sexta-feira, 26 de setembro de 2025

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Eluff


Eluff Gadia nasceu no dia 26 de setembro de 1936, na cidade de Nova Veneza de Goiás. Filho de José Jorge Gadia e Nádma José Issi, filhos de libaneses, em 1945 Eluff mudou-se com a família para Anápolis (GO).
Como curiosidade, registramos: Eluff serviu o Exército na cidade de Ipameri (GO). Era indisciplinado e só não foi expulso do Exército por que jogava no time dos oficiais!
Em 15 de novembro de 1952 foi fundado o Ipiranga Atlético Clube, agremiação onde Eluff começou a jogar futebol.
Em 1958, foi parar em Ribeirão Preto (SP), passando a jogar em times amadores da cidade. O São Paulo demonstrou interesse em contratá-lo, mas Eluff não aceitou a proposta, preferindo ir para Brasília, onde ingressou no quadro de funcionários da NOVACAP, passando a fazer parte da equipe do Departamento Jurídico - DJ, admitido como Oficial de Administração em 4 de março de 1960.
Meses antes, para não ficar afastado do futebol, firmou compromisso com o Grêmio Esportivo Brasiliense, clube que havia sido fundado em 26 de março de 1959, e que resolveu reforçar seu elenco trazendo muitos elementos do futebol de Anápolis, como, por exemplo, Ralph, Eluff e também o seu técnico, Rubens Porfírio da Paz.
O campeonato brasiliense de 1959 teve início no dia 31 de maio e foi disputado por 19 equipes que, na primeira fase, foram divididas em duas zonas: Sul e Norte. O Grêmio de Eluff fez parte da Zona Sul. Conforme estabelecido no regulamento, os clubes jogariam dentro de suas respectivas zonas, em turno e returno, com os vencedores decidindo, numa série “melhor-de-três”, o título de campeão da cidade.

O favorito para a conquista do título da Zona Sul e também do campeonato era o Guará. Grêmio e Guará lideraram, lado a lado, o campeonato da Zona Sul até a última rodada, disputada no dia 25 de outubro de 1959, quando, para surpresa de todos, aconteceu empate entre as equipes do Guará e da EBE, pela contagem de 2 x 2. Com isso, o Guará somou mais um ponto perdido (totalizando quatro), deixando que o Grêmio alcançasse o título de campeão da Zona Sul.
Passou, então, a decidir o campeonato com o Esporte Clube Planalto, já qualificado como campeão da Zona Norte, numa série “melhor de quatro pontos”.
As partidas foram truncadas, acidentadas, com muitas expulsões, mas também tiveram desenrolar empolgante, graças ao espírito de luta com que se apresentaram os 22 elementos em campo.

Ipiranga, de Anápolis
Na primeira, no dia 8 de novembro, em seu campo, o Grêmio venceu por 4 x 2, formando com Bosco, Amauri e Hugo; José, Alemãozinho e Ralph; Carlinhos, Nilo, Jair, Eluff e Roberto.
Na segunda, uma semana depois, empate em 3 x 3. Na última, em 22 de novembro, um gol de Carlinhos, aos 26 minutos do 2º tempo, deu a vitória de 1 x 0 e o primeiro título de campeão do futebol brasiliense ao Grêmio.
Cabe registrar que um dos primeiros jogos do Defelê, fundado em 1º de janeiro de 1960, foi contra o time da EBE, perdendo de 5 x 0.
Poucos dias depois, na revanche, reforçada por Eluff, o Defelê devolveu a goleada ao time da EBE, vencendo por 6 x 1.
Em 1960, Eluff se transferiu para o Clube de Regatas Guará. O Guará era o clube de maior atividade em Brasília no ano de sua inauguração. Estava sempre buscando novas contratações para reforçar seu elenco e não demorou para convidar Eluff para defendê-lo.
Constantemente estava realizando amistosos ou visitando outras cidades.
A estreia de Eluff no Guará aconteceu mesmo antes da inauguração de Brasília (21 de abril de 1960). No dia 27 de março de 1960, no Estádio Israel Pinheiro, aconteceu o amistoso interestadual envolvendo Guará e Araguari Atlético Clube, que chegou com a fama de pentacampeão do Triângulo Mineiro. O Araguari venceu o jogo por 3 x 1. O Guará formou com Redola, Silas e Tostão; Homero, Severo e Múcio; Belchior, Luisinho, Fernandinho (Mauro), Eluff e Brasil. Treinador: Augusto da Costa.

Ataque do Guará em 1961: Paulo Reis, Severo,
Fernandinho, Eluff e Sabará
Logo depois, outro amistoso, no dia 1º de maio de 1960, o primeiro jogo de futebol após a inauguração de Brasília. O Guará, contando com Eluff, venceu o time da Construtora Ribeiro por 3 x 2, formando com Bosco, Manoelito, Tostão e Luizinho; Múcio e Severo; Zé Siqueira, Fernando, Íris, Eluff e Valter (Mário). Treinador: Augusto da Costa.
Duas semanas depois, em outro amistoso, o Guará empatou em 1 x 1 com o Vila Nova, de Goiânia, que assim se tornou a primeira equipe de fora a atuar em Brasília.
No dia 22 de maio de 1960, em mais um amistoso contra a equipe do Ribeiro, com vitória de 3 x 1, Eluff marcaria o seu primeiro gol com a camisa do Guará.
Teve atuação destacada na grande vitória do futebol brasiliense com a goleada aplicada pelo Guará ao time do Goiás, no campo do Guará, em 12 de junho de 1960: 6 x 0.
O Guará formou com Redola, Tostão (Humberto ou Aldemar) e Clemente (Jorge); Pedrinho, Severo e Múcio; Carlinhos (Amálio), Fernandinho, Íris, Eluff e Maia.

Cartaz de amistoso em Anápolis:
Eluff, o mestre
No amistoso contra o Fluminense, de Araguari, no feriado de 7 de setembro de 1960 (derrota de 1 x 0), o jornal Correio Braziliense atribuiu notas aos jogadores das duas equipes. Após uma destacada atuação no meio de campo do Guará, a Eluff coube uma nota oito, a segunda da equipe; a primeira, nota nove, coube ao goleiro Redola.
De forma oficial, Eluff estrearia no dia 27 de novembro de 1960, em jogo válido pelo campeonato brasiliense desse ano, na goleada de 7 x 0 sobre o Alvorada. O Guará atuou com essa formação: Édson, Clemente, Tostão e Enes; Remis e Bimba; Paulo Reis, Severo, Fernandinho, Eluff e Sabará. Técnico: Rubens Porfírio.
O Guará ficou com o segundo lugar nesse campeonato. Eluff marcou apenas um gol, no dia 4 de dezembro de 1960, na derrota para o Planalto, por 3 x 2.
No começo do ano de 1961, Eluff resolveu se transferir para o Planalto e por este clube disputou o Torneio “Prefeito Paulo de Tarso”, realizado de 26 de fevereiro a 26 de março com seis equipes (os cinco primeiros colocados de 1960 e o Sobradinho, campeão da Segunda Divisão de 1960). Por ironia, o Guará ficaria com o título de campeão desse torneio.
Seu primeiro jogo com a camisa do Planalto aconteceu em 5 de março de 1961, na derrota de 3 x 1 diante do Grêmio. Assim formou o Planalto: Raspinha, Jair e Edson Galba; Loureiro, Nilo e Edvino (Mariano); Beto (Eluff), Leônidas, Viola, Carrara e Cardoso.
Uma semana depois, na vitória de 4 x 2 sobre o Sobradinho, Eluff marcaria seu único gol na competição.

