quarta-feira, 20 de abril de 2022

OS CLUBES DO DF: Real de Brasília


O Esporte Clube Real de Brasília foi fundado em 29 de junho de 1960, por doze funcionários públicos: Aristeu Aragão Filho, Wilson Faria, José Nobre da Conceição, Francisco Alves Vieira, Nilson Faria, Weldas Dias Alves, Mires Lopes de Oliveira, Walter Barnabé da Silva, Salvador de Sá Guimarães, Osiel Simão de Sousa, José Carlos Lima Cauby e Raimundo Maia Filgueiras.
Sua primeira diretoria era composta por Valdivino Pereira de Melo (Presidente), Lúcio Lima Rey (Vice-Presidente Patrimonial), Gonçalo da Costa Neto (Vice-Presidente de Esportes), Venerando Vieira Filho (Vice-Presidente Social), João Batista Ferreira (Vice-Presidente Financeiro), Abílio José Neto (1º Secretário), Raimundo Maia Filgueiras (2º Secretário), Nilson Faria (1º Tesoureiro) e Aristeu Aragão Filho (2º Tesoureiro).
Foram aprovados dois uniformes: o primeiro, composto de camisa grená com punhos e golas em azul, calção azul com filete grená dos lados e meias grenás; já o segundo uniforme era assim: camisa azul, calção branco e meias azuis.
O primeiro jogo do Real foi um amistoso no dia 7 de agosto de 1960, empatando em 2 x 2 com o Brasil Central.
Três dias depois, 10 de agosto de 1960, teve o seu estatuto aprovado pela Federação Desportiva de Brasília.
No dia 4 de setembro de 1960, tomou parte da primeira competição oficial promovida pela Federação, o Torneio Início. Solicitaram inscrição 16 clubes
Conforme previa o regulamento, os jogos foram realizados em dois tempos de dez minutos cada, sem intervalo. No caso de empate, haveria a decisão por pênaltis, três para cada equipe, na primeira série. No quarto jogo do dia, o Real foi derrotado pelo Sobradinho, por 1 x 0, gol contra do zagueiro Pateta.
Duas semanas depois, em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), teria início o torneio que determinaria as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
O Real fez parte do Grupo D, com jogos no campo do Rabello, juntamente com o clube anfitrião, o Alvorada e o Nacional.
Na primeira rodada do torneio classificatório, no dia 18 de setembro, o Real empatou em 1 x 1 com o Alvorada.
Uma semana depois, 25 de setembro de 1960, não resistiu ao poderio do Rabello, sendo goleado por 6 x 1.
Na terceira e última rodada do torneio classificatório, no dia 9 de outubro, aconteceu a primeira vitória do Real: 2 x 1 sobre o Nacional.
Após estes resultados, Nacional e Real estavam com três pontos ganhos na classificação do Grupo D. A goleada sofrida diante do Rabello fez com que ficasse em terceiro, no critério de desempate saldo de gols.
Aguardando pelo início dos jogos do campeonato da Segunda Divisão, em 16 de outubro de 1960 realizou um amistoso no campo do Grêmio. O Real venceu o Defelê, por 1 x 0, gol de Valentim.
Antes disso, em 13 de outubro de 1960, um dos clubes classificados para disputar a Primeira Divisão, a A. E. Edilson Mota encaminhou ofício a F.D.B. comunicando a sua extinção.
Para preencher a vaga na Primeira Divisão, a F.D.B. promoveu um torneio eliminatório entre os clubes da Segunda, iniciado em 30 de outubro de 1960. O Real não deu sorte e teve pela frente a fortíssima equipe do Defelê (que acabaria vencendo o campeonato daquele ano de 1960). Resultado: 6 x 1 a favor do Defelê e o sonho de passar para a Primeira Divisão desfeito.
Voltando a se preparar para disputar o campeonato da Segunda Divisão, em 21 de novembro disputou um amistoso com o Brasil Central, vencendo-o por 3 x 0.
O campeonato da Segunda Divisão contou com a participação de seis equipes. Além do Real, estiveram presentes: Guanabara, Brasil Central, Industrial, Sobradinho e o Trópicos. Foi disputado em turno único e o Real ficou com o vice-campeonato, apresentando a seguinte campanha: cinco jogos, três vitórias, um empate e uma derrota. Marcou 13 gols e sofreu 6. Somou sete pontos, dois a menos que o campeão Sobradinho.
Os resultados do Real foram: 04.12 – 2 x 0 Industrial, 11.12 – 3 x 0 Brasil Central, 18.12 – 2 x 2 Guanabara, 15.01.1961, 1 x 3 Sobradinho e 22.01.1961, 5 x 1 Trópicos.
O jogador Bugue (que mais tarde foi treinador de destaque no futebol de Brasília) foi a revelação do Real.
Veio o ano de 1961 e a primeira participação do Real no ano foi o Torneio Início da Segunda Divisão. Ele aconteceu em 9 de julho de 1961. Logo no primeiro jogo, foi derrotado pelo Colombo, por 1 x 0.
No campeonato da Segunda Divisão, de 6 de agosto a 22 de outubro de 1961, não foi nada bem, vencendo apenas um jogo nos seis disputados (sofreu cinco derrotas nos demais).
A situação no Real não era nada boa no ano de 1962. Primeiramente, não enviou representante para a Assembleia de Clubes realizada no dia 12 de janeiro de 1962. Logo depois, através do Ofício nº 6/62, de 23 de maio, o Real solicitou dispensa do campeonato de futebol de 1962.
Com isso, perdeu seus dois melhores atletas para o Grêmio Brasiliense: o goleiro Weldas e o já citado Bugue.
Resolveu retornar em 1963 e disputou o campeonato da Segunda Divisão com outros quatro clubes: Clube de Regatas Barroso, Vila Matias E. C., Dínamo F. C. e Pederneiras F. C.
O campeonato teve início no dia 13 de julho e término em 5 de outubro de 1963.
O Real teve um péssimo desempenho, ficando na última colocação. O campeão foi o Dínamo, time da Polícia Militar.
No dia 8 de novembro de 1963, aconteceu a Assembléia Geral que aprovou a implantação do profissionalismo no futebol de Brasília. Na mesma reunião também foi decidida a desfiliação do Real.



