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segunda-feira, 30 de julho de 2012

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: TOCO


Edson Esteves de Azevedo, o Toco, nasceu em Luziânia (GO), no dia 17 de outubro de 1937.
Filho de Sidney Esteves de Azevedo, chamado carinhosamente pelos amigos de Neném Barbeiro, e de Cilda Maria de Araújo, Toco foi considerado um dos melhores jogadores da região. Tinha grande habilidade, era exímio cabeceador e chutava bem com os dois pés. Tudo isso fruto de muito treinamento. Era o primeiro a chegar e o último a sair do campo.
Muitos afirmam que ele nasceu na época errada. Se fosse hoje, com certeza seria convocado para a Seleção Brasileira e jogaria em um grande clube da Europa. Atuou em uma época que o futebol não era tão divulgado. Estreou no time do Luziânia em 1950, com 13 anos de idade em uma derrota por 2 x 0, para o time do Cristalina e nessa partida o seu pai Neném Barbeiro pediu aos zagueiros adversários que evitassem o jogo violento para cima de seu menino!
Neste jogo, o Luziânia perdeu dois pênaltis, com Zé Leite e Jair Dentista, e atuou com Filhinho, Zé Ratinho, Zé Leite, Zelão e Sinhor; Antônio Alfaiate, Wanderlan e Toco; Francisco, Otávio Carneiro e Orlando Roriz.
Toco foi o autor do primeiro gol do Luziânia em um campeonato profissional, no dia 26 de junho de 1966, na vitória de 3 x 1 sobre o Defelê. O gol foi marcado em cobrança de pênalti sofrido por Bubu e cometido por Décio aos 38 minutos do primeiro tempo.
O seu excelente futebol chegou a despertar o interesse de grandes times do futebol brasileiro, como Corinthians, Ponte Preta, Grêmio, Cruzeiro e Vasco da Gama.
Além do Luziânia, defendeu outros times, tais como Cristalina, Planaltina, Formosa, Rabello, Guará, Colombo, Ypiranga, de Anápolis, e Sírio Libanês, de Goiânia. Foi convocado algumas vezes para defender a Seleção de Brasília.
Detém o recorde de ter marcado cinco gols em seis jogos consecutivos. Primeiro, jogando pelo Planaltina, enfrentando o Cosmos, de Brasília. Em seguida, marcou cinco gols com a camisa do Luziânia contra os times do Sobradinho, Planalto, Nacional, de Brasília, e Seleção de Paracatu.
Encerrou a carreira em 1970, após grave contusão no joelho direito. O seu último jogo foi pelo Vasquinho de Zé Preto, quando venceu por 3 x 1 o time do Orizona.
Foram poucas as homenagens que as autoridades esportivas e políticas fizeram em reconhecimento ao seu talento e pelo que ele fez em prol do Luziânia e do desporto da cidade. O troféu do XVIII campeonato amador de Luziânia (recebido pelo campeão Juventus, da Cidade Ocidental) levou o seu nome. Além disso, recebeu um troféu na inauguração do estádio Serra do Lago, em 1992. Também em 2011, o campeão do XXXIX Campeonato Amador de Luziânia recebeu o troféu Edson Esteves de Azevedo “Toco”.
Toco considerava Juvenal, que foi zagueiro do Botafogo, o melhor técnico com quem já trabalhou.
Atualmente, Toco reside em Luziânia, onde é proprietário da loja Toco Materiais de Construção.

Colaboração: José Egídio Pereira, pesquisador do Luziânia.

sábado, 28 de julho de 2012

CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1967

PARTICIPANTES:

ASSOCIAÇÃO ESPORTIVA CRUZEIRO DO SUL (Cruzeiro)
CLUBE ATLÉTICO COLOMBO (Núcleo Bandeirante)
CLUBE DE REGATAS FLAMENGO DE BRASÍLIA (Taguatinga)
CLUBE DE REGATAS GUARÁ (Guará)
DEFELÊ FUTEBOL CLUBE (Brasília)
RABELLO FUTEBOL CLUBE (Brasília)

1º TURNO

COLOMBO 2 x 1 GUARÁ
20/07/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Nilzo de Sá
Gols: Juci e Crispim / Guairacá

RABELLO 3 x 0 CRUZEIRO DO SUL
23/07/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Jorge Cardoso
Gols: Cid (2) e Aloísio

FLAMENGO 0 x 1 DEFELÊ
23/07/1967
Ruy Rossas do Nascimento
Árbitro: Idélcio Gomes de Almeida
Gol: Ely

COLOMBO 2 x 2 FLAMENGO
27/07/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Idélcio Gomes de Almeida
Gols: Gilson e Santos / Adão e Ademir

CRUZEIRO DO SUL 2 x 1 DEFELÊ
30/07/1967
Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: José Mattos Sobrinho
Gols: Ramalho e Alencar / Solon

CRUZEIRO DO SUL 2 x 1 GUARÁ
05/08/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Idélcio Gomes de Almeida
Gols: Geraldo e Ribamar / Heitor

COLOMBO 2 x 0 DEFELÊ
06/08/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Nilzo de Sá
Gols: Santos (2)

FLAMENGO 1 x 1 GUARÁ
13/08/1967

Ruy Rossas do Nascimento
Árbitro: Gilberto Nahas
Gols: Adão / Maurício

CRUZEIRO DO SUL 2 x 2 COLOMBO
13/08/1967
Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: Rubens Pacheco
Gols: Pacheco e Juca / Santos (2)

RABELLO 2 x 0 GUARÁ
31/08/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: José Mattos Sobrinho
Gols: Tião e Luizinho

RABELLO 1 x 0 FLAMENGO
03/09/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Sylvio Fernandes
Gol: Cid

RABELLO 2 x 1 DEFELÊ
07/09/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Gilberto Nahas
Gols: Luizinho (2) / Invasão

GUARÁ 4 x 1 DEFELÊ
10/09/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Rubens Pacheco
Gols: Guairacá (2), Otávio e Arnaldo / Anílcio

CRUZEIRO DO SUL 3 x 3 FLAMENGO
10/09/1967

Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: Idélcio Gomes de Almeida
Gols: Nando (2) e Aderbal / Vitinho, Ademir e Manoelzinho

