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terça-feira, 25 de abril de 2017

DUELO: BRASILIENSE x CEILÂNDIA


No último domingo, 23 de abril, Brasiliense e Ceilândia garantiram suas participações na decisão do campeonato brasiliense de 2017.
Serão dois jogos, a serem disputados nos dias 29 de abril e 6 de maio de 2017, ambos no estádio Mané Garrincha.
Com mais esses jogos, o total de confrontos entre os clubes passará a ser de 37, considerando apenas o campeonato brasiliense de futebol.
Fundado em 2000, neste mesmo ano o Brasiliense sagrou-se campeão da Segunda Divisão do DF. A partir de 2001, primeira vez do Brasiliense na divisão principal, o duelo aconteceu em todos esses anos.
É ampla a vantagem do Brasiliense sobre o Ceilândia. Senão, vejamos:

TOTAL DE JOGOS
35
VITÓRIAS DO BRASILIENSE
17
VITÓRIAS DO CEILÂNDIA
5
EMPATES
13
GOLS A FAVOR DO BRASILIENSE
49
GOLS A FAVOR DO CEILÂNDIA
31

A PRIMEIRA VEZ

A primeira vez que Brasiliense e Ceilândia se enfrentaram pelo campeonato brasiliense foi em 14 de março de 2001, no Estádio Abadião. Naquela ocasião, o Ceilândia venceu por 1 x 0, gol de Cassius.
No dia 28 de abril do mesmo ano, o Brasiliense deu o troco. No Estádio Serejão, derrotou o Ceilândia por 1 x 0, gol de Zezé.

INVENCIBILIDADES

O Ceilândia só voltaria a vencer o Brasiliense no ano de 2010, ano em que se sagrou campeão brasiliense pela primeira vez em sua história. No dia 11 de abril, no Abadião, vitória por 2 x 1, com dois gols de Cafu contra um de Vanderlei. Até isso acontecer, foram dezoito encontros, com doze vitórias do Brasiliense e seis empates.
O Ceilândia também venceu o jogo seguinte, em 24 de abril, o primeiro válido pela decisão do campeonato daquele ano: 3 x 1. Passaria, então, a mais uma série sem vitórias contra o Brasiliense: 10 jogos, com seis empates.
Essa série somente seria quebrada em 20 de fevereiro de 2016, no Abadião, com vitória do Ceilândia por 2 x 0.

OS MAIORES ARTILHEIROS

Dimba
Dimba foi o jogador que mais marcou gols nos jogos envolvendo Brasiliense e Ceilândia pelo campeonato brasiliense. Foram cinco gols no total, sendo três com a camisa do Ceilândia (dois em 2010 e um em 2011) e dois defendendo o Brasiliense (nos anos de 2007 e 2008).
Em segundo lugar está Bebeto, que marcou quatro gols somente atuando pelo Brasiliense (três em 2010 e um em 2011).
Quatro jogadores marcaram três gols: Allann Delon, Cassius, Clécio e Warley. Destes, Warley foi o único a marcar três gols em uma só partida, no dia 7 de abril de 2007, no Abadião, quando Brasiliense e Ceilândia empataram em 3 x 3.
Cafu, Fabinho, Giovani, Iranildo, Jonhes, Renaldo, Rodrigo Ayres, Val Baiano e Wellington Dias marcaram dois gols, cada um.
Outros 41 jogadores marcaram um gol apenas.

OS MAIORES PLACARES

Apesar da ampla vantagem do Brasiliense sobre o Ceilândia, nunca houve uma grande goleada na história do confronto.
Os maiores placares registrados foram nos dias 23 de junho de 2002 e 20 de fevereiro de 2010, quando o Brasiliense venceu por 3 x 0.
A maior vitória do Ceilândia também aconteceu nesse mesmo ano, no dia 24 de abril, quando venceu por 3 x 1.
Nos 35 encontros, o placar que mais se repetiu foi o 1 x 0, em oito ocasiões. Depois, em cinco oportunidades, aconteceram os placares de 0 x 0, 1 x 1 e 2 x 1, cada. Os placares de 2 x 0, 3 x 0 e 3 x 3 foram registrados em duas ocasiões, cada. Finalizando, os placares de 2 x 2 e 3 x 2 só aconteceram uma vez.
Portanto, no que depender do histórico de placares, serão dois jogos de muito equilíbrio!

A ÚLTIMA VEZ

O último jogo entre Brasiliense e Ceilândia aconteceu no 8 de março desse ano, no Abadião, com empate em 0 x 0.

