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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

AS DECISÕES: DEFELÊ x GUARÁ, EM 1960

O campeonato de 1960 foi disputado por oito equipes, mas apenas duas delas tinham chance de se sagrar campeã na última rodada.
O empate favoreceria o Defelê; ao Guará, só a vitória interessava.
No dia 29 de janeiro de 1961, as duas equipes entraram no Estádio “Israel Pinheiro”, campo do Guará, debaixo de grande expectativa.
Muito equilíbrio durante o primeiro tempo, que terminou em 0 x 0.
O nervosismo e a pressão aumentaram ainda mais no segundo tempo. Três jogadores foram expulsos: Luís Maia, do Guará e Zé Paulo e Ely, do Defelê.
Os dois gols foram assinalados através da cobrança de pênaltis: Walter Moreira para o Guará e Vitinho para o Defelê.
No final, o empate de 1 x 1 deu o título ao Defelê, que somou 11 pontos ganhos contra 10 do Guará.
A renda foi de CR$ 49.900,00 e o árbitro Alex Alves Maia.
Jogou o Defelê com Matil, Zé Paulo, Euclides e Oswaldo; Pedrinho e Loureiro; Ramiro, Vitinho, Ely, Fino e Raimundinho.
Defenderam o Guará: Edson, Camilo, Duque e Enes; Tobias e Bimba; Jorge (Carlos), Sabará, Severo, Walter Moreira e Maia.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A REINAUGURAÇÃO DO PELEZÃO


Através do Ofício nº 55/73, de 10 de abril de 1973, a Confederação Brasileira de Desportos - CBD informou que o CEUB E. C., de Brasília, foi incluído no Campeonato Brasileiro da Divisão Extra de 1973.
A Federação já esperava por essa oportunidade e uma das providências a ser tomada foi uma completa reforma do Estádio Pelezão, onde o Ceub mandaria seus jogos.
Preparando-se para encarar as grandes equipes do futebol brasileiro, o Ceub realizou vários amistosos antes de sua estréia no Campeonato Brasileiro, no dia 25 de agosto de 1973, contra o Botafogo.
Um desses amistosos reinaugurou o Estádio Pelezão. Aconteceu no dia 8 de agosto de 1973, com derrota de 1 x 0 para o Atlético Mineiro, gol de Campos, aos 27 minutos do segundo tempo. Este jogo também marcou as estréias de Odair e Dario (ex-América mineiro) no Ceub.
Sob a arbitragem do mineiro Sílvio Gonçalves David (MG), assim jogaram as equipes:
CEUB: Rogério, Enísio, Paulo Lumumba, Emerson e Rildo; Oldair, Cláudio Garcia e Péricles de Carvalho (Jadir); Walmir, Dario (Julinho) e Tuca. Técnico: João Avelino.
ATLÉTICO MINEIRO: Mussula, Zé Maria, Márcio, Vantuir e Cláudio Mineiro; Vanderlei Paiva e Bibi; Arlem, Pedrilho (Marcelo), Campos e Romeu (Rodrigues), Técnico: Telê Santana.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

CURIOSIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: OS MEIRELES

No início da década de 70 aconteceu um fato inusitado no Campeonato Brasiliense de Futebol.
Desconhecemos se algo parecido já ocorreu em outro lugar: cinco jogadores de uma mesma família disputando um campeonato.
Dois irmãos (Laiguinha e Zanata) e três primos (Ruy, Baiê e Toinho de Laiza)
Evaldo Meireles, o Laiguinha, nasceu em Luziânia (GO) no dia 11 de abril de 1953. Filho de Josué Meireles e de Maria Aparecida Reis. Iniciou no Fluminense com o técnico Bubu, jogou ainda no Brasão, Tigre e, a convite do técnico Zé Preto, defendeu o Luziânia, participando do Campeonato Brasiliense de 1973 e 1974.
Seu irmão, Edmar Meireles, mais conhecido por Zanata (por parecer com o ex-meio-de-campo do Vasco da Gama), também nasceu em Luziânia (GO), no dia 3 de janeiro de 1955. Iniciou no Luziânia aos 17 anos e disputou o Campeonato Brasiliense de 1973 e 1974. Depois foi campeão goiano amador pela Sociedade Esportiva Parque São Bernardo, em 1974. Também defendeu a Seleção de Luziânia e os times Tigre, Freitas, Átomo e Dinamite.
Os primos Ruy, Toinho de Laiza e Baiê também nasceram em Luziânia.
Ruy Barbosa Meireles no dia 28 de agosto de 1950. Filho de Jefferson Meireles e Sebastiana Pereira Meireles. Iniciou a sua carreira no Luziânia, com 15 anos, no time juvenil, com o técnico Zé Preto. Estreou contra o time do Rabello, quando chamou a atenção da crônica brasiliense pela sua habilidade, mesmo jogando de zagueiro, e no ano de 1966, com a contusão do zagueiro Bimba, o técnico Sabará o colocou para treinar entre os profissionais, substituindo um dos maiores zagueiros do futebol do Distrito Federal e ídolo do Luziânia. Disputou ainda o campeonato brasiliense de 1973 e 1974, pelo Luziânia. Trabalhou ainda com os técnicos Eliseu Bernardes, Rui Márcio de Almeida e Eurípedes Bueno. Atuava como zagueiro e meia. Ex-Presidente do Luziânia, ex-Vereador e ex-Árbitro da Federação Brasiliense de Futebol. Atualmente é advogado e proprietário de Cartório em Luziânia.
Marco Antônio Meireles, o Toinho de Laiza, no dia 20 de abril de 1953. Faleceu no dia 18 de janeiro de 1993. Filho de Sandoval de Jesus Meireles e de Laiza dos Reis Meireles. Começou a sua carreira de jogador no Luziânia, tendo sido considerado um dos mais completos meio-campistas a vestir a camisa do time do Luziânia, tanto que despertou o interesse de times de Brasília e foi contratado pelo time da A. A. Serviço Gráfico, onde foi campeão brasiliense em 1972, quando foi considerado o melhor meio-de-campo do campeonato e campeão goiano amador pela S. E Parque São Bernardo, em 1973.
Waldo de Araújo Meireles, o Baiê, nasceu no dia 12 de junho de 1954. Filho de José de Araújo Meireles e de Alzira Maria de Jesus Meireles. Iniciou no Brasão, equipe juvenil comandada por Carlos Melo. Atuou também no Vasquinho, do técnico Zé Preto, e no juvenil do Goiânia, em 1972. Defendeu o Luziânia no campeonato brasiliense em 1973 e 1974. Foi convocado para a Seleção Brasiliense em 1973. Atualmente é empresário da construção civil.

