segunda-feira, 30 de abril de 2018

ESTÁDIO AUGUSTINHO LIMA ESTÁ COMPLETANDO 40 ANOS!



Além de voltar a comemorar um título de campeão brasiliense, fato que ocorreu pela última vez em 1986, a cidade de Sobradinho tem mais motivos para festejar no dia de hoje, quando o seu principal palco do futebol, o estádio Augustinho Lima, está completando 40 anos de vida.
Ainda como Estádio Olímpico de Sobradinho, foi inaugurado em 30 de abril de 1978, no amistoso Sobradinho 0 x 3 Santos. Na mesma data foi inaugurada a iluminação do estádio.
É de propriedade da Administração Regional de Sobradinho e sua capacidade máxima, segundo o Cadastro Nacional de Estádios da CBF, é para 10.000 espectadores. Segundo a Federação Metropolitana de Futebol no jogo de sua inauguração, entre pagantes e não-pagantes havia 13.743 pessoas no estádio.
O estádio passou a ter esse nome em homenagem ao jornalista Augustinho Pires de Lima, que faleceu em 25 de setembro de 1976, aos 23 anos, vítima de acidente automobilístico (seu carro entrou debaixo de um caminhão na estrada de Sobradinho, às 6 horas e trinta minutos daquele dia).

No jogo de inauguração, o Sobradinho foi um time de luta e nunca se entregou, mas o Santos, em melhores condições físicas e técnicas, conseguiu ainda no primeiro tempo marcar dois gols. 
No segundo tempo, quando sofreu o terceiro gol, o Sobradinho mostrou clara falta de preparo físico e não reeditou a atuação do primeiro tempo, deixando que o Santos o dominasse.


Eis a ficha técnica do jogo de inauguração:
SOBRADINHO 0 x 3 SANTOS
Data: 30 de abril de 1978
Renda: Cr$ 205.220,00
Público pagante: 10.261 pagantes + 3.482 convidados (total = 13.743)
Árbitro: José Mário Vinhas (DF)
Gols: Toinzinho, 15; Neto, 22 e Bianchi, 75.
SOBRADINHO: Ari, Ivanildo (Tote), Zezão (Remo), Sir Peres e Marcos (Gelson); Pebinha, Baduca (Paraíba) e Careca (Cláudio); Dázio, Zé Afonso e Vino. Técnico: Manoel Augusto de Melo.
SANTOS: Willians, Nelson, Joãozinho, Fausto e Neto; Carlos Roberto, Nelson Borges e Toinzinho (Bianchi); Juari (Nilton Batata), Reinaldo (Pita) e João Paulo (Célio). Técnico: Formiga.

O primeiro jogo no Estádio Augustinho Lima envolvendo duas equipes do Distrito Federal aconteceu em 14 de maio de 1978, em um amistoso comemorativo ao aniversário da cidade de Sobradinho. Naquele dia, o Gama venceu o Sobradinho por 1 x 0, gol de Santana.
Somente no dia 19 de novembro de 1978 aconteceria o primeiro jogo oficial no Augustinho Lima. Válido pelo campeonato brasiliense daquele ano, o Sobradinho venceu o Guará, por 1 x 0, gol de Marco Antônio.
A primeira vez que o estádio recebeu um jogo válido pelo Campeonato Brasileiro foi em 3 de fevereiro de 1985, quando o Sobradinho empatou com o Americano, de Campos (RJ), em 0 x 0. Foi a estreia do clube na Taça de Prata (ou Série B) do Campeonato Brasileiro daquele ano.

REGISTRO IMPORTANTE
A Enciclopédia do Futebol Brasileiro, de Lance, em suas páginas 453 e 454, afirma que o estádio foi inaugurado em 13 de maio de 1978, com o jogo Campineira 0 x 3 Santos, e que Ailton Lira, do Santos, teria marcado o primeiro gol do novo estádio. Estas informações estão completamente erradas!
Em primeiro lugar, a inauguração em 30 de abril de 1978 pode ser confirmada pelos jornais Correio Braziliense e Folha de S. Paulo e também em boletins oficiais da então Federação Metropolitana de Futebol.
Em segundo, o Campineira não existia mais profissionalmente. O clube deu lugar ao Sobradinho em 1º de janeiro de 1975.
O primeiro gol não poderia ser de Ailton Lira. Contundido, o jogador nem viajou para Brasília, ficou em Santos. O primeiro gol foi de autoria de Toinzinho, justamente o substituto de Ailton Lira.
Para completar a série de erros, no dia 14.05.1978, ou seja, um dia depois da suposta inauguração, o Santos jogava sua última partida pelo Campeonato Brasileiro deste ano, enfrentando a Anapolina, em Anápolis (GO), com quem empatou em 1 x 1.
Também já vimos esses mesmos erros em outros sites e blogs. Favor desconsiderar todos eles!


domingo, 29 de abril de 2018

O FUTEBOL NAS CIDADES-SATÉLITES: o primeiro campeonato de futebol de Taguatinga - 1964


