quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: o V Campeonato Brasileiro de Futebol Amador


Guairacá
De 15 de janeiro a 2 de fevereiro de 1967, Brasília foi sede do Grupo III do V Campeonato Brasileiro de Futebol Amador, eliminatórias pela disputa da vaga de representante da Região "Centro-Oeste" que reuniu os selecionados do Distrito Federal, Goiás, Guaporé e Rio de Janeiro. 

A Seleção do Distrito Federal iniciou a competição no dia 15 de janeiro de 1967, derrotando o selecionado de Guaporé, por 3 x 0. A ficha técnica desse jogo foi o seguinte:

Distrito Federal 3 x 0 Guaporé
Data: 15.01.1967
Local: Estádio de Brasília
Árbitro: Urias Crescente Alves Junior (GO)
Gols: Hermes, 9 e 36 e Walmir, 71
Distrito Federal: Sílvio, Lima, Noel, Juarez e Sérgio; Axel e Luizinho; Guairacá, Hermes, Walmir e Cabeleira.
Guaporé: Gainete, Aldísio, Jordão, Bezerra e Miranda; Bell e Willibaldo; Calama, Chico, Chagas e Ruy.

Quatro dias depois, nova vitória do Distrito Federal, desta vez por 1 x 0 sobre o Estado do Rio de Janeiro. Os dados técnicos desse jogo foram:

Distrito Federal 1 x 0 Rio de Janeiro
Data: 19.01.1967
Local: Estádio de Brasília
Árbitro: Milton Jeremias (RJ)
Expulsões: Zé Carlos, do Distrito Federal, e Zezinho, do Rio de Janeiro
Gol: Cabeleira (pênalti), 41
Distrito Federal: Sílvio, Lima, Noel, Juarez e Sérgio; Dazinho e Luizinho; Guairacá, Hermes, Walmir (Zé Carlos) e Cabeleira.
Rio de Janeiro: Tonho (Carlos), Pepe, Célio, Alédio e Russo; Sidney e Hélcio; Zezinho, Afonso, Pelé e Renatinho.

Em sua terceira apresentação, o selecionado do DF empatou com Goiás, em 1 x 1.

Distrito Federal 1 x 1 Goiás
Data: 22.01.1967
Local: Estádio de Brasília
Árbitro: Milton Jeremias (RJ)
Gols: Axel, 43 e Fernando, 55
Distrito Federal: Sílvio, Lima, Noel, Juarez e Sérgio; Dazinho e Luizinho; Guairacá, Hermes, Zé Carlos (Axel) e Cabeleira.
Goiás: Mauro, Aldemir, Paulo, Alencar e Carlinhos; Afonso e Sílvio; Fernando, Helder, Tuíra e Virgílio.

O segundo turno teve início no dia 26 de janeiro e o Distrito Federal voltaria a golear Guaporé, desta vez por 4 x 0.

Distrito Federal 4 x 0 Guaporé
Data: 26.01.1967
Local: Estádio de Brasília
Árbitro: Urias Crescente Alves Junior (GO)
Expulsões: Zé Carlos, Cabeleira e Dazinho, do Distrito Federal, e Gainete, Cleveland, Jordão e Mendes, de Guaporé
Gols: Walmir, 45, 49, 74 e 79
Distrito Federal: Sílvio, Lima, Noel, Juarez e Sérgio; Axel, Dazinho e Luizinho (Cabeleira); Guairacá, Hermes (Zé Carlos) e Walmir.
Guaporé: Gainete (Jorge), Jordão, Bezerra, William e Jorge; Bell e Chico; Willibaldo, Ruy, Cleveland e Mendes.

No dia 29 de janeiro de 1967 a seleção do DF conheceria a sua primeira derrota, quando perdeu para o Rio de Janeiro, por 1 x 0.

