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quinta-feira, 30 de junho de 2011

CLUBES DE BRASÍLIA (8): RABELLO FUTEBOL CLUBE


O segundo grande clube a surgir em Brasília (o primeiro foi o Guará) foi o Rabello Futebol Clube, da Construtora Rabello, cujo dono era o empresário Marco Paulo Rabello, grande amigo do ex-presidente Juscelino Kubitschek e responsável pela construção de importantes obras em Brasília, dentre as quais o Palácio da Alvorada, a Estação Rodoviária, o Supremo Tribunal Federal e a Universidade de Brasília. Marco Paulo também foi um dos fundadores do Clube de Engenharia e Arquitetura de Brasília, do Country Club, do Cota Mil e do Iate Clube.
O time de futebol foi fundado em 17 de agosto de 1957 no Acampamento da Construtora Rabello S. A., por Paulo Linhares Gomes (eleito Presidente), Roberto Pereira Miranda, Newton Cândido, José de Lourdes Alexandre, Ernando Soares, Djalma Sérgio e José Silva Laranjeira, dentre outros.
Segundo seus estatutos, as cores oficiais do novo clube seriam a preta e a branca. O uniforme era igual ao do Botafogo, do Rio de Janeiro.
No primeiro jogo que disputou, perdeu de 6 x 0 para a seleção da Polícia Militar.
A construtora Rabello foi um das primeiras firmas, ainda em 1956, a ter seu próprio acampamento. Em 1958, já estavam construídos, aproximadamente, 22 acampamentos ao redor do conjunto das obras de Brasília.
A busca de lazer e de entretenimento levou os empregados de uma grande parte desses acampamentos a descobrirem o futebol. As “peladas” começavam a fazer parte do quotidiano de Brasília. Como em toda parte, cercadas de grande animação. Partidas sensacionais, entusiasmo fora do comum e neste diapasão as horas se passavam, fazendo esquecer as tristezas determinadas pela ausência dos familiares, que aos poucos começavam a chegar a Brasília.
O amor que dedicavam ao futebol era tão grande que passou a despertar o interesse dos donos das construtoras.
Aos times das construtoras se juntaram os times dos órgãos filiados a NOVACAP, animados por um grupo de entusiasmados e com experiência em outros centros.
Tudo isso motivou os empregados das outras construtoras a também criarem seus times, que em pouco tempo chegaram a 18.
No dia 16 de março de 1959, quando a Federação Desportiva de Brasília foi fundada, o Rabello esteve representado por José Silva Laranjeira.
A primeira competição oficial da FDB foi o Torneio Início, realizado no dia 4 de setembro de 1960, no Estádio Israel Pinheiro, do Guará. O Rabello venceu o torneio, passando por Alvorada (1 x 0, gol de Nilo), 0 x 0 com o Guará (na decisão por pênaltis, vitória do Rabello) e 0 x 0 com o Edilson Motta (na decisão por pênaltis, vitória do Rabello, por 3 x 2). Na final, o Rabello venceu o Planalto por 1 x 0, gol de Calado, cobrando pênalti, e conquistou o título.
O Rabello formou com Gaguinho, Leocádio e Paulo Roberto; Calado (Capixaba), Antônio e Alberto; Délio, Baianinho, Zé Carlos, Nilo e Motorzinho.
Em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão de 1960 e as oito que comporiam a Segunda. Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. Os clubes com campos em condições de jogo foram cabeças-de-chave.
O campo do Rabello levava o nome de Estádio "Paulo Linhares".
O Rabello fez parte do Grupo D, juntamente com Alvorada, Nacional e Real.
Sua estréia oficial aconteceu no dia 18 de setembro de 1960, na primeira rodada do torneio classificatório. Aconteceu empate em 0 x 0 com o Nacional.
Na segunda rodada, no dia 25.09.1960, goleou o Real por 6 x 1, gols de Baiano (2), Nilo, Matias, Zequinha e Hugo (contra). Encerrou sua participação no dia 09.10.1960, com outra goleada, desta vez sobre o Alvorada, por 5 x 2. Ficou em primeiro lugar de seu grupo e garantiu sua presença na Primeira Divisão de 1960.
Antes de ter início o campeonato, o Rabello realizou, no dia 05.11.1960, um amistoso contra o Grêmio (2 x 2), quando aconteceu a inauguração dos refletores do campo desse clube, que passou assim a ser o primeiro clube de Brasília a contar com este tipo de recurso.
O Campeonato de 1960 foi realizado em um único turno e o troféu do campeão levou o nome de Taça "Juscelino Kubitschek".
A estréia do Rabello aconteceu em seu campo, no dia 27.11.1960, com vitória sobre o seu grande rival, o Defelê, por 1 x 0, gol de Joãozinho. Este foi o primeiro jogo entre Rabello e Defelê que, com o passar dos anos, se tornaria o maior clássico do futebol brasiliense da década de 60.
O Rabello jogou com Gaguinho, Paulo e Leocádio; Cazuza, Nozinho e Alberto; Joãozinho II (Motorzinho), Calado, Baiano, Nilo e Joãozinho I.
Ao final do campeonato, após sete jogos, ficou em 4º lugar, com quatro vitórias, um empate e duas derrotas. Marcou 16 gols e sofreu 7. O Defelê foi o campeão.
A rivalidade acirrou-se ainda mais no ano seguinte, quando os dois clubes decidiram o campeonato brasiliense de 1961, depois de uma melhor-de-quatro.
Nos três primeiros jogos, empates: 12.11 – 1 x 1; 19.11 – 0 x 0 e 26.11 – 1 x 1. No quarto jogo, em 03.12.1960, o Defelê venceu por 3 x 1, ficando novamente com o título.
O Rabello formou com Gaguinho, Paulo e Leocádio; Pernambuco, Sabará e Bugue; Roberto, Calado, Joãozinho, Nilo e Arnaldo.
Como consolo, teve o seu jogador Sabará apontado como o melhor jogador de 1961 pelo jornal Diário Carioca.
O ano de 1962 começou com a conquista da Taça Candango, torneio patrocinado pela Companhia Antarctica Paulista. Além do Rabello, jogaram Guará, Colombo e Defelê. Na primeira rodada, em 28.04.1962, no Campo do Defelê, o Guará venceu o Colombo, o mesmo acontecendo com o Rabello, que passou pelo Defelê. A decisão do torneio aconteceu no dia 1º de maio, no Campo do Guará. O Rabello venceu o Guará por 2 x 1. Alaor Capella e Arnaldo marcaram para o Rabello.
Logo depois, conquistou o Torneio da Prefeitura do Distrito Federal, Taça "Embaixador Sette Câmara", após vencer Defelê, Guará, Nacional, Guanabara e Planalto. Marcou 13 gols e sofreu apenas um.
Parecia que estava no rumo certo para a conquista do título de campeão brasiliense. Parecia! Mais uma vez o título não veio. Para piorar, ainda ficou em terceiro lugar, atrás do tricampeão Defelê e do Colombo.
