segunda-feira, 28 de outubro de 2013

OS CAMPEÕES: Gama - 1997


RELAÇÃO DOS JOGADORES QUE DEFENDERAM A SOCIEDADE ESPORTIVA DO GAMA E CONSAGRARAM-SE CAMPEÕES BRASILIENSES NO ANO DE 1997

Obs.: jogadores que atuaram ou estiveram no banco de reservas.

O zagueiro campeão mundial Lúcio ainda era chamado de Lucimar

POSIÇÃO
APELIDO
NOME COMPLETO
G
Alexandre
Alexandre Roberto Araújo
G
Jajá
Edjael Bezerra da Trindade
G
Roger
Rogério Santos dos Reis
G
Nasser
Nasser Dantas Khalil
D
Chaguinha
Francisco das Chagas Lima de Oliveira
D
Paulo Henrique
Paulo Henrique da Silva
D
Maninho
William Jesus Vieira
D
Dário
Dário Moreira da Silva
D
Jairo
Jairo Lima de Araújo
D
Adriano
Adriano Barbosa da Silva
D
Lucimar
Lucimar da Silva Ferreira
D
Sandro
Sandro Roberto Geraldo
D
Luciano
Luciano Dias dos Santos
D
Rochinha
Joseli Pereira da Silva
MC
Deda
Wellington Nobre de Moraes
MC
Charles
Charles Dionísio da Silva
MC
Flávio Katioco
Flávio Rabelo da Silva
MC
Kabila
Adilson Pereira da Silva
MC
Marcelo Silva
Marcelo Dalcarobo da Silva
MC
Ésio
José Ésio Oliveira da Silva
MC
Gilmar
Gilmar Gomes de Jesus
MC
Roberto
Roberto Luiz dos Santos
MC
Zé Carlos
José Carlos dos Santos
A
Jackson
Jackson Teixeira Neves
A
Ludo
Mozart José da Silva
A
Romualdo
Romualdo Dantas e Silva
A
David
David Alexandre Monteiro
A
Robertinho
Francisco Roberto Ribeiro de Araújo
A
Anderson
Anderson de Carvalho Barbosa
A
Rick
Ricardo José de Lima
A
Marivaldo
Marivaldo Colaço Costa

G                               GOLEIROS                                   
D                               DEFENSORES                           
M                              MEIO-DE-CAMPO                       
A                               ATACANTES                               