Para aumentar ainda mais a curiosidade, houve um outro Meireles atuando no futebol de Luziânia: Liosório.
Liosório de Jesus Meireles nasceu em Luziânia no dia 11 de setembro de 1950. Filho de Manoel Alves Meireles e de Maria das Neves Meireles. Iniciou no Luziânia, em 1968, com técnicos consagrados do futebol da cidade como Zé Preto e Onete Alves. Defendeu por diversas vezes a Seleção Amadora de Luziânia, o Fluminense, Tigre e Disparo. Não chegou a jogar no campeonato brasiliense. O seu último técnico no Luziânia foi Eurípedes Bueno.

Colaboração: José Egídio Pereira Lima

domingo, 25 de setembro de 2011

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: EMERSON



Muitos não sabem, mas um dos mais novos convocados de Mano Menezes para a Seleção Brasileira que irá enfrentar a Seleção da Argentina no “Superclássico das Américas”, o zagueiro Emerson, começou a jogar futebol aqui em Brasília.
Emerson dos Santos da Silva nasceu em Taguatinga (DF), no dia 3 de maio de 1983.
No Gama desde 1999, quando chegou pelas mãos de Flu, então treinador dos juvenis (Sub-17), Emerson amargou a reserva no primeiro semestre de 2001.
Emerson só começou a jogar no segundo semestre de 2001, na Segunda Divisão brasiliense. Com a camisa do Brasília, convertido em time de aluguel do alviverde Gama, que usou o rival como laboratório dos juniors, Emerson acabou como titular e campeão.
Em janeiro de 2002, de volta ao Gama, disputou a prestigiada Copa São Paulo de juniors. Apesar da eliminação na primeira fase, com uma vitória, um empate e uma derrota, o garoto aproveitou a oportunidade para subir para o time principal.
Com o terceiro cartão amarelo da dupla de zaga titular Gerson e Jairo (que começaram a jogar juntos no Gama em 1995), o garoto de 18 anos estreou com a camisa da equipe principal no dia 16 de fevereiro de 2002, pela quinta rodada do Campeonato do Centro-Oeste, na vitória de 2 x 0 sobre o Palmas, de Tocantins.
Neste campeonato do Centro-Oeste Emerson teve a chance de ganhar seu primeiro título com a camisa do Gama, na final contra o Goiás. O Gama chegou a vencer o primeiro jogo no Bezerrão (3 x 2), no dia 5 de maio de 2002 mas o Goiás reverteu essa vantagem uma semana depois, ao vencer por 3 x 0 e ficar com o título.
Voltou para a reserva do Gama no campeonato brasiliense de 2002, até que a vaga entre os
 titulares apareceu depois da contusão de Jairo, operado do joelho esquerdo. Seu primeiro jogo no Campeonato Brasiliense de 2002 foi no dia 29 de junho de 2002, no Estádio Adonir Guimarães, no empate de 1 x 1 com o CFZ. O técnico no campeonato era Cuca.
Firmou-se como titular e acabou conquistando o título de campeão brasiliense no ano de 2003. Também disputou o campeonato de 2004, ficando na segunda colocação.
Logo após o encerramento do campeonato brasiliense de 2005, Emerson acertou empréstimo de um ano com o São Caetano, de São Paulo, para disputar o Campeonato Brasileiro da Série A. O clube paulista não foi nada bem na competição, ficando com o 17º lugar entre 22 equipes (por coincidência o último colocado e um dos rebaixados para a Segunda Divisão foi justamente o rival local Brasiliense).
 
Ao retornar para o Gama, não aceitou a redução salarial proposta pelo clube e resolveu não aparecer no clube até que a situação fosse acertada.
O Gama recusou ofertas de Bragantino e Portuguesa de Desportos. Além desses, o jogador não aceitou a proposta do Atlético Goianiense.
Com essa situação e com vínculo até agosto de 2006, o zagueiro amargou a reserva em dois dos quatro jogos do Gama no campeonato brasiliense.
Foi aí que Emerson resolveu dar entrada na Confederação Brasileira de Futebol contra o Gama para recuperar seus direitos federativos.
Sob a acusação de fraude em sua documentação junto ao Gama, Emerson aproveitou a situação e rescindiu o contrato com o clube. No dia 23 de fevereiro de 2006, apresentou-se ao Guarani, de Campinas (SP).
Mesmo com o clube paulista rebaixado para a Segunda Divisão estadual, em abril Emerson foi contratado pelo Flamengo, do Rio de Janeiro (RJ).
No clube carioca, como quase todo o futebol brasileiro, parado por conta da Copa do Mundo, disputou apenas dois amistosos no mês de junho de 2006.
Transferiu-se, então, para o Veranópolis, do interior do Rio Grande do Sul, com o clube realizando ótima campanha no Campeonato Gaúcho de 2007, chegando na terceira colocação, atrás apenas de Grêmio e Juventude e à frente do Internacional. Além disso, fez parte da Seleção dos Melhores do Campeonato Gaúcho, ao lado de jogadores como William, Lucas, Diego Souza, Tcheco e Carlos Eduardo, destaques do campeão Grêmio.
Pelo clube gaúcho ainda disputou a Copa do Brasil, sendo eliminado pelo Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG), em dois jogos bem disputados: 0 x 0 e 0 x 1, nos dias 21 e 28 de fevereiro de 2007, respectivamente.
Encerrado o campeonato gaúcho, em maio de 2007 trocou o Veranópolis pelo Fortaleza, por onde disputou o Campeonato Brasileiro da Série B. Por muito pouco o tricolor cearense não foi promovido à Série A. Ficou na quinta colocação, três pontos atrás do quarto colocado, o Vitória (BA).
Iniciou o ano de 2008 no Sertãozinho, de São Paulo, porém, dois meses depois rescindiu seu contrato com o intuito de jogar no Avaí, de Florianópolis (SC).
Emerson fez sua estréia pelo Avaí no dia 5 de março de 2008, num amistoso internacional diante da Seleção da Jamaica, com vitória por 2 x 0.
Tornou-se um dos grandes destaques do time na conquista do acesso à Série A no Campeonato Brasileiro da Série B de 2008 (o Avaí chegou em terceiro lugar, atrás de Corinthians e Santo André).
No ano de 2009, além da conquista do campeonato catarinense (fato que não acontecia desde 1997), Emerson teve grande destaque na melhor campanha de um clube catarinense na Série A do Campeonato Brasileiro: o Avaí terminou em 6º lugar.
No dia 21 de fevereiro de 2010 alcançou a marca de cem jogos pelo Avaí, no empate de 1 x 1 com o Joinville. Conquistaria o bicampeonato catarinense no mesmo ano, além de colaborar para que o Avaí se sustentasse na Série A do Campeonato Brasileiro.
Após praticamente dois anos de Avaí, quando disputou 155 jogos no Avaí e marcou 27 gols, no começo do ano de 2011 foi anunciado como reforço do Coritiba para a temporada de 2011.
No clube paranaense se tornou um dos grandes destaques do time. Titular absoluto, no ano de 2011 conquistou o campeonato paranaense de forma invicta (sendo também eleito o melhor zagueiro da competição), o recorde brasileiro de vitórias consecutivas (fazendo, inclusive, o gol da vitória sobre o Caxias, pela Copa do Brasil, em 28 de abril, que garantiu o recorde ao Coritiba), o vice-campeonato da Copa do Brasil, chegando à sua primeira convocação para a Seleção Brasileira de Futebol.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ARQUIVOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: TORNEIO "GOVERNADOR HÉLIO PRATES DA SILVEIRA" DE 1970


