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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

FÉRIAS + NATAL + ANO NOVO




A partir de hoje e até o dia 29 de dezembro de 2014 estarei de férias, curtindo uma praia em Pernambuco!
Foi muito bom ter você como nosso leitor. Obrigado por ter visitado nosso blog.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

SÉRIE “AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA”: Desastre em Nova Friburgo


Com a finalidade de participar dos festejos da “Libertação dos Escravos”, anualmente comemorada em Niterói, a Federação Desportiva de Brasília, através de seu presidente Jardel Noronha de Oliveira, acertou um amistoso em Niterói, no dia 13 de maio de 1962, contra o selecionado fluminense.
A delegação da FDB, composta de 25 pessoas, entre dirigentes, atletas e convidados, deixaria Brasília no dia 12 de maio, pela manhã, em avião da FAB, regressando ao DF no dia 14 de maio.
A Comissão Técnica, formada por Aliatar Pinto de Andrade, Waldyr de Carvalho (treinador) e Juvenal Francisco Dias convocou os seguintes jogadores: os goleiros Matil e Gonçalinho; os defensores Jair, Gavião, Edilson Braga, Leocádio, Bimba e Enes, os armadores Matarazzo, Sabará, Orlando, Alaor Capella e Beto Pretti e os atacantes Invasão, Ubaldo, Zezito, Nicotina, Ely, Raimundinho, Arnaldo e Reinaldo.
Também ficou acertado que o primeiro treino aconteceria no campo do Defelê, no dia 8 de maio.
Os titulares venceram por 3 x 0, com gols consignados por intermédio de Ely, Alaor Capella e Raimundinho. A prática teve a duração de 60 minutos. A equipe titular esteve assim constituída: Matil, Oswaldo e Gavião; Matarazzo, Bimba e Enes; Ubaldo (Nicotina), Ely, Alaor Capella, Beto Pretti e Raimundinho.
Dos convocados não compareceram ao treino Edilson Braga, Jair, Sabará e Arnaldo. Mais tarde, soube-se que os quatro jogadores não sabiam do treino.
O segundo e último treino aconteceria no dia 10 de maio, também no campo do Defelê.
Além dos já citados jogadores, constituíam o restante da delegação as seguintes pessoas: Gerson Barbosa (Chefe), Paulo Linhares (Subchefe), Júlio Capilé (Médico), Ciro Machado do Espírito Santo (Relações Públicas), Wanderley Matos (Jornalista) e os convidados Orlando Gaglionone, Roosevelt Nader e o árbitro Jorge Cardoso.
A primeira alteração na programação foi na forma de locomoção para o Estado do Rio. Antes previsto para ser em avião da FAB, acabaram indo em ônibus especial, numa cansativa viagem que tornou difícil a recuperação dos jogadores para o jogo.
Depois, aconteceu mudança no local do jogo. De última hora, os dirigentes da Federação Fluminense de Futebol entenderam que Nova Friburgo seria o local ideal para receber o jogo tendo em vista que a cidade contava com o maior número de atletas no selecionado e poderia oferecer melhor arrecadação. A Seleção de Nova Friburgo era bicampeã do Estado do Rio
Ao contrário do que se esperava, os jogadores Bimba e Beto e o árbitro Jorge Cardoso não acompanharam a delegação, que se hospedou no Hotel Avenida.
Resultado: o que se viu em campo foi uma derrota fragorosa, com um selecionado que demonstrou claramente que estava cansado da viagem, que em momento algum conseguiu entrosamento, deixando-se bater com facilidade pelo escrete local, dada a sua grande superioridade técnica em campo.
O jogo foi decidido no 1º tempo, quando a Seleção de Nova Friburgo abriu a expressiva vantagem de 4 x 0. No segundo tempo aconteceram dois gols para cada lado, finalizando com o placar de 6 x 2 a favor da seleção fluminense.
Ficou claro que, sem querer justificar o fracasso, o grande mal do futebol brasiliense continuava sendo a falta de planejamento.
Eis a ficha técnica do jogo:

SELEÇÃO DE NOVA FRIBURGO 6 x 2 SELEÇÃO DE BRASÍLIA

Local: Nova Friburgo (RJ)
Data: 13 de maio de 1962
Renda: Cr$ 42.000,00
Árbitro: Aldemar de Carvalho
Gols: Paulo Banana (3), Gelson (2) e Carlinhos Machado para a Seleção de Nova Friburgo e Raimundinho e Nicotina para a Seleção do Distrito Federal.
SELEÇÃO DE NOVA FRIBURGO: Luisinho (Gabriel), Leão (Cici) e Carlito (Macedo); Tilu (Maduro), Natal e Aguinaldo; Reinaldo (Catita), Carlinhos Machado, Gelson (Rapizo), Paulo Banana e Pardal.
SELEÇÃO DE BRASÍLIA: Gonçalinho (Matil), Jair, Oswaldo (Leocádio) e Enes; Sabará e Orlando; Nicotina, Alaor Capella (Ubaldo), Ely, Matarazzo (Invasão) e Raimundinho.