RABELLO 4 x 0 COLOMBO
17/09/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Rubens Pacheco
Gols: Cid, João Dutra, Tião e Zezé

2º TURNO

COLOMBO 0 x 0 FLAMENGO
19/10/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Jorge Cardoso

RABELLO 2 x 2 DEFELÊ
22/10/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Gilberto Nahas
Gols: Luizinho (2) / Alaor Capella (2)

CRUZEIRO DO SUL 2 x 1 GUARÁ
22/10/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Jorge Cardoso
Gols: Ramalho e Nando / Walmir

DEFELÊ 0 x 0 COLOMBO
26/10/1967
Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: Sylvio Carvalho

RABELLO 3 x 2 GUARÁ
29/10/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Jorge Cardoso
Gols: Zezé, João Dutra e Luizinho / Otávio e Walmir

CRUZEIRO DO SUL 3 x 1 FLAMENGO
29/10/1967
Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: José Mattos Sobrinho
Gols: Wilson, Nando e Morbeck / Bengala

DEFELÊ 1 x 0 GUARÁ
01/11/1967
Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: Rubens Pacheco
Gol: Alaor Capella

RABELLO 5 x 1 FLAMENGO
05/11/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: José Mattos Sobrinho
Gols: Cid (2), Luizinho (2) e João Dutra / Manoelzinho

CRUZEIRO DO SUL 2 x 1 COLOMBO
05/11/1967
Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: Eduino Edmundo Lima
Gols: Ramalho e Nando / Baiano

DEFELÊ 2 x 1 FLAMENGO
09/11/1967
Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: Jorge Cardoso
Gols: Solon (2) / Manoelzinho

RABELLO 1 x 1 CRUZEIRO DO SUL
12/11/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Rubens Pacheco
Gols: João Dutra / Nando

COLOMBO 3 x 1 GUARÁ
12/11/1967
Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: Eduino Edmundo Lima
Gols: Santos (2) e Paulista / Otávio

DEFELÊ 3 x 2 CRUZEIRO DO SUL
15/11/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Sylvio Fernandes
Gols: Solon (2) e Ramiro / Ercy e Morbeck

GUARÁ 0 x 0 FLAMENGO
18/11/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Gilberto Nahas

RABELLO 5 x 1 COLOMBO
19/11/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Sylvio Fernandes
Gols: Cid (2), Luizinho, Zezé e Oliveira (contra) / Bolinha

CLASSIFICAÇÃO FINAL

CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
SG
PG
RABELLO
10
8
2
0
28
8
20
18
CRUZEIRO DO SUL
10
5
3
2
19
17
2
13
DEFELÊ
10
4
2
4
12
15
-3
10
COLOMBO
10
3
4
3
13
17
-4
10
FLAMENGO
10
0
5
5
9
18
-9
5
GUARÁ
10
1
2
7
11
17
-6
4

 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

ESTATÍSTICA DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1966 (Profissionais)


Assim como no ano de 1965, em 1966 a Federação Desportiva de Brasília também promoveu dois campeonatos oficiais, um de clubes amadores e outro de profissionais.
Apresentamos, hoje, os dados estatísticos do campeonato de profissionais.

CLUBES PARTICIPANTES: 7.
JOGOS REALIZADOS: 42.
GOLS ASSINALADOS: 148.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO: 3,5.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Rabello, com 30 gols a favor.
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Guará, 4 gols a favor.
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO: Rabello, com 14 gols contra.
PIOR DEFESA DO CAMPEONATO: Flamengo, 38 gols contra.
MELHOR SALDO DE GOLS: Rabello, 16.
MAIOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Rabello e Luziânia, com 8.
MENOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Guará, 0.
MENOR NÚMERO DE DERROTAS: Rabello, 2.
MAIOR NÚMERO DE DERROTAS: Defelê, com 5.
MELHOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO: Rabello, com 75%.
MAIOR GOLEADA DO CAMPEONATO: 14.08.1966 - Luziânia 8 x 3 Flamengo.
JOGO COM MAIOR NÚMERO DE GOLS MARCADOS: o mesmo.

ARTILHEIROS:

1º - Cid (Colombo), 11 gols;
2º - Baiano (Colombo), Sabará (Luziânia) e Otávio (Rabello), 9;
3º - Santos (Flamengo), 8
4º - Zezito (Pederneiras) e Alaor Capella (Defelê), 7;
5º - Hermes (Luziânia), 6;
6º - Tôco e Raimundinho (Luziânia) e Eraldo (Pederneiras), 5;
7º - Zezé e Roberto (Rabello), Gilson (Colombo) e Bawani (Defelê), 4;
8º - Zé Maria e Reinaldo (Rabello), Djalma (Defelê) e Jaime (Flamengo), 3;
9º - Beto Pretti, Zoca e Walmir (Rabello), Bubu (Luziânia), Crispim (Colombo), Zeca, Moisés e Doca (Pederneiras), Delson (Defelê) e Antenor, Edinho e Goiano (Flamengo), 2;
10º - Invasão (Rabello), Oscar e Bolinha (Luziânia), Pino e Ivan (Colombo), Aderbal (contra) a favor do Pederneiras, Vitinho, Walter e Ely (Defelê) e Bolero e Raimundo (contra) a favor do Flamengo e Juvenil, Maurício, Mauro e Ireide (Guará), 1.

GOLEIRO MENOS VAZADO: Zé Walter (Rabello), 12 gols em 10 jogos.
GOLEIRO MAIS VAZADO: Luiz (Guará) - 10 gols em 3 jogos.

ÁRBITROS QUE MAIS ATUARAM:

1º - Jorge Cardoso, 7 jogos;
2º - Rubens Pacheco e Carlos Ferreira do Amaral, 6;
3º - Nilzo de Sá, 5;
4º - José Mattos Sobrinho e Idélcio Gomes de Almeida, 4;
5º - Djalma Neves, 2;
6º - José Mendonça, Geraldo Delfino, Leon Kurc, José Francisco de Souza, Carlos Alberto de Andrade, Onete Alves, Aristeu Teixeira Santana e Antônio Sampaio Nascimento, um jogo cada.

