quinta-feira, 19 de outubro de 2017

FICHA TÉCNICA: Chimba


Luciano Pereira Mendes, o Chimba, nasceu em São Félix do Coribe (BA), que fica a 616 km da capital, Salvador, no dia 15 de outubro de 1983.
Começou sua carreira no Goiazinho, da vizinha cidade de Santa Maria da Vitória, também na Bahia.
Chimba estava nas categorias de base do Vitória, de Salvador (BA) e, com saudades da família, retornou para sua cidade. Seu amigo de infância, Levi Rodrigues Flor, que hoje é empresário de jogadores do futebol brasiliense e já tinha um pequeno negócio em Brasília, fez um acordo verbal com ele para levá-lo para o futebol do DF.
Após o acordo com o clube, Chimba disputou o Campeonato Brasileiro da Série C de 2005 pelo Paranoá. O Paranoá realizou uma boa campanha, sendo eliminado nos “mata-mata” da Segunda Fase, pelo Londrina, nos pênaltis, após vitória em casa e derrota fora pelo mesmo placar: 1 x 0.
Logo em seguida, teria início o Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2005. Chimba disputou a competição pelo Cruzeiro. Mesmo contando com o artilheiro Joãozinho, após sete jogos, o Cruzeiro ficou em sexto lugar entre oito equipes. Chimba chegou a marcar um gol na despedida do Cruzeiro da competição, no dia 19 de outubro de 2005, na vitória sobre a ARUC, por 4 x 1.
Cruzeiro - 2006
No dia 15 de janeiro de 2006, Chimba estreou no campeonato brasiliense da Primeira Divisão, defendendo as cores do CFZ, no empate em 2 x 2 com o Unaí/Itapuã, em Unaí-MG.
Por coincidência, marcaria seu único gol na competição justamente contra o Unaí/Itapuã, em 8 de fevereiro de 2006, no CAVE, em jogo empatado em 3 x 3.
No segundo semestre, retornou ao Cruzeiro para disputar a Segunda Divisão. Novamente o clube ficou mal colocado na tábua de classificação, quinto entre os nove participantes. Chimba disputou quatro dos oito jogos do Cruzeiro, marcando quatro gols.
Disputou alguns jogos do campeonato paulista da Série A-3 de 2007 pelo Araçatuba (que foi rebaixado, após terminar na última posição, entre 20 participantes) e depois retornou ao Cruzeiro-DF.
O Cruzeiro ficou com a terceira colocação na Segunda Divisão do DF em 2007. Chimba disputou sete jogos (dos oito possíveis) e marcou apenas um gol.
Passou a ficar mais conhecido no futebol brasiliense ao se transferir, em 2008, para o Dom Pedro II, onde disputou o campeonato brasiliense da Primeira Divisão desse ano, mesmo sem marcar gols nos nove jogos que disputou.
Chimba no Luziânia
Logo depois teve uma passagem pelo Costa Rica Esporte Clube, do Mato Grosso do Sul, e voltou ao DF para, no segundo semestre de 2008, levar o Luziânia ao vice-campeonato da Segunda Divisão do DF e, consequentemente, acesso à Primeira em 2009. Após oito jogos disputados, Chimba terminou como principal artilheiro da competição, com 11 gols.
Sua performance fez com que ficasse na equipe para o ano seguinte, quando disputou o campeonato brasiliense da primeira divisão. Foram 12 jogos e cinco gols.
Essas boas atuações levaram o Brasiliense a solicitar seu empréstimo para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B de 2009. Chimba estreou no dia 16 de maio de 2009, no Serejão, com vitória do Brasiliense sobre o Campinense, por 2 x 1. O Brasiliense formou com Guto, Júlio César, Cris, Ailson e Edinho; César Gaúcho, Juninho, Éder e Iranildo (Didão); Chimba (Chefe) e Fábio Junior (Ricardinho). Técnico: Roberval Davino. No total, Chimba disputou 17 jogos e marcou dois gols.

Em 2010 permaneceu no Brasiliense para a disputa do campeonato da Primeira Divisão do DF. Foram cinco jogos e um gol.
Na manhã de 6 de julho de 2010, a diretoria do Botafogo-DF (que iria disputar a Série D do Campeonato Brasileiro) anunciou a saída de Chimba, que havia chegado ao clube há 15 dias. O jogador acabou acertando sua transferência para o América, de Natal (RN), que disputou a Série B do Campeonato Brasileiro e não foi nada bem, sendo um dos rebaixados para a Série C, juntamente com o Brasiliense.
No começo de 2011, disputou o campeonato paulista da Série A-2 pelo União São João, de Araras.
Depois, no curto período de menos de um mês (15 de junho a 2 de julho de 2011), Chimba disputou quatro jogos com a camisa do Anápolis, todos válidos pelo Campeonato Goiano da Segunda Divisão. Marcou dois gols.
No segundo semestre de 2011 foi a última vez que Chimba atuou no futebol brasiliense. Disputou, pelo Legião, a Segunda Divisão do Campeonato do DF. Foram sete jogos e cinco gols.
No final de 2011, Chimba foi apresentado pela diretoria do Linense, de São Paulo, para a disputa do campeonato paulista da Série A-1 de 2012.
Logo em sua estreia oficial, no dia 21 de janeiro de 2012, em Ribeirão Preto, Chimba marcou um dos gols da vitória do Linense sobre o Comercial, por 4 x 3.
Marcaria ainda mais três gols, o último deles em 7 de abril de 2012, no empate de 2 x 2 com a Portuguesa de Desportos.
Sua despedida do Brasil aconteceria no dia 15 de abril de 2012, em Lins, na grande vitória de 2 x 1 sobre o São Paulo.
Logo em seguida, Chimba transferiu-se para o Foolad, do Iran. O time de Chimba foi o quarto colocado na temporada 2012/13. Ele marcou 12 gols nos 32 jogos que disputou pelo campeonato iraniano. Já na temporada seguinte, o Foolad venceu o campeonato iraniano da primeira divisão, com Chimba contribuindo com nove gols nos 23 jogos que disputou. Na Copa dos Campeões da Ásia, Chimba marcou seis gols em cinco jogos.

Em 3 de julho de 2014, Chimba assinou um contrato de dois anos com o Sepahan, também do Iran. Jogou sua primeira partida no novo time na vitória de 2 x 0 sobre o Paykan. Marcaria seu primeiro gol no jogo seguinte, contra o Gostaresh.
Logo em sua primeira temporada no novo clube (2014/15), Chimba voltaria a se tornar campeão nacional, tendo marcado onze gols nos 28 jogos que disputou.
No Sepahan, Chimba ficou por duas temporadas como ídolo da torcida.
Depois de jogar no Gostaresh Foolad, também do Iran, na temporada 2016/2017, atualmente Chimba é jogador do Sanat Naft Abadan.
Chimba, ilustre desconhecido no futebol brasileiro, foi convidado a naturalizar-se iraniano, a fim de ser convocado para defender a Seleção do Iran na Copa do Mundo de 2018, na Rússia. O maior empecilho é que as leis do país exigem que os jogadores tenham como devoção a religião muçulmana. Acontece que Chimba é católico praticante, inclusive fazendo parte dos Atletas de Cristo.




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