domingo, 15 de março de 2015

FICHA TÉCNICA: Marco Antônio Pereira


Marco Antônio no CEUB em 1973

Marco Antônio Pereira nasceu a 26 de abril de 1955, em Araguari (MG), cidade onde começou a jogar futebol entre os juvenis do Fluminense local.
Com 16 anos de idade transferiu-se para Brasília, com a finalidade de procurar emprego. Quando estava no 3º ano científico e antes de prestar vestibular, passou a trabalhar como datilógrafo no Centro de Ensino Unificado de Brasília - CEUB, exatamente numa época em que esta faculdade estava formando um time para disputar o campeonato brasiliense de futebol amador (o que acabou acontecendo em fevereiro de 1971). Passou a trabalhar na faculdade e, depois do expediente, ia treinar no time de futebol.
Com 17 anos já era titular do time amador do Ceub (que formara duas equipes, uma amadora para disputar o campeonato brasiliense, e a outra, profissional, visando uma vaga no Campeonato Brasileiro). Sua estreia foi no dia 27 de agosto de 1972, na derrota de 1 x 0 para o Piloto, no Estádio Pelezão.
No jogo seguinte, contra o Grêmio, em 2 de setembro de 1972, marcou dois gols na vitória por 4 x 2.
Tornou-se artilheiro do campeonato brasiliense amador de 1972, com oito gols, junto com Celino, do Serviço Gráfico (posteriormente, um dos seus gols foi descontado por ter sido marcado em um jogo que foi cancelado). 
Vencedor do segundo turno, o Ceub qualificou-se para disputar a final do campeonato de 1972 com o Serviço Gráfico, ganhador do 1º.
Após o primeiro jogo da decisão (no dia 2 de dezembro de 1972, vitória do Ceub por 3 x 0, com um gol de Marco Antônio), o Serviço Gráfico entrou com um recurso na Federação Metropolitana de Futebol solicitando os pontos do jogo, baseando-se no fato de que o atleta Marco Antônio, do CEUB, não tinha condições de jogo. Foi constatado que o jogador ainda tinha vínculo com o Fluminense, de Araguari (MG), o que o impossibilitava de participar do campeonato do DF sem a devida transferência.
O CEUB deu o troco, entrando com um recurso contra a utilização pelo Serviço Gráfico dos jogadores Vavá e Carlos Gomes que, segundo o clube universitário, estariam filiados a Federação Fluminense de Futebol.
O Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Metropolitana de Futebol anulou as partidas realizadas em 2 e 9 de dezembro de 1972, mantendo, entretanto, os resultados das partidas realizadas em 16 de dezembro e 21 de dezembro de 1972.
A FMF recebeu o Ofício nº 2.336, de 02.03.1973, da CBD, comunicando que aplicou aos atletas Marco Antônio Pereira (inscrito pela Federação Mineira de Futebol), Lourival Ribeiro de Carvalho Filho (Vavá) e Carlos Gomes (inscritos pela Federação Fluminense de Desportos), a penalidade de suspensão de 90 dias para cada um, a partir de 7 de fevereiro de 1973.
Para a última partida da série decisiva, somente puderam participar os atletas que tinham condições legais até a data da realização dos encontros anteriores. A situação passou a ser: Serviço Gráfico, 3 pontos ganhos e Ceub, 1. Somente no dia 12 de setembro de 1973 aconteceria a decisão do campeonato de 1972. Um empate de 0 x 0 deu o título ao Serviço Gráfico, o Ceub ficou com a segunda colocação.
Independente de toda essa confusão, Marco Antônio foi escolhido para fazer parte da seleção dos melhores do ano de 1972 no Distrito Federal pelo jornal Correio Braziliense.
Passou para o time de profissionais do Ceub em 1973, estreando no amistoso realizado no dia 10 de fevereiro daquele ano, contra o Botafogo, do Rio de Janeiro. O Ceub perdeu por 3 x 0.
Duas semanas depois (24 de fevereiro), o Ceub realizou um amistoso contra outro clube carioca, o Fluminense, empatando em 1 x 1. O gol do Ceub foi marcado por Marco Antônio. 
No dia 25 de agosto de 1973 fez sua estreia no Campeonato Brasileiro pelo Ceub, atuando ao lado de craques experientes como os goleiros Rogério e Valdir, Paulo Lumumba, Rildo, Oldair, Jadir, Dario Pantera, e Tuca (irmão de Ferreti), dentre outros. Começou como titular e aos poucos foi perdendo espaço na equipe.
Seu único gol na competição aconteceu no dia 5 de setembro de 1973, na vitória de 2 x 0 sobre o Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG), no Estádio Pelezão.
No dia 13 de março de 1974, Marco Antônio, do Ceub, estava entre os 17 jogadores convocados pelo treinador Antoninho para a Seleção Brasileira de Amadores que participou do XXIII Festival Internacional de Futebol Juniores de Cannes, na França.
A estreia no torneio aconteceu em 11 de abril, com vitória de 3 x 1 sobre a Hungria; Marco Antônio jogou.
Nos jogos seguintes, Marco Antônio esteve na reserva. Como Cláudio Adão era titular absoluto, queriam colocar Marco Antônio na ponta-direita, onde ele sabia não renderia o que podia. Preferiu ser reserva a ter que jogar numa posição que não era a sua. No time do Brasil que conquistou o tetracampeonato do torneio, Marcelo (hoje Marcelo Oliveira, técnico do Cruzeiro) foi o maior destaque, sendo considerado o melhor jogador da competição. Mas o time era formado por muitos outros jogadores que se destacariam mais tarde, tais como os goleiros Carlos (Ponte Preta) e Zé Carlos (Botafogo), Wanderley Luxemburgo (Flamengo), Batista (Internacional) e Cláudio Adão (Santos).