ESTÁDIOS

Abadião
Nos 35 jogos entre Brasiliense e Ceilândia, 33 deles foram disputados ou no Abadião ou no Serejão. Somente em duas ocasiões foram jogados em estádios diferentes: Rorizão em 2002 e Bezerrão em 2005.
O Abadião, na Ceilândia, foi o estádio que mais recebeu o confronto: 18 vezes. O Serejão, em Taguatinga, já foi palco desse jogo em 15 oportunidades.
Portanto, os dois jogos da decisão do campeonato brasiliense desse ano serão os primeiros confrontos no Mané Garrincha.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

SÚMULAS: Sétima rodada do Campeonato Brasiliense de 2017



REAL 2 x 0 BRASÍLIA
Data: 05.03.2017
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Christiano Gayo Nascimento
Renda: R$ 1.006,00
Público: 358 pagantes
Expulsões: Sandy e Jorginho, do Real
Gols: André, 56 e Sandy, 71
REAL: Léo Rodrigues, Rafael Viegas, André, Raphael Andrade e Santos; Pedro Ayub (Sandy), Gláuber, Enrick (Willian) e Dudu; Jorginho e Giba (Vitinho). Técnico: Gauchinho.
BRASÍLIA: Shaider, João Bahia, Thiago, Bruno (Álvaro) e Heltinho; Max, Ribeiro (Daniel), Daniel Vargas e João Artur; Lucas (Maykinho) e Wallace. Técnico: Christian Ramos.

BOSQUE FORMOSA 3 x 4 SOBRADINHO
Data: 05.03.2017
Local: Diogão, Formosa (GO)
Árbitro: Rodrigo Raposo
Renda: R$ 6.180,00
Público: 973 pagantes
Gols: Betinho, 19; Michel Paulista, 23; Pedro Felipe, 29; João de Deus, 57; Ranyelle, 71; Michel Paulista, 74 e Wilker, 76
BOSQUE FORMOSA: Anderson Brum, Wesley (Douglas Gabriel), Daniel Marques, Mário Paiva e Ratinho; Dadinho, Pedro Felipe, Rico e Diogo Capela (Rodriguinho); Lincoln (Diego Brito) e Michel Paulista. Técnico: Carlos Nunes.
SOBRADINHO: Leonardo, Andrezinho, Léo Torres, Alex e Kaio (Luiz Gonzaga); Gago, Kelvin (Ranyelle), Helinho e Lucas; Betinho e João de Deus (Wilker). Técnico: Augusto Pedro de Sousa.

PARANOÁ 0 x 2 BRASILIENSE
Data: 05.03.2017
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Emanoel Ramos
Renda: R$ 1.700,00
Público: 350 pagantes
Gols: Reinaldo, 73 e Luquinhas, 86
PARANOÁ: Rodolfo, Madruga, Grafite, Zumba e Gleison; Kayro (Mancine), Kabilla, Paulo e Emerick; Miller (Wisman) e Igor (Thiago Fernandes). Técnico: Rol Faúla.
BRASILIENSE: Pereira, Patrick, Welton Felipe (Wallace), Preto Costa e Gerson (Reinaldo); Aldo, Hericlis, Malaquias (Luquinhas), Peninha e Souza; Nunes. Técnico: Luiz Carlos Souza.

C. A. TAGUATINGA 1 x 2 SANTA MARIA
Data: 05.03.2017
Local: Abadião, Ceilândia (DF)
Árbitro: Rafael Diniz
Renda: R$ 670,00
Público: 301 pagantes
Gols: Romário, 12 e 20 e Jefferson Falcão (contra), 76
C. A. TAGUATINGA: Pedro, Marquinhos (Quarentinha), Ikaro Henrique, Bruno e Stefan; Ronaldo, Portugal, Balotelli (Feijão) e Sena; Serginho e Diego (Hebert). Técnico: Edmilson Marçal.
SANTA MARIA: Victor Brasil, Douglas, Dedé, Hicaro e Jefferson Falcão; Filipe, Lucas Bocão, Marlos, Fernandinho (Wesley) e Glenisson; Romário (Zé Augusto). Técnico: Jairo Araújo.

PLACAR DA RODADA - Semifinais do Campeonato Brasiliense de 2017



JOGOS DE IDA

20.04.2017

PARACATU 1 x 1 CEILÂNDIA
Local: Frei Norberto, Paracatu (MG)

SOBRADINHO 1 x 2 BRASILIENSE
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)

JOGOS DE VOLTA

23.04.2017

CEILÂNDIA 2 x 1 PARACATU
Local: Abadião, Ceilândia (DF)

BRASILIENSE 4 x 1 SOBRADINHO
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)

Classificados para a Final: Ceilândia e Brasiliense.

domingo, 23 de abril de 2017

HÁ 50 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: Excursão do Rabello e Valeriodoce em Brasília


EXCURSÃO DO RABELLO

Como era comum na época, tendo acontecido empate no primeiro encontro (1 x 1 no dia 19 de abril), normalmente os clubes disputavam outro jogo. E este aconteceu no dia 23 de abril de 1967: novo empate em 1 x 1 entre Remo e Rabello. No Remo, o destaque foi o atacante Amoroso, ex-Botafogo, do Rio de Janeiro. 