segunda-feira, 18 de abril de 2022

O PRIMEIRO JOGO ENTRE DEFELÊ E RABELLO


Rabello Futebol Clube, alvinegro fundado em 1957, e Defelê Futebol Clube, alvirubro criado em 1960, dois esquadrões no início do futebol de Brasília. O encontro dos dois clubes se tornou um acontecimento desportivo de larga repercussão na cidade, capaz de levar a campo elevado número de torcedores.
A primeira vez que se encontraram foi no dia 27 de novembro de 1960, em jogo válido pelo campeonato daquele ano. Apesar de bastante disputado, o jogo se arrastava para um 0 x 0, quando, aos 42 minutos do segundo tempo, Joãozinho I marcou o gol decisivo do jogo e da vitória do Rabello por 1 x 0.
O campeonato de 1960 foi realizado em um único turno e o troféu do campeão levou o nome de Taça "Juscelino Kubitschek", indo parar nas mãos do Defelê.
Este foi o primeiro jogo entre Rabello e Defelê que, com o passar dos anos, se tornaria o maior clássico do futebol brasiliense da década de 60.
O jogo foi realizado no Estádio “Paulo Linhares”, campo do Rabello.
O Rabello jogou com Gaguinho, Paulo e Leocádio; Cazuza, Nozinho e Alberto; Joãozinho II (Motorzinho), Calado, Baiano, Nilo e Joãozinho I.
Defelê: Matil, Euclides, Gavião, Zé Paulo, Pedrinho e Loureiro; Ramiro, Ely, Vitinho, Fino e Raimundinho.
O árbitro da partida foi Moacyr Siqueira e a renda de Cr$ 18.000,00.



domingo, 17 de abril de 2022

PRIMEIRO JOGO ENTRE CLUBES DO DF E DE GOIÁS


Como todos nós sabemos, a nova Capital do Brasil, Brasília, foi inaugurada em 21 de abril de 1960.
Bem antes de acontecer essa inauguração foi realizado o primeiro jogo entre clubes de Brasília e de Goiás, que também passou a ser a primeira partida interestadual na história do futebol brasiliense.
Eis a ficha desse jogo:

GUARÁ 0 x 1 ATLÉTICO GOIANIENSE
Data: 14 de setembro de 1958
Local: Estádio “Israel Pinheiro”, em Brasília
Motivo: Amistoso
Árbitro: Cacildo Ávila de Souza, de Goiânia
Renda: não houve; jogo efetuado com portões abertos.
Gol: Ribamar, aos 41 minutos
GUARÁ: Bosco, Zuca e Duque; Sabará, Marambaia e Homero; Paulo (Chico), Dengoso (Bahia), Severo, Maia e Ditão.
ATLÉTICO GOIANIENSE: China, Rodrigues e Bebé; Jair, Alemão e Luisinho; Ribamar, Tobias, Fabinho, Epitácio e Edson.



sexta-feira, 15 de abril de 2022

O PRIMEIRO AMISTOSO INTERNACIONAL



No dia 5 de maio de 1963 aconteceu o primeiro amistoso internacional em Brasília.
Os dirigentes do Defelê aproveitaram que estavam sendo realizados os Jogos Pan-Americanos em São Paulo e convidaram a seleção amadora do Chile para um amistoso.
O jogo aconteceu um dia após o encerramento da modalidade futebol nos Jogos.
Foi realizado no Estádio Vasco Viana de Andrade, com arbitragem de Eduíno Edmundo Lima, auxiliado por Idélcio Gomes de Almeida e José Francisco de Souza. O placar final apontou Defelê 2 x 1 Seleção Amadora do Chile. O primeiro tempo terminou 1 x 0 a favor do Defelê, gol de Alaor Capella. No segundo tempo, o mesmo Alaor ampliou para 2 x 0 e D’Ávila assinalou o tento chileno.
O Defelê formou com Gonçalinho, Zé Paulo, Euclides, Alonso Capela e Wilson; Matarazzo e Reinaldo; Invasão (Bawani), Alaor Capela, Vitinho (Manuelzinho) e Leônidas.
A seleção amadora do Chile jogou com Cifuentes (Montecinos), Silva, Peña, Angulo (Holtz) e Monterojas; Esquival (Bustamante) e Juan Torres; Barrera (Valencia), Pedro Gonzalez, Araneda e Lavin (D’Ávila).
Reinaldo e Ângulo foram expulsos no 2º tempo.
A renda ultrapassou a casa dos Cr$ 700.000,00.
Essa mesma seleção representou o Chile nos Jogos Pan-Americanos de São Paulo, ficando com a medalha de bronze, atrás de Brasil e Argentina, ouro e prata, respectivamente. Empatou com a Argentina, venceu o Uruguai e os Estados Unidos e perdeu apenas para o Brasil, por 3 x 0, no dia 30 de abril de 1963.


quinta-feira, 14 de abril de 2022

A PRIMEIRA SELEÇÃO DE BRASÍLIA



Da esquerda para a direita, em pé:
Gaguinho, Edson Galba, Marianelli, Calado, Loureiro, Jair, Raspinha e Didi (treinador);
Agachados: Herrera (massagista), Ubaldo, Dario, Gesil, Walter Moreira e Joãozinho.

A primeira vez que se convocou jogadores para formar uma seleção de Brasília foi em 1961.
As partidas serviriam de teste para os futuros compromissos do Campeonato Brasileiro que se aproximava (acabou sendo alterado o seu início).
Os treinos eram realizados duas vezes por semana (terças e quintas-feiras), no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, no horário de 16 horas.
No primeiro treino, em 5 de março de 1961, os reservas venceram os titulares por 4 x 3. Marcaram os gols Gesil, três vezes, e Vitinho para os suplentes e Ely (2) e Joãozinho para os efetivos. Alguns suplentes demonstravam reais condições de figurar no time principal.
Os quadros formaram assim: Titulares - Raspinha, Jair, Leocádio e Enes; Hiroito e Loureiro; Dario, Ely, Edson Galba, Walter Moreira e Joãozinho. Reservas - Gaguinho, Paulo (Luiz Silva), Oswaldo (Marianelli) e Pedrão; Calado e Bimba; Campos, Vitinho, Gesil, Nilo (Pacuzinho) e Raimundinho.
O técnico da seleção brasiliense era Didi de Carvalho.
Íris, que viria a ser titular, demorou para comparecer aos treinamentos realizados. A imprensa reclamava a presença de alguns como Euclides e Ramiro, do Defelê, Pedersoli e Lima, do Grêmio. Para alguns, Euclides era o melhor zagueiro da cidade.
A primeira exibição da seleção de Brasília aconteceu em 16 de abril de 1961.
No Estádio Pedro Ludovico, na Avenida Paranaíba, em Goiânia, realizou-se a primeira partida entre os selecionados de Brasília e Goiás, num cotejo amistoso que rendeu 280 mil cruzeiros nas bilheterias e fez o público vibrar em muitos momentos com o bom futebol apresentado. O primeiro tempo terminou empatado em 0 x 0. O resultado final de 1 x 0 (gol de Laércio, aos 31 minutos do 2º tempo) para os goianos foi o resultado lógico do predomínio dos goianos, que sempre se mostraram mais bem preparados e com maior entrosamento que os pupilos de Didi de Carvalho.
A Seleção de Brasília jogou com Gaguinho, Luiz Silva, Edson Galba e Enes; Pacuzinho (Jair) e Bimba; Ubaldo, Ely (Marianelli), Íris, Walter Moreira e Joãozinho (Gesil).
Na equipe de Brasília, Edson Galba despontou como a figura máxima, jogando um futebol primoroso, corrigindo as falhas dos seus companheiros e destruindo boa parte das arrancadas dos adversários.
A Seleção de Goiás alinhou: Campeão, Clever, Manduca e Osmar; Tido e Olacir; Caixeta, Paulinho (Elzevir), Arthur (Fabinho), Lailson (Elson) e Laércio.
O árbitro foi Francisco Ribeiro Franco.