Essa convocação para a Seleção Brasileira de Novos levou o DEFER a entregar-lhe o prêmio de “Destaque do Ano” no futebol.
Nos dias 23 e 27 de março de 1975, ajudou o Ceub a vencer o Torneio Internacional “Osmar Cabral”, em Goiânia (GO), com a participação de Atlético Goianiense, Goiânia, Ceub e Nacional, de Montevidéu, Uruguai.
De 1º de maio a 13 de junho de 1975 esteve com o Ceub numa excursão que o clube fez por gramados dos continentes africano e europeu. Foram 16 jogos que tornaram o Ceub o primeiro time brasiliense a excursionar para o exterior.
No segundo semestre de 1975, disputou o Campeonato Brasileiro com o Ceub, sendo sua última participação em 5 de novembro de 1975, na derrota para o Bahia por 2 x 1. Marcou três gols na competição.
Em janeiro de 1976, o Goiânia foi até Brasília e levou de uma vez três jogadores do Ceub: Emerson, Péricles e Marco Antônio.
A estreia de Marco Antônio no Goiânia foi em 25 de janeiro de 1976, na vitória de 1 x 0 sobre o Fluminense, do Rio de Janeiro, gol de Péricles. O time do Fluminense era conhecido como “Máquina”, integrada por jogadores como Carlos Alberto Torres, Pintinho, Cleber, Rivelino, Gil, Doval e Dirceu. Além disso, Didi era o técnico.
No Goiânia passou a jogar ao lado de Bill e Heber, formando um trio atacante que quase levou o Goiânia ao título de campeão goiano. Um dos motivos da perda do título foi extra-campo: na semana da final, o adversário Goiás contratou o técnico Tomazinho, que dirigiu o Goiânia durante todo o campeonato. Por coincidência, o técnico Paulo Gonçalves, do Goiás, era irmão de Tomazinho! Todos reconheceram que essa saída foi de suma importância para o Goiânia perder a decisão.
Em 1977, faltando um mês para o fim do seu contrato, Marco Antônio esteve envolvido com uma transferência complicada no futebol goiano. Por falta de experiência, assinou um pré-contrato com o Vila Nova. O Goiânia descobriu e criou o maior caso. Nessa confusão, surgiu o Goiás e levou Marco Antônio para defender suas cores. O Vila Nova não gostou de ter perdido o jogador, recorreu a justiça desportiva, mas não adiantou: Marco Antônio foi mesmo para o Goiás.
Em seu novo clube tornou-se artilheiro do campeonato goiano de 1977, com 17 gols. No entanto, o Goiás perdeu o título para o Vila Nova, apesar dos dois gols marcados por Marco Antônio no confronto entre esses clubes (derrota de 3 x 2).
Em 1978 foi para o Santos, integrado por um monte de garotos que viria a ser chamado de “Meninos da Vila”. Teve até um bom começo, mas não conseguiu se firmar como titular.
Estreou no dia 3 de fevereiro, no Maracanã, na derrota de 1 x 0 para o Vasco da Gama, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro de 1977, substituindo João Paulo. Contra o Flamengo, no Pacaembu, em 16 de fevereiro, pela primeira vez entrou em campo como titular (resultado: 0 x 0). No jogo seguinte, 18 de fevereiro, contra o Caxias, marcou seu primeiro gol com a camisa santista, no empate de 3 x 3. Voltaria a marcar (desta vez, dois gols), no amistoso contra o Internacional, de Lages (SC), em 21 de fevereiro de 1978, e disputou, como titular, mais outros quatro amistosos. Quando começou o Campeonato Brasileiro de 1978, em 25 de março, o titular passou a ser Juari, que não mais perdeu essa condição. Percebendo que passaria o restante do campeonato na reserva, resolveu retornar para o Goiás, que se preparava para disputar o Campeonato Brasileiro. No dia 12 de abril de 1978 reestreou com a camisa do Goiás, na vitória de 1 x 0 sobre o Comercial, de Campo Grande (MS), substituindo Antônio Carlos.
No jogo seguinte, em 16 de abril, contra a Anapolina, começou como titular e marcou um dos gols da vitória de 2 x 0. No total, foram oito gols no campeonato, que ajudaram o Goiás a ficar com a 14ª colocação entre 74 equipes.
Em 1979 sofreu uma grave contusão no joelho esquerdo, que passou a dificultar muito a sua mobilidade no restante de sua carreira. 
Conquistou o título de campeão goiano de 1981, atuando pelo Goiás.
Disputou o último jogo com a camisa do Goiás em 7 de março de 1982, no estádio Ítalo Del Cima, no Rio de Janeiro, quando o Goiás foi goleado pelo Campo Grande e foi desclassificado da Taça de Prata do Campeonato Brasileiro.
Quis o destino que seu último gol pelo Goiás fosse marcado no Distrito Federal, no dia 17 de fevereiro, na derrota de 3 x 1 para o Taguatinga, no estádio Serejão, em Taguatinga, ainda válido pela Taça de Ouro (o regulamento definia que os dois últimos de cada grupo passasse a disputar a Taça de Prata).
Ainda em 1982, saiu do Goiás e foi para o Vila Nova, onde disputou o primeiro turno do campeonato goiano daquele ano, vencido por seu clube. Logo depois, transferiu-se para o Comercial, de Campo Grande (MS), onde se sagrou campeão sul-matogrossense de 1982. Tornou-se um dos poucos jogadores a sagrar-se campeão no mesmo ano atuando por clubes de dois Estados diferentes.
No campeonato sul-matogrossense de 1982 marcou cinco gols. Também pelo Comercial disputou o Campeonato Brasileiro de 1983.
Depois passou pelo Mogi Mirim (SP), nos anos de 1983 e 1984, e encerrou sua carreira no União Bandeirante, do Paraná, em 1984.
Depois que largou o futebol, terminou a faculdade e passou a trabalhar num laboratório farmacêutico, na área de medicamentos, onde está até hoje, agora com menos intensidade.