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Airton Nogueira


Airton Nogueira, 
no Gama, em 1980

Airton Luiz Nogueira nasceu no dia 31 de maio de 1947, na cidade de Goiânia (GO).
Chegou a Brasília em 1964. Teve curta atuação como jogador. Foi jogador dos juvenis do Pederneiras, Nacional e Defelê. Um mau jeito na clavícula acabou com a carreira de um promissor médio-volante. Passou então a atuar como treinador, função em que teve suas primeiras experiências no time de futebol de salão do Pederneiras, ainda em 1965.
Logo depois passou a ser treinador de várias equipes de dentes-de-leite e infanto-juvenis. Dirigiu a equipe de “dente-de-leite” do Defelê em 1966, voltou para o Pederneiras e conquistou seu primeiro título, no ano seguinte, na categoria juvenil. Retornou para o Defelê e treinou as equipe infanto-juvenil e juvenil.
No ano de 1970, em uma de suas “garimpagens” descobriu o talento do ponteiro Junior Brasília. Com apenas 12 anos, foi levado por Airton Nogueira para jogar no dente-de-leite do Defelê.
Em 1971, conquistou o campeonato brasiliense da categoria dente-de-leite pelo Defelê. Nesse meio tempo, conjugava os treinamentos com sua escola de datilografia.
Em 1972 foi o técnico da Seleção Infantil do Distrito Federal na primeira Mini-Copa “Dedinho”, competição para garotos de 13 e 14 anos,
patrocinada pelo Ministério de Educação e Cultura – MEC e disputada no Estádio Pelezão por seleções dente-de-leite do Distrito Federal, Estado do Rio, Goiás, Guanabara, Minas Gerais e São Paulo. O maior destaque desse torneio foi o centro-avante Reinaldo, de Minas Gerais.
Nota: Dedinho era o personagem central de uma revista em quadrinhos, criada em 1971 pelo então Departamento de Educação Física e Desportos (DED), do Ministério da Educação e Cultura.
Sem condições financeiras para continuar no Defelê, em 1972 Airton Nogueira foi convidado a trabalhar na AABB, do diretor Gilson Macedo, sendo campeão no infantil e infanto-juvenil naquele ano.
No ano seguinte, passou a dividir seu tempo entre as categorias de base da equipe da Novacap (que contava com atletas do nível de Paulo Victor, Nenê e Jorge Luís) e o time do Jaguar, 4º colocado no campeonato brasiliense de 1973.
Seu trabalho à frente dessas equipes fez com que a enquete realizada pelo jornal Diário de Brasília “Melhores do Esporte de Brasília em 1973” o indicasse como melhor técnico de futebol naquele ano.
Em 1974, foi treinador da equipe adulta do Jaguar, que disputou o campeonato brasiliense de amadores e foi vice-campeão, passando, depois, a treinador da equipe de juvenis do Ceub.
Começou o ano de 1975 como técnico do Ceub, onde conquistou o título de campeão em um torneio na cidade de Goiânia (que reuniu também Atlético Goianiense, Goiânia e Vila Nova), deixando-o em seguida para ser o treinador do mais novo clube da Capital Federal, o Brasília, o qual levou até o quarto lugar no campeonato brasiliense daquele ano.
Para o campeonato de 1976 o Brasília contratou Velha, experiente treinador do futebol brasileiro e Airton Nogueira passou para a categoria de juvenis do Brasília, onde passou a trabalhar com jogadores como Edmar, William, Wilmar e Maurício e conquistou o título brasiliense da categoria.
Em 1977, assumiu o time titular e deu preferência para trabalhar com a garotada que já conhecida, sagrando-se campeão do Torneio Incentivo, do Campeonato Brasiliense e classificou a equipe para o Campeonato Brasileiro.
Deu o primeiro título profissional da Sociedade Esportiva do Gama em 1978, conquistando o Torneio Imprensa e participando de boa parte da campanha do bicampeonato da mesma competição.
Foi para o Guará, quando dirigiu a equipe no Campeonato Brasiliense de 1978 e colocou o clube no Campeonato Brasileiro de 1979, eliminando o próprio Gama dentro do Bezerrão, calando mais de 20 mil torcedores alviverdes.
Depois, voltou para o Brasília e foi vice-campeão do Distrito Federal em 1979, perdendo para o Gama, mas marcando mais pontos que o adversário.
Em 1980 foi técnico do Comercial (de Planaltina) e voltou para o time do Gama, para a disputa do campeonato brasiliense daquele ano.
Dirigiu o Tiradentes no Campeonato Brasiliense de 1981 e, no mesmo ano, foi técnico do Gama no Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão.
Voltou a ser treinador do Tiradentes em 1982, mesmo ano em que foi técnico da Seleção Brasiliense de Juniors no Campeonato Brasileiro da categoria.
Resolveu mudar de ares e, em 1983, foi contratado para ser treinador do Brasil, de Pelotas (RS). Dirigiu a equipe em apenas onze jogos.
Pouco tempo depois aceitou uma proposta para ser treinador do Fast Clube, de Manaus (AM). No estado amazonense realizou excelente trabalho com a seleção de juniors, classificando-a para a segunda fase do Campeonato Brasileiro. Foi escolhido pela crônica do Estado como o melhor treinador de 1983.
Em circunstâncias não muito claras, morreu afogado na tarde do dia 26 de fevereiro de 1984, no igarapé denominado “Meriti”, no município de Manacapuru, no Amazonas.
Airton sempre deixou claro que não sabia nadar e evitava tomar banho em rios ou lagos.
Segundo versão da imprensa local, o acidente aconteceu por volta das 13:50 horas de domingo, quando o treinador estava tomando banho em companhia de três amigos e mais o presidente do Fast Clube, Maurício Pereira.
Desejoso de conhecer a cidade de Manacapuru, no dia anterior ao acidente o treinador foi até lá com amigos, tendo se encontrado com o presidente do Fast. De manhã, retornavam a Manaus, quando decidiram parar na localidade “Meriti” (banho público), para um banho e almoço. Airton ainda chegou a participar de uma pelada.
Foi então que ele teria dado a ideia de irem tomar banho, pois logo após o almoço continuariam viagem, pois ele pretendia assistir aos jogos do Torneio Intermunicipal de Seleções, à tarde em Manaus.
Foi quando viram ele se afogando a nada puderam fazer, muito embora o local estivesse lotado de gente. Foi levado imediatamente para a cidade de Manacapuru (distante poucos quilômetros do local do acidente), mas ele já estava morto.
Chegou a dizer que estava pretendendo retornar ao Distrito Federal, após receber seu salário, e estudava proposta feita por seu amigo e treinador do Flamengo na época, Cláudio Garcia, para treinar as categorias de base do clube carioca.
No futebol amazonense Airton Nogueira vinha desempenhando papel de olheiro, indicando jovens e promissores jogadores para os clubes de outros centros. Era praticamente o representante do Guarani, de Campinas, em Manaus.
Ele havia deixado o comando do Fast Clube no dia 22 de fevereiro de 1984, quando conversou demoradamente com o presidente Maurício Pereira, ao qual informava a não possibilidade de continuar à frente do clube.
No dia seguinte, Airton Nogueira comunicou que tentaria vender o convênio do Guarani e da Portuguesa de Desportos ao Libermorro e ao Penarol.
Airton Luiz Nogueira era bacharel em Matemática e estudante de Psicologia. Nomes como Junior Brasília, Paulo Victor, Edmar, Déo, Moreirinha, Wilmar, Gilberto, Luís Carlos, Marco Antônio, Robério e Rogério são alguns dos craques que Airton Nogueira ajudou a lapidar para o nosso futebol.