O primeiro campeonato de futebol de Taguatinga foi realizado em 1964 e promovido pela Liga Desportiva de Taguatinga, sob a presidência de José Walter de Souza.
Foi disputado em dois turnos, ao final dos quais o clube que somasse mais pontos ganhos seria declarado campeão.
Dele tomaram parte dez equipes, a saber: Atlético, Brasília, Flamengo, Juventus, Liberdade, Meta, Palmeiras, Setor Automobilístico, SUPRA e Taguatinga F. C.
A primeira rodada foi realizada no dia 19 de abril de 1964.
Os resultados da terceirada rodada, realizada em de 26 de julho, foram os seguintes: Setor Automobilístico 3 x 2 Flamengo, Palmeiras 5 x 1 Liberdade e Supra 4 x 1 Atlético. A classificação após essa rodada era a seguinte: 1º Supra; 2º Meta e Brasília, 4º Setor Automobilístico e Palmeiras; 6º Juventus, Taguatinga e Flamengo e 9º Liberdade e Atlético.
Na rodada do dia 9 de agosto, o Meta venceu o Setor Automobilístico por 4 x 2, mantendo-se, assim, na vice-liderança do certame. Na oportunidade, em bonita demonstração de esportividade, várias homenagens foram prestadas ao time das mecânicas por ocasião do seu segundo aniversário de fundação. O presidente Daniel Gadelha foi bastante cumprimentado. À noite, na sede, teve lugar um animado baile, com farta distribuição de bebidas, doces e salgados, além do clássico bolo de aniversário. José Walter de Souza, presidente da Liga e um dos baluartes do Setor Automobilístico, também aniversariou naquela data.
Na rodada de 16 de agosto, com a goleada imposta ao Palmeiras (4 x 0), o Meta continuava invicto no certame. Já o SUPRA não passou de um empate por um tento contra o Flamengo. O Setor Automobilístico continuava acumulando derrotas, tendo sido abatido pelo Taguatinga Futebol Clube, pelo escore de 4 x 1. A próxima rodada teria como atração principal o encontro entre Meta e Flamengo.
Na rodada do dia 30 de agosto, o Meta perdeu sua invencibilidade no campeonato da cidade ao ser derrotado pelo Taguatinga F. C., pelo placar de 2 x 1.
No dia 13 de setembro, a classificação do campeonato era a seguinte: 1º - Brasília, com um ponto perdido; 2º - Meta e SUPRA, com 3; 4º - Setor Automobilístico, com 6; 5º - Flamengo, com 7; 6º - Juventus, com 8; 7º - Taguatinga, com 9; 8º - Palmeiras, com 10, 9º - Atlético, com 11 e 12º - Liberdade, com 12. Também confirmava que nesse mesmo dia 13, aconteceria o esperado encontro Brasília x Meta, líder contra um dos vice-líderes da competição.
No dia 6 de dezembro de 1964, aconteceu a decisão do campeonato. Num lamaçal imenso em que ficou transformado o campo do futuro Estádio de Taguatinga, foi disputada a finalíssima do campeonato. A vitória coube ao quadro do Brasília, ao abater o bem treinado Meta pelo escore de 2 x 0. Mesmo sob a constante chuva durante a partida, a assistência não arredou pé do campo, incentivando seus jogadores. Não fora o impraticável do campo e teríamos uma grande partida, mas não chegou a desagradar o jogo desenvolvido pelos dois times. O auriverde Meta lutou o tempo todo sem conseguir chegar às redes adversárias. Everardo, seu principal elemento do ataque, não rendeu o esperado, devido ao estado da cancha, e a linha canarinho não chegou a marcar. Já na equipe vencedora, de um modo geral todos foram bem, mas teve em Bolero seu principal valor. A equipe de Raymundo Aguiar brilhou mesmo, com bonita exibição.
Ao término da partida, dirigida pelo árbitro Takeshi Koressawa, a torcida brasiliense invadiu o campo carregando seus heróis em triunfo.
Os torcedores do quadro do Setor Norte de Taguatinga festejaram a até altas horas da madrugada, com as comemorações iniciada no campo e encerradas na sede do clube, em autêntico carnaval de entusiasmo e alegria pelo feito alcançado.

Fonte: coluna “Taguatinga em Revista”, de Alberto Bahouth Junior.