Fonte complementar: site Futebol de Goyaz.

sexta-feira, 13 de março de 2015

SÉRIE AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA: a primeira vez em uma competição nacional - 1962 - 2ª parte


Ely marcou o gol que classificou o selecionado
brasiliense para a segunda fase

O SEGUNDO JOGO

Embora vencendo o primeiro jogo contra Mato Grosso, o selecionado brasiliense não chegou a convencer. Falhas, algumas gritantes, foram observadas na seleção de Brasília. Justiça se deve fazer, contudo, aos elementos encarregados do preparo da equipe, pois o tempo foi verdadeiramente curto para um maior entrosamento dos jogadores.
A delegação brasiliense, composta de 26 pessoas, embarcou na manhã do dia 7 de novembro de 1962, em avião especialmente cedido pela Força Aérea Brasileira - FAB, com destino a capital de Mato Grosso, Cuiabá.

Chefiada pelo presidente da FDB, Ademar Gomes Moreira, a delegação ainda foi integrada por Hélio Almeida (Vice-Presidente), José Carlos Botelho (Tesoureiro), Antônio Cidade (jornalista do DC-Brasília), Aliatar Pinto de Andrade (Diretor de Futebol), Paulo Linhares (Comissão Técnica), Didi de Carvalho (Técnico), Pavio (Preparador Físico), Léo (massagista e roupeiro) e os seguintes jogadores: Gonçalinho, Matil, Aderbal, Bimba, Edilson Braga, Oswaldo, Enes, João, Matarazzo, Alaor Capella, João Dutra, Ramiro, Tião I, Cid, Ely, Raimundinho e Tião II.

Ás 21:30 horas do mesmo dia 7 de novembro, a seleção de Brasília voltou a enfrentar o selecionado do Mato Grosso, no Estádio Presidente Dutra, que recebeu ótimo público, proporcionando uma renda que superou a casa de meio milhão de cruzeiros, constituindo-se em recorde absoluto para competições esportivas no Estado do Mato Grosso.
Por motivo de contusão, Arnaldo foi substituído por Raimundinho.
A seleção de Brasília demonstrou estar totalmente desambientada aos jogos noturnos e ainda tiveram, contra si, o cansaço da viagem realizada no mesmo dia do jogo, fatores que foram primordiais na fraca atuação do selecionado brasiliense.
Embora atuando em seus próprios domínios, a seleção de Mato Grosso também não jogou bem, jogando o suficiente para ganhar a partida com um gol solitário, marcado por Tachi, aos 30 minutos do 1º tempo. 
Sob a arbitragem de Uir Castilho, do Mato Grosso, as equipes atuaram assim: 
MATO GROSSO: Airton, Pelé, Sílvio, Ronaldo e Virgílio; Arionor e Garrafinha; Bira (Ilmar), Tachi, Magalhães e Everaldo.
DISTRITO FEDERAL: Gonçalinho, Aderbal, Oswaldo, Bimba e Enes; João e João Dutra; Ramiro, Cid, Ely e Raimundinho (Alaor Capela).
Na seleção de Brasília, os melhores jogadores foram Oswaldo e Aderbal no sistema defensivo, enquanto Ramiro foi melhor entre os atacantes.

O TERCEIRO JOGO

Como aconteceu vitória do selecionado do Mato Grosso, fez-se necessário um novo encontro entre as duas seleções, conforme previsto no regulamento da competição e que foi disputado na tarde de domingo, no mesmo estádio Presidente Dutra, em Cuiabá, no dia 11 de novembro de 1962.
Enquanto aguardava a hora do jogo, o selecionado brasiliense realizou um treino no dia 9, seguido de dois toques, e um ligeiro apronto no dia seguinte, no estádio Presidente Dutra.
No dia do jogo, 11 de novembro de 1962, novamente o estádio Presidente Dutra estava superlotado. Os termômetros acusavam a temperatura de 38 graus.
Animados por sua enorme torcida, os matogrossenses lançaram-se rapidamente ao ataque, levando constante perigo à meta de Gonçalinho que, com arrojadas intervenções, tinha de se desdobrar para não ver seu arco ser vazado.
A segunda etapa foi mais equilibrada, embora o domínio territorial continuasse pertencendo ao selecionado do Mato Grosso. O 0 x 0 permaneceu até o final do segundo tempo.
Estabelecia o regulamento da CBD para os campeonatos nacionais se o jogo terminasse empatado seria necessária a realização de uma prorrogação, dividida em dois tempos de 15 minutos cada; ao final dessa prorrogação, persistindo o empate, a decisão seria através da cobrança de penalidades máximas até que se conheça o vencedor.
Evidenciando certo cansaço e um pouco já sem forças, o time local deixou-se envolver pelas boas tramas da ofensiva brasiliense que não teve dificuldades em abrir a contagem logo aos dois minutos da prorrogação, depois de uma bela triangulação entre João, João Dutra e Cid, proporcionando a Ely, completamente desmarcado dentro da área, chutar forte e colocado sem chance de defesa para o bom goleiro Airton. Daí em diante, o selecionado brasiliense tomou as rédeas da partida, dando uma bela exibição de futebol na prorrogação.
A arrecadação somou a importância de Cr$ 725.890,00, constituindo-se em novo recorde na história do futebol matogrossense.
O árbitro da Federação Paulista de Futebol, Romeu Nosela Filho, dirigiu o encontro. As duas seleções formaram assim: MATO GROSSO: Airton, Pelé, Dunga, Garrafinha e Virgílio; Arionor e Sílvio; Bira, Tachi, Magalhães e Everaldo. DISTRITO FEDERAL: Gonçalinho (Matil), Aderbal, Oswaldo, Bimba e Enes; João e João Dutra; Ramiro, Cid, Ely e Raimundinho (Matarazzo).

Após essa vitória, o selecionado brasiliense qualificou-se para enfrentar a seleção de Goiás, o que passaremos a acompanhar na 3ª parte dessa matéria.


quinta-feira, 12 de março de 2015

SÉRIE AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA: a primeira vez em uma competição nacional - 1962 - 1ª parte



Passada a Copa do Mundo de 1962, a Confederação Brasileira de Desportos - CBD voltou a realizar o Campeonato Brasileiro de Seleções, competição que havia sido promovida pela última vez em 1959.
Recebido o convite, a Federação Desportiva de Brasília - FDB, através do seu Presidente, Ademar Gomes Moreira, e seu Diretor de Futebol, Aliatar Pinto de Andrade, passaram a estudar os prós e os contras da participação da Seleção de Brasília nessa competição.

Debateram entre eles o assunto e mantiveram entendimentos com os diversos clubes filiados a respeito da possibilidade de Brasília se fazer representar no Campeonato Brasileiro.

Concluíram que não seria de bom alvitre a participação de Brasília, em virtude, principalmente, de Estados situados numa região onde se praticava um futebol ainda inexpressivo e, consequentemente, sem possibilidades de favorecer financeiramente a FDB. Justificaram que Brasília teria, por exemplo, que começar jogando contra Mato Grosso e, se conseguisse a classificação, jogaria com Goiás. Eram dois Estados onde o futebol não havia se desenvolvido muito e, como Brasília também, estavam em formação, claramente os resultados financeiros não seriam nada proveitosos.