05.07.1970

Gaminha 2 x 3 Civilsan
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Luiz Cavalcanti.
Gols de Chiquinho e Costa para o Gaminha; Baiano (2) e Moisés para o Civilsan.

Piloto 1 x 1 Jaguar
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Ademar Pereira da Cruz.
Gols de Nenê para o Piloto e Cascorel para o Jaguar.

Grêmio 5 x 1 Carioca
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral.
Gols de Pedrinho, Marcos, Wanderley, Nemias e Inaldo (contra) para o Grêmio; Gisélio para o Carioca.

Coenge 3 x 1 Planalto
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Takeshi Koressawa.
Gols de Oscar e Bi Santiago (2) para o Coenge; Reco para o Planalto.

12.07.1970

Piloto 4 x 1 Gaminha
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Alaor Ribeiro.
Gols de Nenê, Lula, Totó (2) para o Piloto e ??? para o Gaminha.

Grêmio 2 x 0 Civilsan
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Takeshi  Koressawa.
Gols de Wanderley e Marcos.

Coenge 1 x 1 Jaguar
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Luiz Cavalcanti.
Gols de Baú para o Coenge e Cascorel para o Jaguar.

Planalto 2 x 1 Carioca
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Rafael de Carvalho.
Gols de Parada e Reco para o Planalto e Almir para o Carioca.

19.07.1970

Planalto 1 x 2 Civilsan
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Amphilóphio Pereira da Silva.

Gaminha 1 x 3 Grêmio
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Ademar Pereira da Cruz.

Carioca 1 x 3 Jaguar
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Jorge Aloise.

Coenge 2 x 0 Piloto
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral.

26.07.1970

Coenge 4 x 0 Gaminha
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Amphilóphio Pereira da Silva.
Gols de Paulinho (2), Augustinho e Raul.

Planalto 1 x 4 Grêmio
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Ademar Pereira da Cruz.
Gols de Deija para o Planalto; Zezé (2) e Noé (2) para o Grêmio.

Carioca 3 x 0 Piloto
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Oswaldo dos Santos.
Gols de Dedeco, Gisélio e Elvídio.

Jaguar 2 x 2 Civilsan
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Alaor Ribeiro.
Gols de Oliveira e Gildo para o Jaguar; Pedro e Zé Pedro para o Civilsan.

02.08.1970

Gaminha 1 x 1 Planalto
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Geraldo Delfino.
Gols de Gilson para o Gaminha e Walter para o Planalto.

Carioca 2 x 7 Coenge
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral.
Gols de Gisélio e Paulinho para o Carioca; Paulinho (3), Ary (2), Oscar e Augustinho para o Coenge.

Jaguar 1 x 1 Grêmio
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Ademar Pereira da Cruz.
Gols de Oliveira para o Jaguar e Santos para o Grêmio.

Civilsan 2 x 1 Piloto
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Amphilóphio Pereira da Silva.
Gols de Eduardo e Jackson para o Civilsan; Nenê para o Piloto.

09.08.1970

Carioca 3 x 2 Gaminha
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Djalma Neves.
Gols de Maurício (2) e Aldo para o Coenge; Ademar e Rogério para o Gaminha.

Jaguar 0 x 1 Planalto
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Ademar Pereira da Cruz.
Gol de Parada.

Coenge 1 x 1 Civilsan
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Oswaldo dos Santos.
Gols de Mário para o Coenge e Baiano para o Civilsan.

Piloto 1 x 3 Grêmio
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral.
Gols de Tião para o Piloto; Noé, Santos e Wanderley para o Grêmio.

16.08.1970

Gaminha 0 x 4 Jaguar
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Ademar Pereira da Cruz.

Civilsan 6 x 1 Carioca
Local: Estádio Pelezão.
Árbitro: Oswaldo dos Santos.

Piloto 1 x 1 Planalto
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Djalma Neves.

