quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

OS CLUBES DO DF NAS COMPETIÇÕES NACIONAIS: O Brasília no Campeonato Brasileiro de 1983 - 1ª parte


O Campeonato Brasileiro de 1983 foi dividido em duas competições: a Taça de Ouro ou Série A ou Primeira Divisão e a Taça de Prata ou Série B ou Segunda Divisão.

O Brasília foi o representante do Distrito Federal na Taça de Ouro, competição que contou em sua primeira fase com 40 clubes, divididos em oito grupos com cinco equipes cada um.

Jogaram dentro dos seus grupos em ida e volta. Para a Segunda Fase da Taça de Ouro classificaram-se os três primeiros de cada chave (totalizando 24 clubes), mais os vencedores dos jogos da repescagem, realizada pelos quartos colocados de cada grupo, além de quatro times vindos da Taça de Prata (primeiros colocados nos quatro grupos da Primeira Fase): Americano (RJ), Botafogo (SP), Guarani (SP) e Uberaba (MG).


O Brasília começou sua participação na Taça de Ouro, passando, posteriormente, para a Taça de Prata.
Em sua estreia na Taça de Ouro, o Brasília enfrentou o Botafogo, do Rio de Janeiro, no Estádio Pelezão.
Veloz e com personalidade, o Brasília iniciou o jogo atacando e já aos 10 minutos vencia por 1 x 0, gol de Zé Carlos. O Botafogo tentou a reação em jogadas de contra-ataque e teve a chance dois minutos depois: Té foi derrubado na área, o árbitro marcou o pênalti que Édson cobrou na trave. Aos 21 minutos a chance foi do Brasília: novo pênalti que Zé Carlos bateu e Paulo Sérgio defendeu.
Mesmo jogando mal, o Botafogo empatou aos 29 minutos, através do zagueiro Abel, de cabeça. Um resultado injusto que o segundo tempo desfez: o Brasília marcou o seu segundo gol aos 15 minutos, com Bife aproveitando uma dupla falha de Gaúcho e Abel, e chegou aos 3 x 1 aos 37 minutos com novo gol de Bife. O Botafogo conseguiu diminuir dois minutos depois, em bela jogada individual de Té, mas não teve forças para chegar ao empate.

BRASÍLIA 3 x 2 BOTAFOGO-RJ
Data: 23 de janeiro de 1983
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Emídio Marques de Mesquita (SP)
Renda: Cr$ 6.186.400,00
Público: 13.776 pagantes
Gols: Zé Carlos, 10; Abel, 29; Bife, 60 e 82 e Té, 84
BRASÍLIA: Déo, Ricardo, Kidão, Jonas Foca e Zu; Wilson Bispo, Marco Antônio e Zé Maurício (Aluísio); Lino, Bife e Zé Carlos (Kleber). Técnico: Bugue.
BOTAFOGO: Paulo Sérgio, Josimar, Abel, Gaúcho e Gilmar; Serginho, Alemão e Jérson; Geraldo (Chicão), Té e Édson (Luisinho). Técnico: Zé Mário.

Depois da boa estreia, o Brasília partiu para dois jogos no sul do País. No primeiro, em Curitiba, contra o Colorado, o Brasília armou uma retranca, resistindo ao sufoco do Colorado até os 25 minutos do segundo tempo. Depois, sofreu dois gols e perdeu o jogo por 2 x 0. Este mesmo resultado aconteceu três dias depois, em Porto Alegre, contra o Internacional, em jogo muito parecido com o de Curitiba. O Brasília segurou o 0 x 0 no primeiro tempo para sofrer dois gols no segundo.

COLORADO 2 x 0 BRASÍLIA
Data: 26 de janeiro de 1983
Local: Durival de Brito, Curitiba (PR)
Árbitro: Paulo Celso Bandeira (BA)
Renda: Cr$ 2.037.600,00
Público: 4.487 pagantes
Expulsão: Bife, do Brasília
Gols: Nilton, 71 e Aladim, 85
COLORADO: Zico, Jorge, Paulo Marcos (André), Caxias e Chico Fraga; Nilton, Marinho e César (Freitas); Roldão, Jones e Aladim. Técnico: Urubatão Calvo Nunes.
BRASÍLIA: Déo, Ricardo, Kidão, Jonas Foca e Zu; Wilson Bispo, Marco Antônio e Zé Maurício (Aluísio); Lino, Bife e Zé Carlos. Técnico: Bugue.

INTERNACIONAL 2 x 0 BRASÍLIA
Data: 29 de janeiro de 1983
Local: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Árbitro: Afonso Vítor de Oliveira (PR)
Renda: Cr$ 3.309.300,00
Público: 7.124 pagantes
Gols: Roberto, 63 e Geraldão, 65
INTERNACIONAL: Benítez, Edevaldo, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Bereta; Ademir, Sílvio (Renê) e Ruben Paz; Paulo César (Roberto), Geraldão e Silvinho. Técnico: Ernesto Guedes.
BRASÍLIA: Déo, Ricardo, Kidão, Jonas Foca e Zu; Wilson Bispo, Kleber (Aluísio) e Marco Antônio; Mardone, Wander e Zé Carlos. Técnico: Bugue.

De volta a Capital Federal, o Brasília enfrentou a surpreendente Ferroviária, de Araraquara, que havia vencido suas três partidas anteriores contra Botafogo (1 x 0), Colorado (2 x 0) e Internacional (2 x 0). Mesmo perdendo o goleador Bife ainda no primeiro tempo, atingido com maldade pelo zagueiro Pinheirense, o Brasília jogou melhor que a Ferroviária, obrigando o goleiro do time paulista (Abelha) a brilhar com defesas portentosas. O marcador permaneceu 0 x 0 até o final do jogo.

BRASÍLIA 0 x 0 FERROVIÁRIA
Data: 5 de fevereiro de 1983
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Carlos Alberto Valente (ES)
Renda: Cr$ 1.766.900,00
Público: 3.743 pagantes
Expulsão: Zilinho, da Ferroviária
BRASÍLIA: Déo, Ricardo, Kidão, Jonas Foca e Nilton; Paulo Sérgio, Marco Antônio e Wander; Lino (Zu), Bife (Larry) e Zé Carlos. Técnico: Bugue.
FERROVIÁRIA: Abelha, Marinho Paranaense, Vica, Pinheirense e Zé Rubens; Junior, Douglas Onça e Zé Roberto (Jorginho); Claudinho (Zilinho), Marcão e Bozó. Técnico: Sebastião Lapola.

