sábado, 30 de dezembro de 2017

FICHA TÉCNICA: Dimba


Editácio Vieira de Andrade, o Dimba, nasceu em Sobradinho (DF), no dia 30 de dezembro de 1973.
Nas quadras de futebol de salão de Sobradinho, Dimba deu os primeiros chutes.
Demorou a se destacar no futebol. A mudança para os gramados de futebol aconteceu apenas com 21 anos, em 1994.
Sua estreia aconteceu no dia 1º de maio de 1994, no Augustinho Lima, na vitória de 2 x 1 do Sobradinho sobre o Brasília. O Sobradinho formou com Marco Antônio, Juari, Ismael, Trajano e Dal; Chiquinho, Michael e Dorival; Raimundinho (Tinho), Filó e Dimba (Rildo). Técnico: José Antônio Furtado Leal.
O primeiro gol no futebol profissional veio logo no segundo jogo, e não foi um e sim dois, na vitória de 3 x 0 do Sobradinho sobre o Comercial, no dia 8 de maio de 1994, também no Augustinho Lima.
Terminaria o campeonato brasiliense de 1994 na quinta colocação entre os artilheiros, com seis gols (em 16 jogos).
No dia 29 de setembro de 1994 aconteceu a solenidade de entrega do XI Troféu “Mané Garrincha” e Dimba foi um dos agraciados.
No primeiro semestre de 1995, disputou o campeonato brasiliense, terminando novamente na quinta posição entre os artilheiros, ao marcar nove gols pelo Sobradinho (em quinze jogos). No segundo, integrou a equipe do Brasília na disputa do Campeonato Brasileiro da Série C de 1995.
Também nesse ano, foi convocado para defender a Seleção do DF no amistoso contra o Botafogo, do Rio de Janeiro, no dia 11 de maio de 1995, no estádio Mané Garrincha.
Começou o ano de 1996 emprestado ao Gama para a disputa da Copa do Brasil desse ano. Retornou ao Sobradinho e conseguiu a incrível marca de 22 gols em 21 jogos, tornando-se artilheiro do campeonato brasiliense com nove gols a mais que o segundo colocado e, mesmo estando em uma região com pouca tradição no futebol, despertou interesse de grandes clubes.
No ano seguinte, 1997, surgiu a primeira chance em um time grande. Dimba foi contratado pelo Botafogo, do Rio de Janeiro, que apostou no seu faro de artilheiro.
Logo em seu primeiro jogo oficial pelo Botafogo, no dia
8 de fevereiro de 1997, no Caio Martins, em Niterói (RJ), Dimba marcou o único gol da vitória de 1 x 0 sobre o Madureira. Dimba disputou 24 jogos pelo Botafogo na competição, uma boa parte deles revezando a vaga no ataque com Bentinho (24 jogos) e Sorato (22), mas se transformou no herói do título de campeão carioca desse ano. Na decisão contra o Vasco da Gama, em 8 de julho de 1997, Dimba fez o gol da vitória de 1 x 0 e o da conquista.
A boa fase no Botafogo parou por aí. Dimba chegou a ser apontado como o substituto de Túlio Maravilha. Mas, com atuações irregulares, ele virou apenas uma moeda de troca do Botafogo.
Sua última participação pelo Botafogo aconteceu durante o Festival Brasileiro de Futebol, torneio oficioso disputado em Campo Grande (MS), de 29 de novembro a 5 de dezembro de 1997.
Logo depois teve uma frustrada experiência no Leça, da Primeira Divisão de Portugal, onde estreou apenas na 27ª rodada, no dia 29 de março de 1998, com vitória de 2 x 1 sobre o Rio Ave. No período de 29 de março a 10 de maio de 1998, Dimba disputou sete jogos, nem sempre como titular, e marcou apenas um gol, no dia 19 de abril de 1998, no empate em 1 x 1 com o Farense.
Então, retornou ao Brasil e em julho de 1998, Dimba acertou seu ingresso no América-MG, contratado como reforço do time para o Campeonato Brasileiro da Série A desse ano. Mesmo marcando sete gols, não pôde impedir o rebaixamento do América-MG.
Em 1999, foi para o Bahia, convidado pelo técnico Joel Santana. O Bahia sagrou-se campeão baiano, tendo Dimba marcado oito gols durante a competição, e chegou às quartas de final da Copa do Brasil, sendo eliminado pelo Juventude, que seria o vencedor dessa competição. Seu contrato, no entanto, não foi renovado.
Quase acertou sua transferência para o Gama, mas não houve acerto financeiro entre as partes e foi jogar na Portuguesa de Desportos, de São Paulo, assinando contrato em setembro de 1999.
Depois da Portuguesa de Desportos, Dimba foi novamente para o Botafogo, de Joel Santana, onde teve uma passagem melancólica. Em um ano, Dimba atuou somente quatro partidas como titular e entrou muitas outras vezes no segundo tempo. Foram apenas quatro gols e o contrato rescindido a oito meses do fim. O Botafogo passava por problemas financeiros, que levaram Dimba a pensar em desistir do futebol. Sem o pagamento dos seus salários, Dimba então resolveu deixar o clube e voltar para Brasília, para ficar perto da família e tentar levantar a carreira. Recebeu o convite do Gama. Resolveu aceitar e, da quase desistência, voltou a brilhar.
Apresentou-se em janeiro de 2002, logo tornando-se vice-campeão e artilheiro da Copa Centro-Oeste, com 15 gols, e ficou na segunda colocação entre os artilheiros do Campeonato Brasileiro da Série A, com 17 gols, dois a menos que os primeiros Rodrigo Fabbri, do Grêmio, e Luís Fabiano, do São Paulo. Infelizmente, não conseguiu ajudar o Gama a permanecer na Série A, caindo juntamente com Botafogo-RJ, Palmeiras e Portuguesa de Desportos.