quarta-feira, 13 de abril de 2022

OS CLUBES DE BRASÍLIA: Campineira


A Campineira Futebol Clube foi fundada em 1º de janeiro de 1975, por iniciativa de funcionários da Distribuidora Campineira de Doces e de outros empresários da Quadra 514 da W-3 Sul, em Brasília.
A reunião para sua fundação aconteceu na W-2 Sul, Quadra 514, Bloco C, Loja 52, Sala 104 e teve a presença de Waltinho Ferrari, Antônio Esteves Teixeira, Oddoni Luigi, Antônio Carlos Malaman, Alberto Luiz Esteves Teixeira, Jacy Bezerra de Araújo, José Ivan Lopes, Manuel Augusto de Melo, Adolpho Silvério Figueiredo, Djalma de Carvalho Silva, Ramon Monteiro Backy Van Buggenhout e João da Silva Araújo.
A primeira diretoria ficou assim composta: Presidente – Antônio Esteves Teixeira; Vice-Presidente – Waltinho Ferrari; 1º Secretário – Oddoni Luigi; 2º Secretário – Antônio Carlos Malaman, 1º Tesoureiro – Alberto Luiz Esteves Teixeira; 2º Tesoureiro – Jacy Bezerra de Araújo; Diretor Geral de Esportes – Sir Peres de Barros; Relações Públicas – Manuel Augusto de Melo; Diretor de Promoções e Consultor Jurídico – José Ivan Lopes; Diretor Administrativo – Ramon Monteiro Van Backy Buggenhout, Diretor de Patrimônio – Djalma de Carvalho Silva e Diretor do Departamento Médico – Francisco de Assis Dória Bastos.
Suas cores oficiais eram a preta e a branca e o uniforme semelhante ao do Botafogo, do Rio de Janeiro, ou seja, camisas com listras verticais pretas e brancas, calção preto e meias brancas.
Sua estréia no futebol aconteceu em março do mesmo ano, quando teve início a I Copa Arizona de Futebol Amador, evento que reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal e era patrocinado pelos cigarros Arizona e pela Gazeta Esportiva. Em uma das semifinais, foi derrotado pelo Humaitá, única equipe filiada a Federação Metropolitana de Futebol – F.M.F. na época.
Logo depois, participou do campeonato promovido pelo Departamento Autônomo, que teve início em junho de 1975, e foi disputado por 9 equipes.
Alguns jogadores da Campineira atuariam mais tarde no campeonato oficial da F.M.F., tais como Sir Peres, Zé Afonso, Dázio, Zé Nunes, Vino, Dorival e outros.
Foi vice-campeã no Torneio Início e campeã da Chave B do Campeonato do Departamento Autônomo, classificando-se para a Fase Final.
Desligou-se deste Departamento antes de ser decidido o torneio e resolveu apostar no futebol oficial da Federação Metropolitana de Futebol.
No dia 12 de setembro de 1975 aconteceu a A.G.E. que aprovou a filiação da Campineira Futebol Clube nas categorias de profissional e amador.
Sua primeira competição oficial foi o Torneio Incentivo, com jogos nas preliminares dos encontros do Ceub no Campeonato Brasileiro de 1975, juntamente com Brasília e Humaitá. Sua estreia aconteceu no dia 13 de setembro de 1975, com derrota de 3 x 1 para o Humaitá. Ficou com a terceira e última colocação do torneio.
Logo depois, passou a participar do Campeonato Oficial da F.M.F., com mais sete equipes amadoras de Brasília.
Antes do início do campeonato oficial, 13 jogadores que pertenciam ao Unidos de Sobradinho foram transferidos para a Campineira.
Após uma decisão extra com o CSU – Clube dos Servidores da Universidade de Brasília-UnB, sagrou-se campeã brasiliense de 1975. Sua campanha: 17 jogos, 11 vitórias, 2 empates e 4 derrotas. 32 gols a favor e 18 contra.
Logo depois, em 17 de fevereiro de 1976, a Campineira comunicou não ter condições de participar do campeonato de futebol de profissionais na temporada daquele ano.
Continuou disputando competições de futebol amador. Em uma delas, depois de vencer a chave de Brasília, obteve o vice-campeonato nacional da Copa Arizona de Futebol Amador, evento que contou, inicialmente, com a participação de mais de mil equipes, com eliminatórias regionais e cujas finais foram disputadas na cidade de São Paulo. Na decisão, a equipe brasiliense foi derrotada pelo Golfinho, de Guarulhos (SP), por 1 x 0.
A partida, em seu tempo normal, terminou empatada em 0 x 0, sendo necessária a realização da prorrogação. Só no segundo período desta prorrogação é que o Golfinho chegou à vitória.
No jogo final, a Campineira contou com esses jogadores: Ari, Cláudio, Zezão, Sir Peres e Marcos; Peba (Dorival), Toti e Júlio; Vino, Dásio (Antônio Carlos) e Santos. No jogo decisivo, a Campineira atuou sem o seu melhor atacante, o goleador Zé Afonso.
Também no ano de 1976, a Campineira disputou o campeonato de juvenis. Um dos jogadores que revelou foi Kidão, zagueiro que defendeu por muitos anos outros clubes de Brasília.
Em 1977, a Campineira estava inscrita no Campeonato Regional de Sobradinho.
No dia 11 de março de 1978 aconteceu a Assembléia Geral Extraordinária que decidiu pela alteração da razão social de Campineira Futebol Clube para Sobradinho Esporte Clube. Foram mantidos nos principais cargos Antônio Esteves Teixeira (Presidente) e Waltinho Ferrari (Vice-Presidente).
O Torneio Incentivo, primeira competição oficial da Federação em 1978, iniciado em 26 de março, foi o primeiro disputado com o nome Sobradinho. Seu primeiro jogo aconteceu no dia 29 do mesmo mês, com derrota de 3 x 2 para o Gama.




terça-feira, 12 de abril de 2022

CURIOSIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: Joãozinho, o artilheiro de duas divisões no mesmo ano


Não temos conhecimento de nada parecido com o que vamos registrar aqui.
Inclusive, solicitamos ao leitor desse blog se souber de algo parecido que nos diga onde e quando foi.
No ano de 1999, aos 34 anos de idade, João Jerônimo de Moura, mais conhecido como Joãozinho, foi o autor de uma façanha digna de registro no Livro dos Recordes: tornou-se goleador máximo das duas divisões do futebol candango no mesmo ano.