Rio de Janeiro 1 x 0 Distrito Federal
Data: 29.01.67
Local: Estádio de Brasília
Árbitro: José Nobre da Conceição (DF)
Expulsão: Dazinho, do Distrito Federal
Gol: Clair, 29
Rio de Janeiro: Carlos, Pepe, Célio, Russo e Rivaldo; Hélcio e Palito; Zezinho, Clair, Pelé e Maurício (Renatinho).
Distrito Federal: Sílvio, Lima, Noel, Juarez e Sérgio; Axel, Dazinho e Luizinho; Guairacá, Hermes (Zé Carlos) e Walmir.

O Distrito Federal ficou de fora da decisão da vaga ao ser derrotado por Goiás, por 3 x 0.

Distrito Federal 0 x 3 Goiás
Data: 31.01.1967
Local: Estádio de Brasília
Árbitro: Milton Jeremias (RJ)
Gols: Zé Ricardo, 20 e Tuíra, 25 e 32
Distrito Federal: Sílvio, Lima, Noel, Juarez e Léo; Axel (Zé Carlos), Dazinho e Luizinho; Guairacá, Hermes (Cabeleira) e Walmir.
Goiás: Mauro, Maurinho, J. Silvério, Paulo e Carlinhos; Sílvio e Afonso; Fernando, Helder, Tuíra e Zé Ricardo.

Na decisão do grupo, o Rio de Janeiro venceu Goiás, de virada, e ficou com a vaga para a fase final da competição.

Rio de Janeiro 2 x 1 Goiás
Data: 02.02.1967
Local: Estádio de Brasília
Árbitro: Rubem Pacheco (DF)
Renda: NCr$ 1.405,00
Gol: Tuíra, 17; Zezinho (pênalti), 26 e Clair, 79
Rio de Janeiro: Carlos, Pepe (Edmilson), Célio, Alédio e Russo; Hélcio e Palito; Zezinho, Clair, Pelé e Renatinho (Maurício).
Goiás: Mauro, Maurinho, J. Silvério, Paulo e Carlinhos; Sílvio e Afonso; Fernando, Helder, Tuíra e Zé Ricardo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

A PRIMEIRA VEZ A GENTE NÃO ESQUECE: a primeira vez que um clube do DF chega às quartas de final da Copinha - 2010