Antes, porém, do início do campeonato brasiliense de 1960, Eluff retornaria ao Guará.
Com ele na equipe, o Guará foi vice-campeão do Torneio Início realizado no dia 9 de julho de 1961, no Estádio “Israel Pinheiro”, do Guará. Oito clubes participaram.
O Guará venceu o Sobradinho, por 1 x 0, empatou em 0 x 0 e venceu nos pênaltis ao Grêmio e na final, diante do Nacional, aconteceu empate em 2 x 2, tornando necessária a realização de uma prorrogação, quando o Nacional venceu por 1 x 0. Eluff foi expulso de campo nesse jogo.

Jogadores de Guará e Botafogo-RJ
Pouco tempo depois, em 17 de setembro de 1961, Eluff fez parte da equipe do Guará que foi impiedosamente goleada pelo Botafogo, pelo placar de 6 x 0.
No campeonato brasiliense, o Guará ficaria com a terceira colocação, atrás de Defelê (campeão) e Rabello. Eluff voltaria a marcar apenas um gol na competição, no dia 13 de agosto de 1961, no empate de 3 x 3 com o Defelê.
Em 1962, Eluff continuou registrado como atleta do Guará, que chegou apenas em quarto lugar na competição que só foi encerrada em fevereiro de 1963.
O ano de 1963 foi o último de Eluff no futebol brasiliense. O Guará já não demonstrava a mesma força de antes, ficando em oitavo lugar na classificação final do campeonato brasiliense, disputado por nove equipes.

Édson Galba e Eluff
Eluff marcaria apenas um gol na competição, no dia 2 de junho de 1963, no empate em 2 x 2 com o Guanabara.
Seu último jogo aconteceu no dia 29 de setembro de 1963, no estádio Vasco Viana de Andrade, na derrota para o Cruzeiro (que seria campeão brasiliense desse ano), por 4 x 0. O Guará formou com Vladimilson, Mabinho, Eliseu, Sir Peres e Tati; Pelé e Baianinho; Zeca, Múcio, Eluff e Márcio.
Pouco antes de se começar a falar em profissionalismo no futebol brasiliense (que aconteceria em 1964), Eluff abandonou o futebol e passou a se dedicar exclusivamente ao seu emprego na NOVACAP.
Por curiosidade, registramos que Eluff, assim como também vários jogadores do Guará, também disputava os jogos do campeonato brasiliense de futebol de salão, prática comum na época do amadorismo.
Eluff faleceu no dia 12 de novembro de 2001.

Colaboração: Marcus Vinícius Gadia.








quarta-feira, 24 de setembro de 2025

ARQUIVOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Campeonato Brasiliense de 1971


EQUIPES PARTICIPANTES:

ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA SERVIÇO GRÁFICO (Brasília)
CEUB ESPORTE CLUBE (Brasília)
CLUBE ATLÉTICO COLOMBO (Núcleo Bandeirante)
GRÊMIO ESPORTIVO BRASILIENSE (Núcleo Bandeirante)
JAGUAR ESPORTE CLUBE (Núcleo Bandeirante)

1º TURNO

CEUB 1 x 0 JAGUAR
Data: 29 de agosto de 1971
Local: Pelezão
Gol: Dinarte

SERVIÇO GRÁFICO 1 x 0 GRÊMIO
Data: 5 de setembro de 1971
Local: Pelezão
Gol: Walmir

COLOMBO 1 x 0 JAGUAR
Data: 12 de setembro de 1971
Local: Pelezão
Gol: Zé Carlos

CEUB 2 x 1 SERVIÇO GRÁFICO
Data: 12 de setembro de 1971
Local: Pelezão
Gols: Dinarte e Wilfrido - Walmir

GRÊMIO 1 x 1 COLOMBO
Data: 18 de setembro de 1971
Local: Pelezão
Gols: Santos - Paulinho

SERVIÇO GRÁFICO 4 x 1 JAGUAR
Data: 19 de setembro de 1971
Local: Pelezão
Gols: Walmir (3) e Bazan - Gildo

GRÊMIO 3 x 2 CEUB
Data: 26 de setembro de 1971
Local: Pelezão
Gols: Invasão, Marcos e Eduardo - Dinarte (2)

COLOMBO 0 x 0 SERVIÇO GRÁFICO
Data: 26 de setembro de 1971
Local: Pelezão

COLOMBO 5 x 1 CEUB
Data: 3 de outubro de 1971
Local: Pelezão
Gols: Zé Carlos (2), Macalé, Procópio e Hermes - Paulinho

GRÊMIO 3 x 2 JAGUAR
Data: 3 de outubro de 1971
Local: Pelezão
Gols: Eduardo (2) e Dão - Magno e Jorge

2º TURNO

JAGUAR 2 x 1 CEUB
Data: 10 de outubro de 1971
Local: Pelezão
Gols: Magno e Lúcio (contra) - Dinarte

SERVIÇO GRÁFICO 1 x 1 GRÊMIO
Data: 10 de outubro de 1971
Local: Pelezão
Gols: Melinho - Santos

COLOMBO 2 x 0 JAGUAR
Data: 17 de outubro de 1971
Local: Pelezão
Gols: Zé Carlos e Pedro Léo

CEUB 1 x 1 SERVIÇO GRÁFICO
Data: 17 de outubro de 1971
Local: Pelezão
Gols: Paulinho - Carlos Gomes

SERVIÇO GRÁFICO 3 x 0 JAGUAR
Data: 24 de outubro de 1971
Local: Pelezão
Gols: Guairacá (3)

COLOMBO 1 x 0 GRÊMIO
Data: 24 de outubro de 1971
Local: Pelezão
Gol: Zoca

CEUB 4 x 0 GRÊMIO
Data: 31 de outubro de 1971
Local: Pelezão
Gols: Dinarte (3) e Paulinho

COLOMBO 2 x 1 SERVIÇO GRÁFICO
Data: 31 de outubro de 1971
Local: Pelezão
Gols: Pedro Léo e Zé Carlos - Walmir