Na primeira divisão, atuando pelo Brazlândia, ele fez 12 gols. Eis os jogos e os gols marcados:
14.03.1999 – 1 x 2 Gama – 1 gol
21.03.1999 – 2 x 1 Luziânia – 2
28.03.1999 – 3 x 1 Guará – 1
14.04.1999 – 4 x 2 Taguatinga – 2
18.04.1999 – 2 x 1 Brasília – 1
21.04.1999 – 3 x 4 Dom Pedro II – 1
06.05.1999 – 3 x 4 Ceilândia – 2
09.05.1999 – 2 x 1 Guará - 2

No segundo semestre, com o Brazlândia parado e sem ter onde jogar, alugou seu passe ao Comercial, do Núcleo Bandeirante, que disputaria a Segunda Divisão do Campeonato Brasiliense (disputada por Comercial, Bosque Formosa, Itapuã (Unaí), Atlântida (Taguatinga), Samambaia e Planaltina), realizada de 22 de agosto a 23 de outubro, e que garantiria acesso à Primeira Divisão de 2000 aos dois primeiros colocados.
Os jogos e os gols marcados foram estes:

22/08/1999 - COMERCIAL 2 x 0 SAMAMBAIA - 2
12/09/1999 - PLANALTINA 2 x 1 COMERCIAL - 1
19/09/1999 - COMERCIAL 3 x 1 ITAPUÃ - 1
03/10/1999 - COMERCIAL 2 x 0 BOSQUE FORMOSA - 1
09/10/1999 - ATLÂNTIDA 0 x 4 COMERCIAL - 2
16/10/1999 - COMERCIAL 4 x 2 PLANALTINA - 1

Além da inédita artilharia (com oito gols), Joãozinho ajudou o Comercial a ficar com uma das vagas. Seu clube ficou com o vice-campeonato (O Bosque Formosa foi o campeão).




segunda-feira, 11 de abril de 2022

ARQUIVOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: O TROFÉU ISRAEL PINHEIRO


Sudaco
O Troféu “Israel Pinheiro” foi criado por iniciativa do presidente da Construtora Ribeiro Ltda., César Ribeiro, para ser disputado pelas companhias construtoras de Brasília.
Além do promotor, Ribeiro F.C., participaram equipes das seguintes construtoras: Nacional, Rabello, Pacheco Fernandes Dantas, Pederneiras, Cavalcante Junqueira, Consispa e ECRA.
Os jogos disputados foram:

12.06.1960
Grupo 1 - Ribeiro 10 x 1 Cavalcante Junqueira
Grupo 2 - Pacheco Fernandes Dantas 1 x 1 Consispa (na prorrogação: Pacheco Fernandes Dantas 1 x 0)
Grupo 3 - ECRA 2 x 1 Pederneiras
Grupo 4 - Nacional 6 x 2 Rabello

19.06.1960
Grupo 5 - Vencedor do Grupo 1 (Ribeiro) x Vencedor do Grupo 3 (ECRA) - ECRA 3 x 2 Ribeiro
Grupo 6 - Vencedor do Grupo 2 (Pacheco Fernandes Dantas) x Vencedor do Grupo 4 (Nacional) - Nacional 3 x 1 Pacheco Fernandes Dantas

26.06.1960
Grupo 7 - Vencedor do Grupo 5 x Vencedor do Grupo 6 - Nacional 2 x 1 ECRA.
Marcaram para a Nacional Sabará e José Silva, enquanto Sudaco descontou para a ECRA.
Sabará foi o melhor jogador em campo, desequilibrando a partida em favor do Nacional. O técnico do Nacional era Gabriel Costa Filho. O General Luís Toledo era presidente da Companhia Construtora Nacional e presidente de honra do clube.
Alguns jogadores da ECRA: Gaguinho, Sudaco, Cardoso e Paulista.






sábado, 9 de abril de 2022

ESTÁDIOS DE BRASÍLIA: SERRA DO LAGO




Na verdade, o estádio “Serra do Lago” não é de Brasília, mas como o campeonato de futebol do Distrito Federal conta com a participação do Luziânia e, conseqüentemente, nesta cidade de Goiás são realizados os jogos desta competição, vamos conhecer um pouco mais do estádio.
O Serra do Lago é oficialmente conhecido como Estádio Municipal “Zequinha Roriz”, em homenagem ao Prefeito que o construiu e o inaugurou.
O estádio tem capacidade para 21.564 torcedores, sendo que 13.212, nas arquibancadas e 8.352 lugares na geral. A Tribuna de Honra tem capacidade para 377 cadeiras e é totalmente coberta.
A cobertura das arquibancadas é de 1.255 metros quadrados, o que representa 25 por cento da área coberta do Estádio.
O Estádio foi construído pela Polígono Engenharia e Construções Ltda.
Ao todo são oito vestiários, quatro para os clubes, visitante e local, um para os árbitros, um para os gandulas, um para o Departamento Médico e um para almoxarifado e rouparia. Todos com estacionamentos privativos.
O acesso lateral às arquibancadas, a geral, à Tribuna de Honra, além de amplo espaço para os blocos das bilheterias, sanitários, lanchonetes, cabines de rádio e televisão e estacionamento para 1.300 veículos.
A Secretaria de Deporto e Turismo de Luziânia promoveu concurso para a escolha do apelido do estádio. Setecentas pessoas votaram, sendo 170 pelo apelido Serra do Lago. Foram votados ainda Gigante da Serrinha, Serra do Ouro e Rorizão.

INAUGURAÇÃO
O povo de Luziânia e cidades vizinhas compareceu em grande número ao novo estádio e saiu satisfeito com o time local e com o novo estádio, um dos melhores do estado de Goiás. Quanto ao convidado, o Botafogo, do Rio de Janeiro, decepcionou totalmente a sua torcida.
Antes do jogo aconteceram desfiles das equipes mirins (escolinhas), descida de pára-quedistas de Brasília, discursos, chuva e muitas homenagens.

O JOGO
O Luziânia iniciou o jogo no primeiro tempo com o seu segundo uniforme, todo branco, e o Botafogo com o seu primeiro listrado.
No segundo tempo o Botafogo voltou todo de branco (seu segundo uniforme) e o Luziânia com o seu primeiro listrado.
Essa partida marcou também a despedida do saudoso Zé Vieira, que se despediu do futebol profissional vestindo a camisa do Luziânia.
Eis a ficha técnica do jogo de inauguração:

LUZIÂNIA 1 x 0 BOTAFOGO
Data: 13 de dezembro de 1992
Local: Estádio Municipal Zequinha Roriz (Serra do Lago), Luziânia (GO)
Árbitro: Dario Souza Campos, auxiliado por Antônio Vidal e Filomeno Dourado.
Renda: Cr$ 135.113.000,00
Público: 6.755 pessoas
Gol: Rogerinho, aos 36 minutos do primeiro tempo.
Anormalidades: cartão vermelho para Nélson, Vivinho e Marcão, todos do Botafogo.
LUZIÂNIA: William Stain; Marcelo Roriz, Gilmar, Eduardo Gaúcho e Marquinhos; Luciano, Carlos Alberto e Zé Carlos; Zé Vieira (Ed Carlos), Marcelo Cruz e Rogerinho (João Cortes). Técnico: Sidney Nascimento.
BOTAFOGO: Zé Carlos, Marcão, André, Rogério Pinheiro e André Duarte; Pingo, Djair e Macalé; Vivinho, Bob (Marcelo Carioca) e Nélson. Técnico: Joel Martins.
A inauguração dos refletores aconteceu em 15 de junho de 1993, em jogo válido pelo campeonato goiano, quando Luziânia e Goiás empataram em 0 x 0.