Tornou-se o maior artilheiro do futebol brasileiro em 2002. Foram 40 gols durante a temporada - um a mais do que Romário, que jogava no Fluminense. Dimba ganhou uma nova chance no mundo do futebol.
No ano seguinte, 2003, partiu para o Goiás, onde, conseguiu voltar os holofotes de todo o Brasil para si. Na sua estreia fez quatro gols e sagrou-se campeão goiano. Depois, acabou sendo o maior artilheiro do primeiro Campeonato Brasileiro (Série A) de pontos corridos, batendo o recorde que pertencia a Edmundo, ao marcar impressionantes 31 gols. Sua média estava em quase um gol por jogo, quando rompeu os ligamentos, ficando mais de um mês sem jogar, ainda assim conseguiu ser artilheiro do campeonato.
A valorização foi imediata, o sucesso atraiu a atenção de fora e, diante de tantas propostas, o jogador preferiu atuar no futebol asiático, mais precisamente no Al-Ittihad, da Arábia Saudita, que já tinha o jogador brasileiro Tcheco e era treinado pelo técnico também brasileiro Candinho. 
Dimba ajudou o clube a conquistar a Liga dos Campeões da Ásia de 2004, tendo marcado gols nos quatro dos seis jogos disputados pelo clube na primeira fase da competição. Na Arábia Saudita, Dimba ficou apenas no primeiro semestre de 2004.
Pouco depois voltou ao Brasil, no que talvez seja a maior polêmica da carreira do jogador: sua passagem pelo Flamengo. Dimba era apontado como a solução de gols para o ataque do Flamengo. Mas o atacante não vingou. Pelo contrário. Apesar de um bom começo, decepcionou a torcida rubro-negra. Marcou apenas 14 gols em 37 jogos. Sob enorme pressão da diretoria, da torcida e da imprensa esportiva, deixou o time carioca no início de 2005, quando passou a vestir a camisa do São Caetano, de São Paulo.
A boa fase vinha sendo recuperada no São Caetano, mas depois que foi eliminado da Copa do Brasil e sem chances de conquistar o campeonato paulista, o São Caetano começou a se organizar para o Campeonato Brasileiro da Série A (quando acabaria sendo rebaixado), dispensando vários jogadores do elenco, um deles, Dimba.
No final de dezembro de 2006, retornou ao futebol do DF, depois que foi contratado pelo Brasiliense.
Fez sua estreia no dia 21 de janeiro de 2007, no estádio JK, na vitória de 1 x 0 sobre o Paranoá. O Brasiliense formou com João Carlos, Patrick, Pedro Paulo, Marcelo Ramos e Ademar; Ailson, Carlos Alberto, Allann Delon e Adrianinho (Coquinho); Warley (Jonhes) e Dimba (Rodriguinho). Técnico: Roberto Fernandes.
Sagrou-se bicampeão brasiliense nos anos de 2007 e 2008, além de disputar, nesses mesmos anos, dois campeonatos brasileiros da Série B.
No Brasiliense ficou até agosto de 2008.
Em 2009, aos 35 anos, afastado dos gramados, entrou para a política e concorreu ao posto de deputado distrital pelo PTC nas eleições de 2010. Também se dedicava ao projeto social Dimba Gol, investindo em escolinhas de futebol, aliando a prática de esportes à disciplina para os estudos.
Dimba voltou aos gramados em 2010, convidado pelo Ceilândia, participando da grande campanha que deu à equipe o primeiro título de campeão brasiliense de sua história, com direito a fazer gols nos dois jogos decisivos contra o Brasiliense e dar volta olímpica em pleno estádio do rival. Disputou 20 jogos e marcou sete gols.
Participou com a camisa do Ceilândia do Campeonato Brasileiro da Série D de 2010, disputando seis jogos e marcando seis gols.
No primeiro semestre de 2011, Dimba disputou onze jogos pelo campeonato brasiliense (marcando cinco gols). No segundo, deu mais uma parada com o futebol profissional. Com 37 anos, resolveu voltar às origens e retornou ao futsal, passando a ser um dos reforços do Peixe, de Sobradinho, para a disputa o Campeonato Brasiliense, da Copa Brasília e da Taça Brasil de Futsal.
Logo na primeira partida por sua nova equipe, Dimba, na posição de pivô, demonstrou o seu faro de matador. Mesmo acima do peso e sem a melhor readaptação nas quadras, marcou dois gols já na sua estreia pela Copa Brasília.
Dimba deixava claro que não havia desistido dos gramados e, no ano seguinte, 2012, estava de volta aos gramados e ao Ceilândia, clube onde conquistou o bicampeonato brasiliense, tornando-se um dos maiores ídolos da torcida do Ceilândia.
Permaneceu no Ceilândia até 2013 e nos dois anos seguintes, 2014 e 2015, disputou o campeonato brasiliense pela equipe do Sobradinho, encerrando sua carreira.
Ao todo, defendendo as cores dos clubes brasilienses em todas as competições, Dimba disputou 245 jogos e marcou 131 gols.
No último mês de outubro, já começando a movimentação para 2018, quando estará disputando três competições, Ceilândia anunciou o nome de Dimba como o novo diretor executivo do clube.




quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

FICHA TÉCNICA: Marquinhos Brasília


Marcos Alfredo Araújo, o Marquinhos Brasília ou simplesmente Marquinhos, nasceu em Araguari (MG), no dia 28 de dezembro de 1972.
Começou a jogar futebol nos petizes do Guarani, de Sobradinho, onde morou até os dez anos de idade, com um de seus maiores incentivadores, o Sr. Clarindo.
A partir dos 11 anos, mudou com a família para Planaltina de Goiás, também conhecida pelo apelido de Brasilinha. Aqui, jogou no Atlético, que tinha como treinador João Gilson, e no Napoli, do treinador Antônio Edson.
Antes de completar 17 anos, passou a integrar a equipe do Brasília, onde foi recebido pelo Sr. Marinalvo e Bira de Oliveira, responsáveis pelas categorias de base do clube.
Em 1989, com seus 15 gols, tornou-se artilheiro da competição e ajudou a equipe do Brasília a conquistar o campeonato brasiliense juvenil desse ano.
Passou para o time de juniores em 1990. Novamente foi o artilheiro da equipe, com cinco gols, mas não pôde evitar que o Brasília ficasse de fora do quadrangular final que apontaria o campeão desse ano.
No Brasília
Ainda em 1990, antes de completar 18 anos, chegou a fazer parte do banco de reservas do time do Brasília que disputou o campeonato brasiliense da Primeira Divisão, porém, sem participar dos jogos.
Logo depois, foi emprestado pelo Brasília ao Sobradinho, para a disputa do Torneio Seletivo que indicaria o representante do Distrito Federal no Campeonato Brasileiro da Série C de 1990, disputado em dois turnos, de 19 de agosto a 7 de setembro e vencido pelo Gama. Dos seis gols marcados pelo Sobradinho, dois foram de autoria de Marquinhos. Marcou o gol de honra do Sobradinho na derrota de 4 x 1 para o Gama e na vitória de 3 x 1 sobre o Tiradentes.
Em janeiro de 1991 foi emprestado ao Guará para a disputa da Copa São Paulo de Futebol Junior. O Guará não conseguiu classificação para a Segunda Fase.
Pouco tempo depois fez sua estreia na equipe principal do Brasília em jogo válido pelo campeonato brasiliense da Primeira Divisão de 1991.
No dia 1º de junho de 1991, no CAVE, o Brasília foi derrotado pelo Guará, por 1 x 0, formando com essa equipe: Gildo, Boloni, Cléo, Itiberê e Nescau; Gerson, Gilmar e Palhinha; Ésio (Lima), Casagrande e Marquinhos (Tadeu). Técnico: Carlos Alberto do Carmo Reis (Remo).
Foram dez jogos e dois gols marcados. O primeiro gol com a camisa do Brasília aconteceu no dia 4 de agosto de 1991, o único na derrota de 2 x 1 para o Guará.
Em 1992, Marquinhos disputou 27 jogos pelo Brasília e tornou-se o artilheiro da equipe, com oito gols.
Também foi emprestado ao Luziânia para a disputa do Campeonato Goiano da 2ª Divisão.
No Sport Recife
Disputou o campeonato brasiliense de 1993 pelo Brasília e em 1994 foi emprestado ao Sport Recife, onde sagrou-se campeão pernambucano e disputou o campeonato brasileiro.
Retornou ao Brasília em 1995, quando ajudou o clube a ficar com o vice-campeonato brasiliense após perder a final para o Gama. Marquinhos foi o segundo colocado entre os artilheiros, com 12 gols (em 19 jogos), um a menos que o primeiro, Gil, do Planaltina.
Depois de disputar alguns jogos pelo campeonato brasiliense de 1996, neste ano, juntamente com seu amigo Binha, foi emprestado ao Internacional, de Porto Alegre. O Internacional tinha um acordo com o Brasil, de Farroupilha, e repassou vários jogadores para essa equipe disputar o campeonato gaúcho da Primeira Divisão, aí incluídos Marquinhos e Binha.
Não acertou com o Internacional e, quando voltou para Brasília, dirigentes do Club Deportivo Orense, da Segunda Divisão da Espanha, o levaram para disputar o campeonato da temporada 1996/1997.
Em 1997 voltaria ao Brasília, a tempo de mais uma vez levar o clube ao vice-campeonato brasiliense, novamente perdendo uma decisão para o Gama. No segundo semestre disputou o Campeonato Brasileiro da Série C, competição em que o Brasília classificou-se para a Segunda Fase, quando foi eliminado pelo Tupi, de Juiz de Fora (MG).
No Orense, contra o Barcelona
No 1º semestre de 1998 foi para o Gama, onde sagrou-se campeão brasiliense desse ano, tendo disputado 19 jogos e marcado sete gols, sendo o principal deles o do dia 31 de maio de 1998, na vitória de 1 x 0 sobre o Guará e que deu o título por antecipação ao Gama.
No segundo semestre, Marquinhos foi um dos artilheiros da A. A. Alexaniense, de Alexânia-GO, no Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 1998, competição disputada de 2 de agosto a 29 de novembro. Ele marcou quatro gols e o clube ficou com o terceiro lugar na classificação final.
Pelo Brasília disputou os campeonatos brasilienses de 1999 (marcando sete gols) e o de 2000 (assinalando cinco tentos).
Em 1999 disputou o Campeonato Brasileiro da Série C de 1999 pelo Dom Pedro II, quando teve a satisfação de enfrentar o Fluminense no Maracanã. Dos seis gols marcados pelo Dom Pedro II na competição, três foram de autoria de Marquinhos.
No ano de 2001 começa a sua aventura pelo futebol de Israel, onde foi jogar no Hapoel Ramat-Gam, sagrando-se campeão da Copa de Israel na temporada 2002/2003.
Retornou ao Brasil em 2005, quando foi para o Rio Claro, onde se sagrou vice-campeão da Copa Federação Paulista de Futebol (atual Copa Paulista), tendo perdido a final para o Noroeste, de Bauru.
Já pensando na aposentadoria, disputou o campeonato brasiliense de 2006 pelo Paranoá.
Resolveu parar com o futebol em 2007, mas começaram a aparecer convites dos amigos para voltar aos gramados.
O primeiro deles em 2008, quando disputou o Campeonato Brasiliense da Terceira Divisão pelo Bandeirante.
Ficou parado até 2011, quando resolveu aceitar o convite do técnico Binha para ser jogador do Cruzeiro-DF, em 2011, e Auxiliar Técnico em 2012 e em 2013, ano em que o clube disputou a Copa São Paulo de Juniores.
O campeão Minas-Brasília
Em 2017, no período de 30 de abril a 4 de maio, Marquinhos fez parte da equipe do Minas-Brasília Tênis Clube que conquistou, em Algarve, Portugal, a Copa AFIA (entidade que cuida do futebol amador master no mundo inteiro), competição que reuniu equipes de veteranos de vários países.
Marquinhos foi considerado o melhor jogador da competição. Os destaques da vitoriosa campanha do Minas-Brasília foram o goleiro Osmair, eleito melhor na posição, Junior Boi, o capitão Bilzão, o meia artilheiro Reinaldo, o decisivo Skilo e o “bola de ouro” Marquinhos.
Marquinhos é formado em Educação Física e hoje trabalha como Personal Trainer. É pai de dois filhos, Erick e Nicolle.
Em recente levantamento realizado pelo blog Almanaque do Futebol Brasiliense, Marquinhos surgiu na primeira colocação como o maior artilheiro da história do Brasília, com 34 gols, cinco a mais que Wander de Carvalho.