No dia 3 de março de 1963, Paulo Linhares deixou Brasília e a Presidência do Rabello Futebol Clube. Romeu Casadei o substituiu.
Mais uma vez ficou em segundo lugar no campeonato brasiliense de 1963, desta vez atrás da A. E. Cruzeiro do Sul.
Em 8 de novembro de 1963 aconteceu uma Assembléia Geral que aprovou a implantação do profissionalismo no Distrito Federal. O Rabello, juntamente com Defelê e Grêmio, firmaram um documento solicitando inscrição para disputar o campeonato profissional de 1964.
Antes de encerrar o ano, o Rabello disputou um amistoso com o Goiás, vencendo-o por 2 x 1. Foi o início do novo time do Rabello. Como era de se esperar, com a saída de Jackson Roedel para o Rabello, vários jogadores do Cruzeiro do Sul foram com ele, tais como Ceninho, Beto Pretti e Paulinho. Além dos jogadores do Cruzeiro do Sul, o Rabello também contratou jogadores do Defelê.
O teste do novo time aconteceu durante o Torneio Triangular “Deputado Guilhermino de Oliveira”, em 03.05.1964, contra o Cruzeiro, de Belo Horizonte, que já trazia os supercraques Piazza, Tostão e Hilton Oliveira, entre outros. A derrota de 1 x 0 foi recebida como vitória.
Veio a primeira competição no novo regime, o Torneio "Prefeito Ivo de Magalhães", com quatro clubes: 1º de Maio, Rabello, Colombo e Luziânia. Duas vitórias e um empate deram o título de campeão ao Rabello.
A formação do Rabello nesse torneio foi Gaguinho, Russo, Melo, Farneze e Wilson; Calado (Nilo) e Beto Pretti; Djalma, Ceninho (Ramiro), Amaury e Sabará.
O primeiro campeonato profissional viria a seguir, com a participação de um clube a mais em relação ao torneio, justamente o Defelê. Mas isso não foi empecilho para a conquista do título, que veio após dois turnos, de forma invicta: oito jogos, sete vitórias e um empate; 18 gols a favor e 4 contra. Utilizou os seguintes jogadores: Goleiro: Gaguinho; Defensores: Délio, Aderbal, Bimba, Farneze, Melo e Ivan; Atacantes: Sabará, Beto Pretti, Zé Maria, Wilson, Djalma, Ceninho, Aires, Clarindinho, Nilo e Raimundinho.
Para demonstrar a força que o Rabello adquirira, no dia 21 de abril de 1965, quando da inauguração parcial do novo Estádio de Brasília (mais tarde Pelezão), nada menos que seis jogadores do Rabello faziam parte da Seleção do Distrito Federal que perdeu para o Siderúrgica, campeão mineiro de 1964, por 3 x 1: Aderbal, Gegê, Zé Maria, Beto Pretti, Sabará e Djalma.
Vieram novas conquistas em 1965. No Torneio Início, em 12.09.1965, e no campeonato brasiliense desse ano, levando a melhor sobre Colombo, Guará e Defelê, após dois turnos.
O ano de 1966 começou muito bem quando recebeu, em 21 de abril, aniversário da cidade de Brasília, o Fluminense, do Rio de Janeiro, com jogadores de renome tais como Samarone, Amoroso, Lula e Gilson Nunes. Empate de 1 x 1, gol de Reinaldo para o Rabello.
Logo depois aconteceu a estréia do Rabello na Taça Brasil de 1966. Enfrentou o campeão goiano Anápolis. No primeiro jogo, em 13.07.1966, vitória do Rabello por 2 x 0, com dois gols de Zezé. Em sua estréia numa competição nacional teve a seguinte formação: Zé Walter, Jair, Gegê, Melo e Aderbal; Zé Maria e Beto Pretti; Zezé, Roberto (Invasão), Otávio e Arnaldo.
Uma semana depois aconteceu o tumultuado segundo jogo. O jogo foi interrompido durante o intervalo, com 0 x 0 no marcador, após a agressão de um dirigente do clube goiano ao árbitro, que não reiniciou o jogo, por falta de garantias. Os 45 minutos finais foram disputados somente em 12 de agosto, em Goiânia (GO). Na continuação do segundo jogo, o Anápolis fez 1 x 0, levando a decisão da vaga para um terceiro jogo. Este aconteceu dois dias depois, com a goleada do Anápolis, por 4 x 1. Estava encerrada, assim, sua primeira participação na Taça Brasil.
O campeonato de profissionais de Brasília desse ano teve um substancial aumento no número de clubes. Passou a ser de sete, com a inscrição de Flamengo, Luziânia e Pederneiras.
O título de 1966 veio de forma antecipada, no dia 25.09.1966, ao vencer o Luziânia, em seu estádio, por 3 x 1, gols de Roberto (2) e Beto Pretti. Formou com Zé Walter, Aderbal, Melo, Pelé e Didi; João Dutra e Beto Pretti; Zezé, Roberto, Otávio e Arnaldo (Walmir). Nos doze jogos que disputou, venceu oito, empatou dois e perdeu outros dois.
Em fevereiro de 1967, o Flamengo, do Rio de Janeiro, realizou dois amistosos no Distrito Federal, contra Rabello e Defelê, aplicando duas goleadas: dia 16 – 4 x 0 Defelê e 19 – 5 x 0 Rabello.
Mas, o ponto alto de 1967 foi a excursão do Rabello ao norte do Brasil, onde realizou cinco jogos nas cidades de Belém (PA) e Teresina (PI). Esta foi a primeira excursão de um clube do DF ao norte do País. Os resultados alcançados foram:
15.04 - Paysandu 2 x 1 Rabello (única derrota);
19.04 - Remo 1 x 1 Rabello, gols de Luís Carlos para o Remo e Zé Maria para o Rabello;
23.04 - outro empate em 1 x 1 entre Remo e Rabello;
27.04 - em Teresina (PI), no Estádio Lindolfo Monteiro: Flamengo 0 x 1 Rabello, gol de Edinho;
30.04 - River 0 x 3 Rabello, gols de Cid (2) e Carlinhos;
Jackson Augusto Roedel, Vice-Presidente do Rabello, foi o chefe da delegação. 18 jogadores viajaram.
Veio a Taça Brasil de 1967, desta vez fazendo parte do 1º Subgrupo Centro, juntamente com Rio Branco (Vitória-ES), Goytacaz (Campos-RJ) e Goiás (Goiânia-GO).
Nos três primeiros jogos fora de casa, duas derrotas (0 x 1 Goiás e 0 x 3 Goytacaz) e uma vitória (1 x 0 Rio Branco). Quando achou que poderia se recuperar nos jogos em casa, aconteceu o inesperado: duas derrotas seguidas (1 x 3 Goytacaz e 0 x 2 Rio Branco) o deixaram sem chances de classificação. Encerrou sua participação goleando o Goiás por 4 x 1.
Defenderam o Rabello: Dico, Aderbal, Melo (Pedro Pradera), Pelé (Luiz) e Didi (Sérgio); Zé Maria e João Dutra (Tião); Sabará, Zezé (Paulinho), Luizinho (Cid) (Aloísio) e Arnaldo (Alemão) (Serginho).
Antes, no início do mês de março, participou do Torneio Quadrangular Interestadual “Taça Ciro Machado do Espírito Santo”, com as participações de Rabello e Defelê, de Brasília, Ipiranga, de Anápolis (GO) e o Botafogo, do Rio de Janeiro (RJ), representado por seu time reserva. Venceu o Ipiranga (4 x 2) e empatou em 0 x 0 com o Botafogo.