Grêmio 2 x 1 Coenge
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana.
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral.
Gols de Zezé e Santos para o Grêmio; Grossi para o Coenge.
Expulsos: Nemias (Grêmio) e Divino (Coenge).
Grêmio: Sílvio, Pedrinho, Grossi, Paulinho e Luiz; Orlando e Nemias; Noé, Santos, Zezé e Marcos.
Coenge: Maurício, Márcio, Elias, Mauro e Pereira; Santiago e Divino; Augustinho, Ari (Américo), Paulinho (Mário) e Oscar.

CLASSIFICAÇÃO FINAL

CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
PG
GRÊMIO
7
6
1
0
20
6
13
COENGE
7
4
2
1
19
7
10
CIVILSAN
7
4
2
1
16
10
10
JAGUAR
7
2
4
1
12
7
8
PLANALTO
7
2
2
3
8
12
6
CARIOCA
7
2
0
5
12
25
4
PILOTO
7
1
2
4
8
13
4
GAMINHA
7
0
1
6
7
22
1

Principais artilheiros:
1º - Baiano (Civilsan), 6 gols;
2º - Noé (Grêmio) e Ari (Coenge), 5.

Goleiro menos vazado: Sílvio (Grêmio).

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PERSONAGENS & PERSONALIDADES: RASPINHA



Antônio Serafim Filho, o Raspinha, nasceu em Uberaba (MG), no dia 7 de setembro de 1930.
Motivo do apelido: em toda a sua carreira manteve a cabeça raspada!
Sempre como goleiro, iniciou sua carreira no futebol em Cravinhos, interior de São Paulo, onde fez uma longa peregrinação, defendendo a A. A. Francana, A. D. Araraquara, Sertãozinho e Santa Rosa.
Transferiu-se para o Paraná e defendeu o Nacional, de Rolândia, o C. R. E. Apucaranense, de Apucarana, e o E. C. Comercial, de Cornélio Procópio.
Voltou ao seu estado natal e defendeu o Paraisense, de São Sebastião do Paraíso.
Em Goiás, jogou no Goianésia, Ceres e Goiânia.
Em Brasília, assinou contrato em 15 de setembro de 1960, com o Planalto. Convocado para a primeira seleção de futebol de Brasília, em 1960. Em 1963 passou para o Rabello, onde ficou pouco tempo. Depois jogou seguidamente por Pederneiras, Guanabara (em 1965) e Civilsan, em 1970. Neste mesmo ano, encerrou a carreira de jogador e iniciou a de massagista. Trabalhou no Defelê, Ceub, Demabra (Bandeirante), Gama de 1977 a 1979, Taguatinga (foi campeão), Brasília, Guará, onde foi vice-campeão e treinador de goleiro por muito tempo, e Sobradinho.
Além do futebol, esteve por 19 anos na AABB, Tiradentes, Minas Brasília Tênis Clube e Assefe.
Hoje, aposentado, mora na Vila Planalto.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

CLUBES DE BRASÍLIA: ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA E CULTURAL MARIANA


A Associação Atlética e Cultural Mariana do Gama foi fundada em 11 de novembro de 1962 e tinha por finalidade criar cursos de alfabetização e profissionais, desenvolver a Educação Física e os desportos, promovendo e organizando jogos, exercícios desportivos e reuniões sociais capazes de favorecer o desenvolvimento cultural, físico, social e cívico da mocidade do Gama.
Eram duas as categorias de sócios: os efetivos, que eram todos os membros da Congregação Mariana Nossa Senhora Divina Pastora e São Sebastião, do Gama, e os honorários, aqueles que, pertencendo ou não ao corpo social, merecessem essa distinção por deliberação da Assembléia Geral.
Jader Carrijo foi o primeiro Presidente da Cultural Mariana.
As cores oficiais da associação eram o verde, o azul, o amarelo e o branco.
Os uniformes eram os seguintes: um com as camisas verdes, com golas e punhos amarelos, e o outro branco com duas listras horizontais, punhos e golas azuis. Os calções e meiões eram azul ou branco.
A única participação da A. A. Cultural Mariana no campeonato de futebol de Brasília aconteceu em 1969, quando 24 equipes disputaram a competição (divididas em dois grupos). Na estréia, no dia 13 de abril daquele ano, foi derrotado pelo Brasília Futebol Clube, de Taguatinga (que nada tem a ver com o Brasília Esporte Clube, fundado em 2 de junho de 1975), por 3 x 0.
Uma semana depois, em seu campo, derrotou outro time de Taguatinga, o Flamengo, por 2 x 1. Zé Maria (contra) e Parada marcaram os seus gols.
Terminou a primeira fase na terceira colocação, apenas atrás do Brasília e do Coenge (que acabaria vencendo o campeonato). Foram doze jogos, oito vitórias e quatro derrotas. Vinte e quatro gols a favor e quinze contra.
Na fase final, disputada pelos 12 melhores colocados da primeira fase (seis de cada grupo), empatou muitos jogos (seis) e ficou na sétima colocação, com 12 pontos ganhos (mesma pontuação de Brasília e Serviço Gráfico, que levaram vantagem após aplicação dos critérios de desempate. Foram onze jogos, com três vitórias, seis empates e duas derrotas. Marcou 16 gols e sofreu 13. Curiosamente, não foi derrotado pelo campeão Coenge (2 x 2) e pelo vice-campeão Grêmio Brasiliense (1 x 1).
Os jogadores que defenderam a Cultural Mariana foram:
Goleiros: Sindásio e Faustino; 
Defensores: Domingos, Fernando, Crente, Juvenil, Barbosa, Fula, Chiquinho, Barreto e Dimenor; 
Atacantes: Tadeu, Ivan, Paulinho, Mangabeira, Gildásio, Baiano, Jorge e Parada.
No dia 8 de fevereiro de 1970, Amado Inocêncio, presidente da entidade, convocou uma Assembléia Geral Extraordinária, que foi realizada na sede social do clube, onde foi decidida a troca do nome do clube, argumentando que o clube atravessava uma fase muito difícil e que não encontrava apoio da população da cidade. Surgia, assim, o Clube Atlético Planalto.
O grande legado que a A. A. Cultural Mariana deixou para o futebol do Gama e do Distrito Federal foi o seu campo de futebol. Naquele local hoje fica a sede da Sociedade Esportiva do Gama.


