sábado, 10 de outubro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Lelé


Xixico, Lelé e Oscar, ex-jogadores do Coenge e do Gama

Marco Antônio de Vasconcelos, o Lelé, também conhecido no meio futebolístico do Distrito Federal por Pelezinho, nasceu em Paracatu (MG), no dia 10 de outubro de 1953.
Seu registro na CBF foi o de número 56.077.
Quando saiu de Paracatu, ainda na infância, foi residir em Goiânia (GO). Teve oportunidade de jogar no juvenil do Atlético Goianiense, chegando a ser reserva do time principal com apenas 13 anos de idade.
Em 1966, foi morar no Setor de Indústria de Brasília, com a mãe, onde teve seu primeiro contato com o time de pelada dos operários da Coenge. Ainda nesse ano, foi fazer um teste no Atlético Mineiro, mas não ficou no clube de Belo Horizonte (MG) por ser muito baixo (1,58 m de altura).
Não se deixou abater com a negativa. Se integrou ao time principal do Coenge Futebol Clube, do Gama, e que, em 1967, integrava o Departamento Autônomo da Federação Desportiva de Brasília, uma espécie de departamento responsável pelo futebol amador da entidade. Esse departamento organizava um campeonato entre as equipes não profissionais, divididas, em sua primeira fase, por regiões, chamadas de séries, no Gama, em Taguatinga, em Sobradinho e no Plano Piloto. Posteriormente, os dois primeiros de cada série disputavam a fase final. Em 1967, o Coenge foi o campeão da Série Gama com Lelé fazendo parte de sua equipe.
Em 1968, o Coenge foi o campeão do torneio como parte dos festejos do 8º aniversário da cidade do Gama, realizado nos dias 6 e 13 de outubro e que contou com a participação de dez equipes.
Também em 1968, o Coenge conquistou o bicampeonato da Série Gama, do Departamento Autônomo.
E, no final desse ano, o Coenge conquistou a Fase Final do campeonato do Departamento Autônomo.
Seu primeiro grande título veio em 1969, quando ele integrou a equipe do Coenge que se sagrou campeão brasiliense de 1969.
Também em 1969 foi seguidamente convocado para a Seleção Amadora de Brasília que, enfrentou, dentre outros clubes, Olaria e Flamengo, ambos do Rio de Janeiro, e a Seleção do Departamento Autônomo do Rio de Janeiro.
Também enfrentou o Atlético Mineiro formando em um combinado Coenge/Brasília, de Taguatinga.
Começou o ano de 1970 como atleta do Coenge e depois passou para o Grêmio Esportivo Brasiliense, tendo sido campeão do Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira”. Permaneceu no Grêmio até 1972.
Depois, foi contratado pela Desportiva Ferroviária, de Vitória (ES) e permaneceu no clube por um ano e seis meses.
De lá, foi para o São Raimundo e Fast Clube, ambos de Manaus (AM).
Voltou para o Grêmio e teve seu passe negociado com o ABC, de Natal (RN).
Em 1976 foi contratado pelo Gama e ajudou a equipe a conquistar o Torneio Incentivo nos anos de 1977 e 1978. Também em 1977, foi convocado para a Seleção do DF que disputou o amistoso contra o Atlético Mineiro.
Disputou o Campeonato Brasiliense de 1978 pelo Taguatinga, jogando treze partidas e marcando um gol.
Depois que passou a morar na Ceilândia, começou a disputar os campeonatos de futebol amador da cidade. No dia 7 de setembro de 1979, na Ceilândia, foi fundado o 26 Futebol Clube, por um grupo de dissidentes do Dom Bosco, considerado o maior clube de futebol amador dessa cidade. Dentre os fundadores estava Lelé. Detalhe: o clube foi criado com o nome 26 porque a maioria de seus fundadores morava na Quadra 26 da Ceilândia Norte.
Assinou contrato com o Ceilândia em 1980, fazendo seu primeiro jogo oficial em 18 de maio de 1980, no Serejão, diante do Taguatinga, válido pelo Campeonato Brasiliense. O Ceilândia formou com Edson, Renilton, Cidão (Arlício), Toninho e Teixeira; Adilson, Paulinho (Lelé) e Zé Vieira; Messias, Risadinha e Marquinhos. Técnico: Francisco Antônio da Silva (Chicão).
Continuou disputando jogos pelo profissional e pelo amador e, nesta categoria, defendendo o 26, conquistou seu primeiro título, em 1983, quando se sagrou campeão invicto, ganhando os dois turnos da competição.
Encerrou sua carreira no Ceilândia Esporte Clube, passando a trabalhar em empresas do ramo de segurança, como Selen, Rio Forte, Confederal e Mastros.
Depois disso, trabalhou na Administração Regional de Ceilândia.


No Gama, em 1977: em pé, da esquerda para a direita, Xixico, Atualpa, Carlão, Adilson, Rildo e Osvaldo. Agachados: Lelé, Carlinhos, Santana, Roldão e Zé Vieira.


No Ceilândia, em 1980. Em pé, da esquerda para a direita, Renilton, Dão, Toninho, Luciano, Edson e Lelé; 
Agachados, na mesma ordem, Risadinha, Adilson, Messias, Zé Vieira e Joseli.





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