No campeonato oficial de profissionais de 1967, voltou a ficar com o título de campeão, superando Colombo, Cruzeiro do Sul, Defelê e Guará. Foram dez jogos, com oito vitórias e dois empates. Ainda teve os dois artilheiros do campeonato, Cid e Luizinho, ambos com 9 gols.
Para a Taça Brasil de 1968, a Federação de Brasília decidiu que a Seleção Permanente iria vestir a camisa do Rabello e representá-la na Taça Brasil. Passou pelo primeiro adversário, o Operário, de Campo Grande (MT), mas foi desclassificado pelo segundo, o Atlético Goianiense.
Jogaram Zé Walter, Aderbal, Farneze, Carlão (Alaor Capella) e Wilson (Didi); João Dutra e Zé Maria; Sabará (Djalma), Guairacá (Paulinho), Otávio (Axel) e Sólon (Cid).
O ano de 1968 não terminou bem: perdeu o campeonato para o Defelê, por dois pontos de diferença.
Para o campeonato oficial de 1969, a Federação de Brasília resolveu promover um campeonato com a participação de clubes amadores e profissionais. Foi o caos total. Um desestímulo a todos os clubes. O Rabello foi um desses clubes, passando a contar somente com jogadores amadores. Na classificação final do Grupo (só os seis primeiros passavam para a segunda fase), ficou em 10º lugar, entre 11 clubes. Foram apenas duas vitórias em dez jogos.
Foi o início do fim. Seu último jogo deveria ser contra o Alvorada, em 29.06.1969. O adversário, último colocado no seu grupo, não apareceu e o Rabello venceu por WO. Assim, sua última participação em campos de Brasília foi a derrota (4 x 2) para o Carioca, em 22 de junho de 1969.
Não disputou nenhuma competição oficial em 1970 e em 22 de junho de 1971 uma Assembléia aprovou a sua desfiliação.
Todos os anos, por volta do aniversário de Brasília, os ex-funcionários da Construtora Rabello se reúnem em confraternização, mantendo a tradição de muitos anos de reencontro dos seus empregados e amigos da construção.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

FARTURA DE GOLS




Em homenagem à décima postagem de Jogos Eternos, dois jogos com muita bola na rede!
Jogos que, certamente, a torcida do Sobradinho jamais esquecerá!
No futebol de hoje, em um jogo supostamente equilibrado, é quase impossível um dos contendores alcançar a marca dos 10 gols. Além da humilhação para cima do adversário, é uma contagem raríssima de se ver.
Por coincidência, o estádio Adonir Guimarães, em Planaltina, foi o palco principal dessa farta sessão de gols no Campeonato Brasiliense.
No dia 7 de julho de 1985, o Sobradinho (que se tornaria campeão naquele ano), massacrou o Planaltina por 10 x 0. O árbitro foi Tolistoi Batista e os marcadores Régis (2), Arthur (2), Zé Luiz (2), Filó (2), Hani e Newton-contra.
Quase vinte anos depois, no dia 26 de janeiro de 2003, foi a vez da torcida do Sobradinho sofrer muito. Apenas 587 pessoas estavam no Adonir Guimarães para testemunharem o reverso da medalha. Embalado pelo inédito título alcançado em 2002, O CFZ goleou o Sobradinho pelo placar de 10 x 1. Igor e Cassius comandaram a festa do CFZ, com quatro gols, cada um. Marcelinho e Carlos Eduardo fizeram os outros dois. Edinho Paraíba fez o de honra do Sobradinho. O árbitro desse jogo foi Alexandre Andrade.
Para piorar ainda mais o ano do Sobradinho, em 2003 o clube foi último colocado e rebaixado para a Segunda Divisão do campeonato brasiliense.

domingo, 26 de junho de 2011

UPIS CINCO VEZES CAMPEÃ BRASILEIRA DE FUTEBOL UNIVERSITÁRIO – 2ª parte


De 22 a 28 de outubro de 2007, Goiânia tornou-se a capital do futebol universitário. Atletas de 16 instituições de ensino superior de 12 Estados chegaram à cidade para a disputa do X Campeonato Brasileiro Universitário de Futebol. As partidas ocorreram nos campos do Estádio Aníbal Toledo e do Centro de Lazer da OAB (CEL), em Aparecida de Goiânia, e no Centro de Treinamento da UCG (Campus II), em Goiânia.
Na primeira fase a equipe da UPIS atropelou seus três adversários: 7 x 0 na Universidade Estadual do Vale do Acaraú (UVA), do Ceará, 4 x 0 na Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), da Bahia e 6 x 1 na Universidade Federal do Paraná-UFPR. Os gols da UPIS neste jogo foram marcados por Anderson, Flávio Ramos (2), Rodrigo e Juninho (2).
Em partida válida pelas quartas-de-final, a UPIS superou a representação da Universidade Católica de Goiânia, classificando-se para a semifinal. A vitória de 2 x 0 foi alcançada somente na prorrogação, após empate sem gols no tempo normal. Os gols foram marcados por Juninho e Hudson.
Na semifinal, derrotou a equipe da FEEVALE, de Novo Hamburgo (RS), por 2 x 0, qualificando-se, mais uma vez, para a final da competição.
No dia 28 de outubro, a UPIS conquistou o inédito título de tetracampeão brasileiro de futebol universitário. Na final, voltou a enfrentar a FTC, da Bahia, vencendo pelo placar de 2 x 0, com gols de Adílio e Flávio.
A campanha da UPIS foi inquestionável, chegando ao título de maneira invicta, sem nenhuma derrota, marcando 23 gols e sofrendo apenas um em todo o evento.