COLOMBO 0 x 0 CEUB
Data: 7 de novembro de 1971
Local: Pelezão

GRÊMIO 0 x 0 JAGUAR
Data: 7 de novembro de 1971
Local: Pelezão

Campeão: Colombo.



terça-feira, 23 de setembro de 2025

OS CLUBES DO DF NAS COMPETIÇÕES NACIONAIS: Campeonato Brasileiro - Série D - 2010





O Campeonato Brasileiro da Série D de 2010 contou com a participação de 40 clubes na Primeira Fase, quando foram divididos em dez grupos, cada um com quatro equipes, jogando entre si, em turno e returno, classificando os dois primeiros para a Segunda Fase.
Ao contrário da primeira edição, 2009, quando o DF teve apenas um representante (o Brasília), em 2010 foram três: Botafogo-DF, Brasília e Ceilândia. A eles se juntou no Grupo A-6, na Primeira Fase, o Araguaína, de Tocantins. Esse grande número de clubes do DF chegou a levar alguns torcedores a acreditar que haveria uma grande possibilidade de, pela primeira vez, dois clubes brasilienses passarem para a Segunda Fase. Mas, não foi isso que aconteceu. O clube de Tocantins acabou sendo um dos promovidos para a Série C de 2011, ao chegar na terceira colocação na classificação final.
As quatro equipes chegaram à sexta e última rodada com chances de classificação para a Segunda Fase da competição.
Num dos jogos, o Ceilândia - que chegou como líder do grupo - precisava apenas de um empate para assegurar a vaga. Já o Brasília precisava vencer o Ceilândia para garantir sua classificação. E foi o que aconteceu. O Brasília levou a melhor e garantiu o passaporte para a próxima fase da competição e de quebra como líder do grupo.
No outro jogo da última rodada, a tarefa era bastante complicada para o Botafogo-DF se classificar. Sem nenhuma vitória na Série D, o Botafogo-DF precisava vencer o Araguaína, na casa do adversário, e torcer por uma combinação de resultados para continuar disputando a competição. Mas o time de Tocantins venceu por 1 x 0 e garantiu a classificação para a segunda fase, ao lado do Brasília.
Na Segunda Fase, os 20 clubes foram divididos em dez grupos com dois clubes cada. Jogaram em ida e volta, dentro de cada grupo. Os vencedores de cada chave passavam para a terceira fase.
O adversário do Brasília na Segunda Fase foi o Fluminense, de Feira de Santana (BA). No primeiro jogo, na cidade baiana, o Fluminense venceu por 1 x 0. No jogo de volta, o Brasília não tomou conhecimento do Fluminense e da vantagem que esse time tinha para seguir em frente na Série D. No dia 12 de setembro, o Brasília fez bonito ao superar o rival por 3 x 0, garantindo-se na próxima fase da competição.
Na Terceira Fase, os 10 clubes classificados foram divididos em cinco grupos com dois clubes cada. Jogaram em ida e volta, dentro de cada grupo. Classificavam-se os vencedores de cada grupo e mais os três melhores perdedores com base na campanha no torneio.
O adversário do Brasília na Terceira Fase foi, novamente, o Araguaína, a quem já havia enfrentado na Primeira Fase, em dois jogos, ambos empatados.
No primeiro jogo, em 25 de setembro, o Brasília desperdiçou uma grande oportunidade de sair em vantagem no confronto com o Araguaína. Jogando no estádio Mirandão, o Brasília abriu uma vantagem de 3 x 0, mas sofreu uma inacreditável virada do Araguaína, que fez 4 x 3 na segunda etapa, em apenas 16 minutos (do 23º minuto ao 39º do segundo tempo).
No dia 2 de outubro, o Brasília desperdiçou, mais uma vez, outra chance de sair com a vitória. Além de perder a partida, o Brasília deu adeus e acabou eliminado da próxima fase da Série D do Brasileiro. Venceu o 1º tempo por 1 x 0. No segundo tempo veio uma nova virada e a desclassificação da Série D para o Brasília.

CEILÂNDIA 2 x 0 BRASÍLIA
Data: domingo, 18 de julho de 2010
Local: Abadião, Ceilândia (DF)
Árbitro: Rodrigo Raposo (DF)
Renda: R$ 1.000,00
Público: 100 pagantes
Gols: Dimba, 31 e 68
CEILÂNDIA: Donizeti, Paulo Ricardo, Edimar, André Luiz e Badhuga; Liel, Vieira, Bobby e Thiago Félix (Lucas Madalosso); Chefe (Diogo) e Dimba (Cassius). Técnico: Adelson de Almeida.
BRASÍLIA: Diego Gomes, Clein (Klebinho), Índio, Adriano Cacareco e Kaká (Breno); Fagner, Zé Ricarte, Betinho e Maninho (Peres); Adriano Paraná e Thiago Silva. Técnico: Marquinhos Carioca.

BOTAFOGO 0 x 0 ARAGUAÍNA (TO)
Data: terça-feira, 20 de julho de 2010
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Wellington Branquinho (GO)
Renda: R$ 5.330,00
Público: 5.026 pagantes
BOTAFOGO: França, Thompson, Ferreira, Bruno e Rafinha (Allan Mineiro); PC, Josuel (Glauber), Felipe e Adriano Felício; Gustavo Bianchini (Dieguinho) e Cafu. Técnico: Gerson Vieira.
ARAGUAÍNA: Huanderson, Gilmar, Paulão, Martony e Maninho; Marquinhos (Murilo), Adenísio, Ederson e Demir (Renatinho); China e Fernando (Hizanyo). Técnico: Léo Goiano.

BRASÍLIA 2 x 1 BOTAFOGO
Data: domingo, 25 de julho de 2010
Local: Abadião, Ceilândia (DF)
Árbitro: Evandro Gomes Ferreira (GO)
Renda: R$ 950,00
Público: 120 pagantes
Gols: Zé Ricarte, 21; Felipe, 26 e Thiago Silva, 42
BRASÍLIA: Osmair, Fagner (Adriano Paraná), Adriano Cacareco, Índio e Kaká; Zé Ricarte, Iron, Betinho (Clein) e Maninho (Breno); Thiago Silva e Claudionor. Técnico: Marquinhos Carioca.
BOTAFOGO: França, Thompson, Ferreira, Bruno e Rafinha (Glauber); PC, Leís (Douglas), Felipe e Adriano Felício; Fábio Luís (Dieguinho) e Cafu. Técnico: Gerson Vieira.