O Brasília faria, a seguir, mais dois jogos em casa (ambos no CAVE), e caso conseguisse bons resultados voltaria a ter chances de classificação para a fase seguinte da Taça de Ouro. Mas não foi isso que aconteceu! Perdeu para o Internacional e empatou com o Colorado, mantendo-se fora da zona de classificação.

BRASÍLIA 1 x 2 INTERNACIONAL
Data: 9 de fevereiro de 1983
Local: CAVE, Guará (DF)
Árbitro: Saul Mendes (BA)
Renda: Cr$ 2.000.050,00
Público: 5.146 pagantes
Gols: Ruben Paz, 6 e 62 e Jonas Foca, 88
BRASÍLIA: Déo, Ricardo, Kidão, Jonas Foca e Nilton; Paulo Sérgio, Zu e Wander; Márcio (Mardone), Larry (Santos) e Zé Carlos. Técnico: Bugue.
INTERNACIONAL: Benítez, Edevaldo, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Bereta; Borracha, Ademir e Ruben Paz; Sílvio (Roberto), Geraldão e Silvinho (Pedro Verdum). Técnico: Ernesto Guedes.

BRASÍLIA 0 x 0 COLORADO
Data: 23 de fevereiro de 1983
Local: CAVE, Guará (DF)
Árbitro: Jerônimo Alves (GO)
Renda: Cr$ 2.250.000,00
Público: 5.562 pagantes
BRASÍLIA: Déo, Ricardo, Kidão, Jonas Foca e Nilton; Paulo Sérgio, Márcio (Santos) e Wander; Zu, Larry (Kleber) e Zé Carlos. Técnico: Bugue.
COLORADO: Zico, Jorge (Ari), André, Caxias e Chico Fraga; Nilton, Freitas e Marinho; Roldão (Jaiminho), Jones e Aladim. Técnico: Urubatão Calvo Nunes.

Chegou então o jogo contra o Botafogo, ambos com apenas três pontos ganhos e lutando por uma vaga na repescagem, quase sem chances de classificação entre os três primeiros colocados do grupo. A imprensa chegou a noticiar que era o jogo do ruim contra o pior! Em um jogo de baixíssima qualidade técnica, o Botafogo conseguiu uma vitória fácil diante do Brasília. O jogo só serviu para mudar a posição de ambos no grupo. Com a vitória, o Botafogo passou a ter um ponto a mais que o Brasília, decretando a desclassificação do colorado brasiliense para a sequência da Taça de Ouro.

BOTAFOGO-RJ 3 x 0 BRASÍLIA
Data: 26 de fevereiro de 1983
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Alvimar Gaspar dos Reis (MG)
Renda: Cr$ 2.167.000,00
Público: 5.060 pagantes
Expulsão: Paulo Sérgio, do Brasília, e Jérson, do Botafogo
Gols: Té, 6, 63 e 83
BOTAFOGO: Paulo Sérgio, Paulo Verdum, Abel, Cristiano e Josimar; Alemão, Ataíde e Jérson; Geraldo, Té (Chicão) e Édson (Serginho). Técnico: Zé Mário.
BRASÍLIA: Déo, Ricardo, Kidão, Jonas Foca e Nilton; Paulo Sérgio, Zu e Wander (Wilson Bispo); Márcio, Larry e Zé Carlos. Técnico: Bugue.

Já sem chances de classificação, o Brasília foi até a cidade de Araraquara, enfrentar a Ferroviária. Apesar do Brasília ter sido muito combativo, a Ferroviária foi melhor e o resultado final foi justo, premiando o clube paulista com o primeiro lugar no grupo.

FERROVIÁRIA 3 x 1 BRASÍLIA
Data: 6 de março de 1983
Local: Fonte Luminosa, Araraquara (SP)
Árbitro: Marcus Vinícius dos Santos (SP)
Renda: Cr$ 2.043.800,00
Público: 4.467 pagantes
Gols: Santos, 23; Claudinho, 26; Bozó, 73 e Marcão, 87
FERROVIÁRIA: Abelha, Marinho Paranaense, Vica, Arouca (Fernando) e Zé Rubens; Junior, Douglas Onça (Zilinho) e Zé Roberto; Claudinho, Marcão e Bozó. Técnico: Sebastião Lapola.
BRASÍLIA: Déo, Ricardo, Kidão, Iranil e Zu; Marco Antônio, Santos e Kleber; Mardone (Bolão), Wander e Zé Carlos. Técnico: Bugue.

CLASSIFICAÇÃO FINAL DO GRUPO G

CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
SG
PG
1º
FERROVIÁRIA
8
5
2
1
10
4
6
12
2º
COLORADO
8
4
2
2
9
4
5
10
3º
INTERNACIONAL
8
3
2
3
6
6
0
8
4º
BOTAFOGO-RJ
8
2
2
4
7
9
-2
6
5º
BRASÍLIA
8
1
2
5
5
14
-9
4

Obs.: Com esses resultados, o Brasília foi um dos clubes eliminados da Taça de Ouro (juntamente com mais onze clubes), passando a disputar a Taça de Prata a partir da Terceira Fase.




quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

SÉRIE “AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA”: EMPATE NO AMISTOSO EM GOIÂNIA


Alaor Capella marcou o gol de 
empate no final do jogo

No dia 25 de setembro de 1962 foram convocados 16 jogadores de clubes brasilienses para o amistoso que a Seleção de Brasília disputaria em Goiânia, no Estádio Pedro Ludovico, no dia 29 do mesmo mês. Foram chamados os seguintes jogadores:
Rabello: Enes, Nicotina, Alaor Capella e Bimba;
Presidência: Gonçalinho;
Defelê: Sabará;
Guará: Chicão, Aderbal, Sir Peres, Clemente e Raimundinho;
Nacional: Zezito;
Grêmio: Remis;
Cruzeiro do Sul: Morales, Ceninho e Raimundinho.

Levando-se em consideração a premência de tempo, foi determinado pela Comissão Organizadora da seleção a realização de apenas um ensaio coletivo, programado para o dia 27 de setembro, no campo do Guará.
Enfrentando o quadro de aspirantes do Guará, o selecionado brasiliense não teve dificuldades para chegar à vitória pelo placar de 5 x 0, com gols de Alaor Capella (2), Ceninho (2) e Nicotina. Atuou como treinador da equipe Alan Guerra, diretor de futebol do Guará. O ensaio foi arbitrado por Aliatar Pinto de Andrade, diretor de futebol da Federação Desportiva de Brasília. A seleção brasiliense treinou com Gonçalinho, Aderbal (Clemente), Bimba, Sir Peres e Enes; Morales (Remis) e Zezito (Sabará); Nicotina, Alaor Capella, Ceninho e Raimundinho, do Guará (Raimundinho, do Cruzeiro).