Alguns momentos de Marquinhos Brasília




quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

JOGOS INUSITADOS: Lúcio destaca-se em goleada e vai parar no Internacional


O campeão brasiliense de 1996, o Guará, qualificou-se como representante do DF e resolveu apostar numa equipe com alguns dos melhores jogadores dos clubes do Distrito Federal para enfrentar o Internacional, de Porto Alegre, em sua estreia na Copa do Brasil de 1997.
Entre os jogadores que foram emprestados ao Guará estava um desconhecido zagueiro de nome Lucimar, pertencente ao Planaltina, que mais tarde viria a ser o zagueiro Lúcio, campeão do mundo com a seleção brasileira em 2002. Além dele, cinco jogadores do Gama (Chaguinha, Jairo, Paulo Henrique, Marco Antônio e Gilmar), um do Brasília (o goleiro Anderson) e um do Brazlândia (o atacante Joãozinho). O grupo foi completado com jogadores campeões brasilienses de 1996 e com alguns juniores.
Mas, o que na teoria parecia ser uma boa ideia, na prática foi um vexame. Um time totalmente desentrosado foi impiedosamente goleado pelo elástico marcador de 7 x 0.
No 1º tempo, o clube gaúcho já vencia por 5 x 0.
A goleada sofrida pelo Guará teve um reflexo bem pior do que a eliminação da Copa do Brasil. O prejuízo financeiro que o clube amargou não só com o fracasso de público (apenas 1.853 pagantes) como por não disputar a segunda partida. Da renda de R$ 22.348,00, o Guará só ficou com R$ 3.226,00.
Dias depois dessa goleada, o passe de Lúcio seria comprado pelo Gama ao Planaltina. Antes de completar 19 anos, no dia 25 de março de 1996 Lúcio foi emprestado ao Internacional, que acabou ficando com o jogador em definitivo.

GUARÁ 0 x 7 INTERNACIONAL
Data: 18 de fevereiro de 1997
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Clever Assunção Gonçalves (MG)
Renda: R$ 22.348,00
Público: 1.853 pagantes
Gols: Luiz Gustavo, 19; Washington, 31; Arilson, 34 e 40; Luiz Gustavo, 42; Sandoval, 59 e Christian, 71
GUARÁ: Anderson Roberto, Chaguinha, Lucimar, Jairo e Paulo Henrique (Romero); Marquinhos, Marco Antônio, Gilmar e Júlio César; Luís Fábio (Fábio Gaúcho) e Joãozinho (Alysson). Técnico: Déo de Carvalho.
INTERNACIONAL: André, Gustavo, Gamarra, Régis e Paulo Roberto; Fernando, Enciso, Arilson (Marcelo) e Luiz Gustavo; Fabiano (Sandoval) e Washington (Christian). Técnico: Celso Roth.



terça-feira, 26 de dezembro de 2017

MELHORES DO ANO - 2013: 29ª edição do Troféu Mané Garrincha


No dia 14 de junho de 2013, quarenta jornalistas e seis dirigentes participaram da votação para se apontar os vencedores da 29ª edição do Troféu “Mané Garrincha”, os melhores do Campeonato Brasiliense de 2013.

A seleção do campeonato foi assim formada:
Goleiros: Donizetti, do Sobradinho e Welder, do Brasiliense;
Lateral direito: Bruno Paraíba, do Brasília;
Zagueiros: Nen, do Gama, e Luan, do Brasiliense;
Lateral esquerdo: Breno, do Brasília;
Volantes: Pedro Ayub, do Brasília, e Baiano, do Brasiliense;
Meias: Didão, do Ceilândia, e Mário Lúcio, do Sobradinho;
Atacantes: Laécio, do Sobradinho, e Giba, do Brasília.

Cinco jogadores foram eleitos “Revelação” do torneio: Edson (Ceilandense), Igor (Capital), Luquinhas (Brasília), Peninha (Brasiliense) e Sávio (Gama).

Também houve empate entre os Técnicos. Foram premiados João Carlos Cavalo, do Sobradinho; Gauchinho, do Brasília, e Márcio Fernandes, do Brasiliense.

Ainda foram premiados:
Melhor Árbitro: Rodrigo Raposo;
Preparador Físico: Canela, do Brasília;
Médico: Walter Rios, do Gama; e
Supervisores: Régis, do Brasília, e Edvan Aires, do Gama.



quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

HÁ 50 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: o Dia do Atleta Defelense


No dia 21 de dezembro de 1967, com desfile no Ginásio do CASEB dos atletas de futebol de salão, futebol de campo, voleibol masculino e basquetebol juvenil do Defelê e seleção infanto-juvenil de basquetebol, com a participação da Banda da Polícia Militar, o Defelê comemorou o “Dia do Atleta Defelense”.
Diversas homenagens foram prestadas na ocasião, destacando-se as homenagens póstumas ao ex-diretor Roberto Alves Soares e ao ex-atleta juvenil Domingos. Houve a entrega de troféus aos jogadores de basquetebol do Defelê, que conquistaram o último campeonato juvenil, ficando em segundo lugar entre os adultos. Além disso, o clube alcançou no futebol o terceiro lugar no campeonato de profissionais e o quarto no campeonato de juvenis e terceiro no voleibol masculino e feminino.
Dentro da programação elaborada pela diretoria do Defelê, aconteceram dois jogos, sendo um de futebol de salão e o outro de basquetebol. No primeiro, os defelenses empataram com o Minas-Brasília em 3 x 3, enquanto no basquetebol derrotaram a seleção infanto-juvenil de Brasília, por 36 x 22.
Durante as solenidades, o presidente Carlos Magno dirigiu-se aos presentes, visivelmente emocionado, anunciado que deixaria a presidência do clube de futebol ao seu patrono Ciro Machado do Espírito Santo e aos seus fundadores, dos quais ele fez parte.



quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

OS GOLEIROS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Welder


Welder Alves da Silva nasceu em Taguatinga (DF), no dia 14 de abril de 1986. Com cinco anos de idade foi morar em Aurora do Tocantins (TO), onde passou a morar na Fazenda Contagem, há uns 8 km da cidade. Morou também na Fazenda Cajazeiras.
Começou sua carreira de goleiro no Interporto Futebol Clube, da cidade de Porto Nacional (TO), em 2000, ano em que se sagrou campeão tocantinense de juniores. Nesse clube ainda permaneceu o ano de 2001, para, em 2002, tentar a sorte no Colatina, do Espírito Santo. Não deu certo por lá e veio para o futebol do DF, onde foi fazer um teste no Gama, quando conheceu o empresário Marcelo da Adega, que também é de Aurora de Tocantins. Marcelo da Adega o apresentou a Neymar Frota, que hoje é presidente do Samambaia, que o levou para fazer testes no Brasiliense.
Seu primeiro clube no Distrito Federal foi o Brasiliense, ainda em 2002, nas categorias de base, mas pelo qual jamais atuou nos três anos no profissional (2003 a 2005).
Em janeiro de 2003, Welder disputou, pelo Brasiliense, a Copa São Paulo de Futebol Junior. No dia 5, o Brasiliense venceu o primeiro jogo contra o Lemense (2 x 1), empatou com o favorito Santos (0 x 0) no dia 9 e perdeu para o Figueirense, no dia 12, por 2 x 0, sendo desclassificado da competição. O treinador Marquinhos Bahia utilizou mais vezes a seguinte constituição: Welder, Fernando, Magrão, Panda e Fábio Vieira (Rafael Viana); Leís, Thiago Xavier, Ailson e Jefferson; Moura (Índio) e Bruno Medina.
Em 2004, Welder foi o goleiro reserva do Brasiliense na Taça Brasília e, depois, um dos jogadores emprestados pelo Brasiliense ao Samambaia, para a disputa da Segunda Divisão do DF. Em nenhuma das duas competições, chegou a atuar.
Para ganhar experiência, foi emprestado novamente a um clube do DF em 2005, desta vez o Dom Pedro II, pelo qual disputou três jogos pelo campeonato brasiliense desse ano. Antes de completar 19 anos, fez sua estreia no dia 16 de janeiro de 2005, no estádio Augustinho Lima, na vitória de 2 x 0 sobre o Sobradinho. O Dom Pedro II formou com Welder, Amaral, Alex, Panda e Zinho Melo; André Bahia (Agnaldo), Junior, Daniel e Bhertonny (Antônio); Michel e Zinho Goiano (Cláudio). Técnico: Marquinhos Bahia.
ADESG
Depois que o campeonato brasiliense foi encerrado, Welder foi emprestado ao ADESG, para a disputa do campeonato do Acre de 2005. A ADESG ficou com o vice-campeonato estadual atuando no último jogo contra o campeão Rio Branco (0 x 0) com Welder, Samuel, Célio, Alex e Oliveira; Cacique, Bigal (Rogerinho), Marcelinho e Márcio (Birosca); Alexandre Love (Estevão) e Zico. Técnico: Marquinhos Bahia.
Vale registrar que, logo depois de deixar o Brasiliense, Welder adquiriu passe livre.
Através do treinador Marquinhos Bahia, Welder foi apresentado a um empresário que o levou para o futebol da Bahia, onde disputou o campeonato estadual pelo Fluminense, de Feira de Santana.
Esportivo
Retornou ao futebol brasiliense para disputar a Segunda Divisão do DF pelo Esportivo, do Guará, ainda em 2006. Welder terminou essa competição como o goleiro menos vazado, sofrendo apenas seis gols nos oito jogos.
Na decisão, contra o Samambaia, então filial do Brasiliense, Welder ficou marcado por uma façanha: nos acréscimos do segundo tempo do jogo, aproveitando-se de sua altura de 1,90 metros, marcou, de cabeça, o gol da vitória de 2 x 1. O Esportivo formou com Welder, Nilmar, Miguel, Natan e Rafinha; Bira, Bruno (Diego), Leís (Haroldinho) e Marcelinho; Bispo (Rafael) e Giovani. Técnico: Mozair Barbosa.
Foi para o futebol do Rio Grande do Norte, alugando seu passe ao ABC. Na reserva do goleiro França, Welder integrou, por pouco tempo, o elenco do time que acabou se sagrando campeão potiguar de 2007.
No final de fevereiro de 2007, ele voltaria ao DF para realizar uma proeza: disputou as três divisões do futebol brasiliense desse ano. Na primeira divisão, foram dez jogos com o Esportivo, do Guará. Depois, seis jogos na segunda, no arco do Ceilandense e, por último, defendeu o Brasília na terceira divisão do DF, disputando cinco jogos e ajudando o clube a ficar com o segundo lugar na classificação final e garantindo uma das duas vagas na Segunda Divisão.
No primeiro semestre de 2008 participou do campeonato paranaense pelo Iraty e, quando voltou ao futebol brasiliense disputou a terceira divisão pelo Brazsat, sagrando-se campeão, disputando todos os sete jogos como titular e sofrendo apenas quatro gols. Pelo Brazsat, em 2008, Welder participou de uma excursão do clube pela Europa, onde jogou em cidades da Espanha e da Holanda.
Em 2009 atuou por dois clubes de Goiás: o Mineiros, no campeonato estadual, e a Anapolina, no Campeonato Brasileiro da Série D.
Nesse mesmo ano, um fato curioso: seu amigo Marcelo da Adega o chamou para jogar no Atlético Ceilandense, que tinha uma parceria com o Gama. Ele tinha acabado de chegar da Anapolina e encontrou o clube com muitos goleiros, resolvendo não jogar. Foi quando Marcelo o convidou para ser Diretor Financeiro do clube, passando a cuidar das finanças do clube.
No ano seguinte, retornaria ao futebol para disputar o campeonato brasiliense da primeira divisão de 2010 pelo Atlético Ceilandense e o da segunda pelo Legião.
Depois de passar por diversos clubes, Welder, finalmente, chegou ao Brasiliense, onde viveu sua melhor fase na carreira. Encontrava-se treinando no Atlético Ceilandense, que mantinha boas relações com o Brasiliense e não teve o menor problema em liberá-lo. Chegou para ser reserva de Gilson, mas para surpresa de muitos, acabou entrando na última partida do campeonato brasiliense de 2011, na decisão contra o Gama e que terminou empatada em 0 x 0. Em sua primeira partida como titular do Brasiliense, Welder ajudou o clube a conquistar o título de campeão desse ano. Na decisão do campeonato, no dia 14 de maio de 2011, no Serejão, o Brasiliense formou com Welder, Cicinho, Raphael, Teco e Chiquinho; Deda, Ferrugem, Ruy e Adrianinho (Iranildo); Bebeto (Coquinho) e Acosta (Rômulo). Técnico: Marcos Soares.
Ficaria no Brasiliense até o ano de 2015. No ano de 2013, voltaria a conquistar o título de campeão brasiliense. Além disso, atuou em quase cinquenta jogos pelo campeonato brasileiro da Série C. Chegou a disputar 110 jogos seguidos pelo Brasiliense. Também recebeu o Troféu “Mané Garrincha”, como melhor goleiro do campeonato brasiliense desse ano.
Em 2014, voltaria a receber esse prêmio, novamente por ter sido eleito o melhor goleiro do campeonato brasiliense.
Depois que deixou o Brasiliense, Welder passou pelos seguintes clubes: em 2015, ICASA, do Ceará, e Brasília, onde disputou a Copa Sul-Americana pelo Brasília no mesmo ano; 2016, Sobradinho, onde disputou sete jogos pelo campeonato brasiliense, e Interporto, de Tocantins e em 2017, Gurupi e Araguaína, ambos de Tocantins. No Gurupi, Welder foi eleito, com 32,8% dos votos, o destaque do clube no Campeonato Brasileiro da Série D em 2017.