Colaboração: Márcio Almeida.



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

FORMAÇÕES BÁSICAS DOS CLUBES QUE DISPUTARAM O CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1972


CARIOCA

Goleiros:
Rezende e João Batista; Defensores: Carlinhos, Xavier, Maurício, Zezão, Clarindo e Edson; Atacantes: Baltazar, Jonas, Baiano, Joãozinho, Ivan, Cláudio, Chenco, Newton, Raimundo e Dimas.

CEUB

Goleiros:
Elizaldo, Rubens, Zé Walter e Luiz Henrique; Defensores: Buglê, Sérgio, Vanderberg, Sílvio, Noel, Gaúcho, Lúcio e Iodalto; Atacantes: Ademir, Rogério Macedo, Valter, Carlos Alberto, Miguel, Paulinho, Dinarte, Darse, Marco Antônio, Osni e Hamilton. Técnico: Carlos Morales.

COLOMBO

Goleiros:
Carlos José e Wilson; Defensores: Luiz Gonçalves, Sir Peres, Jonas, Zoca, Gentil e Paulo Moreira; Atacantes: Joãozinho, Gonçalves, Wanderlei, Pedro Léo, Zé Carlos, Cid, Roque, Baiano, Macalé, Jorge e Miguel.

GRÊMIO

Goleiros:
Adriano, Carlos e Claudionor; Defensores: Paulinho, Didi, Mário Lúcio, Nívio, Aristeu, Orlando, Bugue, Nenê, Wilson Godinho e Odair; Atacantes: Marcos, Osvaldinho, Pedrinho, Aloísio, Santos, Rio Grande, Gilberto, Eduardo, Batista e Arnaldo.