Colaboração: José Egídio Pereira Lima, pesquisador/historiador do Luziânia.


sexta-feira, 8 de abril de 2022

OS CLUBES DO DF: Trópicos Atlético Clube


O Trópicos Atlético Clube foi fundado em 8 de setembro de 1960 pelos funcionários do Instituto de Aposentadoria e Pensões das Indústrias - IAPI Ivan Campos Cardoso, Carlos Pereira Borges, José Coelho de Oliveira, Roberto Pedrosa, Roberto Dias de Souza e Sebastião Pedro Alexandre.
A reunião de fundação foi realizada na SQS 409/10, Bloco 33, Entrada D, Ap. 201, em Brasília. Nela, foram sugeridos pelos presentes os seguintes nomes: Delta, Satélite, Gávea, Jaguarema, Lítero, Marajó e Rio Negro. Roberto Pedrosa foi quem sugeriu o nome Trópicos.
Conforme consta de seus estatutos, sua cor oficial é a cinza. No escudo, ao centro um globo e pelo meio do mesmo uma faixa verde com a inicial “T”, em cor preta.
Também foi definido o uniforme do Trópicos: camisa cinza com golas pretas, calção cinza e meias cinza com frisos pretos e os números pretos com fundo em branco.
O Trópicos teve uma passagem meteórica pelo futebol de Brasília. Participou apenas de uma competição oficial, a Segunda Divisão de 1960. Não se inscreveu para o certame do ano seguinte e nunca mais se soube nada do clube.
O campeonato da Segunda Divisão de 1960 foi disputado em turno único e contou com a participação de seis equipes: Associação Atlética Guanabara, Brasil Central Atlético Clube, Esporte Clube Industrial, Esporte Clube Real de Brasília, Sobradinho Esporte Clube e o Trópicos Atlético Clube. Foi vencido pelo Sobradinho.
O Trópicos ficou com a quarta colocação. Nos cinco jogos que disputou, venceu dois, empatou um e perdeu dois. Marcou oito gols e sofreu 10.
O time tinha tão pouca estrutura para se manter que sua estréia deveria acontecer no dia 4 de dezembro de 1960, diante do Sobradinho. Não apareceu, sendo punido com o WO.
Uma semana depois, 11 de dezembro, realizou seu primeiro jogo, empatando com o Guanabara, em 3 x 3. Mais uma semana (18.12) e aconteceu a sua primeira vitória: 3 x 1 sobre o Brasil Central. Venceu o Industrial por WO (em jogo previsto para 15.01.1961) e encerrou sua participação no campeonato em 22 de janeiro de 1961, sendo goleado pelo Real, por 5 x 1.



quinta-feira, 7 de abril de 2022

A REINAUGURAÇÃO DO PELEZÃO


Através do Ofício nº 55/73, de 10 de abril de 1973, a Confederação Brasileira de Desportos - CBD informou que o CEUB E. C., de Brasília, foi incluído no Campeonato Brasileiro da Divisão Extra de 1973.
A Federação já esperava por essa oportunidade e uma das providências a ser tomada foi uma completa reforma do Estádio Pelezão, onde o Ceub mandaria seus jogos.
Preparando-se para encarar as grandes equipes do futebol brasileiro, o Ceub realizou vários amistosos antes de sua estréia no Campeonato Brasileiro, no dia 25 de agosto de 1973, contra o Botafogo.
Um desses amistosos reinaugurou o Estádio Pelezão. Aconteceu no dia 8 de agosto de 1973, com derrota de 1 x 0 para o Atlético Mineiro, gol de Campos, aos 27 minutos do segundo tempo. Este jogo também marcou as estréias de Odair e Dario (ex-América mineiro) no Ceub.
Sob a arbitragem do mineiro Sílvio Gonçalves David (MG), assim jogaram as equipes:
CEUB: Rogério, Enísio, Paulo Lumumba, Emerson e Rildo; Oldair, Cláudio Garcia e Péricles de Carvalho (Jadir); Walmir, Dario (Julinho) e Tuca. Técnico: João Avelino.
ATLÉTICO MINEIRO: Mussula, Zé Maria, Márcio, Vantuir e Cláudio Mineiro; Vanderlei Paiva e Bibi; Arlem, Pedrilho (Marcelo), Campos e Romeu (Rodrigues), Técnico: Telê Santana.