VALERIODOCE EM BRASÍLIA

Também no dia 23 de abril de 1967, o Valeriodoce, da cidade mineira de Itabira, se apresentou em Brasília. O jogo fez parte dos festejos comemorativos de mais um aniversário do Colombo.
O Valeriodoce trazia em sua bagagem uma excelente vitória de 1 x 0 sobre o Cruzeiro, de Belo Horizonte, a única que sofreu o quadro estrelado no certame mineiro de 1966.
Foi a segunda vez que o Valeriodoce se apresentou em Brasília. Na primeira, em 1961, conseguiu duas vitórias em igual número de jogos, tendo como treinador Airton Moreira, que seria campeão do Brasil dirigindo o Cruzeiro, de Belo Horizonte, em 1966.

COLOMBO 0 x 3 VALERIODOCE (MG)
Data: 23 de abril de 1967
Local: Estádio da FDB
Árbitro: Jorge Cardoso
Renda: NCr$ 9.700,00
Gols: Turcão, 19; Nerival, 80 e Turcão, 82
Colombo: Sílvio, Ivan (Vonges), Juci, Sir Peres e Oliveira; Bolinha (Índio) e Tôco; Gilson, Tião (João Dutra), Zezé e Crispim. Técnico: Edward Brandão.
Valeriodoce: Squarizzi, Valério, Zé Borges, Riva (Gabiroba) e Beto (Walter); Carlos Alberto (Da Cruz) e Tio; Maril (Batista), Nerival (Cleber), Turcão e Luciano (Urbano). Técnico: Pavão.

sábado, 22 de abril de 2017

ESPECIAL ANIVERSÁRIO DE BRASÍLIA - 2ª parte: OS ÓRGÃOS DO GOVERNO E O FUTEBOL


Aos times das construtoras se juntaram os times dos órgãos filiados a NOVACAP - Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil e os dos Institutos de Pensões e Aposentadoria, animados por um grupo de entusiasmados e com experiência em outros centros. 
Muitos dos primeiros jogadores que apareceram na cidade eram recomendados por alguém que tivesse experiência no futebol: alguns em final de carreira, outros ex-juvenis que não seriam aproveitados em seus clubes. Eram contratados para exercerem cargos que não exigissem nenhum tipo de especialização, tais como leiturista e apontador fiscal. 
O leiturista era o funcionário que lia as marcações de consumo de luz nos relógios do Departamento de Força e Luz - DFL e o apontador fiscal era o encarregado de tomar o ponto dos operários nas obras.
Treinavam duas vezes por semana e normalmente jogavam aos domingos.

OS ÓRGÃOS DO GOVERNO

GUARÁ

O DOAM - Departamento de Organização e Administração Municipal fez os primeiros serviços de topografia, inclusive o arruamento da Cidade Livre (hoje Núcleo Bandeirante).
O DTU - Departamento de Topografia Urbana fez todo o levantamento aerofotogramétrico do Distrito Federal, batizando córregos, rios e todas as demais áreas.
Em dezembro de 1956, ainda nos primórdios de Brasília, um grupo de desportistas, todos funcionários da Novacap, em sua maioria do DOAM e do DTU, após um dia exaustivo de trabalho, reunido em uma simples cabana de lona, comentava sobre os campeonatos de futebol da terra natal de cada um, contando passagens interessantes de seus clubes.
A essa altura da conversa, surge a idéia da criação de um clube, sendo, nessa ocasião, constituída uma Diretoria provisória.
Passam-se os dias e, a 9 de janeiro de 1957, no Restaurante dos Engenheiros da Novacap, já agora com os planos feitos pela Diretoria provisória, é realizada a sessão solene de fundação do clube, a qual comparece grande número de adeptos, pois a notícia da criação do Guará correu célere pelos acampamentos e, assim, Brasília foi tomada de curiosidade.
Não demorou para surgirem mais de uma dezena de “clubes”. Estes, sem nenhuma ordem, disputavam várias partidas amistosas nos poucos dias de folga que na época lhes eram concedidos (em Brasília se trabalhava dia e noite sem parar).
Concretizada a idéia da criação do clube e já estando com seus poderes instalados, foram, seus diretores levar ao conhecimento das autoridades superiores o grande acontecimento da época, que apoiaram integralmente a iniciativa, dando logo de pronto, autorização para a feitura do campo que, em homenagem ao Presidente da Novacap, recebeu o nome de “Israel Pinheiro”.
Dada a licença e apoiada a ideia, foi iniciada a campanha financeira da qual os encarregados andavam de barraca em barraca, catando os minguados cruzeiros de velhos candangos.
Ainda em janeiro de 1957, realizou seu primeiro jogo, em Planaltina.