Logo depois, no dia 26 de outubro de 1962, aconteceu outra assembleia, onde a FDB esclareceu que, de acordo com determinação da CBD, era obrigatória a participação de suas filiadas no Campeonato Brasileiro. Os debates em torno do assunto foram acalorados, com opiniões diversas, mas devido à obrigatoriedade de participação, ficou decidido que Brasília estaria presente nessa competição nacional.

Imediatamente foram discutidos os problemas decorrentes da presença da Seleção de Brasília no campeonato.
O assunto inicial foi a verba para essa participação, tendo o Diretor de Futebol apontado para 200 mil cruzeiros as despesas iniciais, montante que a entidade não possuía. Num belo gesto, os clubes se cotizaram e iniciaram a campanha para cobrir as despesas. Foi em seguida nomeada uma Comissão para tratar do assunto, integrada por Carlindo Cruz e Rui Rossas do Nascimento.
Também nessa assembleia, Aliatar de Andrade convocou o técnico Didi de Carvalho para dirigir a seleção brasiliense e esboçou uma possível lista dos convocados.
Em boletim extra publicado na manhã do dia 27 de outubro de 1962, a FDB deu a conhecer a seguinte lista de convocados para a composição de seu selecionado:

GOLEIROS: Gonçalinho (Presidência), Matil (Defelê), Walmir (Defelê) e Marcos (Rabello);
ZAGUEIROS: Aderbal (Guará), Edilson Braga (Cruzeiro), Enes (Rabello) e João (Nacional);
MÉDIOS: Bimba (Rabello), Sir Peres (Guará) e Matarazzo (Defelê);
ATACANTES: Arnaldo (Rabello), João Dutra (Rabello), Ely (Defelê), Alaor Capella (Rabello), Cid (Colombo), Tião I (Colombo), Tião II (Colombo), Zezito (Guará), Zezito (Nacional) e Ramiro (Defelê).

A Comissão Técnica era formada por Aliatar Pinto de Andrade, Waldyr de Carvalho e Paulo Linhares (presidente do Rabello). O preparador físico foi Walter Machado da Costa e o massagista Leonardo Ferreira.
Logo após a convocação começaram a surgir os primeiros desentendimentos, o maior deles o local para o primeiro jogo entre as seleções de Brasília e do Mato Grosso. 
A principal praça de esportes do DF pertencia ao Grêmio Brasiliense, que negou a sua cessão, numa represália por não ter sido convocado nenhum jogador do seu quadro.
A Comissão Técnica definiu que seriam realizados quatro treinos a partir do dia 30 de outubro, data do primeiro. Todos os ensaios tiveram como local o campo do Defelê. O segundo treino foi realizado no dia 1º de novembro de 1962, tal qual o primeiro, contou com a presença de grande número de torcedores.
No terceiro treino coletivo, realizado no dia 2 de novembro, a equipe considerada titular apresentou-se com Gonçalino, Aderbal, Edilson Braga, Bimba e Enes; João e João Dutra; Ramiro, Cid, Ely e Arnaldo.
A seleção do Mato Grosso era formada por jogadores da cidade de Corumbá, que recentemente havia ganhado o torneio do Estado. A delegação visitante se hospedou no Hotel Imperial.

O 1º JOGO

Às 16 horas do dia 4 de novembro de 1962 a bola rolou para as seleções de Brasília e do Mato Grosso. A seleção brasiliense apresentava-se melhor nos primeiros minutos e não demorou para marcar o primeiro gol, logo aos 10 minutos de jogo, através de Cid, numa cabeçada espetacular, depois de um escanteio cobrado por João Dutra e escorado, também de cabeça, por Ely.
Não demorou para a produção da seleção brasiliense diminuir, passando as ações a ficarem equilibradas. O time adversário começou a se movimentar melhor em campo, com algumas pontadas fulminantes, obrigando o goleiro Gonçalinho a fazer algumas boas defesas. Aos 38 minutos do primeiro tempo, o central Edilson Braga cometeu pênalti. Lara, com forte tiro, venceu a Gonçalinho, empatando o jogo. 
Ramiro foi o autor do gol da vitória, nos últimos vinte minutos do segundo tempo, após excelente jogada, onde sua velocidade e tirocínio do lance, fizeram com que chegasse antes do goleiro e mandasse a bola para a rede.
A súmula do jogo foi essa:

DISTRITO FEDERAL 2 x 1 MATO GROSSO
DATA: 4 de novembro de 1962
LOCAL: Estádio Israel Pinheiro, Brasília (DF)
ÁRBITRO: Lourandyr de Castro Gomes (DF)
Renda: CR$ 185.000,00
GOLS: Cid e Ramiro para o Distrito Federal e Lara para o Mato Grosso.
DISTRITO FEDERAL: Gonçalinho, Aderbal, Edilson Braga, Bimba e Enes; João e Joãozinho; Ramiro, Cid, Ely e Arnaldo (Zezito).
MATO GROSSO: Airton, Pelé, Sílvio, Dunga e Virgílio; Ariomar e Garrafinha; Bira, Dario, Tachinha e Lara.


terça-feira, 10 de março de 2015

A EXCURSÃO DO BRASÍLIA EM 1978 - 2ª parte


O Brasília retornou ao interior paulista para enfrentar seguidamente três equipes do Vale do Paraíba. No dia 9 de agosto, no Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos (SP), teve como adversário o São José E. C. Foi um jogo muito equilibrado e o placar de 0 x 0 demonstrou bem isso. O São José atuou com essa formação: Paulo César, Aluísio, Hélio, Tito e Bororó; Julião, Dão e Nelsinho; Jorge Vinícius (Zé Luiz), Zé Roberto e Chiquinho. Técnico: Muca. O Brasília jogou com Jonas, Ferreti, Jonas Foca, Emerson (Luís Carlos) e Odair; Paulinho, Ernâni Banana e Péricles; Zezinho Maranhão, Albeneir e Nei (Edmar). Técnico: Cláudio Garcia.
No dia 11 de agosto, o Brasília esteve em Guaratinguetá (SP), onde enfrentou a Esportiva local, obtendo um empate de 2 x 2, com Péricles e Edmar marcando os gols brasilienses. Após esse jogo, o Brasília passou a testar em seu time o jogador Lucas, da Esportiva, de Guaratinguetá.