terça-feira, 19 de dezembro de 2017

AS DECISÕES: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 2008


Depois de desperdiçar a primeira chance de chegar ao título antecipado ao perder para o Gama, por 2 x 0, em pleno Serejão, uma semana antes, o Brasiliense garantiu a quinta conquista do título de campeão do DF no dia 13 de abril de 2008, ao golear o lanterna e rebaixado Esportivo, por 4 x 0, pela 13ª e penúltima rodada.
A conquista teve como destaque Iranildo, autor de três gols. Nas arquibancadas, um público de apenas 826 pagantes, abaixo de qualquer decisão de título estadual em 2008.
Desfalcado e com apenas cinco jogadores no banco, dois a menor que o normal; o Esportivo somente resistiu por 25 minutos ao Brasiliense. Bastou o lateral-esquerdo Eduardo cruzar no segundo poste para Dimba ajeitar de cabeça, na medida, para Iranildo abrir o placar.
Depois da parada técnica para refrescar os jogadores do calor, Iranildo ampliou aos 32 minutos, em outro passe de Dimba, que ficou com a sobra do rebote do goleiro Pedro em chute de Jóbson.
O passeio continuou na segunda etapa. Iranildo aproveitou toque de calcanhar de Dimba, aos 17 minutos, para fuzilar. Na primeira tentativa, em cima da zaga. Na segunda, para o fundo das redes, de pé esquerdo.
No último lance do jogo, Dimba recebeu de Jóbson e tocou na saída do goleiro Pedro, de apenas 18 anos. Com esse gol, Dimba se isolou na artilharia do campeonato brasiliense de 2008.
A ficha técnica desse jogo foi a seguinte:

ESPORTIVO 0 x 4 BRASILIENSE
Data: 13.04.2008
Local: CAVE
Árbitro: Renato Acioli
Renda: R$ 2.650,00
Público: 826 pagantes
Gols: Iranildo, 25, 32 e 62 e Dimba, 90+1
ESPORTIVO: Pedro, André Ottoni (Gleison), Elton, Márcio Paraíba e Robson Pirapora; Rodolfo (Wagner), Simão, Camilo (Jadson) e Igor; Haroldinho e Dudu Mineiro. Técnico: Wilson Moreira.
BRASILIENSE: Guto; Patrick (Sérgio Gomes), Junior Baiano, Ailson e Eduardo (Adrianinho); Agenor, Juninho, Iranildo e Athirson (Rodriguinho); Jóbson e Dimba. Técnico: Gerson Andreotti.




segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

OS ARTILHEIROS: Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2007


Kim
1º - Kim (Legião), 7 gols;
2º - Thiago Eciene (Brazlândia), 6;
3º - Chefe e Welton (Brazlândia), Jefferson (Cruzeiro) e Jobson (Samambaia), 4;
4º - Thiago Itália (Capital), Maurício (CFZ), Val (Guará), André Borges, Joãozinho e Tozin (Legião) e Thiago Félix (Samambaia), 3;
5º - Edicarlos (Brazlândia), Giovani e Antônio Marcos (Capital), Luiz Fernando e Alcione (Ceilandense) e Kaká (C.R. Guará), 2; e
6º - Daniel, Junior e Aquiles (Brazlândia), Adriano, Clein e Preto (Capital), Bruno, Douglas, Ferrugem e Martoni (Ceilandense), Élker, Juninho, Leandro e Nildo (CFZ), Cassius e Davi (Guará), Deivid, Edimar, Elvis, Kaká, Jocelmo, Luciano, Robertinho e Wellington (Cruzeiro), Ícaro, Moacri, Marcelinho, Rochinha e Tiago (Legião), Bispo, Cristiano, Luciano e Diogo (Renovo) e Antônio, Gustavo Lopes, Higor, Kabrine e Liel (Samambaia), 1 gol cada.
Gols contra: Piu (do Brazlândia para o Legião), Thiaguinho (do CFZ para o Legião) e Wesley Silva (do Samambaia para o Legião), 1 gol.