REGISTROS PÓS-JOGO
Como se não bastasse o vexame no campo de jogo, os jogadores ainda tiveram que passar por outro aperto: o ônibus que trazia a delegação brasiliense quebrou, retardando em mais de 48 horas a volta ao Distrito Federal.
Quando chegaram em Brasília, alguns dirigentes resolveram botar a boca no trombone. Roosevelt Nader revelou que, até o dia em que o escrete de Brasília havia chegado a Niterói, nenhum encontro estava marcado, como dissera antes o presidente da Federação Jardel Noronha de Oliveira. Para “salvar o barco” foi preciso conseguir de última hora um amistoso em Nova Friburgo e que redundou no fracasso acima relatado.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

SÉRIE “O FUTEBOL NAS CIDADES-SATÉLITES”: CRUZEIRO - Parte 3



O ESTÁDIO FRANCISCO PIRES






Em 2004 a cidade do Cruzeiro ganhou um estádio de futebol, o Francisco Pires (nome em homenagem ao administrador regional na época), apelidado carinhosamente de Ninho do Carcará. A inauguração aconteceu no dia 8 de agosto de 2004, com várias festividades, mas sem futebol. 

domingo, 14 de dezembro de 2014

SÉRIE “O FUTEBOL NAS CIDADES-SATÉLITES”: CRUZEIRO - Parte 2





O Cruzeiro só voltou a ter um representante na principal divisão do futebol do DF em 1976, justamente no ano em que o profissionalismo foi implantado em definitivo no Distrito Federal.

sábado, 13 de dezembro de 2014

SÉRIE “O FUTEBOL NAS CIDADES-SATÉLITES”: CRUZEIRO - Parte 1


No último dia 30 de novembro, a cidade do Cruzeiro completou 55 anos de existência.
Estamos aproveitando essa comemoração para dar início a uma nova série, sobre a história do futebol nas cidades-satélites do Distrito Federal. O Cruzeiro é a primeira da série.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

CLUBES DE BRASÍLIA: Atlas



Logotipo da empresa

O Atlas Futebol Clube foi fundado em 1º de maio de 1965 e tinha como finalidade principal a prática do esporte amador em Brasília (DF).
Era mantido pela Elevadores Atlas S. A., empresa que em maio de 1999 teve seu controle acionário adquirido pelo grupo suíço Schindler.
O Atlas participou apenas de uma competição oficial promovida pela então Federação Desportiva de Brasília: o campeonato brasiliense de 1969, quando a entidade máxima do futebol do DF resolveu juntar clubes amadores e profissionais.
Fez sua estreia no dia 13 de abril de 1969, derrotando o Rabello, por 1 x 0, gol de Wilmar. Depois, nos demais jogos, só derrotas e um empate (2 x 2 Carioca).
Não chegou ao final da competição, abandonando-a antes e levando WO nos dois últimos jogos contra Grêmio e Jaguar, nos dias 22 e 29 de junho de 1969, respectivamente. Ficou com a décima posição entre as onze equipes do Grupo A.
Nunca mais voltou a disputar uma competição oficial.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

JOGOS INUSITADOS: O DIA EM QUE O CEUB VENCEU UM CAMPEÃO MUNDIAL






O empresário uruguaio Juan Figer assinou contrato no dia 17 de julho de 1972 para uma série de amistosos do Estudiantes de La Plata, Argentina, no Brasil.
O Estudiantes chegou com o cartaz de campeão da Taça Libertadores de 1968, 1969 e 1970 e de campeão mundial interclubes de 1968.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ESTATÍSTICAS DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1987




CLUBES PARTICIPANTES: 8.
JOGOS REALIZADOS: 92.
GOLS ASSINALADOS: 175.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO: 1,9.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Brasília, 32 gols a favor.
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Planaltina, 6 gols a favor.
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO: Taguatinga, 14 gols contra.
PIOR DEFESA DO CAMPEONATO: Tiradentes e Planaltina, 30 gols contra.
MELHOR SALDO DE GOLS: Taguatinga, com 16.
MAIOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Brasília, com 12.
MENOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Planaltina, com 2.
MENOR NÚMERO DE DERROTAS: Brasília, com 4.
MAIOR NÚMERO DE DERROTAS: Planaltina, com 14.
MELHOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO: Brasília, com 65,4%.
MAIOR GOLEADA DO CAMPEONATO: 15.03.1987, Brasília 5 x 0 Tiradentes.
JOGO COM MAIOR NÚMERO DE GOLS MARCADOS: 22.02.1987, Tiradentes 5 x 2 Guará.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: Múcio




Múcio Antônio de Lima nasceu em Carmo do Paranaíba (MG), no dia 29 de novembro de 1932.
Atuava como zagueiro e como volante. Fez seu primeiro jogo no Atlético Mineiro no dia 5 de fevereiro de 1950, um amistoso contra o Sete de Setembro (MG), com vitória de 2 x 1.

domingo, 7 de dezembro de 2014

OS ARTILHEIROS: CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1990



1º - Evandro (Gama), 9;
2º - Wadi (Brasília) e Augusto (Gama), 6;
3º - Dida (Guará) e Marcelo Freitas (Taguatinga), 4;
4º - Rogerinho (Guará) e Tuta e Wilson (Taguatinga), 3;
5º - Antunes, Gilmar e Josimar (Brasília), Carlos Gomes (Ceilândia), Artur, Filó, Vicente e Zoca (Gama), Boloni, Marquinhos e Rômulo (Guará), Lindário (Planaltina), Régis, Washington e Zuza (Sobradinho), Carlinhos, Da Silva e Rogério (Taguatinga) e Bé, Egberto, Joel e Murilo (Tiradentes), 2;
6º - Chiquinho (Brasília), Bebeto, Carioca, Jone, Pires e Sidney (Ceilândia), Amarildo, Beijoca, Claudinho, Formiga, Toinzé e Zé Nilo (Gama), Chaguinha (contra), Juscelino, Ricardo e Toninho (Guará), Ahlá, Elton e Helder (Planaltina), Boca, Chiquinho (contra), Marcão, Pires e Ronaldo (Sobradinho), Bilzão e Joãozinho (Taguatinga) e Beto Guarapari, Jarbas, Olavo, Touro, Washington e Zé Maurício (Tiradentes), 1.

sábado, 6 de dezembro de 2014

SÉRIE “AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA: ZIZINHO ENFRENTA O VASCO DA GAMA


O amistoso contra o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, foi mais uma das diversas festividades programadas para comemorar o segundo ano de vida de Brasília, no dia 21 de abril de 1962.
O desejo dos responsáveis pela programação esportiva era trazer o Internacional, de Porto Alegre (RS). Porém, devido a impossibilidade do clube gaúcho comparecer, foi convidado o Vasco da Gama, que aceitou.
A Comissão Técnica foi formada por Oswaldo Cruz Vieira, Aliatar Pinto de Andrade e Waldyr (Didi) de Carvalho (além do Preparador Físico Walter Machado da Costa e do massagista Fuminho).

