terça-feira, 28 de outubro de 2025

REGISTROS, ESTATÍSTICAS & CURIOSIDADES: os clubes do DF no Campeonato Brasileiro da Série D - Parte 2



A MELHOR CLASSIFICAÇÃO FINAL

As melhores participações de clubes do DF na história do Campeonato Brasileiro da Série D foram nos anos de 2014 e 2024, em ambas as oportunidades com o Brasiliense, quando chegou na quinta colocação.
Em 2014, o Brasiliense disputou doze jogos, venceu seis, empatou cinco e perdeu apenas uma vez (para o Brasil, de Pelotas-RS, nas quartas-de-final). Teve um índice de aproveitamento de 63,9%.
Já em 2024, o Brasiliense jogou 20 vezes, venceu 14, empatou três e perdeu três (75,0% de aproveitamento).
Esta campanha do Brasiliense o levou a ter o melhor índice de aproveitamento na história da competição dentre os clubes do DF.
O Sobradinho, em 2019, teve o pior desempenho dentre todos os clubes do DF. Disputou seis jogos e perdeu todos eles. Marcou um gol e sofreu nove.

MAIS JOGOS DISPUTADOS

O Brasiliense é o clube do DF que mais disputou jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro da Série D: 120 (65 vitórias, 34 empates e 21 derrotas; 203 gols a favor e 93 contra, saldo de 110).
Em segundo lugar, o Ceilândia, com 88 (40 vitórias, 26 empates e 22 derrotas; 133 gols a favor e 82 contra, saldo de 51).
Em terceiro o Gama, com 46 (17 vitórias, 16 empates e 13 derrotas, 62 gols a favor e 47 contra, saldo de 15).

SEM VITÓRIAS

Os únicos clubes do DF que não conseguiram vencer um jogo sequer foram Botafogo-DF e Sobradinho. O Botafogo-DF após seis jogos, em 2010, e o Sobradinho depois de 14 jogos, nos anos de 2012 e 2019.

CAMPANHAS DOS CLUBES BRASILIENSES

Nos 358 jogos envolvendo clubes do DF na Série D do Campeonato Brasileiro aconteceram 143 vitórias brasilienses, 112 empates e 103 derrotas. Os clubes do DF marcaram 501 gols e sofreram 359 (saldo de 142).

O ADVERSÁRIO MAIS FREQUENTE

O clube que mais enfrentou as equipes do DF foi a Aparecidense, de Goiás. Foram 22 jogos, com treze vitórias do clube goiano, cinco empates e quatro derrotas. A Aparecidense marcou 41 gols e sofreu 30.



segunda-feira, 27 de outubro de 2025

REGISTROS, ESTATÍSTICAS & CURIOSIDADES: os clubes do DF no Campeonato Brasileiro da Série D - Parte 1



A PRIMEIRA VEZ

O Campeonato Brasileiro da Série D de 2009 foi a primeira edição da quarta divisão do futebol brasileiro. O único representante do DF nessa competição foi o Brasília. Fez parte do Grupo 8, juntamente com Anapolina, de Anápolis, e CRAC, de Catalão, ambos de Goiás, e o Araguaia, de Alto Araguaia (MT). Classificou-se em segundo lugar e passou para a Segunda Fase.

TRÊS CLUBES DO DF

Ao contrário da primeira edição, 2009, quando o DF teve apenas um representante (o Brasília), em 2010 foram três: Botafogo-DF, Brasília e Ceilândia. A eles se juntou no Grupo A-6, na Primeira Fase, o Araguaína, de Tocantins. Esse grande número de clubes do DF chegou a levar alguns torcedores a acreditarem que haveria uma grande possibilidade de, pela primeira vez, dois clubes brasilienses passarem para a Segunda Fase. Mas, não foi isso que aconteceu. O clube de Tocantins acabou sendo um dos promovidos para a Série C de 2011, ao chegar na terceira colocação na classificação final.