quarta-feira, 6 de abril de 2022

A INVASÃO DOS CLUBES CARIOCAS EM 1967


Nunca se viu uma invasão tão grande!
Em 1967, vários clubes cariocas vieram jogar em Brasília.
O ano começou com a disputa do Torneio “Hugo Mósca”, que reuniu Defelê e Rabello, de Brasília, e o Flamengo, do Rio de Janeiro.
No dia 12 de fevereiro, Rabello e Defelê empataram em 1 x 1, gols de Tião para o Rabello e Maurício para o Defelê.
Três dias depois, o Flamengo desembarcou em Brasília. A delegação de 18 jogadores do Flamengo se hospedou no Hotel Imperial e realizou leves treinos no campo do Minas-Brasília Tênis Clube.
No dia 16 de fevereiro, no Estádio de Brasília, o Flamengo goleou o Defelê por 4 x 0. A arbitragem foi de Gualter Portela Filho, da federação carioca. O grande público que compareceu ao estádio proporcionou a  renda de NCr$ 8.250,00.
Vitória do Flamengo por 4 x 0, com esses gols: Fio, 1; Américo, 22; Paulo Choco, 75 e Pedrinho, 84. Assim formaram os times:
DEFELÊ: Tonho, Bugue, Décio, Farneze e Wilson; Eli e Gaúcho; Guairacá (Djalma), Maurício, Invasão e Cabeleira (Reinaldo).
FLAMENGO: Marco Aurélio, Leon, Jaime (Gilson), Ditão e Paulo Henrique; Américo e Carlinhos (Jarbas); Clair (Pedrinho), Ademar, Fio (Paulo Choco) e Rodrigues (Osvaldo).
Três dias depois (19.02), no mesmo local, o Flamengo aplicou outra goleada, desta vez sobre o Rabello, por 5 x 0. Marcaram: Fio, 18; Ditão, 31; Rodrigues, 44; Américo, 49 e Osvaldo, 67, de pênalti. Novamente o árbitro foi Gualter Portela Filho e as equipes jogaram desta forma:
RABELLO: Zé Walter, Aderbal, Melo, Pelé e Hélio; João Dutra e Zé Maria; Zezé, Sabará, Sinval e Arnaldo.
FLAMENGO: Marco Aurélio, Leon, Ditão, Jaime e Paulo Henrique (Altair); Carlinhos e Américo (Clair); Paulo Choco, Fio, Jarbas e Rodrigues (Osvaldo).
No começo de março, foi realizado um torneio quadrangular interestadual, que levou o nome de Taça “Ciro Machado do Espírito Santo” e reuniu as equipes do Rabello e Defelê, de Brasília, o Ipiranga, de Anápolis (GO) e o Botafogo, do Rio de Janeiro, representado por sua equipe de reservas.
No dia 2, o Rabello venceu o Ipiranga, por 4 x 2, com gols de Zezé (2), Roberto e Otávio para o Rabello e Carlos (2) para o Ipiranga. O árbitro foi José Matos Sobrinho. Na partida principal, o Botafogo venceu o Defelê, por 1 x 0, gol de Amoroso. O árbitro foi Gilberto Nahas.
No dia 5, o Ipiranga venceu o Defelê por 2 x 1 e ficou com a terceira colocação do torneio. Rubens Pacheco foi o árbitro e os gols foram marcados por Cabeleira para o Defelê e Luisinho e Formiga para o Ipiranga.
No jogo que decidiu o torneio, sob a arbitragem de Nilzo de Sá, Rabello e Botafogo não saíram do 0 x 0. Os dirigentes do Rabello decidiram, então, entregar o troféu de campeão ao Botafogo, por ser este time visitante.
O time principal do Botafogo voltou a Brasília em 14 de março, para disputar uma partida amistosa que fez parte das festividades da posse do Marechal Costa e Silva na Presidência da República. Enfrentou outro clube carioca, o Bangu. O Botafogo venceu por 2 x 1 e conquistou o Troféu “Costa e Silva”. Marcaram os Rogério (16) e Paulo César Lima (44) para o Botafogo e Aladim (59) para o Bangu. O árbitro do jogo foi Airton Vieira de Morais, o Sansão. Eis as formações dos times:
BOTAFOGO: Manga, Paulistinha, Zé Carlos, Leônidas e Dimas; Nei Conceição e Afonsinho; Rogério (Zélio), Airton, Roberto (Amoroso) e Paulo César Lima.
BANGU: Ubirajara, Cabrita, Mário Tito, Luís Alberto e Pedrinho; Ocimar e Jaime; Tonho, Paulo Borges, Cabralzinho e Aladim. Técnico: Martim Francisco.
A renda foi de NCr$ 28.850,00
No mês seguinte, foi a vez do Bonsucesso jogar em Brasília.
No dia 7 de abril, Defelê e Bonsucesso empataram em 1 x 1. Marcaram Maurício para o Defelê e Celso para o Bonsucesso. Na preliminar, Flamengo (DF) 0 x 0 Rabello, na estréia de Beto Pretti no rubro-negro de Taguatinga.
Dois dias depois (09.04), o clube carioca enfrentou e venceu o Flamengo (DF), por 3 x 2.
O mês de maio apresentou mais uma edição do “Clássico dos Milhões”, Flamengo x Vasco da Gama.
No dia 10, o Vasco da Gama venceu o Flamengo, por 2 x 1, gols de Paulo Bim (1), Nei (17) e Paulo Henrique (35).
O árbitro foi Sylvio de Almeida Carvalho, de Brasília. Na preliminar: Cruzeiro do Sul 2 x 1 Pederneiras. Assim se apresentaram os clubes cariocas:
VASCO DA GAMA: Pedro Paulo, Jorge Luís, Ananias, Fontana (Paquetá) e Oldair; Maranhão e Danilo Menezes; Luizinho (Zezinho), Bianchini (Paulo Bim), Nei e Morais.
FLAMENGO: Valdomiro, Leon, Ditão, Jaime e Paulo Henrique; Jarbas e Américo; Pedrinho, Ademar (Aluísio), Fio e Osvaldo (Néviton).
A renda não foi informada.
Outro clássico carioca foi realizado em Brasília no dia 2 de julho: Botafogo 1 x 0 América, gol de Roberto.
O Estádio de Brasília apanhou um bom público que proporcionou a renda de NCr$ 21.300,00.
Jogou o Botafogo com Manga, Moreira, Zé Carlos, Dimas e Waltencir; Nei Conceição e Gerson; Rogério, Roberto, Jairzinho e Humberto. Técnico: Zagalo. O América atuou com Ita, Sérgio, Alex, Aldeci e Dejair; Marcos e Ica; Joãozinho (Jorginho), Antunes (Luciano), Jarbas Tonel (Miguel) e Eduardo. Técnico: Evaristo de Macedo.
O árbitro foi Sílvio Fernandes, de Brasília, que expulsou Aldeci, do América.
Dos grandes clubes do futebol carioca na época somente o Fluminense não se apresentou em Brasília.


terça-feira, 5 de abril de 2022

A VITÓRIA DO BRASÍLIA SOBRE O GRÊMIO EM PORTO ALEGRE


Na Loteria Esportiva, a vitória do Brasília representava 9% de probabilidade de acontecer.
Há 14 jogos que o campeão gaúcho Grêmio não perdia no Olímpico.
Esta foi a primeira vez no ano que o técnico Ênio Andrade conseguiu escalar o Grêmio com sua força máxima, inclusive com a presença de Paulo Isidoro, em sua volta da Seleção Brasileira.
E nunca é demais lembrar que o Grêmio acabou se sagrando campeão brasileiro de 1981, ao vencer o São Paulo em pleno Morumbi, por 1 x 0, gol de Baltasar.
A torcida, que compareceu ao estádio certa de assistir a uma goleada de sua equipe, teve seus prognósticos aumentados, pois logo a um minuto e quarenta segundos de jogo, Tarciso abriu o marcador, entrando pelo meio para aproveitar um cruzamento do ponteiro-esquerdo Odair.
O Grêmio passou a rolar a bola, subestimando o adversário. E com alguma razão, pois logo em seguida surgiram novas chances de ampliar o marcador. Mas o Brasília também saiu para o ataque e, antes de empatar a partida, teve duas chances incrivelmente perdidas por seus atacantes. A primeira com Aluísio, quando Leão fez grande defesa. A segunda com Afonso, que chutou por cima.
Aos 22 minutos, Aluísio, de grande atuação, arriscou um chute da intermediária e teve a felicidade de acertar o ângulo direito de Leão, que nada pôde fazer. E aos 25, Wander, da meia-lua, recebeu um cruzamento da esquerda e colocou no mesmo canto.
Já em desvantagem, o Grêmio, mesmo nervoso, continuou criando chances para empatar a partida. Tarciso, Baltasar e Renato Sá perderam gols incríveis. Ao final do jogo, Dirceu marcou aquele que seria o gol de empate, mas o árbitro anulou, assinalando impedimento. Segundo o Jornal do Brasil “erradamente”. Já a Folha de S. Paulo afirma “O árbitro teve uma boa atuação, inclusive na marcação de um impedimento de Dirceu, anulando um gol do Grêmio aos 13 minutos do segundo tempo”.
Eis a súmula do jogo:

