PA) e Teresina (PI).
Depois de enfrentar o Paysandu no dia 16 de abril, três dias depois, 19 de abril de 1967, o Rabello enfrentaria outro grande time de Belém, o Clube do Remo. Conquistou um grande resultado ao empatar em 1 x 1. Paulinho, aos 15 minutos do 1º tempo marcou o gol do Rabello. O alvinegro sustentou essa vantagem até faltarem dez minutos para o encerramento do jogo, quando sofreu o empate, por intermédio de Luís Carlos.
O empate fez justiça ao bom futebol apresentado pelas duas equipes. Houve oportunidades perdidas dos dois lados, servindo a trave como a salvação do Rabello em dois lances, com Dico batido. Também o Rabello perdeu mais de duas oportunidades de gol.
Paulinho, Edinho, Zé Maria e Wantuil foram os nomes de maior destaque no Rabello.
Jogou o Rabello com Dico, Didi, Mello, Wantuil e Hélio (Dão); Luiz, Zé Maria e Paulinho (Tião); Zezé, Cid e Edinho. O Clube do Remo atuou com Florisvaldo, Ribeiro (Íris), Socó, Nagel e Assis; Oberdan e Luís Carlos; Magalhães, Rangel, Zezé (Edvard) (Afonso) e Neves.
O árbitro foi Antônio Santos, da Federação Paraense de Futebol, e a renda alcançou NCr$ 40.950,00.

quinta-feira, 17 de abril de 2025

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: todos os jogos da rodada com o placar de 1 x 0 - 1988



BRASÍLIA 1 x 0 PLANALTINA
Data: 17/04/1988
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Nilton de Souza Castro
Gol: Filgueira, 66
BRASÍLIA: Nena, Chagas, Cléo, Oliveira e Waldo; Filgueira, Josimar e Rogerinho; Erasmo, Ribamar e Ailton. Técnico: Josemar Macedo da Cunha.
PLANALTINA: Selmício, Laércio, Dourado, Alípio e Olety; Rodrigues, Paulinho e Carlinhos; Vaguinho, Beto (Abel) e Gilmar (Valdir). Técnico: Helder Leal Lacerda.

TAGUATINGA 1 x 0 GAMA
Data: 17/04/1988
Local: Serejão, Taguatinga (DF)
Árbitro: Reinaldo Gomes de Paula
Gol: Marcelo Freitas, 33
TAGUATINGA: Bocaiúva, Marquinhos, Sérgio Abreu, Tião e Visoto; Lindário, Péricles (Mandala) e Wander; Dorival (Marco Antônio), Joãozinho e Marcelo Freitas. Técnico: Mozair Barbosa.
GAMA: Nasser, Toninho, Junior, Juscelino e Zé Celso; Zé Nilo, Boloni e Vicente; Genivaldo (Claudinho), Augusto e Marcelo (Rogério). Técnico: Orlando Pereira "Lelé".

GUARÁ 0 x 1 TIRADENTES
Data: 17/04/1988
Local: CAVE, Guará (DF)
Árbitro: Francisco Guerreiro Chaves   
Gol: Moura, 84
GUARÁ: Capucho, Ricardo, Luiz Fernando, Eusébio e Sérgio Carvalho; Bilzinho, Niltinho e Darlan (Ronaldo); Ivonildo, Antunes e Ribamar (Mário). Técnico: Carlos Barbosa Morales.
TIRADENTES: Déo, Eron, Kidão, Beto Fuscão e Joel; Marco Antônio, Michael e Zé Maurício; Moura, Bé e Ricardo. Técnico: Christovam Ferreira.