Em 2010 (com jogadores Sub-18) aconteceu a melhor campanha de um time do DF na Copinha.
Os representantes do DF foram o Brasiliense e o CFZ.
O Brasiliense jogou em Campinas na primeira fase (Grupo D) e ficou em terceiro lugar no grupo.
Por outro lado, o CFZ realizou um feito inédito até então: chegou às quartas de final, fase nunca antes alcançada por outro clube do DF.
Na primeira fase, em Araras, o CFZ fez parte do Grupo O, juntamente com o local União São João, o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro (RJ) e o Atlético Sorocaba (SP). Grupo difícil, mas o CFZ conseguiu ficar em primeiro lugar.
Na estreia, 2 de janeiro, chegou a estar vencendo o Vasco da Gama por 3 x 1 ainda no primeiro tempo, mas permitiu que o clube carioca empatasse em 4 x 4. Jogou o CFZ com Warlei, Gustavo, Dudu (Giuliano) e Zé Roberto; Tarcísio, Marcos Rogério, Ronaell (Elvis Marley), Elvis, Carlyle (Júlio) e Vítor Hugo; Marcos Fernando. Técnico: Antônio Carlos Toseti (Toninho Cajuru). Os gols do CFZ foram marcados por Marcos Fernando, 22; Ronaell, 29; Zé Roberto, 30 e Ronaell, 69.
No segundo jogo, no dia 5 de janeiro, venceu os donos da casa, o União São João, por 3 x 1. O CFZ saiu na frente, aos 14 minutos do primeiro tempo, com Ronaell. O empate dos paulistas aconteceu aos 24, com gol de Renato. Três minutos depois, Carlyle colocou o CFZ na frente novamente com um belo gol olímpico. No 2º tempo, Marcos Fernando definiu o placar para o CFZ, aos 36 minutos.
O CFZ repetiu o marcador de 3 x 1 contra o outro clube paulista, o Atlético Sorocaba, no dia 8 de janeiro. Marcos Fernando, Giuliano e Carlyle marcaram os gols do CFZ.
Na Segunda Fase (“mata-mata”) teve logo pela frente o Flamengo, do Rio de Janeiro, no dia 12 de janeiro, em Araras. Empate de 2 x 2 no tempo normal de jogo. Carlyle abriu o placar para o CFZ, aos 13 minutos, Guilherme empatou para o Flamengo aos 22, isso no 1º tempo. No segundo, Guilherme voltou a marcar, aos 14 e virou o placar para o Flamengo. Aos 30 minutos do 2º tempo, Carlyle decretou o empate. Nos pênaltis, melhor para o CFZ. Lucas e Michel erraram para o Flamengo, enquanto os brasilienses (Carlyle, Ronaell, Marcos Rogério e Marcos Fernando) não desperdiçaram nenhuma cobrança, dando a vitória ao CFZ, por 4 x 2.
O CFZ encarou outra pedreira na Terceira Fase, o Coritiba. Jogando em Paulínia, no dia 16 de janeiro, goleou o clube paranaense por 4 x 1. O CFZ inaugurou o placar aos 14 minutos do 1º tempo, através de Marcos Fernando. Cinco minutos depois, o CFZ aumentou o placar por intermédio do lateral Tarcísio. O Coritiba diminuiu aos 39 minutos, com Dudu. O 1º tempo terminou com o placar de 2 x 1 a favor do CFZ.
No 2º tempo, aos 19 minutos, Carlyle marcou o terceiro gol do CFZ e aos 35 minutos, Marcos Fernando marcou o quarto.
O CFZ só parou nas quartas-de-final, no dia 19 de janeiro, depois de empatar com o Juventude, de Caxias do Sul (que havia eliminado o Corinthians na fase anterior), no Estádio Nicolau Alayon, na capital paulista.
Mesmo com um jogador a mais nos últimos 38 minutos, o CFZ não conseguiu sair do empate em 1 x 1 no tempo normal. Giuliano marcou para o CFZ aos 17 minutos do 2º tempo e Hiago, cobrando pênalti, empatou aos 30. O CFZ foi extremamente infeliz e perdeu a vaga nas semifinais ao desperdiçar quatro pênaltis (três defendidos pelo goleiro Jackson Follmann - um dos sobreviventes do trágico voo que caiu com o time da Chapecoense, em 29 de novembro de 2016 - e um para fora) e ser derrotado por incríveis 2 x 1 na decisão por pênaltis.
O CFZ ficou na oitava colocação no geral, a melhor alcançada em todos os tempos.
O time que enfrentou o Juventude foi Léo, Gustavo, Dudu e Zé Roberto; Tarcísio (Elvis Marley), Rogério (Giuliano), Ronaell, Elvis, Carlyle e Vítor (João Paulo); Marcos Fernando.


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

FICHA TÉCNICA: Zinha


NOME COMPLETO: Osias Oliveira Bonfim
APELIDO: Zinha
POSIÇÃO: Zagueiro
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Natal (RN), 13 de janeiro de 1962
INSCRIÇÃO CBF nº 85.922
INSCRIÇÃO DF nº 912.