CLUBES PARTICIPANTES

Em 17 edições do Campeonato Brasileiro da Série D, apenas oito clubes do DF tomaram parte da competição. Foram eles:
2009: BRASÍLIA
2010: BOTAFOGO-DF, BRASÍLIA e CEILÂNDIA
2011: BOSQUE FORMOSA e GAMA
2012: CEILÂNDIA e SOBRADINHO
2013: BRASÍLIA
2014: BRASILIENSE e LUZIÂNIA
2015: GAMA
2016: CEILÂNDIA e LUZIÂNIA
2017: CEILÂNDIA e LUZIÂNIA
2018: BRASILIENSE e CEILÂNDIA
2019: BRASILIENSE e SOBRADINHO
2020: BRASILIENSE e GAMA
2021: BRASILIENSE e GAMA
2022: BRASILIENSE e CEILÂNDIA
2023: BRASILIENSE e CEILÂNDIA
2024: BRASILIENSE e REAL BRASÍLIA
2025: CAPITAL e CEILÂNDIA

OS QUATRO MAIS BEM COLOCADOS – 2009 a 2025

Desde que foi criado o Campeonato Brasileiro da Série D, em 2009, os clubes do DF nunca conseguiram ficar com uma das vagas de acesso para a Série C.
Esses foram os quatro primeiros colocados em todas as 14 edições do Campeonato Brasileiro da Série D:

ANO

2009

São Raimundo (PA)

Macaé (RJ)

Chapecoense (SC)

Alecrim (RN)

2010

Guarany-Sobral (CE)

Madureira (RJ)

Araguaína-TO

Joinville (SC)

2011

Tupi (MG)

Santa Cruz (PE)

Cuiabá (MT)

Oeste (SP)

2012

Sampaio Corrêa (MA)

CRAC (GO)

Baraúnas (RN)

Mogi Mirim (SP)

2013

Botafogo (PB)

Juventude (RS)

Tupi (MG)

Salgueiro (PE)

2014

Tombense (MG)

Brasil-Pelotas (RS)

Londrina (PR)

Confiança (SE)

2015

Botafogo (SP)

River (PI)

Remo (PA)

Ypiranga (RS)

2016

Volta Redonda (RJ)

CSA (AL)

São Bento (SP)

Moto Club (MA)

2017

Operário (PR)

Globo (RN)

Atlético Acreano (AC)

Juazeirense (BA)

2018

Ferroviário (CE)

Treze (PB)

São José (RS)

Imperatriz (MA)

2019

Brusque (SC)

Manaus (AM)

Ituano (SP)

Jacuipense (BA)

2020

Mirassol (SP)

Floresta (CE)

Novorizontino (SP)

Altos (PI)

2021

Aparecidense (GO)

Campinense (PB)

ABC (RN)

Atlético Cearense (CE)

2022

América (RN)

Pouso Alegre (MG)

Amazonas (AM)

São Bernardo (SP)

2023

Ferroviário (CE)

Ferroviária (SP)

Athletic Club (MG)

Caxias (RS)

2024

Retrô (PE)

Anápolis (GO)

Maringá (PR)

Itabaiana (SE)

2025

Barra (SC)

Santa Cruz (PE)

Internacional (SP)

Maranhão (MA)



sábado, 25 de outubro de 2025

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: Toni



Antônio José Gomes de Matos, o Toni, nasceu em Sobradinho (DF), no dia 25 de outubro de 1965.
Desde muito cedo, sua grande paixão foi a bola. Em 1973, aos oito anos de idade, já jogava na equipe “chupetinha” do Imperial, da ASFI - Associação Serrana de Futebol Infantil, de Sobradinho.
Dois dias antes de completar 18 anos, Toni foi lançado na equipe principal do Sobradinho pelo técnico Pedro Pradera. Foi no dia 23 de outubro de 1983, no Bezerrão, quando o Sobradinho empatou em 0 x 0 com o Gama e ele ocupou o lugar de Puruca, maior contratação do Sobradinho para o campeonato brasiliense desse ano. Jogaria somente mais uma partida válida pelo certame brasiliense desse ano.
No começo de 1984, mais precisamente em fevereiro desse ano, fazia parte da equipe do Sobradinho que disputou a Fase Regional do Torneio Seletivo para a Taça CBF. A vaga ficou com a equipe do Tiradentes.
Segundo o informativo “Leão da Serra”, de agosto de 1986, logo depois Toni resolveu deixar a cidade de Sobradinho, indo em busca de novos horizontes. Seguiu para o Estado de São Paulo, onde passou a jogar no Mirassol, equipe que disputava a Terceira Divisão do Campeonato Paulista. Lá ele marcou o seu primeiro gol numa equipe profissional.

