domingo, 30 de outubro de 2022

PERSONAGENS & PERSONALIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: Manoel Cajueiro



Manoel Ribeiro Castelo Branco Cajueiro, o Manoel Cajueiro, nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 17 de junho de 1949.

Veio para Brasília em 1961. Entre 1965 e 1966, foi jogador do Bangu, time amador formado por meninos da Asa Sul. Depois passou pelo Real Brasília, da Asa Norte, onde jogou ao lado de Ângelo Máximo, que depois viria a ser um famoso cantor.

Nessa época, foi campeão juvenil de basquetebol pelo Defelê, atuando ao lado de Edmar Pirineus e Luís Estevão, que, posteriormente se tornaram políticos. Também jogou no Motonáutica no final dos anos 60 e início de 70.

Começou como treinador de futebol nos Dentes de Leite do Grêmio Recreativo da Aeronáutica, sendo campeão em 1968.

Em 1970 foi para o Rio de Janeiro cursar a Escola de Educação Física da Aeronáutica e depois a EsEFEx – Escola de Educação Física do Exército, no Rio de Janeiro, tendo como professor Cláudio Coutinho.

Voltou ao DF em 1973. Foi duas vezes campeão de basquetebol nas Forças Armadas e venceu provas no atletismo, mais especificamente os 200 metros rasos, além de ter integrado a seleção de futebol das Forças Armadas.

Em 1976 foi o Preparador Físico, ao lado de Cássio Poli, da Seleção Brasiliense da categoria de juvenis, treinada por Airton Nogueira.

Foi o técnico do time do Cruzeiro no Torneio Imprensa de 1977, terminando em quarto lugar.

No dia 21 de abril de 1977 fez parte da Comissão Técnica da Seleção do DF que enfrentou o Atlético Mineiro, trabalhando como Preparador Físico juntamente com seu amigo Cássio Poli.

Também em 1977 era preparador físico do Gama na conquista do Torneio Incentivo desse ano.

Durante a disputa do Torneio Incentivo de 1978, a diretoria do Gama anunciou o seu nome, em substituição ao técnico Airton Nogueira, que estava de saída do clube. Cajueiro era o Preparador Físico da equipe e aceitou o desafio de comandar a equipe no restante do torneio, conquistando o Segundo Turno e, em seguida, levando o time ao título de campeão do torneio, depois de empatar duas vezes com o Taguatinga em 0 x 0 e vencer nos pênaltis por 4 x 3.

A partir de 3 de setembro passou a ser treinador do Sobradinho no Campeonato Brasiliense de 1978. Ficou no alvinegro serrano até 26 de novembro de 1978. Neste ano, também foi o Preparador Físico da Seleção Juvenil do DF.

Em 1979 continuou como treinador do Sobradinho no Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão, dirigindo-o por quinze jogos na competição.

Começou o ano de 1980 como Preparador Físico e Treinador interino do Gama (até a chegada de Martim Francisco), passando depois a ser treinador do Comercial, de Planaltina, no Campeonato Brasiliense (15 jogos).

Em 1981, deu um tempo no futebol profissional e passou a exercer as funções de Diretor de Esportes do Clube do Servidor Público Civil de Brasília – CSPC, mas em agosto passou a dividi-la com o cargo de Preparador Físico do Gama.

No final do ano, teve confirmado seu nome para ser o novo Supervisor do Tiradentes, voltando a trabalhar com Airton Nogueira (o treinador). Nos seus momentos de folga no futebol, Cajueiro era árbitro de basquetebol.

Em 1983, continuou dividindo seu tempo como Supervisor do Tiradentes e árbitro de basquetebol, até o dia 16 de junho, quando passou a ser o treinador do rubro-negro do DF, o qual dirigiu em 20 jogos no Campeonato Brasiliense, até ser substituído por Carlos Morales.

Era Supervisor do Gama em 1984, quando, em fevereiro deste ano, perdeu seu grande amigo Airton Nogueira (morreu afogado no Amazonas).

A partir de maio de 1984, passou a trabalhar como Supervisor do Brasília, ano em que esse clube conquistou mais um título de Campeão Brasiliense.

Nos anos de 1985 e 1986, foi treinador do Brasília. Comandou a equipe em nove jogos no certame de 1985 e em 22 no ano seguinte. No final de 1986 era o treinador do Brasília, quando o clube conquistou o Torneio Seletivo, competição que indicou o representante do Distrito Federal na Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro de 1987.

Em janeiro de 1987 chegou a receber um convite para treinar o CRB, de Maceió (AL), mas não houve acerto, pois sua esposa não conseguiu a transferência de emprego de Brasília para a capital alagoana.

Passou a ser Gerente de Futebol do Tiradentes em 1987, ano em que aconteceu a melhor campanha de um clube do DF em um Campeonato Brasileiro, com o Tiradentes chegando em terceiro/quarto lugar no Campeonato Brasileiro da Terceira Divisão.

Em 1988 foi contratado pela ASBAC-Associação dos Servidores do Banco Central para ser Gerente de Futebol no clube e também foi Supervisor do Tiradentes e Representante do Brasília junto à Federação Metropolitana de Futebol.

Em novembro de 1988, Cajueiro foi um dos 17 jogadores convocados para compor a Seleção de Brasília no Campeonato Brasileiro de Basquetebol, categoria de veteranos, que foi disputado em Salvador (BA).

 

Colaboração: Márcio Almeida.

 

 

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