sábado, 28 de abril de 2018

JOGOS INUSITADOS: Real, do Gama 2 x 2 C. A. Taquaritinga (SP) - 1968


A Associação Atlética e Cultural Mariana do Gama foi fundada em 11 de novembro de 1962, por membros da Congregação Mariana Nossa Senhora Divina Pastora e São Sebastião, do Gama.
Durante o mês de abril de 1968, a troca de nome de A. A. Cultural Mariana do Gama para Esporte Clube Real vinha agitando os associados da agremiação dessa cidade satélite.
Primeiramente, alguns partidários da troca de nome estiveram na redação do jornal Correio Braziliense comunicando o fato, prontamente divulgado pelo jornal.
Logo depois, compareceu ao mesmo jornal Jorge Horácio Carrijo para informar que a maioria dos associados não concordavam com a mudança, e que esta não poderia acontecer sem a convocação de uma assembleia dos associados, na qual a proposição de troca de nome deveria ser aprovada por maioria absoluta.
Não sabemos dizer se e quando houve a tal assembleia. Fato é que no dia 28 de abril de 1968 o jornal Correio Braziliense estampava em sua página de esportes: "HOJE NO GAMA TAQUARITINGA ENFRENTA REAL".
O Clube Atlético Taquaritinga foi fundado em 17 de março de 1942 e por muitos anos permaneceu disputando os certames regionais do Campeonato Paulista do Interior, até sagrar-se campeão da Série A-3 (equivalente ao terceiro nível do futebol de São Paulo) em 1964, conquistando uma vaga na Série A-2. O clube disputaria a Segunda Divisão paulista até 1967, quando, por problemas financeiros, licenciou-se dos campeonatos profissionais até 1973. Apesar disso, o jornal Correio Braziliense divulgou a notícia de que o clube fazia parte da Primeira Divisão de Profissionais de São Paulo.
Também foi divulgado que os bandeirantes receberiam por esta exibição um milhão de cruzeiros antigos e teriam ainda a hospedagem por conta do clube da cidade satélite de Brasília.
Outra informação que gerou dúvida entre os torcedores era o nome correto do novo clube do Gama. Segundo o jornal, “de agora em diante o clube do Gama passará a chamar-se Grêmio Esportivo Real do Gama”.
E o mais inusitado disso tudo é que a primeira partida com o novo nome seria de caráter interestadual, contra um clube licenciado de sua federação.
No dia 28 de abril de 1968, tendo como local o campo da A. A. Cultural Mariana, no Gama, Real, do Gama, e Taquaritinga empataram em 2 x 2.
O árbitro foi Alaor Ribeiro e a renda de NCr$ 3.240,00.
Os gols do Real foram marcados por Jânio e Baú. Os do Taquaritinga foram de autoria de Moacyr, ambos em cobrança de pênaltis.
O Real formou com Bira, Batista, Carlos, Crente e Chagas (Caravele); Paturé e Jânio; Stélio, Manoelzinho, Baú e Pacífico (Djalma). Defenderam o Taquaritinga Paulo, Côco (Alemão), Baiano, Moacyr e Barbosa; Fefeu e Sapiranga; Jairzinho, Strachine, Titinho e Jair (Levi).



sexta-feira, 27 de abril de 2018

OS ARTILHEIROS: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2018


Michel Platini
1º - Michel Platini (Sobradinho), 11 gols;
2º - Nunes (Brasiliense) e Paulo Renê (Paracatu), 8;
3º - Cardoso (Bosque Formosa) e China (Luziânia), 6;
4º - Formiga (Ceilândia), Baiano (Real) e Amoroso (Samambaia), 5;
5º - Reinaldo e Romarinho (Brasiliense), Elivelto (Ceilândia), Robston e Tartá (Gama), Índio (Luziânia) e Daniel e Vitor Hugo (Real), 4;
6º - Didão (Ceilândia), Wesley Brasília (Bosque Formosa), Gil (Santa Maria) e Geovane e Mirandinha (Sobradinho), 3;
7º - Aldo e Filipe Cirne (Brasiliense), Cauê, Emerson Martins, Gustavo Gago, Ronan e Wallace Jesus (Ceilândia), Marcos Paulo (Bosque Formosa), Fábio Gama, Fábio Saci, Fernandinho e Murilo (Gama), Zé Wilson (Paracatu), Lucas Vitor e Weverton (Paranoá), Kaio e Pedrinho (Real), Junior Bala e Marcelo Passos (Santa Maria) e Luan (Sobradinho), 2; e
8º - Bigu, Cocada (contra), Igor, Léo Torres (contra), Maike, Pedrinho, William Amendoim e Zé Augusto (Bolamense), Luquinhas, Mário Henrique, Rodrigo Barros (contra), Souza e Zizu (Brasiliense), Allann Delon, Júlio Ferrari e Vavá (Ceilândia), Daniel Costa (Bosque Formosa), Everton (contra), Felipe Marcelino, Gordo, Jacó, Lúcio, Rafinha e Roberto Pitio (Gama), Anjinho, Catatau, Dedê, Gilmar, Júlio, Paranaguá e Rodrigo Barros (Luziânia), Anderson Oliveira, David, Igor e Taison (Paracatu), Emerick, Imperador e Rafael (Paranoá), Jorginho, Kaká e Willian (Real), Felipe e Neiva (Samambaia), Amaral, Ericsson, Juninho, Rafael, Romário e Thompson (Santa Maria), Baiano, Everton, Igor, João Manoel e Rambo (Sobradinho), um gol cada.


quinta-feira, 26 de abril de 2018

ESTATÍSTICAS DO CAMPEONATO BRASILIENSE DA PRIMEIRA DIVISÃO DE 2018



CLUBES PARTICIPANTES: 12.
JOGOS REALIZADOS: 80.
GOLS ASSINALADOS: 195.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO: 2,4.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Ceilândia, 25 gols a favor (em 15 jogos, média de 1,67 gols por jogo) e Brasiliense, 25 gols a favor (em 17 jogos, média de 1,47 gols por jogo).
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Paranoá e Samambaia, 7 gols a favor em 11 jogos (0,64 de média).
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO: Brasiliense, 12 gols contra, em 17 jogos (média de 0,71 por jogo).
PIOR DEFESA DO CAMPEONATO: Paranoá e Samambaia, com 19 gols contra, em 11 jogos (média de 1,73/jogo).
MELHOR SALDO DE GOLS: Ceilândia, com 14.

MAIOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Sobradinho e Brasiliense, 10.
MENOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Paranoá e Samambaia, uma.
MENOR NÚMERO DE DERROTAS: Luziânia, duas em 15 jogos.
MAIOR NÚMERO DE DERROTAS: Samambaia, oito em 11 jogos.
MELHOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO: Ceilândia, com 66,7%.
PIOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO: Samambaia, com 15,2%.
MAIORES GOLEADAS DO CAMPEONATO: 15.02.2018, Gama 5 x 2 Santa Maria e 14.03.2018, Ceilândia 5 x 2 Samambaia.
JOGOS COM MAIOR NÚMERO DE GOLS MARCADOS: os dois citados acima.


Michel Platini
PRINCIPAL ARTILHEIRO:
Michel Platini, do Sobradinho, com 11 gols.


ÁRBITROS QUE MAIS ATUARAM

1º - Rodrigo Batista Raposo e Sávio Pereira Sampaio, 10 jogos;
2º - Rafael Martins Diniz, 9;
3º - Vanderlei Soares de Macedo, 7;
4º - Almir Camargo, Christiano Gayo Nascimento e Gildevan Lacerda, 6;
5º - Wales Martins de Souza e Anderson Bassoto, 4;
6º - Ademário Neves, Emanoel Ramos e Luiz Paulo Aniceto, 3;
7º - Leandro Almeida, Maguielson Lima e Felipe Barbosa, 2; e
8º - Maricleber Góes, Marco Antônio e Marcelo Rudá, um jogo cada.

ESTÁDIOS UTILIZADOS

1º - Bezerrão, Gama (DF), 15 jogos;
2º - Augustinho Lima, Sobradinho (DF), 14;
3º - Abadião, Ceilândia (DF) e Serra do Lago, Luziânia (GO), 11;
4º - Mané Garrincha, Brasília (DF) e Frei Norberto, Paracatu (MG), 7;
5º - Diogão, Formosa (DF), 6;
6º - Rorizão, Samambaia (DF), 5; e
7º - Serejão, Taguatinga (DF), 4 jogos.



quarta-feira, 25 de abril de 2018

GRANDES RESULTADOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Atlético Paranaense 1 x 2 Brasília - 1977


Contrariando todos os prognósticos possíveis, o Brasília derrotou o Atlético Paranaense no dia 16 de outubro de 1977, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR).
Jogando um futebol de toques de bola rápidos e envolventes, suplantou em todos os sentidos, tecnicamente, ao esquema de jogo superado e excessivamente lento do técnico Lauro Búrigo.
Ernâni Banana, de fora da área, batendo violentamente no lado esquerdo de Altevir, inaugurou o marcador aos 33 minutos, quando ninguém acreditava no domínio da equipe brasiliense. Esperava-se com a marcação do tento a pronta reação do Atlético, mas isso não aconteceu e o primeiro tempo encerrou com o Brasília fazendo por merecer um marcador muito mais elevado.
Os dois times voltaram para o segundo tempo decididos a tudo. Mas o Brasília continuou jogando bem, senhor das ações, obrigando ao Atlético retrancar-se para não sofrer goleada.
Aos dez minutos do segundo tempo, aconteceu o tento mais bonito do jogo e o número dois do Brasília, que a esta altura dos acontecimentos era incentivado pelos torcedores do Atlético, que em contrapartida vaiavam o clube de casa.
O goleiro Déo lançou a bola com violência, que encontrou o bom centroavante Nei, que parou na frente do zagueiro Alfredo, driblou-o duas vezes, adiantou, aplicou uma finta em Gilberto e desferiu potente chute contra o canto direito de Altevir. Com esse gol, o Atlético desmoronou em campo, passando a empenhar-se numa retranca ridícula, a ponto de ceder sucessivos escanteios que eram cobrados com violência e perigo pelo ponteiro direito Julinho do time do Brasília.
O Atlético só conseguiu o seu gol aos 30 minutos do segundo tempo, depois que o técnico Airton Nogueira retirou Moreirinha de campo, enfraquecendo o meio de campo brasiliense. Numa confusão na área, a bola escapou para Katinha, que mandou inapelavelmente para o fundo das redes de Déo.
O Atlético só não levou mais gols em face dos jogadores do Brasília não terem calma suficiente para complementar os lances capitais, pois oportunidade não faltaram.
A partida encerrou com o Atlético todo no ataque, na base do desespero, em busca do gol de empate que não saiu.

ATLÉTICO PARANAENSE 1 x 2 BRASÍLIA
Data: 16.10.1977
Local: Couto Pereira, Curitiba (PR)
Árbitro: Edmundo Abssanra (SP)
Renda: Cr$ 137.650,00
Gols: Ernâni Banana, 33; Nei, 55 e Katinha, 75
ATLÉTICO PARANAENSE: Altevir, Cláudio Radar, Gilberto, Alfredo e Cláudio Marques; Flávio, César (Parazinho) e Bira Lopes; Tadeu (Katinha), Ademir e Cabral. Técnico: Lauro Búrigo.
BRASÍLIA: Déo, Edvaldo (Fernandinho), Jonas Foca, Luís Carlos e Geraldo Galvão; Uel, Moreirinha (Emerson) e Ernâni Banana; Julinho, Nei e Bira. Técnico: Airton Nogueira.

