quinta-feira, 6 de setembro de 2018

FICHA TÉCNICA: Kabila


NOME COMPLETO: Adilson Pereira da Silva
APELIDO: Kabila (nota: na infância, tinha um cabelo muito grande e, o apelido “cabeleira” foi sendo alterado até chegar em Kabila)
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Floriano (PI), em 15 de julho de 1975
POSIÇÃO: Meio de Campo
CARACTERÍSTICAS: boa marcação, bom passe, boa visão de jogo, boa aproximação ao ataque e boa finalização da intermediária.

LINHA DO TEMPO

1991 a 1995
Os primeiros treinos de Kabila, orientados por um técnico, aconteceram ao lado do estádio Adonir Guimarães, em um campo de terra, descoberto que foi por José Joaquim da Rosa, o Zé Vasco.
Nos gramados, começou a jogar futebol nas categorias de base do Planaltina, com o treinador Bira de Oliveira. Foi campeão brasiliense juvenil de 1991 e, no dia 31 de outubro de 1993, o Planaltina venceu o Ceilândia, por 1 x 0, e conquistou o título de campeão brasiliense da categoria de juniores.
Também em 1993, mais precisamente no dia 26 de setembro, Kabila fez sua estreia no time principal do Planaltina, em jogo válido pelo Campeonato Brasiliense, disputado no Adonir Guimarães, e que terminou com goleada de 5 x 1 sobre o Ceilândia. Formou o Planaltina com Capucho, Serginho, Joel, Alípio e Elton (Lindomar); Kabila, Michael e Paulo Henrique; Toni, Dida (Carlos Gomes) e Genilson. Técnico: Bira de Oliveira.
Nessa competição, o Planaltina chegou em quarto lugar, a melhor colocação em toda a história do clube.
Em janeiro de 1995, Kabila foi um dos jogadores do Gama na Copa São Paulo de Futebol Junior. Para essa competição, o técnico Remo testou 29 jogadores para definir o grupo de 19. Destes, apenas cinco pertenciam ao Gama. Os demais eram do Brasília, Ceilandense, Guará, Planaltina e Taguatinga. Além do desentrosamento, natural num grupo totalmente novo, o Gama também perdeu vários jogadores na reta final de sua preparação. O alviverde brasiliense perdeu os três jogos que disputou, ficando na última colocação do grupo.
Permaneceu no Planaltina até 1995. Seu último jogo na equipe foi em 17 de junho de 1995. Neste dia, o Planaltina foi derrotado pelo Brasília no Mané Garrincha e jogou com Capucho, Avelino, Auro, Marquinhos e Edinho; Elton (Dequinha), Kabila e Bazé; Toni, Marquinhos Carioca e Ernesto. Técnico: Bira de Oliveira.

1996
A partir de 1996, Kabila passou a ser jogador do Gama, clube que defenderia até 2001 e onde se sagrou pentacampeão brasiliense (1997 a 2001) da Primeira Divisão, além de integrar o elenco que conquistou o maior título da história do Gama, o Campeonato Brasileiro da Série B de 1998.
Em seu primeiro ano no Gama, disputou quinze jogos como titular, tendo marcado quatro gols. Sua estreia aconteceu no dia 10 de março de 1996, no Bezerrão, na vitória de 2 x 0 sobre o Luziânia. A formação do Gama nesse jogo foi a seguinte: Alexandre, Chaguinha, Adriano, Deda e Nescau (Assis); Edinho, Kabila e Pacheco; Carlinhos, Romualdo (Renato) e Rochinha (Flávio Katioco). Técnico: Walter Zaparolli.
No segundo semestre desse mesmo ano, Kabila foi emprestado ao Planaltina para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série C, competição disputada por 60 clubes. O Planaltina foi quarto e último colocado do seu grupo, sem conseguir classificação para a fase seguinte.

1997 a 2001
O Gama precisou disputar 22 jogos para se sagrar campeão brasiliense de 1997. Kabila esteve em doze deles. No Campeonato Brasileiro da Série B do mesmo ano, Kabila participou de quinze dos dezessete jogos disputados pelo Gama. O clube brasiliense ficou com a sétima colocação entre as 25 equipes participantes.
Começou o ano de 1998 emprestado a Portuguesa Santista para a disputa do Campeonato Paulista. O time era dirigido por Orlando Lelé, que levou vários jogadores do Gama para essa competição, dentre eles o goleiro Nasser, o zagueiro Jairo e os volantes Deda e Kabila.
Pouco antes do encerramento do Campeonato Paulista, Kabila voltou ao Gama para disputar onze jogos e sagrar-se bicampeão brasiliense.
Nesse mesmo ano, teve participação ativa (20 dos 24 jogos) na conquista do título de campeão brasileiro da Série B, o maior feito da história do Gama.
Em 1999, Kabila chegou ao tricampeonato brasiliense com o Gama, ano em que também disputou o Campeonato Brasileiro da Série A pela primeira vez.
Disputando 15 jogos e marcando um gol, sagrou-se tetracampeão brasiliense em 2000 e disputou mais um Campeonato Brasileiro da Série A (15 jogos).
O ano de 2001 foi o último de Kabila no Gama. Passou um tempo afastado do elenco, por questões salariais. Reintegrado ao grupo, sagrou-se pentacampeão brasiliense depois de participar de 18 jogos e marcar 4 gols.
Seu último jogo com a camisa do Gama aconteceu em 2 de junho de 2001, na decisão do campeonato desse ano, na vitória de 2 x 1 sobre o Brasiliense, no Serejão. O Gama formou com Ronaldo, Paulo Henrique, Márcio Santos, Nen e Carlinhos; Deda, Jefferson, Lindomar (Kabila) e Rodriguinho; Abimael (Amilton) e Alessandro Bocão (Rodrigão). Técnico: Sérgio Alexandre.
Logo depois, foi emprestado ao Figueirense, de Florianópolis (SC), para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B, onde acabou terminando como vice-campeão.