O XI Campeonato Brasileiro Universitário de Futebol foi realizado em Curitiba (PR), de 21 a 28 de setembro de 2008, e contou com a participação de 16 instituições de ensino superior representando 12 Estados brasileiros.
Novamente sem dar chances aos seus adversários, a UPIS venceu todos os jogos.
Na primeira fase estes foram os resultados: 2 x 0 na ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, de São Paulo, 7 x 1 na Universidade Federal do Mato Grosso e 4 x 2 na UEL – Universidade Estadual de Londrina (PR).
Nas quartas-de-final o adversário foi a Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, de Ilhéus (BA). A vitória veio através do clássico placar de 3 x 1.
Numa das semifinais, encontrou a tradicional rival Universo, de Goiânia. Após jogo disputadíssimo, com várias modificações no marcador, o placar de 4 x 3 a favor da UPIS.
A UPIS chegou ao inédito título de pentacampeã brasileira universitária de futebol ao vencer na partida final a tradicional equipe da Universidade de Vila Velha. A vitória foi de 2 x 0, gols de Robson e Maurício.


Com essa conquista a UPIS ganhou o direito de representar o Brasil em uma competição sul-americana, que aconteceu entre os dias 20 e 24 de janeiro de 2009, nas cidades de Montevidéu e Punta Del Este, no Uruguai.
Como forma de apoiar o relacionamento entre as universidades dos países presentes em sua rede, o Universia lançou a Copa Universia. Participaram do torneio universidades representando oito países da América Latina, distribuídos em quatro grupos (mata-mata). Um sorteio definiu a distribuição das equipes: Argentina (Universidad Nacional de Córdoba) x Peru (Universidad de Lima), Brasil (UPIS) x Chile (Universidad de las Américas), México (Universidad Panamericana de Bonaterra) x Colômbia (Universidad de Antioquia) e Uruguai (Universidad de Montevideo) x Venezuela (Universidad Central de Venezuela)
No dia 20, no Carrasco Pólo Club, em Montevidéu, a UPIS venceu a Uiversidad de las Américas, do Chile.
Dois dias depois, no mesmo local, venceu a Universidad Nacional de Córdoba, da Argentina, por 1 x 0. O jogo foi bastante disputado. O gol da UPIS saiu nos primeiros minutos de jogo. Aos 22 minutos, a equipe argentina chegou a empatar, mas o gol foi anulado pelo bandeirinha, que apontou impedimento no lance. Com 29 minutos jogados, Robson, da UPIS, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. O time argentino começou o segundo tempo pressionando, mas não conseguiu chegar ao gol de empate nem mesmo quando, aos 27 minutos da segunda etapa, passou a contar com dois homens a mais em decorrência da expulsão do brasileiro Hudson.
A grande final foi realizada no dia 24 de janeiro de 2009, no Campo de Maldonado, em Punta del Este, contra a contra a Universidad de Antioquia (Colômbia).
O jogo foi um dos mais disputados e emocionantes da Copa, com direito à decisão nos pênaltis. Durante o jogo, cada time fez dois gols e na prorrogação o placar foi de 1 x 1. Depois de muita expectativa, na cobrança de pênaltis, Hugo marcou o gol que deu o título da competição à equipe brasileira.
A décima-segunda edição do Campeonato Brasileiro aconteceu em Vitória (ES), de 20 a 26 de setembro de 2009. Inscreveram-se treze equipes da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Na primeira fase foram divididas em quatro grupos, de onde as duas melhores garantiriam vaga nas disputas de quartas-de-final.
No estádio da Estiva, a UPIS estreou no dia 22 contra a Universidade Federal do Maranhão – UFMA, goleando-a por 7 x 0. Confirmou o primeiro lugar do Grupo A e a classificação para as quartas-de-final ao derrotar no dia 23 a equipe da UNIP (SP), por 2 x 0.
Nas quartas-de-final, disputadas no dia 24 de setembro, a UPIS enfrentou um difícil adversário, a Mackenzie, de São Paulo, e derrotou-a por 1 x 0.
Nas disputas da semifinal, no dia 25, a Universidade de Vila Velha bateu a UPIS, nos pênaltis, por 4 x 2, após empate em 2 x 2 no tempo normal e 0 x 0 na prorrogação. Os gols da UPIS foram de Flávio, o Siri, camisa 10 da equipe candanga, e de Rafael. Nos pênaltis, o goleiro capixaba, Edgar Sales, de 25 anos, aluno do 1º semestre de Educação Física, e jogador da equipe do GEL (ES), defendeu as cobranças de Adriano e Wallacy e garantiu a vitória do time capixaba.
Na disputa do bronze, as equipes da Faculdade de Tecnologia e Ciências (BA) e da UPIS fizeram uma partida bastante equilibrada. Mas os artilheiros não estavam calibrados e o empate em 0 x 0 no tempo no normal e na prorrogação também levou a disputa para os pênaltis. E a manhã estava para os goleiros. Ítalo Lopes, da FTC, segurou duas cobranças da UPIS, de Thiago e Rafael, artilheiro da equipe candanga e do torneio. No final, 4 x 2 para os baianos.
O 13º e último Campeonato Brasileiro Universitário foi realizado em Aracaju (SE), de 5 a 11 de setembro de 2010. Quinze instituições de ensino superior disputaram essa competição. Foram divididas em quatro grupos, com as duas melhores de cada chave passando para as quartas-de-final.
Os campos da Universidade Tiradentes e dos estádios João Hora de Oliveira e Lourival Baptista receberam as partidas do Brasileiro Universitário de Futebol.
A estréia da UPIS foi no dia 6 de setembro, contra a Universidade Federal de Sergipe – UFS. Vitória magra de 1 x 0. No dia 7, na segunda rodada, enfrentou a Universidade Federal do Maranhão – UFMA e venceu com folga por 4 x 0, garantindo-se, por antecipação, nas quartas-de-final. Só para cumprir tabela, enfrentou e goleou a Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC, de Ilhéus (BA), por 5 x 0.
Nas quartas-de-final, no dia 9 de setembro, a UPIS enfrentou o IBGM – Instituto Brasileiro de Gestão e Marketing, de Recife (PE). Vitória apertada de 2 x 1 da UPIS.
Com este resultado, garantiu-se nas semifinais. A FTC, da Bahia, vendeu caro a derrota para a UPIS, no dia 10 de setembro. Os times empataram a partida no tempo normal e na prorrogação e a vaga para a decisão só foi definida na disputa por pênaltis. Melhor para os candangos que marcaram 4 x 2.
A grande final, no Estádio Lourival Baptista, o Batistão, a UPIS enfrentou a Universidade de Vila Velha (ES) em partida marcada pelo equilíbrio e alta qualidade técnica das duas principais equipes do futebol universitário brasileiro. No tempo normal, empate em 1 x 1. Na prorrogação, a UPIS conseguiu novamente ficar na frente do placar, mas a UVV voltou a conseguir o empate, levando a partida para a disputa de pênaltis, quando a UVV saiu vitoriosa, conquistando o 1º lugar na competição.
Com esse resultado a UPIS continua em 1º lugar do Ranking Nacional do Futebol Universitário, seguido pela UVV.
O 14º Campeonato Brasileiro Universitário de Futebol será realizado em São Paulo, no mês de outubro, e a UPIS tentará chegar ao seu hexacampeonato brasileiro.