Os jogadores convocados pela Comissão Técnica e que se apresentaram no dia 3 de abril de 1962, no campo do Defelê, foram os seguintes:
GOLEIROS: Matil (Defelê), Gonçalinho (Guanabara) e Bola Sete (Guará);
LATERAIS-DIREITO: Alberto (Nacional) e Edilson Braga (Cruzeiro do Sul);
ZAGUEIROS-CENTRAIS: Beto II (Guará) e Eufrásio (Nacional);
QUARTOS-ZAGUEIROS: Bimba (Rabello) e Múcio (Guará);
LATERAIS-ESQUERDO: Enes (Rabello) e Oswaldo (Defelê);
MÉDIOS-VOLANTES: Índio (Guará) e Remis (Grêmio);
PONTEIROS-DIREITO: Nelício (Guanabara) e Ramiro (Defelê);
MEIAS-ARMADORES: Alaor Capella (Rabello) e Invasão (Defelê);
CENTRO-AVANTES: Ely (Defelê) e Zezito I (Nacional);
PONTAS-DE-LANÇAS: Beto Pretti (Nacional) e Zezito II (Alvorada); e
PONTEIROS-ESQUERDO: Reinaldo (Defelê) e Arnaldo (Rabello).
Alguns jogadores não obedeceram à chamada da Federação, outros se contundiram antes da apresentação; para substituí-los foram chamados: Gaguinho e Sabará (Rabello), Jair e Ubaldo (Planalto), Manoel (Alvorada), Aderbal (Guará), Matarazzo e Gavião (Defelê) e Sérgio (Grêmio).
No treino coletivo realizado no dia 10 de abril de 1962, às 16 horas, no campo do Defelê, o destaque negativo foram as ausências verificadas (nove ao todo).
O quadro azul, considerado o titular, venceu o amarelo pelo placar de 3 x 1, com tentos de Beto Pretti (2) e Ely, enquanto que Ramiro descontou para o time amarelo.
As equipes estiveram assim formadas: Azul - Matil, Jair, Bimba e Edilson Braga; Matarazzo e Enes; Ubaldo, Invasão (Zezito I), Ely, Beto Pretti e Arnaldo. Amarelo - Gonçalinho, Gavião e Alberto; Manoel, Alaor Capella e Osvaldo; Ramiro, Sérgio, Zezito I (Invasão), Zezito II e Leônidas.
Os quatro treinos coletivos programados foram totalmente prejudicados, pois em nenhum deles o técnico Didi de Carvalho pôde contar com o total dos atletas convocados.

O JOGO
Zizinho

A equipe de Brasília jogou a metade da partida reforçada por Zizinho.
O primeiro gol foi marcado aos 15 minutos do primeiro tempo através do ponta-esquerda Arnaldo. Ainda no primeiro tempo, aos 43 minutos, Saulzinho empatou.
O selecionado brasiliense esteve melhor durante sessenta dos noventa minutos jogados, só não conseguindo expressivo triunfo pela falta de sorte de seus atacantes e também devido ao grande número de substituições que prejudicaram o rendimento da equipe.
Além de encontrar grande resistência no goleiro adversário, Matil, o Vasco da Gama teve sempre dificuldade de armar seus ataques, pela falta de apoio no meio-de-campo, onde o meia-esquerda Beto Pretti, de Brasília, ganhava a maioria das jogadas contra Lorico e Écio, no primeiro tempo.
No segundo tempo, quando a equipe de Brasília reforçou-se com a entrada de Zizinho no centro do ataque e as inúmeras substituições realizadas no segundo tempo serviram para quebrar a continuidade do jogo, pois tanto o Vasco da Gama como a seleção de Brasília não conseguiram entrosar suas equipes com as seguidas mudanças e deslocações no ataque e na defesa.

Vários desses jogadores estiveram em Brasília em 1962

Eis a súmula do jogo:
SELEÇÃO DE BRASÍLIA 1 x 1 VASCO DA GAMA
Local: Estádio “Vasco Viana de Andrade”
Árbitro: Amílcar Ferreira, do Rio de Janeiro
Gols: Arnaldo, 15 e Saulzinho, 43
SELEÇÃO DE BRASÍLIA: Matil, Jair (Aderbal), Edilson Braga, Bimba (Zezito) e Enes; Sabará (Reinaldo) (Matarazzo) e Beto Pretti; Ubaldo (Invasão), Alaor Capella (Zizinho), Ely (Ceninho) e Arnaldo.
VASCO DA GAMA: Ita, Paulinho, Brito, Barbosinha e Coronel (Russo); Écio (Laerte) e Lorico (Roberto Pinto); Sabará (Joãozinho), Javan, Saulzinho e Da Silva.

Friedenreich

Além de Zizinho, outro convidado especial foi o ex-craque Arthur Friedenreich.