ARAGUAÍNA (TO) 2 x 1 CEILÂNDIA
Data: segunda-feira, 26 de julho de 2010
Local: Mirandão, Araguaína (TO)
Árbitro: Osimar Pereira da Silva Junior (GO)
Renda: R$ 16.600,00
Público: 1.115 pagantes
Gols: Dimba (pênalti), 3; Martoni, 11 e Jocion, 55
ARAGUAÍNA: Huanderson, Jocion, Paulão, Martony e Wesnalton; Marquinhos, Adenísio, Ederson (Gilmar) e China; Demir (Maninho) e Fernando (Hizanyo). Técnico: Léo Goiano.
CEILÂNDIA: Donizeti, Paulo Ricardo, André Luiz, Edimar (Magrão) e Bobby; Liel, Badhuga, Vieira e Thiago Félix (Rodrigo Mello); Chefe (Lucas Madalosso) e Dimba. Técnico: Adelson de Almeida.

BRASÍLIA 2 x 2 ARAGUAÍNA (TO)
Data: sábado, 31 de julho de 2010
Local: Abadião, Ceilândia (DF)
Árbitro: Robério Pereira Pires (SP)
Renda: R$ 500,00
Público: 67 pagantes
Gols: Ederson, 12; Marquinhos, 15; Thiago Silva, 61 e Iron, 85
BRASÍLIA: Osmair, Clein (Claudionor), Adriano Cacareco, Índio e Kaká; Fagner, Zé Ricarte, Iron e Gauchinho; Maninho (Breno) e Thiago Silva. Técnico: Marquinhos Carioca.
ARAGUAÍNA: Huanderson, Jocion, Martony, Marquinhos e Paulão; Wesnalton, Adenísio, Ederson e China (Doriva); Fernando (Kaio) (Maninho) e Demir. Técnico: Léo Goiano.

CEILÂNDIA 2 x 2 BOTAFOGO
Data: domingo, 1 de agosto de 2010
Local: Abadião, Ceilândia (DF)
Árbitro: Rogério Bueno (DF)
Renda: R$ 950,00
Público: 93 pagantes
Gols: Dimba, 56; Cafu, 62 e 66 e Thiago Félix, 69
CEILÂNDIA: Donizeti, Paulo Ricardo, Rizo, André Luiz (Bobby) e Badhuga; Magrão (Diogo), Liel, Vieira e Thiago Félix; Chefe (Lucas Madalosso) e Dimba. Técnico: Adelson de Almeida.
BOTAFOGO: Douglas, PC (Paulo Henrique), Ferreira, Bruno Everton e Rafinha; Leís (Josuel), Thompson, Adriano Felício e Felipe; Cafu (Douglas Ramos) e Fábio Luís. Técnico: Augusto.

BOTAFOGO 1 x 1 CEILÂNDIA
Data: sábado, 7 de agosto de 2010
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Wales Martins (DF)
Renda: R$ 675,00
Público: 291 pagantes
Gols: Dimba, 34 e Fábio Luís, 40
BOTAFOGO: Douglas, Thompson (Gustavo), Radson, Bruno Everton e Francisco Rafael; PC, Leís, Felipe Antônio (Josuel) e Adriano Felício (Diego Guedes); Fábio Luís e Jefferson Silva. Técnico: Augusto.
CEILÂNDIA: Donizeti, Andrezinho (Lucas Madalosso), Paulo Ricardo, Badhuga e Magrão; Rizo, Edimar, André Conceição e Thiago Félix (Rodrigo Mello); Vieira e Dimba (Chefe). Técnico: Adelson de Almeida.

ARAGUAÍNA (TO) 1 x 1 BRASÍLIA
Data: segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Local: Mirandão, Araguaína (TO)
Árbitro: Andrey da Silva e Silva (PA)
Gols: Maninho, 33 e Ederson, 90+1
ARAGUAÍNA: Huanderson, Wesnalton, Paulão (Renatinho), Martony e Jocion; Marquinhos, Adenísio, Ederson e China (Maninho); Demir (Hizanyo) e Fernando. Técnico: Léo Goiano.
BRASÍLIA: Osmair, Clein (Paraná), Adriano Cacareco, Índio e Kaká; Piu, Zé Ricarte, Iron e Thiago Silva; Maninho (Lucas) (Bira) e Claudionor. Técnico: Marquinhos Carioca.

BOTAFOGO 0 x 0 BRASÍLIA
Data: sábado, 14 de agosto de 2010
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: José de Souza Caldas (DF)
Renda: R$ 555,00
Público: 251 pagantes
BOTAFOGO: Douglas, PC (Josuel), Ferreira, Bruno e Rafinha; Leís, Thompson (Gustavo), Adriano Felício e Felipe; Cafu e Fábio Luís. Técnico: Augusto.
BRASÍLIA: Osmair, Clein, Adriano Cacareco (Lucas), Índio e Piu; Kaká, Zé Ricarte (Peres), Iron e Gauchinho (Klebinho); Maninho e Thiago Silva. Técnico: Marquinhos Carioca.

CEILÂNDIA 1 x 0 ARAGUAÍNA (TO)
Data: domingo, 15 de agosto de 2010
Local: Abadião, Ceilândia (DF)
Árbitro: Elmo Alves Rezende Cunha (GO)
Expulsões: André Conceição, do Ceilândia, e China e Jocion, do Araguaína
Renda: R$ 302,00
Público: 151 pagantes
Gol: Dimba, 36
CEILÂNDIA: Donizeti, Rodrigo Mello (Magrão), Paulo Ricardo, Badhuga e Andrezinho; Rizo, Vieira, Allann Delon (Lucas Madalosso) e André Conceição; Thiago Félix (Augusto) e Dimba. Técnico: Adelson de Almeida.
ARAGUAÍNA: Huanderson, Jocion, Paulão, Marraquete e Wesnalton; Murilo (Maninho), Adenísio, Ederson e China; Demir (Hizanyo) e Fernando (Dequinha). Técnico: Léo Goiano.

BRASÍLIA 2 x 0 CEILÂNDIA
Data: domingo, 22 de agosto de 2010
Local: Serejão, Taguatinga (DF)
Árbitro: José de Souza Caldas (DF)
Renda: R$ 400,00
Público: 80 pagantes
Gols: Maninho, 33 e Thiago Silva, 77
BRASÍLIA: Osmair, Adriano Paraná, Adriano Cacareco, Piu e Fagner; Zé Ricarte, Thiago Silva (Breno), Iron e Maninho (Betinho); Gauchinho e Claudionor. Técnico: Marquinhos Carioca.
CEILÂNDIA: Donizeti, Andrezinho, Rizo (Panda), Badhuga e Augusto; Liel (Chefe), Edimar, Rafael (Lucas Madalosso) e Allann Delon; Thiago Félix e Dimba. Técnico: Adelson de Almeida.