sábado, 25 de junho de 2011

UPIS CINCO VEZES CAMPEÃ BRASILEIRA DE FUTEBOL UNIVERSITÁRIO - 1ª parte


Se no futebol de campo profissional as equipes de Brasília só conseguiram títulos de âmbito nacional na Segunda (Gama em 1998 e Brasiliense em 2004) e Terceira Divisão (Brasiliense em 2002) do Campeonato Brasileiro, o mesmo não acontece no futebol universitário.
Muitos talvez nem saibam que uma faculdade de Brasília já conquistou por CINCO vezes o Campeonato Brasileiro Universitário de Futebol.
Fundada em 5 de dezembro de 1971, a UPIS - União Pioneira de Integração Social - Faculdades Integradas é uma das mais tradicionais instituições de ensino superior do Distrito Federal. Com quase quarenta anos de realizações, a instituição oferece 15 cursos em diferentes áreas do conhecimento. Sua estrutura física é constituída por 18 prédios, distribuídos em três campus, perfazendo mais de 37 mil metros quadrados de área construída.
A UPIS já foi campeã brasileira nos anos de 2003, 2004, 2006, 2007 e 2008.
A CBDU – Confederação Brasileira de Desporto Universitário promove, desde 1997, o Campeonato Brasileiro Universitário de Futebol. Em sua primeira edição, a campeã foi a Universidade Católica de Goiânia – UCG.
Em sua primeira participação, no II Campeonato Brasileiro, em Aracaju (SE), a UPIS chegou em nono lugar.
Sua primeira boa participação aconteceu no ano de 2000, nas cidades de Planaltina e Sobradinho (DF), quando ficou em 4º lugar.
No Campeonato Brasileiro realizado de 22 a 30 de junho de 2001, em Brasília, foi a terceira colocada depois de vencer a Católica de Goiás, por 3 x 1. Além disso, teve o artilheiro da competição, Fabinho, com 10 gols.
Em 2002, em Natal (RN), foi muito bem na primeira fase da competição, realizando a melhor campanha após vencer seus três jogos (oito gols marcados e nenhum sofrido). Nas quartas-de-final foi eliminada pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).
O primeiro título veio na cidade de Vila Velha (ES), onde o campeonato foi realizado de 29 de junho a 5 de julho de 2003. Quinze Instituições de Ensino Superior participaram: UCG-GO, Newton Paiva-MG, URFN-RN, UNIFOR-CE, UNIVILA-ES, UNIVERSO-GO, UVV-ES, UNIP-SP, ITAUNA-MG, UCSAL-BA, FINAC-ES, UPIS-DF, UNIBH-MG, Medicina USP-SP e FAES-SE.
A UPIS contou com um excelente grupo de atletas comandados pelo treinador Luiz Carlos Santos, chegando ao luxo de ter o ex-goleiro Paulo Vítor, que já foi goleiro do Fluminense e da Seleção Brasileira, como preparador de goleiros.
Na estréia, a UPIS venceu a UniBH pelo placar de 3 x 0, gols de Rodrigo Falador, Jonhes e Márcio. Repetiu o placar no dia 30 de junho sobre a Universidade de Sergipe, gols de Jonhes (2) e Maurício. No dia 1º de julho, enfrentou a FINAC (ES), fechando a fase classificatória. Vitória de 2 x 0, gols de Maurício e Márcio.
Nas quartas-de-final, no dia 3 de julho, goleou a Universidade de São Paulo (USP), por 4 x 0. Na semifinal, no dia 4 de julho, venceu outra instituição paulista, a UNIP – Universidade Paulista, novamente por goleada: 4 x 1, com gols de Maurício (2), Flávio e Jonhes, garantindo vaga na final. Este foi o primeiro gol sofrido pela equipe do DF na competição. O inédito título veio sobre a equipe da casa, a Universidade de Vila Velha, derrotada pelo placar de 2 x 1.
A campanha impressionante (seis jogos, seis vitórias, 18 gols assinalados e somente dois contra) premiou a UPIS, que ainda teve o artilheiro do campeonato, Jonhes, que balançou as redes seis vezes.
O bicampeonato veio em 2004, na competição realizada em Fortaleza (CE), no período de 21 a 28 de março. A UPIS manteve a mesma base de jogadores que foi campeã em 2003, entre eles os atacantes Jonhes, que atuava no Ceilândia, e Maurício, os meias Fabinho e Guti, e o goleiro Clédson, jogador do Paranoá.
Estreou com vitória no dia 21 de março, superando a Universidade Estadual do Ceará pelo placar de 3 x 0, gols de Maurício, Fabinho e Pietro. Na segunda partida (dia 22 de março), a UPIS enfrentou a Universo, de Pernambuco, e a superou com muita facilidade: 4 x 1. Todos os gols da partida aconteceram ainda no 1º tempo e foram assinalados por Fabinho (2), Jonhes e Maurício. Com esta vitória a UPIS garantiu antecipadamente a classificação para a fase semifinal. Enfrentou pela 3ª rodada, no dia 23 de março, a Universo, de Goiás, e empatou em 1 x 1, resultado que lhe deu o 1º lugar do Grupo. O gol da UPIS foi marcado pelo lateral Ítalo.