O técnico Jorge Vieira, que estreava no comando do Vasco da Gama, deu declarações aos jornais dizendo-se impressionado com a atuação de três jogadores do selecionado brasiliense: Matil, Sabará e Beto Pretti.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A HISTÓRIA DA SEGUNDA DIVISÃO NO DF - Parte 15 (2009)






Disputado pelo menor número de participantes nos últimos dez anos, o Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2009 teve apenas sete clubes inscritos.
Por outro lado, teve um grande número de novidades.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O QUE ACONTECEU HÁ 50 ANOS (01 a 31.12.1964)






02.12.1964

O técnico Didi de Carvalho convocou os seguintes jogadores para o jogo da Seleção do Distrito Federal contra os Veteranos Paulistas, previsto para o dia 5 de dezembro de 1964:
Do Rabello: Gaguinho, Aderbal, Beto Pretti, Zezé, Djalma e Sabará.
Do Defelê: Bawany, Walter, Arnaldo e Fernando;
Do Grêmio: Alvinho;
Do 1º de Maio: Cascorel, Miranda, Clarindo, Ceará, Firmo e Bolinha;
Do Colombo: Dico, Baiano, Tião I, João Dutra, Paulista, Índio e Sir Peres;
Do Luziânia: Walmir Gato, Invasão, Daniel e Segóvia.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

STJD CONFIRMA BRASÍLIA COMO CAMPEÃO DA COPA VERDE 2014






No dia 21 de abril de 2014, no Estádio Mané Garrincha, o Brasília venceu o Paysandu, de Belém (PA), no tempo normal de jogo pelo placar de 2 x 1, mesmo resultado verificado na capital paraense, a favor do Paysandu, no dia 8 de abril de 2014. Com isso, foi necessária a decisão do torneio na cobrança de pênaltis, quando o Brasília venceu por 7 x 6 e sagrou-se campeão da primeira edição da Copa Verde.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

ESTATÍSTICAS DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1986






CLUBES PARTICIPANTES: 8.
JOGOS REALIZADOS: 69.
GOLS ASSINALADOS: 165.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO: 2,4.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Taguatinga e Brasília, 32 gols a favor.
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Guará, 8 gols a favor.
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO: Sobradinho, 14 gols contra.
PIOR DEFESA DO CAMPEONATO: Ceilândia, 27 gols contra.
MELHOR SALDO DE GOLS: Sobradinho, com 29.
MAIOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Sobradinho, com 11.
MENOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Guará, com 1.
MENOR NÚMERO DE DERROTAS: Sobradinho, com 3.
MAIOR NÚMERO DE DERROTAS: Guará, com 11.
MELHOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO: Sobradinho, com 69,0%.
MAIOR GOLEADA DO CAMPEONATO: 27.04.1986, Taguatinga 6 x 0 Ceilândia.
JOGO COM MAIOR NÚMERO DE GOLS MARCADOS: 02.04.1986, Brasília 6 x 2 Tiradentes.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

AS DECISÕES: CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1974



Pioneira, a campeã de 1974

Jaguar, campeão do 1º turno, e Pioneira, vencedor do 2º, decidiram o campeonato brasiliense de 1974, ainda amador, em dois jogos, ambos disputados no Estádio Pelezão.
No primeiro jogo, disputado em 1º de dezembro de 1974, o Pioneira deu importante passo para a conquista do campeonato, ao derrotar o Jaguar por 3 x 0, em jogo assistido por um público apenas regular.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O 21 DE ABRIL NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: 1970


Capa do livro publicado na véspera da inauguração
de Brasília onde era possível encontrar todas
as atividades que seriam realizadas na cidade

A nova Capital da República, Brasília, foi inaugurada em 21 de abril de 1960. De lá para cá tornou-se uma tradição comemorar essa data com a realização de diversos eventos esportivos. O futebol sempre deu a sua parcela de contribuição.

Aos poucos contaremos fatos ocorridos nessa data e a sua importância na história do futebol brasiliense. Começaremos com o ano de 1970.

“Ao cumprir-se o décimo ano de vida de Brasília, junto-me, pelo pensamento, aos pioneiros humildes que a fizeram com as próprias mãos; aos que vieram depois e a adotaram como terra sua; aos que nela cumprem o seu dever transitório; às crianças que aqui nasceram; ao povo todo enfim que aqui vive e se orgulha desta cidade-capital.”

Esse foi um dos trechos da mensagem lida no rádio e na televisão, ao povo de Brasília, em 21 de abril de 1970, pelo então Presidente da República Emílio Garrastazu Médici.
Para comemorar o 10º aniversário da Capital Federal, a Federação Desportiva de Brasília promoveu uma rodada dupla no dia 21 de abril de 1970, tendo como local o Estádio Pelezão.




Na preliminar, o campeão brasiliense de 1969, o Coenge, e o Tupi, de Juiz de Fora (MG), não mexeram no placar: 0 x 0.
Esses foram os dados técnicos do jogo:

COENGE 0 X 0 TUPI
Árbitro: Mário José da Silva
Coenge: Carlos José, Jaimir, Elias, Mauro e Xixico; Bugue e Divino; Zezé (Agostinho), Zé Carlos, Pelezinho (Pelezão) e Oscar. Técnico: Carlos Morales. 
Tupi: Lumumba, Santana, Murilo, Jair e Danilo; Jailton e Osvaldo (Heleno); Milton (Edinho), Cristóvão (Hércules), Adair e Ninha.



O jogo de fundo reuniu o Grêmio, de Porto Alegre, e o Atlético Mineiro.
Dois dias antes do amistoso em Brasília, o Grêmio havia vencido no Mineirão a equipe do América, de Belo Horizonte, por 2 x 1.
Assim, as equipes viajaram no dia 20 de abril, no mesmo avião, de Belo Horizonte para Brasília. Cada clube recebeu a cota fixa de 15 mil cruzeiros.
O Atlético Mineiro homenageou o Presidente da República oferecendo-lhe um chaveiro de ouro com o escudo do clube.
O jogo foi realizado com os portões abertos e o público foi calculado em mais de 20.000 espectadores, um dos maiores que já compareceu ao Estádio Pelezão.
O jogo foi bem disputado e agradou ao público. Depois de um início de jogo equilibrado, o Grêmio passou a dominar a partida, explorando principalmente as falhas da zaga central atleticana.
Aos 22 minutos do 1º tempo, surgiu o primeiro gol do Grêmio. Depois de uma trama pelo centro do ataque, Volmir chutou forte da esquerda, entrando Flecha na corrida para tocar de primeira para as redes.
O segundo gol do Grêmio aconteceu aos 17 minutos do 2º tempo, num contra-ataque, quando a defesa do Atlético Mineiro cedeu um escanteio. Na cobrança pela direita, Volmir recebeu curto de Flecha e numa jogada muito aplaudida pelo público, driblou seguidamente três adversários, entrou na área e chutou. A bola bateu num zagueiro atleticano e sobrou para João Severiano emendar da marca do pênalti para dentro do gol.
A súmula do jogo foi a seguinte:

GRÊMIO 2 X 0 ATLÉTICO MINEIRO
Árbitro: Armando Marques
Gols: Flecha, 22 e João Severiano, 62
Grêmio: Breno, Espinosa, Ari Ercílio, Beto e Jamir; Jadir e Sérgio Lopes; Flecha (Paíca), João Severiano, Volmir e Loivo. Técnico: Carlos Froner.
Atlético Mineiro: Hélio, Humberto Monteiro, Normandes, Vander e Vantuir; Vanderlei Paiva e Amauri Horta (Humberto Ramos); Vaguinho, Lola, Lacy (Beto) e Tião. Técnico: Telê Santana.

Obs.: Todos os jogadores receberam uma medalha do Presidente da República Emílio Garrastazu Médici. Aos capitães das duas equipes foram entregues as taças comemorativas da partida.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

JOGOS INUSITADOS: CEUB x SELEÇÃO DE COSTA DO MARFIM





Hoje a seleção de Costa do Marfim é considerada uma das mais fortes da África, bem conceituada no mundo do futebol, disputou as três últimas Copas do Mundo, foi vice-campeã africana em 2006 e 2012 e revelou craques como Yaya Touré ou Didier Drogba.
Mas, nem sempre foi assim. Quarenta anos atrás, a seleção de Costa do Marfim veio ao Brasil para uma série de amistosos com o objetivo de aprender a jogar futebol.

sábado, 22 de novembro de 2014

RETRATO 3 x 4: PEDRO AYUB





NOME COMPLETO: Pedro Ayub Julião Junior
APELIDO: Pedro Ayub
POSIÇÃO: Volante
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO
: Itaqui-RS, 15.06.1977

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

CLUBES DE BRASÍLIA: União, de Paracatu (MG)





Após a definitiva implantação do profissionalismo no futebol de Brasília, ocorrida em 1976, a primeira vez que a Federação Brasiliense de Futebol organizou um campeonato de Segunda Divisão foi em 1997. 
A Federação Metropolitana de Futebol foi surpreendida com o pedido de filiação de clubes de outros Estados, que perceberam ser mais viável economicamente disputar o campeonato do DF do que o de seus Estados de origem. A entidade então resolveu autorizar clubes de outras unidades da federação a participaram de suas competições desde que tivessem sede em cidades localizadas a menos de 200 km de Brasília, o popularmente chamado “Entorno de Brasília” (por ficar ao redor da cidade).
Oficialmente reconhecida como Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno, ela foi criada pela Lei Complementar nº 94, de 19 de fevereiro de 1998. É constituída pelo Distrito Federal e de alguns municípios de Goiás e Minas Gerais (sendo 19 de Goiás e 3 de Minas Gerais, totalizando 22), com uma área pouco menor que a Croácia, por exemplo, com uma população de aproximadamente 4 milhões de habitantes.
No campeonato de 1997, clubes de quatro cidades de outros Estados tomaram parte, sendo duas de Goiás (Cristalina e Formosa) e duas de Minas Gerais (Unaí e Paracatu). Desta última o representante foi o União Esporte Clube.

COMO SURGIU O UNIÃO
Com a criação da Liga Paracatuense de Futebol em 1968, os dirigentes da Liga Católica Esporte Clube resolveram mudar o nome do clube. Para tanto, convocaram uma reunião para o dia 1º de maio de 1968, no Cine Santo Antônio. A mudança visava definir melhor a finalidade do clube, que deixaria de ter uma ligação direta com as atividades sociais e religiosas e se tornaria uma associação esportiva.
Na assembléia, presidida por Ruy Costa Ulhoa, após várias propostas apresentadas e discutidas, ficou acertado que os presentes, em comum acordo, deliberavam fundar um clube esportivo sob forma de sociedade por cotas, com estatuto próprio e dentro das normas exigidas pela Federação Mineira de Futebol. 
O nome, UNIÃO ESPORTE CLUBE, foi escolhido pela maioria das pessoas ali presentes, e nasceu da sugestão do sócio Vivaldo Vicente Rocha. 
Em seguida, escolheu-se uma diretoria provisória, que ficou assim constituída:
Presidente: Ruy Costa Ulhoa; 1º Secretário: Diogo Alberto Rocha; 2º Secretário: Silvestre Furtado Assunção; 1º Tesoureiro: Diogo Alberto Rocha; 2º Tesoureiro: José Joaquim Costa; Diretor Social: Benito Klinger Ulhoa; Diretor de Esportes: Manoel Joaquim Pinheiro; Diretor de Patrimônio: Joaquim André Sobrinho e Consultor Jurídico: José Reinaldo Pinheiro.
Passou-se, então, à próxima etapa da concretização do novo clube esportivo: a aquisição do terreno para erguer o estádio.
O terreno do Comércio ficava no atual Bairro das Amoreiras, no local primitivamente chamado de Largo do Tainha.
Frei Norberto não perdeu tempo. Num trabalho de convencimento, conseguiu dos ex-sócios do Comércio a doação do imóvel para a Sociedade São Vicente de Paulo, pois conforme rezavam os estatutos da agremiação, em caso de sua dissolução, os seus bens passariam àquela sociedade beneficente. 
A participação do advogado e professor Antônio Ribeiro foi importante nas medidas necessárias à doação, inclusive por figurar como último presidente do Comércio Esporte Clube. Antônio encarregou-se de transição, colaborando decididamente para que o projeto de doação para a Sociedade São Vicente de Paulo se tornasse uma realidade. 
Cedida a área, iniciou-se a fase áurea da Liga Católica Esporte Clube, no tocante as conquistas no futebol.
Depois que foi fundado, o União passou a disputar as competições promovidas pela liga de Paracatu. Também já disputou o campeonato mineiro da terceira divisão nos anos de 1987 e 1988 e o campeonato mineiro Sub-20 em 2007, 2011 e 2012.