ARAGUAÍNA (TO) 1 x 0 BOTAFOGO
Data: domingo, 22 de agosto de 2010
Local: Mirandão, Araguaína (TO)
Árbitro: Leonardo Marques Fortes (PI)
Expulsão: Ferreira, do Botafogo
Gol: Fernando, 10
ARAGUAÍNA: Huanderson, Paulão, Martony, Murilo e Wesnalton; Adenísio, Renatinho (Maninho), Kaio e Ederson; Fernando e Hizanyo (Dequinha). Técnico: Léo Goiano.
BOTAFOGO: Douglas, Josuel (Dieguinho), Ferreira, Bruno e Rafinha (Pedro); Thompson, Paulo César, Adriano Felício e Gustavo; Felipe e Fábio Luís. Técnico: Augusto.

SEGUNDA FASE

FLUMINENSE (BA) 1 x 0 BRASÍLIA
Data: domingo, 5 de setembro de 2010
Local: Jóia da Princesa, Feira de Santana (BA)
Árbitro: Flávio Feijó de Omena (AL)
Gol: Deon, 29
FLUMINENSE: Beto, Valter, Tiago, Rodrigo e Marcus Vinícius; Junior Gaúcho, Valdo, Danilo Cruz e Sadrack; Ermínio e Deon. Técnico: Luís Carlos Cruz.
BRASÍLIA: Osmair, Clein, Piu, Índio e Kaká; Zé Ricarte, Fagner, Iron e Gauchinho; Maninho e Thiago Silva. Técnico: Marquinhos Carioca.

BRASÍLIA 3 x 0 FLUMINENSE (BA)
Data: domingo, 12 de setembro de 2010
Local: Serejão, Taguatinga (DF)
Árbitro: Wellington Branquinho (GO)
Renda: R$ 650,00
Público: 130 pagantes
Gols: Piu, 10 e Thiago Silva, 56 e 68
BRASÍLIA: Osmair, Fagner (Clein), Adriano Cacareco, Piu e Kaká; Índio, Zé Ricarte, Iron e Maninho (Breno); Claudionor e Thiago Silva (Betinho). Técnico: Marquinhos Carioca.
FLUMINENSE: Beto, Valter, Tiago (Glaydstone), Rodrigo e Marcus Vinícius; Junior Gaúcho (Junior Mineiro), Valdo, Danilo Cruz (Ribinha) e Sadrack; Ermínio e Deon. Técnico: Luís Carlos Cruz.

TERCEIRA FASE

ARAGUAÍNA (TO) 4 x 3 BRASÍLIA
Data: sábado, 25 de setembro de 2010
Local: Mirandão, Araguaína (TO)
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Expulsão: Kaká, do Brasília
Gols: Kaká, 11; Claudionor, 44 e 50; Ederson, 68; Dequinha, 70 e Ederson, 81 e 83
ARAGUAÍNA: Huanderson, Guilherme (Renatinho), Marraquete, Murilo e Maninho; Martony, Adenisio, Kaio (Dequinha) e Ederson; Fernando e Jocion. Técnico: Léo Goiano.
BRASÍLIA: Osmair, Clein, Adriano Cacareco, Índio e Kaká; Piu, Zé Ricarte, Iron e Maninho (Lucas); Claudionor (Breno) e Thiago Silva. Técnico: Marquinhos Carioca.

BRASÍLIA 1 x 2 ARAGUAÍNA (TO)
Data: sábado, 2 de outubro de 2010
Local: Serejão, Taguatinga (DF)
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Renda: R$ 1.295,00
Público: 154 pagantes
Expulsões: Claudionor, do Brasília, e Martony, do Araguaína
Gols: Thiago Silva, 23; Paulão, 67 e Marraquete, 72
BRASÍLIA: Osmair, Peres (Adriano Paraná), Adriano Cacareco, Índio e Piu; Breno, Zé Ricarte, Iron e Maninho; Claudionor e Thiago Silva (Lucas) (Naiam). Técnico: Marquinhos Carioca.
ARAGUAÍNA: Huanderson, Guilherme (Kaio), Paulão, Marquinhos (Marraquete) e Martony; Maninho, Gilmar (Dequinha), Ederson e Fernando; Wesnalton e Jocion. Técnico: Léo Goiano.


segunda-feira, 22 de setembro de 2025

GRANDES RESULTADOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Sequência do Gama contra três gigantes do futebol brasileiro


A sequência aconteceu em uma semana de setembro de 1999, em jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro da Série A daquele ano.

O primeiro desses gigantes a ser surpreendido foi o Internacional, de Porto Alegre. Os quase dez mil torcedores que compareceram ao Beira-Rio no dia 19 de setembro de 1999 estavam certos de que o Internacional somaria tranquilamente mais três pontos e aliviaria um pouco a “dor de cabeça” depois da derrota para o maior rival, o Grêmio, na rodada anterior.
O triunfo do Gama foi ainda mais expressivo porque foi dentro do Beira-Rio, onde o Internacional era quase imbatível e a pressão sempre foi muito grande.
O Gama chegou a Porto Alegre ocupando a 20ª posição na classificação geral do campeonato, dentro, portanto, da zona de rebaixamento. Tinha apenas oito pontos ganhos em dez jogos. O Internacional também não estava bem naquele momento, não conseguindo ficar entre os dez primeiros colocados do campeonato.
O domínio foi amplo do Internacional, que pressionou bastante, principalmente no primeiro tempo, com jogadas do lateral paraguaio Enciso, pela direita. Mas falhou nas finalizações. Foram pelo menos cinco boas chances de marcar gol.
O Gama, mesmo bastante recuado, era perigoso nos contra-ataques e nos chutes potentes de Kabila.
No segundo tempo, Cláudio Duarte tirou Kabila, colocando em seu lugar Romualdo. No Internacional entrou Anderson, ex-Gama.
No segundo tempo, sob vaias, o Internacional atuava muito mal. Para se aproveitar da situação, o técnico Cláudio Duarte tirou Sorato e colocou Mazinho Loyola. Quatro minutos depois de entrar, Mazinho Loyol fez a jogada que definiu a partida. Subiu em velocidade pela direita e cruzou para Alexandre Gaúcho, na área. Enciso interceptou a bola, de cabeça, mas acabou marcando contra.
Daí para frente foi segurar o resultado. O Internacional deixou o campo sob fortes vaias e o Gama com mais três pontos.

INTERNACIONAL 0 x 1 GAMA
Data: 19 de setembro de 1999
Local: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Árbitro: Edilson Pereira de Carvalho (SP)
Renda: R$ 60.916,00
Público: 8.621 pagantes
Gol: Enciso (contra), 74
INTERNACIONAL: João Gabriel, Enciso, Lúcio, Régis e Gustavo (Zezinho); Leandro Guerreiro, Dunga, Claiton e Hurtado; Fabiano (Anderson) e Celso. Técnico: Valmir Louruz.
GAMA: Marcelo Cruz, Paulo Henrique, Gerson, Jairo e Rochinha; Deda, Caçapa, Lindomar, Kabila (Romualdo) e Alexandre Gaúcho (Cléber Lima); Sorato (Mazinho Loyola). Técnico: Cláudio Duarte.