Colaboração: Márcio Almeida

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A EXCURSÃO DO CEUB AO INTERIOR DE SÃO PAULO - 1975

No período de 16 de fevereiro a 2 de março de 1975, o Ceub Esporte Clube realizou uma pequena excursão ao interior do Estado de São Paulo, lá disputando cinco jogos, quando conseguiu duas vitórias, dois empates e uma derrota.
A estréia aconteceu no dia 16 de fevereiro, em Barretos, quando empatou em 0 x 0 com o Barretos.
No dia 20 de fevereiro, obteve sua primeira vitória em Ribeirão Preto, ao vencer a tradicional equipe do Comercial, por 2 x 1, com dois gols de Gilbertinho. Dilson marcou para o Comercial.
No jogo seguinte, 23 de fevereiro, em Catanduva, a única derrota, frente ao Catanduvense, por 3 x 1.
Voltou a empatar em 26 de fevereiro, em Araçatuba: 1 x 1 diante do Araçatuba.
Encerrou a excursão com vitória, no dia 2 de março, em Andradina, com vitória de 3 x 1 sobre o clube de mesmo nome.
A equipe base do Ceub foi Paulo Vitor (Déo), Fernandinho, Pedro Pradera, Cláudio Oliveira e Nenê; Alencar, Renê e Xisté; Julinho (Cardosinho), Marco Antônio e Gilbertinho (Ariston).
Os jogadores Pedro Pradera, Alencar, Marco Antônio, Ariston, Humberto e Gilbertinho, estavam todos sem contrato e em experiência.

sábado, 17 de setembro de 2011

CURIOSIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: A ESTRÉIA DE MANO MENEZES NO GRÊMIO


O técnico Luiz Antônio Venker Menezes, mais conhecido como Mano Menezes, pisou no gramado para comandar pela primeira vez um clube de ponta do futebol brasileiro no dia 23 de abril de 2005, no Estádio Bezerrão, no Gama.
Com trabalhos surpreendentes no interior do Rio Grande do Sul, à frente do Guarany, de Venâncio Aires, do Brasil de Pelotas, e do 15 de Novembro, de Campo Bom, o gaúcho nascido no dia 11 de junho de 1962, na cidade de Passo do Sobrado, assumia oficialmente, naquela noite de sábado, a missão de devolver o rebaixado Grêmio à Série A.
Mas não teve a ajuda do Gama. O alviverde brasiliense derrotou o tricolor gaúcho por 2 x 1, na abertura da Série B, e ampliou a crise no adversário. Dias antes, o uruguaio Hugo de León tinha sido demitido após ser derrotado por 3 x 0 pelo Fluminense, em jogo válido pela Copa do Brasil.
Após a derrota, em um hotel de Brasília, Mano Menezes começou a mostrar ao Brasil as suas habilidades. Calmo e sereno, o técnico recorreu ao diálogo para moldar o Grêmio ao seu projeto. Reuniu-se com a diretoria, pediu reforços dentro da realidade financeira do clube e construiu o elenco que viria dar uma das maiores alegrias ao tricolor gaúcho.
A história da conquista da segunda divisão, conhecida como Batalha dos Aflitos, virou filme e revelou seu "diretor" como um dos futuros candidatos a técnico da Seleção. O título gaúcho e o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de 2006 aceleraram a evolução, mas o vice-campeonato na Libertadores de 2007 foi definitivo para a conquista do respeito.
A ficha do jogo foi esta:

GAMA 2 x 1 GRÊMIO
Data: 23 de abril de 2005
Local: Estádio Bezerrão, Gama (DF)
Renda: R$ 17.700,00
Público: 3.822 pagantes
Árbitro: Luiz Alberto Sardinha Bites (GO)
Expulsão: Marcelo Oliveira
Gols: Anderson, 3; Maia, 50 e Victor, 80
GAMA: Alencar, Patrick, Thiago Junio, Luís Henrique e Jean; Emerson, Goeber, Adriano e Wesley (Daniel); Victor (Cuca) e Jonhes (Maia). Técnico: Mauro Fernandes.
GRÊMIO: Eduardo, Alessandro, Alessandro Lopes, Marcelo Oliveira e Marcinho (Saraiva); Marcus Vinícius, Nunes, Bruno e Anderson (Samuel); Márcio Oliveira (Dênis) e Somália. Técnico: Mano Menezes.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

TÚNEL DO TEMPO: O QUE ACONTECEU HÁ 50 ANOS (16 a 30 de setembro de 1961)

17.09.1961
O maior acontecimento esportivo do ano de 1961 foi a visita que o Botafogo fez à Brasília.
Veio para disputar um amistoso contra o Guará e trouxe todas as suas grandes estrelas.
Como era esperado, o alvinegro carioca goleou o clube brasiliense, por 6 x 0.
A súmula completa do jogo foi esta:

GUARÁ 0 x 6 BOTAFOGO
Local: Estádio Israel Pinheiro, Guará
Horário: 16:00 horas
Renda: CR$ 730.000,00
Árbitro: Gualter Portela Filho (RJ). Auxiliares: Nilzo de Sá e Joventino A. de Oliveira.
Gols: Pampolini, 15; Amoroso, 25; Amarildo, 32 e 44; Garrincha, 47 e Airton, 60.
GUARÁ: Redola (Matil), Aderbal, Edson Galba (Alan), Enes (Jaime), Eluff (Paulo), Bimba, Índio (Sabará), Severo (Heleno), Léo, Mingau e Joãozinho.
BOTAFOGO: Manga (Adalberto), Cacá, Zé Maria, Chicão (Paulistinha), Pampolini e Nilton Santos (Rildo); Garrincha, Didi (Edson), Amoroso, Amarildo (Airton) e Zagalo (Neivaldo). Técnico: Marinho.

18.09.1961
José Francisco de Souza deixa o cargo de técnico da A. A. Guanabara.

22.09.1961
O Clube de Regatas Guará comunica a Federação Desportiva de Brasília que o Treze, de Campina Grande (PB), não mais virá até Brasília.

