sábado, 20 de julho de 2024

FORMAÇÕES: Ceilândia - 2002



Uma das formações do Ceilândia, que disputou o Campeonato Brasiliense da 1ª Divisão de 2002. 
Em pé, da esquerda para a direita: Hélino da Silva Morais (Diretor), Gilson, Pituca, Iron, Cassius, Willian Stein e Maninho.
Agachados, na mesma ordem:  Binha, Alexandre, Bobby, Ricardinho, Welmo e John Kleber Bernardo Araújo (Preparador Físico). 
O treinador era Adelson de Almeida, que colaborou na identificação dos jogadores.




sexta-feira, 19 de julho de 2024

TOP TEN: OS DEZ MAIS em GOLS MARCADOS no Campeonato Brasiliense da 1ª Divisão - 1960 a 2024


GOLS MARCADOS



CF

CLUBES

GOLS MARCADOS

GAMA

1.346

BRASÍLIA

1.023

GUARÁ e CEILÂNDIA

857

SOBRADINHO

795

TAGUATINGA

747

BRASILIENSE

734

LUZIÂNIA

497

TIRADENTES

451

10º

DOM PEDRO II

288


MÉDIA DE GOLS MARCADOS



CF

CLUBES

JOGOS

GOLS

MÉDIA DE GOLS/JOGO

BRASILIENSE

388

734

1,89

GAMA

947

1.346

1,42

BRASÍLIA

770

1.023

1,33

LUZIÂNIA

396

497

1,26

DOM PEDRO II

228

288

1,26

TAGUATINGA

618

747

1,21

CEILÂNDIA

746

857

1,15

GUARÁ

752

857

1,14

SOBRADINHO

734

795

1,08

TIRADENTES

418

451

1,08


Obs.: clubes com mais de 200 jogos.




quinta-feira, 18 de julho de 2024

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: o primeiro título de campeão do Paranoá


Hoje está completando 20 anos que o Paranoá conquistou a Taça Brasília.

I Taça Brasília foi o nome oficial que a Federação Metropolitana de Futebol deu à seletiva brasiliense para a Série C do Campeonato Brasileiro de 2004.
Cinco clubes disputaram a vaga: Ceilândia, Dom Pedro II, Paranoá e Sobradinho. O quinto participante foi o Brasiliense, que já estava na Série B, e disputou a seletiva com seu time B, formado por reservas e juniores. Os jogos do Brasiliense seriam descartados na busca da vaga para a Série C, para evitar que interferissem na disputa.
O Paranoá contou com os reforços de vários jogadores do vice-campeão brasiliense, o CFZ: o técnico Reinaldo Gueldini, o zagueiro Bruno Cabrerizo, os meias Maninho e Marcelinho e os atacantes Leonardo e Bispo, artilheiro do Campeonato Brasiliense com 12 gols. Além deles, trouxe Wellington Cássio, Coquinho e Giovani, que estiveram no Luziânia, e os zagueiros Adriano, ex-Ceilândia, e Gilson, ex-Brasiliense. Desta maneira, formou um time muito forte e não foi muito difícil chegar ao título de campeão.
No Brasiliense, treinado por Marquinhos Bahia, o grupo era formado por onze jogadores do time bicampeão brasiliense de juniores, mais os reforços de jogadores de renome, como o goleiro Donizeti, o zagueiro Padovani, os volantes Rocha (ex-Flamengo) e Róbston e meia atacante Wellington Dias.
No primeiro jogo, no dia 9 de maio de 2004, apenas 198 torcedores foram ao JK para ver a vitória do Paranoá, sobre o Dom Pedro II, por 5 x 1. Os gols do Paranoá foram marcados por Giovani, aos 6 minutos; Cubango, 8; Natan, 41; Marcelinho, 74 e Bispo, 90. Claudinho, aos 40, marcou o único gol do Dom Pedro II.