Depois de vencer o Internacional, em Porto Alegre, a tabela do campeonato brasileiro de 1999 programava para três dias depois o Gama enfrentar outro clube gaúcho, o Grêmio, desta vez em Brasília.
O fato de jogar em casa não significava muita coisa, pois nos cinco jogos que realizou em casa o Gama foi derrotado em três deles (Corinthians, Guarani e Cruzeiro), tendo empatado as outras duas (Santos e Flamengo).
Quando o Gama estava melhor no jogo, foi o Grêmio que abriu o marcador. Ronaldinho Gaúcho lançou Agnaldo na grande área. O chute saiu forte, o goleiro Marcelo Cruz espalmou e, no rebote, Cleisson completou para o gol.
Aos 43 minutos, o atacante Agnaldo foi expulso, depois de cometer uma falta por trás no lateral Rochinha.
No intervalo, o técnico Cláudio Duarte fez duas alterações: tirou o volante Caçapa e o atacante Mazinho Loyola, entrando Romualdo e Finazzi. E, novamente, deu sorte nas substituições.
De dois cruzamentos efetuados por Juari, saíram os dois gols da virada do Gama, ambos marcados de cabeça por Finazzi.

GAMA 2 x 1 GRÊMIO
Data: 22 de setembro de 1999
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Héber Roberto Lopes (PR)
Renda e público: não divulgados
Expulsões: Agnaldo e Ronaldo Alves, ambos do Grêmio
Gols: Cleisson, 29 e Finazzi, 61 e 80
GAMA: Marcelo Cruz, Paulo Henrique, Nen, Jairo e Rochinha; Deda, Caçapa (Romualdo), Lindomar e Juari; Mazinho Loyola (Finazzi) e Sorato. Técnico: Cláudio Duarte.
GRÊMIO: Danrlei, Itaqui, Ronaldo Alves, Scheidt (Éder) e Roger; Fabinho (Macedo), Luiz Carlos Goiano, Cleisson e Ronaldinho Gaúcho; Zé Alcino (Capitão) e Agnaldo. Técnico: Celso Roth.

Mais três dias e o Gama estaria enfrentando outro gigante do futebol brasileiro. Mais uma vez fora de casa, o gigantesco Morumbi, mais uma vez contra o favoritíssimo São Paulo.
Mas o Gama não se intimidou com a imponência do Morumbi, nem com o favoritismo do São Paulo. Com um envolvente toque de bola e contra-ataques mortais, o Gama venceu por 2 x 1.
Com boas atuações do volante Caçapa, firme no desarme, e dos meias Lindomar e Alexandre Gaúcho, o Gama dominou o primeiro tempo. Logo aos seis minutos, Alexandre Gaúcho marcou o primeiro gol do Gama, depois de receber passe de Paulo Henrique. Quatro minutos depois, numa bobeada da defesa do Gama, Anderson empatou para o São Paulo, resultado que persistiu no restante da primeira etapa.
No segundo tempo, o São Paulo não conseguia evoluir e poucas chances criou. O Gama, bem fechado na defesa e seguro no meio de campo, esperava pela oportunidade de contragolpe. E ele aconteceu aos 26 minutos, quando Lindomar fez boa jogada pela direita e da linha de fundo cruzou para Romualdo tocar para as redes.
O São Paulo passou a pressionar de todas as formas, em busca do empate. No entanto, esbarrou na sólida retranca do Gama e nas boas defesas de Marcelo Cruz. Resultado final: vitória do Gama por 2 x 1.

SÃO PAULO 1 x 2 GAMA
Data: 25 de setembro de 1999
Local: Morumbi, São Paulo (SP)
Árbitro: Wallace Nascimento (ES)
Renda e público: não divulgados
Gols: Alexandre Gaúcho, 6; Anderson, 10 e Romualdo, 71
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Anderson, Wilson, Márcio Santos e Fábio Aurélio; Jorginho (Sandro Hiroshi), Carlos Miguel, Raí (Alexandre) e Souza (Fabiano); França e Marcelinho Paraíba. Técnico: Paulo César Carpegiani.
GAMA: Marcelo Cruz, Paulo Henrique, Gerson, Jairo e Rochinha; Deda, Caçapa, Lindomar e Alexandre Gaúcho (Finazzi); Juari (Nen) e Sorato (Romualdo).
Técnico: Cláudio Duarte.



domingo, 21 de setembro de 2025

OS CLUBES DO DF: Bosque Formosa


Em um campo de terra atrás do terminal rodoviário de Formosa, cidade do interior de Goiás, um grupo de amigos decidiu se juntar e formar um time de futebol. Surgiu, então, o “Time do Bosque”, nome que faz referência ao bairro onde o time dava seus primeiros passos.
As primeiras disputas do até então “Time do Bosque”, com suas atividades iniciadas em 21 de setembro de 1978, se dava contra outros times dos demais bairros da cidade de Formosa.
Os anos 80 e início dos anos 90 para o Time do Bosque foram anos em que o time concentrava suas atividades em partidas esporádicas contra equipe de outros bairros e equipes da zona rural do município de Formosa. Contudo com o passar dos anos e com o aumento da frequência dos jogos o Time do Bosque criou condições para, mais tarde, se estabelecer como equipe de futebol formalizada e com personalidade jurídica.

1995
Em 1995, o Time do Bosque deu um importante passo para sua consolidação como clube de futebol. Encabeçado pelo desportista Cacildo de Paula Cassiano, o Time do Bosque passou a se chamar Bosque Futebol Clube, passando a ter CNPJ e Estatuto.
O registro oficial se deu no dia 5 de janeiro de 1995, na cidade de Formosa, Estado de Goiás, como uma associação civil de caráter desportivo, cultural e social, sem fins econômicos. Vinte e nove novos sócios assinaram a ata de fundação do Bosque Futebol Clube.
Logo no seu primeiro ano (1995) de equipe de futebol legalmente constituída o Bosque se sagrou campeão de futebol amador de Formosa.