24.09.1961
Jogando amistosamente em Uberlândia (MG), o Rabello sofre uma tremenda goleada diante do Uberlândia: 7 x 0.

27.09.1961
A Confederação Brasileira de Desportos encaminha ofício à Federação Desportiva de Brasília comunicando que o atleta Jurandir Dario Gouveia Damasceno, do Rabello, foi suspenso por seis meses tendo em vista que o mesmo burlou a Lei de Transferência ao inscrever-se na Federação Carioca de Futebol.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A PRIMEIRA EXCURSÃO AO NORTE DO BRASIL

No mês de abril de 1967, o Rabello Futebol Clube realizou a primeira excursão de um clube brasiliense ao norte do Brasil, jogando, mais precisamente, em Belém (PA) e Teresina (PI).

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

FLAMENGO GOLEIA DUPLA BRASILIENSE - 1967

Em fevereiro de 1967, o Flamengo, do Rio de Janeiro, realizou dois amistosos contra clubes de Brasília.
A delegação de 18 jogadores do Flamengo se hospedou no Hotel Imperial e realizou leves treinos do campo do Minas-Brasília Tênis Clube.
Ambos os jogos foram realizados no então Estádio de Brasília, posteriormente Pelezão.
No dia 16, o Flamengo enfrentou o Defelê. A arbitragem foi de Gualter Portela Filho, da federação carioca. Grande público compareceu ao estádio, proporcionando renda de NCr$ 8.250,00.
A vitória pertenceu ao Flamengo por 4 x 0, gols de Fio, a um minuto de jogo, Américo, 22,  Paulo Choco, 75 e Pedrinho, 84.
Assim formaram os times:
DEFELÊ: Tonho, Bugue, Décio, Farneze e Wilson; Eli e Gaúcho; Guairacá (Djalma), Maurício, Invasão e Cabeleira (Reinaldo).
FLAMENGO: Marco Aurélio, Leon, Jaime (Gilson), Ditão e Paulo Henrique; Américo e Carlinhos (Jarbas); Clair (Pedrinho), Ademar, Fio (Paulo Choco) e Rodrigues Neto (Osvaldo).
Três dias depois, 19 de fevereiro, o Flamengo jogaria com o Rabello. Outra vitória por goleada, desta vez por 5 x 0, com os gols assim marcados: Fio, 18; Ditão, 31; Rodrigues Neto, 44; Américo, 49 e Osvaldo, 67, de pênalti.
Eis como atuaram as equipes:
RABELLO: Zé Walter, Aderbal, Melo, Pelé e Hélio; João Dutra e Zé Maria; Zezé, Sabará, Sinval e Arnaldo.
FLAMENGO: Marco Aurélio, Leon, Ditão, Jaime e Paulo Henrique (Altair); Carlinhos e Américo (Clair); Paulo Choco, Fio, Jarbas e Rodrigues (Osvaldo).
Novamente, a arbitragem foi de Gualter Portela Filho, do Rio de Janeiro.
Preparando-se para enfrentar o rubro-negro carioca, Rabello e Defelê realizaram um amistoso no dia 12 de fevereiro, empatando em 1 x 1, com gols de Tião para o Rabello e Maurício para o Defelê.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

CURIOSIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE: A DIFÍCIL VIDA DO ÁRBITRO

O primeiro jogo da decisão do campeonato de 1959, no dia 8 de novembro, entre Grêmio e Planalto, no campo do Planalto, foi bastante truncado, acidentado, com nada menos que cinco jogadores expulsos de campo e duas penalidades máximas cobradas. O árbitro Gabriel Costa Filho expulsou Divino, Edson (capitão), Gringo e Santa Helena, do Planalto, e Nilo, do Grêmio.
Ao final do jogo, muitos torcedores do Planalto tentaram agredir ao árbitro, que foi protegido pelo Diretor de Futebol, por policiais e por dirigentes do Grêmio e Planalto.

Primeira rodada do torneio classificatório que apontaria os oito integrantes da Primeira Divisão em 1960, no dia 18 de setembro. Jogo bastante nervoso entre o favorito Grêmio, campeão de 1959, e o novato Consispa, no campo do Grêmio.
O jogo encaminhava-se para o final com a vitória do Consispa, por 3 x 2.
No entanto, o árbitro Moacyr Siqueira foi obrigado a encerrar o jogo aos 38 minutos do segundo tempo devido a uma briga entre os torcedores, resultando em um total de 83 hospitalizados.

Uma semana depois, 25 de setembro, segunda rodada do mesmo torneio classificatório. No campo do Planalto, o Pederneiras ia conseguindo uma tranqüila vitória de 4 x 1 sobre o Guanabara.
Após jogada violenta, o zagueiro Neiva, do Guanabara, foi expulso de campo. De cabeça quente Neiva disse que não sairia de campo. Depois de muita conversa, o árbitro João de Souza não conseguiu retirá-lo, permanecendo o jogador até o final da partida.
Por não ter comparecido para dirigir este jogo e não ter apresentado justificativa, o árbitro José Francisco de Souza, mais conhecido por Zé do Rio, acabou sendo excluído do quadro de árbitros da FDB.

domingo, 11 de setembro de 2011

A ESTRÉIA DO GAMA NO CAMPEONATO BRASILEIRO

A então Confederação Brasileira de Desportos - CBD tantas fez que o Campeonato Brasileiro de 1979 começou quase na surdina. Na primeira rodada, apenas dois jogos foram realizados, um em Brasília e o outro em Teresina.

sábado, 10 de setembro de 2011

OS MELHORES DE 1999


A convite do jornal Correio Braziliense, representantes (na maioria, treinadores) dos dez clubes filiados à Federação Brasiliense de Futebol escolheram os melhores do campeonato de 1999.
Cada eleitor não podia votar em jogador de seu clube.
Participaram da eleição Michael Bastos (representando o Sobradinho), Jorgenei Néri (Brasília), Roberto Delgado (Brazlândia), Ronaldo Araújo (Ceilândia), Déo de Carvalho (Ceilandense), Mozair Barbosa (Dom Pedro II), Sérgio Alexandre (Gama), Ricardo Freitas (Guará), Pedro Mendes (Luziânia) e Bira de Oliveira (Taguatinga).
Os eleitos foram:
GOLEIRO: Capucho (Taguatinga), 3 votos
LATERAL-DIREITO: Avelino (Guará), 4
ZAGUEIRO-CENTRAL: Paulo César (Dom Pedro II), 5
QUARTO-ZAGUEIRO: Vagner (Gama), 4
LATERAL-ESQUERDO: Nescau (Sobradinho), 4
1º VOLANTE: Deda (Gama), 4
2º VOLANTE: Aristides (Sobradinho), 2
1º ARMADOR: Evilásio (Luziânia), 4
2º ARMADOR: Lindomar (Gama), 7
1º ATACANTE: Joãozinho (Brazlândia), 5
2º ATACANTE: Marquinhos (Brasília), 4.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