Os gols do Brasília:

Fonte: Diário da Tarde-PR.

terça-feira, 24 de abril de 2018

OS GOLEIROS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Zé Walter


NOME COMPLETO: José Walter Girão de Melo
APELIDO: Zé Walter
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Fortaleza (CE), 24 de abril de 1946.
POSIÇÃO EM CAMPO: Goleiro. Obs.: considerado um dos melhores goleiros do futebol brasiliense.

1962
Começou nos juvenis do Defelê.

1963
Antes de completar 17 anos, ingressou na equipe de juvenis da Associação Esportiva Cruzeiro do Sul. No mesmo ano, foi inscrito e relacionado para compor o banco de reservas da equipe principal. Nessa condição, fez parte da equipe que venceu o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 1963.

1964
Transferiu-se para o Defelê, passando a defender, primeiramente, o arco da equipe de juvenis. Depois, Zé Walter atuou como titular da equipe nos oito jogos disputados pela primeira competição de profissionais em Brasília, ficando com o vice-campeonato.
Sua estreia aconteceu no dia 6 de outubro de 1964, no estádio Ciro Machado do Espírito Santo, na vitória do Defelê sobre o Colombo, por 3 x 1. Detalhe: Zé Walter defendeu um pênalti. No dia 19 de outubro, na vitória de 2 x 0 sobre o 1º de Maio, novamente Zé Walter não sofreu gol de mais uma penalidade máxima marcada contra o Defelê.
Nas férias de 1964, passadas no Rio de Janeiro, Zé Walter aproveitou para treinar no Vasco da Gama e passou a ser um problema para a diretoria do Defelê, pois passou a fazer parte dos atletas que poderiam ser contratados pelo clube carioca, tendo em vista que se constituiu numa das grandes figuras em ação no período em que esteve treinando no Rio de Janeiro.

1965
Sua última partida pelo Defelê aconteceu em 20 de junho de 1965, num amistoso contra o Guará, no estádio Ciro Machado do Espírito Santo, com vitória do Defelê, por 1 x 0. Formou o Defelê com: Zé Walter, Zé Paulo, Agnaldo (Alonso Capella), Bosco e Wilson; Reinaldo e Elmano; Manoelzinho, Ely, Alaor Capella e Vitinho (Sabará). Técnico: Carlos Magno. Zé Walter foi apontado como uma das grandes figuras da partida, com defesas impressionantes, principalmente na etapa complementar, quando defendeu um pênalti cobrado por Heitor e num lance em cobertura na pequena área de Niltinho.
Transferiu-se para o Rabello, onde disputou seis jogos e tornou-se campeão brasiliense profissional de 1965.
Sua estreia aconteceu num amistoso realizado no dia 22 de julho de 1965, em Goiânia, com empate de 0 x 0 entre Rabello e Goiânia. O Rabello formou com Zé Walter, Délio, Gegê, Bimba e Ivan; Zé Maria e Beto Pretti; Sabará, Djalma, Clarindo (Invasão) e Zezé.
Nesse ano foi por duas vezes convocado para a Seleção de Brasília. A primeira vez, ainda como atleta do Defelê, para o amistoso diante do Luziânia (vitória de 3 x 1), no dia 13 de abril de 1965, substituindo Gaguinho no segundo tempo, e a segunda para o jogo que serviu de inauguração do Estádio de Brasília, que mais tarde passaria a ser chamado de Pelezão. Nesse dia, a Seleção de Brasília foi derrotada pelo Siderúrgica, de Minas Gerais, por 3 x 1, tendo Zé Walter atuado como titular.

1966
Bicampeão brasiliense de profissionais pelo Rabello. Foi o goleiro menos vazado da competição, sofrendo 12 gols em onze jogos. Disputou a Taça Brasil e novamente foi convocado duas vezes para defender a seleção brasiliense, nos amistosos contra a Seleção de São Paulo (11 de maio) e Seleção de Goiás (23 de novembro).

1967
Disputou o campeonato brasiliense pelo Guará. Seu primeiro jogo no novo clube aconteceu em 20 de julho de 1967, no Estádio de Brasília, com derrota de 2 x 1 para o Colombo. A formação do Guará foi a seguinte: Zé Walter, Rodolfo, Noel, Eduardo e Luiz Carlos; Axel e Heitor; Guairacá, Zeca, Maurício e Walmir.
Foi por mais duas vezes convocado para defender a seleção do DF, contra o Santos (25 de maio) e Racing, do Uruguai (16 de julho), nesta não participando do jogo.

1968
Na preliminar de Vasco da Gama 0 x 0 América, Rabello e Defelê disputaram um amistoso no dia 15 de fevereiro de 1968. Foi o retorno de Zé Walter ao Defelê, que formou com Zé Walter, Luiz, Lima, Negrito e J. Pereira; Quincas e Alaor Capella; Guairacá, Walmir, Djalma (Solon) e Gedeon (Arnaldo). 
Depois de vencer o Torneio Início, venceu o Campeonato Brasiliense de profissionais, tendo disputado todos os jogos como titular da equipe.
Também nesse ano, foram cinco convocações para a Seleção do DF, a primeira em 28 de julho e a última em 20 de outubro.

1969 
Em 9 de novembro de 1969, num torneio para comemorar o 13º aniversário do Núcleo Bandeirante, Zé Walter estreou no gol da A. A. Serviço Gráfico. A formação da equipe foi Zé Walter, Ximenes, Garibaldi, César e Maninho; Dazinho (Julinho) e Tião; Carlos Gomes, Cid, Paulinho I e Zezão (Paulinho II).