PILOTO

Goleiros:
Bonomo, Toninho, Waldemar e Ernani; Defensores: Célio, Walter, Junior, Quarenta, Lima, Amaury e Piau; Atacantes: Manoelzinho, Paiva, Sabará, Heitor, Paulinho, Valdecy, Tião, Péricles, Zé Grilo e Zequinha.

SERVIÇO GRÁFICO

Goleiros:
Sinézio, Manoel Carlos e Jairo; Defensores: Ximenes, Eraldo, Melinho, Juarez, Vavá, Toinho, Axel, Marquinhos, Paraguai e Branco; Atacantes: Carlos Gomes, Tião, Jairo Bueno, Clemilton, Celino, Walmir, Dazinho, Edu, Arthur e Marcos. Técnico: Rui Márcio.

SERVIÇO SOCIAL

Goleiros:
Laudislon, Tadeu e Daniel; Defensores: Pereira, Ivanildo, Maninho, Ivan, Triste, Farneze, Santiago, Felipe, Zacarias e Lourival; Atacantes: Zé do Norte, Merlo, Bazan, Carlos Alberto, Oscar, Solon, Valmir, Zinho, Santos, Divino, Manoel e Ari.



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

COMISSÕES TÉCNICAS DOS CLUBES QUE DISPUTARAM O CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1997




BOTAFOGO-SOBRADINHO

DIRETOR: Luiz Gomes, Márcio Rezende, Délio Cardoso e Álvaro Boêmio de Oliveira
TÉCNICO: Luiz Carlos Cruz e Francisco Ernandi Lima da Silva (Mirandinha).
PREPARADOR FÍSICO: Marcelo Nunes, José Murilo Ribeiro e Wellington Vicente de Paula
MÉDICO: Flávio Oliveira
MASSAGISTA: Mário da Conceição e Otacílio Souza Santos.

BRASÍLIA

DIRETOR: Paulo Roberto Alves
TÉCNICO: Carlos Alberto do Carmo Reis (Remo)
PREPARADOR FÍSICO: Roberto Peres
MÉDICO: Flory Machado
MASSAGISTA: Abel Ramos de Paula.

BRAZLÂNDIA

DIRETOR: Moacir Ruthes e Nicodemos Ribeiro Sampaio
SUPERVISOR: José Eduardo Moura
TÉCNICO: Valdson Pereira da Silva (Som) e Roberto Rubem Delgado
PREPARADOR FÍSICO: Eugênio César Nogueira
MÉDICO: Luciano Pina Gois
MASSAGISTA: José Soares e Afonso Junior.

CEILANDENSE

DIRETOR: Manoel da Silva Santos
SUPERVISOR: Eurípedes Bueno de Morais e Ariston Costa dos Santos
TÉCNICO: Marco Antônio da Silva (Marquinhos) e Mozair Barbosa
PREPARADOR FÍSICO: Manoel Ferreira, Eugênio César Nogueira e Paulo Henrique M. de Oliveira
MÉDICO: Flory Machado
MASSAGISTA: Salvador Vicente.

COMERCIAL

DIRETOR: Carlos Andrade de Oliveira
TÉCNICO: Jonas Francisco dos Santos (Foca), Carlos Andrade de Oliveira e Germano Antônio Alves da Costa
PREPARADOR FÍSICO: Germano Antônio Alves da Costa, Luís Carlos Vicente, Marcelo Rocha e Vannewton Costa Capone
MASSAGISTA: Genival Pereira de Souza (Amendoim), Duílio Costa Souza e Luiz Antônio Borges Figueiredo.

DOM PEDRO II

DIRETOR: Cléver Rafael Santos e Jorge do Carmo Pimentel
TÉCNICO: Roberto Mauro Soares
PREPARADOR FÍSICO: Rogério Neves de Sousa e Paulo Fernandes
MÉDICO: Estevam José M. Guimarães
MASSAGISTA: Noé Ferreira da Cruz.