SOBRADINHO 0 x 1 CEILÂNDIA
Data: 17/04/1988
Local: Augustinho Lima, Sobradinho (DF)
Árbitro: Ruy Ferreira
Gol: Dida, 55
SOBRADINHO: Paulo Rossi, Hani, Matéia, Camilo e Zuza (Josa); Pedrinho, Carlos Alberto (Roberto) e Rinaldo; Warley, Bibi e Everaldo. Técnico: Dejane Welton Lopes dos Santos.
CEILÂNDIA: Dias, Chaguinha, Paulão, Jânio e Tonhão; Chicão, Edmilson (Dirson) e Tita; Dida (Damião), Marquinhos e Wadi. Técnico: Aldair Félix da Silva.


segunda-feira, 14 de abril de 2025

OS GOLEIROS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Welder


Welder Alves da Silva nasceu em Taguatinga (DF), no dia 14 de abril de 1986. Com cinco anos de idade foi morar em Aurora do Tocantins (TO), onde passou a morar na Fazenda Contagem, há uns 8 km da cidade. Morou também na Fazenda Cajazeiras.
Começou sua carreira de goleiro no Interporto Futebol Clube, da cidade de Porto Nacional (TO), em 2000, ano em que se sagrou campeão tocantinense de juniores. Nesse clube ainda permaneceu o ano de 2001, para, em 2002, tentar a sorte no Colatina, do Espírito Santo. Não deu certo por lá e veio para o futebol do DF, onde foi fazer um teste no Gama, quando conheceu o empresário Marcelo da Adega, que também é de Aurora de Tocantins. Marcelo da Adega o apresentou a Neymar Frota, que hoje é presidente do Samambaia, que o levou para fazer testes no Brasiliense.

Seu primeiro clube no Distrito Federal foi o Brasiliense, ainda em 2002, nas categorias de base, mas pelo qual jamais atuou nos três anos no profissional (2003 a 2005).
Em janeiro de 2003, Welder disputou, pelo Brasiliense, a Copa São Paulo de Futebol Junior. No dia 5, o Brasiliense venceu o primeiro jogo contra o Lemense (2 x 1), empatou com o favorito Santos (0 x 0) no dia 9 e perdeu para o Figueirense, no dia 12, por 2 x 0, sendo desclassificado da competição. O treinador Marquinhos Bahia utilizou mais vezes a seguinte constituição: Welder, Fernando, Magrão, Panda e Fábio Vieira (Rafael Viana); Leís, Thiago Xavier, Ailson e Jefferson; Moura (Índio) e Bruno Medina.
Em 2004, Welder foi o goleiro reserva do Brasiliense na Taça Brasília e, depois, um dos jogadores emprestados pelo Brasiliense ao Samambaia, para a disputa da Segunda Divisão do DF. Em nenhuma das duas competições, chegou a atuar.
Para ganhar experiência, foi emprestado novamente a um clube do DF em 2005, desta vez o Dom Pedro II, pelo qual disputou três jogos pelo campeonato brasiliense desse ano. Antes de completar 19 anos, fez sua estreia no dia 16 de janeiro de 2005, no estádio Augustinho Lima, na vitória de 2 x 0 sobre o Sobradinho. O Dom Pedro II formou com Welder, Amaral, Alex, Panda e Zinho Melo; André Bahia (Agnaldo), Junior, Daniel e Bhertonny (Antônio); Michel e Zinho Goiano (Cláudio). Técnico: Marquinhos Bahia.

ADESG
Depois que o campeonato brasiliense foi encerrado, Welder foi emprestado ao ADESG, para a disputa do campeonato do Acre de 2005. A ADESG ficou com o vice-campeonato estadual atuando no último jogo contra o campeão Rio Branco (0 x 0) com Welder, Samuel, Célio, Alex e Oliveira; Cacique, Bigal (Rogerinho), Marcelinho e Márcio (Birosca); Alexandre Love (Estevão) e Zico. Técnico: Marquinhos Bahia.
Vale registrar que, logo depois de deixar o Brasiliense, Welder adquiriu passe livre.
Através do treinador Marquinhos Bahia, Welder foi apresentado a um empresário que o levou para o futebol da Bahia, onde disputou o campeonato estadual pelo Fluminense, de Feira de Santana.