1970
Depois de rápidas passagens por S. E. Serveng-Civilsan e CSU, Zé Walter voltou à A. A. Serviço Gráfico, por onde disputou doze jogos válidos pelo campeonato brasiliense. Antes, em preparativos para a formação da equipe que representaria o Distrito Federal nos XXI Jogos Universitários que seriam realizados em Brasília, defendeu o gol do Centro de Ensino Universitário de Brasília – CEUB (onde estudava) em vários amistosos. A equipe principal do CEUB era formada por Zé Walter, Sérgio, Lúcio, César e Odilon; Carlinhos e Garrido; Hilário, Adilson, Walmir e Renato.
Por duas vezes foi convocado para defender a Seleção do DF, em 7 e 14 de março.
No final do ano de 1970, transferiu-se de vez para o Ceub Esporte Clube.

1971
O quadro do CEUB continuava em franca atividade, pensando unicamente em manter o bom preparo físico e técnico de sua equipe. Nos amistosos que o CEUB pretendia fazer a partir de 30 de maio, o técnico Otaziano já poderia contar com o arqueiro Zé Walter, que não pôde atuar no Torneio “Candango” devido a problemas de transferência.
No amistoso realizado na manhã do dia 30 de maio, no Pelezão, Zé Walter fez sua estreia definitiva no gol do Ceub, na vitória de 5 x 1 sobre o Serviço Gráfico, atuando com a seguinte formação: Zé Walter, Aderbal, Lúcio, Afonso e Lima; Darse (Renato) e Carlinhos; Wilfrido (Landulfo), Adilson, Marcos e Paulo César.
Também em 1971, Zé Walter foi o goleiro titular da seleção da FAUNB, que estava treinando para os XXII Jogos Universitários Brasileiros, que seria realizado em Porto Alegre (RS), no período de 16 a 27 de julho de 1971 (a maioria dos jogadores dessa seleção pertencia ao Ceub).

1972
Foi vice-campeão brasiliense de 1972 pelo Ceub. A partir de 31 de agosto de 1972, Zé Walter passou a atuar como treinador da equipe amadora do Ceub, ao lado de Morales. Nessa função, trabalhou em quatro jogos.
No dia 4 de junho de 1972, no Pelezão, Zé Walter foi o goleiro do Ceub no empate em 0 x 0 com o Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG), amistoso que ficou marcado pela presença de Mané Garrincha na ponta-direita do Ceub. Também teve atuações de destaque nos amistosos contra o Flamengo, do Rio de Janeiro (1 x 1), Estudiantes, da Argentina (3 x 1) e Rio Branco-ES (1 x 0).

1973
Seu último jogo pelo Ceub aconteceu no dia 24 de fevereiro de 1973, no amistoso que terminou empatado em 1 x 1 com o Fluminense, do Rio de Janeiro. Nesse dia, o Ceub formou com Zé Walter, Mauro Cruz, Cláudio Oliveira, Emerson e Murilo; Enísio e Renê; Julinho, Marco Antônio, Cláudio Garcia e Dinarte.
Depois que, cedo ainda, largou o futebol, e passando a adotar seu nome completo, tornou-se Gerente Geral de Promoções das organizações do “rei da noite” Ricardo Amaral, as principais delas as boates Hippopotamus e Papagaio. Também foi sócio-proprietário do bar Vaticano, juntamente com o ex-colunista Daniel Más, ex-editor de Vogue e novelista de televisão, e Roberto Talma, diretor de TV. Foi Diretor de Marketing da Company.

Curiosidade: Paulo Sérgio, goleiro do Botafogo e da Seleção Brasileira, foi, durante muito tempo, reserva do time em que jogava na Universidade Gama Filho. O goleiro titular, que durante o tempo em que permaneceu na equipe nunca cedeu seu lugar a Paulo Sérgio, não era outro senão Zé Walter.



segunda-feira, 23 de abril de 2018

HÁ 40 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: Inauguração completa do Estádio de Taguatinga