GAMA

DIRETOR: Antônio Edvan Aires
TÉCNICO: Álvaro Matoso Fernandes, Filinto Holanda e Francisco Ubiraci de Oliveira (Bira)
PREPARADOR FÍSICO: Joy Teixeira Lobo
MÉDICO: Walter Rios Zambrana
MASSAGISTA: Edvaldo Lisboa de Sousa e Paulo Ferreira da Silva.

GUARÁ

DIRETOR: Manoelino Rodrigues
SUPERVISOR: Roberval de Paula Teixeira
TÉCNICO: Adelmar Carvalho Cabral (Déo) e Elvis Paulo Bellato
PREPARADOR FÍSICO: Jorge Moreira e Altair Siqueira
MÉDICO: Walter Rios Zambrana
MASSAGISTA: Edivaldo Lisboa de Sousa.

LUZIÂNIA

DIRETOR: Cleone Dias, Eurípedes Bueno de Morais e Francisco Salles Sampaio
TÉCNICO: Jorge Marçal e Francisco Ubiraci de Oliveira (Bira)
PREPARADOR FÍSICO: Waldecir Diniz Silva e Francisco Edilásio Barbosa
MÉDICO: Célio Antônio Silveira
MASSAGISTA: Sílvio dos Santos César.

PLANALTINA

DIRETOR: Arnaldo Paulino de Melo, Eurípedes Bueno de Morais e Ubirajara Azeredo Sobrinho
TÉCNICO: Ronaldo Araújo Silva e Adelmar Carvalho Cabral (Déo)
PREPARADOR FÍSICO: Alexandre C. B. Coutinho e Jorge Moreira
MASSAGISTA: Amauri Carlos Batista, Genival Pereira de Sousa e Bianor Lucas Nascimento.