Esportivo
Retornou ao futebol brasiliense para disputar a Segunda Divisão do DF pelo Esportivo, do Guará, ainda em 2006. Welder terminou essa competição como o goleiro menos vazado, sofrendo apenas seis gols nos oito jogos.
Na decisão, contra o Samambaia, então filial do Brasiliense, Welder ficou marcado por uma façanha: nos acréscimos do segundo tempo do jogo, aproveitando-se de sua altura de 1,90 metros, marcou, de cabeça, o gol da vitória de 2 x 1. O Esportivo formou com Welder, Nilmar, Miguel, Natan e Rafinha; Bira, Bruno (Diego), Leís (Haroldinho) e Marcelinho; Bispo (Rafael) e Giovani. Técnico: Mozair Barbosa.
Foi para o futebol do Rio Grande do Norte, alugando seu passe ao ABC. Na reserva do goleiro França, Welder integrou, por pouco tempo, o elenco do time que acabou se sagrando campeão potiguar de 2007.

No final de fevereiro de 2007, ele voltaria ao DF para realizar uma proeza: disputou as três divisões do futebol brasiliense desse ano. Na primeira divisão, foram dez jogos com o Esportivo, do Guará. Depois, seis jogos na segunda, no arco do Ceilandense e, por último, defendeu o Brasília na terceira divisão do DF, disputando cinco jogos e ajudando o clube a ficar com o segundo lugar na classificação final e garantindo uma das duas vagas na Segunda Divisão.
No primeiro semestre de 2008 participou do campeonato paranaense pelo Iraty e, quando voltou ao futebol brasiliense disputou a terceira divisão pelo Brazsat, sagrando-se campeão, disputando todos os sete jogos como titular e sofrendo apenas quatro gols. Pelo Brazsat, em 2008, Welder participou de uma excursão do clube pela Europa, onde jogou em cidades da Espanha e da Holanda.
Em 2009 atuou por dois clubes de Goiás: o Mineiros, no campeonato estadual, e a Anapolina, no Campeonato Brasileiro da Série D.
Nesse mesmo ano, um fato curioso: seu amigo Marcelo da Adega o chamou para jogar no Atlético Ceilandense, que tinha uma parceria com o Gama. Ele tinha acabado de chegar da Anapolina e encontrou o clube com muitos goleiros, resolvendo não jogar. Foi quando Marcelo o convidou para ser Diretor Financeiro do clube, passando a cuidar das finanças do clube.
No ano seguinte, retornaria ao futebol para disputar o campeonato brasiliense da primeira divisão de 2010 pelo Atlético Ceilandense e o da segunda pelo Legião.

Depois de passar por diversos clubes, Welder, finalmente, chegou ao Brasiliense, onde viveu sua melhor fase na carreira. Encontrava-se treinando no Atlético Ceilandense, que mantinha boas relações com o Brasiliense e não teve o menor problema em liberá-lo. Chegou para ser reserva de Gilson, mas para surpresa de muitos, acabou entrando na última partida do campeonato brasiliense de 2011, na decisão contra o Gama e que terminou empatada em 0 x 0. Em sua primeira partida como titular do Brasiliense, Welder ajudou o clube a conquistar o título de campeão desse ano. Na decisão do campeonato, no dia 14 de maio de 2011, no Serejão, o Brasiliense formou com Welder, Cicinho, Raphael, Teco e Chiquinho; Deda, Ferrugem, Ruy e Adrianinho (Iranildo); Bebeto (Coquinho) e Acosta (Rômulo). Técnico: Marcos Soares.
Ficaria no Brasiliense até o ano de 2015. No ano de 2013, voltaria a conquistar o título de campeão brasiliense. Além disso, atuou em quase cinquenta jogos pelo campeonato brasileiro da Série C. Chegou a disputar 110 jogos seguidos pelo Brasiliense. Também recebeu o Troféu “Mané Garrincha”, como melhor goleiro do campeonato brasiliense desse ano.
Em 2014, voltaria a receber esse prêmio, novamente por ter sido eleito o melhor goleiro do campeonato brasiliense.
Depois que deixou o Brasiliense, Welder passou pelos seguintes clubes: em 2015, ICASA, do Ceará, e Brasília, onde disputou a Copa Sul-Americana pelo Brasília no mesmo ano; 2016, Sobradinho, onde disputou sete jogos pelo campeonato brasiliense, e Interporto, de Tocantins e em 2017, Gurupi e Araguaína, ambos de Tocantins. No Gurupi, Welder foi eleito, com 32,8% dos votos, o destaque do clube no Campeonato Brasileiro da Série D em 2017.