Time do Taguatinga, com Félix, primeiro à esquerda, em pé, e
Dirceu Lopes, penúltimo à direita, agachado
O Estádio de Taguatinga, com o nome oficial de “Elmo Serejo Farias” (homenagem ao governador do Distrito Federal no período de 1974 a 1979) foi inaugurado, parcialmente, em 29 de agosto de 1976. Naquele dia, o Taguatinga venceu o Vila Nova, de Goiânia, por 1 x 0, com um gol olímpico de Dinarte, aos 42 minutos do segundo tempo.
Somente em 1978 ele teve suas obras concluídas.
O estádio passou a ser um dos melhores e mais modernos da Capital Federal. Foi construído numa área de 48.812,21 m², para 34.386 pessoas sentadas e 6 mil em pé, com uma capacidade total para 40.386 pessoas.
O custo da obra foi de Cr$ 16.058.000,00.
O estádio possuía campo para futebol e pista para atletismo. O campo tinha as medidas oficiais (110 m x 75 m), com 8.250 m². A pista de atletismo, em toda a extensão do campo, ocupava uma área de 3.500 m².
As instalações compreendiam: Tribuna de Honra, em área de 682 m², com 102 cadeiras especiais fixas, com quatro cabines de rádio, duas cabines para TV, banheiros femininos e masculinos, uma sala de espera, uma sala de imprensa, uma sala para autoridades e uma sala, com cela, para a segurança, e bar. Arquibancadas em concreto armado, num total de 34.386,59 m², extensão de 735,60 metros, com duas passarelas (superior e inferior). Vestiários, com área de 438,42 m², compreendendo dois vestiários para atletas, com 14 vasos, 32 chuveiros e área de 19,80 metros, sala para médicos e dois vestiários para árbitros. Bilheterias, duas, com quatro guichês.
O estádio tinha, ainda, moderníssimo sistema de irrigação, rede de águas pluviais, sistema de drenagem transversal e alambrado fixado em mureta de concreto.
O jogo de inauguração foi realizado no dia 23 de abril de 1978 e com atuações destacadas de Clebinho e Robertinho, o time misto do Fluminense deu um verdadeiro show de bola perante um público bem numeroso, goleando a equipe do Taguatinga, por 4 x 1.
O jogo transcorreu favoravelmente aos tricolores, que abriram a contagem logo aos cinco minutos, num lance sensacional de Clebinho, que invadiu a área, driblou o goleiro e colocou a bola fora do alcance dos zagueiros que tentaram evitar a queda de sua meta.
Aos trinta minutos, numa falha de Félix, Gilcimar aumentou para 2 x 0. Robertinho fez o terceiro aos trinta minutos do segundo tempo, aproveitando o rebote de uma bola largada por Félix.
Dirceu Lopes, numa virada sensacional, marcou o único gol do Taguatinga, aos 40 minutos. Robertinho encerrou o marcador aos 42 minutos do segundo tempo.
Sob a boa arbitragem de Adélio Nogueira, as equipes formaram assim: TAGUATINGA: Félix, Aldair, Nonato, Wanner (Toinho) e Luiz Fernando (Déo); Renê (Valdo), Joãozinho (Maurício) e Dirceu Lopes; Belo, Paulo Hermes e Paulo César (Zé Vieira). Técnico: Arlindo Louchards.
FLUMINENSE: João Luís (Paulo Roberto), Joel (Delei), Wiler (Flávio), Jorge Batata e Zezinho; Cléber Silva, Clebinho (Mário Jorge) e Pipoca; Gilcimar, Robertinho e Mário (Adãozinho). Técnico: José Faria.
Presente aos festejos de inauguração do estádio o General de Exército João Batista de Figueiredo, então Ministro-Chefe do SNI e futuro Presidente da República, que não fez segredo de sua condição de torcedor do Fluminense. Também se fez presente um grande público, propiciando a arrecadação de 342.740,00 cruzeiros, com 19.817 pagantes, embora o estádio estivesse quase lotado.
Dirigentes, autoridades e torcedores homenagearam o Presidente do Taguatinga, Justo de Magalhães Moraes, que pondo em prática a sua política audaciosa de desenvolver o futebol profissional em sua cidade-satélite, trouxe duas feras para a festa de inauguração do estádio: o goleiro Félix e Dirceu Lopes.
Como vencedor do amistoso, o Fluminense recebeu o Troféu “Vital Ramos de Andrade”, nome do Administrador Regional de Taguatinga, um dos maiores batalhadores pela construção do estádio.



domingo, 22 de abril de 2018

BATE-BOLA COM EDVALDO

NOME COMPLETO?
Edvaldo Pinheiro de Sousa

LOCAL E DATA DE NASCIMENTO?
São Paulo (SP), 6 de fevereiro de 1957.

QUAL SUA POSIÇÃO EM CAMPO? E SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS EM CAMPO?
Jogava nas duas laterais e quando necessário brincava de zagueiro. Apoiava e marcava bem e tinha um chute forte.

FAÇA UMA RESENHA DE SUA CARREIRA NO FUTEBOL

ONDE INICIOU?
Planalto, do Gama

QUAL SEU PRIMEIRO TREINADOR?
Jaime dos Santos

POR ONDE VOCÊ ANDOU (ANO A ANO), DURANTE A SUA CARREIRA?
Brasília Esporte Clube (1975 a 1977), Gama (1978 e 1979), Potiguar, de Mossoró-RN (final de 1979), Clube de Regatas Guará (1979 a fim de 1983) e CRAC, de Catalão-GO (1982).

ONDE E QUANDO PAROU COM O FUTEBOL?
No Guará, no final de 1983.

VOCÊ LEMBRA DO SEU PRIMEIRO JOGO? COMO FOI?
Campineira 1 x 0 Brasília, em 18 de outubro de 1975, no jogo pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão (ainda amador), no Pelezão.

QUAL O MOMENTO INESQUECÍVEL DE SUA CARREIRA?
O bicampeonato brasiliense (1976/1977), pelo Brasília.

QUAL O SEU JOGO INESQUECÍVEL?
Brasília x Atlético Paranaense, no Couto Pereira, no dia 16 de outubro de 1977, pelo Campeonato Brasileiro. Ganhamos por 2 x 1, gols de Ernâni Banana e Nei.

QUAL O GOL MAIS BONITO QUE VOCÊ MARCOU? AINDA CONSEGUE DESCREVÊ-LO?
Pelo Guará, na Taça de Prata de 1979, contra o Itumbiara, no seu estádio, de falta, quase do meio de campo.