O UNIÃO NO CAMPEONATO BRASILIENSE
A primeira edição do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão foi disputada em 1997 e contou com a participação de Atlântida, Ceilândia e Taguatinga, representando o Distrito Federal, e União Esporte Clube, de Paracatu (MG), Clube Atlético Cristalinense, de Cristalina (GO), Formosa Futebol Clube, de Formosa (GO) e a Sociedade Esportiva Itapuã, de Unaí (MG).
O campeonato foi disputado em dois turnos, ao final dos quais os quatro primeiros colocados disputariam as semifinais e, os vencedores destas, a final.
O União estreou no dia 27 de abril de 1997, no estádio Frei Norberto, em Paracatu, goleando o Taguatinga por 5 x 0, com dois gols de Oscar e um de Ziel, Geraldo e Renato.
Ao final de doze rodadas, o União ficou em 4º lugar e foi um dos clubes a garantir vaga nas semifinais. Os demais foram Itapuã (1º colocado), Taguatinga (2º) e Atlântida (3º).
No primeiro jogo pelas semifinais, no dia 3 de agosto, atuando em casa o União venceu o Itapuã, por 2 x 1. Uma semana depois, 10 de agosto, foi até Unaí e perdeu a chance de ir para a final, ao ser goleado pelo Itapuã por 4 x 1.
A campanha do União (ficou em 3º lugar na classificação final) em sua única participação em um campeonato promovido pela Federação Brasiliense de Futebol foi a seguinte: 14 jogos, 5 vitórias, 4 empates e 5 derrotas. Marcou 22 gols (segundo melhor ataque) e sofreu 19.
Ziel, do União, foi o artilheiro da Segunda Divisão, ao lado de Muruim, do Itapuã, ambos com 8 gols. Os demais gols do União foram marcados por Oscar (5), Renato (3), Geraldo e Nacib (2), Marcelo e Robson (1).

FREI NORBERTO
O nome do estádio de Paracatu é uma homenagem ao Frei Norberto. Mas, quem foi Frei Norberto?
Frei Norberto Broemink nasceu em 1º de agosto de 1913, em Langeveen, Holanda. Professou na Ordem do Carmo em 1937 e ordenou-se sacerdote em 08-12-1941, na catedral provisória de Santa Efigênia, em São Paulo. Cursou Filosofia e Teologia em nosso instituto do Convento do Carmo em São Paulo.
De 1941 a 1950 viveu na Bahia como pregador de retiros, novenas e missões. Principalmente no médio São Francisco e como promotor de obras de assistência social. Transferiu-se para Paracatu em 1950 lá ficando até 1959. Exerceu as funções de subprior, vigário cooperador, promotor de assistência social aos pobres, tendo construído moderno posto de puericultura, salão de cinema e o campo de esporte da Liga Católica.
Esteve em Contagem de 1962 a 1966 como ecônomo e promotor de aparelhamento do Seminário São José. De 1966 a 1980 trabalhou como pároco em João Pinheiro. Construiu a nova Matriz, 10 capelas rurais e uma Escola Normal.
Em 1980 transferiu-se para o convento da Lapa no Rio de Janeiro.
Era um padre diferente por seu vigor e entusiasmo. Tudo que fazia, fazia-o com muito ardor e muito desgaste emocional. De temperamento agitado, não guardava raiva nem rancor.
Muito ligado ao povo, tendo o dom de se relacionar com jovens para os quais contava suas proezas por este mundo afora. Em Paracatu incentivou o esporte construindo um estádio que hoje traz seu nome.
Seu espírito aventureiro e empreendedor o levou a sempre ler muitos livros de teologia. Discutia qualquer assunto mesmo não sendo entendido, o que fazia de sua personalidade uma riqueza nos recreios da comunidade. Sempre se fez de moderno e de dinâmico, era provocado para estes assuntos pelos confrades e alegrava o ambiente comunitário.
Frei Norberto faleceu no dia 27 de setembro de 2005, depois de completar 92 anos de idade. Foi sepultado no Rio de Janeiro, no Cemitério São João Batista no Rio de Janeiro.


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

SÉRIE "AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA": GOIÁS RETRIBUIU VISITA



Walter Moreira e Joãozinho, os autores dos gols

Erramos ao afirmar na postagem datada de 7 de novembro de 2014 que o amistoso com o Fluminense, do Rio de Janeiro, foi o terceiro disputado pela Seleção de Brasília em 1961.
Na verdade, esse amistoso foi o quarto.
Antes, no dia 30 de abril de 1961, a seleção de Goiás retribuiu a visita que a Seleção de Brasília fez a Goiânia duas semanas antes, mais precisamente no dia 16 de abril de 1961.
No terceiro amistoso de 1961, a Seleção de Brasília deu o troco na seleção goiana, derrotando-a por 2 x 0.
A ficha técnica do jogo foi a seguinte:

DISTRITO FEDERAL 2 x 0 GOIÁS

Local: Estádio Israel Pinheiro, Brasília (DF)
Renda: Cr$ 75.800,00
Árbitro: João Rodrigues
Gols: Walter Moreira, 22 e Joãozinho, 90
DISTRITO FEDERAL: Gaguinho, Jair, Marianelli, Edson Galba e Loureiro; Calado (Hiroito) e Walter Moreira (Nilo); Ubaldo, Dario, Gesil e Joãozinho.
GOIÁS: Uberaba, Clever, Manduca e Sérgio; Dias e Olacir; Caixeta, Elzevir, Carlinhos, Waltercides e Laércio.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Didi de Carvalho



Waldyr de Carvalho, o Didi, nasceu em Lavras (MG), no dia 30 de novembro de 1922.