ESTÁDIOS UTILIZADOS:

1º - Ciro Machado do Espírito Santo, 13 vezes;
2º - Nacional de Brasília (posteriormente, Pelezão), 11;
3º - Israel Pinheiro, 8;
4º - Paulo Linhares, 5
5º - Francisco das Chagas Rocha (Luziânia), 4;
6º - Vasco Viana de Andrade, uma vez.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

UMA GRANDE GOLEADA EM 1974

No dia 15 de setembro de 1974, a tabela do Campeonato Brasiliense deste ano, ainda amador, previa a realização do jogo Unidos de Sobradinho e Relações Exteriores.
A equipe do Relações Exteriores inicou a partida com apenas sete jogadores.
O jogo foi interrompido aos 38 minutos do 1º tempo, quando o atleta do Relações Exteriores, João Luiz, nº 10, contundiu-se e o clube ficou com apenas seis atletas (número de jogadores insuficiente para uma equipe prosseguir o jogo, conforme a regra).
Detalhe: o placar já estava 8 x 0 a favor do Unidos de Sobradinho!
Se não fosse esse fato, provavelmente teríamos registrada a maior goleada aplicada em toda a história do futebol do Distrito Federal.
Posteriormente, com a desistência do Unidos de Sobradinho, o Relações Exteriores recuperou os pontos perdidos.
A súmula do jogo foi esta:
UNIDOS DE SOBRADINHO 8 x 0 RELAÇÕES EXTERIORES
Data: 15.09.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Arnóbio Passos de Andrade
Gols: Marco Antônio, 3; Carlinhos Macedo, 16; Nunes, 19; Dázio, 23; Nunes, 24; Dázio, 34; Vino, 35 e Ari, 36.
UNIDOS DE SOBRADINHO: Rubens, Russo, Joaquim, Zezão e Ari; Sir Peres, Dázio e Nunes; Carlinhos Macedo, Vino e Marco Antônio. Técnico: Sebastião Bezerra.
RELAÇÕES EXTERIORES: Carlos Alberto, Waldir, Gonzaga e Rogério; Roberto Pinto, João Luiz e Maninho. Técnico: Zeferino Féo.

terça-feira, 24 de julho de 2012

GAMA 5 x 0 GUARANI


    

No dia 7 de novembro de 2001, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, o Gama aplicou a maior goleada de sua história na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro. Derrotou o Guarani, de Campinas (SP), por 5 x 0.
Além disso, se afastou da zona de rebaixamento. Com a histórica goleada, subiu uma posição na tabela, da 23ª para a 22ª.
Curiosamente, todos os cinco gols saíram de jogadas pela direita e foram marcados por atletas que já vestiram a camisa do Guarani: Romualdo (2000), Lindomar (2001) e Mauro (1999/2000), artilheiro da tarde com três gols.
Os outros destaques da partida foram o lateral-direito Wilson Goiano, que participou de três gols, e o atacante Anderson, com participação em dois.
O passeio do Gama na etapa inicial foi de deixar o Guarani tonto. Em média, o Gama fez um gol a cada cinco minutos.
O primeiro da série saiu aos seis. Wilson Goiano cobrou falta pela direita e Romualdo desviou de cabeça.
O Guarani nem tinha se recuperado direito quando tomou o segundo, três minutos depois. Wilson Goiano cobrou escanteio, pela direita, e foi a vez de Mauro usar a cabeça para completar.
Para azar dos visitantes, os donos da casa queriam mais. E a goleada começou a tomar forma aos 18 minutos. Anderson avançou pela direita, foi à linha de fundo e deu passe para Romualdo. O atacante fez o corta-luz e Lindomar finalizou.
Três minutos depois, Wilson Goiano recebeu um lançamento na medida de Anderson e cruzou para Mauro, que só teve o trabalho de empurrar a bola para as redes.
Aos 31 minutos, o Gama chegou ao seu quinto gol, com Mauro completando um cruzamento de Romualdo.
No segundo tempo, o Gama colocou o pé no freio. Fez apenas duas tentativas de gol, contra seis do Guarani, sem muito perigo.
Eis a súmula do jogo:
GAMA 5 x 0 GUARANI
Data: 7 de novembro de 2001
Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Lourival Dias Lima Filho (BA)
Público e renda: não divulgados.
Gols: Romualdo, 6; Mauro, 9; Lindomar, 18; Mauro, 21 e 31.
Cartões amarelos: Deda, Caio e Henrique.
GAMA: Ronaldo, Wilson Goiano, Nen, Jairo e Rochinha; Deda, Róbston e Lindomar; Romualdo (Valenciano), Mauro (Reinaldo) e Anderson (Gérson). Técnico: Sérgio Alexandre.
GUARANI: Gléguer, Luciano Baiano, Edu Dracena, Sangaletti e Jadílson; Henrique, Caio (Fausto), Eduardo Marques e Fumagalli (Éderson); Léo (Marcinho) e Sinval. Técnico: Zé Mário.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

CLUBES DE BRASÍLIA: A. D. ARMAGEDON METROPOLITANA




No dia 10 de abril de 1999, às 19 horas, na QN 7, Conjunto 9, Casa 19, Riacho Fundo, reuniu-se um grupo de desportistas, todos residentes no Núcleo Bandeirante e Riacho Fundo, para tratar da fundação da Associação Desportiva Armagedon.
Sua primeira diretoria ficou assim constituída: Presidente – Lucas Evangelista da Silva; Vice-Presidente – Anderson Ribeiro Goulart Brito; 1º Secretário – Rogério de Carvalho; 2º Secretário – Wendel Luís Ferreira de Lima; 1º Diretor Financeiro – Kleber Lira Benedito; 2º Diretor Financeiro – Antônio Elias da Silva; Diretor Social – Flávio Henrique Viana Mendes; Diretor de Futebol – Luís Carlos Costa de Sousa e Diretor de Relações Públicas – Wesley Antunes Marra.
As cores oficiais da A. D. Armagedon eram a amarela, a preta e a branca.
Foi vice-campeão amador em 2000, perdendo a final para o Maringá.
No ano seguinte, profissionalizou-se e disputou a Segunda Divisão estadual. Na Assembléia Geral realizada em 21 de junho de 2001, alterou sua razão social para Associação Desportiva Armagedon Metropolitana, com a finalidade de representar a Metropolitana, bairro da Região Administrativa do Núcleo Bandeirante.
Na Segunda Divisão de 2001, fez boa campanha, classificando-se em terceiro lugar no Grupo B, integrado por mais sete equipes. Sua estréia aconteceu no dia 11 de agosto de 2001, com vitória de 1 x 0 sobre o 26 F. C., da Ceilândia. Foram 14 jogos, com sete vitórias, três empates e quatro derrotas. Marcou 21 gols e sofreu 10.
Nas quartas-de-final, enfrentou o Brasília e, após dois empates em 1 x 1, foi desclassificado pois o Brasília tinha a vantagem do empate por ter melhor campanha na Primeira Fase (nota: o Brasília acabaria se tornando campeão).
Na Segunda Divisão de 2002 não foi bem. Fazendo parte do Grupo A, com mais quatro equipes, ficou na quarta posição, o que não permitiu sua passagem para a fase final da competição. Foram oito jogos, com três vitórias, dois empates e três derrotas. Assinalou 16 gols e sofreu 12.
Em 27 de junho de 2003, o pastor de Guiné-Bissau, Antônio Teixeira adquiriu os direitos do Metropolitana e criou o Renovo Sporting Club, cujos nome e cores foram inspirados no Sporting, de Portugal, time para o qual torce o pastor Antônio. O clube também mandava os jogos na Metropolitana, no Núcleo Bandeirante. Antes de se chamar Renovo Sporting Club se chamava Associação Desportiva Armagedon Metropolitana Renovo.
Em 2010 passou a chamar-se Bolamense Futebol Clube.