COMO FOI A SUA PASSAGEM POR GRAMADOS FORA DO DF? ERA MUITO DIFERENTE JOGAR LÁ E JOGAR AQUI?
Joguei pouco tempo fora do DF, não deu para perceber alguma diferença.

UMA PESSOA IMPORTANTE NA SUA VIDA? FEZ MUITOS AMIGOS NO FUTEBOL? ALGUM EM ESPECIAL?
Meu pai, que me incentivou muito. Fiz muitos amigos e um em especial é o Niltinho, meia do Guará.

NO FUTEBOL DO DF, QUAL O MARCADOR QUE LHE DEU MAIS TRABALHO DURANTE A SUA CARREIRA?
O Robertinho, do Gama.

E QUAL O MELHOR JOGADOR, AQUELE QUE DÁ PARA CHAMAR DE CRAQUE, QUE JOGOU COM VOCÊ NO FUTEBOL DO DF?
Ernâni Banana.

E EM SE TRATANDO DE TIME ADVERSÁRIO, AQUI NO DF, ALGUM JOGADOR QUE VOCÊ TENHA ENFRENTADO QUE ERA VERDADEIRAMENTE UM CRAQUE?
Moreirinha, do Brasília.

QUAIS OS TRÊS MELHORES TÉCNICOS COM QUEM VOCÊ JÁ TRABALHOU?
Jaime dos Santos, Cláudio Garcia e Airton Nogueira.

FAZENDO DE CONTA QUE VOCÊ É O TREINADOR, ESCALE DE 1 a 11, A SUA SELEÇÃO BRASILIENSE DE TODOS OS TEMPOS, DENTRE AQUELES COM QUEM JOGOU.
Déo (Brasília), Newton (Brasília), Jonas Foca (Brasília), Luiz Carlos (Brasília) e Geraldo Galvão (Guará); Uel (Brasília), Manoel Ferreira (Gama) e Ernâni Banana (Brasília); Roldão (Gama), Fantato (Gama) e Robertinho (Gama).

E OS TRÊS MELHORES DIRIGENTES?
Almir Vieira, Luiz Vicente e Wilson Lima.

COMO FOI LARGAR O FUTEBOL? ESTAVA NA HORA DE PARAR? OU DAVA PARA TER CONTINUADO?
Parei no fim de 1983, sem problema algum, estava na hora de parar. Naquele tempo o futebol do DF não pagava bem, mas fisicamente dava para ter continuado.

QUANDO VOCÊ PAROU DE JOGAR, O CLUBE TEVE A PREOCUPAÇÃO DE PROMOVER SEU ÚLTIMO JOGO?
Não.

O QUE O FUTEBOL TE DEIXOU DE LIÇÃO?
Tem que aproveitar as chances que aparecem, perdeu, já era.

VOCÊ CONTINUA ACOMPANHANDO FUTEBOL? VOCÊ COSTUMA IR AOS ESTÁDIOS?
Sim, sempre que posso vou aos estádios.

QUAL O CONSELHO QUE VOCÊ DEIXA PARA QUEM ESTÁ COMEÇANDO AGORA COM O FUTEBOL?
Tem que ter muita dedicação e profissionalismo, porque a carreira de atleta profissional é curta.

O QUE VOCÊ FAZ DA VIDA HOJE? DEPOIS QUE ENCERROU A CARREIRA DE JOGADOR, EXERCEU ALGUMA ATIVIDADE RELACIONADA AO FUTEBOL, TAIS COMO TREINADOR, DIRIGENTE DE CLUBE, ÁRBITRO DE FUTEBOL, MASSAGISTA, PREPARADOR FÍSICO ETC.?
Trabalho na CODEPLAN, empresa pública do Governo do Distrito Federal, desde 1986.

E COMO ESTÁ O FUTEBOL DO DISTRITO FEDERAL HOJE? ALGUMA PERSPECTIVA DE UM CLUBE BRASILIENSE VOLTAR À ELITE DO FUTEBOL BRASILEIRO?
O futebol do DF anda muito fraco, precisa melhorar muito para voltar à elite, falta investimento.

O QUE O FUTEBOL DE BRASÍLIA TEM DE FAZER PARA VOLTAR A SER UM DOS MELHORES DO BRASIL?
Investir no futebol da base.

DURANTE SUA CARREIRA DE ATLETA, VOCÊ DEVE TER VIVIDO VÁRIAS SITUAÇÕES ENGRAÇADAS, ALGUMA EM ESPECIAL PARA NOS CONTAR?
Uma vez fomos jogar no Estádio Jonas Duarte, em Anápolis-GO, e estava chovendo muito. Aí um determinado jogador falou que o gramado tinha muita engrenagem e logo ia ficar seco!!! Na verdade, ele queria dizer drenagem.


COMIDA?
Lasanha.

BEBIDA?
Cerveja.

HOBBY?
Viajar.

TIME DO CORAÇÃO?
Corinthians.

ÍDOLO NO FUTEBOL?
Sócrates.

CANTOR?
Péricles.

CANTORA?
Ivete Sangalo.

MÚSICA?
Nenhuma em especial.

LIVRO?
Confesso que perdi, do Juca Kfouri.

UM LUGAR BONITO?
João Pessoa-PB.

ATOR?
Tarcísio Meira.

ATRIZ?
Fernanda Montenegro.