Em maio de 1985, Toni retornou ao plantel do Sobradinho Esporte Clube. Neste mesmo ano consagrou-se campeão brasiliense. Nos 25 jogos disputados, marcou 17 gols e tornou-se artilheiro do campeonato. Recebeu várias homenagens. Concorreu ao prêmio de “Melhores da ABCD - Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos”, junto com Arthur e Jamil (Sobradinho), Kleber e Nei (Brasília) e Marquinhos (Taguatinga). Seu companheiro de clube, Arthur, ficou com o troféu. Além disso foi considerado a revelação daquele campeonato.
Sagrou-se bicampeão brasiliense em 1986, tendo disputado vinte jogos e marcado cinco gols.

Marcou outros cinco gols no Campeonato Brasileiro de 1986, competição em que o Sobradinho não teve grandes atuações, mas que Toni conseguiu algum destaque.
No começo de 1987, transferiu-se para o Botafogo, do Rio de Janeiro.
Quando chegou ao Botafogo, o clube acabara de contratar o uruguaio De Lima e também tinha Fernando Macaé disputando a titularidade.
Seu primeiro jogo no Botafogo aconteceu em 15 de fevereiro de 1987, na derrota de 2 x 0 para o Goytacaz, em Campos, pelo campeonato carioca. Toni substituiu o meia Mário Mimi e atuou durante 31 minutos. Passou a revezar a camisa 9 com De Lima, mas não marcou gol nesse campeonato carioca. 
Logo depois veio o Campeonato Brasileiro de 1987, quando marcou o seu primeiro e único gol com a camisa do Botafogo na competição. Foi no dia 18 de outubro, em Curitiba, no empate de 1 x 1 com o Coritiba.
Toni fez seu último jogo pelo Botafogo no dia 8 de dezembro de 1987, quando enfrentou o Ascoli, da Itália, no último amistoso da excursão que o clube carioca fez à Ásia e Europa.
Também seria uma das últimas partidas do técnico Zé Carlos no comando do Botafogo. Quando foi acertada a transferência do técnico para o Guarani, de Campinas, este recomendou Toni ao alviverde campineiro.
O centro-avante Toni foi vendido ao Guarani, de Campinas, por Cz$ 5 milhões, no começo de 1988.
Também não deu muita sorte quando chegou ao Guarani, que acabara de se tornar vice-campeão da Copa União de 1987 e tinha como centro-avante titular nada mais nada menos que Evair, além de outros jogadores do quilate de Ricardo Rocha, Paulo Isidoro, Neto e João Paulo. 
Toni estreou no Guarani em 31 de março de 1988, no Brinco de Ouro, em Campinas, na vitória de 1 x 0 sobre a Internacional, de Limeira, entrando no lugar do ponteiro João Paulo.
No amistoso realizado no dia 24 de abril de 1988, em Araras, Toni começou o jogo como titular e marcou o gol da vitória de 1 x 0 sobre o União São João.
Mesmo sem ser titular da equipe, voltaria a marcar no jogo contra o Sport Recife, pela Taça Libertadores da América, na vitória de 4 x 1, no dia 3 de agosto de 1988.
Na segunda fase do torneio continental, o Guarani enfrentou o San Lorenzo, da Argentina. No dia 7 de setembro, em Buenos Aires, o Guarani conseguiu um bom resultado ao empatar em 1 x 1, com gol de Toni. No jogo de volta, o Guarani perdeu para o San Lorenzo por 1 x 0 e foi desclassificado da Libertadores.
Seu último jogo no Guarani foi justamente contra o Botafogo, do Rio de Janeiro. No dia 14 de dezembro de 1988, no Maracanã, o clube campineiro foi derrotado por 3 x 0. Toni marcou três gols no Brasileiro de 1988.

No começo de 1989, o lateral-direito Marquinhos e Toni, ambos do Guarani, foram trocados pelo lateral Ditinho, que era do São José, de São Paulo.
Toni estreou no São José no dia 19 de fevereiro de 1989, na derrota de 3 x 0 para a Internacional, de Limeira, jogo válido pelo Campeonato Paulista desse ano.
O ano de 1989 foi o mais importante para a história do São José. Nesse ano, o clube conseguiu chegar à final do Campeonato Paulista, quando perdeu a decisão para o São Paulo, após dois jogos no Morumbi.
Foram 28 jogos e treze gols, números que deram a artilharia do campeonato paulista de 1989 a Toni, juntamente com Toquinho, da Portuguesa de Desportos.
Seu último jogo foi justamente o segundo da decisão, no dia 2 de julho de 1987, no empate de 0 x 0 com o São Paulo.