sábado, 21 de julho de 2012

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: XISTÉ



Wilson Roberto Baialuna, o Xisté, nasceu em Jundiaí (SP), no dia 16 de julho de 1950. E foi lá mesmo em Jundiaí onde ele apareceu para o futebol.
Em 1970, Xisté integrou uma seleção amadora de Jundiaí que enfrentou o Paulista em amistoso local. A partida terminou empatada sem gols, mas o Paulista resolveu chamar dois jogadores do time adversário para testes: Formiga e Serginho Chagas foram os indicados pelo técnico Wanderley Poleto. Como Formiga não foi, Xisté acabou sendo aprovado e assinou um contrato de 10 meses. Passados os 10 meses de contrato, Xisté foi negociado com o Palmeiras, de São Paulo (SP). Ficou no Palmeiras em 1971 e 1972, atuando poucas vezes (apenas nove jogos - 8 vitórias e 1 empate) e marcou um único gol, no dia 19 de dezembro de 1971, na vitória de 3 x 0 sobre o Marília. Em 1972, Xisté trocou o alviverde paulista pelo Pinheiros, do Paraná. Em 1973, Xisté foi emprestado ao América, de São José do Rio Preto (SP) e lá, ajudou o clube a conquistar a Taça dos Invictos, um grande feito para uma equipe do interior, e a ficar em 7º lugar na classificação final, à frente do São Paulo. Após boa passagem pelo time de São José do Rio Preto, Xisté se transferiu para o Ceub, de Brasília. Nesta época, o futebol de Brasília era amador. O único clube profissional era o Ceub e por isso mesmo foi convidado para disputar o Campeonato Brasileiro nos anos de 1973 a 1975. Xisté disputou os três campeonatos brasileiros pelo Ceub como titular absoluto do meio-de-campo.
No de 1973, marcou três gols.
Em 1974, marcou dois gols muito importantes no Brasileiro daquele ano, um na vitória sobre o Fortaleza (13 de março) e o outro no empate de 1 x 1 com o São Paulo (29 de maio).
Em 1975, participou da excursão que o Ceub fez ao interior de São Paulo no período de 16 de fevereiro a 2 de março.
Ajudou o Ceub a conquistar, em Goiânia, o Torneio
Internacional “Osmar Cabral”, competição que ainda tomaram parte Goiânia, Atlético Goianiense e Nacional, de Montevidéu.
Antes de disputar mais um Brasileiro, fez parte da equipe do Ceub que excursionou ao exterior, onde o clube realizou um total de 16 jogos, obtendo 7 vitórias, 2 empates e 7 derrotas.
Foi convocado para defender a Seleção de Brasília no jogo contra a Seleção de Minas Gerais, no dia 13 de julho de 1975, no Mineirão. Resultado do jogo: 0 x 0.
No Brasileiro de 1975, marcou apenas um gol, no dia 21 de setembro, no empate de 2 x 2 com o Sergipe, em Aracaju.

Com o fim do Ceub, em 1976, passou a defender o ABC de Natal (RN), onde conquistou um campeonato estadual.
Logo depois foi negociado com o Atlético Goianiense, onde atuou por duas temporadas (1977/1978).

Com saudades da família, Xisté resolveu voltar a atuar no interior do estado de São Paulo. Passou pelo Fernandópolis (1978/1979), Taquaritinga (1980) e EC Campo Limpo (1981/1982), onde encerrou a carreira disputando o campeonato paulista da terceira divisão. Atualmente mora em Jundiaí, onde é funcionário público.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

OS MELHORES DE 2006




Iranildo, o craque do campeonato

Pelo oitavo ano consecutivo, o jornal Correio Braziliense realizou enquete junto aos treinadores das dez equipes que disputaram o Campeonato Brasiliense de 2006, para eles escolherem os melhores dessa competição.
O Brasiliense ocupou a maioria dos cargos, com cinco titulares. Um deles, novamente consagrado no trono de craque do campeonato: o meia Iranildo, o primeiro a ser reeleito na categoria mais importante, com votação esmagadora.
Como na eleição da FIFA para os melhores do ano, o treinador é impedido de votar em jogadores do seu time, critério para evitar patriotadas e constrangimentos. Só pode votar em representantes de outras equipes.
O campeão de votos foi o veterano Augusto, do Brasiliense, com 100% na concorrência pela lateral-esquerda. O meia Iranildo e o volante Deda, também do Brasiliense, vieram logo a seguir, com oito.
Deda, por sinal, é o recordista, pois fez parte de sete das oito eleições.
A seleção do Campeonato Brasiliense de 2006 foi assim formada: Alencar (Gama – 4 votos), André Luís (Luziânia – 5), Jairo (Brasiliense – 6), Aílson (Luziânia – 7) e Augusto (Brasiliense – 9); Deda (Brasiliense – 8), Iranildo (Brasiliense – 8), Bruno Soares (Gama – 5) e Rodriguinho (Gama – 5); Johnes (Ceilândia – 6) e Wellington Dias (Brasiliense – 4).
O melhor treinador saiu da votação da crítica especializada. Comentaristas e repórteres de rádios, jornais e emissoras de TV elegeram Heriberto da Cunha pela superação, ao levar o Gama ao vice-campeonato.
Nas outras três categorias principais (craque, revelação e árbitro), os votos dos treinadores e da imprensa são somados.
Iranildo ganhou a coroa nas duas frentes de batalha, com votação esmagadora. Teve sete votos dos técnicos, de um máximo de nove, e nove da crítica, apenas dois a menos do que o total.
O atacante André Borges, do Gama, levou a disputa de melhor novato, graças a classificação final – teve os mesmos três votos do lateral-direito André Luís, do Luziânia, mas o vice-campeonato do alviverde serviu como primeiro critério de desempate.
Na arbitragem, Wilton Sampaio impediu o tetracampeonato de Sérgio Carvalho.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