Começou no futebol defendendo a Associação Olímpica de Lavras e teve uma breve passagem pelo América (RJ), no ano de 1943, o suficiente para conhecer um técnico que marcaria presença em sua carreira de jogador e treinador: Gentil Cardoso.
No América carioca não teve muitas chances para se tornar titular da equipe, eis que o setor defensivo do clube possuía bons jogadores, entre eles um jogador que viria a trabalhar como técnico no futebol brasiliense da década de 60, o argentino Gritta, considerado na época o melhor marcador de Heleno de Freitas.
Uma das poucas vezes que foi titular aconteceu no dia 3 de novembro de 1943, quando o América venceu o São Cristóvão por 3 x 1, em jogo válido pelo Torneio Imprensa.
No final desse ano, acompanhou o América carioca em uma excursão por gramados mineiros. No ano seguinte (1944), transferiu-se para o América, de Belo Horizonte, onde atuou por sete anos, sempre elogiado pela imprensa mineira como jogador disciplinado e padrão de desportividade. 
Também demorou um pouco para se tornar titular no América mineiro. Num amistoso realizado contra o Cruzeiro, em 11 de novembro de 1944, os dois clubes atuaram bastante desfalcados, pois tinham jogadores defendendo a Seleção de Minas Gerais no campeonato brasileiro: o Cruzeiro sem seis titulares e o América sem cinco.

Quando o campeonato foi reiniciado, em dezembro de 1944, Didi assumiu o posto de titular na equipe, não mais perdendo-o.
Em 1945 permaneceu como titular na equipe e o América chegou ao vice-campeonato mineiro.
Na edição de 14.02.1946, do O Diário Esportivo, este jornal realizou uma enquete para se conhecer “o selecionado mineiro da atualidade”.
Relatou o jornal:
“Para a marcação cerrada, Didi. A escolha do center-half da seleção não oferece maiores dificuldades. Quatro são os elementos que se apresentam em condições de preencher o posto: Didi, Fuinha, Tilim e Afonso. Para a tática da marcação cerrada, cremos não haver voz discordante quanto à indicação do “pivô” americano Didi. Duro, duríssimo de ser vencido, quer por cima, quer no jogo rasteiro. Sempre em grande forma física, cavador, de um fôlego extraordinário, Didi assume a ponta dos melhores na posição para o sistema de marcação cerrada”.
Mais adiante o jornal descreve: 
O “SELECIONADO DA ATUALIDADE”
Depois de todas essas ponderações, escolhidos os craks de cada posição, vamos ver como ficou o “scratch” titular do momento no futebol mineiro:
Geraldo II (Cruzeiro), Murilo (Atlético) e Juca (Villa Nova); Vicente (Villa Nova), Didi (América) e Juvenal (Cruzeiro); Lucas (Atlético), Lauro (Siderúrgica), Xavier (Atlético), Ismael (Cruzeiro) e Braguinha (Cruzeiro).
Enquanto esteve no América, de Belo Horizonte, foi convocado e integrou por quatro vezes o selecionado mineiro. 
Sua última participação foi nas semifinais do Campeonato Brasileiro de 1946. No dia 8 de dezembro daquele ano, no Estádio do Pacaembu, a seleção mineira foi derrotada pela Seleção da Guanabara, por 2 x 1, e foi desclassificada da competição. A seleção mineira atuou com Mão de Onça, Bibi e Pescoço; Adelino, Didi e Silva; Lucas, Ismael, Ceci, Paulo Florêncio e Nívio.
O ano de 1948 foi o de consagração de Didi no América. Seu clube conquistou o campeonato mineiro, com apenas duas derrotas nos 18 jogos que disputou, vencendo o Atlético Mineiro na final por 3 x 1. A defesa do América foi a melhor do campeonato, sofrendo apenas 17 gols.

América campeão mineiro de 1948
Em pé: Jorge, Lazaroti, Didi, Tonho, Lusitano e Negrinhão.
Agachados: Hélio, Nadinho, Petrônio, Valsechi e Murilinho.

Também em 1948, o América, com Didi de titular na sua zaga, venceu um torneio quadrangular disputado em Belo Horizonte e que reuniu a superequipe do Vasco da Gama, base da seleção brasileira que disputaria a Copa do Mundo de 1950, o São Paulo e o Atlético Mineiro. Didi formou dupla com Lusitano.
Num de seus últimos jogos no América, em 5 de novembro de 1950, no estádio do Barro Preto, em Belo Horizonte, aconteceu empate de 3 x 3 entre América e Cruzeiro.
Depois do América mineiro, Didi passou pelo Tupã (SP) - onde foi jogador e técnico.