Logo depois foi negociado com o Valencia, da Espanha.
Curiosamente, quando o São José decidiu fazer uma excursão pela Espanha, mais precisamente na comunidade valenciana e na Catalunha, quando enfrentou equipes de categorias mais discretas do futebol espanhol, mantendo-se invicto, Toni tinha seu nome divulgado pela costa mediterrânea, onde o Valencia realizava sua pré-temporada e chegara à conclusão que deveria reforçar a equipe.
A temporada 1989/1990 não começou nada bem para o Valencia ao perder em casa frente o Atlético de Madrid, em casa, e duas rodadas depois ser goleado pelo Real Madrid por 6 x 2. O pessimismo chegou a surgir, mas a vitória chegou finalmente na quarta rodada e não conheceu mais derrotas nas quinze seguidas. Em todo o returno o Valencia só perdeu duas partidas, levando a equipe ao vice-campeonato espanhol, atrás apenas do Real Madrid. Na Copa do Rei, perdeu para o Barcelona nas semifinais.
A primeira temporada de Toni no Valencia não foi de todo mal. Disputou 36 jogos (somente Ochotorena jogou mais que ele), mas só anotou seis gols em “La Liga”, sendo três deles no jogo contra o Celta de Vigo.

Apesar de voluntarioso, Toni dava demonstrações que não se adaptaria ao futebol europeu. Chegou no clube com a missão de fazer a torcida do Valencia esquecer o mexicano Lucho Flores, que acabara de abandonar a equipe, e também foi ofuscado pelo recém chegado Lubo Penev, que passou a efetuar grandes atuações e que marcou sete gols a mais que Toni.
A temporada 1990/1991 foi decepcionante para o Valencia. A campanha foi bastante irregular, chegando a ser 18º na décima rodada. Ao final a equipe ficou com a sétima colocação e, portanto, fora da Liga dos Campeões da Europa. Toni disputou 26 jogos e marcou apenas um gol.
Assim, Toni foi, pouco a pouco, perdendo a fé e a afeição e entrou em uma dinâmica em que foi perdendo a confiança em seu jogo e com ele a dos treinadores que teve em suas seguintes temporadas com o Valencia, chegando a não marcar gol algum nas duas últimas.
Na temporada 1991/1992, apesar de uma melhor classificação em relação à anterior (o Valencia terminou com o quarto lugar o campeonato espanhol), Toni disputou doze jogos e não marcou gol.

Sua pior temporada seria a de 1992/1993, quando Toni não foi escalado uma vez sequer para os jogos do campeonato espanhol.
Naturalizou-se espanhol para facilitar sua contratação por outra equipe da Espanha até que, na janela de transferências, Toni foi cedido por empréstimo ao Valladolid, da Segunda Divisão da Espanha. Foram apenas nove jogos disputados e nenhum gol.
Foi devolvido ao Valencia. Quando o clube contratou Predrag Mijatovic, dispensou Toni, que resolveu voltar para o Brasil.
Quando retornou ao Brasil, o campeonato brasileiro de 1993 já estava em pleno andamento e passou a compor o elenco do Santos, por onde jogou muito pouco.
No ano seguinte, Toni voltou ao São José. Sofreu uma contusão na pré-temporada e não foi bem.
Depois do São José, Toni jogou no Coritiba durante o Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, entre agosto e novembro de 1994, e fez seis gols. Sua estreia aconteceu no dia 10 de agosto de 1994, no estádio Moisés Lucarelli, na derrota de 3 x 2 para a Ponte Preta.
Antes de encerrar sua carreira na Portuguesa Santista, em 1997, Toni teve rápida passagem pelo Bragantino.


Nos anos de 2001 e 2002 foi técnico da equipe principal do Sobradinho. Em 2001, em apenas cinco jogos. Em 2002, em oito.
Também foi Gerente de Futebol do Sobradinho, cargo que deixou alegando fortes pressões de torcedores e de outros ex-dirigentes interessados em reassumir o controle.
Toni é o proprietário da Toni Matos Futebol Society, em Sobradinho, local com dois campos de futebol society cobertos, vestiários, lanchonete e churrasqueiras. Também bate bola nos campeonatos de veteranos do Minas Brasília Tênis Clube.