domingo, 17 de dezembro de 2017

JOGOS INUSITADOS: Brancos x Negros - 1967


Seleção de Negros: Quincas, Juca, Bimba, Dico, Noel e J. Pereira;
Ramalho, Cid, Baiano, Zé Grillo e Jaime

Há 50 anos, no dia 17 de dezembro, foi realizado um amistoso para comemorar o encerramento da temporada de 1967, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, envolvendo duas seleções: uma formada por jogadores negros e a outra por brancos.
Antes, no dia 5 de dezembro, trinta jogadores, quinze para cada lado, foram convocados (alguns não atenderam à convocação, sendo substituídos por outros jogadores). Para a seleção dos brancos foram convocados Zé Walter, Axel, Guairacá e Arnaldo, do Guará; Didi, João Dutra e Zezé, do Rabello; Juci e Crispim, do Colombo; Walmir, Alaor Capella e Solon, do Defelê; Macedo e Miranda, do Flamengo, e Nilson, do Cruzeiro. Para o time dos negros foram selecionados: Dico, Bimba, Luizinho, Tião e Cid, do Rabello; Chico, Juarez, J. Pereira e Jaime, do Flamengo; Juca, Ramalho e Nando, do Cruzeiro; Quincas, do Defelê; Noel, do Guará, e Baiano, do Colombo.
Takegi Koresawa foi o árbitro do jogo, que terminou empatado em 2 x 2. Os gols foram todos marcados no 2º tempo. Aos 4 minutos, Ramalho recebeu um belo passe de Quincas e centrou rasteiro, indo a bola para a ponta esquerda, para Jaime assinalar o primeiro gol dos negros sem problema. Aos 15 minutos, num pênalti cometido por Bimba, João Dutra empatou para os brancos. Aos 32, Pepe atirou forte da ponta-direita, Dico tentou colocar a bola para fora, mas ela foi cair dentro do gol, virando o jogo para os brancos. Faltando dois minutos para terminar o jogo, Jaime empatou o jogo, cobrando pênalti.
Somente na quarta série de penalidades máximas é que se definiu a vitória a favor dos negros. Na primeira e segunda, foram todos convertidos. Na terceira, cada um perdeu um e, na quarta série, os brancos perderam a primeira cobrança, depois dos negros terem convertido todos os três que cobrou.
Jaime bateu os pênaltis para os negros (que tiveram como goleiro Tonho) e João Dutra cobrou as penalidades dos brancos (com Walmir no arco para as defesas).
Assim jogaram as equipes:
Seleção de Negros - Dico (Tonho), Juca, Noel, Bimba e J. Pereira (Zé Paulo); Quincas e Zé Grillo; Ramalho, Baiano (Santos), Cid (Melro) e Jaime. Técnico: Didi de Carvalho.
Seleção de Brancos - Zé Walter (Walmir Gato), Didi, Milton, Décio e Wilson Godinho; João Dutra e Axel; Pepe, Solon, Alaor Capella e Crispim. Técnico: Hector Gritta.
Ao final do encontro tivemos a entrega das taças. Jardel Noronha de Oliveira entregou a Taça “Justiça e Disciplina” aos vencedores do encontro, na pessoa do atacante Cid, capitão da equipe dos negros. O goleiro Zé Walter, dos brancos, recebeu a taça “Wadjô Gomide”.


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

ESTATÍSTICAS DO CAMPEONATO BRASILIENSE DA SEGUNDA DIVISÃO DE 2002


CLUBES PARTICIPANTES: 10.
JOGOS REALIZADOS: 55.
GOLS ASSINALADOS: 139.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO: 2,53.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Dom Pedro II, 22 gols a favor em 13 jogos.
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Ceilandense, 3 gols em 8 jogos.
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO: Itapuã, 12 gols em 13 jogos.
PIOR DEFESA DO CAMPEONATO: Ceilandense, com 14 gols em 8 jogos.
MELHOR SALDO DE GOLS: Itapuã, com 9.
MAIOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Itapuã, 7.
MENOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Planaltina e Ceilandense, 0.
MENOR NÚMERO DE DERROTAS: Dom Pedro II, Itapuã e Bosque Formosa, 3.
MAIOR NÚMERO DE DERROTAS: Ceilandense, 6 em 8 jogos.
MELHOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO: Itapuã, com 61,5%.
PIOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO: Ceilandense, com 8,3%.
MAIOR GOLEADA DO CAMPEONATO: 14.09.2002, Itapuã 5 x 0 Santa Maria, no estádio Bezerrão.
JOGO COM MAIOR NÚMERO DE GOLS MARCADOS: 07.09.2002, Brasília 4 x 3 Metropolitana, no estádio da Metropolitana.

PRINCIPAIS ARTILHEIROS

1º - Michel (Dom Pedro II), 10 gols;
2º - Renato Carrara (Itapuã), 9.

ÁRBITROS QUE MAIS ATUARAM

Jocilê Pires

1º - Paulo César de Sena e Edson Anunciação, 5 jogos;

2º - Nivaldo Nunes e Mauro César, 4;

3º - Wilton Sampaio, Alan Rodrigues, Ari Almeida, Raimundo Veríssimo, Renato Acioli, Everaldo Maciel e Sérgio Santos, 3;

4º - Sérgio Bach, Iêdo Souza, Almir da Silva, Raimundo Lôpo, Jocilê Pires, Ademar Canuto e Juarez Abrantes, 2;

5º - Donglissimar Batista de Lima e Luciano Souza, 1.