1999
O ano de 1999 foi um especial para a história do Bosque. Neste ano o Bosque Futebol Clube, se tornou clube de futebol profissional, sendo credenciado junto à CBF - Confederação Brasileira de Futebol e filiando-se à Federação de Futebol do Distrito Federal. A partir disso adquiriu o direito de participar de competições de futebol profissional organizadas por essas entidades.
Entusiasmado com a profissionalização, o clube participou da disputa da segunda divisão do Campeonato Brasiliense desse mesmo ano e conseguiu o título e o direito de disputar a primeira divisão no ano seguinte.
A estreia do Bosque aconteceu no dia 22 de agosto de 1999, no estádio Rio Preto, em Unaí (MG), empatando em 2 x 2 com o local Itapuã. Canguçu, aos 25 minutos, e Eraldo, aos 36, fizeram os gols do Bosque, ainda no primeiro tempo. No segundo tempo, o Itapuã foi buscar o empate, já nos acréscimos.
Nos demais nove jogos, o Bosque só perdeu um jogo (para o Comercial, do Núcleo Bandeirante - 2 x 0), venceu seis e empatou mais dois. Marcou 15 gols e sofreu apenas cinco. Teve um aproveitamento de 70%.
Sua campanha foi a seguinte:
22.08, Rio Preto, Unaí (MG) - ITAPUÃ 2 x 2 BOSQUE
29.08, Diogão, Formosa (GO) - BOSQUE 1 x 0 COMERCIAL
07.09, Diogão, BOSQUE 0 x 0 SAMAMBAIA
12.09, Diogão, BOSQUE 1 x 0 ATLÂNTIDA
19.09, Adonir Guimarães, Planaltina (DF), PLANALTINA 0 x 0 BOSQUE
26.09, Diogão, BOSQUE 1 x 0 ITAPUÃ
03.10, Metropolitana, Núcleo Bandeirante (DF), COMERCIAL 2 x 0 BOSQUE
10.10, Diogão, BOSQUE 5 x 1 SAMAMBAIA
17.10, Metropolitana, Núcleo Bandeirante (DF), ATLÂNTIDA 0 x 2 BOSQUE e
23.10, Diogão, BOSQUE 3 x 0 PLANALTINA
Canguçu, do Bosque, foi o vice-artilheiro do campeonato, com sete gols, ao lado de Mycon, do Planaltina, e um a menos que Joãozinho, do Comercial.

2000
Em sua estreia na primeira divisão do Campeonato Brasiliense, em 2000, o Bosque sentiu o peso de enfrentar as tradicionais equipes do Distrito Federal e não conseguiu repetir o feito do ano anterior e acabou sendo rebaixado para a segunda divisão novamente.
Seu primeiro jogo na Primeira Divisão do DF aconteceu no dia 13 de fevereiro de 2000, no Adonir Guimarães, em Planaltina (DF), sendo derrotado por 1 x 0 pelo Dom Pedro II.
Apesar do rebaixamento, o Bosque conseguiu resultados expressivos para um novato: venceu o Ceilândia no turno e no returno (1 x 0 em ambos os jogos) e empatou uma vez com o Guará (1 x 1) e Sobradinho (0 x 0) e duas vezes com o Brazlândia (3 x 3 e 0 x 0) e Bandeirante (2 x 2 em ambos os jogos).
Após essa precoce queda, a equipe passaria por uma longa fila de espera perambulando pela segunda e até mesmo pela terceira divisão do Campeonato Brasiliense.
2007
Em meio às dificuldades do início dos anos 2000, em 2007 ocorreu um fato significativo e de grande importância para a agremiação e para a cidade de Formosa. O então Bosque Futebol Clube passaria a se chamar Bosque Formosa Esporte Clube, sendo chamado a partir daí, pela imprensa, torcedores e adversários apenas como Formosa Esporte.
O clube que já levava a bandeira do município em seu escudo, acrescentou também o nome da cidade, aumentando ainda mais a ligação com suas origens e com o povo de Formosa.
Dez anos depois do rebaixamento, o Bosque Formosa retornaria à elite do futebol brasiliense ao se tornar vice-campeão da Segunda Divisão do DF.
Foram dez jogos, com cinco vitórias, dois empates e três derrotas, uma delas, na decisão do torneio, para o CFZ (1 x 0).
Marcou nove gols e sofreu seis, terminando a competição com 56,7% de aproveitamento.

2011
A ano de 2011 é um capítulo à parte na história do Bosque Formosa, devido aos curiosos e surpreendentes fatos ocorridos, tanto pelo lado positivo, como pelo lado negativo. O time que havia conquistado o acesso a primeira divisão no ano anterior chegou para disputar o Campeonato Brasiliense de 2011 com o objetivo de se manter na elite do futebol do DF, a essa altura um grande feito, afinal de contas, na única vez que disputou a primeira divisão acabou sendo rebaixada.
Com uma gestão arrojada e competente, aliado ao apoio financeiro da Prefeitura Municipal e de algumas empresas de Formosa, montou-se uma forte equipe, com atletas experientes e alguns com grande rodagem no futebol brasileiro, sob o comando técnico de Auecione Alves.
Aos poucos a equipe foi se entrosando e ganhando confiança, à medida que os resultados positivos vieram. Juntamente com a escalada do time na tabela de classificação a torcida abraçou a equipe e embalou ainda mais o Bosque Formosa. Ver o Diogão com suas arquibancadas tomadas pela torcida alviverde foi uma cena comum em 2011.
A empolgação e o desempenho foram surpreendentes de tal forma que surgiu, através da ideia e voz do cronista esportivo Lecy Vaz, a expressão “Tsunami do Cerrado”. O Bosque Formosa então viveu dias de glória, ganhando jogos e dando espetáculo e orgulho ao torcedor. O ano de 2011 marcou também a despedida dos gramados do jogador Heli Carlos. O jogador, nascido em Formosa, após jogar por diversas equipes brasileiras pendurou as chuteiras com a camisa do Bosque Formosa no jogo frente ao Atlético Ceilandense, no Estádio Diogão. Na ocasião, e com casa cheia, o atleta recebeu uma singela homenagem, recebendo da diretoria uma camisa com o número 100, simbolizando a centésima partida do jogador com a camisa alviverde.
Tudo era festa para os lados do Bosque Formosa e o clube atingia um patamar jamais imaginado. Porém, no dia 30 de abril de 2011, o clube enfrentaria o já eliminado Botafogo. Ao Bosque Formosa bastava um empate para avançar à etapa final da competição. Com o Diogão lotado, o Bosque Formosa chegou a abrir o placar, se aproximando ainda mais de alcançar o seu objetivo. No entanto, após o retorno do intervalo o que se viu em campo foi um time “apático e estranho”, e o resultado dessa apatia foi o placar de 4 x 1 a favor do Botafogo. A derrota acachapante provocou a ira dos torcedores, que queimaram bandeiras e camisas.
Mesmo com a eliminação o Bosque Formosa terminou num honroso 3º lugar e conquistou o direito de disputar a Série D do Campeonato Brasileiro pela primeira vez em sua história. No entanto, daquele ano, ao qual disputou e foi eliminada ainda na fase de grupos.
Até começou bem sua participação no Grupo 6, indo até São João do Meriti (RJ) no dia 17 de julho e empatando com o Audax Rio (0 x 0). Uma semana depois, em seu segundo jogo, venceu o São Mateus (ES), por 1 x 0, em Formosa. Conheceu sua primeira derrota em seu terceiro jogo, em Nova Lima (MG), diante do Villa Nova (1 x 0).
De volta à Formosa, o Bosque empatou em 0 x 0 com o Volta Redonda, do Rio de Janeiro, em seu quarto compromisso pela competição.
Iniciando o returno, contra o mesmo Volta Redonda, no Raulino de Oliveira, foi goleado (4 x 0), passando a ficar mais afastado dos dois primeiros colocados (Villa Nova e Volta Redonda), na luta pela classificação para a fase seguinte.
Recuperou-se ao causar uma grande surpresa no dia 4 de setembro de 2011, no Diogão, quando derrotou o então líder invicto, o Villa Nova, por 1 x 0. Continuou na quarta colocação, agora com a mesma pontuação do Audax Rio (oito pontos) e a um do segundo, o Volta Redonda, que tinha nove.
Na penúltima rodada, foi até Sernamby (ES) e empatou em 3 x 3 com o São Mateus, chegando aos nove pontos também. Só não contava com a vitória do Volta Redonda em Nova Lima, frente ao Villa Nova, resultado que manteve os três pontos de diferença para o clube carioca e praticamente o classificou para a fase seguinte, pois, mesmo que o Formosa vencesse o Audax Rio na última rodada, empataria em número de vitórias com o clube carioca (três), mas dificilmente conseguiria tirar o saldo de gols: estava com três negativos contra cinco positivos do Volta Redonda.
Essa matemática não precisou ser feita, pois o Volta Redonda goleou o São Mateus (4 x 1). Para piorar ainda mais, o Bosque Formosa também sofreu goleada dentro de seus domínios para o Audax Rio (4 x 0), ficando com a quarta colocação.
Com muita desconfiança da torcida e ainda sofrendo os reflexos da fatídica eliminação no ano anterior, o Bosque Formosa fez uma campanha muito abaixo da expectativa no Campeonato Brasiliense de 2012 e acabou sendo rebaixado para a segunda divisão, iniciando uma era de dificuldades financeiras, desencontros administrativos e descrédito junto ao torcedor.