TERCEIRA DIVISÃO DE 2006





A primeira edição da Terceira Divisão do Campeonato Brasiliense aconteceu em 2006.
Dela participaram apenas quatro equipes: Brasília e Legião, de Brasília, Recanto E. C., do Recanto das Emas, e Bosque, de Formosa.
Foi disputada em dois turnos.
A final foi entre o Brasília, campeão do 1º turno, e o Legião, vencedor do 2º.
Profissionalizado em 2006, depois de cinco anos de projeto social em categorias de base, o Legião realizou a seguinte campanha para chegar ao título: cinco vitórias, um empate e uma derrota. Teve também o artilheiro da competição, Cassius, com 12 gols.
No dia 26 de outubro, o Legião aplicou uma super-goleada no Bosque: 12 x 0.
Na decisão, venceu o tradicional Brasília por 2 x 1. A conquista também rendeu a única vaga na Segunda Divisão de 2007.
Para chegar ao título, o Legião montou uma equipe de nível da elite candanga, com jogadores como o lateral-esquerdo Bobby, ex-Gama e Brasiliense, o atacante Cassius e o meia Fabinho, ambos ex-Ceilândia.
Dentro de campo, o Legião não deu chances ao Brasília. Apesar da vantagem do empate, graças a uma melhor campanha na Primeira Fase, o Legião saiu na frente ainda cedo, com apenas 12 segundos de jogo. O volante Lucas lançou Joãozinho na direita, o atacante cruzou na medida para Cassius cabecear no canto esquerdo.
O Brasília ainda tentava se recuperar, quando veio mais um gol, do mesmo Cassius. Aos 36 minutos, em pênalti de Vanderson em Fabinho, Cassius bateu no meio do gol.
A segunda etapa foi monótona. O Legião administrava a folga no placar, enquanto o Brasília partia para o desespero. Aos 32 minutos, o veterano Rogerinho deixou o atacante Beto livre para diminuir. Aos 34, Charles quase empatou em chute de fora da área. Mas o placar não foi mais modificado e o Legião pôde comemorar o seu primeiro título como profissional.


AS DECISÕES: CAMPEONATO BRASILIENSE DA TERCEIRA DIVISÃO DE 2006


LEGIÃO 2 x 1 BRASÍLIA
Data: 19 de novembro de 2006
Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Jamir Garcez
Público: 729 pagantes
Renda: R$ 729,00
Expulsões: Lucas e Vanderson.
Gols: Cassius, 12 segundos e 36; Beto, 77.
LEGIÃO: Leandro Lopes, Messias, Ícaro, Adriano e Bobby; Lucas, Lima, Jarylson (Dinho) e Fabinho (Anderson); Joãozinho e Cassius (Charles). Técnico: Ricardo Freitas.
BRASÍLIA: Nilson, Jamaica (Zumba), Renato, Alex e Franklin (Beto); Giva, Marcelo, Vanderson e Rogerinho; Jhonny e Charles. Técnico: Josemar Macedo.

CASSIUS, O ARTILHEIRO DAS TRÊS DIVISÕES


Com os 12 gols marcados no Campeonato da Terceira Divisão de 2006, Cassius conseguiu a proeza de ser artilheiro nas três divisões de Brasília.
Foi o goleador da Primeira Divisão em 2003, com 13 gols, pelo CFZ e da Segunda Divisão duas vezes, em 1998, pelo Ceilândia, com 9 gols, e em 2000, pelo extinto 26 Futebol Clube, da Ceilândia, com 11 gols.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

TORNEIO DE CLASSIFICAÇÃO PARA PRIMEIRA DIVISÃO EM 1981

Obs.: também chamado de Torneio da Morte.

16.11.1980, no Pelezão

BANDEIRANTE 2 x 0 COMERCIAL
Árbitro: Arlindo Martins da Silva
Gols: China e Motta

TIRADENTES 1 x 0 CEILÂNDIA
Árbitro: Aldemir da Silva Padilha
Gol: Maurício

19.11.1980, no Serejão

COMERCIAL 1 x 1 TIRADENTES
Árbitro: José Hermano Arraes Parente
Gols: Eduir / Maurício

CEILÂNDIA 2 x 0 BANDEIRANTE
Árbitro: Tolistoi Batista
Gols: Alcimar e Risadinha

23.11.1980, no Adonir Guimarães

TIRADENTES 6 x 3 BANDEIRANTE
Árbitro: Tolistoi Batista
Gols: Cláudio Jaburu (4), Ciso e Ribeiro / Esquerdinha (2) e Josimar

COMERCIAL 2 x 1 CEILÂNDIA
Árbitro: Aldemir da Silva Padilha
Gols: Gomes (contra) e Manoel Silva / Zé Vieira

CAMPEÃO: TIRADENTES

Formação do Tiradentes: Lúcio, Joãozinho, Nonato, Renato César e Anselmo; Aquino, Maurício e Ercy (Sá); Dedinho, Cláudio Jaburu e Vicente Biônico.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A INAUGURAÇÃO DO PELEZÃO



Equipe do Siderúrgica, que inaugurou o novo estádio

No dia 21 de abril de 1965 Brasília comemorava seu 5º ano de existência.
O futebol de Brasília crescia muito, passou a ter representantes na Taça Brasil e necessitava de um estádio à altura.
Assim, mesmo de forma parcial, também no dia 21 de abril de 1965, foi inaugurado o novo estádio de futebol de Brasília, que viria a ser o futuro Pelezão. Na época, passou a ser chamado extra-oficialmente de Estádio Nacional de Brasília.