O embarque da delegação brasiliense para Goiânia aconteceu no sábado, mesmo dia do jogo, às primeiras horas da manhã, em ônibus especial, com o retorno acontecendo no período noturno. A chefia da delegação coube, cumulativamente, a Alan Guerra e a Aliatar Pinto de Andrade.

O jogo, realizado no dia 29 de setembro de 1962, foi presenciado pelo Governador Mauro Borges, teve público regular e serviu para inaugurar as novas instalações do Estádio Pedro Ludovico, inaugurado em 1941 e que, antes da existência do Serra Dourada, foi a principal praça de esportes de Goiânia.
O primeiro tempo terminou sem abertura de contagem, sendo que o principal lance dessa fase foi um chute de Sete Léguas na trave.
Todos os quatro gols do amistoso foram marcados na etapa complementar, quando as duas equipes cresceram de produção, com ligeira supremacia da seleção de Goiás.
A contagem foi aberta pela seleção de Goiás, aos 3 minutos, com um tento de Canhoto. Aos 11 minutos, Raimundinho empatou com um chute forte e colocado do bico da área. Aos 17, Goiás consignava o segundo tento, depois de uma bobeada da seleção brasiliense, através de Lailson. Somente aos 43 minutos do segundo tempo é que Alaor Capella conseguiu marcar o gol de empate da seleção brasiliense. Resultado final: empate em 2 x 2.
Arbitrou o jogo com boa atuação Josué da Costa Araújo, da Federação Desportiva de Brasília.
As equipes formaram assim:
GOIÁS: Agildo, Cléber e Sérgio; Fabinho, Olacir e Osmar; Agostinho (Paulinho), Sete Léguas, Lailson, Artur e Canhoto (Laerte).
DISTRITO FEDERAL: Gonçalinho, Aderbal e Bimba; Morales, Sir Peres e Enes (Clemente); Nicotina, Alaor Capella, Ceninho, Zezito e Raimundinho, do Guará.


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

COMO FOI A PARTICIPAÇÃO DOS CLUBES BRASILIENSES NA COPINHA 2015


Gama, campeão brasiliense de 2014, e Unaí/Paracatu, vice-campeão, foram os representantes do Distrito Federal na 46ª edição da Copa São Paulo de Futebol Junior, maior torneio da categoria de base no Brasil.

A competição, iniciada no dia 3 de janeiro de 2015, reuniu, em sua primeira fase, 104 equipes de todo o Brasil.

Infelizmente, mais uma vez, nenhuma equipe brasiliense passou para a segunda fase.
O Gama integrou o Grupo I, com sede em Araraquara, onde os jogos foram realizados no Estádio Fonte Luminosa.
Estreou no dia 4 de janeiro, empatando com o Ceará em 0 x 0.
No dia 8, surpreendeu a equipe da casa, a Ferroviária. Começou perdendo, após sofrer um gol aos 22 minutos do 1º tempo, marcado por Thiago. No segundo tempo veio a virada. Aos 11 minutos, Maicon empatou para o Gama. O gol da vitória do Gama aconteceu nos acréscimos do segundo tempo, após marcação de pênalti a favor do alviverde brasiliense. Vitor cobrou e decretou a primeira vitória do Gama na Copinha. No mesmo dia, o Ceará venceu o Monte Azul, por 3 x 0, e assumiu a liderança do grupo por ter melhor saldo de gols que o Gama: dois.
O terceiro e último jogo do Gama foi no dia 11 de janeiro, contra o Monte Azul, de Monte Azul Paulista (SP). Precisando da vitória para passar de fase pela primeira vez em sua história, partiu para cima do time paulista, se descuidando na defesa. Resultado: sofreu um gol de Zé Henrique. Não se abateu e conseguiu, mais uma vez, a virada para 3 x 1, com gols de Rafael, Samuel e Maicon. Esse resultado classificaria o Gama para a segunda fase, mas um gol de Cristiano nos acréscimos do segundo tempo serviu para deixar em dúvida se o clube conseguiria a classificação. Logo depois, o Ceará venceu a Ferroviária por 2 x 1 e garantiu o primeiro lugar do grupo. O alvinegro cearense teve o mesmo número de pontos ganhos do Gama(7), mas com melhor saldo de gols (4 x 2).
O Gama passou então a torcer contra o XV de Piracicaba, do Grupo G, com a esperança de ficar entre os seis melhores segundos colocados. O clube paulista venceu o Itabaiana (SE), por 3 x 2, resultado que fez os dois clubes ficarem com a mesma campanha: sete pontos ganhos, cinco gols a favor e três contra, saldo de dois gols. Mas o critério de menor número de cartões amarelos deu a vaga ao clube paulista.
Fica o consolo de que o Gama realizou a melhor campanha em toda a sua história na Copinha (havia participado de dez torneios anteriormente), alcançando duas vitórias e um empate, encerrando o torneio com 77,8% de aproveitamento.

O outro representante do futebol brasiliense, o Unaí/Paracatu, realizou campanha bem pior do que a do Gama.
Jogando no Estádio Baetão, em São Bernardo do Campo, sede do Grupo T, estreou no dia 4 de janeiro, contra o time da casa, o São Bernardo. Até conseguiu sair na frente, marcando um gol logo aos três minutos de jogo, através de Paulinho. Ainda no primeiro tempo, o clube paulista virou para 4 x 1, resultado final do jogo.
Três dias depois, sofreu outra goleada, desta vez para o Atlético Mineiro (5 x 0), sendo desclassificado antes da última rodada. 
Encerrou sua participação no dia 10 de janeiro, quando venceu o Sete de Setembro, de Maceió (AL), por 1 x 0, gol de Weverson, ficando com a terceira colocação do grupo.
Esse gol pode ser conferido no You Tube, no seguinte link:

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

OS CLUBES DO DF: SOBRADINHO COMPLETA 40 ANOS DE VIDA - 6ª e última parte - 2006/2015





E se já não bastasse a humilhação sofrida em 2005, em 2006 o Sobradinho montou um time fraco e acabou caindo para a Terceira Divisão do Distrito Federal, sendo mais uma mancha na história do clube e mostrando a sua decadência no futebol.