2002
Dispensado pelo Gama no começo desse ano, desembarcou no CFZ para uma vitoriosa campanha que quebrou a hegemonia do próprio Gama. Como capitão da equipe, mostrou o seu valor e chegou ao sexto título de campeão brasiliense consecutivo. Kabila participou da campanha que deu o título invicto ao CFZ, tendo disputado 20 dos 26 jogos do clube (marcando quatro gols).
Em julho de 2002 foi escolhido para compor a seleção dos melhores jogadores do Campeonato Brasiliense desse ano, na tradicional enquete realizada pelo jornal Correio Braziliense, integrando uma equipe que ficou assim formada: Ricardo (CFZ), Wellington Cássio (CFZ), Renato Mello (CFZ), Jairo (Gama) e Ademir (CFZ); Kabila (CFZ), Cubango (CFZ), Gil Baiano (Brasiliense) e Maninho (Ceilândia); Tiano (CFZ) e Bispo (Bandeirante).
Chegou a disputar o Campeonato Brasileiro da Série C pelo CFZ, mas logo foi liberado para acertar contrato com o Sampaio Corrêa-MA (que disputou a Série B) até o fim desse ano.

2003
Chegou a assinar um pré-contrato de um ano com o Brasiliense, mas preferiu trocar o maior favorito ao título para continuar no CFZ, por onde, novamente, disputou o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão e o Campeonato Brasileiro da Série C.
Fez parte da seleção dos melhores jogadores do Campeonato Brasiliense, eleita pelo jornal Correio Braziliense, e que ficou assim formada: Donizeti (Brasiliense), Patrick (CFZ), Nen (Gama), Gerson (Brasiliense) e Rochinha (Gama); Deda (Gama), Kabila (CFZ), Wellington Dias (Brasiliense) e Rodriguinho (Gama); Igor (CFZ) e Tiano (Brasiliense).
Com as férias forçadas de quatro meses no calendário nacional (só voltaria a jogar pelo CFZ na Série C do Campeonato Brasileiro), Kabila ainda encontrou tempo para disputar a Segunda Divisão do Campeonato Carioca pela matriz do CFZ, clube-empresa de Zico, e alguns jogos do Campeonato Goiano da Terceira Divisão pelo Mineiros.

2004
Depois da eliminação precoce da Terceira Divisão do ano anterior, Kabila preferiu sair do CFZ, desgastado com o treinador Reinaldo Gueldini. O jogador recusou propostas do Guará e do Paranoá e acertou contrato de três meses com a Anapolina-GO para disputar o Campeonato Goiano. Ao retornar ao futebol do DF, passou a defender o Ceilândia, sagrando-se vice-campeão da I Taça Brasília e tendo disputado o Campeonato Brasileiro da Série C.

2006
Kabila disputou apenas sete jogos pelo campeonato brasiliense da Primeira Divisão, defendendo o Paranoá, e resolveu parar com o futebol profissional.

2008
Depois de quase dois anos parado, desde o torneio local de 2006 pelo Paranoá, Kabila, com 32 anos, aceitou calçar as chuteiras novamente para disputar a modesta terceira divisão do DF pelo CFZ.

2009
Conseguiu a façanha de disputar as três divisões do Campeonato Brasiliense. O da Primeira Divisão pelo Dom Pedro II, tendo participado de quinze jogos; na Segunda Divisão, com a camisa do CFZ e, por último, o da Terceira, atuando pelo Planaltina de Goiás.

2010
Seu último como profissional do futebol foi em 2010, quando disputou dez jogos válidos pelo Campeonato Brasiliense desse ano com a camisa do Brasília, tendo marcado um gol.
A última vez que entrou em campo foi no dia 21 de março de 2010, no CAVE, com derrota para o Ceilândia, por 2 x 1. Jogou o Brasília com essa formação: Diego, Ângelo (Vinícius), Adailton (Vitor Carvalho), Leandro Falcão e Ramon; Magrão, Léo (Fernandinho), Bruno e Kabila; Gauchinho e Felipe. Técnico: Vilson Moreira.

Depois que parou com o futebol profissional, Kabila passou a disputar campeonatos de clubes sociais de Brasília, como Minas-Brasília Tênis Clube e AABB, e também os de futebol amador de Planaltina, Sobradinho, Planaltina de Goiás e Formosa.
Fora dos gramados, Kabila é pastor evangélico.



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