ESTÁDIOS UTILIZADOS
Rorizão

1º - Rorizão (Samambaia), 10 jogos;
2º - CAVE (Guará) e Urbano Adjuto (Unaí-MG), 8;
3º - Bezerrão (Gama), 7;
4º - Adonir Guimarães (Planaltina), 6;
5º - Metropolitana (Núcleo Bandeirante), 5;
6º - Chapadinha (Brazlândia) e Diogão (Formosa-GO), 4; e
7º - Municipal de Planaltina de Goiás, 3.



quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

FICHA TÉCNICA: Rodolfo


Rodolfo Luiz de Oliveira nasceu no Rio de Janeiro, no bairro de Olaria, no dia 1º de janeiro de 1952.
Foi um zagueiro que começou muito jovem ainda entre os adultos, com muita saúde e que tinha como característica a boa colocação e a velocidade. Subia muito nas bolas alçadas em sua área e tinha um chute muito forte. Além, é claro, de sempre “chegar junto” e não aliviar para ninguém. Foram poucos os jogadores que o encaravam, pois ele impunha muito respeito.
Em maio de 1961 veio para Brasília, acompanhando seu pai que era funcionário do Ministério da Fazenda.
Estudou na Escola Parque 308 e em 1962 mudou-se para a Asa Norte, onde, com 14 anos passou a jogar futebol no local Santos, seu primeiro time de futebol.
Sua vida começou a mudar quando o Diretor de Futebol Wanderley Matos elaborou um plano de ação que abordou a reestruturação do Departamento de Futebol Profissional do Clube de Regatas Guará, visando organizar uma equipe capaz de figurar com destaque no campeonato brasiliense de 1967.
Foram contratados alguns jogadores que se destacaram na seleção brasiliense que disputou o certame brasileiro de amadores em janeiro de 1967, tais como Guairacá, Otávio, Axel e outros da seleção universitária de futebol de salão de Brasília.
Em um dos primeiros treinos do Guará, em março de 1967, Rodolfo defendeu a equipe de juvenis que empatou em 2 x 2 com a equipe principal. Formou com Alcides, Roberto, Rodolfo, Chicão e Alfredo; Hildefonso e Júlio; Carelli, Lula, Cleber e Renato. O treinador da equipe era Itiberê Ribeiro.
Poucos meses depois de completar 15 anos, Rodolfo fez sua estreia no time adulto e principal do Guará, no dia 20 de julho de 1967, no estádio Nacional de Brasília (posteriormente chamado de Pelezão), na derrota de 2 x 1 para o Colombo. O Guará jogou com Zé Walter, Rodolfo, Noel, Eduardo e Luiz Carlos; Axel e Heitor; Guairacá, Zeca, Maurício e Walmir.
Disputaria mais dois jogos no campeonato desse ano.
Em 1968, com 16 anos, disputou amistosos pelo time principal e o campeonato brasiliense de juvenis pelo Guará.
No Atlético Mineiro
O jornal Correio Braziliense de 10.11.1968 destacava em sua página de esportes: RODOLFO FAZ TESTES NO ATLÉTICO MINEIRO”
“O zagueiro Rodolfo, que durante algum tempo militou no futebol de Brasília, defendendo entre outras equipes Guará e Flamengo, de Taguatinga, se encontra atualmente em Belo Horizonte, realizando um período de testes no Atlético Mineiro.
O jogador brasiliense que foi levado pelas mãos de um amigo para o futebol mineiro, incorporou-se ao famoso Galo de Minas na semana passada, já se submetido a dois treinos de conjunto, tendo agradado nas suas apresentações até esta altura.
Caso o jovem zagueiro confirme nos próximos treinos as boas atuações das suas primeiras apresentações deverá assinar contrato com o clube atleticano”.
Em 1969 sagrou-se campeão mineiro juvenil pelo Atlético, atuando numa equipe que contava com Antenor, Danival e Campos, dentre outros.
Estava bem no clube, mas após um incidente extracampo, Rodolfo retornou para Brasília, onde passou a jogar pelo time do Minas-Brasília Tênis Clube. Um dos diretores da época, Cafieiro, conseguiu que ele fosse para São Paulo, de posse de uma carta de recomendação de Athiê Jorge Cury para que ele se apresentasse ao técnico Antoninho, no Santos.
Foi para São Paulo e ficou na casa de parentes, todos torcedores do Corinthians, que sugeriram a ele se apresentar a esse clube. Chegou no clube paulista, agradou nos treinamentos, mas os dirigentes queriam que ele voltasse depois de dez dias. Rodolfo falou que não podia ficar em São Paulo, pois estava de passagem pela casa de parentes. O clube paulista tinha uma espécie de convênio com o Corinthians, de Presidente Prudente, para onde foi emprestado. Ficou menos de um mês, jogou apenas duas partidas amistosas, e resolveu voltar a Santos, onde procuraria o técnico Antoninho. Infelizmente, este não se encontrava no Brasil e, não podendo aguardar seu retorno, Rodolfo voltou em definitivo para Brasília.
No Minas-Brasília em 1971, no Pelezão
Em 1970, ainda com 18 anos, passou pelo Grêmio Brasiliense e pelo Jaguar, onde disputou apenas amistosos.
Voltou a jogar futebol no Minas-Brasília.
Retornaria às competições oficiais depois que foi contratado pela A. A. Relações Exteriores para disputar o campeonato brasiliense de 1973. Foram doze jogos e a conquista do vice-campeonato brasiliense, depois de perder a final para o Ceub. Rodolfo foi expulso no primeiro dos três jogos contra o Ceub. O Relações Exteriores atuou nessa decisão com Wilsinho, Catuca, Rodolfo, Zé Mauro e Grossi; Edmilson (Sirlei), Arnaldo e Zequinha; Bispo, Lula e Redi.
No Relações Exteriores
Começou o ano de 1974 ainda no Relações Exteriores e resolveu se aventurar no campeonato amador de Luziânia (GO), defendendo o São Bernardo local, onde conquistou o título de campeão goiano de futebol amador.
Voltou ao futebol de Brasília, disputou alguns amistosos pelo Canarinho e quatro jogos pelo campeonato brasiliense de 1975 com a camisa do Relações Exteriores, encerrando sua carreira aos 23 anos. Sua última participação foi em 19 de outubro de 1975, no Pelezão, na derrota de 3 x 2 para o CSU. O Relações Exteriores jogou com Luiz Mauro, Murilo, Rodolfo, Zé Mauro e Hélio; Zequinha, Arnaldo e Redi; Jorge Luiz (João Luiz), Balzani e Palito (Lord). Técnico: Rubens Álvares de Almeida.
Mesmo com tão pouca idade, nunca mais se interessou pelo futebol em competições oficiais. Passou a jogar o campeonato interno de futebol do Minas-Brasília, até o ano de 1997, quando parou em definitivo.