CARREIRA NO FUTEBOL DO DF

ANO

COMPETIÇÃO

CLUBES

JD

GM

1978

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

1

1980

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

2

1981

CAMPEONATO BRASILEIRO 2D

GAMA

4

1981

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

14

1981

CENTRO-OESTE, TORNEIO

GAMA

7

1982

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

22

1

1983

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

48

5

1984

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

TAGUATINGA

35

2

1985

CAMPEONATO BRASILEIRO 2D

SOBRADINHO

1

1985

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

TAGUATINGA

25

1

1986

CAMPEONATO BRASILEIRO 2D

TAGUATINGA

3

1986

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

TAGUATINGA

18

1987

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

TAGUATINGA

25

2

1988

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

19

2

1989

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

16

1

1990

CAMPEONATO BRASILEIRO 3D

GAMA

5

1990

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

17

1990

COPA DO BRASIL

TAGUATINGA

3

1991

CAMPEONATO BRASILEIRO 2D

TAGUATINGA

10

1991

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

TAGUATINGA

27

2

1992

CAMPEONATO BRASILEIRO 2D

TAGUATINGA

13

1992

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

TAGUATINGA

29

1992

COPA DO BRASIL

TAGUATINGA

2

1993

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

TAGUATINGA

32

1

1993

COPA DO BRASIL

TAGUATINGA

2

1994

CAMPEONATO BRASILEIRO 3D

TAGUATINGA

6

1994

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

TAGUATINGA

12

2

1994

COPA DO BRASIL

TAGUATINGA

2

1996

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GUARÁ

20

2

1997

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

LUZIÂNIA

10


TÍTULOS CONQUISTADOS

Campeão do Torneio Centro-Oeste de 1981, pelo Gama.
Campeão brasiliense de 1990, pelo Gama.
Tricampeão brasiliense de 1991 a 1993, pelo Taguatinga.
Campeão brasiliense de 1996, pelo Guará.

PRÊMIOS INDIVIDUAIS

SELEÇÃO DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1981
Enquete realizada pela Sucursal do Jornal dos Sports em Brasília no ano de 1981: Adriano (Guará), Luizinho (Brasília), Décio (Taguatinga), Zinha (Gama) e Geraldo Galvão (Guará); Barão (Guará), Péricles (Taguatinga) e Jânio (Guará); Jussiê (Brasília), Éder (Guará) e Wando (Brasília).

SELEÇÃO DO ANO DE 1983
Enquete realizada pelo Jornal de Brasília: Bocaiúva (Guará), Ricardo (Brasília), Zinha (Gama), Jonas Foca (Brasília) e Ahlá (Brasília); Barão (Guará), Marquinhos Bahia (Ceilândia) e Raimundinho (Taguatinga); Santos (Brasília), Éder (Guará) e Luiz Carlos (Taguatinga).
Zinha foi escolhido o melhor jogador do Distrito Federal. Ele, o goleiro Joaldo, do Sobradinho, e o veterano meio campista Raimundinho, do Taguatinga, foram os únicos que tiveram unanimidade na votação por posição.

TROFÉU “MANÉ GARRINCHA” - 1990

MELHORES DO ESPORTE – 1992
Enquete: ABCD - Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos.

SELEÇÃO DO DF
Dez jogos pela Seleção do DF, entre os anos de 1982 e 1992.













segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: Gama e Brasiliense quase passam para a fase seguinte da Copinha - 2003


Em 2003, pela primeira vez na história da Copa São Paulo de Futebol Junior, o Distrito Federal teve dois representantes: o Brasiliense e o Gama.
E, por coincidência, ambos chegaram à terceira e decisiva rodada, disputada no dia 12 de janeiro, invictos e liderando seus grupos, com chances reais de passarem para a próxima fase. Mas, ainda não foi desta vez!
O novato Brasiliense participou pela primeira vez da Copa ao formar no Grupo G, com sede em Leme, ao lado de Figueirense-SC, Lemense-SP e Santos-SP.
O Brasiliense viajou para São Paulo com uma equipe completamente desconhecida. Com os fiascos no torneio local Sub-20, sexto lugar, e na Segunda Divisão do DF de 2002, quando os jogadores defenderam o Samambaia, foi promovida uma reformulação radical na divisão de base do clube.
Foram apenas três jogadores remanescentes entre os 22 que viajaram (todos emprestados pelo Botafogo-RJ: o zagueiro Magrão, o volante Thiago Xavier e o atacante Moura), e mais o goleiro Welder, vindo do futebol tocantinense, e os volantes Leís e Igor, emprestados pelo Miramar (PB). Os demais jogadores foram recrutados no Distrito Federal.
O Brasiliense estreou com vitória no dia 5 de janeiro, batendo o local Lemense, por 2 x 1. Bruno Medina abriu o placar ainda no 1º tempo. No início do 2º, Moura ampliou. Os donos da casa diminuíram no fim da partida.
No dia 9, segurou o empate de 0 x 0 diante do Santos, time formado pelos mesmos jogadores que deram o título de campeão da Série B-3 ao Jabaquara em 2002, inclusive com seu artilheiro Jerri, autor de 19 gols no certame paulista.
No terceiro jogo, em 12 de janeiro, quando buscava a inédita vaga para a Segunda Fase, foi derrotado pelo Figueirense, por 2 x 0. Acabou ficando no terceiro lugar, atrás de Santos e Figueirense.
O treinador Marquinhos Bahia utilizou mais vezes a seguinte constituição: Welder, Fernando, Magrão, Panda e Fábio Vieira (Rafael Viana); Leís, Thiago Xavier, Ailson e Jefferson; Moura (Índio) e Bruno Medina.