Em outubro de 1953, Didi foi um dos contratados pelo Nacional, de Uberaba, para a disputa do segundo turno do campeonato de Uberaba.
Sua estreia só aconteceu no dia 20 de dezembro de 1953, quando o Nacional venceu o Fluminense, de Araguari, por 3 x 1, em jogo válido pelo torneio do Triângulo Mineiro.
O Nacional, que não vinha bem no citadino, logo passou a atravessar uma ótima fase, com Didi tendo melhorado o seu sistema defensivo e passando a ser considerado um dos melhores centro-médios do sul de Minas.
O Nacional tornou-se vice-campeão do Triângulo Mineiro de 1953. Depois disso, o Nacional foi o campeão amador de Uberaba nos anos de 1954 e 1955.
Em julho de 1954, o treinador Sultan Mattar deixou a direção do Nacional. Enquanto o clube não conseguia um novo técnico, Didi passou a orientar os treinamentos, dando seus primeiros passos como treinador.
Na edição de 18 de agosto de 1954, após vitória do Nacional sobre seu maior rirval, o Uberaba S. C., o jornal Lavoura e Comércio, de Uberaba, disse: “Didi foi uma barreira. Absoluta classe, faz com perfeição o trabalho de cobertura. Está jogando uma enormidade o veterano Didi”.
O treinador do Nacional passou a ser seu ex-companheiro de América carioca, o zagueiro argentino Hector Gritta.
Comentário do “Lavoura e Comércio” de 14 de setembro de 1955: “Didi é outro que está resistindo ao tempo. É como o vinho, quanto mais velho melhor. Didi, a exemplo de Oliveira, atua nos gramados desde 1940. Sempre uma barreira. Nos certames mineiros, pivot do América e depois zagueiro, Didi chegou a figurar no selecionado das Alterosas. Esteve militando no futebol paulista e, certo dia, chegou, viu e venceu no futebol uberabense. É uma “navalha” o craque-barbeiro. Capitão da equipe, mercê suas qualidades de homem e jogador”.
No dia 17 de outubro de 1955, a CBD divulgou um despacho oficial comunicando que concederia o prêmio Belfort Duarte ao jogador Didi. Nota: o prêmio Belfort Duarte era uma homenagem da CBD ao jogador João Evangelista Belfort Duarte, e era oferecido aos jogadores que permanecessem 10 anos sem ser expulso. 
Menos de um mês depois, no dia 8 de novembro de 1955, Didi compareceu ao programa de rádio comandado por Leite Neto para apresentar suas despedidas e ser homenageado pela família nacionalista. Didi sempre foi um exemplo de jogador eficiente e disciplinado e, por estas razões, deixou muitas amizades e saudades.

O novo rumo de Didi seria Ponte Alta, distante 35 km do centro de Uberaba, um distrito mais conhecido por abrigar uma importante fábrica de cimento. O time que Didi iria defender era o Cimento Ponte Alta Sport Club. Didi passou a revezar entre jogador (como capitão da equipe) e treinador do Ponte Alta e a ser funcionário da Fábrica de Cimento. Também continuou inscrito pelo Nacional e ainda disputou alguns jogos pelo campeonato de Uberaba.
Em dezembro de 1955 foi realizada uma enquete para se conhecer a “seleção do ano” e o jogador mais completo do ano. Seis pessoas, sendo cinco cronistas esportivos e um árbitro, elegeram a “seleção do ano” e apontaram o jogador mais completo de 1955.
Os locutores esportivos Farah Zaida e Jorge Zaidan escolheram para craque do ano, Tati e Donaldo, respectivamente. O também locutor Eurípedes Craig votou em Didi, assim justificando seu voto: “Alma do Nacional e dono de um quadro, merece este posto. Didi, pelo que representou ao Nacional, é o craque do ano”.
O goleiro do Uberaba, Vilmondes, recebeu os outros três votos e ganhou a votação.
De 1956 a 1959, às vezes como jogador e outras como treinador, Didi esteve no Ponte Alta.
No dia 1º de maio de 1956, teve lugar um torneio em comemoração ao “Dia do Trabalho”, o Torneio Industriário de Futebol, promovido pelo S. R. F. do SESI, que contou com a participação de seis clubes, dentre eles o Ponte Alta. Sagrou-se campeão o quadro do Ceres F. C., que venceu o Ponte Alta, na disputa de pênaltis, por 3 x 2, depois de 0 x 0 no tempo regulamentar. Didi formou na zaga do Ponte Alta.
Também tomou parte do Torneio Início promovido pela Liga Uberabense de Futebol, sendo eliminado pelo Fabrício.
Nos últimos jogos, principalmente os amistosos disputados contra clubes de Uberaba, Didi atuou mais como treinador do que como jogador do Ponte Alta.
Nos anos de 1958 e 1959, o Ponte Alta continuou prosperando, graças a orientação competente do veterano e admirado Didi. Nesses anos, o Ponte Alta disputou o campeonato amador da cidade de Uberaba, patrocinado pela LUF.

Didi foi um dos primeiros técnicos a vir trabalhar no futebol do Distrito Federal, trazido do interior de Minas Gerais para treinar o Defelê. Chegou à Brasília em julho de 1960, passando a fazer parte do quadro de funcionários do Departamento de Força e Luz - DFL e, a convite de Ciro Machado do Espírito Santo, passou a treinar o Defelê, onde se tornou bicampeão em 1960 e 1961 (também era treinador no ano de 1962 em que o Defelê se sagrou tricampeão, mas saiu antes do encerramento do campeonato).
Também foi o técnico da Seleção do Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de Seleções de 1962 e em diversos jogos amistosos.
No dia 14 de dezembro de 1962 aconteceu a saída do treinador Didi, do Defelê. Ainda assim, foi escolhido como “Melhor Treinador” de 1962 pelo Diário Carioca-Brasília.
Assumiu o comando do Rabello a partir de 13 de janeiro de 1963. 
Em 24 de maio de 1964, Edilson Braga assumiu a direção técnica do Rabello, depois que Didi de Carvalho solicitou licença por um período de 30 dias.
Logo depois, Didi retornou ao Defelê e foi escolhido para treinador da Seleção de Brasília em vários amistosos.
Em 1965 foi treinador do Colombo, voltando ao Defelê em 1966. Depois aconteceu um longo recesso, só retornando em 1970, quando passou a ser treinador do Brasília, de Taguatinga, e foi o técnico do Piloto no campeonato brasiliense de 1972.
De 1973 a 1975 foi o treinador do CEUB no campeonato brasiliense de amadores (o time de profissionais disputava o Campeonato Brasileiro no mesmo período).
Treinou o Gama no Campeonato Metropolitano de 1977.
Era pai dos ex-jogadores Péricles e Wander.