Ficou fora da Primeira Divisão por longos seis anos: 2006 a 2011. Na Terceira Divisão de 2007 foi o sétimo e último colocado.
Em 2008 (quando foi 4º colocado) e 2009 (chegando na sexta e penúltima colocação), o Sobradinho não conseguiu o acesso para a Segunda Divisão do Distrito Federal, não conseguindo recuperar seu prestígio e sua grandeza no futebol do Distrito Federal.
No ano de 2010 o Sobradinho simplesmente não disputou nenhuma competição oficial. Tudo começou com a desistência do Brazlândia e Brazsat, que não quiseram disputar a Segunda Divisão desse ano. Com isso, Bolamense e Paranoá, terceiro e quarto colocados, respectivamente, da Terceira Divisão de 2009, foram promovidos para a Segunda Divisão de 2010. Dessa forma, apenas quatro clubes, Bandeirante, Planaltina, Santa Maria e Sobradinho, permaneceram na Terceira Divisão, que acabou não acontecendo neste ano.
Em compensação, em 2011, depois da extinção da Terceira Divisão, a Segunda teve um considerável aumento no número de participantes, passando a ser de 15 equipes. Contando com um elenco recheado de veteranos, o Sobradinho voltou à Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense ao sagrar-se vice-campeão da Segunda Divisão em 2011. A equipe que disputou a última partida do Sobradinho na Segunda Divisão foi Osmair, Clein, Carlos Eduardo, Thiago e Kaká (Oberdan); Zé Ricarte, Iron, Didão e Rodrigo (Diego); Maninho (Mazinho Brasília) e Cassius. Flu foi o técnico.
O Sobradinho teve o melhor ataque do campeonato, com 31 gols, e a melhor defesa, que sofreu 8 gols (resultando no melhor saldo de gols do campeonato: 23). Foi o clube que mais venceu (juntamente com o Brazlândia), com 9 vitórias. O Sobradinho também aplicou a maior goleada do campeonato (7 x 0 no Bandeirante). Cassius foi o vice-artilheiro da competição, com 15 gols.
Sob nova direção desde 2011 (Presidente Ricardo Vale da Silva), o Leão da Serra saiu da Segunda Divisão e está na Primeira desde então. No ano de 2012 conquistou a terceira colocação na primeira divisão do campeonato brasiliense e disputou a Série D do Campeonato Brasileiro.
Em 2013 contou com várias estrelas do futebol nacional em seu elenco, entre eles, o volante Túlio, um dos ídolos do Botafogo-RJ, além do zagueiro Fabão, Zé Carlos e Donizetti, entre outros, e chegou na quarta colocação. No mesmo ano disputou pela primeira vez em sua história a Copa do Brasil, quando enfrentou o Botafogo carioca em dois jogos, não conseguindo passar para a fase seguinte.
No ano passado, novamente chegou em quarto lugar no campeonato brasiliense.
Para 2015, o Sobradinho apresentou seu elenco no dia 8 de dezembro do ano passado, sendo seu maior destaque o veterano atacante Dimba. O técnico da equipe será Humberto Matos e a estreia do Sobradinho acontecerá no dia 25 de janeiro de 2015, no Augustinho Lima, diante do Formosa.

domingo, 4 de janeiro de 2015

OS CLUBES DO DF: SOBRADINHO COMPLETA 40 ANOS DE VIDA - 5ª Parte - 2000/2005


O Sobradinho foi o sexto colocado no campeonato brasiliense de 2000 e novamente quinto em 2001. Neste ano, o Sobradinho passou a ter como Presidente Michael Bastos e como Gerente de Futebol Toni Matos, ambos bicampeões como jogadores do clube em 1985 e 1986.
Em 2002, trouxe o ex-goleiro do Cruzeiro Wellington Fajardo, com pouca experiência, para comandar o time e o ex-jogador do Corinthians, Adil, para ser o coordenador da equipe. Como curiosidade, registramos que um dos jogadores desse ano era Leandro, irmão do zagueiro Lúcio, campeão mundial pela Seleção Brasileira em 2002 e hoje no Palmeiras. Leandro havia defendido o Planaltinense na segunda divisão de 2001.
Quase foi rebaixado, escapando da degola na última rodada. No dia 11 de maio, o Sobradinho chegou ao CAVE para o “duelo de morte” que definiria quem cairia, na última colocação, com 12 pontos ganhos, enfrentando o penúltimo colocado, o Brasília (que também tinha doze pontos e a vantagem do empate por ter uma vitória a mais: 3 x 2). Dois gols de Carlos Henrique e um de Cleidir garantiram a vitória de 3 x 1 sobre o Brasília e a permanência na primeira divisão. Foi o ensaio para o desastre que aconteceria em 2003.
Dias depois desse sufoco, em julho de 2002, tomou posse a nova diretoria do Sobradinho, para o biênio 2002/2003, tendo como presidente Manoel Esperidião Pereira, o Manoelzinho, que já havia dirigido o clube em outras temporadas.
Em 2003, o Sobradinho pretendia esquecer o desempenho ruim do ano anterior. Para isso, Manoelzinho resolveu apostar na montagem de um time barato, com muitos juniores e jogadores recém-profissionalizados. A maior parte dos jogadores (oito) eram do time amador do Santo Antônio, de Sobradinho, que venceu a Copa Peladão no segundo semestre de 2002. Dentre eles, José Carlos do Nascimento, mais conhecido por Zé Mulambo, com 32 anos e que estava afastado há dois anos dos campos do Distrito Federal. Depois de passar por times do Paraná e Goiás, voltou para Sobradinho, onde conseguiu emprego como fiscal da Viação Santo Antônio, empresa que tinha um time de futebol, onde virou ídolo até a conquista da Copa Peladão.
Para dirigir o time, foi convidado Alécio Gomes, que havia treinado o Planaltina na Segunda Divisão do DF e estava em Palmas (TO).
Na terceira rodada do campeonato, no dia 26 de janeiro de 2003, aconteceu o histórico massacre de 10 x 1 do CFZ sobre o Sobradinho, resultado que provocou a demissão de Alécio Gomes.
Menos de um mês depois, no dia 12 de fevereiro, na goleada interrompida por 4 x 0 para o Gama, o presidente do Sobradinho comandou a simulação de contusão de três jogadores (Estevão, Betinho e Paulo César). O jogo no Bezerrão acabou aos 17 minutos do segundo tempo, quando o Gama vencia por 4 x 0. Os três jogadores foram absolvidos, mas Manoelzinho foi suspenso em definitivo do futebol.
Depois desses vexames, no dia 23 de fevereiro de 2003, no Augustinho Lima, 241 pagantes testemunharam o rebaixamento do Sobradinho com uma rodada de antecedência, depois de ser goleado pelo Unaí por 5 x 1. Alex Alves fez o gol de honra dos anfitriões.
A vergonha foi maior porque o Sobradinho nem mesmo encerrou sua participação no campeonato. Foi excluído da competição pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) a uma rodada do final da fase classificatória e foi punido com o WO no jogo que realizaria contra o Guará no dia 1º de março de 2003, justamente por ter protagonizado o “cai-cai” no Bezerrão.
No mesmo ano (a Segunda Divisão era disputada no segundo semestre do mesmo ano em que houve rebaixamento), o Sobradinho conseguiu o acesso para a Primeira Divisão de 2004.
Depois de amargar o vexatório rebaixamento no primeiro semestre, o funcionário público Humberto Júnior tomou o lugar do banido Manoelzinho e iniciou a reformulação no Sobradinho. O trabalho foi coroado com o título de campeão.
Com todos os titulares remanescentes de times da primeira divisão candanga de 2003, como Bobby (Dom Pedro II), Iron (Ceilândia) e Giovani (Luziânia-GO), o Sobradinho chegou ao título de campeão depois de superar o Paranoá, no Augustinho Lima, por 1 x 0, com um gol de Geovani. Disputaram o último jogo pelo Sobradinho Osmair, André Souza, Piu, Panda e Bobby; Coquinho, Ricardinho, Iron e Edinho Paraíba (Jocelmo); Giovani (Zé Ricarte) e André Carioca (Joãozinho). O técnico foi Everton Goiano. após derrotar o Samambaia nas semifinais, e conquistando o título após vencer na final o Paranoá por 1 x 0 no Augustinho Lima diante de um público estimado em 3 mil pessoas.
A campanha do Sobradinho foi marcada pela volta ao futebol do maior artilheiro do Distrito Federal, Joãozinho, aos 40 anos, depois de dois anos e meio de prisão e mais de três longe do futebol.
Nos doze jogos que disputou, o Sobradinho venceu oito e empatou um. Marcou 22 gols e sofreu 8. 
De volta à Primeira Divisão, com um elenco totalmente modificado acabou se segurando na elite ao ficar em oitavo lugar em 2004, mas em 2005 acabou ficando na penúltima colocação do Grupo A com 5 pontos ganhos, voltando para a Segunda Divisão em 2006.