GRÊMIO 1 x 2 BRASÍLIA

Data: 15 de fevereiro de 1981
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre (RS)
Árbitro: Iolando Rodrigues (SC)
Público: 13.525
Renda: Cr$ 1.098.200,00
Gols: Tarciso, 1.40; Aluísio, 22 e Wander, 25.
GRÊMIO: Leão, Uchoa, Vantuir, De León e Dirceu; China, Paulo Isidoro e Renato Sá (Vilson Tadei); Tarciso, Baltasar (Éber) e Odair. Técnico: Ênio Andrade.
BRASÍLIA: Déo, Luisinho, Mário, Foca e Zé Mário (Ricardo); Alencar, Marco Antônio e Wander; William, Afonso e Aluísio (Paulinho). Técnico: Alaor Capella.

Fontes: Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo e revista Placar.



domingo, 3 de abril de 2022

O PRIMEIRO JOGO E O PRIMEIRO TÍTULO DO BRASILIENSE


O PRIMEIRO JOGO

Fundado em 1º de agosto de 2000, o Brasiliense Futebol Clube, de Taguatinga (DF), realizou o seu primeiro jogo no dia 7 de setembro de 2000, no estádio Vasco Viana de Andrade (Metropolitana).
Com gols de Eduardo, aos 13 minutos do primeiro tempo, e Alemão, aos quinze do segundo, o Brasiliense venceu o Samambaia por 2 x 0. O jogo foi válido pelo campeonato da Segunda Divisão do DF e arbitrado por Deuzimar da Conceição.
O time que entrou em campo foi: Cledson, Da Costa, Jânio, Daniel e Mica; Geraldo, Iron, Nando e Marquinhos Bahia; Eduardo e Alemão. Vavá, Marcelo e Beto substituíram Nando, Mica e Marquinhos Bahia, respectivamente. O técnico foi Ricardo Freitas.

O PRIMEIRO TÍTULO

Quatorze equipes disputaram o campeonato da Segunda Divisão do Distrito Federal em 2000.
Foram elas:
Grupo A - ARUC, Bosque, Itapuã, Planaltina, Planaltinense, Vasco da Gama e 26 F.C.
Grupo B – Brasiliense, Ceilandense, Flamengo, Luziânia, Samambaia, Santa Maria e Valparaíso.
Na primeira fase, em turno e returno, jogaram no sistema “todos contra todos” dentro dos seus grupos. Os dois clubes que mais somassem pontos estariam classificados para as semifinais. Os vencedores das semifinais decidiriam o campeonato.
O Brasiliense conquistou o seu primeiro título de campeão após a realização desses jogos:

PRIMEIRA FASE

BRASILIENSE 2 x 0 SAMAMBAIA
Data: 07/09/2000
Local: Metropolitana
Árbitro: Deuzimar da Conceição
Gols: Eduardo e Alemão

SANTA MARIA 1 x 4 BRASILIENSE
Data: 10/09/2000
Local: Bezerrão
Árbitro: Jamir Carlos Garcez
Gols: Anderson / Wesley (contra), Geraldo, Eduardo e Alemão

CEILANDENSE 0 x 0 BRASILIENSE
Data: 17/09/2000
Local: Abadião
Árbitro: Iêdo Souza

LUZIÂNIA 1 x 1 BRASILIENSE
Data: 24/09/2000
Local: Serra do Lago
Árbitro: José de Caldas Souza
Gols: Fernando / Alemão

BRASILIENSE 2 x 1 VALPARAÍSO
Data: 30/09/2000
Local: Metropolitana
Árbitro: Edson Anunciação
Gols: Geraldo e Alysson / Edson

BRASILIENSE 1 x 1 FLAMENGO
Data: 08/10/2000
Local: Metropolitana
Árbitro: Iêdo Souza
Gols: Nando / Severino

BRASILIENSE 1 x 0 SAMAMBAIA
Data: 15/10/2000
Local: Metropolitana
Árbitro: Raimundo Lôpo
Gol: Alemão

BRASILIENSE 3 x 0 SANTA MARIA
Data: 22/10/2000
Local: Metropolitana
Árbitro: Paulo César de Sena
Gols: Genilson, Alemão e Alysson

BRASILIENSE 2 x 2 CEILANDENSE
Data: 29/10/2000
Local: Metropolitana
Árbitro: Paulo Renato Viana Coelho
Gols: Alemão e Rodrigo / Jefferson e Joãozinho

BRASILIENSE 2 x 2 LUZIÂNIA
Data: 05/11/2000
Local: Metropolitana
Árbitro: José de Caldas Souza
Gols: Alysson (2) / Fernando e Fábio

VALPARAÍSO 0 x 8 BRASILIENSE
Data: 11/11/2000
Local: Serra do Lago
Árbitro: Cleuber Roriz
Gols: Marcelo França (4), Rodrigo (2), Alysson e Ésio

FLAMENGO 1 x 3 BRASILIENSE
Data: 15/11/2000
Local: Chapadinha
Árbitro: Sérgio Carvalho
Gols: Renivaldo / Alysson, Marcelo França e Ésio

SEMIFINAIS

26 F. C. 1 x 3 BRASILIENSE
Data: 19/11/2000
Local: Mané Garrincha
Árbitro: Paulo César de Sena
Gols: Cassius / Alemão (2) e Marcelo França

BRASILIENSE 0 x 1 26 F. C.
Data: 26/11/2000
Local: Mané Garrincha
Árbitro: Cleuber Roriz
Gol: Cassius

FINAL

BRASILIENSE 2 x 0 ARUC
Data: 03/12/2000
Local: Mané Garrincha
Árbitro: Jamir Carlos Garcez
Renda: R$ 315,00
Público: 315
Gols: Rodrigo, 4 e Alemão, 23
Expulsões: Rodrigo Mendes e Júlio César
BRASILIENSE: Cledson, Carlos, Jânio, Adenílson e Mica (Genílson); Iron, Rodrigo Mendes, Ésio e Alysson (Tiago); Alemão (Daniel) e Marcelo França. Técnico: Ricardo Freitas.
ARUC: Cláudio, Rick, Bilzão, Junior e Roberto (Augusto); Josué (Altair), Nen, Mário Zan e Júlio César; Jackson e Rodrigão. Técnico: Déo de Carvalho.