O Paranoá aplicou outra goleada no dia 22 de maio de 2004, jogando novamente no JK, desta vez sobre o Sobradinho, por 5 x 0. O curioso é que o primeiro gol só saiu aos 28 minutos do segundo tempo. Marcaram: Anderson, 73; Zé Carlos, 77; Bispo, 85 e 87 e Marcelinho, 89.
Em seu terceiro jogo pela Taça Brasília, no dia 30 de maio de 2004 o Paranoá visitou o Ceilândia (que vinha de três vitórias na competição) e, em pleno Abadião, aplicou uma nova goleada: 4 x 0. Marcaram os gols Bispo, aos 23 minutos; Maninho), 50; Bruno Cabrerizo, 53 e Coquinho, 90.
No último jogo válido pelo 1º turno, no dia 5 de junho de 2004, no JK, o Paranoá venceu o Brasiliense pela contagem mínima, gol de Zé Carlos, aos 44 minutos do primeiro tempo.
O segundo turno teve início no dia 13 de junho de 2004 e, assim como no primeiro, o Paranoá enfrentou o Dom Pedro II e aplicou uma goleada, por 7 x 1. Marcaram os gols do Paranoá: Zé Carlos, 12 e 20; Cubango, 22; Anderson, 34; Zé Carlos, 65; Cubango, 73 e Marcelinho, 88. Fabrício marcou o gol de honra do Dom Pedro II, aos 41 minutos do segundo tempo.
Demonstrando ser um incômodo visitante, no dia 27 de junho de 2004 o Paranoá foi até o Augustinho Lima e venceu o Sobradinho, por 2 x 0, gols de Bispo, aos 29 minutos do 1º tempo, e Leonardo, aos vinte do segundo.
Em sua terceira apresentação, no dia 3 de julho de 2004, no Mané Garrincha, o Paranoá aplicou nova goleada no Ceilândia: 5 x 0. Os gols foram assim marcados: Maninho, 12; Gilson, 46; Bispo, 79 e Marcelinho, 81 e 89.
O Paranoá perdeu os 100% de aproveitamento em seus jogos ao empatar em 0 x 0 com o Brasiliense no dia 7 de julho de 2004, no Serejão, em seu último jogo válido pela fase de classificação.
Conforme previsto no regulamento da competição, o primeiro colocado (Paranoá) e o segundo (Ceilândia) deveriam decidir, em dois jogos, quem seria o dono da outra vaga do DF na Série C do Campeonato Brasileiro (a outra já era do Gama, rebaixado da Série B no ano anterior).
No primeiro jogo, no dia 15 de julho de 2004, no Serejão, pela terceira vez consecutiva, o Paranoá goleou o Ceilândia: 3 x 0, e abriu uma boa margem de gols para o segundo. Marcaram os gols: Bispo, 18 e 22 e Marcelinho, 85.
Foi aí que aconteceram estranhos acontecimentos, os quais foram chamados pelo jornal Correio Braziliense, de “Golpe Baixo”. A FMF publicou o Boletim Oficial Extraordinário nº 001/2004, de 13 de julho de 2004, e acrescentou ao Art. 11 do Regulamento da I Taça Brasília 2004 um parágrafo único, com a seguinte redação: “Parágrafo Único - Na fase final da competição, se após realizadas as duas partidas previstas, for apurado igual número de pontos na fase entre as duas equipes finalistas, será conhecida a equipe campeã pelo critério de cobrança de pênaltis”.
Ou seja, apesar de ter vencido por 3 x 0 no duelo de ida, ter feito o maior número de pontos ganhos na Primeira Fase e de estar invicto até o momento (oito vitórias e um empate), o Paranoá passaria a ter apenas a vantagem do empate na decisão. O saldo de gols “evaporou”! Qualquer vitória do Ceilândia levaria a decisão do título para as cobranças de pênalti. Segundo o Boletim Oficial, com o regulamento “omisso quanto aos critérios para definição e proclamação do campeão”, o 2º Vice-Presidente da Federação Metropolitana de Futebol, respondendo pelo Departamento Técnico de Futebol Profissional e Amador da FMF, José Beni Monteiro (ex-presidente do Ceilândia), decidiu implodir a goleada numa canetada.
José Beni Monteiro chegou a dizer que a medida foi tomada dois dias antes do primeiro jogo. O site oficial da Federação, no entanto, não divulgou nada. Alegou, ainda, que o Boletim foi afixado no mural da Federação. O Paranoá também não foi avisado oficialmente.
Mas, tudo isso foi colocado em segundo plano após o segundo jogo da decisão. No dia 18 de julho de 2004, no Mané Garrincha, pela quarta vez na competição, o Paranoá goleou o Ceilândia, desta vez por 6 x 2, e ficou com o título do torneio e com a vaga para a Série C do Campeonato Brasileiro.
Eis a ficha técnica da decisão:

PARANOÁ 6 x 2 CEILÂNDIA
Data: 18 de julho de 2004
Local: estádio Mané Garrincha, Brasília-DF
Árbitro: Divino Enes
Renda: R$ 192,00
Público: 192 pagantes
Expulsões: Lúcio, do Ceilândia, e Bispo, do Paranoá
Bispo
Gols: Toca, aos 20 segundos; Bispo, 24; Jhonny, 45+1; Julinho, 54; Michel, 71; Julinho, 72; Cubango, 87 e Leonardo, 90+3
PARANOÁ: Fernando, Wellington Cássio, Adriano, Gilson e Thiago Rocha; Cubango, Coquinho, Maninho (Agenor), Marcelinho (Julinho) e Toca (Leonardo); Bispo. Técnico: Reinaldo Gueldini.
CEILÂNDIA: Bruno, Jhonny, Piu, Lúcio e Maranhão (Carlos Eduardo); Didão, Écio (Cassius), Kabila, Paulo Henrique e Fabinho (Jonhes); Michel. Técnico: Pavão.

Bispo, do Paranoá, foi o artilheiro da competição, com 9 gols, dois a mais que Wellington Dias, do Brasiliense.
O goleiro menos vazado foi Fernando, do Paranoá, que sofreu apenas três gols nos nove jogos que disputou.