sábado, 3 de janeiro de 2015

OS CLUBES DO DF: SOBRADINHO COMPLETA 40 ANOS DE VIDA - 4ª Parte - Anos 90


No período de 1990 a 1992, o Sobradinho emplacou uma curiosa série de sextos lugares nas classificações finais dos três campeonatos brasilienses que disputou.

Em 1990 perdeu mais da metade do time do ano anterior por brigas internas com o então supervisor Manoelzinho. Os jogadores que deixaram o clube foram Chaguinhas, Claudinho, Michael, Arthur, Filó e Zé Nilo. Com um novo Presidente, o palestino Ratib Mohamad Madrei, e um novo treinador, Mário César, ex-técnico dos juniores do Bangu, o Sobradinho não realizou boa campanha no campeonato brasiliense de 1990. Não venceu uma partida sequer no 1º turno, recuperando-se no segundo, quando venceu duas, suficientes para deixar o clube na sexta colocação, à frente de Planaltina e Ceilândia.
Em 1991, o deputado distrital Tadeu Roriz, ex-presidente do Brasília (e que se tornaria presidente da Federação Metropolitana de Futebol no ano seguinte, 1992), passou a ser o coordenador de futebol do Sobradinho. O clube se reforçou com jogadores conhecidos, tais como os meio-campistas Michael e Filó, os zagueiros Ahlá e Régis e o goleiro Chicão, mas também não foi bem. No 1º turno, só venceu uma das quatorze partidas que disputou. No segundo, recuperou-se um pouco mais, não o suficiente para tirá-lo da sexta colocação final, à frente de Brasília e Tiradentes. Como curiosidade, o Sobradinho foi o clube que mais empatou em toda a competição: 15 vezes em 28 jogos disputados. Ganhou cinco jogos e perdeu oito.
Para o ano de 1992 o Sobradinho continuou se reforçando. Chegou a contratar dois ex-jogadores do Botafogo, do Rio de Janeiro: o centro-avante Silva e o ponta-esquerda Luiz Sérgio, que se juntaram a jogadores experientes. Ainda assim, não emplacou e ficou com o sexto lugar novamente, desta vez à frente de Gama e Ceilândia.
Depois de ser o oitavo e penúltimo colocado em 1993, recuperou-se no ano seguinte ao chegar na segunda colocação do campeonato brasiliense, ficando atrás apenas do Gama, com quem decidiu e perdeu o primeiro turno em dois jogos (o Gama acabaria vencendo também o segundo).
Foi 5º colocado no campeonato brasiliense de 1995 e 3º em 1996.

No dia 5 de março de 1996, o clube passou a se chamar Botafogo Sobradinho Esporte Clube, em parceria com o Botafogo, do Rio de Janeiro. O acordo foi fechado entre o presidente do clube carioca, Carlos Augusto Montenegro, e o representante do Botafogo em Brasília, Délio Cardoso, empossado como presidente do novo clube. Pelo contrato, jogadores reservas do clube carioca se juntariam a outros do Sobradinho para disputar o campeonato brasiliense e os que se destacassem iriam para o Rio de Janeiro, com chances de entrar na equipe principal do Botafogo. Nilton Santos passou a ser o Diretor de Futebol do novo clube e Dé Aranha o treinador. Essa parceria rendeu ao Sobradinho a terceira colocação nos campeonatos de 1996 e 1997. Um dos jogadores que se destacou nesse projeto e que mais tarde iria defender o Botafogo carioca foi Dimba, artilheiro do campeonato brasiliense de 1996, com 22 gols.
Voltou a disputar jogos pelo Campeonato Brasileiro, na Série C. O Sobradinho foi o 1º colocado do seu grupo, integrado por Francana (SP), Uberaba (MG) e o Planaltina (DF). Na Segunda Fase, disputada no sistema “mata-mata”, foi eliminado pelo Mixto, de Cuiabá (MT).
Em 1997 o Botafogo-Sobradinho chegou a ser o primeiro time de futebol do Brasil a trabalhar com o “biofeedback esportivo” (pesquisas de diferentes alternativas para a interatividade corpo/recursos cognitivos eletrônicos com aplicabilidade direta no desempenho de atletas). A alta tecnologia teve destaque na mídia (Globo Esporte e Esporte Espetacular) e foi utilizada apenas no campeonato brasiliense daquele ano.
Ainda em 1997 a parceria foi desfeita e o Sobradinho voltou a usar o seu nome original. Além de não atrair muitos torcedores, começou a perder os torcedores antigos. 
Desenvolveu campanhas irregulares nos campeonatos brasilienses de 1998 e 1999, sendo quinto colocado nos dois.



sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

OS CLUBES DO DF: SOBRADINHO COMPLETA 40 ANOS DE VIDA - 3ª Parte - Década de 80



De 1980 a 1983, continuou realizando péssimas campanhas no campeonato brasiliense (4º em 1980, sexto e último em 1981, sétimo e último em 1982 e 4º em 1983), ao ponto de não conseguir uma única vitória nos 18 jogos que disputou em 1982.
A mudança radical na história do Sobradinho começou a acontecer no ano de 1984. No início deste ano, o Sobradinho disputou o Torneio Seletivo do DF - Fase Regional da Taça CBF. Formou no grupo A com Gama, Taguatinga e Vasco da Gama. Empatou com Taguatinga (0 x 0) e Gama (1 x 1) e venceu o Vasco da Gama (4 x 0), resultados que não foram suficientes para colocar o Sobradinho na final do torneio contra o vencedor do outro grupo.
Logo depois, disputou o II Torneio Centro-Oeste. Num grupo que ainda contava com Vila Nova e Anapolina, de Goiás, e o Guará, do DF, não conseguiu vaga para a final do torneio, vencido pelo Guará.
Mas o melhor estava por acontecer. No campeonato brasiliense disputado por oito equipes e em quatro turnos, ficou com o vice-campeonato e, mais do que isso, começou a montar a equipe que traria muitas alegrias ao clube nos dois anos seguintes.
Venceu o primeiro turno, ao levar a melhor sobre o Taguatinga na decisão após dois jogos: 3 x 1 e 0 x 0. A equipe campeã foi formada por Atayde, Chiquinho, Rildo, Esquerdinha e Rodrigues; Zé Nilo, Filó e Artur (Wellington); Régis (Péricles), César e Jamil. O técnico foi Mozair Barbosa.
Chegou às decisões do 2º e 4º turnos, quando perdeu para Brasília e Taguatinga, respectivamente, e ficou de fora da decisão do terceiro turno. Com isso, classificou-se para o triangular final, juntamente com Brasília e Taguatinga. Empatou com o Brasília (2 x 2) e com o Taguatinga (0 x 0), ficando com o segundo lugar no geral após vencer o Taguatinga em jogo-extra: 2 x 1.

O ano de 1985 foi de muitas alegrias para o Sobradinho. No mês de fevereiro, mais precisamente nos dias 3 e 10, participou pela primeira vez do Campeonato Brasileiro. Foi o representante do Distrito Federal na Taça de Prata. Os jogos foram realizados no sistema de ida e volta, com os vencedores passando para a fase seguinte. Não foi feliz no sorteio, pois teve como primeiro adversário o Americano, de Campos (RJ). Empatou o primeiro jogo em Sobradinho (0 x 0) e perdeu o segundo em Campos (1 x 3), sendo desclassificado.
No campeonato brasiliense disputado em três turnos, alcançou pela primeira vez em sua história o título de campeão.
Iniciou o campeonato dando uma demonstração de força ao aplicar uma das maiores goleadas da história do campeonato brasiliense, no dia 7 de julho, atropelando o Planaltina, no Adonir Guimarães, por 10 x 0.
Não chegou à decisão do primeiro turno, venceu o segundo de forma invicta e novamente ficou de fora da decisão do terceiro.
Na decisão, pela primeira vez na história do futebol do Distrito Federal dois times de cidade-satélite decidiram o campeonato. O Sobradinho enfrentou o Taguatinga (vencedor do 1º e 3º turnos), que jogava por dois empates por ter melhor campanha.
No primeiro jogo, em 24 de novembro, no Serejão, o placar ficou em 1 x 1. No segundo, em 1º de dezembro, novamente no Serejão, vitória do Sobradinho por 2 x 0, com gols de Artur e Toni. A equipe campeã formou com Bocaiúva, Chiquinho, Hani, Rildo e Claudinho; Zé Nilo, Filó (Wellington) e Artur; Régis, Toni e Jamil (Michael). O técnico campeão foi José Antônio Furtado Leal.
Toni foi o artilheiro do campeonato, com 17 gols.
Para fechar o ano com chave de ouro, três jogadores do Sobradinho concorreram ao prêmio de Melhor do Ano entregue pela ABCD - Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos: Artur, Jamil e Toni. Artur foi o vencedor. Concorreram ainda Kleber e Nei (Brasília) e Marquinhos (Taguatinga).
O ano de 1986 continuou sendo de muitas alegrias.
No dia 29 de janeiro de 1986 o Sobradinho disputou o primeiro jogo internacional de sua história. No Augustinho Lima, venceu o Young Boys, da Suíça, por 2 x 1.
Mesmo perdendo Artur para o Guarani, de Campinas (SP), no dia 7 de junho empatou com o supertime do Atlético Mineiro integrado por Nelinho, Luisinho, Everton, Zenon, Sérgio Araújo, Nunes e Renato, dentre outros. Naquele dia, no Augustinho Lima, o Sobradinho segurou o empate de 0 x 0.
No campeonato brasiliense, venceu o primeiro turno ao bater o Brasília em dois jogos, ambos pelo placar de 2 x 0. Novamente decidiu o campeonato com o Taguatinga, vencedor do segundo turno, nos dias 18 e 25 de maio de 1986, ambos no estádio Mané Garrincha. No primeiro, empate em 2 x 2. No segundo, vitória de 1 x 0, gol de Michael. Defenderam o Sobradinho nesses dois jogos: Bocaiúva, Chiquinho, Toinzé, Rildo e Claudinho; Filó, Michael e Wellington (Hani); Régis, Toni e Jamil (Zé Nilo). O técnico foi novamente José Antônio Furtado Leal.
Também em 1986 participou pela primeira vez do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão, competição que reuniu 48 equipes de todo o País. Fez sua estreia no dia 31 de agosto de 1986, sendo derrotado no estádio Mané Garrincha, pelo Internacional, de Porto Alegre, por 1 x 0. Conseguiu bons resultados durante a competição: 1 x 1 São Paulo, 2 x 1 Ceará, 1 x 0 Clube do Remo e 1 x 1 Coritiba resultados que o ajudaram a ficar com a sétima e última vaga do Grupo A e a passar para a Segunda Fase, feito marcante na história do clube e também no futebol brasiliense. Foram três vitórias, dois empates e cinco derrotas. Marcou oito gols e sofreu 12.
Na segunda fase, apesar de também conseguir bons resultados (dois empates de 1 x 1 com o Atlético Mineiro, um no Mané Garrincha e o outro no Mineirão) e 0 x 0 Corinthians (no Pacaembu), foi o nono e último colocado do Grupo L. Ficou em 34º lugar na classificação final.
O ano de 1987 não foi nada bom para o Sobradinho. No campeonato brasiliense, não conseguiu vaga para a fase final, perdendo a possibilidade de lutar pelo tricampeonato ficando com o 5º lugar na classificação geral. No Campeonato Brasileiro, com a criação da Copa União coube ao Sobradinho disputar o Módulo Branco, contra clubes do Mato Grosso (Mixto e Operário, de Várzea Grande) e Mato Grosso do Sul (Operário, de Campo Grande) na primeira fase. Ficou na última colocação do grupo, sem conseguir uma vitória sequer.
No ano seguinte, 1988, voltou a fazer péssima campanha no campeonato brasiliense, ficando em oitavo e último lugar, conseguindo apenas duas vitórias nos 28 jogos que disputou.
Recuperou-se plenamente no ano de 1989, ficando com o segundo lugar na classificação final do campeonato brasiliense. Uma das atrações do time nessa competição foi o atacante Nilson Dias, ex-Botafogo. No mesmo ano voltou a disputar o Campeonato Brasileiro, na Série B. Não passou da Primeira Fase, quando enfrentou os clubes do DF (Ceilândia e Taguatinga) e os de Goiás (Anapolina, Atlético Goianiense e Vila Nova). Ficou em 5º lugar no grupo.




quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

OS CLUBES DO DF: SOBRADINHO COMPLETA 40 ANOS DE VIDA - 2ª Parte - Final da década de 70



No dia 11 de março de 1978 aconteceu a Assembleia Geral Extraordinária que decidiu, por unanimidade, pela alteração da razão social de Campineira Futebol Clube para Sobradinho Esporte Clube. O artigo primeiro passou a ter a seguinte redação: “Sobradinho Esporte Clube, ex-Campineira Futebol Clube, neste estatuto designado pelas iniciais SEC, é uma sociedade civil, fundada ao primeiro dia do mês de janeiro do ano de mil novecentos e setenta e cinco”. Consequentemente em todos os artigos e alíneas, onde se lia Campineira Futebol Clube passa-se a ler Sobradinho Esporte Clube.
Na eleição do Presidente e Vice-Presidente, por aclamação, foram mantidos nos cargos Antônio Esteves Teixeira (Presidente) e Waltinho Ferrari (Vice-Presidente). Waldyr de Carvalho Thiessen foi o secretário da Assembleia. Além dos citados, participaram da assembleia Alberto Luiz Esteves Teixeira, Aníbal Rosa dos Santos, Ivanildo Vicente da Silva, Manoel Augusto de Melo e Sir Peres de Barros.
O Torneio Incentivo, competição oficial da Federação Metropolitana de Futebol iniciada em 26 de março de 1978, foi o primeiro disputado com o nome Sobradinho. Seu primeiro jogo aconteceu no dia 29 do mesmo mês, com derrota de 3 x 2 para o Gama, no Pelezão. Maurício, aos sete minutos do segundo tempo, marcou o primeiro gol da história do Sobradinho. Dázio marcou o segundo.
O Sobradinho formou com Ari, Cláudio, Zezão, Sir Peres e Marco; Baduca (Japão), Pebinha e Maurício; Marcus (Vino), Zé Afonso e Dázio. O técnico foi Manoel Augusto de Melo. Depois seria substituído por Waldyr de Carvalho Thiessen. 
A primeira vitória aconteceu no dia 20 de abril de 1978, também no Pelezão: 2 x 1 sobre o Taguatinga, gols de Baduca e Zé Afonso.
Logo depois, o Sobradinho passou a utilizar seu próprio estádio, o Augustinho Lima, inaugurado em 30 de abril de 1978, num amistoso contra o Santos, de São Paulo.
No campeonato de 1978 estreou no dia 3 de setembro, empatando em 1 x 1 com o Taguatinga, com a seguinte formação: Nilson, Aderbal, Milton (Sir Peres), Remo e Marcos; Pebinha, Baduca e Gaúcho (Zé Afonso); Marco Antônio, Maurício e Messias. Técnico: Manoel Cajueiro. Novamente Maurício marcou o primeiro gol do Sobradinho, aos 23 minutos de jogo. Não fez uma boa campanha no 1º turno (quinto lugar, com uma vitória, três empates e duas derrotas). Sua única vitória aconteceu em 8 de outubro de 1978, ao bater a Desportiva Bandeirante por 2 x 1, no estádio Adonir Guimarães, em Planaltina.
No segundo turno, a campanha foi ainda pior, ao ficar na sétima e última colocação, com uma vitória, um empate e quatro derrotas.
Na classificação geral, ficou em sétimo e último lugar, com apenas duas vitórias nos doze jogos que disputou. Ainda empatou quatro e perdeu seis. Marcou nove gols e sofreu vinte e cinco.
O Sobradinho começou o ano de 1979 participando do Torneio Seletivo, realizado pela Federação Metropolitana de Futebol no período de 4 de março a 8 de abril de 1979, com a finalidade de escolher o clube que ocuparia a segunda vaga no Campeonato Brasileiro versão 1979, reservada para o Distrito Federal.
Participaram do Torneio Seletivo somente os clubes que disputaram o Campeonato de Profissionais do DF de 1978, com exceções do Brasília E. C., por ter sido o campeão do ano anterior, e do Grêmio, que não quis disputar.
Ficou na quinta e última colocação, sem conseguir uma única vitória nos oito jogos que disputou. Foram três empates e cinco derrotas.
No dia 12 de maio de 1979, o Sobradinho disputou seu primeiro amistoso interestadual, ao vencer o Anápolis, de Goiás, no Augustinho Lima, por 1 x 0, gol de Zé Afonso.
Logo depois, no dia 27 de junho de 1979, no Augustinho Lima, aplicou uma tremenda goleada no Tiradentes: 9 x 2.
No campeonato, disputado por seis equipes, novamente ficou com a última colocação. Somou apenas 10 pontos, provenientes de quatro vitórias e dois empates.
No final do ano, mais precisamente de 20 de outubro a 2 de dezembro, promoveu o Torneio “Cidade de Sobradinho”, que contou com as participações do Comercial, de Planaltina, da Desportiva Bandeirante, do Núcleo Bandeirante, e do Tiradentes, de Brasília. Todos os jogos foram realizados no estádio Augustinho Lima. O torneio foi disputado em dois turnos, o primeiro vencido pelo Comercial, e o segundo pelo Sobradinho. Na decisão do torneio, o Sobradinho venceu o Comercial por 2 x 1, conquistando assim seu primeiro troféu de campeão no futebol brasiliense.
Teve dois destaques individuais no ano: Zé Afonso, que fez parte da Seleção do Ano escolhida pelo jornal Correio Braziliense, e Hani, apontado como revelação do campeonato pela Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos - ABCD.