sexta-feira, 11 de abril de 2025

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Laiguinha


Evaldo Meireles, o Laiguinha, nasceu em Luziânia (GO), no dia 11 de abril de 1953.
Iniciou sua trajetória no futebol no Fluminense, de Luziânia (foto abaixo), com o técnico Bubu.

Fluminense. Em pé, da esquerda para a direita: Vilson, Macionete, Valdeci, Liosório, Darci e João Preto; agachados, na mesma ordem: Ruizinho, Laiguinha, Toin, Paulinho e Carlinhos.
Foto: Acervo Dilmar Tié.


A convite do técnico Zé Preto passou a defender o Luziânia. Participou do campeonato brasiliense, ainda amador, de 1973 e 1974, na posição de volante.
Um dos maiores meio campistas a vestir a camisa do Luziânia, incansável marcador, habilidoso, rápido, objetivo e com uma extraordinária visão do campo.
Faleceu no dia 3 de dezembro de 2022.

Colaboração: José Egídio Pereira Lima.


LUZIÂNIA: Jeová Gomes Carneiro (Presidente), Jackson, Osmar Nunes, Fabinho, Osvaldo, Fernando Melo, Liosório, Wolney, Ciliu e Plautino (Técnico). Agachados: Laiguinha, Baixinho Cachorro, Paulino, Toinho de Laíza, Elizeu, Gaspar e Nonga.



segunda-feira, 7 de abril de 2025

CAMPANHAS DOS CAMPEÕES: S. E. Itapuã - Segunda Divisão 1997

 

Com a criação da Segunda Divisão do Campeonato Brasiliense em 1997, também surgiu o interesse em participar da competição dos mais diversos clubes, alguns deles do popularmente chamado “Entorno de Brasília” (por ficar ao redor de Brasília).

Oficialmente reconhecida como Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno, ela foi criada pela Lei Complementar nº 94, de 19 de fevereiro de 1998. É constituída pelo Distrito Federal e de alguns municípios de Goiás e Minas Gerais (sendo 19 de Goiás e 3 de Minas Gerais, totalizando 22), com uma área pouco menor que a Croácia, por exemplo, com uma população de aproximadamente 4 milhões de habitantes.

A Federação Metropolitana de Futebol foi surpreendida com o pedido de filiação de clubes de outros Estados, que perceberam ser mais viável economicamente disputar o campeonato do DF do que o de seus Estados de origem. A entidade então resolveu autorizar clubes de outras unidades da Federação a participaram de suas competições desde que tivessem sede em cidades localizadas a menos de 200 km de Brasília.

Tomaram parte da primeira edição do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão Ceilândia, Taguatinga e Atlântida, de Taguatinga, representando o Distrito Federal. Os demais quatro clubes foram de fora do DF: União Esporte Clube, de Paracatu (MG), Clube Atlético Cristalinense, de Cristalina (GO), Bosque Formosa Futebol Clube, de Formosa (GO), e a Sociedade Esportiva Itapuã, de Unaí (MG).

O campeonato foi disputado em dois turnos, ao final dos quais os quatro primeiros colocados disputaram as semifinais e, os vencedores destas, a final.

Sagrou-se campeão o Itapuã, de Unaí.

