quinta-feira, 4 de agosto de 2022

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: Gil "Bam-Bam"


Gilberto Villa Real Filho, o Gil, nasceu em Brasília (DF), no dia 4 de agosto de 1965.
Começou nas categorias de base do Clube de Regatas Guará. A partir de 2 de maio de 1984 passou a ter condições de jogo pelo Brasília Esporte Clube, clube no qual disputou o Campeonato Brasiliense de Juniores de 1984 e 1985, neste último tornando-se vice-campeão.
Em 1986 foi contratado pelo Ceilândia, onde disputou três jogos pelo Campeonato Brasiliense, marcando um gol.
Sua estreia entre os profissionais aconteceu no dia 26 de março de 1986, no Serejão, com derrota de 3 x 1 para o Taguatinga. O gol de honra do Ceilândia foi marcado por Gil. Formou o Ceilândia com Chicão, Jair, Juscelino, Tião e Paulinho; Paulo Mendes (Adão), Humberto e Carlinhos; Gil, Brasil e Wadi (Chaguinha). Técnico: Rubens Ferreira Meireles (Rubinho).
No dia 13 de março de 1987, a Federação Metropolitana de Futebol enviou o telex nº 3499, dessa data, comunicando a transferência de Gil para a Federação Cearense de Futebol.
Gil passou os anos de 1987 e 1988 no Ceará Sporting Club.
Em 1988, voltou para Brasília. Como tinha sido aprovado em concurso para o Corpo de Bombeiros do DF, passou a trabalhar na incorporação, permanecendo por lá até 1991.
Convidado por Agrício Braga Filho, que era Diretor de Futebol do Guará (e que tinha como treinador o ex-zagueiro Hércules Brito Ruas), Gil voltou ao futebol para defender o clube no Campeonato Brasiliense de 1992. Foram 24 jogos e seis gols.
Seu primeiro jogo com a camisa do Guará aconteceu em 14 de junho de 1992, no Mané Garrincha, na vitória do Guará sobre o Brasília, por 1 x 0. Formou o Guará com Marco Antônio, Chiquinho, Avelino, Gerson e Claudinho; Touro, Artur e Flávio Katioco (Vicente); Gil, Anderson (Paulinho) e Wadi. Técnico: Hércules Brito Ruas.

No dia 21 de abril de 1992, Gil participou do jogo em que a Seleção do DF foi derrotada pelo Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, por 3 x 2.
O Guará disputou o Campeonato Brasileiro da Série C de 1992 e não conseguiu classificação para a fase seguinte. Mesmo com o Guará ficando com a quarta colocação na classificação final do Campeonato Brasiliense de 1992 e realizando má campanha no Campeonato Brasileiro, Gil foi um dos indicados para concorrer ao Troféu ABCD - Os Melhores do Esporte - 1992, promoção da Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos (ABCD).