O projeto foi do arquiteto carioca Milton Ramos (que morreu em 2 de agosto de 2008), também vencedor do projeto do Itamarati, em concurso realizado entre seis arquitetos de Brasília.
A companhia construtora vencedora da concorrência por empreitada foi a Rabello S.A.
O prefeito de Brasília era Plínio Catanhede.
A Comissão Executiva das obras era formada por Hugo Mósca, Wilson de Andrade e Luiz Fernando Muniz. E a Comissão Técnica por Ciro Machado do Espírito Santo, Gilberto Scarpa e Salvador Aversa.
A entrada foi franca (portões abertos) e a súmula desse primeiro jogo foi a seguinte:

SELEÇÃO DO DISTRITO FEDERAL 1 x 3 SIDERÚRGICA (MG)
Árbitro: Jorge Cardoso
Gols: Zé Emílio, 22 (1º gol do novo estádio), Silvestre, 44, Djalma, 51 e Noventa, 85.
SELEÇÃO DO DISTRITO FEDERAL: Zé Walter (Defelê), Aderbal (Rabello), Gegê (Rabello), Sir Peres (Colombo) e Wilson (Defelê); Zé Maria (Rabello) e Beto Pretti (Rabello); Sabará (Rabello) (Nobre), Djalma (Rabello), Sabino (Colombo) (Clarindo - Rabello) e Arnaldo (Defelê).
SIDERÚRGICA: Djair, Geraldino (Hamilton), Chiquito, Edson (Tim) e Zé Luiz; Dawson e Silvestre (Fiel); Ernâni, Zé Emílio (Altino), Noventa e Canhoteiro (Raimundo).

quarta-feira, 11 de julho de 2012

AS DECISÕES: CAMPEONATO BRASILIENSE DE 2004


Depois de dois vice-campeonatos (2001 e 2003) e um terceiro lugar (2002), finalmente o Brasiliense comprovou o favoritismo no campeonato brasiliense de 2004.
Com uma vitória de 1 x 0 sobre o Gama, na decisão do returno, antecipou o inédito título candango.
Campeão da primeira fase, o Brasiliense conquistou o returno e, conseqüentemente, garantiu o campeonato sem a necessidade dos dois jogos finais. Ao Gama só restava ganhar para forçar a decisão extra.

BRASILIENSE 1 x 0 GAMA
Data: 10 de abril de 2004
Local: Estádio Serejão, Taguatinga (DF)
Público: 13.607 pagantes
Renda: R$ 17.139,00
Árbitro: Sérgio Carvalho
Gol: Jairo, 67
Cartões amarelos: França, Gerson, Rochinha, Cleisson, Osmair, Goeber e Michel Platini
BRASILIENSE: França, Dida, Gerson, Jairo e Rochinha; Deda, Cleisson, Leandro (Pituca) e Tiano (Salvino); Creedence e Wellington Dias (Abimael). Técnico: Mauro Fernandes.
GAMA: Osmair, Weider (Diego), Carlos Eduardo, Emerson e Bobby; Macaé (Mário Zan), Goeber, Wesley e Rodriguinho; Victor e Michel Platini (Allan). Técnico: Everton Goiano.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