GRÊMIO ESPORTIVO BRASILIENSE

O Grêmio Esportivo Brasiliense foi fundado em 26 de março de 1959 com uma finalidade: proporcionar divertimento ao pessoal do acampamento da Metropolitana (Departamento de Viação e Obras).
Já nesse ano formava ao lado do Guará como os dois clubes de maior popularidade em Brasília.
Quando o Grêmio construiu seu campo, deu a ele o nome de Vasco Viana de Andrade, Engenheiro Chefe do DVO e que era um dos dez nomes de maior projeção no tempo da construção de Brasília.
O Grêmio venceu os campeonatos brasilienses de 1959 e 1970.

BRASIL CENTRAL

Auxiliado pela Fundação da Casa Popular, o Brasil Central Atlético Clube foi fundado em 8 de dezembro de 1957. 
Iniciou suas atividades participando, em 1959, do campeonato extra, obtendo resultados de expressão e terminando a competição como terceiro colocado na fase classificatória da Zona Sul.
A Fundação da Casa Popular, foi criada pelo Decreto-lei nº 9.218, de 1º de maio de 1946. Foi o primeiro órgão federal destinado a promover a habitação social e que viria a ser, mais tarde, absorvido pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH); primeiro órgão a nível nacional com o objetivo de equacionar o problema habitacional.

DEFELÊ

O projeto e a montagem eletromecânica de mais de 70% do sistema elétrico existente no Distrito Federal, inclusive os prédios públicos, a maioria dos ministérios, o Congresso Nacional e a Catedral, além de projetar e construir cerca de quinhentas subestações, foi realizada pela EBE (Empresa Brasileira de Engenharia).
A EBE foi uma empresa pioneira na área de energia no Brasil e que ainda hoje continua atuando em Brasília, prestando serviços especializados à geração, transformação e distribuição de energia em toda Capital Federal.
Nos primórdios de Brasília, a missão de fiscalizar a EBE coube ao DRETE (Departamento de Rede Elétrica e Telefone), vinculado à Novacap e que ficava na Vila Planalto. Posteriormente a DRETE foi dividida em Departamento de Força e Luz (DFL) e DTUI (Departamento de Telefonia Urbana e Interurbano).
Enquanto o time formado por funcionários da EBE participava do Campeonato Brasiliense de 1959, sob a designação de Associação Esportiva EBE, o pessoal do DFL passava o tempo na solidão do grande canteiro de obras que era Brasília, assistindo aos jogos nos acampamentos ou ouvindo as transmissões de futebol dos grandes centros esportivos pelo rádio.
Para acabar com aquele marasmo era preciso fazer algo. No depósito da então DRETE, alguns funcionários passaram a fazer de uma bucha de laranja uma bola de futebol improvisada, no horário de almoço, para o tempo passar mais rápido. Logo depois alguém trouxe uma bola de meia.
A brincadeira foi tomando forma e se transformou em pelada entre as bobinas gigantes. 
O primeiro treino da equipe foi em dezembro de 1959, pela manhã, no acampamento do DFL. O primeiro desafio veio pouco mais de uma semana depois, contra o time da EBE, com derrota por goleada.
Pouco tempo depois, aconteceu a revanche, onde o time da DFL devolveu a derrota também com goleada. Após a vitória, os diretores do DFL se animaram e começaram a dar apoio. Fundaram o clube oficialmente em 1º de janeiro de 1960 e quando precisavam contratar funcionários devia ser alguém que jogasse futebol.
Assim nasceu um dos maiores clubes do Distrito Federal, o Defelê, que viria a se sagrar tetracampeão brasiliense de futebol nos anos de 1960, 1961, 1962 e 1968.

OUTROS TEMPOS, OUTROS CLUBES...

Algum tempo depois da inauguração de Brasília, aqui surgiram outros clubes ligados a órgãos do Governo do Distrito Federal.
Foram os casos do Piloto Atlético Clube, fundado em 25 de agosto de 1967 e que se desfiliou em 1973, após perder o apoio da TCB – Transportes Coletivos de Brasília, empresa estatal de transportes do Governo do Distrito Federal, e do Jaguar.
O clube que viria a ser o Jaguar Esporte Clube, do Núcleo Bandeirante, foi fundado em 16 de março de 1968, nas dependências do Departamento Administrativo da Fundação Zoobotânica do Distrito Federal, com o nome de Clube Recreativo Fundação Zoobotânica.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