O Gama integrou o Grupo D, com jogos realizados em São Vicente.
Sua fase de preparação foi semelhante ao do Brasiliense. Com a camisa do Santa Maria, os jogadores juvenis do Gama não passaram de um modesto quarto lugar na Segunda Divisão do DF. Cinco jogadores estavam cedidos ao time principal durante o Campeonato Brasileiro (o goleiro Cláudio, o lateral Weider, o zagueiro Emerson, o meia Wesley e o atacante Victor). Reforçou-se com jogadores do futebol goiano: os volantes Jhonattan (Goiás) e Leandro Leite (Anápolis) e o atacante Eraldo (Grêmio Inhumense). O treinador foi Jesimar Marques, mais conhecido como "Flu".
O Gama teve uma estreia complicada no dia 5 de janeiro contra o São Vicente, estando em desvantagem no placar por duas vezes e ainda teve o meia Fábio expulso no 2º tempo. O empate de 2 x 2 com o time da casa ficou de bom tamanho. O zagueiro Padovani, no 1º tempo, e o atacante Eraldo, no 2º, marcaram para o Gama.
Em sua segunda participação, no dia 9 de janeiro, o Gama surpreendeu o Fluminense carioca ao vencê-lo por 3 x 1, com uma atuação sensacional de seu atacante Victor, autor dos três gols da vitória. O Gama foi a campo com a seguinte escalação: Cláudio, Daniel, Erivaldo, Emerson e Weider; Goeber, Leandro Leite, Jhonattan e Wesley; Victor e Eraldo.
O Gama teve a chance de classificar-se ao enfrentar o Vitória, de Salvador (BA), na última rodada, em 12 de janeiro, quando foi derrotado por 4 x 2. Ficou com a segunda colocação do grupo.

CURIOSIDADE
Nesta edição, o atacante Fred, na época defendendo o América-MG, marcou um gol histórico: no dia 12 de janeiro de 2003, o Estádio Ítalo Mário Limongi, em Indaiatuba, recebia um público pequeno na tarde chuvosa. O zagueiro e capitão Leandro Tigrão, do América-MG, escolheu a bola no cara ou coroa. Enquanto isso, o goleiro rival aquecia fora da pequena área para fugir da lama formada pelo tempo ruim. O árbitro apitou e o atacante que, àquela altura, fazia seu último jogo pelo América-MG, marcou, com três segundos, o então gol mais rápido da história do futebol mundial.

domingo, 11 de janeiro de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: Brasília 1 x 1 Goiás - 1976


BRASÍLIA 1 x 1 GOIÁS
Amistoso
Data: 11 de janeiro de 1976
Local: Presidente Médici, Brasília (DF)
Árbitro: Arnóbio Passos
Gols: Humberto, 24 e Toninho, 39
BRASÍLIA: Norberto, Tereso, Pedro Pradera, Luiz Carlos e Odair; Ercy, Baianinho e Lindário; Mineirinho (José Jorge), Humberto e Ney. Técnico: Cláudio Garcia.
GOIÁS: Amaury, Triel, Macalé, Alexandre e Gilson; Carlos Roberto, Luiz Frazão e Toninho (Lincoln); Piter, Maisena (Matinha) e Rinaldo.