TÚNEL DO TEMPO: O QUE ACONTECEU HÁ 50 ANOS (01 a 15 de setembro de 1961)




01.09.1961
A Federação Desportiva de Brasília recebeu o ofício nº 33/61, do Brasil Central Atlético Clube, comunicando sua nova diretoria e sua transferência para a cidade de Taguatinga.
Neste dia, também o Rabello Futebol Clube informou os novos escolhidos para comporem sua Diretoria.

03.09.1961
Aconteceu a sétima rodada do campeonato brasiliense de futebol.
No Estádio Duílio Costa, o Planalto venceu o Alvorada, por 2 x 0, gols de Rui e Vitinho. O árbitro foi Moacir Siqueira.
Pelo mesmo marcador, o Nacional derrotou o Grêmio. Os gols foram de Zezito e Toninho. O jogo teve como local o Estádio Israel Pinheiro e Nilzo de Sá na arbitragem.
No terceiro e último jogo do dia, o Rabello goleou o Guará por 4 x 0, com dois gols de Nilo e um de Joãozinho e Arnaldo. Jorge Cardoso foi o árbitro e a partida foi realizada no Estádio Paulo Linhares.
A rodada foi marcada pela solicitação de desistência do time do Sobradinho (enfrentaria o Defelê), que passava por uma grave crise financeira. A partir de então, as rodadas do campeonato passariam a ter apenas três jogos, com uma das equipes sempre folgando.

07.09.1961
Aproveitando o feriado nacional, o Rabello excursionou até a cidade de Paracatu (MG), onde realizou um amistoso interestadual, derrotando o local Santana Futebol Clube, pelo marcador de 4 x 2.
Também em Brasília alguns clubes aproveitaram para realizar amistosos. O Colombo venceu o Planalto, por 2 x 1, e Guanabara e Guará empataram em 0 x 0.

08.09.1961
O Sobradinho comunica a formação de sua nova Diretoria e credencia Rosalvo Freire de Azevedo para representá-lo junto à Federação Desportiva de Brasília.

10.09.1961
Tem início o Segundo Turno do Campeonato Brasiliense de Futebol nas suas duas Divisões.
Na Primeira Divisão, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, o Defelê levou a melhor sobre o Alvorada, por 2 x 0, com gols de Jorge e Sérgio. Nilzo de Sá foi o árbitro.
Também em seu campo, o Estádio Paulo Linhares, o Rabello fez 3 x 1 para cima do Grêmio. Paulo, Arnaldo e Carioca marcaram os gols do Rabello e Wilton o gol de honra do Grêmio. Lourandyr de Castro Gomes atuou como árbitro da partida.
O único clube que não aproveitou o mando de campo foi o Planalto. Jogando em seus domínios, o Estádio Duílio Costa, foi surpreendido pelo Nacional, que o derrotou por 1 x 0, gol de Jadir. O árbitro do jogo foi Jorge Cardoso.

Já o segundo turno da Segunda Divisão apresentou dois jogos: o Colombo goleou o Real por 4 x 0 e o Guanabara derrotou o La Salle pelo placar de 3 x 1.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O PRIMEIRO JOGO DO GAMA


O primeiro escudo do Gama

No dia 21 de fevereiro de 1976, os torcedores esperavam com ansiedade pela apresentação da Seleção Brasileira no então Estádio Presidente Médici (hoje Mané Garrincha), em Brasília, diante da Seleção do Distrito Federal (vitória do Brasil, por 1 x 0, gol de Flecha).
Na preliminar daquele jogo, um fato histórico: o primeiro jogo da Sociedade Esportiva do Gama, clube fundado em 15 de novembro de 1975.
O jogo foi contra o Humaitá Esporte Clube, do Guará, e válido pelo Torneio Imprensa, promovido pela Federação Metropolitana de Futebol. Curiosamente, foi o único do torneio disputado no Estádio Presidente Médici; os demais jogos foram realizados no Estádio Pelezão.
O Gama venceu o jogo pelo placar de 2 x 0. Os gols foram marcados por Pedrinho, camisa 8, aos oito minutos do primeiro tempo, e Zequinha, aos trinta do segundo.
Racib Elias Ticly foi o árbitro do jogo e o Gama formou com Wilson, Zé Mauro, Marcus Vinícius, Ricardo e Santos; Renildo, Pedrinho e Palito; Luís Alberto, Redi e Zequinha (Odair).

domingo, 4 de setembro de 2011

ARQUIVOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: TORNEIO EM HOMENAGEM A IMPRENSA


O Torneio “Rádio Planalto” (Troféu “Correio Braziliense”) foi uma competição em homenagem aos órgãos de imprensa da Capital Federal, que incentivavam e divulgavam o futebol de Brasília.
A cada ano a Federação Metropolitana de Futebol pretendia dar o nome de um desses órgãos ao Torneio.
Os seis clubes participantes foram divididos em dois grupos:
Grupo A - Gama, Sobradinho e Tiradentes
Grupo B - Brasília, Guará e Taguatinga
Os jogos foram esses:

10.05.1981
GAMA 0 x 0 TIRADENTES
BRASÍLIA 2 x 1 TAGUATINGA
17.05.1981
GAMA 2 x 0 SOBRADINHO
GUARÁ 1 x 0 TAGUATINGA
24.05.1981
TIRADENTES 1 x 0 SOBRADINHO
BRASÍLIA 2 x 1 GUARÁ

Decisão do Grupo A
27.05.1981
GAMA 1 x 1 TIRADENTES
Na prorrogação: Gama 1 x 0, gol de Jorge Luís.