ESPECIAL ANIVERSÁRIO DE BRASÍLIA - 1ª parte: AS CONSTRUTORAS E O FUTEBOL


Para melhor entendermos o início do futebol no Distrito Federal, faz-se necessário um retorno aos quatro anos anteriores a inauguração de Brasília (que ocorreu em 21 de abril de 1960), para comprovar que o futebol está intimamente ligado a este período.
O retorno de alguém estudando, principalmente na Inglaterra, foi o caminho para a introdução do futebol em diversos Estados brasileiros.
Todos eles incentivaram seus amigos para a prática do futebol, esporte que tinham conhecido durante suas permanências na Europa.
Foi assim com Charles Miller, em São Paulo, Oscar Cox, no Rio de Janeiro, Zuza Ferreira, na Bahia, Guilherme de Aquino Fonseca, em Pernambuco, e Nhozinho Santos, no Maranhão, apenas para citar alguns.
Ao contrário desses centros, o futebol em Brasília surgiu sob a insígnia da pobreza e da simplicidade, sem flores nem fatos marcantes, mas apenas cercado pelo entusiasmo ímpar de um grupo de homens que conseguiu tirar das firmas construtoras os alicerces iniciais para o desenvolvimento do futebol na futura Capital Federal.

AS CONSTRUTORAS

Depois da instalação das construtoras em acampamentos nas imediações das obras que realizavam no Palácio da Alvorada, Eixo Monumental leste e Praça dos Três Poderes, surgiu o local conhecido hoje como Vila Planalto.
Nessa época a Vila Planalto ocupava uma área que extrapola em muito a atual. O conjunto se estendia desde o local agora ocupado pelos Anexos dos Ministérios, do Senado Federal e do Palácio do Planalto, atravessando os Setores de Embaixadas e Clubes Norte, indo até perto do Palácio da Alvorada. O Lago Paranoá cobriu parte de alguns desses acampamentos.
Com o início das obras na Praça dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministérios, a NOVACAP permitiu que outras construtoras erguessem, simultaneamente, seus acampamentos em locais próximos aos já existentes.
A primeira tarefa foi manter o acampamento e o canteiro de obras, que pelas suas características de pioneirismo, deveriam possuir todos os recursos indispensáveis para a sua manutenção.
Além dos alojamentos para operários solteiros, construíram-se casas para engenheiros, funcionários e operários casados, refeitório, farmácia, capela e um campo de futebol, que se constituía aos domingos na única fonte de diversão daquela numerosa equipe.
A busca de lazer e de entretenimento levou os empregados de uma grande parte desses acampamentos a descobrirem o futebol. As “peladas” começavam a fazer parte do quotidiano de Brasília. Como em toda parte, cercadas de grande animação. Partidas sensacionais, entusiasmo fora do comum e neste diapasão as horas se passavam, fazendo esquecer as tristezas determinadas pela ausência dos familiares, que aos poucos começavam a chegar a Brasília. 
O amor que dedicavam ao futebol era tão grande que passou a despertar o interesse dos donos das construtoras.
Tudo isso motivou os empregados das outras construtoras a também criarem seus times, que em pouco tempo chegaram a 19.
Os times com alguma organização passaram a brotar nas empresas construtoras e estas não poupavam esforços em apoiar os seus “craques”, pressentindo que encher um caminhão de gente aos domingos e levar para os campos de terra batida seria o único meio de impedir as bebedeiras e brigas na zona de baixo meretrício, que reduziam a produtividade nas segundas-feiras e às vezes redundavam até em morte. A maioria dos trabalhadores morava e fazia refeições nas obras e como o pagamento da jornada semanal de trabalho era aos sábados, começavam, então, as farras naquele dia.
Essa iniciativa também era um meio de promover os nomes de suas firmas na grande batalha de erguer Brasília.
As empresas construtoras compravam o material necessário e descontava nos salários dos trabalhadores, dando, em contrapartida, o transporte (normalmente um caminhão) para levá-los e trazê-los de onde fosse o jogo. Quem se destacasse nas peladas dos campos junto às obras era recrutado para o time da construtora, embora continuasse trabalhando. Por isso, atletas veteranos que haviam sido profissionais ou aqueles em início de carreira em clubes do Rio de Janeiro e Minas Gerais, principalmente, sabendo que encontrariam emprego em Brasília se fossem bons de bola, não pensaram duas vezes em se aventurar.