No mesmo dia foi encerrado o torneio pentagonal promovido pelo Departamento Amador da Federação Metropolitana de Futebol.
Classificação final:
1º Corinthians, do Guará;
2º GEIPOT,
3º ASMINTER,
4º Demabra e
5º Wagner Refrigeração.



sábado, 10 de janeiro de 2026

ESQUECIDOS PELO TEMPO: Julinho


Júlio César Rodrigues, o Julinho, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) no dia 29 de junho de 1952. Seu início no futebol foi jogando peladas nos campeonatos amadores de Realengo, bairro do Rio de Janeiro. Passou pelo infanto-juvenil do Campo Grande, de onde foi levado por um conhecido de seu pai para o juvenil do Bangu, onde Ocimar foi efetivado como técnico dos profissionais pelos bons resultados obtidos no juvenil, assim que Paulinho de Almeida deixou o clube. Foi, então, que Ocimar passou Julinho para o time de cima. Desta equipe juvenil subiram mais dois jogadores: Jorge Mendonça, que chegou a jogar na Seleção Brasileira, e o ponteiro Jorginho Carvoeiro, ambos já falecidos.
A estreia de Julinho na equipe profissional foi em 29 de janeiro de 1972, na vitória do Bangu sobre a Portuguesa, por 2 x 0 (os dois gols marcados por Jorge Mendonça), jogo válido pelo Torneio “Romeu Dias Pinto”, conquistado pelo Bangu ao levar a melhor sobre Bonsucesso, Campo Grande, Madureira, Portuguesa e São Cristóvão.
Em 1973, seu pai foi transferido para Brasília e Julinho foi junto. Tinha convite para ir com Ocimar para o interior de São Paulo, mas preferiu seguir com o pai para a Capital Federal, onde assinou contrato com o Ceub. No futebol carioca, Julinho atuava como centro-avante. Em Brasília, por sugestão do treinador Carlos Morales, foi jogar de ponta-direita. E sua estreia foi logo num amistoso interestadual contra o Botafogo, do Rio de Janeiro, no dia 10 de fevereiro de 1973, no Pelezão. Nessa época, o Ceub mantinha duas equipes: a de amadores, que disputava o campeonato brasiliense, e a de profissionais, que representou o Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de 1973 a 1975 e, para manter-se em atividade (não havia campeonato de profissionais em Brasília) disputava muitos amistosos, principalmente contra grandes clubes do futebol brasileiro.
Seu último jogo no Ceub foi em 8 de novembro de 1975, contra o Náutico, em Recife (PE). O clube pernambucano venceu por 3 x 0 e, por coincidência, seu companheiro dos tempos de juvenis, Jorge Mendonça, marcou dois gols.
Como o Ceub atrasava muito o pagamento de seus jogadores, e Julinho não estava nada satisfeito, fez um acordo com o clube para conseguir o seu passe, em troca do dinheiro que o Ceub devia para Julinho. Tornou-se um dos primeiros jogadores a ter passe livre.
Logo depois, voltou para o Rio de Janeiro, para jogar no Bonsucesso, onde teve um período muito bom, treinado por Daniel Pinto. Este chegou a sondar Julinho para levá-lo para o futebol da Venezuela, mas Julinho não aceitou.
Em 1977, retornou ao futebol brasiliense, para defender as cores do Brasília Esporte Clube, onde viveu seu melhor ano. Estreou no dia 5 de fevereiro de 1977, no amistoso em que o Brasília venceu o Cruzeiro (DF), por 2 x 0, no Pelezão. Logo depois, foi convocado para a Seleção do DF que enfrentou o Atlético Mineiro em 21 de abril de 1977. Foi artilheiro do segundo Torneio Imprensa, com 7 gols. No dia 2 de outubro de 1977, marcou o gol do Brasília diante do Flamengo, do Rio de Janeiro.