CLUBES DE BRASÍLIA: COENGE




A firma de construção COENGE S.A. - Engenharia e Construções, pioneira na capital da República, na qual começou a operar em novembro de 1956, fundou, dez anos depois, em 14 de novembro de 1966, uma agremiação de futebol para manter vivo o clima de amizade e a união de todos os seus funcionários e operários.
Como o futebol é o esporte da paixão, do entusiasmo e da alegria, não foi difícil conseguir entre os componentes da firma a cooperação necessária para se formar uma equipe. A idéia pouco a pouco foi tomando corpo e o clube surgia para a alegria de todos. Embora houvesse a colaboração de toda a firma, alguns nomes se destacaram pela maneira com que se empenharam na campanha de organização e concretização do Coenge Futebol Clube, entre eles Edvaldo Batista Gesteira, Júlio César de Oliveira, Geraldo Augusto da Fonseca e Indalício de Souza Pinto. Estes devotados e conscientes não mediram esforços para levar a equipe a figurar dentre as melhores do Distrito Federal.
Constituída na maior parte por elementos da própria Companhia, o Coenge fundou a sua Sede Social à Quadra 9, Lote 10, Setor Comercial no Gama, onde promoveu suas reuniões para decisões e medidas a serem adotadas em relação ao clube. Além do futebol, o clube possuía quadras de voleibol, futebol de salão e grande parte recreativa, oferecendo, assim, diversão para todos os seus associados.
Como é do conhecimento de todos, o futebol sempre encontrou inúmeras dificuldades para a sua expansão em Brasília. Talvez pelo ritmo acelerado de construções, ou por falta de recursos de vários clubes, o futebol do brasiliense esbarrava sempre em alguns obstáculos.
Mesmo ciente das dificuldades, o Coenge nunca esmoreceu e enfrentou crises e problemas com grande disposição. Sua primeira diretoria foi constituída dos seguintes membros: Edvaldo Batista Gesteira (Presidente), Antônio de Sena Lopes (Vice-Presidente), Júlio César de Oliveira (1º Secretário), Genilson Almeida Alfena (2º Secretário), Geraldo Augusto Fonseca (1º Tesoureiro) e Indalício de Souza Pinto e Francisco Matheus, respectivamente Diretor de Esporte e Diretor Social.
Não demorou muito para começar a colocar nas prateleiras de sua sala de troféus inúmeras taças.
Foi tricampeão do Torneio de Aniversário do Gama (1967 a 1969), campeão do Gama em 1968, campeão invicto do Supercampeonato do Departamento Autônomo da Federação Desportiva de Brasília e, finalmente, sua maior conquista, o de campeão da Taça Brasília 1969, o campeonato oficial amador do Distrito Federal, do qual participaram 24 clubes do Distrito Federal.
Seu quadro social contava com cerca de 400 sócios, dos quais recebia todo o apoio e entusiasmo para vencer.
A campanha do clube foi excelente em todos os aspectos.
Nas tardes de domingo as cores preto e branco do Coenge Futebol Clube alegravam grande número de torcedores que levavam o seu grito incentivador para os jogadores que sempre procuravam corresponder.
Na campanha pela conquista da Taça Brasília o Coenge contou com 16 jogadores. Esses, depois de uma campanha ao longo de seis meses, conseguiram o título de campeões da Taça Brasília, quando todos acreditavam que o título ficaria de posse do Grêmio. Foi o prêmio pelo esforço despendido, pela luta e pela convicção de que conseguiriam o cobiçado troféu.
Na campanha da conquista da Taça Brasília, o Coenge contou com os seguintes jogadores: Hugo e Tonho (goleiros); Márcio Minhoca, Ferraz, Mauro, Tatá, Pelezão, Eustáquio, Divino, Pedrinho, Assis, Wilson e Xixico (defensores e meio-de-campo) e Noé, Pelezinho e Oscar (atacantes).
Antes de começar a participar das competições oficiais de 1970, o Coenge disputou alguns amistosos interestaduais, colhendo bons resultados, como, por exemplo, 1 x 1 com a Portuguesa, do Rio de Janeiro, 3 x 1 no Goiânia (GO) e 0 x 0 com o Tupi, de Juiz de Fora.
No mês de junho realizou excursão pelo interior de Goiás. Os resultados foram: 3 x 2 Mago, em Anápolis, 3 x 2 Jataiense, em Jataí e 2 x 1 Palmeiras, em Mineiros.
Logo depois, juntamente com outros sete clubes, participou do Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira, realizado no período de 5 de julho a 16 de agosto de 1970, ficando com o vice-campeonato, atrás apenas do Grêmio. Foram sete jogos, 4 vitórias, 2 empates e apenas uma derrota. Marcou 19 gols e sofreu 7.
Veio o Campeonato Brasiliense de 1970, cuja primeira fase foi disputada por dez equipes, no período de 6 de setembro de 1970 a 8 de novembro de 1970. Apesar de ficar com a mesma pontuação do 5º e 6º colocados, nos critérios de desempate ficou com o sétimo lugar e de fora da Fase Final, do qual só participaram os seis primeiros colocados da Primeira Fase.
Em 1971, chegou a se inscrever para disputar o Torneio “Governador do Distrito Federal”, com mais dez equipes, competição iniciada em 21 de março de 1971. Esse torneio foi marcado por muitos WO pois muitos clubes estavam irregulares (débito com a Tesouraria da FDB) e suspensos de suas obrigações. O Coenge era um deles. Chegou a disputar três jogos e após várias penalizações por conta dos débitos junto a Federação, desistiu do restante do torneio, encerrado em 13 de junho de 1971.
Exatamente dois meses depois, em 13 de agosto de 1971, aconteceu a Assembléia que desfiliou seis associações, dentre elas o Coenge.
Nunca mais tomou parte de competições oficiais da Federação de Brasília mas até hoje continua disputando os torneios de futebol amador do Gama.


sexta-feira, 6 de julho de 2012

ESTATÍSTICA DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1965 (Profissionais)


No ano de 1965, a Federação Desportiva de Brasília promoveu dois campeonatos oficiais, sendo um de clubes amadores e o outro de profissionais.
Já havíamos apresentando o levantamento estatístico do campeonato de amadores. Agora, disponibilizamos o de profissionais.

CLUBES PARTICIPANTES: 4.
JOGOS REALIZADOS: 12.
GOLS ASSINALADOS: 44.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO: 3,7.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Rabello, com 15 gols a favor.
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Guará, 8 gols a favor.
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO: Rabello, com 6 gols contra.
PIOR DEFESA DO CAMPEONATO: Defelê, 19 gols contra.
MELHOR SALDO DE GOLS: Rabello, 9.
MAIOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Rabello, com 5.
MENOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Defelê, 0.
MENOR NÚMERO DE DERROTAS: Rabello e Colombo, 1.
MAIOR NÚMERO DE DERROTAS: Defelê, com 5.
MELHOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO: Rabello, com 83,3%.
MAIOR GOLEADA DO CAMPEONATO: 06.11.1965 - Rabello 5 x 1 Defelê.
JOGO COM MAIOR NÚMERO DE GOLS MARCADOS: 14.11.1965 – Defelê 3 x 3 Guará.

ARTILHEIROS:

1º - Zezé (Rabello) e Otávio (Defelê), 4 gols;
2º - Beto Pretti e Djalma (Rabello) e Rebolo (Colombo), 3;
3º - Tião I e Cascorel (Colombo), Invasão (Rabello), Aderbal e Brandão (Guará), Alaor Capella e Fernandinho (Defelê), 2;
4º - Caboclo, Sabará, Daniel e Ivan (Guará), Solon (Defelê), Sir Peres, Zezé, Cid, Baiano e Índio (Colombo), J. Pereira, Zé Maria, Zoca e Ceninho (Rabello), 1.

ÁRBITROS QUE MAIS ATUARAM:

1º - Carlos Ferreira do Amaral, 3 vezes;
2º - Nilzo de Sá, Idélcio Gomes de Almeida e Rubens Pacheco, 2;
3º - Aristeu Teixeira Santana, Eduino Edmundo Lima e Emílio dos Santos Vieira, 1 vez cada.

ESTÁDIOS UTILIZADOS:

1º - Israel Pinheiro, 5 vezes;
2º - Ciro Machado do Espírito Santo e Paulo Linhares, 3;
3º - Vasco Viana de Andrade, 1.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

TÚNEL DO TEMPO: O QUE ACONTECEU HÁ 50 ANOS (01 a 31 DE JULHO DE 1962)

01.07.1962
Teve início o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 1962, Taça “Juscelino Kubitschek”. Neste ano, os clubes foram divididos em duas zonas: Norte e Sul. A Zona Norte era composta por: Nacional, Rabello, Defelê, Guanabara e Alvorada; Zona Sul: Guará, Colombo, Grêmio, Cruzeiro e Presidência.
A Equipe do Planalto foi suspensa pelo TJD e não participou do Campeonato.
A primeira rodada apresentou quatro jogos. No Estádio Vasco Viana de Andrade, o Grêmio foi surpreendido pelo visitante Guará, que aplicou-lhe goleada de 4 x 0, gols de Raimundinho (2), Zezito e Zizi. No Estádio Israel Pinheiro, o Colombo passou pelo Presidência, por 3 x 0, gols de Tião I (2) e Tião II. Guanabara e Defelê empataram em 2 x 2, no Estádio Aristóteles Góes. Hélio e Eli marcaram para o Guanabara e Zenildo (contra) e Ely para o Defelê. O quarto jogo foi disputado no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo. Vitória do Nacional sobre o Alvorada, por 2 x 1, gols de Zezito e Juvenil (contra) para o Nacional e Joãozinho para o Alvorada.