Depois de um dia de folga, voltou a campo em 25 de março para enfrentar a Universidade Católica de Salvador, em uma das semifinais. O jogo, realizado no estádio Castelão, foi um passeio da UPIS, que goleou a UCSal por 5 x 1. Os gols foram marcados por Fabinho (3), Elmo e Ítalo. Com esses três gols marcados, Fabinho (ex-meio-campo do Guará) se tornou o artilheiro da competição. A UPIS jogou com Clédson, Carlinhos, Rodrigo, Anderson e Gustavo; Welmo, Hudson, Fabinho e Flávio; Guti e Jonhes (que foi expulso).
A disputa entre os já tradicionais rivais, conhecidos das disputas regionais, foi digna de uma final de campeonato. Novamente no estádio Castelão, a UPIS enfrentaria pela grande final do Campeonato Brasileiro Universitário a equipe da Universo (Universidade Salgado de Oliveira), de Goiânia. No lugar de Jonhes, entraria Wagner.
Foi um jogo bastante equilibrado. No tempo normal de jogo, empate em 2 x 2. Na decisão por pênaltis, quem acabou consagrado foi o goleiro Clédson, que pegou dois pênaltis e garantiu o bicampeonato para a equipe candanga. Resultado: 4 x 3 a favor da UPIS.
Para coroar, o técnico Luiz Carlos Souza foi escolhido pela Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU) o treinador da seleção universitária que representaria o Brasil, no mês de abril, nos I Juegos Sudamericanos Universitarios, em Concepción, no Chile, a partir de 17 de abril. Da UPIS foram convocados: o goleiro Clédson, o lateral-direito Carlinhos; o zagueiro Rodrigo, os meias Hudson, Welmo e Fabinho, além do atacante Jonhes. O meio-campo Guti e o zagueiro Gustavo ficaram como suplentes na relação, caso algum atleta se machuque. O Brasil sagrou-se campeão.
O meia Fabinho, além de ter conquistado o bicampeonato, foi artilheiro da competição, com oito gols, e escolhido o melhor jogador, em eleição que envolveu todos os técnicos participantes.
Goiânia sediou 8º Brasileiro Universitário de 2 a 9 de abril de 2005. As partidas foram disputadas no Estádio Olímpico, no campo do Clube Sesi Ferreira Pacheco e no Campus 2 da Universidade Católica de Goiás (UCG). Participaram as equipes goianas da Universo, UCG e Fesurv, Mackenzie e USP (SP), Uniandrade e Tuiuti (PR), UFRN (RN), Unifor (CE), UVV (ES), UFRJ (RJ) e UPIS (DF).
O grupo da UPIS foi bastante renovado. A média de idade dos jogadores, em relação aos outros torneios, diminuiu bem. A mudança mais sensível foi a ausência do meio-campo Fabinho e do atacante Jonhes, que participaram das campanhas anteriores.
A UPIS iniciou muito bem a sua campanha no dia 3 de abril superando com facilidade a representação da Universidade Tuiuti do Paraná, pelo placar de 4 x 0, gols de Rafael Raçudo, Maurício, Bruno e Átila. Na 2ª rodada, a UPIS enfrentou a equipe de Rio Verde (GO), empatando em 2 x 2, com gols de Mauricio e Átila. Ficou em primeiro lugar no Grupo A e classificou-se para a segunda fase após outro empate, desta vez em 3 x 3, com o Mackenzie, de São Paulo. O próximo compromisso da equipe de Brasília foi no dia 7 de abril, superando a Universidade Católica de Goiás nas oitavas-de-final.
Após ser derrotada na semifinal pela equipe da Universo (GO) pelo placar de 4 x 2, a equipe da UPIS voltou a campo no dia 9 de abril para a disputa do 3º lugar, chegando à vitória sobre a FESURV, de Rio Verde (GO), por 3 x 1, conquistando assim a medalha de bronze na competição. Os gols da UPIS foram marcados por Rafael Raçudo, Welmo e Luís Henrique.
Após o término do Campeonato Brasileiro foi divulgada a convocação da Seleção Brasileira Universitária que representou o Brasil no Campeonato Sul-Americano que aconteceu em São Paulo, ainda no mês de abril. O técnico da UPIS, Luiz Carlos dos Santos, foi o escolhido para dirigir a Seleção Brasileira em companhia do seu auxiliar-técnico Luciano Gomes. Além da Comissão Técnica, a Seleção Brasileira contou também com seis jogadores da UPIS: o goleiro Clédson, o lateral Gustavo, o zagueiro Pietro, os meias Átila e Luciano Lopes e o atacante Maurício.
A Seleção Brasileira Universitária sagrou-se bicampeã sul-americana de forma invicta, somando quatro vitórias e um empate, com 16 gols a favor e apenas três contra.
Logo depois, de 11 a 21 de agosto, essa equipe disputou a Universíade (o mundial universitário), na cidade de Ismyr, na Turquia. Além do treinador Luiz Carlos e seu Auxiliar Técnico Luciano Gomes, quatro jogadores da UPIS participaram: Átila, Clédson, Gustavo e Pietro. O Brasil ficou em 4º lugar.