domingo, 13 de outubro de 2013

OS CLUBES DO DF: Atlético Ceilandense


O embrião da Sociedade Atlético Ceilandense foi um time de supermercado. Um grupo de companheiros de trabalho, liderado por Manoel da Silva Santos (então um vendedor de aparelhos de som no Jumbo, primeiro hipermercado do Grupo Pão de Açúcar) resolveu criar em 1976 uma equipe para bater uma bolinha nos finais de semana. Nascia o Tagua-Jumbo, de Taguatinga.
Santos logo notou que o time tinha condições de disputar um campeonato de amadores.
Às nove horas do dia oito de outubro de 1977 reuniram-se à QNM 19, Conjunto J, Casa 46, Ceilândia, para tratar da fundação da Sociedade Esportiva e Recreativa L Norte. Dentre os presentes estavam Manoel da Silva Santos (eleito Presidente), Antenor Veloso Borges, José Carlos Augusto de Oliveira, Hermes Alves Porto, Marcos Antônio R. Veloso, Agenor Veloso Borges, Paulo Henrique R. Veloso, Carlos José Melo Passos, Anísio P. de Sousa e José Jacinto de Freitas.
A nova equipe foi inscrita no Campeonato de Futebol Amador de Taguatinga. Nessa época, boa parte dos jogadores pioneiros não atuava mais e os novos atletas eram escolhidos pela cidade mesmo. A equipe participou ainda dos campeonatos da própria L Norte e da Ceilândia – neste último conquistou dois títulos invicta.
Em 1993, Santos deixou o L Norte um pouco de lado para assumir a comissão que dirigiria o Ceilândia Esporte Clube no Campeonato Brasiliense, em lugar do presidente Antônio Cardoso.
No ano seguinte, Santos não quis continuar na comissão e resolveu profissionalizar seu próprio clube.
No dia 10 de março de 1994 foi realizada uma assembleia com a participação de todos os diretores e sócios para alteração da razão social da associação. A Sociedade Esportiva e Recreativa L Norte passou a se chamar Sociedade Esportiva Ceilândia. Foi acrescentada aos estatutos do clube a seguinte redação sobre o escudo do novo clube: “terá em sua insígnia a cabeça de um dragão ao centro envolvido por duas bolas e uma coroa simbolizando a caixa d’água na cabeça do mesmo, desenhada em vermelho e azul com fundo branco, cores oficiais do clube”. Nota: a caixa d’água é o monumento mais famoso da Ceilândia. Fica no centro da cidade, erguida no local onde foi fixada a pedra fundamental de Ceilândia.
Pouco mais de um mês depois o nome sofreu outra alteração. Em assembleia de 15 de abril de 1994 foi alterado, por unanimidade, de Sociedade Esportiva Ceilândia para Sociedade Esportiva Ceilandense. Na mesma assembleia, Antônio Roberto Reis foi escolhido para ocupar o cargo de Vice-Presidente.
A estreia do Ceilandense no campeonato brasiliense de profissionais aconteceu no dia 1º de maio de 1994. Naquele dia, foi até o Estádio Adonir Guimarães e empatou em 1 x 1 com o time da casa, o Planaltina.
Lourival Perseguini, o Lola, foi o autor do primeiro gol da história da Ceilandense.
O técnico Bira de Oliveira mandou a campo a seguinte equipe: Canela, Flávio, Tonho, Tião e Lira; Bezerra, Boni e Lola; Marquinhos, Paulinho e Vlad.
Em seu segundo jogo, uma semana depois, conseguiu um grande resultado ao empatar em 0 x 0 com o Gama, que acabaria vencendo o campeonato daquele ano.
Porém, a equipe, modesta, terminou na nona colocação, na frente apenas do Comercial, do Núcleo Bandeirante. Menos mal que ainda não havia rebaixamento para a Segunda Divisão.
Foram 18 jogos, com quatro vitórias e cinco empates. Marcou apenas dez gols e sofreu dezessete. Somou 13 pontos na classificação final.
Em 1995 melhorou um pouco, ficando com a sexta colocação entre dez participantes, à frente de Tiradentes e Taguatinga, por exemplo.
Neste mesmo ano, participou, pela primeira vez do Campeonato Brasileiro, integrando a Terceira Divisão ou Série C. Fez parte do Grupo 9, ao lado de Tiradentes, de Brasília, e dos goianos Anápolis e Vila Nova.
Na estreia, no dia 27 de agosto, com a equipe reformulada, fez o que para muitos parecia impossível: venceu o campeão goiano, Vila Nova, por 1 x 0, no Serejão, gol de Wendell, aos 30 minutos do segundo tempo. Chegou aos nove pontos ganhos, não suficiente para passar de fase. Foram três vitórias e três derrotas.
No ano em que o Campeonato Brasiliense foi disputado por 14 clubes, 1996, o Ceilandense ficou com a sexta colocação, à frente de clubes maiores como Brasília, Tiradentes, Taguatinga e Ceilândia, por exemplo.
Quinto colocado no Brasiliense de 1997, neste ano voltou a disputar o Brasileiro da Série C, sem também conseguir resultados de expressão. Jogando contra Palmas e Tocantinópolis, ambos de Tocantins, e o Brasília, ficou em quarto e último lugar. As duas vitórias conseguidas foram contra os clubes de Tocantins.
Permaneceu na Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense até 1999, quando chegou em nono e penúltimo lugar, sendo rebaixado para a Segunda Divisão.
No ano seguinte, quase voltou, perdendo a chance de garantir uma das duas vagas para a Primeira Divisão ao ser eliminado, após dois jogos, pela ARUC, nas semifinais.
Em 2001, perdeu outra chance de retornar à elite do campeonato brasiliense, ao ser novamente derrotada nas semifinais, desta vez pelo Brasília.
Permaneceu mais um ano na Segunda Divisão em 2002, depois de não vencer um jogo sequer dentre os oito que disputou.
Em 2003, novamente ficou de fora da disputa pelas vagas para a Primeira Divisão, ao chegar em terceiro lugar no seu grupo (classificavam-se para as semifinais os dois primeiros colocados dos grupos A e B).
Chegou na oitava colocação no campeonato de 2004 e ainda não foi desta vez que conseguiu retornar à Primeira Divisão.
Em 2005, chegou muito perto de retornar para a Primeira Divisão. Na final, após dois jogos contra o Capital, ficou com o vice-campeonato (apenas o campeão era promovido).
Foi quarto colocado em 2006, quinto em 2007 e terceiro em 2008. Em 2009, finalmente, conseguiu retornar para a Primeira Divisão, após campanha bastante regular, perdendo apenas um jogo dos nove disputados. Na final, derrotou o Botafogo-DF, por 2 x 1. Edicarlos, do Ceilandense, foi o artilheiro do campeonato, com 7 gols, ao lado de Túlio Maravilha, do Botafogo-DF.
Na final, o time formou com Veloso, Alex, Lídio, André Nunes e Djalminha; Betson, Oliveira (Gustavo), Iron e Kabrine (Gleison); Edicarlos e Geraldo (Keké). O técnico foi o ex-zagueiro Gerson Vieira.
Foi o primeiro caneco de campeão levantado pela Ceilandense.