Como nos anos anteriores, a ABCD elaborou uma lista preliminar de indicados por modalidade (total de sete), baseando-se nos relatórios de acompanhamento das modalidades durante o ano. No futebol, os indicados foram: Gil e Jefferson, do Guará, Joãozinho, Júlio César e Zinha, do Taguatinga, e Marcelo e Palhinha, do Brasília. Os três finalistas foram: Gil, Joãozinho e Palhinha. O vencedor foi Joãozinho, campeão de 1992 pelo Taguatinga e goleador do campeonato.
Em 1993 foi contratado pelo Gama. Disputou 45 jogos válidos pelo Campeonato Brasiliense e marcou 19 gols, tornando-se o principal artilheiro da competição, com três a mais que o segundo colocado, Joãozinho, do Taguatinga.
Sua estreia no Gama aconteceu no dia 14 de março de 1993, no Bezerrão, na vitória de 3 x 0 sobre o Planaltina. O Gama formou com Carlão, Chaguinha (Messias), Aquino, Ismar e Cláudio Oliveira (Oliveira); Wanderley, Renato e Júlio César; Gil, Silva e Ferreirinha. Técnico: Décio Leite Leal. O Gama foi o segundo colocado no Campeonato Brasiliense, perdendo o título na final com o Taguatinga.
No final do ano, novamente Gil concorreu ao prêmio oferecido pela Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos - ABCD, como um dos destaques do esporte do Distrito Federal no ano de 1993. No futebol, os sete indicados foram: Nilton (Taguatinga), Bezerra (Ceilândia), Capucho (Planaltina), Gil (Gama), Carlinhos (Guará), Niltinho (Taguatinga) e Ésio (Gama). Os finalistas foram: Gil, Niltinho e Ésio. E novamente Gil não ganhou. O vencedor foi Ésio, do Gama.
Em 1994 Gil transferiu-se para o Taguatinga, por onde disputou o Campeonato Brasiliense (seis jogos e dois gols) e o Campeonato Brasileiro da Série C.
No dia 19 de março de 1995, Gil fazia sua estreia no Planaltina, em jogo válido pelo Campeonato Brasiliense realizado no Adonir Guimarães, com derrota de 2 x 1 para o Taguatinga, mais uma vez deixando sua marca de artilheiro. O Planaltina formou com Capucho, Auro, Joel, Marquinhos e Edinho; Marquinhos Carioca, Ronaldo (Toni) e Zé Carlos; Gil, Dequinha (Rildo) e Serginho. Técnico: Bira de Oliveira.
Foram 17 jogos e treze gols, números que deram a Gil, pela segunda vez, a artilharia do Campeonato Brasiliense.
No dia 11 de maio de 1995 esteve pela segunda vez à disposição da Seleção do DF, no amistoso que terminou empatado em 0 x 0 com o Botafogo, do Rio de Janeiro.
Outro amistoso que ficou marcado na carreira de Gil foi a grande vitória do Planaltina sobre o Atlético Mineiro, por 3 x 2, no dia 13 de agosto de 1995, no Adonir Guimarães.
Foi para o Dom Pedro II em 1996. Estreou no dia 10 de março de 1996, no CAVE, no empate em 1 x 1 com o Guará. O Dom Pedro II atuou com a seguinte constituição: Fábio, Flávio, Evilânio (Dejailton), Carlão e Paulo Roberto; Tata, Jurailton (Dourado) e Marco Antônio; Lino, Junior (William) e Gil. Técnico: Cléver Rafael Santos.
O Dom Pedro II terminou o Campeonato Brasiliense na oitava colocação. Gil foi o artilheiro da equipe na competição, com cinco gols (em dez jogos).
Retornou ao Planaltina em 1997, ano em que o clube chegou às semifinais do Campeonato Brasileiro pela primeira vez em sua história, terminando a competição na quarta colocação, a melhor de todos os tempos. Com 4 gols em doze jogos, Gil foi o artilheiro do clube, juntamente com seu companheiro Oliveira.


No primeiro semestre de 1998, Gil disputou o Campeonato Brasiliense pelo Guará. Foram doze jogos e cinco gols, que lhe deram a artilharia da equipe na competição. Um dos cinco gols de Gil foi marcado no dia 1º de abril de 1998, no Bezerrão, na vitória de 1 x 0 sobre o Gama, a primeira das duas derrotas do campeão Gama em todo campeonato.
No segundo semestre de 1998, Gil disputou o Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão, pelo Ceilândia, conquistando o título de campeão e ajudando o clube a subir para a Primeira Divisão.
No ano seguinte, 1999, o mesmo esquema: no primeiro semestre, o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão (desta vez no Sobradinho) e o segundo, no Comercial Bandeirante, quando se tornou vice-campeão da Segunda Divisão do Campeonato Brasiliense.
Seu último ano como jogador foi em 2000, quando disputou o Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão pela ARUC, vice-campeã da competição. No mesmo ano, começou a trabalhar nas categorias de base do Brasiliense, logo desistindo e voltando a trabalhar no Corpo de Bombeiros, onde acabou se aposentando como Primeiro-Sargento.



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