RABELLO

Em novembro de 1956 chegavam ao local onde seria erguida a futura Capital do Brasil os primeiros veículos conduzindo operários e funcionários da Construtora Rabello.
Em 17 de agosto de 1957, foi fundado o Rabello Futebol Clube, que pertencia a Construtora Rabello, cujo diretor era o engenheiro Marco Paulo Rabello, responsável pela construção de importantes obras em Brasília, dentre as quais o Palácio da Alvorada, a Estação Rodoviária, o Supremo Tribunal Federal, a Catedral de Brasília, o Teatro Nacional e a Universidade de Brasília.
A Rabello foi uma das primeiras firmas a se instalar longe da Cidade Livre para cuidar da construção das obras acima citadas. Após essas obras, seu acampamento foi transferido para a Vila Planalto.
O Rabello participou durante onze anos do campeonato brasiliense, ininterruptamente, desde 1959, a primeira vez, até 1969, seu último ano, já sem nenhum apoio da construtora.
Conquistou quatro títulos de campeão brasiliense de futebol nos anos de 1964 a 1967.

PLANALTO

A Construtora Planalto Ltda. teve como principais obras em Brasília a Escola Parque e a Barragem do Paranoá.
O primeiro estádio a ser construído em Brasília foi por iniciativa do Esporte Clube Planalto, no Acampamento Tamboril, da Construtora Planalto, próximo à Praça dos Três Poderes. As obras foram realizadas em apenas dez dias, sendo cercado o campo com madeira, colocado alambrado e uma arquibancada que comportava cerca de 700 pessoas. 
O Planalto foi mais um clube que participou do primeiro campeonato de futebol realizado no Distrito Federal, em 1959, antes mesmo da inauguração de Brasília.
Sempre formou grandes times para a disputa das competições oficiais do futebol brasiliense. Em 1960, pouco tempo depois da inauguração da Capital Federal, o Planalto trouxe, pela primeira vez, uma equipe do Rio de Janeiro para jogar em Brasília, o Canto do Rio, de Niterói. Na primeira vez que se convocou jogadores para formar uma seleção de Brasília, em 1961, o Planalto cedeu seis jogadores: Raspinha, Jair, Edson Galba, Loureiro, Enes e Gesil, a maior parte deles como titular.
Em abril de 1962, o Planalto não compareceu ao jogo e não deu qualquer justificativa. Julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva, foi suspenso por 200 dias. Suspenso, o Planalto não pôde participar do Campeonato de 1962. Em 1963, filiou-se à Liga dos Clubes Independentes, já sem contar mais com jogadores de nome, logo depois, o clube deixou de existir. Como muitos, foi desativado após a retirada de Brasília da construtora que ajudava na manutenção do time de futebol.

NACIONAL

A Companhia Construtora Nacional chegou a Brasília em 1957. Suas principais obras foram a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
O Central Clube Nacional de Brasília foi fundado em 26 de julho de 1958, em homenagem à Companhia Construtora Nacional S. A.
Assim como Rabello e Planalto, o Nacional foi um dos clubes fundadores, em 16 de março de 1959, da Federação Desportiva de Brasília.
Disputou os campeonatos de futebol de Brasília de 1959 a 1964. Neste último ano, quando o profissionalismo começava a ser instalado, resolveu continuar como amador, logo deixando de contar com o apoio da construtora Nacional e abandonou o futebol brasiliense.

PEDERNEIRAS

O Cine Brasília, o Hospital Distrital e Palácio do Itamaraty foram as principais obras da Companhia Construtora Pederneiras em Brasília.
O Pederneiras Esporte Clube, assim denominado em homenagem à Companhia Construtora Pederneiras S. A., foi fundado em 18 de janeiro de 1959, na casa de Walfredo Aleixo Martins e Souza, situada no Acampamento “Dr. Sérgio Seixas Corrêa”, na Vila Planalto, em Brasília (DF).
Somente em 1960 o time de futebol da Pederneiras participaria pela primeira vez do campeonato brasiliense. Paralisou suas atividades de 1961 a 1963, voltou em 1964 e ficou, na categoria de amadores, até 1966, seu último ano no futebol brasiliense.
Sagrou-se campeã brasiliense na categoria de amadores, no ano de 1965.

COENGE

A Coenge S. A. Construções e Engenharia foi uma das primeiras (em 1957) construtoras a chegar em Brasília para as obras de construção da nova capital.
Foi uma das mais importantes empreiteiras do setor de terraplanagem a começar a operar em Brasília.
Quando foi realizado o campeonato brasiliense de 1959, a Coenge tinha uma equipe de futebol, criada para manter vivo o clima de amizade e a união de todos os seus funcionários e operários.
Depois passou a disputar competições na cidade do Gama e, em 1969, conquistou o seu maior título ao sagrar-se campeã brasiliense amador.

CIVILSAN

Responsável pela confecção de tubos de concreto para os serviços de águas pluviais, a Civilsan – Engenharia Civil e Sanitária S.A., foi das primeiras empresas a chegar em Brasília, em agosto de 1957.
Apesar do pioneirismo, demorou para disputar competições oficiais da Federação de Brasília, preferindo inicialmente as do Departamento Autônomo. Quando passou para a divisão principal do futebol brasiliense, disputou apenas o campeonato de 1970, quando sagrou-se vice-campeã.