Dois dias depois, o Brasília disputou seu último amistoso em território paulista. No dia 13 de agosto, em Taubaté (SP), venceu o clube do mesmo nome por 1 x 0, gol de Albeneir.

Em seu penúltimo jogo da excursão, o Brasília enfrentou o Volta Redonda, na cidade do mesmo nome, no interior do Rio de Janeiro, no dia 15 de agosto. Voltando a jogar uma boa partida, o Brasília venceu por 2 x 0, gols de Ernâni Banana e Edmar.

O Brasília venceu com Jonas, Ferreti, Jonas Foca, Emerson (Luís Carlos) e Odair; Paulinho (Moreirinha), Péricles e Ernâni Banana (Uel); Zezinho Maranhão, Edmar (Lucas) e Nei. O Volta Redonda perdeu com Leite (Renato), Mauro Cruz, Almir (Ari Martins), Edinho e Valmir; Carlinhos, Bacurau (Rubens Paraná) e Té; Lula, Clodoaldo (Jamil) e Paulo César.
O Brasília encerrou sua excursão no dia 18 de agosto com mais uma vitória de 2 x 0 sobre o Uberaba, de Minas Gerais, com gols de Péricles e Ernâni Banana.
Na vitória sobre o Uberaba o Brasília formou com Jonas, Ferreti, Luís Carlos, Emerson e Odair; Paulinho (Uel), Péricles e Ernâni Banana; Zezinho Maranhão, Edmar e Nei (Albeneir). 
Regressou à Brasília no dia 19 de agosto. Foi muito festiva a chegada da delegação, com as famílias dos jogadores e dirigentes e um bom número de torcedores se fazendo presentes. O treinador Cláudio Garcia estava muito contente com os bons resultados obtidos.

Edmar
Resumo da campanha do Brasília
Foram 11 jogos disputados pelo Brasília nessa excursão, sendo 7 vitórias, 3 empates e apenas uma derrota, logo em sua estreia. Marcou 16 gols e sofreu oito.

Edmar foi o principal artilheiro, com seis gols, seguido por Albeneir, com cinco, Péricles e Ernâni Banana, com dois cada um, e Nei, com um gol.

Curiosidade: 
Durante a excursão, a diretoria do Brasília recebeu um telefonema do Cruzeiro, de Belo Horizonte, informando que o jogador Albeneir, que fazia testes no clube, pertencia àquele clube e não ao ESAB, que teria emprestado seu passe ao Brasília. Segundo o supervisor do Cruzeiro, Ari Frota, o Cruzeiro contratou Albeneir junto ao ESAB e não sabia como o mesmo foi parar em Brasília. Finalizou avisando à diretoria do Brasília para ter cuidado de não passar pela situação de o jogador ter assinado dois contratos.



sexta-feira, 6 de março de 2015

OS CLUBES DO DF NAS COMPETIÇÕES NACIONAIS: o Gama no Campeonato Brasileiro da Série B - 2005


O Campeonato Brasileiro da Série B de 2005 teve a participação de 22 equipes. O Gama foi o representante do futebol do Distrito Federal. 
Na Primeira Fase, os clubes jogaram entre si, em turno único. Os oito melhores colocados classificavam-se para a outra fase. O Gama não conseguiu passar de fase, ao obter a 13ª colocação no geral.
Eis as súmulas dos jogos do Gama:

GAMA 2 x 1 GRÊMIO 
Data: 23.04.2005 
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Luiz Alberto Sardinha Bites (GO)
Renda: R$ 17.700,00
Público: 1.770 pagantes
Expulsão: Marcelo Oliveira, do Grêmio
Gols: Anderson, 3; Maia, 53 e Victor, 81
GAMA: Alencar, Patrick, Thiago Junio, Luís Henrique e Jean; Emerson, Goeber, Wesley (Daniel Vilela) e Adriano; Victor (Cuca) e Jonhes (Maia). Técnico: Mauro Fernandes.
GRÊMIO: Eduardo, Alessandro, Alessandro Lopes, Marcelo Oliveira e Marcinho (Roberto Saraiva); Marcus Vinícius, Nunes, Bruno e Anderson (Samuel); Márcio Oliveira (Dênis) e Somália. Técnico: Mano Menezes.

ANAPOLINA 2 x 1 GAMA 
Data: 30.04.2005 
Local: Jonas Duarte, Anápolis (GO)
Árbitro: Mário Martins Rodrigues (MT)
Renda: R$ 19.670,00
Público: 1.909 pagantes
Gols: Maia, 31; Anderson, 72 e Cristiano, 84
ANAPOLINA: Luís Almeida, Jonathan, Cristiano, Ademir (Fabrício) e Róbson Goiano (Éder Silva); Juninho, Ricardo Araújo (Adriano Magrão), Donizete e Cacá; Wilsinho e Anderson. Técnico: Aderbal Lana. 
GAMA: Alencar, Patrick, Tiago Junio, Luís Henrique e Jean; Emerson, Goeber, Adriano (Cuca) e Wesley (Tico Mineiro); Victor e Maia. Técnico: Mauro Fernandes. 

GAMA 1 x 1 VILA NOVA 
Data: 07.05.2005 
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Manoel Paixão do Santos (MS)
Renda: R$ 18.040,00
Público: 1.804 pagantes
Gols: Marquinhos Paraná, 34 e Victor, 72
GAMA: Alencar, Patrick, Thiago Junio, Luís Henrique e Jean (Wesley); Goeber (Márcio Luiz), Emerson (Adriano), Lucas e Fabinho; Victor e Maia. Técnico: Mauro Fernandes.
VILA NOVA: Michel, André, Higo, Cláudio Luiz e Anderson; Marquinhos Paraná (Victor), Heleno, Fábio Bahia e Itaqui (Leandro Matera); Wando e Leonardo Manzi (Rodrigo). Técnico: Hermógenes Neto (interino).