Registros:
O goleiro Cledson, do Brasiliense, recebeu o troféu como o goleiro menos vazado do campeonato (sofreu 11 gols).
O prêmio de artilheiro da competição foi dividido entre Petróleo, do Itapuã, e Cassius, do 26 F.C., com 11 gols cada um. Alemão foi o artilheiro do Brasiliense, com 9 gols.



sexta-feira, 1 de abril de 2022

TÚNEL DO TEMPO: O QUE ACONTECEU HÁ 60 ANOS (01 a 30 de abril de 1962)


01.04.1962
Teve prosseguimento o Torneio “Prefeitura do Distrito Federal”, Taça “Embaixador Sette Câmara”, com a realização de dois jogos.
No Estádio Aristóteles Góes, jogavam Guanabara e Guará, quando o árbitro Josué Costa Araújo interrompeu o jogo aos 17 minutos do primeiro tempo, devido à chuva. A complementação do jogo ocorreu em 4 de abril, quando o Guará venceu por 2 x 1.
No outro jogo, vitória do Nacional sobre o Planalto, por 3 x 2, no Estádio Israel Pinheiro, Moacyr Siqueira foi o árbitro e os gols foram marcados por Ubaldo, duas vezes para o Planalto e Naélcio, Ferreira e Beto para o Nacional.

03.04.1962
No campo do Defelê, aconteceu a apresentação dos atletas convocados para defenderem a Seleção de Brasília no amistoso contra o Vasco da Gama, no dia 21 de abril de 1962.
A Comissão Técnica formada por Oswaldo Cruz Vieira, Aliatar Pinto de Andrade e Waldyr de Carvalho (treinador) convocou os seguintes jogadores:
GOLEIROS: Matil (Defelê), Gonçalinho (Guanabara) e Bola Sete (Guará);
LATERAIS-DIREITO: Alberto (Nacional) e Edilson (Cruzeiro do Sul);
ZAGUEIROS-CENTRAIS: Beto II (Guará) e Eufrásio (Nacional);
QUARTOS-ZAGUEIROS: Bimba (Rabello) e Múcio (Guará);
LATERAIS-ESQUERDO: Enes (Rabello) e Oswaldo (Defelê);
MÉDIOS-VOLANTES: Índio (Guará) e Remis (Grêmio);
PONTEIROS-DIREITO: Nelício (Guanabara) e Ramiro (Defelê);
MEIAS-ARMADORES: Alaor Capela (Rabello) e Invasão (Defelê);
CENTRO-AVANTES: Ely (Defelê) e Zezito I (Nacional);
PONTAS-DE-LANÇAS: Beto I (Nacional) e Zezito II (Alvorada) - substituídos por Ubaldo (Planalto) e Ceninho (Grêmio)
PONTEIROS-ESQUERDO: Reinaldo (Defelê) e Arnaldo (Rabello)
O preparador físico era Walter Machado da Costa e o massagista Fuminho.
Alguns jogadores não obedeceram à chamada da Federação, outros se contundiram antes da apresentação; para substituí-los foram chamados: Gaguinho (Rabello), Jair (Planalto), Beto Pretti, Aderbal, Sabará, Matarazzo.

05.04.1962
Aconteceu o primeiro coletivo da Seleção de Brasília, no campo do Nacional.

08.04.1962
Mais uma rodada pelo Torneio “Prefeitura do Distrito Federal”.
No Estádio Aristóteles Góes, com dois gols de Joãozinho e um de Arnaldo, o Rabello venceu o Guará, por 3 x 0. O árbitro foi Josué Costa Araújo, que expulsou de campo Múcio, do Guará.
No Estádio Israel Pinheiro ninguém mexeu no placar. Guanabara e Nacional ficaram no 0 x 0. A arbitragem foi de Moacyr Siqueira e a renda de CR$ 10.700,00.

15.04.1962
O Defelê goleou o Nacional por 4 x 0, no Estádio Israel Pinheiro, com gols de Zé Paulo (2), Invasão e Reinaldo. Nivaldo, do Nacional, e Matarazzo, do Defelê, foram expulsos pelo árbitro Nilzo de Sá.
O outro jogo da rodada, previsto para o Estádio Aristóteles Góes, entre Guará e Planalto, não aconteceu.
O Planalto não compareceu ao jogo, sem dar qualquer justificativa.
Logo depois, Julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva, primeiramente foi multado e, posteriormente, suspenso. Em 12 de junho de 1962, Hugo Mosca, Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva da FDB, negaria o efeito suspensivo pedido pelo Planalto.

18.04.1962
Jardel Noronha de Oliveira reassumiu a Presidência da Federação Desportiva de Brasília.

21.04.1962
Para comemorar seu segundo ano de vida, Brasília realizou diversas festividades no dia 21 de abril de 1962. Uma delas foi o jogo de futebol reunindo o Vasco da Gama e a Seleção de Brasília.
Além de encontrar grande resistência no goleiro adversário, Matil – a melhor figura da partida – o Vasco da Gama teve sempre dificuldade de armar seus ataques, pela falta de apoio no meio-de-campo, onde o meia-esquerda Beto Pretti, de Brasília, ganhava a maioria das jogadas contra Lorico e Écio, no primeiro tempo.
No segundo tempo, quando a equipe de Brasília reforçou-se com a entrada de Zizinho no centro do ataque e as inúmeras substituições realizadas no segundo tempo serviram para quebrar a continuidade do jogo, pois tanto o Vasco da Gama como a seleção de Brasília não conseguiram entrosar suas equipes com as seguidas mudanças e deslocações no ataque e na defesa.
Eis a súmula do jogo:
SELEÇÃO DE BRASÍLIA 1 x 1 VASCO DA GAMA
Local: Estádio “Vasco Viana de Andrade”
Árbitro: Amílcar Ferreira, do Rio de Janeiro
Gols: Arnaldo, 15 e Saulzinho, 43
SELEÇÃO DE BRASÍLIA: Matil, Jair (Aderbal), Edilson, Bimba (Zezito) e Enes; Sabará (Reinaldo) (Matarazzo) e Beto Pretti; Ubaldo (Invasão), Alaor Capela (Zizinho), Ely (Ceninho) e Arnaldo.
VASCO DA GAMA: Ita, Paulinho, Brito, Barbosinha e Coronel (Russo); Écio (Laerte) e Lorico (Roberto Pinto); Sabará (Joãozinho), Javan, Saulzinho e Da Silva.
Além de Zizinho, tivemos um outro convidado especial: Arthur Friedenreich.

28.04.1962
Realizada a primeira rodada da Taça Candango, com a participação de Guará, Colombo, Defelê e Rabello, no campo do Defelê. O torneio foi patrocinado pela Companhia Antarctica Paulista.
No campo do Defelê, o Guará venceu o Colombo, o mesmo acontecendo com o Rabello, que passou pelo Defelê.

29.04.1962
O jogo Guanabara x Planalto estava programado para este dia e para o campo do Guará (Israel Pinheiro). Porém, tendo em vista a realização de uma corrida de automóveis no mesmo dia, o que tumultuaria o trânsito próximo ao local, o jogo foi transferido para o campo do Rabello.
O Planalto não compareceu e perdeu por WO.