ECRA/EDILSON MOTA

A Construtora ECRA Limitada, com sede em Fortaleza (CE), foi uma das dezenas de empresas que chegaram para a construção de Brasília, ainda em agosto de 1959. Dentre outras obras, foi responsável pela construção de vários edifícios ministeriais e suas garagens.
Idealizado, fundado e desenvolvido por funcionários e operários dessa construtora, o ECRA Futebol Clube foi fundado em 2 de março de 1960.
Com este nome, participou do Troféu “Israel Pinheiro”, competição que envolveu equipes de outras sete companhias construtoras de Brasília, no sistema “mata-mata”, ficando com o vice-campeonato.
Nos dias 3, 10 e 17 de julho de 1960, o ECRA inscreveu-se no Troféu “Danton Jobim”. Durante esse torneio, o ECRA passou a denominar-se Associação Esportiva Edilson Mota, em homenagem ao Engenheiro-Chefe da Construtora ECRA Ltda. e presidente de honra do clube e seu fundador, Edilson Nogueira Mota. 
Como clube filiado à Federação Desportiva de Brasília a primeira competição da A. E. Edilson Mota foi o Torneio Início, realizado no dia 4 de setembro de 1960.
Antes do início do campeonato de 1960, no dia 13 de outubro de 1960, a A. E. Edilson Mota encaminhou ofício a F.D.B. comunicando a sua extinção. Após uma auditoria na empresa, ficou constatado que os jogadores recebiam seus salários apenas para treinar e jogar no time, o que fez a Companhia solicitar uma definição: ou os jogadores seriam mantidos pelo time, ou retomariam seus postos na empresa. O clube foi dissolvido em ato administrativo. Este fato levou o time a solicitar desfiliação.

CONSISPA

A Consispa – Construtora de Imóveis de São Paulo foi a responsável pela construção da estação de tratamento de água em Brasília, de 1959 a 1961.
Funcionários, operários e familiares dessa companhia fundaram, em 18 de outubro de 1959 o Consispa Esporte Clube.
A primeira participação do Consispa em uma competição foi o Troféu Danton Jobim, competição que reuniu equipes de diversas construtoras de Brasília.
Em julho de 1960 deu entrada junto a Federação Desportiva de Brasília solicitando sua filiação a entidade.
A primeira competição oficial da Federação da qual o Consispa tomou parte foi o Torneio Início de 1960.
Desconhecemos o motivo que levou o Consispa a entregar a Federação Desportiva de Brasília, no dia 11 de novembro de 1960, o ofício de nº 14, solicitando sua desfiliação. Assim terminou a curta história do Consispa.

A EBE – Empreza Brasileira de Engenharia S.A. foi incumbida pela Novacap de projetar e executar a rede geral de distribuição elétrica de Brasília e cidades-satélites. Sua sede era no Rio de Janeiro.
O time da EBE disputou o campeonato brasiliense de 1959.

OUTRAS CONSTRUTORAS

Com poucas exceções, cada construtora tinha o seu time.
A CCBE - Companhia Construtora Brasileira de Estradas tinha como presidente o engenheiro Cincinato Cajado Braga, que gostava muito do futebol e participava do time dos empreiteiros.
A Pacheco Fernandes Dantas, que construiu o Palácio do Planalto, disputou o campeonato brasiliense de 1959.
Lindolpho Silva, Diretor da Cavalcante Junqueira (Caeira), foi um dos fundadores e diretor dos mais entusiastas do Novo Horizonte, que também disputou o campeonato brasiliense de 1959.
Outra que disputou o campeonato brasiliense de 1959 foi a Kosmos Engenharia.
Maurício Morandi Quadros também jogava no time dos empreiteiros da Novacap, onde tinha o apelido de “Tanque” e foi um dos proprietários da Construtora M. M. Quadros.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

NOVE VERDADES E UMA MENTIRA: com Edmar Sucuri



Uma nova brincadeira vem tomando conta do Facebook. Simples e engraçada, às vezes surpreendente, a brincadeira “10 fatos sobre mim: 9 verdades e 1 mentira” está se espalhando cada vez mais.
Resolvemos participar da brincadeira contando 10 fatos relacionados ao futebol brasiliense, podendo ser de um jogador, técnico, dirigente ou mesmo de um clube.
A brincadeira funciona da seguinte forma: o blog vai listar 10 fatos sobre alguém ou alguma coisa, e entre eles estará uma mentira. A ideia é que os leitores tentem adivinhar qual das 10 verdades é mentira. 
Abaixo estamos listando 9 verdades e 1 mentira sobre o goleiro Edmar Sucuri. 
Se não descobrirem antes, no próximo “9 Verdades e Uma Mentira” revelaremos qual a mentira.