CAXIAS 3 x 0 GAMA 
Data: 10.05.2005 
Local: Centenário, Caxias do Sul (RS)
Árbitro: José Acácio da Rocha (SC)
Renda: R$ 13.450,00
Público: 1.885 pagantes
Gols: Gil Baiano, 10 e 66 e Bebeto, 80
CAXIAS: Humberto, Camozzato, Samuel, Luciano e Cris; Wellington Monteiro, Edinho (Bebeto), Éder Lazzarini e Gil Baiano (Guilherme); Flávio (Giovani) e Canhoto. Técnico: Bagé. 
GAMA: Alencar, Patrick, Thiago Junio, Luís Henrique e Jean; Goeber, Lucas, André Luís (Adriano) e Fabinho (Wesley); Victor e Maia. Técnico: Mauro Fernandes.

BAHIA 1 x 0 GAMA 
Data: 21.05.2005 
Local: Fonte Nova, Salvador (BA)
Árbitro: Fernando Rogério de Oliveira Assunção (AL)
Renda: R$ 185.585,00
Público: 23.336 pagantes 
Gol: Dill (pênalti), 61
BAHIA: Emerson, Marcus Vinícius, Reginaldo, Alysson e Badé; Neto, Fernando Miguel, Cícero (Hernani) e Guaru (Luís Alberto); Dill (Jajá) e Uesléi. Técnico: Zetti.
GAMA: Alencar, Patrick, Thiago Junio, Luís Henrique e Wesley; Emerson, Goeber (Daniel Vilela), Lucas (Junior Paulista) e Marco Túlio (Marcinho); Diogo Galvão e Michel Platini. Técnico: Caio Júnior.
Nota: o meia Marco Túlio deixou o campo com suspeita de fratura na fíbula esquerda.

GAMA 3 x 2 SANTA CRUZ 
Data: 27.05.2005 
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Álvaro Azevedo Quelhas (MG)
Renda e Público: portões fechados
Expulsão: Roberto, do Santa Cruz
Gols: Márcio Luiz, 29; Diogo Galvão, 36; Maia, 55; Leonardo, 84 e Reinaldo, 86
GAMA: Alencar, Thiago Junio, Luís Henrique e Junior Paulista; Patrick, Emerson (Cuca), Márcio Luiz (Gilvan), André Luís e Jean; Maia (Wesley) e Diogo Galvão. Técnico: Caio Junior.
SANTA CRUZ: Cléber, Osmar, Roberto, Róbson Baiano e Peris (Jamerson); Neto, Andrade, Zada (Rosembrink) e Piá (Leonardo); Carlinhos Bala e Reinaldo. Técnico: Givanildo Oliveira.

ITUANO 4 x 0 GAMA 
Data: 04.06.2005 
Local: Novelli Júnior, Itu (SP)
Árbitro: Marcelo Venito Pacheco (RJ)
Renda: R$ 3.670,00
Público: 386 pagantes
Gols: Joelson, 43; Erivelton, 51; Ricardo Lopes, 80 e Junior Paulista (contra), 90
ITUANO: André Luís, Ricardo Lopes, Neguete (Jeci), Erivelton e Wellington; Pierre, Wilson Matias, Paulo Santos (Lau) e Sandro; Rômulo e Joelson (Marco Aurélio). Técnico: Válter Ferreira.
GAMA: Alencar, Thiago Junio, Luís Henrique e Junior Paulista; Patrick (Cleiton), Emerson, André Luís (Wesley), Márcio Luiz (Daniel Vilela) e Jean; Diogo Galvão e Maia. Técnico: Caio Júnior.

SANTO ANDRÉ 4 x 3 GAMA 
Data: 11.06.2005 
Local: Bruno José Daniel, Santo André (SP)
Árbitro: Fábio Dornelas Calabria (RJ)
Renda: R$ 7.745,00
Público: 1.246 pagantes
Gols: Sandro Gaúcho, 18; Denni, 24; Sandro Gaúcho, 40; Maia, 41; Denni, 49 e Tico Mineiro, 61 e 89
SANTO ANDRÉ: Júlio César, Diego Padilha (Da Guia), Max Sandro e Valdomiro; Alexandre, Rodrigo Sá (Ronaldo), Denni, Rafinha e André Luís; Sandro Gaúcho e Makanaki (Edmilson). Técnico: Sérgio Soares.
GAMA: Alencar, Thiago Junio, Gilvan e Junior Paulista; Cleiton (Márcio Luiz), André Luís, Wesley, Luís Marques (Goeber) e Jean; Maia e Diogo Galvão (Tico Mineiro). Técnico: Caio Júnior.

GAMA 3 x 2 PORTUGUESA 
Data: 14.06.2005 
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: William Marcelo Souza Néri (RJ) 
Renda: R$ 6.670,00
Público: 677 pagantes
Gols: Tico Mineiro, 1; Leonardo, 7; Michael, 14 e Maia, 63 (pênalti) e 72
GAMA: Alencar, Patrick, Thiago Junio (Márcio Luiz), Gilvan e Jean; André Luís, Goeber, Emerson e Rodriguinho (Diogo Galvão); Maia e Tico Mineiro (Luís Marques). Técnico: Caio Júnior.
PORTUGUESA: Gleguer, Bruno, Du Lopes (Maurício), Sílvio Criciúma e Leonardo; Rodrigo Pontes, Rai (Silas), Almir e Cléber; Wilton Goiano (Renan) e Michael. Técnico: Giba.

GAMA 1 x 1 UNIÃO BARBARENSE 
Data: 25.06.2005 
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Cléber Elias Leite (GO)
Renda: R$ 8.500,00
Público: 850 pagantes
Gols: Melinho, 35 e Diogo Galvão, 88
GAMA: Alencar, Patrick (Cleiton), Junior Paulista, Édson Santos e Jean; Goeber, Emerson (Luís Marques), Márcio Luiz e Rodriguinho (Diogo Galvão); Tico Mineiro e Maia. Técnico: Heriberto da Cunha.
UNIÃO BARBARENSE: Neneca, Valdir, Xandão e Leonel; Fabinho, Alexandre Dorta (Valter), Bruno Lazaroni, Adriano Iversen (Daniel Tobias), Melinho (Lairson) e Diogo Pires; Gilson Batata. Técnico: José Carlos Serrão.