Em 2013, com o forte desejo de retornar à elite do futebol brasiliense, o Bosque Formosa reuniu forças e montou uma equipe competitiva, com atletas experientes e sob a batuta de João Carlos Cavalo no comando técnico para a disputa da Segunda Divisão do campeonato brasiliense. A equipe fez um grande campeonato e se sagrou campeão de forma invicta. Disputou nove jogos, vencendo seis e empatando três; marcou 23 gols e sofreu oito, conquistando o direito de voltar a disputar a primeira divisão do DF.
O ano de 2014 deixou múltiplas sequelas no Bosque Formosa. Com um planejamento financeiro e esportivo precipitado o clube montou um elenco caro, para os padrões que até então estava habituado e diante das receitas previstas. O resultado disso foi uma equipe que pouco fez em campo, mas fora dele causou grandes estragos.
Com um elenco de altos salários e pouco futebol o clube se viu sem condições de honrar os compromissos financeiros assumidos com atletas, fornecedores e funcionários e isso arruinou as finanças do Bosque Formosa, desencadeando em ações trabalhistas e pendências financeiras que iriam prejudicar o clube ainda mais nos anos seguintes.

2015
Para 2015, o Bosque Formosa entrou em campo para disputa do Campeonato Brasiliense reforçado com o apoio de empresários paulistas que vieram tentar a sorte em terras goianas, talvez motivados pelo sucesso de público e o bom desempenho da equipe em 2011. O Bosque Formosa montou um time competitivo e conseguiu se classificar para o mata-mata. Nas quartas de final, enfrentou a equipe do Gama, vencendo a primeira partida no Estádio Diogão por 1 x 0, porém perdendo a segunda no Bezerrão por 2 x 1, dando adeus a disputa pelo tão sonhado título.
Em 2016, pelo terceiro ano consecutivo, o Bosque Formosa disputou a divisão principal do futebol do DF. No entanto, fez uma campanha com oscilação de boas e más atuações e terminou a competição em 10º lugar. Apesar do desempenho aquém das expectativas da torcida e da imprensa, o ano ainda reservava boas notícias para o clube.
Um grupo de empresários, executivos e profissionais liberais se uniram ao propósito de resgatar a imagem e a credibilidade do Bosque Formosa, que a essa altura encontrava-se arranhada pelos dissabores ao longo dos anos. A eleição foi realizada no fim de 2016 e a nova diretoria foi eleita para o quadriênio 2017-2020, com o compromisso de sanar as pendências financeiras do clube e trazer um novo olhar administrativo, jurídico e esportivo para o Bosque Formosa. A partir daí, foi iniciado um longo trabalho de reorganização e modernização do clube, iniciando pela estrutura estatutária, passando pelo marketing esportivo, pela estruturação das categorias de base e pela organização administrativa.

Com a energia renovada e novos ares trazidos pela nova diretoria, eleita no fim de 2016, o Bosque Formosa iniciou o ano de 2017 cercado de expectativas de novamente triunfar e assim reconquistar o respeito e apoio do torcedor. Várias mudanças administrativas foram realizadas, aliando o clube com as boas práticas de gestão, inserindo o clube em um contexto de maior modernidade e instaurando um pensamento voltado para uma administração transparente, dinâmica com visão de longo prazo. Empresas e parceiros foram buscados, houve grande adesão por parte do empresariado de Formosa e do torcedor. Dentro do campo as coisas não caminharam tão bem quanto administrativamente. Novamente, a equipe oscilou e por algumas rodadas namorou o rebaixamento e em outras sonhou com a classificação, chegando a última rodada precisando vencer o já classificado Paracatu em seus domínios e ainda torcer para uma combinação de resultados. Empatou esse jogo e terminou a competição em 9º lugar.
Em 2018, novamente realizou campanha irregular, terminando o campeonato brasiliense da primeira divisão em oitavo lugar, com 14 pontos ganhos, provenientes de três vitórias e cinco empates (ainda perdeu outros cinco jogos). Ficou com déficit no saldo de gols, após marcar doze e sofrer dezoito. Seu aproveitamento foi inferior a 40%.
Manteve a oitava colocação em 2019, para, em 2020, obter uma ótima classificação final, ao chegar em 4º lugar. Por outro lado, em 2021 foi último colocado e, consequentemente, rebaixado para a Segunda Divisão.
O Bosque Formosa está há três anos sem disputar competições oficiais da Federação de Futebol do Distrito Federal.
Em maio de 2022, após o rebaixamento, renunciaram o presidente Marcelo Ribeiro, o vice-presidente Homero Cantarelli e a empresa JB Esportes, que comandava o futebol.
No início de 2025, diretores do Bosque Formosa e o vice-prefeito de Formosa, Ramos Somar, se reuniram com o empresário e ex-presidente José Luís, prometendo apoio para que ele reassumisse o comando do clube.
A Segunda Divisão do DF já está em sua quarta rodada e nada de participação do Bosque Formosa. Vamos ter que aguardar por 2026!

Fonte: site do Bosque Formosa.


Diogão