Final
31.05.1981, no Bezerrão
GAMA 1 x 0 BRASÍLIA, gol de Lino.

Defenderam o Gama: João Batista, Carlão, Junior, Juraci (Zinha) e Marcelo; Santana (Vicente), Manoel Ferreira e Luís Carlos; Lino, Ademar (Cleiton) e Jorge Luís.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CLUBES DE BRASÍLIA: A CURTÍSSIMA EXISTÊNCIA DA ASSOCIAÇÃO ESPORTIVA EDILSON MOTA


A Construtora ECRA Limitada, com sede em Fortaleza (CE), foi uma das dezenas de empresas que chegaram para a construção de Brasília, ainda em agosto de 1959. Dentre outras obras, foi responsável pela construção de vários edifícios ministeriais e suas garagens.
Idealizado, fundado e desenvolvido por funcionários e operários dessa construtora, o ECRA Futebol Clube foi fundado em 2 de março de 1960.
Com este nome, participou do Troféu “Israel Pinheiro”, competição que envolveu equipes de outras sete companhias construtoras de Brasília, no sistema “mata-mata”.
No dia 12 de junho, venceu o Pederneiras, por 2 x 1. Uma semana depois, enfrentou o Ribeiro F.C. (promotor do torneio) e também o derrotou, por 3 x 2. Na final, no dia 26 de junho, perdeu para o Nacional, por 2 x 1, ficando com o vice-campeonato.
Entre os jogadores do ECRA destacavam-se o goleiro Gaguinho, Sudaco, Cardoso e Paulista. Sudaco foi médio-volante em vários clubes do futebol brasileiro, dentre os quais São Paulo, Guarani, América (RJ) e América (MG). Depois, passou a ser técnico de futebol.
Nos dias 3, 10 e 17 de julho de 1960, o ECRA inscreveu-se no Troféu “Danton Jobim”, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros.
Durante esse torneio, o ECRA passou a denominar-se Associação Esportiva Edilson Mota, em homenagem ao Engenheiro-Chefe da Construtora ECRA Ltda. e presidente de honra do clube e seu fundador, Edilson Nogueira Mota.
Junto a Federação Desportiva de Brasília o ECRA somente solicitou a modificação de seu nome através do ofício nº 11, de 10 de agosto de 1960.
A A. E. Edilson Mota passou a ter em seu uniforme oficial as cores grená e branca (camisa grená, calção branco e meias grenás) e no escudo redondo duas colunas da Alvorada com as iniciais da associação, A. E. E. M.
No Troféu “Danton Jobim” ficou na Chave A, juntamente com Brasil Central, Planalto e Consispa.
Estreou no dia 3 de julho, goleando o Brasil Central, por 7 x 2. No dia 10 de julho, enfrentou a forte equipe do Planalto e foi derrotada por 2 x 0. Voltou a aplicar outra goleada no dia 17 de julho (7 x 1 sobre o Consispa) mas o Planalto venceu o Brasil Central e classificou-se para a fase seguinte.
Como clube filiado à Federação Desportiva de Brasília a primeira competição da A. E. Edilson Mota foi o Torneio Início, realizado no dia 4 de setembro de 1960, no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
No quinto jogo do dia, vitória de 1 x 0 sobre o Brasil Central, gol de Alemão. No jogo de número 11, nova vitória de 1 x 0 sobre o Pederneiras, gol de Cardoso. Nas semifinais, ficou no 0 x 0 contra o Rabello (que acabaria vencendo o torneio), sendo derrotado na decisão por pênaltis, por 3 x 2.
Duas semanas depois, em 18 de setembro de 1960, em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda. Esses 16 clubes foram divididos em 4 grupos. A A. E. Edilson Mota ficou no Grupo A, com jogos no campo do Guará, juntamente com Guará, Industrial e Sobradinho.
Estreou com derrota pelo placar de 2 x 1 no dia 18 de setembro, frente ao poderoso Guará.
Recuperou-se plenamente uma semana depois (25 de setembro), ao aplicar grande goleada sobre o Sobradinho, por 11 x 0, gols de Gesil (4), Dario (3), Brasil (3) e Pedrão.
Na terceira e última rodada do torneio classificatório, no dia 9 de outubro, outra goleada (5 x 0) sobre o Industrial, garantiu-lhe o segundo lugar do Grupo A e a vaga na Primeira Divisão.
Antes do início do campeonato, no dia 13 de outubro de 1960, a A. E. Edilson Mota encaminhou ofício a F.D.B. comunicando a sua extinção. Após uma auditoria na empresa, ficou constatado que os jogadores recebiam seus salários apenas para treinar e jogar no time, o que fez a Companhia solicitar uma definição: ou os jogadores seriam mantidos pelo time, ou retomariam seus postos na empresa. O clube foi dissolvido em ato administrativo. Este fato levou o time a solicitar desfiliação. Com isso aconteceu a transferência de alguns jogadores para outros clubes, destacando-se a de Osvaldo Pio Nogueira para o Defelê, e de Francisco de Assis Florentino para a Liga Anapolina de Futebol.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O CAMPEONATO DA LIGA INDEPENDENTE - 1961

Paralelamente ao Campeonato Brasiliense promovido pela então Federação Desportiva de Brasília, na Capital Federal também era realizado o campeonato da Liga dos Clubes Independentes.
Sua primeira edição aconteceu em 1961 e dele participaram nove equipes: A. A. Imprensa Nacional, IPASE, Câmara dos Deputados, E. C. Carioca, E. C. Brasília, Senado Federal, A. E. Presidência, Asa Norte e Elevadores Atlas.
A equipe da Câmara dos Deputados (embrião do que viria a ser a Associação Atlética Guanabara) foi a campeã da competição, com dois pontos perdidos.
Nas demais colocações ficaram: Vice-Campeão: Imprensa Nacional e IPASE, 5; 4º lugar: Carioca e Brasília, 6; 6º lugar: Asa Norte, 10; 7º Presidência, 13; 8º Senado Federal, 14 e 9º Elevadores Atlas.