OS CLUBES DO DF: SOBRADINHO E. C. COMPLETA HOJE 40 ANOS DE VIDA - 1ª Parte


Em homenagem aos 40 anos de existência do Sobradinho Esporte Clube, completados no dia de hoje, estaremos postando (nos próximos dias) matérias relacionadas à sua história.
Começamos pela criação da Campineira Futebol Clube, fundado por iniciativa de funcionários da Distribuidora Campineira de Doces e de outros empresários da Quadra 514 da W-3 Sul, em Brasília e que, posteriormente, se transformaria no Sobradinho Esporte Clube.
A assembleia de constituição da Campineira Futebol Clube aconteceu no dia 1º de janeiro de 1975, à Avenida W-2 Sul, Quadra 514, Bloco C, Loja 52, Sala 104, em Brasília (DF) e teve a presença de Adolpho Silvério Figueiredo, Alberto Luiz Esteves Teixeira, Antônio Carlos Malaman, Antônio Esteves Teixeira, Djalma de Carvalho Silva, Francisco de Assis Dória Bastos, Jacy Bezerra de Araújo, João da Silva Araújo, José Ivan Lopes, Manuel Augusto de Melo, Oddoni Luigi, Ramon Monteiro Back Van Buggenhout e Waltinho Ferrari.
Por aclamação dos presentes, assumiu a presidência Alberto Luiz Esteves Teixeira, que convidou Adolpho Silvério Figueiredo para secretariar a reunião. João da Silva Araújo foi convidado a fazer parte de uma comissão criada para elaborar os estatutos sociais do clube que, num futuro próximo, seria filiado à Federação Metropolitana de Futebol.
Por proposta de Waltinho Ferrari, foi composta uma Diretoria Provisória, que foi eleita e aclamada, sendo assim constituída: Presidente - Antônio Esteves Teixeira; Vice-Presidente - Waltinho Ferrari; 1º Secretário - Oddoni Luigi; 2º Secretário - Antônio Carlos Malaman; 1º Tesoureiro - Alberto Luiz Esteves Teixeira; 2º Tesoureiro - Jacy Bezerra de Araújo; Diretor Geral de Esportes - Sir Peres de Barros; Relações Públicas - Manuel Augusto de Melo; Diretor de Promoções e Consultor Jurídico - José Ivan Lopes; Diretor Administrativo e Consultor Jurídico - Ramon Monteiro Back Van Buggenhout, Diretor de Patrimônio - Djalma de Carvalho Silva e Diretor do Departamento Médico - Francisco de Assis Dória Bastos.
Suas cores oficiais eram a preta e a branca. O uniforme era semelhante ao do Botafogo, do Rio de Janeiro, ou seja, camisas com listras verticais pretas e brancas, calção preto e meias brancas (que viria a ser adotado pelo Sobradinho mais tarde).
Sua estreia no futebol aconteceu em março do mesmo ano, quando teve início a I Copa Arizona de Futebol Amador, evento que reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal (alguns com passagens pelo quadro de filiados da Federação Metropolitana de Futebol - FMF) e era patrocinado pelos cigarros Arizona e pela Gazeta Esportiva.
No sistema eliminatório (mata-mata), a competição foi realizada de 23 de março até 25 de maio de 1975. A Campineira fez sua estreia no dia 30 de março, no Gama, derrotando o local Clube Atlético Planalto por 4 x 2. Chegou até as semifinais, quando, no dia 18 de maio, foi derrotada pelo Humaitá, do Guará, por 2 x 1. Na decisão do 3º lugar, goleou o Penharol por 7 x 0.
Logo depois, participou do campeonato promovido pelo Departamento Autônomo, que teve início em junho de 1975, e foi disputado por 9 equipes. Foi vice-campeã no Torneio Início e campeã da Chave B do campeonato, classificando-se para a Fase Final.
Desligou-se deste Departamento antes de ser decidido o torneio e resolveu apostar no futebol oficial da Federação Metropolitana de Futebol, que na época ainda era amador.
Alguns jogadores do Campineira utilizados nessas duas competições atuariam mais tarde no campeonato oficial da F. M. F., tais como Sir Peres, Zé Afonso, Dázio, Zé Nunes, Vino e Dorival, entre outros.
No dia 12 de setembro de 1975 aconteceu a A.G.E. que aprovou a filiação do Campineira Futebol Clube nas categorias de profissional e amador.
Sua primeira competição oficial foi o Torneio Incentivo, com jogos nas preliminares dos encontros do Ceub no Campeonato Brasileiro de 1975, juntamente com Brasília e Humaitá. Sua estréia aconteceu no dia 13 de setembro de 1975, com derrota de 3 x 1 para o Humaitá. Ficou com a terceira e última colocação do torneio.
Logo depois, passou a participar do Campeonato Oficial da F.M.F., com mais sete equipes amadoras do Distrito Federal.
Antes do início do campeonato oficial, 13 jogadores que pertenciam ao Unidos de Sobradinho foram transferidos para a Campineira.
Após uma decisão extra com o CSU - Clube dos Servidores da Universidade de Brasília - UnB, sagrou-se campeã brasiliense de 1975. Sua campanha: 17 jogos, 11 vitórias, 2 empates e 4 derrotas. 32 gols a favor e 18 contra.
Em 17 de fevereiro de 1976 a Campineira comunicou à Federação Metropolitana de Futebol não ter condições de participar do campeonato de futebol de profissionais daquele ano.
Continuou disputando competições de futebol amador. Em uma delas, depois de vencer a chave de Brasília, obteve o vice-campeonato nacional da Copa Arizona de Futebol Amador, evento que contou, inicialmente, com a participação de mais de mil equipes, com eliminatórias regionais e cujas finais foram disputadas na cidade de São Paulo. Na decisão, a equipe brasiliense foi derrotada pelo Golfinho, de Guarulhos (SP), por 1 x 0.
A partida, em seu tempo normal, terminou empatada em 0 x 0, sendo necessária a realização da prorrogação. Só no segundo período desta prorrogação é que o Golfinho chegou à vitória.
No jogo final, a Campineira contou com esses jogadores: Ari, Cláudio, Zezão, Sir Peres e Marcos; Peba (Dorival), Toti e Júlio; Vino, Dázio (Antônio Carlos) e Santos. No jogo decisivo, a Campineira atuou sem o seu melhor atacante, o goleador Zé Afonso.
Também no ano de 1976, a Campineira disputou o campeonato de juvenis. Um dos jogadores que revelou foi Kidão, zagueiro que defendeu por muitos anos outros clubes de Brasília.
Em 1977, a Campineira estava inscrita no Campeonato Regional de Sobradinho.