A campanha do Itapuã para chegar ao título foi a seguinte:

1º TURNO

ITAPUÃ 3 x 2 CEILÂNDIA
Data: 27/04/1997
Local: Rio Preto, Unaí (MG)
Árbitro: José Renê Costa Galdino
Gols: Cleiton, Rogerinho e William / Rômulo (2)

ITAPUÃ 2 x 2 UNIÃO
Data: 04/05/1997
Local: Rio Preto, Unaí (MG)
Árbitro: Luciano Almeida
Gols: Simão e Josué / Geraldo e Ziel

CRISTALINENSE 2 x 1 ITAPUÃ
Data: 11/05/1997
Local: Salvador Amato, Cristalina (GO)
Árbitro: Arudá Pires Lima
Gols: Rogério e Serginho / William

ITAPUÃ 1 x 0 ATLÂNTIDA
Data: 18/05/1997
Local: Rio Preto, Unaí (MG)
Árbitro: Paulo César de Sena
Gols: Rogerinho

TAGUATINGA 1 x 1 ITAPUÃ
Data: 24/05/1997
Local: Metropolitana, Núcleo Bandeirante (DF)
Árbitro: Paulo Renato Viana Coelho
Gols: Fredson / Muruim

ITAPUÃ 2 x 0 BOSQUE FORMOSA
Data: 07/06/1997
Local: Rio Preto, Unaí (MG)
Árbitro: Nilton de Castro Souza
Gols: Muruim e William

2º TURNO

UNIÃO 1 x 1 ITAPUÃ
Data: 15/06/1997
Local: Frei Norberto, Paracatu (MG)
Árbitro: Eremilson Xavier Macedo
Gols: Renato / Muruim

CEILÂNDIA 1 x 2 ITAPUÃ
Data: 22/06/1997
Local: Metropolitana, Núcleo Bandeirante (DF)
Árbitro: José Renê Costa Galdino
Gols: Caetano / William e Muruim

ITAPUÃ 1 x 1 TAGUATINGA
Data: 29/06/1997
Local: Rio Preto, Unaí (MG)
Árbitro: Iêdo Souza
Gols: Cleiton / Ailton

ITAPUÃ 1 x 0 ATLÂNTIDA
Data: 06/07/1997
Local: Rio Preto, Unaí (MG)
Árbitro: Sérgio Carvalho
Gol: Valdez

BOSQUE FORMOSA 1 x 1 ITAPUÃ
Data: 20/07/1997
Local: Diogão, Formosa (GO)
Árbitro: Alexandre Andrade
Gols: Regis / Muruim

ITAPUÃ 2 x 1 CRISTALINENSE
Data: 27/07/1997
Local: Rio Preto, Unaí (MG)
Árbitro: Sérgio Carvalho
Gols: Josué e Muruim / Elvis

SEMIFINAIS

UNIÃO 2 x 1 ITAPUÃ
Data: 03/08/1997
Local: Frei Norberto, Paracatu (MG)
Árbitro: Iêdo Souza
Gols: Ziel e Robson / Robinho

ITAPUÃ 4 x 1 UNIÃO
Data: 10/08/1997
Local: Rio Preto, Unaí (MG)
Árbitro: Nilton de Castro Souza
Gols: Rogerinho (2) e Serginho (2) / Ziel

FINAL

TAGUATINGA 1 x 1 ITAPUÃ
Data: 17/08/1997
Local: Serejão, Taguatinga (DF)
Árbitro: Jamir Carlos Garcez
Gols: Ailton / Muruim
 
ITAPUÃ 2 x 0 TAGUATINGA

Data: 24/08/1997

Local: Rio Preto, Unaí (MG)

Árbitro: Luciano Almeida

Gols: Muruim e Serginho

 

Saulo Barbosa Souto, o Muruim, do Itapuã, foi o artilheiro do campeonato (juntamente com Ziel, do União), com 8 gols.


A classificação final do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 1997 foi a seguinte: 

CF

CLUBES

J

V

E

D

GF

GC

SG

PG

ITAPUÃ

16

8

6

2

26

16

10

30

TAGUATINGA

16

6

6

4

16

21

-5

24

UNIÃO

14

5

4

5

22

19

3

19

ATLÂNTIDA

14

4

7

3

15

11

4

19

CRISTALINENSE

12

3

4

5

15

15

0

13

CEILÂNDIA

12

2

5

5

15

20

-5

11

BOSQUE FORMOSA

12

1

6

5

6

13

-7

9