No Campeonato Brasiliense, logo em sua estreia, no dia 4 de junho de 1977, marcou dois gols na vitória de 4 x 0 sobre a Desportiva Bandeirante. Sagrou-se campeão brasiliense pela primeira vez em 1977, quando também foi o artilheiro dessa competição, com 15 gols, cinco a mais que seu companheiro de clube, Ernâni Banana.
Veio o Campeonato Brasileiro e Julinho foi o destaque do Brasília na competição. Estreou na grande vitória do Brasília diante do Atlético Paranaense, em Curitiba, no dia 16 de outubro de 1977. Tornou-se artilheiro da equipe no Brasileiro ao marcar os gols da vitória sobre o Goytacaz (2 x 1), Goiânia (1 x 0) e Vila Nova (1 x 0). Além desses marcou os dois gols na derrota de 3 x 2 para o América-RJ e o primeiro gol da vitória de 2 x 1 sobre o Londrina. Dois dez gols marcados pelo Brasília no Campeonato Brasileiro, seis foram de Julinho (Edmar marcou dois, Ernâni Banana e Nei, um cada).
O jogo contra o Londrina, no dia 9 de novembro de 1977, foi, praticamente, o de sua despedida. Os dirigentes do clube paranaense já chegaram a Brasília com o propósito de observar Julinho. Depois que ele teve uma boa atuação e marcou um gol, cobrando falta, o interesse aumentou. Mas, quase que Julinho foi parar no Atlético Mineiro. Quando estava em conversação com o alvinegro de Belo Horizonte, inclusive já treinando por lá, o presidente do Londrina fez uma proposta mais vantajosa que a do Atlético Mineiro.
Estava tendo uma boa temporada em 1978 sob todos os aspectos. Quando chegou ao Londrina, um pouco fora de forma, não pôde render bem, mas aos poucos foi subindo de produção e conquistou a posição de titular. Na primeira rodada do Campeonato Brasileiro de 1978, o titular era Xaxá, mas logo na segunda rodada, em 29 de março, o treinador Geraldo Roncatto colocou Xaxá na ponta-esquerda, efetivando Julinho na direita. Nessa época, Julinho já estava no melhor de sua forma e foi o artilheiro da equipe no Campeonato Brasileiro, com 8 gols. Na última rodada da primeira fase da competição, contra o Internacional (14 de maio), sofreu um estiramento muscular. O médico que o atendeu, ao invés de colocar gelo, colocou sua perna no forno e a distensão piorou. Ficou três meses afastado dos gramados.
Chateado com a negligência médica, resolveu deixar o clube. Estava praticamente acertado com o Goiás, onde ficou treinando uma semana e não acertou por divergências financeiras, surgiu novamente o interesse do Brasília, que voltou a procurá-lo, fazendo uma boa proposta pelo aluguel de seu passe.
Sua reestreia oficial no Brasília foi em 29 de abril de 1979, quando marcou um gol contra a Desportiva Bandeirante, um dos seus sete gols que o colocou em terceiro lugar na artilharia do campeonato, atrás de Péricles e Fantato, ambos do Gama, com 10 e 8 gols, respectivamente.
No amistoso do dia 2 de maio de 1979, Julinho marcou o gol do Brasília no empate de 1 x 1 com o Flamengo, do Rio de Janeiro.
Passando a revezar a ponta-direita com Willians, no Brasília, Julinho disputou o campeonato brasiliense e o Campeonato Brasileiro da Série B de 1980.
Não conseguimos descobrir quais clubes Julinho defendeu nos anos de 1981 e 1982.
Em 1983, disputou 17 jogos pelo campeonato brasiliense defendendo as cores do Taguatinga.
Retornou ao Brasília em 1984, onde se sagrou novamente campeão brasiliense.