Em 2010, o clube mudou mais uma vez de escudo e de uniforme. Devido a uma parceria entre o Ceilandense e o Atlético Goianiense, o clube mudou seu nome, seu escudo, seu uniforme e seu mascote, passando a se chamar Sociedade Atlético Ceilandense.
O Atlético Ceilandense fez uma boa campanha em sua volta à Primeira Divisão, chegando em quarto lugar no campeonato de 2010.
O clube conseguiu um sexto lugar em 2011 e em 2012 quase foi rebaixado, ficando com o mesmo número de pontos ganhos do 11º colocado, o Formosa.
Neste ano de 2013 foi o sexto lugar entre os doze participantes, garantindo, assim, sua presença na Primeira Divisão de 2014.



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A EXCURSÃO DO RABELLO AO NORTE DO BRASIL - 1967


Pelo vôo 220 da Vasp, às 8 horas e 30 minutos do dia 14 de abril de 1967, a delegação do Rabello viajou rumo a Belém (PA), onde começaria sua excursão por gramados do norte do Brasil.
Seria a primeira excursão de um clube brasiliense ao norte do Brasil, jogando, mais precisamente, em Belém (PA) e Teresina (PI).
A delegação estava assim composta: Chefe – Aliatar Pinto de Andrade; Técnico – Samuel Lopes; Jornalista – Márcio Télio; Enfermeiro – Fuminho e Massagista, Roupeiro – Marreta e 18 jogadores, a saber: Dico, Paulo Roberto, Dão, Mello, Carlão, Luiz, Wantuil, Didi, Tião, Zé Maria, Paulinho, Zezé, Sabará, Cid, Carlinhos, Edinho, Hélio e Jonas.
Zé Walter apresentou um problema de última hora, que não pôde ser resolvido em tempo suficiente para que seu nome fosse incluído entre os que viajaram. Também não viajaram João Dutra e Serginho.

OS JOGOS

O alvinegro brasiliense disputou cinco jogos nessas cidades, obtendo duas vitórias, dois empates e uma derrota.

A ESTREIA DIANTE DO PAYSANDU

Sua estreia aconteceu no dia 16 de abril de 1967, no Estádio da Curuzu, diante do Paysandu, que estreava o ex-goleiro Carlos Castilho como seu treinador. O Paysandu venceu por 3 x 1. Bené marcou os três gols do bicolor paraense.