02.07.1962
O Esporte Clube La Salle é expulso do quadro de clubes da Federação Desportiva de Brasília. A agremiação não pagava suas mensalidades e outros tributos e não apresentou atletas para registro.

04.07.1962
Criadas as federações de basquetebol, futebol de salão e pugilismo, ficando extintos da Federação Desportiva de Brasília os departamentos referentes a essas modalidades esportivas.

08.07.1962
Segunda rodada do campeonato brasiliense de 1962. O destaque maior foi a estréia do Rabello, que aplicou goleada de 5 x 0 sobre o Alvorada, gols de Aniel, Paulo (2), Joãozinho e Arnaldo. O jogo foi disputado no Estádio Paulo Linhares, de propriedade do Rabello.
O Grêmio recuperou-se e venceu o outro estreante da rodada, o Cruzeiro do Sul, por 1 x 0, gol de Otílio. Detalhe negativo do jogo: o Cruzeiro do Sul atuou com 7 jogadores.
O Nacional marcou 2 x 0 sobre o Guanabara, no Estádio Aristóteles Góes. Zezito e Cláudio marcaram os gols.
O único jogo sem vencedor foi entre Guará e Colombo: 2 x 2, no Estádio Israel Pinheiro. Os gols foram de Edinho (2) para o Guará e Tião II e Cid para o Colombo.

15.07.1962
Prosseguiu o campeonato brasiliense de 1962, com a realização de mais quatro jogos.
No Estádio Israel Pinheiro, o Guará goleou o Presidência, por 7 x 2, com gols de Aderbal, Zezito (3), Edinho e Clemente (2) para o Guará e Omar (2) para o Presidência.
A outra goleada da rodada aconteceu no jogo Colombo x Cruzeiro do Sul. O placar foi de 5 x 0 a favor do Colombo, com gols de Índio (2), Cid (2) e Tião I.
O Rabello encontrou muitas dificuldades para vencer o Guanabara no Estádio Aristóteles, por 2 x 1. Hélio marcou para o Guanabara e Paulo e Aniel para o Rabello.
Outro jogo com placar apertado aconteceu no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo. Ali, o Defelê derrotou o Nacional, por 3 x 2. Ely e Invasão (2) fizeram os gols do Defelê e Bessini (2) para o Nacional.

22.07.1962
O destaque da quarta rodada do primeiro turno do campeonato brasiliense de 1962 foi o clássico Rabello x Defelê. Jogando em seu estádio, Paulo Linhares, o Rabello soube tirar proveito disto e venceu por 2 x 1.
Arnaldo e Matias marcaram para o Rabello e Zé Paulo para o Defelê.
No Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, o Guanabara superou o Alvorada, por 2 x 0, gols de João e Francisco.
Nos outros dois jogos, empate em 1 x 1.
No Estádio Israel Pinheiro, jogaram Cruzeiro do Sul e Presidência. Foguinho marcou para o Cruzeiro do Sul e Omar para o Presidência.
Com gols de Aragão para o Grêmio e Tião I para o Colombo,
Grêmio e Colombo empataram no Estádio Vasco Viana de Andrade.

25.07.1962
Presentes representantes de 12 associações: Guanabara, Defelê, Alvorada, Colombo, Presidência, Cruzeiro do Sul, Nacional, Guará, Rabello e Grêmio (esses com direito a dois votos), Brasil Central e Sobradinho (por estarem licenciados, tinham direito a um voto), aconteceu a eleição para Presidência da Federação Desportiva de Brasília.
Após escrutínio secreto, foram eleitos: para Presidente, Ademar Gomes Moreira, com 12 votos, para 1º Vice-Presidente, Hélio Carvalho de Almeida, com 11 votos e para 2º Vice-Presidente, Wilson Antônio de Andrade, com 11 votos. Os demais dirigentes foram:
Secretário da Presidência: Arlindo Ferreira Pinto; Diretor do Departamento de Futebol: Aliatar Pinto de Andrade; 1º Secretário: Alcides Freitas; 2º Secretário: Nelson Coimbra de Senna Dias; Diretor Tesoureiro: José Carlos de Alvim Botelho; Diretor de Relações Públicas: Wilson Rogério e Diretor da Escola de Árbitros: Ariovaldo Salles.
Para o Conselho Fiscal foram eleitos Alexandre Markus, Jorge Bruno de Araújo e Ricardo Alfredo de Barros, para membros efetivos, e Ciro Machado do Espírito Santo, Luiz da Silva e Sérgio Leal para suplentes.
Para o Tribunal de Justiça Desportiva foram eleitos: Efetivos – Hugo Mósca, Henrique Andrada, Sérgio Ribeiro da Costa, Daniel Aarão Reis, Carlos Baleeiro, Jarbas Fidélis de Souza e Pércio Gomes de Mello. Suplentes – Sylvio de Pyro, Assu Guimarães, Ildeu Diniz, Rubens Furtado e Aloysio Silveira.

29.07.1962
A surpresa da rodada foi a derrota do Rabello diante do Nacional: 1 x 0, gol de Nilson. O jogo foi no Estádio Aristóteles Góes.
Também tivemos a goleada de 6 x 2 do Defelê sobre o Alvorada, no
Estádio Ciro Machado do Espírito Santo. Ramiro (2), Oswaldo, Sabará e Ely (2) marcaram os gols para o Defelê e Edmundo e Manoel para o Alvorada.
No Estádio Vasco Viana de Andrade o Grêmio ganhou do Presidência, por 2 x 0, gols de Medalha (contra) e Aragão.
O Guará venceu o Cruzeiro do Sul, por 1 x 0, gol de Zizi. O jogo foi realizado no Estádio Israel Pinheiro.