1. Meu nome completo é Edmar da Silva Oliveira.

2. Nasci em Vassouras-RJ, no dia 13 de outubro de 1989. 

3. Iniciei minha carreira no futebol carioca.

4. Depois passei por América-MG e Unaí, até chegar ao Luziânia, em 2011, trazido pelo ex-jogador Canhotinho. 

5. Era o terceiro goleiro, atrás do experiente Donizetti e de Leandro. 

6. Assumi a titularidade com o técnico João Carlos Cavalo, em 2012, quando conquistei o título da Taça JK. 

7. Participei da Copa do Brasil em 2013, quando fui um dos destaques do Luziânia nas partidas contra o Fortaleza.

8. Em 2014, disputei a Copa do Brasil, a Copa Verde e o Campeonato Brasileiro da Série D. 

9. Conquistei os títulos de campeão brasiliense de 2014 e 2016 pelo Luziânia. 

10. Outros clubes por onde joguei: Ceilândia-DF (2012), Caldas Novas-GO (2013), Atlético-GO (2013), Palmas-TO (2015) e Fast Clube-AM (2016).

Edmar Sucuri em ação 


quarta-feira, 19 de abril de 2017

HÁ 50 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: o segundo jogo do Rabello na excursão ao Norte/Nordeste



Depois de ser derrotado pelo Paysandu, em sua estreia (16.04.1967) na excursão ao Norte/Nordeste do Brasil, no dia 19 de abril de 1967 o Rabello enfrentou outro grande time de Belém, o Clube do Remo. 
Conquistou um grande resultado ao empatar em 1 x 1. Paulinho, aos 15 minutos do 1º tempo marcou o gol do Rabello. O alvinegro sustentou essa vantagem até faltarem dez minutos para o encerramento do jogo, quando sofreu o empate, por intermédio de Luís Carlos.
O empate fez justiça ao bom futebol apresentado pelas duas equipes. Houve oportunidades perdidas dos dois lados, servindo a trave como a salvação do Rabello em dois lances, com Dico batido. Também o Rabello perdeu mais de duas oportunidades de gol.
Paulinho, Edinho, Zé Maria e Wantuil foram os nomes de maior destaque no Rabello.
Jogou o Rabello com Dico, Didi, Mello, Wantuil e Hélio (Dão); Luiz, Zé Maria e Paulinho (Tião); Zezé, Cid e Edinho. 
O Clube do Remo atuou com Florisvaldo, Ribeiro (Íris), Socó, Nagel e Assis; Oberdan e Luís Carlos; Magalhães, Rangel, Zezé (Edvard) (Afonso) e Neves.
O árbitro foi Antônio Santos, da Federação Paraense de Futebol, e a renda alcançou NCr$ 40.950,00.

terça-feira, 18 de abril de 2017

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Campeonato Brasiliense de 1985



CLUBES/TÉCNICOS
JOGOS
PERÍODOS
BRASÍLIA
25
Manoel Cajueiro
9
10 de julho a 14 de agosto de 1985
José Roberto Buani
9
25 de agosto a 20 de outubro de 1985
Josemar Macedo da Cunha
7
23 de outubro a 17 de novembro de 1985
CEILÂNDIA
21
Fleury Renê Neves
21
10 de julho a 6 de novembro de 1985
GAMA
21
Alaor Capella dos Santos
17
6 de julho a 23 de outubro de 1985
Antônio Humberto Nobre (Canhoto)
4
27 de outubro a 6 de novembro de 1985
GUARÁ
21
Mozair Barbosa
7
7 de julho a 11 de agosto de 1985
Pedro Hugo Barros
6
31 de agosto a 28 de setembro de 1985
Jaime Francisco dos Santos
8
24 de agosto e 16 de outubro a
6 de novembro de 1985
PLANALTINA
21
José Olinto Ferreira
(Zé do Norte)
17
7 de julho a 23 de outubro de 1985
Isanil Sávio Lopes Jardim
4
27 de outubro a 6 de novembro de 1985
SOBRADINHO
25
José Antônio Furtado Leal
25
7 de julho a 1º de dezembro de 1985
TAGUATINGA
29
Joaci Freitas Dutra (Alencar)
9
6 de julho a 18 de agosto de 1985
Mozair Barbosa
20
24 de agosto a 1º de dezembro de 1985
TIRADENTES
21
Ercy Rosa
12
7 de julho a 18 de setembro de 1985
Léo Carlos Costa
9
22 de setembro a 6 de novembro de 1985