Para o 9º Campeonato Brasileiro, que foi realizado em Recife (PE), a partir de 6 de novembro de 2006, a UPIS trocou de treinador: saiu Luiz Carlos dos Santos e entrou no seu lugar Marcus Vinícius Gallecti Loss, conhecido como Nino. Participaram 16 equipes representando 12 Estados que, na primeira fase, foram divididas em quatro iguais. A UPIS ficou no Grupo A e enfrentou e venceu os seguintes adversários (pela ordem): UniSant’Anna, de São Paulo (4 x 2, gols de Luiz Henrique-2, Rodrigo e Carlos Henrique) e UNIT, de Aracaju (4 x 1, Rodrigo-2, Carlos Henrique e Alisson). Já classificada para a segunda fase, foi derrota pela equipe da UNIFOR, por 1 x 0.
Recuperou-se com sobras e nas quartas-de-final goleou a Universidade Federal do Paraná (UFPR), por 7 x 2. Os gols da UPIS foram marcados por Flávio (três), Bruno (dois), Rodrigo e Hudson.
Na semifinal, enfrentou uma tradicional adversária, a Universidade de Vila Velha. O jogo foi dramático. O time segurou o resultado de 1 x 1 (gol de Carlos Henrique) com um jogador a menos: Hudson, que já tinha dois cartões amarelos, foi expulso. Quando a partida caminhava para o final, foi marcado um pênalti de Pietro. O atleta foi expulso por discutir com o árbitro e o time ficou com menos três jogadores, já que o meio-campo Átila, saiu contundido e a equipe já havia feito as três substituições permitidas. O goleiro Clédson defendeu a cobrança.
Com apenas oito jogadores em campo, a UPIS segurou o empate em 1 x 1 e levou a partida para a disputa por pênaltis. O trunfo do time foi o goleiro Clédson, que defendeu duas cobranças. O placar final ficou em 4 x 3 para a faculdade brasiliense.
O tricampeonato veio no dia 11 de novembro. No Estádio dos Aflitos, venceu o time local do Universo, por 1 x 0, gol do lateral Carlos José ainda na etapa inicial. Com o resultado, a UPIS se tornou a primeira instituição de ensino superior do País a ter três títulos brasileiros.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: LÚCIO



Lucimar da Silva Ferreira, o Lúcio, nasceu em Planaltina, cidade-satélite distante 43 quilômetros de Brasília, no dia 8 de maio de 1978.
Passou toda a infância em Planaltina, em uma família pobre. Sua mãe, Maria Olindina da Silva, sua maior incentivadora, era apenas mais uma das muitas nordestinas que escolheram o Distrito Federal para tentar melhorar de vida. Sem marido, com muita dificuldade, montou um barzinho na Vila Buritis, em Planaltina, de onde tirava o sustento de seus filhos.
Ainda com o nome de Lucimar, começou sua carreira no próprio Planaltina Esporte Clube, recebendo um salário de R$ 300,00.
Em 1996, apesar de ter apenas 18 anos, ele foi considerado o melhor quarto-zagueiro do Distrito Federal e jogou como titular da Seleção Brasiliense que disputou um amistoso contra os Amigos de Túlio, no Mané Garrincha.
Também foi destaque no campeonato brasiliense de juniors de 1996 (cujo artilheiro foi Warley, do Gama, com 27 gols), e foi convocado para a Seleção Brasiliense que disputou o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais Sub-19, em novembro, em Curitiba (PR).
Depois, fez teste e foi aprovado no União São João, de Araras (SP), clube pelo qual chegou a disputar a Taça São Paulo de Futebol Junior, entre os dias 5 e 12 de janeiro de 1997. O União São João não passou para a fase seguinte.
Ao retornar para Brasília, foi emprestado ao Guará, para a disputa da Copa do Brasil. E foi justamente o jogo que mudou toda a sua vida. No dia 18 de fevereiro de 1997, o Guará enfrentou o Internacional, de Porto Alegre, e foi massacrado pelo elevado marcador de 7 x 0 e desclassificado da competição.
Quem, em sã consciência, demonstraria interesse em contratar o zagueiro do time adversário que acabou de levar 7 x 0? Resposta: o Internacional, de Porto Alegre (RS).
Apesar da noite negra, o desempenho de Lúcio foi analisado detalhadamente e elogiado pelos dirigentes do Internacional. O que mais chamou a atenção dos gaúchos, além do futebol técnico e de muito vigor físico de Lucimar, foi sua altura de 1,87 m, apropriada para o futebol normalmente praticado no Rio Grande do Sul.
Antes disso, porém, seu passe foi adquirido pelo Gama junto ao Planaltina.
Não ficou muito tempo no Gama. Jogou um amistoso no dia 23 de fevereiro, na vitória de 2 x 0 sobre o Samambaia, no Serejão. Uma semana depois, enfrentou o Luziânia.
No dia 9 de março começou o campeonato brasiliense e Lúcio estava no time do Gama que empatou com o Ceilandense em 2 x 2, depois de estar vencendo por 2 x 0.
Uma semana depois, outro resultado ruim: derrota de 3 x 2 para o Brasília.
Antes da realização da terceira rodada, no dia 21 de dezembro de 1997 Lúcio assinou contrato com o Internacional, de Porto Alegre. Logo que chegou, foi incorporado ao time de juniors, até porque no time titular atuava um tal de Gamarra! Neste mesmo ano, o Internacional conquistou o título de campeão gaúcho.
Seu primeiro jogo no time de cima do Internacional só aconteceu em 1998, no dia 11 de fevereiro, num amistoso contra o Juventude, de Caxias do Sul, entrando no segundo tempo. Não demorou para firmar-se como titular.
Seu último jogo com a camisa do Internacional foi em 2 de dezembro de 2000, no Mineirão, na derrota de 3 x 2 para o Cruzeiro. Ganhou a Bola de Prata, da revista Placar, como melhor zagueiro do campeonato brasileiro.
Logo depois, mesmo cobiçado pelo Barcelona, negociou sua ida para o Bayer Leverkusen, da Alemanha. No clube alemão, onde jogou até 2004, disputou a final da Liga dos Campeões da Europa de 2002, marcando o único gol dos alemães na derrota de 2 x 1 para o Real Madrid, na final que ficou marcada por um gol antológico de Zinedine Zidane. Foram 122 jogos no Bayer Leverkusen e 21 gols marcados durante quatro temporadas.
Deixou o Bayer Leverkusen no final da temporada 2003/2004. Em maio de 2004, por 12 milhões de euros, foi contratado pelo Bayern Munich. Antes, chegou a ser pivô de um desentendimento entre Roma e Juventus, ambas da Itália, que estavam interessadas no zagueiro.