MARÍLIA 4 x 1 GAMA 
Data: 01.07.2005 
Local: Bento de Abreu, Marília (SP)
Árbitro: Jefferson Schmidt (SC)
Renda: R$ 14.187,00
Público: 2.203 pagantes 
Expulsão: Tiago Junio, do Gama
Gols: Ricardinho, 4; Catanha, 17 e 38; Márcio Luiz, 66 e Rafael Marques, 90
MARÍLIA: Guto, Luisinho Netto, Téio, Marcelão e Júlio César; Fernando, Jefferson (Elvis), João Marcos e Marcelo Rosa (Celsinho); Ricardinho e Catanha (Rafael Marques). Técnico: Vladimir Araújo 
GAMA: Alencar, Cleiton (Tiago Junio), Junior Paulista, Édson Santos e Jean; André Luís, Luís Marques (Bruno de Jesus), Wesley e Márcio Luiz; Maia e Tico Mineiro (Diogo Galvão). Técnico: Heriberto da Cunha.

SÃO RAIMUNDO 1 x 0 GAMA 
Data: 09.07.2005 
Local: Vivaldo Lima, Manaus (AM)
Árbitro: Domingos de Jesus Viana Filho (PA)
Renda: R$ 56.157,00
Público: 5.749 pagantes
Gol: Alexandre Gaúcho, 4
SÃO RAIMUNDO: Flávio Mendes, Guará, Paulão, Dejair e Marcos Pezão; Doriva, Ismael, Alexandre Gaúcho (Carlos Alberto) e Reginaldo (Leandro); Sandro Silva (Nando) e Delmo. Técnico: Luiz Carlos Winck. 
GAMA: Alencar, Patrick (Wesley), Gilvan, Bruno Lourenço e Ronildo; Goeber (Diogo Galvão), Emerson, André Luís, Márcio Luiz e Canela (Adriano); Maia. Técnico: Heriberto da Cunha. 

GAMA 2 x 3 AVAÍ 
Data: 15.07.2005 
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Elmo Alves Rezende Cunha (GO)
Renda: R$ 5.900,00
Público: 590 pagantes
Gols: Fábio Oliveira, 3; Rogério Prateat (contra), 24; Diogo Galvão (pênalti), 79; Fábio Oliveira (pênalti), 80 e Samuel, 90
GAMA: Alencar, Patrick, Gilvan, Bruno Lourenço e Ronildo; Goeber, André Luís, Rodriguinho e Canela (Adriano); Diogo Galvão e Jonhes (Wesley). Técnico: Heriberto da Cunha.
AVAÍ: Gilmar, Carlinhos (Marcel), Rogério Prateat, Naílton e Machado; Marquinhos, Marcos Basílio, Paulo Foiani e Fabinho (Michel); Samuel e Fábio Oliveira (Pedro Paulo). Técnico: Márcio Araújo. 

GAMA 1 x 1 VITÓRIA-BA 
Data: 19.07.2005 
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Luiz Alberto Sardinha Bites (GO)
Renda: R$ 5.890,00
Público: 589 pagantes 
Expulsões: Bruno Lourenço e Maia, do Gama 
Gols: Maia, 40 e Leandro Domingues, 73
GAMA: Alencar, Patrick, Gilvan, Bruno Lourenço e Bruno de Jesus; André Luís, Goeber, Canela (Anselmo) (Wesley) e Rodriguinho; Maia e Diogo Galvão (Thiago Junio). Técnico: Heriberto da Cunha. 
VITÓRIA-BA: Felipe, Edilson, Marcelo Heleno, Jardel e Fininho (Marcinho); Jairo (Alex Alves), Xavier, Magnum e Leandro Domingues; Leonardo (Gilmar) e Alecsandro. Técnico: Renê Simões.

CRB 0 x 2 GAMA 
Data: 30.07.2005 
Local: Rei Pelé, Maceió (AL)
Árbitro: Mário Sérgio da Silva Bacilon (SE)
Renda: R$ 32.160,00
Público: 5.174 pagantes
Gols: Canela, 23 e Patrick, 52
CRB: Jefferson, Túlio (Josimar), Emerson, Gustavo, e Jorginho (Kaká); Dino, Adilson, Rodrigo Santos e Claudinho; Helinho e Sérgio Alves (Cristiano). Técnico: Luís Carlos Cruz.
GAMA: Alencar, Patrick, Gilvan, Thiago Junio e Ronildo; Goeber (André Luís), Bruno Soares, Lindomar, Rodriguinho e Canela (Djalma); Anselmo (Cahê). Técnico: Heriberto da Cunha 

GAMA 2 x 1 GUARANI 
Data: 02.08.2005 
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Enéas Eugênio Aguiar (MG)
Renda: R$ 8.380,00
Público: 838 pagantes
Gols: Lindomar, 36; Maia (pênalti), 57 e Jonas, 75
GAMA: Alencar, Patrick, Gilvan, Bruno Lourenço (Thiago Junio) e Ronildo; André Luís, Bruno Soares, Lindomar (Chicão) e Rodriguinho; Anselmo (Djalma) e Maia. Técnico: Heriberto da Cunha. 
GUARANI: Jean, Andrei, César e João Leonardo (Jonas); Mariano, Roberto (Rodrigo Mota), Rodrigo Sá, Héverton e Galego; Wagner (Fábio Costa) e Edmilson. Técnico: Luiz Carlos Ferreira. 

PAULISTA 1 x 1 GAMA 
Data: 13.08.2005 
Local: Jaime Cintra, Jundiaí (SP)
Árbitro: Willian Marcelo Souza Neri (RJ) 
Renda: R$ 9.860,00
Público: 1.689 pagantes
Expulsão: Canela, do Gama 
Gols: Gilvan, 63 e Bosco, 73
PAULISTA: Rafael, Bosco, Réver, Alex Alves e Julinho; Gleidson, Gabriel (Cristian), Juliano (Edu) e Márcio Mossoró (Wilson); Victor Santana e Léo. Técnico: Vágner Mancini. 
GAMA: Alencar, Patrick (Wesley), Gilvan, Tiago Junio e Ronildo; Goeber, Bruno Soares, Rodriguinho (Djalma) e Lindomar; Anselmo (Cahê) e Canela. Técnico: Heriberto da Cunha.