EMPATE COM O CLUBE DO REMO

No dia 19 de abril de 1967 o Rabello enfrentaria outro grande time de Belém, o Clube do Remo. Conquistou um grande resultado ao empatar em 1 x 1. Paulinho, aos 15 minutos do 1º tempo marcou o gol do Rabello. O alvinegro sustentou essa vantagem até faltarem dez minutos para o encerramento do jogo, quando sofreu o empate, por intermédio de Luís Carlos.
O empate fez justiça ao bom futebol apresentado pelas duas equipes. Houve oportunidades perdidas dos dois lados, servindo a trave como a salvação do Rabello em dois lances, com Dico batido. Também o Rabello perdeu mais de duas oportunidades de gol.
Paulinho, Edinho, Zé Maria e Wantuil foram os nomes de maior destaque no Rabello.
Jogou o Rabello com Dico, Didi, Mello, Wantuil e Hélio (Dão); Luiz, Zé Maria e Paulinho (Tião); Zezé, Cid e Edinho. O Clube do Remo atuou com Florisvaldo, Ribeiro (Íris), Socó, Nagel e Assis; Oberdan e Luís Carlos; Magalhães, Rangel, Zezé (Edvard) (Afonso) e Neves.
O árbitro foi Antônio Santos, da Federação Paraense de Futebol, e a renda alcançou NCr$ 40.950,00.

SEGUNDO JOGO CONTRA O REMO

Como era comum na época, tendo acontecido empate no primeiro encontro, normalmente os clubes disputavam outro jogo. E este aconteceu no dia 23 de abril de 1967: novo empate em 1 x 1 entre Remo e Rabello.No Remo, o destaque era o atacante Amoroso, ex-Botafogo, do Rio de Janeiro.

1º JOGO NO PIAUÍ: VITÓRIA SOBRE O FLAMENGO

O Rabello deixou Belém no dia 24 de abril de 1967 e seguiu para Teresina, capital do Piauí, onde o aguardava dois outros encontros contra clubes da cidade. A delegação do Rabello hospedou-se no Hotel Central.
Estreando em gramados piauienses, no dia 27 de abril de 1967, no Estádio Lindolfo Monteiro, o Rabello conquistou sua primeira vitória, ao derrotar o Flamengo local por 1 x 0, gol de Edinho, aos 40 minutos do 2º tempo.
O goleiro Dico e o zagueiro Wantuil foram os destaques do Rabello.
O Rabello jogou com Dico, Dão (Hélio), Mello, Wantuil e Didi; Luiz, Zé Maria e Tião; Zezé (Sabará), Cid e Edinho. Flamengo: Luiz Mário, Maneca, Amadeu, Estácio e Matintim; Gringo e Nilson (Salvador); Massarico, Evandro, Mano e Edu.

NOVA VITÓRIA EM TERESINA

Encerrando a sua temporada em gramados do Norte/Nordeste, o Rabello colheu um grande triunfo no dia 30 de abril de 1967, ao vencer o River, por 3 x 0, no mesmo Estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina (PI).
No 1º tempo, Carlinhos inaugurou o marcador aos 43 minutos. No 2º, Cid marcou duas vezes, aos 30 e 40 minutos, definindo o placar de 3 x 0 a favor do Rabello.
O árbitro foi David Pinto de Almeida e a renda de NCr$ 3.977,20.
Jogaram as equipes assim: RABELLO - Dico, Didi, Mello, Wantuil e Hélio; Luiz (Carlão), Zé Maria e Tião; Zezé (Sabará), Cid e Carlinhos (Edinho). RIVER - Antônio João, Gildo, Gereba, Paulo e Louro; Mariano e Wilmar; Mariola, Valdeck (Clemilson), Tassu (Riba) (Paulinho) e Escurinho.
Tempos depois, o goleiro Dico e o atacante Roberto transferiram-se para o Clube do Remo. Dico se tornou um dos maiores ídolos da história do Clube do Remo, conquistando seis títulos paraenses e se tornando o goleiro mais vitorioso desde que o futebol do Pará foi profissionalizado.

O DESEMBARQUE EM BRASÍLIA

A delegação do Rabello desembarcou no Aeroporto Internacional de Brasília às 17:45 horas do dia 1º de maio de 1967.
Além de inúmeros familiares dos membros da comitiva, um grande número de torcedores aguardava a delegação.