No Bayern Munich, Lúcio viria a conquistar o tricampeonato alemão (2004/2005, 2005/2006 e 2006/2007), três Copas da Alemanha no mesmo período e duas Copas da Liga (2004 e 2007). Disputou um total de 218 jogos e marcou 12 gols.
Foi ídolo durante sua passagem pelo futebol da Alemanha, e conforme declarações do ex-treinador da seleção alemã, Jürgen Klinsmann, seria o brasileiro predileto dos alemães para jogar em sua seleção, caso se naturalizasse.
Preterido pelo técnico Louis Van Gaal (fato que causou muita polêmica entre os torcedores do clube, favoráveis à sua permanência), em 2009 Lúcio transferiu-se para a Internazionale, de Milão, onde logo em sua primeira temporada (2009/2010) foi um dos principais destaques na conquista da tríplice coroa (Liga dos Campeões, Série A do Campeonato Italiano e Copa da Itália). No total, conquistou o campeonato italiano de 2009/2010, duas Copas da Itália (2009/2010 e 2010/2011), a Supercopa italiana (2010), a Liga dos Campeões da Europa 2009/2010 e o Mundial Interclubes no ano de 2010. Curiosamente, na final da Liga dos Campeões, Lúcio enfrentou o seu ex-clube, o Bayern Munich, e foi fundamental na vitória da Internazionale pelo placar de 2 x 0.
Também em 2010 recebeu o FIFPro World XI, um prêmio anual instituído em 2005, onde votam treinadores e jogadores das 42 federações nacionais, resultando numa lista de onze jogadores por posição (um All-Star Team), composta de um goleiro, quatro defensores, quatro meio-de-campo e dois atacantes. Apenas sete brasileiros já receberam esse prêmio. Além de Lúcio, Ronaldinho Gaúcho e Kaká, três vezes, Cafu, Maicon, Daniel Alves e Dida, uma vez cada.

Integrante da Seleção Brasileira desde 15 de novembro de 2000 (vitória de 1 x 0 sobre a Colômbia), e capitão da equipe desde 2006, Lúcio acumula uma série de conquistas importantes como a Copa do Mundo de 2002 e a Copa das Confederações de 2005 e 2009, quando marcou o gol do título.
Quase uma unanimidade entre os torcedores e jornalistas brasileiros, Lúcio é, juntamente com Taffarel, o terceiro jogador que mais vezes vestiu a camisa da Seleção Brasileira, com 101 presenças.
Após a Copa do Mundo de 2010, ficou durante alguns meses fora das convocações do novo treinador Mano Menezes.
No dia 3 de março de 2011, entretanto, Lúcio voltou a ser convocado. No dia 4 de junho de 2011, fez seu jogo de número 100 pela Seleção Brasileira, contra a Holanda, e superou essa marca no dia 7 de junho de 2011, na vitória de 1 x 0 sobre a Romênia, no amistoso que marcou a despedida de Ronaldo.
Está na lista de jogadores convocados para a Copa América de 2011, na Argentina, a ser iniciada em 1º de julho.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O PRIMEIRO TORNEIO DE PROFISSIONAIS NO DF


A Federação Desportiva de Brasília foi fundada em 16 de março de 1959. Deste ano, até 1963, somente promoveu campeonatos amadores.
Essa situação passaria a ser modificada em 1964.
No dia 25 de fevereiro de 1964 foi realizada a Assembléia Geral de Clubes que aprovou a reforma nos estatutos da Federação. As categorias passaram a ser: Divisão de Futebol Profissional, Primeira Divisão de Futebol Amador, Segunda Divisão de Futebol Amador, Departamento Autônomo e Divisão de Juvenis.
A Comissão que trabalhou para que isso acontecesse foi formada por Wilson Antônio de Andrade, Theodorico Barbosa Fernandes, Pércio Gomes de Mello, Otto Rocha e Aliatar Pinto de Andrade.
A nova redação passou a ser a seguinte:

Capítulo XVIII

Das Categorias de Futebol

Art. 190 – A filiada que triunfar no campeonato da Divisão de Futebol Profissional será considerada Campeã de Futebol Profissional do Distrito Federal.

Art. 191 – A filiada que triunfar no campeonato da 1ª Divisão de Futebol Amador será considerada Campeã de Futebol Amador do Distrito Federal.

A primeira competição de futebol no regime profissional do Distrito Federal foi o Torneio “Prefeito Ivo de Magalhães”.

Reuniu quatro equipes, a saber:

CLUBE ATLÉTICO COLOMBO
LUZIÂNIA ESPORTE CLUBE
1º DE MAIO ESPORTE CLUBE
RABELLO FUTEBOL CLUBE

Os jogos foram os seguintes:

08.03.1964
1º DE MAIO 1 x 1 RABELLO
Local: Estádio Israel Pinheiro
Renda: CR$ 177.600,00
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral
Gols: Azulinho para o 1º de Maio e Djalma para o Rabello

15.03.1964
COLOMBO 2 x 1 LUZIÂNIA
Local: Estádio Israel Pinheiro
Renda: CR$ 73.200,00
Árbitro: Aristeu Santana
Gols: Tião I e Tião II para o Colombo e Invasão para o Luziânia

22.03.1964
RABELLO 3 x 2 COLOMBO
Local: Estádio Paulo Linhares
Renda: CR$ 10.000,00
Árbitro: Eduíno Edmundo Lima
Expulsões: Sabará (Rabello), Tião I e Natalício (Colombo)
Gols: Ceninho (2) e Calado para o Rabello e Baiano e Sabino para o Colombo

29.03.1964
1º DE MAIO 0 x 1 LUZIÂNIA
Local: Estádio Israel Pinheiro
Árbitro: Nero Dias Nogueira
Gol: Bubu

12.04.1964
COLOMBO 1 x 1 1º DE MAIO
Local: Estádio Aristóteles Góes
Árbitro: Emilio dos Santos Vieira
Gols: João Dutra para o Colombo e Cascorel para o 1º de Maio.

RABELLO 3 x 1 LUZIÂNIA
Local: Estádio Paulo Linhares
Árbitro: Nero Dias Nogueira
Gols: Beto Pretti (2) e Djalma para o Rabello e Invasão para o Luziânia.

CLASSIFICAÇÃO FINAL

CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
SG
PG
RABELLO
3
2
1
0
7
4
3
5
1º DE MAIO
3
1
2
0
3
2
1
4
COLOMBO
3
1
1
1
5
5
0
3
LUZIÂNIA
3
0
0
3
2
6
-4
0

JOGOS REALIZADOS = 6
GOLS MARCADOS = 17
MÉDIA DE GOLS POR JOGO = 2,8

Formação do Rabello: Gaguinho, Russo, Melo, Farneze e Wilson; Calado (Nilo) e Beto Pretti; Djalma, Ceninho (Ramiro), Amaury e Sabará.

O primeiro campeonato de profissionais somente começaria em 4 de outubro de 1964 e, além desses quatro clubes, também contaria com a participação do Defelê.