GAMA 2 x 0 NÁUTICO 
Data: 19.08.2005 
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Rogério Pereira da Costa (MG)
Público: Portões fechados 
Gols: Bruno Soares, 61 e Goeber, 82
GAMA: Alencar, Wesley, Gilvan, Bruno Lourenço e Bruno de Jesus; Goeber, Bruno Soares, Lindomar e Rodriguinho (Djalma); Maia (Cahê) e Anselmo (Diogo Galvão) Técnico: Heriberto da Cunha.
NÁUTICO: Marcelo Pitol, Bruno Carvalho (David), Marcelo Ramos, Henrique e Aldivan; Tozo, Cleisson, Miltinho e Danilo (Almir Sergipe); Romualdo e Betinho (Paulo Mattos). Técnico: Roberto Cavalo. 

CRICIÚMA 1 x 0 GAMA 
Data: 26.08.2005 
Local: Heriberto Hulse, Criciúma (SC)
Árbitro: Carlos Jack Rodrigues Magno (PR)
Renda: R$ 16.585,00
Público: 2.566 pagantes
Gol: Vander, 16
CRICIÚMA: Zé Carlos, Daniel, Kléber, Sérgio e Élton (Athos); Erick, Alex Sandro, Vander (Ricardo Lobo) e Saulo; Éder e Renato Martins (Rodrigo). Técnico: Édson Gaúcho. 
GAMA: Alencar, Wesley, Gilvan, Bruno Lourenço e Rodriguinho; Goeber (Diogo Galvão), Bruno Soares, Djalma (Carlinhos) e Lindomar; Anselmo (Cahê) e Maia. Técnico: Heriberto da Cunha. 

GAMA 1 x 0 CEARÁ 
Data: 30.08.2005 
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Álvaro Azeredo Quelhas (MG)
Renda e Público: portões fechados
Gol: Lindomar, 80
GAMA: Éverton, Carlinhos (Wesley), Gilvan, Bruno Lourenço e Ronildo; Goeber, Bruno Soares, Lindomar e Rodriguinho (Cahê); Canela e Diogo Galvão (Chicão). Técnico: Heriberto da Cunha. 
CEARÁ: Adilson, Jamur, Duílio, Váldson e Cássio; Hélder, Germano, Sandro Silva (Flávio) e Paulinho Macaíba (Camanducaia); Maurílio (Capitão) e Reinaldo Aleluia. Técnico: Valdir Espinosa. 

SPORT RECIFE 0 x 2 GAMA 
Data: 10.09.2005 
Local: Ilha do Retiro, Recife (PE)
Árbitro: Wagner dos Santos Rosa (RJ)
Renda: R$ 21.593,00
Público: 4.535 pagantes
Expulsão: Ramalho, do Sport Recife
Gols: Maia, 39 e 52
SPORT RECIFE: Maizena, Sérgio, Baggio, Sandro e Possato (Marcos Tamandaré); Ramalho, Leanderson, Éder (Marco Antônio) e Cleiton Xavier (Gadelha); Bibi e Jadilson. Técnico: Neco.
GAMA: Alencar, Carlinhos, Thiago Junio, Gilvan e Ronildo; Goeber, Bruno Soares, Lindomar e Rodriguinho (Djalma); Diogo Galvão (Canela) e Maia. Técnico: Heriberto da Cunha.


quinta-feira, 5 de março de 2015

GRANDES RESULTADOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: uma goleada do Gama sobre o futuro campeão brasileiro



No dia em que o jogo foi realizado, 18 de novembro de 2001, não passava de mais uma partida válida pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. De um lado, o Gama, que lutava desesperadamente para se afastar da zona de rebaixamento. Tinha 27 pontos ganhos e ocupava a 21ª posição (28 clubes disputaram o campeonato). Do outro, o Atlético Paranaense, que tinha 47 pontos, ocupava a segunda colocação e era uma das cinco equipes com vaga garantida na fase seguinte, as quartas-de-final.
Para o Gama o clima era mais tenso ainda, pois estavam faltando apenas três rodadas para o fim da Primeira Fase. 
O resultado final entrou para a história do Gama pois, pouco mais de um mês depois, exatamente no dia 23 de dezembro de 2001, esse mesmo Atlético Paranaense se tornaria, pela primeira vez em sua história, campeão brasileiro, ao levar a melhor sobre o São Caetano.
Naquele 18 de novembro de 2001, o futuro campeão brasileiro, o Atlético Paranaense, foi goleado pelo Gama.
No começo do jogo, com o campo molhado por causa da chuva, só deu Atlético Paranaense. Foram sete tentativas até sair o gol. Kleberson cobrou escanteio e Daniel, de cabeça, inaugurou o placar aos 22 minutos.
Os paranaenses relaxaram após o gol e o Gama cresceu. Anderson, Romualdo e Lindomar entraram no jogo, arriscando de todos os lados, mas foi o zagueiro Gerson quem marcou para o Gama, também de cabeça, aos 33 minutos.
O Gama voltou para o segundo tempo mais agressivo. Logo aos sete minutos, Lindomar foi derrubado na área e o árbitro Sálvio Spínola marcou o pênalti. O próprio Lindomar cobrou e marcou seu nono gol no campeonato, o sétimo de pênalti.
Disposto a ampliar o placar, o Gama continuou pressionando, enquanto que o Atlético, já classificado, parecia conformado com o resultado, sem aparecer no ataque na etapa final. Melhor para o Gama que ampliou aos 23 minutos, depois de um cruzamento perfeito de Wilson Goiano que Lindomar não desperdiçou: 3 x 1.
Empolgado com o apoio da torcida, o técnico Sérgio Alexandre deu sangue novo ao ataque do Gama, trocando Mauro por Reinaldo. Com muita disposição, o atacante arrancou uma falta aos 35 minutos. Wilson Goiano cobrou e o próprio Reinaldo, de cabeça, fez 4 x 1 para o Gama.

SÚMULA

GAMA 4 x 1 ATLÉTICO PARANAENSE 
Data: 18.11.2001 
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF) 
Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes Filho (SP)
Gols: Daniel, 22; Gerson, 33; Lindomar (pênalti), 54 e 68 e Reinaldo, 80
GAMA: Ronaldo, Nen, Jairo e Gerson; Wilson Goiano, Deda (Robston), Romualdo (Valenciano), Lindomar e Rubens; Anderson e Mauro (Reinaldo). Técnico: Sérgio Alexandre
ATLÉTICO PARANAENSE: Emerson, Rogério Corrêa, Igor e Daniel; Alessandro (Geraldo), Pires (Adauto), Kleberson, Adriano e Fabiano (Rodrigo); Alex Mineiro e Kleber. Técnico: Geninho.